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Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) :PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - VALDIR SERAFIM EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. CSLL. Compensação dos prejuízos. Lei nº 7.689/88 e Instruções Normativas nºs 198/88 e 90/92. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685343. Supremo Tribunal Federal DJe 06/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) :PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - VALDIR SERAFIM RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI: Pitman Moore Brasil S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence (fl. 133) negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “DECISÃO: Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu RE, a, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região assim ementado (f. 77): ‘TRIBUTÁRIO. CSSL. DEDUÇÃO DAS BASES NEGATIVAS. LEI Nº 7.689/88. instruções normativas nºs 198/88 e 9./92. vedação legal. 1 - A Lei nº 7.689/88, que introduziu a Contribuição Social sobre o Lucro, não admite a dedução das bases negativas pretéritas na apuração das bases de cálculo da referida exação, quando estas resultarem positivas. 2 - As Instruções Normativas nºs 198/88 e 90/92 não se incompatibilizam com a Lei nº 7.689/88, pois simplesmente elucidam os preceitos nesta contidos. 3 - O art. 6º da Lei 7.689/88 possibilita a aplicação subsidiária da legislação relativa ao IRPJ, restringindo-a, porém, aos aspectos ali enumerados, ou seja, não acena com a possibilidade de utilização da norma subsidiária em relação à apuração da presente exação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685341. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) :PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - VALDIR SERAFIM RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI: Pitman Moore Brasil S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence (fl. 133) negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “DECISÃO: Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu RE, a, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região assim ementado (f. 77): ‘TRIBUTÁRIO. CSSL. DEDUÇÃO DAS BASES NEGATIVAS. LEI Nº 7.689/88. instruções normativas nºs 198/88 e 9./92. vedação legal. 1 - A Lei nº 7.689/88, que introduziu a Contribuição Social sobre o Lucro, não admite a dedução das bases negativas pretéritas na apuração das bases de cálculo da referida exação, quando estas resultarem positivas. 2 - As Instruções Normativas nºs 198/88 e 90/92 não se incompatibilizam com a Lei nº 7.689/88, pois simplesmente elucidam os preceitos nesta contidos. 3 - O art. 6º da Lei 7.689/88 possibilita a aplicação subsidiária da legislação relativa ao IRPJ, restringindo-a, porém, aos aspectos ali enumerados, ou seja, não acena com a possibilidade de utilização da norma subsidiária em relação à apuração da presente exação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685341. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 474.627 AGR / SP 4 - A dedução das bases negativas da CSSL somente se tornou possível com o advento da Lei nº 8.383/91, limitada, portanto, às bases negativas verificadas a partir de janeiro de 1992, inclusive. 5 - Recurso improvido.’ Alega o RE, em síntese, violação dos artigos 5º, II; 150, I e IV, e 195, I, da Constituição Federal. É inviável o RE. O acórdão recorrido limitou-se a aplicar a legislação infraconstitucional pertinente ao caso; a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, que não enseja reexame na via do recurso extraordinário (v.g., AI 486.823-AgR, 30.11.2004, 1ª T, Britto; e RE 253.783-AgR, 02.03.2004, 2ª T, Ellen): incide o princípio da Súmula 636. Nego provimento ao agravo. Brasília, 18 de outubro de 2006.” Alega a agravante que “não se trata de verificar a interpretação dada à norma infraconstitucional, pois, como dito, a Lei nº 7.689/88, que instituiu a CSLL, não vedou expressamente a compensação pretendida. Daí a violação frontal em que incorreu o v. acórdão regional, que impediu fosse promovida tal compensação” (fl. 141). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685341. Supremo Tribunal Federal AI 474.627 AGR / SP 4 - A dedução das bases negativas da CSSL somente se tornou possível com o advento da Lei nº 8.383/91, limitada, portanto, às bases negativas verificadas a partir de janeiro de 1992, inclusive. 5 - Recurso improvido.’ Alega o RE, em síntese, violação dos artigos 5º, II; 150, I e IV, e 195, I, da Constituição Federal. É inviável o RE. O acórdão recorrido limitou-se a aplicar a legislação infraconstitucional pertinente ao caso; a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, que não enseja reexame na via do recurso extraordinário (v.g., AI 486.823-AgR, 30.11.2004, 1ª T, Britto; e RE 253.783-AgR, 02.03.2004, 2ª T, Ellen): incide o princípio da Súmula 636. Nego provimento ao agravo. Brasília, 18 de outubro de 2006.” Alega a agravante que “não se trata de verificar a interpretação dada à norma infraconstitucional, pois, como dito, a Lei nº 7.689/88, que instituiu a CSLL, não vedou expressamente a compensação pretendida. Daí a violação frontal em que incorreu o v. acórdão regional, que impediu fosse promovida tal compensação” (fl. 141). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685341. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, uma vez que para acolher a pretensão da agravante e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional (Lei nº 7.689/88 e Instruções Normativas nºs 198/88 e 90/92). Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 198/1988 E 90/1992. 1. Alegação insuscetível de apreciação na via extraordinária, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. 2. Precedentes: AIs 226.502-AgR, sob a relatoria do ministro Ilmar Galvão; 486.823-AgR, sob a minha relatoria; 509.096-AgR, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; e 663.698-AgR, sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia; bem como REs 253.783-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie; e 262.379-AgR, sob a relatoria do ministro Néri da Silveira. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 741.657/SP-AgR, Segunda Turma , Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/9/11). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL. COMPENSAÇÃO DOS PREJUÍZOS. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL – LEIS N. 7.689/1988 E 8.383/1991 E Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685340. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, uma vez que para acolher a pretensão da agravante e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional (Lei nº 7.689/88 e Instruções Normativas nºs 198/88 e 90/92). Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 198/1988 E 90/1992. 1. Alegação insuscetível de apreciação na via extraordinária, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. 2. Precedentes: AIs 226.502-AgR, sob a relatoria do ministro Ilmar Galvão; 486.823-AgR, sob a minha relatoria; 509.096-AgR, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; e 663.698-AgR, sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia; bem como REs 253.783-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie; e 262.379-AgR, sob a relatoria do ministro Néri da Silveira. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 741.657/SP-AgR, Segunda Turma , Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/9/11). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL. COMPENSAÇÃO DOS PREJUÍZOS. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL – LEIS N. 7.689/1988 E 8.383/1991 E Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 474.627 AGR / SP INSTRUÇÃO NORMATIVA DIRETOR DO DEPARTAMENTO DA RECEITA FEDERAL – DPRF N. 90 DE 1992. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 838.491/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/5/11). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 90/92 E 168/88. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.383/91 e Instruções Normativas 90/92 e 198/88). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI nº 766.629/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/11/10). “TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 90/92 E 168/88. Alegação insuscetível de apreciação na via extraordinária, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Precedentes: REs 243.851-AgR; 395.527-AgR; 262.379-AgR e AI 226.502-AgR. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 486.823/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 11/3/05). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685340. Supremo Tribunal Federal AI 474.627 AGR / SP INSTRUÇÃO NORMATIVA DIRETOR DO DEPARTAMENTO DA RECEITA FEDERAL – DPRF N. 90 DE 1992. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 838.491/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/5/11). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 90/92 E 168/88. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.383/91 e Instruções Normativas 90/92 e 198/88). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI nº 766.629/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/11/10). “TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 90/92 E 168/88. Alegação insuscetível de apreciação na via extraordinária, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Precedentes: REs 243.851-AgR; 395.527-AgR; 262.379-AgR e AI 226.502-AgR. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 486.823/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 11/3/05). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) : PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - VALDIR SERAFIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642501 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) : PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - VALDIR SERAFIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642501 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1694687
2011-12-06T00:00:00
2012-02-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. CSLL. Compensação dos prejuízos. Lei nº 7.689/88 e Instruções Normativas nºs 198/88 e 90/92. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur204050
- Acórdãos citados: AI 766629 AgR, AI 486823 AgR, AI 838491 AgR, AI 741657 AgR. Número de páginas: 6. Análise: 12/03/2012, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
474627
[ "LEG-FED LEI-007689 ANO-1988\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED INT-000198 ANO-1988\r\n INSTRUÇÃO NORMATIVA DIRETOR DO DEPARTAMENTO DA RECEITA FEDERAL - DPRF\r\n\r\n", "LEG-FED INT-000090 ANO-1992\r\n INSTRUÇÃO NORMATIVA DIRETOR DO DEPARTAMENTO DA RECEITA FEDERAL - DPRF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 474627 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) : PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - VALDIR SERAFIM
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) :PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - VALDIR SERAFIM EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. CSLL. Compensação dos prejuízos. Lei n 7.689/88 e Instruções Normativas ns 198/88 e 90/92. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685343. Supremo Tribunal Federal DJe 06/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) :PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - VALDIR SERAFIM RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI: Pitman Moore Brasil S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence (fl. 133) negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “DECISÃO: Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário, a, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região assim ementado (f. 77): ‘TRIBUTÁRIO. CSSL. DEDUÇÃO DAS BASES NEGATIVAS. LEI n 7.689/88. instruções normativas ns 198/88 e 9./92. vedação legal. 1 - A Lei n 7.689/88, que introduziu a Contribuição Social sobre o Lucro, não admite a dedução das bases negativas pretéritas na apuração das bases de cálculo da referida exação, quando estas resultarem positivas. 2 - As Instruções Normativas ns 198/88 e 90/92 não se incompatibilizam com a Lei n 7.689/88, pois simplesmente elucidam os preceitos nesta contidos. 3 - O art. 6... da Lei 7.689/88 possibilita a aplicação subsidiária da legislação relativa ao IRPJ, restringindo-a, porém, aos aspectos ali enumerados, ou seja, não acena com a possibilidade de utilização da norma subsidiária em relação à apuração da presente exação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685341. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) :PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PFN - VALDIR SERAFIM RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO DIAS TOFFOLI: Pitman Moore Brasil S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence (fl. 133) negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “DECISÃO: Agravo de instrumento de decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário, a, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região assim ementado (f. 77): ‘TRIBUTÁRIO. CSSL. DEDUÇÃO DAS BASES NEGATIVAS. LEI n 7.689/88. instruções normativas ns 198/88 e 9./92. vedação legal. 1 - A Lei n 7.689/88, que introduziu a Contribuição Social sobre o Lucro, não admite a dedução das bases negativas pretéritas na apuração das bases de cálculo da referida exação, quando estas resultarem positivas. 2 - As Instruções Normativas ns 198/88 e 90/92 não se incompatibilizam com a Lei n 7.689/88, pois simplesmente elucidam os preceitos nesta contidos. 3 - O art. 6... da Lei 7.689/88 possibilita a aplicação subsidiária da legislação relativa ao IRPJ, restringindo-a, porém, aos aspectos ali enumerados, ou seja, não acena com a possibilidade de utilização da norma subsidiária em relação à apuração da presente exação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685341. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 474.627 AGR / SP 4 - A dedução das bases negativas da CSSL somente se tornou possível com o advento da Lei n 8.383/91, limitada, portanto, às bases negativas verificadas a partir de janeiro de 1992, inclusive. 5 - Recurso improvido.’ Alega o Recurso Extraordinário, em síntese, violação dos artigos 5..., II; 150, I e IV, e 195, I, da Constituição Federal. É inviável o Recurso Extraordinário. O acórdão recorrido limitou-se a aplicar a legislação infraconstitucional pertinente ao caso; a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, que não enseja reexame na via do recurso extraordinário (v.g., AI 486.823-AgR, 30.11.2004, 1... T, Britto; e Recurso Extraordinário 253.783-AgR, 02.03.2004, 2... T, Ellen): incide o princípio da Súmula 636. Nego provimento ao agravo. Brasília, 18 de outubro de 2006.” Alega a agravante que “não se trata de verificar a interpretação dada à norma infraconstitucional, pois, como dito, a Lei n 7.689/88, que instituiu a CSLL, não vedou expressamente a compensação pretendida. Daí a violação frontal em que incorreu o v. acórdão regional, que impediu fosse promovida tal compensação” (fl. 141). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685341. Supremo Tribunal Federal AI 474.627 AGR / SP 4 - A dedução das bases negativas da CSSL somente se tornou possível com o advento da Lei n 8.383/91, limitada, portanto, às bases negativas verificadas a partir de janeiro de 1992, inclusive. 5 - Recurso improvido.’ Alega o Recurso Extraordinário, em síntese, violação dos artigos 5..., II; 150, I e IV, e 195, I, da Constituição Federal. É inviável o Recurso Extraordinário. O acórdão recorrido limitou-se a aplicar a legislação infraconstitucional pertinente ao caso; a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, que não enseja reexame na via do recurso extraordinário (v.g., AI 486.823-AgR, 30.11.2004, 1... T, Britto; e Recurso Extraordinário 253.783-AgR, 02.03.2004, 2... T, Ellen): incide o princípio da Súmula 636. Nego provimento ao agravo. Brasília, 18 de outubro de 2006.” Alega a agravante que “não se trata de verificar a interpretação dada à norma infraconstitucional, pois, como dito, a Lei n 7.689/88, que instituiu a CSLL, não vedou expressamente a compensação pretendida. Daí a violação frontal em que incorreu o v. acórdão regional, que impediu fosse promovida tal compensação” (fl. 141). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685341. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, uma vez que para acolher a pretensão da agravante e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional (Lei n 7.689/88 e Instruções Normativas ns 198/88 e 90/92). Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 198/1988 E 90/1992. 1. Alegação insuscetível de apreciação na via extraordinária, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. 2. Precedentes: AIs 226.502-AgR, sob a relatoria do ministro Ilmar Galvão; 486.823-AgR, sob a minha relatoria; 509.096-AgR, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; e 663.698-AgR, sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia; bem como REs 253.783-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie; e 262.379-AgR, sob a relatoria do ministro Néri da Silveira. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 741.657/SP-AgR, Segunda Turma , Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/9/11). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL. COMPENSAÇÃO DOS PREJUÍZOS. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL – LEIS N. 7.689/1988 E 8.383/1991 E Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685340. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, uma vez que para acolher a pretensão da agravante e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional (Lei n 7.689/88 e Instruções Normativas ns 198/88 e 90/92). Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 198/1988 E 90/1992. 1. Alegação insuscetível de apreciação na via extraordinária, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. 2. Precedentes: AIs 226.502-AgR, sob a relatoria do ministro Ilmar Galvão; 486.823-AgR, sob a minha relatoria; 509.096-AgR, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; e 663.698-AgR, sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia; bem como REs 253.783-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie; e 262.379-AgR, sob a relatoria do ministro Néri da Silveira. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 741.657/SP-AgR, Segunda Turma , Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/9/11). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL. COMPENSAÇÃO DOS PREJUÍZOS. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL – LEIS N. 7.689/1988 E 8.383/1991 E Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 474.627 AGR / SP INSTRUÇÃO NORMATIVA DIRETOR DO DEPARTAMENTO DA RECEITA FEDERAL – DPRF N. 90 DE 1992. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 838.491/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/5/11). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 90/92 E 168/88. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.383/91 e Instruções Normativas 90/92 e 198/88). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n 766.629/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/11/10). “TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 90/92 E 168/88. Alegação insuscetível de apreciação na via extraordinária, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Precedentes: REs 243.851-AgR; 395.527-AgR; 262.379-AgR e AI 226.502-AgR. Agravo Regimental desprovido” (AI n 486.823/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 11/3/05). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685340. Supremo Tribunal Federal AI 474.627 AGR / SP INSTRUÇÃO NORMATIVA DIRETOR DO DEPARTAMENTO DA RECEITA FEDERAL – DPRF N. 90 DE 1992. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 838.491/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/5/11). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 90/92 E 168/88. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.383/91 e Instruções Normativas 90/92 e 198/88). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n 766.629/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/11/10). “TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. INSTRUÇÕES NORMATIVAS 90/92 E 168/88. Alegação insuscetível de apreciação na via extraordinária, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Precedentes: REs 243.851-AgR; 395.527-AgR; 262.379-AgR e AI 226.502-AgR. Agravo Regimental desprovido” (AI n 486.823/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 11/3/05). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) : PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - VALDIR SERAFIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642501 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 474.627 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PITMAN MOORE BRASIL S/A ADV.(A/S) : PAULO CÉSAR GONÇALVES SIMÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PFN - VALDIR SERAFIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642501 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 474 . 627", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 474 . 627", "AI 474 . 627 AGR / SP", "AI 486 . 823 - AgR", "Recurso Extraordinário 253 . 783 - AgR", "AI 474 . 627 AGR", "AI 486 . 823 - AgR", "Recurso Extraordinário 253 . 783 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 474 . 627", "AIs 226 . 502 - AgR", "REs 253 . 783 - AgR", "262", "AgR", "AI n 741 . 657 / SP - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 474 . 627", "AIs 226 . 502 - AgR", "486", ".", "823", "-", "AgR", "509", ".", "096", "-", "AgR", "663", ".", "698", "-", "AgR", "REs 253 . 783 - AgR", "262", ".", "379", "-", "AgR", "AI n 741 . 657 / SP - AgR", "AI 474 . 627 AGR", "AI n 838 . 491 / DF - AgR", "AI n 766 . 629 / SP - AgR", "REs 243 . 851 - AgR", "395", ".", "527", "-", "AgR", "AI 226 . 502 - AgR", "AI n 486 . 823 / MG - AgR", "AI 474 . 627 AGR", "AI n 838 . 491 / DF - AgR", "AI n 766 . 629 / SP - AgR", "INSTRUÇÕES", "REs 243 . 851 - AgR", "395", ".", "527", "-", "AgR", "262", ".", "379", "-", "AgR", "AI 226 . 502 - AgR", "AI n 486 . 823 / MG - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 474 . 627", "AGRAVO" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 7 . 689 / 88", "Instruções Normativas ns 198 / 88", "90", "/", "92", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 7 . 689 / 88", "instruções", "9", ".", "/", "92", "Lei n 7 . 689 / 88", "Instruções", "Normativas ns 198 / 88", "90", "/", "92", "Lei n 7 . 689", "art . 6 . . . da Lei 7 . 689 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 7 . 689 / 88", "Lei n 7 . 689 / 88", "Instruções", "90", "/", "92", "Lei n 7 . 689 / 88", "art . 6 . . . da Lei 7 . 689 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 383 / 91", "artigos 5 . . . , II ; 150 , I e IV , e 195 , I , da Constituição Federal", "Lei n 7 . 689 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 383 / 91", "artigos 5 . . . , II ; 150 , I e IV , e 195 , I , da Constituição Federal", "Lei n 7 . 689 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 7 . 689 / 88", "Instruções Normativas ns 198 / 88", "90", "/", "92", "90", "/", "1992", "LEIS N . 7 . 689 / 1988", "8", ".", "383", "/", "1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 7 . 689 / 88", "Instruções Normativas ns 198 / 88", "90", "/", "92", "INSTRUÇÕES NORMATIVAS 198", "90", "/", "1992", "LEIS N . 7 . 689 / 1988", "8", ".", "383", "/", "1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INSTRUÇÕES", "168", "Lei 8 . 383 / 91", "Instruções Normativas 90 / 92", "198", "/", "88", "Constituição", "INSTRUÇÕES", "168", "/", "88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INSTRUÇÕES", "Lei 8 . 383 / 91", "Instruções Normativas 90 / 92", "198 /", "88", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PITMAN MOORE BRASIL S / A", "UNIÃO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PITMAN MOORE BRASIL S / A", "UNIÃO", "PFN", "-", "VALDIR", "Pitman Moore Brasil S . 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Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) :JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Ausência. Imunidade. Requisitos. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame dos requisitos da imunidade tributária prevista no art. 195, § 7º, à luz da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685339. Supremo Tribunal Federal DJe 06/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) :JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Hospital Municipal Odilon Behrens interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário (fls. 3344 a 3349), com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Hospital Municipal Odilon Behrens interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – AUTARQUIA MUNICIPAL QUE SE DIZ ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – IMUNIDADE DE IMPOSTOS (ART. 150, VI, ‘C’, DA CF/88) – ISENÇÃO DA COFINS (ART. 13 E 14 DA MP Nº 2.158/35, DE 24 AGO 2001) – REQUISITOS DO ART. 12 DA LEI Nº 9.532/97: NÃO PREENCHIMENTO. 2. Para o gozo da isenção, a entidade deve comprovar o cumprimento dos requisitos estabelecidos no art. 12 da Lei nº 9.532/97. 3. Apelação e remessa oficial providas: pedido improcedente. 4. Peças liberadas pelo Relator, em 10/12/2007, para a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) :JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Hospital Municipal Odilon Behrens interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário (fls. 3344 a 3349), com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Hospital Municipal Odilon Behrens interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – AUTARQUIA MUNICIPAL QUE SE DIZ ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – IMUNIDADE DE IMPOSTOS (ART. 150, VI, ‘C’, DA CF/88) – ISENÇÃO DA COFINS (ART. 13 E 14 DA MP Nº 2.158/35, DE 24 AGO 2001) – REQUISITOS DO ART. 12 DA LEI Nº 9.532/97: NÃO PREENCHIMENTO. 2. Para o gozo da isenção, a entidade deve comprovar o cumprimento dos requisitos estabelecidos no art. 12 da Lei nº 9.532/97. 3. Apelação e remessa oficial providas: pedido improcedente. 4. Peças liberadas pelo Relator, em 10/12/2007, para a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RE 607.238 AGR / MG publicação do acórdão’ (fl. 3.231). Opostos embargos de declaração (fls. 3.236 3.241), foram rejeitados (fls. 3.245 a 3.247). Sustenta o recorrente que o caso em tela, na verdade, trata de imunidade tributária consignada no artigo 195, § 7°, da CF/88. Alega violação do referido dispositivo constitucional, além do artigo 146, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: ‘demonstrado que se trata de imunidade o benefício disposto no art. 195, §7º, da Carta Constitucional de 1988, bem como, ainda, que, nos termos do art. 146, inciso II, também da Lei Maior, caberia à lei complementar regular as limitações constitucionais ao poder de tributar, in casu, o disposto no art. 14 do CTN, comprovado fica o integral atendimento pelo Recorrente a todos os requisitos dos aludido dispositivo legal, bastantes e suficientes à lhe outorgarem o direito de fruição à hipótese de imunidade afeitas às Contribuições para o Financiamento da Seguridade Social’ (fl. 3.305). Contra-arrazoado (fls. 3.319 a 3.334), o recurso extraordinário (fls. 3.291 a 3.315) foi admitido (fl. 3.336). Decido. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os dispositivos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo ora recorrente. Dessa forma, incabível o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, verifico que o voto condutor do acórdão recorrido, assim consignou: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal RE 607.238 AGR / MG publicação do acórdão’ (fl. 3.231). Opostos embargos de declaração (fls. 3.236 3.241), foram rejeitados (fls. 3.245 a 3.247). Sustenta o recorrente que o caso em tela, na verdade, trata de imunidade tributária consignada no artigo 195, § 7°, da CF/88. Alega violação do referido dispositivo constitucional, além do artigo 146, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: ‘demonstrado que se trata de imunidade o benefício disposto no art. 195, §7º, da Carta Constitucional de 1988, bem como, ainda, que, nos termos do art. 146, inciso II, também da Lei Maior, caberia à lei complementar regular as limitações constitucionais ao poder de tributar, in casu, o disposto no art. 14 do CTN, comprovado fica o integral atendimento pelo Recorrente a todos os requisitos dos aludido dispositivo legal, bastantes e suficientes à lhe outorgarem o direito de fruição à hipótese de imunidade afeitas às Contribuições para o Financiamento da Seguridade Social’ (fl. 3.305). Contra-arrazoado (fls. 3.319 a 3.334), o recurso extraordinário (fls. 3.291 a 3.315) foi admitido (fl. 3.336). Decido. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os dispositivos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo ora recorrente. Dessa forma, incabível o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, verifico que o voto condutor do acórdão recorrido, assim consignou: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 607.238 AGR / MG ‘À luz do emaranhado legislativo, vê-se fundamental aferir se o autor satisfaz ou não os requisitos legais para o gozo da isenção em comento. Conforme se depreende dos autos, vê-se que o apelado desistiu da prova pericial requerida na inicial (f. 3.227/8), por considerar que a matéria dos autos é estritamente de direito. Ainda que fosse possível a aplicação do art. 14 do CTN (que cuida de impostos) à presente hipótese, o apelado sequer se desincumbiu de comprovar o atendimento a tais requisitos legais. Por outro lado, não comprovou, igualmente, atender ao quanto disposto no § 2º do art. 12 da Lei nº 9.532/97. De outra banda, resta afastada a aplicação do art. 55 da Lei nº 8.212/91, uma vez que o autor não se caracteriza como entidade beneficente de assistência social, à míngua de comprovação nos autos. Portanto, não faz jus à pretendida isenção da COFINS’ (fl. 3.229). Por sua vez, o ora recorrente sustenta no apelo extremo que: ‘conforme demonstrado nos autos, o Hospital Recorrente atende a todos esses requisitos postos no art. 14 do CTN, fazendo jus, portanto, ao benefício da imunidade prescrito no art. 195, § 7º, da Constituição Federal’ (fl. 3.303). Como se observa, para acolher a pretensão do recorrente e dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido a fim de dirimir a controvérsia a respeito do cumprimento dos requisitos à imunidade tributária, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional e o reexame das provas e fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Eventual ofensa à Constituição, se houvesse, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal RE 607.238 AGR / MG ‘À luz do emaranhado legislativo, vê-se fundamental aferir se o autor satisfaz ou não os requisitos legais para o gozo da isenção em comento. Conforme se depreende dos autos, vê-se que o apelado desistiu da prova pericial requerida na inicial (f. 3.227/8), por considerar que a matéria dos autos é estritamente de direito. Ainda que fosse possível a aplicação do art. 14 do CTN (que cuida de impostos) à presente hipótese, o apelado sequer se desincumbiu de comprovar o atendimento a tais requisitos legais. Por outro lado, não comprovou, igualmente, atender ao quanto disposto no § 2º do art. 12 da Lei nº 9.532/97. De outra banda, resta afastada a aplicação do art. 55 da Lei nº 8.212/91, uma vez que o autor não se caracteriza como entidade beneficente de assistência social, à míngua de comprovação nos autos. Portanto, não faz jus à pretendida isenção da COFINS’ (fl. 3.229). Por sua vez, o ora recorrente sustenta no apelo extremo que: ‘conforme demonstrado nos autos, o Hospital Recorrente atende a todos esses requisitos postos no art. 14 do CTN, fazendo jus, portanto, ao benefício da imunidade prescrito no art. 195, § 7º, da Constituição Federal’ (fl. 3.303). Como se observa, para acolher a pretensão do recorrente e dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido a fim de dirimir a controvérsia a respeito do cumprimento dos requisitos à imunidade tributária, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional e o reexame das provas e fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Eventual ofensa à Constituição, se houvesse, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RE 607.238 AGR / MG seria meramente reflexa. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE OS REQUISITOS NECESSÁRIOS À CONCESSÃO DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para acolher a pretensão do agravante quanto à exclusão da imunidade tributária reconhecia à entidade de previdência, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - Agravo improvido’ (AI nº 632.223-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 16/11/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 596.023-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 30/4/10). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL. PREJUÍZO EM RAZÃO DA INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal RE 607.238 AGR / MG seria meramente reflexa. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE OS REQUISITOS NECESSÁRIOS À CONCESSÃO DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para acolher a pretensão do agravante quanto à exclusão da imunidade tributária reconhecia à entidade de previdência, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - Agravo improvido’ (AI nº 632.223-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 16/11/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 596.023-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 30/4/10). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL. PREJUÍZO EM RAZÃO DA INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RE 607.238 AGR / MG NECESSIDADE DE ABERTURA DE INSTRUÇÃO PROBATÓRIA E DA INVOCAÇÃO DA LEI COMO PARÂMETRO DIRETO DE CONTROLE. NÃO CABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECRETO 83.081/1979. LEI 8.212/1991. ART. 195, § 7º DA CONSTITUIÇÃO. 1. Nos termos do art. 323 do RISTF, somente há a análise da questão constitucional com repercussão geral ‘se não for o caso da inadmissibilidade [do recurso] por outra razão’. Este recurso extraordinário não pode ser conhecido por demandar a reabertura de instrução probatória e por demandar a análise de legislação infraconstitucional como parâmetro imediato de controle. 2. Na forma como argumentado pela agravante em suas razões de recurso extraordinário e de agravo regimental, bem como em virtude do quadro fático- jurídico estabelecido pelo Tribunal de origem, a discussão se limita ao plano infraconstitucional. De fato, se o decreto é incompatível com a lei de regência, a discussão esgota-se no campo da legalidade e é aplicável a Súmula 636/STF ao desate da discussão. 3. Quanto à necessidade de abertura da instrução, o acórdão recorrido disse não ter ficado provada a ‘a beneficência e assistência social, concedendo [a agravante] gratuidade a seus alunos carentes e colocando seu patrimônio à disposição de entidades que trabalham com menores, idosos e pessoas desfavorecidas, mas não oferece qualquer prova de suas alegações’. A fundada dúvida sobre o atendimento dos requisitos elementares previstos no art. 14 do Código Tributário Nacional somente poderia ser afastada, nos termos pretendidos pela agravante, com a abertura de instrução probatória, o que é vedado nos termos da Súmula 279/STF. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (RE nº 504.354-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Dje de 3/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal RE 607.238 AGR / MG NECESSIDADE DE ABERTURA DE INSTRUÇÃO PROBATÓRIA E DA INVOCAÇÃO DA LEI COMO PARÂMETRO DIRETO DE CONTROLE. NÃO CABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECRETO 83.081/1979. LEI 8.212/1991. ART. 195, § 7º DA CONSTITUIÇÃO. 1. Nos termos do art. 323 do RISTF, somente há a análise da questão constitucional com repercussão geral ‘se não for o caso da inadmissibilidade [do recurso] por outra razão’. Este recurso extraordinário não pode ser conhecido por demandar a reabertura de instrução probatória e por demandar a análise de legislação infraconstitucional como parâmetro imediato de controle. 2. Na forma como argumentado pela agravante em suas razões de recurso extraordinário e de agravo regimental, bem como em virtude do quadro fático- jurídico estabelecido pelo Tribunal de origem, a discussão se limita ao plano infraconstitucional. De fato, se o decreto é incompatível com a lei de regência, a discussão esgota-se no campo da legalidade e é aplicável a Súmula 636/STF ao desate da discussão. 3. Quanto à necessidade de abertura da instrução, o acórdão recorrido disse não ter ficado provada a ‘a beneficência e assistência social, concedendo [a agravante] gratuidade a seus alunos carentes e colocando seu patrimônio à disposição de entidades que trabalham com menores, idosos e pessoas desfavorecidas, mas não oferece qualquer prova de suas alegações’. A fundada dúvida sobre o atendimento dos requisitos elementares previstos no art. 14 do Código Tributário Nacional somente poderia ser afastada, nos termos pretendidos pela agravante, com a abertura de instrução probatória, o que é vedado nos termos da Súmula 279/STF. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (RE nº 504.354-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Dje de 3/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RE 607.238 AGR / MG INSTRUMENTO. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 780.914-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11). Ante o exposto, afasto o sobrestamento designado na folha 3.341, e, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 19 de outubro de 2011.” Aduz o agravante que não houve ausência de prequestionamento dos dispositivos constitucionais alegados como violados. Alega, ainda, in verbis, que: “declarado o preenchimento dos requisitos do artigo 14 do CTN, na sua legitimidade (presunção juris tantum) deveria ter sido derrubada pelo fisco, o que não aconteceu, o que foi corroborado pelo silêncio do ora Recorrido, que sequer impugnou a condição declarada,, conforme bem asseverou a sentença” (fl. 3384). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal RE 607.238 AGR / MG INSTRUMENTO. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 780.914-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11). Ante o exposto, afasto o sobrestamento designado na folha 3.341, e, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 19 de outubro de 2011.” Aduz o agravante que não houve ausência de prequestionamento dos dispositivos constitucionais alegados como violados. Alega, ainda, in verbis, que: “declarado o preenchimento dos requisitos do artigo 14 do CTN, na sua legitimidade (presunção juris tantum) deveria ter sido derrubada pelo fisco, o que não aconteceu, o que foi corroborado pelo silêncio do ora Recorrido, que sequer impugnou a condição declarada,, conforme bem asseverou a sentença” (fl. 3384). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Ressalto que o ora agravante interpôs recurso extraordinário alegando que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem “incorreu em patente violação ao disposto nos arts. 146, inciso II, e 195, § 7º da Constituição Federal” (fl. 3298). No entanto, os referidos dispositivos constitucionais objeto do recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pelo ora recorrente. Dessa forma, incabível o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Todavia, mesmo que assim não fosse, para acolher a pretensão do agravante e dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido a fim de resolver a controvérsia a respeito do cumprimento dos requisitos à imunidade tributária, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional e o reexame das provas e fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido, colho parte da fundamentação do voto condutor do acórdão recorrido, que assim consignou: “À luz do emaranhado legislativo, vê-se fundamental aferir se o autor satisfaz ou não os requisitos legais para o gozo da isenção em comento. Conforme se depreende dos autos, vê-se que o apelado desistiu da prova pericial requerida na inicial (f. 3.227/8), por considerar que a matéria dos autos é estritamente de direito. Ainda que fosse possível a aplicação do art. 14 do CTN (que cuida de impostos) à presente hipótese, o apelado sequer Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Ressalto que o ora agravante interpôs recurso extraordinário alegando que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem “incorreu em patente violação ao disposto nos arts. 146, inciso II, e 195, § 7º da Constituição Federal” (fl. 3298). No entanto, os referidos dispositivos constitucionais objeto do recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pelo ora recorrente. Dessa forma, incabível o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Todavia, mesmo que assim não fosse, para acolher a pretensão do agravante e dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido a fim de resolver a controvérsia a respeito do cumprimento dos requisitos à imunidade tributária, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional e o reexame das provas e fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido, colho parte da fundamentação do voto condutor do acórdão recorrido, que assim consignou: “À luz do emaranhado legislativo, vê-se fundamental aferir se o autor satisfaz ou não os requisitos legais para o gozo da isenção em comento. Conforme se depreende dos autos, vê-se que o apelado desistiu da prova pericial requerida na inicial (f. 3.227/8), por considerar que a matéria dos autos é estritamente de direito. Ainda que fosse possível a aplicação do art. 14 do CTN (que cuida de impostos) à presente hipótese, o apelado sequer Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 607.238 AGR / MG se desincumbiu de comprovar o atendimento a tais requisitos legais. Por outro lado, não comprovou, igualmente, atender ao quanto disposto no § 2º do art. 12 da Lei nº 9.532/97. De outra banda, resta afastada a aplicação do art. 55 da Lei nº 8.212/91, uma vez que o autor não se caracteriza como entidade beneficente de assistência social, à míngua de comprovação nos autos. Portanto, não faz jus à pretendida isenção da COFINS” (fl. 3229). Portanto, conforme consignado na decisão agravada, eventual ofensa à Constituição, caso houvesse, seria meramente reflexa. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ISS. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão quanto ao preenchimento dos requisitos para fazer jus à imunidade tributária, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental improvido” (AI nº 706.254/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/4/09). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENQUADRAMENTO. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Supremo Tribunal Federal RE 607.238 AGR / MG se desincumbiu de comprovar o atendimento a tais requisitos legais. Por outro lado, não comprovou, igualmente, atender ao quanto disposto no § 2º do art. 12 da Lei nº 9.532/97. De outra banda, resta afastada a aplicação do art. 55 da Lei nº 8.212/91, uma vez que o autor não se caracteriza como entidade beneficente de assistência social, à míngua de comprovação nos autos. Portanto, não faz jus à pretendida isenção da COFINS” (fl. 3229). Portanto, conforme consignado na decisão agravada, eventual ofensa à Constituição, caso houvesse, seria meramente reflexa. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ISS. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão quanto ao preenchimento dos requisitos para fazer jus à imunidade tributária, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental improvido” (AI nº 706.254/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/4/09). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENQUADRAMENTO. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 607.238 AGR / MG não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 673.173/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 7/12/07). “EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. SÚMULA 279-STF. I. - O acórdão recorrido entendeu que a parte agravada faz jus à imunidade prevista no art. 195, § 7º, da Constituição Federal a partir do exame do conjunto fático-probatório trazido aos autos. Incidência, no caso, da Súmula 279-STF. II. - Agravo não provido” (AI nº 409.981/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 13/8/04). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Supremo Tribunal Federal RE 607.238 AGR / MG não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 673.173/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 7/12/07). “EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. SÚMULA 279-STF. I. - O acórdão recorrido entendeu que a parte agravada faz jus à imunidade prevista no art. 195, § 7º, da Constituição Federal a partir do exame do conjunto fático-probatório trazido aos autos. Incidência, no caso, da Súmula 279-STF. II. - Agravo não provido” (AI nº 409.981/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 13/8/04). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) : JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642545 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) : JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642545 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1694728
2011-12-06T00:00:00
2012-02-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Ausência. Imunidade. Requisitos. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame dos requisitos da imunidade tributária prevista no art. 195, § 7º, à luz da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur204060
- Acórdãos citados: AI 706254 AgR, AI 673173 AgR, AI 409981 AgR. Número de páginas: 11. Análise: 09/03/2012, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
607238
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00146 INC-00002 ART-00195 PAR-00007\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\r\n ART-00035 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-009532 ANO-1997\r\n ART-00012 PAR-00002 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-005108 ANO-1966\r\n ART-00014 \r\n CNT-1966 CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 607238 AgR
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AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) : HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) : JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) :JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Ausência. Imunidade. Requisitos. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame dos requisitos da imunidade tributária prevista no art. 195, § 7..., à luz da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685339. Supremo Tribunal Federal DJe 06/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) :JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Hospital Municipal Odilon Behrens interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário (fls. 3344 a 3349), com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Hospital Municipal Odilon Behrens interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – AUTARQUIA MUNICIPAL QUE SE DIZ ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – IMUNIDADE DE IMPOSTOS (ART. 150, VI, ‘C’, DA Constituição Federal de 1988/88) – ISENÇÃO DA COFINS (ART. 13 E 14 DA Medida Provisória n 2.158/35, DE 24 AGO 2001) – REQUISITOS DO ART. 12 DA LEI n 9.532/97: NÃO PREENCHIMENTO. 2. Para o gozo da isenção, a entidade deve comprovar o cumprimento dos requisitos estabelecidos no art. 12 da Lei n 9.532/97. 3. Apelação e remessa oficial providas: pedido improcedente. 4. Peças liberadas pelo Relator, em 10/12/2007, para a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) :JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Hospital Municipal Odilon Behrens interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário (fls. 3344 a 3349), com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Hospital Municipal Odilon Behrens interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL – AUTARQUIA MUNICIPAL QUE SE DIZ ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – IMUNIDADE DE IMPOSTOS (ART. 150, VI, ‘C’, DA Constituição Federal de 1988/88) – ISENÇÃO DA COFINS (ART. 13 E 14 DA Medida Provisória n 2.158/35, DE 24 AGO 2001) – REQUISITOS DO ART. 12 DA LEI n 9.532/97: NÃO PREENCHIMENTO. 2. Para o gozo da isenção, a entidade deve comprovar o cumprimento dos requisitos estabelecidos no art. 12 da Lei n 9.532/97. 3. Apelação e remessa oficial providas: pedido improcedente. 4. Peças liberadas pelo Relator, em 10/12/2007, para a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG publicação do acórdão’ (fl. 3.231). Opostos embargos de declaração (fls. 3.236 3.241), foram rejeitados (fls. 3.245 a 3.247). Sustenta o recorrente que o caso em tela, na verdade, trata de imunidade tributária consignada no artigo 195, § 7..., da Constituição Federal de 1988/88. Alega violação do referido dispositivo constitucional, além do artigo 146, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: ‘demonstrado que se trata de imunidade o benefício disposto no art. 195, §7..., da Carta Constitucional de 1988, bem como, ainda, que, nos termos do art. 146, inciso II, também da Lei Maior, caberia à lei complementar regular as limitações constitucionais ao poder de tributar, in casu, o disposto no art. 14 do CTN, comprovado fica o integral atendimento pelo Recorrente a todos os requisitos dos aludido dispositivo legal, bastantes e suficientes à lhe outorgarem o direito de fruição à hipótese de imunidade afeitas às Contribuições para o Financiamento da Seguridade Social’ (fl. 3.305). Contra-arrazoado (fls. 3.319 a 3.334), o recurso extraordinário (fls. 3.291 a 3.315) foi admitido (fl. 3.336). Decido. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os dispositivos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo ora recorrente. Dessa forma, incabível o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, verifico que o voto condutor do acórdão recorrido, assim consignou: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG publicação do acórdão’ (fl. 3.231). Opostos embargos de declaração (fls. 3.236 3.241), foram rejeitados (fls. 3.245 a 3.247). Sustenta o recorrente que o caso em tela, na verdade, trata de imunidade tributária consignada no artigo 195, § 7..., da Constituição Federal de 1988/88. Alega violação do referido dispositivo constitucional, além do artigo 146, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: ‘demonstrado que se trata de imunidade o benefício disposto no art. 195, §7..., da Carta Constitucional de 1988, bem como, ainda, que, nos termos do art. 146, inciso II, também da Lei Maior, caberia à lei complementar regular as limitações constitucionais ao poder de tributar, in casu, o disposto no art. 14 do CTN, comprovado fica o integral atendimento pelo Recorrente a todos os requisitos dos aludido dispositivo legal, bastantes e suficientes à lhe outorgarem o direito de fruição à hipótese de imunidade afeitas às Contribuições para o Financiamento da Seguridade Social’ (fl. 3.305). Contra-arrazoado (fls. 3.319 a 3.334), o recurso extraordinário (fls. 3.291 a 3.315) foi admitido (fl. 3.336). Decido. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os dispositivos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo ora recorrente. Dessa forma, incabível o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, verifico que o voto condutor do acórdão recorrido, assim consignou: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG ‘À luz do emaranhado legislativo, vê-se fundamental aferir se o autor satisfaz ou não os requisitos legais para o gozo da isenção em comento. Conforme se depreende dos autos, vê-se que o apelado desistiu da prova pericial requerida na inicial (f. 3.227/8), por considerar que a matéria dos autos é estritamente de direito. Ainda que fosse possível a aplicação do art. 14 do CTN (que cuida de impostos) à presente hipótese, o apelado sequer se desincumbiu de comprovar o atendimento a tais requisitos legais. Por outro lado, não comprovou, igualmente, atender ao quanto disposto no § 2... do art. 12 da Lei n 9.532/97. De outra banda, resta afastada a aplicação do art. 55 da Lei n 8.212/91, uma vez que o autor não se caracteriza como entidade beneficente de assistência social, à míngua de comprovação nos autos. Portanto, não faz jus à pretendida isenção da COFINS’ (fl. 3.229). Por sua vez, o ora recorrente sustenta no apelo extremo que: ‘conforme demonstrado nos autos, o Hospital Recorrente atende a todos esses requisitos postos no art. 14 do CTN, fazendo jus, portanto, ao benefício da imunidade prescrito no art. 195, § 7..., da Constituição Federal’ (fl. 3.303). Como se observa, para acolher a pretensão do recorrente e dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido a fim de dirimir a controvérsia a respeito do cumprimento dos requisitos à imunidade tributária, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional e o reexame das provas e fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Eventual ofensa à Constituição, se houvesse, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG ‘À luz do emaranhado legislativo, vê-se fundamental aferir se o autor satisfaz ou não os requisitos legais para o gozo da isenção em comento. Conforme se depreende dos autos, vê-se que o apelado desistiu da prova pericial requerida na inicial (f. 3.227/8), por considerar que a matéria dos autos é estritamente de direito. Ainda que fosse possível a aplicação do art. 14 do CTN (que cuida de impostos) à presente hipótese, o apelado sequer se desincumbiu de comprovar o atendimento a tais requisitos legais. Por outro lado, não comprovou, igualmente, atender ao quanto disposto no § 2... do art. 12 da Lei n 9.532/97. De outra banda, resta afastada a aplicação do art. 55 da Lei n 8.212/91, uma vez que o autor não se caracteriza como entidade beneficente de assistência social, à míngua de comprovação nos autos. Portanto, não faz jus à pretendida isenção da COFINS’ (fl. 3.229). Por sua vez, o ora recorrente sustenta no apelo extremo que: ‘conforme demonstrado nos autos, o Hospital Recorrente atende a todos esses requisitos postos no art. 14 do CTN, fazendo jus, portanto, ao benefício da imunidade prescrito no art. 195, § 7..., da Constituição Federal’ (fl. 3.303). Como se observa, para acolher a pretensão do recorrente e dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido a fim de dirimir a controvérsia a respeito do cumprimento dos requisitos à imunidade tributária, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional e o reexame das provas e fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Eventual ofensa à Constituição, se houvesse, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG seria meramente reflexa. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE OS REQUISITOS NECESSÁRIOS À CONCESSÃO DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para acolher a pretensão do agravante quanto à exclusão da imunidade tributária reconhecia à entidade de previdência, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo improvido’ (AI n 632.223-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 16/11/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 596.023-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 30/4/10). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL. PREJUÍZO EM RAZÃO DA INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG seria meramente reflexa. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE OS REQUISITOS NECESSÁRIOS À CONCESSÃO DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para acolher a pretensão do agravante quanto à exclusão da imunidade tributária reconhecia à entidade de previdência, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo improvido’ (AI n 632.223-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 16/11/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 596.023-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 30/4/10). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL. PREJUÍZO EM RAZÃO DA INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. ATENDIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG NECESSIDADE DE ABERTURA DE INSTRUÇÃO PROBATÓRIA E DA INVOCAÇÃO DA LEI COMO PARÂMETRO DIRETO DE CONTROLE. NÃO CABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECRETO 83.081/1979. LEI 8.212/1991. ART. 195, § 7... DA CONSTITUIÇÃO. 1. Nos termos do art. 323 do RISTF, somente há a análise da questão constitucional com repercussão geral ‘se não for o caso da inadmissibilidade [do recurso] por outra razão’. Este recurso extraordinário não pode ser conhecido por demandar a reabertura de instrução probatória e por demandar a análise de legislação infraconstitucional como parâmetro imediato de controle. 2. Na forma como argumentado pela agravante em suas razões de recurso extraordinário e de agravo regimental, bem como em virtude do quadro fático- jurídico estabelecido pelo Tribunal de origem, a discussão se limita ao plano infraconstitucional. De fato, se o decreto é incompatível com a lei de regência, a discussão esgota-se no campo da legalidade e é aplicável a Súmula 636/Supremo Tribunal Federal ao desate da discussão. 3. Quanto à necessidade de abertura da instrução, o acórdão recorrido disse não ter ficado provada a ‘a beneficência e assistência social, concedendo [a agravante] gratuidade a seus alunos carentes e colocando seu patrimônio à disposição de entidades que trabalham com menores, idosos e pessoas desfavorecidas, mas não oferece qualquer prova de suas alegações’. A fundada dúvida sobre o atendimento dos requisitos elementares previstos no art. 14 do Código Tributário Nacional somente poderia ser afastada, nos termos pretendidos pela agravante, com a abertura de instrução probatória, o que é vedado nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 504.354-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Dje de 3/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG NECESSIDADE DE ABERTURA DE INSTRUÇÃO PROBATÓRIA E DA INVOCAÇÃO DA LEI COMO PARÂMETRO DIRETO DE CONTROLE. NÃO CABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECRETO 83.081/1979. LEI 8.212/1991. ART. 195, § 7... DA CONSTITUIÇÃO. 1. Nos termos do art. 323 do RISTF, somente há a análise da questão constitucional com repercussão geral ‘se não for o caso da inadmissibilidade [do recurso] por outra razão’. Este recurso extraordinário não pode ser conhecido por demandar a reabertura de instrução probatória e por demandar a análise de legislação infraconstitucional como parâmetro imediato de controle. 2. Na forma como argumentado pela agravante em suas razões de recurso extraordinário e de agravo regimental, bem como em virtude do quadro fático- jurídico estabelecido pelo Tribunal de origem, a discussão se limita ao plano infraconstitucional. De fato, se o decreto é incompatível com a lei de regência, a discussão esgota-se no campo da legalidade e é aplicável a Súmula 636/Supremo Tribunal Federal ao desate da discussão. 3. Quanto à necessidade de abertura da instrução, o acórdão recorrido disse não ter ficado provada a ‘a beneficência e assistência social, concedendo [a agravante] gratuidade a seus alunos carentes e colocando seu patrimônio à disposição de entidades que trabalham com menores, idosos e pessoas desfavorecidas, mas não oferece qualquer prova de suas alegações’. A fundada dúvida sobre o atendimento dos requisitos elementares previstos no art. 14 do Código Tributário Nacional somente poderia ser afastada, nos termos pretendidos pela agravante, com a abertura de instrução probatória, o que é vedado nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 504.354-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Dje de 3/6/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG INSTRUMENTO. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI n 780.914-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11). Ante o exposto, afasto o sobrestamento designado na folha 3.341, e, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 19 de outubro de 2011.” Aduz o agravante que não houve ausência de prequestionamento dos dispositivos constitucionais alegados como violados. Alega, ainda, in verbis, que: “declarado o preenchimento dos requisitos do artigo 14 do CTN, na sua legitimidade (presunção juris tantum) deveria ter sido derrubada pelo fisco, o que não aconteceu, o que foi corroborado pelo silêncio do ora Recorrido, que sequer impugnou a condição declarada,, conforme bem asseverou a sentença” (fl. 3384). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG INSTRUMENTO. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI n 780.914-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11). Ante o exposto, afasto o sobrestamento designado na folha 3.341, e, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 19 de outubro de 2011.” Aduz o agravante que não houve ausência de prequestionamento dos dispositivos constitucionais alegados como violados. Alega, ainda, in verbis, que: “declarado o preenchimento dos requisitos do artigo 14 do CTN, na sua legitimidade (presunção juris tantum) deveria ter sido derrubada pelo fisco, o que não aconteceu, o que foi corroborado pelo silêncio do ora Recorrido, que sequer impugnou a condição declarada,, conforme bem asseverou a sentença” (fl. 3384). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685336. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Ressalto que o ora agravante interpôs recurso extraordinário alegando que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem “incorreu em patente violação ao disposto nos arts. 146, inciso II, e 195, § 7... da Constituição Federal” (fl. 3298). No entanto, os referidos dispositivos constitucionais objeto do recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pelo ora recorrente. Dessa forma, incabível o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Todavia, mesmo que assim não fosse, para acolher a pretensão do agravante e dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido a fim de resolver a controvérsia a respeito do cumprimento dos requisitos à imunidade tributária, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional e o reexame das provas e fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido, colho parte da fundamentação do voto condutor do acórdão recorrido, que assim consignou: “À luz do emaranhado legislativo, vê-se fundamental aferir se o autor satisfaz ou não os requisitos legais para o gozo da isenção em comento. Conforme se depreende dos autos, vê-se que o apelado desistiu da prova pericial requerida na inicial (f. 3.227/8), por considerar que a matéria dos autos é estritamente de direito. Ainda que fosse possível a aplicação do art. 14 do CTN (que cuida de impostos) à presente hipótese, o apelado sequer Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Ressalto que o ora agravante interpôs recurso extraordinário alegando que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem “incorreu em patente violação ao disposto nos arts. 146, inciso II, e 195, § 7... da Constituição Federal” (fl. 3298). No entanto, os referidos dispositivos constitucionais objeto do recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios opostos pelo ora recorrente. Dessa forma, incabível o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Todavia, mesmo que assim não fosse, para acolher a pretensão do agravante e dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido a fim de resolver a controvérsia a respeito do cumprimento dos requisitos à imunidade tributária, seria necessária a análise de legislação infraconstitucional e o reexame das provas e fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido, colho parte da fundamentação do voto condutor do acórdão recorrido, que assim consignou: “À luz do emaranhado legislativo, vê-se fundamental aferir se o autor satisfaz ou não os requisitos legais para o gozo da isenção em comento. Conforme se depreende dos autos, vê-se que o apelado desistiu da prova pericial requerida na inicial (f. 3.227/8), por considerar que a matéria dos autos é estritamente de direito. Ainda que fosse possível a aplicação do art. 14 do CTN (que cuida de impostos) à presente hipótese, o apelado sequer Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG se desincumbiu de comprovar o atendimento a tais requisitos legais. Por outro lado, não comprovou, igualmente, atender ao quanto disposto no § 2... do art. 12 da Lei n 9.532/97. De outra banda, resta afastada a aplicação do art. 55 da Lei n 8.212/91, uma vez que o autor não se caracteriza como entidade beneficente de assistência social, à míngua de comprovação nos autos. Portanto, não faz jus à pretendida isenção da COFINS” (fl. 3229). Portanto, conforme consignado na decisão agravada, eventual ofensa à Constituição, caso houvesse, seria meramente reflexa. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ISS. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão quanto ao preenchimento dos requisitos para fazer jus à imunidade tributária, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido” (AI n 706.254/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/4/09). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENQUADRAMENTO. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG se desincumbiu de comprovar o atendimento a tais requisitos legais. Por outro lado, não comprovou, igualmente, atender ao quanto disposto no § 2... do art. 12 da Lei n 9.532/97. De outra banda, resta afastada a aplicação do art. 55 da Lei n 8.212/91, uma vez que o autor não se caracteriza como entidade beneficente de assistência social, à míngua de comprovação nos autos. Portanto, não faz jus à pretendida isenção da COFINS” (fl. 3229). Portanto, conforme consignado na decisão agravada, eventual ofensa à Constituição, caso houvesse, seria meramente reflexa. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ISS. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão quanto ao preenchimento dos requisitos para fazer jus à imunidade tributária, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido” (AI n 706.254/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/4/09). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENQUADRAMENTO. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 673.173/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 7/12/07). “EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. SÚMULA 279-Supremo Tribunal Federal. I. - O acórdão recorrido entendeu que a parte agravada faz jus à imunidade prevista no art. 195, § 7..., da Constituição Federal a partir do exame do conjunto fático-probatório trazido aos autos. Incidência, no caso, da Súmula 279-Supremo Tribunal Federal. II. - Agravo não provido” (AI n 409.981/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 13/8/04). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607.238 AGR / MG não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada situa-se no campo infraconstitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 673.173/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 7/12/07). “EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. IMUNIDADE. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. SÚMULA 279-Supremo Tribunal Federal. I. - O acórdão recorrido entendeu que a parte agravada faz jus à imunidade prevista no art. 195, § 7..., da Constituição Federal a partir do exame do conjunto fático-probatório trazido aos autos. Incidência, no caso, da Súmula 279-Supremo Tribunal Federal. II. - Agravo não provido” (AI n 409.981/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 13/8/04). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685337. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) : JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642545 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.238 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS ADV.(A/S) : JULIANA NARCÍCIO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642545 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 238", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 238", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 238", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 632 . 223 - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n 596 . 023 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 632 . 223 - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n 596 . 023 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 504 . 354 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 504 . 354 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI n 780 . 914 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI n 780 . 914 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 238 MINAS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 238", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 706 . 254 / SP - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 706 . 254 / SP - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR / MG", "AI n 673 . 173 / MG - AgR", "SÚMULA 279 -", "Súmula 279 - Supremo Tribunal Federal", "AI n 409 . 981 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 238 AGR", "AI n 673 . 173 / MG - AgR", "SÚMULA 279 - Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 - Supremo Tribunal Federal", "AI n 409 . 981 / RS - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 238", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 238" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 150 , VI , ‘ C ’ , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 13 E 14 DA Medida Provisória n 2 . 158 / 35", "ART . 12 DA LEI n 9 . 532 / 97", "art . 12 da Lei n 9 . 532 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 150 , VI , ‘ C ’ , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 13 E 14 DA Medida Provisória n 2 . 158 / 35", "ART . 12 DA LEI n 9 . 532 / 97", "art . 12 da Lei n 9 . 532 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 146 , inciso II , da Constituição Federal", "art . 195 , § 7 . . . , da Carta Constitucional de 1988", "art . 146 , inciso II , também da Lei Maior", "art . 14 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 146 , inciso II , da Constituição Federal", "art . 195 , § 7 . . . , da Carta Constitucional de 1988", "Lei Maior", "art . 14 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 do CTN", "§ 2 . . . do art . 12 da Lei n 9 . 532 / 97", "art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91", "art . 14 do CTN", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 do CTN", "§ 2 . . . do art . 12 da Lei n 9 . 532 / 97", "art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91", "art . 14 do CTN", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO 83 . 081 / 1979", "LEI 8 . 212 / 1991", "art . 323 do RISTF", "art . 14 do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO 83 . 081 / 1979", "LEI 8 . 212 / 1991", "ART . 195 , § 7 . . . DA CONSTITUIÇÃO", "art . 323 do RISTF", "art . 14 do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "artigo 14 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "artigo 14 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 146 , inciso II , e 195 , § 7 . . . da Constituição Federal", "art . 14 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 146 , inciso II , e 195 , § 7 . . . da Constituição Federal", "art . 14 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 12 da Lei n 9 . 532 / 97", "art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91", "Constituição", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . .", "art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91", "Constituição", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "HOSPITAL MUNICIPAL", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "HOSPITAL MUNICIPAL", "UNIÃO", "FAZENDA", "Hospital Municipal Odilon Behrens", "Hospital Municipal Odilon Behrens", "Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 1 . . . 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Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) :FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. COFINS. §§ 2º e 3º do art. 8º da Lei nº 9.718/98. Constitucionalidade. Precedentes. 1. Ambas as Turmas desta Corte já decidiram pela constitucionalidade das limitações temporais à compensação da COFINS com a CSLL, previstas nos §§ 2º e 3º do art. 8º da Lei nº 9.718/98. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723860. Supremo Tribunal Federal DJe 05/03/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) :FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Companhia Brasileira de Estireno interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 300 a 311) contra decisão (fl. 297) em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “DECISÃO Vistos. Companhia Brasileira de Estireno interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que declarou constitucional a majoração da alíquota da COFINS de 2% para 3%. Alega a recorrente contrariedade aos artigos 5º, caput e incisos XXII e XXIV, 145, § 1º, e 170, inciso IV, da Constituição Federal, sustentando, em síntese, apenas a inconstitucionalidade do artigo 8º, § 2º, inciso I, e § 3º, da Lei nº 9.718/98, que majorou a alíquota da mencionada contribuição. Decido. Ressalte-se, inicialmente, que o Plenário desta Corte, em 11/6/08, no exame da Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 715.423/RS, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, concluiu pela existência da repercussão geral do tema constitucional versado no presente feito. No julgamento do RE nº 527.602/SP, Redator para o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723857. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) :FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Companhia Brasileira de Estireno interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 300 a 311) contra decisão (fl. 297) em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “DECISÃO Vistos. Companhia Brasileira de Estireno interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que declarou constitucional a majoração da alíquota da COFINS de 2% para 3%. Alega a recorrente contrariedade aos artigos 5º, caput e incisos XXII e XXIV, 145, § 1º, e 170, inciso IV, da Constituição Federal, sustentando, em síntese, apenas a inconstitucionalidade do artigo 8º, § 2º, inciso I, e § 3º, da Lei nº 9.718/98, que majorou a alíquota da mencionada contribuição. Decido. Ressalte-se, inicialmente, que o Plenário desta Corte, em 11/6/08, no exame da Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 715.423/RS, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, concluiu pela existência da repercussão geral do tema constitucional versado no presente feito. No julgamento do RE nº 527.602/SP, Redator para o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 501.942 AGR / SP acórdão o Ministro Marco Aurélio, por sua vez, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reafirmou a jurisprudência assentada no julgamento dos Recursos Extraordinários nºs 346.084/PR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 1º/9/06, e 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/SC, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 15/8/06, no sentido da constitucionalidade do mencionado artigo 8º da Lei nº 9.718/98. Assim, a irresignação não merece prosperar, uma vez que o acórdão recorrido, nesse ponto, está em sintonia com a orientação desta Corte. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 19 de novembro de 2009.” Alega a agravante que “no presente feito, não se discute a majoração da alíquota, mas, sim o regime de compensação previsto no § 2º, I, e § 3º do art. 8º da referida Lei n. 9.718/98” (fl. 307). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723857. Supremo Tribunal Federal RE 501.942 AGR / SP acórdão o Ministro Marco Aurélio, por sua vez, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reafirmou a jurisprudência assentada no julgamento dos Recursos Extraordinários nºs 346.084/PR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 1º/9/06, e 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/SC, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 15/8/06, no sentido da constitucionalidade do mencionado artigo 8º da Lei nº 9.718/98. Assim, a irresignação não merece prosperar, uma vez que o acórdão recorrido, nesse ponto, está em sintonia com a orientação desta Corte. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 19 de novembro de 2009.” Alega a agravante que “no presente feito, não se discute a majoração da alíquota, mas, sim o regime de compensação previsto no § 2º, I, e § 3º do art. 8º da referida Lei n. 9.718/98” (fl. 307). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a questão relativa à constitucionalidade dos parágrafos do art. 8º da Lei nº 9.718/98 foi analisada por ambas as Turmas desta Corte, conforme os precedentes a seguir: “EMENTA: TRIBUTÁRIO. COFINS. CONSTITUCIONALIDADE DA MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA E DO REGIME DE COMPENSAÇÃO DIFERENCIADO: ART. 8º DA LEI 9.718/98. PRECEDENTES. I - O Supremo Tribunal Federal, nos julgamentos dos RE 336.134/RS e RE 357.950/RS, decidiu pela constitucionalidade do art. 8º, caput, e § 1º, da Lei 9.718/98. II - Desnecessidade de lei complementar para majoração de alíquota de contribuição cuja instituição ocorreu nos termos do art. 195, I, da CF. Precedentes. III - Legitimidade da limitação temporal à compensação da COFINS com a CSLL, na forma do art. 8º, §§ 2º e 3º, da Lei 9.718/98. IV - Agravo improvido” (RE nº 353.296/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13/10/06). “EMENTA: Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 4. Lei nº 9.718/98. Art. 8º e parágrafos. Majoração de alíquota. Constitucionalidade. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 453.546/SP-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 12/5/06). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723856. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a questão relativa à constitucionalidade dos parágrafos do art. 8º da Lei nº 9.718/98 foi analisada por ambas as Turmas desta Corte, conforme os precedentes a seguir: “EMENTA: TRIBUTÁRIO. COFINS. CONSTITUCIONALIDADE DA MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA E DO REGIME DE COMPENSAÇÃO DIFERENCIADO: ART. 8º DA LEI 9.718/98. PRECEDENTES. I - O Supremo Tribunal Federal, nos julgamentos dos RE 336.134/RS e RE 357.950/RS, decidiu pela constitucionalidade do art. 8º, caput, e § 1º, da Lei 9.718/98. II - Desnecessidade de lei complementar para majoração de alíquota de contribuição cuja instituição ocorreu nos termos do art. 195, I, da CF. Precedentes. III - Legitimidade da limitação temporal à compensação da COFINS com a CSLL, na forma do art. 8º, §§ 2º e 3º, da Lei 9.718/98. IV - Agravo improvido” (RE nº 353.296/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13/10/06). “EMENTA: Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 4. Lei nº 9.718/98. Art. 8º e parágrafos. Majoração de alíquota. Constitucionalidade. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 453.546/SP-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 12/5/06). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723856. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 501.942 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO. LEI N. 9.718/98. ARTIGO 8º E PARÁGRAFOS. CONSTITUCIONALIDADE. O Pleno do Supremo declarou a constitucionalidade do artigo 8º, e parágrafos, da Lei n. 9.718/98. Precedentes: RE n. 336.134 e RE n. 357.950. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 378.010/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 19/5/06). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI nº 792.739/SP, DJe de 27/4/10; e RE nº 500.370/MG, DJe de 14/5/10, ambas da relatoria do Ministro Celso de Mello. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723856. Supremo Tribunal Federal RE 501.942 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO. LEI N. 9.718/98. ARTIGO 8º E PARÁGRAFOS. CONSTITUCIONALIDADE. O Pleno do Supremo declarou a constitucionalidade do artigo 8º, e parágrafos, da Lei n. 9.718/98. Precedentes: RE n. 336.134 e RE n. 357.950. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 378.010/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 19/5/06). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI nº 792.739/SP, DJe de 27/4/10; e RE nº 500.370/MG, DJe de 14/5/10, ambas da relatoria do Ministro Celso de Mello. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723856. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E, por último, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 501.942: Ambas as Turmas desta Corte já decidiram pela constitucionalidade das limitações temporais à compensação da COFINS com a CSLL. Não lembro de termos jurisprudência pacificada sobre esse tema. Como o recurso extraordinário foi admitido pelo Juízo de origem, peço vênia para prover o agravo regimental, vindo ele a julgamento. É como voto. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Ministro Dias Toffoli mantém os votos? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mantenho, com base nos precedentes que cito em meu voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não, Vossa Excelência, na lista, alude a julgados das Turmas. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não, nesse último, eu estava me referindo ao anterior. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está aqui, vou ler o enunciado da sua lista: Ambas as Turmas desta Corte já decidiram... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): É que eu estava seguindo a ordem em que Vossa Excelência fez a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1783745. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E, por último, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 501.942: Ambas as Turmas desta Corte já decidiram pela constitucionalidade das limitações temporais à compensação da COFINS com a CSLL. Não lembro de termos jurisprudência pacificada sobre esse tema. Como o recurso extraordinário foi admitido pelo Juízo de origem, peço vênia para prover o agravo regimental, vindo ele a julgamento. É como voto. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Ministro Dias Toffoli mantém os votos? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mantenho, com base nos precedentes que cito em meu voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não, Vossa Excelência, na lista, alude a julgados das Turmas. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não, nesse último, eu estava me referindo ao anterior. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está aqui, vou ler o enunciado da sua lista: Ambas as Turmas desta Corte já decidiram... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): É que eu estava seguindo a ordem em que Vossa Excelência fez a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1783745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 501.942 AGR / SP apreciação. Mas eu mantenho meus votos, Senhora Presidente, e nos meus votos estão os precedentes, porque, aqui, eu estou fazendo referência a todos os casos em que o Ministro Marco Aurélio divergiu. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1783745. Supremo Tribunal Federal RE 501.942 AGR / SP apreciação. Mas eu mantenho meus votos, Senhora Presidente, e nos meus votos estão os precedentes, porque, aqui, eu estou fazendo referência a todos os casos em que o Ministro Marco Aurélio divergiu. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1783745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) : FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) : FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1791691
2011-12-06T00:00:00
2012-03-05T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. COFINS. §§ 2º e 3º do art. 8º da Lei nº 9.718/98. Constitucionalidade. Precedentes. 1. Ambas as Turmas desta Corte já decidiram pela constitucionalidade das limitações temporais à compensação da COFINS com a CSLL, previstas nos §§ 2º e 3º do art. 8º da Lei nº 9.718/98. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur205285
- Acórdãos citados: RE 353296 AgR, RE 453546 ED, RE 378010 AgR. - Decisões monocráticas citadas: RE 500370, AI 792739. Número de páginas: 8. Análise: 28/03/2012, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
501942
[ "LEG-FED LEI-009718 ANO-1998\r\n ART-00008 PAR-00002 PAR-00003\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 501942 AgR
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AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) : FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) :FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. COFINS. §§ 2... e 3... do art. 8... da Lei n 9.718/98. Constitucionalidade. Precedentes. 1. Ambas as Turmas desta Corte já decidiram pela constitucionalidade das limitações temporais à compensação da COFINS com a CSLL, previstas nos §§ 2... e 3... do art. 8... da Lei n 9.718/98. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723860. Supremo Tribunal Federal DJe 05/03/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) :FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Companhia Brasileira de Estireno interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 300 a 311) contra decisão (fl. 297) em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “DECISÃO Vistos. Companhia Brasileira de Estireno interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região que declarou constitucional a majoração da alíquota da COFINS de 2% para 3%. Alega a recorrente contrariedade aos artigos 5..., caput e incisos XXII e XXIV, 145, § 1..., e 170, inciso IV, da Constituição Federal, sustentando, em síntese, apenas a inconstitucionalidade do artigo 8..., § 2..., inciso I, e § 3..., da Lei n 9.718/98, que majorou a alíquota da mencionada contribuição. Decido. Ressalte-se, inicialmente, que o Plenário desta Corte, em 11/6/08, no exame da Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 715.423/RS, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, concluiu pela existência da repercussão geral do tema constitucional versado no presente feito. No julgamento do Recurso Extraordinário n 527.602/SP, Redator para o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723857. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) :FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Companhia Brasileira de Estireno interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 300 a 311) contra decisão (fl. 297) em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “DECISÃO Vistos. Companhia Brasileira de Estireno interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região que declarou constitucional a majoração da alíquota da COFINS de 2% para 3%. Alega a recorrente contrariedade aos artigos 5..., caput e incisos XXII e XXIV, 145, § 1..., e 170, inciso IV, da Constituição Federal, sustentando, em síntese, apenas a inconstitucionalidade do artigo 8..., § 2..., inciso I, e § 3..., da Lei n 9.718/98, que majorou a alíquota da mencionada contribuição. Decido. Ressalte-se, inicialmente, que o Plenário desta Corte, em 11/6/08, no exame da Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 715.423/RS, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, concluiu pela existência da repercussão geral do tema constitucional versado no presente feito. No julgamento do Recurso Extraordinário n 527.602/SP, Redator para o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 501.942 AGR / SP acórdão o Ministro Marco Aurélio, por sua vez, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reafirmou a jurisprudência assentada no julgamento dos Recursos Extraordinários ns 346.084/PR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 1.../9/06, e 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/SC, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 15/8/06, no sentido da constitucionalidade do mencionado artigo 8... da Lei n 9.718/98. Assim, a irresignação não merece prosperar, uma vez que o acórdão recorrido, nesse ponto, está em sintonia com a orientação desta Corte. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 19 de novembro de 2009.” Alega a agravante que “no presente feito, não se discute a majoração da alíquota, mas, sim o regime de compensação previsto no § 2..., I, e § 3... do art. 8... da referida Lei n. 9.718/98” (fl. 307). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723857. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 501.942 AGR / SP acórdão o Ministro Marco Aurélio, por sua vez, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reafirmou a jurisprudência assentada no julgamento dos Recursos Extraordinários ns 346.084/PR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 1.../9/06, e 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/SC, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 15/8/06, no sentido da constitucionalidade do mencionado artigo 8... da Lei n 9.718/98. Assim, a irresignação não merece prosperar, uma vez que o acórdão recorrido, nesse ponto, está em sintonia com a orientação desta Corte. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 19 de novembro de 2009.” Alega a agravante que “no presente feito, não se discute a majoração da alíquota, mas, sim o regime de compensação previsto no § 2..., I, e § 3... do art. 8... da referida Lei n. 9.718/98” (fl. 307). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a questão relativa à constitucionalidade dos parágrafos do art. 8... da Lei n 9.718/98 foi analisada por ambas as Turmas desta Corte, conforme os precedentes a seguir: “EMENTA: TRIBUTÁRIO. COFINS. CONSTITUCIONALIDADE DA MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA E DO REGIME DE COMPENSAÇÃO DIFERENCIADO: ART. 8... DA LEI 9.718/98. PRECEDENTES. I - O Supremo Tribunal Federal, nos julgamentos dos Recurso Extraordinário 336.134/RS e Recurso Extraordinário 357.950/RS, decidiu pela constitucionalidade do art. 8..., caput, e § 1..., da Lei 9.718/98. II - Desnecessidade de lei complementar para majoração de alíquota de contribuição cuja instituição ocorreu nos termos do art. 195, I, da Constituição Federal de 1988. Precedentes. III - Legitimidade da limitação temporal à compensação da COFINS com a CSLL, na forma do art. 8..., §§ 2... e 3..., da Lei 9.718/98. IV - Agravo improvido” (Recurso Extraordinário n 353.296/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13/10/06). “EMENTA: Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 4. Lei n 9.718/98. Art. 8... e parágrafos. Majoração de alíquota. Constitucionalidade. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 453.546/SP-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 12/5/06). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723856. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a questão relativa à constitucionalidade dos parágrafos do art. 8... da Lei n 9.718/98 foi analisada por ambas as Turmas desta Corte, conforme os precedentes a seguir: “EMENTA: TRIBUTÁRIO. COFINS. CONSTITUCIONALIDADE DA MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA E DO REGIME DE COMPENSAÇÃO DIFERENCIADO: ART. 8... DA LEI 9.718/98. PRECEDENTES. I - O Supremo Tribunal Federal, nos julgamentos dos Recurso Extraordinário 336.134/RS e Recurso Extraordinário 357.950/RS, decidiu pela constitucionalidade do art. 8..., caput, e § 1..., da Lei 9.718/98. II - Desnecessidade de lei complementar para majoração de alíquota de contribuição cuja instituição ocorreu nos termos do art. 195, I, da Constituição Federal de 1988. Precedentes. III - Legitimidade da limitação temporal à compensação da COFINS com a CSLL, na forma do art. 8..., §§ 2... e 3..., da Lei 9.718/98. IV - Agravo improvido” (Recurso Extraordinário n 353.296/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 13/10/06). “EMENTA: Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. Decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 4. Lei n 9.718/98. Art. 8... e parágrafos. Majoração de alíquota. Constitucionalidade. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 453.546/SP-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 12/5/06). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723856. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 501.942 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO. LEI N. 9.718/98. ARTIGO 8... E PARÁGRAFOS. CONSTITUCIONALIDADE. O Pleno do Supremo declarou a constitucionalidade do artigo 8..., e parágrafos, da Lei n. 9.718/98. Precedentes: Recurso Extraordinário n. 336.134 e Recurso Extraordinário n. 357.950. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 378.010/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 19/5/06). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI n 792.739/SP, DJe de 27/4/10; e Recurso Extraordinário n 500.370/MG, DJe de 14/5/10, ambas da relatoria do Ministro Celso de Mello. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723856. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 501.942 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO. LEI N. 9.718/98. ARTIGO 8... E PARÁGRAFOS. CONSTITUCIONALIDADE. O Pleno do Supremo declarou a constitucionalidade do artigo 8..., e parágrafos, da Lei n. 9.718/98. Precedentes: Recurso Extraordinário n. 336.134 e Recurso Extraordinário n. 357.950. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 378.010/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 19/5/06). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: AI n 792.739/SP, DJe de 27/4/10; e Recurso Extraordinário n 500.370/MG, DJe de 14/5/10, ambas da relatoria do Ministro Celso de Mello. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723856. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E, por último, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 501.942: Ambas as Turmas desta Corte já decidiram pela constitucionalidade das limitações temporais à compensação da COFINS com a CSLL. Não lembro de termos jurisprudência pacificada sobre esse tema. Como o recurso extraordinário foi admitido pelo Juízo de origem, peço vênia para prover o agravo regimental, vindo ele a julgamento. É como voto. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Ministro Dias Toffoli mantém os votos? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mantenho, com base nos precedentes que cito em meu voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não, Vossa Excelência, na lista, alude a julgados das Turmas. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não, nesse último, eu estava me referindo ao anterior. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está aqui, vou ler o enunciado da sua lista: Ambas as Turmas desta Corte já decidiram... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): É que eu estava seguindo a ordem em que Vossa Excelência fez a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1783745. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E, por último, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 501.942: Ambas as Turmas desta Corte já decidiram pela constitucionalidade das limitações temporais à compensação da COFINS com a CSLL. Não lembro de termos jurisprudência pacificada sobre esse tema. Como o recurso extraordinário foi admitido pelo Juízo de origem, peço vênia para prover o agravo regimental, vindo ele a julgamento. É como voto. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Ministro Dias Toffoli mantém os votos? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mantenho, com base nos precedentes que cito em meu voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não, Vossa Excelência, na lista, alude a julgados das Turmas. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não, nesse último, eu estava me referindo ao anterior. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está aqui, vou ler o enunciado da sua lista: Ambas as Turmas desta Corte já decidiram... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): É que eu estava seguindo a ordem em que Vossa Excelência fez a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1783745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 501.942 AGR / SP apreciação. Mas eu mantenho meus votos, Senhora Presidente, e nos meus votos estão os precedentes, porque, aqui, eu estou fazendo referência a todos os casos em que o Ministro Marco Aurélio divergiu. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1783745. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 501.942 AGR / SP apreciação. Mas eu mantenho meus votos, Senhora Presidente, e nos meus votos estão os precedentes, porque, aqui, eu estou fazendo referência a todos os casos em que o Ministro Marco Aurélio divergiu. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1783745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) : FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501.942 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO ADV.(A/S) : FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501 . 942", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501 . 942", "Agravo de Instrumento n 715 . 423 / RS", "Recurso Extraordinário n 527 . 602 / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501 . 942", "Agravo de Instrumento n 715 . 423 / RS", "Recurso Extraordinário n 527 . 602 / SP", "Recurso Extraordinário 501 . 942 AGR / SP", "Recursos Extraordinários ns 346 . 084 / PR", "Recurso Extraordinário 501 . 942 AGR / SP", "Recursos Extraordinários ns 346 . 084 / PR", "357", ".", "/", "358", ".", "273", "/", "RS", "390", ".", "840", "/", "SC", "Recurso Extraordinário 336 . 134 / RS", "Recurso Extraordinário 357 . 950 / RS", "Recurso Extraordinário n 353 . 296 / SC - AgR", "Recurso Extraordinário n 453 . 546 / SP - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501 . 942", "Recurso Extraordinário 336 . 134 / RS", "Recurso Extraordinário 357 . 950 / RS", "Recurso Extraordinário n 353 . 296 / SC - AgR", "Recurso Extraordinário n 453 . 546 / SP - ED", "Recurso Extraordinário 501 . 942 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n . 336 . 134", "Recurso Extraordinário n . 357 . 950", "Recurso Extraordinário n 378 . 010 / BA - AgR", "AI n 792 . 739 /", "Recurso Extraordinário n 500 . 370 / MG", "Recurso Extraordinário 501 . 942 AGR /", "Recurso Extraordinário n . 336 . 134", "Recurso Extraordinário n . 357 . 950", "Recurso Extraordinário n 378 . 010 / BA - AgR", "AI n 792 . 739 / SP", "Recurso Extraordinário n 500 . 370 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501 . 942", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 501 . 942", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 501 . 942", "Recurso Extraordinário 501 . 942", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501 . 942", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 501 . 942" ], "LEGISLACAO": [ "§", "§ 2 . . . e 3 . . . do art . 8 . . . da Lei n 9 . 718 / 98", "§", "§ 2 . . . e", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput e incisos XXII e XXIV , 145 , § 1 . . . , e 170 , inciso IV , da Constituição Federal", "artigo 8 . . . , § 2 . . . , inciso I , e § 3 . . . , da Lei n 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput e incisos XXII e XXIV , 145 , § 1 . . . , e 170 , inciso IV , da Constituição Federal", "artigo 8 . . . , § 2 . . . , inciso I , e § 3 . . . , da Lei n 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 8 . .", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Lei n . 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 8 . . . da Lei n 9 . 718 / 98", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Lei n . 9 . 718 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . da Lei n 9 . 718 / 98", "ART . 8 . . . 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Região", "Plenário desta Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO", "UNIÃO", "Companhia Brasileira de Estireno", "Companhia Brasileira de Estireno", "Sexta Turma", "Plenário desta", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno do", "Supremo", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno do", "Supremo", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA BRASILEIRA DE ESTIRENO", "UNIÃO", "FAZENDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Ilmar Galvão", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Ilmar Galvão", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Celso de Mello", "Eros Grau", "Celso de Mello", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian", "DIAS TOFFOLI", "FLÁVIO DE SÁ MUNHOZ", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian" ], "TEMPO": [ "06", "/", "12", "/", "2011", "6 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2012", "/", "12", "/", "2011", "11", "/", "6", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "11", "/", "6", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "06", "15", "/", "8", "/", "06", "19 de novembro de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "06", "15", "/", "8", "/", "06", "19 de novembro de 2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "13", "/", "10", "/", "06", "12", "/", "5", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "13", "/", "10", "/", "06", "12", "/", "5", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "5", "/", "06", "27", "/", "4", "/", "10", "14", "/", "5", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "5", "/", "06", "27", "/", "4", "/", "10", "14", "/", "5", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Penal. Tráfico de entorpecentes Dosimetria. Pretensão ao reconhecimento da ocorrência de bis in idem em decorrência da consideração, na primeira e terceira fases da dosimetria da pena, sobre a quantidade e a espécie da droga apreendida. Possibilidade. Mitigação da pena-base, diante da aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33, da Lei nº 11.343/06, em seu grau máximo. Inadmissibilidade. Ordem denegada. Imposição do regime inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90. Ofensa à garantia constitucional da individualização da pena (inciso XLVI do art. 5º da CF/88). Fundamentação necessária. Constrangimento ilegal patente. Ordem concedida de ofício. 1. Não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada acima do mínimo legal não só em razão da qualidade e da quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente. Necessidade de igual consideração dessas circunstâncias na terceira fase da dosimetria, nos moldes estabelecidos no art. 42 do Lei nº 11.343/06. Precedentes. 2. A Corte Constitucional, no julgamento do HC nº 111.840/ES, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, removeu o óbice constante do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07, o qual determinava que “[a] pena por crime previsto nes[s]e artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988246. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão HC 117435 / SP regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 3. Esse entendimento abriu passagem para se assentar que a fixação do regime prisional — mesmo nos casos de tráfico ilícito de entorpecentes ou de outros crimes hediondos e equiparados — deve ser devidamente fundamentada, como ocorre nos demais delitos dispostos no ordenamento. 4. No caso, as instâncias ordinárias estabeleceram o regime inicial fechado sem que houvesse qualquer fundamentação concreta, que justificasse o regime mais gravoso. 5. Writ denegado. Ordem concedida, de ofício, para determinar ao juízo das execuções criminais competente, nos termos do art. 33, caput e parágrafos, do CP, que fixe o regime inicial adequado. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, concedendo, no entanto, ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988246. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 3. Esse entendimento abriu passagem para se assentar que a fixação do regime prisional — mesmo nos casos de tráfico ilícito de entorpecentes ou de outros crimes hediondos e equiparados — deve ser devidamente fundamentada, como ocorre nos demais delitos dispostos no ordenamento. 4. No caso, as instâncias ordinárias estabeleceram o regime inicial fechado sem que houvesse qualquer fundamentação concreta, que justificasse o regime mais gravoso. 5. Writ denegado. Ordem concedida, de ofício, para determinar ao juízo das execuções criminais competente, nos termos do art. 33, caput e parágrafos, do CP, que fixe o regime inicial adequado. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, concedendo, no entanto, ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Cesar Luis Olazabal Bereche, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no REsp nº 1.202.993/SP, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Sustenta a impetrante que configura bis in idem “o critério (natureza/quantidade) da droga ser adotado para fixar a pena-base e também na fixação do patamar da causa de diminuição de pena” (fl. 3 da inicial). A par desse entendimento, defende, na espécie, que “deve a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de dois terços, pois, afastada a quantidade do entorpecente, não resta outro fundamento para definição do percentual de um sexto” (fl. 8 da inicial). Requer, liminarmente, a concessão de ordem “para determinar que o juízo da 4ª Vara Federal de Guarulhos/SP reduza a pena imposta ao paciente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e determinar também que reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, afastado o óbice dos arts. 33, § 4º, e 44, caput, da Lei n. 11.343/2006 (...)” (fl. 9 da inicial). Em 16/5/13, ausentes os pressupostos legais, indeferi o pedido de liminar, e, estando a impetração devidamente instruída com as peças Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988244. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Cesar Luis Olazabal Bereche, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no REsp nº 1.202.993/SP, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Sustenta a impetrante que configura bis in idem “o critério (natureza/quantidade) da droga ser adotado para fixar a pena-base e também na fixação do patamar da causa de diminuição de pena” (fl. 3 da inicial). A par desse entendimento, defende, na espécie, que “deve a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de dois terços, pois, afastada a quantidade do entorpecente, não resta outro fundamento para definição do percentual de um sexto” (fl. 8 da inicial). Requer, liminarmente, a concessão de ordem “para determinar que o juízo da 4ª Vara Federal de Guarulhos/SP reduza a pena imposta ao paciente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e determinar também que reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, afastado o óbice dos arts. 33, § 4º, e 44, caput, da Lei n. 11.343/2006 (...)” (fl. 9 da inicial). Em 16/5/13, ausentes os pressupostos legais, indeferi o pedido de liminar, e, estando a impetração devidamente instruída com as peças Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório HC 117435 / SP necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pela concessão da ordem, a fim de que a individualização da pena seja revista pelo Juízo da Execução (anexo de instrução 15). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988244. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pela concessão da ordem, a fim de que a individualização da pena seja revista pelo Juízo da Execução (anexo de instrução 15). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta Turma, do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no REsp nº 1.202.993/SP, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Colhe-se dos documentos que instruem a impetração que o paciente, nas dependências do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foi preso ao desembarcar de vôo proveniente de Lima/Peru trazendo consigo 4.159,8 g (quatro mil, cento e cinquenta e nove gramas e oito decigramas) de cocaína, tendo sido condenado, por violação do art. 33, caput, § 4º, c/c o art. 40, I, ambos da Lei nº 11.343/06, à pena de 4 (seis) anos, 2 (dois) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e multa. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, negando provimento parcial ao recurso defensivo e dando parcial provimento a recurso da acusação, manteve o édito condenatório, majorando, contudo, a reprimenda corporal para 4 (quatro) anos, 8 (oito) meses e 7 (sete) dias de reclusão. Interposto pertinente recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (Resp nº 1.202.993/SP) a ele negou seguimento a relatora, monocraticamente, em decisão assim ementada: ”RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO. NATUREZA E QUANTIDADE DE DROGA. PREPONDERÂNCIA NA FIXAÇÃO DA PENA BASE E DAS CAUSAS DE AUMENTO E DIMINUIÇÃO DE PENA. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE AUMENTO. 'MULA'. INCIDÊNCIA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO. ALTERAÇÃO DO PATAMAR. REEXAME DE PROVA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta Turma, do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no REsp nº 1.202.993/SP, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Colhe-se dos documentos que instruem a impetração que o paciente, nas dependências do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foi preso ao desembarcar de vôo proveniente de Lima/Peru trazendo consigo 4.159,8 g (quatro mil, cento e cinquenta e nove gramas e oito decigramas) de cocaína, tendo sido condenado, por violação do art. 33, caput, § 4º, c/c o art. 40, I, ambos da Lei nº 11.343/06, à pena de 4 (seis) anos, 2 (dois) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e multa. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, negando provimento parcial ao recurso defensivo e dando parcial provimento a recurso da acusação, manteve o édito condenatório, majorando, contudo, a reprimenda corporal para 4 (quatro) anos, 8 (oito) meses e 7 (sete) dias de reclusão. Interposto pertinente recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (Resp nº 1.202.993/SP) a ele negou seguimento a relatora, monocraticamente, em decisão assim ementada: ”RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO. NATUREZA E QUANTIDADE DE DROGA. PREPONDERÂNCIA NA FIXAÇÃO DA PENA BASE E DAS CAUSAS DE AUMENTO E DIMINUIÇÃO DE PENA. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE AUMENTO. 'MULA'. INCIDÊNCIA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO. ALTERAÇÃO DO PATAMAR. REEXAME DE PROVA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP SÚMULA 7/STJ. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. DESCABIMENTO. SEGUIMENTO NEGADO” (www.stj.jus.br). Inconformada, a Defensoria Pública da União interpôs competente agravo regimental contra essa decisão, tendo a Sexta Turma negado provimento ao recurso, como mostra a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO. QUANTIDADE DE DROGAS. CONSIDERAÇÃO NAS ETAPAS DA DOSIMETRIA. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. 1. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é uniforme no sentido de que não ocorre bis in idem na consideração da quantidade de droga para a fixação da pena- base e também do patamar da causa especial de diminuição de pena, com a utilização de um mesmo parâmetro de referência, mas em momentos distintos e com finalidades diversas, visando à fixação de reprimenda proporcionalmente suficiente à reprovação e prevenção do delito, diante das circunstâncias em que perpetrado. 2. Agravo regimental desprovido” (fl. 1279 do anexo 12). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. Com efeito, a eminente relatora negou seguimento ao recurso por entender que ele estaria em confronto com a jurisprudência dominante daquela Corte Superior. Interposto o regimental, a Sexta Turma negou provimento ao recurso. Na presente impetração, repete a impetrante os argumentos de mérito postos no recurso especial, pretendendo a mitigação da pena imposta ao paciente. No caso, não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada acima do mínimo legal não só em razão da qualidade e da quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP SÚMULA 7/STJ. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. DESCABIMENTO. SEGUIMENTO NEGADO” (www.stj.jus.br). Inconformada, a Defensoria Pública da União interpôs competente agravo regimental contra essa decisão, tendo a Sexta Turma negado provimento ao recurso, como mostra a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO. QUANTIDADE DE DROGAS. CONSIDERAÇÃO NAS ETAPAS DA DOSIMETRIA. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. 1. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é uniforme no sentido de que não ocorre bis in idem na consideração da quantidade de droga para a fixação da pena- base e também do patamar da causa especial de diminuição de pena, com a utilização de um mesmo parâmetro de referência, mas em momentos distintos e com finalidades diversas, visando à fixação de reprimenda proporcionalmente suficiente à reprovação e prevenção do delito, diante das circunstâncias em que perpetrado. 2. Agravo regimental desprovido” (fl. 1279 do anexo 12). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. Com efeito, a eminente relatora negou seguimento ao recurso por entender que ele estaria em confronto com a jurisprudência dominante daquela Corte Superior. Interposto o regimental, a Sexta Turma negou provimento ao recurso. Na presente impetração, repete a impetrante os argumentos de mérito postos no recurso especial, pretendendo a mitigação da pena imposta ao paciente. No caso, não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada acima do mínimo legal não só em razão da qualidade e da quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP “(...) A culpabilidade é circunstância judicial que deve ser valorada em prejuízo do acusado, no caso concreto, tendo se revelado acentuada, porquanto se trata de réu com idade e experiências suficientes para saber a gravidade da sua conduta, bem como as consequências nefastas causadas pela disseminação da droga. Além disso, considerando que a preparação da viagem do réu demandou tempo e esforços, o acusado não agiu de inopino, ao contrário, sabia que iria transportar entorpecentes, teve tempo para refletir a respeito dessa conduta e ainda assim persistiu no intento criminoso. No que concerne aos antecedentes, nada digno de nota foi encontrado às folhas 210 e 216 (Justiça Estadual), 250 (Interpol) e 547 (Justiça Federal). Da mesma maneira, nada há a se observar no tocante à conduta social e à personalidade do acusado, além do desvio que o levou à prática delitiva. O motivo do crime foi o lucro fácil proporcionado pela narcotraficância e o comportamento da vítima em nada influenciou no cometimento do delito. As circunstâncias e consequências do crime não vão além do quanto foi verificado quando da análise da culpabilidade. Há de se considerar, ainda, nesta fase, a preponderância das circunstâncias concernentes à natureza e à quantidade da droga, em atendimento ao disposto no artigo 42 da Lei 11.343/06. Esses elementos são desfavoráveis ao réu, que foi preso transportando 4.159,8 g (quatro mil, cento e cinquenta e nove gramas e oito decigramas) peso líquido, de cocaína, droga esta de importante potencial ofensivo à saúde pública. Do confronto entre as circunstâncias judiciais favoráveis e desfavoráveis, ressai justa e adequada a fixação da pena-base em 8 (oito) anos de reclusão e 800 (oitocentos) dias-multa, fixando o valor de cada dia-multa à razão de 1/30 (um trigésimo) do valor do salário-mínimo vigente na data do fato, ante a ausência de elementos seguros acerca das condições 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP “(...) A culpabilidade é circunstância judicial que deve ser valorada em prejuízo do acusado, no caso concreto, tendo se revelado acentuada, porquanto se trata de réu com idade e experiências suficientes para saber a gravidade da sua conduta, bem como as consequências nefastas causadas pela disseminação da droga. Além disso, considerando que a preparação da viagem do réu demandou tempo e esforços, o acusado não agiu de inopino, ao contrário, sabia que iria transportar entorpecentes, teve tempo para refletir a respeito dessa conduta e ainda assim persistiu no intento criminoso. No que concerne aos antecedentes, nada digno de nota foi encontrado às folhas 210 e 216 (Justiça Estadual), 250 (Interpol) e 547 (Justiça Federal). Da mesma maneira, nada há a se observar no tocante à conduta social e à personalidade do acusado, além do desvio que o levou à prática delitiva. O motivo do crime foi o lucro fácil proporcionado pela narcotraficância e o comportamento da vítima em nada influenciou no cometimento do delito. As circunstâncias e consequências do crime não vão além do quanto foi verificado quando da análise da culpabilidade. Há de se considerar, ainda, nesta fase, a preponderância das circunstâncias concernentes à natureza e à quantidade da droga, em atendimento ao disposto no artigo 42 da Lei 11.343/06. Esses elementos são desfavoráveis ao réu, que foi preso transportando 4.159,8 g (quatro mil, cento e cinquenta e nove gramas e oito decigramas) peso líquido, de cocaína, droga esta de importante potencial ofensivo à saúde pública. Do confronto entre as circunstâncias judiciais favoráveis e desfavoráveis, ressai justa e adequada a fixação da pena-base em 8 (oito) anos de reclusão e 800 (oitocentos) dias-multa, fixando o valor de cada dia-multa à razão de 1/30 (um trigésimo) do valor do salário-mínimo vigente na data do fato, ante a ausência de elementos seguros acerca das condições 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP econômicas do acusado. Ausentes circunstâncias agravantes e presente a atenuante pela confissão, considerando o seu grau de relevância, nos termos da fundamentação, diminuo a pena anterior em 6 (seis) meses de reclusão e 50 (cinquenta) dias-multa, obtendo uma pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 750 (setecentos e cinquenta) dias-multa. Não se verificam causas de aumento, tendo sido configurada a causa de diminuição concernente à delação premiada praticada pelo acusado Cesar, o que autoriza a redução da pena até aqui encontrada, em patamar compatível com os resultados obtidos a partir desse ato, nos termos do artigo 41 da Lei nº 11.343/06. Assim sendo, diminuo em 2/5 (dois quintos) a pena supra, alcançando o montante de 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 450 (quatrocentos e cinquenta) dias-multa. O réu é primário e possui bons antecedentes, situação esta que, à míngua de provas no sentido de que ele se dedique a atividades criminosas ou integre organização criminosa, autoriza a incidência da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, §4º, da Lei nº 11.343/06. Para se definir o patamar dessa diminuição, podem e devem ser considerados os parâmetros objetivos estabelecidos no referido §4º, bem como as circunstâncias em que fora praticado o delito, sem que isso configure "bis in idem". Tanto é assim que os antecedentes criminais e a personalidade do agente são considerados para fixar a pena- base e, também, para determinar a incidência da presente causa de diminuição. Com base nessas premissas, diminuo em 1/5 (um quinto) a pena até aqui encontrada, obtendo uma pena de 03 (três) anos, 6 (seis) meses e 3 (três) dias de reclusão, além de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. Caracterizada a transnacionalidade do delito, aplico a causa de aumento de pena prevista no art. 40, I, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/4 (um quarto), elevando o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP econômicas do acusado. Ausentes circunstâncias agravantes e presente a atenuante pela confissão, considerando o seu grau de relevância, nos termos da fundamentação, diminuo a pena anterior em 6 (seis) meses de reclusão e 50 (cinquenta) dias-multa, obtendo uma pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 750 (setecentos e cinquenta) dias-multa. Não se verificam causas de aumento, tendo sido configurada a causa de diminuição concernente à delação premiada praticada pelo acusado Cesar, o que autoriza a redução da pena até aqui encontrada, em patamar compatível com os resultados obtidos a partir desse ato, nos termos do artigo 41 da Lei nº 11.343/06. Assim sendo, diminuo em 2/5 (dois quintos) a pena supra, alcançando o montante de 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 450 (quatrocentos e cinquenta) dias-multa. O réu é primário e possui bons antecedentes, situação esta que, à míngua de provas no sentido de que ele se dedique a atividades criminosas ou integre organização criminosa, autoriza a incidência da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, §4º, da Lei nº 11.343/06. Para se definir o patamar dessa diminuição, podem e devem ser considerados os parâmetros objetivos estabelecidos no referido §4º, bem como as circunstâncias em que fora praticado o delito, sem que isso configure "bis in idem". Tanto é assim que os antecedentes criminais e a personalidade do agente são considerados para fixar a pena- base e, também, para determinar a incidência da presente causa de diminuição. Com base nessas premissas, diminuo em 1/5 (um quinto) a pena até aqui encontrada, obtendo uma pena de 03 (três) anos, 6 (seis) meses e 3 (três) dias de reclusão, além de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. Caracterizada a transnacionalidade do delito, aplico a causa de aumento de pena prevista no art. 40, I, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/4 (um quarto), elevando o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP resultado anterior para 4 (quatro) anos, 2 (dois) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, além de 540 (quinhentos e quarenta) dias-multa, à razão já determinada, pena esta que torno DEFINITIVA.” (fls. 74/76 do anexo 7). Nesse sentido cito os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTOS E REFORMATIO IN PEJUS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TESES NÃO VENTILADAS NO STJ. DOSIMETRIA DA PENA. BENEFÍCIO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. Inviável a apreciação de questões não examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes e arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. A quantidade e a espécie da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente sopesados no dimensionamento do benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Não se trata de bis in idem , ainda que tais elementos já tenham sido considerados no dimensionamento da pena-base na condição de circunstâncias do crime. 4. Inocorrência de bis in idem. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido, e, nesta extensão, denegado” (HC nº 117.024/MS, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP resultado anterior para 4 (quatro) anos, 2 (dois) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, além de 540 (quinhentos e quarenta) dias-multa, à razão já determinada, pena esta que torno DEFINITIVA.” (fls. 74/76 do anexo 7). Nesse sentido cito os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTOS E REFORMATIO IN PEJUS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TESES NÃO VENTILADAS NO STJ. DOSIMETRIA DA PENA. BENEFÍCIO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. Inviável a apreciação de questões não examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes e arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. A quantidade e a espécie da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente sopesados no dimensionamento do benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Não se trata de bis in idem , ainda que tais elementos já tenham sido considerados no dimensionamento da pena-base na condição de circunstâncias do crime. 4. Inocorrência de bis in idem. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido, e, nesta extensão, denegado” (HC nº 117.024/MS, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP Primeira Turma, da relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe de 25/9/13 – destaquei); “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4°, DA LEI N. 11.343/06. PATAMAR MÍNIMO DE REDUÇÃO FUNDAMENTADO NA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO DO ENTORPECENTE: POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. SUSBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA POR RESTRITIVA DE DIREITOS. FIXAÇÃO DO REGIME ABERTO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Não valoradas na primeira e segunda fases do critério trifásico de dosimetria da pena, a quantidade de droga apreendida e a forma de acondicionamento do entorpecente são fundamentos idôneos para justificar o patamar de redução da pena em razão da incidência da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4° da Lei de Tóxicos. Precedentes. 2. O Juízo da 2ª Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte/MG escolheu a fração mínima de redução com base no elevado montante de droga apreendida e na forma de acondicionamento do entorpecente (93,05g de cocaína subdivididos em 108 invólucros). 3. O Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade da vedação contida nos art. 33, § 4º, e 44 da Lei 11.343/06, admitindo possa o julgador promover a substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos quando presentes os requisitos inseridos no art. 44 do Código Penal. 4. Ordem parcialmente concedida” (HC nº 110.920/MG, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/3/13). No caso concreto, ademais, considerou-se o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei nº 11.343/06. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP Primeira Turma, da relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe de 25/9/13 – destaquei); “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4°, DA LEI N. 11.343/06. PATAMAR MÍNIMO DE REDUÇÃO FUNDAMENTADO NA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO DO ENTORPECENTE: POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. SUSBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA POR RESTRITIVA DE DIREITOS. FIXAÇÃO DO REGIME ABERTO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Não valoradas na primeira e segunda fases do critério trifásico de dosimetria da pena, a quantidade de droga apreendida e a forma de acondicionamento do entorpecente são fundamentos idôneos para justificar o patamar de redução da pena em razão da incidência da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4° da Lei de Tóxicos. Precedentes. 2. O Juízo da 2ª Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte/MG escolheu a fração mínima de redução com base no elevado montante de droga apreendida e na forma de acondicionamento do entorpecente (93,05g de cocaína subdivididos em 108 invólucros). 3. O Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade da vedação contida nos art. 33, § 4º, e 44 da Lei 11.343/06, admitindo possa o julgador promover a substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos quando presentes os requisitos inseridos no art. 44 do Código Penal. 4. Ordem parcialmente concedida” (HC nº 110.920/MG, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/3/13). No caso concreto, ademais, considerou-se o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei nº 11.343/06. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP A Lei nº 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias ordinárias tenham reconhecido condições favoráveis ao paciente, destacando a sua primariedade e os seus antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau mínimo previsto em lei, ou seja, em 1/6 (um sexto). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso em exame, não só a quantidade e a qualidade do entorpecente apreendido, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de maior gravidade relativamente ao envolvimento do paciente no crime. Vide: “(...) CAUSA DE REDUÇÃO DE PENA - § 4º DO ART. 33, DA LEI 11343/06: O MM. Juiz aplicou esse beneficio nas penas de todos os apelantes no patamar de 1/5 (um quinto). Não assiste razão à acusação ao requerer a exclusão do beneficio. (…) Em que pesem tais argumentações, deve ser mantida a aplicação desse beneficio. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP A Lei nº 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias ordinárias tenham reconhecido condições favoráveis ao paciente, destacando a sua primariedade e os seus antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau mínimo previsto em lei, ou seja, em 1/6 (um sexto). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso em exame, não só a quantidade e a qualidade do entorpecente apreendido, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de maior gravidade relativamente ao envolvimento do paciente no crime. Vide: “(...) CAUSA DE REDUÇÃO DE PENA - § 4º DO ART. 33, DA LEI 11343/06: O MM. Juiz aplicou esse beneficio nas penas de todos os apelantes no patamar de 1/5 (um quinto). Não assiste razão à acusação ao requerer a exclusão do beneficio. (…) Em que pesem tais argumentações, deve ser mantida a aplicação desse beneficio. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP Os réus são primários e sem antecedentes. Consoante já ressaltado, não há nos autos provas seguras de que integrem de maneira estável alguma organização criminosa, embora haja indícios de que atuavam em conjunto na prática delitiva. É certo, ainda, que o trabalho que realizaram é uma condição imprescindível para a prática da narcotraficância internacional financiada pelas organizações criminosas de grande estrutura e poderio econômico. Contudo, a lei não veda expressamente a aplicação dessa causa de redução a todos aqueles que são apanhados com grande quantidade de droga para fins de tráfico internacional. O objetivo da minorante é permitir ao julgador a flexibilização da aplicação e individualização da pena, pois como o tráfico, em geral, é praticado por quadrilhas ou em concurso de agentes, não seria razoável tratar o traficante primário com a mesma carga punitiva a ser aplicada aos principais representantes do organismo criminoso. Os acusados não podem ser considerados como membros efetivos do crime organizado, tendo em vista que não há nos autos elementos que atestem tivesse se alinhado de forma habitual e estável a uma associação criminosa para fins de traficância. Sabe-se que incumbe à acusação, nos termos do art. 156 do Código de Processo Penal, o ônus da prova de dedicação a atividades criminosas, com reiteração de conduta ou de integração a uma organização criminosa, no sentido de ter participação ativa e estável na sociedade. Em que pese a entendimentos em contrário, penso que não prospera o argumento de que as ‘mulas’ sempre integram organização criminosa, posto que normalmente se tenham associado a elas, ao menos de maneira eventual. De fato, na maioria dos casos, a pessoa que é contratada para transportar a droga ou recebê-la sequer conhece os integrantes da organização criminosa, haja vista a enorme quantidade de prisões em flagrante dessas pessoas que ocorrem em Aeroportos Internacionais, em que não é possível o 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP Os réus são primários e sem antecedentes. Consoante já ressaltado, não há nos autos provas seguras de que integrem de maneira estável alguma organização criminosa, embora haja indícios de que atuavam em conjunto na prática delitiva. É certo, ainda, que o trabalho que realizaram é uma condição imprescindível para a prática da narcotraficância internacional financiada pelas organizações criminosas de grande estrutura e poderio econômico. Contudo, a lei não veda expressamente a aplicação dessa causa de redução a todos aqueles que são apanhados com grande quantidade de droga para fins de tráfico internacional. O objetivo da minorante é permitir ao julgador a flexibilização da aplicação e individualização da pena, pois como o tráfico, em geral, é praticado por quadrilhas ou em concurso de agentes, não seria razoável tratar o traficante primário com a mesma carga punitiva a ser aplicada aos principais representantes do organismo criminoso. Os acusados não podem ser considerados como membros efetivos do crime organizado, tendo em vista que não há nos autos elementos que atestem tivesse se alinhado de forma habitual e estável a uma associação criminosa para fins de traficância. Sabe-se que incumbe à acusação, nos termos do art. 156 do Código de Processo Penal, o ônus da prova de dedicação a atividades criminosas, com reiteração de conduta ou de integração a uma organização criminosa, no sentido de ter participação ativa e estável na sociedade. Em que pese a entendimentos em contrário, penso que não prospera o argumento de que as ‘mulas’ sempre integram organização criminosa, posto que normalmente se tenham associado a elas, ao menos de maneira eventual. De fato, na maioria dos casos, a pessoa que é contratada para transportar a droga ou recebê-la sequer conhece os integrantes da organização criminosa, haja vista a enorme quantidade de prisões em flagrante dessas pessoas que ocorrem em Aeroportos Internacionais, em que não é possível o 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP desmantelamento das quadrilhas. Assim, na ausência de provas seguras em sentido contrário, há de se concluir que os acusados participaram de forma esporádica no crime, sendo, pois, merecedores do beneficio de redução da pena previsto no artigo 33, § 4º da Lei nº 11.343/06. Contudo, não assiste razão à defesa ao requerer a aplicação no grau máximo, que é reservada aos casos de tráfico eventual para usuários de pequenas quantidades de droga, nos casos em que também forem totalmente favoráveis as circunstâncias judiciais do artigo 59 do CP. O parâmetro para a graduação da redução deve ser extraído da razão que motivou a edição da lei e da causa de diminuição, ou seja, o tratamento privilegiado ao traficante de primeira viagem e o. recrudescimento do tratamento do tráfico em geral, aliado às disposições contidas, nos artigos 42 da Lei 11.343/06 e do artigo 59 do CP. Deve ainda considerar-se a quantidade da droga, elemento decisivo também para o estabelecimento do ‘quantum’ da redução da pena, nos casos em que for aplicado o artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. Na hipótese dos autos, não cabe a redução no patamar máximo, pois a conduta dos acusados se insere em estágio intermediário da cadeia do tráfico, já que não estavam vendendo a droga aos usuários, mas sim transportando e intermediando a entrega de grande quantidade de droga, que seria pulverizada entre vários vendedores no mercado de consumo, conduta esta que, se bem sucedida, possibilitaria o abastecimento de diversos pontos de venda de tóxicos distintos e contribuiria para a distribuição em escala mundial, sendo potencialmente mais gravosa que o mero abastecimento no mercado interno. Por outro lado, a associação eventual à organização criminosa determina que essa redução não vá além do mínimo, pois a situação é fronteiriça com aquela em que a redução seria vedada. Ademais, para a diminuição da pena em patamar 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP desmantelamento das quadrilhas. Assim, na ausência de provas seguras em sentido contrário, há de se concluir que os acusados participaram de forma esporádica no crime, sendo, pois, merecedores do beneficio de redução da pena previsto no artigo 33, § 4º da Lei nº 11.343/06. Contudo, não assiste razão à defesa ao requerer a aplicação no grau máximo, que é reservada aos casos de tráfico eventual para usuários de pequenas quantidades de droga, nos casos em que também forem totalmente favoráveis as circunstâncias judiciais do artigo 59 do CP. O parâmetro para a graduação da redução deve ser extraído da razão que motivou a edição da lei e da causa de diminuição, ou seja, o tratamento privilegiado ao traficante de primeira viagem e o. recrudescimento do tratamento do tráfico em geral, aliado às disposições contidas, nos artigos 42 da Lei 11.343/06 e do artigo 59 do CP. Deve ainda considerar-se a quantidade da droga, elemento decisivo também para o estabelecimento do ‘quantum’ da redução da pena, nos casos em que for aplicado o artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. Na hipótese dos autos, não cabe a redução no patamar máximo, pois a conduta dos acusados se insere em estágio intermediário da cadeia do tráfico, já que não estavam vendendo a droga aos usuários, mas sim transportando e intermediando a entrega de grande quantidade de droga, que seria pulverizada entre vários vendedores no mercado de consumo, conduta esta que, se bem sucedida, possibilitaria o abastecimento de diversos pontos de venda de tóxicos distintos e contribuiria para a distribuição em escala mundial, sendo potencialmente mais gravosa que o mero abastecimento no mercado interno. Por outro lado, a associação eventual à organização criminosa determina que essa redução não vá além do mínimo, pois a situação é fronteiriça com aquela em que a redução seria vedada. Ademais, para a diminuição da pena em patamar 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP maior, além das condições já consideradas, haveriam de concorrer outras circunstâncias relevantes, como a situação de miserabilidade, a baixa instrução e a pouca inserção no meio social, a condição de dependente, o desempenho de atividade lícita, a tenra ou avançada idade e tantas outras. A lei previu, ainda, índice de redução em escala variável (de um sexto a dois terços), de maneira que concedeu ao juiz, diante das peculiaridades de cada caso, discricionariedade (que não se confunde com arbitrariedade) na determinação do quantum da redução, para que se concretize uma pena que atenda, de forma coerente, as finalidades de repreensão e prevenção em cada caso, e que são bastante diversificadas nos casos de tráfico de drogas. Assim sendo, não se aplicará a redução da pena no grau máximo indiscriminadamente, a todo e qualquer traficante, pois, caso assim fosse, estar-se-ia comparando todos os participantes do tráfico aos denominados ‘aviõezinhos’, traficantes individuais que transportam pequena quantidade de droga para os usuários e estimulando os chefes das grandes organizações transnacionais a praticar cada vez mais o tráfico ilícito de entorpecentes. Sabe-se, também, que o tipo da substância entorpecente indica o grau de nocividade para a saúde pública, e a quantidade, quase sempre, aponta para o grau de envolvimento do infrator com o comércio e a medida de sua personalidade perigosa e voltada para a prática criminosa. (…) Portanto, reduzo o patamar dessa minorante para o mínimo legal (um sexto)“ (fls. 107/110 do anexo 10). Por essas razões, denego a ordem. Observo, porém, relativamente ao regime prisional cominado, a ocorrência de manifesta ilegalidade, a ensejar a concessão de ordem de ofício. Recentemente, assentou o Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 111.840/ES, de minha relatoria, a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP maior, além das condições já consideradas, haveriam de concorrer outras circunstâncias relevantes, como a situação de miserabilidade, a baixa instrução e a pouca inserção no meio social, a condição de dependente, o desempenho de atividade lícita, a tenra ou avançada idade e tantas outras. A lei previu, ainda, índice de redução em escala variável (de um sexto a dois terços), de maneira que concedeu ao juiz, diante das peculiaridades de cada caso, discricionariedade (que não se confunde com arbitrariedade) na determinação do quantum da redução, para que se concretize uma pena que atenda, de forma coerente, as finalidades de repreensão e prevenção em cada caso, e que são bastante diversificadas nos casos de tráfico de drogas. Assim sendo, não se aplicará a redução da pena no grau máximo indiscriminadamente, a todo e qualquer traficante, pois, caso assim fosse, estar-se-ia comparando todos os participantes do tráfico aos denominados ‘aviõezinhos’, traficantes individuais que transportam pequena quantidade de droga para os usuários e estimulando os chefes das grandes organizações transnacionais a praticar cada vez mais o tráfico ilícito de entorpecentes. Sabe-se, também, que o tipo da substância entorpecente indica o grau de nocividade para a saúde pública, e a quantidade, quase sempre, aponta para o grau de envolvimento do infrator com o comércio e a medida de sua personalidade perigosa e voltada para a prática criminosa. (…) Portanto, reduzo o patamar dessa minorante para o mínimo legal (um sexto)“ (fls. 107/110 do anexo 10). Por essas razões, denego a ordem. Observo, porém, relativamente ao regime prisional cominado, a ocorrência de manifesta ilegalidade, a ensejar a concessão de ordem de ofício. Recentemente, assentou o Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 111.840/ES, de minha relatoria, a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07. Embora pendente de publicação o julgado em questão, colho do meu voto o seguinte excerto: “Considerando o que decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, parece-me que não se poderia, em hipótese de tráfico de entorpecentes ensejadora da aplicação de pena privativa de liberdade superior a quatro (4) anos, sustentar a cogência absoluta de que o cumprimento da reprimenda carcerária decorrente da prática do crime de tráfico se dê em regime inicialmente fechado, tal como preconizado no art. 1º da Lei nº 11.464/07, que alterou a redação do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90. Há de se considerar que a própria Constituição Federal contempla as restrições a serem impostas àqueles que se mostrem incursos em dispositivos da Lei nº 8.072/90. Dentre elas não se encontra nenhuma que verse sobre a obrigatoriedade de imposição do regime extremo para o início de cumprimento da pena. No inciso XLIII do rol das garantias constitucionais – artigo 5º - afastam-se, tão somente, a fiança, a graça e a anistia, assegurando-se, em inciso posterior (XLVI), de forma abrangente, sem excepcionar essa ou aquela prática delituosa, a individualização da pena. No tocante ao tema, assinalo que, a partir do julgamento do HC nº 82.959/SP (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio , DJ de 1º/9/06), esta Corte Suprema passou a admitir a possibilidade de progressão de regime aos condenados pela prática de crimes hediondos, dada a declaração de inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90. Tal possibilidade veio a ser acolhida posteriormente pela Lei nº 11.464/07, que modificou a Lei nº 8.072/90, positivando-se, desse modo, a possibilidade da mencionada progressão. Contudo, como já dito, essa lei estipulou que a pena imposta pela prática de qualquer dos crimes nela mencionados fosse, obrigatoriamente, cumprida inicialmente no regime fechado. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07. Embora pendente de publicação o julgado em questão, colho do meu voto o seguinte excerto: “Considerando o que decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, parece-me que não se poderia, em hipótese de tráfico de entorpecentes ensejadora da aplicação de pena privativa de liberdade superior a quatro (4) anos, sustentar a cogência absoluta de que o cumprimento da reprimenda carcerária decorrente da prática do crime de tráfico se dê em regime inicialmente fechado, tal como preconizado no art. 1º da Lei nº 11.464/07, que alterou a redação do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90. Há de se considerar que a própria Constituição Federal contempla as restrições a serem impostas àqueles que se mostrem incursos em dispositivos da Lei nº 8.072/90. Dentre elas não se encontra nenhuma que verse sobre a obrigatoriedade de imposição do regime extremo para o início de cumprimento da pena. No inciso XLIII do rol das garantias constitucionais – artigo 5º - afastam-se, tão somente, a fiança, a graça e a anistia, assegurando-se, em inciso posterior (XLVI), de forma abrangente, sem excepcionar essa ou aquela prática delituosa, a individualização da pena. No tocante ao tema, assinalo que, a partir do julgamento do HC nº 82.959/SP (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio , DJ de 1º/9/06), esta Corte Suprema passou a admitir a possibilidade de progressão de regime aos condenados pela prática de crimes hediondos, dada a declaração de inconstitucionalidade do art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90. Tal possibilidade veio a ser acolhida posteriormente pela Lei nº 11.464/07, que modificou a Lei nº 8.072/90, positivando-se, desse modo, a possibilidade da mencionada progressão. Contudo, como já dito, essa lei estipulou que a pena imposta pela prática de qualquer dos crimes nela mencionados fosse, obrigatoriamente, cumprida inicialmente no regime fechado. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP Tal como já indagado no julgamento do HC nº 82.959/SP, tinha e tem o legislador ordinário poder para isso estabelecer? A minha resposta é negativa. Destarte, tenho como inconstitucional o preceito do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, o qual foi modificado pela Lei nº 11.464/07. A esse respeito, lembro as considerações feitas pelo eminente Ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC nº 103.547/SP (Segunda Turma, DJe 14/12/10): ‘(...) Consigno, por outro lado, que, como parte de suas razões de decidir, o Superior Tribunal de Justiça assentou que — após as modificações produzidas pela Lei n. 11.464/2007 — não haveria mais que se falar em constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado a condenado por crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei n. 11.343/2006, art. 33), haja vista a expressa determinação legal contida no art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90. Por oportuno, transcrevo esse dispositivo: ‘Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: [...] § 1º A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. (Redação dada pela Lei nº 11.464, de 2007).’ No ponto, ressalto que guardo reservas quanto ao entendimento exarado pelo STJ e também quanto ao disposto nesse dispositivo. Deveras, o STF já teve a oportunidade, por ocasião da análise do julgamento do HC n. 82.959/SP, de declarar, incidenter tantum, a inconstitucionalidade da antiga redação do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, a qual determinava que os condenados por crimes hediondos ou 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP Tal como já indagado no julgamento do HC nº 82.959/SP, tinha e tem o legislador ordinário poder para isso estabelecer? A minha resposta é negativa. Destarte, tenho como inconstitucional o preceito do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, o qual foi modificado pela Lei nº 11.464/07. A esse respeito, lembro as considerações feitas pelo eminente Ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC nº 103.547/SP (Segunda Turma, DJe 14/12/10): ‘(...) Consigno, por outro lado, que, como parte de suas razões de decidir, o Superior Tribunal de Justiça assentou que — após as modificações produzidas pela Lei n. 11.464/2007 — não haveria mais que se falar em constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado a condenado por crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei n. 11.343/2006, art. 33), haja vista a expressa determinação legal contida no art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90. Por oportuno, transcrevo esse dispositivo: ‘Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: [...] § 1º A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. (Redação dada pela Lei nº 11.464, de 2007).’ No ponto, ressalto que guardo reservas quanto ao entendimento exarado pelo STJ e também quanto ao disposto nesse dispositivo. Deveras, o STF já teve a oportunidade, por ocasião da análise do julgamento do HC n. 82.959/SP, de declarar, incidenter tantum, a inconstitucionalidade da antiga redação do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, a qual determinava que os condenados por crimes hediondos ou 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP a eles equiparados deveriam cumprir a pena em regime integralmente fechado. Naquele caso, ficou assentado que essa imposição iria de encontro ao princípio constitucional da individualização da pena (CF, art. 5º, XLVI). Pois bem, sobreveio a Lei n. 11.464/2007, que, ao promover mudanças no já mencionado art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, determinou que a pena agora fosse cumprida no regime inicial fechado. É aqui que faço uma indagação: Esse dispositivo, em sua nova redação, não continuaria a violar o princípio constitucional da individualização da pena? Essa discussão inclusive já vem sendo alvo de debates nas instâncias inferiores e inequivocamente acabará por ser trazida à apreciação desta Suprema Corte. Por isso, trago estas considerações em obiter dictum. No ponto, destaco, ainda, à guisa de ilustração, julgado recente proferido pelo próprio STJ que, ao analisar o HC n. 149.807/SP lá impetrado, concluiu pela inconstitucionalidade desse dispositivo, ao fundamento de que, a despeito das modificações preconizadas pela Lei n. 11.464/2007, persistiria ainda a ofensa ao princípio constitucional da individualização da pena e também da proporcionalidade.’ Parecem-me igualmente válidas as considerações feitas pelo Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do HC nº 149.807/SP, in verbis: ‘(...) Embora não se olvide o teor do art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 11.464/07, o fato é que mesmo para os crimes hediondos – ou a eles equiparados – a fixação do regime prisional para o início de cumprimento da privativa de liberdade há de levar em consideração a quantidade de pena imposta, a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP a eles equiparados deveriam cumprir a pena em regime integralmente fechado. Naquele caso, ficou assentado que essa imposição iria de encontro ao princípio constitucional da individualização da pena (CF, art. 5º, XLVI). Pois bem, sobreveio a Lei n. 11.464/2007, que, ao promover mudanças no já mencionado art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, determinou que a pena agora fosse cumprida no regime inicial fechado. É aqui que faço uma indagação: Esse dispositivo, em sua nova redação, não continuaria a violar o princípio constitucional da individualização da pena? Essa discussão inclusive já vem sendo alvo de debates nas instâncias inferiores e inequivocamente acabará por ser trazida à apreciação desta Suprema Corte. Por isso, trago estas considerações em obiter dictum. No ponto, destaco, ainda, à guisa de ilustração, julgado recente proferido pelo próprio STJ que, ao analisar o HC n. 149.807/SP lá impetrado, concluiu pela inconstitucionalidade desse dispositivo, ao fundamento de que, a despeito das modificações preconizadas pela Lei n. 11.464/2007, persistiria ainda a ofensa ao princípio constitucional da individualização da pena e também da proporcionalidade.’ Parecem-me igualmente válidas as considerações feitas pelo Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do HC nº 149.807/SP, in verbis: ‘(...) Embora não se olvide o teor do art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 11.464/07, o fato é que mesmo para os crimes hediondos – ou a eles equiparados – a fixação do regime prisional para o início de cumprimento da privativa de liberdade há de levar em consideração a quantidade de pena imposta, a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP presença de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou de diminuição. Enfim, deverá o Magistrado avaliar as circunstâncias do caso por ele analisado, não podendo impor, cegamente, o regime carcerário mais gravoso. No processo de submissão da lei ao filtro constitucional, imposto ao julgador, cabe-lhe a defesa dos direitos fundamentais. Assim, se o preceito está em harmonia com a Constituição, válido é; se de interpretação dúbia, empresta-se aquela que melhor confira eficácia normativa à Carta Política; se não resiste ao embate com os seus princípios, é declarado inconstitucional. Isso porque não se pode salvar a lei à custa da Constituição, norma sabidamente de maior envergadura em um ordenamento jurídico. É bem de ver, em primeiro lugar, que no Estado Democrático de Direito, a produção das normas deve se mostrar ajustada com o processo constitucional, matriz e bússola de navegação do devido processo legislativo. Leia-se a lição de Luiz Guilherme Marinoni, in ‘Teoria Geral do Processo’, 3ª ed., pp. 97/98: ‘Já se deixou claro que a lei, no Estado contemporâneo, tem a sua substância condicionada aos princípios constitucionais de justiça e aos direitos fundamentais. Compreender a lei a partir dos direitos fundamentais significa inverter a lógica da ideia de que esses direitos dependem da lei, pois hoje são as leis que têm a sua validade circunscrita aos direitos fundamentais, além de só admitirem interpretações que a eles estejam adequadas’. (grifei). Isso obviamente representa uma reação contra o princípio da supremacia da lei e contra o absolutismo do legislador. A forma normativa dos direitos fundamentais, ao impor o dimensionamento do produto do legislador, 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP presença de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou de diminuição. Enfim, deverá o Magistrado avaliar as circunstâncias do caso por ele analisado, não podendo impor, cegamente, o regime carcerário mais gravoso. No processo de submissão da lei ao filtro constitucional, imposto ao julgador, cabe-lhe a defesa dos direitos fundamentais. Assim, se o preceito está em harmonia com a Constituição, válido é; se de interpretação dúbia, empresta-se aquela que melhor confira eficácia normativa à Carta Política; se não resiste ao embate com os seus princípios, é declarado inconstitucional. Isso porque não se pode salvar a lei à custa da Constituição, norma sabidamente de maior envergadura em um ordenamento jurídico. É bem de ver, em primeiro lugar, que no Estado Democrático de Direito, a produção das normas deve se mostrar ajustada com o processo constitucional, matriz e bússola de navegação do devido processo legislativo. Leia-se a lição de Luiz Guilherme Marinoni, in ‘Teoria Geral do Processo’, 3ª ed., pp. 97/98: ‘Já se deixou claro que a lei, no Estado contemporâneo, tem a sua substância condicionada aos princípios constitucionais de justiça e aos direitos fundamentais. Compreender a lei a partir dos direitos fundamentais significa inverter a lógica da ideia de que esses direitos dependem da lei, pois hoje são as leis que têm a sua validade circunscrita aos direitos fundamentais, além de só admitirem interpretações que a eles estejam adequadas’. (grifei). Isso obviamente representa uma reação contra o princípio da supremacia da lei e contra o absolutismo do legislador. A forma normativa dos direitos fundamentais, ao impor o dimensionamento do produto do legislador, 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP faz com que a Constituição deixe de ser encarada como algo que foi abandonado à maioria parlamentar. A vontade do legislador, agora, está submetida a vontade suprema do povo, ou melhor, à Constituição e aos direitos fundamentais... Note-se que, quando a norma não pode ser interpretada de acordo com a Constituição, evidentemente não há interpretação de acordo, porém necessidade de controle da constitucionalidade da lei.’ É preciso compreender, nessa linha de raciocínio, que os princípios, no que diz respeito a sua natureza, constituem-se verdadeiras normas jurídicas e, por isso, impõe-se-lhes observância, dada a sua força cogente. Em casos como o presente, a aplicação literal do dispositivo inserido na Lei dos Crimes Hediondos, alheia às peculiaridades do caso concreto acarretaria inafastável ofensa aos princípios da individualização da pena, da proporcionalidade e da efetivação do justo. Isso porque se estaria a lançar o condenado a uma pequena sanção a cumpri-la no regime mais gravoso. Relembrando as passagens do Eminente Ministro Nilson Naves, devemos todos ‘evitar a ação criminógena do cárcere’ (por exemplo, HC-144.117/MG, DJ de 30.11.09). Foi no ano de 2006 que o Supremo Tribunal Federal, em paradigmática decisão plenária, declarou a inconstitucionalidade da proibição à progressão de regime prevista no art. 2º, § 1º, da Lei de Crimes Hediondos, assentando que tal norma afronta o princípio da individualização da pena. O aresto recebeu a seguinte ementa: ‘PENA - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - RAZÃO DE SER. A progressão no regime de cumprimento da pena, nas espécies fechado, semiaberto e aberto, tem como razão maior a ressocialização do preso que, mais dia ou menos dia, voltará ao convívio social. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP faz com que a Constituição deixe de ser encarada como algo que foi abandonado à maioria parlamentar. A vontade do legislador, agora, está submetida a vontade suprema do povo, ou melhor, à Constituição e aos direitos fundamentais... Note-se que, quando a norma não pode ser interpretada de acordo com a Constituição, evidentemente não há interpretação de acordo, porém necessidade de controle da constitucionalidade da lei.’ É preciso compreender, nessa linha de raciocínio, que os princípios, no que diz respeito a sua natureza, constituem-se verdadeiras normas jurídicas e, por isso, impõe-se-lhes observância, dada a sua força cogente. Em casos como o presente, a aplicação literal do dispositivo inserido na Lei dos Crimes Hediondos, alheia às peculiaridades do caso concreto acarretaria inafastável ofensa aos princípios da individualização da pena, da proporcionalidade e da efetivação do justo. Isso porque se estaria a lançar o condenado a uma pequena sanção a cumpri-la no regime mais gravoso. Relembrando as passagens do Eminente Ministro Nilson Naves, devemos todos ‘evitar a ação criminógena do cárcere’ (por exemplo, HC-144.117/MG, DJ de 30.11.09). Foi no ano de 2006 que o Supremo Tribunal Federal, em paradigmática decisão plenária, declarou a inconstitucionalidade da proibição à progressão de regime prevista no art. 2º, § 1º, da Lei de Crimes Hediondos, assentando que tal norma afronta o princípio da individualização da pena. O aresto recebeu a seguinte ementa: ‘PENA - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - RAZÃO DE SER. A progressão no regime de cumprimento da pena, nas espécies fechado, semiaberto e aberto, tem como razão maior a ressocialização do preso que, mais dia ou menos dia, voltará ao convívio social. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP PENA - CRIMES HEDIONDOS - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - ÓBICE - ARTIGO 2º, § 1º, DA LEI Nº 8.072/90 - INCONSTITUCIONALIDADE - EVOLUÇÃO JURISPRUDENCIAL. Conflita com a garantia da individualização da pena - artigo 5º, inciso XLVI, da Constituição Federal - a imposição, mediante norma, do cumprimento da pena em regime integralmente fechado. Nova inteligência do princípio da individualização da pena, em evolução jurisprudencial, assentada a inconstitucionalidade do artigo 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90.’ (HC nº 82.959/SP, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 1º/9/06) Resgato trecho do voto do eminente Ministro Eros Grau por entender pertinente com a matéria ora em análise: ‘No que tange à proibição da progressão de regime nos crimes hediondos, afronta o princípio da individualização da pena (art. 50, XLVI), direcionado ao legislador, que não pode impor regra fixa que impeça o julgador de individualizar, segundo sua avaliação, caso a caso, a pena do condenado que tenha praticado qualquer dos crimes relacionados como hediondos. Considere-se ainda a vedação da imposição de penas cruéis (art. 5, XLVII, ‘e’) e o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1º, III), sendo também certo que o cumprimento da pena em regime integral, por ser cruel e desumano, importa violação a esses preceitos constitucionais.’ Acentuou o Ministro Gilmar Mendes, na oportunidade, que ‘o princípio da individualização da 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP PENA - CRIMES HEDIONDOS - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - ÓBICE - ARTIGO 2º, § 1º, DA LEI Nº 8.072/90 - INCONSTITUCIONALIDADE - EVOLUÇÃO JURISPRUDENCIAL. Conflita com a garantia da individualização da pena - artigo 5º, inciso XLVI, da Constituição Federal - a imposição, mediante norma, do cumprimento da pena em regime integralmente fechado. Nova inteligência do princípio da individualização da pena, em evolução jurisprudencial, assentada a inconstitucionalidade do artigo 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90.’ (HC nº 82.959/SP, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 1º/9/06) Resgato trecho do voto do eminente Ministro Eros Grau por entender pertinente com a matéria ora em análise: ‘No que tange à proibição da progressão de regime nos crimes hediondos, afronta o princípio da individualização da pena (art. 50, XLVI), direcionado ao legislador, que não pode impor regra fixa que impeça o julgador de individualizar, segundo sua avaliação, caso a caso, a pena do condenado que tenha praticado qualquer dos crimes relacionados como hediondos. Considere-se ainda a vedação da imposição de penas cruéis (art. 5, XLVII, ‘e’) e o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1º, III), sendo também certo que o cumprimento da pena em regime integral, por ser cruel e desumano, importa violação a esses preceitos constitucionais.’ Acentuou o Ministro Gilmar Mendes, na oportunidade, que ‘o princípio da individualização da 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP pena fundamenta um direito subjetivo, que se não restringe à simples fixação da pena in abstracto, mas que se revela abrangente da própria forma de individualização’. O legislador pátrio, atento à referida evolução jurisprudencial, editou em 28.3.07, a Lei nº 11.464, que, modificando a redação da Lei nº 8.072/90, derrogou a vedação à progressão de regime, estabelecendo que a pena a condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo devem ser descontadas apenas inicialmente no regime fechado. No entanto, persistiu – e ainda persiste – a ofensa ao princípio da individualização pena. Ora, se o dispositivo responsável por impor o integral cumprimento da reprimenda no regime fechado é inconstitucional, também o é aquele que determina a todos – independentemente da pena a ser descontada ou das nuances do caso a caso – que iniciem a expiação no regime mais gravoso. Ainda mais. A Lei não anda em harmonia com o princípio da proporcionalidade, corolário da busca do justo. Isso porque a imposição do regime fechado inclusive a condenados a penas ínfimas, primários e de bons antecedentes, entra em rota de colisão com a Constituição e com a evolução do Direito Penal. É certo que neste Colegiado já contamos com alguns julgados no sentido ora defendido. Sejam exemplos, os HC-130.113/SC, Relator Ministro Nilson Naves; HC- 154.570/RS, Relatora Ministra Maria Thereza; e HC- 128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi. Deste último precedente, recupero a ementa: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CRIME PRATICADO DURANTE A VIGÊNCIA DA LEI Nº 11.464/07. APLICAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP pena fundamenta um direito subjetivo, que se não restringe à simples fixação da pena in abstracto, mas que se revela abrangente da própria forma de individualização’. O legislador pátrio, atento à referida evolução jurisprudencial, editou em 28.3.07, a Lei nº 11.464, que, modificando a redação da Lei nº 8.072/90, derrogou a vedação à progressão de regime, estabelecendo que a pena a condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo devem ser descontadas apenas inicialmente no regime fechado. No entanto, persistiu – e ainda persiste – a ofensa ao princípio da individualização pena. Ora, se o dispositivo responsável por impor o integral cumprimento da reprimenda no regime fechado é inconstitucional, também o é aquele que determina a todos – independentemente da pena a ser descontada ou das nuances do caso a caso – que iniciem a expiação no regime mais gravoso. Ainda mais. A Lei não anda em harmonia com o princípio da proporcionalidade, corolário da busca do justo. Isso porque a imposição do regime fechado inclusive a condenados a penas ínfimas, primários e de bons antecedentes, entra em rota de colisão com a Constituição e com a evolução do Direito Penal. É certo que neste Colegiado já contamos com alguns julgados no sentido ora defendido. Sejam exemplos, os HC-130.113/SC, Relator Ministro Nilson Naves; HC- 154.570/RS, Relatora Ministra Maria Thereza; e HC- 128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi. Deste último precedente, recupero a ementa: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CRIME PRATICADO DURANTE A VIGÊNCIA DA LEI Nº 11.464/07. APLICAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP PENA DE CURTA DURAÇÃO. AMBIENTE DELETÉRIO E PREJUDICIAL À RECUPERAÇÃO DA CONDENADA. ORDEM CONCEDIDA. 1. Verifica-se que o delito fora praticado em 04/10/2007, quando a Lei nº 11.464/2007, que instituiu o regime inicial fechado aos crimes hediondos e assemelhados, já se encontrava em vigor. Contudo, o cumprimento de pena de curta duração em ambiente deletério é prejudicial à recuperação da condenada. O raciocínio a ser utilizado é o mesmo para a concessão do sursis, cabível nas hipóteses de pena inferior a 2 (dois) anos. 2. Na situação em análise, na qual a paciente ostenta circunstâncias judiciais favoráveis, tendo sido condenada a cumprir pena de 01 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, o regime prisional, à luz do artigo 33, § 2º, alínea 'c', deve ser o aberto . 3. Ordem concedida para estabelecer à paciente o regime inicial aberto para o cumprimento de sua pena reclusiva. (HC-128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi, DJ de 5.10.09)’’ (destaques no original). No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes desta Suprema Corte sobre o tema: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP PENA DE CURTA DURAÇÃO. AMBIENTE DELETÉRIO E PREJUDICIAL À RECUPERAÇÃO DA CONDENADA. ORDEM CONCEDIDA. 1. Verifica-se que o delito fora praticado em 04/10/2007, quando a Lei nº 11.464/2007, que instituiu o regime inicial fechado aos crimes hediondos e assemelhados, já se encontrava em vigor. Contudo, o cumprimento de pena de curta duração em ambiente deletério é prejudicial à recuperação da condenada. O raciocínio a ser utilizado é o mesmo para a concessão do sursis, cabível nas hipóteses de pena inferior a 2 (dois) anos. 2. Na situação em análise, na qual a paciente ostenta circunstâncias judiciais favoráveis, tendo sido condenada a cumprir pena de 01 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, o regime prisional, à luz do artigo 33, § 2º, alínea 'c', deve ser o aberto . 3. Ordem concedida para estabelecer à paciente o regime inicial aberto para o cumprimento de sua pena reclusiva. (HC-128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi, DJ de 5.10.09)’’ (destaques no original). No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes desta Suprema Corte sobre o tema: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/STF. Ordem concedida’ (HC nº 101.291/SP, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 12/02/2010 -destaquei). ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. EXCEÇÃO À SÚMULA 691/STF. REDUÇÃO DA PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006, VEDADA A SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. SITUAÇÃO MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE. 1. Condenação, por tráfico de entorpecentes, a um ano e oito meses de reclusão, em regime fechado. Presença dos requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim ao regime aberto. Constrangimento ilegal evidenciado, justificando exceção à Súmula 691 desta Corte. 2. Redução de 1/6 a 2/3 da pena, prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, vedada a substituição por outra restritiva de direitos. Situação mais gravosa ao paciente. Inaplicabilidade. Ordem concedida, parcialmente, de ofício, para garantir ao paciente a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim para que, caso haja reversão, o início da execução da pena privativa de liberdade se dê em regime inicial aberto’ (HC nº 100.590/DF, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 27/11/2009 – destaquei). Feitas essas considerações, penso que deve ser superado o disposto na Lei dos Crimes Hediondos (obrigatoriedade de 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/STF. Ordem concedida’ (HC nº 101.291/SP, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 12/02/2010 -destaquei). ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. EXCEÇÃO À SÚMULA 691/STF. REDUÇÃO DA PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006, VEDADA A SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. SITUAÇÃO MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE. 1. Condenação, por tráfico de entorpecentes, a um ano e oito meses de reclusão, em regime fechado. Presença dos requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim ao regime aberto. Constrangimento ilegal evidenciado, justificando exceção à Súmula 691 desta Corte. 2. Redução de 1/6 a 2/3 da pena, prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, vedada a substituição por outra restritiva de direitos. Situação mais gravosa ao paciente. Inaplicabilidade. Ordem concedida, parcialmente, de ofício, para garantir ao paciente a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim para que, caso haja reversão, o início da execução da pena privativa de liberdade se dê em regime inicial aberto’ (HC nº 100.590/DF, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 27/11/2009 – destaquei). Feitas essas considerações, penso que deve ser superado o disposto na Lei dos Crimes Hediondos (obrigatoriedade de 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP início do cumprimento de pena no regime fechado) para aqueles que preencham todos os demais requisitos previstos no art. 33, §§ 2º, b, e 3º, do CP, admitindo-se o início do cumprimento de pena em regime diverso do fechado” (destaques nossos). Impende, portanto, a apreciação dos motivos que levaram à fixação do regime inicial mais severo ao paciente do presente writ. A 4ª Vara Federal de Guarulhos/SP, ao estabelecer o regime prisional, fê-lo da seguinte forma: “(...) Para cumprimento da pena, fixo-lhes o regime inicial fechado, com base no artigo 33, §3, do Código Penal” (fl. 80 do anexo de instrução 7). O Tribunal de origem, por sua vez, placitou o regime mais severo imposto ao paciente, sem outras considerações sobre o tema. Tenho, assim, que as instâncias ordinárias não indicaram elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a necessidade da prisão do ora paciente em regime fechado, impondo-lhe o regime mais severo sem fundamentação adequada, razão pela qual determino que o juízo das execuções criminais competente, nos termos do que dispõe o art. 33, caput e parágrafos, do CP, fixe o regime inicial adequado. Ante o exposto, denego o writ. Concedo, porém, ordem de ofício para o fim de determinar ao juízo das execuções criminais competente que fixe, em vista do que dispõe o art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, o regime inicial condizente. É como voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP início do cumprimento de pena no regime fechado) para aqueles que preencham todos os demais requisitos previstos no art. 33, §§ 2º, b, e 3º, do CP, admitindo-se o início do cumprimento de pena em regime diverso do fechado” (destaques nossos). Impende, portanto, a apreciação dos motivos que levaram à fixação do regime inicial mais severo ao paciente do presente writ. A 4ª Vara Federal de Guarulhos/SP, ao estabelecer o regime prisional, fê-lo da seguinte forma: “(...) Para cumprimento da pena, fixo-lhes o regime inicial fechado, com base no artigo 33, §3, do Código Penal” (fl. 80 do anexo de instrução 7). O Tribunal de origem, por sua vez, placitou o regime mais severo imposto ao paciente, sem outras considerações sobre o tema. Tenho, assim, que as instâncias ordinárias não indicaram elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a necessidade da prisão do ora paciente em regime fechado, impondo-lhe o regime mais severo sem fundamentação adequada, razão pela qual determino que o juízo das execuções criminais competente, nos termos do que dispõe o art. 33, caput e parágrafos, do CP, fixe o regime inicial adequado. Ante o exposto, denego o writ. Concedo, porém, ordem de ofício para o fim de determinar ao juízo das execuções criminais competente que fixe, em vista do que dispõe o art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, o regime inicial condizente. É como voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.435 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954393 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.435 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954393 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5049702
2013-11-19T00:00:00
2013-12-17T00:00:00
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus. Penal. Tráfico de entorpecentes Dosimetria. Pretensão ao reconhecimento da ocorrência de bis in idem em decorrência da consideração, na primeira e terceira fases da dosimetria da pena, sobre a quantidade e a espécie da droga apreendida. Possibilidade. Mitigação da pena-base, diante da aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33, da Lei nº 11.343/06, em seu grau máximo. Inadmissibilidade. Ordem denegada. Imposição do regime inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90. Ofensa à garantia constitucional da individualização da pena (inciso XLVI do art. 5º da CF/88). Fundamentação necessária. Constrangimento ilegal patente. Ordem concedida de ofício. 1. Não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada acima do mínimo legal não só em razão da qualidade e da quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente. Necessidade de igual consideração dessas circunstâncias na terceira fase da dosimetria, nos moldes estabelecidos no art. 42 do Lei nº 11.343/06. Precedentes. 2. A Corte Constitucional, no julgamento do HC nº 111.840/ES, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, removeu o óbice constante do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07, o qual determinava que “[a] pena por crime previsto nes[s]e artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 3. Esse entendimento abriu passagem para se assentar que a fixação do regime prisional — mesmo nos casos de tráfico ilícito de entorpecentes ou de outros crimes hediondos e equiparados — deve ser devidamente fundamentada, como ocorre nos demais delitos dispostos no ordenamento. 4. No caso, as instâncias ordinárias estabeleceram o regime inicial fechado sem que houvesse qualquer fundamentação concreta, que justificasse o regime mais gravoso. 5. Writ denegado. Ordem concedida, de ofício, para determinar ao juízo das execuções criminais competente, nos termos do art. 33, caput e parágrafos, do CP, que fixe o regime inicial adequado.
sjur251835
- Acórdão(s) citado(s): (TRÁFICO DE ENTORPECENTES, DOSIMETRIA DA PENA, "BIS IN IDEM", QUANTIDADE, NATUREZA, DROGA) HC 110920 (2ªT), HC 117024 (1ªT). (REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA, LEI DOS CRIMES HEDIONDOS) HC 111840 (TP). Número de páginas: 25. Análise: 03/01/2014, GOD. Revisão: 28/02/2014, SER.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
117435
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00046\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11464/2007\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00004 ART-00040 \n INC-00001 ART-00042\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-011464 ANO-2007\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00001 PAR-00002 \n PAR-00003 PAR-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 117435
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PACTE.(S) : CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Penal. Tráfico de entorpecentes Dosimetria. Pretensão ao reconhecimento da ocorrência de bis in idem em decorrência da consideração, na primeira e terceira fases da dosimetria da pena, sobre a quantidade e a espécie da droga apreendida. Possibilidade. Mitigação da pena-base, diante da aplicação do redutor previsto no § 4... do art. 33, da Lei n 11.343/06, em seu grau máximo. Inadmissibilidade. Ordem denegada. Imposição do regime inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90. Ofensa à garantia constitucional da individualização da pena (inciso XLVI do art. 5... da Constituição Federal de 1988/88). Fundamentação necessária. Constrangimento ilegal patente. Ordem concedida de ofício. 1. Não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada acima do mínimo legal não só em razão da qualidade e da quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente. Necessidade de igual consideração dessas circunstâncias na terceira fase da dosimetria, nos moldes estabelecidos no art. 42 do Lei n 11.343/06. Precedentes. 2. A Corte Constitucional, no julgamento do HC n 111.840/ES, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, removeu o óbice constante do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07, o qual determinava que “[a] pena por crime previsto nes[s]e artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988246. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão HC 117435 / SP regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 3. Esse entendimento abriu passagem para se assentar que a fixação do regime prisional — mesmo nos casos de tráfico ilícito de entorpecentes ou de outros crimes hediondos e equiparados — deve ser devidamente fundamentada, como ocorre nos demais delitos dispostos no ordenamento. 4. No caso, as instâncias ordinárias estabeleceram o regime inicial fechado sem que houvesse qualquer fundamentação concreta, que justificasse o regime mais gravoso. 5. Writ denegado. Ordem concedida, de ofício, para determinar ao juízo das execuções criminais competente, nos termos do art. 33, caput e parágrafos, do Código Penal Brasileiro, que fixe o regime inicial adequado. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, concedendo, no entanto, ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988246. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 3. Esse entendimento abriu passagem para se assentar que a fixação do regime prisional — mesmo nos casos de tráfico ilícito de entorpecentes ou de outros crimes hediondos e equiparados — deve ser devidamente fundamentada, como ocorre nos demais delitos dispostos no ordenamento. 4. No caso, as instâncias ordinárias estabeleceram o regime inicial fechado sem que houvesse qualquer fundamentação concreta, que justificasse o regime mais gravoso. 5. Writ denegado. Ordem concedida, de ofício, para determinar ao juízo das execuções criminais competente, nos termos do art. 33, caput e parágrafos, do Código Penal Brasileiro, que fixe o regime inicial adequado. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, concedendo, no entanto, ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Cesar Luis Olazabal Bereche, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no REsp n 1.202.993/SP, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Sustenta a impetrante que configura bis in idem “o critério (natureza/quantidade) da droga ser adotado para fixar a pena-base e também na fixação do patamar da causa de diminuição de pena” (fl. 3 da inicial). A par desse entendimento, defende, na espécie, que “deve a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de dois terços, pois, afastada a quantidade do entorpecente, não resta outro fundamento para definição do percentual de um sexto” (fl. 8 da inicial). Requer, liminarmente, a concessão de ordem “para determinar que o juízo da 4... Vara Federal de Guarulhos/SP reduza a pena imposta ao paciente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e determinar também que reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, afastado o óbice dos arts. 33, § 4..., e 44, caput, da Lei n. 11.343/2006 (...)” (fl. 9 da inicial). Em 16/5/13, ausentes os pressupostos legais, indeferi o pedido de liminar, e, estando a impetração devidamente instruída com as peças Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988244. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Cesar Luis Olazabal Bereche, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no REsp n 1.202.993/SP, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Sustenta a impetrante que configura bis in idem “o critério (natureza/quantidade) da droga ser adotado para fixar a pena-base e também na fixação do patamar da causa de diminuição de pena” (fl. 3 da inicial). A par desse entendimento, defende, na espécie, que “deve a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de dois terços, pois, afastada a quantidade do entorpecente, não resta outro fundamento para definição do percentual de um sexto” (fl. 8 da inicial). Requer, liminarmente, a concessão de ordem “para determinar que o juízo da 4... Vara Federal de Guarulhos/SP reduza a pena imposta ao paciente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e determinar também que reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, afastado o óbice dos arts. 33, § 4..., e 44, caput, da Lei n. 11.343/2006 (...)” (fl. 9 da inicial). Em 16/5/13, ausentes os pressupostos legais, indeferi o pedido de liminar, e, estando a impetração devidamente instruída com as peças Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório HC 117435 / SP necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pela concessão da ordem, a fim de que a individualização da pena seja revista pelo Juízo da Execução (anexo de instrução 15). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988244. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pela concessão da ordem, a fim de que a individualização da pena seja revista pelo Juízo da Execução (anexo de instrução 15). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta Turma, do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no REsp n 1.202.993/SP, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Colhe-se dos documentos que instruem a impetração que o paciente, nas dependências do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foi preso ao desembarcar de vôo proveniente de Lima/Peru trazendo consigo 4.159,8 g (quatro mil, cento e cinquenta e nove gramas e oito decigramas) de cocaína, tendo sido condenado, por violação do art. 33, caput, § 4..., c/c o art. 40, I, ambos da Lei n 11.343/06, à pena de 4 (seis) anos, 2 (dois) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e multa. O Tribunal Regional Federal da 3... Região, negando provimento parcial ao recurso defensivo e dando parcial provimento a recurso da acusação, manteve o édito condenatório, majorando, contudo, a reprimenda corporal para 4 (quatro) anos, 8 (oito) meses e 7 (sete) dias de reclusão. Interposto pertinente recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (Resp n 1.202.993/SP) a ele negou seguimento a relatora, monocraticamente, em decisão assim ementada: ”RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO. NATUREZA E QUANTIDADE DE DROGA. PREPONDERÂNCIA NA FIXAÇÃO DA PENA BASE E DAS CAUSAS DE AUMENTO E DIMINUIÇÃO DE PENA. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE AUMENTO. 'MULA'. INCIDÊNCIA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO. ALTERAÇÃO DO PATAMAR. REEXAME DE PROVA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.435 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta Turma, do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no REsp n 1.202.993/SP, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Colhe-se dos documentos que instruem a impetração que o paciente, nas dependências do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foi preso ao desembarcar de vôo proveniente de Lima/Peru trazendo consigo 4.159,8 g (quatro mil, cento e cinquenta e nove gramas e oito decigramas) de cocaína, tendo sido condenado, por violação do art. 33, caput, § 4..., c/c o art. 40, I, ambos da Lei n 11.343/06, à pena de 4 (seis) anos, 2 (dois) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e multa. O Tribunal Regional Federal da 3... Região, negando provimento parcial ao recurso defensivo e dando parcial provimento a recurso da acusação, manteve o édito condenatório, majorando, contudo, a reprimenda corporal para 4 (quatro) anos, 8 (oito) meses e 7 (sete) dias de reclusão. Interposto pertinente recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (Resp n 1.202.993/SP) a ele negou seguimento a relatora, monocraticamente, em decisão assim ementada: ”RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO. NATUREZA E QUANTIDADE DE DROGA. PREPONDERÂNCIA NA FIXAÇÃO DA PENA BASE E DAS CAUSAS DE AUMENTO E DIMINUIÇÃO DE PENA. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE AUMENTO. 'MULA'. INCIDÊNCIA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO. ALTERAÇÃO DO PATAMAR. REEXAME DE PROVA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. DESCABIMENTO. SEGUIMENTO NEGADO” (www.stj.jus.br). Inconformada, a Defensoria Pública da União interpôs competente agravo regimental contra essa decisão, tendo a Sexta Turma negado provimento ao recurso, como mostra a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO. QUANTIDADE DE DROGAS. CONSIDERAÇÃO NAS ETAPAS DA DOSIMETRIA. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. 1. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é uniforme no sentido de que não ocorre bis in idem na consideração da quantidade de droga para a fixação da pena- base e também do patamar da causa especial de diminuição de pena, com a utilização de um mesmo parâmetro de referência, mas em momentos distintos e com finalidades diversas, visando à fixação de reprimenda proporcionalmente suficiente à reprovação e prevenção do delito, diante das circunstâncias em que perpetrado. 2. Agravo regimental desprovido” (fl. 1279 do anexo 12). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. Com efeito, a eminente relatora negou seguimento ao recurso por entender que ele estaria em confronto com a jurisprudência dominante daquela Corte Superior. Interposto o regimental, a Sexta Turma negou provimento ao recurso. Na presente impetração, repete a impetrante os argumentos de mérito postos no recurso especial, pretendendo a mitigação da pena imposta ao paciente. No caso, não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada acima do mínimo legal não só em razão da qualidade e da quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. DESCABIMENTO. SEGUIMENTO NEGADO” (www.stj.jus.br). Inconformada, a Defensoria Pública da União interpôs competente agravo regimental contra essa decisão, tendo a Sexta Turma negado provimento ao recurso, como mostra a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO. QUANTIDADE DE DROGAS. CONSIDERAÇÃO NAS ETAPAS DA DOSIMETRIA. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. 1. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é uniforme no sentido de que não ocorre bis in idem na consideração da quantidade de droga para a fixação da pena- base e também do patamar da causa especial de diminuição de pena, com a utilização de um mesmo parâmetro de referência, mas em momentos distintos e com finalidades diversas, visando à fixação de reprimenda proporcionalmente suficiente à reprovação e prevenção do delito, diante das circunstâncias em que perpetrado. 2. Agravo regimental desprovido” (fl. 1279 do anexo 12). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. Com efeito, a eminente relatora negou seguimento ao recurso por entender que ele estaria em confronto com a jurisprudência dominante daquela Corte Superior. Interposto o regimental, a Sexta Turma negou provimento ao recurso. Na presente impetração, repete a impetrante os argumentos de mérito postos no recurso especial, pretendendo a mitigação da pena imposta ao paciente. No caso, não se verifica a ocorrência do proclamado bis in idem, tendo a pena-base, em sua primeira fase, sido fixada acima do mínimo legal não só em razão da qualidade e da quantidade do entorpecente apreendido em poder do paciente: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP “(...) A culpabilidade é circunstância judicial que deve ser valorada em prejuízo do acusado, no caso concreto, tendo se revelado acentuada, porquanto se trata de réu com idade e experiências suficientes para saber a gravidade da sua conduta, bem como as consequências nefastas causadas pela disseminação da droga. Além disso, considerando que a preparação da viagem do réu demandou tempo e esforços, o acusado não agiu de inopino, ao contrário, sabia que iria transportar entorpecentes, teve tempo para refletir a respeito dessa conduta e ainda assim persistiu no intento criminoso. No que concerne aos antecedentes, nada digno de nota foi encontrado às folhas 210 e 216 (Justiça Estadual), 250 (Interpol) e 547 (Justiça Federal). Da mesma maneira, nada há a se observar no tocante à conduta social e à personalidade do acusado, além do desvio que o levou à prática delitiva. O motivo do crime foi o lucro fácil proporcionado pela narcotraficância e o comportamento da vítima em nada influenciou no cometimento do delito. As circunstâncias e consequências do crime não vão além do quanto foi verificado quando da análise da culpabilidade. Há de se considerar, ainda, nesta fase, a preponderância das circunstâncias concernentes à natureza e à quantidade da droga, em atendimento ao disposto no artigo 42 da Lei 11.343/06. Esses elementos são desfavoráveis ao réu, que foi preso transportando 4.159,8 g (quatro mil, cento e cinquenta e nove gramas e oito decigramas) peso líquido, de cocaína, droga esta de importante potencial ofensivo à saúde pública. Do confronto entre as circunstâncias judiciais favoráveis e desfavoráveis, ressai justa e adequada a fixação da pena-base em 8 (oito) anos de reclusão e 800 (oitocentos) dias-multa, fixando o valor de cada dia-multa à razão de 1/30 (um trigésimo) do valor do salário-mínimo vigente na data do fato, ante a ausência de elementos seguros acerca das condições 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP “(...) A culpabilidade é circunstância judicial que deve ser valorada em prejuízo do acusado, no caso concreto, tendo se revelado acentuada, porquanto se trata de réu com idade e experiências suficientes para saber a gravidade da sua conduta, bem como as consequências nefastas causadas pela disseminação da droga. Além disso, considerando que a preparação da viagem do réu demandou tempo e esforços, o acusado não agiu de inopino, ao contrário, sabia que iria transportar entorpecentes, teve tempo para refletir a respeito dessa conduta e ainda assim persistiu no intento criminoso. No que concerne aos antecedentes, nada digno de nota foi encontrado às folhas 210 e 216 (Justiça Estadual), 250 (Interpol) e 547 (Justiça Federal). Da mesma maneira, nada há a se observar no tocante à conduta social e à personalidade do acusado, além do desvio que o levou à prática delitiva. O motivo do crime foi o lucro fácil proporcionado pela narcotraficância e o comportamento da vítima em nada influenciou no cometimento do delito. As circunstâncias e consequências do crime não vão além do quanto foi verificado quando da análise da culpabilidade. Há de se considerar, ainda, nesta fase, a preponderância das circunstâncias concernentes à natureza e à quantidade da droga, em atendimento ao disposto no artigo 42 da Lei 11.343/06. Esses elementos são desfavoráveis ao réu, que foi preso transportando 4.159,8 g (quatro mil, cento e cinquenta e nove gramas e oito decigramas) peso líquido, de cocaína, droga esta de importante potencial ofensivo à saúde pública. Do confronto entre as circunstâncias judiciais favoráveis e desfavoráveis, ressai justa e adequada a fixação da pena-base em 8 (oito) anos de reclusão e 800 (oitocentos) dias-multa, fixando o valor de cada dia-multa à razão de 1/30 (um trigésimo) do valor do salário-mínimo vigente na data do fato, ante a ausência de elementos seguros acerca das condições 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP econômicas do acusado. Ausentes circunstâncias agravantes e presente a atenuante pela confissão, considerando o seu grau de relevância, nos termos da fundamentação, diminuo a pena anterior em 6 (seis) meses de reclusão e 50 (cinquenta) dias-multa, obtendo uma pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 750 (setecentos e cinquenta) dias-multa. Não se verificam causas de aumento, tendo sido configurada a causa de diminuição concernente à delação premiada praticada pelo acusado Cesar, o que autoriza a redução da pena até aqui encontrada, em patamar compatível com os resultados obtidos a partir desse ato, nos termos do artigo 41 da Lei n 11.343/06. Assim sendo, diminuo em 2/5 (dois quintos) a pena supra, alcançando o montante de 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 450 (quatrocentos e cinquenta) dias-multa. O réu é primário e possui bons antecedentes, situação esta que, à míngua de provas no sentido de que ele se dedique a atividades criminosas ou integre organização criminosa, autoriza a incidência da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, §4..., da Lei n 11.343/06. Para se definir o patamar dessa diminuição, podem e devem ser considerados os parâmetros objetivos estabelecidos no referido §4..., bem como as circunstâncias em que fora praticado o delito, sem que isso configure "bis in idem". Tanto é assim que os antecedentes criminais e a personalidade do agente são considerados para fixar a pena- base e, também, para determinar a incidência da presente causa de diminuição. Com base nessas premissas, diminuo em 1/5 (um quinto) a pena até aqui encontrada, obtendo uma pena de 03 (três) anos, 6 (seis) meses e 3 (três) dias de reclusão, além de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. Caracterizada a transnacionalidade do delito, aplico a causa de aumento de pena prevista no art. 40, I, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/4 (um quarto), elevando o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP econômicas do acusado. Ausentes circunstâncias agravantes e presente a atenuante pela confissão, considerando o seu grau de relevância, nos termos da fundamentação, diminuo a pena anterior em 6 (seis) meses de reclusão e 50 (cinquenta) dias-multa, obtendo uma pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 750 (setecentos e cinquenta) dias-multa. Não se verificam causas de aumento, tendo sido configurada a causa de diminuição concernente à delação premiada praticada pelo acusado Cesar, o que autoriza a redução da pena até aqui encontrada, em patamar compatível com os resultados obtidos a partir desse ato, nos termos do artigo 41 da Lei n 11.343/06. Assim sendo, diminuo em 2/5 (dois quintos) a pena supra, alcançando o montante de 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 450 (quatrocentos e cinquenta) dias-multa. O réu é primário e possui bons antecedentes, situação esta que, à míngua de provas no sentido de que ele se dedique a atividades criminosas ou integre organização criminosa, autoriza a incidência da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, §4..., da Lei n 11.343/06. Para se definir o patamar dessa diminuição, podem e devem ser considerados os parâmetros objetivos estabelecidos no referido §4..., bem como as circunstâncias em que fora praticado o delito, sem que isso configure "bis in idem". Tanto é assim que os antecedentes criminais e a personalidade do agente são considerados para fixar a pena- base e, também, para determinar a incidência da presente causa de diminuição. Com base nessas premissas, diminuo em 1/5 (um quinto) a pena até aqui encontrada, obtendo uma pena de 03 (três) anos, 6 (seis) meses e 3 (três) dias de reclusão, além de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. Caracterizada a transnacionalidade do delito, aplico a causa de aumento de pena prevista no art. 40, I, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/4 (um quarto), elevando o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP resultado anterior para 4 (quatro) anos, 2 (dois) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, além de 540 (quinhentos e quarenta) dias-multa, à razão já determinada, pena esta que torno DEFINITIVA.” (fls. 74/76 do anexo 7). Nesse sentido cito os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTOS E REFORMATIO IN PEJUS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TESES NÃO VENTILADAS NO Superior Tribunal de Justiça. DOSIMETRIA DA PENA. BENEFÍCIO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. Inviável a apreciação de questões não examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes e arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. A quantidade e a espécie da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente sopesados no dimensionamento do benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Não se trata de bis in idem , ainda que tais elementos já tenham sido considerados no dimensionamento da pena-base na condição de circunstâncias do crime. 4. Inocorrência de bis in idem. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido, e, nesta extensão, denegado” (HC n 117.024/MS, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP resultado anterior para 4 (quatro) anos, 2 (dois) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, além de 540 (quinhentos e quarenta) dias-multa, à razão já determinada, pena esta que torno DEFINITIVA.” (fls. 74/76 do anexo 7). Nesse sentido cito os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTOS E REFORMATIO IN PEJUS. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TESES NÃO VENTILADAS NO Superior Tribunal de Justiça. DOSIMETRIA DA PENA. BENEFÍCIO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. Inviável a apreciação de questões não examinadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes e arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. A quantidade e a espécie da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente sopesados no dimensionamento do benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Não se trata de bis in idem , ainda que tais elementos já tenham sido considerados no dimensionamento da pena-base na condição de circunstâncias do crime. 4. Inocorrência de bis in idem. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido, e, nesta extensão, denegado” (HC n 117.024/MS, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP Primeira Turma, da relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe de 25/9/13 – destaquei); “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/06. PATAMAR MÍNIMO DE REDUÇÃO FUNDAMENTADO NA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO DO ENTORPECENTE: POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. SUSBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA POR RESTRITIVA DE DIREITOS. FIXAÇÃO DO REGIME ABERTO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Não valoradas na primeira e segunda fases do critério trifásico de dosimetria da pena, a quantidade de droga apreendida e a forma de acondicionamento do entorpecente são fundamentos idôneos para justificar o patamar de redução da pena em razão da incidência da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4... da Lei de Tóxicos. Precedentes. 2. O Juízo da 2... Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte/MG escolheu a fração mínima de redução com base no elevado montante de droga apreendida e na forma de acondicionamento do entorpecente (93,05g de cocaína subdivididos em 108 invólucros). 3. O Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade da vedação contida nos art. 33, § 4..., e 44 da Lei 11.343/06, admitindo possa o julgador promover a substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos quando presentes os requisitos inseridos no art. 44 do Código Penal. 4. Ordem parcialmente concedida” (HC n 110.920/MG, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/3/13). No caso concreto, ademais, considerou-se o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei n 11.343/06. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP Primeira Turma, da relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe de 25/9/13 – destaquei); “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/06. PATAMAR MÍNIMO DE REDUÇÃO FUNDAMENTADO NA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO DO ENTORPECENTE: POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. SUSBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA POR RESTRITIVA DE DIREITOS. FIXAÇÃO DO REGIME ABERTO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Não valoradas na primeira e segunda fases do critério trifásico de dosimetria da pena, a quantidade de droga apreendida e a forma de acondicionamento do entorpecente são fundamentos idôneos para justificar o patamar de redução da pena em razão da incidência da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4... da Lei de Tóxicos. Precedentes. 2. O Juízo da 2... Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte/MG escolheu a fração mínima de redução com base no elevado montante de droga apreendida e na forma de acondicionamento do entorpecente (93,05g de cocaína subdivididos em 108 invólucros). 3. O Supremo Tribunal declarou a inconstitucionalidade da vedação contida nos art. 33, § 4..., e 44 da Lei 11.343/06, admitindo possa o julgador promover a substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos quando presentes os requisitos inseridos no art. 44 do Código Penal. 4. Ordem parcialmente concedida” (HC n 110.920/MG, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/3/13). No caso concreto, ademais, considerou-se o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei n 11.343/06. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP A Lei n 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias ordinárias tenham reconhecido condições favoráveis ao paciente, destacando a sua primariedade e os seus antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau mínimo previsto em lei, ou seja, em 1/6 (um sexto). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso em exame, não só a quantidade e a qualidade do entorpecente apreendido, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de maior gravidade relativamente ao envolvimento do paciente no crime. Vide: “(...) CAUSA DE REDUÇÃO DE PENA - § 4... DO ART. 33, DA LEI 11343/06: O MM. Juiz aplicou esse beneficio nas penas de todos os apelantes no patamar de 1/5 (um quinto). Não assiste razão à acusação ao requerer a exclusão do beneficio. (…) Em que pesem tais argumentações, deve ser mantida a aplicação desse beneficio. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP A Lei n 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias ordinárias tenham reconhecido condições favoráveis ao paciente, destacando a sua primariedade e os seus antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau mínimo previsto em lei, ou seja, em 1/6 (um sexto). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso em exame, não só a quantidade e a qualidade do entorpecente apreendido, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de maior gravidade relativamente ao envolvimento do paciente no crime. Vide: “(...) CAUSA DE REDUÇÃO DE PENA - § 4... DO ART. 33, DA LEI 11343/06: O MM. Juiz aplicou esse beneficio nas penas de todos os apelantes no patamar de 1/5 (um quinto). Não assiste razão à acusação ao requerer a exclusão do beneficio. (…) Em que pesem tais argumentações, deve ser mantida a aplicação desse beneficio. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP Os réus são primários e sem antecedentes. Consoante já ressaltado, não há nos autos provas seguras de que integrem de maneira estável alguma organização criminosa, embora haja indícios de que atuavam em conjunto na prática delitiva. É certo, ainda, que o trabalho que realizaram é uma condição imprescindível para a prática da narcotraficância internacional financiada pelas organizações criminosas de grande estrutura e poderio econômico. Contudo, a lei não veda expressamente a aplicação dessa causa de redução a todos aqueles que são apanhados com grande quantidade de droga para fins de tráfico internacional. O objetivo da minorante é permitir ao julgador a flexibilização da aplicação e individualização da pena, pois como o tráfico, em geral, é praticado por quadrilhas ou em concurso de agentes, não seria razoável tratar o traficante primário com a mesma carga punitiva a ser aplicada aos principais representantes do organismo criminoso. Os acusados não podem ser considerados como membros efetivos do crime organizado, tendo em vista que não há nos autos elementos que atestem tivesse se alinhado de forma habitual e estável a uma associação criminosa para fins de traficância. Sabe-se que incumbe à acusação, nos termos do art. 156 do Código de Processo Penal, o ônus da prova de dedicação a atividades criminosas, com reiteração de conduta ou de integração a uma organização criminosa, no sentido de ter participação ativa e estável na sociedade. Em que pese a entendimentos em contrário, penso que não prospera o argumento de que as ‘mulas’ sempre integram organização criminosa, posto que normalmente se tenham associado a elas, ao menos de maneira eventual. De fato, na maioria dos casos, a pessoa que é contratada para transportar a droga ou recebê-la sequer conhece os integrantes da organização criminosa, haja vista a enorme quantidade de prisões em flagrante dessas pessoas que ocorrem em Aeroportos Internacionais, em que não é possível o 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP Os réus são primários e sem antecedentes. Consoante já ressaltado, não há nos autos provas seguras de que integrem de maneira estável alguma organização criminosa, embora haja indícios de que atuavam em conjunto na prática delitiva. É certo, ainda, que o trabalho que realizaram é uma condição imprescindível para a prática da narcotraficância internacional financiada pelas organizações criminosas de grande estrutura e poderio econômico. Contudo, a lei não veda expressamente a aplicação dessa causa de redução a todos aqueles que são apanhados com grande quantidade de droga para fins de tráfico internacional. O objetivo da minorante é permitir ao julgador a flexibilização da aplicação e individualização da pena, pois como o tráfico, em geral, é praticado por quadrilhas ou em concurso de agentes, não seria razoável tratar o traficante primário com a mesma carga punitiva a ser aplicada aos principais representantes do organismo criminoso. Os acusados não podem ser considerados como membros efetivos do crime organizado, tendo em vista que não há nos autos elementos que atestem tivesse se alinhado de forma habitual e estável a uma associação criminosa para fins de traficância. Sabe-se que incumbe à acusação, nos termos do art. 156 do Código de Processo Penal, o ônus da prova de dedicação a atividades criminosas, com reiteração de conduta ou de integração a uma organização criminosa, no sentido de ter participação ativa e estável na sociedade. Em que pese a entendimentos em contrário, penso que não prospera o argumento de que as ‘mulas’ sempre integram organização criminosa, posto que normalmente se tenham associado a elas, ao menos de maneira eventual. De fato, na maioria dos casos, a pessoa que é contratada para transportar a droga ou recebê-la sequer conhece os integrantes da organização criminosa, haja vista a enorme quantidade de prisões em flagrante dessas pessoas que ocorrem em Aeroportos Internacionais, em que não é possível o 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP desmantelamento das quadrilhas. Assim, na ausência de provas seguras em sentido contrário, há de se concluir que os acusados participaram de forma esporádica no crime, sendo, pois, merecedores do beneficio de redução da pena previsto no artigo 33, § 4... da Lei n 11.343/06. Contudo, não assiste razão à defesa ao requerer a aplicação no grau máximo, que é reservada aos casos de tráfico eventual para usuários de pequenas quantidades de droga, nos casos em que também forem totalmente favoráveis as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal Brasileiro. O parâmetro para a graduação da redução deve ser extraído da razão que motivou a edição da lei e da causa de diminuição, ou seja, o tratamento privilegiado ao traficante de primeira viagem e o. recrudescimento do tratamento do tráfico em geral, aliado às disposições contidas, nos artigos 42 da Lei 11.343/06 e do artigo 59 do Código Penal Brasileiro. Deve ainda considerar-se a quantidade da droga, elemento decisivo também para o estabelecimento do ‘quantum’ da redução da pena, nos casos em que for aplicado o artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2006. Na hipótese dos autos, não cabe a redução no patamar máximo, pois a conduta dos acusados se insere em estágio intermediário da cadeia do tráfico, já que não estavam vendendo a droga aos usuários, mas sim transportando e intermediando a entrega de grande quantidade de droga, que seria pulverizada entre vários vendedores no mercado de consumo, conduta esta que, se bem sucedida, possibilitaria o abastecimento de diversos pontos de venda de tóxicos distintos e contribuiria para a distribuição em escala mundial, sendo potencialmente mais gravosa que o mero abastecimento no mercado interno. Por outro lado, a associação eventual à organização criminosa determina que essa redução não vá além do mínimo, pois a situação é fronteiriça com aquela em que a redução seria vedada. Ademais, para a diminuição da pena em patamar 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP desmantelamento das quadrilhas. Assim, na ausência de provas seguras em sentido contrário, há de se concluir que os acusados participaram de forma esporádica no crime, sendo, pois, merecedores do beneficio de redução da pena previsto no artigo 33, § 4... da Lei n 11.343/06. Contudo, não assiste razão à defesa ao requerer a aplicação no grau máximo, que é reservada aos casos de tráfico eventual para usuários de pequenas quantidades de droga, nos casos em que também forem totalmente favoráveis as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal Brasileiro. O parâmetro para a graduação da redução deve ser extraído da razão que motivou a edição da lei e da causa de diminuição, ou seja, o tratamento privilegiado ao traficante de primeira viagem e o. recrudescimento do tratamento do tráfico em geral, aliado às disposições contidas, nos artigos 42 da Lei 11.343/06 e do artigo 59 do Código Penal Brasileiro. Deve ainda considerar-se a quantidade da droga, elemento decisivo também para o estabelecimento do ‘quantum’ da redução da pena, nos casos em que for aplicado o artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2006. Na hipótese dos autos, não cabe a redução no patamar máximo, pois a conduta dos acusados se insere em estágio intermediário da cadeia do tráfico, já que não estavam vendendo a droga aos usuários, mas sim transportando e intermediando a entrega de grande quantidade de droga, que seria pulverizada entre vários vendedores no mercado de consumo, conduta esta que, se bem sucedida, possibilitaria o abastecimento de diversos pontos de venda de tóxicos distintos e contribuiria para a distribuição em escala mundial, sendo potencialmente mais gravosa que o mero abastecimento no mercado interno. Por outro lado, a associação eventual à organização criminosa determina que essa redução não vá além do mínimo, pois a situação é fronteiriça com aquela em que a redução seria vedada. Ademais, para a diminuição da pena em patamar 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP maior, além das condições já consideradas, haveriam de concorrer outras circunstâncias relevantes, como a situação de miserabilidade, a baixa instrução e a pouca inserção no meio social, a condição de dependente, o desempenho de atividade lícita, a tenra ou avançada idade e tantas outras. A lei previu, ainda, índice de redução em escala variável (de um sexto a dois terços), de maneira que concedeu ao juiz, diante das peculiaridades de cada caso, discricionariedade (que não se confunde com arbitrariedade) na determinação do quantum da redução, para que se concretize uma pena que atenda, de forma coerente, as finalidades de repreensão e prevenção em cada caso, e que são bastante diversificadas nos casos de tráfico de drogas. Assim sendo, não se aplicará a redução da pena no grau máximo indiscriminadamente, a todo e qualquer traficante, pois, caso assim fosse, estar-se-ia comparando todos os participantes do tráfico aos denominados ‘aviõezinhos’, traficantes individuais que transportam pequena quantidade de droga para os usuários e estimulando os chefes das grandes organizações transnacionais a praticar cada vez mais o tráfico ilícito de entorpecentes. Sabe-se, também, que o tipo da substância entorpecente indica o grau de nocividade para a saúde pública, e a quantidade, quase sempre, aponta para o grau de envolvimento do infrator com o comércio e a medida de sua personalidade perigosa e voltada para a prática criminosa. (…) Portanto, reduzo o patamar dessa minorante para o mínimo legal (um sexto)“ (fls. 107/110 do anexo 10). Por essas razões, denego a ordem. Observo, porém, relativamente ao regime prisional cominado, a ocorrência de manifesta ilegalidade, a ensejar a concessão de ordem de ofício. Recentemente, assentou o Plenário desta Suprema Corte, no HC n 111.840/ES, de minha relatoria, a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP maior, além das condições já consideradas, haveriam de concorrer outras circunstâncias relevantes, como a situação de miserabilidade, a baixa instrução e a pouca inserção no meio social, a condição de dependente, o desempenho de atividade lícita, a tenra ou avançada idade e tantas outras. A lei previu, ainda, índice de redução em escala variável (de um sexto a dois terços), de maneira que concedeu ao juiz, diante das peculiaridades de cada caso, discricionariedade (que não se confunde com arbitrariedade) na determinação do quantum da redução, para que se concretize uma pena que atenda, de forma coerente, as finalidades de repreensão e prevenção em cada caso, e que são bastante diversificadas nos casos de tráfico de drogas. Assim sendo, não se aplicará a redução da pena no grau máximo indiscriminadamente, a todo e qualquer traficante, pois, caso assim fosse, estar-se-ia comparando todos os participantes do tráfico aos denominados ‘aviõezinhos’, traficantes individuais que transportam pequena quantidade de droga para os usuários e estimulando os chefes das grandes organizações transnacionais a praticar cada vez mais o tráfico ilícito de entorpecentes. Sabe-se, também, que o tipo da substância entorpecente indica o grau de nocividade para a saúde pública, e a quantidade, quase sempre, aponta para o grau de envolvimento do infrator com o comércio e a medida de sua personalidade perigosa e voltada para a prática criminosa. (…) Portanto, reduzo o patamar dessa minorante para o mínimo legal (um sexto)“ (fls. 107/110 do anexo 10). Por essas razões, denego a ordem. Observo, porém, relativamente ao regime prisional cominado, a ocorrência de manifesta ilegalidade, a ensejar a concessão de ordem de ofício. Recentemente, assentou o Plenário desta Suprema Corte, no HC n 111.840/ES, de minha relatoria, a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07. Embora pendente de publicação o julgado em questão, colho do meu voto o seguinte excerto: “Considerando o que decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, parece-me que não se poderia, em hipótese de tráfico de entorpecentes ensejadora da aplicação de pena privativa de liberdade superior a quatro (4) anos, sustentar a cogência absoluta de que o cumprimento da reprimenda carcerária decorrente da prática do crime de tráfico se dê em regime inicialmente fechado, tal como preconizado no art. 1... da Lei n 11.464/07, que alterou a redação do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90. Há de se considerar que a própria Constituição Federal contempla as restrições a serem impostas àqueles que se mostrem incursos em dispositivos da Lei n 8.072/90. Dentre elas não se encontra nenhuma que verse sobre a obrigatoriedade de imposição do regime extremo para o início de cumprimento da pena. No inciso XLIII do rol das garantias constitucionais – artigo 5... - afastam-se, tão somente, a fiança, a graça e a anistia, assegurando-se, em inciso posterior (XLVI), de forma abrangente, sem excepcionar essa ou aquela prática delituosa, a individualização da pena. No tocante ao tema, assinalo que, a partir do julgamento do HC n 82.959/SP (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio , DJ de 1.../9/06), esta Corte Suprema passou a admitir a possibilidade de progressão de regime aos condenados pela prática de crimes hediondos, dada a declaração de inconstitucionalidade do art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90. Tal possibilidade veio a ser acolhida posteriormente pela Lei n 11.464/07, que modificou a Lei n 8.072/90, positivando-se, desse modo, a possibilidade da mencionada progressão. Contudo, como já dito, essa lei estipulou que a pena imposta pela prática de qualquer dos crimes nela mencionados fosse, obrigatoriamente, cumprida inicialmente no regime fechado. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07. Embora pendente de publicação o julgado em questão, colho do meu voto o seguinte excerto: “Considerando o que decidido pelo Plenário deste Supremo Tribunal, parece-me que não se poderia, em hipótese de tráfico de entorpecentes ensejadora da aplicação de pena privativa de liberdade superior a quatro (4) anos, sustentar a cogência absoluta de que o cumprimento da reprimenda carcerária decorrente da prática do crime de tráfico se dê em regime inicialmente fechado, tal como preconizado no art. 1... da Lei n 11.464/07, que alterou a redação do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90. Há de se considerar que a própria Constituição Federal contempla as restrições a serem impostas àqueles que se mostrem incursos em dispositivos da Lei n 8.072/90. Dentre elas não se encontra nenhuma que verse sobre a obrigatoriedade de imposição do regime extremo para o início de cumprimento da pena. No inciso XLIII do rol das garantias constitucionais – artigo 5... - afastam-se, tão somente, a fiança, a graça e a anistia, assegurando-se, em inciso posterior (XLVI), de forma abrangente, sem excepcionar essa ou aquela prática delituosa, a individualização da pena. No tocante ao tema, assinalo que, a partir do julgamento do HC n 82.959/SP (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Marco Aurélio , DJ de 1.../9/06), esta Corte Suprema passou a admitir a possibilidade de progressão de regime aos condenados pela prática de crimes hediondos, dada a declaração de inconstitucionalidade do art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90. Tal possibilidade veio a ser acolhida posteriormente pela Lei n 11.464/07, que modificou a Lei n 8.072/90, positivando-se, desse modo, a possibilidade da mencionada progressão. Contudo, como já dito, essa lei estipulou que a pena imposta pela prática de qualquer dos crimes nela mencionados fosse, obrigatoriamente, cumprida inicialmente no regime fechado. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP Tal como já indagado no julgamento do HC n 82.959/SP, tinha e tem o legislador ordinário poder para isso estabelecer? A minha resposta é negativa. Destarte, tenho como inconstitucional o preceito do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90, o qual foi modificado pela Lei n 11.464/07. A esse respeito, lembro as considerações feitas pelo eminente Ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC n 103.547/SP (Segunda Turma, DJe 14/12/10): ‘(...) Consigno, por outro lado, que, como parte de suas razões de decidir, o Superior Tribunal de Justiça assentou que — após as modificações produzidas pela Lei n. 11.464/2007 — não haveria mais que se falar em constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado a condenado por crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei n. 11.343/2006, art. 33), haja vista a expressa determinação legal contida no art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90. Por oportuno, transcrevo esse dispositivo: ‘Art. 2... Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: [...] § 1... A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. (Redação dada pela Lei n 11.464, de 2007).’ No ponto, ressalto que guardo reservas quanto ao entendimento exarado pelo Superior Tribunal de Justiça e também quanto ao disposto nesse dispositivo. Deveras, o Supremo Tribunal Federal já teve a oportunidade, por ocasião da análise do julgamento do HC n. 82.959/SP, de declarar, incidenter tantum, a inconstitucionalidade da antiga redação do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, a qual determinava que os condenados por crimes hediondos ou 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP Tal como já indagado no julgamento do HC n 82.959/SP, tinha e tem o legislador ordinário poder para isso estabelecer? A minha resposta é negativa. Destarte, tenho como inconstitucional o preceito do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90, o qual foi modificado pela Lei n 11.464/07. A esse respeito, lembro as considerações feitas pelo eminente Ministro Gilmar Mendes no julgamento do RHC n 103.547/SP (Segunda Turma, DJe 14/12/10): ‘(...) Consigno, por outro lado, que, como parte de suas razões de decidir, o Superior Tribunal de Justiça assentou que — após as modificações produzidas pela Lei n. 11.464/2007 — não haveria mais que se falar em constrangimento ilegal na fixação do regime inicial fechado a condenado por crime de tráfico ilícito de entorpecentes (Lei n. 11.343/2006, art. 33), haja vista a expressa determinação legal contida no art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90. Por oportuno, transcrevo esse dispositivo: ‘Art. 2... Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: [...] § 1... A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. (Redação dada pela Lei n 11.464, de 2007).’ No ponto, ressalto que guardo reservas quanto ao entendimento exarado pelo Superior Tribunal de Justiça e também quanto ao disposto nesse dispositivo. Deveras, o Supremo Tribunal Federal já teve a oportunidade, por ocasião da análise do julgamento do HC n. 82.959/SP, de declarar, incidenter tantum, a inconstitucionalidade da antiga redação do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, a qual determinava que os condenados por crimes hediondos ou 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP a eles equiparados deveriam cumprir a pena em regime integralmente fechado. Naquele caso, ficou assentado que essa imposição iria de encontro ao princípio constitucional da individualização da pena (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI). Pois bem, sobreveio a Lei n. 11.464/2007, que, ao promover mudanças no já mencionado art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, determinou que a pena agora fosse cumprida no regime inicial fechado. É aqui que faço uma indagação: Esse dispositivo, em sua nova redação, não continuaria a violar o princípio constitucional da individualização da pena? Essa discussão inclusive já vem sendo alvo de debates nas instâncias inferiores e inequivocamente acabará por ser trazida à apreciação desta Suprema Corte. Por isso, trago estas considerações em obiter dictum. No ponto, destaco, ainda, à guisa de ilustração, julgado recente proferido pelo próprio Superior Tribunal de Justiça que, ao analisar o HC n. 149.807/SP lá impetrado, concluiu pela inconstitucionalidade desse dispositivo, ao fundamento de que, a despeito das modificações preconizadas pela Lei n. 11.464/2007, persistiria ainda a ofensa ao princípio constitucional da individualização da pena e também da proporcionalidade.’ Parecem-me igualmente válidas as considerações feitas pelo Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do HC n 149.807/SP, in verbis: ‘(...) Embora não se olvide o teor do art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n 11.464/07, o fato é que mesmo para os crimes hediondos – ou a eles equiparados – a fixação do regime prisional para o início de cumprimento da privativa de liberdade há de levar em consideração a quantidade de pena imposta, a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP a eles equiparados deveriam cumprir a pena em regime integralmente fechado. Naquele caso, ficou assentado que essa imposição iria de encontro ao princípio constitucional da individualização da pena (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI). Pois bem, sobreveio a Lei n. 11.464/2007, que, ao promover mudanças no já mencionado art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, determinou que a pena agora fosse cumprida no regime inicial fechado. É aqui que faço uma indagação: Esse dispositivo, em sua nova redação, não continuaria a violar o princípio constitucional da individualização da pena? Essa discussão inclusive já vem sendo alvo de debates nas instâncias inferiores e inequivocamente acabará por ser trazida à apreciação desta Suprema Corte. Por isso, trago estas considerações em obiter dictum. No ponto, destaco, ainda, à guisa de ilustração, julgado recente proferido pelo próprio Superior Tribunal de Justiça que, ao analisar o HC n. 149.807/SP lá impetrado, concluiu pela inconstitucionalidade desse dispositivo, ao fundamento de que, a despeito das modificações preconizadas pela Lei n. 11.464/2007, persistiria ainda a ofensa ao princípio constitucional da individualização da pena e também da proporcionalidade.’ Parecem-me igualmente válidas as considerações feitas pelo Ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do HC n 149.807/SP, in verbis: ‘(...) Embora não se olvide o teor do art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90, com a redação que lhe foi dada pela Lei n 11.464/07, o fato é que mesmo para os crimes hediondos – ou a eles equiparados – a fixação do regime prisional para o início de cumprimento da privativa de liberdade há de levar em consideração a quantidade de pena imposta, a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP presença de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou de diminuição. Enfim, deverá o Magistrado avaliar as circunstâncias do caso por ele analisado, não podendo impor, cegamente, o regime carcerário mais gravoso. No processo de submissão da lei ao filtro constitucional, imposto ao julgador, cabe-lhe a defesa dos direitos fundamentais. Assim, se o preceito está em harmonia com a Constituição, válido é; se de interpretação dúbia, empresta-se aquela que melhor confira eficácia normativa à Carta Política; se não resiste ao embate com os seus princípios, é declarado inconstitucional. Isso porque não se pode salvar a lei à custa da Constituição, norma sabidamente de maior envergadura em um ordenamento jurídico. É bem de ver, em primeiro lugar, que no Estado Democrático de Direito, a produção das normas deve se mostrar ajustada com o processo constitucional, matriz e bússola de navegação do devido processo legislativo. Leia-se a lição de Luiz Guilherme Marinoni, in ‘Teoria Geral do Processo’, 3... ed., pp. 97/98: ‘Já se deixou claro que a lei, no Estado contemporâneo, tem a sua substância condicionada aos princípios constitucionais de justiça e aos direitos fundamentais. Compreender a lei a partir dos direitos fundamentais significa inverter a lógica da ideia de que esses direitos dependem da lei, pois hoje são as leis que têm a sua validade circunscrita aos direitos fundamentais, além de só admitirem interpretações que a eles estejam adequadas’. (grifei). Isso obviamente representa uma reação contra o princípio da supremacia da lei e contra o absolutismo do legislador. A forma normativa dos direitos fundamentais, ao impor o dimensionamento do produto do legislador, 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP presença de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou de diminuição. Enfim, deverá o Magistrado avaliar as circunstâncias do caso por ele analisado, não podendo impor, cegamente, o regime carcerário mais gravoso. No processo de submissão da lei ao filtro constitucional, imposto ao julgador, cabe-lhe a defesa dos direitos fundamentais. Assim, se o preceito está em harmonia com a Constituição, válido é; se de interpretação dúbia, empresta-se aquela que melhor confira eficácia normativa à Carta Política; se não resiste ao embate com os seus princípios, é declarado inconstitucional. Isso porque não se pode salvar a lei à custa da Constituição, norma sabidamente de maior envergadura em um ordenamento jurídico. É bem de ver, em primeiro lugar, que no Estado Democrático de Direito, a produção das normas deve se mostrar ajustada com o processo constitucional, matriz e bússola de navegação do devido processo legislativo. Leia-se a lição de Luiz Guilherme Marinoni, in ‘Teoria Geral do Processo’, 3... ed., pp. 97/98: ‘Já se deixou claro que a lei, no Estado contemporâneo, tem a sua substância condicionada aos princípios constitucionais de justiça e aos direitos fundamentais. Compreender a lei a partir dos direitos fundamentais significa inverter a lógica da ideia de que esses direitos dependem da lei, pois hoje são as leis que têm a sua validade circunscrita aos direitos fundamentais, além de só admitirem interpretações que a eles estejam adequadas’. (grifei). Isso obviamente representa uma reação contra o princípio da supremacia da lei e contra o absolutismo do legislador. A forma normativa dos direitos fundamentais, ao impor o dimensionamento do produto do legislador, 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP faz com que a Constituição deixe de ser encarada como algo que foi abandonado à maioria parlamentar. A vontade do legislador, agora, está submetida a vontade suprema do povo, ou melhor, à Constituição e aos direitos fundamentais... Note-se que, quando a norma não pode ser interpretada de acordo com a Constituição, evidentemente não há interpretação de acordo, porém necessidade de controle da constitucionalidade da lei.’ É preciso compreender, nessa linha de raciocínio, que os princípios, no que diz respeito a sua natureza, constituem-se verdadeiras normas jurídicas e, por isso, impõe-se-lhes observância, dada a sua força cogente. Em casos como o presente, a aplicação literal do dispositivo inserido na Lei dos Crimes Hediondos, alheia às peculiaridades do caso concreto acarretaria inafastável ofensa aos princípios da individualização da pena, da proporcionalidade e da efetivação do justo. Isso porque se estaria a lançar o condenado a uma pequena sanção a cumpri-la no regime mais gravoso. Relembrando as passagens do Eminente Ministro Nilson Naves, devemos todos ‘evitar a ação criminógena do cárcere’ (por exemplo, HC-144.117/MG, DJ de 30.11.09). Foi no ano de 2006 que o Supremo Tribunal Federal, em paradigmática decisão plenária, declarou a inconstitucionalidade da proibição à progressão de regime prevista no art. 2..., § 1..., da Lei de Crimes Hediondos, assentando que tal norma afronta o princípio da individualização da pena. O aresto recebeu a seguinte ementa: ‘PENA - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - RAZÃO DE SER. A progressão no regime de cumprimento da pena, nas espécies fechado, semiaberto e aberto, tem como razão maior a ressocialização do preso que, mais dia ou menos dia, voltará ao convívio social. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP faz com que a Constituição deixe de ser encarada como algo que foi abandonado à maioria parlamentar. A vontade do legislador, agora, está submetida a vontade suprema do povo, ou melhor, à Constituição e aos direitos fundamentais... Note-se que, quando a norma não pode ser interpretada de acordo com a Constituição, evidentemente não há interpretação de acordo, porém necessidade de controle da constitucionalidade da lei.’ É preciso compreender, nessa linha de raciocínio, que os princípios, no que diz respeito a sua natureza, constituem-se verdadeiras normas jurídicas e, por isso, impõe-se-lhes observância, dada a sua força cogente. Em casos como o presente, a aplicação literal do dispositivo inserido na Lei dos Crimes Hediondos, alheia às peculiaridades do caso concreto acarretaria inafastável ofensa aos princípios da individualização da pena, da proporcionalidade e da efetivação do justo. Isso porque se estaria a lançar o condenado a uma pequena sanção a cumpri-la no regime mais gravoso. Relembrando as passagens do Eminente Ministro Nilson Naves, devemos todos ‘evitar a ação criminógena do cárcere’ (por exemplo, HC-144.117/MG, DJ de 30.11.09). Foi no ano de 2006 que o Supremo Tribunal Federal, em paradigmática decisão plenária, declarou a inconstitucionalidade da proibição à progressão de regime prevista no art. 2..., § 1..., da Lei de Crimes Hediondos, assentando que tal norma afronta o princípio da individualização da pena. O aresto recebeu a seguinte ementa: ‘PENA - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - RAZÃO DE SER. A progressão no regime de cumprimento da pena, nas espécies fechado, semiaberto e aberto, tem como razão maior a ressocialização do preso que, mais dia ou menos dia, voltará ao convívio social. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP PENA - CRIMES HEDIONDOS - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - ÓBICE - ARTIGO 2..., § 1..., DA LEI n 8.072/90 - INCONSTITUCIONALIDADE - EVOLUÇÃO JURISPRUDENCIAL. Conflita com a garantia da individualização da pena - artigo 5..., inciso XLVI, da Constituição Federal - a imposição, mediante norma, do cumprimento da pena em regime integralmente fechado. Nova inteligência do princípio da individualização da pena, em evolução jurisprudencial, assentada a inconstitucionalidade do artigo 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90.’ (HC n 82.959/SP, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 1.../9/06) Resgato trecho do voto do eminente Ministro Eros Grau por entender pertinente com a matéria ora em análise: ‘No que tange à proibição da progressão de regime nos crimes hediondos, afronta o princípio da individualização da pena (art. 50, XLVI), direcionado ao legislador, que não pode impor regra fixa que impeça o julgador de individualizar, segundo sua avaliação, caso a caso, a pena do condenado que tenha praticado qualquer dos crimes relacionados como hediondos. Considere-se ainda a vedação da imposição de penas cruéis (art. 5, XLVII, ‘e’) e o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1..., III), sendo também certo que o cumprimento da pena em regime integral, por ser cruel e desumano, importa violação a esses preceitos constitucionais.’ Acentuou o Ministro Gilmar Mendes, na oportunidade, que ‘o princípio da individualização da 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP PENA - CRIMES HEDIONDOS - REGIME DE CUMPRIMENTO - PROGRESSÃO - ÓBICE - ARTIGO 2..., § 1..., DA LEI n 8.072/90 - INCONSTITUCIONALIDADE - EVOLUÇÃO JURISPRUDENCIAL. Conflita com a garantia da individualização da pena - artigo 5..., inciso XLVI, da Constituição Federal - a imposição, mediante norma, do cumprimento da pena em regime integralmente fechado. Nova inteligência do princípio da individualização da pena, em evolução jurisprudencial, assentada a inconstitucionalidade do artigo 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90.’ (HC n 82.959/SP, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 1.../9/06) Resgato trecho do voto do eminente Ministro Eros Grau por entender pertinente com a matéria ora em análise: ‘No que tange à proibição da progressão de regime nos crimes hediondos, afronta o princípio da individualização da pena (art. 50, XLVI), direcionado ao legislador, que não pode impor regra fixa que impeça o julgador de individualizar, segundo sua avaliação, caso a caso, a pena do condenado que tenha praticado qualquer dos crimes relacionados como hediondos. Considere-se ainda a vedação da imposição de penas cruéis (art. 5, XLVII, ‘e’) e o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 1..., III), sendo também certo que o cumprimento da pena em regime integral, por ser cruel e desumano, importa violação a esses preceitos constitucionais.’ Acentuou o Ministro Gilmar Mendes, na oportunidade, que ‘o princípio da individualização da 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP pena fundamenta um direito subjetivo, que se não restringe à simples fixação da pena in abstracto, mas que se revela abrangente da própria forma de individualização’. O legislador pátrio, atento à referida evolução jurisprudencial, editou em 28.3.07, a Lei n 11.464, que, modificando a redação da Lei n 8.072/90, derrogou a vedação à progressão de regime, estabelecendo que a pena a condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo devem ser descontadas apenas inicialmente no regime fechado. No entanto, persistiu – e ainda persiste – a ofensa ao princípio da individualização pena. Ora, se o dispositivo responsável por impor o integral cumprimento da reprimenda no regime fechado é inconstitucional, também o é aquele que determina a todos – independentemente da pena a ser descontada ou das nuances do caso a caso – que iniciem a expiação no regime mais gravoso. Ainda mais. A Lei não anda em harmonia com o princípio da proporcionalidade, corolário da busca do justo. Isso porque a imposição do regime fechado inclusive a condenados a penas ínfimas, primários e de bons antecedentes, entra em rota de colisão com a Constituição e com a evolução do Direito Penal. É certo que neste Colegiado já contamos com alguns julgados no sentido ora defendido. Sejam exemplos, os HC-130.113/SC, Relator Ministro Nilson Naves; HC- 154.570/RS, Relatora Ministra Maria Thereza; e HC- 128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi. Deste último precedente, recupero a ementa: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CRIME PRATICADO DURANTE A VIGÊNCIA DA LEI n 11.464/07. APLICAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP pena fundamenta um direito subjetivo, que se não restringe à simples fixação da pena in abstracto, mas que se revela abrangente da própria forma de individualização’. O legislador pátrio, atento à referida evolução jurisprudencial, editou em 28.3.07, a Lei n 11.464, que, modificando a redação da Lei n 8.072/90, derrogou a vedação à progressão de regime, estabelecendo que a pena a condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo devem ser descontadas apenas inicialmente no regime fechado. No entanto, persistiu – e ainda persiste – a ofensa ao princípio da individualização pena. Ora, se o dispositivo responsável por impor o integral cumprimento da reprimenda no regime fechado é inconstitucional, também o é aquele que determina a todos – independentemente da pena a ser descontada ou das nuances do caso a caso – que iniciem a expiação no regime mais gravoso. Ainda mais. A Lei não anda em harmonia com o princípio da proporcionalidade, corolário da busca do justo. Isso porque a imposição do regime fechado inclusive a condenados a penas ínfimas, primários e de bons antecedentes, entra em rota de colisão com a Constituição e com a evolução do Direito Penal. É certo que neste Colegiado já contamos com alguns julgados no sentido ora defendido. Sejam exemplos, os HC-130.113/SC, Relator Ministro Nilson Naves; HC- 154.570/RS, Relatora Ministra Maria Thereza; e HC- 128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi. Deste último precedente, recupero a ementa: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CRIME PRATICADO DURANTE A VIGÊNCIA DA LEI n 11.464/07. APLICAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP PENA DE CURTA DURAÇÃO. AMBIENTE DELETÉRIO E PREJUDICIAL À RECUPERAÇÃO DA CONDENADA. ORDEM CONCEDIDA. 1. Verifica-se que o delito fora praticado em 04/10/2007, quando a Lei n 11.464/2007, que instituiu o regime inicial fechado aos crimes hediondos e assemelhados, já se encontrava em vigor. Contudo, o cumprimento de pena de curta duração em ambiente deletério é prejudicial à recuperação da condenada. O raciocínio a ser utilizado é o mesmo para a concessão do sursis, cabível nas hipóteses de pena inferior a 2 (dois) anos. 2. Na situação em análise, na qual a paciente ostenta circunstâncias judiciais favoráveis, tendo sido condenada a cumprir pena de 01 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, o regime prisional, à luz do artigo 33, § 2..., alínea 'c', deve ser o aberto . 3. Ordem concedida para estabelecer à paciente o regime inicial aberto para o cumprimento de sua pena reclusiva. (HC-128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi, DJ de 5.10.09)’’ (destaques no original). No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes desta Suprema Corte sobre o tema: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP PENA DE CURTA DURAÇÃO. AMBIENTE DELETÉRIO E PREJUDICIAL À RECUPERAÇÃO DA CONDENADA. ORDEM CONCEDIDA. 1. Verifica-se que o delito fora praticado em 04/10/2007, quando a Lei n 11.464/2007, que instituiu o regime inicial fechado aos crimes hediondos e assemelhados, já se encontrava em vigor. Contudo, o cumprimento de pena de curta duração em ambiente deletério é prejudicial à recuperação da condenada. O raciocínio a ser utilizado é o mesmo para a concessão do sursis, cabível nas hipóteses de pena inferior a 2 (dois) anos. 2. Na situação em análise, na qual a paciente ostenta circunstâncias judiciais favoráveis, tendo sido condenada a cumprir pena de 01 (um) ano, 11 (onze) meses e 10 (dez) dias de reclusão, o regime prisional, à luz do artigo 33, § 2..., alínea 'c', deve ser o aberto . 3. Ordem concedida para estabelecer à paciente o regime inicial aberto para o cumprimento de sua pena reclusiva. (HC-128.889/DF, Relator Desembargador convocado Celso Limongi, DJ de 5.10.09)’’ (destaques no original). No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes desta Suprema Corte sobre o tema: ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Ordem concedida’ (HC n 101.291/SP, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 12/02/2010 -destaquei). ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. EXCEÇÃO À SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. REDUÇÃO DA PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006, VEDADA A SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. SITUAÇÃO MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE. 1. Condenação, por tráfico de entorpecentes, a um ano e oito meses de reclusão, em regime fechado. Presença dos requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim ao regime aberto. Constrangimento ilegal evidenciado, justificando exceção à Súmula 691 desta Corte. 2. Redução de 1/6 a 2/3 da pena, prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, vedada a substituição por outra restritiva de direitos. Situação mais gravosa ao paciente. Inaplicabilidade. Ordem concedida, parcialmente, de ofício, para garantir ao paciente a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim para que, caso haja reversão, o início da execução da pena privativa de liberdade se dê em regime inicial aberto’ (HC n 100.590/DF, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 27/11/2009 – destaquei). Feitas essas considerações, penso que deve ser superado o disposto na Lei dos Crimes Hediondos (obrigatoriedade de 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Ordem concedida’ (HC n 101.291/SP, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 12/02/2010 -destaquei). ‘HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. EXCEÇÃO À SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. REDUÇÃO DA PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006, VEDADA A SUBSTITUIÇÃO POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. SITUAÇÃO MAIS GRAVOSA. INAPLICABILIDADE. 1. Condenação, por tráfico de entorpecentes, a um ano e oito meses de reclusão, em regime fechado. Presença dos requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim ao regime aberto. Constrangimento ilegal evidenciado, justificando exceção à Súmula 691 desta Corte. 2. Redução de 1/6 a 2/3 da pena, prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, vedada a substituição por outra restritiva de direitos. Situação mais gravosa ao paciente. Inaplicabilidade. Ordem concedida, parcialmente, de ofício, para garantir ao paciente a substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos, bem assim para que, caso haja reversão, o início da execução da pena privativa de liberdade se dê em regime inicial aberto’ (HC n 100.590/DF, Segunda Turma, rel. Min. Eros Grau, DJe 27/11/2009 – destaquei). Feitas essas considerações, penso que deve ser superado o disposto na Lei dos Crimes Hediondos (obrigatoriedade de 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 117435 / SP início do cumprimento de pena no regime fechado) para aqueles que preencham todos os demais requisitos previstos no art. 33, §§ 2..., b, e 3..., do Código Penal Brasileiro, admitindo-se o início do cumprimento de pena em regime diverso do fechado” (destaques nossos). Impende, portanto, a apreciação dos motivos que levaram à fixação do regime inicial mais severo ao paciente do presente writ. A 4... Vara Federal de Guarulhos/SP, ao estabelecer o regime prisional, fê-lo da seguinte forma: “(...) Para cumprimento da pena, fixo-lhes o regime inicial fechado, com base no artigo 33, §3, do Código Penal” (fl. 80 do anexo de instrução 7). O Tribunal de origem, por sua vez, placitou o regime mais severo imposto ao paciente, sem outras considerações sobre o tema. Tenho, assim, que as instâncias ordinárias não indicaram elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a necessidade da prisão do ora paciente em regime fechado, impondo-lhe o regime mais severo sem fundamentação adequada, razão pela qual determino que o juízo das execuções criminais competente, nos termos do que dispõe o art. 33, caput e parágrafos, do Código Penal Brasileiro, fixe o regime inicial adequado. Ante o exposto, denego o writ. Concedo, porém, ordem de ofício para o fim de determinar ao juízo das execuções criminais competente que fixe, em vista do que dispõe o art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, o regime inicial condizente. É como voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Supremo Tribunal Federal HC 117435 / SP início do cumprimento de pena no regime fechado) para aqueles que preencham todos os demais requisitos previstos no art. 33, §§ 2..., b, e 3..., do Código Penal Brasileiro, admitindo-se o início do cumprimento de pena em regime diverso do fechado” (destaques nossos). Impende, portanto, a apreciação dos motivos que levaram à fixação do regime inicial mais severo ao paciente do presente writ. A 4... Vara Federal de Guarulhos/SP, ao estabelecer o regime prisional, fê-lo da seguinte forma: “(...) Para cumprimento da pena, fixo-lhes o regime inicial fechado, com base no artigo 33, §3, do Código Penal” (fl. 80 do anexo de instrução 7). O Tribunal de origem, por sua vez, placitou o regime mais severo imposto ao paciente, sem outras considerações sobre o tema. Tenho, assim, que as instâncias ordinárias não indicaram elementos concretos e individualizados aptos a demonstrar a necessidade da prisão do ora paciente em regime fechado, impondo-lhe o regime mais severo sem fundamentação adequada, razão pela qual determino que o juízo das execuções criminais competente, nos termos do que dispõe o art. 33, caput e parágrafos, do Código Penal Brasileiro, fixe o regime inicial adequado. Ante o exposto, denego o writ. Concedo, porém, ordem de ofício para o fim de determinar ao juízo das execuções criminais competente que fixe, em vista do que dispõe o art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, o regime inicial condizente. É como voto. 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4988243. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.435 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954393 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.435 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954393 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 117 . 435", "HC n 111 . 840 / ES", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HABEAS CORPUS 117 . 435", "REsp n 1 . 202 . 993 / SP", "HABEAS CORPUS 117 . 435 SÃO", "REsp n 1 . 202 . 993 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HABEAS CORPUS 117 . 435", "REsp n 1 . 202 . 993 / SP", "Resp n 1 . 202 . 993 / SP", "HABEAS CORPUS 117 . 435", "REsp", "Resp n 1 . 202 . 993 / SP", "HC 117435 / SP", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC n 117 . 024 / MS", "HC 117435 / SP", "HC n 117 . 024 / MS", "HC 117435 / SP", "HC n 110 . 920 / MG", "HC 117435 / SP", "HC n 110 . 920 / MG", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC n 111 . 840 / ES", "HC 117435 / SP", "HC n 111 . 840 / ES", "HC 117435 / SP", "HC n 82 . 959 / SP", "HC 117435 / SP da Lei n 8 . 072 / 90", "HC n 82 . 959", "HC 117435 / SP", "HC n 82 . 959 / SP", "RHC n 103 . 547 / SP", "HC n . 82 . 959 / SP", "HC 117435 / SP", "HC n 82 . 959 / SP", "RHC n 103 . 547 / SP", "HC n", "HC 117435 / SP", "HC n . 149 . 807 / SP", "HC n 149 . 807 / SP", "HC 117435 / SP", "HC n . 149 . 807 / SP", "HC n 149 . 807 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC 117435 / SP", "HC - 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Vara Federal de Guarulhos / SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública da União", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "4", ".", ". Vara Federal de Guarulhos / SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Sexta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Sexta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Defensoria Pública da União", "Sexta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria Pública da União", "Sexta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Interpol", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "2", ".", ".", ".", "Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte / MG", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "2", ".", "Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte / MG", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário desta Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal", "/", "SP", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "HC", "4", ".", "Vara Federal de Guarulhos / SP", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", ".", "Vara Federal de Guarulhos / SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE", "DIAS TOFFOLI", "Cesar Luis Olazabal Bereche", "Maria Thereza de Assis Moura", "DIAS TOFFOLI", "CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE", "DIAS TOFFOLI", "Cesar Luis Olazabal Bereche", "Maria Thereza de Assis Moura", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Maria Thereza de Assis Moura", "DIAS TOFFOLI", "Maria Thereza de Assis Moura", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cesar", "Cesar", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Og Fernandes", "Og Fernandes", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Guilherme Marinoni", "Luiz Guilherme Marinoni", "DIAS TOFFOLI", "Nilson Naves", "Nilson Naves", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Nilson Naves", "Maria", "Thereza", "Celso Limongi", "Nilson Naves", "Maria", "Thereza", "Celso Limongi", "DIAS TOFFOLI", "Celso Limongi", "Celso Limongi", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Eros Grau", "Eros Grau", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "CESAR LUIS OLAZABAL BERECHE", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de novembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de novembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "16", "/", "5", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "16", "/", "5", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "13", "6", "/", "3", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "13", "6", "/", "3", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "10", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "10", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "11", ".", "09", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "11", ".", "09", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "9", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "3", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "3", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2007", "5", ".", "10", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2007", "5", ".", "10", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2010", "27", "/", "11", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2010", "27", "/", "11", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "19", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Militar do estado. Promoção. Competência legislativa dos estados. Critérios. Cálculo do benefício. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 2. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada na Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279 da Corte. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033199. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 773953 AGR / AL Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033199. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Alagoas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Alagoas interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em violação dos artigos 42, § 1°, e 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo,contra acórdão da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOÇÃO POST MORTEM. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESTADUAL REGULANDO TAL BENEFÍCIO NA ÉPOCA DO FALECIMENTO DO MILITAR. APLICAÇÃO DAS NORMAS GERAIS. LEI FEDERAL N.º 5.821/72. SENTENÇA ATACADA EM CONFRONTO COM OS DITAMES LEGAIS. À UNANIMIDADE DE VOTOS CONHECEU-SE DO PRESENTE RECURSO PARA DAR PROVIMENTO AO APELO’ (fls. 164). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Alagoas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Alagoas interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em violação dos artigos 42, § 1°, e 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo,contra acórdão da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOÇÃO POST MORTEM. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESTADUAL REGULANDO TAL BENEFÍCIO NA ÉPOCA DO FALECIMENTO DO MILITAR. APLICAÇÃO DAS NORMAS GERAIS. LEI FEDERAL N.º 5.821/72. SENTENÇA ATACADA EM CONFRONTO COM OS DITAMES LEGAIS. À UNANIMIDADE DE VOTOS CONHECEU-SE DO PRESENTE RECURSO PARA DAR PROVIMENTO AO APELO’ (fls. 164). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AI 773953 AGR / AL Opostos embargos de declaração (fls. 170 a 172), foram rejeitados (fls. 175/176). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: ‘A Lei nº 4.345/82, em seu artigo 8º, disciplinava a promoção post mortem aos oficiais da PM falecidos no cumprimento do dever ou em consequência dele ou reconhecer o direito do Oficial PM a quem cabia a promoção, não efetivada por motivo de óbito. Contudo, a legislação suso mencionada só perdurou até a entrada em vigor da Emenda Constitucional n.º 20/98, que modificou substancialmente o artigo 40, § 2º, da Carta Magna, o qual passou a ter a seguinte redação, in verbis: ‘Os proventos de aposentadoria e as pensões não poderão exceder a remuneração do respectivo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL Opostos embargos de declaração (fls. 170 a 172), foram rejeitados (fls. 175/176). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: ‘A Lei nº 4.345/82, em seu artigo 8º, disciplinava a promoção post mortem aos oficiais da PM falecidos no cumprimento do dever ou em consequência dele ou reconhecer o direito do Oficial PM a quem cabia a promoção, não efetivada por motivo de óbito. Contudo, a legislação suso mencionada só perdurou até a entrada em vigor da Emenda Constitucional n.º 20/98, que modificou substancialmente o artigo 40, § 2º, da Carta Magna, o qual passou a ter a seguinte redação, in verbis: ‘Os proventos de aposentadoria e as pensões não poderão exceder a remuneração do respectivo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório AI 773953 AGR / AL servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão’. Nesse diapasão, resta notório que, com a publicação da aludida emenda constitucional em 16 de dezembro de 1998, a legislação Estadual n.º 4.345/82 foi tacitamente revogada, por ser incompatível com os preceitos da Carta Magna, restando vedada a promoção post mortem. Outrossim, passou a vigorar no nosso ordenamento constitucional, em 19 dezembro de 2003, a Emenda Constitucional n.º 41, que concedeu aos Estados-membros, ao Distrito Federal e aos Territórios a possibilidade de disciplinar a matéria pertinente aos pensionistas dos militares. O Estado de Alagoas só veio a disciplinar a matéria referente aos pensionistas dos militares em 23 de setembro de 2004, através da Lei Estadual n.º 6.514/04, onde regulamentou a possibilidade de promoção post mortem, ou seja, após o falecimento do cônjuge de a ora Apelante, ocorrido em 11 de março de 2004. Observa-se, com isso, que houve um hiato legislativo, onde não havia qualquer norma estadual que regulasse tal matéria, que compreendeu do momento da dicção da Emenda Constitucional e a edição da lei estadual. Nesse diapasão, impõe-se observar que não há como permitir que a inércia legislativa do Poder Legislativo estadual obste o exercício do direito permitido pela Carta Magna, especialmente porque todas a produções normativas estaduais, quando editadas, reconheceram o direito à promoção pos mortem, além de que a Legislação Federal nº 5.821/72 também reconhece promoção post mortem (...)’ (fls. 165/166). Vê-se que o militar faleceu em 11/3/04 (fl. 165), após a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão’. Nesse diapasão, resta notório que, com a publicação da aludida emenda constitucional em 16 de dezembro de 1998, a legislação Estadual n.º 4.345/82 foi tacitamente revogada, por ser incompatível com os preceitos da Carta Magna, restando vedada a promoção post mortem. Outrossim, passou a vigorar no nosso ordenamento constitucional, em 19 dezembro de 2003, a Emenda Constitucional n.º 41, que concedeu aos Estados-membros, ao Distrito Federal e aos Territórios a possibilidade de disciplinar a matéria pertinente aos pensionistas dos militares. O Estado de Alagoas só veio a disciplinar a matéria referente aos pensionistas dos militares em 23 de setembro de 2004, através da Lei Estadual n.º 6.514/04, onde regulamentou a possibilidade de promoção post mortem, ou seja, após o falecimento do cônjuge de a ora Apelante, ocorrido em 11 de março de 2004. Observa-se, com isso, que houve um hiato legislativo, onde não havia qualquer norma estadual que regulasse tal matéria, que compreendeu do momento da dicção da Emenda Constitucional e a edição da lei estadual. Nesse diapasão, impõe-se observar que não há como permitir que a inércia legislativa do Poder Legislativo estadual obste o exercício do direito permitido pela Carta Magna, especialmente porque todas a produções normativas estaduais, quando editadas, reconheceram o direito à promoção pos mortem, além de que a Legislação Federal nº 5.821/72 também reconhece promoção post mortem (...)’ (fls. 165/166). Vê-se que o militar faleceu em 11/3/04 (fl. 165), após a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório AI 773953 AGR / AL edição da Emenda Constitucional nº 41/03, que alterou a redação do § 2º do artigo 42, que assim dispõe: ‘Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal’. Não obstante essa orientação, a redação, o § 1º do mesmo dispositivo já previa que aos militares dos Estados aplicam-se as disposições do artigo 142, § 3º, da Constituição Federal, ‘cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do artigo 142, § 3º, inciso X’, dentre elas as condições de transferência do militar para a inatividade. Nesse contexto, destaca-se a jurisprudência da Corte no sentido de que não se aplica aos servidores militares a vedação constante do § 2º do artigo 40 da Constituição Federal, incluído pela Emenda Constitucional nº 20/98, uma vez que se destina aos civis titulares de cargo efetivo. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2º, CF, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2º, da CF se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1º, CF), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2º, da CF. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL edição da Emenda Constitucional nº 41/03, que alterou a redação do § 2º do artigo 42, que assim dispõe: ‘Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal’. Não obstante essa orientação, a redação, o § 1º do mesmo dispositivo já previa que aos militares dos Estados aplicam-se as disposições do artigo 142, § 3º, da Constituição Federal, ‘cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do artigo 142, § 3º, inciso X’, dentre elas as condições de transferência do militar para a inatividade. Nesse contexto, destaca-se a jurisprudência da Corte no sentido de que não se aplica aos servidores militares a vedação constante do § 2º do artigo 40 da Constituição Federal, incluído pela Emenda Constitucional nº 20/98, uma vez que se destina aos civis titulares de cargo efetivo. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2º, CF, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2º, da CF se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1º, CF), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2º, da CF. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório AI 773953 AGR / AL Com efeito, não há fundamento constitucional apto a modificar o acórdão recorrido, uma vez que não há falar na não recepção da Lei estadual específica nº 4.345/82, em razão da alteração do § 2º do artigo 40 da Constituição Federal pela EC nº 20/98, inaplicável aos servidores militares. Assim, os fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem restam incólumes, uma vez que incumbe mesmo à legislação estadual local, estabelecer as condições de aposentadoria e pensão decorrentes do regime militar. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Aduz o agravante que a Lei estadual nº 4.345/82, vigente ao tempo do falecimento do militar, companheiro da agravante, não teria sido recepcionada pelo art. 40, § 2º, da Constituição Federal (com a redação que lhe foi conferida pela EC nº 20/98), haja vista que previa a percepção de pensão em valor superior à remuneração que o militar percebia na atividade. Sustenta, também, que, somente após a promulgação da EC nº 41/03, o art. 42, § 2º, da Constituição Federal passou a conferir aos estados a possibilidade de legislar acerca da matéria ora em debate. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL Com efeito, não há fundamento constitucional apto a modificar o acórdão recorrido, uma vez que não há falar na não recepção da Lei estadual específica nº 4.345/82, em razão da alteração do § 2º do artigo 40 da Constituição Federal pela EC nº 20/98, inaplicável aos servidores militares. Assim, os fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem restam incólumes, uma vez que incumbe mesmo à legislação estadual local, estabelecer as condições de aposentadoria e pensão decorrentes do regime militar. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Aduz o agravante que a Lei estadual nº 4.345/82, vigente ao tempo do falecimento do militar, companheiro da agravante, não teria sido recepcionada pelo art. 40, § 2º, da Constituição Federal (com a redação que lhe foi conferida pela EC nº 20/98), haja vista que previa a percepção de pensão em valor superior à remuneração que o militar percebia na atividade. Sustenta, também, que, somente após a promulgação da EC nº 41/03, o art. 42, § 2º, da Constituição Federal passou a conferir aos estados a possibilidade de legislar acerca da matéria ora em debate. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Com efeito, consoante expresso na decisão agravada, não há falar em revogação tácita da Lei estadual nº 4.345/82 com o advento da EC nº 20/98, que alterou o art. 40, § 2º, da Constituição Federal, haja vista que esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante da mencionada norma constitucional. Além do precedente citado na decisão agravada, anote-se o seguinte julgado, de minha relatoria: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais nºs 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/05 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido” (RE nº 652.256/DF-AgR, Primeira Turma, DJe de 8/8/13). Por outro lado, conforme a pacífica jurisprudência desta Corte, cabe aos estados, nos termos do art. 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da magna Carta, dentre as quais se inclui a matéria Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Com efeito, consoante expresso na decisão agravada, não há falar em revogação tácita da Lei estadual nº 4.345/82 com o advento da EC nº 20/98, que alterou o art. 40, § 2º, da Constituição Federal, haja vista que esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante da mencionada norma constitucional. Além do precedente citado na decisão agravada, anote-se o seguinte julgado, de minha relatoria: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais nºs 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/05 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido” (RE nº 652.256/DF-AgR, Primeira Turma, DJe de 8/8/13). Por outro lado, conforme a pacífica jurisprudência desta Corte, cabe aos estados, nos termos do art. 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da magna Carta, dentre as quais se inclui a matéria Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 773953 AGR / AL ora em debate. Em situações análogas à dos autos, o Supremo Tribunal Federal assim já se pronunciou: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Militar. Transferência para reserva remunerada. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada nesta Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3º, inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 791.589/MS- AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 9/11/11). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. INTERPRETAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 53/90. 1. Cabe à lei estadual, nos termos da norma constitucional do art. 142, § 3º, X, regular as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal e estabelecer as condições de transferência do militar para a inatividade. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido” (RE nº 495.341/MS-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 1º/10/10). Por fim, é certo que a análise do preenchimento dos requisitos legais necessários à concessão da promoção post mortem, bem como o cálculo da pensão a ser percebida pela agravante, não desafia recurso extraordinário, uma vez que a reflexão sobres esse pontos não prescinde da interpretação da legislação local pertinente e do reexame dos fatos e das provas da causa, atraindo os óbices das Súmulas nºs 280 e 279 desta Corte. Nesse sentido: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL ora em debate. Em situações análogas à dos autos, o Supremo Tribunal Federal assim já se pronunciou: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Militar. Transferência para reserva remunerada. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada nesta Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3º, inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 791.589/MS- AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 9/11/11). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. INTERPRETAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 53/90. 1. Cabe à lei estadual, nos termos da norma constitucional do art. 142, § 3º, X, regular as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal e estabelecer as condições de transferência do militar para a inatividade. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido” (RE nº 495.341/MS-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 1º/10/10). Por fim, é certo que a análise do preenchimento dos requisitos legais necessários à concessão da promoção post mortem, bem como o cálculo da pensão a ser percebida pela agravante, não desafia recurso extraordinário, uma vez que a reflexão sobres esse pontos não prescinde da interpretação da legislação local pertinente e do reexame dos fatos e das provas da causa, atraindo os óbices das Súmulas nºs 280 e 279 desta Corte. Nesse sentido: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 773953 AGR / AL “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO POST MORTEM PARA EFEITO DE PENSÃO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 734.989/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/5/13). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO POST MORTEM PARA EFEITO DE PENSÃO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 734.989/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/5/13). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954491 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954491 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5042796
2013-11-19T00:00:00
2013-12-16T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Militar do estado. Promoção. Competência legislativa dos estados. Critérios. Cálculo do benefício. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 2. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada na Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do 42, § 1º, regulamentar as disposições do art. 142, § 3º, inciso X, da Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279 da Corte. 4. Agravo regimental não provido.
sjur251681
- Acórdão(s) citado(s): (MILITAR, PROVENTOS) RE 652256 AgR (1ªT). (COMPETÊNCIA REGULAMENTAR) RE 495341 AgR (2ªT), AI 791589 AgR (1ªT). (REEXAME) ARE 734989 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 16/01/2014, TIA.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
773953
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00002 REDAÇÃO DADA PELA EMC-20/1998\n ART-00042 PAR-00001 ART-00142 PAR-00003 \n INC-00010\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-EST LEI-004345 ANO-1982\n LEI ORDINÁRIA, AL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 773953 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA
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Ementa e Acórdão 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor militar. Artigo 40, § 2..., da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Militar do estado. Promoção. Competência legislativa dos estados. Critérios. Cálculo do benefício. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal. 2. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada na Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do 42, § 1..., regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, da Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279 da Corte. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033199. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 773953 AGR / AL Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033199. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Alagoas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Alagoas interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em violação dos artigos 42, § 1..., e 142, § 3..., inciso X, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo,contra acórdão da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOÇÃO POST MORTEM. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESTADUAL REGULANDO TAL BENEFÍCIO NA ÉPOCA DO FALECIMENTO DO MILITAR. APLICAÇÃO DAS NORMAS GERAIS. LEI FEDERAL N. 5.821/72. SENTENÇA ATACADA EM CONFRONTO COM OS DITAMES LEGAIS. À UNANIMIDADE DE VOTOS CONHECEU-SE DO PRESENTE RECURSO PARA DAR PROVIMENTO AO APELO’ (fls. 164). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Alagoas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado de Alagoas interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em violação dos artigos 42, § 1..., e 142, § 3..., inciso X, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo,contra acórdão da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROMOÇÃO POST MORTEM. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESTADUAL REGULANDO TAL BENEFÍCIO NA ÉPOCA DO FALECIMENTO DO MILITAR. APLICAÇÃO DAS NORMAS GERAIS. LEI FEDERAL N. 5.821/72. SENTENÇA ATACADA EM CONFRONTO COM OS DITAMES LEGAIS. À UNANIMIDADE DE VOTOS CONHECEU-SE DO PRESENTE RECURSO PARA DAR PROVIMENTO AO APELO’ (fls. 164). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AI 773953 AGR / AL Opostos embargos de declaração (fls. 170 a 172), foram rejeitados (fls. 175/176). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: ‘A Lei n 4.345/82, em seu artigo 8..., disciplinava a promoção post mortem aos oficiais da PM falecidos no cumprimento do dever ou em consequência dele ou reconhecer o direito do Oficial PM a quem cabia a promoção, não efetivada por motivo de óbito. Contudo, a legislação suso mencionada só perdurou até a entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 20/98, que modificou substancialmente o artigo 40, § 2..., da Carta Magna, o qual passou a ter a seguinte redação, in verbis: ‘Os proventos de aposentadoria e as pensões não poderão exceder a remuneração do respectivo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL Opostos embargos de declaração (fls. 170 a 172), foram rejeitados (fls. 175/176). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: ‘A Lei n 4.345/82, em seu artigo 8..., disciplinava a promoção post mortem aos oficiais da PM falecidos no cumprimento do dever ou em consequência dele ou reconhecer o direito do Oficial PM a quem cabia a promoção, não efetivada por motivo de óbito. Contudo, a legislação suso mencionada só perdurou até a entrada em vigor da Emenda Constitucional n. 20/98, que modificou substancialmente o artigo 40, § 2..., da Carta Magna, o qual passou a ter a seguinte redação, in verbis: ‘Os proventos de aposentadoria e as pensões não poderão exceder a remuneração do respectivo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório AI 773953 AGR / AL servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão’. Nesse diapasão, resta notório que, com a publicação da aludida emenda constitucional em 16 de dezembro de 1998, a legislação Estadual n. 4.345/82 foi tacitamente revogada, por ser incompatível com os preceitos da Carta Magna, restando vedada a promoção post mortem. Outrossim, passou a vigorar no nosso ordenamento constitucional, em 19 dezembro de 2003, a Emenda Constitucional n. 41, que concedeu aos Estados-membros, ao Distrito Federal e aos Territórios a possibilidade de disciplinar a matéria pertinente aos pensionistas dos militares. O Estado de Alagoas só veio a disciplinar a matéria referente aos pensionistas dos militares em 23 de setembro de 2004, através da Lei Estadual n. 6.514/04, onde regulamentou a possibilidade de promoção post mortem, ou seja, após o falecimento do cônjuge de a ora Apelante, ocorrido em 11 de março de 2004. Observa-se, com isso, que houve um hiato legislativo, onde não havia qualquer norma estadual que regulasse tal matéria, que compreendeu do momento da dicção da Emenda Constitucional e a edição da lei estadual. Nesse diapasão, impõe-se observar que não há como permitir que a inércia legislativa do Poder Legislativo estadual obste o exercício do direito permitido pela Carta Magna, especialmente porque todas a produções normativas estaduais, quando editadas, reconheceram o direito à promoção pos mortem, além de que a Legislação Federal n 5.821/72 também reconhece promoção post mortem (...)’ (fls. 165/166). Vê-se que o militar faleceu em 11/3/04 (fl. 165), após a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão’. Nesse diapasão, resta notório que, com a publicação da aludida emenda constitucional em 16 de dezembro de 1998, a legislação Estadual n. 4.345/82 foi tacitamente revogada, por ser incompatível com os preceitos da Carta Magna, restando vedada a promoção post mortem. Outrossim, passou a vigorar no nosso ordenamento constitucional, em 19 dezembro de 2003, a Emenda Constitucional n. 41, que concedeu aos Estados-membros, ao Distrito Federal e aos Territórios a possibilidade de disciplinar a matéria pertinente aos pensionistas dos militares. O Estado de Alagoas só veio a disciplinar a matéria referente aos pensionistas dos militares em 23 de setembro de 2004, através da Lei Estadual n. 6.514/04, onde regulamentou a possibilidade de promoção post mortem, ou seja, após o falecimento do cônjuge de a ora Apelante, ocorrido em 11 de março de 2004. Observa-se, com isso, que houve um hiato legislativo, onde não havia qualquer norma estadual que regulasse tal matéria, que compreendeu do momento da dicção da Emenda Constitucional e a edição da lei estadual. Nesse diapasão, impõe-se observar que não há como permitir que a inércia legislativa do Poder Legislativo estadual obste o exercício do direito permitido pela Carta Magna, especialmente porque todas a produções normativas estaduais, quando editadas, reconheceram o direito à promoção pos mortem, além de que a Legislação Federal n 5.821/72 também reconhece promoção post mortem (...)’ (fls. 165/166). Vê-se que o militar faleceu em 11/3/04 (fl. 165), após a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório AI 773953 AGR / AL edição da Emenda Constitucional n 41/03, que alterou a redação do § 2... do artigo 42, que assim dispõe: ‘Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal’. Não obstante essa orientação, a redação, o § 1... do mesmo dispositivo já previa que aos militares dos Estados aplicam-se as disposições do artigo 142, § 3..., da Constituição Federal, ‘cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do artigo 142, § 3..., inciso X’, dentre elas as condições de transferência do militar para a inatividade. Nesse contexto, destaca-se a jurisprudência da Corte no sentido de que não se aplica aos servidores militares a vedação constante do § 2... do artigo 40 da Constituição Federal, incluído pela Emenda Constitucional n 20/98, uma vez que se destina aos civis titulares de cargo efetivo. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2..., Constituição Federal de 1988, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988 se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1..., Constituição Federal de 1988), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL edição da Emenda Constitucional n 41/03, que alterou a redação do § 2... do artigo 42, que assim dispõe: ‘Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal’. Não obstante essa orientação, a redação, o § 1... do mesmo dispositivo já previa que aos militares dos Estados aplicam-se as disposições do artigo 142, § 3..., da Constituição Federal, ‘cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do artigo 142, § 3..., inciso X’, dentre elas as condições de transferência do militar para a inatividade. Nesse contexto, destaca-se a jurisprudência da Corte no sentido de que não se aplica aos servidores militares a vedação constante do § 2... do artigo 40 da Constituição Federal, incluído pela Emenda Constitucional n 20/98, uma vez que se destina aos civis titulares de cargo efetivo. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2..., Constituição Federal de 1988, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988 se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1..., Constituição Federal de 1988), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório AI 773953 AGR / AL Com efeito, não há fundamento constitucional apto a modificar o acórdão recorrido, uma vez que não há falar na não recepção da Lei estadual específica n 4.345/82, em razão da alteração do § 2... do artigo 40 da Constituição Federal pela EC n 20/98, inaplicável aos servidores militares. Assim, os fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem restam incólumes, uma vez que incumbe mesmo à legislação estadual local, estabelecer as condições de aposentadoria e pensão decorrentes do regime militar. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Aduz o agravante que a Lei estadual n 4.345/82, vigente ao tempo do falecimento do militar, companheiro da agravante, não teria sido recepcionada pelo art. 40, § 2..., da Constituição Federal (com a redação que lhe foi conferida pela EC n 20/98), haja vista que previa a percepção de pensão em valor superior à remuneração que o militar percebia na atividade. Sustenta, também, que, somente após a promulgação da EC n 41/03, o art. 42, § 2..., da Constituição Federal passou a conferir aos estados a possibilidade de legislar acerca da matéria ora em debate. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL Com efeito, não há fundamento constitucional apto a modificar o acórdão recorrido, uma vez que não há falar na não recepção da Lei estadual específica n 4.345/82, em razão da alteração do § 2... do artigo 40 da Constituição Federal pela EC n 20/98, inaplicável aos servidores militares. Assim, os fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem restam incólumes, uma vez que incumbe mesmo à legislação estadual local, estabelecer as condições de aposentadoria e pensão decorrentes do regime militar. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Aduz o agravante que a Lei estadual n 4.345/82, vigente ao tempo do falecimento do militar, companheiro da agravante, não teria sido recepcionada pelo art. 40, § 2..., da Constituição Federal (com a redação que lhe foi conferida pela EC n 20/98), haja vista que previa a percepção de pensão em valor superior à remuneração que o militar percebia na atividade. Sustenta, também, que, somente após a promulgação da EC n 41/03, o art. 42, § 2..., da Constituição Federal passou a conferir aos estados a possibilidade de legislar acerca da matéria ora em debate. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Com efeito, consoante expresso na decisão agravada, não há falar em revogação tácita da Lei estadual n 4.345/82 com o advento da EC n 20/98, que alterou o art. 40, § 2..., da Constituição Federal, haja vista que esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante da mencionada norma constitucional. Além do precedente citado na decisão agravada, anote-se o seguinte julgado, de minha relatoria: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2..., da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais ns 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/05 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 652.256/DF-AgR, Primeira Turma, DJe de 8/8/13). Por outro lado, conforme a pacífica jurisprudência desta Corte, cabe aos estados, nos termos do art. 42, § 1..., regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, da magna Carta, dentre as quais se inclui a matéria Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 ALAGOAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Com efeito, consoante expresso na decisão agravada, não há falar em revogação tácita da Lei estadual n 4.345/82 com o advento da EC n 20/98, que alterou o art. 40, § 2..., da Constituição Federal, haja vista que esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante da mencionada norma constitucional. Além do precedente citado na decisão agravada, anote-se o seguinte julgado, de minha relatoria: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2..., da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais ns 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/05 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 652.256/DF-AgR, Primeira Turma, DJe de 8/8/13). Por outro lado, conforme a pacífica jurisprudência desta Corte, cabe aos estados, nos termos do art. 42, § 1..., regulamentar as disposições do art. 142, § 3..., inciso X, da magna Carta, dentre as quais se inclui a matéria Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 773953 AGR / AL ora em debate. Em situações análogas à dos autos, o Supremo Tribunal Federal assim já se pronunciou: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Militar. Transferência para reserva remunerada. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada nesta Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3..., inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 791.589/MS- AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 9/11/11). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. INTERPRETAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 53/90. 1. Cabe à lei estadual, nos termos da norma constitucional do art. 142, § 3..., X, regular as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal e estabelecer as condições de transferência do militar para a inatividade. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 495.341/MS-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 1.../10/10). Por fim, é certo que a análise do preenchimento dos requisitos legais necessários à concessão da promoção post mortem, bem como o cálculo da pensão a ser percebida pela agravante, não desafia recurso extraordinário, uma vez que a reflexão sobres esse pontos não prescinde da interpretação da legislação local pertinente e do reexame dos fatos e das provas da causa, atraindo os óbices das Súmulas ns 280 e 279 desta Corte. Nesse sentido: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL ora em debate. Em situações análogas à dos autos, o Supremo Tribunal Federal assim já se pronunciou: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Militar. Transferência para reserva remunerada. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da orientação assentada nesta Corte de que cabe à lei estadual, nos termos do art. 142, § 3..., inciso X, regulamentar as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 791.589/MS- AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 9/11/11). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. INTERPRETAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 53/90. 1. Cabe à lei estadual, nos termos da norma constitucional do art. 142, § 3..., X, regular as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal e estabelecer as condições de transferência do militar para a inatividade. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 495.341/MS-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 1.../10/10). Por fim, é certo que a análise do preenchimento dos requisitos legais necessários à concessão da promoção post mortem, bem como o cálculo da pensão a ser percebida pela agravante, não desafia recurso extraordinário, uma vez que a reflexão sobres esse pontos não prescinde da interpretação da legislação local pertinente e do reexame dos fatos e das provas da causa, atraindo os óbices das Súmulas ns 280 e 279 desta Corte. Nesse sentido: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 773953 AGR / AL “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO POST MORTEM PARA EFEITO DE PENSÃO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 734.989/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/5/13). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Supremo Tribunal Federal AI 773953 AGR / AL “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO POST MORTEM PARA EFEITO DE PENSÃO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 734.989/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/5/13). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033197. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954491 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 773.953 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : VALTEMEIRE GOMES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSÉ HILTON RODRIGUES LISBOA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954491 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 773 . 953", "AI 773953 AGR / AL", "AI 773953 AGR / AL", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 773 . 953", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 773 . 953", "AI 773953 AGR / AL", "AI 773953 AGR / AL", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI 773953 AGR /", "AI 773953 AGR / AL", "Recurso Extraordinário n 534 . 323 / PI - AgR", "AI 773953 AGR / AL", "Recurso Extraordinário n 534 . 323 / PI - AgR", "AI 773953 AGR / AL", "AI 773953 AGR /", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 652 . 256 / DF - AgR", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 652 . 256 / DF - AgR", "AI 773953 AGR / AL", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 791 . 589 / MS - AgR", "Recurso Extraordinário n 495 . 341 / MS - AgR", "AI 773953 AGR / AL", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 791 . 589 / MS - AgR", "Recurso Extraordinário n 495 . 341 / MS - AgR", "AI 773953 AGR / AL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO 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Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. DANO MORAL. IMPUTAÇÃO FALSA DO CRIME DE FURTO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/STF que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO QUE JULGOU IMPROCEDENTE OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO SUCINTA NÃO SE CONFUNDE COM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401184. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 749008 AGR / PA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. MÉRITO. AÇÃO DE DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DE CRIME (FURTO) À CONSUMIDOR. CONTRANGIMENTO INJUSTO COMPROVADO. INDENIZAÇÃO. MINORAÇÃO. HOMENAGEM AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E MODERAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA PARCIALMENTE. DECISÃO UNÂNIME.” 6. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401184. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. MÉRITO. AÇÃO DE DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DE CRIME (FURTO) À CONSUMIDOR. CONTRANGIMENTO INJUSTO COMPROVADO. INDENIZAÇÃO. MINORAÇÃO. HOMENAGEM AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E MODERAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA PARCIALMENTE. DECISÃO UNÂNIME.” 6. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por PONTES IRMÃO & CIA LTDA., contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DO CRIME DE FURTO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A Súmula 279/STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: RE 529241-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14.03.2011, e RE n. 638.623-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24.10.2011. 4. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por PONTES IRMÃO & CIA LTDA., contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DO CRIME DE FURTO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A Súmula 279/STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: RE 529241-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14.03.2011, e RE n. 638.623-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24.10.2011. 4. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 749008 AGR / PA ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 5. In casu o acórdão recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO QUE JULGOU IMPROCEDENTE OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO SUCINTA NÃO SE CONFUNDE COM AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. MÉRITO. AÇÃO DE DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DE CRIME (FURTO) À CONSUMIDOR. CONTRANGIMENTO INJUSTO COMPROVADO. INDENIZAÇÃO. MINORAÇÃO. HOMENAGEM AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E MODERAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA PARCIALMENTE. DECISÃO UNÂNIME. 1 – Se a decisão abordou todos os elementos necessários para a solução dos Embargos de Declaração, não há que se decretar a nulidade da mesma com base unicamente na concisão da fundamentação. II – Pelas provas carreadas ao autos, bem como pela interpretação lógica do evento exposto, conclui-se que a empresa apelante imputou, de forma injusta, ato criminoso ao apelado, trazendo-lhe humilhação, dor e constrangimento. Deste modo, agiu bem o magistrado ao determinar que a recorrente indenizasse o consumidor, como forma de reparar os danos morais sofridos por este. III – Compulsando os autos, entretanto, verifica-se que a quantia fixada em primeiro grau se mostra excessiva. Portanto, deve o valor da condenação ser minorado para R$ 20.000,00 (vinte mil reais). IV – Apelação Cível conhecida e provida parcialmente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 5. In casu o acórdão recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO QUE JULGOU IMPROCEDENTE OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO SUCINTA NÃO SE CONFUNDE COM AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. MÉRITO. AÇÃO DE DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DE CRIME (FURTO) À CONSUMIDOR. CONTRANGIMENTO INJUSTO COMPROVADO. INDENIZAÇÃO. MINORAÇÃO. HOMENAGEM AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E MODERAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA PARCIALMENTE. DECISÃO UNÂNIME. 1 – Se a decisão abordou todos os elementos necessários para a solução dos Embargos de Declaração, não há que se decretar a nulidade da mesma com base unicamente na concisão da fundamentação. II – Pelas provas carreadas ao autos, bem como pela interpretação lógica do evento exposto, conclui-se que a empresa apelante imputou, de forma injusta, ato criminoso ao apelado, trazendo-lhe humilhação, dor e constrangimento. Deste modo, agiu bem o magistrado ao determinar que a recorrente indenizasse o consumidor, como forma de reparar os danos morais sofridos por este. III – Compulsando os autos, entretanto, verifica-se que a quantia fixada em primeiro grau se mostra excessiva. Portanto, deve o valor da condenação ser minorado para R$ 20.000,00 (vinte mil reais). IV – Apelação Cível conhecida e provida parcialmente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 749008 AGR / PA V – Decisão unânime.” 6. NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “No recurso extraordinário, a discussão que é trazida a baila envolve a VIOLAÇÃO de princípios basilares do direito brasileiro, esculpidos pelo art. 5º, LV, LIV e XXV, quais sejam o DEVIDO PROCESSO LEGAL, o CONTRADITÓRIO e a AMPLA DEFESA e a INAFASTABILIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL e ainda o art. 93, IX,no que concerne à FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS, o que ocorreu quando a 4ª CCI do TJPA, através do acórdão 71.631 decidiu por anular a sentença dos embargos de declaração de fl. 112/114, por entender equivocadamente que a concisão da fundamentação não seria causa de nulidade. […] Ao contrário do que consta na decisão agravada, os fatos já foram firmados tanto perante o juízo a quo quanto perante ao juízo ad quem, dessa forma o que está sendo debatido em sede de recurso extraordinário é a qualificação jurídica desses fatos, o que difere da mera análise fático-probatória e, no mais, merece ser apreciada por esta Corte.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA V – Decisão unânime.” 6. NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “No recurso extraordinário, a discussão que é trazida a baila envolve a VIOLAÇÃO de princípios basilares do direito brasileiro, esculpidos pelo art. 5º, LV, LIV e XXV, quais sejam o DEVIDO PROCESSO LEGAL, o CONTRADITÓRIO e a AMPLA DEFESA e a INAFASTABILIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL e ainda o art. 93, IX,no que concerne à FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS, o que ocorreu quando a 4ª CCI do TJPA, através do acórdão 71.631 decidiu por anular a sentença dos embargos de declaração de fl. 112/114, por entender equivocadamente que a concisão da fundamentação não seria causa de nulidade. […] Ao contrário do que consta na decisão agravada, os fatos já foram firmados tanto perante o juízo a quo quanto perante ao juízo ad quem, dessa forma o que está sendo debatido em sede de recurso extraordinário é a qualificação jurídica desses fatos, o que difere da mera análise fático-probatória e, no mais, merece ser apreciada por esta Corte.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante demonstrado na decisão agravada, o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV, E LV, DA CARTA POLÍTICA. PEDIDO DE REDUÇÃO DO VALOR DA CONDENAÇÃO. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.10.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 741.268–AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25/6/2013). ” Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante demonstrado na decisão agravada, o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF que dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, XXXV, E LV, DA CARTA POLÍTICA. PEDIDO DE REDUÇÃO DO VALOR DA CONDENAÇÃO. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.10.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 741.268–AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25/6/2013). ” Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 749008 AGR / PA “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ. “ (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Ademais, esta Corte já firmou entendimento de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ. “ (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Ademais, esta Corte já firmou entendimento de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 749008 AGR / PA consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Por fim, melhor sorte não socorre à ora agravante relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria, para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Por fim, melhor sorte não socorre à ora agravante relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria, para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418618 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418618 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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2013-08-20T00:00:00
2013-09-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. DANO MORAL. IMPUTAÇÃO FALSA DO CRIME DE FURTO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/STF que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO QUE JULGOU IMPROCEDENTE OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO SUCINTA NÃO SE CONFUNDE COM AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. MÉRITO. AÇÃO DE DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DE CRIME (FURTO) À CONSUMIDOR. CONTRANGIMENTO INJUSTO COMPROVADO. INDENIZAÇÃO. MINORAÇÃO. HOMENAGEM AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E MODERAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA PARCIALMENTE. DECISÃO UNÂNIME.” 6. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur240474
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 741268 AgR (1ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO) ARE 748371 RG. (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 9. Análise: 16/09/2013, BRU.
LUIZ FUX
Primeira Turma
749008
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 749008 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. DANO MORAL. IMPUTAÇÃO FALSA DO CRIME DE FURTO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO QUE JULGOU IMPROCEDENTE OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO SUCINTA NÃO SE CONFUNDE COM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401184. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 749008 AGR / PA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. MÉRITO. AÇÃO DE DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DE CRIME (FURTO) À CONSUMIDOR. CONTRANGIMENTO INJUSTO COMPROVADO. INDENIZAÇÃO. MINORAÇÃO. HOMENAGEM AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E MODERAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA PARCIALMENTE. DECISÃO UNÂNIME.” 6. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401184. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. MÉRITO. AÇÃO DE DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DE CRIME (FURTO) À CONSUMIDOR. CONTRANGIMENTO INJUSTO COMPROVADO. INDENIZAÇÃO. MINORAÇÃO. HOMENAGEM AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E MODERAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA PARCIALMENTE. DECISÃO UNÂNIME.” 6. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por PONTES IRMÃO & CIA LTDA., contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DO CRIME DE FURTO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: Recurso Extraordinário 529241-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14.03.2011, e Recurso Extraordinário n. 638.623-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24.10.2011. 4. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por PONTES IRMÃO & CIA LTDA., contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DO CRIME DE FURTO. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: Recurso Extraordinário 529241-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14.03.2011, e Recurso Extraordinário n. 638.623-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24.10.2011. 4. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 749008 AGR / PA ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 5. In casu o acórdão recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO QUE JULGOU IMPROCEDENTE OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO SUCINTA NÃO SE CONFUNDE COM AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. MÉRITO. AÇÃO DE DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DE CRIME (FURTO) À CONSUMIDOR. CONTRANGIMENTO INJUSTO COMPROVADO. INDENIZAÇÃO. MINORAÇÃO. HOMENAGEM AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E MODERAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA PARCIALMENTE. DECISÃO UNÂNIME. 1 – Se a decisão abordou todos os elementos necessários para a solução dos Embargos de Declaração, não há que se decretar a nulidade da mesma com base unicamente na concisão da fundamentação. II – Pelas provas carreadas ao autos, bem como pela interpretação lógica do evento exposto, conclui-se que a empresa apelante imputou, de forma injusta, ato criminoso ao apelado, trazendo-lhe humilhação, dor e constrangimento. Deste modo, agiu bem o magistrado ao determinar que a recorrente indenizasse o consumidor, como forma de reparar os danos morais sofridos por este. III – Compulsando os autos, entretanto, verifica-se que a quantia fixada em primeiro grau se mostra excessiva. Portanto, deve o valor da condenação ser minorado para R$ 20.000,00 (vinte mil reais). IV – Apelação Cível conhecida e provida parcialmente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 5. In casu o acórdão recorrido assentou: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO QUE JULGOU IMPROCEDENTE OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DECISÃO SUCINTA NÃO SE CONFUNDE COM AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. MÉRITO. AÇÃO DE DANOS MORAIS. IMPUTAÇÃO FALSA DE CRIME (FURTO) À CONSUMIDOR. CONTRANGIMENTO INJUSTO COMPROVADO. INDENIZAÇÃO. MINORAÇÃO. HOMENAGEM AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E MODERAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E PROVIDA PARCIALMENTE. DECISÃO UNÂNIME. 1 – Se a decisão abordou todos os elementos necessários para a solução dos Embargos de Declaração, não há que se decretar a nulidade da mesma com base unicamente na concisão da fundamentação. II – Pelas provas carreadas ao autos, bem como pela interpretação lógica do evento exposto, conclui-se que a empresa apelante imputou, de forma injusta, ato criminoso ao apelado, trazendo-lhe humilhação, dor e constrangimento. Deste modo, agiu bem o magistrado ao determinar que a recorrente indenizasse o consumidor, como forma de reparar os danos morais sofridos por este. III – Compulsando os autos, entretanto, verifica-se que a quantia fixada em primeiro grau se mostra excessiva. Portanto, deve o valor da condenação ser minorado para R$ 20.000,00 (vinte mil reais). IV – Apelação Cível conhecida e provida parcialmente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 749008 AGR / PA V – Decisão unânime.” 6. NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “No recurso extraordinário, a discussão que é trazida a baila envolve a VIOLAÇÃO de princípios basilares do direito brasileiro, esculpidos pelo art. 5..., LV, LIV e XXV, quais sejam o DEVIDO PROCESSO LEGAL, o CONTRADITÓRIO e a AMPLA DEFESA e a INAFASTABILIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL e ainda o art. 93, IX,no que concerne à FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS, o que ocorreu quando a 4... CCI do TJPA, através do acórdão 71.631 decidiu por anular a sentença dos embargos de declaração de fl. 112/114, por entender equivocadamente que a concisão da fundamentação não seria causa de nulidade. […] Ao contrário do que consta na decisão agravada, os fatos já foram firmados tanto perante o juízo a quo quanto perante ao juízo ad quem, dessa forma o que está sendo debatido em sede de recurso extraordinário é a qualificação jurídica desses fatos, o que difere da mera análise fático-probatória e, no mais, merece ser apreciada por esta Corte.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA V – Decisão unânime.” 6. NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “No recurso extraordinário, a discussão que é trazida a baila envolve a VIOLAÇÃO de princípios basilares do direito brasileiro, esculpidos pelo art. 5..., LV, LIV e XXV, quais sejam o DEVIDO PROCESSO LEGAL, o CONTRADITÓRIO e a AMPLA DEFESA e a INAFASTABILIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL e ainda o art. 93, IX,no que concerne à FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES JUDICIAIS, o que ocorreu quando a 4... CCI do TJPA, através do acórdão 71.631 decidiu por anular a sentença dos embargos de declaração de fl. 112/114, por entender equivocadamente que a concisão da fundamentação não seria causa de nulidade. […] Ao contrário do que consta na decisão agravada, os fatos já foram firmados tanto perante o juízo a quo quanto perante ao juízo ad quem, dessa forma o que está sendo debatido em sede de recurso extraordinário é a qualificação jurídica desses fatos, o que difere da mera análise fático-probatória e, no mais, merece ser apreciada por esta Corte.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante demonstrado na decisão agravada, o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV, E LV, DA CARTA POLÍTICA. PEDIDO DE REDUÇÃO DO VALOR DA CONDENAÇÃO. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.10.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 741.268–AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25/6/2013). ” Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante demonstrado na decisão agravada, o nexo de causalidade apto a gerar indenização por dano moral, quando controversa sua existência, demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., XXXV, E LV, DA CARTA POLÍTICA. PEDIDO DE REDUÇÃO DO VALOR DA CONDENAÇÃO. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.10.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 741.268–AgR/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25/6/2013). ” Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 749008 AGR / PA “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. “ (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Ademais, esta Corte já firmou entendimento de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. “ (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Ademais, esta Corte já firmou entendimento de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 749008 AGR / PA consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Por fim, melhor sorte não socorre à ora agravante relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria, para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Supremo Tribunal Federal AI 749008 AGR / PA consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Por fim, melhor sorte não socorre à ora agravante relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria, para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4401186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418618 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 749.008 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PONTES IRMÃO & CIA LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO DE CASTRO FREITAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAIKO LUCIANO SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : NEWTON CÉLIO PACHECO DE ALBUQUERQUE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418618 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 749 . 008", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 748", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI 749008 AGR / PA", "AI 749008 AGR / PA", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 749 . 008", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 529241 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 638 . 623 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 529241 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 638 . 623 - AgR", "AI 749008 AGR / PA", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "AI 749008 AGR / PA", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "AI 749008 AGR / PA", "AI 749008 AGR / PA", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 749 . 008", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 741 . 268 – AgR / SP", "Súmula n . 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 749 . 008", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 741 . 268 – AgR / SP", "Súmula n . 279 / Supremo Tribunal Federal", "RT 275 / 884", "226", "/", "583", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "ERE 58 . 714", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ 37 / 480", "Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça", "AI 749008 AGR / PA", "RT 275 / 884", "226", "/", "583", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "RTJ 47 / 276", "ERE 58 . 714", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ 37 / 480", "56", "/", "65", "Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça .", "AI 749008 AGR / PA", "ARE n 748 . 371", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI 749008 AGR / PA", "ARE n 748 . 371", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AGRAVO", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 749 . 008" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV , E LV , DA CARTA POLÍTICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV , E LV , DA CARTA POLÍTICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .", "incisos XXXV", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARÁ", "Brasília", "Brasília", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "São Paulo", "São Paulo", "PARÁ", "PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PONTES IRMÃO & CIA LTDA", "Suprema Corte", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PONTES IRMÃO & CIA LTDA", "PONTES IRMÃO & CIA LTDA .", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PONTES IRMÃO & CIA LTDA", "PONTES IRMÃO & CIA LTDA .", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "2", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) :GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA JÚRI – QUALIFICADORAS – INSUBSISTÊNCIA. Uma vez reconhecido que a vítima não foi alvo de surpresa, havendo provocado o agressor, descabe a qualificadora do motivo fútil – disputa pela ocupação de uma mesa de sinuca. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em, por unanimidade, julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas concedê-la de ofício, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517921. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) :GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: Impugna-se a decisão proferida pelo relator do Habeas Corpus nº 173.306/SP, ministro Haroldo Rodrigues, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, convocado, na qual restou indeferida medida acauteladora visando a exclusão da qualificadora de homicídio relativa ao motivo fútil. Ao proferir a sentença de pronúncia, o magistrado anotou ter a agressão decorrido de “discussão de somenos importância, tendo como pano de fundo a ocupação de uma mesa bilhar”, entendendo presente a qualificadora mencionada. O paciente foi pronunciado pela suposta prática do delito previsto no artigo 121, § 2º, inciso II, do Código Penal (homicídio qualificado por motivo fútil) pela Terceira Vara do Júri da Comarca de São Paulo, no Processo Penal nº 002.05.008.536-2. Não veio ao processo o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No entanto, os fundamentos para não conhecer o habeas impetrado foram citados no ato atacado. O Tribunal assinalou a impossibilidade de reforma da sentença de pronúncia, ante o trânsito em julgado e a necessidade de reexame aprofundado do conjunto probatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517922. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) :GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: Impugna-se a decisão proferida pelo relator do Habeas Corpus nº 173.306/SP, ministro Haroldo Rodrigues, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, convocado, na qual restou indeferida medida acauteladora visando a exclusão da qualificadora de homicídio relativa ao motivo fútil. Ao proferir a sentença de pronúncia, o magistrado anotou ter a agressão decorrido de “discussão de somenos importância, tendo como pano de fundo a ocupação de uma mesa bilhar”, entendendo presente a qualificadora mencionada. O paciente foi pronunciado pela suposta prática do delito previsto no artigo 121, § 2º, inciso II, do Código Penal (homicídio qualificado por motivo fútil) pela Terceira Vara do Júri da Comarca de São Paulo, no Processo Penal nº 002.05.008.536-2. Não veio ao processo o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No entanto, os fundamentos para não conhecer o habeas impetrado foram citados no ato atacado. O Tribunal assinalou a impossibilidade de reforma da sentença de pronúncia, ante o trânsito em julgado e a necessidade de reexame aprofundado do conjunto probatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório HC 107199 / SP Assentou ser o Júri o órgão competente para apreciar a tese suscitada pelos ora impetrantes. No Superior Tribunal, o relator reiterou a necessidade de reexame aprofundado dos fatos. Destacou, mais, que eventual deferimento implicaria supressão de instância. Neste habeas, os impetrantes asseveram estar a sentença de pronúncia eivada de contradição, pois, logo após ter-se consignado ser a vítima agressiva e haver travado discussão com o paciente permeada de ameaças, afirmou-se que os motivos para os acontecimentos foram fúteis. Conforme alegam, o crime não decorreu de discussão sobre a ocupação de mesa de bilhar, mas do comportamento agressivo da vítima. Destacam não haver elementos no processo-crime a justificar a pronúncia por homicídio qualificado. Em âmbito liminar, requerem a suspensão da ação penal em curso. No mérito, pugnam pela exclusão da qualificadora referida. A Procuradoria Geral da República opina pela não admissão do habeas ou, sucessivamente, pelo indeferimento do pedido. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 22 de julho de 2013, revelou que o processo no qual formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado, ocorrido em 9 de março de 2011, da decisão do relator, negando- lhe seguimento. Lancei visto no processo em 31 de julho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 13 de agosto seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517922. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP Assentou ser o Júri o órgão competente para apreciar a tese suscitada pelos ora impetrantes. No Superior Tribunal, o relator reiterou a necessidade de reexame aprofundado dos fatos. Destacou, mais, que eventual deferimento implicaria supressão de instância. Neste habeas, os impetrantes asseveram estar a sentença de pronúncia eivada de contradição, pois, logo após ter-se consignado ser a vítima agressiva e haver travado discussão com o paciente permeada de ameaças, afirmou-se que os motivos para os acontecimentos foram fúteis. Conforme alegam, o crime não decorreu de discussão sobre a ocupação de mesa de bilhar, mas do comportamento agressivo da vítima. Destacam não haver elementos no processo-crime a justificar a pronúncia por homicídio qualificado. Em âmbito liminar, requerem a suspensão da ação penal em curso. No mérito, pugnam pela exclusão da qualificadora referida. A Procuradoria Geral da República opina pela não admissão do habeas ou, sucessivamente, pelo indeferimento do pedido. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 22 de julho de 2013, revelou que o processo no qual formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado, ocorrido em 9 de março de 2011, da decisão do relator, negando- lhe seguimento. Lancei visto no processo em 31 de julho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 13 de agosto seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Eis o que, em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Eis o que, em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 107199 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 107199 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 107199 / SP Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. A situação retratada neste habeas não se enquadra nessa perspectiva, mas é conducente ao implemento da ordem de ofício para, afastando a qualificadora relativa ao motivo fútil, determinar a submissão do paciente ao Tribunal do Júri por homicídio na forma simples, prevista na cabeça do artigo 121 do Código Penal. Reporto-me ao que assentei na ocasião do deferimento do pedido liminar: 2. Há de ser consignado que, sem fato, não existe julgamento. Descabe partir para articulação sobre a necessidade de revolver elementos probatórios quando a discussão concerne aos termos da sentença de pronúncia, à contradição no que se afastou certa qualificadora – a surpresa da agressão a inviabilizar a defesa pela vítima – e, após reconhecer-se que esta última seria dada a práticas ilícitas, mostrando-se pessoa nervosa e estourada, que não levava desaforo para casa, aludiu- se a motivo fútil – disputa de uma mesa de bilhar. Diga-se, mais, que o trânsito em julgado de pronunciamento judicial com carga decisória não é óbice a adentrar tema de fundo veiculado em habeas corpus. Essa ação nobre não sofre, a teor do alcance do disposto na Constituição Federal, qualquer peia. No mais, observem o que consignado pelo Juízo ao prolatar a sentença de pronúncia: A qualificadora do recurso que dificultou a defesa do ofendido pela surpresa da agressão deve ser afastada desde logo. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. A situação retratada neste habeas não se enquadra nessa perspectiva, mas é conducente ao implemento da ordem de ofício para, afastando a qualificadora relativa ao motivo fútil, determinar a submissão do paciente ao Tribunal do Júri por homicídio na forma simples, prevista na cabeça do artigo 121 do Código Penal. Reporto-me ao que assentei na ocasião do deferimento do pedido liminar: 2. Há de ser consignado que, sem fato, não existe julgamento. Descabe partir para articulação sobre a necessidade de revolver elementos probatórios quando a discussão concerne aos termos da sentença de pronúncia, à contradição no que se afastou certa qualificadora – a surpresa da agressão a inviabilizar a defesa pela vítima – e, após reconhecer-se que esta última seria dada a práticas ilícitas, mostrando-se pessoa nervosa e estourada, que não levava desaforo para casa, aludiu- se a motivo fútil – disputa de uma mesa de bilhar. Diga-se, mais, que o trânsito em julgado de pronunciamento judicial com carga decisória não é óbice a adentrar tema de fundo veiculado em habeas corpus. Essa ação nobre não sofre, a teor do alcance do disposto na Constituição Federal, qualquer peia. No mais, observem o que consignado pelo Juízo ao prolatar a sentença de pronúncia: A qualificadora do recurso que dificultou a defesa do ofendido pela surpresa da agressão deve ser afastada desde logo. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 107199 / SP Ao que consta, a vítima, no início do desentendimento poderia deixar o local, mas preferiu enfrentar os oponentes, ameaçando-os inclusive, dizendo que chamaria terceiros para resolver o problema. A vítima, como se apurou nos autos, além de ter envolvimento em atividades ilícitas, era “nervoso e estourado” e “não levava desaforo para casa” (fls. 180). Daí, porque, optando por enfrentar o grupo rival, não foi colhido de surpresa, como constou. A qualificadora subjetiva descrita deve ser mantida, embora com outra definição jurídica. A agressão deu-se, ao que consta, por discussão de somenos importância, tendo como pano de fundo a ocupação de uma mesa de bilhar. Os fatos melhor se enquadram na qualificadora da futilidade, ante a aparente desproporcionalidade da ação. De início, embora o pano de fundo possa ter sido a disputa de uma mesa, o evento “morte” haveria decorrido da postura assumida pela vítima, de ameaça e de enfrentamento. Deve-se aguardar o crivo do Colegiado sem dar-se a movimentação da máquina judiciária, com a marcação e a realização do Júri. Acrescento que descabe assentar, a um só tempo, a provocação da vítima e o motivo fútil considerado o pano de fundo da atitude por ela assumida – a disputa de uma mesa de sinuca. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP Ao que consta, a vítima, no início do desentendimento poderia deixar o local, mas preferiu enfrentar os oponentes, ameaçando-os inclusive, dizendo que chamaria terceiros para resolver o problema. A vítima, como se apurou nos autos, além de ter envolvimento em atividades ilícitas, era “nervoso e estourado” e “não levava desaforo para casa” (fls. 180). Daí, porque, optando por enfrentar o grupo rival, não foi colhido de surpresa, como constou. A qualificadora subjetiva descrita deve ser mantida, embora com outra definição jurídica. A agressão deu-se, ao que consta, por discussão de somenos importância, tendo como pano de fundo a ocupação de uma mesa de bilhar. Os fatos melhor se enquadram na qualificadora da futilidade, ante a aparente desproporcionalidade da ação. De início, embora o pano de fundo possa ter sido a disputa de uma mesa, o evento “morte” haveria decorrido da postura assumida pela vítima, de ameaça e de enfrentamento. Deve-se aguardar o crivo do Colegiado sem dar-se a movimentação da máquina judiciária, com a marcação e a realização do Júri. Acrescento que descabe assentar, a um só tempo, a provocação da vítima e o motivo fútil considerado o pano de fundo da atitude por ela assumida – a disputa de uma mesa de sinuca. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, com o respeito devido e merecido de todas as vênias, eu estou julgando extinto o habeas corpus. Não considero ser a hipótese de concessão de habeas corpus, de ofício, com base na jurisprudência do Tribunal, de que essa é uma matéria que deve ser decidida pelo Tribunal do Júri. Achei que os fatos são de um complexidade além daquela que é comportável ser analisada em habeas corpus. Por essa razão, estou extinguindo o habeas corpus, não sem antes elogiar o trabalho precioso da Advogada e o desenvolvimento da sua argumentação. É, apenas, uma postura filosófica que tenho adotado, mas, dos argumentos disponíveis, Vossa Senhoria utilizou os melhores. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599544. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, com o respeito devido e merecido de todas as vênias, eu estou julgando extinto o habeas corpus. Não considero ser a hipótese de concessão de habeas corpus, de ofício, com base na jurisprudência do Tribunal, de que essa é uma matéria que deve ser decidida pelo Tribunal do Júri. Achei que os fatos são de um complexidade além daquela que é comportável ser analisada em habeas corpus. Por essa razão, estou extinguindo o habeas corpus, não sem antes elogiar o trabalho precioso da Advogada e o desenvolvimento da sua argumentação. É, apenas, uma postura filosófica que tenho adotado, mas, dos argumentos disponíveis, Vossa Senhoria utilizou os melhores. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu também extingo o processo sem resolução do mérito, porque se trata de habeas substitutivo do recurso constitucional. Louvo, da mesma forma, a bela sustentação oral, bastante esclarecedora. Confesso alguma perplexidade, porque o raciocínio lógico desenvolvido pelo eminente Relator me seduz. Partindo dos fatos e das considerações tecidas na sentença, de fato, eu também me pergunto: o motivo fútil de quem? De quem chega numa mesa de bilhar e diz: "Oh! Saiam daí porque está na hora de desocupar, nós queremos ocupar e, se não saírem, vou chamar meus comparsas?" Motivo fútil de quem? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vossa Excelência me permite? Seria confundir o motivo fútil com a ausência total de justificativa para o homicídio. Claro que o homicídio não pode ser justificado por este ou aquele motivo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Eu também concluiria, seguindo esse raciocínio lógico da leitura da sentença, no sentido de que fosse pronunciado, sim, por homicídio simples, e não por homicídio qualificado, já que foi afastada a qualificadora da surpresa. Mas a ponderação trazida pelo eminente Ministro Barroso, de fato, a jurisprudência se inclina ao debate de que um melhor exame dos fatos seja feito pelo Tribunal do Júri. Confesso que estou balançando, Senhor Presidente. Eu estava me inclinando no sentido de acompanhar o eminente Relator. Não fecho a questão. Eu, em princípio, o acompanho embora não desconheça a jurisprudência tão bem lembrada pelo Ministro Barroso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu também extingo o processo sem resolução do mérito, porque se trata de habeas substitutivo do recurso constitucional. Louvo, da mesma forma, a bela sustentação oral, bastante esclarecedora. Confesso alguma perplexidade, porque o raciocínio lógico desenvolvido pelo eminente Relator me seduz. Partindo dos fatos e das considerações tecidas na sentença, de fato, eu também me pergunto: o motivo fútil de quem? De quem chega numa mesa de bilhar e diz: "Oh! Saiam daí porque está na hora de desocupar, nós queremos ocupar e, se não saírem, vou chamar meus comparsas?" Motivo fútil de quem? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vossa Excelência me permite? Seria confundir o motivo fútil com a ausência total de justificativa para o homicídio. Claro que o homicídio não pode ser justificado por este ou aquele motivo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Eu também concluiria, seguindo esse raciocínio lógico da leitura da sentença, no sentido de que fosse pronunciado, sim, por homicídio simples, e não por homicídio qualificado, já que foi afastada a qualificadora da surpresa. Mas a ponderação trazida pelo eminente Ministro Barroso, de fato, a jurisprudência se inclina ao debate de que um melhor exame dos fatos seja feito pelo Tribunal do Júri. Confesso que estou balançando, Senhor Presidente. Eu estava me inclinando no sentido de acompanhar o eminente Relator. Não fecho a questão. Eu, em princípio, o acompanho embora não desconheça a jurisprudência tão bem lembrada pelo Ministro Barroso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 107199 / SP Eu estava pensando no julgamento de um outro habeas, nesta Turma, do qual não participei, e em que se travou também uma discussão a respeito da sentença de pronúncia, das qualificadoras. Talvez, quem sabe, pudesse seguir o mesmo caminho. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Mas havia um elemento, que era o drama do eventual ciúme. Aqui, eu penso que é um pouco diferente. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É diferente. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Presidente, pela ordem. Vossa Excelência me permite um esclarecimento do fato? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Claro. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Apenas para esclarecer. Foi impetrado um habeas corpus no Tribunal de Justiça, o qual não conheceu do habeas corpus. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ele não vem sendo conhecido, liminarmente, desde a instância a quo. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Exatamente. E um dos argumentos do Tribunal de Justiça foi o de que a matéria envolveria exame probatório. No entanto, isso consta da própria sentença. A constatação de que a vítima agiu desta forma ou de outra está clara na sentença. Com a devida vênia, ... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Foi assim que o Relator enfrentou. Está bem esclarecido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP Eu estava pensando no julgamento de um outro habeas, nesta Turma, do qual não participei, e em que se travou também uma discussão a respeito da sentença de pronúncia, das qualificadoras. Talvez, quem sabe, pudesse seguir o mesmo caminho. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Mas havia um elemento, que era o drama do eventual ciúme. Aqui, eu penso que é um pouco diferente. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É diferente. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Presidente, pela ordem. Vossa Excelência me permite um esclarecimento do fato? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Claro. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Apenas para esclarecer. Foi impetrado um habeas corpus no Tribunal de Justiça, o qual não conheceu do habeas corpus. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ele não vem sendo conhecido, liminarmente, desde a instância a quo. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Exatamente. E um dos argumentos do Tribunal de Justiça foi o de que a matéria envolveria exame probatório. No entanto, isso consta da própria sentença. A constatação de que a vítima agiu desta forma ou de outra está clara na sentença. Com a devida vênia, ... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Foi assim que o Relator enfrentou. Está bem esclarecido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 107199 / SP A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Tanto foi assim enfrentado pelo eminente Relator, que eu o estou acompanhando no sentido de que os fatos estão na sentença e que há necessidade de um enquadramento jurídico, quem sabe, diverso. Por isso, estou acompanhando o voto do eminente Relator, embora não feche a possibilidade. Gostaria muito de ouvir Vossas Excelências como equacionar. Eu conheço, realmente, a jurisprudência da Casa, mas me pareceu extremamente lógico: motivo fútil de quem? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu adotei a seguinte postura: eu até voto contra habeas corpus quando, na minha convicção, não seja o caso de concessão. Mas eu não brigo pela condenação de ninguém. Portanto, já votei. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, na verdade, eu voto pela extinção, conforme o eminente Relator, seria apenas um implementar da ordem de ofício. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Tanto foi assim enfrentado pelo eminente Relator, que eu o estou acompanhando no sentido de que os fatos estão na sentença e que há necessidade de um enquadramento jurídico, quem sabe, diverso. Por isso, estou acompanhando o voto do eminente Relator, embora não feche a possibilidade. Gostaria muito de ouvir Vossas Excelências como equacionar. Eu conheço, realmente, a jurisprudência da Casa, mas me pareceu extremamente lógico: motivo fútil de quem? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu adotei a seguinte postura: eu até voto contra habeas corpus quando, na minha convicção, não seja o caso de concessão. Mas eu não brigo pela condenação de ninguém. Portanto, já votei. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, na verdade, eu voto pela extinção, conforme o eminente Relator, seria apenas um implementar da ordem de ofício. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Eu peço vênia ao eminente Ministro Barroso para acompanhar integralmente o Relator, inclusive na concessão de ofício. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4657799. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Eu peço vênia ao eminente Ministro Barroso para acompanhar integralmente o Relator, inclusive na concessão de ofício. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4657799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu peço vênia ao Ministro-Relator, à Ministra Rosa e ao Ministro Dias Toffoli para acompanhar o Ministro Roberto Barroso, porque, em 2012, a nossa Turma enfrentou uma questão diversa daquele motivo fútil por ciúme, e nós concluímos também, já com base na jurisprudência sedimentada da lavra do Ministro Moreira Alves, que a competência para essa qualificadora, sobre se ocorrente ou não, é funcional e da competência do Tribunal do Júri, não nos cabe, em sede de habeas corpus, essa análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498385. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu peço vênia ao Ministro-Relator, à Ministra Rosa e ao Ministro Dias Toffoli para acompanhar o Ministro Roberto Barroso, porque, em 2012, a nossa Turma enfrentou uma questão diversa daquele motivo fútil por ciúme, e nós concluímos também, já com base na jurisprudência sedimentada da lavra do Ministro Moreira Alves, que a competência para essa qualificadora, sobre se ocorrente ou não, é funcional e da competência do Tribunal do Júri, não nos cabe, em sede de habeas corpus, essa análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.199 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) : GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Roberto Barroso e Luiz Fux, Presidente. Falou a Dra. Daniella Meggiolaro, pelo Paciente. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418490 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.199 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) : GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Roberto Barroso e Luiz Fux, Presidente. Falou a Dra. Daniella Meggiolaro, pelo Paciente. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418490 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4703743
2013-08-20T00:00:00
2013-10-21T00:00:00
Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Roberto Barroso e Luiz Fux, Presidente. Falou a Dra. Daniella Meggiolaro, pelo Paciente. 1ª Turma, 20.8.2013.
HABEAS CORPUS
JÚRI – QUALIFICADORAS – INSUBSISTÊNCIA. Uma vez reconhecido que a vítima não foi alvo de surpresa, havendo provocado o agressor, descabe a qualificadora do motivo fútil – disputa pela ocupação de uma mesa de sinuca.
sjur245704
Número de páginas: 15. Análise: 15/11/2013, JOS. Revisão: 06/01/2014, SER.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
107199
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 107199
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PACTE.(S) : TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) : GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) :GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA JÚRI – QUALIFICADORAS – INSUBSISTÊNCIA. Uma vez reconhecido que a vítima não foi alvo de surpresa, havendo provocado o agressor, descabe a qualificadora do motivo fútil – disputa pela ocupação de uma mesa de sinuca. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em, por unanimidade, julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas concedê-la de ofício, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517921. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) :GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: Impugna-se a decisão proferida pelo relator do Habeas Corpus n 173.306/SP, ministro Haroldo Rodrigues, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, convocado, na qual restou indeferida medida acauteladora visando a exclusão da qualificadora de homicídio relativa ao motivo fútil. Ao proferir a sentença de pronúncia, o magistrado anotou ter a agressão decorrido de “discussão de somenos importância, tendo como pano de fundo a ocupação de uma mesa bilhar”, entendendo presente a qualificadora mencionada. O paciente foi pronunciado pela suposta prática do delito previsto no artigo 121, § 2..., inciso II, do Código Penal (homicídio qualificado por motivo fútil) pela Terceira Vara do Júri da Comarca de São Paulo, no Processo Penal n 002.05.008.536-2. Não veio ao processo o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No entanto, os fundamentos para não conhecer o habeas impetrado foram citados no ato atacado. O Tribunal assinalou a impossibilidade de reforma da sentença de pronúncia, ante o trânsito em julgado e a necessidade de reexame aprofundado do conjunto probatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517922. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) :GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: Impugna-se a decisão proferida pelo relator do Habeas Corpus n 173.306/SP, ministro Haroldo Rodrigues, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, convocado, na qual restou indeferida medida acauteladora visando a exclusão da qualificadora de homicídio relativa ao motivo fútil. Ao proferir a sentença de pronúncia, o magistrado anotou ter a agressão decorrido de “discussão de somenos importância, tendo como pano de fundo a ocupação de uma mesa bilhar”, entendendo presente a qualificadora mencionada. O paciente foi pronunciado pela suposta prática do delito previsto no artigo 121, § 2..., inciso II, do Código Penal (homicídio qualificado por motivo fútil) pela Terceira Vara do Júri da Comarca de São Paulo, no Processo Penal n 002.05.008.536-2. Não veio ao processo o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No entanto, os fundamentos para não conhecer o habeas impetrado foram citados no ato atacado. O Tribunal assinalou a impossibilidade de reforma da sentença de pronúncia, ante o trânsito em julgado e a necessidade de reexame aprofundado do conjunto probatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório HC 107199 / SP Assentou ser o Júri o órgão competente para apreciar a tese suscitada pelos ora impetrantes. No Superior Tribunal, o relator reiterou a necessidade de reexame aprofundado dos fatos. Destacou, mais, que eventual deferimento implicaria supressão de instância. Neste habeas, os impetrantes asseveram estar a sentença de pronúncia eivada de contradição, pois, logo após ter-se consignado ser a vítima agressiva e haver travado discussão com o paciente permeada de ameaças, afirmou-se que os motivos para os acontecimentos foram fúteis. Conforme alegam, o crime não decorreu de discussão sobre a ocupação de mesa de bilhar, mas do comportamento agressivo da vítima. Destacam não haver elementos no processo-crime a justificar a pronúncia por homicídio qualificado. Em âmbito liminar, requerem a suspensão da ação penal em curso. No mérito, pugnam pela exclusão da qualificadora referida. A Procuradoria Geral da República opina pela não admissão do habeas ou, sucessivamente, pelo indeferimento do pedido. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 22 de julho de 2013, revelou que o processo no qual formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado, ocorrido em 9 de março de 2011, da decisão do relator, negando- lhe seguimento. Lancei visto no processo em 31 de julho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 13 de agosto seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517922. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP Assentou ser o Júri o órgão competente para apreciar a tese suscitada pelos ora impetrantes. No Superior Tribunal, o relator reiterou a necessidade de reexame aprofundado dos fatos. Destacou, mais, que eventual deferimento implicaria supressão de instância. Neste habeas, os impetrantes asseveram estar a sentença de pronúncia eivada de contradição, pois, logo após ter-se consignado ser a vítima agressiva e haver travado discussão com o paciente permeada de ameaças, afirmou-se que os motivos para os acontecimentos foram fúteis. Conforme alegam, o crime não decorreu de discussão sobre a ocupação de mesa de bilhar, mas do comportamento agressivo da vítima. Destacam não haver elementos no processo-crime a justificar a pronúncia por homicídio qualificado. Em âmbito liminar, requerem a suspensão da ação penal em curso. No mérito, pugnam pela exclusão da qualificadora referida. A Procuradoria Geral da República opina pela não admissão do habeas ou, sucessivamente, pelo indeferimento do pedido. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 22 de julho de 2013, revelou que o processo no qual formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado, ocorrido em 9 de março de 2011, da decisão do relator, negando- lhe seguimento. Lancei visto no processo em 31 de julho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 13 de agosto seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Eis o que, em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Eis o que, em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 107199 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 107199 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 107199 / SP Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. A situação retratada neste habeas não se enquadra nessa perspectiva, mas é conducente ao implemento da ordem de ofício para, afastando a qualificadora relativa ao motivo fútil, determinar a submissão do paciente ao Tribunal do Júri por homicídio na forma simples, prevista na cabeça do artigo 121 do Código Penal. Reporto-me ao que assentei na ocasião do deferimento do pedido liminar: 2. Há de ser consignado que, sem fato, não existe julgamento. Descabe partir para articulação sobre a necessidade de revolver elementos probatórios quando a discussão concerne aos termos da sentença de pronúncia, à contradição no que se afastou certa qualificadora – a surpresa da agressão a inviabilizar a defesa pela vítima – e, após reconhecer-se que esta última seria dada a práticas ilícitas, mostrando-se pessoa nervosa e estourada, que não levava desaforo para casa, aludiu- se a motivo fútil – disputa de uma mesa de bilhar. Diga-se, mais, que o trânsito em julgado de pronunciamento judicial com carga decisória não é óbice a adentrar tema de fundo veiculado em habeas corpus. Essa ação nobre não sofre, a teor do alcance do disposto na Constituição Federal, qualquer peia. No mais, observem o que consignado pelo Juízo ao prolatar a sentença de pronúncia: A qualificadora do recurso que dificultou a defesa do ofendido pela surpresa da agressão deve ser afastada desde logo. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. A situação retratada neste habeas não se enquadra nessa perspectiva, mas é conducente ao implemento da ordem de ofício para, afastando a qualificadora relativa ao motivo fútil, determinar a submissão do paciente ao Tribunal do Júri por homicídio na forma simples, prevista na cabeça do artigo 121 do Código Penal. Reporto-me ao que assentei na ocasião do deferimento do pedido liminar: 2. Há de ser consignado que, sem fato, não existe julgamento. Descabe partir para articulação sobre a necessidade de revolver elementos probatórios quando a discussão concerne aos termos da sentença de pronúncia, à contradição no que se afastou certa qualificadora – a surpresa da agressão a inviabilizar a defesa pela vítima – e, após reconhecer-se que esta última seria dada a práticas ilícitas, mostrando-se pessoa nervosa e estourada, que não levava desaforo para casa, aludiu- se a motivo fútil – disputa de uma mesa de bilhar. Diga-se, mais, que o trânsito em julgado de pronunciamento judicial com carga decisória não é óbice a adentrar tema de fundo veiculado em habeas corpus. Essa ação nobre não sofre, a teor do alcance do disposto na Constituição Federal, qualquer peia. No mais, observem o que consignado pelo Juízo ao prolatar a sentença de pronúncia: A qualificadora do recurso que dificultou a defesa do ofendido pela surpresa da agressão deve ser afastada desde logo. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 107199 / SP Ao que consta, a vítima, no início do desentendimento poderia deixar o local, mas preferiu enfrentar os oponentes, ameaçando-os inclusive, dizendo que chamaria terceiros para resolver o problema. A vítima, como se apurou nos autos, além de ter envolvimento em atividades ilícitas, era “nervoso e estourado” e “não levava desaforo para casa” (fls. 180). Daí, porque, optando por enfrentar o grupo rival, não foi colhido de surpresa, como constou. A qualificadora subjetiva descrita deve ser mantida, embora com outra definição jurídica. A agressão deu-se, ao que consta, por discussão de somenos importância, tendo como pano de fundo a ocupação de uma mesa de bilhar. Os fatos melhor se enquadram na qualificadora da futilidade, ante a aparente desproporcionalidade da ação. De início, embora o pano de fundo possa ter sido a disputa de uma mesa, o evento “morte” haveria decorrido da postura assumida pela vítima, de ameaça e de enfrentamento. Deve-se aguardar o crivo do Colegiado sem dar-se a movimentação da máquina judiciária, com a marcação e a realização do Júri. Acrescento que descabe assentar, a um só tempo, a provocação da vítima e o motivo fútil considerado o pano de fundo da atitude por ela assumida – a disputa de uma mesa de sinuca. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP Ao que consta, a vítima, no início do desentendimento poderia deixar o local, mas preferiu enfrentar os oponentes, ameaçando-os inclusive, dizendo que chamaria terceiros para resolver o problema. A vítima, como se apurou nos autos, além de ter envolvimento em atividades ilícitas, era “nervoso e estourado” e “não levava desaforo para casa” (fls. 180). Daí, porque, optando por enfrentar o grupo rival, não foi colhido de surpresa, como constou. A qualificadora subjetiva descrita deve ser mantida, embora com outra definição jurídica. A agressão deu-se, ao que consta, por discussão de somenos importância, tendo como pano de fundo a ocupação de uma mesa de bilhar. Os fatos melhor se enquadram na qualificadora da futilidade, ante a aparente desproporcionalidade da ação. De início, embora o pano de fundo possa ter sido a disputa de uma mesa, o evento “morte” haveria decorrido da postura assumida pela vítima, de ameaça e de enfrentamento. Deve-se aguardar o crivo do Colegiado sem dar-se a movimentação da máquina judiciária, com a marcação e a realização do Júri. Acrescento que descabe assentar, a um só tempo, a provocação da vítima e o motivo fútil considerado o pano de fundo da atitude por ela assumida – a disputa de uma mesa de sinuca. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, com o respeito devido e merecido de todas as vênias, eu estou julgando extinto o habeas corpus. Não considero ser a hipótese de concessão de habeas corpus, de ofício, com base na jurisprudência do Tribunal, de que essa é uma matéria que deve ser decidida pelo Tribunal do Júri. Achei que os fatos são de um complexidade além daquela que é comportável ser analisada em habeas corpus. Por essa razão, estou extinguindo o habeas corpus, não sem antes elogiar o trabalho precioso da Advogada e o desenvolvimento da sua argumentação. É, apenas, uma postura filosófica que tenho adotado, mas, dos argumentos disponíveis, Vossa Senhoria utilizou os melhores. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599544. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, com o respeito devido e merecido de todas as vênias, eu estou julgando extinto o habeas corpus. Não considero ser a hipótese de concessão de habeas corpus, de ofício, com base na jurisprudência do Tribunal, de que essa é uma matéria que deve ser decidida pelo Tribunal do Júri. Achei que os fatos são de um complexidade além daquela que é comportável ser analisada em habeas corpus. Por essa razão, estou extinguindo o habeas corpus, não sem antes elogiar o trabalho precioso da Advogada e o desenvolvimento da sua argumentação. É, apenas, uma postura filosófica que tenho adotado, mas, dos argumentos disponíveis, Vossa Senhoria utilizou os melhores. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu também extingo o processo sem resolução do mérito, porque se trata de habeas substitutivo do recurso constitucional. Louvo, da mesma forma, a bela sustentação oral, bastante esclarecedora. Confesso alguma perplexidade, porque o raciocínio lógico desenvolvido pelo eminente Relator me seduz. Partindo dos fatos e das considerações tecidas na sentença, de fato, eu também me pergunto: o motivo fútil de quem? De quem chega numa mesa de bilhar e diz: "Oh! Saiam daí porque está na hora de desocupar, nós queremos ocupar e, se não saírem, vou chamar meus comparsas?" Motivo fútil de quem? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vossa Excelência me permite? Seria confundir o motivo fútil com a ausência total de justificativa para o homicídio. Claro que o homicídio não pode ser justificado por este ou aquele motivo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Eu também concluiria, seguindo esse raciocínio lógico da leitura da sentença, no sentido de que fosse pronunciado, sim, por homicídio simples, e não por homicídio qualificado, já que foi afastada a qualificadora da surpresa. Mas a ponderação trazida pelo eminente Ministro Barroso, de fato, a jurisprudência se inclina ao debate de que um melhor exame dos fatos seja feito pelo Tribunal do Júri. Confesso que estou balançando, Senhor Presidente. Eu estava me inclinando no sentido de acompanhar o eminente Relator. Não fecho a questão. Eu, em princípio, o acompanho embora não desconheça a jurisprudência tão bem lembrada pelo Ministro Barroso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu também extingo o processo sem resolução do mérito, porque se trata de habeas substitutivo do recurso constitucional. Louvo, da mesma forma, a bela sustentação oral, bastante esclarecedora. Confesso alguma perplexidade, porque o raciocínio lógico desenvolvido pelo eminente Relator me seduz. Partindo dos fatos e das considerações tecidas na sentença, de fato, eu também me pergunto: o motivo fútil de quem? De quem chega numa mesa de bilhar e diz: "Oh! Saiam daí porque está na hora de desocupar, nós queremos ocupar e, se não saírem, vou chamar meus comparsas?" Motivo fútil de quem? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Vossa Excelência me permite? Seria confundir o motivo fútil com a ausência total de justificativa para o homicídio. Claro que o homicídio não pode ser justificado por este ou aquele motivo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Eu também concluiria, seguindo esse raciocínio lógico da leitura da sentença, no sentido de que fosse pronunciado, sim, por homicídio simples, e não por homicídio qualificado, já que foi afastada a qualificadora da surpresa. Mas a ponderação trazida pelo eminente Ministro Barroso, de fato, a jurisprudência se inclina ao debate de que um melhor exame dos fatos seja feito pelo Tribunal do Júri. Confesso que estou balançando, Senhor Presidente. Eu estava me inclinando no sentido de acompanhar o eminente Relator. Não fecho a questão. Eu, em princípio, o acompanho embora não desconheça a jurisprudência tão bem lembrada pelo Ministro Barroso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 107199 / SP Eu estava pensando no julgamento de um outro habeas, nesta Turma, do qual não participei, e em que se travou também uma discussão a respeito da sentença de pronúncia, das qualificadoras. Talvez, quem sabe, pudesse seguir o mesmo caminho. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Mas havia um elemento, que era o drama do eventual ciúme. Aqui, eu penso que é um pouco diferente. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É diferente. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Presidente, pela ordem. Vossa Excelência me permite um esclarecimento do fato? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Claro. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Apenas para esclarecer. Foi impetrado um habeas corpus no Tribunal de Justiça, o qual não conheceu do habeas corpus. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ele não vem sendo conhecido, liminarmente, desde a instância a quo. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Exatamente. E um dos argumentos do Tribunal de Justiça foi o de que a matéria envolveria exame probatório. No entanto, isso consta da própria sentença. A constatação de que a vítima agiu desta forma ou de outra está clara na sentença. Com a devida vênia, ... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Foi assim que o Relator enfrentou. Está bem esclarecido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP Eu estava pensando no julgamento de um outro habeas, nesta Turma, do qual não participei, e em que se travou também uma discussão a respeito da sentença de pronúncia, das qualificadoras. Talvez, quem sabe, pudesse seguir o mesmo caminho. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Mas havia um elemento, que era o drama do eventual ciúme. Aqui, eu penso que é um pouco diferente. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É diferente. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Presidente, pela ordem. Vossa Excelência me permite um esclarecimento do fato? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Claro. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Apenas para esclarecer. Foi impetrado um habeas corpus no Tribunal de Justiça, o qual não conheceu do habeas corpus. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ele não vem sendo conhecido, liminarmente, desde a instância a quo. A SENHORA DANIELLA MEGGIOLARO (ADVOGADA) - Exatamente. E um dos argumentos do Tribunal de Justiça foi o de que a matéria envolveria exame probatório. No entanto, isso consta da própria sentença. A constatação de que a vítima agiu desta forma ou de outra está clara na sentença. Com a devida vênia, ... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Foi assim que o Relator enfrentou. Está bem esclarecido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 107199 / SP A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Tanto foi assim enfrentado pelo eminente Relator, que eu o estou acompanhando no sentido de que os fatos estão na sentença e que há necessidade de um enquadramento jurídico, quem sabe, diverso. Por isso, estou acompanhando o voto do eminente Relator, embora não feche a possibilidade. Gostaria muito de ouvir Vossas Excelências como equacionar. Eu conheço, realmente, a jurisprudência da Casa, mas me pareceu extremamente lógico: motivo fútil de quem? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu adotei a seguinte postura: eu até voto contra habeas corpus quando, na minha convicção, não seja o caso de concessão. Mas eu não brigo pela condenação de ninguém. Portanto, já votei. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, na verdade, eu voto pela extinção, conforme o eminente Relator, seria apenas um implementar da ordem de ofício. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Supremo Tribunal Federal HC 107199 / SP A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Tanto foi assim enfrentado pelo eminente Relator, que eu o estou acompanhando no sentido de que os fatos estão na sentença e que há necessidade de um enquadramento jurídico, quem sabe, diverso. Por isso, estou acompanhando o voto do eminente Relator, embora não feche a possibilidade. Gostaria muito de ouvir Vossas Excelências como equacionar. Eu conheço, realmente, a jurisprudência da Casa, mas me pareceu extremamente lógico: motivo fútil de quem? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu adotei a seguinte postura: eu até voto contra habeas corpus quando, na minha convicção, não seja o caso de concessão. Mas eu não brigo pela condenação de ninguém. Portanto, já votei. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, na verdade, eu voto pela extinção, conforme o eminente Relator, seria apenas um implementar da ordem de ofício. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Eu peço vênia ao eminente Ministro Barroso para acompanhar integralmente o Relator, inclusive na concessão de ofício. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4657799. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Eu peço vênia ao eminente Ministro Barroso para acompanhar integralmente o Relator, inclusive na concessão de ofício. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4657799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu peço vênia ao Ministro-Relator, à Ministra Rosa e ao Ministro Dias Toffoli para acompanhar o Ministro Roberto Barroso, porque, em 2012, a nossa Turma enfrentou uma questão diversa daquele motivo fútil por ciúme, e nós concluímos também, já com base na jurisprudência sedimentada da lavra do Ministro Moreira Alves, que a competência para essa qualificadora, sobre se ocorrente ou não, é funcional e da competência do Tribunal do Júri, não nos cabe, em sede de habeas corpus, essa análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498385. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 107.199 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu peço vênia ao Ministro-Relator, à Ministra Rosa e ao Ministro Dias Toffoli para acompanhar o Ministro Roberto Barroso, porque, em 2012, a nossa Turma enfrentou uma questão diversa daquele motivo fútil por ciúme, e nós concluímos também, já com base na jurisprudência sedimentada da lavra do Ministro Moreira Alves, que a competência para essa qualificadora, sobre se ocorrente ou não, é funcional e da competência do Tribunal do Júri, não nos cabe, em sede de habeas corpus, essa análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.199 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) : GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Roberto Barroso e Luiz Fux, Presidente. Falou a Dra. Daniella Meggiolaro, pelo Paciente. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418490 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 107.199 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : TARCISIO DE JESUS FERNANDES IMPTE.(S) : GUILHERME ZILIANI CARNELOS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 173.306 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por maioria de votos, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Roberto Barroso e Luiz Fux, Presidente. Falou a Dra. Daniella Meggiolaro, pelo Paciente. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418490 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HC 173 . 306", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HC 173 . 306 DO", "Habeas Corpus n 173 . 306 / SP", "Processo Penal n 002 . 05 . 008 . 536 - 2", "HABEAS CORPUS 107 . 199 SÃO", "HC 173 . 306", "Habeas Corpus n 173 . 306 / SP", "Processo Penal n 002 . 05 . 008 . 536 - 2", "HC 107199 / SP", "HC 107199 / SP", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HC 107199 / SP", "HC 107199 / SP", "HC 107199 / SP", "Habeas Corpus n 109 . 956 / PR", "HC 107199 / SP", "Habeas Corpus n 109 . 956 / PR", "HC 107199 / SP", "HC 107199 / SP", "HC 107199 / SP", "HC 107199 / SP", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HABEAS CORPUS 107 . 199 SÃO", "HABEAS CORPUS 107 . 199 SÃO", "HC 107199 / SP", "HC 107199 / SP", "HC 107199 / SP", "HC 107199 / SP", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HC 173 . 306", "HABEAS CORPUS 107 . 199", "HC 173 . 306 DO 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Ementa e Acórdão 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) :MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) :WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. APONTADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, IX, DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. III - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527063. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 739829 AGR / GO Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de setembro de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527063. Supremo Tribunal Federal ARE 739829 AGR / GO Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de setembro de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) :MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) :WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita, no que importa: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA DE DIFERENÇA DE PROVENTO. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. INTERESSE DE AGIR. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS DE MORA.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. O Instituto de Seguridade Social dos servidores municipais de Anápolis - ISSA, autarquia pública dotada de personalidade própria, autonomia administrativa, orçamentária e financeira, responsável por gerir os regimes de seguridade social dos servidores daquele município, bem como de administrar o Fundo Municipal de Previdência Social de Anápolis - PREVIAN (LC n° 27/2002 e n° 77/2003), tem legitimidade para atuar no polo passivo de demanda que trata de diferença de proventos em favor de aposentado daquela municipalidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) :MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) :WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita, no que importa: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA DE DIFERENÇA DE PROVENTO. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. INTERESSE DE AGIR. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS DE MORA.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. O Instituto de Seguridade Social dos servidores municipais de Anápolis - ISSA, autarquia pública dotada de personalidade própria, autonomia administrativa, orçamentária e financeira, responsável por gerir os regimes de seguridade social dos servidores daquele município, bem como de administrar o Fundo Municipal de Previdência Social de Anápolis - PREVIAN (LC n° 27/2002 e n° 77/2003), tem legitimidade para atuar no polo passivo de demanda que trata de diferença de proventos em favor de aposentado daquela municipalidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 739829 AGR / GO (...)’. No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 5º, LV, e 93, IX e X, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. É certo, ainda, que não há contrariedade ao art. 93, IX, da Carta Magna, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 634.217- AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 764.042-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 643.180-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 787.991-AgR/DF, de minha relatoria. Ademais, o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Leis Complementares Municipais 27/2002, 77/2003 e 176/2008). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do STF. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. O agravante sustenta, em suma, que “V – Um dos pontos ensejadores da denegação do RE está lastreado na incidência de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que, segundo jurisprudência da Suprema Corte e análise do ilustre Ministro Relator, inviabiliza o conhecimento do Recurso interposto. Entretanto, convém observar que esta Suprema Corte é detentora de inúmeras jurisprudências nas quais foi reconhecida a necessidade de análise dos casos concretos para promover o resguardo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Supremo Tribunal Federal ARE 739829 AGR / GO (...)’. No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 5º, LV, e 93, IX e X, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. É certo, ainda, que não há contrariedade ao art. 93, IX, da Carta Magna, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 634.217- AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 764.042-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 643.180-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 787.991-AgR/DF, de minha relatoria. Ademais, o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Leis Complementares Municipais 27/2002, 77/2003 e 176/2008). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do STF. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. O agravante sustenta, em suma, que “V – Um dos pontos ensejadores da denegação do RE está lastreado na incidência de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que, segundo jurisprudência da Suprema Corte e análise do ilustre Ministro Relator, inviabiliza o conhecimento do Recurso interposto. Entretanto, convém observar que esta Suprema Corte é detentora de inúmeras jurisprudências nas quais foi reconhecida a necessidade de análise dos casos concretos para promover o resguardo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 739829 AGR / GO aos princípios constitucionais, admitindo-se a análise dos Recursos Extraordinários interpostos. (...) Imperioso esclarecer que as razões recursais são cristalinas ao indicar que o escopo primordial do ora Agravante é a preservação das diretrizes constitucionais refletidas nos Princípios da Ampla Defesa, Contraditório e Fundamentação das Decisões Jurisdicionais, não objetivando a análise direta da legislação municipal e dos fatos locais. Dessa forma, todas as alusões à legislação infraconstitucional trazidas no recurso outrora interposto foram utilizadas com o fito de ilustrar o desrespeito à Lei Maior, para que, com base nesta, os Tribunais Superiores pudessem determinar a correção do feito, o que não foi reconhecido” (grifos no original). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Supremo Tribunal Federal ARE 739829 AGR / GO aos princípios constitucionais, admitindo-se a análise dos Recursos Extraordinários interpostos. (...) Imperioso esclarecer que as razões recursais são cristalinas ao indicar que o escopo primordial do ora Agravante é a preservação das diretrizes constitucionais refletidas nos Princípios da Ampla Defesa, Contraditório e Fundamentação das Decisões Jurisdicionais, não objetivando a análise direta da legislação municipal e dos fatos locais. Dessa forma, todas as alusões à legislação infraconstitucional trazidas no recurso outrora interposto foram utilizadas com o fito de ilustrar o desrespeito à Lei Maior, para que, com base nesta, os Tribunais Superiores pudessem determinar a correção do feito, o que não foi reconhecido” (grifos no original). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme salientei na decisão agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais da prestação jurisdicional, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta” (AI 777.240-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527065. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme salientei na decisão agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais da prestação jurisdicional, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta” (AI 777.240-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 739829 AGR / GO Certidão de não apresentação de contra-razões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI 610.626- AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). É certo, ainda, que a exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. Assim, não há que falar em contrariedade ao referido dispositivo constitucional se o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Ademais, consoante asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a questão discutida nestes autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional local pertinente (Leis Complementares Municipais 27/2002, 77/2003 e 176/2008), circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 280 do STF. Nesse sentido, cito as seguintes decisões: ARE 682.742/GO, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 717.670/GO, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527065. Supremo Tribunal Federal ARE 739829 AGR / GO Certidão de não apresentação de contra-razões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI 610.626- AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). É certo, ainda, que a exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. Assim, não há que falar em contrariedade ao referido dispositivo constitucional se o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Ademais, consoante asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a questão discutida nestes autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional local pertinente (Leis Complementares Municipais 27/2002, 77/2003 e 176/2008), circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 280 do STF. Nesse sentido, cito as seguintes decisões: ARE 682.742/GO, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 717.670/GO, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) : MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) : WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549637 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) : MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) : WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549637 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4562988
2013-09-10T00:00:00
2013-09-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. APONTADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, IX, DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. III - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido.
sjur242653
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 777240 AgR (1ªT), AI 610626 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 280) ARE 682742, ARE 717670. Número de páginas: 8. Análise: 04/10/2013, MAR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
739829
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055 ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LCP-000027 ANO-2002\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, GO\n\n", "LEG-MUN LCP-000077 ANO-2003\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, GO\n\n", "LEG-MUN LCP-000176 ANO-2008\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, GO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 739829 AgR
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AGTE.(S) : INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) : MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) : WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) :MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) :WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. APONTADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, IX, DA LEI MAIOR. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. III - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527063. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 739829 AGR / GO Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de setembro de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527063. Supremo Tribunal Federal ARE 739829 AGR / GO Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de setembro de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) :MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) :WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita, no que importa: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA DE DIFERENÇA DE PROVENTO. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. INTERESSE DE AGIR. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS DE MORA.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. O Instituto de Seguridade Social dos servidores municipais de Anápolis - ISSA, autarquia pública dotada de personalidade própria, autonomia administrativa, orçamentária e financeira, responsável por gerir os regimes de seguridade social dos servidores daquele município, bem como de administrar o Fundo Municipal de Previdência Social de Anápolis - PREVIAN (Lei Complementar n 27/2002 e n 77/2003), tem legitimidade para atuar no polo passivo de demanda que trata de diferença de proventos em favor de aposentado daquela municipalidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) :MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) :WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita, no que importa: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA DE DIFERENÇA DE PROVENTO. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. INTERESSE DE AGIR. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS DE MORA.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. O Instituto de Seguridade Social dos servidores municipais de Anápolis - ISSA, autarquia pública dotada de personalidade própria, autonomia administrativa, orçamentária e financeira, responsável por gerir os regimes de seguridade social dos servidores daquele município, bem como de administrar o Fundo Municipal de Previdência Social de Anápolis - PREVIAN (Lei Complementar n 27/2002 e n 77/2003), tem legitimidade para atuar no polo passivo de demanda que trata de diferença de proventos em favor de aposentado daquela municipalidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 739829 AGR / GO (...)’. No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 5..., LV, e 93, IX e X, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. É certo, ainda, que não há contrariedade ao art. 93, IX, da Carta Magna, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 634.217- AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 764.042-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 643.180-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 787.991-AgR/DF, de minha relatoria. Ademais, o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Leis Complementares Municipais 27/2002, 77/2003 e 176/2008). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. O agravante sustenta, em suma, que “V – Um dos pontos ensejadores da denegação do Recurso Extraordinário está lastreado na incidência de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que, segundo jurisprudência da Suprema Corte e análise do ilustre Ministro Relator, inviabiliza o conhecimento do Recurso interposto. Entretanto, convém observar que esta Suprema Corte é detentora de inúmeras jurisprudências nas quais foi reconhecida a necessidade de análise dos casos concretos para promover o resguardo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Supremo Tribunal Federal ARE 739829 AGR / GO (...)’. No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 5..., LV, e 93, IX e X, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. É certo, ainda, que não há contrariedade ao art. 93, IX, da Carta Magna, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 663.125-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 806.313-AgR/RN, Rel. Min. Ayres Britto; AI 756.336-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 634.217- AgR/GO, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 764.042-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 643.180-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 787.991-AgR/DF, de minha relatoria. Ademais, o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Leis Complementares Municipais 27/2002, 77/2003 e 176/2008). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. O agravante sustenta, em suma, que “V – Um dos pontos ensejadores da denegação do Recurso Extraordinário está lastreado na incidência de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que, segundo jurisprudência da Suprema Corte e análise do ilustre Ministro Relator, inviabiliza o conhecimento do Recurso interposto. Entretanto, convém observar que esta Suprema Corte é detentora de inúmeras jurisprudências nas quais foi reconhecida a necessidade de análise dos casos concretos para promover o resguardo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 739829 AGR / GO aos princípios constitucionais, admitindo-se a análise dos Recursos Extraordinários interpostos. (...) Imperioso esclarecer que as razões recursais são cristalinas ao indicar que o escopo primordial do ora Agravante é a preservação das diretrizes constitucionais refletidas nos Princípios da Ampla Defesa, Contraditório e Fundamentação das Decisões Jurisdicionais, não objetivando a análise direta da legislação municipal e dos fatos locais. Dessa forma, todas as alusões à legislação infraconstitucional trazidas no recurso outrora interposto foram utilizadas com o fito de ilustrar o desrespeito à Lei Maior, para que, com base nesta, os Tribunais Superiores pudessem determinar a correção do feito, o que não foi reconhecido” (grifos no original). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Supremo Tribunal Federal ARE 739829 AGR / GO aos princípios constitucionais, admitindo-se a análise dos Recursos Extraordinários interpostos. (...) Imperioso esclarecer que as razões recursais são cristalinas ao indicar que o escopo primordial do ora Agravante é a preservação das diretrizes constitucionais refletidas nos Princípios da Ampla Defesa, Contraditório e Fundamentação das Decisões Jurisdicionais, não objetivando a análise direta da legislação municipal e dos fatos locais. Dessa forma, todas as alusões à legislação infraconstitucional trazidas no recurso outrora interposto foram utilizadas com o fito de ilustrar o desrespeito à Lei Maior, para que, com base nesta, os Tribunais Superiores pudessem determinar a correção do feito, o que não foi reconhecido” (grifos no original). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme salientei na decisão agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais da prestação jurisdicional, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta” (AI 777.240-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527065. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme salientei na decisão agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais da prestação jurisdicional, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de contrariedade aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configuram ofensa constitucional indireta” (AI 777.240-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 739829 AGR / GO Certidão de não apresentação de contra-razões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI 610.626- AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). É certo, ainda, que a exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. Assim, não há que falar em contrariedade ao referido dispositivo constitucional se o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Ademais, consoante asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a questão discutida nestes autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional local pertinente (Leis Complementares Municipais 27/2002, 77/2003 e 176/2008), circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito as seguintes decisões: ARE 682.742/GO, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 717.670/GO, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527065. Supremo Tribunal Federal ARE 739829 AGR / GO Certidão de não apresentação de contra-razões de recurso extraordinário. Comprovação de Inexistência. Recurso conhecido. Demonstrada a existência de peça obrigatória ao agravo de instrumento, deve ser apreciado o recurso. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Agravo regimental não provido. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição” (AI 610.626- AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). É certo, ainda, que a exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. Assim, não há que falar em contrariedade ao referido dispositivo constitucional se o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Ademais, consoante asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a questão discutida nestes autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional local pertinente (Leis Complementares Municipais 27/2002, 77/2003 e 176/2008), circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito as seguintes decisões: ARE 682.742/GO, Rel. Min. Luiz Fux; ARE 717.670/GO, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4527065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) : MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) : WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549637 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.829 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS - ISSA ADV.(A/S) : MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA AGDO.(A/S) : WILMAR AFONSO RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549637 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 739829 AGR /", "ARE 739829", "ARE 739829 AGR / GO", "AI 663 . 125 - AgR / PE", "AI 806 . 313 - AgR / RN", "AI 756 . 336 - AgR / MG", "AI 634 . 217 - AgR / GO", "AI 764 . 042 - AgR / MA", "AI 508 . 047 - AgR / RJ", "AI 643 . 180 - AgR / BA", "AI 787 . 991 - AgR / DF", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "AI 663 . 125 - AgR / PE", "AI 806 . 313 - AgR / RN", "AI 756", "AI 634 . 217 - AgR / GO", "AI 764 . 042 - AgR / MA", "AI 508 . 047 - AgR / RJ", "AI 643 . 180 - AgR / BA", "AI 787 . 991 - AgR / DF", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 739829 AGR / GO", "ARE 739829 AGR / GO", "AI 777 . 240 - AgR / RS", "AI 777 . 240 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 682 . 742 / GO", "ARE 717 . 670 / GO", "ARE 739829", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 682 . 742 / GO", "ARE 717 . 670 / GO", "AGRAVO 739 . 829" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA LEI MAIOR", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 27 / 2002", "n 77 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 27 / 2002", "n", "77 /", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "Leis Complementares Municipais 27 / 2002", "77", "/", "2003", "176", "/", "2008", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput )", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts . 5 . . . , LV , e 93 , IX e X ,", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "Leis Complementares Municipais 27 / 2002", "77", "/", "2003", "176", "/", "2008", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS", "ISSA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA", "WILMAR AFONSO RODRIGUES", "CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA", "WILMAR AFONSO RODRIGUES", "CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA", "WILMAR AFONSO RODRIGUES", "CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cezar Peluso", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA", "WILMAR AFONSO RODRIGUES", "CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARILANE CRISTINA JACINTO E BRAGA", "WILMAR AFONSO RODRIGUES", "CARLOS EDUARDO PEREIRA COSTA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "10", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) :MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Nomeação de comissionados. Preterição de candidata aprovada em concurso público. Direito à nomeação. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que, comprovada a necessidade do serviço e a existência de vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso público. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685459. Supremo Tribunal Federal DJe 06/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) :MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Goiás interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se conheceu de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 399 a 402), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Corte Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. OMISSÃO. CONCURSO PÚBLICO. CARGO DE ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA, ÁREA DE ATUAÇÃO GERAL, DA AGANP. NOMEAÇÃO PRETERIDA DA APROVADA EM CADASTRO DE RESERVA EM FACE DOS COMISSIONADOS. Restando evidenciada que a impetrante, aprovada em concurso público, mesmo em cadastro de reserva, está sendo preterida em seu direito de nomeação ao cargo em que obteve aprovação por causa da contratação de comissionados que exercem idênticas atribuições, deve- se reconhecer o direito líquido e certo da impetrante,garantindo-se-lhe a nomeação e a posse no aludido cargo, respeitada a ordem de classificação. Ordem concedida’ (fls. 267). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) :MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Goiás interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se conheceu de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 399 a 402), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Corte Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. OMISSÃO. CONCURSO PÚBLICO. CARGO DE ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA, ÁREA DE ATUAÇÃO GERAL, DA AGANP. NOMEAÇÃO PRETERIDA DA APROVADA EM CADASTRO DE RESERVA EM FACE DOS COMISSIONADOS. Restando evidenciada que a impetrante, aprovada em concurso público, mesmo em cadastro de reserva, está sendo preterida em seu direito de nomeação ao cargo em que obteve aprovação por causa da contratação de comissionados que exercem idênticas atribuições, deve- se reconhecer o direito líquido e certo da impetrante,garantindo-se-lhe a nomeação e a posse no aludido cargo, respeitada a ordem de classificação. Ordem concedida’ (fls. 267). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 646.080 AGR / GO Opostos embargos declaratórios (fls. 280 a 285), foram rejeitados (fls. 292 a 299). No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 2º, 5º inciso, XXXV, e 37, caput e incisos II, IV e IX, da Constituição Federal. Decido. No caso, o Tribunal de origem, diante do conjunto probatório trazido aos autos, considerando concurso público em plena validade e a existência de vagas relacionadas a este certame, reconheceu que foi preterido o direito de nomeação da aprovada ora agravada, sendo certo que, ultrapassar o entendimento que a concretizou na instância ordinária, demandaria reexame de fatos e provas, atraindo para o caso o óbice da Súmula nº 279 desta Suprema Corte. Com efeito, entende-se que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago, para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente a preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. Nesse sentido, proferiram-se as seguintes decisões monocráticas: AI nº 454.882/SC, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 29/3/07, e RE nº 579.081/SC, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/08. Confiram-se também: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO Opostos embargos declaratórios (fls. 280 a 285), foram rejeitados (fls. 292 a 299). No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 2º, 5º inciso, XXXV, e 37, caput e incisos II, IV e IX, da Constituição Federal. Decido. No caso, o Tribunal de origem, diante do conjunto probatório trazido aos autos, considerando concurso público em plena validade e a existência de vagas relacionadas a este certame, reconheceu que foi preterido o direito de nomeação da aprovada ora agravada, sendo certo que, ultrapassar o entendimento que a concretizou na instância ordinária, demandaria reexame de fatos e provas, atraindo para o caso o óbice da Súmula nº 279 desta Suprema Corte. Com efeito, entende-se que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago, para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente a preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. Nesse sentido, proferiram-se as seguintes decisões monocráticas: AI nº 454.882/SC, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 29/3/07, e RE nº 579.081/SC, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/08. Confiram-se também: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 646.080 AGR / GO candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 777.644/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/05/10). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Existência de candidatos aprovados em concurso público. 3. Contratação de temporários. 3. Preterição. Precedentes do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 776.070/ MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 21/03/11). ‘1. Concurso público: terceirização da vaga: preterição de candidatos aprovados: direito à nomeação: uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279’ (AI nº 440.895/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). ‘Recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. 2. Acórdão que negou provimento à apelação, assentando a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados em concurso para provimento de cargo de Professor Assistente. 3. Criação de dois cargos de Professor Assistente no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, quando se encontrava em pleno curso o tempo de eficácia do concurso público. Ocorrência de contratação de professores e renovação de contrato. 4. Precedente da Turma no RE 192.569-PI, em que se assegurou a nomeação de concursados, eis que existentes vagas e necessidade de pessoal. 5. Constituição, art. 37, IV. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 777.644/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/05/10). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Existência de candidatos aprovados em concurso público. 3. Contratação de temporários. 3. Preterição. Precedentes do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 776.070/ MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 21/03/11). ‘1. Concurso público: terceirização da vaga: preterição de candidatos aprovados: direito à nomeação: uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279’ (AI nº 440.895/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). ‘Recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. 2. Acórdão que negou provimento à apelação, assentando a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados em concurso para provimento de cargo de Professor Assistente. 3. Criação de dois cargos de Professor Assistente no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, quando se encontrava em pleno curso o tempo de eficácia do concurso público. Ocorrência de contratação de professores e renovação de contrato. 4. Precedente da Turma no RE 192.569-PI, em que se assegurou a nomeação de concursados, eis que existentes vagas e necessidade de pessoal. 5. Constituição, art. 37, IV. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 646.080 AGR / GO Prequestionamento verificado. 6. Recurso extraordinário conhecido e provido’ (RE nº 273.605/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Néri da Silveira, DJ de 28/6/02). No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: AI nº 820.065/GO, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 03/08/2011, AI nº 829.168/GO, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14/12/10, e RE nº 612.839/GO, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 04/08/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teria sido violado o art. 37, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) o direito à nomeação de aprovados em concurso público não existe pelo simples fato de a Administração Pública ter nomeado servidores comissionados. A preterição ocorre caso haja preterição na ordem de classificação e desde que o candidato tenha se classificado dentro do número de vagas e não no cadastro de reservas. (...) A questão jurídica que se coloca é a seguinte: é possível ou não ao Estado contratar servidores comissionados, declarado em lei de livre nomeação e exoneração, sem que esteja preterindo direito de nomeação de candidatos aprovados em concurso público para cargos diversos dos comissionados e fora do número de vagas (cadastro de reserva)” (fls. 407/408). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO Prequestionamento verificado. 6. Recurso extraordinário conhecido e provido’ (RE nº 273.605/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Néri da Silveira, DJ de 28/6/02). No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: AI nº 820.065/GO, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 03/08/2011, AI nº 829.168/GO, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14/12/10, e RE nº 612.839/GO, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 04/08/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teria sido violado o art. 37, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) o direito à nomeação de aprovados em concurso público não existe pelo simples fato de a Administração Pública ter nomeado servidores comissionados. A preterição ocorre caso haja preterição na ordem de classificação e desde que o candidato tenha se classificado dentro do número de vagas e não no cadastro de reservas. (...) A questão jurídica que se coloca é a seguinte: é possível ou não ao Estado contratar servidores comissionados, declarado em lei de livre nomeação e exoneração, sem que esteja preterindo direito de nomeação de candidatos aprovados em concurso público para cargos diversos dos comissionados e fora do número de vagas (cadastro de reserva)” (fls. 407/408). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Trata-se, na origem, de mandado de segurança impetrado pela ora agravada, aprovada em concurso público para provimento nos cargos de analista de gestão administrativa “área de atuação geral”, mediante o qual pleiteia sua nomeação, uma vez que o Estado de Goiás teria preenchido com comissionados os referidos cargos, em detrimento da impetrante. O parecer ministerial no qual se apoiou o Tribunal de Justiça para conceder a segurança à agravada e garantir-lhe a nomeação ao cargo em comento, está assim fundamentado, na parte que interessa: “Pelo número de nomeações e pela nomenclatura dos cargos é de se convir que possivelmente os novos Assistentes de Gabinete e Assessores Especiais realizaram tarefas burocráticas de execução e assessoramento da administração, assim como fariam os Analista de Gestão Administrativa. Verifica-se, portanto, que a persistência de nomeações para cargos em comissão, demonstradamente destinados a preencher os cargos decorrentes da não nomeação do pessoal concursado, ratifica o abuso de poder legitimador da impetração. Ressalte-se que, caso fossem nomeados 90 (e não 900 comissionados), a impetrante seria nomeada, juntamente com vários outros detentores do direito líquido e certo à nomeação que foram preteridos por contratações precárias. Logo, a impetrante está farta de razão, amparada na firme orientação da jurisprudência pátria, haja vista que, apesar de aprovada dentro do limite de vagas estabelecido o respectivo edital para cadastro de reserva técnica, está sendo preterida no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Trata-se, na origem, de mandado de segurança impetrado pela ora agravada, aprovada em concurso público para provimento nos cargos de analista de gestão administrativa “área de atuação geral”, mediante o qual pleiteia sua nomeação, uma vez que o Estado de Goiás teria preenchido com comissionados os referidos cargos, em detrimento da impetrante. O parecer ministerial no qual se apoiou o Tribunal de Justiça para conceder a segurança à agravada e garantir-lhe a nomeação ao cargo em comento, está assim fundamentado, na parte que interessa: “Pelo número de nomeações e pela nomenclatura dos cargos é de se convir que possivelmente os novos Assistentes de Gabinete e Assessores Especiais realizaram tarefas burocráticas de execução e assessoramento da administração, assim como fariam os Analista de Gestão Administrativa. Verifica-se, portanto, que a persistência de nomeações para cargos em comissão, demonstradamente destinados a preencher os cargos decorrentes da não nomeação do pessoal concursado, ratifica o abuso de poder legitimador da impetração. Ressalte-se que, caso fossem nomeados 90 (e não 900 comissionados), a impetrante seria nomeada, juntamente com vários outros detentores do direito líquido e certo à nomeação que foram preteridos por contratações precárias. Logo, a impetrante está farta de razão, amparada na firme orientação da jurisprudência pátria, haja vista que, apesar de aprovada dentro do limite de vagas estabelecido o respectivo edital para cadastro de reserva técnica, está sendo preterida no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 646.080 AGR / GO direito à nomeação pela designação de servidores comissionados para o exercício das funções inerentes ao cargo de Analista de Gestão Administrativa” (fls. 214/215). A Corte de origem, por sua vez, analisando preliminar de impossibilidade jurídica do pedido, assim se pronunciou acerca da pretensão da impetrante, ora agravada: “O pedido da petição inicial, para nomear a impetrante porque preterido o seu direito à nomeação e por ainda existirem vagas – por inúmeras razões –, visto abstratamente, encontra amparo na jurisprudência, no direito positivo e na doutrina administrativa. Mostra-se concebível se se levar em conta a nomeação de comissionados para ocupar os cargos destinados aos aprovados no concurso...” (fl. 271). O Tribunal de origem concluiu que teria havido preterição na nomeação da ora agravada, uma vez que os comissionados foram nomeados para exercerem atribuições que exerceriam os candidatos aprovados no referido concurso público, caso tivessem sido nomeados pela Administração. É certo que para dissentir desse entendimento seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que não é possível, haja vista o óbice da Súmula nº 279/STF. Ressalte-se que a jurisprudência deste Tribunal é assente de que na análise do recurso extraordinário os fatos devem ser considerados na “versão do acórdão recorrido”. Sobre o tema, anote-se o seguinte julgado: “1. Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido fundado na responsabilidade subjetiva civil do Estado, matéria regida por legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência da Súmula 636. 2. Recurso extraordinário: inviabilidade para o reexame dos fatos da causa, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO direito à nomeação pela designação de servidores comissionados para o exercício das funções inerentes ao cargo de Analista de Gestão Administrativa” (fls. 214/215). A Corte de origem, por sua vez, analisando preliminar de impossibilidade jurídica do pedido, assim se pronunciou acerca da pretensão da impetrante, ora agravada: “O pedido da petição inicial, para nomear a impetrante porque preterido o seu direito à nomeação e por ainda existirem vagas – por inúmeras razões –, visto abstratamente, encontra amparo na jurisprudência, no direito positivo e na doutrina administrativa. Mostra-se concebível se se levar em conta a nomeação de comissionados para ocupar os cargos destinados aos aprovados no concurso...” (fl. 271). O Tribunal de origem concluiu que teria havido preterição na nomeação da ora agravada, uma vez que os comissionados foram nomeados para exercerem atribuições que exerceriam os candidatos aprovados no referido concurso público, caso tivessem sido nomeados pela Administração. É certo que para dissentir desse entendimento seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que não é possível, haja vista o óbice da Súmula nº 279/STF. Ressalte-se que a jurisprudência deste Tribunal é assente de que na análise do recurso extraordinário os fatos devem ser considerados na “versão do acórdão recorrido”. Sobre o tema, anote-se o seguinte julgado: “1. Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido fundado na responsabilidade subjetiva civil do Estado, matéria regida por legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência da Súmula 636. 2. Recurso extraordinário: inviabilidade para o reexame dos fatos da causa, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 646.080 AGR / GO que devem ser considerados na ‘versão do acórdão recorrido’: incidência da Súmula 279: precedentes” (RE nº 294.258/AL- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 2/3/07). Desse modo, o Tribunal de origem não divergiu da jurisprudência desta Corte no sentido de que, comprovada a necessidade do serviço e a existência de vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso público. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO NÃO NOMEADO. NOMEAÇÃO DE OUTROS PARA O MESMO CARGO EM CARÁTER TEMPORÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 474.657/RN-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/3/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO DE APROVADOS PARA PROVIMENTO DE CARGO EFETIVO. RENOVAÇÃO DE CONTRATOS TEMPORÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que, comprovada a necessidade de contratação de pessoal, deve-se nomear os candidatos aprovados no certame em vigor em detrimento da renovação de contrato temporário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 684.518/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/5/09). “Concurso público: terceirização da vaga: preterição de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO que devem ser considerados na ‘versão do acórdão recorrido’: incidência da Súmula 279: precedentes” (RE nº 294.258/AL- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 2/3/07). Desse modo, o Tribunal de origem não divergiu da jurisprudência desta Corte no sentido de que, comprovada a necessidade do serviço e a existência de vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso público. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO NÃO NOMEADO. NOMEAÇÃO DE OUTROS PARA O MESMO CARGO EM CARÁTER TEMPORÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 474.657/RN-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/3/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO DE APROVADOS PARA PROVIMENTO DE CARGO EFETIVO. RENOVAÇÃO DE CONTRATOS TEMPORÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que, comprovada a necessidade de contratação de pessoal, deve-se nomear os candidatos aprovados no certame em vigor em detrimento da renovação de contrato temporário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 684.518/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/5/09). “Concurso público: terceirização da vaga: preterição de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 646.080 AGR / GO candidatos aprovados: direito à nomeação. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que há típica evidência de um desvio de poder quando, uma vez comprovada a existência da vaga, esta é preenchida, ainda que precariamente, caracterizando a preterição do candidato aprovado em concurso. Precedentes. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279” (AI nº 594.955/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 3/8/07). Ademais, o fato de a agravada figurar em cadastro de reserva não afasta o direito à nomeação, haja vista que, ainda que fora das vagas inicialmente previstas no edital, a agravada logrou aprovação, consoante se depreende do acórdão recorrido, podendo vir a ocupar uma das vagas que surgisse ao longo do prazo de validade do certame. Por fim, é certo que à Administração não é vedada a nomeação de servidores em comissão, contudo, esse modo de provimento somente deve se dar para ocupação daqueles cargos previstos em lei como de livre nomeação e exoneração e desde que obedecidos os princípios que regem a atuação da Administração Pública. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO candidatos aprovados: direito à nomeação. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que há típica evidência de um desvio de poder quando, uma vez comprovada a existência da vaga, esta é preenchida, ainda que precariamente, caracterizando a preterição do candidato aprovado em concurso. Precedentes. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279” (AI nº 594.955/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 3/8/07). Ademais, o fato de a agravada figurar em cadastro de reserva não afasta o direito à nomeação, haja vista que, ainda que fora das vagas inicialmente previstas no edital, a agravada logrou aprovação, consoante se depreende do acórdão recorrido, podendo vir a ocupar uma das vagas que surgisse ao longo do prazo de validade do certame. Por fim, é certo que à Administração não é vedada a nomeação de servidores em comissão, contudo, esse modo de provimento somente deve se dar para ocupação daqueles cargos previstos em lei como de livre nomeação e exoneração e desde que obedecidos os princípios que regem a atuação da Administração Pública. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) : MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642566 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) : MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642566 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1694653
2011-12-06T00:00:00
2012-02-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Nomeação de comissionados. Preterição de candidata aprovada em concurso público. Direito à nomeação. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que, comprovada a necessidade do serviço e a existência de vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso público. 2. Agravo regimental não provido.
sjur204064
- Acórdãos citados: RE 294258 AgR, RE 474657 ED, AI 684518 AgR, AI 594955 AgR. Número de páginas: 10. Análise: 12/03/2012, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
646080
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 646080 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) : MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) :MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Nomeação de comissionados. Preterição de candidata aprovada em concurso público. Direito à nomeação. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que, comprovada a necessidade do serviço e a existência de vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso público. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685459. Supremo Tribunal Federal DJe 06/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) :MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Goiás interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se conheceu de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 399 a 402), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Corte Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. OMISSÃO. CONCURSO PÚBLICO. CARGO DE ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA, ÁREA DE ATUAÇÃO GERAL, DA AGANP. NOMEAÇÃO PRETERIDA DA APROVADA EM CADASTRO DE RESERVA EM FACE DOS COMISSIONADOS. Restando evidenciada que a impetrante, aprovada em concurso público, mesmo em cadastro de reserva, está sendo preterida em seu direito de nomeação ao cargo em que obteve aprovação por causa da contratação de comissionados que exercem idênticas atribuições, deve- se reconhecer o direito líquido e certo da impetrante,garantindo-se-lhe a nomeação e a posse no aludido cargo, respeitada a ordem de classificação. Ordem concedida’ (fls. 267). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) :MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Goiás interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se conheceu de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 399 a 402), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Corte Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. OMISSÃO. CONCURSO PÚBLICO. CARGO DE ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA, ÁREA DE ATUAÇÃO GERAL, DA AGANP. NOMEAÇÃO PRETERIDA DA APROVADA EM CADASTRO DE RESERVA EM FACE DOS COMISSIONADOS. Restando evidenciada que a impetrante, aprovada em concurso público, mesmo em cadastro de reserva, está sendo preterida em seu direito de nomeação ao cargo em que obteve aprovação por causa da contratação de comissionados que exercem idênticas atribuições, deve- se reconhecer o direito líquido e certo da impetrante,garantindo-se-lhe a nomeação e a posse no aludido cargo, respeitada a ordem de classificação. Ordem concedida’ (fls. 267). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 646.080 AGR / GO Opostos embargos declaratórios (fls. 280 a 285), foram rejeitados (fls. 292 a 299). No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 2..., 5... inciso, XXXV, e 37, caput e incisos II, IV e IX, da Constituição Federal. Decido. No caso, o Tribunal de origem, diante do conjunto probatório trazido aos autos, considerando concurso público em plena validade e a existência de vagas relacionadas a este certame, reconheceu que foi preterido o direito de nomeação da aprovada ora agravada, sendo certo que, ultrapassar o entendimento que a concretizou na instância ordinária, demandaria reexame de fatos e provas, atraindo para o caso o óbice da Súmula n 279 desta Suprema Corte. Com efeito, entende-se que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago, para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente a preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. Nesse sentido, proferiram-se as seguintes decisões monocráticas: AI n 454.882/SC, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 29/3/07, e Recurso Extraordinário n 579.081/SC, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/08. Confiram-se também: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO Opostos embargos declaratórios (fls. 280 a 285), foram rejeitados (fls. 292 a 299). No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 2..., 5... inciso, XXXV, e 37, caput e incisos II, IV e IX, da Constituição Federal. Decido. No caso, o Tribunal de origem, diante do conjunto probatório trazido aos autos, considerando concurso público em plena validade e a existência de vagas relacionadas a este certame, reconheceu que foi preterido o direito de nomeação da aprovada ora agravada, sendo certo que, ultrapassar o entendimento que a concretizou na instância ordinária, demandaria reexame de fatos e provas, atraindo para o caso o óbice da Súmula n 279 desta Suprema Corte. Com efeito, entende-se que a ocupação precária, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias do exercício de cargo efetivo vago, para o qual há candidatos aprovados em concurso público vigente, configura ato administrativo eivado de desvio de finalidade, equivalente a preterição da ordem de classificação no certame, fazendo nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do artigo 37, inciso IV, da Constituição Federal. Nesse sentido, proferiram-se as seguintes decisões monocráticas: AI n 454.882/SC, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 29/3/07, e Recurso Extraordinário n 579.081/SC, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/08. Confiram-se também: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 646.080 AGR / GO candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 777.644/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/05/10). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Existência de candidatos aprovados em concurso público. 3. Contratação de temporários. 3. Preterição. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 776.070/ MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 21/03/11). ‘1. Concurso público: terceirização da vaga: preterição de candidatos aprovados: direito à nomeação: uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279’ (AI n 440.895/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). ‘Recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. 2. Acórdão que negou provimento à apelação, assentando a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados em concurso para provimento de cargo de Professor Assistente. 3. Criação de dois cargos de Professor Assistente no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, quando se encontrava em pleno curso o tempo de eficácia do concurso público. Ocorrência de contratação de professores e renovação de contrato. 4. Precedente da Turma no Recurso Extraordinário 192.569-PI, em que se assegurou a nomeação de concursados, eis que existentes vagas e necessidade de pessoal. 5. Constituição, art. 37, IV. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 777.644/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/05/10). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Existência de candidatos aprovados em concurso público. 3. Contratação de temporários. 3. Preterição. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 776.070/ MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 21/03/11). ‘1. Concurso público: terceirização da vaga: preterição de candidatos aprovados: direito à nomeação: uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279’ (AI n 440.895/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). ‘Recurso extraordinário. Administrativo. Concurso Público. 2. Acórdão que negou provimento à apelação, assentando a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados em concurso para provimento de cargo de Professor Assistente. 3. Criação de dois cargos de Professor Assistente no Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, quando se encontrava em pleno curso o tempo de eficácia do concurso público. Ocorrência de contratação de professores e renovação de contrato. 4. Precedente da Turma no Recurso Extraordinário 192.569-PI, em que se assegurou a nomeação de concursados, eis que existentes vagas e necessidade de pessoal. 5. Constituição, art. 37, IV. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 646.080 AGR / GO Prequestionamento verificado. 6. Recurso extraordinário conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário n 273.605/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Néri da Silveira, DJ de 28/6/02). No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: AI n 820.065/GO, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 03/08/2011, AI n 829.168/GO, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14/12/10, e Recurso Extraordinário n 612.839/GO, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 04/08/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teria sido violado o art. 37, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) o direito à nomeação de aprovados em concurso público não existe pelo simples fato de a Administração Pública ter nomeado servidores comissionados. A preterição ocorre caso haja preterição na ordem de classificação e desde que o candidato tenha se classificado dentro do número de vagas e não no cadastro de reservas. (...) A questão jurídica que se coloca é a seguinte: é possível ou não ao Estado contratar servidores comissionados, declarado em lei de livre nomeação e exoneração, sem que esteja preterindo direito de nomeação de candidatos aprovados em concurso público para cargos diversos dos comissionados e fora do número de vagas (cadastro de reserva)” (fls. 407/408). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO Prequestionamento verificado. 6. Recurso extraordinário conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário n 273.605/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Néri da Silveira, DJ de 28/6/02). No mesmo sentido as seguintes decisões monocráticas: AI n 820.065/GO, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 03/08/2011, AI n 829.168/GO, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14/12/10, e Recurso Extraordinário n 612.839/GO, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 04/08/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que teria sido violado o art. 37, inciso II, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) o direito à nomeação de aprovados em concurso público não existe pelo simples fato de a Administração Pública ter nomeado servidores comissionados. A preterição ocorre caso haja preterição na ordem de classificação e desde que o candidato tenha se classificado dentro do número de vagas e não no cadastro de reservas. (...) A questão jurídica que se coloca é a seguinte: é possível ou não ao Estado contratar servidores comissionados, declarado em lei de livre nomeação e exoneração, sem que esteja preterindo direito de nomeação de candidatos aprovados em concurso público para cargos diversos dos comissionados e fora do número de vagas (cadastro de reserva)” (fls. 407/408). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Trata-se, na origem, de mandado de segurança impetrado pela ora agravada, aprovada em concurso público para provimento nos cargos de analista de gestão administrativa “área de atuação geral”, mediante o qual pleiteia sua nomeação, uma vez que o Estado de Goiás teria preenchido com comissionados os referidos cargos, em detrimento da impetrante. O parecer ministerial no qual se apoiou o Tribunal de Justiça para conceder a segurança à agravada e garantir-lhe a nomeação ao cargo em comento, está assim fundamentado, na parte que interessa: “Pelo número de nomeações e pela nomenclatura dos cargos é de se convir que possivelmente os novos Assistentes de Gabinete e Assessores Especiais realizaram tarefas burocráticas de execução e assessoramento da administração, assim como fariam os Analista de Gestão Administrativa. Verifica-se, portanto, que a persistência de nomeações para cargos em comissão, demonstradamente destinados a preencher os cargos decorrentes da não nomeação do pessoal concursado, ratifica o abuso de poder legitimador da impetração. Ressalte-se que, caso fossem nomeados 90 (e não 900 comissionados), a impetrante seria nomeada, juntamente com vários outros detentores do direito líquido e certo à nomeação que foram preteridos por contratações precárias. Logo, a impetrante está farta de razão, amparada na firme orientação da jurisprudência pátria, haja vista que, apesar de aprovada dentro do limite de vagas estabelecido o respectivo edital para cadastro de reserva técnica, está sendo preterida no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Trata-se, na origem, de mandado de segurança impetrado pela ora agravada, aprovada em concurso público para provimento nos cargos de analista de gestão administrativa “área de atuação geral”, mediante o qual pleiteia sua nomeação, uma vez que o Estado de Goiás teria preenchido com comissionados os referidos cargos, em detrimento da impetrante. O parecer ministerial no qual se apoiou o Tribunal de Justiça para conceder a segurança à agravada e garantir-lhe a nomeação ao cargo em comento, está assim fundamentado, na parte que interessa: “Pelo número de nomeações e pela nomenclatura dos cargos é de se convir que possivelmente os novos Assistentes de Gabinete e Assessores Especiais realizaram tarefas burocráticas de execução e assessoramento da administração, assim como fariam os Analista de Gestão Administrativa. Verifica-se, portanto, que a persistência de nomeações para cargos em comissão, demonstradamente destinados a preencher os cargos decorrentes da não nomeação do pessoal concursado, ratifica o abuso de poder legitimador da impetração. Ressalte-se que, caso fossem nomeados 90 (e não 900 comissionados), a impetrante seria nomeada, juntamente com vários outros detentores do direito líquido e certo à nomeação que foram preteridos por contratações precárias. Logo, a impetrante está farta de razão, amparada na firme orientação da jurisprudência pátria, haja vista que, apesar de aprovada dentro do limite de vagas estabelecido o respectivo edital para cadastro de reserva técnica, está sendo preterida no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 646.080 AGR / GO direito à nomeação pela designação de servidores comissionados para o exercício das funções inerentes ao cargo de Analista de Gestão Administrativa” (fls. 214/215). A Corte de origem, por sua vez, analisando preliminar de impossibilidade jurídica do pedido, assim se pronunciou acerca da pretensão da impetrante, ora agravada: “O pedido da petição inicial, para nomear a impetrante porque preterido o seu direito à nomeação e por ainda existirem vagas – por inúmeras razões –, visto abstratamente, encontra amparo na jurisprudência, no direito positivo e na doutrina administrativa. Mostra-se concebível se se levar em conta a nomeação de comissionados para ocupar os cargos destinados aos aprovados no concurso...” (fl. 271). O Tribunal de origem concluiu que teria havido preterição na nomeação da ora agravada, uma vez que os comissionados foram nomeados para exercerem atribuições que exerceriam os candidatos aprovados no referido concurso público, caso tivessem sido nomeados pela Administração. É certo que para dissentir desse entendimento seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que não é possível, haja vista o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Ressalte-se que a jurisprudência deste Tribunal é assente de que na análise do recurso extraordinário os fatos devem ser considerados na “versão do acórdão recorrido”. Sobre o tema, anote-se o seguinte julgado: “1. Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido fundado na responsabilidade subjetiva civil do Estado, matéria regida por legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência da Súmula 636. 2. Recurso extraordinário: inviabilidade para o reexame dos fatos da causa, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO direito à nomeação pela designação de servidores comissionados para o exercício das funções inerentes ao cargo de Analista de Gestão Administrativa” (fls. 214/215). A Corte de origem, por sua vez, analisando preliminar de impossibilidade jurídica do pedido, assim se pronunciou acerca da pretensão da impetrante, ora agravada: “O pedido da petição inicial, para nomear a impetrante porque preterido o seu direito à nomeação e por ainda existirem vagas – por inúmeras razões –, visto abstratamente, encontra amparo na jurisprudência, no direito positivo e na doutrina administrativa. Mostra-se concebível se se levar em conta a nomeação de comissionados para ocupar os cargos destinados aos aprovados no concurso...” (fl. 271). O Tribunal de origem concluiu que teria havido preterição na nomeação da ora agravada, uma vez que os comissionados foram nomeados para exercerem atribuições que exerceriam os candidatos aprovados no referido concurso público, caso tivessem sido nomeados pela Administração. É certo que para dissentir desse entendimento seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que não é possível, haja vista o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Ressalte-se que a jurisprudência deste Tribunal é assente de que na análise do recurso extraordinário os fatos devem ser considerados na “versão do acórdão recorrido”. Sobre o tema, anote-se o seguinte julgado: “1. Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido fundado na responsabilidade subjetiva civil do Estado, matéria regida por legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência da Súmula 636. 2. Recurso extraordinário: inviabilidade para o reexame dos fatos da causa, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 646.080 AGR / GO que devem ser considerados na ‘versão do acórdão recorrido’: incidência da Súmula 279: precedentes” (Recurso Extraordinário n 294.258/AL- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 2/3/07). Desse modo, o Tribunal de origem não divergiu da jurisprudência desta Corte no sentido de que, comprovada a necessidade do serviço e a existência de vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso público. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO NÃO NOMEADO. NOMEAÇÃO DE OUTROS PARA O MESMO CARGO EM CARÁTER TEMPORÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 474.657/RN-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/3/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO DE APROVADOS PARA PROVIMENTO DE CARGO EFETIVO. RENOVAÇÃO DE CONTRATOS TEMPORÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que, comprovada a necessidade de contratação de pessoal, deve-se nomear os candidatos aprovados no certame em vigor em detrimento da renovação de contrato temporário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 684.518/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/5/09). “Concurso público: terceirização da vaga: preterição de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO que devem ser considerados na ‘versão do acórdão recorrido’: incidência da Súmula 279: precedentes” (Recurso Extraordinário n 294.258/AL- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 2/3/07). Desse modo, o Tribunal de origem não divergiu da jurisprudência desta Corte no sentido de que, comprovada a necessidade do serviço e a existência de vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso público. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO NÃO NOMEADO. NOMEAÇÃO DE OUTROS PARA O MESMO CARGO EM CARÁTER TEMPORÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 474.657/RN-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/3/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO DE APROVADOS PARA PROVIMENTO DE CARGO EFETIVO. RENOVAÇÃO DE CONTRATOS TEMPORÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que, comprovada a necessidade de contratação de pessoal, deve-se nomear os candidatos aprovados no certame em vigor em detrimento da renovação de contrato temporário. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 684.518/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/5/09). “Concurso público: terceirização da vaga: preterição de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 646.080 AGR / GO candidatos aprovados: direito à nomeação. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que há típica evidência de um desvio de poder quando, uma vez comprovada a existência da vaga, esta é preenchida, ainda que precariamente, caracterizando a preterição do candidato aprovado em concurso. Precedentes. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279” (AI n 594.955/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 3/8/07). Ademais, o fato de a agravada figurar em cadastro de reserva não afasta o direito à nomeação, haja vista que, ainda que fora das vagas inicialmente previstas no edital, a agravada logrou aprovação, consoante se depreende do acórdão recorrido, podendo vir a ocupar uma das vagas que surgisse ao longo do prazo de validade do certame. Por fim, é certo que à Administração não é vedada a nomeação de servidores em comissão, contudo, esse modo de provimento somente deve se dar para ocupação daqueles cargos previstos em lei como de livre nomeação e exoneração e desde que obedecidos os princípios que regem a atuação da Administração Pública. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Supremo Tribunal Federal ARE 646.080 AGR / GO candidatos aprovados: direito à nomeação. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que há típica evidência de um desvio de poder quando, uma vez comprovada a existência da vaga, esta é preenchida, ainda que precariamente, caracterizando a preterição do candidato aprovado em concurso. Precedentes. 2. Recurso extraordinário: não se presta para o reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido: incidência da Súmula 279” (AI n 594.955/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 3/8/07). Ademais, o fato de a agravada figurar em cadastro de reserva não afasta o direito à nomeação, haja vista que, ainda que fora das vagas inicialmente previstas no edital, a agravada logrou aprovação, consoante se depreende do acórdão recorrido, podendo vir a ocupar uma das vagas que surgisse ao longo do prazo de validade do certame. Por fim, é certo que à Administração não é vedada a nomeação de servidores em comissão, contudo, esse modo de provimento somente deve se dar para ocupação daqueles cargos previstos em lei como de livre nomeação e exoneração e desde que obedecidos os princípios que regem a atuação da Administração Pública. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1685457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) : MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642566 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646.080 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : FERNANDA NOBRE FERNANDES ADV.(A/S) : MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642566 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646 . 080", "AGRAVO 646 . 080", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 646 . 080", "ARE 646 . 080 AGR / GO", "Súmula n 279 desta Suprema Corte", "AI n 454 . 882 / SC", "Recurso Extraordinário n 579 . 081 / SC", "ARE 646 . 080 AGR / GO", "Súmula n 279 desta Suprema Corte", "AI n 454 . 882 / SC", "Recurso Extraordinário n 579 . 081 / SC", "ARE 646 . 080 AGR / GO", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 777 . 644 / GO - AgR", "AI n 776 . 070 / MA - AgR", "AI n 440 . 895 / SE - AgR", "Recurso Extraordinário 192 . 569 - PI", "ARE 646 . 080 AGR / GO", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 777 . 644 / GO - AgR", "AI n 776 . 070 / MA - AgR", "AI n 440 . 895 / SE - AgR", "Recurso Extraordinário 192 . 569 - PI", "ARE 646 . 080 AGR / GO", "Recurso Extraordinário n 273 . 605 / SP", "AI n 820 . 065 / GO", "AI n 829 . 168 / GO", "Recurso Extraordinário n 612 . 839 / GO", "ARE 646 . 080", "Recurso Extraordinário n 273 . 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"Gilmar Mendes", "Sepúlveda Pertence", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Sepúlveda Pertence", "Néri da Silveira", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Néri da Silveira", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDA NOBRE FERNANDES", "MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDA NOBRE FERNANDES", "MAIKEL ELIAS MOUCHAILEH", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian" ], "TEMPO": [ "06", "/", "12", "/", "2011", "6 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "02", "/", "2012", "06", "/", "12", "/", 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Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ANA CLÁUDIA FUGIMOTO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. FRAUDE. RESPONSABILIDADE. COBRANÇA. EXCLUSÃO DE INSCRIÇÃO NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. MULTA. OFENSA REFLEXA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. 1. O dano moral decorrente da inscrição indevida em cadastro de restrição ao crédito, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do RE nº 602.136, da Relatoria da Min. Ellen Gracie. 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - Antecipação de tutela para exclusão da inscrição do nome da parte agravada nos órgãos de proteção ao crédito – Imposição de multa cominatória para o caso de o agravante por qualquer meio tentar impedir ou frustar o cumprimento da ordem liminar – Inexistência de risco de dano irreparável, pois a multa só tem aplicação no caso de o recorrente descumprir determinação judicial. Ademais, cabe ao credor, no curso do processo, demonstrar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536505. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 742983 AGR / SP a legitimidade do crédito – Hipótese dos autos que afasta o fundamento para o conhecimento do recurso, a teor do art. 522, do Código de Processo Civil – Regra processual exige de forma expressa o risco de dano irreparável para o cabimento do recurso. Entendimento pacificado pelo Enunciado 7 deste Colégio Recursal: “Somente se reforma a decisão concessiva ou não da antecipação de tutela se teratológica, contrária à lei ou à evidente prova dos autos” – Recurso não conhecido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536505. Supremo Tribunal Federal ARE 742983 AGR / SP a legitimidade do crédito – Hipótese dos autos que afasta o fundamento para o conhecimento do recurso, a teor do art. 522, do Código de Processo Civil – Regra processual exige de forma expressa o risco de dano irreparável para o cabimento do recurso. Entendimento pacificado pelo Enunciado 7 deste Colégio Recursal: “Somente se reforma a decisão concessiva ou não da antecipação de tutela se teratológica, contrária à lei ou à evidente prova dos autos” – Recurso não conhecido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ANA CLÁUDIA FUGIMOTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A, contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. DESCONTOS INDEVIDOS. CANCELAMENTO. CARACTERIZAÇÃO DE FRAUDE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ANA CLÁUDIA FUGIMOTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A, contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. DESCONTOS INDEVIDOS. CANCELAMENTO. CARACTERIZAÇÃO DE FRAUDE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 742983 AGR / SP 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 5. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - Antecipação de tutela para exclusão da inscrição do nome da parte agravada nos órgãos de proteção ao crédito – Imposição de multa cominatória para o caso de o agravante por qualquer meio tentar impedir ou frustar o cumprimento da ordem liminar – Inexistência de risco de dano irreparável, pois a multa só tem aplicação no caso de o recorrente descumprir determinação judicial. Ademais, cabe ao credor, no curso do processo, demonstrar a legitimidade do crédito – Hipótese dos autos que afasta o fundamento para o conhecimento do recurso, a teor do art. 522, do Código de Processo Civil – Regra processual exige de forma expressa o risco de dano irreparável para o cabimento do recurso. Entendimento pacificado pelo Enunciado 7 deste Colégio Recursal: “Somente se reforma a decisão concessiva ou não da antecipação de tutela se teratológica, contrária à lei ou à evidente prova dos autos” – Recurso não conhecido.” 8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Supremo Tribunal Federal ARE 742983 AGR / SP 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 5. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - Antecipação de tutela para exclusão da inscrição do nome da parte agravada nos órgãos de proteção ao crédito – Imposição de multa cominatória para o caso de o agravante por qualquer meio tentar impedir ou frustar o cumprimento da ordem liminar – Inexistência de risco de dano irreparável, pois a multa só tem aplicação no caso de o recorrente descumprir determinação judicial. Ademais, cabe ao credor, no curso do processo, demonstrar a legitimidade do crédito – Hipótese dos autos que afasta o fundamento para o conhecimento do recurso, a teor do art. 522, do Código de Processo Civil – Regra processual exige de forma expressa o risco de dano irreparável para o cabimento do recurso. Entendimento pacificado pelo Enunciado 7 deste Colégio Recursal: “Somente se reforma a decisão concessiva ou não da antecipação de tutela se teratológica, contrária à lei ou à evidente prova dos autos” – Recurso não conhecido.” 8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 742983 AGR / SP Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “Note-se que no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. […] O artigo 5º, LVIII da Constituição Federal foi devidamente prequestionado quando o Tribunal de Justiça entendeu que deve ser devido o valor fixado a título de dano moral. […] Trata-se de um equívoco: o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma Moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer. […] O valor fixado a título de dano moral mostra-se exagerado e merece a intervenção desse E. Supremo Tribunal Federal. […] O valor da indenização deve ser arbitrado com a devida observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, tal a não gerar enriquecimento sem causa por parte do Autor.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Supremo Tribunal Federal ARE 742983 AGR / SP Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “Note-se que no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. […] O artigo 5º, LVIII da Constituição Federal foi devidamente prequestionado quando o Tribunal de Justiça entendeu que deve ser devido o valor fixado a título de dano moral. […] Trata-se de um equívoco: o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma Moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer. […] O valor fixado a título de dano moral mostra-se exagerado e merece a intervenção desse E. Supremo Tribunal Federal. […] O valor da indenização deve ser arbitrado com a devida observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, tal a não gerar enriquecimento sem causa por parte do Autor.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Verifica-se que o dispositivo constitucional que o agravante considera violado não foi debatido no acórdão recorrido. Além disso, não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão, faltando, ao caso, o necessário prequestionamento da questão constitucional, o que inviabiliza a pretensão de exame do recurso extraordinário. Incide, portanto, o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” Nesse sentido, ARE 738.029-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/6/2013, e ARE 737.360-AgR/BA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/6/2013, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536507. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Verifica-se que o dispositivo constitucional que o agravante considera violado não foi debatido no acórdão recorrido. Além disso, não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão, faltando, ao caso, o necessário prequestionamento da questão constitucional, o que inviabiliza a pretensão de exame do recurso extraordinário. Incide, portanto, o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” Nesse sentido, ARE 738.029-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/6/2013, e ARE 737.360-AgR/BA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/6/2013, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 742983 AGR / SP declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – Agravo regimental improvido.” Ademais, ainda que superado esse óbice, razão não assiste ao agravante, uma vez que a controvérsia foi decidida com fundamento em norma infraconstitucional nos termos da jurisprudência desta Corte que assentou que o dano moral decorrente da inscrição indevida em cadastro de restrição ao crédito, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do RE nº 602.136, da Relatoria da Min. Ellen Gracie, o qual possui a seguinte ementa: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536507. Supremo Tribunal Federal ARE 742983 AGR / SP declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – Agravo regimental improvido.” Ademais, ainda que superado esse óbice, razão não assiste ao agravante, uma vez que a controvérsia foi decidida com fundamento em norma infraconstitucional nos termos da jurisprudência desta Corte que assentou que o dano moral decorrente da inscrição indevida em cadastro de restrição ao crédito, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do RE nº 602.136, da Relatoria da Min. Ellen Gracie, o qual possui a seguinte ementa: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ANA CLÁUDIA FUGIMOTO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555541 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ANA CLÁUDIA FUGIMOTO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555541 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4567728
2013-09-10T00:00:00
2013-09-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. FRAUDE. RESPONSABILIDADE. COBRANÇA. EXCLUSÃO DE INSCRIÇÃO NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. MULTA. OFENSA REFLEXA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. 1. O dano moral decorrente da inscrição indevida em cadastro de restrição ao crédito, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do RE nº 602.136, da Relatoria da Min. Ellen Gracie. 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - Antecipação de tutela para exclusão da inscrição do nome da parte agravada nos órgãos de proteção ao crédito – Imposição de multa cominatória para o caso de o agravante por qualquer meio tentar impedir ou frustar o cumprimento da ordem liminar – Inexistência de risco de dano irreparável, pois a multa só tem aplicação no caso de o recorrente descumprir determinação judicial. Ademais, cabe ao credor, no curso do processo, demonstrar a legitimidade do crédito – Hipótese dos autos que afasta o fundamento para o conhecimento do recurso, a teor do art. 522, do Código de Processo Civil – Regra processual exige de forma expressa o risco de dano irreparável para o cabimento do recurso. Entendimento pacificado pelo Enunciado 7 deste Colégio Recursal: “Somente se reforma a decisão concessiva ou não da antecipação de tutela se teratológica, contrária à lei ou à evidente prova dos autos” – Recurso não conhecido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur242783
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 738029 AgR (1ªT), ARE 737360 AgR (2ªT). (DANO MORAL, INSCRIÇÃO INDEVIDA EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO) RE 602136 RG. Número de páginas: 8. Análise: 04/10/2013, MAR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
742983
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 742983 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ANA CLÁUDIA FUGIMOTO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ANA CLÁUDIA FUGIMOTO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. FRAUDE. RESPONSABILIDADE. COBRANÇA. EXCLUSÃO DE INSCRIÇÃO NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. MULTA. OFENSA REFLEXA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. 1. O dano moral decorrente da inscrição indevida em cadastro de restrição ao crédito, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 602.136, da Relatoria da Min. Ellen Gracie. 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - Antecipação de tutela para exclusão da inscrição do nome da parte agravada nos órgãos de proteção ao crédito – Imposição de multa cominatória para o caso de o agravante por qualquer meio tentar impedir ou frustar o cumprimento da ordem liminar – Inexistência de risco de dano irreparável, pois a multa só tem aplicação no caso de o recorrente descumprir determinação judicial. Ademais, cabe ao credor, no curso do processo, demonstrar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536505. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 742983 AGR / SP a legitimidade do crédito – Hipótese dos autos que afasta o fundamento para o conhecimento do recurso, a teor do art. 522, do Código de Processo Civil – Regra processual exige de forma expressa o risco de dano irreparável para o cabimento do recurso. Entendimento pacificado pelo Enunciado 7 deste Colégio Recursal: “Somente se reforma a decisão concessiva ou não da antecipação de tutela se teratológica, contrária à lei ou à evidente prova dos autos” – Recurso não conhecido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536505. Supremo Tribunal Federal ARE 742983 AGR / SP a legitimidade do crédito – Hipótese dos autos que afasta o fundamento para o conhecimento do recurso, a teor do art. 522, do Código de Processo Civil – Regra processual exige de forma expressa o risco de dano irreparável para o cabimento do recurso. Entendimento pacificado pelo Enunciado 7 deste Colégio Recursal: “Somente se reforma a decisão concessiva ou não da antecipação de tutela se teratológica, contrária à lei ou à evidente prova dos autos” – Recurso não conhecido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536505. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ANA CLÁUDIA FUGIMOTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A, contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. DESCONTOS INDEVIDOS. CANCELAMENTO. CARACTERIZAÇÃO DE FRAUDE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ANA CLÁUDIA FUGIMOTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A, contra decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. DESCONTOS INDEVIDOS. CANCELAMENTO. CARACTERIZAÇÃO DE FRAUDE. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 742983 AGR / SP 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 5. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - Antecipação de tutela para exclusão da inscrição do nome da parte agravada nos órgãos de proteção ao crédito – Imposição de multa cominatória para o caso de o agravante por qualquer meio tentar impedir ou frustar o cumprimento da ordem liminar – Inexistência de risco de dano irreparável, pois a multa só tem aplicação no caso de o recorrente descumprir determinação judicial. Ademais, cabe ao credor, no curso do processo, demonstrar a legitimidade do crédito – Hipótese dos autos que afasta o fundamento para o conhecimento do recurso, a teor do art. 522, do Código de Processo Civil – Regra processual exige de forma expressa o risco de dano irreparável para o cabimento do recurso. Entendimento pacificado pelo Enunciado 7 deste Colégio Recursal: “Somente se reforma a decisão concessiva ou não da antecipação de tutela se teratológica, contrária à lei ou à evidente prova dos autos” – Recurso não conhecido.” 8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Supremo Tribunal Federal ARE 742983 AGR / SP 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 5. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - Antecipação de tutela para exclusão da inscrição do nome da parte agravada nos órgãos de proteção ao crédito – Imposição de multa cominatória para o caso de o agravante por qualquer meio tentar impedir ou frustar o cumprimento da ordem liminar – Inexistência de risco de dano irreparável, pois a multa só tem aplicação no caso de o recorrente descumprir determinação judicial. Ademais, cabe ao credor, no curso do processo, demonstrar a legitimidade do crédito – Hipótese dos autos que afasta o fundamento para o conhecimento do recurso, a teor do art. 522, do Código de Processo Civil – Regra processual exige de forma expressa o risco de dano irreparável para o cabimento do recurso. Entendimento pacificado pelo Enunciado 7 deste Colégio Recursal: “Somente se reforma a decisão concessiva ou não da antecipação de tutela se teratológica, contrária à lei ou à evidente prova dos autos” – Recurso não conhecido.” 8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 742983 AGR / SP Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “Note-se que no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. […] O artigo 5..., LVIII da Constituição Federal foi devidamente prequestionado quando o Tribunal de Justiça entendeu que deve ser devido o valor fixado a título de dano moral. […] Trata-se de um equívoco: o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma Moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer. […] O valor fixado a título de dano moral mostra-se exagerado e merece a intervenção desse E. Supremo Tribunal Federal. […] O valor da indenização deve ser arbitrado com a devida observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, tal a não gerar enriquecimento sem causa por parte do Autor.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Supremo Tribunal Federal ARE 742983 AGR / SP Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “Note-se que no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. […] O artigo 5..., LVIII da Constituição Federal foi devidamente prequestionado quando o Tribunal de Justiça entendeu que deve ser devido o valor fixado a título de dano moral. […] Trata-se de um equívoco: o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma Moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer. […] O valor fixado a título de dano moral mostra-se exagerado e merece a intervenção desse E. Supremo Tribunal Federal. […] O valor da indenização deve ser arbitrado com a devida observância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, tal a não gerar enriquecimento sem causa por parte do Autor.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Verifica-se que o dispositivo constitucional que o agravante considera violado não foi debatido no acórdão recorrido. Além disso, não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão, faltando, ao caso, o necessário prequestionamento da questão constitucional, o que inviabiliza a pretensão de exame do recurso extraordinário. Incide, portanto, o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” Nesse sentido, ARE 738.029-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/6/2013, e ARE 737.360-AgR/BA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/6/2013, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536507. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Verifica-se que o dispositivo constitucional que o agravante considera violado não foi debatido no acórdão recorrido. Além disso, não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão, faltando, ao caso, o necessário prequestionamento da questão constitucional, o que inviabiliza a pretensão de exame do recurso extraordinário. Incide, portanto, o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” Nesse sentido, ARE 738.029-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/6/2013, e ARE 737.360-AgR/BA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/6/2013, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 742983 AGR / SP declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental improvido.” Ademais, ainda que superado esse óbice, razão não assiste ao agravante, uma vez que a controvérsia foi decidida com fundamento em norma infraconstitucional nos termos da jurisprudência desta Corte que assentou que o dano moral decorrente da inscrição indevida em cadastro de restrição ao crédito, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 602.136, da Relatoria da Min. Ellen Gracie, o qual possui a seguinte ementa: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536507. Supremo Tribunal Federal ARE 742983 AGR / SP declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental improvido.” Ademais, ainda que superado esse óbice, razão não assiste ao agravante, uma vez que a controvérsia foi decidida com fundamento em norma infraconstitucional nos termos da jurisprudência desta Corte que assentou que o dano moral decorrente da inscrição indevida em cadastro de restrição ao crédito, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 602.136, da Relatoria da Min. Ellen Gracie, o qual possui a seguinte ementa: “INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. CADASTRAMENTO INDEVIDO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ANA CLÁUDIA FUGIMOTO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555541 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.983 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ANA CLÁUDIA FUGIMOTO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555541 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742 . 983", "Recurso Extraordinário n 602 . 136", "Súmulas 282", "ARE 742983 AGR / SP", "ARE 742983 AGR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 742983 AGR / SP", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 742983 AGR / SP", "ARE 742983 AGR", "Súmulas 282", "ARE 738 . 029 - AgR", "ARE 737 . 360 - AgR / BA", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 738 . 029 - AgR", "ARE 737 . 360 - AgR / BA", "SÚMULAS 282", "ARE 742983 AGR / SP", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 602 . 136", "ARE 742983 AGR / SP", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 602 . 136" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 522 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 522 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 522 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 522 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LVIII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LVIII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida 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Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo 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FUGIMOTO", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "OSMAR MENDES PAIXAO", "EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO", "ANA CLÁUDIA FUGIMOTO", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES", "EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO", "ANA CLÁUDIA FUGIMOTO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "OSMAR MENDES PAIXAO CÔRTES", "EDNA VIEIRA DO NASCIMENTO", "ANA CLÁUDIA FUGIMOTO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de setembro de 2013", "24", 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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) :LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS DO PLANO ESPECIAL DE CARGOS DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT – GDAPEC. REALIZAÇÃO DOS CICLOS DE AVALIAÇÃO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 03 de setembro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549849. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) :LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 22 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Sandra Mara Damas Taborda contra julgado da Terceira Turma Recursal de Santa Catarina, a qual manteve sentença que indeferira pedido de pagamento da gratificação denominada Gratificação de Desempenho de Atividades Administrativas do Plano Especial de Cargos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT - GDAPEC, a partir de julho de 2011, referente à avaliação institucional, nos mesmos patamares pagos aos servidores da ativa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelo Tribunal de origem, em relação à natureza jurídica da gratificação discutida nesse processo, demandaria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (no caso, a Lei n. 11.171/2005 e o Decreto n. 7.133/2010). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE ESTÍMULO À DOCÊNCIA - GED. EXTENSÃO A INATIVOS. LEI 9.678/1998. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) :LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 22 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Sandra Mara Damas Taborda contra julgado da Terceira Turma Recursal de Santa Catarina, a qual manteve sentença que indeferira pedido de pagamento da gratificação denominada Gratificação de Desempenho de Atividades Administrativas do Plano Especial de Cargos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT - GDAPEC, a partir de julho de 2011, referente à avaliação institucional, nos mesmos patamares pagos aos servidores da ativa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelo Tribunal de origem, em relação à natureza jurídica da gratificação discutida nesse processo, demandaria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (no caso, a Lei n. 11.171/2005 e o Decreto n. 7.133/2010). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE ESTÍMULO À DOCÊNCIA - GED. EXTENSÃO A INATIVOS. LEI 9.678/1998. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 765973 AGR / SC AGRAVO IMPROVIDO. I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (RE 582.273-AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJ 11.4.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ESTÍMULO À DOCÊNCIA – GED. NATUREZA JURÍDICA E POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 636.578-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 16.5.2011). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2012, interpõe Sandra Mara Damas Taborda, em 27.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma que “não há motivos para sustentar que o presente debate é afeto à matéria infraconstitucional. Deve-se lembrar que a Lei que instituiu a gratificação ora em debate (Lei 11.171/2005) somente é mencionada para sustentar sua criação e moldes de aplicabilidade na administração pública”. Assevera que “toda a matéria guerreada nestes autos é afeta à paridade constitucional (§ 8º do artigo 40 da Constituição Federal), matéria que sequer tem conexão com a Lei que instituiu a gratificação de desempenho (…) Saliente- se que por diversas outras oportunidades esta Corte reconheceu a sua competência para julgamento da presente matéria, algumas inclusive com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Supremo Tribunal Federal ARE 765973 AGR / SC AGRAVO IMPROVIDO. I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (RE 582.273-AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJ 11.4.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ESTÍMULO À DOCÊNCIA – GED. NATUREZA JURÍDICA E POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 636.578-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 16.5.2011). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2012, interpõe Sandra Mara Damas Taborda, em 27.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma que “não há motivos para sustentar que o presente debate é afeto à matéria infraconstitucional. Deve-se lembrar que a Lei que instituiu a gratificação ora em debate (Lei 11.171/2005) somente é mencionada para sustentar sua criação e moldes de aplicabilidade na administração pública”. Assevera que “toda a matéria guerreada nestes autos é afeta à paridade constitucional (§ 8º do artigo 40 da Constituição Federal), matéria que sequer tem conexão com a Lei que instituiu a gratificação de desempenho (…) Saliente- se que por diversas outras oportunidades esta Corte reconheceu a sua competência para julgamento da presente matéria, algumas inclusive com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 765973 AGR / SC repercussão geral”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Supremo Tribunal Federal ARE 765973 AGR / SC repercussão geral”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Relator do caso na Turma Recursal decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “os critérios e procedimentos gerais para realização das avaliações de desempenho, tanto individual como institucional, destinados ao pagamento da GDAPEC, foram regulamentados pelo Decreto nº 7.133/2010, sendo que critérios e procedimentos específicos para a realização do primeiro ciclo de avaliação de desempenho, tanto a nível individual como institucional, foram disciplinados através da Portaria nº 175/2010, do Ministério dos Transportes. Observa-se, ainda, que o legislador condicionou o pagamento da GDAPEC ao alcance das metas de desempenho individual e institucional, estabelecendo que seu valor seja composto pela somatória das pontuações obtidas em ambas as avaliações. Tanto o primeiro ciclo de avaliação de desempenho individual como o institucional restaram disciplinados pela Portaria nº 175/2010, do Ministério dos Transportes, tendo como data final 31/08/2010, nos termos do art. 7º da referida portaria. Ambas as avaliações foram regulamentadas e disciplinadas pelos mesmo dispositivos normativos e ocorreram conjuntamente. Também não há falar em pagamentos distintos, pois existe uma única gratificação de desempenho condicionada ao alcance das metas de desempenho individual e institucional”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa quanto aos valores devidos aos servidores aposentados e àqueles em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Relator do caso na Turma Recursal decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “os critérios e procedimentos gerais para realização das avaliações de desempenho, tanto individual como institucional, destinados ao pagamento da GDAPEC, foram regulamentados pelo Decreto nº 7.133/2010, sendo que critérios e procedimentos específicos para a realização do primeiro ciclo de avaliação de desempenho, tanto a nível individual como institucional, foram disciplinados através da Portaria nº 175/2010, do Ministério dos Transportes. Observa-se, ainda, que o legislador condicionou o pagamento da GDAPEC ao alcance das metas de desempenho individual e institucional, estabelecendo que seu valor seja composto pela somatória das pontuações obtidas em ambas as avaliações. Tanto o primeiro ciclo de avaliação de desempenho individual como o institucional restaram disciplinados pela Portaria nº 175/2010, do Ministério dos Transportes, tendo como data final 31/08/2010, nos termos do art. 7º da referida portaria. Ambas as avaliações foram regulamentadas e disciplinadas pelos mesmo dispositivos normativos e ocorreram conjuntamente. Também não há falar em pagamentos distintos, pois existe uma única gratificação de desempenho condicionada ao alcance das metas de desempenho individual e institucional”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa quanto aos valores devidos aos servidores aposentados e àqueles em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 765973 AGR / SC atividade decorrentes das avaliações realizadas em conformidade com as normas legais regulamentadoras demandaria a prévia análise do Decreto n. 7.133/2010 e da Portaria n. 175/2010. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido seria indireta. “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E SAÚDE, DE LOCALIZAÇÃO E DE DESEMPENHO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 838.847-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.5.2011). “DIREITO ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE POR DESEMPENHO DE FUNÇÃO - GADF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. 1. É inadmissível recurso extraordinário no qual se pretende a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental improvido” (AI 769.895-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 12.3.2010). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Supremo Tribunal Federal ARE 765973 AGR / SC atividade decorrentes das avaliações realizadas em conformidade com as normas legais regulamentadoras demandaria a prévia análise do Decreto n. 7.133/2010 e da Portaria n. 175/2010. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido seria indireta. “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E SAÚDE, DE LOCALIZAÇÃO E DE DESEMPENHO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 838.847-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.5.2011). “DIREITO ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE POR DESEMPENHO DE FUNÇÃO - GADF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. 1. É inadmissível recurso extraordinário no qual se pretende a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental improvido” (AI 769.895-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 12.3.2010). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 765973 AGR / SC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Supremo Tribunal Federal ARE 765973 AGR / SC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) : LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519574 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) : LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519574 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4567734
2013-09-03T00:00:00
2013-09-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS DO PLANO ESPECIAL DE CARGOS DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT – GDAPEC. REALIZAÇÃO DOS CICLOS DE AVALIAÇÃO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur242757
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO) AI 838847 AgR (1ªT), AI 769895 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 09/10/2013, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
765973
[ "LEG-FED DEC-007133 ANO-2010\n DECRETO\n\n", "LEG-FED PRT-000175 ANO-2010\n PORTARIA DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 765973 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) : LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) :LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS DO PLANO ESPECIAL DE CARGOS DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT – GDAPEC. REALIZAÇÃO DOS CICLOS DE AVALIAÇÃO. NECESSIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 03 de setembro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549849. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) :LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 22 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Sandra Mara Damas Taborda contra julgado da Terceira Turma Recursal de Santa Catarina, a qual manteve sentença que indeferira pedido de pagamento da gratificação denominada Gratificação de Desempenho de Atividades Administrativas do Plano Especial de Cargos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT - GDAPEC, a partir de julho de 2011, referente à avaliação institucional, nos mesmos patamares pagos aos servidores da ativa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelo Tribunal de origem, em relação à natureza jurídica da gratificação discutida nesse processo, demandaria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (no caso, a Lei n. 11.171/2005 e o Decreto n. 7.133/2010). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE ESTÍMULO À DOCÊNCIA - GED. EXTENSÃO A INATIVOS. LEI 9.678/1998. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) :LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 22 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Sandra Mara Damas Taborda contra julgado da Terceira Turma Recursal de Santa Catarina, a qual manteve sentença que indeferira pedido de pagamento da gratificação denominada Gratificação de Desempenho de Atividades Administrativas do Plano Especial de Cargos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT - GDAPEC, a partir de julho de 2011, referente à avaliação institucional, nos mesmos patamares pagos aos servidores da ativa. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelo Tribunal de origem, em relação à natureza jurídica da gratificação discutida nesse processo, demandaria análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (no caso, a Lei n. 11.171/2005 e o Decreto n. 7.133/2010). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE ESTÍMULO À DOCÊNCIA - GED. EXTENSÃO A INATIVOS. LEI 9.678/1998. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 765973 AGR / SC AGRAVO IMPROVIDO. I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 582.273-AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJ 11.4.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ESTÍMULO À DOCÊNCIA – GED. NATUREZA JURÍDICA E POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 636.578-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 16.5.2011). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2012, interpõe Sandra Mara Damas Taborda, em 27.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma que “não há motivos para sustentar que o presente debate é afeto à matéria infraconstitucional. Deve-se lembrar que a Lei que instituiu a gratificação ora em debate (Lei 11.171/2005) somente é mencionada para sustentar sua criação e moldes de aplicabilidade na administração pública”. Assevera que “toda a matéria guerreada nestes autos é afeta à paridade constitucional (§ 8... do artigo 40 da Constituição Federal), matéria que sequer tem conexão com a Lei que instituiu a gratificação de desempenho (…) Saliente- se que por diversas outras oportunidades esta Corte reconheceu a sua competência para julgamento da presente matéria, algumas inclusive com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Supremo Tribunal Federal ARE 765973 AGR / SC AGRAVO IMPROVIDO. I – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 582.273-AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJ 11.4.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ESTÍMULO À DOCÊNCIA – GED. NATUREZA JURÍDICA E POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 636.578-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 16.5.2011). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2012, interpõe Sandra Mara Damas Taborda, em 27.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma que “não há motivos para sustentar que o presente debate é afeto à matéria infraconstitucional. Deve-se lembrar que a Lei que instituiu a gratificação ora em debate (Lei 11.171/2005) somente é mencionada para sustentar sua criação e moldes de aplicabilidade na administração pública”. Assevera que “toda a matéria guerreada nestes autos é afeta à paridade constitucional (§ 8... do artigo 40 da Constituição Federal), matéria que sequer tem conexão com a Lei que instituiu a gratificação de desempenho (…) Saliente- se que por diversas outras oportunidades esta Corte reconheceu a sua competência para julgamento da presente matéria, algumas inclusive com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 765973 AGR / SC repercussão geral”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Supremo Tribunal Federal ARE 765973 AGR / SC repercussão geral”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Relator do caso na Turma Recursal decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “os critérios e procedimentos gerais para realização das avaliações de desempenho, tanto individual como institucional, destinados ao pagamento da GDAPEC, foram regulamentados pelo Decreto n 7.133/2010, sendo que critérios e procedimentos específicos para a realização do primeiro ciclo de avaliação de desempenho, tanto a nível individual como institucional, foram disciplinados através da Portaria n 175/2010, do Ministério dos Transportes. Observa-se, ainda, que o legislador condicionou o pagamento da GDAPEC ao alcance das metas de desempenho individual e institucional, estabelecendo que seu valor seja composto pela somatória das pontuações obtidas em ambas as avaliações. Tanto o primeiro ciclo de avaliação de desempenho individual como o institucional restaram disciplinados pela Portaria n 175/2010, do Ministério dos Transportes, tendo como data final 31/08/2010, nos termos do art. 7... da referida portaria. Ambas as avaliações foram regulamentadas e disciplinadas pelos mesmo dispositivos normativos e ocorreram conjuntamente. Também não há falar em pagamentos distintos, pois existe uma única gratificação de desempenho condicionada ao alcance das metas de desempenho individual e institucional”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa quanto aos valores devidos aos servidores aposentados e àqueles em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Relator do caso na Turma Recursal decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “os critérios e procedimentos gerais para realização das avaliações de desempenho, tanto individual como institucional, destinados ao pagamento da GDAPEC, foram regulamentados pelo Decreto n 7.133/2010, sendo que critérios e procedimentos específicos para a realização do primeiro ciclo de avaliação de desempenho, tanto a nível individual como institucional, foram disciplinados através da Portaria n 175/2010, do Ministério dos Transportes. Observa-se, ainda, que o legislador condicionou o pagamento da GDAPEC ao alcance das metas de desempenho individual e institucional, estabelecendo que seu valor seja composto pela somatória das pontuações obtidas em ambas as avaliações. Tanto o primeiro ciclo de avaliação de desempenho individual como o institucional restaram disciplinados pela Portaria n 175/2010, do Ministério dos Transportes, tendo como data final 31/08/2010, nos termos do art. 7... da referida portaria. Ambas as avaliações foram regulamentadas e disciplinadas pelos mesmo dispositivos normativos e ocorreram conjuntamente. Também não há falar em pagamentos distintos, pois existe uma única gratificação de desempenho condicionada ao alcance das metas de desempenho individual e institucional”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa quanto aos valores devidos aos servidores aposentados e àqueles em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 765973 AGR / SC atividade decorrentes das avaliações realizadas em conformidade com as normas legais regulamentadoras demandaria a prévia análise do Decreto n. 7.133/2010 e da Portaria n. 175/2010. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido seria indireta. “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E SAÚDE, DE LOCALIZAÇÃO E DE DESEMPENHO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 838.847-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.5.2011). “DIREITO ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE POR DESEMPENHO DE FUNÇÃO - GADF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. 1. É inadmissível recurso extraordinário no qual se pretende a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental improvido” (AI 769.895-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 12.3.2010). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Supremo Tribunal Federal ARE 765973 AGR / SC atividade decorrentes das avaliações realizadas em conformidade com as normas legais regulamentadoras demandaria a prévia análise do Decreto n. 7.133/2010 e da Portaria n. 175/2010. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido seria indireta. “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E SAÚDE, DE LOCALIZAÇÃO E DE DESEMPENHO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 838.847-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.5.2011). “DIREITO ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE POR DESEMPENHO DE FUNÇÃO - GADF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA. 1. É inadmissível recurso extraordinário no qual se pretende a análise de legislação infraconstitucional. 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CÁRMEN LÚCIA ARE 765973 AGR / SC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Supremo Tribunal Federal ARE 765973 AGR / SC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) : LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519574 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765.973 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : SANDRA MARA DAMAS TABORDA ADV.(A/S) : LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519574 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 765 . 973", "ARE 765973 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 582 . 273 - AgR / SC", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 636 . 578 - AgR", "ARE 765973 AGR", "Recurso Extraordinário 582 . 273 - AgR / SC", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "Recurso Extraordinário 636 . 578 - AgR", "ARE 765973 AGR / SC", "ARE 765973 AGR / SC", "ARE 765973 AGR / SC", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 838 . 847 - AgR", "AI 769 . 895 - AgR", "ARE 765973 AGR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 838 . 847 - AgR", "AI 769 . 895 - AgR", "ARE", "ARE 765973 AGR / SC" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 11 . 171 / 2005", "Decreto n . 7 . 133 / 2010", "LEI 9 . 678 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 11 . 171 / 2005", "Decreto n . 7 . 133 / 2010", "LEI 9 . 678 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei 11 . 171 / 2005", "§ 8 . . . do artigo 40 da Constituição Federal", "Constituição", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei 11 . 171 / 2005", "§ 8 . . . do artigo 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 7 . 133 / 2010", "Portaria n 175 / 2010", "Portaria n 175 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 7 . 133 / 2010", "Portaria n 175 / 2010", "Portaria n 175 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n . 7 . 133 / 2010", "Portaria n . 175 / 2010", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n . 7 . 133 / 2010", "Portaria n . 175 / 2010", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES", "DNIT", "GDAPEC", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Terceira Turma", "Plano", "Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes", "DNIT", "GDAPEC", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Terceira Turma Recursal de Santa Catarina", "Plano", "Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes", "DNIT", "GDAPEC", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério dos Transportes", "Ministério dos Transportes", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério dos Transportes", "Ministério dos Transportes", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "SANDRA MARA DAMAS TABORDA", "LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "SANDRA MARA DAMAS TABORDA", "LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ", "CÁRMEN LÚCIA", "Sandra Mara Damas Taborda", "CÁRMEN LÚCIA", "SANDRA MARA DAMAS TABORDA", "LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ", "CÁRMEN LÚCIA", "Sandra Mara Damas Taborda", "Ricardo Lewandowski", "Sandra Mara Damas Taborda", "Ricardo Lewandowski", "Sandra Mara Damas Taborda", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "SANDRA MARA DAMAS TABORDA", "LUIZ PHILIPE GEREMIAS BENINCÁ", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira", "SANTA", "CÁRMEN LÚCIA", "SANDRA MARA DAMAS TABORDA", "LUIZ PHILIPE GEREMIAS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "09", "/", "2013", "03 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "22 de agosto de 2013", "julho de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "22 de agosto de 2013", "julho de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2012", "16", ".", "5", ".", "2011", "27", ".", "8", ".", "2012", "27", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2012", "16", ".", "5", ".", "2011", "27", ".", "8", ".", "2012", "27", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "31", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "31", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "5", ".", "2011", "12", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "5", ".", "2011", "12", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "03", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) :RODRIGO CÉSAR FAQUIM EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Astreintes. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654997. Supremo Tribunal Federal DJe 06/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 658.085 AGR / SP agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654997. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654997. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) :RODRIGO CÉSAR FAQUIM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se conheceu de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 355 a 357), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 5º, incisos II, XXXVI e LV, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da 30º Circunscrição Judiciária de Tupã/SP, assim fundamentado: ‘Assim, conclui-se que não há nos autos qualquer documento que deixe de comprovar do transito em julgado das r. decisões, de forma que assim não há falar em ausência de exigências de exigibilidade de multa. Ademais, não se pode confundir incidência com inexigibilidade. Também não se sustenta a arguição de necessidade de intimação pessoal para a incidência de multa, no caso vertente. Isto, porque, em verdade, no caso específico, não há Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) :RODRIGO CÉSAR FAQUIM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se conheceu de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 355 a 357), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 5º, incisos II, XXXVI e LV, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da 30º Circunscrição Judiciária de Tupã/SP, assim fundamentado: ‘Assim, conclui-se que não há nos autos qualquer documento que deixe de comprovar do transito em julgado das r. decisões, de forma que assim não há falar em ausência de exigências de exigibilidade de multa. Ademais, não se pode confundir incidência com inexigibilidade. Também não se sustenta a arguição de necessidade de intimação pessoal para a incidência de multa, no caso vertente. Isto, porque, em verdade, no caso específico, não há Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 658.085 AGR / SP dúvidas sobra a ciência da ré quanto a obrigação, já que recorreu da r. sentença que a impôs. Portanto, a essência do ato se mostra plenamente válido e não foi alvo de recurso no momento adequado, razão pela qual não incide ao caso a súmula nº 410 do colendo Superior Tribunal de Justiça, verbis: ‘A prévia intimação pessoal do devedor constitui condição necessária para a cobrança de multa pelo descumprimento de obrigação de fazer ou não fazer.’ Por fim, registre-se que há sim descumprimento da r. ordem judicial. Conquanto tenha a agravante apresentado os extratos da conta corrente, o contrato de empréstimo debitado na conta corrente e o contrato e faturas do cartão de crédito, como confessou as fls.167, não juntou aos autos a cópia do contrato da conta corrente, bem como os extratos dentro do prazo de 01/01/1998 a 14/08/2001, como verificado na precisa r. sentença’ (fls. 288/289). Decido. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os dispositivos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão atacado. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP dúvidas sobra a ciência da ré quanto a obrigação, já que recorreu da r. sentença que a impôs. Portanto, a essência do ato se mostra plenamente válido e não foi alvo de recurso no momento adequado, razão pela qual não incide ao caso a súmula nº 410 do colendo Superior Tribunal de Justiça, verbis: ‘A prévia intimação pessoal do devedor constitui condição necessária para a cobrança de multa pelo descumprimento de obrigação de fazer ou não fazer.’ Por fim, registre-se que há sim descumprimento da r. ordem judicial. Conquanto tenha a agravante apresentado os extratos da conta corrente, o contrato de empréstimo debitado na conta corrente e o contrato e faturas do cartão de crédito, como confessou as fls.167, não juntou aos autos a cópia do contrato da conta corrente, bem como os extratos dentro do prazo de 01/01/1998 a 14/08/2001, como verificado na precisa r. sentença’ (fls. 288/289). Decido. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os dispositivos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão atacado. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 658.085 AGR / SP CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP – AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes‘ (AI nº 360.265/RJ - AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP – AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes‘ (AI nº 360.265/RJ - AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 658.085 AGR / SP Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos II, XXXVI e LV, da Constituição Federal e que os referidos dispositivos constitucionais teriam sido devidamente prequestionados. Aduz, in verbis, que: “(...) no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. Não há, portanto, necessidade de que as r. decisões recorridas façam expressa referência aos artigos violados, bastando que disponha sobre as matérias relativas a tais dispositivos” (fl. 376). Alega, ainda, que “o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer” (fl. 377). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos II, XXXVI e LV, da Constituição Federal e que os referidos dispositivos constitucionais teriam sido devidamente prequestionados. Aduz, in verbis, que: “(...) no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. Não há, portanto, necessidade de que as r. decisões recorridas façam expressa referência aos artigos violados, bastando que disponha sobre as matérias relativas a tais dispositivos” (fl. 376). Alega, ainda, que “o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer” (fl. 377). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 658.085 AGR / SP embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 658.085 AGR / SP revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). Por fim, é certo que a Turma Recursal concluiu pela exigibilidade da multa por descumprimento de decisão judicial (astreinte), com base na legislação processual e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para rever esse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). Por fim, é certo que a Turma Recursal concluiu pela exigibilidade da multa por descumprimento de decisão judicial (astreinte), com base na legislação processual e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para rever esse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 658.085 AGR / SP regimental a que se nega provimento” (AI nº 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 802.533/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI nº 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP regimental a que se nega provimento” (AI nº 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 802.533/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI nº 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) : RODRIGO CÉSAR FAQUIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642588 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) : RODRIGO CÉSAR FAQUIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642588 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1694819
2011-12-06T00:00:00
2012-02-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Astreintes. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.
sjur204070
- Acórdãos citados: RE 411859 AgR, ARE 644667, AI 531906 AgR, AI 802533 AgR, AI 731718 AgR, RE 607071 ED. Número de páginas: 11. Análise: 09/03/2011, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
658085
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 658085 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) : RODRIGO CÉSAR FAQUIM AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) :RODRIGO CÉSAR FAQUIM EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Astreintes. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654997. Supremo Tribunal Federal DJe 06/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 658.085 AGR / SP agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654997. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654997. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) :RODRIGO CÉSAR FAQUIM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se conheceu de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 355 a 357), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 5..., incisos II, XXXVI e LV, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da 30... Circunscrição Judiciária de Tupã/SP, assim fundamentado: ‘Assim, conclui-se que não há nos autos qualquer documento que deixe de comprovar do transito em julgado das r. decisões, de forma que assim não há falar em ausência de exigências de exigibilidade de multa. Ademais, não se pode confundir incidência com inexigibilidade. Também não se sustenta a arguição de necessidade de intimação pessoal para a incidência de multa, no caso vertente. Isto, porque, em verdade, no caso específico, não há Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) :RODRIGO CÉSAR FAQUIM RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se conheceu de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 355 a 357), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 5..., incisos II, XXXVI e LV, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível da 30... Circunscrição Judiciária de Tupã/SP, assim fundamentado: ‘Assim, conclui-se que não há nos autos qualquer documento que deixe de comprovar do transito em julgado das r. decisões, de forma que assim não há falar em ausência de exigências de exigibilidade de multa. Ademais, não se pode confundir incidência com inexigibilidade. Também não se sustenta a arguição de necessidade de intimação pessoal para a incidência de multa, no caso vertente. Isto, porque, em verdade, no caso específico, não há Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 658.085 AGR / SP dúvidas sobra a ciência da ré quanto a obrigação, já que recorreu da r. sentença que a impôs. Portanto, a essência do ato se mostra plenamente válido e não foi alvo de recurso no momento adequado, razão pela qual não incide ao caso a súmula n 410 do colendo Superior Tribunal de Justiça, verbis: ‘A prévia intimação pessoal do devedor constitui condição necessária para a cobrança de multa pelo descumprimento de obrigação de fazer ou não fazer.’ Por fim, registre-se que há sim descumprimento da r. ordem judicial. Conquanto tenha a agravante apresentado os extratos da conta corrente, o contrato de empréstimo debitado na conta corrente e o contrato e faturas do cartão de crédito, como confessou as fls.167, não juntou aos autos a cópia do contrato da conta corrente, bem como os extratos dentro do prazo de 01/01/1998 a 14/08/2001, como verificado na precisa r. sentença’ (fls. 288/289). Decido. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os dispositivos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão atacado. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP dúvidas sobra a ciência da ré quanto a obrigação, já que recorreu da r. sentença que a impôs. Portanto, a essência do ato se mostra plenamente válido e não foi alvo de recurso no momento adequado, razão pela qual não incide ao caso a súmula n 410 do colendo Superior Tribunal de Justiça, verbis: ‘A prévia intimação pessoal do devedor constitui condição necessária para a cobrança de multa pelo descumprimento de obrigação de fazer ou não fazer.’ Por fim, registre-se que há sim descumprimento da r. ordem judicial. Conquanto tenha a agravante apresentado os extratos da conta corrente, o contrato de empréstimo debitado na conta corrente e o contrato e faturas do cartão de crédito, como confessou as fls.167, não juntou aos autos a cópia do contrato da conta corrente, bem como os extratos dentro do prazo de 01/01/1998 a 14/08/2001, como verificado na precisa r. sentença’ (fls. 288/289). Decido. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os dispositivos constitucionais apontados como violados carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão atacado. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 658.085 AGR / SP CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP – AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes‘ (AI n 360.265/RJ - AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP – AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes‘ (AI n 360.265/RJ - AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 658.085 AGR / SP Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos II, XXXVI e LV, da Constituição Federal e que os referidos dispositivos constitucionais teriam sido devidamente prequestionados. Aduz, in verbis, que: “(...) no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. Não há, portanto, necessidade de que as r. decisões recorridas façam expressa referência aos artigos violados, bastando que disponha sobre as matérias relativas a tais dispositivos” (fl. 376). Alega, ainda, que “o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer” (fl. 377). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos II, XXXVI e LV, da Constituição Federal e que os referidos dispositivos constitucionais teriam sido devidamente prequestionados. Aduz, in verbis, que: “(...) no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. Não há, portanto, necessidade de que as r. decisões recorridas façam expressa referência aos artigos violados, bastando que disponha sobre as matérias relativas a tais dispositivos” (fl. 376). Alega, ainda, que “o recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer” (fl. 377). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados como violados no recurso extraordinário em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 658.085 AGR / SP embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 658.085 AGR / SP revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). Por fim, é certo que a Turma Recursal concluiu pela exigibilidade da multa por descumprimento de decisão judicial (astreinte), com base na legislação processual e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para rever esse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). Por fim, é certo que a Turma Recursal concluiu pela exigibilidade da multa por descumprimento de decisão judicial (astreinte), com base na legislação processual e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para rever esse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 658.085 AGR / SP regimental a que se nega provimento” (AI n 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 802.533/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Supremo Tribunal Federal ARE 658.085 AGR / SP regimental a que se nega provimento” (AI n 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 802.533/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10). Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1654998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) : RODRIGO CÉSAR FAQUIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642588 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.085 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CELINA PIMENTEL LINO ADV.(A/S) : RODRIGO CÉSAR FAQUIM Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642588 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658 . 085", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 658 . 085 AGR", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "súmula n 410 do colendo Superior Tribunal de Justiça", "ARE 658 . 085", "súmula n 410 do colendo Superior Tribunal de Justiça", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "AI n 594 . 887 / SP – AgR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "AI n 594 . 887 / SP – AgR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "Súmulas ns 282", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "ARE n 644 . 667 / RS - AgR", "AI n 531 . 906 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "ARE n 644 . 667 / RS - AgR", "AI n 531 . 906 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636", "ARE 658 . 085 AGR", "AI n 826 . 326 / RS - AgR", "SÚMULA N . 735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 802 . 533 / RJ - AgR", "AI n 731 . 718 / GO - AgR", "ARE 658 . 085 AGR / SP", "AI n 826 . 326 / RS - AgR", "SÚMULA N . 735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 802 . 533 / RJ - AgR", "AI n 731 . 718 / GO - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos II , XXXVI e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos II , XXXVI e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , incisos II , XXXVI e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Constituição da República", "ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Constituição da República", "ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "Tupã", "/", "SP", "SÃO PAULO", "Tupã / SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER", "Banco Santander ( Brasil ) S . 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "CELINA PIMENTEL LINO", "RODRIGO CÉSAR FAQUIM", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "CELINA PIMENTEL LINO", "RODRIGO CÉSAR FAQUIM", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "CELINA PIMENTEL LINO", "RODRIGO CÉSAR FAQUIM", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "CELINA PIMENTEL LINO", "RODRIGO CÉSAR FAQUIM", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "CELINA PIMENTEL LINO", "RODRIGO CÉSAR FAQUIM", "Cármen", "Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian" ], "TEMPO": [ "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "02", "/", "2012", "6 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "01", "/", "1998", "14", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "01", "/", "1998", "14", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "11", "3", "/", "3", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "11", "3", "/", "3", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "11", "/", "2010", "22", "/", "10", "/", "2010", "5", "/", "10", "/", "11", "14", "/", "11", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "11", "/", "2010", "22", "/", "10", "/", "2010", "5", "/", "10", "/", "11", "14", "/", "11", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "4", "/", "11", "25", "/", "11", "/", "10", "10", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "4", "/", "11", "25", "/", "11", "/", "10", "10", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375747. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 738349 AGR / PE Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375747. Supremo Tribunal Federal ARE 738349 AGR / PE Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375747. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, que rejeitou embargos de declaração interpostos de aresto que negou provimento a agravo regimental. No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de cortes diversas, por não se tratar de matéria constitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006 Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375748. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, que rejeitou embargos de declaração interpostos de aresto que negou provimento a agravo regimental. No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de cortes diversas, por não se tratar de matéria constitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006 Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 738349 AGR / PE O agravante sustenta, em suma, que “A repercussão geral é clara na presente hipótese, como bem demonstrado na preliminar levantada à e-fl. 111, pois a questão versada ultrapassa os limites subjetivos da causa na medida em que se discute a garantia do contraditório e ampla defesa”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375748. Supremo Tribunal Federal ARE 738349 AGR / PE O agravante sustenta, em suma, que “A repercussão geral é clara na presente hipótese, como bem demonstrado na preliminar levantada à e-fl. 111, pois a questão versada ultrapassa os limites subjetivos da causa na medida em que se discute a garantia do contraditório e ampla defesa”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. No caso destes autos, o acórdão do Superior Tribunal de Justiça confirmou a decisão que se limitou a examinar a admissibilidade do recurso especial interposto pela ora agravante. Conforme salientei na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Transcrevo a ementa do julgado mencionado que sintetiza o entendimento do Tribunal a respeito do tema: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso 'elemento de configuração da própria repercussão geral', conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375749. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. No caso destes autos, o acórdão do Superior Tribunal de Justiça confirmou a decisão que se limitou a examinar a admissibilidade do recurso especial interposto pela ora agravante. Conforme salientei na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Transcrevo a ementa do julgado mencionado que sintetiza o entendimento do Tribunal a respeito do tema: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso 'elemento de configuração da própria repercussão geral', conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 738349 AGR / PE Ademais, registro que as razões aduzidas pela agravante, ao impugnar a decisão monocrática, ampararam-se na alegação de que foi demonstrada a existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Entretanto, diversamente do que afirmado pela agravante, não se apontou como óbice ao conhecimento do extraordinário a ausência de demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Nota-se, portanto, que as razões recursais estão dissociadas do disposto na decisão agravada, o que caracteriza a deficiência na fundamentação deste agravo regimental. Incide, na hipótese, a Súmula 284 do STF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375749. Supremo Tribunal Federal ARE 738349 AGR / PE Ademais, registro que as razões aduzidas pela agravante, ao impugnar a decisão monocrática, ampararam-se na alegação de que foi demonstrada a existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Entretanto, diversamente do que afirmado pela agravante, não se apontou como óbice ao conhecimento do extraordinário a ausência de demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Nota-se, portanto, que as razões recursais estão dissociadas do disposto na decisão agravada, o que caracteriza a deficiência na fundamentação deste agravo regimental. Incide, na hipótese, a Súmula 284 do STF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 20/08/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407177 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407177 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4440230
2013-08-20T00:00:00
2013-09-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. III - Agravo regimental improvido.
sjur240805
- Acórdão(s) citado(s): (PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE, RECURSOS, TRIBUNAIS DIVERSOS) RE 598365 RG. Número de páginas: 7. Análise: 12/09/2013, TIA.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
738349
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005 INCLUÍDO PELA LEI-11418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 738349 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375747. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 738349 AGR / PE Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375747. Supremo Tribunal Federal ARE 738349 AGR / PE Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375747. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, que rejeitou embargos de declaração interpostos de aresto que negou provimento a agravo regimental. No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de cortes diversas, por não se tratar de matéria constitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006 Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375748. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, que rejeitou embargos de declaração interpostos de aresto que negou provimento a agravo regimental. No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de cortes diversas, por não se tratar de matéria constitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006 Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 738349 AGR / PE O agravante sustenta, em suma, que “A repercussão geral é clara na presente hipótese, como bem demonstrado na preliminar levantada à e-fl. 111, pois a questão versada ultrapassa os limites subjetivos da causa na medida em que se discute a garantia do contraditório e ampla defesa”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375748. Supremo Tribunal Federal ARE 738349 AGR / PE O agravante sustenta, em suma, que “A repercussão geral é clara na presente hipótese, como bem demonstrado na preliminar levantada à e-fl. 111, pois a questão versada ultrapassa os limites subjetivos da causa na medida em que se discute a garantia do contraditório e ampla defesa”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. No caso destes autos, o acórdão do Superior Tribunal de Justiça confirmou a decisão que se limitou a examinar a admissibilidade do recurso especial interposto pela ora agravante. Conforme salientei na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Transcrevo a ementa do julgado mencionado que sintetiza o entendimento do Tribunal a respeito do tema: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso 'elemento de configuração da própria repercussão geral', conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375749. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. No caso destes autos, o acórdão do Superior Tribunal de Justiça confirmou a decisão que se limitou a examinar a admissibilidade do recurso especial interposto pela ora agravante. Conforme salientei na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Transcrevo a ementa do julgado mencionado que sintetiza o entendimento do Tribunal a respeito do tema: “PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso 'elemento de configuração da própria repercussão geral', conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 738349 AGR / PE Ademais, registro que as razões aduzidas pela agravante, ao impugnar a decisão monocrática, ampararam-se na alegação de que foi demonstrada a existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Entretanto, diversamente do que afirmado pela agravante, não se apontou como óbice ao conhecimento do extraordinário a ausência de demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Nota-se, portanto, que as razões recursais estão dissociadas do disposto na decisão agravada, o que caracteriza a deficiência na fundamentação deste agravo regimental. Incide, na hipótese, a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375749. Supremo Tribunal Federal ARE 738349 AGR / PE Ademais, registro que as razões aduzidas pela agravante, ao impugnar a decisão monocrática, ampararam-se na alegação de que foi demonstrada a existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Entretanto, diversamente do que afirmado pela agravante, não se apontou como óbice ao conhecimento do extraordinário a ausência de demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso. Nota-se, portanto, que as razões recursais estão dissociadas do disposto na decisão agravada, o que caracteriza a deficiência na fundamentação deste agravo regimental. Incide, na hipótese, a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 20/08/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407177 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.349 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : CÉLIA PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ADRIANO AUGUSTO COSTA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407177 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "Súmula 284 desta Corte", "ARE 738349 AGR / PE", "ARE 738349 AGR / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738 . 349", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "ARE 738349 AGR / PE", "ARE 738349 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG /", "Recurso Extraordinário 584 . 608 ”", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 ”", "ARE 738349", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 738349", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts . 326 e 327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 11 . 418 / 2006", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Telefonia. Internet móvel. Prestação insatisfatória do serviço. Indenização. Dano moral. Dever de indenizar. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise jurisdicional, de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. A Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e que, portanto, a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelo dano moral por ele sofrido em razão da prestação insatisfatória do serviço de internet móvel. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759380. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 741869 AGR / SP 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759380. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Vivo S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 170 a 172), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos II, X, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Vivo S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 170 a 172), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos II, X, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 741869 AGR / SP recurso por outra razão. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP recurso por outra razão. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 741869 AGR / SP Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, verifica-se que o acórdão recorrido amparou seu entendimento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Desse modo, para divergir do entendimento firmado pela instância de origem e acolher a pretensão da recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 601.443/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULA 279 DO STF. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmulas 279 do STF. II - Agravo regimental improvido’ (AI nº 634.072/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 22/6/07). ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia de natureza infraconstitucional (Código de Defesa do Consumidor), decidida com base em fatos e provas, de reexame vedado no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, das Súmula 636 e Súmula 279. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, verifica-se que o acórdão recorrido amparou seu entendimento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Desse modo, para divergir do entendimento firmado pela instância de origem e acolher a pretensão da recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 601.443/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULA 279 DO STF. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmulas 279 do STF. II - Agravo regimental improvido’ (AI nº 634.072/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 22/6/07). ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia de natureza infraconstitucional (Código de Defesa do Consumidor), decidida com base em fatos e provas, de reexame vedado no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, das Súmula 636 e Súmula 279. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 741869 AGR / SP jurisdicional ou de violação do art. 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal’ (AI nº 597.064/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos II, X, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega que o Juizado Especial seria incompetente para conhecer do presente feito e julgá-lo, tendo em vista a complexidade da causa, relativa a contrato de serviço de internet móvel, bem como que não teria restado demonstrado o dano moral supostamente sofrido pelo agravado. Aduz, ainda, in verbis, que “(...) as velocidades de transmissão de dados variam conforme a tecnologia utilizada (variando conforme a área de cobertura onde o serviço é utilizado), bem como de acordo com as condições topográficas e/ou climáticas, a velocidade de movimento e a distância que o Usuário se encontrar da Estação de Rádio Base (ERB), o número de clientes associados à Estação Rádio Base, entre outros fatores, o que também é de pleno conhecimento da parte Recorrida (Cláusulas 2.2 e 2.3) e cuja responsabilidade não pode ser atribuída à prestadora de serviços. Cumpre esclarecer ainda que o Contrato de Prestação de Serviços prevê que o referido serviço, por característica inerente decorrente de ser serviço móvel, está mais sujeito a instabilidades do que o acesso fixo tradicional à internet. O contrato de prestação de serviços também prevê a possibilidade de degradação de cobertura de sinal ou indisponibilidade momentânea, por razões técnicas, em função de reparos, manutenção, substituição de equipamentos e problemas similares relacionados com as redes de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP jurisdicional ou de violação do art. 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal’ (AI nº 597.064/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos II, X, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega que o Juizado Especial seria incompetente para conhecer do presente feito e julgá-lo, tendo em vista a complexidade da causa, relativa a contrato de serviço de internet móvel, bem como que não teria restado demonstrado o dano moral supostamente sofrido pelo agravado. Aduz, ainda, in verbis, que “(...) as velocidades de transmissão de dados variam conforme a tecnologia utilizada (variando conforme a área de cobertura onde o serviço é utilizado), bem como de acordo com as condições topográficas e/ou climáticas, a velocidade de movimento e a distância que o Usuário se encontrar da Estação de Rádio Base (ERB), o número de clientes associados à Estação Rádio Base, entre outros fatores, o que também é de pleno conhecimento da parte Recorrida (Cláusulas 2.2 e 2.3) e cuja responsabilidade não pode ser atribuída à prestadora de serviços. Cumpre esclarecer ainda que o Contrato de Prestação de Serviços prevê que o referido serviço, por característica inerente decorrente de ser serviço móvel, está mais sujeito a instabilidades do que o acesso fixo tradicional à internet. O contrato de prestação de serviços também prevê a possibilidade de degradação de cobertura de sinal ou indisponibilidade momentânea, por razões técnicas, em função de reparos, manutenção, substituição de equipamentos e problemas similares relacionados com as redes de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 741869 AGR / SP telecomunicações, o que visa à satisfativa prestação do serviço. (…) Destarte, ante a ausência de demonstração pela Parte Recorrida de que os alegados defeitos no funcionamento do serviço decorreram de falha na prestação dos serviços pela Recorrente; à ausência de quaisquer defeitos detectados pela ora peticionária e à responsabilidade do assinante pelos equipamentos de sua propriedade, dessume-se que os supostos defeitos impugnados pela Parte Recorrida ocorreram por culpa exclusiva desta (artigo 14, § 3º, inciso II do CDC)” (fls. 181/182). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP telecomunicações, o que visa à satisfativa prestação do serviço. (…) Destarte, ante a ausência de demonstração pela Parte Recorrida de que os alegados defeitos no funcionamento do serviço decorreram de falha na prestação dos serviços pela Recorrente; à ausência de quaisquer defeitos detectados pela ora peticionária e à responsabilidade do assinante pelos equipamentos de sua propriedade, dessume-se que os supostos defeitos impugnados pela Parte Recorrida ocorreram por culpa exclusiva desta (artigo 14, § 3º, inciso II do CDC)” (fls. 181/182). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, anote-se que a questão relativa à alegada incompetência dos Juizados Especiais para julgar a presente causa, em razão da suposta complexidade da matéria, não foi prequestionada, sendo certo que os acórdãos proferidos pela Corte de origem não cuidaram da matéria, bem como que os embargos de declaração opostos pela ora agravante não suscitaram a discussão. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) Prima facie, saliente-se que o caso dos autos enquadra-se dentre as hipóteses de incidência do Código de Defesa do Consumidor – CDC, e suas disposições, ficando a relação das partes infensa ao regime legal e sistemática de referido diploma. (…) No caso em tela, embora a recorrente negue a existência de falha na prestação do serviço de internet móvel, não cuidou de instruir os autos com documentos aptos a demonstrar a regularidade do serviço. Sequer um relatório discriminando os dias, a quantidade de acessos e a velocidade de conexão alcançada pelo recorrido copiou aos autos, o que poderia comprovar a eficiência do serviço de internet prestado. Doravante, a recorrente não trouxe aos autos provas que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, anote-se que a questão relativa à alegada incompetência dos Juizados Especiais para julgar a presente causa, em razão da suposta complexidade da matéria, não foi prequestionada, sendo certo que os acórdãos proferidos pela Corte de origem não cuidaram da matéria, bem como que os embargos de declaração opostos pela ora agravante não suscitaram a discussão. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) Prima facie, saliente-se que o caso dos autos enquadra-se dentre as hipóteses de incidência do Código de Defesa do Consumidor – CDC, e suas disposições, ficando a relação das partes infensa ao regime legal e sistemática de referido diploma. (…) No caso em tela, embora a recorrente negue a existência de falha na prestação do serviço de internet móvel, não cuidou de instruir os autos com documentos aptos a demonstrar a regularidade do serviço. Sequer um relatório discriminando os dias, a quantidade de acessos e a velocidade de conexão alcançada pelo recorrido copiou aos autos, o que poderia comprovar a eficiência do serviço de internet prestado. Doravante, a recorrente não trouxe aos autos provas que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP demonstrassem que o recorrido fora devidamente informado sobre as características e condições do serviço. Assim sendo, as assertivas tecidas pelo recorrido, consistentes na falha do serviço de internet, possuem verossimilhança, de modo que devem ser aceitas como verdadeiras. De outro canto, o dano moral é patente nos autos. (…) É bem de ver que o art. 22 do Código de Defesas do Consumidor impõe aos órgãos públicos, suas empresas, concessionárias ou permissionárias, o fornecimento de serviços ‘adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos’. Assim sendo, considerando que o serviço de internet trata- se de serviço considerado essencial nos dias atuais, é óbvio que a falha no fornecimento do serviço não causou simples aborrecimentos ou transtornos. (…) De resto, considerando a falha havida na prestação de serviços, inexigível a cobrança de multa por rescisão contratual antecipada, pois fora a própria recorrente quem deu causa ao rompimento do contrato antes do termino do prazo de carência” (fls. 125/128). Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não de que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP demonstrassem que o recorrido fora devidamente informado sobre as características e condições do serviço. Assim sendo, as assertivas tecidas pelo recorrido, consistentes na falha do serviço de internet, possuem verossimilhança, de modo que devem ser aceitas como verdadeiras. De outro canto, o dano moral é patente nos autos. (…) É bem de ver que o art. 22 do Código de Defesas do Consumidor impõe aos órgãos públicos, suas empresas, concessionárias ou permissionárias, o fornecimento de serviços ‘adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos’. Assim sendo, considerando que o serviço de internet trata- se de serviço considerado essencial nos dias atuais, é óbvio que a falha no fornecimento do serviço não causou simples aborrecimentos ou transtornos. (…) De resto, considerando a falha havida na prestação de serviços, inexigível a cobrança de multa por rescisão contratual antecipada, pois fora a própria recorrente quem deu causa ao rompimento do contrato antes do termino do prazo de carência” (fls. 125/128). Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não de que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). De resto, é certo que a Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). De resto, é certo que a Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP que a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelo dano moral por ele sofrido em razão da prestação insatisfatória do serviço de internet móvel. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO DO CONSUMIDOR. TELEFONIA MÓVEL. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. ALEGAÇÃO DE NECESSIDADE DE PROVA TÉCNICA. TROCA DE LINHAS E DE PLANOS. EQUÍVOCO MANTIDO APÓS RECLAMAÇÃO. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. SÚMULA 279/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO EM 18.10.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 682.565/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 19/2/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. RELAÇÃO DE CONSUMO. SERVIÇOS DE TELEFONIA. COBRANÇA EM DUPLICIDADE. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DANOS MORAIS. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP que a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelo dano moral por ele sofrido em razão da prestação insatisfatória do serviço de internet móvel. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO DO CONSUMIDOR. TELEFONIA MÓVEL. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. ALEGAÇÃO DE NECESSIDADE DE PROVA TÉCNICA. TROCA DE LINHAS E DE PLANOS. EQUÍVOCO MANTIDO APÓS RECLAMAÇÃO. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. SÚMULA 279/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO EM 18.10.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 682.565/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 19/2/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. RELAÇÃO DE CONSUMO. SERVIÇOS DE TELEFONIA. COBRANÇA EM DUPLICIDADE. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DANOS MORAIS. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. Agravo Regimental desprovido” (ARE nº 652.198/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/5/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, analisar o acervo fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF). 2. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não cabe falar em ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Republicana. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 555.546/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/5/12). Por fim, anote-se que as alegações da agravante no sentido de que sua conduta estava amparada nas cláusulas do contrato de telefonia móvel firmado entre os litigantes também não podem ser acolhidas na 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. Agravo Regimental desprovido” (ARE nº 652.198/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/5/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, analisar o acervo fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF). 2. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não cabe falar em ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Republicana. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 555.546/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/5/12). Por fim, anote-se que as alegações da agravante no sentido de que sua conduta estava amparada nas cláusulas do contrato de telefonia móvel firmado entre os litigantes também não podem ser acolhidas na 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP sede extraordinária, haja vista a incidência do óbice da Súmula nº 454 desta Corte. Nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP sede extraordinária, haja vista a incidência do óbice da Súmula nº 454 desta Corte. Nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4790765 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4790765 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4793365
2013-08-20T00:00:00
2013-11-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Telefonia. Internet móvel. Prestação insatisfatória do serviço. Indenização. Dano moral. Dever de indenizar. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise jurisdicional, de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. A Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e que, portanto, a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelo dano moral por ele sofrido em razão da prestação insatisfatória do serviço de internet móvel. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. Agravo regimental não provido.
sjur246970
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 809411 AgR (2ªT), AI 653010 AgR (1ªT). (OFENSA REFLEXA) ARE 644667 AgR (1ªT), RE 531906 AgR (2ªT). (SÚMULAS 636 E 279) ARE 682565 AgR (1ªT), ARE 652198 AgR (1ªT), AI 555546 AgR (2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 18/11/2013, TIA.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
741869
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 741869 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Telefonia. Internet móvel. Prestação insatisfatória do serviço. Indenização. Dano moral. Dever de indenizar. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise jurisdicional, de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. A Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e que, portanto, a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelo dano moral por ele sofrido em razão da prestação insatisfatória do serviço de internet móvel. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759380. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 741869 AGR / SP 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759380. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759380. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Vivo S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 170 a 172), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos II, X, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :VIVO S/A ADV.(A/S) :ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Vivo S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 170 a 172), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos II, X, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 741869 AGR / SP recurso por outra razão. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP recurso por outra razão. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 741869 AGR / SP Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, verifica-se que o acórdão recorrido amparou seu entendimento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Desse modo, para divergir do entendimento firmado pela instância de origem e acolher a pretensão da recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 601.443/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido’ (AI n 634.072/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 22/6/07). ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia de natureza infraconstitucional (Código de Defesa do Consumidor), decidida com base em fatos e provas, de reexame vedado no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, das Súmula 636 e Súmula 279. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, verifica-se que o acórdão recorrido amparou seu entendimento no conjunto fático-probatório constante dos autos. Desse modo, para divergir do entendimento firmado pela instância de origem e acolher a pretensão da recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a lide, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 1% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 601.443/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido’ (AI n 634.072/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 22/6/07). ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia de natureza infraconstitucional (Código de Defesa do Consumidor), decidida com base em fatos e provas, de reexame vedado no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, das Súmula 636 e Súmula 279. 2. Alegações improcedentes de negativa de prestação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 741869 AGR / SP jurisdicional ou de violação do art. 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal’ (AI n 597.064/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos II, X, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega que o Juizado Especial seria incompetente para conhecer do presente feito e julgá-lo, tendo em vista a complexidade da causa, relativa a contrato de serviço de internet móvel, bem como que não teria restado demonstrado o dano moral supostamente sofrido pelo agravado. Aduz, ainda, in verbis, que “(...) as velocidades de transmissão de dados variam conforme a tecnologia utilizada (variando conforme a área de cobertura onde o serviço é utilizado), bem como de acordo com as condições topográficas e/ou climáticas, a velocidade de movimento e a distância que o Usuário se encontrar da Estação de Rádio Base (ERB), o número de clientes associados à Estação Rádio Base, entre outros fatores, o que também é de pleno conhecimento da parte Recorrida (Cláusulas 2.2 e 2.3) e cuja responsabilidade não pode ser atribuída à prestadora de serviços. Cumpre esclarecer ainda que o Contrato de Prestação de Serviços prevê que o referido serviço, por característica inerente decorrente de ser serviço móvel, está mais sujeito a instabilidades do que o acesso fixo tradicional à internet. O contrato de prestação de serviços também prevê a possibilidade de degradação de cobertura de sinal ou indisponibilidade momentânea, por razões técnicas, em função de reparos, manutenção, substituição de equipamentos e problemas similares relacionados com as redes de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP jurisdicional ou de violação do art. 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal’ (AI n 597.064/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 20/10/06). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos II, X, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega que o Juizado Especial seria incompetente para conhecer do presente feito e julgá-lo, tendo em vista a complexidade da causa, relativa a contrato de serviço de internet móvel, bem como que não teria restado demonstrado o dano moral supostamente sofrido pelo agravado. Aduz, ainda, in verbis, que “(...) as velocidades de transmissão de dados variam conforme a tecnologia utilizada (variando conforme a área de cobertura onde o serviço é utilizado), bem como de acordo com as condições topográficas e/ou climáticas, a velocidade de movimento e a distância que o Usuário se encontrar da Estação de Rádio Base (ERB), o número de clientes associados à Estação Rádio Base, entre outros fatores, o que também é de pleno conhecimento da parte Recorrida (Cláusulas 2.2 e 2.3) e cuja responsabilidade não pode ser atribuída à prestadora de serviços. Cumpre esclarecer ainda que o Contrato de Prestação de Serviços prevê que o referido serviço, por característica inerente decorrente de ser serviço móvel, está mais sujeito a instabilidades do que o acesso fixo tradicional à internet. O contrato de prestação de serviços também prevê a possibilidade de degradação de cobertura de sinal ou indisponibilidade momentânea, por razões técnicas, em função de reparos, manutenção, substituição de equipamentos e problemas similares relacionados com as redes de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 741869 AGR / SP telecomunicações, o que visa à satisfativa prestação do serviço. (…) Destarte, ante a ausência de demonstração pela Parte Recorrida de que os alegados defeitos no funcionamento do serviço decorreram de falha na prestação dos serviços pela Recorrente; à ausência de quaisquer defeitos detectados pela ora peticionária e à responsabilidade do assinante pelos equipamentos de sua propriedade, dessume-se que os supostos defeitos impugnados pela Parte Recorrida ocorreram por culpa exclusiva desta (artigo 14, § 3..., inciso II do CDC)” (fls. 181/182). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP telecomunicações, o que visa à satisfativa prestação do serviço. (…) Destarte, ante a ausência de demonstração pela Parte Recorrida de que os alegados defeitos no funcionamento do serviço decorreram de falha na prestação dos serviços pela Recorrente; à ausência de quaisquer defeitos detectados pela ora peticionária e à responsabilidade do assinante pelos equipamentos de sua propriedade, dessume-se que os supostos defeitos impugnados pela Parte Recorrida ocorreram por culpa exclusiva desta (artigo 14, § 3..., inciso II do CDC)” (fls. 181/182). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, anote-se que a questão relativa à alegada incompetência dos Juizados Especiais para julgar a presente causa, em razão da suposta complexidade da matéria, não foi prequestionada, sendo certo que os acórdãos proferidos pela Corte de origem não cuidaram da matéria, bem como que os embargos de declaração opostos pela ora agravante não suscitaram a discussão. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) Prima facie, saliente-se que o caso dos autos enquadra-se dentre as hipóteses de incidência do Código de Defesa do Consumidor – CDC, e suas disposições, ficando a relação das partes infensa ao regime legal e sistemática de referido diploma. (…) No caso em tela, embora a recorrente negue a existência de falha na prestação do serviço de internet móvel, não cuidou de instruir os autos com documentos aptos a demonstrar a regularidade do serviço. Sequer um relatório discriminando os dias, a quantidade de acessos e a velocidade de conexão alcançada pelo recorrido copiou aos autos, o que poderia comprovar a eficiência do serviço de internet prestado. Doravante, a recorrente não trouxe aos autos provas que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, anote-se que a questão relativa à alegada incompetência dos Juizados Especiais para julgar a presente causa, em razão da suposta complexidade da matéria, não foi prequestionada, sendo certo que os acórdãos proferidos pela Corte de origem não cuidaram da matéria, bem como que os embargos de declaração opostos pela ora agravante não suscitaram a discussão. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) Prima facie, saliente-se que o caso dos autos enquadra-se dentre as hipóteses de incidência do Código de Defesa do Consumidor – CDC, e suas disposições, ficando a relação das partes infensa ao regime legal e sistemática de referido diploma. (…) No caso em tela, embora a recorrente negue a existência de falha na prestação do serviço de internet móvel, não cuidou de instruir os autos com documentos aptos a demonstrar a regularidade do serviço. Sequer um relatório discriminando os dias, a quantidade de acessos e a velocidade de conexão alcançada pelo recorrido copiou aos autos, o que poderia comprovar a eficiência do serviço de internet prestado. Doravante, a recorrente não trouxe aos autos provas que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP demonstrassem que o recorrido fora devidamente informado sobre as características e condições do serviço. Assim sendo, as assertivas tecidas pelo recorrido, consistentes na falha do serviço de internet, possuem verossimilhança, de modo que devem ser aceitas como verdadeiras. De outro canto, o dano moral é patente nos autos. (…) É bem de ver que o art. 22 do Código de Defesas do Consumidor impõe aos órgãos públicos, suas empresas, concessionárias ou permissionárias, o fornecimento de serviços ‘adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos’. Assim sendo, considerando que o serviço de internet trata- se de serviço considerado essencial nos dias atuais, é óbvio que a falha no fornecimento do serviço não causou simples aborrecimentos ou transtornos. (…) De resto, considerando a falha havida na prestação de serviços, inexigível a cobrança de multa por rescisão contratual antecipada, pois fora a própria recorrente quem deu causa ao rompimento do contrato antes do termino do prazo de carência” (fls. 125/128). Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não de que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP demonstrassem que o recorrido fora devidamente informado sobre as características e condições do serviço. Assim sendo, as assertivas tecidas pelo recorrido, consistentes na falha do serviço de internet, possuem verossimilhança, de modo que devem ser aceitas como verdadeiras. De outro canto, o dano moral é patente nos autos. (…) É bem de ver que o art. 22 do Código de Defesas do Consumidor impõe aos órgãos públicos, suas empresas, concessionárias ou permissionárias, o fornecimento de serviços ‘adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos’. Assim sendo, considerando que o serviço de internet trata- se de serviço considerado essencial nos dias atuais, é óbvio que a falha no fornecimento do serviço não causou simples aborrecimentos ou transtornos. (…) De resto, considerando a falha havida na prestação de serviços, inexigível a cobrança de multa por rescisão contratual antecipada, pois fora a própria recorrente quem deu causa ao rompimento do contrato antes do termino do prazo de carência” (fls. 125/128). Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não de que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). De resto, é certo que a Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). De resto, é certo que a Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP que a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelo dano moral por ele sofrido em razão da prestação insatisfatória do serviço de internet móvel. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO DO CONSUMIDOR. TELEFONIA MÓVEL. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. ALEGAÇÃO DE NECESSIDADE DE PROVA TÉCNICA. TROCA DE LINHAS E DE PLANOS. EQUÍVOCO MANTIDO APÓS RECLAMAÇÃO. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO EM 18.10.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 682.565/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 19/2/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. RELAÇÃO DE CONSUMO. SERVIÇOS DE TELEFONIA. COBRANÇA EM DUPLICIDADE. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DANOS MORAIS. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP que a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelo dano moral por ele sofrido em razão da prestação insatisfatória do serviço de internet móvel. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO DO CONSUMIDOR. TELEFONIA MÓVEL. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. ALEGAÇÃO DE NECESSIDADE DE PROVA TÉCNICA. TROCA DE LINHAS E DE PLANOS. EQUÍVOCO MANTIDO APÓS RECLAMAÇÃO. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO EM 18.10.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 682.565/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 19/2/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. RELAÇÃO DE CONSUMO. SERVIÇOS DE TELEFONIA. COBRANÇA EM DUPLICIDADE. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DANOS MORAIS. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. Agravo Regimental desprovido” (ARE n 652.198/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/5/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, analisar o acervo fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não cabe falar em ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Republicana. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 555.546/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/5/12). Por fim, anote-se que as alegações da agravante no sentido de que sua conduta estava amparada nas cláusulas do contrato de telefonia móvel firmado entre os litigantes também não podem ser acolhidas na 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. Agravo Regimental desprovido” (ARE n 652.198/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/5/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, analisar o acervo fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não cabe falar em ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Republicana. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 555.546/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/5/12). Por fim, anote-se que as alegações da agravante no sentido de que sua conduta estava amparada nas cláusulas do contrato de telefonia móvel firmado entre os litigantes também não podem ser acolhidas na 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 741869 AGR / SP sede extraordinária, haja vista a incidência do óbice da Súmula n 454 desta Corte. Nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Supremo Tribunal Federal ARE 741869 AGR / SP sede extraordinária, haja vista a incidência do óbice da Súmula n 454 desta Corte. Nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4790765 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.869 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : VIVO S/A ADV.(A/S) : ALESSANDRA FRANCISCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4790765 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 869", "Súmulas ns 636", "ARE 741869 AGR / SP", "ARE 741869 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 869", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 869", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 741869 AGR / SP", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "Súmula", "AI n 601 . 443 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 634 . 072 / RJ - AgR", "Súmula", "ARE 741869 AGR / SP", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 601 . 443 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 634 . 072 / RJ - AgR", "Súmula", "Súmula", "ARE 741869 AGR / SP", "AI n 597 . 064 / BA - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "AI n 597 . 064 / BA - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "ARE 741869 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 869", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO", "ARE 741869 AGR / SP", "ARE 741869 AGR / SP", "ARE 741869 AGR / SP", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "ARE n 644 . 667 / RS - AgR", "AI n 531 . 906 / RJ - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "ARE n 644 . 667 / RS - AgR", "AI n 531 . 906 / RJ - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "Súmulas ns 636", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 682 . 565 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 741869 AGR / SP", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 682 . 565 / SP - AgR", "SÚMULA 279 /", "ARE 741869 AGR / SP", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 652 . 198 / RS - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 555 . 546 / PR - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 652 . 198 /", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 555 . 546 / PR - AgR", "ARE 741869 AGR / SP", "Súmula n 454 desta Corte", "ARE 741869 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição da República", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II , X , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II , X , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "Código de Defesa do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . 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A .", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VIVO S / A", "Vivo S . A .", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Juizado Especial", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Juizado Especial", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", "2", ".", ".", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "VIVO S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VIVO S / A", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ALESSANDRA FRANCISCO", "GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ALESSANDRA FRANCISCO", "GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "ALESSANDRA FRANCISCO", "GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ALESSANDRA FRANCISCO", "GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "ALESSANDRA FRANCISCO", "GUILHERME MARROCOS DE ARAUJO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "20", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "30", "/", "11", "/", "07", "22", "/", "6", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "30", "/", "11", "/", "07", "22", "/", "6", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "6", "/", "11", "29", "/", "8", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "6", "/", "11", "29", "/", "8", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "11", "/", "2010", "22", "/", "10", "/", "2010", "5", "/", "10", "/", "11", "14", "/", "11", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "11", "/", "2010", "22", "/", "10", "/", "2010", "5", "/", "10", "/", "11", "14", "/", "11", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "10", ".", "2011", "19", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "10", ".", "2011", "19", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "23", "/", "5", "/", "12", "11", "/", "5", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "11", "15", ".", "03", ".", "11", "18", ".", "03", ".", "11", "23", "/", "5", "/", "12", "11", "/", "5", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "20", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) :OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. SUBTRAÇÃO DE INCAPAZ. PRISÃO PREVENTIVA. SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A superveniência de sentença condenatória em que o Juízo aprecia e mantém a prisão cautelar anteriormente decretada implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 20 de agosto de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777983. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 113885 / PR Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777983. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) :OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Omar Campos da Silva Junior em favor de Eva Cássia Ferrarezi Zeglan contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 226.514/PR, de relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu (Desembargador convocado do TJ/RJ). O Ministério Público do Estado do Paraná denunciou a paciente por suposta prática dos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e subtração de incapaz, tipificados no artigo 121, § 2º, incisos I e IV, 211 e 249, caput , c/c 61, inciso II, alínea “h”, na forma do artigo 69, todos do Código Penal, pois, em 26.3.2011, teria assassinado uma adolescente de 16 (dezesseis) anos, ocultado o cadáver e subtraído incapaz (recém nascido de apenas 24 dias), filho da vítima, o qual foi posteriormente abandonado em uma igreja. Segundo a denúncia, o homicídio foi cometido com o fito de subtrair o recém-nascido, embora este tenha sido abandonado dias depois dos fatos. O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de São José dos Pinhais/PR recebeu a denúncia e converteu a prisão temporária da paciente em preventiva. O pedido de liberdade provisória foi indeferido. A prisão ocorreu em 30.3.2011. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná denegou a ordem de habeas corpus, para manter a prisão preventiva decretada contra a paciente. Inconformada, a Defesa impetrou o citado HC 226.514/PR perante o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777984. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) :OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Omar Campos da Silva Junior em favor de Eva Cássia Ferrarezi Zeglan contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 226.514/PR, de relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu (Desembargador convocado do TJ/RJ). O Ministério Público do Estado do Paraná denunciou a paciente por suposta prática dos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e subtração de incapaz, tipificados no artigo 121, § 2º, incisos I e IV, 211 e 249, caput , c/c 61, inciso II, alínea “h”, na forma do artigo 69, todos do Código Penal, pois, em 26.3.2011, teria assassinado uma adolescente de 16 (dezesseis) anos, ocultado o cadáver e subtraído incapaz (recém nascido de apenas 24 dias), filho da vítima, o qual foi posteriormente abandonado em uma igreja. Segundo a denúncia, o homicídio foi cometido com o fito de subtrair o recém-nascido, embora este tenha sido abandonado dias depois dos fatos. O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de São José dos Pinhais/PR recebeu a denúncia e converteu a prisão temporária da paciente em preventiva. O pedido de liberdade provisória foi indeferido. A prisão ocorreu em 30.3.2011. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná denegou a ordem de habeas corpus, para manter a prisão preventiva decretada contra a paciente. Inconformada, a Defesa impetrou o citado HC 226.514/PR perante o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 113885 / PR Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Neste writ, o Impetrante alega, em suma, a ausência dos pressupostos autorizadores da segregação cautelar e o excesso de prazo na formação da culpa, ao argumento de encontrar-se paciente presa desde 30.3.2011. Aduz tratar-se de acusada primária, com endereço fixo. Salienta que a prisão cautelar deve ser a última medida a ser aplicada, como prescreve o art. 282, § 4º, do Código de Processo Penal. Requer o deferimento de liminar, para expedir imediato alvará de soltura em favor da paciente. No mérito, pugna pela confirmação do pleito emergencial. Informações prestadas pela autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não conhecimento do writ e, se conhecido, por sua denegação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777984. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Neste writ, o Impetrante alega, em suma, a ausência dos pressupostos autorizadores da segregação cautelar e o excesso de prazo na formação da culpa, ao argumento de encontrar-se paciente presa desde 30.3.2011. Aduz tratar-se de acusada primária, com endereço fixo. Salienta que a prisão cautelar deve ser a última medida a ser aplicada, como prescreve o art. 282, § 4º, do Código de Processo Penal. Requer o deferimento de liminar, para expedir imediato alvará de soltura em favor da paciente. No mérito, pugna pela confirmação do pleito emergencial. Informações prestadas pela autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não conhecimento do writ e, se conhecido, por sua denegação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 226.514/PR. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a ). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. No mesmo sentido, encontram-se diversos precedentes da minha lavra, entre eles o seguinte: “O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 226.514/PR. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a ). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. No mesmo sentido, encontram-se diversos precedentes da minha lavra, entre eles o seguinte: “O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113885 / PR Primeira Turma desta Suprema Corte.” (HC 104.045/RJ, 1ª Turma, DJe 06.9.2012). A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Portanto, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem julgamento do mérito. Como a não admissão do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que se impõe, quanto aos habeas corpus já impetrados, o exame da questão de fundo, uma vez, em tese, possível a concessão de habeas corpus de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade. Na sessão de julgamento do dia 13.8.2013, em que apresentei o processo em mesa, reputou-se prudente, em razão da notícia de que o julgamento da paciente pelo Tribunal do Júri ocorreria no 15.8.2013, postergar o julgamento para a sessão seguinte. E, consoante informações prestadas em 19.8.2013, por telefone, pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais de São José dos Pinhais/PR, a paciente foi condenada, em 15.8.2013, nos termos da denúncia, à pena de 15 (quinze) anos, 2 (dois) meses e 10 (dez) dias de reclusão no regime inicial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR Primeira Turma desta Suprema Corte.” (HC 104.045/RJ, 1ª Turma, DJe 06.9.2012). A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Portanto, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem julgamento do mérito. Como a não admissão do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que se impõe, quanto aos habeas corpus já impetrados, o exame da questão de fundo, uma vez, em tese, possível a concessão de habeas corpus de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade. Na sessão de julgamento do dia 13.8.2013, em que apresentei o processo em mesa, reputou-se prudente, em razão da notícia de que o julgamento da paciente pelo Tribunal do Júri ocorreria no 15.8.2013, postergar o julgamento para a sessão seguinte. E, consoante informações prestadas em 19.8.2013, por telefone, pelo Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais de São José dos Pinhais/PR, a paciente foi condenada, em 15.8.2013, nos termos da denúncia, à pena de 15 (quinze) anos, 2 (dois) meses e 10 (dez) dias de reclusão no regime inicial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113885 / PR fechado. Desse modo, diante da prolação de sentença penal condenatória, substancial a alteração do quadro fático da impetração, não mais subsistindo a prisão preventiva decretada antes do julgamento, e sim segregação cautelar baseada no decreto condenatório, com a consequente alteração do título prisional. Nesse sentido julgado da minha lavra: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO TEMPORÁRIA E PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. FUNDAMENTAÇÃO SUCINTA. 1. A superveniência de sentença condenatória na qual o Juízo aprecia e mantém a prisão cautelar anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. 2. Decisão que autoriza interceptação telefônica redigida de forma sucinta, mas que se reporta ao preenchimento dos requisitos dos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 9.296/1996 e ao conteúdo da representação policial na qual os elementos probatórios existentes contra os investigados estavam relacionados. Desfecho das interceptações que confirma a fundada suspeita que as motivou, tendo sido apreendidas drogas e revelada a existência de grupo criminoso envolvido na atividade ilícita. Invalidade patente não reconhecida. (HC 103.817/MG, 1.ª Turma, DJe. 29.5.2012). No mesmo sentido ainda os seguintes precedentes: “A superveniência de sentença penal condenatória com novo fundamento para a manutenção da prisão cautelar constitui novo título prisional, diverso, portanto, da prisão preventiva. Prejuízo da presente impetração.” (HC 104.721/MG, Rel. para acórdão Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27.03.2012) “A superveniência de sentença penal condenatória com novo fundamento para a manutenção da prisão constitui novo título 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR fechado. Desse modo, diante da prolação de sentença penal condenatória, substancial a alteração do quadro fático da impetração, não mais subsistindo a prisão preventiva decretada antes do julgamento, e sim segregação cautelar baseada no decreto condenatório, com a consequente alteração do título prisional. Nesse sentido julgado da minha lavra: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO TEMPORÁRIA E PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. FUNDAMENTAÇÃO SUCINTA. 1. A superveniência de sentença condenatória na qual o Juízo aprecia e mantém a prisão cautelar anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. 2. Decisão que autoriza interceptação telefônica redigida de forma sucinta, mas que se reporta ao preenchimento dos requisitos dos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 9.296/1996 e ao conteúdo da representação policial na qual os elementos probatórios existentes contra os investigados estavam relacionados. Desfecho das interceptações que confirma a fundada suspeita que as motivou, tendo sido apreendidas drogas e revelada a existência de grupo criminoso envolvido na atividade ilícita. Invalidade patente não reconhecida. (HC 103.817/MG, 1.ª Turma, DJe. 29.5.2012). No mesmo sentido ainda os seguintes precedentes: “A superveniência de sentença penal condenatória com novo fundamento para a manutenção da prisão cautelar constitui novo título prisional, diverso, portanto, da prisão preventiva. Prejuízo da presente impetração.” (HC 104.721/MG, Rel. para acórdão Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27.03.2012) “A superveniência de sentença penal condenatória com novo fundamento para a manutenção da prisão constitui novo título 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113885 / PR prisional, cuja apreciação não pode ser inaugurada neste Supremo Tribunal.” (HC 104.862/SC, Rel. Min. Carmen Lúcia, 1ª Turma, DJe 24.5.2011). Superada, de outra parte, em face da prolação de sentença condenatória, a alegação de excesso de prazo na instrução do feito, consoante já decidido por esta Primeira Turma: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. EXCESSO DE PRAZO. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO. PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE. RISCO À ORDEM PÚBLICA. Com o julgamento da ação penal, ainda que em primeiro grau, não mais se cogita de excesso de prazo, cf. reiterados precedentes desta Corte (v.g.: HC 110.313/MS; HC 104.227/MS; HC 103.020/SP; HC 97.548/SP; e HC 86.630/RJ). (...)” (HC 106.326/BA Rel. para acórdão Min. Rosa Weber por maioria j. 17.4.2012) Nesse contexto, em face da substituição do título prisional e do ato apontado como coator, a ensejar, se o caso, nova impetração, ausente manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal sequer cogitável concessão da ordem de ofício. Não fora a inadequação do habeas, a extinção do feito sem resolução do mérito também impor-se-ia pelo prejuízo decorrente da perda superveniente de objeto. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR prisional, cuja apreciação não pode ser inaugurada neste Supremo Tribunal.” (HC 104.862/SC, Rel. Min. Carmen Lúcia, 1ª Turma, DJe 24.5.2011). Superada, de outra parte, em face da prolação de sentença condenatória, a alegação de excesso de prazo na instrução do feito, consoante já decidido por esta Primeira Turma: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. EXCESSO DE PRAZO. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO. PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE. RISCO À ORDEM PÚBLICA. Com o julgamento da ação penal, ainda que em primeiro grau, não mais se cogita de excesso de prazo, cf. reiterados precedentes desta Corte (v.g.: HC 110.313/MS; HC 104.227/MS; HC 103.020/SP; HC 97.548/SP; e HC 86.630/RJ). (...)” (HC 106.326/BA Rel. para acórdão Min. Rosa Weber por maioria j. 17.4.2012) Nesse contexto, em face da substituição do título prisional e do ato apontado como coator, a ensejar, se o caso, nova impetração, ausente manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal sequer cogitável concessão da ordem de ofício. Não fora a inadequação do habeas, a extinção do feito sem resolução do mérito também impor-se-ia pelo prejuízo decorrente da perda superveniente de objeto. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para deferir a ordem. Vinga o princípio da não culpabilidade. Então a custódia, até que a culpa esteja selada, é preventiva, é provisória, e não posso conceber que assim o seja, presente o espaço de tempo, àquela altura, ou seja, na semana passada, de dois anos e quatro meses. Peço vênia à relatora para implementar a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4448921. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para deferir a ordem. Vinga o princípio da não culpabilidade. Então a custódia, até que a culpa esteja selada, é preventiva, é provisória, e não posso conceber que assim o seja, presente o espaço de tempo, àquela altura, ou seja, na semana passada, de dois anos e quatro meses. Peço vênia à relatora para implementar a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4448921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.885 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) : OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418499 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.885 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) : OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418499 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4794538
2013-08-20T00:00:00
2013-11-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. SUBTRAÇÃO DE INCAPAZ. PRISÃO PREVENTIVA. SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A superveniência de sentença condenatória em que o Juízo aprecia e mantém a prisão cautelar anteriormente decretada implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.
sjur246974
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC) HC 104045 (1ªT), HC 109956 (1ªT), HC 108715 (1ªT). (PRISÃO CAUTELAR, SUPERVENIÊNCIA, SENTENÇA CONDENATÓRIA) HC 103817 (1ªT), HC 104721 (1ªT), HC 104862 (1ªT). (PRISÃO CAUTELAR, EXCESSO DE PRAZO, SUPERVENIÊNCIA, SENTENÇA CONDENATÓRIA) HC 106326 (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 12/12/2013, SÉR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
113885
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078 ART-00102 INC-00002 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC
acordaos
HC 113885
[ "" ]
PACTE.(S) : EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) : OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) :OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. OCULTAÇÃO DE CADÁVER. SUBTRAÇÃO DE INCAPAZ. PRISÃO PREVENTIVA. SUBSTITUIÇÃO DO TÍTULO PRISIONAL. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A superveniência de sentença condenatória em que o Juízo aprecia e mantém a prisão cautelar anteriormente decretada implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 20 de agosto de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777983. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 113885 / PR Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777983. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) :OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Omar Campos da Silva Junior em favor de Eva Cássia Ferrarezi Zeglan contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 226.514/PR, de relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu (Desembargador convocado do TJ/RJ). O Ministério Público do Estado do Paraná denunciou a paciente por suposta prática dos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e subtração de incapaz, tipificados no artigo 121, § 2..., incisos I e IV, 211 e 249, caput , c/c 61, inciso II, alínea “h”, na forma do artigo 69, todos do Código Penal, pois, em 26.3.2011, teria assassinado uma adolescente de 16 (dezesseis) anos, ocultado o cadáver e subtraído incapaz (recém nascido de apenas 24 dias), filho da vítima, o qual foi posteriormente abandonado em uma igreja. Segundo a denúncia, o homicídio foi cometido com o fito de subtrair o recém-nascido, embora este tenha sido abandonado dias depois dos fatos. O Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de São José dos Pinhais/PR recebeu a denúncia e converteu a prisão temporária da paciente em preventiva. O pedido de liberdade provisória foi indeferido. A prisão ocorreu em 30.3.2011. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná denegou a ordem de habeas corpus, para manter a prisão preventiva decretada contra a paciente. Inconformada, a Defesa impetrou o citado HC 226.514/PR perante o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777984. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) :OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Omar Campos da Silva Junior em favor de Eva Cássia Ferrarezi Zeglan contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 226.514/PR, de relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu (Desembargador convocado do TJ/RJ). O Ministério Público do Estado do Paraná denunciou a paciente por suposta prática dos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e subtração de incapaz, tipificados no artigo 121, § 2..., incisos I e IV, 211 e 249, caput , c/c 61, inciso II, alínea “h”, na forma do artigo 69, todos do Código Penal, pois, em 26.3.2011, teria assassinado uma adolescente de 16 (dezesseis) anos, ocultado o cadáver e subtraído incapaz (recém nascido de apenas 24 dias), filho da vítima, o qual foi posteriormente abandonado em uma igreja. Segundo a denúncia, o homicídio foi cometido com o fito de subtrair o recém-nascido, embora este tenha sido abandonado dias depois dos fatos. O Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de São José dos Pinhais/PR recebeu a denúncia e converteu a prisão temporária da paciente em preventiva. O pedido de liberdade provisória foi indeferido. A prisão ocorreu em 30.3.2011. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná denegou a ordem de habeas corpus, para manter a prisão preventiva decretada contra a paciente. Inconformada, a Defesa impetrou o citado HC 226.514/PR perante o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 113885 / PR Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Neste writ, o Impetrante alega, em suma, a ausência dos pressupostos autorizadores da segregação cautelar e o excesso de prazo na formação da culpa, ao argumento de encontrar-se paciente presa desde 30.3.2011. Aduz tratar-se de acusada primária, com endereço fixo. Salienta que a prisão cautelar deve ser a última medida a ser aplicada, como prescreve o art. 282, § 4..., do Código de Processo Penal. Requer o deferimento de liminar, para expedir imediato alvará de soltura em favor da paciente. No mérito, pugna pela confirmação do pleito emergencial. Informações prestadas pela autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não conhecimento do writ e, se conhecido, por sua denegação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777984. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Neste writ, o Impetrante alega, em suma, a ausência dos pressupostos autorizadores da segregação cautelar e o excesso de prazo na formação da culpa, ao argumento de encontrar-se paciente presa desde 30.3.2011. Aduz tratar-se de acusada primária, com endereço fixo. Salienta que a prisão cautelar deve ser a última medida a ser aplicada, como prescreve o art. 282, § 4..., do Código de Processo Penal. Requer o deferimento de liminar, para expedir imediato alvará de soltura em favor da paciente. No mérito, pugna pela confirmação do pleito emergencial. Informações prestadas pela autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não conhecimento do writ e, se conhecido, por sua denegação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 226.514/PR. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a ). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. No mesmo sentido, encontram-se diversos precedentes da minha lavra, entre eles o seguinte: “O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC 226.514/PR. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a ). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. No mesmo sentido, encontram-se diversos precedentes da minha lavra, entre eles o seguinte: “O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113885 / PR Primeira Turma desta Suprema Corte.” (HC 104.045/RJ, 1... Turma, DJe 06.9.2012). A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Portanto, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem julgamento do mérito. Como a não admissão do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que se impõe, quanto aos habeas corpus já impetrados, o exame da questão de fundo, uma vez, em tese, possível a concessão de habeas corpus de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade. Na sessão de julgamento do dia 13.8.2013, em que apresentei o processo em mesa, reputou-se prudente, em razão da notícia de que o julgamento da paciente pelo Tribunal do Júri ocorreria no 15.8.2013, postergar o julgamento para a sessão seguinte. E, consoante informações prestadas em 19.8.2013, por telefone, pelo Juízo de Direito da 1... Vara Criminal, Júri e Execuções Penais de São José dos Pinhais/PR, a paciente foi condenada, em 15.8.2013, nos termos da denúncia, à pena de 15 (quinze) anos, 2 (dois) meses e 10 (dez) dias de reclusão no regime inicial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR Primeira Turma desta Suprema Corte.” (HC 104.045/RJ, 1... Turma, DJe 06.9.2012). A preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, a, da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Portanto, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem julgamento do mérito. Como a não admissão do habeas corpus como substitutivo do recurso ordinário constitucional representa guinada da jurisprudência desta Corte, entendo que se impõe, quanto aos habeas corpus já impetrados, o exame da questão de fundo, uma vez, em tese, possível a concessão de habeas corpus de ofício diante de flagrante ilegalidade ou arbitrariedade. Na sessão de julgamento do dia 13.8.2013, em que apresentei o processo em mesa, reputou-se prudente, em razão da notícia de que o julgamento da paciente pelo Tribunal do Júri ocorreria no 15.8.2013, postergar o julgamento para a sessão seguinte. E, consoante informações prestadas em 19.8.2013, por telefone, pelo Juízo de Direito da 1... Vara Criminal, Júri e Execuções Penais de São José dos Pinhais/PR, a paciente foi condenada, em 15.8.2013, nos termos da denúncia, à pena de 15 (quinze) anos, 2 (dois) meses e 10 (dez) dias de reclusão no regime inicial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113885 / PR fechado. Desse modo, diante da prolação de sentença penal condenatória, substancial a alteração do quadro fático da impetração, não mais subsistindo a prisão preventiva decretada antes do julgamento, e sim segregação cautelar baseada no decreto condenatório, com a consequente alteração do título prisional. Nesse sentido julgado da minha lavra: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO TEMPORÁRIA E PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. FUNDAMENTAÇÃO SUCINTA. 1. A superveniência de sentença condenatória na qual o Juízo aprecia e mantém a prisão cautelar anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. 2. Decisão que autoriza interceptação telefônica redigida de forma sucinta, mas que se reporta ao preenchimento dos requisitos dos arts. 1..., 2... e 3... da Lei n 9.296/1996 e ao conteúdo da representação policial na qual os elementos probatórios existentes contra os investigados estavam relacionados. Desfecho das interceptações que confirma a fundada suspeita que as motivou, tendo sido apreendidas drogas e revelada a existência de grupo criminoso envolvido na atividade ilícita. Invalidade patente não reconhecida. (HC 103.817/MG, 1. Turma, DJe. 29.5.2012). No mesmo sentido ainda os seguintes precedentes: “A superveniência de sentença penal condenatória com novo fundamento para a manutenção da prisão cautelar constitui novo título prisional, diverso, portanto, da prisão preventiva. Prejuízo da presente impetração.” (HC 104.721/MG, Rel. para acórdão Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27.03.2012) “A superveniência de sentença penal condenatória com novo fundamento para a manutenção da prisão constitui novo título 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR fechado. Desse modo, diante da prolação de sentença penal condenatória, substancial a alteração do quadro fático da impetração, não mais subsistindo a prisão preventiva decretada antes do julgamento, e sim segregação cautelar baseada no decreto condenatório, com a consequente alteração do título prisional. Nesse sentido julgado da minha lavra: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO TEMPORÁRIA E PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. FUNDAMENTAÇÃO SUCINTA. 1. A superveniência de sentença condenatória na qual o Juízo aprecia e mantém a prisão cautelar anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. 2. Decisão que autoriza interceptação telefônica redigida de forma sucinta, mas que se reporta ao preenchimento dos requisitos dos arts. 1..., 2... e 3... da Lei n 9.296/1996 e ao conteúdo da representação policial na qual os elementos probatórios existentes contra os investigados estavam relacionados. Desfecho das interceptações que confirma a fundada suspeita que as motivou, tendo sido apreendidas drogas e revelada a existência de grupo criminoso envolvido na atividade ilícita. Invalidade patente não reconhecida. (HC 103.817/MG, 1. Turma, DJe. 29.5.2012). No mesmo sentido ainda os seguintes precedentes: “A superveniência de sentença penal condenatória com novo fundamento para a manutenção da prisão cautelar constitui novo título prisional, diverso, portanto, da prisão preventiva. Prejuízo da presente impetração.” (HC 104.721/MG, Rel. para acórdão Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27.03.2012) “A superveniência de sentença penal condenatória com novo fundamento para a manutenção da prisão constitui novo título 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 113885 / PR prisional, cuja apreciação não pode ser inaugurada neste Supremo Tribunal.” (HC 104.862/SC, Rel. Min. Carmen Lúcia, 1... Turma, DJe 24.5.2011). Superada, de outra parte, em face da prolação de sentença condenatória, a alegação de excesso de prazo na instrução do feito, consoante já decidido por esta Primeira Turma: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. EXCESSO DE PRAZO. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO. PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE. RISCO À ORDEM PÚBLICA. Com o julgamento da ação penal, ainda que em primeiro grau, não mais se cogita de excesso de prazo, cf. reiterados precedentes desta Corte (v.g.: HC 110.313/MS; HC 104.227/MS; HC 103.020/SP; HC 97.548/SP; e HC 86.630/RJ). (...)” (HC 106.326/BA Rel. para acórdão Min. Rosa Weber por maioria j. 17.4.2012) Nesse contexto, em face da substituição do título prisional e do ato apontado como coator, a ensejar, se o caso, nova impetração, ausente manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal sequer cogitável concessão da ordem de ofício. Não fora a inadequação do habeas, a extinção do feito sem resolução do mérito também impor-se-ia pelo prejuízo decorrente da perda superveniente de objeto. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Supremo Tribunal Federal HC 113885 / PR prisional, cuja apreciação não pode ser inaugurada neste Supremo Tribunal.” (HC 104.862/SC, Rel. Min. Carmen Lúcia, 1... Turma, DJe 24.5.2011). Superada, de outra parte, em face da prolação de sentença condenatória, a alegação de excesso de prazo na instrução do feito, consoante já decidido por esta Primeira Turma: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. EXCESSO DE PRAZO. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO. PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE. RISCO À ORDEM PÚBLICA. Com o julgamento da ação penal, ainda que em primeiro grau, não mais se cogita de excesso de prazo, cf. reiterados precedentes desta Corte (v.g.: HC 110.313/MS; HC 104.227/MS; HC 103.020/SP; HC 97.548/SP; e HC 86.630/RJ). (...)” (HC 106.326/BA Rel. para acórdão Min. Rosa Weber por maioria j. 17.4.2012) Nesse contexto, em face da substituição do título prisional e do ato apontado como coator, a ensejar, se o caso, nova impetração, ausente manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal sequer cogitável concessão da ordem de ofício. Não fora a inadequação do habeas, a extinção do feito sem resolução do mérito também impor-se-ia pelo prejuízo decorrente da perda superveniente de objeto. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para deferir a ordem. Vinga o princípio da não culpabilidade. Então a custódia, até que a culpa esteja selada, é preventiva, é provisória, e não posso conceber que assim o seja, presente o espaço de tempo, àquela altura, ou seja, na semana passada, de dois anos e quatro meses. Peço vênia à relatora para implementar a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4448921. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.885 PARANÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia para deferir a ordem. Vinga o princípio da não culpabilidade. Então a custódia, até que a culpa esteja selada, é preventiva, é provisória, e não posso conceber que assim o seja, presente o espaço de tempo, àquela altura, ou seja, na semana passada, de dois anos e quatro meses. Peço vênia à relatora para implementar a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4448921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.885 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) : OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418499 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.885 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN IMPTE.(S) : OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418499 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 113 . 885", "HC 113885 / PR", "HC 113885 / PR", "HABEAS CORPUS 113 . 885", "HC 226 . 514 / PR", "HC 226 . 514 / PR", "HABEAS CORPUS 113 . 885", "HC 226 . 514 / PR", "HC 226 . 514 / PR", "HC 113885 / PR Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 113 . 885", "HC 226 . 514 / PR", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 715 / RJ", "HABEAS CORPUS 113 . 885", "HC 226 . 514 / PR", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 715 / RJ", "HC 113885 / PR", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 113885 / PR", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 113885 / PR", "HC 103 . 817 / MG", "HC 104 . 721 / MG", "HC 113885 / PR", "HC 103 . 817 / MG", "HC 104 . 721 / MG", "HC 113885 / PR", "HC 104 . 862 / SC", "HC 110 . 313 / MS", "HC 104 . 227 / MS", "HC 103 . 020 / SP", "HC 97 . 548 / SP", "HC 86 . 630 / RJ", "HC 106 . 326 / BA", "HC 113885 / PR", "HC 104 . 862 / SC", "HC 110 . 313 /", "HC 104 . 227 / MS", "HC 97 . 548 / SP", "HC 86 . 630 / RJ", "HC 106 . 326 / BA", "HABEAS CORPUS 113 . 885", "HABEAS CORPUS 113 . 885", "HABEAS CORPUS 113 . 885", "HABEAS CORPUS 113 . 885" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos I e IV , 211 e 249 , caput , c / c 61 , inciso II , alínea “ h ” , na forma", "artigo 69 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 69 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 282 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 282 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Carta Magna", "art . 102 , II , a , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Carta Magna", "art . 102 , II , a , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "São José dos Pinhais / PR", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ", "/", "RJ", "Ministério Público do Estado do Paraná", "Vara Criminal da Comarca", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ", "/", "RJ", "Ministério Público do Estado do Paraná", "Vara Criminal da Comarca de São José dos Pinhais / PR", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Suprema", "1", ".", ".", ". Turma", "1", "Vara Criminal , Júri e Execuções Penais de São José dos Pinhais / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ". Turma", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ". Turma", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal .", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "1", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "1", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN", "OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN", "OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR", "Rosa Weber", "Omar Campos da Silva Junior", "Eva Cássia Ferrarezi Zeglan", "Adilson Vieira Macabu", "ROSA WEBER", "EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN", "OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR", "Rosa Weber", "Omar Campos da Silva Junior", "Eva Cássia Ferrarezi Zeglan", "Adilson Vieira Macabu", "Mario José Gisi", "Mario José Gisi", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Carmen Lúcia", "Rosa Weber", "Carmen Lúcia", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN", "OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "EVA CÁSSIA FERRAREZI ZEGLAN", "OMAR CAMPOS DA SILVA JÚNIOR", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "20", "/", "08", "/", "2013", "20 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "26", ".", "3", ".", "2011", "30", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "26", ".", "3", ".", "2011", "30", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "08", ".", "8", ".", "2012", "11", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "08", ".", "8", ".", "2012", "11", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "9", ".", "2012", "13", ".", "8", ".", "2013", "15", ".", "8", ".", "2013", "19", ".", "8", ".", "2013", "15", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "9", ".", "2012", "13", ".", "8", ".", "2013", "15", ".", "8", ".", "2013", "19", ".", "8", ".", "2013", "15", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2012", "27", ".", "03", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2012", "27", ".", "03", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2011", "17", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2011", "17", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "20", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :P H S G ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) EMENTA Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Processo civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Execução. Compensação de dívidas. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser considerada como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690878. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão AI 816607 ED / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690878. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :P H S G ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): PHSG opõe tempestivos embargos de declaração contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos II, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :P H S G ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): PHSG opõe tempestivos embargos de declaração contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos II, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório AI 816607 ED / SP recurso por outra razão. No que se refere aos incisos II, XXXVI e LV do artigo 5º da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Por outro lado, não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP recurso por outra razão. No que se refere aos incisos II, XXXVI e LV do artigo 5º da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Por outro lado, não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório AI 816607 ED / SP motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o embargante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos II, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, bem como que não incidiria no caso o óbice da Súmula nº 279/STF. Aduz, in verbis, que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o embargante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos II, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, bem como que não incidiria no caso o óbice da Súmula nº 279/STF. Aduz, in verbis, que 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório AI 816607 ED / SP “[a] relevância dos [temas destacados] ultrapassa os interesses subjetivos da causa, na medida em que a decisão recorrida, ao deixar de observar aqueles dispositivos constitucionais, na solução da causa, acabou por impor ao Embargante uma sanção patrimonial, ofendendo os princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da falta de adequada fundamentação, tratando-se, aqui, de relevante matéria de índole constitucional que interessa aos bens jurídicos da propriedade e da ampla defesa, transcendendo os limites subjetivos da causa, com a inevitável repercussão na ordem geral. Anote-se, desde logo, a desnecessidade de reexaminarem-se provas para concluir-se pelo desacerto da decisão impugnada com este Extraordinário. Não há falar-se, outrossim, em prequestionamento, quando foi o próprio Acórdão que cometeu a heresia jurídica, merecedora de reparos”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP “[a] relevância dos [temas destacados] ultrapassa os interesses subjetivos da causa, na medida em que a decisão recorrida, ao deixar de observar aqueles dispositivos constitucionais, na solução da causa, acabou por impor ao Embargante uma sanção patrimonial, ofendendo os princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da falta de adequada fundamentação, tratando-se, aqui, de relevante matéria de índole constitucional que interessa aos bens jurídicos da propriedade e da ampla defesa, transcendendo os limites subjetivos da causa, com a inevitável repercussão na ordem geral. Anote-se, desde logo, a desnecessidade de reexaminarem-se provas para concluir-se pelo desacerto da decisão impugnada com este Extraordinário. Não há falar-se, outrossim, em prequestionamento, quando foi o próprio Acórdão que cometeu a heresia jurídica, merecedora de reparos”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. Cuida-se, na origem, de ação de execução de alimentos na qual o ora agravante, genitor dos agravados, pretende a compensação de valores a que fora condenado no mencionado feito com alugueres que seriam devidos por um de seus filhos pela ocupação de imóvel de sua propriedade. Conforme expresso na decisão agravada, os incisos II, XXXVI e LV do art. 5º da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objetos dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. Cuida-se, na origem, de ação de execução de alimentos na qual o ora agravante, genitor dos agravados, pretende a compensação de valores a que fora condenado no mencionado feito com alugueres que seriam devidos por um de seus filhos pela ocupação de imóvel de sua propriedade. Conforme expresso na decisão agravada, os incisos II, XXXVI e LV do art. 5º da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objetos dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Por outro lado, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não de que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Por outro lado, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não de que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). Por fim, anote-se que o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). Por fim, anote-se que o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP agravo de instrumento interposto contra a decisão da origem que negou seguimento ao recurso especial, afirmou que “não é constatado no presente caso a excepcionalidade necessária para possibilitar a compensação de verba alimentar com aluguéis que sequer foram fixados”. É certo que a questão relativa à possibilidade de compensação de dívidas entre os litigantes em processo judicial em fase de execução não prescinde da análise da legislação infraconstitucional e do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. EXCESSO DE EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 2. ALEGAÇÃO DE AFRONTA A GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 3. VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação a garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Agravo regimental desprovido” (RE nº 580.334/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP agravo de instrumento interposto contra a decisão da origem que negou seguimento ao recurso especial, afirmou que “não é constatado no presente caso a excepcionalidade necessária para possibilitar a compensação de verba alimentar com aluguéis que sequer foram fixados”. É certo que a questão relativa à possibilidade de compensação de dívidas entre os litigantes em processo judicial em fase de execução não prescinde da análise da legislação infraconstitucional e do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. EXCESSO DE EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 2. ALEGAÇÃO DE AFRONTA A GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 3. VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação a garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Agravo regimental desprovido” (RE nº 580.334/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI nº 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI nº 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : P H S G ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418638 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : P H S G ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4772204
2013-08-20T00:00:00
2013-10-28T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Processo civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Execução. Compensação de dívidas. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser considerada como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. Agravo regimental não provido.
sjur246421
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 607071 ED (1ªT), RE 411859 AgR (2ªT). (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 809411 AgR (2ªT), AI 653010 AgR (1ªT). (OFENSA REFLEXA) ARE 644667 AgR (1ªT), RE 531906 AgR (2ªT). (SÚMULAS 636 E 279) RE 580334 AgR (2ªT), AI 655792 ED (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 11/11/2013, TIA.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
816607
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-ED
acordaos
AI 816607 ED
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EMBTE.(S) : P H S G ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :P H S G ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) EMENTA Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão em agravo regimental. Processo civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Execução. Compensação de dívidas. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser considerada como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690878. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão AI 816607 ED / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690878. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de agosto de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :P H S G ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): PHSG opõe tempestivos embargos de declaração contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos II, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :P H S G ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): PHSG opõe tempestivos embargos de declaração contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos II, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório AI 816607 ED / SP recurso por outra razão. No que se refere aos incisos II, XXXVI e LV do artigo 5... da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Por outro lado, não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP recurso por outra razão. No que se refere aos incisos II, XXXVI e LV do artigo 5... da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Por outro lado, não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório AI 816607 ED / SP motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o embargante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos II, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, bem como que não incidiria no caso o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Aduz, in verbis, que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o embargante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos II, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, bem como que não incidiria no caso o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Aduz, in verbis, que 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório AI 816607 ED / SP “[a] relevância dos [temas destacados] ultrapassa os interesses subjetivos da causa, na medida em que a decisão recorrida, ao deixar de observar aqueles dispositivos constitucionais, na solução da causa, acabou por impor ao Embargante uma sanção patrimonial, ofendendo os princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da falta de adequada fundamentação, tratando-se, aqui, de relevante matéria de índole constitucional que interessa aos bens jurídicos da propriedade e da ampla defesa, transcendendo os limites subjetivos da causa, com a inevitável repercussão na ordem geral. Anote-se, desde logo, a desnecessidade de reexaminarem-se provas para concluir-se pelo desacerto da decisão impugnada com este Extraordinário. Não há falar-se, outrossim, em prequestionamento, quando foi o próprio Acórdão que cometeu a heresia jurídica, merecedora de reparos”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP “[a] relevância dos [temas destacados] ultrapassa os interesses subjetivos da causa, na medida em que a decisão recorrida, ao deixar de observar aqueles dispositivos constitucionais, na solução da causa, acabou por impor ao Embargante uma sanção patrimonial, ofendendo os princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da falta de adequada fundamentação, tratando-se, aqui, de relevante matéria de índole constitucional que interessa aos bens jurídicos da propriedade e da ampla defesa, transcendendo os limites subjetivos da causa, com a inevitável repercussão na ordem geral. Anote-se, desde logo, a desnecessidade de reexaminarem-se provas para concluir-se pelo desacerto da decisão impugnada com este Extraordinário. Não há falar-se, outrossim, em prequestionamento, quando foi o próprio Acórdão que cometeu a heresia jurídica, merecedora de reparos”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690875. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. Cuida-se, na origem, de ação de execução de alimentos na qual o ora agravante, genitor dos agravados, pretende a compensação de valores a que fora condenado no mencionado feito com alugueres que seriam devidos por um de seus filhos pela ocupação de imóvel de sua propriedade. Conforme expresso na decisão agravada, os incisos II, XXXVI e LV do art. 5... da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objetos dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. Cuida-se, na origem, de ação de execução de alimentos na qual o ora agravante, genitor dos agravados, pretende a compensação de valores a que fora condenado no mencionado feito com alugueres que seriam devidos por um de seus filhos pela ocupação de imóvel de sua propriedade. Conforme expresso na decisão agravada, os incisos II, XXXVI e LV do art. 5... da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objetos dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Por outro lado, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não de que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Por outro lado, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não de que ele se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). Por fim, anote-se que o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). Por fim, anote-se que o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP agravo de instrumento interposto contra a decisão da origem que negou seguimento ao recurso especial, afirmou que “não é constatado no presente caso a excepcionalidade necessária para possibilitar a compensação de verba alimentar com aluguéis que sequer foram fixados”. É certo que a questão relativa à possibilidade de compensação de dívidas entre os litigantes em processo judicial em fase de execução não prescinde da análise da legislação infraconstitucional e do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. EXCESSO DE EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 2. ALEGAÇÃO DE AFRONTA A GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 3. VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação a garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 580.334/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP agravo de instrumento interposto contra a decisão da origem que negou seguimento ao recurso especial, afirmou que “não é constatado no presente caso a excepcionalidade necessária para possibilitar a compensação de verba alimentar com aluguéis que sequer foram fixados”. É certo que a questão relativa à possibilidade de compensação de dívidas entre os litigantes em processo judicial em fase de execução não prescinde da análise da legislação infraconstitucional e do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. EXCESSO DE EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 2. ALEGAÇÃO DE AFRONTA A GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 3. VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação a garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 580.334/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 816607 ED / SP base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI n 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Supremo Tribunal Federal AI 816607 ED / SP base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI n 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4690876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 20/08/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : P H S G ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418638 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.607 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : P H S G ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : H G N E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : REINALDO AMARAL DE ANDRADE E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418638 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmulas ns 636", "AI 816607 ED / SP", "AI 816607 ED / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 607", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "EMB", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI 816607 ED / SP", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI 816607 ED / SP", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI 816607 ED / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 ’", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 816607 ED / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 ’", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 816607 ED / SP", "AI 816607 ED / SP", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "EMB", "Súmulas ns 282", "AI 816607 ED / SP", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "AI 816607 ED / SP", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "AI 816607 ED / SP", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "AI 816607 ED / SP", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "AI 816607 ED / SP", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "ARE n 644 . 667 / RS - AgR", "AI n 531 . 906 / RJ - AgR", "AI 816607 ED / SP", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "ARE n 644 . 667 / RS - AgR", "AI n 531 . 906 / RJ", "AI 816607 ED / SP", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 580 . 334 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 816607 ED / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 580 . 334 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 816607 ED / SP", "AI n 655 . 792 / RJ - ED", "AI 816607 ED / SP", "AI n 655 . 792 / RJ - ED", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 607", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 607" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II , XXXIV , XXXV , XXXVI , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II , XXXIV , XXXV , XXXVI , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos II , XXXVI e LV do artigo 5 . . . da Constituição", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos II , XXXVI e LV do artigo 5 . . . da Constituição", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "arts . 5 . . . , incisos II , XXXIV , XXXV , XXXVI , LIV e LV ; 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Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO. ABONOS SALARIAIS. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Quanto à alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. Dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho (Súmulas 279 e 454/STF). O Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal já reconheceu a não existência de repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240221. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 691948 AGR / RS matéria constitucional (RE 590.005-RG, Rel. Min. Cezar Peluso) Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240221. Supremo Tribunal Federal ARE 691948 AGR / RS matéria constitucional (RE 590.005-RG, Rel. Min. Cezar Peluso) Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (ii) quanto à alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal; (iii) dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho (Súmulas 279 e 454/STF). 2. A parte agravante rechaça as razões da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240222. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (ii) quanto à alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal; (iii) dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho (Súmulas 279 e 454/STF). 2. A parte agravante rechaça as razões da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “Apelação cível. Previdência privada. Abono salarial. Pedido de abonos salariais. Ausência de comprovação de percepção do abono pretendido. Pedido de instauração de incidente de uniformização de jurisprudência rejeitado, porque a matéria é de fato e reclama exame de provas, caso a caso. Recurso não provido.” 3. Do voto condutor do acórdão recorrido consta o seguinte trecho conclusivo: “[...] Com efeito, postula a parte apelante o pagamento de abonos salariais previstos nas Convenções Coletivas de 2003/2005, 2005/2006, 2007/2008 e 2008/2009. Tenho que parte autora não se desincumbiu do ônus que lhe competia, qual seja a demonstração de seu direito à percepção dos valores dos abonos salariais, nem mesmo que tenham integrado seus pagamentos no momento de sua aposentadoria. Consigno que os abonos dos anos de 2003/2005, 2005/2006, 2007/2008 e 2008/2009 possuem natureza indenizatória, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “Apelação cível. Previdência privada. Abono salarial. Pedido de abonos salariais. Ausência de comprovação de percepção do abono pretendido. Pedido de instauração de incidente de uniformização de jurisprudência rejeitado, porque a matéria é de fato e reclama exame de provas, caso a caso. Recurso não provido.” 3. Do voto condutor do acórdão recorrido consta o seguinte trecho conclusivo: “[...] Com efeito, postula a parte apelante o pagamento de abonos salariais previstos nas Convenções Coletivas de 2003/2005, 2005/2006, 2007/2008 e 2008/2009. Tenho que parte autora não se desincumbiu do ônus que lhe competia, qual seja a demonstração de seu direito à percepção dos valores dos abonos salariais, nem mesmo que tenham integrado seus pagamentos no momento de sua aposentadoria. Consigno que os abonos dos anos de 2003/2005, 2005/2006, 2007/2008 e 2008/2009 possuem natureza indenizatória, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 691948 AGR / RS concedidas apenas aos funcionários em atividade. […] Apesar de o autor ter juntado comprovantes de pagamento referentes aos meses em que implementados os abonos ao pessoal em atividade, não juntou documento que comprovasse o valor de seus rendimentos quando de sua inativação. Ademais, registro que conforme documentos trazidos com a inicial, fls. 26-88, há expressa previsão nos acordos coletivos de trabalho, em que previstos os abonos postulados, abrangeriam apenas os empregados efetivos na empresa quando da concessão, o que não é o caso da parte autora, pois desligada da empresa desde 19/12/1996. [...]” 4. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 5. Quanto à alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. No presente recurso, a parte recorrente não cogita de retroação de lei superveniente, somente postula uma nova apreciação das cláusulas constantes do contrato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Supremo Tribunal Federal ARE 691948 AGR / RS concedidas apenas aos funcionários em atividade. […] Apesar de o autor ter juntado comprovantes de pagamento referentes aos meses em que implementados os abonos ao pessoal em atividade, não juntou documento que comprovasse o valor de seus rendimentos quando de sua inativação. Ademais, registro que conforme documentos trazidos com a inicial, fls. 26-88, há expressa previsão nos acordos coletivos de trabalho, em que previstos os abonos postulados, abrangeriam apenas os empregados efetivos na empresa quando da concessão, o que não é o caso da parte autora, pois desligada da empresa desde 19/12/1996. [...]” 4. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 5. Quanto à alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. No presente recurso, a parte recorrente não cogita de retroação de lei superveniente, somente postula uma nova apreciação das cláusulas constantes do contrato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 691948 AGR / RS celebrado entre as partes, o que impossibilita a abertura da via extraordinária. 6. Ademais, dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. 7. Cabe ressaltar, por último, que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de matéria constitucional. Veja-se, a propósito, a ementa do RE 590.005-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso (Tema 219): “Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional.” 8. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 9. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Supremo Tribunal Federal ARE 691948 AGR / RS celebrado entre as partes, o que impossibilita a abertura da via extraordinária. 6. Ademais, dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. 7. Cabe ressaltar, por último, que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de matéria constitucional. Veja-se, a propósito, a ementa do RE 590.005-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso (Tema 219): “Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional.” 8. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 9. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111966 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111966 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7273466
2014-10-21T00:00:00
2014-11-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO. ABONOS SALARIAIS. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Quanto à alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. Dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho (Súmulas 279 e 454/STF). O Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal já reconheceu a não existência de repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de matéria constitucional (RE 590.005-RG, Rel. Min. Cezar Peluso) Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur285265
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 839837 AgR (1ªT). (COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, EXTENSÃO A INATIVOS) RE 590005 RG. Número de páginas: 7. Análise: 17/12/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
691948
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 691948 AgR
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AGTE.(S) : ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO. ABONOS SALARIAIS. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Quanto à alegada violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. Dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho (Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal). O Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal já reconheceu a não existência de repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240221. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 691948 AGR / RS matéria constitucional (Recurso Extraordinário 590.005-RG, Rel. Min. Cezar Peluso) Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240221. Supremo Tribunal Federal ARE 691948 AGR / RS matéria constitucional (Recurso Extraordinário 590.005-RG, Rel. Min. Cezar Peluso) Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (ii) quanto à alegada violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal; (iii) dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho (Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal). 2. A parte agravante rechaça as razões da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240222. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) :KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (ii) quanto à alegada violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal; (iii) dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho (Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal). 2. A parte agravante rechaça as razões da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “Apelação cível. Previdência privada. Abono salarial. Pedido de abonos salariais. Ausência de comprovação de percepção do abono pretendido. Pedido de instauração de incidente de uniformização de jurisprudência rejeitado, porque a matéria é de fato e reclama exame de provas, caso a caso. Recurso não provido.” 3. Do voto condutor do acórdão recorrido consta o seguinte trecho conclusivo: “[...] Com efeito, postula a parte apelante o pagamento de abonos salariais previstos nas Convenções Coletivas de 2003/2005, 2005/2006, 2007/2008 e 2008/2009. Tenho que parte autora não se desincumbiu do ônus que lhe competia, qual seja a demonstração de seu direito à percepção dos valores dos abonos salariais, nem mesmo que tenham integrado seus pagamentos no momento de sua aposentadoria. Consigno que os abonos dos anos de 2003/2005, 2005/2006, 2007/2008 e 2008/2009 possuem natureza indenizatória, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “Apelação cível. Previdência privada. Abono salarial. Pedido de abonos salariais. Ausência de comprovação de percepção do abono pretendido. Pedido de instauração de incidente de uniformização de jurisprudência rejeitado, porque a matéria é de fato e reclama exame de provas, caso a caso. Recurso não provido.” 3. Do voto condutor do acórdão recorrido consta o seguinte trecho conclusivo: “[...] Com efeito, postula a parte apelante o pagamento de abonos salariais previstos nas Convenções Coletivas de 2003/2005, 2005/2006, 2007/2008 e 2008/2009. Tenho que parte autora não se desincumbiu do ônus que lhe competia, qual seja a demonstração de seu direito à percepção dos valores dos abonos salariais, nem mesmo que tenham integrado seus pagamentos no momento de sua aposentadoria. Consigno que os abonos dos anos de 2003/2005, 2005/2006, 2007/2008 e 2008/2009 possuem natureza indenizatória, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 691948 AGR / RS concedidas apenas aos funcionários em atividade. […] Apesar de o autor ter juntado comprovantes de pagamento referentes aos meses em que implementados os abonos ao pessoal em atividade, não juntou documento que comprovasse o valor de seus rendimentos quando de sua inativação. Ademais, registro que conforme documentos trazidos com a inicial, fls. 26-88, há expressa previsão nos acordos coletivos de trabalho, em que previstos os abonos postulados, abrangeriam apenas os empregados efetivos na empresa quando da concessão, o que não é o caso da parte autora, pois desligada da empresa desde 19/12/1996. [...]” 4. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 5. Quanto à alegada violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. No presente recurso, a parte recorrente não cogita de retroação de lei superveniente, somente postula uma nova apreciação das cláusulas constantes do contrato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Supremo Tribunal Federal ARE 691948 AGR / RS concedidas apenas aos funcionários em atividade. […] Apesar de o autor ter juntado comprovantes de pagamento referentes aos meses em que implementados os abonos ao pessoal em atividade, não juntou documento que comprovasse o valor de seus rendimentos quando de sua inativação. Ademais, registro que conforme documentos trazidos com a inicial, fls. 26-88, há expressa previsão nos acordos coletivos de trabalho, em que previstos os abonos postulados, abrangeriam apenas os empregados efetivos na empresa quando da concessão, o que não é o caso da parte autora, pois desligada da empresa desde 19/12/1996. [...]” 4. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 5. Quanto à alegada violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, a questão só entra no plano constitucional quando a eficácia inerente ao ato jurídico perfeito é violada pela aplicação de uma nova lei, discutindo-se matéria de direito intertemporal. No presente recurso, a parte recorrente não cogita de retroação de lei superveniente, somente postula uma nova apreciação das cláusulas constantes do contrato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 691948 AGR / RS celebrado entre as partes, o que impossibilita a abertura da via extraordinária. 6. Ademais, dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 7. Cabe ressaltar, por último, que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de matéria constitucional. Veja-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário 590.005-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso (Tema 219): “Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional.” 8. O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 9. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Supremo Tribunal Federal ARE 691948 AGR / RS celebrado entre as partes, o que impossibilita a abertura da via extraordinária. 6. Ademais, dissentir da conclusão do TJ/RS implica nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato de previdência privada firmado entre as partes demandantes e de termos estabelecidos em convenções coletivas de trabalho. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 7. Cabe ressaltar, por último, que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu inexistir repercussão geral da controvérsia envolvendo extensão a inativos, beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados em atividade, por não se tratar de matéria constitucional. Veja-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário 590.005-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Cezar Peluso (Tema 219): “Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional.” 8. O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. 9. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111966 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691.948 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS ADV.(A/S) : KARLA SCHUMACHER VITOLA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ATLÂNTICO DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111966 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 691 . 948", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691948 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 590 . 005 - RG", "ARE 691948 AGR", "Recurso Extraordinário 590 . 005 - RG", "Agravo", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691948 AGR", "AI 839 . 837 - AgR", "ARE 691948 AGR / RS", "AI 839 . 837 - AgR", "ARE 691948 AGR / RS", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 590 . 005 - RG", "ARE 691948 AGR / RS", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 590 . 005 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Constituição", "art . 5 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 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"KARLA SCHUMACHER VITOLA", "FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ", "LUÍS", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "ROBERTO BARROSO", "ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS", "KARLA SCHUMACHER VITOLA", "FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ORFILA BEATRIZ RICALDE DE FREITAS", "KARLA SCHUMACHER VITOLA", "FABRICÍO ZIR BOTHOMÉ", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) :MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. BUSCA E APREENSÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. CERCEAMENTO DE DEFESA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei nº 911/1969), o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. O Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240254. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 798071 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240254. Supremo Tribunal Federal ARE 798071 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) :MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (ii) para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei nº 911/1969), o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário; (iii) o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). 2. A parte agravante afasta as razões da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240255. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) :MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (ii) para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei nº 911/1969), o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário; (iii) o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). 2. A parte agravante afasta as razões da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240255. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 798071 AGR / SP 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240255. Supremo Tribunal Federal ARE 798071 AGR / SP 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240255. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA - Busca e Apreensão. Ação julgada procedente e consolidada a propriedade do veículo em mãos do autor. Apelação. Renovação dos argumentos anteriormente apresentados. Nulidade da citação realizada por edital: Irregularidade inexistente. Esgotados todos os meios de localização pessoal do réu. Ausência de notificação do proprietário do bem: Inocorrência. Notificação do devedor para constituição em mora, entregue no endereço do devedor constante do contrato firmado entre as partes. Cumprimento do disposto nos arts. 3º e 2º, § 2º, do Decreto-Lei 911/69. Mora configurada. Alegada irregularidade contratual, por não estar assinado por duas testemunhas: Inocorrência. Requisito não determinado por lei. Sentença mantida. Recurso improvido.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5º, LV, da Constituição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA - Busca e Apreensão. Ação julgada procedente e consolidada a propriedade do veículo em mãos do autor. Apelação. Renovação dos argumentos anteriormente apresentados. Nulidade da citação realizada por edital: Irregularidade inexistente. Esgotados todos os meios de localização pessoal do réu. Ausência de notificação do proprietário do bem: Inocorrência. Notificação do devedor para constituição em mora, entregue no endereço do devedor constante do contrato firmado entre as partes. Cumprimento do disposto nos arts. 3º e 2º, § 2º, do Decreto-Lei 911/69. Mora configurada. Alegada irregularidade contratual, por não estar assinado por duas testemunhas: Inocorrência. Requisito não determinado por lei. Sentença mantida. Recurso improvido.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5º, LV, da Constituição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 798071 AGR / SP A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que, ‘para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Carta Magna’. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.’ Ademais, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei nº 911/1969), o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Por último, cabe registrar que o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). Veja- se, a propósito, a ementa do julgado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Supremo Tribunal Federal ARE 798071 AGR / SP A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que, ‘para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Carta Magna’. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.’ Ademais, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei nº 911/1969), o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Por último, cabe registrar que o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). Veja- se, a propósito, a ementa do julgado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 798071 AGR / SP relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ O art. 543-A, § 5º, do CPC e os arts. 326 e 327 do RI/STF dispõem que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Supremo Tribunal Federal ARE 798071 AGR / SP relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ O art. 543-A, § 5º, do CPC e os arts. 326 e 327 do RI/STF dispõem que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) : MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112019 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) : MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7273391
2014-10-21T00:00:00
2014-11-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. BUSCA E APREENSÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. CERCEAMENTO DE DEFESA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei nº 911/1969), o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. O Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur285268
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS PROCESSUAIS) ARE 748371 RG. Número de páginas: 8. Análise: 17/12/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
798071
[ "LEG-FED DEL-000911 ANO-1969\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 798071 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) : MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) :MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. BUSCA E APREENSÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. CERCEAMENTO DE DEFESA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei n 911/1969), o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. O Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240254. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 798071 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240254. Supremo Tribunal Federal ARE 798071 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) :MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (ii) para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei n 911/1969), o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário; (iii) o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). 2. A parte agravante afasta as razões da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240255. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) :MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição; (ii) para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei n 911/1969), o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário; (iii) o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). 2. A parte agravante afasta as razões da decisão agravada e reafirma as razões do recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240255. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 798071 AGR / SP 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240255. Supremo Tribunal Federal ARE 798071 AGR / SP 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240255. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA - Busca e Apreensão. Ação julgada procedente e consolidada a propriedade do veículo em mãos do autor. Apelação. Renovação dos argumentos anteriormente apresentados. Nulidade da citação realizada por edital: Irregularidade inexistente. Esgotados todos os meios de localização pessoal do réu. Ausência de notificação do proprietário do bem: Inocorrência. Notificação do devedor para constituição em mora, entregue no endereço do devedor constante do contrato firmado entre as partes. Cumprimento do disposto nos arts. 3... e 2..., § 2..., do Decreto-Lei 911/69. Mora configurada. Alegada irregularidade contratual, por não estar assinado por duas testemunhas: Inocorrência. Requisito não determinado por lei. Sentença mantida. Recurso improvido.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5..., LV, da Constituição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA - Busca e Apreensão. Ação julgada procedente e consolidada a propriedade do veículo em mãos do autor. Apelação. Renovação dos argumentos anteriormente apresentados. Nulidade da citação realizada por edital: Irregularidade inexistente. Esgotados todos os meios de localização pessoal do réu. Ausência de notificação do proprietário do bem: Inocorrência. Notificação do devedor para constituição em mora, entregue no endereço do devedor constante do contrato firmado entre as partes. Cumprimento do disposto nos arts. 3... e 2..., § 2..., do Decreto-Lei 911/69. Mora configurada. Alegada irregularidade contratual, por não estar assinado por duas testemunhas: Inocorrência. Requisito não determinado por lei. Sentença mantida. Recurso improvido.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 5..., LV, da Constituição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 798071 AGR / SP A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que, ‘para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Carta Magna’. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.’ Ademais, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei n 911/1969), o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Por último, cabe registrar que o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). Veja- se, a propósito, a ementa do julgado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Supremo Tribunal Federal ARE 798071 AGR / SP A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que, ‘para perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não se caracterizando o requisito da afronta direta à Carta Magna’. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.’ Ademais, para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso (Decreto-Lei n 911/1969), o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a revisão de cláusula do contrato entabulado pelas partes demandantes (Súmula 279 e 454/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Por último, cabe registrar que o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria em exame neste processo, por concluir que a matéria se restringe a tema infraconstitucional (Tema 660). Veja- se, a propósito, a ementa do julgado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 798071 AGR / SP relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil e os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal dispõem que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Supremo Tribunal Federal ARE 798071 AGR / SP relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil e os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal dispõem que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica. Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7240256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) : MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112019 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798.071 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CARLOS MASTRONICOLLA ADV.(A/S) : MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798 . 071", "SÚMULAS 279", "ARE 748 . 371", "ARE 798071", "Súmula 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "Súmula 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 798071 AGR / SP", "ARE 798071 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 798 . 071", "ARE 798071 AGR / SP", "AI 839 . 837 - AgR", "Súmula 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 798071 AGR / SP", "AI 839 . 837 - AgR", "Súmula 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 798071 AGR / SP", "ARE 798071 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Decreto", "-", "Lei n 911 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Decreto", "-", "Lei n 911 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "b , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Decreto", "-", "Lei n 911 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 3 . . . e 2 . . . , § 2 . . . , do Decreto - Lei 911 / 69", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 .", "arts . 3 . . . e 2 . . . , § 2 . . . , do Decreto - Lei 911 / 69", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição", "Decreto", "-", "Lei n 911 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição", "Decreto", "-", "Lei n 911 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "arts . 326 e 327 do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "arts . 326 e 327 do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BV FINANCEIRA S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BV FINANCEIRA S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BV FINANCEIRA S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BV FINANCEIRA S / A", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BV FINANCEIRA S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "CARLOS MASTRONICOLLA", "MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA", "EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS MASTRONICOLLA", "MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA", "EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS MASTRONICOLLA", "MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA", "EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS MASTRONICOLLA", "MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA", "EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "CARLOS MASTRONICOLLA", "MARIA DE LOURDES BONILHA MARTINS DE SIQUEIRA", "EDUARDO RODRIGUES NETTO FIGUEIREDO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) :TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE ICMS. PENHORA. BEM IMÓVEL. RECUSA PELA FAZENDA ESTADUAL. PROCESSO CIVIL. LEI Nº 6.830/80. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO ART. 93, IX. INEXISTÊNCIA. 1. A ordem de preferência da nomeação de bens à penhora, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o apelo extremo. Precedente: AI 782.702-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24/9/2010. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 3. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM IMÓVEL À PENHORA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498377. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 753603 AGR / SP SITUADO EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO. RECUSA DO CREDOR. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. REEXAME DAS PROVAS. VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO STJ. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 03 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498377. Supremo Tribunal Federal ARE 753603 AGR / SP SITUADO EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO. RECUSA DO CREDOR. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. REEXAME DAS PROVAS. VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO STJ. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 03 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) :TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por PAES MENDONÇA S/A, contra a decisão que prolatei, assim ementada, verbis : “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE ICMS. PENHORA. BEM IMÓVEL. RECUSA PELA FAZENDA ESTADUAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. LEI Nº 6.830/80. REPERCUSSÃO GERAL NÃO NÃO CONFIGURADA. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 688.995-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJ 7.3.2013; ARE 694.229-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJ 24.9.2012; ARE 655.712-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498378. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) :TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por PAES MENDONÇA S/A, contra a decisão que prolatei, assim ementada, verbis : “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE ICMS. PENHORA. BEM IMÓVEL. RECUSA PELA FAZENDA ESTADUAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. LEI Nº 6.830/80. REPERCUSSÃO GERAL NÃO NÃO CONFIGURADA. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 688.995-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJ 7.3.2013; ARE 694.229-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJ 24.9.2012; ARE 655.712-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 753603 AGR / SP 26.10.2012; ARE 715697 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJ 26.4.2013. 3 . In casu , o acórdão recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM IMÓVEL À PENHORA SITUADO EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO. RECUSA DO CREDOR. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. REEXAME DAS PROVAS. VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO STJ. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. “ Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando em síntese que: “sendo imprescindível a manifestação quanto ao argumento de que o bem indicado pela agravante e pela agravada encontram-se na mesma ordem de preferência estabelecida pelo dispositivo legal citado e, não tendo sido essa omissão sanada no v. acórdão que deu ensejo à interposição do recurso extraordinário, visível a violação ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal pela ausência total de fundamentação. Ainda, no caso, há a violação ao inciso LIV do art. 5° da Constituição Federal. De acordo com esse dispositivo, ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. NA situação apontada, todavia, a agravante será privada de seus bens sem o devido processo legal.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498378. Supremo Tribunal Federal ARE 753603 AGR / SP 26.10.2012; ARE 715697 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJ 26.4.2013. 3 . In casu , o acórdão recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM IMÓVEL À PENHORA SITUADO EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO. RECUSA DO CREDOR. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. REEXAME DAS PROVAS. VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO STJ. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. “ Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando em síntese que: “sendo imprescindível a manifestação quanto ao argumento de que o bem indicado pela agravante e pela agravada encontram-se na mesma ordem de preferência estabelecida pelo dispositivo legal citado e, não tendo sido essa omissão sanada no v. acórdão que deu ensejo à interposição do recurso extraordinário, visível a violação ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal pela ausência total de fundamentação. Ainda, no caso, há a violação ao inciso LIV do art. 5° da Constituição Federal. De acordo com esse dispositivo, ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. NA situação apontada, todavia, a agravante será privada de seus bens sem o devido processo legal.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Consoante afirmado na decisão agravada, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes já citados na decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM À PENHORA. LEI N. 6.830/80. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE: RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DA MATÉRIA TRATADA NO JULGADO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 782.702-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24/9/2010). Ademais, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498379. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Consoante afirmado na decisão agravada, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes já citados na decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM À PENHORA. LEI N. 6.830/80. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE: RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DA MATÉRIA TRATADA NO JULGADO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 782.702-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24/9/2010). Ademais, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 753603 AGR / SP infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Por fim, melhor sorte não socorre à ora agravante relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria, para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498379. Supremo Tribunal Federal ARE 753603 AGR / SP infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Por fim, melhor sorte não socorre à ora agravante relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria, para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) : TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526370 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) : TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526370 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4532258
2013-09-03T00:00:00
2013-10-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE ICMS. PENHORA. BEM IMÓVEL. RECUSA PELA FAZENDA ESTADUAL. PROCESSO CIVIL. LEI Nº 6.830/80. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO ART. 93, IX. INEXISTÊNCIA. 1. A ordem de preferência da nomeação de bens à penhora, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o apelo extremo. Precedente: AI 782.702-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24/9/2010. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 3. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM IMÓVEL À PENHORA SITUADO EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO. RECUSA DO CREDOR. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. REEXAME DAS PROVAS. VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO STJ. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur244476
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 782702 AgR (1ªT). (AUSÊNCIA, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 748371 RG. (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 7. Análise: 18/10/2013, BRU.
LUIZ FUX
Primeira Turma
753603
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-006830 ANO-1980\n LEF-1980 LEI DE EXECUÇÃO FISCAL\n\n", "LEG-FED SUMSTJ-000007 \n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 753603 AgR
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AGTE.(S) : PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) : TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) :TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE ICMS. PENHORA. BEM IMÓVEL. RECUSA PELA FAZENDA ESTADUAL. PROCESSO CIVIL. LEI n 6.830/80. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE n 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO ART. 93, IX. INEXISTÊNCIA. 1. A ordem de preferência da nomeação de bens à penhora, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o apelo extremo. Precedente: AI 782.702-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24/9/2010. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 3. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM IMÓVEL À PENHORA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498377. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 753603 AGR / SP SITUADO EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO. RECUSA DO CREDOR. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. REEXAME DAS PROVAS. VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 03 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498377. Supremo Tribunal Federal ARE 753603 AGR / SP SITUADO EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO. RECUSA DO CREDOR. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. REEXAME DAS PROVAS. VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 03 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) :TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por PAES MENDONÇA S/A, contra a decisão que prolatei, assim ementada, verbis : “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE ICMS. PENHORA. BEM IMÓVEL. RECUSA PELA FAZENDA ESTADUAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. LEI n 6.830/80. REPERCUSSÃO GERAL NÃO NÃO CONFIGURADA. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 688.995-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJ 7.3.2013; ARE 694.229-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJ 24.9.2012; ARE 655.712-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498378. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) :TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por PAES MENDONÇA S/A, contra a decisão que prolatei, assim ementada, verbis : “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COBRANÇA DE ICMS. PENHORA. BEM IMÓVEL. RECUSA PELA FAZENDA ESTADUAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. LEI n 6.830/80. REPERCUSSÃO GERAL NÃO NÃO CONFIGURADA. OFENSA REFLEXA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 688.995-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJ 7.3.2013; ARE 694.229-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJ 24.9.2012; ARE 655.712-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 753603 AGR / SP 26.10.2012; ARE 715697 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJ 26.4.2013. 3 . In casu , o acórdão recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM IMÓVEL À PENHORA SITUADO EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO. RECUSA DO CREDOR. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. REEXAME DAS PROVAS. VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. “ Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando em síntese que: “sendo imprescindível a manifestação quanto ao argumento de que o bem indicado pela agravante e pela agravada encontram-se na mesma ordem de preferência estabelecida pelo dispositivo legal citado e, não tendo sido essa omissão sanada no v. acórdão que deu ensejo à interposição do recurso extraordinário, visível a violação ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal pela ausência total de fundamentação. Ainda, no caso, há a violação ao inciso LIV do art. 5... da Constituição Federal. De acordo com esse dispositivo, ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. NA situação apontada, todavia, a agravante será privada de seus bens sem o devido processo legal.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498378. Supremo Tribunal Federal ARE 753603 AGR / SP 26.10.2012; ARE 715697 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJ 26.4.2013. 3 . In casu , o acórdão recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM IMÓVEL À PENHORA SITUADO EM OUTRO ESTADO DA FEDERAÇÃO. RECUSA DO CREDOR. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. REEXAME DAS PROVAS. VERBETE N. 7 DA SÚMULA DO Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. “ Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando em síntese que: “sendo imprescindível a manifestação quanto ao argumento de que o bem indicado pela agravante e pela agravada encontram-se na mesma ordem de preferência estabelecida pelo dispositivo legal citado e, não tendo sido essa omissão sanada no v. acórdão que deu ensejo à interposição do recurso extraordinário, visível a violação ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal pela ausência total de fundamentação. Ainda, no caso, há a violação ao inciso LIV do art. 5... da Constituição Federal. De acordo com esse dispositivo, ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. NA situação apontada, todavia, a agravante será privada de seus bens sem o devido processo legal.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Consoante afirmado na decisão agravada, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes já citados na decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM À PENHORA. LEI N. 6.830/80. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE: RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DA MATÉRIA TRATADA NO JULGADO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 782.702-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24/9/2010). Ademais, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498379. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada. Consoante afirmado na decisão agravada, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, além dos precedentes já citados na decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BEM À PENHORA. LEI N. 6.830/80. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE: RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DA MATÉRIA TRATADA NO JULGADO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 782.702-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24/9/2010). Ademais, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 753603 AGR / SP infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Por fim, melhor sorte não socorre à ora agravante relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria, para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498379. Supremo Tribunal Federal ARE 753603 AGR / SP infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais.” Por fim, melhor sorte não socorre à ora agravante relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria, para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) : TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526370 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.603 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PAES MENDONÇA S/A ADV.(A/S) : TORQUATO JARDIM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526370 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "9", "/", "2010", "13", "/", "8", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "03 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "7", ".", "3", ".", "2013", "24", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", ".", "7", ".", "3", ".", "2013", "24", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2012", "26", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2012", "26", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "24", "/", "9", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "9", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2010", 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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) :DANTE ROSSI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA E CONSTITUCIONAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DETERMINA A APLICAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO COMO BASE DE CÁLCULO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE N. 4 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 27 de agosto de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549747. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) :DANTE ROSSI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 19 de junho de 2008, neguei seguimento ao agravo de instrumento interposto por Neiva Bastos Carneiro Ferreira e outros contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que manteve acórdão em que se reconheceu o direito ao cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário mínimo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Ao julgar o Recurso Extraordinário n. 565.714 (Informativo n. 504), de minha relatoria, o Supremo Tribunal Federal aprovou a edição da Súmula Vinculante n. 4, com o seguinte teor: ‘Salvo os casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial’. Contudo, apesar de reconhecer a proibição constitucional de vinculação de qualquer vantagem ao salário mínimo, o Tribunal decidiu que não seria possível julgar procedente o pedido dos Recorrentes para que a base de cálculo do adicional de insalubridade fosse calculada sobre o total da remuneração, ante a impossibilidade de atuar como legislador positivo. 6. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da parte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549748. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) :DANTE ROSSI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 19 de junho de 2008, neguei seguimento ao agravo de instrumento interposto por Neiva Bastos Carneiro Ferreira e outros contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que manteve acórdão em que se reconheceu o direito ao cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário mínimo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Ao julgar o Recurso Extraordinário n. 565.714 (Informativo n. 504), de minha relatoria, o Supremo Tribunal Federal aprovou a edição da Súmula Vinculante n. 4, com o seguinte teor: ‘Salvo os casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial’. Contudo, apesar de reconhecer a proibição constitucional de vinculação de qualquer vantagem ao salário mínimo, o Tribunal decidiu que não seria possível julgar procedente o pedido dos Recorrentes para que a base de cálculo do adicional de insalubridade fosse calculada sobre o total da remuneração, ante a impossibilidade de atuar como legislador positivo. 6. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da parte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório AI 702590 AGR / RS agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 109-111). 2. Publicada essa decisão no DJ de 27.6.2008, interpõem Neiva Bastos Carneiro Ferreira e outros, em 4.8.2008, tempestivamente, agravo regimental (fls. 114-125). 3. Afirmam os Agravantes que “a compreensão da Súmula Vinculante n. 4 deste Excelso STF não pode desviar-se do comando segundo o qual o salário mínimo não pode servir de base de cálculo de parcelas remuneratórias, inclusive do adicional de insalubridade (...). Daí resulta (...) o reconhecimento da pertinência da aplicação (...) ao menos da remuneração ou do salário básico como base de cálculo do adicional de insalubridade” (fl. 119). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549748. Supremo Tribunal Federal AI 702590 AGR / RS agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 109-111). 2. Publicada essa decisão no DJ de 27.6.2008, interpõem Neiva Bastos Carneiro Ferreira e outros, em 4.8.2008, tempestivamente, agravo regimental (fls. 114-125). 3. Afirmam os Agravantes que “a compreensão da Súmula Vinculante n. 4 deste Excelso STF não pode desviar-se do comando segundo o qual o salário mínimo não pode servir de base de cálculo de parcelas remuneratórias, inclusive do adicional de insalubridade (...). Daí resulta (...) o reconhecimento da pertinência da aplicação (...) ao menos da remuneração ou do salário básico como base de cálculo do adicional de insalubridade” (fl. 119). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Tribunal Superior do Trabalho manteve o seguinte acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região: “AGRAVO - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - BASE DE CÁLCULO - ÓBICE DAS SÚMULAS NºS 228 E 333 DO TST - NÃO-DEMONSTRAÇÃO DO DESACERTO DO DESPACHO- AGRAVADO. 1. No agravo de instrumento em recurso de revista, os Reclamantes pretendiam o reconhecimento da violação do art. 7º, IV, da CF, pelo fato de não se poder, no ver dos Agravantes, vincular o salário mínimo para o fim de base de cálculo do adicional de insalubridade. 2. No caso, o Regional explicitou a razão pela qual não determinou a observância, nos termos da Súmula nº 17 do TST, do salário profissional como base de cálculo do adicional de insalubridade. Segundo o TRT, não vieram para os autos documentos capazes de comprovar a percepção de salário profissional pelos Reclamantes, devendo ser observada a diretriz traçada na Súmula nº 228 do TST”. 3. O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 565.714, de minha relatoria, com repercussão geral reconhecida, este Supremo Tribunal aprovou a edição da Súmula Vinculante n. 4, com o seguinte teor: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Tribunal Superior do Trabalho manteve o seguinte acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região: “AGRAVO - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - BASE DE CÁLCULO - ÓBICE DAS SÚMULAS NºS 228 E 333 DO TST - NÃO-DEMONSTRAÇÃO DO DESACERTO DO DESPACHO- AGRAVADO. 1. No agravo de instrumento em recurso de revista, os Reclamantes pretendiam o reconhecimento da violação do art. 7º, IV, da CF, pelo fato de não se poder, no ver dos Agravantes, vincular o salário mínimo para o fim de base de cálculo do adicional de insalubridade. 2. No caso, o Regional explicitou a razão pela qual não determinou a observância, nos termos da Súmula nº 17 do TST, do salário profissional como base de cálculo do adicional de insalubridade. Segundo o TRT, não vieram para os autos documentos capazes de comprovar a percepção de salário profissional pelos Reclamantes, devendo ser observada a diretriz traçada na Súmula nº 228 do TST”. 3. O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 565.714, de minha relatoria, com repercussão geral reconhecida, este Supremo Tribunal aprovou a edição da Súmula Vinculante n. 4, com o seguinte teor: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AI 702590 AGR / RS não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”. Nessa assentada, reafirmou-se o entendimento de que o art. 192 da Consolidação das Leis Trabalhistas teria sido recepcionado pela Constituição da República de 1988, desde que a expressão “salário mínimo da região” não fosse interpretada como “salário mínimo nacional”: “Reza o art. 192 da Consolidação das Leis do Trabalho: ‘Art. 192. O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.’ O art. 7º, inciso XXIII, da Constituição da República determina que: ‘Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social; XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;’ Não cabe ao Supremo Tribunal Federal interpretar a legislação infraconstitucional em sede de recurso extraordinário. Todavia, cabe- lhe examinar e concluir sobre a validade e eficácia de norma que integre documento legal e cuja interpretação prevalecente não seja compatível com a Constituição brasileira. Assim, quanto àquela norma constante do art. 192 da Consolidação das Leis do Trabalho, é de se considerar prevalecer a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a expressão ‘salário mínimo da região’ não pode ser interpretada de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Supremo Tribunal Federal AI 702590 AGR / RS não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”. Nessa assentada, reafirmou-se o entendimento de que o art. 192 da Consolidação das Leis Trabalhistas teria sido recepcionado pela Constituição da República de 1988, desde que a expressão “salário mínimo da região” não fosse interpretada como “salário mínimo nacional”: “Reza o art. 192 da Consolidação das Leis do Trabalho: ‘Art. 192. O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.’ O art. 7º, inciso XXIII, da Constituição da República determina que: ‘Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social; XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;’ Não cabe ao Supremo Tribunal Federal interpretar a legislação infraconstitucional em sede de recurso extraordinário. Todavia, cabe- lhe examinar e concluir sobre a validade e eficácia de norma que integre documento legal e cuja interpretação prevalecente não seja compatível com a Constituição brasileira. Assim, quanto àquela norma constante do art. 192 da Consolidação das Leis do Trabalho, é de se considerar prevalecer a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a expressão ‘salário mínimo da região’ não pode ser interpretada de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AI 702590 AGR / RS modo a corresponder ao salário-mínimo nacional, pois este é objeto da vedação de indexação constante do inc. IV do art. 7º, da Constituição. Pelo que caberá à Justiça Trabalhista definir a base de cálculo do adicional de insalubridade devido nas relações regidas pela CLT, levando em consideração a legislação trabalhista e os acordos e as convenções coletivas de trabalho”. No mesmo julgamento, consignou-se também que, se a legislação editada anteriormente à Constituição da República de 1988 previsse cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário mínimo, o que acarretaria na sua não recepção, a aplicação da lei deveria ser mantida até que outra sobreviesse. Para chegar a essa conclusão, este Supremo Tribunal verificou que: a) a Constituição não estabelece a forma de cálculo do adicional de insalubridade; e b) não caberia ao Poder Judiciário substituir base de cálculo prevista em lei, sob pena de atuar como legislador positivo: “14. De outra parte, não é juridicamente possível, diante do reconhecimento da não recepção da norma paulista, manter o cálculo do adicional de insalubridade com base no salário-mínimo. Também não me parece juridicamente plausível estabelecer que a base de cálculo do adicional de insalubridade será a remuneração ou o vencimento, sob pena de estarmos a atuar como legislador positivo. (...) 15. Tenho, pois, que em face dos princípios constitucionais e do regime jurídico a prevalecer para os Recorrentes a solução jurídica possível no caso – e sempre tendo em vista que o Estado de São Paulo, mesmo após quase vinte anos de vigência do art. 7º, inc. IV, da Constituição da República, manteve na legislação o salário-mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade, a base de cálculo do adicional de insalubridade a ser pago aos Recorrentes – haverá de ser o equivalente ao total do valor de dois salários-mínimos segundo o valor vigente na data do trânsito em julgado deste recurso extraordinário, atualizando-o na forma da legislação estabelecida para 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Supremo Tribunal Federal AI 702590 AGR / RS modo a corresponder ao salário-mínimo nacional, pois este é objeto da vedação de indexação constante do inc. IV do art. 7º, da Constituição. Pelo que caberá à Justiça Trabalhista definir a base de cálculo do adicional de insalubridade devido nas relações regidas pela CLT, levando em consideração a legislação trabalhista e os acordos e as convenções coletivas de trabalho”. No mesmo julgamento, consignou-se também que, se a legislação editada anteriormente à Constituição da República de 1988 previsse cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário mínimo, o que acarretaria na sua não recepção, a aplicação da lei deveria ser mantida até que outra sobreviesse. Para chegar a essa conclusão, este Supremo Tribunal verificou que: a) a Constituição não estabelece a forma de cálculo do adicional de insalubridade; e b) não caberia ao Poder Judiciário substituir base de cálculo prevista em lei, sob pena de atuar como legislador positivo: “14. De outra parte, não é juridicamente possível, diante do reconhecimento da não recepção da norma paulista, manter o cálculo do adicional de insalubridade com base no salário-mínimo. Também não me parece juridicamente plausível estabelecer que a base de cálculo do adicional de insalubridade será a remuneração ou o vencimento, sob pena de estarmos a atuar como legislador positivo. (...) 15. Tenho, pois, que em face dos princípios constitucionais e do regime jurídico a prevalecer para os Recorrentes a solução jurídica possível no caso – e sempre tendo em vista que o Estado de São Paulo, mesmo após quase vinte anos de vigência do art. 7º, inc. IV, da Constituição da República, manteve na legislação o salário-mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade, a base de cálculo do adicional de insalubridade a ser pago aos Recorrentes – haverá de ser o equivalente ao total do valor de dois salários-mínimos segundo o valor vigente na data do trânsito em julgado deste recurso extraordinário, atualizando-o na forma da legislação estabelecida para 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AI 702590 AGR / RS a categoria, até que seja editada lei fixando nova base de cálculo, respeitada a garantia constitucional da irredutibilidade da remuneração” (DJe 8.8.2008 – grifos nossos). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Supremo Tribunal Federal AI 702590 AGR / RS a categoria, até que seja editada lei fixando nova base de cálculo, respeitada a garantia constitucional da irredutibilidade da remuneração” (DJe 8.8.2008 – grifos nossos). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) : DANTE ROSSI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519495 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) : DANTE ROSSI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519495 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4575612
2013-09-03T00:00:00
2013-09-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA E CONSTITUCIONAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DETERMINA A APLICAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO COMO BASE DE CÁLCULO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE N. 4 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur242924
- Acórdão(s) citado(s): (VINCULAÇÃO, SALÁRIO MÍNIMO) RE 565714 RG. Número de páginas: 8. Análise: 02/10/2013, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
702590
[ "LEG-FED SUV-000004 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 702590 AgR
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AGTE.(S) : NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) : DANTE ROSSI
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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) :DANTE ROSSI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA E CONSTITUCIONAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DETERMINA A APLICAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO COMO BASE DE CÁLCULO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE À SÚMULA VINCULANTE N. 4 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 27 de agosto de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549747. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) :DANTE ROSSI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 19 de junho de 2008, neguei seguimento ao agravo de instrumento interposto por Neiva Bastos Carneiro Ferreira e outros contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que manteve acórdão em que se reconheceu o direito ao cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário mínimo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Ao julgar o Recurso Extraordinário n. 565.714 (Informativo n. 504), de minha relatoria, o Supremo Tribunal Federal aprovou a edição da Súmula Vinculante n. 4, com o seguinte teor: ‘Salvo os casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial’. Contudo, apesar de reconhecer a proibição constitucional de vinculação de qualquer vantagem ao salário mínimo, o Tribunal decidiu que não seria possível julgar procedente o pedido dos Recorrentes para que a base de cálculo do adicional de insalubridade fosse calculada sobre o total da remuneração, ante a impossibilidade de atuar como legislador positivo. 6. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da parte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549748. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) :DANTE ROSSI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 19 de junho de 2008, neguei seguimento ao agravo de instrumento interposto por Neiva Bastos Carneiro Ferreira e outros contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, que manteve acórdão em que se reconheceu o direito ao cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário mínimo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Ao julgar o Recurso Extraordinário n. 565.714 (Informativo n. 504), de minha relatoria, o Supremo Tribunal Federal aprovou a edição da Súmula Vinculante n. 4, com o seguinte teor: ‘Salvo os casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial’. Contudo, apesar de reconhecer a proibição constitucional de vinculação de qualquer vantagem ao salário mínimo, o Tribunal decidiu que não seria possível julgar procedente o pedido dos Recorrentes para que a base de cálculo do adicional de insalubridade fosse calculada sobre o total da remuneração, ante a impossibilidade de atuar como legislador positivo. 6. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da parte Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório AI 702590 AGR / RS agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 109-111). 2. Publicada essa decisão no DJ de 27.6.2008, interpõem Neiva Bastos Carneiro Ferreira e outros, em 4.8.2008, tempestivamente, agravo regimental (fls. 114-125). 3. Afirmam os Agravantes que “a compreensão da Súmula Vinculante n. 4 deste Excelso Supremo Tribunal Federal não pode desviar-se do comando segundo o qual o salário mínimo não pode servir de base de cálculo de parcelas remuneratórias, inclusive do adicional de insalubridade (...). Daí resulta (...) o reconhecimento da pertinência da aplicação (...) ao menos da remuneração ou do salário básico como base de cálculo do adicional de insalubridade” (fl. 119). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549748. Supremo Tribunal Federal AI 702590 AGR / RS agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 109-111). 2. Publicada essa decisão no DJ de 27.6.2008, interpõem Neiva Bastos Carneiro Ferreira e outros, em 4.8.2008, tempestivamente, agravo regimental (fls. 114-125). 3. Afirmam os Agravantes que “a compreensão da Súmula Vinculante n. 4 deste Excelso Supremo Tribunal Federal não pode desviar-se do comando segundo o qual o salário mínimo não pode servir de base de cálculo de parcelas remuneratórias, inclusive do adicional de insalubridade (...). Daí resulta (...) o reconhecimento da pertinência da aplicação (...) ao menos da remuneração ou do salário básico como base de cálculo do adicional de insalubridade” (fl. 119). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Tribunal Superior do Trabalho manteve o seguinte acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 4... Região: “AGRAVO - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - BASE DE CÁLCULO - ÓBICE DAS SÚMULAS nS 228 E 333 DO Tribunal Superior do Trabalho - NÃO-DEMONSTRAÇÃO DO DESACERTO DO DESPACHO- AGRAVADO. 1. No agravo de instrumento em recurso de revista, os Reclamantes pretendiam o reconhecimento da violação do art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988, pelo fato de não se poder, no ver dos Agravantes, vincular o salário mínimo para o fim de base de cálculo do adicional de insalubridade. 2. No caso, o Regional explicitou a razão pela qual não determinou a observância, nos termos da Súmula n 17 do Tribunal Superior do Trabalho, do salário profissional como base de cálculo do adicional de insalubridade. Segundo o TRT, não vieram para os autos documentos capazes de comprovar a percepção de salário profissional pelos Reclamantes, devendo ser observada a diretriz traçada na Súmula n 228 do Tribunal Superior do Trabalho”. 3. O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 565.714, de minha relatoria, com repercussão geral reconhecida, este Supremo Tribunal aprovou a edição da Súmula Vinculante n. 4, com o seguinte teor: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Tribunal Superior do Trabalho manteve o seguinte acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 4... Região: “AGRAVO - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - BASE DE CÁLCULO - ÓBICE DAS SÚMULAS nS 228 E 333 DO Tribunal Superior do Trabalho - NÃO-DEMONSTRAÇÃO DO DESACERTO DO DESPACHO- AGRAVADO. 1. No agravo de instrumento em recurso de revista, os Reclamantes pretendiam o reconhecimento da violação do art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988, pelo fato de não se poder, no ver dos Agravantes, vincular o salário mínimo para o fim de base de cálculo do adicional de insalubridade. 2. No caso, o Regional explicitou a razão pela qual não determinou a observância, nos termos da Súmula n 17 do Tribunal Superior do Trabalho, do salário profissional como base de cálculo do adicional de insalubridade. Segundo o TRT, não vieram para os autos documentos capazes de comprovar a percepção de salário profissional pelos Reclamantes, devendo ser observada a diretriz traçada na Súmula n 228 do Tribunal Superior do Trabalho”. 3. O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 565.714, de minha relatoria, com repercussão geral reconhecida, este Supremo Tribunal aprovou a edição da Súmula Vinculante n. 4, com o seguinte teor: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AI 702590 AGR / RS não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”. Nessa assentada, reafirmou-se o entendimento de que o art. 192 da Consolidação das Leis Trabalhistas teria sido recepcionado pela Constituição da República de 1988, desde que a expressão “salário mínimo da região” não fosse interpretada como “salário mínimo nacional”: “Reza o art. 192 da Consolidação das Leis do Trabalho: ‘Art. 192. O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.’ O art. 7..., inciso XXIII, da Constituição da República determina que: ‘Art. 7... São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social; XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;’ Não cabe ao Supremo Tribunal Federal interpretar a legislação infraconstitucional em sede de recurso extraordinário. Todavia, cabe- lhe examinar e concluir sobre a validade e eficácia de norma que integre documento legal e cuja interpretação prevalecente não seja compatível com a Constituição brasileira. Assim, quanto àquela norma constante do art. 192 da Consolidação das Leis do Trabalho, é de se considerar prevalecer a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a expressão ‘salário mínimo da região’ não pode ser interpretada de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Supremo Tribunal Federal AI 702590 AGR / RS não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”. Nessa assentada, reafirmou-se o entendimento de que o art. 192 da Consolidação das Leis Trabalhistas teria sido recepcionado pela Constituição da República de 1988, desde que a expressão “salário mínimo da região” não fosse interpretada como “salário mínimo nacional”: “Reza o art. 192 da Consolidação das Leis do Trabalho: ‘Art. 192. O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.’ O art. 7..., inciso XXIII, da Constituição da República determina que: ‘Art. 7... São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social; XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;’ Não cabe ao Supremo Tribunal Federal interpretar a legislação infraconstitucional em sede de recurso extraordinário. Todavia, cabe- lhe examinar e concluir sobre a validade e eficácia de norma que integre documento legal e cuja interpretação prevalecente não seja compatível com a Constituição brasileira. Assim, quanto àquela norma constante do art. 192 da Consolidação das Leis do Trabalho, é de se considerar prevalecer a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a expressão ‘salário mínimo da região’ não pode ser interpretada de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AI 702590 AGR / RS modo a corresponder ao salário-mínimo nacional, pois este é objeto da vedação de indexação constante do inc. IV do art. 7..., da Constituição. Pelo que caberá à Justiça Trabalhista definir a base de cálculo do adicional de insalubridade devido nas relações regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho, levando em consideração a legislação trabalhista e os acordos e as convenções coletivas de trabalho”. No mesmo julgamento, consignou-se também que, se a legislação editada anteriormente à Constituição da República de 1988 previsse cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário mínimo, o que acarretaria na sua não recepção, a aplicação da lei deveria ser mantida até que outra sobreviesse. Para chegar a essa conclusão, este Supremo Tribunal verificou que: a) a Constituição não estabelece a forma de cálculo do adicional de insalubridade; e b) não caberia ao Poder Judiciário substituir base de cálculo prevista em lei, sob pena de atuar como legislador positivo: “14. De outra parte, não é juridicamente possível, diante do reconhecimento da não recepção da norma paulista, manter o cálculo do adicional de insalubridade com base no salário-mínimo. Também não me parece juridicamente plausível estabelecer que a base de cálculo do adicional de insalubridade será a remuneração ou o vencimento, sob pena de estarmos a atuar como legislador positivo. (...) 15. Tenho, pois, que em face dos princípios constitucionais e do regime jurídico a prevalecer para os Recorrentes a solução jurídica possível no caso – e sempre tendo em vista que o Estado de São Paulo, mesmo após quase vinte anos de vigência do art. 7..., inc. IV, da Constituição da República, manteve na legislação o salário-mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade, a base de cálculo do adicional de insalubridade a ser pago aos Recorrentes – haverá de ser o equivalente ao total do valor de dois salários-mínimos segundo o valor vigente na data do trânsito em julgado deste recurso extraordinário, atualizando-o na forma da legislação estabelecida para 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Supremo Tribunal Federal AI 702590 AGR / RS modo a corresponder ao salário-mínimo nacional, pois este é objeto da vedação de indexação constante do inc. IV do art. 7..., da Constituição. Pelo que caberá à Justiça Trabalhista definir a base de cálculo do adicional de insalubridade devido nas relações regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho, levando em consideração a legislação trabalhista e os acordos e as convenções coletivas de trabalho”. No mesmo julgamento, consignou-se também que, se a legislação editada anteriormente à Constituição da República de 1988 previsse cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário mínimo, o que acarretaria na sua não recepção, a aplicação da lei deveria ser mantida até que outra sobreviesse. Para chegar a essa conclusão, este Supremo Tribunal verificou que: a) a Constituição não estabelece a forma de cálculo do adicional de insalubridade; e b) não caberia ao Poder Judiciário substituir base de cálculo prevista em lei, sob pena de atuar como legislador positivo: “14. De outra parte, não é juridicamente possível, diante do reconhecimento da não recepção da norma paulista, manter o cálculo do adicional de insalubridade com base no salário-mínimo. Também não me parece juridicamente plausível estabelecer que a base de cálculo do adicional de insalubridade será a remuneração ou o vencimento, sob pena de estarmos a atuar como legislador positivo. (...) 15. Tenho, pois, que em face dos princípios constitucionais e do regime jurídico a prevalecer para os Recorrentes a solução jurídica possível no caso – e sempre tendo em vista que o Estado de São Paulo, mesmo após quase vinte anos de vigência do art. 7..., inc. IV, da Constituição da República, manteve na legislação o salário-mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade, a base de cálculo do adicional de insalubridade a ser pago aos Recorrentes – haverá de ser o equivalente ao total do valor de dois salários-mínimos segundo o valor vigente na data do trânsito em julgado deste recurso extraordinário, atualizando-o na forma da legislação estabelecida para 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA AI 702590 AGR / RS a categoria, até que seja editada lei fixando nova base de cálculo, respeitada a garantia constitucional da irredutibilidade da remuneração” (DJe 8.8.2008 – grifos nossos). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Supremo Tribunal Federal AI 702590 AGR / RS a categoria, até que seja editada lei fixando nova base de cálculo, respeitada a garantia constitucional da irredutibilidade da remuneração” (DJe 8.8.2008 – grifos nossos). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) : DANTE ROSSI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519495 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 702.590 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : NEIVA BASTOS CARNEIRO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S/A ADV.(A/S) : DANTE ROSSI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519495 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 702 . 590", "SÚMULA VINCULANTE N . 4 DO SUPREMO TRIBUNAL", "Recurso Extraordinário n . 565 . 714", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 702 . 590", "Recurso Extraordinário n . 565 . 714", "AI 702590 AGR / RS", "Súmula Vinculante n . 4", "AI 702590 AGR / RS", "Súmula Vinculante n . 4", "SÚMULAS nS 228", "Súmula n 17 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 228 do Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário n . 565 . 714", "Súmula", "SÚMULAS nS 228 E 333 DO Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 17 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 228 do Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário n . 565 . 714", "AI 702590 AGR / RS", "AI 702590 AGR / RS", "AI 702590 AGR / RS", "AI 702590 AGR / RS", "AI 702590 AGR / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 702 . 590" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 192 da Consolidação das Leis Trabalhistas", "Constituição da República de 1988", "art . 192 da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 7 . . . , inciso XXIII , da Constituição da República", "Constituição brasileira", "art . 192 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 192 da Consolidação das Leis Trabalhistas", "Constituição da República de 1988", "art . 192 da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 7 . . . , inciso XXIII , da Constituição da República", "Constituição brasileira", "art . 192 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . IV do art . 7 . . . , da Constituição", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição da República de 1988", "Constituição", "art . 7 . . . , inc . IV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição da República de 1988", "Constituição", "art . 7 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. CONCURSO. CRITÉRIOS DE CORREÇÃO DE PROVAS. NECESSÁRIA ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 16 de setembro de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794485. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 5 de agosto de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ricardo Cardoso da Silva e outro contra julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o qual negou provimento ao pleito dos Agravantes de participação em todas as etapas do concurso para ingresso no Curso de Formação de Sargentos. A decisão ora agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Inicialmente, cumpre afastar o óbice oposto na decisão agravada relativo à insuficiência da preliminar de repercussão geral, pois os Agravantes cumpriram a exigência processual relativa à preliminar de repercussão geral. Todavia, a superação desse fundamento não é suficiente para acolher a pretensão dos Agravantes. 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame de provas e de cláusulas de edital, o que não pode ser adotado em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal Federal: Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia de normas infralegais aplicadas à espécie (Edital e Ofício n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 5 de agosto de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ricardo Cardoso da Silva e outro contra julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o qual negou provimento ao pleito dos Agravantes de participação em todas as etapas do concurso para ingresso no Curso de Formação de Sargentos. A decisão ora agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Inicialmente, cumpre afastar o óbice oposto na decisão agravada relativo à insuficiência da preliminar de repercussão geral, pois os Agravantes cumpriram a exigência processual relativa à preliminar de repercussão geral. Todavia, a superação desse fundamento não é suficiente para acolher a pretensão dos Agravantes. 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame de provas e de cláusulas de edital, o que não pode ser adotado em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal Federal: Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia de normas infralegais aplicadas à espécie (Edital e Ofício n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 825797 AGR / PE 127/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o regular processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MILITAR. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 798.598-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 26.5.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS EDITALÍCIAS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS STF 279 E 454. 1. As cláusulas do edital do certame e seu aditivo de convocação para curso de formação de soldados, quando aferidas pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência das Súmulas nºs 279 e 454 do STF. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A interpretação de cláusulas editalícias não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. In casu (...) 5. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 776.806-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 30.4.2014, grifos nossos). 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao princípio da legalidade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da jurisdição, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional (Código de Processo Civil), configurariam, se fosse o caso, ofensa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Supremo Tribunal Federal ARE 825797 AGR / PE 127/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o regular processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MILITAR. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 798.598-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 26.5.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS EDITALÍCIAS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS STF 279 E 454. 1. As cláusulas do edital do certame e seu aditivo de convocação para curso de formação de soldados, quando aferidas pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência das Súmulas nºs 279 e 454 do STF. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A interpretação de cláusulas editalícias não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. In casu (...) 5. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 776.806-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 30.4.2014, grifos nossos). 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao princípio da legalidade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da jurisdição, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional (Código de Processo Civil), configurariam, se fosse o caso, ofensa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 825797 AGR / PE constitucional indireta: “(...). Este Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional, configurariam apenas ofensa constitucional indireta” (AI 573.345-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.5.2011, grifos nossos). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, pelo que nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.8.2014, interpõem Ricardo Cardoso da Silva e outro em 15.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “os Agravados não declinaram quais foram os critérios de convocação dos suplentes. Tal postura fere frontalmente o princípio da publicidade. Ora, se o Edital prevê as regras específicas quanto ao critério de convocação para as fases seguintes, então, todos os candidatos aprovados deveriam participar da segunda fase”. Asseveram que “para que houvesse as reprovações dos Agravantes por disciplina teriam que fazer a interpretação por edital de errata antes do certame, não depois”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Supremo Tribunal Federal ARE 825797 AGR / PE constitucional indireta: “(...). Este Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional, configurariam apenas ofensa constitucional indireta” (AI 573.345-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.5.2011, grifos nossos). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, pelo que nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.8.2014, interpõem Ricardo Cardoso da Silva e outro em 15.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “os Agravados não declinaram quais foram os critérios de convocação dos suplentes. Tal postura fere frontalmente o princípio da publicidade. Ora, se o Edital prevê as regras específicas quanto ao critério de convocação para as fases seguintes, então, todos os candidatos aprovados deveriam participar da segunda fase”. Asseveram que “para que houvesse as reprovações dos Agravantes por disciplina teriam que fazer a interpretação por edital de errata antes do certame, não depois”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem proferiu voto nos seguintes termos: “Tenho como inconsistentes os argumentos empreendidos pelos recorrentes no presente recurso de agravo. Atente-se que os mesmos não trouxeram qualquer elemento novo capaz de ensejar nova discussão a respeito do tema. De início, observo que não assiste razão ao agravante quando este afirma que a administração alterou as regras do edital após o concurso. O ato apontado como ilegal – ofício nº 127/2010 – se limitou a fazer prevalecer as regras já dispostas no edital, aclarando-as, não havendo que se falar em alteração das regras do concurso após a realização das provas. Para tanto, cumpre verificar diferentemente do alegado pelo agravante, de uma simples leitura dos dispositivos presentes no edital, a interpretação possível é no sentido de que o candidato seria considerado aprovado caso obtivesse a pontuação mínima no percentual de 40% em cada prova/disciplina e uma média aritmética global no percentual mínimo igual ou superior a 5,0 (cinco) pontos. Com essas considerações, não existe qualquer fato novo capaz de suplantar a decisão trancatória tomada por esta Relatoria. Sendo assim, meu voto é pelo improvimento do presente recurso de agravo”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria prévia análise das cláusulas editalícias e do conjunto probatório. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem proferiu voto nos seguintes termos: “Tenho como inconsistentes os argumentos empreendidos pelos recorrentes no presente recurso de agravo. Atente-se que os mesmos não trouxeram qualquer elemento novo capaz de ensejar nova discussão a respeito do tema. De início, observo que não assiste razão ao agravante quando este afirma que a administração alterou as regras do edital após o concurso. O ato apontado como ilegal – ofício nº 127/2010 – se limitou a fazer prevalecer as regras já dispostas no edital, aclarando-as, não havendo que se falar em alteração das regras do concurso após a realização das provas. Para tanto, cumpre verificar diferentemente do alegado pelo agravante, de uma simples leitura dos dispositivos presentes no edital, a interpretação possível é no sentido de que o candidato seria considerado aprovado caso obtivesse a pontuação mínima no percentual de 40% em cada prova/disciplina e uma média aritmética global no percentual mínimo igual ou superior a 5,0 (cinco) pontos. Com essas considerações, não existe qualquer fato novo capaz de suplantar a decisão trancatória tomada por esta Relatoria. Sendo assim, meu voto é pelo improvimento do presente recurso de agravo”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria prévia análise das cláusulas editalícias e do conjunto probatório. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 825797 AGR / PE Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DISTRITAL. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO NO CURSO DE FORMAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 293.975-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.2.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Preenchimento dos requisitos do edital. Análise de cláusulas do instrumento convocatório. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos e nas cláusulas editalícias, pela possibilidade de permanência da ora agravada no certame. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame do conjunto fático-probatório da causa, bem como a análise das cláusulas de edital de concurso público. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 807.688- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. SUSCITADA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. ADMINISTRATIVO. CONCURSO INTERNO PARA PROMOÇÃO AO CARGO DE SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO. CRITÉRIO DE CORREÇÃO DA PROVA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. SÚMULA 454 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Supremo Tribunal Federal ARE 825797 AGR / PE Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DISTRITAL. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO NO CURSO DE FORMAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 293.975-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.2.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Preenchimento dos requisitos do edital. Análise de cláusulas do instrumento convocatório. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos e nas cláusulas editalícias, pela possibilidade de permanência da ora agravada no certame. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame do conjunto fático-probatório da causa, bem como a análise das cláusulas de edital de concurso público. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 807.688- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. SUSCITADA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. ADMINISTRATIVO. CONCURSO INTERNO PARA PROMOÇÃO AO CARGO DE SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO. CRITÉRIO DE CORREÇÃO DA PROVA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. SÚMULA 454 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 825797 AGR / PE discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. II – Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). III – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal a quo, necessário seria o reexame de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência da Súmula 454 do STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 807.667-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Supremo Tribunal Federal ARE 825797 AGR / PE discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. II – Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). III – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal a quo, necessário seria o reexame de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência da Súmula 454 do STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 807.667-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 16/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6769521 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6769521 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6819627
2014-09-16T00:00:00
2014-09-29T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 16.09.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. CONCURSO. CRITÉRIOS DE CORREÇÃO DE PROVAS. NECESSÁRIA ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur278157
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, REQUISITOS) RE 293975 AgR (2ªT), ARE 807688 AgR (1ªT), ARE 807667 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 08/10/2014, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
825797
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 825797 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. CONCURSO. CRITÉRIOS DE CORREÇÃO DE PROVAS. NECESSÁRIA ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO: SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 16 de setembro de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794485. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 5 de agosto de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ricardo Cardoso da Silva e outro contra julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o qual negou provimento ao pleito dos Agravantes de participação em todas as etapas do concurso para ingresso no Curso de Formação de Sargentos. A decisão ora agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Inicialmente, cumpre afastar o óbice oposto na decisão agravada relativo à insuficiência da preliminar de repercussão geral, pois os Agravantes cumpriram a exigência processual relativa à preliminar de repercussão geral. Todavia, a superação desse fundamento não é suficiente para acolher a pretensão dos Agravantes. 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame de provas e de cláusulas de edital, o que não pode ser adotado em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal Federal: Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia de normas infralegais aplicadas à espécie (Edital e Ofício n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 5 de agosto de 2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ricardo Cardoso da Silva e outro contra julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o qual negou provimento ao pleito dos Agravantes de participação em todas as etapas do concurso para ingresso no Curso de Formação de Sargentos. A decisão ora agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Inicialmente, cumpre afastar o óbice oposto na decisão agravada relativo à insuficiência da preliminar de repercussão geral, pois os Agravantes cumpriram a exigência processual relativa à preliminar de repercussão geral. Todavia, a superação desse fundamento não é suficiente para acolher a pretensão dos Agravantes. 7. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame de provas e de cláusulas de edital, o que não pode ser adotado em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas n. 279 e 454 deste Supremo Tribunal Federal: Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia de normas infralegais aplicadas à espécie (Edital e Ofício n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 825797 AGR / PE 127/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o regular processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MILITAR. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 798.598-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 26.5.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS EDITALÍCIAS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 454. 1. As cláusulas do edital do certame e seu aditivo de convocação para curso de formação de soldados, quando aferidas pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência das Súmulas ns 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A interpretação de cláusulas editalícias não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. In casu (...) 5. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 776.806-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 30.4.2014, grifos nossos). 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao princípio da legalidade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da jurisdição, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional (Código de Processo Civil), configurariam, se fosse o caso, ofensa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Supremo Tribunal Federal ARE 825797 AGR / PE 127/2010). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o regular processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MILITAR. NECESSIDADE DO REEXAME DE PROVAS, DO EDITAL E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 798.598-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 26.5.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS EDITALÍCIAS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 454. 1. As cláusulas do edital do certame e seu aditivo de convocação para curso de formação de soldados, quando aferidas pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista pela E. Suprema Corte, em face da incidência das Súmulas ns 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A interpretação de cláusulas editalícias não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. In casu (...) 5. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE 776.806-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 30.4.2014, grifos nossos). 8. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao princípio da legalidade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da jurisdição, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional (Código de Processo Civil), configurariam, se fosse o caso, ofensa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 825797 AGR / PE constitucional indireta: “(...). Este Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional, configurariam apenas ofensa constitucional indireta” (AI 573.345-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.5.2011, grifos nossos). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, pelo que nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.8.2014, interpõem Ricardo Cardoso da Silva e outro em 15.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “os Agravados não declinaram quais foram os critérios de convocação dos suplentes. Tal postura fere frontalmente o princípio da publicidade. Ora, se o Edital prevê as regras específicas quanto ao critério de convocação para as fases seguintes, então, todos os candidatos aprovados deveriam participar da segunda fase”. Asseveram que “para que houvesse as reprovações dos Agravantes por disciplina teriam que fazer a interpretação por edital de errata antes do certame, não depois”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Supremo Tribunal Federal ARE 825797 AGR / PE constitucional indireta: “(...). Este Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou, ainda, aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional, configurariam apenas ofensa constitucional indireta” (AI 573.345-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 12.5.2011, grifos nossos). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, pelo que nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 12.8.2014, interpõem Ricardo Cardoso da Silva e outro em 15.8.2014, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que “os Agravados não declinaram quais foram os critérios de convocação dos suplentes. Tal postura fere frontalmente o princípio da publicidade. Ora, se o Edital prevê as regras específicas quanto ao critério de convocação para as fases seguintes, então, todos os candidatos aprovados deveriam participar da segunda fase”. Asseveram que “para que houvesse as reprovações dos Agravantes por disciplina teriam que fazer a interpretação por edital de errata antes do certame, não depois”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem proferiu voto nos seguintes termos: “Tenho como inconsistentes os argumentos empreendidos pelos recorrentes no presente recurso de agravo. Atente-se que os mesmos não trouxeram qualquer elemento novo capaz de ensejar nova discussão a respeito do tema. De início, observo que não assiste razão ao agravante quando este afirma que a administração alterou as regras do edital após o concurso. O ato apontado como ilegal – ofício n 127/2010 – se limitou a fazer prevalecer as regras já dispostas no edital, aclarando-as, não havendo que se falar em alteração das regras do concurso após a realização das provas. Para tanto, cumpre verificar diferentemente do alegado pelo agravante, de uma simples leitura dos dispositivos presentes no edital, a interpretação possível é no sentido de que o candidato seria considerado aprovado caso obtivesse a pontuação mínima no percentual de 40% em cada prova/disciplina e uma média aritmética global no percentual mínimo igual ou superior a 5,0 (cinco) pontos. Com essas considerações, não existe qualquer fato novo capaz de suplantar a decisão trancatória tomada por esta Relatoria. Sendo assim, meu voto é pelo improvimento do presente recurso de agravo”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria prévia análise das cláusulas editalícias e do conjunto probatório. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem proferiu voto nos seguintes termos: “Tenho como inconsistentes os argumentos empreendidos pelos recorrentes no presente recurso de agravo. Atente-se que os mesmos não trouxeram qualquer elemento novo capaz de ensejar nova discussão a respeito do tema. De início, observo que não assiste razão ao agravante quando este afirma que a administração alterou as regras do edital após o concurso. O ato apontado como ilegal – ofício n 127/2010 – se limitou a fazer prevalecer as regras já dispostas no edital, aclarando-as, não havendo que se falar em alteração das regras do concurso após a realização das provas. Para tanto, cumpre verificar diferentemente do alegado pelo agravante, de uma simples leitura dos dispositivos presentes no edital, a interpretação possível é no sentido de que o candidato seria considerado aprovado caso obtivesse a pontuação mínima no percentual de 40% em cada prova/disciplina e uma média aritmética global no percentual mínimo igual ou superior a 5,0 (cinco) pontos. Com essas considerações, não existe qualquer fato novo capaz de suplantar a decisão trancatória tomada por esta Relatoria. Sendo assim, meu voto é pelo improvimento do presente recurso de agravo”. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria prévia análise das cláusulas editalícias e do conjunto probatório. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 825797 AGR / PE Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DISTRITAL. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO NO CURSO DE FORMAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 293.975-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....2.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Preenchimento dos requisitos do edital. Análise de cláusulas do instrumento convocatório. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos e nas cláusulas editalícias, pela possibilidade de permanência da ora agravada no certame. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame do conjunto fático-probatório da causa, bem como a análise das cláusulas de edital de concurso público. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 807.688- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. SUSCITADA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. CONCURSO INTERNO PARA PROMOÇÃO AO CARGO DE SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO. CRITÉRIO DE CORREÇÃO DA PROVA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Supremo Tribunal Federal ARE 825797 AGR / PE Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DISTRITAL. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO NO CURSO DE FORMAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 293.975-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....2.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Preenchimento dos requisitos do edital. Análise de cláusulas do instrumento convocatório. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos e nas cláusulas editalícias, pela possibilidade de permanência da ora agravada no certame. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame do conjunto fático-probatório da causa, bem como a análise das cláusulas de edital de concurso público. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 807.688- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. SUSCITADA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. CONCURSO INTERNO PARA PROMOÇÃO AO CARGO DE SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO. CRITÉRIO DE CORREÇÃO DA PROVA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 825797 AGR / PE discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. II – Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). III – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal a quo, necessário seria o reexame de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 807.667-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Supremo Tribunal Federal ARE 825797 AGR / PE discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. II – Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). III – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal a quo, necessário seria o reexame de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 807.667-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014). 3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6794487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 16/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6769521 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.797 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RICARDO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6769521 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmulas n . 279 e 454 deste Supremo Tribunal Federal", "Súmulas n . 279", "ARE 825797 AGR / PE 127 / 2010", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 798 . 598 - AgR", "Súmulas ns 279", "ARE 776 . 806 - AgR", "ARE 825797 AGR / PE 127 / 2010", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 798 . 598 - AgR", "Súmulas ns 279", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 776 . 806 - AgR", "ARE 825797 AGR / PE", "AI 573 . 345 - AgR", "ARE 825797 AGR / PE", "AI 573 . 345 - AgR", "Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Supremo Tribunal", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 293 . 975 - AgR", "Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 807 . 688 - AgR", "OFENSA", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 825797 AGR /", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 293 . 975 - AgR", "Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 807 . 688 - AgR", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 825797 AGR / PE", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454", "ARE 807 . 667 - AgR", "ARE 825797 AGR / PE", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 807 . 667 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV , DA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", 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Ementa e Acórdão 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO APÓS PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO EM PATAMAR MÁXIMO. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA: FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS E DO REGIME PRISIONAL. POSSIBILIDADE DE REEXAME. 1. Pela jurisprudência deste Supremo Tribunal, habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. A natureza e a quantidade dos entorpecentes foram utilizadas na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena-base, e na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em um sexto. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 3. O Supremo Tribunal Federal assentou serem inconstitucionais a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena, em caso de tráfico de entorpecente. Precedentes. 4. Recurso não conhecido. Ordem concedida de ofício para determinar ao juízo da execução penal competente na origem rever a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782282. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 122684 / MG considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do recurso, mas conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 16 de setembro de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782282. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do recurso, mas conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 16 de setembro de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782282. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem requerimento de liminar, interposto pelo Recorrente contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual, em 10.12.2013, não conheceu o Habeas Corpus n. 176.675, Relatora a Ministra Marilza Maynard. O caso 2. O Recorrente foi denunciado pela prática do delito previsto nos arts. 33 e 35 c/c o art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006. 3. Em 25.9.2009, o juízo da Primeira Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG condenou o Recorrente pela prática do delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006, à pena de sete anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, e setecentos dias-multa. Nessa sentença não foi aplicada a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 nem concedido o direito de apelar em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 1.0024.08.193343-4/001, à qual a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento, em 28.4.2010: “APELAÇÃO CRIMINAL – TRÁFICO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem requerimento de liminar, interposto pelo Recorrente contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual, em 10.12.2013, não conheceu o Habeas Corpus n. 176.675, Relatora a Ministra Marilza Maynard. O caso 2. O Recorrente foi denunciado pela prática do delito previsto nos arts. 33 e 35 c/c o art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006. 3. Em 25.9.2009, o juízo da Primeira Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG condenou o Recorrente pela prática do delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006, à pena de sete anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, e setecentos dias-multa. Nessa sentença não foi aplicada a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 nem concedido o direito de apelar em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 1.0024.08.193343-4/001, à qual a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento, em 28.4.2010: “APELAÇÃO CRIMINAL – TRÁFICO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 122684 / MG ENTORPECENTES – ABSOLVIÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CONDUTA DESCRITA NO ART. 28 DA LEI 11.343/06 – INVIABILIDADE – DESTINAÇÃO MERCANTIL DA SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE CARACTERIZADA – PROVA CONTUNDENTE – APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINIÇÃO CONTIDA NO § 4º, DO ART. 33, DA LEI 11.343/06 – POSSIBILIDADE – PRESENÇA DOS REQUISITOS LEGAIS – NÃO PROVIDO O PRIMEIRO RECURSO – PROVIDO EM PARTE O SEGUNDO APELO . – Há diversas condutas típicas do crime que caracterizam o delito de tráfico, ainda, que o agente não seja preso praticando atos de mercancia propriamente dita. Em sendo a prova firme no sentido de que a substância apreendida em poder dos recorrentes se destinava ao comércio ilícito, a condenação se impõe. – Quanto aos depoimentos prestados pelos milicianos, cabe ressaltar que se revestidos de idoneidade, merecem ser acolhidos, pois a mera condição funcional deles não macula, nem mesmo desabona seus relatos. O recebimento com reservas das declarações dos policiais exige a prova de vingança, perseguição, dúvida ou defeito intrínseco, que possam torná-las imprestáveis para embasar um decreto condenatório, o que não é a hipótese dos autos. – A mera alegação defensiva de que os apelantes são apenas usuários de drogas não tem o condão de desclassificar o delito de tráfico, quando do acervo probatório se extrai a finalidade mercantil do entorpecente apreendido. – Preenchendo o réu os requisitos contidos no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, ele faz jus à aplicação da minorante prevista no dispositivo em questão”. 5. Contra esse julgado a defesa interpôs o Habeas Corpus n. 176.675, o qual a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu em 10.12.2013: ““HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO OU DESCLASSIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG ENTORPECENTES – ABSOLVIÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CONDUTA DESCRITA NO ART. 28 DA LEI 11.343/06 – INVIABILIDADE – DESTINAÇÃO MERCANTIL DA SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE CARACTERIZADA – PROVA CONTUNDENTE – APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINIÇÃO CONTIDA NO § 4º, DO ART. 33, DA LEI 11.343/06 – POSSIBILIDADE – PRESENÇA DOS REQUISITOS LEGAIS – NÃO PROVIDO O PRIMEIRO RECURSO – PROVIDO EM PARTE O SEGUNDO APELO . – Há diversas condutas típicas do crime que caracterizam o delito de tráfico, ainda, que o agente não seja preso praticando atos de mercancia propriamente dita. Em sendo a prova firme no sentido de que a substância apreendida em poder dos recorrentes se destinava ao comércio ilícito, a condenação se impõe. – Quanto aos depoimentos prestados pelos milicianos, cabe ressaltar que se revestidos de idoneidade, merecem ser acolhidos, pois a mera condição funcional deles não macula, nem mesmo desabona seus relatos. O recebimento com reservas das declarações dos policiais exige a prova de vingança, perseguição, dúvida ou defeito intrínseco, que possam torná-las imprestáveis para embasar um decreto condenatório, o que não é a hipótese dos autos. – A mera alegação defensiva de que os apelantes são apenas usuários de drogas não tem o condão de desclassificar o delito de tráfico, quando do acervo probatório se extrai a finalidade mercantil do entorpecente apreendido. – Preenchendo o réu os requisitos contidos no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, ele faz jus à aplicação da minorante prevista no dispositivo em questão”. 5. Contra esse julgado a defesa interpôs o Habeas Corpus n. 176.675, o qual a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu em 10.12.2013: ““HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO OU DESCLASSIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 122684 / MG FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO MÍNIMA DE REDUÇÃO. QUANTIDADE E NATUREZA DAS DROGAS (1,86 G DE MACONHA E 485,47 G DE COCAÍNA). REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. ALTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. PENA SUPERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. INVIABILIDADE DO REGIME ABERTO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR RESTRITIVA DE DIREITOS E CONCESSÃO DE SURSIS. AUSÊNCIA DE REQUISITOS. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. – O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, passou a inadmitir habeas corpus substitutivo de recurso próprio, ressalvando, porém, a possibilidade de concessão da ordem de ofício nos casos de flagrante constrangimento ilegal. – Não é possível conhecer do pedido de absolvição ou de desclassificação em sede de habeas corpus, tendo em vista que a desconstituição do que ficou estabelecido ensejaria o reexame aprofundado de todo conjunto fático-probatório, providência incompatível com os estreitos limites do remédio constitucional, que é caracterizado pelo rito célere e cognição sumária. – Tendo a pena-base sido fixada de forma fundamentada em elementos idôneos, observando-se o princípio da proporcionalidade, não há constrangimento ilegal a ser sanado na via estreita do writ. – O Tribunal a quo aplicou a causa de diminuição de pena (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006) no patamar de 1/6 (um sexto), levando- se em conta a natureza e a quantidade de droga apreendida. – Mantida a condenação em 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, não há falar em aplicação do regime aberto, nem em substituição da pena por restritiva de direitos e sursis, nos termos dos arts. 44 e 77 do Código Penal. Habeas corpus não conhecido”. 6. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual o Recorrente alega que, “para manter a negativação da circunstância judicial da culpabilidade, o Tribunal local utilizou motivos diversos dos adotados pelo juízo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO MÍNIMA DE REDUÇÃO. QUANTIDADE E NATUREZA DAS DROGAS (1,86 G DE MACONHA E 485,47 G DE COCAÍNA). REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. ALTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. PENA SUPERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. INVIABILIDADE DO REGIME ABERTO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR RESTRITIVA DE DIREITOS E CONCESSÃO DE SURSIS. AUSÊNCIA DE REQUISITOS. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. – O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, passou a inadmitir habeas corpus substitutivo de recurso próprio, ressalvando, porém, a possibilidade de concessão da ordem de ofício nos casos de flagrante constrangimento ilegal. – Não é possível conhecer do pedido de absolvição ou de desclassificação em sede de habeas corpus, tendo em vista que a desconstituição do que ficou estabelecido ensejaria o reexame aprofundado de todo conjunto fático-probatório, providência incompatível com os estreitos limites do remédio constitucional, que é caracterizado pelo rito célere e cognição sumária. – Tendo a pena-base sido fixada de forma fundamentada em elementos idôneos, observando-se o princípio da proporcionalidade, não há constrangimento ilegal a ser sanado na via estreita do writ. – O Tribunal a quo aplicou a causa de diminuição de pena (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006) no patamar de 1/6 (um sexto), levando- se em conta a natureza e a quantidade de droga apreendida. – Mantida a condenação em 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, não há falar em aplicação do regime aberto, nem em substituição da pena por restritiva de direitos e sursis, nos termos dos arts. 44 e 77 do Código Penal. Habeas corpus não conhecido”. 6. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual o Recorrente alega que, “para manter a negativação da circunstância judicial da culpabilidade, o Tribunal local utilizou motivos diversos dos adotados pelo juízo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RHC 122684 / MG de primeira instância. Essa inovação de fundamentação ocasionou reformatio in pejus”. Conforme ressalta, “excluída a inovação de fundamentação observada no cálculo da pena-base, resulta que a natureza e a quantidade de drogas já foram sopesadas para a negativação da circunstância judicial da culpabilidade. Todavia, sob pena de violação ao non bis in idem, tais fatores não podem, de um lado, exasperar a pena-base e, de outro lado, justificar a redução da causa de diminuição da pena. Assim ocorrendo, desponta duplo recrudescimento da sanção em razão das mesmas circunstâncias”. Afirma que “a natureza e a quantidade da droga constituem circunstâncias previstas no art. 42 da Lei 11.343/06, que devem preponderar sobre aquelas previstas no art. 59 do Código Penal. Não estão propriamente previstas no art. 59 do Código Penal. Nesse sentido, considerá-las para recrudescer o regime inicial viola frontalmente o disposto no art. 33, § 3º, do Código Penal”. Sustenta que “considerar a quantidade e a natureza da droga para obstar a substituição da sanção corporal por penas restritivas de direitos violaria frontalmente o disposto no art. 44, III, do Código Penal”. Este o teor dos pedidos: “Ante o exposto, requer-se: a) o provimento do presente recurso e a reforma do acórdão recorrido, para que, mesmo de ofício, conceda-se ordem de habeas corpus para os seguintes fins: i) reduzir-se a pena-base para o patamar mínimo legal de 5 anos; ii) aplicar-se a causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, no patamar máximo de 2/3; iii) fixar-se o regime inicial aberto; iv) reconhecer-se o direito do paciente à substituição da sanção corporal por penas restritivas de direitos, determinando-se ao juízo das execuções que implemente dita substituição sobre o saldo de pena subsistente; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG de primeira instância. Essa inovação de fundamentação ocasionou reformatio in pejus”. Conforme ressalta, “excluída a inovação de fundamentação observada no cálculo da pena-base, resulta que a natureza e a quantidade de drogas já foram sopesadas para a negativação da circunstância judicial da culpabilidade. Todavia, sob pena de violação ao non bis in idem, tais fatores não podem, de um lado, exasperar a pena-base e, de outro lado, justificar a redução da causa de diminuição da pena. Assim ocorrendo, desponta duplo recrudescimento da sanção em razão das mesmas circunstâncias”. Afirma que “a natureza e a quantidade da droga constituem circunstâncias previstas no art. 42 da Lei 11.343/06, que devem preponderar sobre aquelas previstas no art. 59 do Código Penal. Não estão propriamente previstas no art. 59 do Código Penal. Nesse sentido, considerá-las para recrudescer o regime inicial viola frontalmente o disposto no art. 33, § 3º, do Código Penal”. Sustenta que “considerar a quantidade e a natureza da droga para obstar a substituição da sanção corporal por penas restritivas de direitos violaria frontalmente o disposto no art. 44, III, do Código Penal”. Este o teor dos pedidos: “Ante o exposto, requer-se: a) o provimento do presente recurso e a reforma do acórdão recorrido, para que, mesmo de ofício, conceda-se ordem de habeas corpus para os seguintes fins: i) reduzir-se a pena-base para o patamar mínimo legal de 5 anos; ii) aplicar-se a causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, no patamar máximo de 2/3; iii) fixar-se o regime inicial aberto; iv) reconhecer-se o direito do paciente à substituição da sanção corporal por penas restritivas de direitos, determinando-se ao juízo das execuções que implemente dita substituição sobre o saldo de pena subsistente; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RHC 122684 / MG b) a intimação pessoal de Defensor Público Federal com atuação no STF de todos os atos do processo, incluída a sessão de julgamento, além da observância das demais prerrogativas conferidas aos Defensores Públicos Federais”. 7. O Procurador-Geral da República opinou pelo “provimento parcial do recurso”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG b) a intimação pessoal de Defensor Público Federal com atuação no STF de todos os atos do processo, incluída a sessão de julgamento, além da observância das demais prerrogativas conferidas aos Defensores Públicos Federais”. 7. O Procurador-Geral da República opinou pelo “provimento parcial do recurso”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Inicialmente, destaca-se que, no caso concreto, o Recorrente não está sujeito à jurisdição originária do Superior Tribunal de Justiça, o que inviabilizaria a impetração de habeas corpus originário. Tampouco há de se considerar autoridade coatora tribunal que julga recurso da parte e denega a ordem pleiteada por ausência de requisitos legais para a concessão. 2. Ademais, há de se considerar que a defesa do Recorrente deixou escoar o prazo recursal e ocorrer o trânsito em julgado do acórdão proferido no julgamento da apelação criminal pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Em vez do recurso cabível, decidiu impetrar o habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, sem com isso se ter o impedimento de formação da coisa julgada. 3. Dessa forma, trata-se de impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça como sucedâneo de revisão criminal, pois ocorreu a formação da coisa julgada formal e material. 4. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus não pode ser utilizado, em regra, como sucedâneo de revisão criminal, a menos que haja manifesta ilegalidade ou abuso no ato praticado pelo tribunal superior” (HC 86.367, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 23.10.2008), o que não se pode constatar na espécie vertente. 5. Apesar da prejudicialidade da análise dos argumentos do Recorrente, examino as teses do recurso, verificando a existência de constrangimento ilegal passível de concessão da ordem de habeas corpus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Inicialmente, destaca-se que, no caso concreto, o Recorrente não está sujeito à jurisdição originária do Superior Tribunal de Justiça, o que inviabilizaria a impetração de habeas corpus originário. Tampouco há de se considerar autoridade coatora tribunal que julga recurso da parte e denega a ordem pleiteada por ausência de requisitos legais para a concessão. 2. Ademais, há de se considerar que a defesa do Recorrente deixou escoar o prazo recursal e ocorrer o trânsito em julgado do acórdão proferido no julgamento da apelação criminal pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Em vez do recurso cabível, decidiu impetrar o habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, sem com isso se ter o impedimento de formação da coisa julgada. 3. Dessa forma, trata-se de impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça como sucedâneo de revisão criminal, pois ocorreu a formação da coisa julgada formal e material. 4. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus não pode ser utilizado, em regra, como sucedâneo de revisão criminal, a menos que haja manifesta ilegalidade ou abuso no ato praticado pelo tribunal superior” (HC 86.367, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 23.10.2008), o que não se pode constatar na espécie vertente. 5. Apesar da prejudicialidade da análise dos argumentos do Recorrente, examino as teses do recurso, verificando a existência de constrangimento ilegal passível de concessão da ordem de habeas corpus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG de ofício. 6. Ao realizar a dosimetria da pena, o juízo da Primeira Vara de Tóxicos de Belo Horizonte afastou a incidência da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, afirmando: “Verifico que o acusado não faz jus ao benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, uma vez que restou demonstrado nos autos que o mesmo já vinha se dedicando ao narcotráfico, já era conhecido no meio policial como traficante de drogas. Ademais disto, estava ainda que eventualmente, associado com terceiro para o cometimento do delito”. 7. No julgamento da apelação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento ao recurso da defesa, para reduzir a pena imposta ao Recorrente e aplicar a causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar mínimo de um sexto, pela quantidade e da natureza da droga apreendida, e manteve a pena-base definida pelo juízo de origem, também fixada com fundamento na quantidade e na natureza dos entorpecentes. Tem-se nesse julgado: “Quanto à análise das circunstâncias judiciais, apenas a culpabilidade merece destaque negativo. Tenho que a culpabilidade deve ser tida em desfavor do réu, porém, por razões diversas da d. sentenciante. No caso em apreço, a culpabilidade ultrapassa os limites do próprio delito. Vê-se que o apelante e seus comparsas movimentam expressivas quantias de dinheiro e drogas de alto poder viciante e vulnerante, e tentou, inclusive, se furtar à ação da Justiça atribuindo exclusivamente a responsabilidade ao adolescente pela prática do delito, circunstâncias que aumentam, a reprovação da conduta. (…) Inobstante os fundamentos esposados pela d. magistrada para não aplicar a minorante prevista no § 4º, do art. 33, da Lei 11.343/06, não há nos autos elementos probatórios de que o réu se dedique à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG de ofício. 6. Ao realizar a dosimetria da pena, o juízo da Primeira Vara de Tóxicos de Belo Horizonte afastou a incidência da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, afirmando: “Verifico que o acusado não faz jus ao benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, uma vez que restou demonstrado nos autos que o mesmo já vinha se dedicando ao narcotráfico, já era conhecido no meio policial como traficante de drogas. Ademais disto, estava ainda que eventualmente, associado com terceiro para o cometimento do delito”. 7. No julgamento da apelação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento ao recurso da defesa, para reduzir a pena imposta ao Recorrente e aplicar a causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar mínimo de um sexto, pela quantidade e da natureza da droga apreendida, e manteve a pena-base definida pelo juízo de origem, também fixada com fundamento na quantidade e na natureza dos entorpecentes. Tem-se nesse julgado: “Quanto à análise das circunstâncias judiciais, apenas a culpabilidade merece destaque negativo. Tenho que a culpabilidade deve ser tida em desfavor do réu, porém, por razões diversas da d. sentenciante. No caso em apreço, a culpabilidade ultrapassa os limites do próprio delito. Vê-se que o apelante e seus comparsas movimentam expressivas quantias de dinheiro e drogas de alto poder viciante e vulnerante, e tentou, inclusive, se furtar à ação da Justiça atribuindo exclusivamente a responsabilidade ao adolescente pela prática do delito, circunstâncias que aumentam, a reprovação da conduta. (…) Inobstante os fundamentos esposados pela d. magistrada para não aplicar a minorante prevista no § 4º, do art. 33, da Lei 11.343/06, não há nos autos elementos probatórios de que o réu se dedique à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG atividade criminosa. Ele não é reincidente e não ostenta antecedentes, fatores esses que são incompatíveis para se concluir que ele é um criminoso contumaz. (…) Assim, tenho que a minorante prevista no § 4º, do art. 33, da Lei 11.343/06 deve ser aplicada na espécie. Feitas essas considerações, passo ao redimensionamento da pena, nos termos do art. 59 e 68 do CP e art. 42 da Lei 11.343/06. Diante da desfavorabilidade da culpabilidade, mantenho a pena- base fixada ligeiramente acima do mínimo em 6 (seis) anos de reclusão e 600 (seiscentos) dias-multa. Não há atenuantes ou agravantes a serem consideradas. Reconheço em favor do réu a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 e reduzo a pena em 1/6, porquanto, segundo as diretrizes do art. 42 da referida lei, a natureza e a quantidade de droga apreendida em poder do réu e do corréu, que conforme esclarecido alhures agiam em coautoria, 1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína – autoriza a redução mínima, passando-a para 5 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias- multa. Em face da causa de aumento de pena contida no art. 40, VI, da referida lei, aumento a pena no mesmo patamar utilizado pela d. sentenciante, ou seja 1/6, tornando-a definitiva em 05 (cinco anos) e 10 meses de reclusão e 583 (quinhentos e oitenta e três) dias-multa. Quanto ao regime prisional, tenho que deverá ser modificado. (…) Assim, diante de novo entendimento e aguardando o julgamento do HC 97.256, tenho que para os delitos previstos no § 4º, do art. 33, da Lei 11.343/06, o regime deve ser fixado em conformidade com o Código Penal, pelo princípio da individualização da pena e, por isso, fixo o regime semiaberto para o início do cumprimento da reprimenda do réu Sílvio, nos termos do art. 33, § 2º, ‘b’, do CP. Inviável a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da ausência do requisito objetivo (art. 44 do CP)”. 8. Esse julgado foi mantido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG atividade criminosa. Ele não é reincidente e não ostenta antecedentes, fatores esses que são incompatíveis para se concluir que ele é um criminoso contumaz. (…) Assim, tenho que a minorante prevista no § 4º, do art. 33, da Lei 11.343/06 deve ser aplicada na espécie. Feitas essas considerações, passo ao redimensionamento da pena, nos termos do art. 59 e 68 do CP e art. 42 da Lei 11.343/06. Diante da desfavorabilidade da culpabilidade, mantenho a pena- base fixada ligeiramente acima do mínimo em 6 (seis) anos de reclusão e 600 (seiscentos) dias-multa. Não há atenuantes ou agravantes a serem consideradas. Reconheço em favor do réu a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 e reduzo a pena em 1/6, porquanto, segundo as diretrizes do art. 42 da referida lei, a natureza e a quantidade de droga apreendida em poder do réu e do corréu, que conforme esclarecido alhures agiam em coautoria, 1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína – autoriza a redução mínima, passando-a para 5 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias- multa. Em face da causa de aumento de pena contida no art. 40, VI, da referida lei, aumento a pena no mesmo patamar utilizado pela d. sentenciante, ou seja 1/6, tornando-a definitiva em 05 (cinco anos) e 10 meses de reclusão e 583 (quinhentos e oitenta e três) dias-multa. Quanto ao regime prisional, tenho que deverá ser modificado. (…) Assim, diante de novo entendimento e aguardando o julgamento do HC 97.256, tenho que para os delitos previstos no § 4º, do art. 33, da Lei 11.343/06, o regime deve ser fixado em conformidade com o Código Penal, pelo princípio da individualização da pena e, por isso, fixo o regime semiaberto para o início do cumprimento da reprimenda do réu Sílvio, nos termos do art. 33, § 2º, ‘b’, do CP. Inviável a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da ausência do requisito objetivo (art. 44 do CP)”. 8. Esse julgado foi mantido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG “Postula a defesa a diminuição da pena-base imposta, sob alegação de que a fixação pelo Tribunal a quo foi exacerbada. É consabido que em sede de habeas corpus, somente nos casos de flagrante ilegalidade, com expressa violação aos artigos 59 e 68 do Código Penal, é que se admite a modificação da dosimetria da pena aplicada na origem, tendo em vista que os estreitos limites do remédio constitucional não comportam a análise das provas produzidas nos autos. Na espécie, o v. aresto impugnado, ao realizar a dosimetria da reprimenda, assim consignou: (…) Observo, portanto, que a fixação da pena-base do crime de tráfico acima do mínimo legal, foi devidamente fundamentada e se deu de forma razoável e proporcional. (…) O pedido de aplicação da minorante no patamar máximo de 2/3, do mesmo modo não merece acolhida. No caso, anoto que a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 foi aplicada em patamar diverso do grau máximo, ou seja, em 1/6, levando-se em conta a natureza e a quantidade de droga encontrada com o paciente (1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína). Segundo considerou v. aresto impugnado, ‘reconheço em favor do réu a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 e reduzo a pena em 1/6, porquanto segundo as diretrizes do art. 42 da referida lei, a natureza e a quantidade de droga apreendida em poder do réu e do corréu, que conforme esclarecido alhures agiam em co-autoria, – 1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína – autoriza a redução mínima, passando-a para 05 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias-multa" (fl. 344). Não vislumbro, portanto, ilegalidade alguma na decisão impugnada que está na esteira do entendimento desta Corte, pois, consoante inúmeros precedentes, a natureza e quantidade de entorpecentes devem também ser valoradas na aferição do índice de diminuição da pena pela aplicação da referida minorante. (…) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG “Postula a defesa a diminuição da pena-base imposta, sob alegação de que a fixação pelo Tribunal a quo foi exacerbada. É consabido que em sede de habeas corpus, somente nos casos de flagrante ilegalidade, com expressa violação aos artigos 59 e 68 do Código Penal, é que se admite a modificação da dosimetria da pena aplicada na origem, tendo em vista que os estreitos limites do remédio constitucional não comportam a análise das provas produzidas nos autos. Na espécie, o v. aresto impugnado, ao realizar a dosimetria da reprimenda, assim consignou: (…) Observo, portanto, que a fixação da pena-base do crime de tráfico acima do mínimo legal, foi devidamente fundamentada e se deu de forma razoável e proporcional. (…) O pedido de aplicação da minorante no patamar máximo de 2/3, do mesmo modo não merece acolhida. No caso, anoto que a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 foi aplicada em patamar diverso do grau máximo, ou seja, em 1/6, levando-se em conta a natureza e a quantidade de droga encontrada com o paciente (1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína). Segundo considerou v. aresto impugnado, ‘reconheço em favor do réu a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 e reduzo a pena em 1/6, porquanto segundo as diretrizes do art. 42 da referida lei, a natureza e a quantidade de droga apreendida em poder do réu e do corréu, que conforme esclarecido alhures agiam em co-autoria, – 1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína – autoriza a redução mínima, passando-a para 05 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias-multa" (fl. 344). Não vislumbro, portanto, ilegalidade alguma na decisão impugnada que está na esteira do entendimento desta Corte, pois, consoante inúmeros precedentes, a natureza e quantidade de entorpecentes devem também ser valoradas na aferição do índice de diminuição da pena pela aplicação da referida minorante. (…) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG No que se refere ao alegado direito ao cumprimento da pena em regime aberto, tampouco merece prosperar a irresignação. Isso porque o paciente foi condenado às penas de 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão e ao pagamento de 583 (quinhentos e oitenta e três) dias-multa. Assim, a aplicação do regime inicial de cumprimento da pena no semiaberto foi corretamente aplicada pela Corte estadual, à luz do art. 33, § 2º, alínea ‘b’, do CP, já que a pena definitiva é superior a 4 anos e inferior a 8 anos. (…) Por fim, mantida a condenação da paciente em 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, é inviável a conversão da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, bem como a concessão de sursis, porquanto ausente o preenchimento do requisito previsto no inciso I do art. 44 e 77 do CP”. 9. Dessa forma, diversamente do que assentado nas instâncias antecedentes, evidencia-se o bis in idem na fixação do percentual da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 10. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que a natureza e a quantidade dos entorpecentes foram utilizadas para a fixação da pena-base e para a aplicação da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de um sexto, o que caracteriza o bis in idem na fixação da pena. Os julgados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça contrariam o que decidido, em 19.12.2013, no julgamento dos Habeas Corpus ns. 109.193 e 112.776, Relator o Ministro Teori Zavascki, quando o Plenário do Supremo Tribunal Federal, analisando o art. 42 da Lei n. 11.343/2006, dirimiu divergência jurisprudencial entre a Primeira e a Segunda Turma e firmou o entendimento de poderem ser utilizadas na primeira ou na terceira fase da dosimetria penal a natureza e a quantidade do entorpecente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG No que se refere ao alegado direito ao cumprimento da pena em regime aberto, tampouco merece prosperar a irresignação. Isso porque o paciente foi condenado às penas de 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão e ao pagamento de 583 (quinhentos e oitenta e três) dias-multa. Assim, a aplicação do regime inicial de cumprimento da pena no semiaberto foi corretamente aplicada pela Corte estadual, à luz do art. 33, § 2º, alínea ‘b’, do CP, já que a pena definitiva é superior a 4 anos e inferior a 8 anos. (…) Por fim, mantida a condenação da paciente em 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, é inviável a conversão da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, bem como a concessão de sursis, porquanto ausente o preenchimento do requisito previsto no inciso I do art. 44 e 77 do CP”. 9. Dessa forma, diversamente do que assentado nas instâncias antecedentes, evidencia-se o bis in idem na fixação do percentual da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 10. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que a natureza e a quantidade dos entorpecentes foram utilizadas para a fixação da pena-base e para a aplicação da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de um sexto, o que caracteriza o bis in idem na fixação da pena. Os julgados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça contrariam o que decidido, em 19.12.2013, no julgamento dos Habeas Corpus ns. 109.193 e 112.776, Relator o Ministro Teori Zavascki, quando o Plenário do Supremo Tribunal Federal, analisando o art. 42 da Lei n. 11.343/2006, dirimiu divergência jurisprudencial entre a Primeira e a Segunda Turma e firmou o entendimento de poderem ser utilizadas na primeira ou na terceira fase da dosimetria penal a natureza e a quantidade do entorpecente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG 11. Considerada a existência de bis in idem, deve a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de dois terços, pois, afastadas a natureza e a quantidade dos entorpecentes, não fica qualquer outro fundamento, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, para definição do percentual de um sexto. 12. Aplicada essa causa de diminuição no percentual máximo de dois terços, por consequência, torna-se necessário o reexame da possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e dos requisitos para fixação do regime prisional. 13. No julgamento do Habeas Corpus n. 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, em 1º.9.2010, este Supremo Tribunal assentou serem inconstitucionais os arts. 33, § 4º, e 44, caput, da Lei n. 11.343/2006, na parte em que vedada a substituição de pena em caso de condenação pelo crime de tráfico de entorpecentes (DJe 16.12.2010). 14. Ao apreciar o Habeas Corpus n. 111.840, Relator o Ministro Dias Toffoli, o Supremo Tribunal Federal, em 27.6.2012, decidiu ser inconstitucional o § 1º do artigo 2º da Lei n. 8.072/1990, com a alteração da Lei n. 11.464/2007, que trazia a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena pela prática de crimes hediondos e equiparados (DJe 17.12.2013). 15. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de não conhecer do recurso, mas conceder a ordem de ofício para determinar ao juízo da execução penal competente na origem que reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG 11. Considerada a existência de bis in idem, deve a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de dois terços, pois, afastadas a natureza e a quantidade dos entorpecentes, não fica qualquer outro fundamento, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, para definição do percentual de um sexto. 12. Aplicada essa causa de diminuição no percentual máximo de dois terços, por consequência, torna-se necessário o reexame da possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e dos requisitos para fixação do regime prisional. 13. No julgamento do Habeas Corpus n. 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, em 1º.9.2010, este Supremo Tribunal assentou serem inconstitucionais os arts. 33, § 4º, e 44, caput, da Lei n. 11.343/2006, na parte em que vedada a substituição de pena em caso de condenação pelo crime de tráfico de entorpecentes (DJe 16.12.2010). 14. Ao apreciar o Habeas Corpus n. 111.840, Relator o Ministro Dias Toffoli, o Supremo Tribunal Federal, em 27.6.2012, decidiu ser inconstitucional o § 1º do artigo 2º da Lei n. 8.072/1990, com a alteração da Lei n. 11.464/2007, que trazia a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena pela prática de crimes hediondos e equiparados (DJe 17.12.2013). 15. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de não conhecer do recurso, mas conceder a ordem de ofício para determinar ao juízo da execução penal competente na origem que reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 16/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso ordinário, mas concedeu a ordem, de ofício, para determinar ao juízo da execução penal competente na origem que reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do artigo 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do artigo 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812346 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso ordinário, mas concedeu a ordem, de ofício, para determinar ao juízo da execução penal competente na origem que reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do artigo 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do artigo 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812346 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6825891
2014-09-16T00:00:00
2014-09-30T00:00:00
A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso ordinário, mas concedeu a ordem, de ofício, para determinar ao juízo da execução penal competente na origem que reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do artigo 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do artigo 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 16.09.2014.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO APÓS PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO EM PATAMAR MÁXIMO. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA: FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS E DO REGIME PRISIONAL. POSSIBILIDADE DE REEXAME. 1. Pela jurisprudência deste Supremo Tribunal, habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. A natureza e a quantidade dos entorpecentes foram utilizadas na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena-base, e na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em um sexto. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 3. O Supremo Tribunal Federal assentou serem inconstitucionais a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena, em caso de tráfico de entorpecente. Precedentes. 4. Recurso não conhecido. Ordem concedida de ofício para determinar ao juízo da execução penal competente na origem rever a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990.
sjur278461
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL) HC 86367 (2ªT). (REGIME PRISIONAL, SUBSTITUIÇÃO DE PENA) HC 97256 (TP), HC 111840 (TP). Número de páginas: 15. Análise: 08/10/2014, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
122684
[ "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
RHC
acordaos
RHC 122684
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RECTE.(S) : SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO APÓS PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO EM PATAMAR MÁXIMO. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA: FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS E DO REGIME PRISIONAL. POSSIBILIDADE DE REEXAME. 1. Pela jurisprudência deste Supremo Tribunal, habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. A natureza e a quantidade dos entorpecentes foram utilizadas na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena-base, e na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em um sexto. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 3. O Supremo Tribunal Federal assentou serem inconstitucionais a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena, em caso de tráfico de entorpecente. Precedentes. 4. Recurso não conhecido. Ordem concedida de ofício para determinar ao juízo da execução penal competente na origem rever a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782282. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 122684 / MG considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do recurso, mas conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 16 de setembro de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782282. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do recurso, mas conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 16 de setembro de 2014. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782282. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem requerimento de liminar, interposto pelo Recorrente contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual, em 10.12.2013, não conheceu o Habeas Corpus n. 176.675, Relatora a Ministra Marilza Maynard. O caso 2. O Recorrente foi denunciado pela prática do delito previsto nos arts. 33 e 35 c/c o art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006. 3. Em 25.9.2009, o juízo da Primeira Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG condenou o Recorrente pela prática do delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006, à pena de sete anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, e setecentos dias-multa. Nessa sentença não foi aplicada a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 nem concedido o direito de apelar em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 1.0024.08.193343-4/001, à qual a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento, em 28.4.2010: “APELAÇÃO CRIMINAL – TRÁFICO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem requerimento de liminar, interposto pelo Recorrente contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual, em 10.12.2013, não conheceu o Habeas Corpus n. 176.675, Relatora a Ministra Marilza Maynard. O caso 2. O Recorrente foi denunciado pela prática do delito previsto nos arts. 33 e 35 c/c o art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006. 3. Em 25.9.2009, o juízo da Primeira Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG condenou o Recorrente pela prática do delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006, à pena de sete anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, e setecentos dias-multa. Nessa sentença não foi aplicada a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 nem concedido o direito de apelar em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 1.0024.08.193343-4/001, à qual a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento, em 28.4.2010: “APELAÇÃO CRIMINAL – TRÁFICO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 122684 / MG ENTORPECENTES – ABSOLVIÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CONDUTA DESCRITA NO ART. 28 DA LEI 11.343/06 – INVIABILIDADE – DESTINAÇÃO MERCANTIL DA SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE CARACTERIZADA – PROVA CONTUNDENTE – APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINIÇÃO CONTIDA NO § 4..., DO ART. 33, DA LEI 11.343/06 – POSSIBILIDADE – PRESENÇA DOS REQUISITOS LEGAIS – NÃO PROVIDO O PRIMEIRO RECURSO – PROVIDO EM PARTE O SEGUNDO APELO . – Há diversas condutas típicas do crime que caracterizam o delito de tráfico, ainda, que o agente não seja preso praticando atos de mercancia propriamente dita. Em sendo a prova firme no sentido de que a substância apreendida em poder dos recorrentes se destinava ao comércio ilícito, a condenação se impõe. – Quanto aos depoimentos prestados pelos milicianos, cabe ressaltar que se revestidos de idoneidade, merecem ser acolhidos, pois a mera condição funcional deles não macula, nem mesmo desabona seus relatos. O recebimento com reservas das declarações dos policiais exige a prova de vingança, perseguição, dúvida ou defeito intrínseco, que possam torná-las imprestáveis para embasar um decreto condenatório, o que não é a hipótese dos autos. – A mera alegação defensiva de que os apelantes são apenas usuários de drogas não tem o condão de desclassificar o delito de tráfico, quando do acervo probatório se extrai a finalidade mercantil do entorpecente apreendido. – Preenchendo o réu os requisitos contidos no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, ele faz jus à aplicação da minorante prevista no dispositivo em questão”. 5. Contra esse julgado a defesa interpôs o Habeas Corpus n. 176.675, o qual a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu em 10.12.2013: ““HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO OU DESCLASSIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG ENTORPECENTES – ABSOLVIÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CONDUTA DESCRITA NO ART. 28 DA LEI 11.343/06 – INVIABILIDADE – DESTINAÇÃO MERCANTIL DA SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE CARACTERIZADA – PROVA CONTUNDENTE – APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINIÇÃO CONTIDA NO § 4..., DO ART. 33, DA LEI 11.343/06 – POSSIBILIDADE – PRESENÇA DOS REQUISITOS LEGAIS – NÃO PROVIDO O PRIMEIRO RECURSO – PROVIDO EM PARTE O SEGUNDO APELO . – Há diversas condutas típicas do crime que caracterizam o delito de tráfico, ainda, que o agente não seja preso praticando atos de mercancia propriamente dita. Em sendo a prova firme no sentido de que a substância apreendida em poder dos recorrentes se destinava ao comércio ilícito, a condenação se impõe. – Quanto aos depoimentos prestados pelos milicianos, cabe ressaltar que se revestidos de idoneidade, merecem ser acolhidos, pois a mera condição funcional deles não macula, nem mesmo desabona seus relatos. O recebimento com reservas das declarações dos policiais exige a prova de vingança, perseguição, dúvida ou defeito intrínseco, que possam torná-las imprestáveis para embasar um decreto condenatório, o que não é a hipótese dos autos. – A mera alegação defensiva de que os apelantes são apenas usuários de drogas não tem o condão de desclassificar o delito de tráfico, quando do acervo probatório se extrai a finalidade mercantil do entorpecente apreendido. – Preenchendo o réu os requisitos contidos no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, ele faz jus à aplicação da minorante prevista no dispositivo em questão”. 5. Contra esse julgado a defesa interpôs o Habeas Corpus n. 176.675, o qual a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu em 10.12.2013: ““HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO OU DESCLASSIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 122684 / MG FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO MÍNIMA DE REDUÇÃO. QUANTIDADE E NATUREZA DAS DROGAS (1,86 G DE MACONHA E 485,47 G DE COCAÍNA). REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. ALTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. PENA SUPERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. INVIABILIDADE DO REGIME ABERTO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR RESTRITIVA DE DIREITOS E CONCESSÃO DE SURSIS. AUSÊNCIA DE REQUISITOS. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. – O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, passou a inadmitir habeas corpus substitutivo de recurso próprio, ressalvando, porém, a possibilidade de concessão da ordem de ofício nos casos de flagrante constrangimento ilegal. – Não é possível conhecer do pedido de absolvição ou de desclassificação em sede de habeas corpus, tendo em vista que a desconstituição do que ficou estabelecido ensejaria o reexame aprofundado de todo conjunto fático-probatório, providência incompatível com os estreitos limites do remédio constitucional, que é caracterizado pelo rito célere e cognição sumária. – Tendo a pena-base sido fixada de forma fundamentada em elementos idôneos, observando-se o princípio da proporcionalidade, não há constrangimento ilegal a ser sanado na via estreita do writ. – O Tribunal a quo aplicou a causa de diminuição de pena (§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006) no patamar de 1/6 (um sexto), levando- se em conta a natureza e a quantidade de droga apreendida. – Mantida a condenação em 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, não há falar em aplicação do regime aberto, nem em substituição da pena por restritiva de direitos e sursis, nos termos dos arts. 44 e 77 do Código Penal. Habeas corpus não conhecido”. 6. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual o Recorrente alega que, “para manter a negativação da circunstância judicial da culpabilidade, o Tribunal local utilizou motivos diversos dos adotados pelo juízo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO MÍNIMA DE REDUÇÃO. QUANTIDADE E NATUREZA DAS DROGAS (1,86 G DE MACONHA E 485,47 G DE COCAÍNA). REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. ALTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. PENA SUPERIOR A 4 (QUATRO) ANOS. INVIABILIDADE DO REGIME ABERTO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA POR RESTRITIVA DE DIREITOS E CONCESSÃO DE SURSIS. AUSÊNCIA DE REQUISITOS. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. – O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, passou a inadmitir habeas corpus substitutivo de recurso próprio, ressalvando, porém, a possibilidade de concessão da ordem de ofício nos casos de flagrante constrangimento ilegal. – Não é possível conhecer do pedido de absolvição ou de desclassificação em sede de habeas corpus, tendo em vista que a desconstituição do que ficou estabelecido ensejaria o reexame aprofundado de todo conjunto fático-probatório, providência incompatível com os estreitos limites do remédio constitucional, que é caracterizado pelo rito célere e cognição sumária. – Tendo a pena-base sido fixada de forma fundamentada em elementos idôneos, observando-se o princípio da proporcionalidade, não há constrangimento ilegal a ser sanado na via estreita do writ. – O Tribunal a quo aplicou a causa de diminuição de pena (§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006) no patamar de 1/6 (um sexto), levando- se em conta a natureza e a quantidade de droga apreendida. – Mantida a condenação em 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, não há falar em aplicação do regime aberto, nem em substituição da pena por restritiva de direitos e sursis, nos termos dos arts. 44 e 77 do Código Penal. Habeas corpus não conhecido”. 6. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual o Recorrente alega que, “para manter a negativação da circunstância judicial da culpabilidade, o Tribunal local utilizou motivos diversos dos adotados pelo juízo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RHC 122684 / MG de primeira instância. Essa inovação de fundamentação ocasionou reformatio in pejus”. Conforme ressalta, “excluída a inovação de fundamentação observada no cálculo da pena-base, resulta que a natureza e a quantidade de drogas já foram sopesadas para a negativação da circunstância judicial da culpabilidade. Todavia, sob pena de violação ao non bis in idem, tais fatores não podem, de um lado, exasperar a pena-base e, de outro lado, justificar a redução da causa de diminuição da pena. Assim ocorrendo, desponta duplo recrudescimento da sanção em razão das mesmas circunstâncias”. Afirma que “a natureza e a quantidade da droga constituem circunstâncias previstas no art. 42 da Lei 11.343/06, que devem preponderar sobre aquelas previstas no art. 59 do Código Penal. Não estão propriamente previstas no art. 59 do Código Penal. Nesse sentido, considerá-las para recrudescer o regime inicial viola frontalmente o disposto no art. 33, § 3..., do Código Penal”. Sustenta que “considerar a quantidade e a natureza da droga para obstar a substituição da sanção corporal por penas restritivas de direitos violaria frontalmente o disposto no art. 44, III, do Código Penal”. Este o teor dos pedidos: “Ante o exposto, requer-se: a) o provimento do presente recurso e a reforma do acórdão recorrido, para que, mesmo de ofício, conceda-se ordem de habeas corpus para os seguintes fins: i) reduzir-se a pena-base para o patamar mínimo legal de 5 anos; ii) aplicar-se a causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, no patamar máximo de 2/3; iii) fixar-se o regime inicial aberto; iv) reconhecer-se o direito do paciente à substituição da sanção corporal por penas restritivas de direitos, determinando-se ao juízo das execuções que implemente dita substituição sobre o saldo de pena subsistente; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG de primeira instância. Essa inovação de fundamentação ocasionou reformatio in pejus”. Conforme ressalta, “excluída a inovação de fundamentação observada no cálculo da pena-base, resulta que a natureza e a quantidade de drogas já foram sopesadas para a negativação da circunstância judicial da culpabilidade. Todavia, sob pena de violação ao non bis in idem, tais fatores não podem, de um lado, exasperar a pena-base e, de outro lado, justificar a redução da causa de diminuição da pena. Assim ocorrendo, desponta duplo recrudescimento da sanção em razão das mesmas circunstâncias”. Afirma que “a natureza e a quantidade da droga constituem circunstâncias previstas no art. 42 da Lei 11.343/06, que devem preponderar sobre aquelas previstas no art. 59 do Código Penal. Não estão propriamente previstas no art. 59 do Código Penal. Nesse sentido, considerá-las para recrudescer o regime inicial viola frontalmente o disposto no art. 33, § 3..., do Código Penal”. Sustenta que “considerar a quantidade e a natureza da droga para obstar a substituição da sanção corporal por penas restritivas de direitos violaria frontalmente o disposto no art. 44, III, do Código Penal”. Este o teor dos pedidos: “Ante o exposto, requer-se: a) o provimento do presente recurso e a reforma do acórdão recorrido, para que, mesmo de ofício, conceda-se ordem de habeas corpus para os seguintes fins: i) reduzir-se a pena-base para o patamar mínimo legal de 5 anos; ii) aplicar-se a causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, no patamar máximo de 2/3; iii) fixar-se o regime inicial aberto; iv) reconhecer-se o direito do paciente à substituição da sanção corporal por penas restritivas de direitos, determinando-se ao juízo das execuções que implemente dita substituição sobre o saldo de pena subsistente; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RHC 122684 / MG b) a intimação pessoal de Defensor Público Federal com atuação no Supremo Tribunal Federal de todos os atos do processo, incluída a sessão de julgamento, além da observância das demais prerrogativas conferidas aos Defensores Públicos Federais”. 7. O Procurador-Geral da República opinou pelo “provimento parcial do recurso”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG b) a intimação pessoal de Defensor Público Federal com atuação no Supremo Tribunal Federal de todos os atos do processo, incluída a sessão de julgamento, além da observância das demais prerrogativas conferidas aos Defensores Públicos Federais”. 7. O Procurador-Geral da República opinou pelo “provimento parcial do recurso”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Inicialmente, destaca-se que, no caso concreto, o Recorrente não está sujeito à jurisdição originária do Superior Tribunal de Justiça, o que inviabilizaria a impetração de habeas corpus originário. Tampouco há de se considerar autoridade coatora tribunal que julga recurso da parte e denega a ordem pleiteada por ausência de requisitos legais para a concessão. 2. Ademais, há de se considerar que a defesa do Recorrente deixou escoar o prazo recursal e ocorrer o trânsito em julgado do acórdão proferido no julgamento da apelação criminal pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Em vez do recurso cabível, decidiu impetrar o habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, sem com isso se ter o impedimento de formação da coisa julgada. 3. Dessa forma, trata-se de impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça como sucedâneo de revisão criminal, pois ocorreu a formação da coisa julgada formal e material. 4. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus não pode ser utilizado, em regra, como sucedâneo de revisão criminal, a menos que haja manifesta ilegalidade ou abuso no ato praticado pelo tribunal superior” (HC 86.367, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 23.10.2008), o que não se pode constatar na espécie vertente. 5. Apesar da prejudicialidade da análise dos argumentos do Recorrente, examino as teses do recurso, verificando a existência de constrangimento ilegal passível de concessão da ordem de habeas corpus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Inicialmente, destaca-se que, no caso concreto, o Recorrente não está sujeito à jurisdição originária do Superior Tribunal de Justiça, o que inviabilizaria a impetração de habeas corpus originário. Tampouco há de se considerar autoridade coatora tribunal que julga recurso da parte e denega a ordem pleiteada por ausência de requisitos legais para a concessão. 2. Ademais, há de se considerar que a defesa do Recorrente deixou escoar o prazo recursal e ocorrer o trânsito em julgado do acórdão proferido no julgamento da apelação criminal pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Em vez do recurso cabível, decidiu impetrar o habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, sem com isso se ter o impedimento de formação da coisa julgada. 3. Dessa forma, trata-se de impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça como sucedâneo de revisão criminal, pois ocorreu a formação da coisa julgada formal e material. 4. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus não pode ser utilizado, em regra, como sucedâneo de revisão criminal, a menos que haja manifesta ilegalidade ou abuso no ato praticado pelo tribunal superior” (HC 86.367, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 23.10.2008), o que não se pode constatar na espécie vertente. 5. Apesar da prejudicialidade da análise dos argumentos do Recorrente, examino as teses do recurso, verificando a existência de constrangimento ilegal passível de concessão da ordem de habeas corpus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG de ofício. 6. Ao realizar a dosimetria da pena, o juízo da Primeira Vara de Tóxicos de Belo Horizonte afastou a incidência da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006, afirmando: “Verifico que o acusado não faz jus ao benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, uma vez que restou demonstrado nos autos que o mesmo já vinha se dedicando ao narcotráfico, já era conhecido no meio policial como traficante de drogas. Ademais disto, estava ainda que eventualmente, associado com terceiro para o cometimento do delito”. 7. No julgamento da apelação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento ao recurso da defesa, para reduzir a pena imposta ao Recorrente e aplicar a causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar mínimo de um sexto, pela quantidade e da natureza da droga apreendida, e manteve a pena-base definida pelo juízo de origem, também fixada com fundamento na quantidade e na natureza dos entorpecentes. Tem-se nesse julgado: “Quanto à análise das circunstâncias judiciais, apenas a culpabilidade merece destaque negativo. Tenho que a culpabilidade deve ser tida em desfavor do réu, porém, por razões diversas da d. sentenciante. No caso em apreço, a culpabilidade ultrapassa os limites do próprio delito. Vê-se que o apelante e seus comparsas movimentam expressivas quantias de dinheiro e drogas de alto poder viciante e vulnerante, e tentou, inclusive, se furtar à ação da Justiça atribuindo exclusivamente a responsabilidade ao adolescente pela prática do delito, circunstâncias que aumentam, a reprovação da conduta. (…) Inobstante os fundamentos esposados pela d. magistrada para não aplicar a minorante prevista no § 4..., do art. 33, da Lei 11.343/06, não há nos autos elementos probatórios de que o réu se dedique à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG de ofício. 6. Ao realizar a dosimetria da pena, o juízo da Primeira Vara de Tóxicos de Belo Horizonte afastou a incidência da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006, afirmando: “Verifico que o acusado não faz jus ao benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, uma vez que restou demonstrado nos autos que o mesmo já vinha se dedicando ao narcotráfico, já era conhecido no meio policial como traficante de drogas. Ademais disto, estava ainda que eventualmente, associado com terceiro para o cometimento do delito”. 7. No julgamento da apelação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu parcial provimento ao recurso da defesa, para reduzir a pena imposta ao Recorrente e aplicar a causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar mínimo de um sexto, pela quantidade e da natureza da droga apreendida, e manteve a pena-base definida pelo juízo de origem, também fixada com fundamento na quantidade e na natureza dos entorpecentes. Tem-se nesse julgado: “Quanto à análise das circunstâncias judiciais, apenas a culpabilidade merece destaque negativo. Tenho que a culpabilidade deve ser tida em desfavor do réu, porém, por razões diversas da d. sentenciante. No caso em apreço, a culpabilidade ultrapassa os limites do próprio delito. Vê-se que o apelante e seus comparsas movimentam expressivas quantias de dinheiro e drogas de alto poder viciante e vulnerante, e tentou, inclusive, se furtar à ação da Justiça atribuindo exclusivamente a responsabilidade ao adolescente pela prática do delito, circunstâncias que aumentam, a reprovação da conduta. (…) Inobstante os fundamentos esposados pela d. magistrada para não aplicar a minorante prevista no § 4..., do art. 33, da Lei 11.343/06, não há nos autos elementos probatórios de que o réu se dedique à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG atividade criminosa. Ele não é reincidente e não ostenta antecedentes, fatores esses que são incompatíveis para se concluir que ele é um criminoso contumaz. (…) Assim, tenho que a minorante prevista no § 4..., do art. 33, da Lei 11.343/06 deve ser aplicada na espécie. Feitas essas considerações, passo ao redimensionamento da pena, nos termos do art. 59 e 68 do Código Penal Brasileiro e art. 42 da Lei 11.343/06. Diante da desfavorabilidade da culpabilidade, mantenho a pena- base fixada ligeiramente acima do mínimo em 6 (seis) anos de reclusão e 600 (seiscentos) dias-multa. Não há atenuantes ou agravantes a serem consideradas. Reconheço em favor do réu a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 e reduzo a pena em 1/6, porquanto, segundo as diretrizes do art. 42 da referida lei, a natureza e a quantidade de droga apreendida em poder do réu e do corréu, que conforme esclarecido alhures agiam em coautoria, 1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína – autoriza a redução mínima, passando-a para 5 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias- multa. Em face da causa de aumento de pena contida no art. 40, VI, da referida lei, aumento a pena no mesmo patamar utilizado pela d. sentenciante, ou seja 1/6, tornando-a definitiva em 05 (cinco anos) e 10 meses de reclusão e 583 (quinhentos e oitenta e três) dias-multa. Quanto ao regime prisional, tenho que deverá ser modificado. (…) Assim, diante de novo entendimento e aguardando o julgamento do HC 97.256, tenho que para os delitos previstos no § 4..., do art. 33, da Lei 11.343/06, o regime deve ser fixado em conformidade com o Código Penal, pelo princípio da individualização da pena e, por isso, fixo o regime semiaberto para o início do cumprimento da reprimenda do réu Sílvio, nos termos do art. 33, § 2..., ‘b’, do Código Penal Brasileiro. Inviável a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da ausência do requisito objetivo (art. 44 do Código Penal Brasileiro)”. 8. Esse julgado foi mantido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG atividade criminosa. Ele não é reincidente e não ostenta antecedentes, fatores esses que são incompatíveis para se concluir que ele é um criminoso contumaz. (…) Assim, tenho que a minorante prevista no § 4..., do art. 33, da Lei 11.343/06 deve ser aplicada na espécie. Feitas essas considerações, passo ao redimensionamento da pena, nos termos do art. 59 e 68 do Código Penal Brasileiro e art. 42 da Lei 11.343/06. Diante da desfavorabilidade da culpabilidade, mantenho a pena- base fixada ligeiramente acima do mínimo em 6 (seis) anos de reclusão e 600 (seiscentos) dias-multa. Não há atenuantes ou agravantes a serem consideradas. Reconheço em favor do réu a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 e reduzo a pena em 1/6, porquanto, segundo as diretrizes do art. 42 da referida lei, a natureza e a quantidade de droga apreendida em poder do réu e do corréu, que conforme esclarecido alhures agiam em coautoria, 1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína – autoriza a redução mínima, passando-a para 5 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias- multa. Em face da causa de aumento de pena contida no art. 40, VI, da referida lei, aumento a pena no mesmo patamar utilizado pela d. sentenciante, ou seja 1/6, tornando-a definitiva em 05 (cinco anos) e 10 meses de reclusão e 583 (quinhentos e oitenta e três) dias-multa. Quanto ao regime prisional, tenho que deverá ser modificado. (…) Assim, diante de novo entendimento e aguardando o julgamento do HC 97.256, tenho que para os delitos previstos no § 4..., do art. 33, da Lei 11.343/06, o regime deve ser fixado em conformidade com o Código Penal, pelo princípio da individualização da pena e, por isso, fixo o regime semiaberto para o início do cumprimento da reprimenda do réu Sílvio, nos termos do art. 33, § 2..., ‘b’, do Código Penal Brasileiro. Inviável a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da ausência do requisito objetivo (art. 44 do Código Penal Brasileiro)”. 8. Esse julgado foi mantido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG “Postula a defesa a diminuição da pena-base imposta, sob alegação de que a fixação pelo Tribunal a quo foi exacerbada. É consabido que em sede de habeas corpus, somente nos casos de flagrante ilegalidade, com expressa violação aos artigos 59 e 68 do Código Penal, é que se admite a modificação da dosimetria da pena aplicada na origem, tendo em vista que os estreitos limites do remédio constitucional não comportam a análise das provas produzidas nos autos. Na espécie, o v. aresto impugnado, ao realizar a dosimetria da reprimenda, assim consignou: (…) Observo, portanto, que a fixação da pena-base do crime de tráfico acima do mínimo legal, foi devidamente fundamentada e se deu de forma razoável e proporcional. (…) O pedido de aplicação da minorante no patamar máximo de 2/3, do mesmo modo não merece acolhida. No caso, anoto que a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 foi aplicada em patamar diverso do grau máximo, ou seja, em 1/6, levando-se em conta a natureza e a quantidade de droga encontrada com o paciente (1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína). Segundo considerou v. aresto impugnado, ‘reconheço em favor do réu a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 e reduzo a pena em 1/6, porquanto segundo as diretrizes do art. 42 da referida lei, a natureza e a quantidade de droga apreendida em poder do réu e do corréu, que conforme esclarecido alhures agiam em co-autoria, – 1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína – autoriza a redução mínima, passando-a para 05 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias-multa" (fl. 344). Não vislumbro, portanto, ilegalidade alguma na decisão impugnada que está na esteira do entendimento desta Corte, pois, consoante inúmeros precedentes, a natureza e quantidade de entorpecentes devem também ser valoradas na aferição do índice de diminuição da pena pela aplicação da referida minorante. (…) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG “Postula a defesa a diminuição da pena-base imposta, sob alegação de que a fixação pelo Tribunal a quo foi exacerbada. É consabido que em sede de habeas corpus, somente nos casos de flagrante ilegalidade, com expressa violação aos artigos 59 e 68 do Código Penal, é que se admite a modificação da dosimetria da pena aplicada na origem, tendo em vista que os estreitos limites do remédio constitucional não comportam a análise das provas produzidas nos autos. Na espécie, o v. aresto impugnado, ao realizar a dosimetria da reprimenda, assim consignou: (…) Observo, portanto, que a fixação da pena-base do crime de tráfico acima do mínimo legal, foi devidamente fundamentada e se deu de forma razoável e proporcional. (…) O pedido de aplicação da minorante no patamar máximo de 2/3, do mesmo modo não merece acolhida. No caso, anoto que a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 foi aplicada em patamar diverso do grau máximo, ou seja, em 1/6, levando-se em conta a natureza e a quantidade de droga encontrada com o paciente (1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína). Segundo considerou v. aresto impugnado, ‘reconheço em favor do réu a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 e reduzo a pena em 1/6, porquanto segundo as diretrizes do art. 42 da referida lei, a natureza e a quantidade de droga apreendida em poder do réu e do corréu, que conforme esclarecido alhures agiam em co-autoria, – 1,86 gramas de maconha e 485,47 gramas de cocaína – autoriza a redução mínima, passando-a para 05 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias-multa" (fl. 344). Não vislumbro, portanto, ilegalidade alguma na decisão impugnada que está na esteira do entendimento desta Corte, pois, consoante inúmeros precedentes, a natureza e quantidade de entorpecentes devem também ser valoradas na aferição do índice de diminuição da pena pela aplicação da referida minorante. (…) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG No que se refere ao alegado direito ao cumprimento da pena em regime aberto, tampouco merece prosperar a irresignação. Isso porque o paciente foi condenado às penas de 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão e ao pagamento de 583 (quinhentos e oitenta e três) dias-multa. Assim, a aplicação do regime inicial de cumprimento da pena no semiaberto foi corretamente aplicada pela Corte estadual, à luz do art. 33, § 2..., alínea ‘b’, do Código Penal Brasileiro, já que a pena definitiva é superior a 4 anos e inferior a 8 anos. (…) Por fim, mantida a condenação da paciente em 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, é inviável a conversão da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, bem como a concessão de sursis, porquanto ausente o preenchimento do requisito previsto no inciso I do art. 44 e 77 do Código Penal Brasileiro”. 9. Dessa forma, diversamente do que assentado nas instâncias antecedentes, evidencia-se o bis in idem na fixação do percentual da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 10. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que a natureza e a quantidade dos entorpecentes foram utilizadas para a fixação da pena-base e para a aplicação da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de um sexto, o que caracteriza o bis in idem na fixação da pena. Os julgados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça contrariam o que decidido, em 19.12.2013, no julgamento dos Habeas Corpus ns. 109.193 e 112.776, Relator o Ministro Teori Zavascki, quando o Plenário do Supremo Tribunal Federal, analisando o art. 42 da Lei n. 11.343/2006, dirimiu divergência jurisprudencial entre a Primeira e a Segunda Turma e firmou o entendimento de poderem ser utilizadas na primeira ou na terceira fase da dosimetria penal a natureza e a quantidade do entorpecente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG No que se refere ao alegado direito ao cumprimento da pena em regime aberto, tampouco merece prosperar a irresignação. Isso porque o paciente foi condenado às penas de 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão e ao pagamento de 583 (quinhentos e oitenta e três) dias-multa. Assim, a aplicação do regime inicial de cumprimento da pena no semiaberto foi corretamente aplicada pela Corte estadual, à luz do art. 33, § 2..., alínea ‘b’, do Código Penal Brasileiro, já que a pena definitiva é superior a 4 anos e inferior a 8 anos. (…) Por fim, mantida a condenação da paciente em 5 (cinco) anos e 10 (dez) meses de reclusão, é inviável a conversão da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, bem como a concessão de sursis, porquanto ausente o preenchimento do requisito previsto no inciso I do art. 44 e 77 do Código Penal Brasileiro”. 9. Dessa forma, diversamente do que assentado nas instâncias antecedentes, evidencia-se o bis in idem na fixação do percentual da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 10. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que a natureza e a quantidade dos entorpecentes foram utilizadas para a fixação da pena-base e para a aplicação da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de um sexto, o que caracteriza o bis in idem na fixação da pena. Os julgados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça contrariam o que decidido, em 19.12.2013, no julgamento dos Habeas Corpus ns. 109.193 e 112.776, Relator o Ministro Teori Zavascki, quando o Plenário do Supremo Tribunal Federal, analisando o art. 42 da Lei n. 11.343/2006, dirimiu divergência jurisprudencial entre a Primeira e a Segunda Turma e firmou o entendimento de poderem ser utilizadas na primeira ou na terceira fase da dosimetria penal a natureza e a quantidade do entorpecente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG 11. Considerada a existência de bis in idem, deve a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de dois terços, pois, afastadas a natureza e a quantidade dos entorpecentes, não fica qualquer outro fundamento, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, para definição do percentual de um sexto. 12. Aplicada essa causa de diminuição no percentual máximo de dois terços, por consequência, torna-se necessário o reexame da possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e dos requisitos para fixação do regime prisional. 13. No julgamento do Habeas Corpus n. 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, em 1....9.2010, este Supremo Tribunal assentou serem inconstitucionais os arts. 33, § 4..., e 44, caput, da Lei n. 11.343/2006, na parte em que vedada a substituição de pena em caso de condenação pelo crime de tráfico de entorpecentes (DJe 16.12.2010). 14. Ao apreciar o Habeas Corpus n. 111.840, Relator o Ministro Dias Toffoli, o Supremo Tribunal Federal, em 27.6.2012, decidiu ser inconstitucional o § 1... do artigo 2... da Lei n. 8.072/1990, com a alteração da Lei n. 11.464/2007, que trazia a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena pela prática de crimes hediondos e equiparados (DJe 17.12.2013). 15. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de não conhecer do recurso, mas conceder a ordem de ofício para determinar ao juízo da execução penal competente na origem que reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG 11. Considerada a existência de bis in idem, deve a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de dois terços, pois, afastadas a natureza e a quantidade dos entorpecentes, não fica qualquer outro fundamento, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, para definição do percentual de um sexto. 12. Aplicada essa causa de diminuição no percentual máximo de dois terços, por consequência, torna-se necessário o reexame da possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e dos requisitos para fixação do regime prisional. 13. No julgamento do Habeas Corpus n. 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, em 1....9.2010, este Supremo Tribunal assentou serem inconstitucionais os arts. 33, § 4..., e 44, caput, da Lei n. 11.343/2006, na parte em que vedada a substituição de pena em caso de condenação pelo crime de tráfico de entorpecentes (DJe 16.12.2010). 14. Ao apreciar o Habeas Corpus n. 111.840, Relator o Ministro Dias Toffoli, o Supremo Tribunal Federal, em 27.6.2012, decidiu ser inconstitucional o § 1... do artigo 2... da Lei n. 8.072/1990, com a alteração da Lei n. 11.464/2007, que trazia a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena pela prática de crimes hediondos e equiparados (DJe 17.12.2013). 15. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de não conhecer do recurso, mas conceder a ordem de ofício para determinar ao juízo da execução penal competente na origem que reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 122684 / MG 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Supremo Tribunal Federal RHC 122684 / MG 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6782284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 16/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso ordinário, mas concedeu a ordem, de ofício, para determinar ao juízo da execução penal competente na origem que reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do artigo 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do artigo 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812346 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122.684 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : SILVIO DOS REIS RODRIGUES BARRETO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso ordinário, mas concedeu a ordem, de ofício, para determinar ao juízo da execução penal competente na origem que reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do artigo 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, considerada a nova pena a ser imposta, reexamine os requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para a fixação do regime prisional, afastado o óbice do artigo 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812346 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 122 . 684", "RHC 122684 / MG", "RHC 122684 / MG", "Habeas Corpus n . 176 . 675", "Apelação Criminal n . 1 . 0024 . 08 . 193343 - 4 / 001", "HABEAS CORPUS 122 . 684", "Habeas Corpus n", "Apelação Criminal n . 1 . 0024 . 08 . 193343 - 4 / 001", "RHC 122684 / MG", "Habeas Corpus n . 176 . 675", "Habeas Corpus n . 176 . 675", "RHC 122684 / MG", "RHC 122684 / MG", "RHC 122684 / MG", "RHC 122684 / MG", "HC 86 . 367", "HC 86 . 367", "RHC", "RHC 122684 / MG", "HC 97 . 256", "RHC", "HC 97 . 256", "RHC 122684 / MG", "RHC 122684 / MG", "RHC 122684 / MG", "RHC 122684 / MG", "Habeas Corpus ns . 109 . 193", "112 .", "776", "Habeas Corpus n . 97 . 256", "Habeas Corpus n . 111 . 840", "RHC 122684 / MG", "Habeas Corpus n . 97 . 256", "Habeas Corpus n . 111 . 840", "RHC" ], "LEGISLACAO": [ "§", "art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 33 e 35 c / c o art . 40 , inc . 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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) :CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE CORTE DIVERSA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI n. 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE n. 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. MOTIVAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. 2. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806203. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 808943 AGR-ED / DF VIOLAÇÃO AOS ARTS. 65, III, ALÍNEA B, E 59, AMBOS DO CP. NÃO OCORRÊNCIA. ATENUANTE AFASTADA. PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CONCLUSÕES DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIÁVEL A DESCONSTITUIÇÃO NA VIA ELEITA. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ 3. OFENSA AO ART. 483, § 4º, DO CPP. ORDEM DE QUESITAÇÃO. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. RECONHECIMENTO DO DOLO. QUESITO SOBRE CULPA PREJUDICADO. 4. REDAÇÃO DOS QUESITOS. ANTECEDENTES CRIMINAIS. TEMAS INAUGURADOS EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO”. 5. Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806203. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF VIOLAÇÃO AOS ARTS. 65, III, ALÍNEA B, E 59, AMBOS DO CP. NÃO OCORRÊNCIA. ATENUANTE AFASTADA. PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CONCLUSÕES DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIÁVEL A DESCONSTITUIÇÃO NA VIA ELEITA. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ 3. OFENSA AO ART. 483, § 4º, DO CPP. ORDEM DE QUESITAÇÃO. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. RECONHECIMENTO DO DOLO. QUESITO SOBRE CULPA PREJUDICADO. 4. REDAÇÃO DOS QUESITOS. ANTECEDENTES CRIMINAIS. TEMAS INAUGURADOS EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO”. 5. Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) :CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL. ARTIGOS 121 E 129 DO CÓDIGO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SUM. 283/STF. INCIDÊNCIA. 1. ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles’ (Súmula 283/STF). Precedente: RE 505.028- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. MOTIVAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. 2. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 65, III, ALÍNEA B, E 59, AMBOS DO CP. NÃO OCORRÊNCIA. ATENUANTE AFASTADA. PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CONCLUSÕES DAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) :CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL. ARTIGOS 121 E 129 DO CÓDIGO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SUM. 283/STF. INCIDÊNCIA. 1. ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles’ (Súmula 283/STF). Precedente: RE 505.028- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. MOTIVAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. 2. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 65, III, ALÍNEA B, E 59, AMBOS DO CP. NÃO OCORRÊNCIA. ATENUANTE AFASTADA. PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CONCLUSÕES DAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 808943 AGR-ED / DF INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIÁVEL A DESCONSTITUIÇÃO NA VIA ELEITA. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ 3. OFENSA AO ART. 483, § 4º, DO CPP. ORDEM DE QUESITAÇÃO. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. RECONHECIMENTO DO DOLO. QUESITO SOBRE CULPA PREJUDICADO. 4. REDAÇÃO DOS QUESITOS. ANTECEDENTES CRIMINAIS. TEMAS INAUGURADOS EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese, que “A realidade deste processo, sede de análise pelos Tribunais Constitucionais (STJ e STF) está a ensejar uma situação inusitada. Um, o STJ, diz que não pode se manifestar sobre questão ali suscitada ao início e o outro, o STF, diz que só analisa a questão se esta se tenha iniciado no STJ. A seguir desta forma a questão nunca será analisada porque nenhum Tribunal se considera apto a tanto, ou seja, estar-se-á a negar a aplicação da jurisdição e isso é profundamente inconstitucional. Isso já foi exaustivamente articulado precedentemente e eventual questão constitucional que o STJ deixou de analisar sob o fundamento de ser constitucional deve ser julgada pelo Pretório Excelso (artigo 102 da CF). [...] Está evidenciado que o Superior Tribunal de Justiça por sua Colenda 5ª Turma negou-se a analisar matéria deduzida pela Defesa, sob alegação que parte das alegações teriam sido ‘inauguradas’ nesta sede especial (página nº 4 do v.acórdão). Isso não corresponde à realidade dos autos como insistentemente alegado, mas, em consequência significa ao assim agir o Superior Tribunal de Justiça afronta diretamente a Constituição Federal, pois desta forma negada foi a prestação jurisdicional. Isso ocorreu em sede de julgamento pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIÁVEL A DESCONSTITUIÇÃO NA VIA ELEITA. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ 3. OFENSA AO ART. 483, § 4º, DO CPP. ORDEM DE QUESITAÇÃO. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. RECONHECIMENTO DO DOLO. QUESITO SOBRE CULPA PREJUDICADO. 4. REDAÇÃO DOS QUESITOS. ANTECEDENTES CRIMINAIS. TEMAS INAUGURADOS EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese, que “A realidade deste processo, sede de análise pelos Tribunais Constitucionais (STJ e STF) está a ensejar uma situação inusitada. Um, o STJ, diz que não pode se manifestar sobre questão ali suscitada ao início e o outro, o STF, diz que só analisa a questão se esta se tenha iniciado no STJ. A seguir desta forma a questão nunca será analisada porque nenhum Tribunal se considera apto a tanto, ou seja, estar-se-á a negar a aplicação da jurisdição e isso é profundamente inconstitucional. Isso já foi exaustivamente articulado precedentemente e eventual questão constitucional que o STJ deixou de analisar sob o fundamento de ser constitucional deve ser julgada pelo Pretório Excelso (artigo 102 da CF). [...] Está evidenciado que o Superior Tribunal de Justiça por sua Colenda 5ª Turma negou-se a analisar matéria deduzida pela Defesa, sob alegação que parte das alegações teriam sido ‘inauguradas’ nesta sede especial (página nº 4 do v.acórdão). Isso não corresponde à realidade dos autos como insistentemente alegado, mas, em consequência significa ao assim agir o Superior Tribunal de Justiça afronta diretamente a Constituição Federal, pois desta forma negada foi a prestação jurisdicional. Isso ocorreu em sede de julgamento pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 808943 AGR-ED / DF Superior Tribunal de Justiça e viola os artigos 5º, inciso XXXV e 93, inciso IX da Constituição Federal, o que está alegado no Recurso Extraordinário. O que se está a pedir é que este Supremo Tribunal julgue a matéria que foi recusada pelo STJ sob o fundamento de ser constitucional.” (fls. 2-3 do documento eletrônico 18). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF Superior Tribunal de Justiça e viola os artigos 5º, inciso XXXV e 93, inciso IX da Constituição Federal, o que está alegado no Recurso Extraordinário. O que se está a pedir é que este Supremo Tribunal julgue a matéria que foi recusada pelo STJ sob o fundamento de ser constitucional.” (fls. 2-3 do documento eletrônico 18). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que o agravo regimental deve ser desprovido quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam na decisão recorrida, nos termos da Súmula nº 283 do STF. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Demais disso, a decisão agravada, tendo em vista que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental em agravo no recurso especial em face da ausência de indicação do permissivo constitucional, assentou a inviabilidade do recurso em razão da ausência da repercussão geral da controvérsia adstrita à admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do RE nº 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto. Asseverou-se, ainda, que esta Corte já firmou entendimento no sentido de que só cabe recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento do recurso especial, quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Assim, o apelo extremo só será cabível quando a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente limitou-se a alegar a questão constitucional objeto da controvérsia é diversa da decidida pela instância ordinária, não se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que o agravo regimental deve ser desprovido quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam na decisão recorrida, nos termos da Súmula nº 283 do STF. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Demais disso, a decisão agravada, tendo em vista que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental em agravo no recurso especial em face da ausência de indicação do permissivo constitucional, assentou a inviabilidade do recurso em razão da ausência da repercussão geral da controvérsia adstrita à admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do RE nº 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto. Asseverou-se, ainda, que esta Corte já firmou entendimento no sentido de que só cabe recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento do recurso especial, quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Assim, o apelo extremo só será cabível quando a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente limitou-se a alegar a questão constitucional objeto da controvérsia é diversa da decidida pela instância ordinária, não se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 808943 AGR-ED / DF insurgindo, entretanto, contra o fundamento da ausência da repercussão no que pertine à admissibilidade de recursos de cortes diversas”. Demais disso, consoante afirmado na decisão monocrática, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Caso contrário, caberia a parte recorrente a interposição simultânea do recurso especial e do recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, sob pena de preclusão do conteúdo constitucional. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF insurgindo, entretanto, contra o fundamento da ausência da repercussão no que pertine à admissibilidade de recursos de cortes diversas”. Demais disso, consoante afirmado na decisão monocrática, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Caso contrário, caberia a parte recorrente a interposição simultânea do recurso especial e do recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, sob pena de preclusão do conteúdo constitucional. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 808943 AGR-ED / DF contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) : CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820103 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) : CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820103 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6883232
2014-09-16T00:00:00
2014-10-06T00:00:00
A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE CORTE DIVERSA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI n. 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE n. 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. MOTIVAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. 2. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 65, III, ALÍNEA B, E 59, AMBOS DO CP. NÃO OCORRÊNCIA. ATENUANTE AFASTADA. PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CONCLUSÕES DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIÁVEL A DESCONSTITUIÇÃO NA VIA ELEITA. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ 3. OFENSA AO ART. 483, § 4º, DO CPP. ORDEM DE QUESITAÇÃO. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. RECONHECIMENTO DO DOLO. QUESITO SOBRE CULPA PREJUDICADO. 4. REDAÇÃO DOS QUESITOS. ANTECEDENTES CRIMINAIS. TEMAS INAUGURADOS EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO”. 5. Embargos de declaração DESPROVIDOS.
sjur279153
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITO INFRINGENTE) AI 799509 AgR-ED (1ªT), RE 591260 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 13/10/2014, MAR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
808943
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 808943 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) : CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) :CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE CORTE DIVERSA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI n. 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 8/9/2011; e Recurso Extraordinário n. 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. MOTIVAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. 2. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806203. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 808943 AGR-ED / DF VIOLAÇÃO AOS ARTS. 65, III, ALÍNEA B, E 59, AMBOS DO Código Penal Brasileiro. NÃO OCORRÊNCIA. ATENUANTE AFASTADA. PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CONCLUSÕES DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIÁVEL A DESCONSTITUIÇÃO NA VIA ELEITA. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça 3. OFENSA AO ART. 483, § 4..., DO CPP. ORDEM DE QUESITAÇÃO. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. RECONHECIMENTO DO DOLO. QUESITO SOBRE CULPA PREJUDICADO. 4. REDAÇÃO DOS QUESITOS. ANTECEDENTES CRIMINAIS. TEMAS INAUGURADOS EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO”. 5. Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806203. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF VIOLAÇÃO AOS ARTS. 65, III, ALÍNEA B, E 59, AMBOS DO Código Penal Brasileiro. NÃO OCORRÊNCIA. ATENUANTE AFASTADA. PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CONCLUSÕES DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIÁVEL A DESCONSTITUIÇÃO NA VIA ELEITA. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça 3. OFENSA AO ART. 483, § 4..., DO CPP. ORDEM DE QUESITAÇÃO. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. RECONHECIMENTO DO DOLO. QUESITO SOBRE CULPA PREJUDICADO. 4. REDAÇÃO DOS QUESITOS. ANTECEDENTES CRIMINAIS. TEMAS INAUGURADOS EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO”. 5. Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) :CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL. ARTIGOS 121 E 129 DO CÓDIGO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SUM. 283/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles’ (Súmula 283/Supremo Tribunal Federal). Precedente: Recurso Extraordinário 505.028- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. MOTIVAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. 2. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 65, III, ALÍNEA B, E 59, AMBOS DO Código Penal Brasileiro. NÃO OCORRÊNCIA. ATENUANTE AFASTADA. PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CONCLUSÕES DAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) :CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL. ARTIGOS 121 E 129 DO CÓDIGO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SUM. 283/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles’ (Súmula 283/Supremo Tribunal Federal). Precedente: Recurso Extraordinário 505.028- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 12/9/2008. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. MOTIVAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. 2. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 65, III, ALÍNEA B, E 59, AMBOS DO Código Penal Brasileiro. NÃO OCORRÊNCIA. ATENUANTE AFASTADA. PENA-BASE DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CONCLUSÕES DAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 808943 AGR-ED / DF INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIÁVEL A DESCONSTITUIÇÃO NA VIA ELEITA. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça 3. OFENSA AO ART. 483, § 4..., DO CPP. ORDEM DE QUESITAÇÃO. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. RECONHECIMENTO DO DOLO. QUESITO SOBRE CULPA PREJUDICADO. 4. REDAÇÃO DOS QUESITOS. ANTECEDENTES CRIMINAIS. TEMAS INAUGURADOS EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese, que “A realidade deste processo, sede de análise pelos Tribunais Constitucionais (Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal) está a ensejar uma situação inusitada. Um, o Superior Tribunal de Justiça, diz que não pode se manifestar sobre questão ali suscitada ao início e o outro, o Supremo Tribunal Federal, diz que só analisa a questão se esta se tenha iniciado no Superior Tribunal de Justiça. A seguir desta forma a questão nunca será analisada porque nenhum Tribunal se considera apto a tanto, ou seja, estar-se-á a negar a aplicação da jurisdição e isso é profundamente inconstitucional. Isso já foi exaustivamente articulado precedentemente e eventual questão constitucional que o Superior Tribunal de Justiça deixou de analisar sob o fundamento de ser constitucional deve ser julgada pelo Pretório Excelso (artigo 102 da Constituição Federal de 1988). [...] Está evidenciado que o Superior Tribunal de Justiça por sua Colenda 5... Turma negou-se a analisar matéria deduzida pela Defesa, sob alegação que parte das alegações teriam sido ‘inauguradas’ nesta sede especial (página n 4 do v.acórdão). Isso não corresponde à realidade dos autos como insistentemente alegado, mas, em consequência significa ao assim agir o Superior Tribunal de Justiça afronta diretamente a Constituição Federal, pois desta forma negada foi a prestação jurisdicional. Isso ocorreu em sede de julgamento pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. INVIÁVEL A DESCONSTITUIÇÃO NA VIA ELEITA. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça 3. OFENSA AO ART. 483, § 4..., DO CPP. ORDEM DE QUESITAÇÃO. ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. RECONHECIMENTO DO DOLO. QUESITO SOBRE CULPA PREJUDICADO. 4. REDAÇÃO DOS QUESITOS. ANTECEDENTES CRIMINAIS. TEMAS INAUGURADOS EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO”. Inconformado com a decisão supra, o embargante interpõe o recurso alegando, em síntese, que “A realidade deste processo, sede de análise pelos Tribunais Constitucionais (Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal) está a ensejar uma situação inusitada. Um, o Superior Tribunal de Justiça, diz que não pode se manifestar sobre questão ali suscitada ao início e o outro, o Supremo Tribunal Federal, diz que só analisa a questão se esta se tenha iniciado no Superior Tribunal de Justiça. A seguir desta forma a questão nunca será analisada porque nenhum Tribunal se considera apto a tanto, ou seja, estar-se-á a negar a aplicação da jurisdição e isso é profundamente inconstitucional. Isso já foi exaustivamente articulado precedentemente e eventual questão constitucional que o Superior Tribunal de Justiça deixou de analisar sob o fundamento de ser constitucional deve ser julgada pelo Pretório Excelso (artigo 102 da Constituição Federal de 1988). [...] Está evidenciado que o Superior Tribunal de Justiça por sua Colenda 5... Turma negou-se a analisar matéria deduzida pela Defesa, sob alegação que parte das alegações teriam sido ‘inauguradas’ nesta sede especial (página n 4 do v.acórdão). Isso não corresponde à realidade dos autos como insistentemente alegado, mas, em consequência significa ao assim agir o Superior Tribunal de Justiça afronta diretamente a Constituição Federal, pois desta forma negada foi a prestação jurisdicional. Isso ocorreu em sede de julgamento pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 808943 AGR-ED / DF Superior Tribunal de Justiça e viola os artigos 5..., inciso XXXV e 93, inciso IX da Constituição Federal, o que está alegado no Recurso Extraordinário. O que se está a pedir é que este Supremo Tribunal julgue a matéria que foi recusada pelo Superior Tribunal de Justiça sob o fundamento de ser constitucional.” (fls. 2-3 do documento eletrônico 18). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF Superior Tribunal de Justiça e viola os artigos 5..., inciso XXXV e 93, inciso IX da Constituição Federal, o que está alegado no Recurso Extraordinário. O que se está a pedir é que este Supremo Tribunal julgue a matéria que foi recusada pelo Superior Tribunal de Justiça sob o fundamento de ser constitucional.” (fls. 2-3 do documento eletrônico 18). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que o agravo regimental deve ser desprovido quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam na decisão recorrida, nos termos da Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Demais disso, a decisão agravada, tendo em vista que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental em agravo no recurso especial em face da ausência de indicação do permissivo constitucional, assentou a inviabilidade do recurso em razão da ausência da repercussão geral da controvérsia adstrita à admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto. Asseverou-se, ainda, que esta Corte já firmou entendimento no sentido de que só cabe recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento do recurso especial, quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Assim, o apelo extremo só será cabível quando a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente limitou-se a alegar a questão constitucional objeto da controvérsia é diversa da decidida pela instância ordinária, não se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões do embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que o agravo regimental deve ser desprovido quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam na decisão recorrida, nos termos da Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Demais disso, a decisão agravada, tendo em vista que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental em agravo no recurso especial em face da ausência de indicação do permissivo constitucional, assentou a inviabilidade do recurso em razão da ausência da repercussão geral da controvérsia adstrita à admissibilidade dos recursos da competência de cortes diversas, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário n 598.365, da Relatoria do Min. Ayres Britto. Asseverou-se, ainda, que esta Corte já firmou entendimento no sentido de que só cabe recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, proferido no julgamento do recurso especial, quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Assim, o apelo extremo só será cabível quando a suposta violação constitucional tiver sido, originariamente, apreciada pela Corte Especial. Contudo, da análise do presente recurso, verifica-se que a parte recorrente limitou-se a alegar a questão constitucional objeto da controvérsia é diversa da decidida pela instância ordinária, não se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 808943 AGR-ED / DF insurgindo, entretanto, contra o fundamento da ausência da repercussão no que pertine à admissibilidade de recursos de cortes diversas”. Demais disso, consoante afirmado na decisão monocrática, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Caso contrário, caberia a parte recorrente a interposição simultânea do recurso especial e do recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, sob pena de preclusão do conteúdo constitucional. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF insurgindo, entretanto, contra o fundamento da ausência da repercussão no que pertine à admissibilidade de recursos de cortes diversas”. Demais disso, consoante afirmado na decisão monocrática, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Caso contrário, caberia a parte recorrente a interposição simultânea do recurso especial e do recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, sob pena de preclusão do conteúdo constitucional. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 808943 AGR-ED / DF contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Supremo Tribunal Federal ARE 808943 AGR-ED / DF contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) : CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820103 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 808.943 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CELSO APARECIDO LUCIANO PEREIRA ADV.(A/S) : CARLOS SIMÃO NIMER EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820103 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI n . 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário n . 591 . 260 - AgR - ED", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 808943 AGR - ED / DF", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 505 . 028 - AgR", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 505 . 028 - AgR", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 808943 AGR - ED / DF", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 808943 AGR - ED / DF", "ARE 808943 AGR", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 598 . 365", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 598 . 365", "ARE 808943 AGR - ED / DF", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "ARE 808943 AGR - ED / DF", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - 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Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) :GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Questões afastadas nos julgamentos anteriores. Não há omissão, contradição ou obscuridade a ser sanada. Precedentes. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) :GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Usina Petribú S/A opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei Complementar nº 11/71. Revogação pela Lei nº 8.213/91. Legalidade. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 1. A discussão sobre a revogação ou não da Lei Complementar nº 11/71, pelas Leis nº 8.212/91 e 8.213/91, se insere no âmbito da legalidade. Incabível o recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido.” Alega a embargante haver obscuridade no julgado quanto às peculiaridades do caso. Requer que a matéria seja revisada, tendo em vista que se trata de questão eminentemente constitucional. Afirma que “demonstrada a recepção da LC 11/71 pela Constituição Federal de 1988, restará a esse e. STF definir se ela foi (ou poderia ter sido) revogada por leis ordinárias supervenientes”. Aduz que o julgado “sequer menciona a existência de discussão sobre a recepção ou não da LC 11/71, diferenciando-se da discussão presente”. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260402. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) :GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Usina Petribú S/A opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei Complementar nº 11/71. Revogação pela Lei nº 8.213/91. Legalidade. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 1. A discussão sobre a revogação ou não da Lei Complementar nº 11/71, pelas Leis nº 8.212/91 e 8.213/91, se insere no âmbito da legalidade. Incabível o recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido.” Alega a embargante haver obscuridade no julgado quanto às peculiaridades do caso. Requer que a matéria seja revisada, tendo em vista que se trata de questão eminentemente constitucional. Afirma que “demonstrada a recepção da LC 11/71 pela Constituição Federal de 1988, restará a esse e. STF definir se ela foi (ou poderia ter sido) revogada por leis ordinárias supervenientes”. Aduz que o julgado “sequer menciona a existência de discussão sobre a recepção ou não da LC 11/71, diferenciando-se da discussão presente”. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados em debate, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. O embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da causa, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Todas as questões trazidas nos presentes declaratórios já foram objeto dos julgamentos anteriores, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por esta Turma no julgamento do acórdão ora embargado, no qual se negou provimento ao mencionado agravo. Assim, incabível o reexame da matéria. Sobre o tema: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (RE nº 390.111/AgR-AgR- ED/PR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/12/12). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260403. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados em debate, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. O embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da causa, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Todas as questões trazidas nos presentes declaratórios já foram objeto dos julgamentos anteriores, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por esta Turma no julgamento do acórdão ora embargado, no qual se negou provimento ao mencionado agravo. Assim, incabível o reexame da matéria. Sobre o tema: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (RE nº 390.111/AgR-AgR- ED/PR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/12/12). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 742066 AGR-ED / PE “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca, tão somente, a rediscussão da matéria nestes embargos de declaração, os quais, por sua vez, não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (RE nº 558.258/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/11). Rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260403. Supremo Tribunal Federal RE 742066 AGR-ED / PE “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca, tão somente, a rediscussão da matéria nestes embargos de declaração, os quais, por sua vez, não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (RE nº 558.258/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/11). Rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111991 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111991 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7303176
2014-10-21T00:00:00
2014-11-21T00:00:00
A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Questões afastadas nos julgamentos anteriores. Não há omissão, contradição ou obscuridade a ser sanada. Precedentes. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração rejeitados.
sjur285846
- Acórdão(s) citado(s): (ED, EFEITOS INFRINGENTES) RE 449191 AgR-ED (1ªT), RE 558258 ED (1ªT), RE 390111 AgR-AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 03/12/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
742066
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 742066 AgR-ED
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EMBTE.(S) : USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) :GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Questões afastadas nos julgamentos anteriores. Não há omissão, contradição ou obscuridade a ser sanada. Precedentes. 1. No julgamento do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas adequadamente. Inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260405. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) :GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Usina Petribú S/A opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei Complementar n 11/71. Revogação pela Lei n 8.213/91. Legalidade. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 1. A discussão sobre a revogação ou não da Lei Complementar n 11/71, pelas Leis n 8.212/91 e 8.213/91, se insere no âmbito da legalidade. Incabível o recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido.” Alega a embargante haver obscuridade no julgado quanto às peculiaridades do caso. Requer que a matéria seja revisada, tendo em vista que se trata de questão eminentemente constitucional. Afirma que “demonstrada a recepção da Lei Complementar 11/71 pela Constituição Federal de 1988, restará a esse e. Supremo Tribunal Federal definir se ela foi (ou poderia ter sido) revogada por leis ordinárias supervenientes”. Aduz que o julgado “sequer menciona a existência de discussão sobre a recepção ou não da Lei Complementar 11/71, diferenciando-se da discussão presente”. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260402. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) :GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Usina Petribú S/A opõe tempestivos embargos de declaração contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei Complementar n 11/71. Revogação pela Lei n 8.213/91. Legalidade. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 1. A discussão sobre a revogação ou não da Lei Complementar n 11/71, pelas Leis n 8.212/91 e 8.213/91, se insere no âmbito da legalidade. Incabível o recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido.” Alega a embargante haver obscuridade no julgado quanto às peculiaridades do caso. Requer que a matéria seja revisada, tendo em vista que se trata de questão eminentemente constitucional. Afirma que “demonstrada a recepção da Lei Complementar 11/71 pela Constituição Federal de 1988, restará a esse e. Supremo Tribunal Federal definir se ela foi (ou poderia ter sido) revogada por leis ordinárias supervenientes”. Aduz que o julgado “sequer menciona a existência de discussão sobre a recepção ou não da Lei Complementar 11/71, diferenciando-se da discussão presente”. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados em debate, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. O embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da causa, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Todas as questões trazidas nos presentes declaratórios já foram objeto dos julgamentos anteriores, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por esta Turma no julgamento do acórdão ora embargado, no qual se negou provimento ao mencionado agravo. Assim, incabível o reexame da matéria. Sobre o tema: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (Recurso Extraordinário n 390.111/AgR-AgR- ED/PR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/12/12). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260403. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados em debate, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. O embargante pretende, efetivamente, promover o rejulgamento da causa, fim para o qual não se prestam os embargos declaratórios. Todas as questões trazidas nos presentes declaratórios já foram objeto dos julgamentos anteriores, sendo certo, também, que as referidas alegações foram rejeitadas por esta Turma no julgamento do acórdão ora embargado, no qual se negou provimento ao mencionado agravo. Assim, incabível o reexame da matéria. Sobre o tema: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (Recurso Extraordinário n 390.111/AgR-AgR- ED/PR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/12/12). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 742066 AGR-ED / PE “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca, tão somente, a rediscussão da matéria nestes embargos de declaração, os quais, por sua vez, não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (Recurso Extraordinário n 558.258/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/11). Rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260403. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 742066 AGR-ED / PE “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca, tão somente, a rediscussão da matéria nestes embargos de declaração, os quais, por sua vez, não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (Recurso Extraordinário n 558.258/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/11). Rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111991 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742.066 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : USINA PETRIBÚ S/A ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111991 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742 . 066", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742 . 066", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742 . 066", "Recurso Extraordinário n 390 . 111 / AgR - AgR - ED / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 742 . 066", "EMBARGOS", "Recurso Extraordinário n 390 . 111 / AgR - AgR - ED / PR", "Recurso Extraordinário 742066 AGR - ED / PE", "Recurso Extraordinário n 558 . 258 / SP - ED", "Recurso Extraordinário 742066 AGR - ED / PE", "Recurso Extraordinário n 558 . 258 / SP - ED", "RECURSO", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 11 / 71", "Lei n 8 . 213 / 91", "Lei Complementar n 11 / 71", "Leis n 8 . 212 / 91", "8", ".", "213", "/", "91", "Lei Complementar 11 / 71", "Constituição Federal de 1988", "Lei Complementar 11 / 71", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 11 / 71", "Lei n 8 . 213 / 91", "Lei Complementar n 11 / 71", "Leis n 8 . 212 / 91", "8", ".", "213", "/", "91", "Lei Complementar 11 / 71", "Constituição Federal de 1988", "Lei Complementar 11 / 71", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "USINA PETRIBÚ S / A", "UNIÃO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "USINA PETRIBÚ S / A", "UNIÃO", "Usina Petribú S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "USINA PETRIBÚ S / A", "UNIÃO", "Usina Petribú S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "USINA PETRIBÚ S / A", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "USINA PETRIBÚ S / A", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2014", "21 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "13", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "13", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) :LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) :JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) :ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1º, DA LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO. AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A aplicação do artigo 71, § 1º, da Lei n. 8.666/93, declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADC 16, não exime a entidade da Administração Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa. 2. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de serviço, também no que diz respeito às obrigações trabalhistas referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena de atuar com culpa in eligendo ou in vigilando. 3. A decisão tribunal que reconhece a responsabilidade do ente público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos autos não pode ser alterada pelo manejo da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14-03-2013 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149457. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 18181 AGR / RS PUBLIC 15-03-2013. 4. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma citada na decisão impugnada afasta a violação à Súmula Vinculante 10 desta Corte. 5. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Súmula 287 do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149457. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS PUBLIC 15-03-2013. 4. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma citada na decisão impugnada afasta a violação à Súmula Vinculante 10 desta Corte. 5. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Súmula 287 do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) :LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) :JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) :ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES em face de decisão por mim proferida em 29/08/2014, em que neguei seguimento à reclamação, sob o fundamento de não haver qualquer violação à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal suscitada pela parte reclamante, verbis: Decisão: Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, ajuizada pelo Município de Bento Gonçalves contra decisão proferida pela Terceira do Tribunal Superior do Trabalho, nos autos do Recurso de Revista n° 1410-93.2011.5.04.0512, por suposta afronta ao enunciado da Súmula Vinculante n° 10 e ao que foi decidido na ADC nº 16. O Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a responsabilidade subsidiária do referido Município por eventuais débitos trabalhistas contraídos pelas empresas prestadoras de serviços. A decisão foi assim ementada: “AGRAVO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA. ENTIDADES ESTATAIS. ENTENDIMENTO FIXADO PELO STF NA ADC Nº 16-DF. SÚMULA 331, V, DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) :LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) :JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) :ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES em face de decisão por mim proferida em 29/08/2014, em que neguei seguimento à reclamação, sob o fundamento de não haver qualquer violação à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal suscitada pela parte reclamante, verbis: Decisão: Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, ajuizada pelo Município de Bento Gonçalves contra decisão proferida pela Terceira do Tribunal Superior do Trabalho, nos autos do Recurso de Revista n° 1410-93.2011.5.04.0512, por suposta afronta ao enunciado da Súmula Vinculante n° 10 e ao que foi decidido na ADC nº 16. O Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a responsabilidade subsidiária do referido Município por eventuais débitos trabalhistas contraídos pelas empresas prestadoras de serviços. A decisão foi assim ementada: “AGRAVO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA. ENTIDADES ESTATAIS. ENTENDIMENTO FIXADO PELO STF NA ADC Nº 16-DF. SÚMULA 331, V, DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS TST. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE CONDUTACULPOSA NO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕESDA LEI 8.666/93 EXPLICITADA NO ACÓRDÃOREGIONAL. Em observância ao entendimento fixado pelo STF na ADC nº 16-DF, passou a prevalecer a tese de que a responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração Pública direta e indireta não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada, mas apenas quando explicitada no acórdão regional a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 8.666, de 21.6.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. No caso concreto, o TRT a quo manteve a condenação subsidiária, delineando, de forma expressa, a culpa in vigilando da entidade estatal. Ainda que a Instância Ordinária mencione fundamentos não acolhidos pela decisão do STF na ADC nº 16-DF (tais como responsabilidade objetiva ou culpa in eligendo), o fato é que, manifestamente, afirmou no decisum que houve culpa in vigilando da entidade estatal quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa prestadora de serviços terceirizados. A configuração da culpa in vigilando, caso afirmada pela Instância Ordinária (como ocorreu nos presentes autos), autoriza a incidência da responsabilidade subsidiária da entidade tomadora de serviços (arts. 58 e 67, Lei 8.666/93, 186 e 944 do Código Civil). Agravo desprovido.” O reclamante, em suas razões, alega que a decisão impugnada teria contrariado a orientação fixada por esta Corte na ADC n° 16, em que se declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1°, da Lei n° 8.666/93. Aduz que: “A decisão atacada condena a Administração em responsabilidade subsidiária, afronta ao dispositivo legal contido no art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, também desrespeita os efeitos vinculantes da decisão proferida pelo STF no julgamento da ADC nº 16/DF, que reconhece como constitucional a norma legal contida no dispositivo citado, o qual expressamente consigna que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS TST. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE CONDUTACULPOSA NO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕESDA LEI 8.666/93 EXPLICITADA NO ACÓRDÃOREGIONAL. Em observância ao entendimento fixado pelo STF na ADC nº 16-DF, passou a prevalecer a tese de que a responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração Pública direta e indireta não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada, mas apenas quando explicitada no acórdão regional a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 8.666, de 21.6.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. No caso concreto, o TRT a quo manteve a condenação subsidiária, delineando, de forma expressa, a culpa in vigilando da entidade estatal. Ainda que a Instância Ordinária mencione fundamentos não acolhidos pela decisão do STF na ADC nº 16-DF (tais como responsabilidade objetiva ou culpa in eligendo), o fato é que, manifestamente, afirmou no decisum que houve culpa in vigilando da entidade estatal quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa prestadora de serviços terceirizados. A configuração da culpa in vigilando, caso afirmada pela Instância Ordinária (como ocorreu nos presentes autos), autoriza a incidência da responsabilidade subsidiária da entidade tomadora de serviços (arts. 58 e 67, Lei 8.666/93, 186 e 944 do Código Civil). Agravo desprovido.” O reclamante, em suas razões, alega que a decisão impugnada teria contrariado a orientação fixada por esta Corte na ADC n° 16, em que se declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1°, da Lei n° 8.666/93. Aduz que: “A decisão atacada condena a Administração em responsabilidade subsidiária, afronta ao dispositivo legal contido no art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, também desrespeita os efeitos vinculantes da decisão proferida pelo STF no julgamento da ADC nº 16/DF, que reconhece como constitucional a norma legal contida no dispositivo citado, o qual expressamente consigna que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS responsabilização da Administração trata-se de uma IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA (ementa da ADC nº 16/DF), desta forma a decisão atacada é exorbitante do julgamento do STF, razão pela qual deve ser cassada, ou se determine medida adequada à observância de sua jurisdição. Relevante esclarecer que decisões tomadas neste sentido pela Justiça do Trabalho, no tocante ao afastamento do disposto no art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, em face da aplicabilidade do inciso IV do enunciado 331 do TST, encontra vedação na Súmula Vinculante nº 10 do STF’”. Postula, a concessão de medida liminar para determinar a suspensão do curso do processo, na forma do art. 158 do RISTF, “em face de tratar- se do erário público e caso alcançado ao empregado será de difícil ou impossível reposição ao erário, por outro lado em face do que foi decidido na ADC nº 16-DF”, Requer, no mérito, a procedência da presente reclamação para que seja cassado o acórdão impugnado. É o relatório. DECIDO. Dos elementos constitutivos dos autos, verifico que não há qualquer violação à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal suscitada pelo reclamante. Inexiste ofensa ao julgado por esta Corte na ADC nº 16, Relator o Min. Cezar Peluso, DJe de 9.9.2011, valendo a transcrição da ementa do aresto: “EMENTA: RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela lei nº 9.032, de 1995. É importante citar trecho do voto vencedor, do Ministro Cezar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS responsabilização da Administração trata-se de uma IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA (ementa da ADC nº 16/DF), desta forma a decisão atacada é exorbitante do julgamento do STF, razão pela qual deve ser cassada, ou se determine medida adequada à observância de sua jurisdição. Relevante esclarecer que decisões tomadas neste sentido pela Justiça do Trabalho, no tocante ao afastamento do disposto no art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, em face da aplicabilidade do inciso IV do enunciado 331 do TST, encontra vedação na Súmula Vinculante nº 10 do STF’”. Postula, a concessão de medida liminar para determinar a suspensão do curso do processo, na forma do art. 158 do RISTF, “em face de tratar- se do erário público e caso alcançado ao empregado será de difícil ou impossível reposição ao erário, por outro lado em face do que foi decidido na ADC nº 16-DF”, Requer, no mérito, a procedência da presente reclamação para que seja cassado o acórdão impugnado. É o relatório. DECIDO. Dos elementos constitutivos dos autos, verifico que não há qualquer violação à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal suscitada pelo reclamante. Inexiste ofensa ao julgado por esta Corte na ADC nº 16, Relator o Min. Cezar Peluso, DJe de 9.9.2011, valendo a transcrição da ementa do aresto: “EMENTA: RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela lei nº 9.032, de 1995. É importante citar trecho do voto vencedor, do Ministro Cezar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS Peluso, em que expressamente ressalvou que isso não impedirá que a Justiça do Trabalho recorra a outros princípios constitucionais e, invocando fatos da causa, reconheça a responsabilidade da Administração, não pela mera inadimplência, mas por outros fatos. A decisão impugnada não destoa do entendimento do Supremo Tribunal Federal, na medida em que coligiu elementos concretos para demonstrar a conduta culposa da Administração Pública na contratação de empresas prestadoras de serviços terceirizados, devendo, por isso, figurar como responsável, subsidiariamente, pelos encargos trabalhistas. Diante do debate e da plena constitucionalidade da norma, o Tribunal não pode impedir que a Justiça Trabalhista, com base em outras normas, em outros princípios e à luz dos fatos de cada causa, reconheça a responsabilidade da Administração. Sobre o tema, anoto trecho de decisão monocrática proferida pelo Min. Ricardo Lewandowski: “Examinados os autos, tenho que é o caso de indeferimento da liminar. Com efeito, o Plenário deste Supremo Tribunal, no julgamento da ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 9/9/2011, declarou a plena constitucionalidade do art. 71 da lei 8.666/1993, por entender que a mera inadimplência da empresa prestadora contratada não poderia transferir automaticamente à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. No entanto, reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado, não pudesse gerar essa responsabilidade, se demonstrada a culpa in vigilando do ente público envolvido. No caso em exame, o juízo reclamado entendeu configurada a culpa in vigilando do reclamante, condenando-o subsidiariamente ao pagamento das verbas trabalhistas. (…) Nesse mesmo sentido, foi a decisão proferida pelo Ministro Celso de Mello na Rcl 12.519, caso análogo a este, em que Sua Excelência assentou: De outro lado, e no que concerne ao suposto desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante nº 10/STF, não parece verificar-se, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS Peluso, em que expressamente ressalvou que isso não impedirá que a Justiça do Trabalho recorra a outros princípios constitucionais e, invocando fatos da causa, reconheça a responsabilidade da Administração, não pela mera inadimplência, mas por outros fatos. A decisão impugnada não destoa do entendimento do Supremo Tribunal Federal, na medida em que coligiu elementos concretos para demonstrar a conduta culposa da Administração Pública na contratação de empresas prestadoras de serviços terceirizados, devendo, por isso, figurar como responsável, subsidiariamente, pelos encargos trabalhistas. Diante do debate e da plena constitucionalidade da norma, o Tribunal não pode impedir que a Justiça Trabalhista, com base em outras normas, em outros princípios e à luz dos fatos de cada causa, reconheça a responsabilidade da Administração. Sobre o tema, anoto trecho de decisão monocrática proferida pelo Min. Ricardo Lewandowski: “Examinados os autos, tenho que é o caso de indeferimento da liminar. Com efeito, o Plenário deste Supremo Tribunal, no julgamento da ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 9/9/2011, declarou a plena constitucionalidade do art. 71 da lei 8.666/1993, por entender que a mera inadimplência da empresa prestadora contratada não poderia transferir automaticamente à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. No entanto, reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado, não pudesse gerar essa responsabilidade, se demonstrada a culpa in vigilando do ente público envolvido. No caso em exame, o juízo reclamado entendeu configurada a culpa in vigilando do reclamante, condenando-o subsidiariamente ao pagamento das verbas trabalhistas. (…) Nesse mesmo sentido, foi a decisão proferida pelo Ministro Celso de Mello na Rcl 12.519, caso análogo a este, em que Sua Excelência assentou: De outro lado, e no que concerne ao suposto desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante nº 10/STF, não parece verificar-se, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da lei nº 8.666/1993. Na realidade, tudo parece indicar que, em referido julgamento, o órgão reclamado teria apenas reconhecido, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo, aparentemente, formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afastaria, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a pretendida ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/STF. Isso posto, indefiro o pedido de medida liminar. (Rcl 12560 MC, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 27/09/2011, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-187 DIVULG 28/09/2011 PUBLIC 29/09/2011). No mesmo sentido, o Plenário da Corte, negando seguimento ao Agravo Regimental na Reclamação nº 11.985, assentou que é dever legal das entidades públicas contratantes fiscalizar o cumprimento, por parte das empresas contratadas, das obrigações trabalhistas referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado. Eis o teor da ementa do referido processo, ex vi: “RECLAMAÇÃO ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF INOCORRÊNCIA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA IN VIGILANDO, IN ELIGENDO OU IN OMITTENDO DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93) ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF INAPLICABILIDADE INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da lei nº 8.666/1993. Na realidade, tudo parece indicar que, em referido julgamento, o órgão reclamado teria apenas reconhecido, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo, aparentemente, formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afastaria, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a pretendida ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/STF. Isso posto, indefiro o pedido de medida liminar. (Rcl 12560 MC, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 27/09/2011, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-187 DIVULG 28/09/2011 PUBLIC 29/09/2011). No mesmo sentido, o Plenário da Corte, negando seguimento ao Agravo Regimental na Reclamação nº 11.985, assentou que é dever legal das entidades públicas contratantes fiscalizar o cumprimento, por parte das empresas contratadas, das obrigações trabalhistas referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado. Eis o teor da ementa do referido processo, ex vi: “RECLAMAÇÃO ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF INOCORRÊNCIA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA IN VIGILANDO, IN ELIGENDO OU IN OMITTENDO DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93) ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF INAPLICABILIDADE INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL PRECEDENTES RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 11985 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe 15/3/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14- 03-2013 PUBLIC 15-03-2013). Por fim, verifico que o Tribunal Superior do Trabalho apenas considerou as circunstâncias fáticas e probatórias do caso para efeito da responsabilização da Municipalidade, não tecendo nenhum juízo de inconstitucionalidade de norma, afastando-se, portanto, qualquer alegação de violação à Súmula Vinculante nº 10. Ex positis, nego seguimento à presente reclamação, nos termos do art. 21, §1°, do RISTF, ficando prejudicado o pedido de liminar. Nas suas razões de recurso, o agravante se limita a transcrever a decisão agravada, reiterando a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 pela aplicação da Súmula 331 do TST pelo Juízo trabalhista. Sustenta que após o julgamento da ADC 16, que declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/1993, não se admitiria mais a responsabilização subsidiária da Administração Pública. Por fim, requer o provimento do presente agravo regimental para a reforma da decisão agravada. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL PRECEDENTES RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 11985 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe 15/3/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14- 03-2013 PUBLIC 15-03-2013). Por fim, verifico que o Tribunal Superior do Trabalho apenas considerou as circunstâncias fáticas e probatórias do caso para efeito da responsabilização da Municipalidade, não tecendo nenhum juízo de inconstitucionalidade de norma, afastando-se, portanto, qualquer alegação de violação à Súmula Vinculante nº 10. Ex positis, nego seguimento à presente reclamação, nos termos do art. 21, §1°, do RISTF, ficando prejudicado o pedido de liminar. Nas suas razões de recurso, o agravante se limita a transcrever a decisão agravada, reiterando a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 pela aplicação da Súmula 331 do TST pelo Juízo trabalhista. Sustenta que após o julgamento da ADC 16, que declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/1993, não se admitiria mais a responsabilização subsidiária da Administração Pública. Por fim, requer o provimento do presente agravo regimental para a reforma da decisão agravada. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. Ab initio, convém atentar para o fato de que o agravante não traz elementos que ataquem diretamente a decisão agravada, restringindo-se a transcrevê-la e reiterar seu pleito inicial. Neste sentido, cabe observar que não houve impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, haja vista a fundamentação recursal deficiente, incindindo, por conseguinte a Súmula 287 deste Supremo Tribunal Federal, ora transcrita: “Nega-se provimento do agravo quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Esta Suprema Corte firmou jurisprudência no sentido de que a parte tem o dever de impugnar os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não ter sua pretensão acolhida. Nesse sentido, colacionam-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I - A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. II - Não impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Fundamentação recursal deficiente (Súmula 287). III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido.” (Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. Ab initio, convém atentar para o fato de que o agravante não traz elementos que ataquem diretamente a decisão agravada, restringindo-se a transcrevê-la e reiterar seu pleito inicial. Neste sentido, cabe observar que não houve impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, haja vista a fundamentação recursal deficiente, incindindo, por conseguinte a Súmula 287 deste Supremo Tribunal Federal, ora transcrita: “Nega-se provimento do agravo quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Esta Suprema Corte firmou jurisprudência no sentido de que a parte tem o dever de impugnar os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não ter sua pretensão acolhida. Nesse sentido, colacionam-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I - A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. II - Não impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Fundamentação recursal deficiente (Súmula 287). III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido.” (Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18181 AGR / RS TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravo não atacou os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que torna inviável o recurso, conforme a Súmula 287 do STF. Precedentes. II - O argumento expendido no presente recurso referente à suposta admissibilidade recursal com base no art. 102, III, c, da Constituição traduz inovação recursal, haja vista não ter sido mencionada nas razões do apelo extremo. III - Agravo regimental improvido” (ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22/5/2013). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Ausência de impugnação de todos fundamentos da decisão agravada. Óbice ao processamento do agravo. Precedentes. Súmula nº 287/STF. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula nº 282/STF. 1. Há necessidade de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de se inviabilizar o agravo. Súmula nº 287/STF. 2. Ante a ausência de efetiva apreciação de questão constitucional por parte do Tribunal de origem, incabível o apelo extremo. Inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto. Precedentes. Súmula nº 282/STF. 3. Agravo regimental não provido”(AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013). O Plenário desta Corte, no julgamento da ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 09/09/2011, declarou ser constitucional o artigo 71, § 1º, da Lei Federal nº 8.666/93, que estabelece, verbis: “Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. § 1º A inadimplência do contratado com referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravo não atacou os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que torna inviável o recurso, conforme a Súmula 287 do STF. Precedentes. II - O argumento expendido no presente recurso referente à suposta admissibilidade recursal com base no art. 102, III, c, da Constituição traduz inovação recursal, haja vista não ter sido mencionada nas razões do apelo extremo. III - Agravo regimental improvido” (ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22/5/2013). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Ausência de impugnação de todos fundamentos da decisão agravada. Óbice ao processamento do agravo. Precedentes. Súmula nº 287/STF. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula nº 282/STF. 1. Há necessidade de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de se inviabilizar o agravo. Súmula nº 287/STF. 2. Ante a ausência de efetiva apreciação de questão constitucional por parte do Tribunal de origem, incabível o apelo extremo. Inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto. Precedentes. Súmula nº 282/STF. 3. Agravo regimental não provido”(AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013). O Plenário desta Corte, no julgamento da ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 09/09/2011, declarou ser constitucional o artigo 71, § 1º, da Lei Federal nº 8.666/93, que estabelece, verbis: “Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. § 1º A inadimplência do contratado com referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18181 AGR / RS objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis.” Não obstante o Supremo Tribunal Federal tenha declarado a constitucionalidade do dispositivo da Lei de Licitações (Lei n. 8.666/93, art. 71, § 1º), por entender que a transferência automática à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais seria juridicamente incompatível com a Constituição Federal, é inegável que, em atenção ao princípio da legalidade, a Administração Pública não pode anuir com o não- cumprimento de deveres por entes por ela contratados. Em voto proferido na ADC 16, a Ministra Cármen Lúcia ressaltou que a aplicação do artigo 71, § 1º da Lei n. 8.666/93 não exime a entidade da Administração Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa. Na mesma assentada, o Ministro Cezar Peluso sustentou que o mero inadimplemento deveras não transfere, mas a inadimplência da obrigação da Administração é que lhe traz como consequência uma responsabilidade que a Justiça do Trabalho eventualmente pode reconhecer a despeito da constitucionalidade da lei. In casu, o Tribunal Superior do Trabalho entendeu pela responsabilização subsidiária, no caso concreto, do Município de Bento Gonçalves, cuja ementa dispõe nos seguintes termos: “AGRAVO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA. ENTIDADES ESTATAIS. ENTENDIMENTO FIXADO PELO STF NA ADC Nº 16-DF. SÚMULA 331, V, DO TST. RESPOSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE CONSUTA CULPOSA NO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES DA LEI 8.666/93 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis.” Não obstante o Supremo Tribunal Federal tenha declarado a constitucionalidade do dispositivo da Lei de Licitações (Lei n. 8.666/93, art. 71, § 1º), por entender que a transferência automática à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais seria juridicamente incompatível com a Constituição Federal, é inegável que, em atenção ao princípio da legalidade, a Administração Pública não pode anuir com o não- cumprimento de deveres por entes por ela contratados. Em voto proferido na ADC 16, a Ministra Cármen Lúcia ressaltou que a aplicação do artigo 71, § 1º da Lei n. 8.666/93 não exime a entidade da Administração Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa. Na mesma assentada, o Ministro Cezar Peluso sustentou que o mero inadimplemento deveras não transfere, mas a inadimplência da obrigação da Administração é que lhe traz como consequência uma responsabilidade que a Justiça do Trabalho eventualmente pode reconhecer a despeito da constitucionalidade da lei. In casu, o Tribunal Superior do Trabalho entendeu pela responsabilização subsidiária, no caso concreto, do Município de Bento Gonçalves, cuja ementa dispõe nos seguintes termos: “AGRAVO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA. ENTIDADES ESTATAIS. ENTENDIMENTO FIXADO PELO STF NA ADC Nº 16-DF. SÚMULA 331, V, DO TST. RESPOSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE CONSUTA CULPOSA NO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES DA LEI 8.666/93 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18181 AGR / RS EXPLICITADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. Em observação ao entendimento fixado pelo STF na ADC nº 16-DF, passou a prevalecer a tese de que a responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração Pública direta e indireta não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regulamente contratada, mas apenas quando explicitada no acórdão regional a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 8.666, de 21.6.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais das prestadora de serviço como empregadora. No caso concreto, o TRT a quo manteve a condenação subsidiária, delineando, de forma expressa, a culpa in vigilando da entidade estatal. Ainda que a Instância Ordinária mencione fundamentos não acolhidos pela decisão do STF na ADC nº 16-DF (tais como responsabilidade objetiva ou culpa in eligendo), o fato é que, manifestamente, afirmou no decisum que houve culpa in vigilando da entidade estatal quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa prestadora de serviços terceirizados. A configuração da culpa in vigilando,caso afirmado pela Instância Ordinária (como ocorreu nos presentes autos), autoriza a incidência da responsabilidade subsidiária da entidade tomadora de serviços (arts. 58 e 67, Lei 8.66/93, 186 e 944 do Código Civil). Agravo desprovido. Sendo assim, como já defendi, na decisão ora agravada, não há que se falar em desrespeito à autoridade da decisão proferida por esse Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADC 16, uma vez que o artigo 71, § 1º, da Lei 8.666/93, declarado constitucional, não afasta, na apreciação dos fatos, a responsabilidade da Administração Pública. Nesse sentido: Rcl 8.475/PE, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 12.388/SC, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Rcl 12.560/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Rcl 12.519/SP, Rel. Min. Celso de Mello. Do último precedente citado acima, colhe-se o seguinte excerto: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS EXPLICITADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. Em observação ao entendimento fixado pelo STF na ADC nº 16-DF, passou a prevalecer a tese de que a responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração Pública direta e indireta não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regulamente contratada, mas apenas quando explicitada no acórdão regional a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 8.666, de 21.6.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais das prestadora de serviço como empregadora. No caso concreto, o TRT a quo manteve a condenação subsidiária, delineando, de forma expressa, a culpa in vigilando da entidade estatal. Ainda que a Instância Ordinária mencione fundamentos não acolhidos pela decisão do STF na ADC nº 16-DF (tais como responsabilidade objetiva ou culpa in eligendo), o fato é que, manifestamente, afirmou no decisum que houve culpa in vigilando da entidade estatal quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa prestadora de serviços terceirizados. A configuração da culpa in vigilando,caso afirmado pela Instância Ordinária (como ocorreu nos presentes autos), autoriza a incidência da responsabilidade subsidiária da entidade tomadora de serviços (arts. 58 e 67, Lei 8.66/93, 186 e 944 do Código Civil). Agravo desprovido. Sendo assim, como já defendi, na decisão ora agravada, não há que se falar em desrespeito à autoridade da decisão proferida por esse Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADC 16, uma vez que o artigo 71, § 1º, da Lei 8.666/93, declarado constitucional, não afasta, na apreciação dos fatos, a responsabilidade da Administração Pública. Nesse sentido: Rcl 8.475/PE, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 12.388/SC, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Rcl 12.560/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Rcl 12.519/SP, Rel. Min. Celso de Mello. Do último precedente citado acima, colhe-se o seguinte excerto: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18181 AGR / RS “É importante assinalar , por oportuno , que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a qualificação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal ( Lei nº 8.666/93 , art. 27), mas compreende , também , o controle concomitante à execução contratual, viabilizador , dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado ( Lei nº 8.666/93 , art. 67).” Com efeito, incumbe às instâncias ordinárias examinar, diante do contexto fático-probatório carreado aos autos, se houve o comportamento culposo (i.e., culpa in eligendo ou in vigilando) por parte da entidade da Administração para, em caso afirmativo, proceder à sua responsabilização subsidiária em razão do inadimplemento ou insolvência do prestador de serviços. Verifico, na hipótese dos autos, que o Juízo do Trabalho apenas considerou as circunstâncias fáticas e probatórias do caso para efeito da responsabilização da Municipalidade, não tecendo nenhum juízo de inconstitucionalidade de norma, afastando-se, portanto, qualquer alegação de violação à Súmula Vinculante 10. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS “É importante assinalar , por oportuno , que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a qualificação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal ( Lei nº 8.666/93 , art. 27), mas compreende , também , o controle concomitante à execução contratual, viabilizador , dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado ( Lei nº 8.666/93 , art. 67).” Com efeito, incumbe às instâncias ordinárias examinar, diante do contexto fático-probatório carreado aos autos, se houve o comportamento culposo (i.e., culpa in eligendo ou in vigilando) por parte da entidade da Administração para, em caso afirmativo, proceder à sua responsabilização subsidiária em razão do inadimplemento ou insolvência do prestador de serviços. Verifico, na hipótese dos autos, que o Juízo do Trabalho apenas considerou as circunstâncias fáticas e probatórias do caso para efeito da responsabilização da Municipalidade, não tecendo nenhum juízo de inconstitucionalidade de norma, afastando-se, portanto, qualquer alegação de violação à Súmula Vinculante 10. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Na lista nº 5, provejo os agravos que estão enumerados de 1 a 7. É a questão alusiva à responsabilidade subsidiária do ente público, presente a prestação terceirizada de serviços. A matéria está em aberto e, no caso, não se podia afastar o disposto no artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93 sem o incidente de inconstitucionalidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207670. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Na lista nº 5, provejo os agravos que estão enumerados de 1 a 7. É a questão alusiva à responsabilidade subsidiária do ente público, presente a prestação terceirizada de serviços. A matéria está em aberto e, no caso, não se podia afastar o disposto no artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93 sem o incidente de inconstitucionalidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) : LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) : JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) : ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111914 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) : LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) : JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) : ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111914 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7220487
2014-10-21T00:00:00
2014-11-14T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: Agravo Regimental na Reclamação. Responsabilidade Subsidiária. Artigo 71, § 1º, da Lei 8.666/93. Constitucionalidade. ADC 16. Administração Pública. Dever de fiscalização. responsabilidade do Município. Afronta à Súmula Vinculante 10. Inocorrência. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. A aplicação do artigo 71, § 1º, da Lei n. 8.666/93, declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADC 16, não exime a entidade da Administração Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa. 2. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de serviço, também no que diz respeito às obrigações trabalhistas referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena de atuar com culpa in eligendo ou in vigilando. 3. A decisão tribunal que reconhece a responsabilidade do ente público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos autos não pode ser alterada pelo manejo da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14-03-2013 PUBLIC 15-03-2013. 4. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma citada na decisão impugnada afasta a violação à Súmula Vinculante 10 desta Corte. 5. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Súmula 287 do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur284707
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA) Rcl 11985 AgR (TP). (AGRAVO REGIMENTAL, IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVDA) Rcl 5684 AgR (TP), ARE 665255 AgR (2ªT), AI 763915 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (RESPONSABILIDADE, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA) Rcl 8475, Rcl 12388, Rcl 12519, Rcl 12560. - Veja ADC 16 do STF. Número de páginas: 15. Análise: 24/11/2014, JOS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
18181
[ "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n ART-00071 PAR-00001\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 18181 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) : LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) : JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) : ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) :LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) :JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) :ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1..., DA LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO. AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A aplicação do artigo 71, § 1..., da Lei n. 8.666/93, declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADC 16, não exime a entidade da Administração Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa. 2. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de serviço, também no que diz respeito às obrigações trabalhistas referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena de atuar com culpa in eligendo ou in vigilando. 3. A decisão tribunal que reconhece a responsabilidade do ente público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos autos não pode ser alterada pelo manejo da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14-03-2013 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149457. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 18181 AGR / RS PUBLIC 15-03-2013. 4. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma citada na decisão impugnada afasta a violação à Súmula Vinculante 10 desta Corte. 5. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl n 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149457. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS PUBLIC 15-03-2013. 4. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma citada na decisão impugnada afasta a violação à Súmula Vinculante 10 desta Corte. 5. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl n 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) :LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) :JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) :ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES em face de decisão por mim proferida em 29/08/2014, em que neguei seguimento à reclamação, sob o fundamento de não haver qualquer violação à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal suscitada pela parte reclamante, verbis: Decisão: Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, ajuizada pelo Município de Bento Gonçalves contra decisão proferida pela Terceira do Tribunal Superior do Trabalho, nos autos do Recurso de Revista n 1410-93.2011.5.04.0512, por suposta afronta ao enunciado da Súmula Vinculante n 10 e ao que foi decidido na ADC n 16. O Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a responsabilidade subsidiária do referido Município por eventuais débitos trabalhistas contraídos pelas empresas prestadoras de serviços. A decisão foi assim ementada: “AGRAVO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA. ENTIDADES ESTATAIS. ENTENDIMENTO FIXADO PELO Supremo Tribunal Federal NA ADC n 16-DF. SÚMULA 331, V, DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) :LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) :JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) :ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES em face de decisão por mim proferida em 29/08/2014, em que neguei seguimento à reclamação, sob o fundamento de não haver qualquer violação à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal suscitada pela parte reclamante, verbis: Decisão: Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, ajuizada pelo Município de Bento Gonçalves contra decisão proferida pela Terceira do Tribunal Superior do Trabalho, nos autos do Recurso de Revista n 1410-93.2011.5.04.0512, por suposta afronta ao enunciado da Súmula Vinculante n 10 e ao que foi decidido na ADC n 16. O Tribunal Superior do Trabalho reconheceu a responsabilidade subsidiária do referido Município por eventuais débitos trabalhistas contraídos pelas empresas prestadoras de serviços. A decisão foi assim ementada: “AGRAVO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA. ENTIDADES ESTATAIS. ENTENDIMENTO FIXADO PELO Supremo Tribunal Federal NA ADC n 16-DF. SÚMULA 331, V, DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS Tribunal Superior do Trabalho. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE CONDUTACULPOSA NO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕESDA LEI 8.666/93 EXPLICITADA NO ACÓRDÃOREGIONAL. Em observância ao entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF, passou a prevalecer a tese de que a responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração Pública direta e indireta não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada, mas apenas quando explicitada no acórdão regional a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 8.666, de 21.6.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. No caso concreto, o TRT a quo manteve a condenação subsidiária, delineando, de forma expressa, a culpa in vigilando da entidade estatal. Ainda que a Instância Ordinária mencione fundamentos não acolhidos pela decisão do Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF (tais como responsabilidade objetiva ou culpa in eligendo), o fato é que, manifestamente, afirmou no decisum que houve culpa in vigilando da entidade estatal quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa prestadora de serviços terceirizados. A configuração da culpa in vigilando, caso afirmada pela Instância Ordinária (como ocorreu nos presentes autos), autoriza a incidência da responsabilidade subsidiária da entidade tomadora de serviços (arts. 58 e 67, Lei 8.666/93, 186 e 944 do Código Civil). Agravo desprovido.” O reclamante, em suas razões, alega que a decisão impugnada teria contrariado a orientação fixada por esta Corte na ADC n 16, em que se declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. Aduz que: “A decisão atacada condena a Administração em responsabilidade subsidiária, afronta ao dispositivo legal contido no art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, também desrespeita os efeitos vinculantes da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADC n 16/DF, que reconhece como constitucional a norma legal contida no dispositivo citado, o qual expressamente consigna que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS Tribunal Superior do Trabalho. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE CONDUTACULPOSA NO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕESDA LEI 8.666/93 EXPLICITADA NO ACÓRDÃOREGIONAL. Em observância ao entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF, passou a prevalecer a tese de que a responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração Pública direta e indireta não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada, mas apenas quando explicitada no acórdão regional a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 8.666, de 21.6.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. No caso concreto, o TRT a quo manteve a condenação subsidiária, delineando, de forma expressa, a culpa in vigilando da entidade estatal. Ainda que a Instância Ordinária mencione fundamentos não acolhidos pela decisão do Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF (tais como responsabilidade objetiva ou culpa in eligendo), o fato é que, manifestamente, afirmou no decisum que houve culpa in vigilando da entidade estatal quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa prestadora de serviços terceirizados. A configuração da culpa in vigilando, caso afirmada pela Instância Ordinária (como ocorreu nos presentes autos), autoriza a incidência da responsabilidade subsidiária da entidade tomadora de serviços (arts. 58 e 67, Lei 8.666/93, 186 e 944 do Código Civil). Agravo desprovido.” O reclamante, em suas razões, alega que a decisão impugnada teria contrariado a orientação fixada por esta Corte na ADC n 16, em que se declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. Aduz que: “A decisão atacada condena a Administração em responsabilidade subsidiária, afronta ao dispositivo legal contido no art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, também desrespeita os efeitos vinculantes da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADC n 16/DF, que reconhece como constitucional a norma legal contida no dispositivo citado, o qual expressamente consigna que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS responsabilização da Administração trata-se de uma IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA (ementa da ADC n 16/DF), desta forma a decisão atacada é exorbitante do julgamento do Supremo Tribunal Federal, razão pela qual deve ser cassada, ou se determine medida adequada à observância de sua jurisdição. Relevante esclarecer que decisões tomadas neste sentido pela Justiça do Trabalho, no tocante ao afastamento do disposto no art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, em face da aplicabilidade do inciso IV do enunciado 331 do Tribunal Superior do Trabalho, encontra vedação na Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal’”. Postula, a concessão de medida liminar para determinar a suspensão do curso do processo, na forma do art. 158 do RISTF, “em face de tratar- se do erário público e caso alcançado ao empregado será de difícil ou impossível reposição ao erário, por outro lado em face do que foi decidido na ADC n 16-DF”, Requer, no mérito, a procedência da presente reclamação para que seja cassado o acórdão impugnado. É o relatório. DECIDO. Dos elementos constitutivos dos autos, verifico que não há qualquer violação à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal suscitada pelo reclamante. Inexiste ofensa ao julgado por esta Corte na ADC n 16, Relator o Min. Cezar Peluso, DJe de 9.9.2011, valendo a transcrição da ementa do aresto: “EMENTA: RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela lei n 9.032, de 1995. É importante citar trecho do voto vencedor, do Ministro Cezar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS responsabilização da Administração trata-se de uma IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA (ementa da ADC n 16/DF), desta forma a decisão atacada é exorbitante do julgamento do Supremo Tribunal Federal, razão pela qual deve ser cassada, ou se determine medida adequada à observância de sua jurisdição. Relevante esclarecer que decisões tomadas neste sentido pela Justiça do Trabalho, no tocante ao afastamento do disposto no art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, em face da aplicabilidade do inciso IV do enunciado 331 do Tribunal Superior do Trabalho, encontra vedação na Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal’”. Postula, a concessão de medida liminar para determinar a suspensão do curso do processo, na forma do art. 158 do RISTF, “em face de tratar- se do erário público e caso alcançado ao empregado será de difícil ou impossível reposição ao erário, por outro lado em face do que foi decidido na ADC n 16-DF”, Requer, no mérito, a procedência da presente reclamação para que seja cassado o acórdão impugnado. É o relatório. DECIDO. Dos elementos constitutivos dos autos, verifico que não há qualquer violação à autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal suscitada pelo reclamante. Inexiste ofensa ao julgado por esta Corte na ADC n 16, Relator o Min. Cezar Peluso, DJe de 9.9.2011, valendo a transcrição da ementa do aresto: “EMENTA: RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela lei n 9.032, de 1995. É importante citar trecho do voto vencedor, do Ministro Cezar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS Peluso, em que expressamente ressalvou que isso não impedirá que a Justiça do Trabalho recorra a outros princípios constitucionais e, invocando fatos da causa, reconheça a responsabilidade da Administração, não pela mera inadimplência, mas por outros fatos. A decisão impugnada não destoa do entendimento do Supremo Tribunal Federal, na medida em que coligiu elementos concretos para demonstrar a conduta culposa da Administração Pública na contratação de empresas prestadoras de serviços terceirizados, devendo, por isso, figurar como responsável, subsidiariamente, pelos encargos trabalhistas. Diante do debate e da plena constitucionalidade da norma, o Tribunal não pode impedir que a Justiça Trabalhista, com base em outras normas, em outros princípios e à luz dos fatos de cada causa, reconheça a responsabilidade da Administração. Sobre o tema, anoto trecho de decisão monocrática proferida pelo Min. Ricardo Lewandowski: “Examinados os autos, tenho que é o caso de indeferimento da liminar. Com efeito, o Plenário deste Supremo Tribunal, no julgamento da ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 9/9/2011, declarou a plena constitucionalidade do art. 71 da lei 8.666/1993, por entender que a mera inadimplência da empresa prestadora contratada não poderia transferir automaticamente à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. No entanto, reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado, não pudesse gerar essa responsabilidade, se demonstrada a culpa in vigilando do ente público envolvido. No caso em exame, o juízo reclamado entendeu configurada a culpa in vigilando do reclamante, condenando-o subsidiariamente ao pagamento das verbas trabalhistas. (…) Nesse mesmo sentido, foi a decisão proferida pelo Ministro Celso de Mello na Rcl 12.519, caso análogo a este, em que Sua Excelência assentou: De outro lado, e no que concerne ao suposto desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, não parece verificar-se, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS Peluso, em que expressamente ressalvou que isso não impedirá que a Justiça do Trabalho recorra a outros princípios constitucionais e, invocando fatos da causa, reconheça a responsabilidade da Administração, não pela mera inadimplência, mas por outros fatos. A decisão impugnada não destoa do entendimento do Supremo Tribunal Federal, na medida em que coligiu elementos concretos para demonstrar a conduta culposa da Administração Pública na contratação de empresas prestadoras de serviços terceirizados, devendo, por isso, figurar como responsável, subsidiariamente, pelos encargos trabalhistas. Diante do debate e da plena constitucionalidade da norma, o Tribunal não pode impedir que a Justiça Trabalhista, com base em outras normas, em outros princípios e à luz dos fatos de cada causa, reconheça a responsabilidade da Administração. Sobre o tema, anoto trecho de decisão monocrática proferida pelo Min. Ricardo Lewandowski: “Examinados os autos, tenho que é o caso de indeferimento da liminar. Com efeito, o Plenário deste Supremo Tribunal, no julgamento da ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 9/9/2011, declarou a plena constitucionalidade do art. 71 da lei 8.666/1993, por entender que a mera inadimplência da empresa prestadora contratada não poderia transferir automaticamente à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. No entanto, reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado, não pudesse gerar essa responsabilidade, se demonstrada a culpa in vigilando do ente público envolvido. No caso em exame, o juízo reclamado entendeu configurada a culpa in vigilando do reclamante, condenando-o subsidiariamente ao pagamento das verbas trabalhistas. (…) Nesse mesmo sentido, foi a decisão proferida pelo Ministro Celso de Mello na Rcl 12.519, caso análogo a este, em que Sua Excelência assentou: De outro lado, e no que concerne ao suposto desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, não parece verificar-se, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da lei n 8.666/1993. Na realidade, tudo parece indicar que, em referido julgamento, o órgão reclamado teria apenas reconhecido, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo, aparentemente, formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afastaria, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a pretendida ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal. Isso posto, indefiro o pedido de medida liminar. (Rcl 12560 MC, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 27/09/2011, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-187 DIVULG 28/09/2011 PUBLIC 29/09/2011). No mesmo sentido, o Plenário da Corte, negando seguimento ao Agravo Regimental na Reclamação n 11.985, assentou que é dever legal das entidades públicas contratantes fiscalizar o cumprimento, por parte das empresas contratadas, das obrigações trabalhistas referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado. Eis o teor da ementa do referido processo, ex vi: “RECLAMAÇÃO ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF INOCORRÊNCIA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI n 8.666/93, ART. 71, § 1...) ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA IN VIGILANDO, IN ELIGENDO OU IN OMITTENDO DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI n 8.666/93) ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) SÚMULA VINCULANTE n 10/Supremo Tribunal Federal INAPLICABILIDADE INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da lei n 8.666/1993. Na realidade, tudo parece indicar que, em referido julgamento, o órgão reclamado teria apenas reconhecido, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo, aparentemente, formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afastaria, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a pretendida ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal. Isso posto, indefiro o pedido de medida liminar. (Rcl 12560 MC, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 27/09/2011, publicado em PROCESSO ELETRÔNICO DJe-187 DIVULG 28/09/2011 PUBLIC 29/09/2011). No mesmo sentido, o Plenário da Corte, negando seguimento ao Agravo Regimental na Reclamação n 11.985, assentou que é dever legal das entidades públicas contratantes fiscalizar o cumprimento, por parte das empresas contratadas, das obrigações trabalhistas referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado. Eis o teor da ementa do referido processo, ex vi: “RECLAMAÇÃO ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF INOCORRÊNCIA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI n 8.666/93, ART. 71, § 1...) ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA IN VIGILANDO, IN ELIGENDO OU IN OMITTENDO DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI n 8.666/93) ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) SÚMULA VINCULANTE n 10/Supremo Tribunal Federal INAPLICABILIDADE INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório RCL 18181 AGR / RS OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL PRECEDENTES RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 11985 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe 15/3/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14- 03-2013 PUBLIC 15-03-2013). Por fim, verifico que o Tribunal Superior do Trabalho apenas considerou as circunstâncias fáticas e probatórias do caso para efeito da responsabilização da Municipalidade, não tecendo nenhum juízo de inconstitucionalidade de norma, afastando-se, portanto, qualquer alegação de violação à Súmula Vinculante n 10. Ex positis, nego seguimento à presente reclamação, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF, ficando prejudicado o pedido de liminar. Nas suas razões de recurso, o agravante se limita a transcrever a decisão agravada, reiterando a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 pela aplicação da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho pelo Juízo trabalhista. Sustenta que após o julgamento da ADC 16, que declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/1993, não se admitiria mais a responsabilização subsidiária da Administração Pública. Por fim, requer o provimento do presente agravo regimental para a reforma da decisão agravada. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL PRECEDENTES RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 11985 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe 15/3/2013, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14- 03-2013 PUBLIC 15-03-2013). Por fim, verifico que o Tribunal Superior do Trabalho apenas considerou as circunstâncias fáticas e probatórias do caso para efeito da responsabilização da Municipalidade, não tecendo nenhum juízo de inconstitucionalidade de norma, afastando-se, portanto, qualquer alegação de violação à Súmula Vinculante n 10. Ex positis, nego seguimento à presente reclamação, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF, ficando prejudicado o pedido de liminar. Nas suas razões de recurso, o agravante se limita a transcrever a decisão agravada, reiterando a alegação de violação à Súmula Vinculante 10 pela aplicação da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho pelo Juízo trabalhista. Sustenta que após o julgamento da ADC 16, que declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/1993, não se admitiria mais a responsabilização subsidiária da Administração Pública. Por fim, requer o provimento do presente agravo regimental para a reforma da decisão agravada. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. Ab initio, convém atentar para o fato de que o agravante não traz elementos que ataquem diretamente a decisão agravada, restringindo-se a transcrevê-la e reiterar seu pleito inicial. Neste sentido, cabe observar que não houve impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, haja vista a fundamentação recursal deficiente, incindindo, por conseguinte a Súmula 287 deste Supremo Tribunal Federal, ora transcrita: “Nega-se provimento do agravo quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Esta Suprema Corte firmou jurisprudência no sentido de que a parte tem o dever de impugnar os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não ter sua pretensão acolhida. Nesse sentido, colacionam-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I - A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. II - Não impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Fundamentação recursal deficiente (Súmula 287). III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido.” (Rcl n 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. Ab initio, convém atentar para o fato de que o agravante não traz elementos que ataquem diretamente a decisão agravada, restringindo-se a transcrevê-la e reiterar seu pleito inicial. Neste sentido, cabe observar que não houve impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, haja vista a fundamentação recursal deficiente, incindindo, por conseguinte a Súmula 287 deste Supremo Tribunal Federal, ora transcrita: “Nega-se provimento do agravo quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Esta Suprema Corte firmou jurisprudência no sentido de que a parte tem o dever de impugnar os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não ter sua pretensão acolhida. Nesse sentido, colacionam-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I - A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. II - Não impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Fundamentação recursal deficiente (Súmula 287). III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido.” (Rcl n 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18181 AGR / RS TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravo não atacou os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que torna inviável o recurso, conforme a Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - O argumento expendido no presente recurso referente à suposta admissibilidade recursal com base no art. 102, III, c, da Constituição traduz inovação recursal, haja vista não ter sido mencionada nas razões do apelo extremo. III - Agravo regimental improvido” (ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22/5/2013). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Ausência de impugnação de todos fundamentos da decisão agravada. Óbice ao processamento do agravo. Precedentes. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 1. Há necessidade de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de se inviabilizar o agravo. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Ante a ausência de efetiva apreciação de questão constitucional por parte do Tribunal de origem, incabível o apelo extremo. Inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto. Precedentes. Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”(AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013). O Plenário desta Corte, no julgamento da ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 09/09/2011, declarou ser constitucional o artigo 71, § 1..., da Lei Federal n 8.666/93, que estabelece, verbis: “Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. § 1... A inadimplência do contratado com referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravo não atacou os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que torna inviável o recurso, conforme a Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - O argumento expendido no presente recurso referente à suposta admissibilidade recursal com base no art. 102, III, c, da Constituição traduz inovação recursal, haja vista não ter sido mencionada nas razões do apelo extremo. III - Agravo regimental improvido” (ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22/5/2013). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Ausência de impugnação de todos fundamentos da decisão agravada. Óbice ao processamento do agravo. Precedentes. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 1. Há necessidade de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de se inviabilizar o agravo. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Ante a ausência de efetiva apreciação de questão constitucional por parte do Tribunal de origem, incabível o apelo extremo. Inadmissível o prequestionamento implícito ou ficto. Precedentes. Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”(AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013). O Plenário desta Corte, no julgamento da ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 09/09/2011, declarou ser constitucional o artigo 71, § 1..., da Lei Federal n 8.666/93, que estabelece, verbis: “Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. § 1... A inadimplência do contratado com referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18181 AGR / RS objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis.” Não obstante o Supremo Tribunal Federal tenha declarado a constitucionalidade do dispositivo da Lei de Licitações (Lei n. 8.666/93, art. 71, § 1...), por entender que a transferência automática à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais seria juridicamente incompatível com a Constituição Federal, é inegável que, em atenção ao princípio da legalidade, a Administração Pública não pode anuir com o não- cumprimento de deveres por entes por ela contratados. Em voto proferido na ADC 16, a Ministra Cármen Lúcia ressaltou que a aplicação do artigo 71, § 1... da Lei n. 8.666/93 não exime a entidade da Administração Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa. Na mesma assentada, o Ministro Cezar Peluso sustentou que o mero inadimplemento deveras não transfere, mas a inadimplência da obrigação da Administração é que lhe traz como consequência uma responsabilidade que a Justiça do Trabalho eventualmente pode reconhecer a despeito da constitucionalidade da lei. In casu, o Tribunal Superior do Trabalho entendeu pela responsabilização subsidiária, no caso concreto, do Município de Bento Gonçalves, cuja ementa dispõe nos seguintes termos: “AGRAVO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA. ENTIDADES ESTATAIS. ENTENDIMENTO FIXADO PELO Supremo Tribunal Federal NA ADC n 16-DF. SÚMULA 331, V, DO Tribunal Superior do Trabalho. RESPOSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE CONSUTA CULPOSA NO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES DA LEI 8.666/93 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis.” Não obstante o Supremo Tribunal Federal tenha declarado a constitucionalidade do dispositivo da Lei de Licitações (Lei n. 8.666/93, art. 71, § 1...), por entender que a transferência automática à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais seria juridicamente incompatível com a Constituição Federal, é inegável que, em atenção ao princípio da legalidade, a Administração Pública não pode anuir com o não- cumprimento de deveres por entes por ela contratados. Em voto proferido na ADC 16, a Ministra Cármen Lúcia ressaltou que a aplicação do artigo 71, § 1... da Lei n. 8.666/93 não exime a entidade da Administração Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa. Na mesma assentada, o Ministro Cezar Peluso sustentou que o mero inadimplemento deveras não transfere, mas a inadimplência da obrigação da Administração é que lhe traz como consequência uma responsabilidade que a Justiça do Trabalho eventualmente pode reconhecer a despeito da constitucionalidade da lei. In casu, o Tribunal Superior do Trabalho entendeu pela responsabilização subsidiária, no caso concreto, do Município de Bento Gonçalves, cuja ementa dispõe nos seguintes termos: “AGRAVO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA. ENTIDADES ESTATAIS. ENTENDIMENTO FIXADO PELO Supremo Tribunal Federal NA ADC n 16-DF. SÚMULA 331, V, DO Tribunal Superior do Trabalho. RESPOSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE CONSUTA CULPOSA NO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES DA LEI 8.666/93 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18181 AGR / RS EXPLICITADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. Em observação ao entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF, passou a prevalecer a tese de que a responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração Pública direta e indireta não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regulamente contratada, mas apenas quando explicitada no acórdão regional a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 8.666, de 21.6.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais das prestadora de serviço como empregadora. No caso concreto, o TRT a quo manteve a condenação subsidiária, delineando, de forma expressa, a culpa in vigilando da entidade estatal. Ainda que a Instância Ordinária mencione fundamentos não acolhidos pela decisão do Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF (tais como responsabilidade objetiva ou culpa in eligendo), o fato é que, manifestamente, afirmou no decisum que houve culpa in vigilando da entidade estatal quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa prestadora de serviços terceirizados. A configuração da culpa in vigilando,caso afirmado pela Instância Ordinária (como ocorreu nos presentes autos), autoriza a incidência da responsabilidade subsidiária da entidade tomadora de serviços (arts. 58 e 67, Lei 8.66/93, 186 e 944 do Código Civil). Agravo desprovido. Sendo assim, como já defendi, na decisão ora agravada, não há que se falar em desrespeito à autoridade da decisão proferida por esse Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADC 16, uma vez que o artigo 71, § 1..., da Lei 8.666/93, declarado constitucional, não afasta, na apreciação dos fatos, a responsabilidade da Administração Pública. Nesse sentido: Rcl 8.475/PE, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 12.388/SC, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Rcl 12.560/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Rcl 12.519/SP, Rel. Min. Celso de Mello. Do último precedente citado acima, colhe-se o seguinte excerto: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS EXPLICITADA NO ACÓRDÃO REGIONAL. Em observação ao entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF, passou a prevalecer a tese de que a responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração Pública direta e indireta não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regulamente contratada, mas apenas quando explicitada no acórdão regional a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei 8.666, de 21.6.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais das prestadora de serviço como empregadora. No caso concreto, o TRT a quo manteve a condenação subsidiária, delineando, de forma expressa, a culpa in vigilando da entidade estatal. Ainda que a Instância Ordinária mencione fundamentos não acolhidos pela decisão do Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF (tais como responsabilidade objetiva ou culpa in eligendo), o fato é que, manifestamente, afirmou no decisum que houve culpa in vigilando da entidade estatal quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa prestadora de serviços terceirizados. A configuração da culpa in vigilando,caso afirmado pela Instância Ordinária (como ocorreu nos presentes autos), autoriza a incidência da responsabilidade subsidiária da entidade tomadora de serviços (arts. 58 e 67, Lei 8.66/93, 186 e 944 do Código Civil). Agravo desprovido. Sendo assim, como já defendi, na decisão ora agravada, não há que se falar em desrespeito à autoridade da decisão proferida por esse Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADC 16, uma vez que o artigo 71, § 1..., da Lei 8.666/93, declarado constitucional, não afasta, na apreciação dos fatos, a responsabilidade da Administração Pública. Nesse sentido: Rcl 8.475/PE, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 12.388/SC, Rel. Min. Joaquim Barbosa; Rcl 12.560/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Rcl 12.519/SP, Rel. Min. Celso de Mello. Do último precedente citado acima, colhe-se o seguinte excerto: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 18181 AGR / RS “É importante assinalar , por oportuno , que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a qualificação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7... da Constituição Federal ( Lei n 8.666/93 , art. 27), mas compreende , também , o controle concomitante à execução contratual, viabilizador , dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado ( Lei n 8.666/93 , art. 67).” Com efeito, incumbe às instâncias ordinárias examinar, diante do contexto fático-probatório carreado aos autos, se houve o comportamento culposo (i.e., culpa in eligendo ou in vigilando) por parte da entidade da Administração para, em caso afirmativo, proceder à sua responsabilização subsidiária em razão do inadimplemento ou insolvência do prestador de serviços. Verifico, na hipótese dos autos, que o Juízo do Trabalho apenas considerou as circunstâncias fáticas e probatórias do caso para efeito da responsabilização da Municipalidade, não tecendo nenhum juízo de inconstitucionalidade de norma, afastando-se, portanto, qualquer alegação de violação à Súmula Vinculante 10. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Supremo Tribunal Federal RCL 18181 AGR / RS “É importante assinalar , por oportuno , que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a qualificação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7... da Constituição Federal ( Lei n 8.666/93 , art. 27), mas compreende , também , o controle concomitante à execução contratual, viabilizador , dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado ( Lei n 8.666/93 , art. 67).” Com efeito, incumbe às instâncias ordinárias examinar, diante do contexto fático-probatório carreado aos autos, se houve o comportamento culposo (i.e., culpa in eligendo ou in vigilando) por parte da entidade da Administração para, em caso afirmativo, proceder à sua responsabilização subsidiária em razão do inadimplemento ou insolvência do prestador de serviços. Verifico, na hipótese dos autos, que o Juízo do Trabalho apenas considerou as circunstâncias fáticas e probatórias do caso para efeito da responsabilização da Municipalidade, não tecendo nenhum juízo de inconstitucionalidade de norma, afastando-se, portanto, qualquer alegação de violação à Súmula Vinculante 10. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Na lista n 5, provejo os agravos que estão enumerados de 1 a 7. É a questão alusiva à responsabilidade subsidiária do ente público, presente a prestação terceirizada de serviços. A matéria está em aberto e, no caso, não se podia afastar o disposto no artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666/93 sem o incidente de inconstitucionalidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207670. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Na lista n 5, provejo os agravos que estão enumerados de 1 a 7. É a questão alusiva à responsabilidade subsidiária do ente público, presente a prestação terceirizada de serviços. A matéria está em aberto e, no caso, não se podia afastar o disposto no artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666/93 sem o incidente de inconstitucionalidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) : LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) : JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) : ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111914 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.181 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES AGDO.(A/S) : LOEVI BARCELOS RAEL ADV.(A/S) : JANETE C MEZZOMO ZONATTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA ADV.(A/S) : ALCINDO GABRIELLI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111914 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADC 16", "Rcl 11985 - AgR", "Súmula Vinculante 10 desta Corte", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 5 . 684 / PE - AgR", "ARE 665 . 255 - AgR / PR", "AI 763 . 915 - AgR / RJ", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 5 . 684 / PE - AgR", "ARE 665 . 255 - AgR / PR", "AI 763 . 915 - AgR / RJ", "Recurso de Revista n 1410 - 93 . 2011 . 5 . 04 . 0512", "Súmula Vinculante n 10", "ADC n 16", "ADC n 16 - DF", "SÚMULA 331 , V , DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso de Revista n 1410 - 93 . 2011 . 5 . 04 . 0512", "Súmula Vinculante n 10", "ADC n 16", "ADC n 16 - DF", "SÚMULA 331 , V , DO Supremo", "ADC n 16 - DF", "ADC n 16 - DF", "ADC n 16", "ADC n 16 / DF", "RCL 18181 AGR / RS", "ADC n 16 - DF", "ADC n 16 - DF", "ADC n 16", "ADC n 16 / DF", "ADC n 16 / DF", "inciso IV do enunciado 331 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal ’", "ADC n 16 - DF ”", "ADC n 16", "ADC n 16 / DF", "Súmula Vinculante n 10 do 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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) :FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ILÍCITO FISCAL. PERDIMENTO DE BENS. REEXAME DE PROVAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.6.2012. A suposta ofensa à Constituição Federal somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672408. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 755807 AGR / RS Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 08 de outubro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672408. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 08 de outubro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) :FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental Leda da Paixão Gai. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a desnecessidade de revolvimento do contexto probatório e a violação direta a dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 27.06.2012 É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672409. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) :FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental Leda da Paixão Gai. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a desnecessidade de revolvimento do contexto probatório e a violação direta a dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 27.06.2012 É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º e 5º, II, XLV e LIV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis : "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º e 5º, II, XLV e LIV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis : "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: RE 392.837-AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 09.4.2012; e ARE 662.564-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 03.8.2012, cuja ementa transcrevo: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: RE 392.837-AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 09.4.2012; e ARE 662.564-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 03.8.2012, cuja ementa transcrevo: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS Fundamentos não atacados. Súmula nº 283. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Ilícito fiscal. Perdimento de bens. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Súmula nº 279. 1. A jurisprudência de ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de negar provimento ao agravo quando, como no caso, não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, a inteligência da Súmula nº 283 desta Corte. 2. A ponderação da situação em que foram apreendidos os bens, da boa-fé do condutor do veículo e da aplicação, ou não, da pena imposta, como deseja a agravante, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a análise da legislação infraconstitucional (Decreto-Lei nº 37/66 e Decreto nº 4.543/02), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC)“. Nada colhe o agravo. Inicialmente, reafirmo que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis : “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS Fundamentos não atacados. Súmula nº 283. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Ilícito fiscal. Perdimento de bens. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Súmula nº 279. 1. A jurisprudência de ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de negar provimento ao agravo quando, como no caso, não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, a inteligência da Súmula nº 283 desta Corte. 2. A ponderação da situação em que foram apreendidos os bens, da boa-fé do condutor do veículo e da aplicação, ou não, da pena imposta, como deseja a agravante, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a análise da legislação infraconstitucional (Decreto-Lei nº 37/66 e Decreto nº 4.543/02), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC)“. Nada colhe o agravo. Inicialmente, reafirmo que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis : “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). No caso em tela, a responsabilidade da autora foi configurada pela nítida interpretação da legislação infraconstitucional e das balizas probatórias realizadas pelo juiz de 1º grau, ratificada no julgamento da apelação. Pela pertinência, transcrevo o respectivo trecho: “A propriedade do veículo transportador está demonstrada no documento inserido no evento 1 dos autos (cópia do Certificado de Registro de Veículo). Conforme o Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de evento 1, o veículo, no momento da apreensão, estava sendo conduzido pelo filho da autora, Edson Alvaro da Paixão Gai, com sua autorização, pelo que dos autos consta. O pedido de antecipação da tutela foi deferido no evento 15 com base na desproporção entre o valor das mercadorias transportadas e o valor do veículo transportador, eis que o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). No caso em tela, a responsabilidade da autora foi configurada pela nítida interpretação da legislação infraconstitucional e das balizas probatórias realizadas pelo juiz de 1º grau, ratificada no julgamento da apelação. Pela pertinência, transcrevo o respectivo trecho: “A propriedade do veículo transportador está demonstrada no documento inserido no evento 1 dos autos (cópia do Certificado de Registro de Veículo). Conforme o Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de evento 1, o veículo, no momento da apreensão, estava sendo conduzido pelo filho da autora, Edson Alvaro da Paixão Gai, com sua autorização, pelo que dos autos consta. O pedido de antecipação da tutela foi deferido no evento 15 com base na desproporção entre o valor das mercadorias transportadas e o valor do veículo transportador, eis que o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS veículo foi avaliado em R$ 32.892,00 e as mercadorias (energéticos e bebidas) em R$ 3.024,43. No entanto, conforme prova documental inserida pela ré no evento 40, (registro do SINIVEM), o veículo objeto da lide possui 47 passagens registradas pelo Posto da PRF em Rosário do Sul, no sentido São Gabriel / Santana do Livramento num período de 10 meses (16/05/2009 a 28/08/2010), constando nos registros uma média de 3 a 4 horas entre a passagem de ida e a volta. Foram constatadas duas autuações do filho da autora com o mesmo veículo, também por descaminho, em autos de infração datados de 29/08/2009 e 08/06/2010 (evento 40). Portanto, no caso dos autos há evidência da freqüência de utilização do veículo nesse tipo de atividade ilícita (descaminho), e tal circunstância é elemento conclusivo quanto à contumácia, o que afasta qualquer razoabilidade na consideração singela da desproporcionalidade numérica alegada. Em suma, no presente caso não é cabível aplicação de critério meramente matemático, cotejando valores do veículo e da mercadoria nele transportada, haja vista as circunstâncias que indicam a reiteração da utilização do veículo na conduta ilícita, em contumácia (47 vezes em 10 meses, ou seja, mais de 4 vezes ao mês). Não obstante acentuada a diferença entre os valores absolutos dos bens neste caso específico, é inexorável considerar a reiteração da conduta ilícita. A autoridade fiscalizadora agiu corretamente no seu dever, inexistindo qualquer tipo de irregularidade na autuação e na instauração do PAF. Outrossim, o PAF é instrumento procedimental legítimo para aplicação da perda de perdimento de mercadorias e veículos em tais casos, com esteio na ampla legislação pertinente, corroborado seguramente pela jurisprudência predominante. Quanto à alegação de boa-fé, adoto entendimento de que a responsabilidade objetiva expressa no art. 136 do CTN e no § 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS veículo foi avaliado em R$ 32.892,00 e as mercadorias (energéticos e bebidas) em R$ 3.024,43. No entanto, conforme prova documental inserida pela ré no evento 40, (registro do SINIVEM), o veículo objeto da lide possui 47 passagens registradas pelo Posto da PRF em Rosário do Sul, no sentido São Gabriel / Santana do Livramento num período de 10 meses (16/05/2009 a 28/08/2010), constando nos registros uma média de 3 a 4 horas entre a passagem de ida e a volta. Foram constatadas duas autuações do filho da autora com o mesmo veículo, também por descaminho, em autos de infração datados de 29/08/2009 e 08/06/2010 (evento 40). Portanto, no caso dos autos há evidência da freqüência de utilização do veículo nesse tipo de atividade ilícita (descaminho), e tal circunstância é elemento conclusivo quanto à contumácia, o que afasta qualquer razoabilidade na consideração singela da desproporcionalidade numérica alegada. Em suma, no presente caso não é cabível aplicação de critério meramente matemático, cotejando valores do veículo e da mercadoria nele transportada, haja vista as circunstâncias que indicam a reiteração da utilização do veículo na conduta ilícita, em contumácia (47 vezes em 10 meses, ou seja, mais de 4 vezes ao mês). Não obstante acentuada a diferença entre os valores absolutos dos bens neste caso específico, é inexorável considerar a reiteração da conduta ilícita. A autoridade fiscalizadora agiu corretamente no seu dever, inexistindo qualquer tipo de irregularidade na autuação e na instauração do PAF. Outrossim, o PAF é instrumento procedimental legítimo para aplicação da perda de perdimento de mercadorias e veículos em tais casos, com esteio na ampla legislação pertinente, corroborado seguramente pela jurisprudência predominante. Quanto à alegação de boa-fé, adoto entendimento de que a responsabilidade objetiva expressa no art. 136 do CTN e no § 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS Único do art. 602 do Regulamento Aduaneiro não pode ser interpretado no sentido da responsabilização, por infração à legislação tributária, independentemente de qualquer culpa em sentido amplo, aí incluídos o dolo e a culpa estrita nas modalidades imprudência, imperícia e negligência, ainda que nas variantes de culpa in vigilando ou culpa in eligendo. Inexiste uma responsabilidade objetiva total, mas sim mitigada, dispensando a prova da intenção (ou dolo) do agente, bastando para sua configuração a constatação de qualquer das modalidades da culpa estrita. Mas, efetivamente, não há dispensa da verificação da culpa estrita, porque afronta o atual sistema político-jurídico nacional. Todavia, no presente caso verifico que se por um lado a autora não participou diretamente dos fatos, por outro, incorreu, no mínimo, em culpa 'in eligendo' e 'in vigilando' ao negligenciar o necessário cuidado e/ou permitir o uso indevido do veículo por seu filho Edson Alvaro da Paixão Gai no transporte de mercadorias desencaminhadas, haja vista que não é crível que a autora desconheça a reiteração da utilização do veículo nessa conduta em tal contumácia, cerca de 47 vezes em menos de um ano”. (fl. 257) Assim, consoante consignado na decisão agravada, não há falar em afronta aos demais preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Restou desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: RE 392.837- AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 09.4.2012; e ARE 662.564- AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 03.8.2012. Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS Único do art. 602 do Regulamento Aduaneiro não pode ser interpretado no sentido da responsabilização, por infração à legislação tributária, independentemente de qualquer culpa em sentido amplo, aí incluídos o dolo e a culpa estrita nas modalidades imprudência, imperícia e negligência, ainda que nas variantes de culpa in vigilando ou culpa in eligendo. Inexiste uma responsabilidade objetiva total, mas sim mitigada, dispensando a prova da intenção (ou dolo) do agente, bastando para sua configuração a constatação de qualquer das modalidades da culpa estrita. Mas, efetivamente, não há dispensa da verificação da culpa estrita, porque afronta o atual sistema político-jurídico nacional. Todavia, no presente caso verifico que se por um lado a autora não participou diretamente dos fatos, por outro, incorreu, no mínimo, em culpa 'in eligendo' e 'in vigilando' ao negligenciar o necessário cuidado e/ou permitir o uso indevido do veículo por seu filho Edson Alvaro da Paixão Gai no transporte de mercadorias desencaminhadas, haja vista que não é crível que a autora desconheça a reiteração da utilização do veículo nessa conduta em tal contumácia, cerca de 47 vezes em menos de um ano”. (fl. 257) Assim, consoante consignado na decisão agravada, não há falar em afronta aos demais preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Restou desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: RE 392.837- AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 09.4.2012; e ARE 662.564- AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 03.8.2012. Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) : FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703928 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) : FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703928 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4714476
2013-10-08T00:00:00
2013-10-22T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ILÍCITO FISCAL. PERDIMENTO DE BENS. REEXAME DE PROVAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.6.2012. A suposta ofensa à Constituição Federal somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur245835
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT), RE 392837 AgR (1ªT), ARE 662564 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 05/11/2013, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
755807
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 755807 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) : FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) :FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ILÍCITO FISCAL. PERDIMENTO DE BENS. REEXAME DE PROVAS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.6.2012. A suposta ofensa à Constituição Federal somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672408. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 755807 AGR / RS Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 08 de outubro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672408. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 08 de outubro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) :FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental Leda da Paixão Gai. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a desnecessidade de revolvimento do contexto probatório e a violação direta a dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 27.06.2012 É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672409. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) :FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental Leda da Paixão Gai. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a desnecessidade de revolvimento do contexto probatório e a violação direta a dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 27.06.2012 É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1... e 5..., II, XLV e LIV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis : "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1... e 5..., II, XLV e LIV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis : "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 392.837-AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 09.4.2012; e ARE 662.564-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 03.8.2012, cuja ementa transcrevo: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 392.837-AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 09.4.2012; e ARE 662.564-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 03.8.2012, cuja ementa transcrevo: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS Fundamentos não atacados. Súmula n 283. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Ilícito fiscal. Perdimento de bens. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Súmula n 279. 1. A jurisprudência de ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de negar provimento ao agravo quando, como no caso, não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, a inteligência da Súmula n 283 desta Corte. 2. A ponderação da situação em que foram apreendidos os bens, da boa-fé do condutor do veículo e da aplicação, ou não, da pena imposta, como deseja a agravante, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a análise da legislação infraconstitucional (Decreto-Lei n 37/66 e Decreto n 4.543/02), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil)“. Nada colhe o agravo. Inicialmente, reafirmo que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis : “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS Fundamentos não atacados. Súmula n 283. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Ilícito fiscal. Perdimento de bens. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Súmula n 279. 1. A jurisprudência de ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de negar provimento ao agravo quando, como no caso, não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, a inteligência da Súmula n 283 desta Corte. 2. A ponderação da situação em que foram apreendidos os bens, da boa-fé do condutor do veículo e da aplicação, ou não, da pena imposta, como deseja a agravante, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a análise da legislação infraconstitucional (Decreto-Lei n 37/66 e Decreto n 4.543/02), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil)“. Nada colhe o agravo. Inicialmente, reafirmo que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade e da proteção devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis : “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). No caso em tela, a responsabilidade da autora foi configurada pela nítida interpretação da legislação infraconstitucional e das balizas probatórias realizadas pelo juiz de 1... grau, ratificada no julgamento da apelação. Pela pertinência, transcrevo o respectivo trecho: “A propriedade do veículo transportador está demonstrada no documento inserido no evento 1 dos autos (cópia do Certificado de Registro de Veículo). Conforme o Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de evento 1, o veículo, no momento da apreensão, estava sendo conduzido pelo filho da autora, Edson Alvaro da Paixão Gai, com sua autorização, pelo que dos autos consta. O pedido de antecipação da tutela foi deferido no evento 15 com base na desproporção entre o valor das mercadorias transportadas e o valor do veículo transportador, eis que o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). No caso em tela, a responsabilidade da autora foi configurada pela nítida interpretação da legislação infraconstitucional e das balizas probatórias realizadas pelo juiz de 1... grau, ratificada no julgamento da apelação. Pela pertinência, transcrevo o respectivo trecho: “A propriedade do veículo transportador está demonstrada no documento inserido no evento 1 dos autos (cópia do Certificado de Registro de Veículo). Conforme o Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de evento 1, o veículo, no momento da apreensão, estava sendo conduzido pelo filho da autora, Edson Alvaro da Paixão Gai, com sua autorização, pelo que dos autos consta. O pedido de antecipação da tutela foi deferido no evento 15 com base na desproporção entre o valor das mercadorias transportadas e o valor do veículo transportador, eis que o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS veículo foi avaliado em R$ 32.892,00 e as mercadorias (energéticos e bebidas) em R$ 3.024,43. No entanto, conforme prova documental inserida pela ré no evento 40, (registro do SINIVEM), o veículo objeto da lide possui 47 passagens registradas pelo Posto da PRF em Rosário do Sul, no sentido São Gabriel / Santana do Livramento num período de 10 meses (16/05/2009 a 28/08/2010), constando nos registros uma média de 3 a 4 horas entre a passagem de ida e a volta. Foram constatadas duas autuações do filho da autora com o mesmo veículo, também por descaminho, em autos de infração datados de 29/08/2009 e 08/06/2010 (evento 40). Portanto, no caso dos autos há evidência da freqüência de utilização do veículo nesse tipo de atividade ilícita (descaminho), e tal circunstância é elemento conclusivo quanto à contumácia, o que afasta qualquer razoabilidade na consideração singela da desproporcionalidade numérica alegada. Em suma, no presente caso não é cabível aplicação de critério meramente matemático, cotejando valores do veículo e da mercadoria nele transportada, haja vista as circunstâncias que indicam a reiteração da utilização do veículo na conduta ilícita, em contumácia (47 vezes em 10 meses, ou seja, mais de 4 vezes ao mês). Não obstante acentuada a diferença entre os valores absolutos dos bens neste caso específico, é inexorável considerar a reiteração da conduta ilícita. A autoridade fiscalizadora agiu corretamente no seu dever, inexistindo qualquer tipo de irregularidade na autuação e na instauração do PAF. Outrossim, o PAF é instrumento procedimental legítimo para aplicação da perda de perdimento de mercadorias e veículos em tais casos, com esteio na ampla legislação pertinente, corroborado seguramente pela jurisprudência predominante. Quanto à alegação de boa-fé, adoto entendimento de que a responsabilidade objetiva expressa no art. 136 do CTN e no § 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS veículo foi avaliado em R$ 32.892,00 e as mercadorias (energéticos e bebidas) em R$ 3.024,43. No entanto, conforme prova documental inserida pela ré no evento 40, (registro do SINIVEM), o veículo objeto da lide possui 47 passagens registradas pelo Posto da PRF em Rosário do Sul, no sentido São Gabriel / Santana do Livramento num período de 10 meses (16/05/2009 a 28/08/2010), constando nos registros uma média de 3 a 4 horas entre a passagem de ida e a volta. Foram constatadas duas autuações do filho da autora com o mesmo veículo, também por descaminho, em autos de infração datados de 29/08/2009 e 08/06/2010 (evento 40). Portanto, no caso dos autos há evidência da freqüência de utilização do veículo nesse tipo de atividade ilícita (descaminho), e tal circunstância é elemento conclusivo quanto à contumácia, o que afasta qualquer razoabilidade na consideração singela da desproporcionalidade numérica alegada. Em suma, no presente caso não é cabível aplicação de critério meramente matemático, cotejando valores do veículo e da mercadoria nele transportada, haja vista as circunstâncias que indicam a reiteração da utilização do veículo na conduta ilícita, em contumácia (47 vezes em 10 meses, ou seja, mais de 4 vezes ao mês). Não obstante acentuada a diferença entre os valores absolutos dos bens neste caso específico, é inexorável considerar a reiteração da conduta ilícita. A autoridade fiscalizadora agiu corretamente no seu dever, inexistindo qualquer tipo de irregularidade na autuação e na instauração do PAF. Outrossim, o PAF é instrumento procedimental legítimo para aplicação da perda de perdimento de mercadorias e veículos em tais casos, com esteio na ampla legislação pertinente, corroborado seguramente pela jurisprudência predominante. Quanto à alegação de boa-fé, adoto entendimento de que a responsabilidade objetiva expressa no art. 136 do CTN e no § 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS Único do art. 602 do Regulamento Aduaneiro não pode ser interpretado no sentido da responsabilização, por infração à legislação tributária, independentemente de qualquer culpa em sentido amplo, aí incluídos o dolo e a culpa estrita nas modalidades imprudência, imperícia e negligência, ainda que nas variantes de culpa in vigilando ou culpa in eligendo. Inexiste uma responsabilidade objetiva total, mas sim mitigada, dispensando a prova da intenção (ou dolo) do agente, bastando para sua configuração a constatação de qualquer das modalidades da culpa estrita. Mas, efetivamente, não há dispensa da verificação da culpa estrita, porque afronta o atual sistema político-jurídico nacional. Todavia, no presente caso verifico que se por um lado a autora não participou diretamente dos fatos, por outro, incorreu, no mínimo, em culpa 'in eligendo' e 'in vigilando' ao negligenciar o necessário cuidado e/ou permitir o uso indevido do veículo por seu filho Edson Alvaro da Paixão Gai no transporte de mercadorias desencaminhadas, haja vista que não é crível que a autora desconheça a reiteração da utilização do veículo nessa conduta em tal contumácia, cerca de 47 vezes em menos de um ano”. (fl. 257) Assim, consoante consignado na decisão agravada, não há falar em afronta aos demais preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Restou desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 392.837- AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 09.4.2012; e ARE 662.564- AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 03.8.2012. Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS Único do art. 602 do Regulamento Aduaneiro não pode ser interpretado no sentido da responsabilização, por infração à legislação tributária, independentemente de qualquer culpa em sentido amplo, aí incluídos o dolo e a culpa estrita nas modalidades imprudência, imperícia e negligência, ainda que nas variantes de culpa in vigilando ou culpa in eligendo. Inexiste uma responsabilidade objetiva total, mas sim mitigada, dispensando a prova da intenção (ou dolo) do agente, bastando para sua configuração a constatação de qualquer das modalidades da culpa estrita. Mas, efetivamente, não há dispensa da verificação da culpa estrita, porque afronta o atual sistema político-jurídico nacional. Todavia, no presente caso verifico que se por um lado a autora não participou diretamente dos fatos, por outro, incorreu, no mínimo, em culpa 'in eligendo' e 'in vigilando' ao negligenciar o necessário cuidado e/ou permitir o uso indevido do veículo por seu filho Edson Alvaro da Paixão Gai no transporte de mercadorias desencaminhadas, haja vista que não é crível que a autora desconheça a reiteração da utilização do veículo nessa conduta em tal contumácia, cerca de 47 vezes em menos de um ano”. (fl. 257) Assim, consoante consignado na decisão agravada, não há falar em afronta aos demais preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão da origem, bem como do quadro fático delineado, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Restou desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 392.837- AgR/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 09.4.2012; e ARE 662.564- AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 03.8.2012. Assim, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 755807 AGR / RS Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Supremo Tribunal Federal ARE 755807 AGR / RS Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) : FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703928 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755.807 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LEDA DA PAIXAO GAI ADV.(A/S) : FABRÍCIO BORTONCELLO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703928 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 755 . 807", "ARE 755807", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "/", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário 392 . 837 - AgR / PR", "ARE 662 . 564 - AgR / PR", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR -", "Recurso Extraordinário 392 . 837 - AgR / PR", "ARE 662 . 564 - AgR / PR", "Súmula n 283 desta Corte", "ARE 755807 AGR / RS", "Súmula", "Súmula n 283 desta Corte", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "ARE 755807 AGR / RS", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "ARE 755807 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 392 . 837 - AgR / PR", "ARE 662 . 564 - AgR / PR", "ARE 755807 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 392 . 837 - AgR / PR", "ARE 662 . 564 - AgR / PR", "ARE 755807", "ARE 755807 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . e 5 . . . , II , XLV e LIV , da Lei Maior", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . e 5 . . . , II , XLV e LIV , da Lei Maior", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , XXXV", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n 37 / 66", "Decreto n 4 . 543 / 02", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n 37 / 66", "Decreto n 4 . 543 / 02", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 136 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 136 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 602 do Regulamento Aduaneiro", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 602 do Regulamento Aduaneiro", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Rosário do Sul", "São Gabriel /", "Santana do Livramento", "Rosário do Sul", "São Gabriel", "/", "Santana do Livramento", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal", "1", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RS", "PRF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". 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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRADIÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DE IRPJ E CSLL. BASE DE CÁLCULO PARA AS EXAÇÕES. RENDA E LUCRO. NATUREZA JURÍDICA NÃO-LUCRATIVA DOS FUNDOS DE PENSÃO DETERMINADA POR LEI. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA MP Nº 2.222/2001 REVOGADA PELA LEI Nº 11.053/04. LEI Nº 10.426. INCOMPATIBILIDADE DA RETENÇÃO DO IRPJ NA FONTE. LEI Nº 6.465/77, REVOGADA PELA LEI COMPLEMENTAR Nº 109/01. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DE FATO GERADOR DECORRENTE DE VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. NATUREZA JURÍDICA. EFEITOS. SITUAÇÃO QUE NÃO SE SUBSUME A TESE DE IMUNIDADE RECHAÇADA PELO PLENÁRIO NO RE 202.700. CONTRADIÇÃO VERIFICADA. EMBARGOS PROVIDOS. 1. A questão fático-jurídica alçada ao crivo do Supremo neste recurso extraordinário não se refere à imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, “c” da CF/88, relativa às entidades de assistência social, e sim de embate sobre as normas dos artigos 150, III e 195, I, “c”, da Carta Magna. 2. A controvérsia se subscreve à arguição de incompatibilidade entre a previsão constitucional de lucro e renda para a CSLL e o IRPJ, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RE 612686 AGR-ED / SC respectivamente, e a natureza jurídica não-lucrativa das entidades fechadas de previdência complementar, determinada pela lei federal que trata dessas pessoas jurídicas (Lei nº 6.435/77, revogada pela Lei complementar 109/01, atualmente em vigor), o que, segundo sustentado, afastaria a incidência das exações, vez que a configuração do fato gerador desses tributos decorre do exercício de atividade empresarial que tenha por objeto ou fim social a obtenção de lucro. 3. O argumento trazido no extraordinário refere-se à alegada inconstitucionalidade da regra do artigo 1º da MP nº 2.222, de 4 de setembro de 2001, ao estabelecer que partir de 1º de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas não-financeiras. 4. A impetração, desde a origem, se volta contra a retenção do IPRJ na fonte sobre os rendimentos auferidos nas aplicações de fundos de investimento das entidades fechadas, uma vez ausente a finalidade lucrativa dos fundos de pensão para configurar o fato gerador do tributo e as prévias constituições de reserva de contingência e reserva especial e revisão do plano atuarial, ao longo de pelo menos 3 (três) exercícios financeiros para aferir-se sobre a realização ou não do superávit, que, na seara contábil, não equivaleria a lucro. 5. Debate sobre a natureza da entidade de previdência complementar, a implicar a incidência dos tributos de IRPJ E CSLL, que pressupõe a ocorrência do fato gerador “lucro” ou “faturamento” pela pessoa jurídica, ante à previsão do artigo 195, I, a e c, da CF/88. 6. Embargos de declaração providos, com efeitos modificativos, para restabelecer o recurso extraordinário a fim de submeter o feito ao Plenário Virtual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC respectivamente, e a natureza jurídica não-lucrativa das entidades fechadas de previdência complementar, determinada pela lei federal que trata dessas pessoas jurídicas (Lei nº 6.435/77, revogada pela Lei complementar 109/01, atualmente em vigor), o que, segundo sustentado, afastaria a incidência das exações, vez que a configuração do fato gerador desses tributos decorre do exercício de atividade empresarial que tenha por objeto ou fim social a obtenção de lucro. 3. O argumento trazido no extraordinário refere-se à alegada inconstitucionalidade da regra do artigo 1º da MP nº 2.222, de 4 de setembro de 2001, ao estabelecer que partir de 1º de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas não-financeiras. 4. A impetração, desde a origem, se volta contra a retenção do IPRJ na fonte sobre os rendimentos auferidos nas aplicações de fundos de investimento das entidades fechadas, uma vez ausente a finalidade lucrativa dos fundos de pensão para configurar o fato gerador do tributo e as prévias constituições de reserva de contingência e reserva especial e revisão do plano atuarial, ao longo de pelo menos 3 (três) exercícios financeiros para aferir-se sobre a realização ou não do superávit, que, na seara contábil, não equivaleria a lucro. 5. Debate sobre a natureza da entidade de previdência complementar, a implicar a incidência dos tributos de IRPJ E CSLL, que pressupõe a ocorrência do fato gerador “lucro” ou “faturamento” pela pessoa jurídica, ante à previsão do artigo 195, I, a e c, da CF/88. 6. Embargos de declaração providos, com efeitos modificativos, para restabelecer o recurso extraordinário a fim de submeter o feito ao Plenário Virtual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão RE 612686 AGR-ED / SC Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração interpostos pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – ABRAPP, contra acórdão da Primeira Turma que desproveu agravo regimental da embargante, cuja ementa restou assim editada: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, C. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N.º 730/STF. PRECEDENTE: RE N.º 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1º.3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração interpostos pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – ABRAPP, contra acórdão da Primeira Turma que desproveu agravo regimental da embargante, cuja ementa restou assim editada: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, C. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N.º 730/STF. PRECEDENTE: RE N.º 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1º.3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RE 612686 AGR-ED / SC 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n.º 730/STF. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis : Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu , o acórdão recorrido assentou : AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n.º 730/STF. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis : Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu , o acórdão recorrido assentou : AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RE 612686 AGR-ED / SC quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva . 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Nas razões dos embargos a associação alega omissão no julgamento do agravo regimental. Aduz não ter invocado a imunidade tributária relativa às entidades de assistência social do artigo 150, VI, c, da CF/88, conquanto já rechaçada pelo Pleno por ocasião do julgamento do RE 202.700, Rel. Min. Maurício Corrêa (e que motivou a edição da Súmula 730/STF). Articula tratar-se, na origem, de mandado de segurança coletivo amparado em um argumento central: a impossibilidade jurídica das entidades fechadas de previdência complementar realizarem o fato gerador do IRPJ e da CSLL, uma vez que a lei infraconstitucional, ao estabelecer o tratamento normativo dessas pessoas jurídicas, determina a obrigatoriedade de se constituírem como sociedade civil ou fundação, ambas sem fins lucrativos, a se contrapor diretamente às hipóteses de incidência dessas exações prevista nos artigos 153, inciso III (renda e proventos de qualquer natureza) e 195, inciso I, alínea c (lucro), ambos da Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva . 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Nas razões dos embargos a associação alega omissão no julgamento do agravo regimental. Aduz não ter invocado a imunidade tributária relativa às entidades de assistência social do artigo 150, VI, c, da CF/88, conquanto já rechaçada pelo Pleno por ocasião do julgamento do RE 202.700, Rel. Min. Maurício Corrêa (e que motivou a edição da Súmula 730/STF). Articula tratar-se, na origem, de mandado de segurança coletivo amparado em um argumento central: a impossibilidade jurídica das entidades fechadas de previdência complementar realizarem o fato gerador do IRPJ e da CSLL, uma vez que a lei infraconstitucional, ao estabelecer o tratamento normativo dessas pessoas jurídicas, determina a obrigatoriedade de se constituírem como sociedade civil ou fundação, ambas sem fins lucrativos, a se contrapor diretamente às hipóteses de incidência dessas exações prevista nos artigos 153, inciso III (renda e proventos de qualquer natureza) e 195, inciso I, alínea c (lucro), ambos da Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RE 612686 AGR-ED / SC Destaca ter o acórdão do Tribunal Regional confirmado a natureza não lucrativa dessas pessoas jurídicas, pois os superávits dos fundos de pensão fechados não seriam distribuíveis. Nesse sentido, sustenta que a controvérsia não teria vinculação com o precedente utilizado no acórdão recorrido, o Recurso Extraordinário nº 202.700. Assim, remetendo-se aos fundamentos do próprio apelo extremo desprovido, aponta a necessidade de crivo do Plenário sobre o assunto, por se tratar de matéria com repercussão geral ainda não enfrentada nesta Suprema Corte. Por tal razão, não tendo essa questão sido debatida no julgamento do agravo regimental, requer o provimento dos declaratórios, para restabelecer o recurso extraordinário e, então, proceder-se a análise da existência de repercussão geral da questão constitucional ora debatida. Nas suas contrarrazões, a União alega que os embargos de declaração são protelatórios, pois as razões de decidir estão reveladas de modo facilmente perceptível. Aduz que se pretende, através deste recurso, a análise de todos os argumentos jurídicos da tese da recorrente, o que não seria direito da parte. Instada, a PGR se manifestou pela manutenção da decisão embargada. É o breve relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC Destaca ter o acórdão do Tribunal Regional confirmado a natureza não lucrativa dessas pessoas jurídicas, pois os superávits dos fundos de pensão fechados não seriam distribuíveis. Nesse sentido, sustenta que a controvérsia não teria vinculação com o precedente utilizado no acórdão recorrido, o Recurso Extraordinário nº 202.700. Assim, remetendo-se aos fundamentos do próprio apelo extremo desprovido, aponta a necessidade de crivo do Plenário sobre o assunto, por se tratar de matéria com repercussão geral ainda não enfrentada nesta Suprema Corte. Por tal razão, não tendo essa questão sido debatida no julgamento do agravo regimental, requer o provimento dos declaratórios, para restabelecer o recurso extraordinário e, então, proceder-se a análise da existência de repercussão geral da questão constitucional ora debatida. Nas suas contrarrazões, a União alega que os embargos de declaração são protelatórios, pois as razões de decidir estão reveladas de modo facilmente perceptível. Aduz que se pretende, através deste recurso, a análise de todos os argumentos jurídicos da tese da recorrente, o que não seria direito da parte. Instada, a PGR se manifestou pela manutenção da decisão embargada. É o breve relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os presentes embargos preenchem os requisitos de admissibilidade, tendo sido interpostos dentro do quinquídio legal e regularmente assinados por advogado regularmente credenciado nos autos. O acórdão embargado foi vazado nos seguintes termos: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, “C”. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N.º 730/STF. PRECEDENTE: RE N.º 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1º.3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n.º 730/STF. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os presentes embargos preenchem os requisitos de admissibilidade, tendo sido interpostos dentro do quinquídio legal e regularmente assinados por advogado regularmente credenciado nos autos. O acórdão embargado foi vazado nos seguintes termos: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, “C”. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N.º 730/STF. PRECEDENTE: RE N.º 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1º.3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n.º 730/STF. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR-ED / SC (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR-ED / SC 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva”. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 612686 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/03/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 053 DIVULG 19-03-2013 PUBLIC 20-03-2013) Os embargos de declaração merecem ser providos. A questão fático-jurídica alçada ao crivo do Supremo neste recurso extraordinário não se refere à imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, “c” da CF/88, relativa às entidades de assistência social, e sim de embate sobre as normas dos artigos 150, III e 195, I, “c”, da Carta Magna. A controvérsia se subscreve à arguição de incompatibilidade entre a previsão constitucional de lucro e renda para a CSLL e o IRPJ, respectivamente, e a natureza jurídica não-lucrativa das entidades fechadas de previdência complementar, determinada pela lei federal que trata dessas pessoas jurídicas (Lei nº 6.435/77, revogada pela Lei complementar 109/01, atualmente em vigor), o que, segundo sustentado, afastaria a incidência das exações, vez que a configuração do fato gerador desses tributos decorre do exercício de atividade empresarial que tenha por objeto ou fim social a obtenção de lucro. O argumento trazido no extraordinário refere-se à alegada inconstitucionalidade da regra do artigo 1º da MP nº 2.222, de 4 de setembro de 2001, ao estabelecer que partir de 1º de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva”. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 612686 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/03/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 053 DIVULG 19-03-2013 PUBLIC 20-03-2013) Os embargos de declaração merecem ser providos. A questão fático-jurídica alçada ao crivo do Supremo neste recurso extraordinário não se refere à imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, “c” da CF/88, relativa às entidades de assistência social, e sim de embate sobre as normas dos artigos 150, III e 195, I, “c”, da Carta Magna. A controvérsia se subscreve à arguição de incompatibilidade entre a previsão constitucional de lucro e renda para a CSLL e o IRPJ, respectivamente, e a natureza jurídica não-lucrativa das entidades fechadas de previdência complementar, determinada pela lei federal que trata dessas pessoas jurídicas (Lei nº 6.435/77, revogada pela Lei complementar 109/01, atualmente em vigor), o que, segundo sustentado, afastaria a incidência das exações, vez que a configuração do fato gerador desses tributos decorre do exercício de atividade empresarial que tenha por objeto ou fim social a obtenção de lucro. O argumento trazido no extraordinário refere-se à alegada inconstitucionalidade da regra do artigo 1º da MP nº 2.222, de 4 de setembro de 2001, ao estabelecer que partir de 1º de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR-ED / SC ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas não-financeiras. Desde a inicial do mandado de segurança coletivo a associação embargante vem alegando, como fundamento central do direito que entende líquido e certo, a questão relativa à impossibilidade jurídica de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL pelas entidades fechadas de previdência complementar, ante à vedação legal de obtenção de lucro por essas pessoas jurídicas. O alegado descabimento da imunidade tributária das entidades de assistência social previsto no artigo 150, VI, c, da CF/88 não foi invocado pela impetrante na inicial (fls. 03/28), não foi objeto de cognição no juízo de primeiro grau (fls. 291/301) nem foi alegada nas razões da apelação da associação (fls. 319/345). Na verdade, o argumento surgiu pelo Tribunal Regional, ao utilizá- lo, em conjunto com outras razões, para desprover o recurso de apelação da embargante. Veja-se essa ementa: AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas não-financeiras. Desde a inicial do mandado de segurança coletivo a associação embargante vem alegando, como fundamento central do direito que entende líquido e certo, a questão relativa à impossibilidade jurídica de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL pelas entidades fechadas de previdência complementar, ante à vedação legal de obtenção de lucro por essas pessoas jurídicas. O alegado descabimento da imunidade tributária das entidades de assistência social previsto no artigo 150, VI, c, da CF/88 não foi invocado pela impetrante na inicial (fls. 03/28), não foi objeto de cognição no juízo de primeiro grau (fls. 291/301) nem foi alegada nas razões da apelação da associação (fls. 319/345). Na verdade, o argumento surgiu pelo Tribunal Regional, ao utilizá- lo, em conjunto com outras razões, para desprover o recurso de apelação da embargante. Veja-se essa ementa: AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR-ED / SC não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva. (grifo nosso) Cito trecho do Voto do Relator, por oportuno: “... Por fim, colaciono, também, o recente julgado da 1ª Seção deste Tribunal, pelo qual restou afastada a pretendida imunidade, contida no art. 150, VI, c, da CF, em relação às entidades fechadas de previdência privada (...)” (fl. 434) Outrossim, nos embargos de declaração interpostos contra o acórdão da apelação (fl. 440) a associação alega contradição no julgamento, destacando que o objeto do writ não se refere à apontada imunidade dos fundos de previdência, e sim a impossibilidade de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL. Todavia, os embargos foram desprovidos. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva. (grifo nosso) Cito trecho do Voto do Relator, por oportuno: “... Por fim, colaciono, também, o recente julgado da 1ª Seção deste Tribunal, pelo qual restou afastada a pretendida imunidade, contida no art. 150, VI, c, da CF, em relação às entidades fechadas de previdência privada (...)” (fl. 434) Outrossim, nos embargos de declaração interpostos contra o acórdão da apelação (fl. 440) a associação alega contradição no julgamento, destacando que o objeto do writ não se refere à apontada imunidade dos fundos de previdência, e sim a impossibilidade de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL. Todavia, os embargos foram desprovidos. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR-ED / SC Nas razões do extraordinário (fls. 455), novamente, a associação mencionou que a tese da imunidade não foi invocada na impetração, porquanto a situação jurídico-tributária seria diversa, a de não realização do fato gerador das exações fiscais, o mesmo ocorrendo no agravo regimental ora desprovido (fl. 548). Portanto, resta clara a omissão no julgamento, uma vez que: 1. a tese de imunidade da entidade, amparada no artigo 150, inciso VI, alínea c, da CF/88 não foi invocada pela impetrante em nenhum momento processual; 2. a tese sobre a impossibilidade jurídica de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL pelos fundos de pensão fechados, ante o confronto entre a lei infraconstitucional (Lei complementar 109/01 e MP nº 2.222/01) e as normas dos artigos 153, III e 195, I, c, da Constituição Federal) não foi enfrentada no Tribunal Regional em sede de apelação. Embora a impetração contenha pedido de inconstitucionalidade da MP nº 2.222/01, para a apreciação dessa questão se faz necessária a análise prévia sobre a possibilidade jurídica ou não na realização do fato gerador do IRPJ, que é o objeto da referida medida provisória. Ante o quadro, necessário o enfrentamento dos argumentos ora deduzidos, para sanar a omissão alegada nos embargos de declaração. Ex positis, acolhendo os efeitos infringentes, dou provimento aos embargos de declaração, para reconsiderar o acórdão embargado e, desde logo, tornar sem efeito a decisão proferida, para restabelecer o recurso extraordinário a fim de submeter o feito ao Plenário Virtual. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR-ED / SC Nas razões do extraordinário (fls. 455), novamente, a associação mencionou que a tese da imunidade não foi invocada na impetração, porquanto a situação jurídico-tributária seria diversa, a de não realização do fato gerador das exações fiscais, o mesmo ocorrendo no agravo regimental ora desprovido (fl. 548). Portanto, resta clara a omissão no julgamento, uma vez que: 1. a tese de imunidade da entidade, amparada no artigo 150, inciso VI, alínea c, da CF/88 não foi invocada pela impetrante em nenhum momento processual; 2. a tese sobre a impossibilidade jurídica de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL pelos fundos de pensão fechados, ante o confronto entre a lei infraconstitucional (Lei complementar 109/01 e MP nº 2.222/01) e as normas dos artigos 153, III e 195, I, c, da Constituição Federal) não foi enfrentada no Tribunal Regional em sede de apelação. Embora a impetração contenha pedido de inconstitucionalidade da MP nº 2.222/01, para a apreciação dessa questão se faz necessária a análise prévia sobre a possibilidade jurídica ou não na realização do fato gerador do IRPJ, que é o objeto da referida medida provisória. Ante o quadro, necessário o enfrentamento dos argumentos ora deduzidos, para sanar a omissão alegada nos embargos de declaração. Ex positis, acolhendo os efeitos infringentes, dou provimento aos embargos de declaração, para reconsiderar o acórdão embargado e, desde logo, tornar sem efeito a decisão proferida, para restabelecer o recurso extraordinário a fim de submeter o feito ao Plenário Virtual. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703829 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703829 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4727918
2013-10-08T00:00:00
2013-10-23T00:00:00
A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRADIÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DE IRPJ E CSLL. BASE DE CÁLCULO PARA AS EXAÇÕES. RENDA E LUCRO. NATUREZA JURÍDICA NÃO-LUCRATIVA DOS FUNDOS DE PENSÃO DETERMINADA POR LEI. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA MP Nº 2.222/2001 REVOGADA PELA LEI Nº 11.053/04. LEI Nº 10.426. INCOMPATIBILIDADE DA RETENÇÃO DO IRPJ NA FONTE. LEI Nº 6.465/77, REVOGADA PELA LEI COMPLEMENTAR Nº 109/01. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DE FATO GERADOR DECORRENTE DE VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. NATUREZA JURÍDICA. EFEITOS. SITUAÇÃO QUE NÃO SE SUBSUME A TESE DE IMUNIDADE RECHAÇADA PELO PLENÁRIO NO RE 202.700. CONTRADIÇÃO VERIFICADA. EMBARGOS PROVIDOS. 1. A questão fático-jurídica alçada ao crivo do Supremo neste recurso extraordinário não se refere à imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, “c” da CF/88, relativa às entidades de assistência social, e sim de embate sobre as normas dos artigos 150, III e 195, I, “c”, da Carta Magna. 2. A controvérsia se subscreve à arguição de incompatibilidade entre a previsão constitucional de lucro e renda para a CSLL e o IRPJ, respectivamente, e a natureza jurídica não-lucrativa das entidades fechadas de previdência complementar, determinada pela lei federal que trata dessas pessoas jurídicas (Lei nº 6.435/77, revogada pela Lei complementar 109/01, atualmente em vigor), o que, segundo sustentado, afastaria a incidência das exações, vez que a configuração do fato gerador desses tributos decorre do exercício de atividade empresarial que tenha por objeto ou fim social a obtenção de lucro. 3. O argumento trazido no extraordinário refere-se à alegada inconstitucionalidade da regra do artigo 1º da MP nº 2.222, de 4 de setembro de 2001, ao estabelecer que partir de 1º de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas não-financeiras. 4. A impetração, desde a origem, se volta contra a retenção do IPRJ na fonte sobre os rendimentos auferidos nas aplicações de fundos de investimento das entidades fechadas, uma vez ausente a finalidade lucrativa dos fundos de pensão para configurar o fato gerador do tributo e as prévias constituições de reserva de contingência e reserva especial e revisão do plano atuarial, ao longo de pelo menos 3 (três) exercícios financeiros para aferir-se sobre a realização ou não do superávit, que, na seara contábil, não equivaleria a lucro. 5. Debate sobre a natureza da entidade de previdência complementar, a implicar a incidência dos tributos de IRPJ E CSLL, que pressupõe a ocorrência do fato gerador “lucro” ou “faturamento” pela pessoa jurídica, ante à previsão do artigo 195, I, a e c, da CF/88. 6. Embargos de declaração providos, com efeitos modificativos, para restabelecer o recurso extraordinário a fim de submeter o feito ao Plenário Virtual.
sjur246028
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, PREVIDÊNCIA PRIVADA) RE 202700 (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 19/11/2013, AUR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
612686
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000109 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-006465 ANO-1977\n LEI ORDINÁRIA - REVOGADA PELA LCP-109/2001\n\n", "LEG-FED LEI-011053 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-010426 \n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED MPR-002222 ANO-2001\n ART-00001\n MEDIDA PROVISÓRIA - REVOGADA PELA LEI-11053/2004" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 612686 AgR-ED
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EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRADIÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. INCIDÊNCIA DE IRPJ E CSLL. BASE DE CÁLCULO PARA AS EXAÇÕES. RENDA E LUCRO. NATUREZA JURÍDICA NÃO-LUCRATIVA DOS FUNDOS DE PENSÃO DETERMINADA POR LEI. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA Medida Provisória n 2.222/2001 REVOGADA PELA LEI n 11.053/04. LEI n 10.426. INCOMPATIBILIDADE DA RETENÇÃO DO IRPJ NA FONTE. LEI n 6.465/77, REVOGADA PELA LEI COMPLEMENTAR n 109/01. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DE FATO GERADOR DECORRENTE DE VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. NATUREZA JURÍDICA. EFEITOS. SITUAÇÃO QUE NÃO SE SUBSUME A TESE DE IMUNIDADE RECHAÇADA PELO PLENÁRIO NO Recurso Extraordinário 202.700. CONTRADIÇÃO VERIFICADA. EMBARGOS PROVIDOS. 1. A questão fático-jurídica alçada ao crivo do Supremo neste recurso extraordinário não se refere à imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, “c” da Constituição Federal de 1988/88, relativa às entidades de assistência social, e sim de embate sobre as normas dos artigos 150, III e 195, I, “c”, da Carta Magna. 2. A controvérsia se subscreve à arguição de incompatibilidade entre a previsão constitucional de lucro e renda para a CSLL e o IRPJ, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC respectivamente, e a natureza jurídica não-lucrativa das entidades fechadas de previdência complementar, determinada pela lei federal que trata dessas pessoas jurídicas (Lei n 6.435/77, revogada pela Lei complementar 109/01, atualmente em vigor), o que, segundo sustentado, afastaria a incidência das exações, vez que a configuração do fato gerador desses tributos decorre do exercício de atividade empresarial que tenha por objeto ou fim social a obtenção de lucro. 3. O argumento trazido no extraordinário refere-se à alegada inconstitucionalidade da regra do artigo 1... da Medida Provisória n 2.222, de 4 de setembro de 2001, ao estabelecer que partir de 1... de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas não-financeiras. 4. A impetração, desde a origem, se volta contra a retenção do IPRJ na fonte sobre os rendimentos auferidos nas aplicações de fundos de investimento das entidades fechadas, uma vez ausente a finalidade lucrativa dos fundos de pensão para configurar o fato gerador do tributo e as prévias constituições de reserva de contingência e reserva especial e revisão do plano atuarial, ao longo de pelo menos 3 (três) exercícios financeiros para aferir-se sobre a realização ou não do superávit, que, na seara contábil, não equivaleria a lucro. 5. Debate sobre a natureza da entidade de previdência complementar, a implicar a incidência dos tributos de IRPJ E CSLL, que pressupõe a ocorrência do fato gerador “lucro” ou “faturamento” pela pessoa jurídica, ante à previsão do artigo 195, I, a e c, da Constituição Federal de 1988/88. 6. Embargos de declaração providos, com efeitos modificativos, para restabelecer o recurso extraordinário a fim de submeter o feito ao Plenário Virtual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC respectivamente, e a natureza jurídica não-lucrativa das entidades fechadas de previdência complementar, determinada pela lei federal que trata dessas pessoas jurídicas (Lei n 6.435/77, revogada pela Lei complementar 109/01, atualmente em vigor), o que, segundo sustentado, afastaria a incidência das exações, vez que a configuração do fato gerador desses tributos decorre do exercício de atividade empresarial que tenha por objeto ou fim social a obtenção de lucro. 3. O argumento trazido no extraordinário refere-se à alegada inconstitucionalidade da regra do artigo 1... da Medida Provisória n 2.222, de 4 de setembro de 2001, ao estabelecer que partir de 1... de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas não-financeiras. 4. A impetração, desde a origem, se volta contra a retenção do IPRJ na fonte sobre os rendimentos auferidos nas aplicações de fundos de investimento das entidades fechadas, uma vez ausente a finalidade lucrativa dos fundos de pensão para configurar o fato gerador do tributo e as prévias constituições de reserva de contingência e reserva especial e revisão do plano atuarial, ao longo de pelo menos 3 (três) exercícios financeiros para aferir-se sobre a realização ou não do superávit, que, na seara contábil, não equivaleria a lucro. 5. Debate sobre a natureza da entidade de previdência complementar, a implicar a incidência dos tributos de IRPJ E CSLL, que pressupõe a ocorrência do fato gerador “lucro” ou “faturamento” pela pessoa jurídica, ante à previsão do artigo 195, I, a e c, da Constituição Federal de 1988/88. 6. Embargos de declaração providos, com efeitos modificativos, para restabelecer o recurso extraordinário a fim de submeter o feito ao Plenário Virtual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração interpostos pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – ABRAPP, contra acórdão da Primeira Turma que desproveu agravo regimental da embargante, cuja ementa restou assim editada: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, C. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 730/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE: Recurso Extraordinário N. 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1....3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração interpostos pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – ABRAPP, contra acórdão da Primeira Turma que desproveu agravo regimental da embargante, cuja ementa restou assim editada: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, C. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 730/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE: Recurso Extraordinário N. 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1....3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n. 730/Supremo Tribunal Federal. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis : Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu , o acórdão recorrido assentou : AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n. 730/Supremo Tribunal Federal. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis : Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu , o acórdão recorrido assentou : AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva . 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Nas razões dos embargos a associação alega omissão no julgamento do agravo regimental. Aduz não ter invocado a imunidade tributária relativa às entidades de assistência social do artigo 150, VI, c, da Constituição Federal de 1988/88, conquanto já rechaçada pelo Pleno por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 202.700, Rel. Min. Maurício Corrêa (e que motivou a edição da Súmula 730/Supremo Tribunal Federal). Articula tratar-se, na origem, de mandado de segurança coletivo amparado em um argumento central: a impossibilidade jurídica das entidades fechadas de previdência complementar realizarem o fato gerador do IRPJ e da CSLL, uma vez que a lei infraconstitucional, ao estabelecer o tratamento normativo dessas pessoas jurídicas, determina a obrigatoriedade de se constituírem como sociedade civil ou fundação, ambas sem fins lucrativos, a se contrapor diretamente às hipóteses de incidência dessas exações prevista nos artigos 153, inciso III (renda e proventos de qualquer natureza) e 195, inciso I, alínea c (lucro), ambos da Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva . 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Nas razões dos embargos a associação alega omissão no julgamento do agravo regimental. Aduz não ter invocado a imunidade tributária relativa às entidades de assistência social do artigo 150, VI, c, da Constituição Federal de 1988/88, conquanto já rechaçada pelo Pleno por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 202.700, Rel. Min. Maurício Corrêa (e que motivou a edição da Súmula 730/Supremo Tribunal Federal). Articula tratar-se, na origem, de mandado de segurança coletivo amparado em um argumento central: a impossibilidade jurídica das entidades fechadas de previdência complementar realizarem o fato gerador do IRPJ e da CSLL, uma vez que a lei infraconstitucional, ao estabelecer o tratamento normativo dessas pessoas jurídicas, determina a obrigatoriedade de se constituírem como sociedade civil ou fundação, ambas sem fins lucrativos, a se contrapor diretamente às hipóteses de incidência dessas exações prevista nos artigos 153, inciso III (renda e proventos de qualquer natureza) e 195, inciso I, alínea c (lucro), ambos da Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC Destaca ter o acórdão do Tribunal Regional confirmado a natureza não lucrativa dessas pessoas jurídicas, pois os superávits dos fundos de pensão fechados não seriam distribuíveis. Nesse sentido, sustenta que a controvérsia não teria vinculação com o precedente utilizado no acórdão recorrido, o Recurso Extraordinário n 202.700. Assim, remetendo-se aos fundamentos do próprio apelo extremo desprovido, aponta a necessidade de crivo do Plenário sobre o assunto, por se tratar de matéria com repercussão geral ainda não enfrentada nesta Suprema Corte. Por tal razão, não tendo essa questão sido debatida no julgamento do agravo regimental, requer o provimento dos declaratórios, para restabelecer o recurso extraordinário e, então, proceder-se a análise da existência de repercussão geral da questão constitucional ora debatida. Nas suas contrarrazões, a União alega que os embargos de declaração são protelatórios, pois as razões de decidir estão reveladas de modo facilmente perceptível. Aduz que se pretende, através deste recurso, a análise de todos os argumentos jurídicos da tese da recorrente, o que não seria direito da parte. Instada, a PGR se manifestou pela manutenção da decisão embargada. É o breve relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC Destaca ter o acórdão do Tribunal Regional confirmado a natureza não lucrativa dessas pessoas jurídicas, pois os superávits dos fundos de pensão fechados não seriam distribuíveis. Nesse sentido, sustenta que a controvérsia não teria vinculação com o precedente utilizado no acórdão recorrido, o Recurso Extraordinário n 202.700. Assim, remetendo-se aos fundamentos do próprio apelo extremo desprovido, aponta a necessidade de crivo do Plenário sobre o assunto, por se tratar de matéria com repercussão geral ainda não enfrentada nesta Suprema Corte. Por tal razão, não tendo essa questão sido debatida no julgamento do agravo regimental, requer o provimento dos declaratórios, para restabelecer o recurso extraordinário e, então, proceder-se a análise da existência de repercussão geral da questão constitucional ora debatida. Nas suas contrarrazões, a União alega que os embargos de declaração são protelatórios, pois as razões de decidir estão reveladas de modo facilmente perceptível. Aduz que se pretende, através deste recurso, a análise de todos os argumentos jurídicos da tese da recorrente, o que não seria direito da parte. Instada, a PGR se manifestou pela manutenção da decisão embargada. É o breve relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os presentes embargos preenchem os requisitos de admissibilidade, tendo sido interpostos dentro do quinquídio legal e regularmente assinados por advogado regularmente credenciado nos autos. O acórdão embargado foi vazado nos seguintes termos: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, “C”. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 730/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE: Recurso Extraordinário N. 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1....3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n. 730/Supremo Tribunal Federal. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os presentes embargos preenchem os requisitos de admissibilidade, tendo sido interpostos dentro do quinquídio legal e regularmente assinados por advogado regularmente credenciado nos autos. O acórdão embargado foi vazado nos seguintes termos: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, “C”. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 730/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE: Recurso Extraordinário N. 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1....3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n. 730/Supremo Tribunal Federal. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva”. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 612686 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/03/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 053 DIVULG 19-03-2013 PUBLIC 20-03-2013) Os embargos de declaração merecem ser providos. A questão fático-jurídica alçada ao crivo do Supremo neste recurso extraordinário não se refere à imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, “c” da Constituição Federal de 1988/88, relativa às entidades de assistência social, e sim de embate sobre as normas dos artigos 150, III e 195, I, “c”, da Carta Magna. A controvérsia se subscreve à arguição de incompatibilidade entre a previsão constitucional de lucro e renda para a CSLL e o IRPJ, respectivamente, e a natureza jurídica não-lucrativa das entidades fechadas de previdência complementar, determinada pela lei federal que trata dessas pessoas jurídicas (Lei n 6.435/77, revogada pela Lei complementar 109/01, atualmente em vigor), o que, segundo sustentado, afastaria a incidência das exações, vez que a configuração do fato gerador desses tributos decorre do exercício de atividade empresarial que tenha por objeto ou fim social a obtenção de lucro. O argumento trazido no extraordinário refere-se à alegada inconstitucionalidade da regra do artigo 1... da Medida Provisória n 2.222, de 4 de setembro de 2001, ao estabelecer que partir de 1... de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva”. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 612686 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 05/03/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 053 DIVULG 19-03-2013 PUBLIC 20-03-2013) Os embargos de declaração merecem ser providos. A questão fático-jurídica alçada ao crivo do Supremo neste recurso extraordinário não se refere à imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, “c” da Constituição Federal de 1988/88, relativa às entidades de assistência social, e sim de embate sobre as normas dos artigos 150, III e 195, I, “c”, da Carta Magna. A controvérsia se subscreve à arguição de incompatibilidade entre a previsão constitucional de lucro e renda para a CSLL e o IRPJ, respectivamente, e a natureza jurídica não-lucrativa das entidades fechadas de previdência complementar, determinada pela lei federal que trata dessas pessoas jurídicas (Lei n 6.435/77, revogada pela Lei complementar 109/01, atualmente em vigor), o que, segundo sustentado, afastaria a incidência das exações, vez que a configuração do fato gerador desses tributos decorre do exercício de atividade empresarial que tenha por objeto ou fim social a obtenção de lucro. O argumento trazido no extraordinário refere-se à alegada inconstitucionalidade da regra do artigo 1... da Medida Provisória n 2.222, de 4 de setembro de 2001, ao estabelecer que partir de 1... de janeiro de 2002, os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de entidades abertas de previdência complementar e de sociedades seguradoras que operam planos de benefícios de caráter previdenciário, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas não-financeiras. Desde a inicial do mandado de segurança coletivo a associação embargante vem alegando, como fundamento central do direito que entende líquido e certo, a questão relativa à impossibilidade jurídica de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL pelas entidades fechadas de previdência complementar, ante à vedação legal de obtenção de lucro por essas pessoas jurídicas. O alegado descabimento da imunidade tributária das entidades de assistência social previsto no artigo 150, VI, c, da Constituição Federal de 1988/88 não foi invocado pela impetrante na inicial (fls. 03/28), não foi objeto de cognição no juízo de primeiro grau (fls. 291/301) nem foi alegada nas razões da apelação da associação (fls. 319/345). Na verdade, o argumento surgiu pelo Tribunal Regional, ao utilizá- lo, em conjunto com outras razões, para desprover o recurso de apelação da embargante. Veja-se essa ementa: AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC ficam sujeitos à incidência do imposto de renda de acordo com as normas de tributação aplicáveis às pessoas físicas e às pessoas jurídicas não-financeiras. Desde a inicial do mandado de segurança coletivo a associação embargante vem alegando, como fundamento central do direito que entende líquido e certo, a questão relativa à impossibilidade jurídica de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL pelas entidades fechadas de previdência complementar, ante à vedação legal de obtenção de lucro por essas pessoas jurídicas. O alegado descabimento da imunidade tributária das entidades de assistência social previsto no artigo 150, VI, c, da Constituição Federal de 1988/88 não foi invocado pela impetrante na inicial (fls. 03/28), não foi objeto de cognição no juízo de primeiro grau (fls. 291/301) nem foi alegada nas razões da apelação da associação (fls. 319/345). Na verdade, o argumento surgiu pelo Tribunal Regional, ao utilizá- lo, em conjunto com outras razões, para desprover o recurso de apelação da embargante. Veja-se essa ementa: AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva. (grifo nosso) Cito trecho do Voto do Relator, por oportuno: “... Por fim, colaciono, também, o recente julgado da 1... Seção deste Tribunal, pelo qual restou afastada a pretendida imunidade, contida no art. 150, VI, c, da Constituição Federal de 1988, em relação às entidades fechadas de previdência privada (...)” (fl. 434) Outrossim, nos embargos de declaração interpostos contra o acórdão da apelação (fl. 440) a associação alega contradição no julgamento, destacando que o objeto do writ não se refere à apontada imunidade dos fundos de previdência, e sim a impossibilidade de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL. Todavia, os embargos foram desprovidos. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva. (grifo nosso) Cito trecho do Voto do Relator, por oportuno: “... Por fim, colaciono, também, o recente julgado da 1... Seção deste Tribunal, pelo qual restou afastada a pretendida imunidade, contida no art. 150, VI, c, da Constituição Federal de 1988, em relação às entidades fechadas de previdência privada (...)” (fl. 434) Outrossim, nos embargos de declaração interpostos contra o acórdão da apelação (fl. 440) a associação alega contradição no julgamento, destacando que o objeto do writ não se refere à apontada imunidade dos fundos de previdência, e sim a impossibilidade de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL. Todavia, os embargos foram desprovidos. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC Nas razões do extraordinário (fls. 455), novamente, a associação mencionou que a tese da imunidade não foi invocada na impetração, porquanto a situação jurídico-tributária seria diversa, a de não realização do fato gerador das exações fiscais, o mesmo ocorrendo no agravo regimental ora desprovido (fl. 548). Portanto, resta clara a omissão no julgamento, uma vez que: 1. a tese de imunidade da entidade, amparada no artigo 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal de 1988/88 não foi invocada pela impetrante em nenhum momento processual; 2. a tese sobre a impossibilidade jurídica de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL pelos fundos de pensão fechados, ante o confronto entre a lei infraconstitucional (Lei complementar 109/01 e Medida Provisória n 2.222/01) e as normas dos artigos 153, III e 195, I, c, da Constituição Federal) não foi enfrentada no Tribunal Regional em sede de apelação. Embora a impetração contenha pedido de inconstitucionalidade da Medida Provisória n 2.222/01, para a apreciação dessa questão se faz necessária a análise prévia sobre a possibilidade jurídica ou não na realização do fato gerador do IRPJ, que é o objeto da referida medida provisória. Ante o quadro, necessário o enfrentamento dos argumentos ora deduzidos, para sanar a omissão alegada nos embargos de declaração. Ex positis, acolhendo os efeitos infringentes, dou provimento aos embargos de declaração, para reconsiderar o acórdão embargado e, desde logo, tornar sem efeito a decisão proferida, para restabelecer o recurso extraordinário a fim de submeter o feito ao Plenário Virtual. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR-ED / SC Nas razões do extraordinário (fls. 455), novamente, a associação mencionou que a tese da imunidade não foi invocada na impetração, porquanto a situação jurídico-tributária seria diversa, a de não realização do fato gerador das exações fiscais, o mesmo ocorrendo no agravo regimental ora desprovido (fl. 548). Portanto, resta clara a omissão no julgamento, uma vez que: 1. a tese de imunidade da entidade, amparada no artigo 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal de 1988/88 não foi invocada pela impetrante em nenhum momento processual; 2. a tese sobre a impossibilidade jurídica de realização do fato gerador do IRPJ e da CSLL pelos fundos de pensão fechados, ante o confronto entre a lei infraconstitucional (Lei complementar 109/01 e Medida Provisória n 2.222/01) e as normas dos artigos 153, III e 195, I, c, da Constituição Federal) não foi enfrentada no Tribunal Regional em sede de apelação. Embora a impetração contenha pedido de inconstitucionalidade da Medida Provisória n 2.222/01, para a apreciação dessa questão se faz necessária a análise prévia sobre a possibilidade jurídica ou não na realização do fato gerador do IRPJ, que é o objeto da referida medida provisória. Ante o quadro, necessário o enfrentamento dos argumentos ora deduzidos, para sanar a omissão alegada nos embargos de declaração. Ex positis, acolhendo os efeitos infringentes, dou provimento aos embargos de declaração, para reconsiderar o acórdão embargado e, desde logo, tornar sem efeito a decisão proferida, para restabelecer o recurso extraordinário a fim de submeter o feito ao Plenário Virtual. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691759. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703829 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703829 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612 . 686", "Recurso Extraordinário 202 . 700", "Recurso Extraordinário 612686 AGR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 612686 AGR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 612686 AGR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 612686 AGR - ED / SC", "SÚMULA N . 730 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário N . 202 . 700 / DF", "RECURSO", "ENUNCIADO DA SÚMULA N . 730 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário N . 202 . 700 / DF", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR - ED / SC", "Súmula n . 730 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 259 . 756", "Recurso Extraordinário 202 . 700", "Súmula 730 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR - ED / SC", "Recurso Extraordinário 259 . 756", "Recurso 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Ementa e Acórdão 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. FURTO. PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INVIABILIDADE. PACIENTE REINCIDENTE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida como o exercício de mera adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da correspondência formal, a configuração da tipicidade demandaria uma análise materialmente valorativa das circunstâncias do caso concreto, para verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. Reincidência do Paciente assentada nas instâncias antecedentes. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto, seriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida. 3. O princípio da insignificância não pode ser acolhido para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de conduta ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido à sua reprovabilidade, perdem a característica da bagatela e devem se submeter ao direito penal. 4. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659286. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 118089 / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Brasília, 8 de outubro de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659286. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Brasília, 8 de outubro de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de REINALDO GALDINO DIAS, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 2.5.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.361.480, Relatora a Ministra Laurita Vaz. O caso 2. O Paciente foi denunciado pela prática do furto de uma cédula de R$ 50,00 (cinquenta reais) e um maço de cigarros, pertencentes a Mauro de Souza Oliveira. 3. Em 28.2.2011, o juízo Criminal da Comarca de Ubá/MG condenou o Paciente à pena de dois anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial semiaberto, sem substituição por pena restritiva de direitos, e vinte dias-multa. Não foi concedido do direito de recorrer em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 1.0699.09.101076-8/001, à qual a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu provimento para, “nos termos do art. 386, inciso III, do Código de Processo Penal, absolver Reinaldo Galdino Dias das acusações que lhe foram imputadas nestes autos, ante a ausência de tipicidade material”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de REINALDO GALDINO DIAS, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 2.5.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.361.480, Relatora a Ministra Laurita Vaz. O caso 2. O Paciente foi denunciado pela prática do furto de uma cédula de R$ 50,00 (cinquenta reais) e um maço de cigarros, pertencentes a Mauro de Souza Oliveira. 3. Em 28.2.2011, o juízo Criminal da Comarca de Ubá/MG condenou o Paciente à pena de dois anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial semiaberto, sem substituição por pena restritiva de direitos, e vinte dias-multa. Não foi concedido do direito de recorrer em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 1.0699.09.101076-8/001, à qual a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu provimento para, “nos termos do art. 386, inciso III, do Código de Processo Penal, absolver Reinaldo Galdino Dias das acusações que lhe foram imputadas nestes autos, ante a ausência de tipicidade material”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 118089 / MG 5. Esse julgado foi objeto de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público de Minas Gerais, os quais, em 22.5.2012, foram acolhidos parcialmente, sem efeitos modificativos, apenas para reconhecer a reincidência do Paciente. 6. O Ministério Público de Minas Gerais interpôs o Recurso Especial n. 1.361.480. Em 27.2.2013, a Relatora, Ministra Laurita Vaz, por decisão monocrática, deu parcial provimento ao recurso para afastar o princípio da insignificância, em razão da reincidência do Paciente, e restabelecer a sentença condenatória. 7. A defesa interpôs agravo regimental, ao qual a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento em 2.5.2013: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. CRIME FURTO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INVIABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. REINCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO. 1. De acordo com o art. 557, § 1.º-A, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3.º do Código de Processo Penal, é possível ao Relator dar provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência dominante, de forma monocrática, não ofendendo, assim, o princípio da colegialidade. 2. Conforme decidido pela Suprema Corte, ‘O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal’ (STF, HC 102.088/RS, 1.ª Turma, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG 5. Esse julgado foi objeto de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público de Minas Gerais, os quais, em 22.5.2012, foram acolhidos parcialmente, sem efeitos modificativos, apenas para reconhecer a reincidência do Paciente. 6. O Ministério Público de Minas Gerais interpôs o Recurso Especial n. 1.361.480. Em 27.2.2013, a Relatora, Ministra Laurita Vaz, por decisão monocrática, deu parcial provimento ao recurso para afastar o princípio da insignificância, em razão da reincidência do Paciente, e restabelecer a sentença condenatória. 7. A defesa interpôs agravo regimental, ao qual a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento em 2.5.2013: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. CRIME FURTO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INVIABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. REINCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO. 1. De acordo com o art. 557, § 1.º-A, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3.º do Código de Processo Penal, é possível ao Relator dar provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência dominante, de forma monocrática, não ofendendo, assim, o princípio da colegialidade. 2. Conforme decidido pela Suprema Corte, ‘O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal’ (STF, HC 102.088/RS, 1.ª Turma, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 118089 / MG Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 21/05/2010.) Precedentes. 3. Na hipótese dos autos, não se verifica o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo ora Agravante, que é réu reincidente em crimes contra o patrimônio. 4. Agravo regimental desprovido”. 8. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante pede a aplicação do princípio da insignificância, ao argumento de que a “conduta do paciente consistente na subtração de uma cédula de R$ 50 (cinquenta) reais e um maço de cigarros, avaliados em R$ 67 (sessenta e sete reais), não possui nenhuma lesividade, constituindo afronta aos princípios norteadores do ordenamento jurídico considerar tal conduta típica, haja vista a inexistência de dano relevante”. Este o teor dos pedidos: “a) Seja concedida a ordem no presente Habeas Corpus, reformado inteiramente o v. acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, para que seja aplicado o princípio da insignificância ao caso em comento. b) Pugna ainda pela intimação pessoal do Defensor Público- Geral da União da sessão de julgamento da presente ordem”. 9. Em 4.6.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista ao Procurador-Geral da República, que opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 21/05/2010.) Precedentes. 3. Na hipótese dos autos, não se verifica o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo ora Agravante, que é réu reincidente em crimes contra o patrimônio. 4. Agravo regimental desprovido”. 8. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante pede a aplicação do princípio da insignificância, ao argumento de que a “conduta do paciente consistente na subtração de uma cédula de R$ 50 (cinquenta) reais e um maço de cigarros, avaliados em R$ 67 (sessenta e sete reais), não possui nenhuma lesividade, constituindo afronta aos princípios norteadores do ordenamento jurídico considerar tal conduta típica, haja vista a inexistência de dano relevante”. Este o teor dos pedidos: “a) Seja concedida a ordem no presente Habeas Corpus, reformado inteiramente o v. acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, para que seja aplicado o princípio da insignificância ao caso em comento. b) Pugna ainda pela intimação pessoal do Defensor Público- Geral da União da sessão de julgamento da presente ordem”. 9. Em 4.6.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista ao Procurador-Geral da República, que opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. A tipicidade penal não pode ser percebida como o exercício de mera adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da correspondência formal, a configuração da tipicidade demandaria uma análise materialmente valorativa das circunstâncias do caso concreto, para verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 3. O Paciente foi denunciado pela prática do delito de furto. Consta da inicial acusatória: “No dia 10 de junho de 2009, às 15h30min aproximadamente, na Rua Antenor Machado, 410, Bairro Boa Vista, nesta cidade e comarca de Ubá/MG, o ora denunciado subtraiu para si uma cédula de R$ 50,00 e um maço de cigarros, pertencentes a Mauro de Souza Oliveira. Conforme ficou apurado, o denunciado, sorrateiramente, adentrou na padaria da vítima e, aproveitando-se de um descuido da mesma, abriu a caixa registradora e pegou uma cédula de R$ 50,00, juntamente com um maço de cigarros que estava ali próximo, evadindo-se em seguida. A vítima, apercebendo-se do acontecido, acionou a polícia, que tomou as providências cabíveis”. 4. Ao condenar o Paciente à pena de dois anos de reclusão e vinte dias-multa, o juízo Criminal da Comarca de Ubá/MG ressaltou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. A tipicidade penal não pode ser percebida como o exercício de mera adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da correspondência formal, a configuração da tipicidade demandaria uma análise materialmente valorativa das circunstâncias do caso concreto, para verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 3. O Paciente foi denunciado pela prática do delito de furto. Consta da inicial acusatória: “No dia 10 de junho de 2009, às 15h30min aproximadamente, na Rua Antenor Machado, 410, Bairro Boa Vista, nesta cidade e comarca de Ubá/MG, o ora denunciado subtraiu para si uma cédula de R$ 50,00 e um maço de cigarros, pertencentes a Mauro de Souza Oliveira. Conforme ficou apurado, o denunciado, sorrateiramente, adentrou na padaria da vítima e, aproveitando-se de um descuido da mesma, abriu a caixa registradora e pegou uma cédula de R$ 50,00, juntamente com um maço de cigarros que estava ali próximo, evadindo-se em seguida. A vítima, apercebendo-se do acontecido, acionou a polícia, que tomou as providências cabíveis”. 4. Ao condenar o Paciente à pena de dois anos de reclusão e vinte dias-multa, o juízo Criminal da Comarca de Ubá/MG ressaltou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG reincidência: “Ao compulsarmos os autos, extraímos que o réu não é primário na prática delitiva, não havendo em se falar em eventual reconhecimento do privilégio, por não estar presente o requisito de ordem subjetiva para a concessão da benesse. Não há atenuante em favor do réu (…) existe em seu desfavor a agravante da reincidência. Assim sendo pelo exposto e por tudo mais que consta dos autos, julgo procedente a pretensão estatal contida na denúncia para submeter o acusado Reinaldo Galdino Dias, como incurso nas sanções do art. 155, caput, c/c art. 61, I, todos do Código Penal, passando a impor-lhe a respectiva pena. Analisando as diretrizes fixadas nos artigos 59 e 68 do Código Penal tenho que: (…) os antecedentes são desfavoráveis, face a existência de condenações anteriores, conforme certidão cartorária” (grifos nossos). 5. Ao julgar os embargos de declaração da acusação, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, embora tenha mantido o resultado do julgamento da apelação da defesa no sentido da absolvição do Paciente pela aplicação do princípio da insignificância, confirmou a reincidência do Paciente sem efeitos modificativos no julgado embargado: “Os embargos de declaração só devem ser acolhidos quando a decisão for omissa em algum ponto sobre o qual o Tribunal deveria se pronunciar, ou se existir contradição entre a parte dispositiva e a fundamentação, ou, ainda, se houver algum ponto obscuro ou ambíguo que necessite esclarecimento. Com relação à questão da reincidência, observa-se que, realmente, o acórdão incorreu em vício, já que a CAC do embargado demonstra ser o mesmo reincidente” (grifos nossos). 6. Ao prover o recurso especial do Ministério Público de Minas Gerais para restabelecer a sentença condenatória, a Ministra Laurita Vaz 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG reincidência: “Ao compulsarmos os autos, extraímos que o réu não é primário na prática delitiva, não havendo em se falar em eventual reconhecimento do privilégio, por não estar presente o requisito de ordem subjetiva para a concessão da benesse. Não há atenuante em favor do réu (…) existe em seu desfavor a agravante da reincidência. Assim sendo pelo exposto e por tudo mais que consta dos autos, julgo procedente a pretensão estatal contida na denúncia para submeter o acusado Reinaldo Galdino Dias, como incurso nas sanções do art. 155, caput, c/c art. 61, I, todos do Código Penal, passando a impor-lhe a respectiva pena. Analisando as diretrizes fixadas nos artigos 59 e 68 do Código Penal tenho que: (…) os antecedentes são desfavoráveis, face a existência de condenações anteriores, conforme certidão cartorária” (grifos nossos). 5. Ao julgar os embargos de declaração da acusação, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, embora tenha mantido o resultado do julgamento da apelação da defesa no sentido da absolvição do Paciente pela aplicação do princípio da insignificância, confirmou a reincidência do Paciente sem efeitos modificativos no julgado embargado: “Os embargos de declaração só devem ser acolhidos quando a decisão for omissa em algum ponto sobre o qual o Tribunal deveria se pronunciar, ou se existir contradição entre a parte dispositiva e a fundamentação, ou, ainda, se houver algum ponto obscuro ou ambíguo que necessite esclarecimento. Com relação à questão da reincidência, observa-se que, realmente, o acórdão incorreu em vício, já que a CAC do embargado demonstra ser o mesmo reincidente” (grifos nossos). 6. Ao prover o recurso especial do Ministério Público de Minas Gerais para restabelecer a sentença condenatória, a Ministra Laurita Vaz 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG afirmou: “A questão em análise é a aplicação do princípio da insignificância ao furto de uma panificadora, que teve a subtração de R$ 50, 00 (cinquenta reais) e um maço de cigarro por réu reincidente. (…) Na hipótese dos autos, ao contrário do que sustenta a Defesa, não há como se afirmar o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo Recorrido, já que o agente é reincidente na prática de delitos contra o patrimônio (fls. 97/98). (…) Nesse contexto, prospera o recurso ministerial para que seja afastado o princípio da insignificância” (grifos nossos). 7. Essa decisão foi mantida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo regimental da defesa e está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO TENTADO (ART. 155, CAPUT, c/c ART. 14, II, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REINCIDÊNCIA CRIMINOSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ORDEM DENEGADA. 1. O princípio da insignificância incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada; 2. A aplicação do princípio da insignificância deve, contudo, ser precedida de criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. 3. O valor da res furtiva não pode ser o único parâmetro a ser avaliado, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela, bem assim o reflexo da conduta no âmbito da sociedade. 4. In casu, o Tribunal a quo afirmou que ‘as instâncias ordinárias levaram em consideração apenas o pequeno valor 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG afirmou: “A questão em análise é a aplicação do princípio da insignificância ao furto de uma panificadora, que teve a subtração de R$ 50, 00 (cinquenta reais) e um maço de cigarro por réu reincidente. (…) Na hipótese dos autos, ao contrário do que sustenta a Defesa, não há como se afirmar o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo Recorrido, já que o agente é reincidente na prática de delitos contra o patrimônio (fls. 97/98). (…) Nesse contexto, prospera o recurso ministerial para que seja afastado o princípio da insignificância” (grifos nossos). 7. Essa decisão foi mantida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo regimental da defesa e está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO TENTADO (ART. 155, CAPUT, c/c ART. 14, II, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REINCIDÊNCIA CRIMINOSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ORDEM DENEGADA. 1. O princípio da insignificância incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada; 2. A aplicação do princípio da insignificância deve, contudo, ser precedida de criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. 3. O valor da res furtiva não pode ser o único parâmetro a ser avaliado, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela, bem assim o reflexo da conduta no âmbito da sociedade. 4. In casu, o Tribunal a quo afirmou que ‘as instâncias ordinárias levaram em consideração apenas o pequeno valor 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG da coisa subtraída, sem efetuar qualquer análise de outros elementos aptos a excluir de forma definitiva a relevância penal da conduta’. Ademais, o Ministério Público ressaltou que ‘o paciente, além de ostentar outras três condenações, também responde a dois processos por crimes da mesma espécie’. 5. Deveras, ostentando o paciente a condição de reincidente, não cabe a aplicação do princípio da insignificância. Precedentes: HC 107067, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 26.05.11; HC 96684/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10; e HC 108.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 06.03.12. 6. Ordem denegada” (HC 108.403, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 18.3.2013, grifos nossos). “PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO PELO CRIME DE RECEPTAÇÃO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM DENEGADA. I – A aplicação do princípio da insignificância, de modo a tornar a ação atípica, exige a satisfação, de forma concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Embora o valor do bem adquirido, à primeira vista, possa parecer pouco expressivo (R$ 50,00), à época dos fatos correspondia a quase 25% do salário mínimo vigente, o que não pode ser considerado ínfimo. Deve-se destacar, também, que, para o reconhecimento da insignificância da ação, não se pode levar em conta apenas a expressão econômica da lesão. III – Impossível o reconhecimento do delito de bagatela, porquanto a conduta narrada reveste-se de significativa reprovabilidade, o que demonstra a necessidade da tutela penal. IV – O delito de receptação (art. 180 do CP) traz consigo um enorme número de outros crimes, inclusive mais graves, pois é nele que se encontra incentivo para a prática de diversos crimes contra o patrimônio, a exemplo do furto e do roubo. É nesse contexto que se deve avaliar a reprovabilidade da conduta, e não apenas na importância econômica do bem subtraído ou, como no caso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG da coisa subtraída, sem efetuar qualquer análise de outros elementos aptos a excluir de forma definitiva a relevância penal da conduta’. Ademais, o Ministério Público ressaltou que ‘o paciente, além de ostentar outras três condenações, também responde a dois processos por crimes da mesma espécie’. 5. Deveras, ostentando o paciente a condição de reincidente, não cabe a aplicação do princípio da insignificância. Precedentes: HC 107067, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 26.05.11; HC 96684/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10; e HC 108.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 06.03.12. 6. Ordem denegada” (HC 108.403, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 18.3.2013, grifos nossos). “PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO PELO CRIME DE RECEPTAÇÃO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM DENEGADA. I – A aplicação do princípio da insignificância, de modo a tornar a ação atípica, exige a satisfação, de forma concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Embora o valor do bem adquirido, à primeira vista, possa parecer pouco expressivo (R$ 50,00), à época dos fatos correspondia a quase 25% do salário mínimo vigente, o que não pode ser considerado ínfimo. Deve-se destacar, também, que, para o reconhecimento da insignificância da ação, não se pode levar em conta apenas a expressão econômica da lesão. III – Impossível o reconhecimento do delito de bagatela, porquanto a conduta narrada reveste-se de significativa reprovabilidade, o que demonstra a necessidade da tutela penal. IV – O delito de receptação (art. 180 do CP) traz consigo um enorme número de outros crimes, inclusive mais graves, pois é nele que se encontra incentivo para a prática de diversos crimes contra o patrimônio, a exemplo do furto e do roubo. É nesse contexto que se deve avaliar a reprovabilidade da conduta, e não apenas na importância econômica do bem subtraído ou, como no caso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG sob exame, no valor pago pelo paciente para, ilicitamente, adquirir um produto de crime. V – Os autos dão conta da reiteração criminosa. Conforme ressaltado pelas instâncias anteriores e pelo Ministério Público Federal, na certidão de antecedentes criminais que instrui os autos da ação penal, verifica-se que o paciente responde a outras cinco ações penais em curso, sendo: uma pelo crime de homicídio qualificado, duas pela prática de furto, uma pelo delito de violência doméstica e outra pelo suposto cometimento de roubo/extorsão. VI – Ordem denegada” (HC 111.608, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 20.9.2012, grifos nossos). “PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE PROCESSADO PELO CRIME DE FURTO SIMPLES. ABSOLVIÇÃO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. PERICULOSIDADE DO AGENTE. FURTO INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a tornar a conduta atípica exige, além da pequena expressão econômica dos bens que foram objeto de subtração, um reduzido grau de reprovabilidade da conduta do agente. (...) Na espécie, a aplicação do referido instituto poderia significar um verdadeiro estímulo à prática destes pequenos furtos, já bastante comuns nos dias atuais, o que contribuiria para aumentar, ainda mais, o clima de insegurança hoje vivido pela coletividade. IV – Convém distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2º, do Código Penal. V – Ordem denegada” (HC 107.138, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 30.5.2011, grifos nossos). 8. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes, quando em conjunto, seriam 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG sob exame, no valor pago pelo paciente para, ilicitamente, adquirir um produto de crime. V – Os autos dão conta da reiteração criminosa. Conforme ressaltado pelas instâncias anteriores e pelo Ministério Público Federal, na certidão de antecedentes criminais que instrui os autos da ação penal, verifica-se que o paciente responde a outras cinco ações penais em curso, sendo: uma pelo crime de homicídio qualificado, duas pela prática de furto, uma pelo delito de violência doméstica e outra pelo suposto cometimento de roubo/extorsão. VI – Ordem denegada” (HC 111.608, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 20.9.2012, grifos nossos). “PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE PROCESSADO PELO CRIME DE FURTO SIMPLES. ABSOLVIÇÃO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. PERICULOSIDADE DO AGENTE. FURTO INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a tornar a conduta atípica exige, além da pequena expressão econômica dos bens que foram objeto de subtração, um reduzido grau de reprovabilidade da conduta do agente. (...) Na espécie, a aplicação do referido instituto poderia significar um verdadeiro estímulo à prática destes pequenos furtos, já bastante comuns nos dias atuais, o que contribuiria para aumentar, ainda mais, o clima de insegurança hoje vivido pela coletividade. IV – Convém distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2º, do Código Penal. V – Ordem denegada” (HC 107.138, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 30.5.2011, grifos nossos). 8. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes, quando em conjunto, seriam 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida. 9. O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de conduta ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido à sua reprovabilidade, perdem a característica da bagatela e devem se submeter ao direito penal. 10. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “Não obstante os argumentos contidos no writ, a reiteração da prática delitiva pelo paciente, impede os benefícios pretendidos, pois entendimento contrário é verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma e com apoio de quem deveria combatê-lo. (…) Destarte, a contumácia delitiva do paciente demonstra a relevância material de sua conduta para o Direito Penal, não havendo assim em se falar em atipicidade pelo princípio da insignificância, já que não há como se concluir pelo reduzido grau de reprovabilidade da conduta”. 11. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida. 9. O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de conduta ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido à sua reprovabilidade, perdem a característica da bagatela e devem se submeter ao direito penal. 10. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “Não obstante os argumentos contidos no writ, a reiteração da prática delitiva pelo paciente, impede os benefícios pretendidos, pois entendimento contrário é verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma e com apoio de quem deveria combatê-lo. (…) Destarte, a contumácia delitiva do paciente demonstra a relevância material de sua conduta para o Direito Penal, não havendo assim em se falar em atipicidade pelo princípio da insignificância, já que não há como se concluir pelo reduzido grau de reprovabilidade da conduta”. 11. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.089 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 08.10.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, que representou o STF no evento “Fortalecimento da Governança Pública”, no Tribunal de Contas da União. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4691029 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.089 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 08.10.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, que representou o STF no evento “Fortalecimento da Governança Pública”, no Tribunal de Contas da União. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4691029 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4743388
2013-10-08T00:00:00
2013-10-24T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 08.10.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. FURTO. PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INVIABILIDADE. PACIENTE REINCIDENTE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida como o exercício de mera adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da correspondência formal, a configuração da tipicidade demandaria uma análise materialmente valorativa das circunstâncias do caso concreto, para verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. Reincidência do Paciente assentada nas instâncias antecedentes. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto, seriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida. 3. O princípio da insignificância não pode ser acolhido para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de conduta ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido à sua reprovabilidade, perdem a característica da bagatela e devem se submeter ao direito penal. 4. Ordem denegada.
sjur246143
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, REINCIDÊNCIA) HC 107138 (1ªT), HC 108403 (1ªT), HC 111608 (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 12/11/2013, JOS. Revisão: 28/11/2013, IVA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
118089
null
HC
acordaos
HC 118089
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IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. FURTO. PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INVIABILIDADE. PACIENTE REINCIDENTE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A tipicidade penal não pode ser percebida como o exercício de mera adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da correspondência formal, a configuração da tipicidade demandaria uma análise materialmente valorativa das circunstâncias do caso concreto, para verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 2. Reincidência do Paciente assentada nas instâncias antecedentes. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes quando em conjunto, seriam transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida. 3. O princípio da insignificância não pode ser acolhido para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de conduta ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido à sua reprovabilidade, perdem a característica da bagatela e devem se submeter ao direito penal. 4. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659286. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 118089 / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Brasília, 8 de outubro de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659286. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Brasília, 8 de outubro de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659286. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de REINALDO GALDINO DIAS, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 2.5.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.361.480, Relatora a Ministra Laurita Vaz. O caso 2. O Paciente foi denunciado pela prática do furto de uma cédula de R$ 50,00 (cinquenta reais) e um maço de cigarros, pertencentes a Mauro de Souza Oliveira. 3. Em 28.2.2011, o juízo Criminal da Comarca de Ubá/MG condenou o Paciente à pena de dois anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial semiaberto, sem substituição por pena restritiva de direitos, e vinte dias-multa. Não foi concedido do direito de recorrer em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 1.0699.09.101076-8/001, à qual a 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu provimento para, “nos termos do art. 386, inciso III, do Código de Processo Penal, absolver Reinaldo Galdino Dias das acusações que lhe foram imputadas nestes autos, ante a ausência de tipicidade material”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em benefício de REINALDO GALDINO DIAS, contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 2.5.2013, negou provimento ao Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.361.480, Relatora a Ministra Laurita Vaz. O caso 2. O Paciente foi denunciado pela prática do furto de uma cédula de R$ 50,00 (cinquenta reais) e um maço de cigarros, pertencentes a Mauro de Souza Oliveira. 3. Em 28.2.2011, o juízo Criminal da Comarca de Ubá/MG condenou o Paciente à pena de dois anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial semiaberto, sem substituição por pena restritiva de direitos, e vinte dias-multa. Não foi concedido do direito de recorrer em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 1.0699.09.101076-8/001, à qual a 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais deu provimento para, “nos termos do art. 386, inciso III, do Código de Processo Penal, absolver Reinaldo Galdino Dias das acusações que lhe foram imputadas nestes autos, ante a ausência de tipicidade material”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 118089 / MG 5. Esse julgado foi objeto de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público de Minas Gerais, os quais, em 22.5.2012, foram acolhidos parcialmente, sem efeitos modificativos, apenas para reconhecer a reincidência do Paciente. 6. O Ministério Público de Minas Gerais interpôs o Recurso Especial n. 1.361.480. Em 27.2.2013, a Relatora, Ministra Laurita Vaz, por decisão monocrática, deu parcial provimento ao recurso para afastar o princípio da insignificância, em razão da reincidência do Paciente, e restabelecer a sentença condenatória. 7. A defesa interpôs agravo regimental, ao qual a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento em 2.5.2013: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. CRIME FURTO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INVIABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. REINCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO. 1. De acordo com o art. 557, § 1.-A, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3. do Código de Processo Penal, é possível ao Relator dar provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência dominante, de forma monocrática, não ofendendo, assim, o princípio da colegialidade. 2. Conforme decidido pela Suprema Corte, ‘O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal’ (Supremo Tribunal Federal, HC 102.088/RS, 1. Turma, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG 5. Esse julgado foi objeto de embargos de declaração opostos pelo Ministério Público de Minas Gerais, os quais, em 22.5.2012, foram acolhidos parcialmente, sem efeitos modificativos, apenas para reconhecer a reincidência do Paciente. 6. O Ministério Público de Minas Gerais interpôs o Recurso Especial n. 1.361.480. Em 27.2.2013, a Relatora, Ministra Laurita Vaz, por decisão monocrática, deu parcial provimento ao recurso para afastar o princípio da insignificância, em razão da reincidência do Paciente, e restabelecer a sentença condenatória. 7. A defesa interpôs agravo regimental, ao qual a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento em 2.5.2013: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. CRIME FURTO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INVIABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. REINCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO DESPROVIDO. 1. De acordo com o art. 557, § 1.-A, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3. do Código de Processo Penal, é possível ao Relator dar provimento ao recurso, com fundamento na jurisprudência dominante, de forma monocrática, não ofendendo, assim, o princípio da colegialidade. 2. Conforme decidido pela Suprema Corte, ‘O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de condutas ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido a sua reprovabilidade, perdem a característica de bagatela e devem se submeter ao direito penal’ (Supremo Tribunal Federal, HC 102.088/RS, 1. Turma, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 118089 / MG Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 21/05/2010.) Precedentes. 3. Na hipótese dos autos, não se verifica o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo ora Agravante, que é réu reincidente em crimes contra o patrimônio. 4. Agravo regimental desprovido”. 8. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante pede a aplicação do princípio da insignificância, ao argumento de que a “conduta do paciente consistente na subtração de uma cédula de R$ 50 (cinquenta) reais e um maço de cigarros, avaliados em R$ 67 (sessenta e sete reais), não possui nenhuma lesividade, constituindo afronta aos princípios norteadores do ordenamento jurídico considerar tal conduta típica, haja vista a inexistência de dano relevante”. Este o teor dos pedidos: “a) Seja concedida a ordem no presente Habeas Corpus, reformado inteiramente o v. acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, para que seja aplicado o princípio da insignificância ao caso em comento. b) Pugna ainda pela intimação pessoal do Defensor Público- Geral da União da sessão de julgamento da presente ordem”. 9. Em 4.6.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista ao Procurador-Geral da República, que opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 21/05/2010.) Precedentes. 3. Na hipótese dos autos, não se verifica o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo ora Agravante, que é réu reincidente em crimes contra o patrimônio. 4. Agravo regimental desprovido”. 8. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante pede a aplicação do princípio da insignificância, ao argumento de que a “conduta do paciente consistente na subtração de uma cédula de R$ 50 (cinquenta) reais e um maço de cigarros, avaliados em R$ 67 (sessenta e sete reais), não possui nenhuma lesividade, constituindo afronta aos princípios norteadores do ordenamento jurídico considerar tal conduta típica, haja vista a inexistência de dano relevante”. Este o teor dos pedidos: “a) Seja concedida a ordem no presente Habeas Corpus, reformado inteiramente o v. acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, para que seja aplicado o princípio da insignificância ao caso em comento. b) Pugna ainda pela intimação pessoal do Defensor Público- Geral da União da sessão de julgamento da presente ordem”. 9. Em 4.6.2013, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista ao Procurador-Geral da República, que opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. A tipicidade penal não pode ser percebida como o exercício de mera adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da correspondência formal, a configuração da tipicidade demandaria uma análise materialmente valorativa das circunstâncias do caso concreto, para verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 3. O Paciente foi denunciado pela prática do delito de furto. Consta da inicial acusatória: “No dia 10 de junho de 2009, às 15h30min aproximadamente, na Rua Antenor Machado, 410, Bairro Boa Vista, nesta cidade e comarca de Ubá/MG, o ora denunciado subtraiu para si uma cédula de R$ 50,00 e um maço de cigarros, pertencentes a Mauro de Souza Oliveira. Conforme ficou apurado, o denunciado, sorrateiramente, adentrou na padaria da vítima e, aproveitando-se de um descuido da mesma, abriu a caixa registradora e pegou uma cédula de R$ 50,00, juntamente com um maço de cigarros que estava ali próximo, evadindo-se em seguida. A vítima, apercebendo-se do acontecido, acionou a polícia, que tomou as providências cabíveis”. 4. Ao condenar o Paciente à pena de dois anos de reclusão e vinte dias-multa, o juízo Criminal da Comarca de Ubá/MG ressaltou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.089 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. A tipicidade penal não pode ser percebida como o exercício de mera adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da correspondência formal, a configuração da tipicidade demandaria uma análise materialmente valorativa das circunstâncias do caso concreto, para verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico tutelado. 3. O Paciente foi denunciado pela prática do delito de furto. Consta da inicial acusatória: “No dia 10 de junho de 2009, às 15h30min aproximadamente, na Rua Antenor Machado, 410, Bairro Boa Vista, nesta cidade e comarca de Ubá/MG, o ora denunciado subtraiu para si uma cédula de R$ 50,00 e um maço de cigarros, pertencentes a Mauro de Souza Oliveira. Conforme ficou apurado, o denunciado, sorrateiramente, adentrou na padaria da vítima e, aproveitando-se de um descuido da mesma, abriu a caixa registradora e pegou uma cédula de R$ 50,00, juntamente com um maço de cigarros que estava ali próximo, evadindo-se em seguida. A vítima, apercebendo-se do acontecido, acionou a polícia, que tomou as providências cabíveis”. 4. Ao condenar o Paciente à pena de dois anos de reclusão e vinte dias-multa, o juízo Criminal da Comarca de Ubá/MG ressaltou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG reincidência: “Ao compulsarmos os autos, extraímos que o réu não é primário na prática delitiva, não havendo em se falar em eventual reconhecimento do privilégio, por não estar presente o requisito de ordem subjetiva para a concessão da benesse. Não há atenuante em favor do réu (…) existe em seu desfavor a agravante da reincidência. Assim sendo pelo exposto e por tudo mais que consta dos autos, julgo procedente a pretensão estatal contida na denúncia para submeter o acusado Reinaldo Galdino Dias, como incurso nas sanções do art. 155, caput, c/c art. 61, I, todos do Código Penal, passando a impor-lhe a respectiva pena. Analisando as diretrizes fixadas nos artigos 59 e 68 do Código Penal tenho que: (…) os antecedentes são desfavoráveis, face a existência de condenações anteriores, conforme certidão cartorária” (grifos nossos). 5. Ao julgar os embargos de declaração da acusação, a 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, embora tenha mantido o resultado do julgamento da apelação da defesa no sentido da absolvição do Paciente pela aplicação do princípio da insignificância, confirmou a reincidência do Paciente sem efeitos modificativos no julgado embargado: “Os embargos de declaração só devem ser acolhidos quando a decisão for omissa em algum ponto sobre o qual o Tribunal deveria se pronunciar, ou se existir contradição entre a parte dispositiva e a fundamentação, ou, ainda, se houver algum ponto obscuro ou ambíguo que necessite esclarecimento. Com relação à questão da reincidência, observa-se que, realmente, o acórdão incorreu em vício, já que a CAC do embargado demonstra ser o mesmo reincidente” (grifos nossos). 6. Ao prover o recurso especial do Ministério Público de Minas Gerais para restabelecer a sentença condenatória, a Ministra Laurita Vaz 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG reincidência: “Ao compulsarmos os autos, extraímos que o réu não é primário na prática delitiva, não havendo em se falar em eventual reconhecimento do privilégio, por não estar presente o requisito de ordem subjetiva para a concessão da benesse. Não há atenuante em favor do réu (…) existe em seu desfavor a agravante da reincidência. Assim sendo pelo exposto e por tudo mais que consta dos autos, julgo procedente a pretensão estatal contida na denúncia para submeter o acusado Reinaldo Galdino Dias, como incurso nas sanções do art. 155, caput, c/c art. 61, I, todos do Código Penal, passando a impor-lhe a respectiva pena. Analisando as diretrizes fixadas nos artigos 59 e 68 do Código Penal tenho que: (…) os antecedentes são desfavoráveis, face a existência de condenações anteriores, conforme certidão cartorária” (grifos nossos). 5. Ao julgar os embargos de declaração da acusação, a 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, embora tenha mantido o resultado do julgamento da apelação da defesa no sentido da absolvição do Paciente pela aplicação do princípio da insignificância, confirmou a reincidência do Paciente sem efeitos modificativos no julgado embargado: “Os embargos de declaração só devem ser acolhidos quando a decisão for omissa em algum ponto sobre o qual o Tribunal deveria se pronunciar, ou se existir contradição entre a parte dispositiva e a fundamentação, ou, ainda, se houver algum ponto obscuro ou ambíguo que necessite esclarecimento. Com relação à questão da reincidência, observa-se que, realmente, o acórdão incorreu em vício, já que a CAC do embargado demonstra ser o mesmo reincidente” (grifos nossos). 6. Ao prover o recurso especial do Ministério Público de Minas Gerais para restabelecer a sentença condenatória, a Ministra Laurita Vaz 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG afirmou: “A questão em análise é a aplicação do princípio da insignificância ao furto de uma panificadora, que teve a subtração de R$ 50, 00 (cinquenta reais) e um maço de cigarro por réu reincidente. (…) Na hipótese dos autos, ao contrário do que sustenta a Defesa, não há como se afirmar o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo Recorrido, já que o agente é reincidente na prática de delitos contra o patrimônio (fls. 97/98). (…) Nesse contexto, prospera o recurso ministerial para que seja afastado o princípio da insignificância” (grifos nossos). 7. Essa decisão foi mantida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo regimental da defesa e está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO TENTADO (ART. 155, CAPUT, c/c ART. 14, II, DO Código Penal Brasileiro). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REINCIDÊNCIA CRIMINOSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ORDEM DENEGADA. 1. O princípio da insignificância incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada; 2. A aplicação do princípio da insignificância deve, contudo, ser precedida de criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. 3. O valor da res furtiva não pode ser o único parâmetro a ser avaliado, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela, bem assim o reflexo da conduta no âmbito da sociedade. 4. In casu, o Tribunal a quo afirmou que ‘as instâncias ordinárias levaram em consideração apenas o pequeno valor 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG afirmou: “A questão em análise é a aplicação do princípio da insignificância ao furto de uma panificadora, que teve a subtração de R$ 50, 00 (cinquenta reais) e um maço de cigarro por réu reincidente. (…) Na hipótese dos autos, ao contrário do que sustenta a Defesa, não há como se afirmar o desinteresse estatal à repressão do delito praticado pelo Recorrido, já que o agente é reincidente na prática de delitos contra o patrimônio (fls. 97/98). (…) Nesse contexto, prospera o recurso ministerial para que seja afastado o princípio da insignificância” (grifos nossos). 7. Essa decisão foi mantida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do agravo regimental da defesa e está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO TENTADO (ART. 155, CAPUT, c/c ART. 14, II, DO Código Penal Brasileiro). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REINCIDÊNCIA CRIMINOSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ORDEM DENEGADA. 1. O princípio da insignificância incide quando presentes, cumulativamente, as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensividade da conduta do agente, (b) nenhuma periculosidade social da ação, (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento, e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada; 2. A aplicação do princípio da insignificância deve, contudo, ser precedida de criteriosa análise de cada caso, a fim de evitar que sua adoção indiscriminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. 3. O valor da res furtiva não pode ser o único parâmetro a ser avaliado, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela, bem assim o reflexo da conduta no âmbito da sociedade. 4. In casu, o Tribunal a quo afirmou que ‘as instâncias ordinárias levaram em consideração apenas o pequeno valor 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG da coisa subtraída, sem efetuar qualquer análise de outros elementos aptos a excluir de forma definitiva a relevância penal da conduta’. Ademais, o Ministério Público ressaltou que ‘o paciente, além de ostentar outras três condenações, também responde a dois processos por crimes da mesma espécie’. 5. Deveras, ostentando o paciente a condição de reincidente, não cabe a aplicação do princípio da insignificância. Precedentes: HC 107067, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 26.05.11; HC 96684/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10; e HC 108.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 06.03.12. 6. Ordem denegada” (HC 108.403, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 18.3.2013, grifos nossos). “PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO PELO CRIME DE RECEPTAÇÃO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM DENEGADA. I – A aplicação do princípio da insignificância, de modo a tornar a ação atípica, exige a satisfação, de forma concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Embora o valor do bem adquirido, à primeira vista, possa parecer pouco expressivo (R$ 50,00), à época dos fatos correspondia a quase 25% do salário mínimo vigente, o que não pode ser considerado ínfimo. Deve-se destacar, também, que, para o reconhecimento da insignificância da ação, não se pode levar em conta apenas a expressão econômica da lesão. III – Impossível o reconhecimento do delito de bagatela, porquanto a conduta narrada reveste-se de significativa reprovabilidade, o que demonstra a necessidade da tutela penal. IV – O delito de receptação (art. 180 do Código Penal Brasileiro) traz consigo um enorme número de outros crimes, inclusive mais graves, pois é nele que se encontra incentivo para a prática de diversos crimes contra o patrimônio, a exemplo do furto e do roubo. É nesse contexto que se deve avaliar a reprovabilidade da conduta, e não apenas na importância econômica do bem subtraído ou, como no caso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG da coisa subtraída, sem efetuar qualquer análise de outros elementos aptos a excluir de forma definitiva a relevância penal da conduta’. Ademais, o Ministério Público ressaltou que ‘o paciente, além de ostentar outras três condenações, também responde a dois processos por crimes da mesma espécie’. 5. Deveras, ostentando o paciente a condição de reincidente, não cabe a aplicação do princípio da insignificância. Precedentes: HC 107067, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 26.05.11; HC 96684/MS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10; e HC 108.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 06.03.12. 6. Ordem denegada” (HC 108.403, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 18.3.2013, grifos nossos). “PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE DENUNCIADO PELO CRIME DE RECEPTAÇÃO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REPROVABILIDADE DA CONDUTA DO AGENTE. ORDEM DENEGADA. I – A aplicação do princípio da insignificância, de modo a tornar a ação atípica, exige a satisfação, de forma concomitante, de certos requisitos, quais sejam, a conduta minimamente ofensiva, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a lesão jurídica inexpressiva. II – Embora o valor do bem adquirido, à primeira vista, possa parecer pouco expressivo (R$ 50,00), à época dos fatos correspondia a quase 25% do salário mínimo vigente, o que não pode ser considerado ínfimo. Deve-se destacar, também, que, para o reconhecimento da insignificância da ação, não se pode levar em conta apenas a expressão econômica da lesão. III – Impossível o reconhecimento do delito de bagatela, porquanto a conduta narrada reveste-se de significativa reprovabilidade, o que demonstra a necessidade da tutela penal. IV – O delito de receptação (art. 180 do Código Penal Brasileiro) traz consigo um enorme número de outros crimes, inclusive mais graves, pois é nele que se encontra incentivo para a prática de diversos crimes contra o patrimônio, a exemplo do furto e do roubo. É nesse contexto que se deve avaliar a reprovabilidade da conduta, e não apenas na importância econômica do bem subtraído ou, como no caso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG sob exame, no valor pago pelo paciente para, ilicitamente, adquirir um produto de crime. V – Os autos dão conta da reiteração criminosa. Conforme ressaltado pelas instâncias anteriores e pelo Ministério Público Federal, na certidão de antecedentes criminais que instrui os autos da ação penal, verifica-se que o paciente responde a outras cinco ações penais em curso, sendo: uma pelo crime de homicídio qualificado, duas pela prática de furto, uma pelo delito de violência doméstica e outra pelo suposto cometimento de roubo/extorsão. VI – Ordem denegada” (HC 111.608, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 20.9.2012, grifos nossos). “PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE PROCESSADO PELO CRIME DE FURTO SIMPLES. ABSOLVIÇÃO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. PERICULOSIDADE DO AGENTE. FURTO INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a tornar a conduta atípica exige, além da pequena expressão econômica dos bens que foram objeto de subtração, um reduzido grau de reprovabilidade da conduta do agente. (...) Na espécie, a aplicação do referido instituto poderia significar um verdadeiro estímulo à prática destes pequenos furtos, já bastante comuns nos dias atuais, o que contribuiria para aumentar, ainda mais, o clima de insegurança hoje vivido pela coletividade. IV – Convém distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2..., do Código Penal. V – Ordem denegada” (HC 107.138, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 30.5.2011, grifos nossos). 8. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes, quando em conjunto, seriam 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG sob exame, no valor pago pelo paciente para, ilicitamente, adquirir um produto de crime. V – Os autos dão conta da reiteração criminosa. Conforme ressaltado pelas instâncias anteriores e pelo Ministério Público Federal, na certidão de antecedentes criminais que instrui os autos da ação penal, verifica-se que o paciente responde a outras cinco ações penais em curso, sendo: uma pelo crime de homicídio qualificado, duas pela prática de furto, uma pelo delito de violência doméstica e outra pelo suposto cometimento de roubo/extorsão. VI – Ordem denegada” (HC 111.608, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 20.9.2012, grifos nossos). “PENAL. HABEAS CORPUS. PACIENTE PROCESSADO PELO CRIME DE FURTO SIMPLES. ABSOLVIÇÃO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. PERICULOSIDADE DO AGENTE. FURTO INSIGNIFICANTE. FURTO PRIVILEGIADO. DISTINÇÃO. ORDEM DENEGADA. I – A aplicação do princípio da insignificância de modo a tornar a conduta atípica exige, além da pequena expressão econômica dos bens que foram objeto de subtração, um reduzido grau de reprovabilidade da conduta do agente. (...) Na espécie, a aplicação do referido instituto poderia significar um verdadeiro estímulo à prática destes pequenos furtos, já bastante comuns nos dias atuais, o que contribuiria para aumentar, ainda mais, o clima de insegurança hoje vivido pela coletividade. IV – Convém distinguir, ainda, a figura do furto insignificante daquele de pequeno valor. O primeiro, como é cediço, autoriza o reconhecimento da atipicidade da conduta, ante a aplicação do princípio da insignificância. Já no que tange à coisa de pequeno valor, criou o legislador a causa de diminuição referente ao furto privilegiado, prevista no art. 155, § 2..., do Código Penal. V – Ordem denegada” (HC 107.138, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 30.5.2011, grifos nossos). 8. O criminoso contumaz, mesmo que pratique crimes de pequena monta, não pode ser tratado pelo sistema penal como se tivesse praticado condutas irrelevantes, pois crimes considerados ínfimos, quando analisados isoladamente, mas relevantes, quando em conjunto, seriam 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 118089 / MG transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida. 9. O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de conduta ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido à sua reprovabilidade, perdem a característica da bagatela e devem se submeter ao direito penal. 10. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “Não obstante os argumentos contidos no writ, a reiteração da prática delitiva pelo paciente, impede os benefícios pretendidos, pois entendimento contrário é verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma e com apoio de quem deveria combatê-lo. (…) Destarte, a contumácia delitiva do paciente demonstra a relevância material de sua conduta para o Direito Penal, não havendo assim em se falar em atipicidade pelo princípio da insignificância, já que não há como se concluir pelo reduzido grau de reprovabilidade da conduta”. 11. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Supremo Tribunal Federal HC 118089 / MG transformados pelo infrator em verdadeiro meio de vida. 9. O princípio da insignificância não foi estruturado para resguardar e legitimar constantes condutas desvirtuadas, mas para impedir que desvios de conduta ínfimos, isolados, sejam sancionados pelo direito penal, fazendo-se justiça no caso concreto. Comportamentos contrários à lei penal, mesmo que insignificantes, quando constantes, devido à sua reprovabilidade, perdem a característica da bagatela e devem se submeter ao direito penal. 10. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “Não obstante os argumentos contidos no writ, a reiteração da prática delitiva pelo paciente, impede os benefícios pretendidos, pois entendimento contrário é verdadeiro incentivo ao descumprimento da norma e com apoio de quem deveria combatê-lo. (…) Destarte, a contumácia delitiva do paciente demonstra a relevância material de sua conduta para o Direito Penal, não havendo assim em se falar em atipicidade pelo princípio da insignificância, já que não há como se concluir pelo reduzido grau de reprovabilidade da conduta”. 11. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4659288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.089 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 08.10.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, que representou o Supremo Tribunal Federal no evento “Fortalecimento da Governança Pública”, no Tribunal de Contas da União. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4691029 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.089 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : REINALDO GALDINO DIAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 08.10.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, que representou o Supremo Tribunal Federal no evento “Fortalecimento da Governança Pública”, no Tribunal de Contas da União. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4691029 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 118 . 089", "HC 118089 / MG", "HC 118089 / MG", "HABEAS CORPUS 118 . 089", "Agravo Regimental no Recurso Especial n . 1 . 361 . 480", "Apelação Criminal n . 1 . 0699 . 09 . 101076 - 8 / 001", "HABEAS CORPUS 118 . 089", "Agravo", "Apelação Criminal n . 1 . 0699 . 09 . 101076 - 8 / 001", "HC 118089 / MG", "Recurso Especial n . 1 . 361 . 480", "HC 102 . 088 / RS", "HC 118089 / MG", "Recurso Especial n . 1 . 361 . 480", "HC 102 . 088 / RS", "HC 118089 / MG", "HC 118089 / MG", "HABEAS CORPUS 118 . 089", "HABEAS CORPUS 118 . 089", "HC 118089 / MG", "HC 118089 / MG", "HC 118089 / MG", "HC 118089 / MG", "HC 118089 / MG", "HC 107067", "HC 96684 / MS", "HC 108 . 056", "HC 108 . 403", "HC 118089 / MG", "HC 107067", "HC 96684 / MS", "HC 108 . 056", "HC 108 . 403", "HC 118089 / MG", "HC 111 . 608", "HC 107 . 138", "HC 118089 / MG", "HC 111 . 608", "HC 107 . 138", "HC 118089 / MG", "HC 118089 / MG", "HABEAS CORPUS 118 . 089", "HABEAS CORPUS 118 . 089" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. POLICIAL CIVIL MORTO EM SERVIÇO. PENSÃO. LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 10.11.2011. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de prequestionamento e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672301. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 694950 AGR / RS julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 08 de outubro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672301. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 08 de outubro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Fernanda Zoe de Sá Gonçalves. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “teve seu direito constitucional violado decorrente da decisão do Tribunal de Justiça do Estado do RS que contrariou o disposto nos parágrafos 4º e 5º do artigo 40 da Constituição Federal, que prevê que todos os pensionistas têm direito a receber o benefício base de 100% (cem por cento) dos vencimentos ou proventos do servidor falecido”. Afirma que “não deve ser penalizada com a aplicação das Súmulas 282 e 356 desta Corte”. Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5º, LV, e 40, § 5º, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul disponibilizado em 10.11.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672302. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Fernanda Zoe de Sá Gonçalves. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “teve seu direito constitucional violado decorrente da decisão do Tribunal de Justiça do Estado do RS que contrariou o disposto nos parágrafos 4º e 5º do artigo 40 da Constituição Federal, que prevê que todos os pensionistas têm direito a receber o benefício base de 100% (cem por cento) dos vencimentos ou proventos do servidor falecido”. Afirma que “não deve ser penalizada com a aplicação das Súmulas 282 e 356 desta Corte”. Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5º, LV, e 40, § 5º, da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul disponibilizado em 10.11.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, LV, e 40, § 5º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Para o adequado enfrentamento da controvérsia, transcrevo as razões de decidir, quando do julgamento do recurso veiculado na origem: “APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. PENSÃO. POLICIAL CIVIL. MORTO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. LEI ESTADUAL N. 7.366/80. 1. O Estatuto dos Servidores da Polícia Civil (Lei Estadual n. 7.366/80), assim como o Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar (Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, LV, e 40, § 5º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Para o adequado enfrentamento da controvérsia, transcrevo as razões de decidir, quando do julgamento do recurso veiculado na origem: “APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. PENSÃO. POLICIAL CIVIL. MORTO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. LEI ESTADUAL N. 7.366/80. 1. O Estatuto dos Servidores da Polícia Civil (Lei Estadual n. 7.366/80), assim como o Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar (Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS Complementar Estadual n. 10.990/97), contém previsão legal no sentido de que, quando ocorre o falecimento em decorrência do exercício da função, nasce o direito a uma promoção post mortem, cujo valor é agregado à pensão previdenciária, porém pago pelo Estado, tendo em conta o caráter indenizatório, e não previdenciário. Deve ser pago pelo Estado porque, em relação ao mencionado plus decorrente da promoção post mortem, o IPERGS não teve a devida contraprestação. Essa é a situação existente no plano legal. Ausência do direito a duas pensões distintas. Precedentes. 2. Ausência do interesse de agir configurada. RECURSO PROVIDO.” Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.6.2012, cuja ementa transcrevo: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE DO AGRAVO REGIMENTAL. INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DE SEXTA PARTE SOBRE A INTEGRALIDADE DOS VENCIMENTOS DE SERVIDOR ESTADUAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS Complementar Estadual n. 10.990/97), contém previsão legal no sentido de que, quando ocorre o falecimento em decorrência do exercício da função, nasce o direito a uma promoção post mortem, cujo valor é agregado à pensão previdenciária, porém pago pelo Estado, tendo em conta o caráter indenizatório, e não previdenciário. Deve ser pago pelo Estado porque, em relação ao mencionado plus decorrente da promoção post mortem, o IPERGS não teve a devida contraprestação. Essa é a situação existente no plano legal. Ausência do direito a duas pensões distintas. Precedentes. 2. Ausência do interesse de agir configurada. RECURSO PROVIDO.” Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.6.2012, cuja ementa transcrevo: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE DO AGRAVO REGIMENTAL. INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DE SEXTA PARTE SOBRE A INTEGRALIDADE DOS VENCIMENTOS DE SERVIDOR ESTADUAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DESTA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). 2. Na hipótese em apreço, o cálculo do adicional de sexta-parte foi solucionado à luz do art. 129 da Constituição do Estado de São Paulo, não desafiando o acórdão, recurso extraordinário. … 5. Embargos de declaração acolhidos para reconhecer a tempestividade o agravo regimental e negar-lhe provimento”. Quanto à alegada violação do art. 5º, LV, da Constituição Federal, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DESTA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). 2. Na hipótese em apreço, o cálculo do adicional de sexta-parte foi solucionado à luz do art. 129 da Constituição do Estado de São Paulo, não desafiando o acórdão, recurso extraordinário. … 5. Embargos de declaração acolhidos para reconhecer a tempestividade o agravo regimental e negar-lhe provimento”. Quanto à alegada violação do art. 5º, LV, da Constituição Federal, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé". Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário (art. 5º, LV, da Constituição Federal) não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé". Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário (art. 5º, LV, da Constituição Federal) não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/STF. A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238 AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 13.92013). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: “(...) Verifico que o óbito do segurado, policial militar morto em serviço, deu-se em 02/06/1988 (fl. 07), ocasião em que vigorava o estabelecido nos artigos 71 e 72 do Estatuto dos Servidores da Polícia Civil (Lei Estadual 7.366/80), garantindo o artigo 71 pensão integral aos dependentes do policial morto por motivo de sua atividade ou em decorrência dela, dispondo o artigo 72 caber ao IPERGS a pensão normal de sua legislação. O art. 26, por sua vez, instituiu a promoção post mortem, e o parágrafo único integrou o valor pecuniário à pensão. (…) Os artigos 84 e 85 do atual Estatuto dos Servidores da Brigada Militar – a Lei Complementar 10.990/97 – preveem o direito, aos dependentes do falecido servidor vitimado em serviço, do pensionamento comum prestado pelo IPERGS, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 21.5.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/STF. A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238 AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 13.92013). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: “(...) Verifico que o óbito do segurado, policial militar morto em serviço, deu-se em 02/06/1988 (fl. 07), ocasião em que vigorava o estabelecido nos artigos 71 e 72 do Estatuto dos Servidores da Polícia Civil (Lei Estadual 7.366/80), garantindo o artigo 71 pensão integral aos dependentes do policial morto por motivo de sua atividade ou em decorrência dela, dispondo o artigo 72 caber ao IPERGS a pensão normal de sua legislação. O art. 26, por sua vez, instituiu a promoção post mortem, e o parágrafo único integrou o valor pecuniário à pensão. (…) Os artigos 84 e 85 do atual Estatuto dos Servidores da Brigada Militar – a Lei Complementar 10.990/97 – preveem o direito, aos dependentes do falecido servidor vitimado em serviço, do pensionamento comum prestado pelo IPERGS, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS acrescido, apenas, em caso de promoção extraordinária, da diferença correspondente entre os vencimentos então percebidos pelo servidor e o valor dos vencimentos integrais do grau hierárquico imediatamente superior ao que possuía na ativa. (…) Não há, de fato, duas pensões. Há a pensão devida pelo IPERGS, a que fazem jus os dependentes de todo o servidor público estadual abrangido pelo Regime Próprio, mais uma diferença, de caráter indenizatório, que corresponde, no caso dos policiais-militares, ao soldo da graduação superior, diferença esta de responsabilidade do Estado. Quem estabelece com precisão a dimensão e a natureza das responsabilidades de cada ente público, Estado e IPERGS é o seguinte julgado da Colenda 1ª Câmara Cível deste Tribunal, Relator o insigne Desembargador IRINEU MARIANI: APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PENSÃO DEIXADA POR POLICIAL- MILITAR MORTO EM SERVIÇO. PLUS DA PROMOÇÃO POST MORTE. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. 1. Competência da Câmara. O benefício deixado pelo policial-militar aos dependentes, por motivo de promoção post mortem diz respeito a previdência pública (relação jurídico-previdenciária), e não a servidores público (relação jurídico-estatutária). 2. Reexame necessário. Não havendo hipótese de exclusão (CPC, art. 475, §§ 2º e 3º), merece conhecido de ofício o reexame necessário. 3. Sentença ultra petita. Merece excluída a parte da sentença que ultrapassou o pedido. 4. Prescrição. Não decorridos mais de cinco anos desde que o Estado cancelou administrativamente o pagamento, não há falar em prescrição. 5. Pensão relativa ao plus decorrente da promoção post mortem. Não existem duas pensões, uma previdenciária paga pelo IPERGS e outra hereditária 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS acrescido, apenas, em caso de promoção extraordinária, da diferença correspondente entre os vencimentos então percebidos pelo servidor e o valor dos vencimentos integrais do grau hierárquico imediatamente superior ao que possuía na ativa. (…) Não há, de fato, duas pensões. Há a pensão devida pelo IPERGS, a que fazem jus os dependentes de todo o servidor público estadual abrangido pelo Regime Próprio, mais uma diferença, de caráter indenizatório, que corresponde, no caso dos policiais-militares, ao soldo da graduação superior, diferença esta de responsabilidade do Estado. Quem estabelece com precisão a dimensão e a natureza das responsabilidades de cada ente público, Estado e IPERGS é o seguinte julgado da Colenda 1ª Câmara Cível deste Tribunal, Relator o insigne Desembargador IRINEU MARIANI: APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PENSÃO DEIXADA POR POLICIAL- MILITAR MORTO EM SERVIÇO. PLUS DA PROMOÇÃO POST MORTE. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. 1. Competência da Câmara. O benefício deixado pelo policial-militar aos dependentes, por motivo de promoção post mortem diz respeito a previdência pública (relação jurídico-previdenciária), e não a servidores público (relação jurídico-estatutária). 2. Reexame necessário. Não havendo hipótese de exclusão (CPC, art. 475, §§ 2º e 3º), merece conhecido de ofício o reexame necessário. 3. Sentença ultra petita. Merece excluída a parte da sentença que ultrapassou o pedido. 4. Prescrição. Não decorridos mais de cinco anos desde que o Estado cancelou administrativamente o pagamento, não há falar em prescrição. 5. Pensão relativa ao plus decorrente da promoção post mortem. Não existem duas pensões, uma previdenciária paga pelo IPERGS e outra hereditária 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS paga pelo Estado, e sim uma só pensão dividida em duas partes, sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem para o posto de hierarquia imediatamente superior, paga pelo Estado. Estatutos antigos (Leis-RS 6.195/71 e 7.138/78) e atual (Lei-RS 10.990, de 18-08-97). 6. Custas e taxa judiciária. (...) 7. Dispositivo. Apelação provida em parte e no mais sentença confirmada em reexame necessário conhecido de ofício. (Apelação Cível Nº 70024765554, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Irineu Mariani, Julgado em 27/08/2008). (…) Comungo inteiramente de tais fundamentos, e que se aplicam, observados as respectivas leis de regência, também aos dependentes de policial civil morto em serviço. No caso concreto, resta evidenciado pelo documento de fl. 40 que a pensionista percebe, do Estado, uma pensão vitalícia equivalente a 100% do cargo de Inspetor de Polícia ocupado pelo extinto segurado falecido em objeto do serviço, da qual deve ser descontado o benefício comum, de responsabilidade do IPERGS. (…) Então, há indiscutível ausência de interesse de agir para perseguir um segundo pensionamento ou para requerer revisão da pensão devida pelo IPERGS”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo concluiu, à luz da legislação local (Lei Estadual nº 7.366/80), que inexistem duas pensões, mas apenas uma dividida em duas partes, “sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem para o posto de hierarquia imediatamente superior, paga pelo Estado”, razão pela qual reconheceu a ausência de interesse de agir da ora agravante. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS paga pelo Estado, e sim uma só pensão dividida em duas partes, sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem para o posto de hierarquia imediatamente superior, paga pelo Estado. Estatutos antigos (Leis-RS 6.195/71 e 7.138/78) e atual (Lei-RS 10.990, de 18-08-97). 6. Custas e taxa judiciária. (...) 7. Dispositivo. Apelação provida em parte e no mais sentença confirmada em reexame necessário conhecido de ofício. (Apelação Cível Nº 70024765554, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Irineu Mariani, Julgado em 27/08/2008). (…) Comungo inteiramente de tais fundamentos, e que se aplicam, observados as respectivas leis de regência, também aos dependentes de policial civil morto em serviço. No caso concreto, resta evidenciado pelo documento de fl. 40 que a pensionista percebe, do Estado, uma pensão vitalícia equivalente a 100% do cargo de Inspetor de Polícia ocupado pelo extinto segurado falecido em objeto do serviço, da qual deve ser descontado o benefício comum, de responsabilidade do IPERGS. (…) Então, há indiscutível ausência de interesse de agir para perseguir um segundo pensionamento ou para requerer revisão da pensão devida pelo IPERGS”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo concluiu, à luz da legislação local (Lei Estadual nº 7.366/80), que inexistem duas pensões, mas apenas uma dividida em duas partes, “sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem para o posto de hierarquia imediatamente superior, paga pelo Estado”, razão pela qual reconheceu a ausência de interesse de agir da ora agravante. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS local, o que é inviável nesta sede recursal, nos termos da Súmula 280 do STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MILITAR. MORTE EM SERVIÇO. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA CUMULADA COM INDENIZATÓRIA. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 7.366/1980. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III – Agravo regimental improvido” (RE 752.805-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 20.8.2013). “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Alegam as agravantes que o acórdão impugnado viola o disposto nos arts. 37 e 40, § 2º, da Carta Magna. O acórdão recorrido tem a seguinte ementa (fls. 73): “APELAÇÃO CÍVEL. PENSÃO DE POLICIAL CIVIL MORTO EM ATIVIDADE. RESPONSABILIDADE DO ESTADO QUANTO AO PLUS DECORRENTE DA PROMOÇÃO POST MORTEM. 1. Não existem duas pensões, uma previdenciária paga pela Estado, e sim uma só pensão dividida em duas partes, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS local, o que é inviável nesta sede recursal, nos termos da Súmula 280 do STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MILITAR. MORTE EM SERVIÇO. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA CUMULADA COM INDENIZATÓRIA. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 7.366/1980. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III – Agravo regimental improvido” (RE 752.805-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 20.8.2013). “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Alegam as agravantes que o acórdão impugnado viola o disposto nos arts. 37 e 40, § 2º, da Carta Magna. O acórdão recorrido tem a seguinte ementa (fls. 73): “APELAÇÃO CÍVEL. PENSÃO DE POLICIAL CIVIL MORTO EM ATIVIDADE. RESPONSABILIDADE DO ESTADO QUANTO AO PLUS DECORRENTE DA PROMOÇÃO POST MORTEM. 1. Não existem duas pensões, uma previdenciária paga pela Estado, e sim uma só pensão dividida em duas partes, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem paga pelo Estado. Exegese dos arts. 26 e parágrafo único, 71 e 72, da Lei-RS 7.366/80 (Estatuto dos Servidores da Polícia Civil), e LC-RS 11.000/97. Voto vencido do relator. 2. Apelação provida em parte, por maioria.” Acrescentam que, embora de natureza indenizatória a pensão pleiteada não poderia ser compensada com a pensão de cunho previdenciário. Decido. O tema debatido nos autos está adstrito à interpretação de direito local, o que inviabiliza a abertura da via extraordinária, ante o óbice contido na Súmula 280. Nesse sentido, mutatis mutandis: AI 533.409-AgR (rel. min. Carlos Britto, DJ de 17.11.2006); AI 603.030-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 13.04.2007) e RE 547.277-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 12.09.2008). Ademais, a análise da suposta violação ao princípio da legalidade demandaria o exame prévio da legislação infraconstitucional. Trata-se, portanto, de alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, o que dá margem ao descabimento do recurso extraordinário. Incide, no caso, a Súmula 636 desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao agravo (AI 733.914/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 07.11.2011). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem paga pelo Estado. Exegese dos arts. 26 e parágrafo único, 71 e 72, da Lei-RS 7.366/80 (Estatuto dos Servidores da Polícia Civil), e LC-RS 11.000/97. Voto vencido do relator. 2. Apelação provida em parte, por maioria.” Acrescentam que, embora de natureza indenizatória a pensão pleiteada não poderia ser compensada com a pensão de cunho previdenciário. Decido. O tema debatido nos autos está adstrito à interpretação de direito local, o que inviabiliza a abertura da via extraordinária, ante o óbice contido na Súmula 280. Nesse sentido, mutatis mutandis: AI 533.409-AgR (rel. min. Carlos Britto, DJ de 17.11.2006); AI 603.030-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 13.04.2007) e RE 547.277-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 12.09.2008). Ademais, a análise da suposta violação ao princípio da legalidade demandaria o exame prévio da legislação infraconstitucional. Trata-se, portanto, de alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, o que dá margem ao descabimento do recurso extraordinário. Incide, no caso, a Súmula 636 desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao agravo (AI 733.914/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 07.11.2011). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703857 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703857 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4714443
2013-10-08T00:00:00
2013-10-22T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. POLICIAL CIVIL MORTO EM SERVIÇO. PENSÃO. LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 10.11.2011. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de prequestionamento e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur245836
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 853128 AgR (1ªT), ARE 639238 AgR (1ªT). (MILITAR, MORTE EM SERVIÇO, PENSÃO PREVIDENCIÁRIA) RE 752805 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (MILITAR, MORTE EM SERVIÇÕ, PENSÃO PREVIDENCIÁRIA) AI 733914. Número de páginas: 13. Análise: 05/11/2013, MAR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
694950
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-007366 ANO-1980\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 694950 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. POLICIAL CIVIL MORTO EM SERVIÇO. PENSÃO. LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 10.11.2011. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de prequestionamento e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672301. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 694950 AGR / RS julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 08 de outubro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672301. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 08 de outubro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Fernanda Zoe de Sá Gonçalves. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “teve seu direito constitucional violado decorrente da decisão do Tribunal de Justiça do Estado do RS que contrariou o disposto nos parágrafos 4... e 5... do artigo 40 da Constituição Federal, que prevê que todos os pensionistas têm direito a receber o benefício base de 100% (cem por cento) dos vencimentos ou proventos do servidor falecido”. Afirma que “não deve ser penalizada com a aplicação das Súmulas 282 e 356 desta Corte”. Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5..., LV, e 40, § 5..., da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul disponibilizado em 10.11.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672302. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Fernanda Zoe de Sá Gonçalves. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que “teve seu direito constitucional violado decorrente da decisão do Tribunal de Justiça do Estado do RS que contrariou o disposto nos parágrafos 4... e 5... do artigo 40 da Constituição Federal, que prevê que todos os pensionistas têm direito a receber o benefício base de 100% (cem por cento) dos vencimentos ou proventos do servidor falecido”. Afirma que “não deve ser penalizada com a aplicação das Súmulas 282 e 356 desta Corte”. Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5..., LV, e 40, § 5..., da Constituição Federal. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul disponibilizado em 10.11.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., LV, e 40, § 5..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Para o adequado enfrentamento da controvérsia, transcrevo as razões de decidir, quando do julgamento do recurso veiculado na origem: “APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. PENSÃO. POLICIAL CIVIL. MORTO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. LEI ESTADUAL N. 7.366/80. 1. O Estatuto dos Servidores da Polícia Civil (Lei Estadual n. 7.366/80), assim como o Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar (Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., LV, e 40, § 5..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Para o adequado enfrentamento da controvérsia, transcrevo as razões de decidir, quando do julgamento do recurso veiculado na origem: “APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. PENSÃO. POLICIAL CIVIL. MORTO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. LEI ESTADUAL N. 7.366/80. 1. O Estatuto dos Servidores da Polícia Civil (Lei Estadual n. 7.366/80), assim como o Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar (Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS Complementar Estadual n. 10.990/97), contém previsão legal no sentido de que, quando ocorre o falecimento em decorrência do exercício da função, nasce o direito a uma promoção post mortem, cujo valor é agregado à pensão previdenciária, porém pago pelo Estado, tendo em conta o caráter indenizatório, e não previdenciário. Deve ser pago pelo Estado porque, em relação ao mencionado plus decorrente da promoção post mortem, o IPERGS não teve a devida contraprestação. Essa é a situação existente no plano legal. Ausência do direito a duas pensões distintas. Precedentes. 2. Ausência do interesse de agir configurada. RECURSO PROVIDO.” Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.6.2012, cuja ementa transcrevo: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE DO AGRAVO REGIMENTAL. INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DE SEXTA PARTE SOBRE A INTEGRALIDADE DOS VENCIMENTOS DE SERVIDOR ESTADUAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS Complementar Estadual n. 10.990/97), contém previsão legal no sentido de que, quando ocorre o falecimento em decorrência do exercício da função, nasce o direito a uma promoção post mortem, cujo valor é agregado à pensão previdenciária, porém pago pelo Estado, tendo em conta o caráter indenizatório, e não previdenciário. Deve ser pago pelo Estado porque, em relação ao mencionado plus decorrente da promoção post mortem, o IPERGS não teve a devida contraprestação. Essa é a situação existente no plano legal. Ausência do direito a duas pensões distintas. Precedentes. 2. Ausência do interesse de agir configurada. RECURSO PROVIDO.” Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.6.2012, cuja ementa transcrevo: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE DO AGRAVO REGIMENTAL. INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DE SEXTA PARTE SOBRE A INTEGRALIDADE DOS VENCIMENTOS DE SERVIDOR ESTADUAL. MATÉRIA DE ÍNDOLE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DESTA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). 2. Na hipótese em apreço, o cálculo do adicional de sexta-parte foi solucionado à luz do art. 129 da Constituição do Estado de São Paulo, não desafiando o acórdão, recurso extraordinário. … 5. Embargos de declaração acolhidos para reconhecer a tempestividade o agravo regimental e negar-lhe provimento”. Quanto à alegada violação do art. 5..., LV, da Constituição Federal, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DESTA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). 2. Na hipótese em apreço, o cálculo do adicional de sexta-parte foi solucionado à luz do art. 129 da Constituição do Estado de São Paulo, não desafiando o acórdão, recurso extraordinário. … 5. Embargos de declaração acolhidos para reconhecer a tempestividade o agravo regimental e negar-lhe provimento”. Quanto à alegada violação do art. 5..., LV, da Constituição Federal, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé". Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário (art. 5..., LV, da Constituição Federal) não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé". Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Nada colhe. Tal como consignado na decisão agravada, a matéria constitucional versada no recurso extraordinário (art. 5..., LV, da Constituição Federal) não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco suscitada nos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento, a atrair o óbice das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238 AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 13.92013). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: “(...) Verifico que o óbito do segurado, policial militar morto em serviço, deu-se em 02/06/1988 (fl. 07), ocasião em que vigorava o estabelecido nos artigos 71 e 72 do Estatuto dos Servidores da Polícia Civil (Lei Estadual 7.366/80), garantindo o artigo 71 pensão integral aos dependentes do policial morto por motivo de sua atividade ou em decorrência dela, dispondo o artigo 72 caber ao IPERGS a pensão normal de sua legislação. O art. 26, por sua vez, instituiu a promoção post mortem, e o parágrafo único integrou o valor pecuniário à pensão. (…) Os artigos 84 e 85 do atual Estatuto dos Servidores da Brigada Militar – a Lei Complementar 10.990/97 – preveem o direito, aos dependentes do falecido servidor vitimado em serviço, do pensionamento comum prestado pelo IPERGS, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 853.128- AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 21.5.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. De todo modo, o exame da alegação pressuporia uma nova apreciação dos fatos e do seu enquadramento à legislação processual que disciplina, de forma específica, o instituto da coisa julgada, o que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 639.238 AgR/PR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 13.92013). De outra parte, oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: “(...) Verifico que o óbito do segurado, policial militar morto em serviço, deu-se em 02/06/1988 (fl. 07), ocasião em que vigorava o estabelecido nos artigos 71 e 72 do Estatuto dos Servidores da Polícia Civil (Lei Estadual 7.366/80), garantindo o artigo 71 pensão integral aos dependentes do policial morto por motivo de sua atividade ou em decorrência dela, dispondo o artigo 72 caber ao IPERGS a pensão normal de sua legislação. O art. 26, por sua vez, instituiu a promoção post mortem, e o parágrafo único integrou o valor pecuniário à pensão. (…) Os artigos 84 e 85 do atual Estatuto dos Servidores da Brigada Militar – a Lei Complementar 10.990/97 – preveem o direito, aos dependentes do falecido servidor vitimado em serviço, do pensionamento comum prestado pelo IPERGS, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS acrescido, apenas, em caso de promoção extraordinária, da diferença correspondente entre os vencimentos então percebidos pelo servidor e o valor dos vencimentos integrais do grau hierárquico imediatamente superior ao que possuía na ativa. (…) Não há, de fato, duas pensões. Há a pensão devida pelo IPERGS, a que fazem jus os dependentes de todo o servidor público estadual abrangido pelo Regime Próprio, mais uma diferença, de caráter indenizatório, que corresponde, no caso dos policiais-militares, ao soldo da graduação superior, diferença esta de responsabilidade do Estado. Quem estabelece com precisão a dimensão e a natureza das responsabilidades de cada ente público, Estado e IPERGS é o seguinte julgado da Colenda 1... Câmara Cível deste Tribunal, Relator o insigne Desembargador IRINEU MARIANI: APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PENSÃO DEIXADA POR POLICIAL- MILITAR MORTO EM SERVIÇO. PLUS DA PROMOÇÃO POST MORTE. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. 1. Competência da Câmara. O benefício deixado pelo policial-militar aos dependentes, por motivo de promoção post mortem diz respeito a previdência pública (relação jurídico-previdenciária), e não a servidores público (relação jurídico-estatutária). 2. Reexame necessário. Não havendo hipótese de exclusão (Código de Processo Civil, art. 475, §§ 2... e 3...), merece conhecido de ofício o reexame necessário. 3. Sentença ultra petita. Merece excluída a parte da sentença que ultrapassou o pedido. 4. Prescrição. Não decorridos mais de cinco anos desde que o Estado cancelou administrativamente o pagamento, não há falar em prescrição. 5. Pensão relativa ao plus decorrente da promoção post mortem. Não existem duas pensões, uma previdenciária paga pelo IPERGS e outra hereditária 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS acrescido, apenas, em caso de promoção extraordinária, da diferença correspondente entre os vencimentos então percebidos pelo servidor e o valor dos vencimentos integrais do grau hierárquico imediatamente superior ao que possuía na ativa. (…) Não há, de fato, duas pensões. Há a pensão devida pelo IPERGS, a que fazem jus os dependentes de todo o servidor público estadual abrangido pelo Regime Próprio, mais uma diferença, de caráter indenizatório, que corresponde, no caso dos policiais-militares, ao soldo da graduação superior, diferença esta de responsabilidade do Estado. Quem estabelece com precisão a dimensão e a natureza das responsabilidades de cada ente público, Estado e IPERGS é o seguinte julgado da Colenda 1... Câmara Cível deste Tribunal, Relator o insigne Desembargador IRINEU MARIANI: APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PENSÃO DEIXADA POR POLICIAL- MILITAR MORTO EM SERVIÇO. PLUS DA PROMOÇÃO POST MORTE. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. 1. Competência da Câmara. O benefício deixado pelo policial-militar aos dependentes, por motivo de promoção post mortem diz respeito a previdência pública (relação jurídico-previdenciária), e não a servidores público (relação jurídico-estatutária). 2. Reexame necessário. Não havendo hipótese de exclusão (Código de Processo Civil, art. 475, §§ 2... e 3...), merece conhecido de ofício o reexame necessário. 3. Sentença ultra petita. Merece excluída a parte da sentença que ultrapassou o pedido. 4. Prescrição. Não decorridos mais de cinco anos desde que o Estado cancelou administrativamente o pagamento, não há falar em prescrição. 5. Pensão relativa ao plus decorrente da promoção post mortem. Não existem duas pensões, uma previdenciária paga pelo IPERGS e outra hereditária 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS paga pelo Estado, e sim uma só pensão dividida em duas partes, sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem para o posto de hierarquia imediatamente superior, paga pelo Estado. Estatutos antigos (Leis-RS 6.195/71 e 7.138/78) e atual (Lei-RS 10.990, de 18-08-97). 6. Custas e taxa judiciária. (...) 7. Dispositivo. Apelação provida em parte e no mais sentença confirmada em reexame necessário conhecido de ofício. (Apelação Cível n 70024765554, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Irineu Mariani, Julgado em 27/08/2008). (…) Comungo inteiramente de tais fundamentos, e que se aplicam, observados as respectivas leis de regência, também aos dependentes de policial civil morto em serviço. No caso concreto, resta evidenciado pelo documento de fl. 40 que a pensionista percebe, do Estado, uma pensão vitalícia equivalente a 100% do cargo de Inspetor de Polícia ocupado pelo extinto segurado falecido em objeto do serviço, da qual deve ser descontado o benefício comum, de responsabilidade do IPERGS. (…) Então, há indiscutível ausência de interesse de agir para perseguir um segundo pensionamento ou para requerer revisão da pensão devida pelo IPERGS”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo concluiu, à luz da legislação local (Lei Estadual n 7.366/80), que inexistem duas pensões, mas apenas uma dividida em duas partes, “sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem para o posto de hierarquia imediatamente superior, paga pelo Estado”, razão pela qual reconheceu a ausência de interesse de agir da ora agravante. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS paga pelo Estado, e sim uma só pensão dividida em duas partes, sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem para o posto de hierarquia imediatamente superior, paga pelo Estado. Estatutos antigos (Leis-RS 6.195/71 e 7.138/78) e atual (Lei-RS 10.990, de 18-08-97). 6. Custas e taxa judiciária. (...) 7. Dispositivo. Apelação provida em parte e no mais sentença confirmada em reexame necessário conhecido de ofício. (Apelação Cível n 70024765554, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Irineu Mariani, Julgado em 27/08/2008). (…) Comungo inteiramente de tais fundamentos, e que se aplicam, observados as respectivas leis de regência, também aos dependentes de policial civil morto em serviço. No caso concreto, resta evidenciado pelo documento de fl. 40 que a pensionista percebe, do Estado, uma pensão vitalícia equivalente a 100% do cargo de Inspetor de Polícia ocupado pelo extinto segurado falecido em objeto do serviço, da qual deve ser descontado o benefício comum, de responsabilidade do IPERGS. (…) Então, há indiscutível ausência de interesse de agir para perseguir um segundo pensionamento ou para requerer revisão da pensão devida pelo IPERGS”. Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal a quo concluiu, à luz da legislação local (Lei Estadual n 7.366/80), que inexistem duas pensões, mas apenas uma dividida em duas partes, “sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem para o posto de hierarquia imediatamente superior, paga pelo Estado”, razão pela qual reconheceu a ausência de interesse de agir da ora agravante. Divergir de tal entendimento demandaria a análise da legislação infraconstitucional 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS local, o que é inviável nesta sede recursal, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MILITAR. MORTE EM SERVIÇO. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA CUMULADA COM INDENIZATÓRIA. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 7.366/1980. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 752.805-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 20.8.2013). “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Alegam as agravantes que o acórdão impugnado viola o disposto nos arts. 37 e 40, § 2..., da Carta Magna. O acórdão recorrido tem a seguinte ementa (fls. 73): “APELAÇÃO CÍVEL. PENSÃO DE POLICIAL CIVIL MORTO EM ATIVIDADE. RESPONSABILIDADE DO ESTADO QUANTO AO PLUS DECORRENTE DA PROMOÇÃO POST MORTEM. 1. Não existem duas pensões, uma previdenciária paga pela Estado, e sim uma só pensão dividida em duas partes, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS local, o que é inviável nesta sede recursal, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MILITAR. MORTE EM SERVIÇO. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA CUMULADA COM INDENIZATÓRIA. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 7.366/1980. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 752.805-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 20.8.2013). “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Alegam as agravantes que o acórdão impugnado viola o disposto nos arts. 37 e 40, § 2..., da Carta Magna. O acórdão recorrido tem a seguinte ementa (fls. 73): “APELAÇÃO CÍVEL. PENSÃO DE POLICIAL CIVIL MORTO EM ATIVIDADE. RESPONSABILIDADE DO ESTADO QUANTO AO PLUS DECORRENTE DA PROMOÇÃO POST MORTEM. 1. Não existem duas pensões, uma previdenciária paga pela Estado, e sim uma só pensão dividida em duas partes, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 694950 AGR / RS sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem paga pelo Estado. Exegese dos arts. 26 e parágrafo único, 71 e 72, da Lei-RS 7.366/80 (Estatuto dos Servidores da Polícia Civil), e Lei Complementar-RS 11.000/97. Voto vencido do relator. 2. Apelação provida em parte, por maioria.” Acrescentam que, embora de natureza indenizatória a pensão pleiteada não poderia ser compensada com a pensão de cunho previdenciário. Decido. O tema debatido nos autos está adstrito à interpretação de direito local, o que inviabiliza a abertura da via extraordinária, ante o óbice contido na Súmula 280. Nesse sentido, mutatis mutandis: AI 533.409-AgR (rel. min. Carlos Britto, DJ de 17.11.2006); AI 603.030-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 13.04.2007) e Recurso Extraordinário 547.277-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 12.09.2008). Ademais, a análise da suposta violação ao princípio da legalidade demandaria o exame prévio da legislação infraconstitucional. Trata-se, portanto, de alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, o que dá margem ao descabimento do recurso extraordinário. Incide, no caso, a Súmula 636 desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao agravo (AI 733.914/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 07.11.2011). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Supremo Tribunal Federal ARE 694950 AGR / RS sendo a comum paga pelo IPERGS, e a especial, correspondente ao plus decorrente da promoção post mortem paga pelo Estado. Exegese dos arts. 26 e parágrafo único, 71 e 72, da Lei-RS 7.366/80 (Estatuto dos Servidores da Polícia Civil), e Lei Complementar-RS 11.000/97. Voto vencido do relator. 2. Apelação provida em parte, por maioria.” Acrescentam que, embora de natureza indenizatória a pensão pleiteada não poderia ser compensada com a pensão de cunho previdenciário. Decido. O tema debatido nos autos está adstrito à interpretação de direito local, o que inviabiliza a abertura da via extraordinária, ante o óbice contido na Súmula 280. Nesse sentido, mutatis mutandis: AI 533.409-AgR (rel. min. Carlos Britto, DJ de 17.11.2006); AI 603.030-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de 13.04.2007) e Recurso Extraordinário 547.277-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 12.09.2008). Ademais, a análise da suposta violação ao princípio da legalidade demandaria o exame prévio da legislação infraconstitucional. Trata-se, portanto, de alegação de ofensa indireta ou reflexa à Constituição, o que dá margem ao descabimento do recurso extraordinário. Incide, no caso, a Súmula 636 desta Corte. Do exposto, nego seguimento ao agravo (AI 733.914/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 07.11.2011). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4672303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703857 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.950 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : FERNANDA ZOE DE SÁ GONÇALVES ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703857 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694 . 950", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 694950 AGR / RS", "ARE 694950 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694 . 950", "AGRAVO 694 . 950", "ARE 694950 AGR / RS", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 650 . 574 - AgR / SP", "ARE 647 . 735 - AgR / SP", "ARE 694950 AGR / RS", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "574", "-", "AgR", "/", "SP", "ARE 647 . 735 - AgR / SP", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "ARE 694950 AGR / RS", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "ARE 694950 AGR / RS", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "ARE 694950 AGR / RS", "Súmulas 282", "Súmulas ns 282", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 853 . 128 - AgR / MG", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 238 AgR / PR", "ARE 694950", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 853 . 128 - AgR / MG", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 238 AgR / PR", "ARE 694950 AGR / RS", "ARE 694950 AGR / RS", "Apelação Cível n 70024765554", "ARE 694950 AGR / RS", "Apelação Cível n 70024765554", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 752 . 805 - AgR / RS", "ARE 694950 AGR", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 752 . 805 - 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2", "Complementar", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Complementar Estadual n . 10 . 990 / 97", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 129 da Constituição do Estado de São Paulo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 129 da Constituição do Estado de São Paulo", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO", "§ 2 .", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil )", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 71 e 72 do Estatuto dos Servidores da Polícia Civil", "Lei Estadual 7 . 366 / 80", "artigos 84 e 85 do atual", "Estatuto dos Servidores da Brigada Militar", "Lei Complementar 10 . 990 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . 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Turma", "1", ".", ".", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "IPERGS", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IPERGS", "IPERGS", "Câmara", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IPERGS", "IPERGS", "1", ".", ".", ".", "Câmara Cível", "Câmara", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IPERGS", "Primeira Câmara Cível", "Tribunal de Justiça do RS", "IPERGS", "IPERGS", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IPERGS", "Primeira Câmara Cível", "Tribunal de Justiça do RS", "IPERGS", "IPERGS", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) :MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Previdenciário. 3. Ex-combatente. Pensão especial. Benefício previdenciário. 4. Cumulação. Possibilidade. 5. Art. 53, II, do ADCT. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806538. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) :MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento a recurso extraordinário, com o fundamento de que é possível a cumulação de pensão especial de ex-combatente com benefício previdenciário. No agravo regimental, sustenta-se não haver questão constitucional em debate. Afirma-se que, no caso, pretende-se saber se a agravada, viúva de militar do Exército que participou de operações bélicas durante a 2ª Guerra Mundial, teria direito à pensão especial de ex-combatente, mesmo no caso de este ter continuado na vida castrense (fl. 121). Nesse sentido, argumenta-se que o falecido esposo da autora não se enquadraria no conceito de ex-combatente para fins de cumulação de pensão especial e, por essa razão, a controvérsia é de natureza infraconstitucional (fl. 121). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806539. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) :MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento a recurso extraordinário, com o fundamento de que é possível a cumulação de pensão especial de ex-combatente com benefício previdenciário. No agravo regimental, sustenta-se não haver questão constitucional em debate. Afirma-se que, no caso, pretende-se saber se a agravada, viúva de militar do Exército que participou de operações bélicas durante a 2ª Guerra Mundial, teria direito à pensão especial de ex-combatente, mesmo no caso de este ter continuado na vida castrense (fl. 121). Nesse sentido, argumenta-se que o falecido esposo da autora não se enquadraria no conceito de ex-combatente para fins de cumulação de pensão especial e, por essa razão, a controvérsia é de natureza infraconstitucional (fl. 121). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, um a vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte, segundo a qual é possível a cumulação de pensão especial de ex-combatente com benefício previdenciário. Nesse sentido, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, cito o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO DE PENSÃO ESPECIAL DE EX- COMBATENTE COM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (RE-AgR 641.064, Re. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 11.4.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806540. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, um a vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte, segundo a qual é possível a cumulação de pensão especial de ex-combatente com benefício previdenciário. Nesse sentido, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, cito o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO DE PENSÃO ESPECIAL DE EX- COMBATENTE COM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (RE-AgR 641.064, Re. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 11.4.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 22/10/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) : MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4795007 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) : MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4795007 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4846962
2013-10-22T00:00:00
2013-11-12T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 22.10.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Previdenciário. 3. Ex-combatente. Pensão especial. Benefício previdenciário. 4. Cumulação. Possibilidade. 5. Art. 53, II, do ADCT. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur247867
- Acórdão(s) citado(s): (CUMULAÇÃO) RE 641064 AgR (2ªT). Número de páginas: 4. Análise: 25/11/2013, TIA.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
816525
[ "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00053 INC-00002\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS" ]
AI-AgR
acordaos
AI 816525 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) : MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) :MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Previdenciário. 3. Ex-combatente. Pensão especial. Benefício previdenciário. 4. Cumulação. Possibilidade. 5. Art. 53, II, do ADCT. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806538. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) :MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento a recurso extraordinário, com o fundamento de que é possível a cumulação de pensão especial de ex-combatente com benefício previdenciário. No agravo regimental, sustenta-se não haver questão constitucional em debate. Afirma-se que, no caso, pretende-se saber se a agravada, viúva de militar do Exército que participou de operações bélicas durante a 2... Guerra Mundial, teria direito à pensão especial de ex-combatente, mesmo no caso de este ter continuado na vida castrense (fl. 121). Nesse sentido, argumenta-se que o falecido esposo da autora não se enquadraria no conceito de ex-combatente para fins de cumulação de pensão especial e, por essa razão, a controvérsia é de natureza infraconstitucional (fl. 121). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806539. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) :MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento a recurso extraordinário, com o fundamento de que é possível a cumulação de pensão especial de ex-combatente com benefício previdenciário. No agravo regimental, sustenta-se não haver questão constitucional em debate. Afirma-se que, no caso, pretende-se saber se a agravada, viúva de militar do Exército que participou de operações bélicas durante a 2... Guerra Mundial, teria direito à pensão especial de ex-combatente, mesmo no caso de este ter continuado na vida castrense (fl. 121). Nesse sentido, argumenta-se que o falecido esposo da autora não se enquadraria no conceito de ex-combatente para fins de cumulação de pensão especial e, por essa razão, a controvérsia é de natureza infraconstitucional (fl. 121). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806539. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, um a vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte, segundo a qual é possível a cumulação de pensão especial de ex-combatente com benefício previdenciário. Nesse sentido, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, cito o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO DE PENSÃO ESPECIAL DE EX- COMBATENTE COM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário-AgR 641.064, Re. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 11.4.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806540. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, um a vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte, segundo a qual é possível a cumulação de pensão especial de ex-combatente com benefício previdenciário. Nesse sentido, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, cito o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO DE PENSÃO ESPECIAL DE EX- COMBATENTE COM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário-AgR 641.064, Re. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 11.4.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4806540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 22/10/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) : MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4795007 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.525 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MARIA BUNN COSTA ADV.(A/S) : MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4795007 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 525", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 525", "Recurso Extraordinário - AgR 641 . 064", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 525", "Recurso Extraordinário - AgR 641 . 064", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 525", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 525" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Exército", "2", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Exército", "2", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARIA BUNN COSTA", "MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA BUNN COSTA", "MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA BUNN COSTA", "MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "MARIA BUNN COSTA", "MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "MARIA BUNN COSTA", "MÁRCIO WANDERLEY DE AZEVEDO", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2013", "22 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", ". . . Guerra", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", ". .", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "11", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "11", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) :FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) :COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) :CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA DE EMPREGADO PÚBLICO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287/STF. PRECEDENTES. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “RECURSO DE REVISTA – NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DESCARACTERIZAÇÃO. Havendo o acórdão regional observado a regra consubstanciada no art. 131 do CPC no tocante a formar sua convicção livremente e em conformidade com os fatos e circunstâncias dos autos, além de indicar os motivos de seu convencimento, afasta-se a possibilidade de negativa de prestação jurisdicional, sobretudo quando esta arguição se reveste de roupagem processual visando a obter, indisfarçavelmente, a revisão do conjunto fático dos autos. Não há aí error in procedendo a justificar a pretensão de nulidade deduzida na instância extraordinária. Recurso de revista não conhecido”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806122. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 661323 AGR / RJ Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806122. Supremo Tribunal Federal ARE 661323 AGR / RJ Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) :FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) :COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) :CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA DE EMPREGADO PÚBLICO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287/STF. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22/5/2013, e AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806123. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) :FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) :COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) :CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA DE EMPREGADO PÚBLICO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287/STF. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22/5/2013, e AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 661323 AGR / RJ REVISTA – NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DESCARACTERIZAÇÃO. Havendo o acórdão regional observado a regra consubstanciada no art. 131 do CPC no tocante a formar sua convicção livremente e em conformidade com os fatos e circunstâncias dos autos, além de indicar os motivos de seu convencimento, afasta-se a possibilidade de negativa de prestação jurisdicional, sobretudo quando esta arguição se reveste de roupagem processual visando a obter, indisfarçavelmente, a revisão do conjunto fático dos autos. Não há aí error in procedendo a justificar a pretensão de nulidade deduzida na instância extraordinária. Recurso de revista não conhecido”. 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “[...] a r. decisão monocrática, quando revogou o SOBRESTAMENTO determinado às fls. 754, feriu gravemente o direito do autor, que se amparava no instituto da Repercussão Geral Constitucional através do leading case RE 589.998, que tem como tema “Despedia imotivada de empregados de Empresa Pública’. Quanto ao ataque aos fundamentos da decisão agravada, entende o ora agravante que as fez fundamentadamente, tendo em vista que diametralmente oposto ao que entendeu o C. TST, no exame de admissibilidade do Recuso Extraordinário, bem como quando do Agravo de Instrumento, entendeu o Tribunal a quo, a falta de existência da Repercussão Geral Constitucional, atribuindo ao presente feito, a incidência do RE 598.365/MG, ‘que reconheceu a inexistência de repercussão no tocante aos temas afetos a pressupostos de admissibilidade de recursos’.” (fls. 770-773) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806123. Supremo Tribunal Federal ARE 661323 AGR / RJ REVISTA – NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DESCARACTERIZAÇÃO. Havendo o acórdão regional observado a regra consubstanciada no art. 131 do CPC no tocante a formar sua convicção livremente e em conformidade com os fatos e circunstâncias dos autos, além de indicar os motivos de seu convencimento, afasta-se a possibilidade de negativa de prestação jurisdicional, sobretudo quando esta arguição se reveste de roupagem processual visando a obter, indisfarçavelmente, a revisão do conjunto fático dos autos. Não há aí error in procedendo a justificar a pretensão de nulidade deduzida na instância extraordinária. Recurso de revista não conhecido”. 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “[...] a r. decisão monocrática, quando revogou o SOBRESTAMENTO determinado às fls. 754, feriu gravemente o direito do autor, que se amparava no instituto da Repercussão Geral Constitucional através do leading case RE 589.998, que tem como tema “Despedia imotivada de empregados de Empresa Pública’. Quanto ao ataque aos fundamentos da decisão agravada, entende o ora agravante que as fez fundamentadamente, tendo em vista que diametralmente oposto ao que entendeu o C. TST, no exame de admissibilidade do Recuso Extraordinário, bem como quando do Agravo de Instrumento, entendeu o Tribunal a quo, a falta de existência da Repercussão Geral Constitucional, atribuindo ao presente feito, a incidência do RE 598.365/MG, ‘que reconheceu a inexistência de repercussão no tocante aos temas afetos a pressupostos de admissibilidade de recursos’.” (fls. 770-773) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o recurso extraordinário interposto pelo agravante foi inadmitido pelo Tribunal de origem sob o fundamento de que os dispositivos constitucionais não foram devidamente prequestionados. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a parte recorrente, nas razões do agravo, não impugnou a incidência da Súmula 282 do STF, e, ao assim proceder, deixou de atacar, de forma específica, cada um dos fundamentos expostos na decisão, que na origem, inadmitiu o apelo extremo. Incide, na espécie, o enunciado da súmula STF 287: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806124. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o recurso extraordinário interposto pelo agravante foi inadmitido pelo Tribunal de origem sob o fundamento de que os dispositivos constitucionais não foram devidamente prequestionados. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a parte recorrente, nas razões do agravo, não impugnou a incidência da Súmula 282 do STF, e, ao assim proceder, deixou de atacar, de forma específica, cada um dos fundamentos expostos na decisão, que na origem, inadmitiu o apelo extremo. Incide, na espécie, o enunciado da súmula STF 287: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 661323 AGR / RJ Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 26/6/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO STF. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O agravo não atacou todos os fundamentos expostos na decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 desta Corte. Precedentes. II – Os Ministros desta Corte, no RE 598.365- RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo regimental improvido” (ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013). Nesse contexto, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF), máxime quando a controvérsia dos autos não guarda identidade com o paradigma da repercussão geral alegado. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806124. Supremo Tribunal Federal ARE 661323 AGR / RJ Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 26/6/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO STF. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O agravo não atacou todos os fundamentos expostos na decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 desta Corte. Precedentes. II – Os Ministros desta Corte, no RE 598.365- RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo regimental improvido” (ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013). Nesse contexto, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF), máxime quando a controvérsia dos autos não guarda identidade com o paradigma da repercussão geral alegado. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) : FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) : COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) : CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820045 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) : FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) : COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) : CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820045 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6871755
2014-09-16T00:00:00
2014-10-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA DE EMPREGADO PÚBLICO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287/STF. PRECEDENTES. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “RECURSO DE REVISTA – NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DESCARACTERIZAÇÃO. Havendo o acórdão regional observado a regra consubstanciada no art. 131 do CPC no tocante a formar sua convicção livremente e em conformidade com os fatos e circunstâncias dos autos, além de indicar os motivos de seu convencimento, afasta-se a possibilidade de negativa de prestação jurisdicional, sobretudo quando esta arguição se reveste de roupagem processual visando a obter, indisfarçavelmente, a revisão do conjunto fático dos autos. Não há aí error in procedendo a justificar a pretensão de nulidade deduzida na instância extraordinária. Recurso de revista não conhecido”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur278893
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) ARE 680279 AgR (1ªT), ARE 735978 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 14/10/2014, MAR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
661323
[ "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 661323 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) : FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) : COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) : CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) :FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) :COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) :CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA DE EMPREGADO PÚBLICO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “RECURSO DE REVISTA – NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DESCARACTERIZAÇÃO. Havendo o acórdão regional observado a regra consubstanciada no art. 131 do Código de Processo Civil no tocante a formar sua convicção livremente e em conformidade com os fatos e circunstâncias dos autos, além de indicar os motivos de seu convencimento, afasta-se a possibilidade de negativa de prestação jurisdicional, sobretudo quando esta arguição se reveste de roupagem processual visando a obter, indisfarçavelmente, a revisão do conjunto fático dos autos. Não há aí error in procedendo a justificar a pretensão de nulidade deduzida na instância extraordinária. Recurso de revista não conhecido”. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806122. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 661323 AGR / RJ Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806122. Supremo Tribunal Federal ARE 661323 AGR / RJ Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) :FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) :COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) :CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA DE EMPREGADO PÚBLICO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22/5/2013, e AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806123. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) :FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) :COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) :CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA DE EMPREGADO PÚBLICO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22/5/2013, e AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 661323 AGR / RJ REVISTA – NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DESCARACTERIZAÇÃO. Havendo o acórdão regional observado a regra consubstanciada no art. 131 do Código de Processo Civil no tocante a formar sua convicção livremente e em conformidade com os fatos e circunstâncias dos autos, além de indicar os motivos de seu convencimento, afasta-se a possibilidade de negativa de prestação jurisdicional, sobretudo quando esta arguição se reveste de roupagem processual visando a obter, indisfarçavelmente, a revisão do conjunto fático dos autos. Não há aí error in procedendo a justificar a pretensão de nulidade deduzida na instância extraordinária. Recurso de revista não conhecido”. 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “[...] a r. decisão monocrática, quando revogou o SOBRESTAMENTO determinado às fls. 754, feriu gravemente o direito do autor, que se amparava no instituto da Repercussão Geral Constitucional através do leading case Recurso Extraordinário 589.998, que tem como tema “Despedia imotivada de empregados de Empresa Pública’. Quanto ao ataque aos fundamentos da decisão agravada, entende o ora agravante que as fez fundamentadamente, tendo em vista que diametralmente oposto ao que entendeu o C. Tribunal Superior do Trabalho, no exame de admissibilidade do Recuso Extraordinário, bem como quando do Agravo de Instrumento, entendeu o Tribunal a quo, a falta de existência da Repercussão Geral Constitucional, atribuindo ao presente feito, a incidência do Recurso Extraordinário 598.365/MG, ‘que reconheceu a inexistência de repercussão no tocante aos temas afetos a pressupostos de admissibilidade de recursos’.” (fls. 770-773) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806123. Supremo Tribunal Federal ARE 661323 AGR / RJ REVISTA – NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DESCARACTERIZAÇÃO. Havendo o acórdão regional observado a regra consubstanciada no art. 131 do Código de Processo Civil no tocante a formar sua convicção livremente e em conformidade com os fatos e circunstâncias dos autos, além de indicar os motivos de seu convencimento, afasta-se a possibilidade de negativa de prestação jurisdicional, sobretudo quando esta arguição se reveste de roupagem processual visando a obter, indisfarçavelmente, a revisão do conjunto fático dos autos. Não há aí error in procedendo a justificar a pretensão de nulidade deduzida na instância extraordinária. Recurso de revista não conhecido”. 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “[...] a r. decisão monocrática, quando revogou o SOBRESTAMENTO determinado às fls. 754, feriu gravemente o direito do autor, que se amparava no instituto da Repercussão Geral Constitucional através do leading case Recurso Extraordinário 589.998, que tem como tema “Despedia imotivada de empregados de Empresa Pública’. Quanto ao ataque aos fundamentos da decisão agravada, entende o ora agravante que as fez fundamentadamente, tendo em vista que diametralmente oposto ao que entendeu o C. Tribunal Superior do Trabalho, no exame de admissibilidade do Recuso Extraordinário, bem como quando do Agravo de Instrumento, entendeu o Tribunal a quo, a falta de existência da Repercussão Geral Constitucional, atribuindo ao presente feito, a incidência do Recurso Extraordinário 598.365/MG, ‘que reconheceu a inexistência de repercussão no tocante aos temas afetos a pressupostos de admissibilidade de recursos’.” (fls. 770-773) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o recurso extraordinário interposto pelo agravante foi inadmitido pelo Tribunal de origem sob o fundamento de que os dispositivos constitucionais não foram devidamente prequestionados. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a parte recorrente, nas razões do agravo, não impugnou a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal, e, ao assim proceder, deixou de atacar, de forma específica, cada um dos fundamentos expostos na decisão, que na origem, inadmitiu o apelo extremo. Incide, na espécie, o enunciado da súmula Supremo Tribunal Federal 287: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806124. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o recurso extraordinário interposto pelo agravante foi inadmitido pelo Tribunal de origem sob o fundamento de que os dispositivos constitucionais não foram devidamente prequestionados. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a parte recorrente, nas razões do agravo, não impugnou a incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal, e, ao assim proceder, deixou de atacar, de forma específica, cada um dos fundamentos expostos na decisão, que na origem, inadmitiu o apelo extremo. Incide, na espécie, o enunciado da súmula Supremo Tribunal Federal 287: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 661323 AGR / RJ Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 26/6/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O agravo não atacou todos os fundamentos expostos na decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 desta Corte. Precedentes. II – Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365- RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo regimental improvido” (ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013). Nesse contexto, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988), máxime quando a controvérsia dos autos não guarda identidade com o paradigma da repercussão geral alegado. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806124. Supremo Tribunal Federal ARE 661323 AGR / RJ Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 26/6/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O agravo não atacou todos os fundamentos expostos na decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 desta Corte. Precedentes. II – Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365- RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo regimental improvido” (ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013). Nesse contexto, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988), máxime quando a controvérsia dos autos não guarda identidade com o paradigma da repercussão geral alegado. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) : FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) : COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) : CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820045 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.323 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDUARDO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO ADV.(A/S) : FRANCISCO GREGÓRIO DA SILVA AGDO.(A/S) : COMPANHIA DO METROPOLITANO DO RIO DE JANEIRO - METRÔ ADV.(A/S) : CLAUDIA REGINA GUARIENTO DEL PONTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820045 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 287 /", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "ARE 661323 AGR /", "ARE 661323 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661 . 323", "SÚMULA 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 665 . 255 - AgR / PR", "AI 763 . 915 - AgR / RJ", "SÚMULA 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 665 . 255 - AgR / PR", "AI 763 . 915 - AgR / RJ", "ARE 661323 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 589 . 998", "Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG", "ARE 661323 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 589 . 998", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Supremo", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "súmula", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Supremo", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 desta Corte", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "ARE 661323 AGR / RJ", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "AGRAVO 661 . 323" ], "LEGISLACAO": [ "art . 131 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 131 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 131 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) :JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) :MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) :KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. O habeas corpus deve ser utilizado “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (art. 5º, LXVIII, da CF/88). 2. Não cabe habeas corpus para questionar decisão do Superior Tribunal de Justiça que determina o afastamento do paciente do cargo de Desembargador de Tribunal Estadual. 3. Decisão agravada em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848585. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) :JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) :MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) :KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa que negou seguimento ao habeas corpus, nos termos seguintes: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de AMADO CILTON ROSA, contra decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do INQ 569/TO, determinou o afastamento cautelar do paciente do cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Os impetrantes requerem o retorno do paciente às suas funções. Para tanto, alegam a nulidade do ato impugnado, ao fundamento de que seria violador do disposto no art. 29 da Lei Complementar nº 35/1979. É o relatório. Decido. Não é possível dar seguimento à presente impetração. O habeas corpus é ação constitucional autônoma destinada especificamente à proteção da liberdade de locomoção, compreendida como a faculdade de ir, vir e permanecer, contra ilegalidade ou abuso de poder. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) :JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) :MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) :KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa que negou seguimento ao habeas corpus, nos termos seguintes: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de AMADO CILTON ROSA, contra decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do INQ 569/TO, determinou o afastamento cautelar do paciente do cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Os impetrantes requerem o retorno do paciente às suas funções. Para tanto, alegam a nulidade do ato impugnado, ao fundamento de que seria violador do disposto no art. 29 da Lei Complementar nº 35/1979. É o relatório. Decido. Não é possível dar seguimento à presente impetração. O habeas corpus é ação constitucional autônoma destinada especificamente à proteção da liberdade de locomoção, compreendida como a faculdade de ir, vir e permanecer, contra ilegalidade ou abuso de poder. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 110537 AGR / DF Daí porque o sedimentado entendimento de que não pode o habeas corpus “ser utilizado para a proteção de direitos outros” (HC nº 82.880, rel. min. Carlos Velloso, DJ de 16.05.2003), “notadamente naquelas hipóteses em que o direito-fim não se identifica com a própria liberdade de locomoção física” (HC nº 71.631, rel min. Celso de Mello, DJ de 18.05.2001). No caso dos autos, o pedido se dirige, única e exclusivamente, contra o afastamento do paciente do cargo por ele ocupado. Com efeito, o pleito foi formulado no sentido de determinar o retorno do paciente às suas funções. Assim, por não vislumbrar na impetração fatos que indiquem ao menos uma remota ameaça de violência ou coação à liberdade de locomoção do paciente, entendo que a pretensão deduzida é inadmissível, pois, insuscetível de ser apreciada nesta via, destinada, repito, exclusivamente à tutela da liberdade de locomoção física. Do exposto, nego seguimento ao pedido (art. 21, § 1º, do RISTF, e 38 da Lei nº 8.038), sobretudo por sua inadequação ao fim objetivado.” 2. A parte agravante alega que o habeas corpus é a via processualmente adequada para o reconhecimento da nulidade do afastamento cautelar do paciente das funções de Desembargador. Argumenta que o Supremo Tribunal Federal “vem admitindo a impetração de habeas corpus para o exame de casos semelhantes”. Daí requerer o provimento do agravo regimental para que se determine o regular processamento deste HC. 3. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário da causa, requisitou informações atualizadas ao Superior Tribunal de Justiça, que as prestou nos seguintes termos: “[...] As investigações do Inq n. 569/TO já foram concluídas, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Supremo Tribunal Federal HC 110537 AGR / DF Daí porque o sedimentado entendimento de que não pode o habeas corpus “ser utilizado para a proteção de direitos outros” (HC nº 82.880, rel. min. Carlos Velloso, DJ de 16.05.2003), “notadamente naquelas hipóteses em que o direito-fim não se identifica com a própria liberdade de locomoção física” (HC nº 71.631, rel min. Celso de Mello, DJ de 18.05.2001). No caso dos autos, o pedido se dirige, única e exclusivamente, contra o afastamento do paciente do cargo por ele ocupado. Com efeito, o pleito foi formulado no sentido de determinar o retorno do paciente às suas funções. Assim, por não vislumbrar na impetração fatos que indiquem ao menos uma remota ameaça de violência ou coação à liberdade de locomoção do paciente, entendo que a pretensão deduzida é inadmissível, pois, insuscetível de ser apreciada nesta via, destinada, repito, exclusivamente à tutela da liberdade de locomoção física. Do exposto, nego seguimento ao pedido (art. 21, § 1º, do RISTF, e 38 da Lei nº 8.038), sobretudo por sua inadequação ao fim objetivado.” 2. A parte agravante alega que o habeas corpus é a via processualmente adequada para o reconhecimento da nulidade do afastamento cautelar do paciente das funções de Desembargador. Argumenta que o Supremo Tribunal Federal “vem admitindo a impetração de habeas corpus para o exame de casos semelhantes”. Daí requerer o provimento do agravo regimental para que se determine o regular processamento deste HC. 3. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário da causa, requisitou informações atualizadas ao Superior Tribunal de Justiça, que as prestou nos seguintes termos: “[...] As investigações do Inq n. 569/TO já foram concluídas, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 110537 AGR / DF tendo o Ministério Público Federal oferecido denúncia contra 18 pessoas, entre elas, Amado Cilton Rosa. Em razão disso, o inquérito foi reautuado como APn n. 690/TO. No momento, aguarda-se a conclusão das diligências previstas na Lei n. 8.038/1990 para que o feito seja incluído em pauta de julgamento da Corte Especial deste Tribunal, quando, então, será recebida ou rejeitada a denúncia ofertada. Informo ainda que, no dia 7 do corrente mês, a Corte Especial decidiu manter o afastamento do agravante de suas funções de desembargador até decisão sobre a denúncia...” 4. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Supremo Tribunal Federal HC 110537 AGR / DF tendo o Ministério Público Federal oferecido denúncia contra 18 pessoas, entre elas, Amado Cilton Rosa. Em razão disso, o inquérito foi reautuado como APn n. 690/TO. No momento, aguarda-se a conclusão das diligências previstas na Lei n. 8.038/1990 para que o feito seja incluído em pauta de julgamento da Corte Especial deste Tribunal, quando, então, será recebida ou rejeitada a denúncia ofertada. Informo ainda que, no dia 7 do corrente mês, a Corte Especial decidiu manter o afastamento do agravante de suas funções de desembargador até decisão sobre a denúncia...” 4. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece provimento. 2. A decisão agravada alinha-se com a jurisprudência majoritária do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “é incabível a utilização do habeas corpus quando não há risco efetivo de constrição à liberdade de locomoção física ou configuração de ofensa – atual ou iminente – ao direito de ir, vir e permanecer das pessoas” (HC 103.647, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Nessa linha, vejam-se precedentes específicos quanto ao não cabimento de HC para questionar hipótese de afastamento do cargo: “AÇÃO PENAL. MAGISTRADO. DENÚNCIA RECEBIDA. AFASTAMENTO DO CARGO. LOMAN (art. 29). 1. O afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido.” (HC 84.326-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie). “[...] 2. A decretação da perda do cargo público não se discute em habeas corpus por se tratar de via processual inadequada para discutir sua validade, dado que não representa ameaça à liberdade de locomoção. Precedentes.[...]” (HC 91.760, Rel. Min. Cármen Lúcia). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece provimento. 2. A decisão agravada alinha-se com a jurisprudência majoritária do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “é incabível a utilização do habeas corpus quando não há risco efetivo de constrição à liberdade de locomoção física ou configuração de ofensa – atual ou iminente – ao direito de ir, vir e permanecer das pessoas” (HC 103.647, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Nessa linha, vejam-se precedentes específicos quanto ao não cabimento de HC para questionar hipótese de afastamento do cargo: “AÇÃO PENAL. MAGISTRADO. DENÚNCIA RECEBIDA. AFASTAMENTO DO CARGO. LOMAN (art. 29). 1. O afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido.” (HC 84.326-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie). “[...] 2. A decretação da perda do cargo público não se discute em habeas corpus por se tratar de via processual inadequada para discutir sua validade, dado que não representa ameaça à liberdade de locomoção. Precedentes.[...]” (HC 91.760, Rel. Min. Cármen Lúcia). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 110537 AGR / DF “HABEAS CORPUS. EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO. DECISÃO QUE AFASTA O PACIENTE DO CARGO. NÃO CABIMENTO. Não há como se configurar restrição à liberdade de locomoção física em decisão que apenas determina afastamento do paciente do cargo que ocupa em virtude de recebimento de denúncia. Precedentes. Não cabe habeas corpus para proteger pretensão de reintegração no exercício das antigas atribuições. Habeas corpus não conhecido.” (HC 83.263, Rel. Min. Nelson Jobim) “HABEAS CORPUS. DENÚNCIA RECEBIDA CONTRA JUIZ DE DIREITO. AFASTAMENTO DO CARGO COM BASE NO ARTIGO 29 C/C O ARTIGO 24, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LOMAN. Denúncia que atende aos requisitos legais, inexistindo os vícios apontados na impetração. Na parte em que impugna o afastamento do paciente, sob alegação de que, no quorum de votação, levou-se em conta o número de desembargadores presentes e não a totalidade de membros do Tribunal, não merece conhecimento o writ, por não estar em jogo a liberdade de ir e vir. Habeas corpus conhecido em parte e nela indeferido.” (HC 77.784, Rel. Min. Ilmar Galvão) 3. Não desconheço que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do HC 90.617, Rel. Min. Gilmar Mendes, concedeu ordem de habeas corpus para determinar “o retorno do paciente à função de Desembargador Estadual perante o TJ/PE”. Tal decisão, contudo, foi motivada pelo “excesso de prazo gritante” no desenrolar da instrução criminal (mais de 4 anos e 6 meses desde o recebimento da denúncia). Excesso de prazo que nem sequer foi ventilado na petição inicial deste processo, restringindo-se a impetração ao argumento de nulidade absoluta do ato mediante o qual ocorreu o afastamento cautelar do acusado (o paciente foi afastado cautelarmente de suas funções em junho de 2011 e a denúncia oferecida contra ele e outros 17 acusados ainda não foi recebida). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Supremo Tribunal Federal HC 110537 AGR / DF “HABEAS CORPUS. EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO. DECISÃO QUE AFASTA O PACIENTE DO CARGO. NÃO CABIMENTO. Não há como se configurar restrição à liberdade de locomoção física em decisão que apenas determina afastamento do paciente do cargo que ocupa em virtude de recebimento de denúncia. Precedentes. Não cabe habeas corpus para proteger pretensão de reintegração no exercício das antigas atribuições. Habeas corpus não conhecido.” (HC 83.263, Rel. Min. Nelson Jobim) “HABEAS CORPUS. DENÚNCIA RECEBIDA CONTRA JUIZ DE DIREITO. AFASTAMENTO DO CARGO COM BASE NO ARTIGO 29 C/C O ARTIGO 24, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LOMAN. Denúncia que atende aos requisitos legais, inexistindo os vícios apontados na impetração. Na parte em que impugna o afastamento do paciente, sob alegação de que, no quorum de votação, levou-se em conta o número de desembargadores presentes e não a totalidade de membros do Tribunal, não merece conhecimento o writ, por não estar em jogo a liberdade de ir e vir. Habeas corpus conhecido em parte e nela indeferido.” (HC 77.784, Rel. Min. Ilmar Galvão) 3. Não desconheço que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do HC 90.617, Rel. Min. Gilmar Mendes, concedeu ordem de habeas corpus para determinar “o retorno do paciente à função de Desembargador Estadual perante o TJ/PE”. Tal decisão, contudo, foi motivada pelo “excesso de prazo gritante” no desenrolar da instrução criminal (mais de 4 anos e 6 meses desde o recebimento da denúncia). Excesso de prazo que nem sequer foi ventilado na petição inicial deste processo, restringindo-se a impetração ao argumento de nulidade absoluta do ato mediante o qual ocorreu o afastamento cautelar do acusado (o paciente foi afastado cautelarmente de suas funções em junho de 2011 e a denúncia oferecida contra ele e outros 17 acusados ainda não foi recebida). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 110537 AGR / DF 4. Diante do exposto, por não enxergar nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder, e na linha da reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, acolho o parecer do Ministério Púbico Federal e nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Supremo Tribunal Federal HC 110537 AGR / DF 4. Diante do exposto, por não enxergar nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder, e na linha da reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, acolho o parecer do Ministério Púbico Federal e nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, não adentro o tema de fundo, porque, realmente, pouco importa o prazo, o período de afastamento do cargo. O habeas é instrumental voltado a preservar a liberdade de ir e vir, e essa é tratada numa gradação maior. Não abrange a liberdade de ir ao tribunal e tomar assento na respectiva cadeira. De qualquer forma, entendo que essa ação nobre deve vir a julgamento, pela Turma, com o processo devidamente aparelhado. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4838115. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, não adentro o tema de fundo, porque, realmente, pouco importa o prazo, o período de afastamento do cargo. O habeas é instrumental voltado a preservar a liberdade de ir e vir, e essa é tratada numa gradação maior. Não abrange a liberdade de ir ao tribunal e tomar assento na respectiva cadeira. De qualquer forma, entendo que essa ação nobre deve vir a julgamento, pela Turma, com o processo devidamente aparelhado. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4838115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) : JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) : MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) : KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816842 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) : JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) : MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) : KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816842 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4871699
2013-10-22T00:00:00
2013-11-18T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. O habeas corpus deve ser utilizado “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (art. 5º, LXVIII, da CF/88). 2. Não cabe habeas corpus para questionar decisão do Superior Tribunal de Justiça que determina o afastamento do paciente do cargo de Desembargador de Tribunal Estadual. 3. Decisão agravada em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur248546
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO) HC 103647 (1ªT). (HABEAS CORPUS, AFASTAMENTO DE CARGO) HC 84326 AgR (2ªT), HC 91760 (1ªT), HC 83263 (2ªT), HC 77784 (1ªT), HC 90617 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 02/12/2013, TIA.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
110537
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00068\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 110537 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) : JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) : MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) : KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) :JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) :MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) :KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. O habeas corpus deve ser utilizado “sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (art. 5..., LXVIII, da Constituição Federal de 1988/88). 2. Não cabe habeas corpus para questionar decisão do Superior Tribunal de Justiça que determina o afastamento do paciente do cargo de Desembargador de Tribunal Estadual. 3. Decisão agravada em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848585. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) :JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) :MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) :KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa que negou seguimento ao habeas corpus, nos termos seguintes: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de AMADO CILTON ROSA, contra decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do INQ 569/TO, determinou o afastamento cautelar do paciente do cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Os impetrantes requerem o retorno do paciente às suas funções. Para tanto, alegam a nulidade do ato impugnado, ao fundamento de que seria violador do disposto no art. 29 da Lei Complementar n 35/1979. É o relatório. Decido. Não é possível dar seguimento à presente impetração. O habeas corpus é ação constitucional autônoma destinada especificamente à proteção da liberdade de locomoção, compreendida como a faculdade de ir, vir e permanecer, contra ilegalidade ou abuso de poder. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) :JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) :MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) :KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa que negou seguimento ao habeas corpus, nos termos seguintes: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de AMADO CILTON ROSA, contra decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do INQ 569/TO, determinou o afastamento cautelar do paciente do cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Os impetrantes requerem o retorno do paciente às suas funções. Para tanto, alegam a nulidade do ato impugnado, ao fundamento de que seria violador do disposto no art. 29 da Lei Complementar n 35/1979. É o relatório. Decido. Não é possível dar seguimento à presente impetração. O habeas corpus é ação constitucional autônoma destinada especificamente à proteção da liberdade de locomoção, compreendida como a faculdade de ir, vir e permanecer, contra ilegalidade ou abuso de poder. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 110537 AGR / DF Daí porque o sedimentado entendimento de que não pode o habeas corpus “ser utilizado para a proteção de direitos outros” (HC n 82.880, rel. min. Carlos Velloso, DJ de 16.05.2003), “notadamente naquelas hipóteses em que o direito-fim não se identifica com a própria liberdade de locomoção física” (HC n 71.631, rel min. Celso de Mello, DJ de 18.05.2001). No caso dos autos, o pedido se dirige, única e exclusivamente, contra o afastamento do paciente do cargo por ele ocupado. Com efeito, o pleito foi formulado no sentido de determinar o retorno do paciente às suas funções. Assim, por não vislumbrar na impetração fatos que indiquem ao menos uma remota ameaça de violência ou coação à liberdade de locomoção do paciente, entendo que a pretensão deduzida é inadmissível, pois, insuscetível de ser apreciada nesta via, destinada, repito, exclusivamente à tutela da liberdade de locomoção física. Do exposto, nego seguimento ao pedido (art. 21, § 1..., do RISTF, e 38 da Lei n 8.038), sobretudo por sua inadequação ao fim objetivado.” 2. A parte agravante alega que o habeas corpus é a via processualmente adequada para o reconhecimento da nulidade do afastamento cautelar do paciente das funções de Desembargador. Argumenta que o Supremo Tribunal Federal “vem admitindo a impetração de habeas corpus para o exame de casos semelhantes”. Daí requerer o provimento do agravo regimental para que se determine o regular processamento deste HC. 3. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário da causa, requisitou informações atualizadas ao Superior Tribunal de Justiça, que as prestou nos seguintes termos: “[...] As investigações do Inq n. 569/TO já foram concluídas, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Supremo Tribunal Federal HC 110537 AGR / DF Daí porque o sedimentado entendimento de que não pode o habeas corpus “ser utilizado para a proteção de direitos outros” (HC n 82.880, rel. min. Carlos Velloso, DJ de 16.05.2003), “notadamente naquelas hipóteses em que o direito-fim não se identifica com a própria liberdade de locomoção física” (HC n 71.631, rel min. Celso de Mello, DJ de 18.05.2001). No caso dos autos, o pedido se dirige, única e exclusivamente, contra o afastamento do paciente do cargo por ele ocupado. Com efeito, o pleito foi formulado no sentido de determinar o retorno do paciente às suas funções. Assim, por não vislumbrar na impetração fatos que indiquem ao menos uma remota ameaça de violência ou coação à liberdade de locomoção do paciente, entendo que a pretensão deduzida é inadmissível, pois, insuscetível de ser apreciada nesta via, destinada, repito, exclusivamente à tutela da liberdade de locomoção física. Do exposto, nego seguimento ao pedido (art. 21, § 1..., do RISTF, e 38 da Lei n 8.038), sobretudo por sua inadequação ao fim objetivado.” 2. A parte agravante alega que o habeas corpus é a via processualmente adequada para o reconhecimento da nulidade do afastamento cautelar do paciente das funções de Desembargador. Argumenta que o Supremo Tribunal Federal “vem admitindo a impetração de habeas corpus para o exame de casos semelhantes”. Daí requerer o provimento do agravo regimental para que se determine o regular processamento deste HC. 3. O Ministro Joaquim Barbosa, relator originário da causa, requisitou informações atualizadas ao Superior Tribunal de Justiça, que as prestou nos seguintes termos: “[...] As investigações do Inq n. 569/TO já foram concluídas, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 110537 AGR / DF tendo o Ministério Público Federal oferecido denúncia contra 18 pessoas, entre elas, Amado Cilton Rosa. Em razão disso, o inquérito foi reautuado como APn n. 690/TO. No momento, aguarda-se a conclusão das diligências previstas na Lei n. 8.038/1990 para que o feito seja incluído em pauta de julgamento da Corte Especial deste Tribunal, quando, então, será recebida ou rejeitada a denúncia ofertada. Informo ainda que, no dia 7 do corrente mês, a Corte Especial decidiu manter o afastamento do agravante de suas funções de desembargador até decisão sobre a denúncia...” 4. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Supremo Tribunal Federal HC 110537 AGR / DF tendo o Ministério Público Federal oferecido denúncia contra 18 pessoas, entre elas, Amado Cilton Rosa. Em razão disso, o inquérito foi reautuado como APn n. 690/TO. No momento, aguarda-se a conclusão das diligências previstas na Lei n. 8.038/1990 para que o feito seja incluído em pauta de julgamento da Corte Especial deste Tribunal, quando, então, será recebida ou rejeitada a denúncia ofertada. Informo ainda que, no dia 7 do corrente mês, a Corte Especial decidiu manter o afastamento do agravante de suas funções de desembargador até decisão sobre a denúncia...” 4. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece provimento. 2. A decisão agravada alinha-se com a jurisprudência majoritária do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “é incabível a utilização do habeas corpus quando não há risco efetivo de constrição à liberdade de locomoção física ou configuração de ofensa – atual ou iminente – ao direito de ir, vir e permanecer das pessoas” (HC 103.647, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Nessa linha, vejam-se precedentes específicos quanto ao não cabimento de HC para questionar hipótese de afastamento do cargo: “AÇÃO PENAL. MAGISTRADO. DENÚNCIA RECEBIDA. AFASTAMENTO DO CARGO. LOMAN (art. 29). 1. O afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido.” (HC 84.326-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie). “[...] 2. A decretação da perda do cargo público não se discute em habeas corpus por se tratar de via processual inadequada para discutir sua validade, dado que não representa ameaça à liberdade de locomoção. Precedentes.[...]” (HC 91.760, Rel. Min. Cármen Lúcia). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece provimento. 2. A decisão agravada alinha-se com a jurisprudência majoritária do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “é incabível a utilização do habeas corpus quando não há risco efetivo de constrição à liberdade de locomoção física ou configuração de ofensa – atual ou iminente – ao direito de ir, vir e permanecer das pessoas” (HC 103.647, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Nessa linha, vejam-se precedentes específicos quanto ao não cabimento de HC para questionar hipótese de afastamento do cargo: “AÇÃO PENAL. MAGISTRADO. DENÚNCIA RECEBIDA. AFASTAMENTO DO CARGO. LOMAN (art. 29). 1. O afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido.” (HC 84.326-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie). “[...] 2. A decretação da perda do cargo público não se discute em habeas corpus por se tratar de via processual inadequada para discutir sua validade, dado que não representa ameaça à liberdade de locomoção. Precedentes.[...]” (HC 91.760, Rel. Min. Cármen Lúcia). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 110537 AGR / DF “HABEAS CORPUS. EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO. DECISÃO QUE AFASTA O PACIENTE DO CARGO. NÃO CABIMENTO. Não há como se configurar restrição à liberdade de locomoção física em decisão que apenas determina afastamento do paciente do cargo que ocupa em virtude de recebimento de denúncia. Precedentes. Não cabe habeas corpus para proteger pretensão de reintegração no exercício das antigas atribuições. Habeas corpus não conhecido.” (HC 83.263, Rel. Min. Nelson Jobim) “HABEAS CORPUS. DENÚNCIA RECEBIDA CONTRA JUIZ DE DIREITO. AFASTAMENTO DO CARGO COM BASE NO ARTIGO 29 C/C O ARTIGO 24, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LOMAN. Denúncia que atende aos requisitos legais, inexistindo os vícios apontados na impetração. Na parte em que impugna o afastamento do paciente, sob alegação de que, no quorum de votação, levou-se em conta o número de desembargadores presentes e não a totalidade de membros do Tribunal, não merece conhecimento o writ, por não estar em jogo a liberdade de ir e vir. Habeas corpus conhecido em parte e nela indeferido.” (HC 77.784, Rel. Min. Ilmar Galvão) 3. Não desconheço que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do HC 90.617, Rel. Min. Gilmar Mendes, concedeu ordem de habeas corpus para determinar “o retorno do paciente à função de Desembargador Estadual perante o TJ/PE”. Tal decisão, contudo, foi motivada pelo “excesso de prazo gritante” no desenrolar da instrução criminal (mais de 4 anos e 6 meses desde o recebimento da denúncia). Excesso de prazo que nem sequer foi ventilado na petição inicial deste processo, restringindo-se a impetração ao argumento de nulidade absoluta do ato mediante o qual ocorreu o afastamento cautelar do acusado (o paciente foi afastado cautelarmente de suas funções em junho de 2011 e a denúncia oferecida contra ele e outros 17 acusados ainda não foi recebida). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Supremo Tribunal Federal HC 110537 AGR / DF “HABEAS CORPUS. EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO. DECISÃO QUE AFASTA O PACIENTE DO CARGO. NÃO CABIMENTO. Não há como se configurar restrição à liberdade de locomoção física em decisão que apenas determina afastamento do paciente do cargo que ocupa em virtude de recebimento de denúncia. Precedentes. Não cabe habeas corpus para proteger pretensão de reintegração no exercício das antigas atribuições. Habeas corpus não conhecido.” (HC 83.263, Rel. Min. Nelson Jobim) “HABEAS CORPUS. DENÚNCIA RECEBIDA CONTRA JUIZ DE DIREITO. AFASTAMENTO DO CARGO COM BASE NO ARTIGO 29 C/C O ARTIGO 24, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LOMAN. Denúncia que atende aos requisitos legais, inexistindo os vícios apontados na impetração. Na parte em que impugna o afastamento do paciente, sob alegação de que, no quorum de votação, levou-se em conta o número de desembargadores presentes e não a totalidade de membros do Tribunal, não merece conhecimento o writ, por não estar em jogo a liberdade de ir e vir. Habeas corpus conhecido em parte e nela indeferido.” (HC 77.784, Rel. Min. Ilmar Galvão) 3. Não desconheço que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do HC 90.617, Rel. Min. Gilmar Mendes, concedeu ordem de habeas corpus para determinar “o retorno do paciente à função de Desembargador Estadual perante o TJ/PE”. Tal decisão, contudo, foi motivada pelo “excesso de prazo gritante” no desenrolar da instrução criminal (mais de 4 anos e 6 meses desde o recebimento da denúncia). Excesso de prazo que nem sequer foi ventilado na petição inicial deste processo, restringindo-se a impetração ao argumento de nulidade absoluta do ato mediante o qual ocorreu o afastamento cautelar do acusado (o paciente foi afastado cautelarmente de suas funções em junho de 2011 e a denúncia oferecida contra ele e outros 17 acusados ainda não foi recebida). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 110537 AGR / DF 4. Diante do exposto, por não enxergar nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder, e na linha da reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, acolho o parecer do Ministério Púbico Federal e nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Supremo Tribunal Federal HC 110537 AGR / DF 4. Diante do exposto, por não enxergar nenhuma ilegalidade flagrante ou abuso de poder, e na linha da reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, acolho o parecer do Ministério Púbico Federal e nego provimento ao agravo regimental. 5. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, não adentro o tema de fundo, porque, realmente, pouco importa o prazo, o período de afastamento do cargo. O habeas é instrumental voltado a preservar a liberdade de ir e vir, e essa é tratada numa gradação maior. Não abrange a liberdade de ir ao tribunal e tomar assento na respectiva cadeira. De qualquer forma, entendo que essa ação nobre deve vir a julgamento, pela Turma, com o processo devidamente aparelhado. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4838115. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, não adentro o tema de fundo, porque, realmente, pouco importa o prazo, o período de afastamento do cargo. O habeas é instrumental voltado a preservar a liberdade de ir e vir, e essa é tratada numa gradação maior. Não abrange a liberdade de ir ao tribunal e tomar assento na respectiva cadeira. De qualquer forma, entendo que essa ação nobre deve vir a julgamento, pela Turma, com o processo devidamente aparelhado. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4838115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) : JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) : MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) : KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816842 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.537 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : AMADO CILTON ROSA ADV.(A/S) : JOAO DANIEL RASSI ADV.(A/S) : MARIA JAMILE JOSE ADV.(A/S) : KARLIS MIRRA NOVICKIS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816842 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 110 . 537", "HABEAS CORPUS 110 . 537", "INQ 569 / TO", "HABEAS CORPUS 110 . 537", "INQ 569 / TO", "HC 110537 AGR / DF", "HC n 82 . 880", "HC n 71 . 631", "Inq n . 569 / TO", "HC 110537 AGR / DF", "HC n 82 . 880", "HC n 71 . 631", "Inq n . 569 / TO", "HC 110537 AGR / DF", "APn n . 690 / TO", "HC 110537 AGR / DF", "APn n . 690 / TO", "HABEAS CORPUS 110 . 537", "HC 103 . 647", "HC 84 . 326 - AgR", "HC 91 . 760", "HABEAS CORPUS 110 . 537", "HC 103 . 647", "HC 84 . 326 - AgR", "HC 91 . 760", "HC 110537 AGR / DF", "HC 83 . 263", "HC 77 . 784", "HC 90 . 617", "HC 110537 AGR / DF", "HC 83 . 263", "HC 77 . 784", "HC 90 . 617", "HC 110537 AGR / DF", "HC 110537 AGR / DF", "HABEAS CORPUS 110 . 537", "HABEAS CORPUS 110 . 537", "HABEAS CORPUS 110 . 537", "HABEAS CORPUS 110 . 537" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , LXVIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 da Lei Complementar n 35 / 1979", "Medida 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Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "AMADO CILTON ROSA", "JOAO DANIEL RASSI", "MARIA JAMILE JOSE", "KARLIS MIRRA NOVICKIS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "AMADO CILTON ROSA", "ROBERTO BARROSO", "AMADO CILTON ROSA", "JOAO DANIEL RASSI", "MARIA JAMILE JOSE", "KARLIS MIRRA NOVICKIS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "AMADO CILTON ROSA", "Carlos Velloso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Carlos Velloso", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Amado Cilton Rosa", "Amado Cilton Rosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "Nelson Jobim", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Nelson Jobim", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "AMADO CILTON ROSA", "JOAO DANIEL RASSI", "MARIA JAMILE JOSE", "KARLIS MIRRA NOVICKIS", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "AMADO CILTON ROSA", "JOAO DANIEL RASSI", "MARIA JAMILE JOSE", "KARLIS MIRRA NOVICKIS", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2013", "22 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "05", ".", "2003", "18", ".", "05", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "05", ".", "2003", "18", ".", "05", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", 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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, d E i. ROL TAXATIVO. CRIME DE ROUBO QUALIFICADO (CP, ART. 157, §2º, II). PENA-BASE FIXADA EM 5 (CINCO) ANOS E 3 (TRÊS) MESES. PRETENSÃO DE REDUÇÃO DO QUANTUM DA REPRIMENDA. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. AUSÊNCIA DE ARBITRARIEDADES NO ACÓRDÃO DE ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ORDEM EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011; HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010. 2. In casu, o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pela prática do delito de roubo qualificado (art. 157, §2º, II, do Código Penal), pois, juntamente com outros dois indivíduos, sendo um deles menor de idade, abordou a vítima em via pública agarrando seus braços e empurrando-a contra um muro, causando-lhe ferimento na cabeça e aproveitando o estado de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691729. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 116354 / MG inconsciência da vítima subtraíram sua carteira com dinheiro e documentos, bem como seu telefone celular. 3. O Superior Tribunal de Justiça, chancelando a dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, manteve a pena-base fixada, em razão da valoração negativa das circunstâncias judiciais relativas ao paciente, em especial a existência de antecedentes criminais, as circunstâncias e as consequências do delito, cometido com grave violência contra a vítima. 4. No caso sub examine, conforme destacou a Procuradoria Geral da República, “a pena total aplicada, 5 anos e 3 meses, ficou aquém do mínimo cominado para o roubo qualificado (que é de 5 anos e 4 meses). É que o juiz, ao fazer incidir a causa especial de aumento correspondente ao concurso de pessoas, aplicou o fator de um sexto, em lugar do aumento de um terço previsto no Código Penal, donde a pena final ter ficado aquém do patamar mínimo. Portanto, não há espaço para outra redução”. 5. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 6. Ordem de Habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691729. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG inconsciência da vítima subtraíram sua carteira com dinheiro e documentos, bem como seu telefone celular. 3. O Superior Tribunal de Justiça, chancelando a dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, manteve a pena-base fixada, em razão da valoração negativa das circunstâncias judiciais relativas ao paciente, em especial a existência de antecedentes criminais, as circunstâncias e as consequências do delito, cometido com grave violência contra a vítima. 4. No caso sub examine, conforme destacou a Procuradoria Geral da República, “a pena total aplicada, 5 anos e 3 meses, ficou aquém do mínimo cominado para o roubo qualificado (que é de 5 anos e 4 meses). É que o juiz, ao fazer incidir a causa especial de aumento correspondente ao concurso de pessoas, aplicou o fator de um sexto, em lugar do aumento de um terço previsto no Código Penal, donde a pena final ter ficado aquém do patamar mínimo. Portanto, não há espaço para outra redução”. 5. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 6. Ordem de Habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça em sede de agravo regimental, cuja ementa possui o seguinte teor: “AGRAVO REGIMENTAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. HABEAS CORPUS. VIA INDEVIDAMENTE UTILIZADA EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE MANIFESTA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. PRETENSÃO DE SIMPLES REFORMA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. É imperiosa a necessidade de racionalização do habeas corpus, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, em sendo restritas as hipóteses de seu cabimento, não se admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em substituição a recursos ordinários. 2. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Súmula n.º 182 desta Corte. 3. Agravo regimental desprovido.” Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 23/08/2011, por ter subtraído, juntamente com mais dois indivíduos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça em sede de agravo regimental, cuja ementa possui o seguinte teor: “AGRAVO REGIMENTAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. HABEAS CORPUS. VIA INDEVIDAMENTE UTILIZADA EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE MANIFESTA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. PRETENSÃO DE SIMPLES REFORMA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. É imperiosa a necessidade de racionalização do habeas corpus, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, em sendo restritas as hipóteses de seu cabimento, não se admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em substituição a recursos ordinários. 2. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Súmula n.º 182 desta Corte. 3. Agravo regimental desprovido.” Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 23/08/2011, por ter subtraído, juntamente com mais dois indivíduos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 116354 / MG mediante violência à pessoa de José Modesto Filho, coisa alheia móvel (carteira e celular). Ao final da instrução criminal, o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 12 (doze) dias-multa com valor unitário no mínimo legal, pela prática do crime previsto no art. art. 157, § 2°, inciso II, Código Penal (roubo circunstanciado pelo concurso de agentes). Inconformada, a defesa do paciente interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que deu parcial provimento ao apelo, apenas para excluir a obrigação de reparação de danos e aplicar isenção as custas processuais. Ainda irresignada, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao writ em decisão monocrática. Interposto agravo regimental, a Sexta Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso. É contra esse acórdão que se insurge o impetrante. Sustenta, inicialmente, que o Superior Tribunal de Justiça deixou de conhecer o writ, porquanto o instrumento correto a ser utilizado seria o Recurso Especial. Alega, ainda, que na sentença condenatória o Juiz de 1º Grau exasperou à pena-base com fundamento nos antecedentes do paciente, em sua culpabilidade e sua personalidade. Quanto aos antecedentes, afirma que foram considerados dois processos que não transitaram em julgado, razão pela qual fere-se o princípio da presunção de inocência e a Súmula nº 444 do STJ. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG mediante violência à pessoa de José Modesto Filho, coisa alheia móvel (carteira e celular). Ao final da instrução criminal, o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 12 (doze) dias-multa com valor unitário no mínimo legal, pela prática do crime previsto no art. art. 157, § 2°, inciso II, Código Penal (roubo circunstanciado pelo concurso de agentes). Inconformada, a defesa do paciente interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que deu parcial provimento ao apelo, apenas para excluir a obrigação de reparação de danos e aplicar isenção as custas processuais. Ainda irresignada, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao writ em decisão monocrática. Interposto agravo regimental, a Sexta Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso. É contra esse acórdão que se insurge o impetrante. Sustenta, inicialmente, que o Superior Tribunal de Justiça deixou de conhecer o writ, porquanto o instrumento correto a ser utilizado seria o Recurso Especial. Alega, ainda, que na sentença condenatória o Juiz de 1º Grau exasperou à pena-base com fundamento nos antecedentes do paciente, em sua culpabilidade e sua personalidade. Quanto aos antecedentes, afirma que foram considerados dois processos que não transitaram em julgado, razão pela qual fere-se o princípio da presunção de inocência e a Súmula nº 444 do STJ. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 116354 / MG Argumenta, outrossim, que em relação à culpabilidade, não “não é ela elemento de exasperação da pena, mas sim elemento imprescindível para que seja configurado o crime”. Aduz, ademais, que o magistrado de primeiro grau fez menção à personalidade do paciente de forma genérica, sem indicar precisamente os elementos que justificaram o aumento da pena-base. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja realizada “nova dosimetria na pena do paciente, com a redução da pena-base injustificadamente imposta”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela extinção do feito. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG Argumenta, outrossim, que em relação à culpabilidade, não “não é ela elemento de exasperação da pena, mas sim elemento imprescindível para que seja configurado o crime”. Aduz, ademais, que o magistrado de primeiro grau fez menção à personalidade do paciente de forma genérica, sem indicar precisamente os elementos que justificaram o aumento da pena-base. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja realizada “nova dosimetria na pena do paciente, com a redução da pena-base injustificadamente imposta”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela extinção do feito. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, observo que se trata de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, porquanto impetrado em face de acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC nº 141.832/AC, rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, originário daquela própria Corte. Considero inadmissível writ impetrado em substituição do recurso ordinário cabível (CRFB, art. 102, II, a), na medida em que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. A ementa do acórdão proferido na Pet nº 1.738-AgR, Pleno, rel. Min. Celso de Mello (DJ de 1º.10.99), é elucidativa e precisa quanto à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, observo que se trata de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, porquanto impetrado em face de acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC nº 141.832/AC, rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, originário daquela própria Corte. Considero inadmissível writ impetrado em substituição do recurso ordinário cabível (CRFB, art. 102, II, a), na medida em que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. A ementa do acórdão proferido na Pet nº 1.738-AgR, Pleno, rel. Min. Celso de Mello (DJ de 1º.10.99), é elucidativa e precisa quanto à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: E M E N T A: (...). A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes. (grifou-se). Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: E M E N T A: (...). A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes. (grifou-se). Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG função de guardião da Constituição da República. E não se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC nº 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, inciso II, alínea a, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG função de guardião da Constituição da República. E não se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC nº 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, inciso II, alínea a, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. (HC 109956, rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012 - grifou-se) In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte, o que desautoriza o conhecimento do presente writ. Outrossim, inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Com efeito, a dosimetria da pena imposta ao paciente encontra-se devida e suficientemente motivada, não justificando qualquer correção ou reparo por este Supremo Tribunal Federal, o que somente se justifica em casos excepcionais de arbitrariedade ou teratologia. Consta dos autos, que o paciente juntamente com outros dois indivíduos, sendo um deles menor de idade, abordou a vítima em via pública agarrando seus braços e empurrando-a contra um muro, causando-lhe ferimento na cabeça e aproveitando o estado de inconsciência da vítima subtraíram sua carteira com dinheiro e documentos, bem como seu telefone celular. Verifica-se que a pena-base imposta ao paciente ficou assim fundamentada: “Tem-se da denúncia como causa de aumento de pena a circunstância de o delito ter sido praticado em concurso de agentes. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. (HC 109956, rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012 - grifou-se) In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte, o que desautoriza o conhecimento do presente writ. Outrossim, inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Com efeito, a dosimetria da pena imposta ao paciente encontra-se devida e suficientemente motivada, não justificando qualquer correção ou reparo por este Supremo Tribunal Federal, o que somente se justifica em casos excepcionais de arbitrariedade ou teratologia. Consta dos autos, que o paciente juntamente com outros dois indivíduos, sendo um deles menor de idade, abordou a vítima em via pública agarrando seus braços e empurrando-a contra um muro, causando-lhe ferimento na cabeça e aproveitando o estado de inconsciência da vítima subtraíram sua carteira com dinheiro e documentos, bem como seu telefone celular. Verifica-se que a pena-base imposta ao paciente ficou assim fundamentada: “Tem-se da denúncia como causa de aumento de pena a circunstância de o delito ter sido praticado em concurso de agentes. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG Restou inequívoco que o denunciado, para a prática da violência e da subtração, contou com o efetivo auxílio do menor (…) e de outro rapaz que não foi identificado, agindo todos imbuídos pelo mesmo desiderato de locupletamento ilícito, agindo em conjunto para o êxito da empreitada criminosa, de onde o reconhecimento da causa de aumento de pena em questão ser de rigor. (…) O réu ostenta antecedentes, agiu com intenso grau de dolo, demostra ter personalidade voltada para a prática de condutas delituosas e as demais circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal não lhe mostram desfavoráveis. Fixo-lhe a pena-base em 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, deixo de considerar a atenuante da confissão, compensando-a com a agravante da reincidência, e faço acrescer 1/6 em razão da causa especial de aumento de pena (concurso de agentes), tornando definitiva a pena privativa de liberdade, à míngua de causas especiais de diminuição de pena em 05 (cinco) anos e 03 (três) meses de reclusão” Em segunda instância, o voto condutor do acórdão proferido pelo TJ/MG, no tocante a dosimetria da pena assentou que “o réu já teve reconhecida em seu favor a atenuante da confissão espontânea, compensada, todavia, com a agravante da reincidência. Procedimento correto haja vista serem ambas de cunho subjetivo, não podendo ser valoradas de forma desigual, de modo a prevalecer uma sobre a a outra”. Na Corte Superior de Justiça, o relator do feito afirmou que: “da leitura atenta da exordial acusatória – no tocante ao proceder delitivo - e da folha de antecedentes acostada às fls. 69/71, verifica-se que a instância de origem acertadamente majorou a pena-base destacando o intenso grau de dolo (fl. 116) - visto a lesão corporal exacerbada praticada contra a vítima (fl. 10/13) - e a personalidade voltada para a prática de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG Restou inequívoco que o denunciado, para a prática da violência e da subtração, contou com o efetivo auxílio do menor (…) e de outro rapaz que não foi identificado, agindo todos imbuídos pelo mesmo desiderato de locupletamento ilícito, agindo em conjunto para o êxito da empreitada criminosa, de onde o reconhecimento da causa de aumento de pena em questão ser de rigor. (…) O réu ostenta antecedentes, agiu com intenso grau de dolo, demostra ter personalidade voltada para a prática de condutas delituosas e as demais circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal não lhe mostram desfavoráveis. Fixo-lhe a pena-base em 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, deixo de considerar a atenuante da confissão, compensando-a com a agravante da reincidência, e faço acrescer 1/6 em razão da causa especial de aumento de pena (concurso de agentes), tornando definitiva a pena privativa de liberdade, à míngua de causas especiais de diminuição de pena em 05 (cinco) anos e 03 (três) meses de reclusão” Em segunda instância, o voto condutor do acórdão proferido pelo TJ/MG, no tocante a dosimetria da pena assentou que “o réu já teve reconhecida em seu favor a atenuante da confissão espontânea, compensada, todavia, com a agravante da reincidência. Procedimento correto haja vista serem ambas de cunho subjetivo, não podendo ser valoradas de forma desigual, de modo a prevalecer uma sobre a a outra”. Na Corte Superior de Justiça, o relator do feito afirmou que: “da leitura atenta da exordial acusatória – no tocante ao proceder delitivo - e da folha de antecedentes acostada às fls. 69/71, verifica-se que a instância de origem acertadamente majorou a pena-base destacando o intenso grau de dolo (fl. 116) - visto a lesão corporal exacerbada praticada contra a vítima (fl. 10/13) - e a personalidade voltada para a prática de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG condutas delituosas (fl. 116) - depreendida da reiteração delitiva do paciente (fls. 69/71) -, o que impede entrever qualquer constrangimento ilegal na espécie” (grifei). Nesse cenário, ao contrário do aduzido na peça inaugural do writ, a sentença condenatória imposta ao paciente restou devidamente fundamentada. Com efeito, a pena-base foi fixada em 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses – ou seja, 6 (meses) acima do mínimo legal, em razão da valoração negativa das circunstâncias judiciais relativas ao paciente, em especial a existência de antecedentes criminais, as circunstâncias e as consequências do delito, cometido com grave violência contra a vítima. Não reputo verificada, na espécie, qualquer irregularidade ou excesso que justifique a intervenção corretiva do Supremo Tribunal Federal, sobretudo à luz da orientação da Corte no sentido de que não é possível em sede de habeas corpus a reapreciação dos critérios subjetivos considerados pelo magistrado para a produção do decreto condenatório, como se observa diante dos seguintes excertos: EMENTA: Habeas Corpus. Sentença condenatória transitada em julgado. Impossibilidade de admitir-se o habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Exacerbação da pena-base. Fundamentação. Ocorrência. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Existência de circunstâncias desfavoráveis. Reexame do conjunto fático- probatório. Impossibilidade. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal em face da ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. Não cabe reexaminar os elementos de convicção essenciais ao estabelecimento da sanção penal, porque necessária, para tanto, a concreta avaliação das circunstâncias de fato subjacentes aos critérios legais que regem a operação de dosimetria da pena. No 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG condutas delituosas (fl. 116) - depreendida da reiteração delitiva do paciente (fls. 69/71) -, o que impede entrever qualquer constrangimento ilegal na espécie” (grifei). Nesse cenário, ao contrário do aduzido na peça inaugural do writ, a sentença condenatória imposta ao paciente restou devidamente fundamentada. Com efeito, a pena-base foi fixada em 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses – ou seja, 6 (meses) acima do mínimo legal, em razão da valoração negativa das circunstâncias judiciais relativas ao paciente, em especial a existência de antecedentes criminais, as circunstâncias e as consequências do delito, cometido com grave violência contra a vítima. Não reputo verificada, na espécie, qualquer irregularidade ou excesso que justifique a intervenção corretiva do Supremo Tribunal Federal, sobretudo à luz da orientação da Corte no sentido de que não é possível em sede de habeas corpus a reapreciação dos critérios subjetivos considerados pelo magistrado para a produção do decreto condenatório, como se observa diante dos seguintes excertos: EMENTA: Habeas Corpus. Sentença condenatória transitada em julgado. Impossibilidade de admitir-se o habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Exacerbação da pena-base. Fundamentação. Ocorrência. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Existência de circunstâncias desfavoráveis. Reexame do conjunto fático- probatório. Impossibilidade. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal em face da ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. Não cabe reexaminar os elementos de convicção essenciais ao estabelecimento da sanção penal, porque necessária, para tanto, a concreta avaliação das circunstâncias de fato subjacentes aos critérios legais que regem a operação de dosimetria da pena. No 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG que se refere à não substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o magistrado de primeiro grau fundamentou sua decisão no quantum da pena imposta (superior a 4 (quatro) anos) e na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu, o que encontra amparo no art. 44 do Código Penal. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória não é compatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes. Ordem denegada. (HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011, DJe-060 DIVULG 29- 03-2011 PUBLIC 30-03-2011 EMENT VOL-02492-01 PP-00014) EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA OCORRÊNCIA DE BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CONDENAÇÕES FUNDADAS EM FATOS DISTINTOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NA FIXAÇÃO DA PENA. VERIFICAÇÃO DA CORRETA DOSIMETRIA DA PENA. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O WRIT CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. ORDEM DENEGADA. I – Não há falar em bis in idem ou litispendência, uma vez que as ações penais mencionadas trataram de fatos diferentes, os crimes foram praticados em situações diversas, as substâncias apreendidas também não são as mesmas, bem como os sujeitos envolvidos em cada ação penal são distintos. II - Não se presta o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual foi condenado o paciente. Precedentes. III - O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal, ante a verificação do trânsito em julgado do acórdão que tornou 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG que se refere à não substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o magistrado de primeiro grau fundamentou sua decisão no quantum da pena imposta (superior a 4 (quatro) anos) e na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu, o que encontra amparo no art. 44 do Código Penal. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória não é compatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes. Ordem denegada. (HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011, DJe-060 DIVULG 29- 03-2011 PUBLIC 30-03-2011 EMENT VOL-02492-01 PP-00014) EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA OCORRÊNCIA DE BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CONDENAÇÕES FUNDADAS EM FATOS DISTINTOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NA FIXAÇÃO DA PENA. VERIFICAÇÃO DA CORRETA DOSIMETRIA DA PENA. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O WRIT CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. ORDEM DENEGADA. I – Não há falar em bis in idem ou litispendência, uma vez que as ações penais mencionadas trataram de fatos diferentes, os crimes foram praticados em situações diversas, as substâncias apreendidas também não são as mesmas, bem como os sujeitos envolvidos em cada ação penal são distintos. II - Não se presta o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual foi condenado o paciente. Precedentes. III - O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal, ante a verificação do trânsito em julgado do acórdão que tornou 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG definitiva a condenação. Precedentes. IV - Ordem denegada. (HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-226 DIVULG 24- 11-2010 PUBLIC 25-11-2010 EMENT VOL-02438-01 PP-00009) Ademais, não procede a alegação da defesa no sentido de que foram considerados para caracterizar os antecedentes criminais processos que ainda não transitaram em julgado, uma vez que a extensa folha de antecedentes do paciente às fls. 69-71, demonstram a existência de condenações já transitadas em julgado e revelam a constante reiteração de práticas criminosas cometidas pelo paciente. Ainda, que assim não fosse, não há a possibilidade para redução de pena, uma vez que o total da reprimenda ficou abaixo do mínimo previsto para os casos de roubo circunstanciado. Nesse sentido, bem delineou a Procuradoria Geral da República no parecer exarado nos autos: “Finalmente, não se pode olvidar que a pena total aplicada, 5 anos e 3 meses, ficou aquém do mínimo cominado para o roubo qualificado (que é de 5 anos e 4 meses). É que o juiz, ao fazer incidir a causa especial de aumento correspondente ao concurso de pessoas, aplicou o fator de um sexto, em lugar do aumento de um terço previsto no Código Penal, donde a pena final ter ficado aquém do patamar mínimo. Portanto, não há espaço para outra redução”. Ex positis, voto no sentido da extinção do presente writ, por inadequação da via processual. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG definitiva a condenação. Precedentes. IV - Ordem denegada. (HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-226 DIVULG 24- 11-2010 PUBLIC 25-11-2010 EMENT VOL-02438-01 PP-00009) Ademais, não procede a alegação da defesa no sentido de que foram considerados para caracterizar os antecedentes criminais processos que ainda não transitaram em julgado, uma vez que a extensa folha de antecedentes do paciente às fls. 69-71, demonstram a existência de condenações já transitadas em julgado e revelam a constante reiteração de práticas criminosas cometidas pelo paciente. Ainda, que assim não fosse, não há a possibilidade para redução de pena, uma vez que o total da reprimenda ficou abaixo do mínimo previsto para os casos de roubo circunstanciado. Nesse sentido, bem delineou a Procuradoria Geral da República no parecer exarado nos autos: “Finalmente, não se pode olvidar que a pena total aplicada, 5 anos e 3 meses, ficou aquém do mínimo cominado para o roubo qualificado (que é de 5 anos e 4 meses). É que o juiz, ao fazer incidir a causa especial de aumento correspondente ao concurso de pessoas, aplicou o fator de um sexto, em lugar do aumento de um terço previsto no Código Penal, donde a pena final ter ficado aquém do patamar mínimo. Portanto, não há espaço para outra redução”. Ex positis, voto no sentido da extinção do presente writ, por inadequação da via processual. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.354 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703789 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.354 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4714196
2013-10-08T00:00:00
2013-10-22T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, d E i. ROL TAXATIVO. CRIME DE ROUBO QUALIFICADO (CP, ART. 157, §2º, II). PENA-BASE FIXADA EM 5 (CINCO) ANOS E 3 (TRÊS) MESES. PRETENSÃO DE REDUÇÃO DO QUANTUM DA REPRIMENDA. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. AUSÊNCIA DE ARBITRARIEDADES NO ACÓRDÃO DE ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ORDEM EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011; HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010. 2. In casu, o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pela prática do delito de roubo qualificado (art. 157, §2º, II, do Código Penal), pois, juntamente com outros dois indivíduos, sendo um deles menor de idade, abordou a vítima em via pública agarrando seus braços e empurrando-a contra um muro, causando-lhe ferimento na cabeça e aproveitando o estado de inconsciência da vítima subtraíram sua carteira com dinheiro e documentos, bem como seu telefone celular. 3. O Superior Tribunal de Justiça, chancelando a dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, manteve a pena-base fixada, em razão da valoração negativa das circunstâncias judiciais relativas ao paciente, em especial a existência de antecedentes criminais, as circunstâncias e as consequências do delito, cometido com grave violência contra a vítima. 4. No caso sub examine, conforme destacou a Procuradoria Geral da República, “a pena total aplicada, 5 anos e 3 meses, ficou aquém do mínimo cominado para o roubo qualificado (que é de 5 anos e 4 meses). É que o juiz, ao fazer incidir a causa especial de aumento correspondente ao concurso de pessoas, aplicou o fator de um sexto, em lugar do aumento de um terço previsto no Código Penal, donde a pena final ter ficado aquém do patamar mínimo. Portanto, não há espaço para outra redução”. 5. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 6. Ordem de Habeas corpus extinta por inadequação da via eleita.
sjur245879
- Acórdão(s) citado(s): (HC, DOSIMETRIA DA PENA) HC 94073 (1ªT), HC 97058 (2ªT). (COMPETÊNCIA, STF, ROL TAXATIVO) Pet 1738 AgR. (HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC) HC 109956 (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 08/11/2013, GOD. Revisão: 20/11/2013, SER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
116354
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-A LET-D \n LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 116354
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PACTE.(S) : LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, d E i. ROL TAXATIVO. CRIME DE ROUBO QUALIFICADO (Código Penal Brasileiro, ART. 157, §2..., II). PENA-BASE FIXADA EM 5 (CINCO) ANOS E 3 (TRÊS) MESES. PRETENSÃO DE REDUÇÃO DO QUANTUM DA REPRIMENDA. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. AUSÊNCIA DE ARBITRARIEDADES NO ACÓRDÃO DE ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ORDEM EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011; HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010. 2. In casu, o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pela prática do delito de roubo qualificado (art. 157, §2..., II, do Código Penal), pois, juntamente com outros dois indivíduos, sendo um deles menor de idade, abordou a vítima em via pública agarrando seus braços e empurrando-a contra um muro, causando-lhe ferimento na cabeça e aproveitando o estado de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691729. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 116354 / MG inconsciência da vítima subtraíram sua carteira com dinheiro e documentos, bem como seu telefone celular. 3. O Superior Tribunal de Justiça, chancelando a dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, manteve a pena-base fixada, em razão da valoração negativa das circunstâncias judiciais relativas ao paciente, em especial a existência de antecedentes criminais, as circunstâncias e as consequências do delito, cometido com grave violência contra a vítima. 4. No caso sub examine, conforme destacou a Procuradoria Geral da República, “a pena total aplicada, 5 anos e 3 meses, ficou aquém do mínimo cominado para o roubo qualificado (que é de 5 anos e 4 meses). É que o juiz, ao fazer incidir a causa especial de aumento correspondente ao concurso de pessoas, aplicou o fator de um sexto, em lugar do aumento de um terço previsto no Código Penal, donde a pena final ter ficado aquém do patamar mínimo. Portanto, não há espaço para outra redução”. 5. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 6. Ordem de Habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691729. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG inconsciência da vítima subtraíram sua carteira com dinheiro e documentos, bem como seu telefone celular. 3. O Superior Tribunal de Justiça, chancelando a dosimetria realizada pelas instâncias ordinárias, manteve a pena-base fixada, em razão da valoração negativa das circunstâncias judiciais relativas ao paciente, em especial a existência de antecedentes criminais, as circunstâncias e as consequências do delito, cometido com grave violência contra a vítima. 4. No caso sub examine, conforme destacou a Procuradoria Geral da República, “a pena total aplicada, 5 anos e 3 meses, ficou aquém do mínimo cominado para o roubo qualificado (que é de 5 anos e 4 meses). É que o juiz, ao fazer incidir a causa especial de aumento correspondente ao concurso de pessoas, aplicou o fator de um sexto, em lugar do aumento de um terço previsto no Código Penal, donde a pena final ter ficado aquém do patamar mínimo. Portanto, não há espaço para outra redução”. 5. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 6. Ordem de Habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 08 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça em sede de agravo regimental, cuja ementa possui o seguinte teor: “AGRAVO REGIMENTAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. HABEAS CORPUS. VIA INDEVIDAMENTE UTILIZADA EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE MANIFESTA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. PRETENSÃO DE SIMPLES REFORMA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. É imperiosa a necessidade de racionalização do habeas corpus, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, em sendo restritas as hipóteses de seu cabimento, não se admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em substituição a recursos ordinários. 2. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Súmula n. 182 desta Corte. 3. Agravo regimental desprovido.” Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 23/08/2011, por ter subtraído, juntamente com mais dois indivíduos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça em sede de agravo regimental, cuja ementa possui o seguinte teor: “AGRAVO REGIMENTAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. HABEAS CORPUS. VIA INDEVIDAMENTE UTILIZADA EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE MANIFESTA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. PRETENSÃO DE SIMPLES REFORMA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. É imperiosa a necessidade de racionalização do habeas corpus, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, em sendo restritas as hipóteses de seu cabimento, não se admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em substituição a recursos ordinários. 2. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Súmula n. 182 desta Corte. 3. Agravo regimental desprovido.” Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 23/08/2011, por ter subtraído, juntamente com mais dois indivíduos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 116354 / MG mediante violência à pessoa de José Modesto Filho, coisa alheia móvel (carteira e celular). Ao final da instrução criminal, o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 12 (doze) dias-multa com valor unitário no mínimo legal, pela prática do crime previsto no art. art. 157, § 2..., inciso II, Código Penal (roubo circunstanciado pelo concurso de agentes). Inconformada, a defesa do paciente interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que deu parcial provimento ao apelo, apenas para excluir a obrigação de reparação de danos e aplicar isenção as custas processuais. Ainda irresignada, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao writ em decisão monocrática. Interposto agravo regimental, a Sexta Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso. É contra esse acórdão que se insurge o impetrante. Sustenta, inicialmente, que o Superior Tribunal de Justiça deixou de conhecer o writ, porquanto o instrumento correto a ser utilizado seria o Recurso Especial. Alega, ainda, que na sentença condenatória o Juiz de 1... Grau exasperou à pena-base com fundamento nos antecedentes do paciente, em sua culpabilidade e sua personalidade. Quanto aos antecedentes, afirma que foram considerados dois processos que não transitaram em julgado, razão pela qual fere-se o princípio da presunção de inocência e a Súmula n 444 do Superior Tribunal de Justiça. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG mediante violência à pessoa de José Modesto Filho, coisa alheia móvel (carteira e celular). Ao final da instrução criminal, o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 12 (doze) dias-multa com valor unitário no mínimo legal, pela prática do crime previsto no art. art. 157, § 2..., inciso II, Código Penal (roubo circunstanciado pelo concurso de agentes). Inconformada, a defesa do paciente interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que deu parcial provimento ao apelo, apenas para excluir a obrigação de reparação de danos e aplicar isenção as custas processuais. Ainda irresignada, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao writ em decisão monocrática. Interposto agravo regimental, a Sexta Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso. É contra esse acórdão que se insurge o impetrante. Sustenta, inicialmente, que o Superior Tribunal de Justiça deixou de conhecer o writ, porquanto o instrumento correto a ser utilizado seria o Recurso Especial. Alega, ainda, que na sentença condenatória o Juiz de 1... Grau exasperou à pena-base com fundamento nos antecedentes do paciente, em sua culpabilidade e sua personalidade. Quanto aos antecedentes, afirma que foram considerados dois processos que não transitaram em julgado, razão pela qual fere-se o princípio da presunção de inocência e a Súmula n 444 do Superior Tribunal de Justiça. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 116354 / MG Argumenta, outrossim, que em relação à culpabilidade, não “não é ela elemento de exasperação da pena, mas sim elemento imprescindível para que seja configurado o crime”. Aduz, ademais, que o magistrado de primeiro grau fez menção à personalidade do paciente de forma genérica, sem indicar precisamente os elementos que justificaram o aumento da pena-base. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja realizada “nova dosimetria na pena do paciente, com a redução da pena-base injustificadamente imposta”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela extinção do feito. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG Argumenta, outrossim, que em relação à culpabilidade, não “não é ela elemento de exasperação da pena, mas sim elemento imprescindível para que seja configurado o crime”. Aduz, ademais, que o magistrado de primeiro grau fez menção à personalidade do paciente de forma genérica, sem indicar precisamente os elementos que justificaram o aumento da pena-base. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja realizada “nova dosimetria na pena do paciente, com a redução da pena-base injustificadamente imposta”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela extinção do feito. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, observo que se trata de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, porquanto impetrado em face de acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC n 141.832/AC, rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, originário daquela própria Corte. Considero inadmissível writ impetrado em substituição do recurso ordinário cabível (CRFB, art. 102, II, a), na medida em que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. A ementa do acórdão proferido na Pet n 1.738-AgR, Pleno, rel. Min. Celso de Mello (DJ de 1....10.99), é elucidativa e precisa quanto à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.354 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, observo que se trata de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, porquanto impetrado em face de acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC n 141.832/AC, rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, originário daquela própria Corte. Considero inadmissível writ impetrado em substituição do recurso ordinário cabível (CRFB, art. 102, II, a), na medida em que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. A ementa do acórdão proferido na Pet n 1.738-AgR, Pleno, rel. Min. Celso de Mello (DJ de 1....10.99), é elucidativa e precisa quanto à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: E M E N T A: (...). A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes. (grifou-se). Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: E M E N T A: (...). A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes. (grifou-se). Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG função de guardião da Constituição da República. E não se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, inciso II, alínea a, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG função de guardião da Constituição da República. E não se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, inciso II, alínea a, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. (HC 109956, rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012 - grifou-se) In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte, o que desautoriza o conhecimento do presente writ. Outrossim, inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Com efeito, a dosimetria da pena imposta ao paciente encontra-se devida e suficientemente motivada, não justificando qualquer correção ou reparo por este Supremo Tribunal Federal, o que somente se justifica em casos excepcionais de arbitrariedade ou teratologia. Consta dos autos, que o paciente juntamente com outros dois indivíduos, sendo um deles menor de idade, abordou a vítima em via pública agarrando seus braços e empurrando-a contra um muro, causando-lhe ferimento na cabeça e aproveitando o estado de inconsciência da vítima subtraíram sua carteira com dinheiro e documentos, bem como seu telefone celular. Verifica-se que a pena-base imposta ao paciente ficou assim fundamentada: “Tem-se da denúncia como causa de aumento de pena a circunstância de o delito ter sido praticado em concurso de agentes. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. (HC 109956, rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012 - grifou-se) In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte, o que desautoriza o conhecimento do presente writ. Outrossim, inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Com efeito, a dosimetria da pena imposta ao paciente encontra-se devida e suficientemente motivada, não justificando qualquer correção ou reparo por este Supremo Tribunal Federal, o que somente se justifica em casos excepcionais de arbitrariedade ou teratologia. Consta dos autos, que o paciente juntamente com outros dois indivíduos, sendo um deles menor de idade, abordou a vítima em via pública agarrando seus braços e empurrando-a contra um muro, causando-lhe ferimento na cabeça e aproveitando o estado de inconsciência da vítima subtraíram sua carteira com dinheiro e documentos, bem como seu telefone celular. Verifica-se que a pena-base imposta ao paciente ficou assim fundamentada: “Tem-se da denúncia como causa de aumento de pena a circunstância de o delito ter sido praticado em concurso de agentes. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG Restou inequívoco que o denunciado, para a prática da violência e da subtração, contou com o efetivo auxílio do menor (…) e de outro rapaz que não foi identificado, agindo todos imbuídos pelo mesmo desiderato de locupletamento ilícito, agindo em conjunto para o êxito da empreitada criminosa, de onde o reconhecimento da causa de aumento de pena em questão ser de rigor. (…) O réu ostenta antecedentes, agiu com intenso grau de dolo, demostra ter personalidade voltada para a prática de condutas delituosas e as demais circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal não lhe mostram desfavoráveis. Fixo-lhe a pena-base em 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, deixo de considerar a atenuante da confissão, compensando-a com a agravante da reincidência, e faço acrescer 1/6 em razão da causa especial de aumento de pena (concurso de agentes), tornando definitiva a pena privativa de liberdade, à míngua de causas especiais de diminuição de pena em 05 (cinco) anos e 03 (três) meses de reclusão” Em segunda instância, o voto condutor do acórdão proferido pelo TJ/MG, no tocante a dosimetria da pena assentou que “o réu já teve reconhecida em seu favor a atenuante da confissão espontânea, compensada, todavia, com a agravante da reincidência. Procedimento correto haja vista serem ambas de cunho subjetivo, não podendo ser valoradas de forma desigual, de modo a prevalecer uma sobre a a outra”. Na Corte Superior de Justiça, o relator do feito afirmou que: “da leitura atenta da exordial acusatória – no tocante ao proceder delitivo - e da folha de antecedentes acostada às fls. 69/71, verifica-se que a instância de origem acertadamente majorou a pena-base destacando o intenso grau de dolo (fl. 116) - visto a lesão corporal exacerbada praticada contra a vítima (fl. 10/13) - e a personalidade voltada para a prática de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG Restou inequívoco que o denunciado, para a prática da violência e da subtração, contou com o efetivo auxílio do menor (…) e de outro rapaz que não foi identificado, agindo todos imbuídos pelo mesmo desiderato de locupletamento ilícito, agindo em conjunto para o êxito da empreitada criminosa, de onde o reconhecimento da causa de aumento de pena em questão ser de rigor. (…) O réu ostenta antecedentes, agiu com intenso grau de dolo, demostra ter personalidade voltada para a prática de condutas delituosas e as demais circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal não lhe mostram desfavoráveis. Fixo-lhe a pena-base em 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão, deixo de considerar a atenuante da confissão, compensando-a com a agravante da reincidência, e faço acrescer 1/6 em razão da causa especial de aumento de pena (concurso de agentes), tornando definitiva a pena privativa de liberdade, à míngua de causas especiais de diminuição de pena em 05 (cinco) anos e 03 (três) meses de reclusão” Em segunda instância, o voto condutor do acórdão proferido pelo TJ/MG, no tocante a dosimetria da pena assentou que “o réu já teve reconhecida em seu favor a atenuante da confissão espontânea, compensada, todavia, com a agravante da reincidência. Procedimento correto haja vista serem ambas de cunho subjetivo, não podendo ser valoradas de forma desigual, de modo a prevalecer uma sobre a a outra”. Na Corte Superior de Justiça, o relator do feito afirmou que: “da leitura atenta da exordial acusatória – no tocante ao proceder delitivo - e da folha de antecedentes acostada às fls. 69/71, verifica-se que a instância de origem acertadamente majorou a pena-base destacando o intenso grau de dolo (fl. 116) - visto a lesão corporal exacerbada praticada contra a vítima (fl. 10/13) - e a personalidade voltada para a prática de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG condutas delituosas (fl. 116) - depreendida da reiteração delitiva do paciente (fls. 69/71) -, o que impede entrever qualquer constrangimento ilegal na espécie” (grifei). Nesse cenário, ao contrário do aduzido na peça inaugural do writ, a sentença condenatória imposta ao paciente restou devidamente fundamentada. Com efeito, a pena-base foi fixada em 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses – ou seja, 6 (meses) acima do mínimo legal, em razão da valoração negativa das circunstâncias judiciais relativas ao paciente, em especial a existência de antecedentes criminais, as circunstâncias e as consequências do delito, cometido com grave violência contra a vítima. Não reputo verificada, na espécie, qualquer irregularidade ou excesso que justifique a intervenção corretiva do Supremo Tribunal Federal, sobretudo à luz da orientação da Corte no sentido de que não é possível em sede de habeas corpus a reapreciação dos critérios subjetivos considerados pelo magistrado para a produção do decreto condenatório, como se observa diante dos seguintes excertos: EMENTA: Habeas Corpus. Sentença condenatória transitada em julgado. Impossibilidade de admitir-se o habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Exacerbação da pena-base. Fundamentação. Ocorrência. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Existência de circunstâncias desfavoráveis. Reexame do conjunto fático- probatório. Impossibilidade. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal em face da ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. Não cabe reexaminar os elementos de convicção essenciais ao estabelecimento da sanção penal, porque necessária, para tanto, a concreta avaliação das circunstâncias de fato subjacentes aos critérios legais que regem a operação de dosimetria da pena. No 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG condutas delituosas (fl. 116) - depreendida da reiteração delitiva do paciente (fls. 69/71) -, o que impede entrever qualquer constrangimento ilegal na espécie” (grifei). Nesse cenário, ao contrário do aduzido na peça inaugural do writ, a sentença condenatória imposta ao paciente restou devidamente fundamentada. Com efeito, a pena-base foi fixada em 4 (quatro) anos e 6 (seis) meses – ou seja, 6 (meses) acima do mínimo legal, em razão da valoração negativa das circunstâncias judiciais relativas ao paciente, em especial a existência de antecedentes criminais, as circunstâncias e as consequências do delito, cometido com grave violência contra a vítima. Não reputo verificada, na espécie, qualquer irregularidade ou excesso que justifique a intervenção corretiva do Supremo Tribunal Federal, sobretudo à luz da orientação da Corte no sentido de que não é possível em sede de habeas corpus a reapreciação dos critérios subjetivos considerados pelo magistrado para a produção do decreto condenatório, como se observa diante dos seguintes excertos: EMENTA: Habeas Corpus. Sentença condenatória transitada em julgado. Impossibilidade de admitir-se o habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. Exacerbação da pena-base. Fundamentação. Ocorrência. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Existência de circunstâncias desfavoráveis. Reexame do conjunto fático- probatório. Impossibilidade. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal em face da ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. Não cabe reexaminar os elementos de convicção essenciais ao estabelecimento da sanção penal, porque necessária, para tanto, a concreta avaliação das circunstâncias de fato subjacentes aos critérios legais que regem a operação de dosimetria da pena. No 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG que se refere à não substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o magistrado de primeiro grau fundamentou sua decisão no quantum da pena imposta (superior a 4 (quatro) anos) e na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu, o que encontra amparo no art. 44 do Código Penal. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória não é compatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes. Ordem denegada. (HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011, DJe-060 DIVULG 29- 03-2011 PUBLIC 30-03-2011 EMENT VOL-02492-01 PP-00014) EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA OCORRÊNCIA DE BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CONDENAÇÕES FUNDADAS EM FATOS DISTINTOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NA FIXAÇÃO DA PENA. VERIFICAÇÃO DA CORRETA DOSIMETRIA DA PENA. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O WRIT CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. ORDEM DENEGADA. I – Não há falar em bis in idem ou litispendência, uma vez que as ações penais mencionadas trataram de fatos diferentes, os crimes foram praticados em situações diversas, as substâncias apreendidas também não são as mesmas, bem como os sujeitos envolvidos em cada ação penal são distintos. II - Não se presta o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual foi condenado o paciente. Precedentes. III - O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal, ante a verificação do trânsito em julgado do acórdão que tornou 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG que se refere à não substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o magistrado de primeiro grau fundamentou sua decisão no quantum da pena imposta (superior a 4 (quatro) anos) e na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu, o que encontra amparo no art. 44 do Código Penal. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória não é compatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes. Ordem denegada. (HC 97058, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/03/2011, DJe-060 DIVULG 29- 03-2011 PUBLIC 30-03-2011 EMENT VOL-02492-01 PP-00014) EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA OCORRÊNCIA DE BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CONDENAÇÕES FUNDADAS EM FATOS DISTINTOS. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NA FIXAÇÃO DA PENA. VERIFICAÇÃO DA CORRETA DOSIMETRIA DA PENA. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O WRIT CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. ORDEM DENEGADA. I – Não há falar em bis in idem ou litispendência, uma vez que as ações penais mencionadas trataram de fatos diferentes, os crimes foram praticados em situações diversas, as substâncias apreendidas também não são as mesmas, bem como os sujeitos envolvidos em cada ação penal são distintos. II - Não se presta o habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual foi condenado o paciente. Precedentes. III - O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal, ante a verificação do trânsito em julgado do acórdão que tornou 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 116354 / MG definitiva a condenação. Precedentes. IV - Ordem denegada. (HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-226 DIVULG 24- 11-2010 PUBLIC 25-11-2010 EMENT VOL-02438-01 PP-00009) Ademais, não procede a alegação da defesa no sentido de que foram considerados para caracterizar os antecedentes criminais processos que ainda não transitaram em julgado, uma vez que a extensa folha de antecedentes do paciente às fls. 69-71, demonstram a existência de condenações já transitadas em julgado e revelam a constante reiteração de práticas criminosas cometidas pelo paciente. Ainda, que assim não fosse, não há a possibilidade para redução de pena, uma vez que o total da reprimenda ficou abaixo do mínimo previsto para os casos de roubo circunstanciado. Nesse sentido, bem delineou a Procuradoria Geral da República no parecer exarado nos autos: “Finalmente, não se pode olvidar que a pena total aplicada, 5 anos e 3 meses, ficou aquém do mínimo cominado para o roubo qualificado (que é de 5 anos e 4 meses). É que o juiz, ao fazer incidir a causa especial de aumento correspondente ao concurso de pessoas, aplicou o fator de um sexto, em lugar do aumento de um terço previsto no Código Penal, donde a pena final ter ficado aquém do patamar mínimo. Portanto, não há espaço para outra redução”. Ex positis, voto no sentido da extinção do presente writ, por inadequação da via processual. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Supremo Tribunal Federal HC 116354 / MG definitiva a condenação. Precedentes. IV - Ordem denegada. (HC 94073, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 09/11/2010, DJe-226 DIVULG 24- 11-2010 PUBLIC 25-11-2010 EMENT VOL-02438-01 PP-00009) Ademais, não procede a alegação da defesa no sentido de que foram considerados para caracterizar os antecedentes criminais processos que ainda não transitaram em julgado, uma vez que a extensa folha de antecedentes do paciente às fls. 69-71, demonstram a existência de condenações já transitadas em julgado e revelam a constante reiteração de práticas criminosas cometidas pelo paciente. Ainda, que assim não fosse, não há a possibilidade para redução de pena, uma vez que o total da reprimenda ficou abaixo do mínimo previsto para os casos de roubo circunstanciado. Nesse sentido, bem delineou a Procuradoria Geral da República no parecer exarado nos autos: “Finalmente, não se pode olvidar que a pena total aplicada, 5 anos e 3 meses, ficou aquém do mínimo cominado para o roubo qualificado (que é de 5 anos e 4 meses). É que o juiz, ao fazer incidir a causa especial de aumento correspondente ao concurso de pessoas, aplicou o fator de um sexto, em lugar do aumento de um terço previsto no Código Penal, donde a pena final ter ficado aquém do patamar mínimo. Portanto, não há espaço para outra redução”. Ex positis, voto no sentido da extinção do presente writ, por inadequação da via processual. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.354 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703789 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.354 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : LUIS FABIANO PEREIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 116 . 354", "HC 97058", "HC 94073", "HC 116354 / MG", "HC 116354 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 354", "Súmula n . 182 desta Corte", "HABEAS CORPUS 116 . 354", "Súmula n . 182 desta Corte", "HC 116354 / MG", "Súmula n 444 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 116354 / MG", "Súmula n 444 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 116354 / MG", "HC 116354 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 354", "HC n 141 . 832 / AC", "Pet n 1 . 738 - AgR", "HABEAS CORPUS 116 . 354", "HC n 141 . 832 / AC", "Pet n 1 . 738 - AgR", "HC 116354 / MG", "HC 116354 / MG", "HC 116354 / MG", "HC n 109 . 956", "HC 116354 / MG", "HC n 109 . 956", "HC 116354 / MG", "HC 109956", "HC 116354 / MG", "HC 109956", "HC 116354 / MG", "HC 116354 / MG", "HC 116354 / MG", "HC 116354 / MG", "HC 116354 / MG", "HC 97058", "HC 116354 / MG", "HC 97058", "HC 116354 / MG", "HC 94073", "HC 116354 / MG", "HC 94073", "HABEAS CORPUS 116 . 354", "HABEAS CORPUS 116 . 354" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. 1. Para a decretação de prisão preventiva, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal exige a demonstração, empiricamente motivada, dos requisitos enunciados no art. 312 do Código de Processo Penal. 2. O decreto de prisão preventiva está apoiado na gravidade concreta do delito praticado pelo agente (tentativa de homicídio qualificado, à luz do dia e em local público). Agente acusado de outros crimes graves. 4. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848590. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu, assim ementado: “HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A VIDA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. DECISÃO FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. 1. O fato de estar inserido no rol dos delitos hediondos ou equiparados não basta para a imposição da constrição cautelar, por ser necessária a existência de circunstâncias que demonstrem a sua adoção. 2. A prisão preventiva só deverá ser decretada quando devidamente atendidos os requisitos legais das garantias das ordens pública e econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, se houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. 3. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a necessidade da medida para as Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu, assim ementado: “HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A VIDA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. DECISÃO FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. 1. O fato de estar inserido no rol dos delitos hediondos ou equiparados não basta para a imposição da constrição cautelar, por ser necessária a existência de circunstâncias que demonstrem a sua adoção. 2. A prisão preventiva só deverá ser decretada quando devidamente atendidos os requisitos legais das garantias das ordens pública e econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, se houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. 3. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a necessidade da medida para as Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 113764 / MS garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. 4. No caso concreto, a prisão cautelar do paciente encontrava-se, à época, fundamentada na garantia da ordem pública, uma vez que ele responde pela prática de outros crimes, inclusive delitos de homicídio, tentativa de homicídio, receptação, vários portes ilegais de arma de fogo e tráfico de drogas, o que denota a periculosidade e o desrespeito às normas legais, caracterizados pela reiteração da prática delituosa. 5. Ordem denegada.” 2. A Defensoria Pública da União alega que a prisão preventiva do paciente, pronunciado por tentativa de homicídio, duplamente qualificado, em concurso de pessoas (art. 121, § 2º, incisos II e IV, c/c os arts. 14, II, e 29, todos do Código Penal1), não está devidamente fundamentada, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. Argumenta que “a fundamentação deve ser consistente e idônea, abordando 1 “Art. 14 - Diz-se o crime: I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços” “Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.” “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Supremo Tribunal Federal HC 113764 / MS garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. 4. No caso concreto, a prisão cautelar do paciente encontrava-se, à época, fundamentada na garantia da ordem pública, uma vez que ele responde pela prática de outros crimes, inclusive delitos de homicídio, tentativa de homicídio, receptação, vários portes ilegais de arma de fogo e tráfico de drogas, o que denota a periculosidade e o desrespeito às normas legais, caracterizados pela reiteração da prática delituosa. 5. Ordem denegada.” 2. A Defensoria Pública da União alega que a prisão preventiva do paciente, pronunciado por tentativa de homicídio, duplamente qualificado, em concurso de pessoas (art. 121, § 2º, incisos II e IV, c/c os arts. 14, II, e 29, todos do Código Penal1), não está devidamente fundamentada, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. Argumenta que “a fundamentação deve ser consistente e idônea, abordando 1 “Art. 14 - Diz-se o crime: I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços” “Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.” “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 113764 / MS circunstâncias do caso concreto e explicitando-as como motivos determinantes da restrição à liberdade do indivíduo”. Daí o pedido de concessão da ordem “para desconstituir-se o decreto de prisão e, caso o paciente já tenha sido recolhido no decorrer do presente processo, seja expedido o competente Alvará de Soltura”. 3. O Ministro Joaquim Barbosa indeferiu a liminar e requisitou informações ao Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande/MS. 4. Prestadas as informações, a Procuradoria-Geral da República opinou pela extinção do processo. 5. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Supremo Tribunal Federal HC 113764 / MS circunstâncias do caso concreto e explicitando-as como motivos determinantes da restrição à liberdade do indivíduo”. Daí o pedido de concessão da ordem “para desconstituir-se o decreto de prisão e, caso o paciente já tenha sido recolhido no decorrer do presente processo, seja expedido o competente Alvará de Soltura”. 3. O Ministro Joaquim Barbosa indeferiu a liminar e requisitou informações ao Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande/MS. 4. Prestadas as informações, a Procuradoria-Geral da República opinou pela extinção do processo. 5. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. O Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande/MS, ao pronunciar o acusado (em 10.06.2011), decretou a prisão preventiva nos seguintes termos: “[...] O delito de tentativa de homicídio, em tese, qualificada, possui natureza hedionda, mormente em razão de seu modus operandi , tendo em vista que foi praticado em plena luz do dia (16hs45min.), em um bar, onde, naquele momento, havia outras pessoas além da vítima, sendo que estas poderiam ter sido alvejadas, fato que demonstra total indiferença à vida alheia por parte do autor, causando perplexidade e transmitindo sensação de insegurança à população local a qual exige do Estado/Judiciário atitudes enérgicas com o fito de punir os praticantes de delitos desta espécie. Outrossim, conforme dossiê do cidadão de fls. 37, o aludido pronunciado trata-se de pessoa contumaz na prática de condutas criminosas, possuindo incidências em delitos de homicídio, outra tentativa de homicídio, receptação, vários Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. O Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande/MS, ao pronunciar o acusado (em 10.06.2011), decretou a prisão preventiva nos seguintes termos: “[...] O delito de tentativa de homicídio, em tese, qualificada, possui natureza hedionda, mormente em razão de seu modus operandi , tendo em vista que foi praticado em plena luz do dia (16hs45min.), em um bar, onde, naquele momento, havia outras pessoas além da vítima, sendo que estas poderiam ter sido alvejadas, fato que demonstra total indiferença à vida alheia por parte do autor, causando perplexidade e transmitindo sensação de insegurança à população local a qual exige do Estado/Judiciário atitudes enérgicas com o fito de punir os praticantes de delitos desta espécie. Outrossim, conforme dossiê do cidadão de fls. 37, o aludido pronunciado trata-se de pessoa contumaz na prática de condutas criminosas, possuindo incidências em delitos de homicídio, outra tentativa de homicídio, receptação, vários Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 113764 / MS portes ilegais de arma de fogo, tráfico de drogas, o que demonstra personalidade que destoa do convívio social. Desta feita, devidamente demonstrado o abalo a ordem pública. Quanto ao requisito para assegurar a efetiva aplicação da lei penal, entendo que também encontra-se presente, pois não há prova nos autos de que o réu possua residência fixa, ressaltando que a garantia do seu comparecimento aos atos processuais deu-se em decorrência de encontrar-se preso por outro processo, ou seja, caso venha a ser solto por aquele, não há nada que assegure que não irá evadir-se do distrito da culpa. [...]” 4. Tal relato demonstra que o decreto prisional foi corretamente fundamentado para a garantia da ordem pública, pela concreta demonstração do risco de reiteração delitiva, extraído dos elementos contidos no processo. Em particular, atribuo especial importância à forma com que praticado o delito: à luz do dia, mediante disparos de arma de fogo em local público. Circunstância que evidencia situação de vulneração da ordem pública, inclusive porque o paciente também é acusado de outros crimes igualmente graves (outra tentativa de homicídio, receptação, vários portes ilegais de arma de fogo e tráfico de drogas), conforme expressamente referido na pronúncia. 5. Nesse contexto, entendo que a decisão impugnada está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o “modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 117.440, Rel. Min. Luiz Fux). 6. Ademais, observo que, em 25 de abril de 2012, sobreveio a condenação do paciente a 10 anos e 4 meses de reclusão, mantida a segregação cautelar, tendo em vista que “os motivos que ensejaram a preventiva ainda remanescem, bem como por força dessa sentença”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Supremo Tribunal Federal HC 113764 / MS portes ilegais de arma de fogo, tráfico de drogas, o que demonstra personalidade que destoa do convívio social. Desta feita, devidamente demonstrado o abalo a ordem pública. Quanto ao requisito para assegurar a efetiva aplicação da lei penal, entendo que também encontra-se presente, pois não há prova nos autos de que o réu possua residência fixa, ressaltando que a garantia do seu comparecimento aos atos processuais deu-se em decorrência de encontrar-se preso por outro processo, ou seja, caso venha a ser solto por aquele, não há nada que assegure que não irá evadir-se do distrito da culpa. [...]” 4. Tal relato demonstra que o decreto prisional foi corretamente fundamentado para a garantia da ordem pública, pela concreta demonstração do risco de reiteração delitiva, extraído dos elementos contidos no processo. Em particular, atribuo especial importância à forma com que praticado o delito: à luz do dia, mediante disparos de arma de fogo em local público. Circunstância que evidencia situação de vulneração da ordem pública, inclusive porque o paciente também é acusado de outros crimes igualmente graves (outra tentativa de homicídio, receptação, vários portes ilegais de arma de fogo e tráfico de drogas), conforme expressamente referido na pronúncia. 5. Nesse contexto, entendo que a decisão impugnada está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o “modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 117.440, Rel. Min. Luiz Fux). 6. Ademais, observo que, em 25 de abril de 2012, sobreveio a condenação do paciente a 10 anos e 4 meses de reclusão, mantida a segregação cautelar, tendo em vista que “os motivos que ensejaram a preventiva ainda remanescem, bem como por força dessa sentença”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 113764 / MS Superveniência da sentença penal condenatória que altera o título prisional e também inviabilizaria o acolhimento da pretensão defensiva. 7. Diante do exposto, julgo o processo extinto sem resolução do mérito, por inadequação da via processual. 8. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Supremo Tribunal Federal HC 113764 / MS Superveniência da sentença penal condenatória que altera o título prisional e também inviabilizaria o acolhimento da pretensão defensiva. 7. Diante do exposto, julgo o processo extinto sem resolução do mérito, por inadequação da via processual. 8. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito o substitutivo do recurso ordinário constitucional quando em jogo a liberdade de ir e vir, sendo que, no caso, essa já foi alcançada, e o fazendo, peço vênia ao Relator para deferir a ordem. O Juízo deu de barato, deu como selada a culpa do paciente e desconsiderou o princípio constitucional da não culpabilidade, ao aludir a outras imputações, simplesmente imputações. Ante esse contexto, mesmo condenado, mas a sentença ainda está submetida a uma condição resolutiva, que poderá vir com o provimento do recurso interposto, implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4839922. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito o substitutivo do recurso ordinário constitucional quando em jogo a liberdade de ir e vir, sendo que, no caso, essa já foi alcançada, e o fazendo, peço vênia ao Relator para deferir a ordem. O Juízo deu de barato, deu como selada a culpa do paciente e desconsiderou o princípio constitucional da não culpabilidade, ao aludir a outras imputações, simplesmente imputações. Ante esse contexto, mesmo condenado, mas a sentença ainda está submetida a uma condição resolutiva, que poderá vir com o provimento do recurso interposto, implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4839922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.764 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816845 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.764 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816845 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4871913
2013-10-22T00:00:00
2013-11-18T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. 1. Para a decretação de prisão preventiva, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal exige a demonstração, empiricamente motivada, dos requisitos enunciados no art. 312 do Código de Processo Penal. 2. O decreto de prisão preventiva está apoiado na gravidade concreta do delito praticado pelo agente (tentativa de homicídio qualificado, à luz do dia e em local público). Agente acusado de outros crimes graves. 4. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual.
sjur248547
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO) HC 109956 (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO, PRISÃO PREVENTIVA) HC 117440 (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 02/12/2013, TIA.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
113764
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00312\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 113764
[ "" ]
PACTE.(S) : THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. 1. Para a decretação de prisão preventiva, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal exige a demonstração, empiricamente motivada, dos requisitos enunciados no art. 312 do Código de Processo Penal. 2. O decreto de prisão preventiva está apoiado na gravidade concreta do delito praticado pelo agente (tentativa de homicídio qualificado, à luz do dia e em local público). Agente acusado de outros crimes graves. 4. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848590. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu, assim ementado: “HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A VIDA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. DECISÃO FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. 1. O fato de estar inserido no rol dos delitos hediondos ou equiparados não basta para a imposição da constrição cautelar, por ser necessária a existência de circunstâncias que demonstrem a sua adoção. 2. A prisão preventiva só deverá ser decretada quando devidamente atendidos os requisitos legais das garantias das ordens pública e econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, se houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. 3. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a necessidade da medida para as Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus, substitutivo de recurso ordinário, impetrado contra acórdão unânime do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu, assim ementado: “HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A VIDA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. DECISÃO FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. 1. O fato de estar inserido no rol dos delitos hediondos ou equiparados não basta para a imposição da constrição cautelar, por ser necessária a existência de circunstâncias que demonstrem a sua adoção. 2. A prisão preventiva só deverá ser decretada quando devidamente atendidos os requisitos legais das garantias das ordens pública e econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, se houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. 3. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a necessidade da medida para as Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 113764 / MS garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. 4. No caso concreto, a prisão cautelar do paciente encontrava-se, à época, fundamentada na garantia da ordem pública, uma vez que ele responde pela prática de outros crimes, inclusive delitos de homicídio, tentativa de homicídio, receptação, vários portes ilegais de arma de fogo e tráfico de drogas, o que denota a periculosidade e o desrespeito às normas legais, caracterizados pela reiteração da prática delituosa. 5. Ordem denegada.” 2. A Defensoria Pública da União alega que a prisão preventiva do paciente, pronunciado por tentativa de homicídio, duplamente qualificado, em concurso de pessoas (art. 121, § 2..., incisos II e IV, c/c os arts. 14, II, e 29, todos do Código Penal1), não está devidamente fundamentada, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. Argumenta que “a fundamentação deve ser consistente e idônea, abordando 1 “Art. 14 - Diz-se o crime: I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços” “Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.” “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1... Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado § 2... Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Supremo Tribunal Federal HC 113764 / MS garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. 4. No caso concreto, a prisão cautelar do paciente encontrava-se, à época, fundamentada na garantia da ordem pública, uma vez que ele responde pela prática de outros crimes, inclusive delitos de homicídio, tentativa de homicídio, receptação, vários portes ilegais de arma de fogo e tráfico de drogas, o que denota a periculosidade e o desrespeito às normas legais, caracterizados pela reiteração da prática delituosa. 5. Ordem denegada.” 2. A Defensoria Pública da União alega que a prisão preventiva do paciente, pronunciado por tentativa de homicídio, duplamente qualificado, em concurso de pessoas (art. 121, § 2..., incisos II e IV, c/c os arts. 14, II, e 29, todos do Código Penal1), não está devidamente fundamentada, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. Argumenta que “a fundamentação deve ser consistente e idônea, abordando 1 “Art. 14 - Diz-se o crime: I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços” “Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.” “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1... Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Homicídio qualificado § 2... Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 113764 / MS circunstâncias do caso concreto e explicitando-as como motivos determinantes da restrição à liberdade do indivíduo”. Daí o pedido de concessão da ordem “para desconstituir-se o decreto de prisão e, caso o paciente já tenha sido recolhido no decorrer do presente processo, seja expedido o competente Alvará de Soltura”. 3. O Ministro Joaquim Barbosa indeferiu a liminar e requisitou informações ao Juízo da 2... Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande/MS. 4. Prestadas as informações, a Procuradoria-Geral da República opinou pela extinção do processo. 5. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Supremo Tribunal Federal HC 113764 / MS circunstâncias do caso concreto e explicitando-as como motivos determinantes da restrição à liberdade do indivíduo”. Daí o pedido de concessão da ordem “para desconstituir-se o decreto de prisão e, caso o paciente já tenha sido recolhido no decorrer do presente processo, seja expedido o competente Alvará de Soltura”. 3. O Ministro Joaquim Barbosa indeferiu a liminar e requisitou informações ao Juízo da 2... Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande/MS. 4. Prestadas as informações, a Procuradoria-Geral da República opinou pela extinção do processo. 5. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. O Juízo da 2... Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande/MS, ao pronunciar o acusado (em 10.06.2011), decretou a prisão preventiva nos seguintes termos: “[...] O delito de tentativa de homicídio, em tese, qualificada, possui natureza hedionda, mormente em razão de seu modus operandi , tendo em vista que foi praticado em plena luz do dia (16hs45min.), em um bar, onde, naquele momento, havia outras pessoas além da vítima, sendo que estas poderiam ter sido alvejadas, fato que demonstra total indiferença à vida alheia por parte do autor, causando perplexidade e transmitindo sensação de insegurança à população local a qual exige do Estado/Judiciário atitudes enérgicas com o fito de punir os praticantes de delitos desta espécie. Outrossim, conforme dossiê do cidadão de fls. 37, o aludido pronunciado trata-se de pessoa contumaz na prática de condutas criminosas, possuindo incidências em delitos de homicídio, outra tentativa de homicídio, receptação, vários Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência desta Turma, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via processual (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio). 2. O caso não autoriza a concessão da ordem de ofício. 3. O Juízo da 2... Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande/MS, ao pronunciar o acusado (em 10.06.2011), decretou a prisão preventiva nos seguintes termos: “[...] O delito de tentativa de homicídio, em tese, qualificada, possui natureza hedionda, mormente em razão de seu modus operandi , tendo em vista que foi praticado em plena luz do dia (16hs45min.), em um bar, onde, naquele momento, havia outras pessoas além da vítima, sendo que estas poderiam ter sido alvejadas, fato que demonstra total indiferença à vida alheia por parte do autor, causando perplexidade e transmitindo sensação de insegurança à população local a qual exige do Estado/Judiciário atitudes enérgicas com o fito de punir os praticantes de delitos desta espécie. Outrossim, conforme dossiê do cidadão de fls. 37, o aludido pronunciado trata-se de pessoa contumaz na prática de condutas criminosas, possuindo incidências em delitos de homicídio, outra tentativa de homicídio, receptação, vários Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 113764 / MS portes ilegais de arma de fogo, tráfico de drogas, o que demonstra personalidade que destoa do convívio social. Desta feita, devidamente demonstrado o abalo a ordem pública. Quanto ao requisito para assegurar a efetiva aplicação da lei penal, entendo que também encontra-se presente, pois não há prova nos autos de que o réu possua residência fixa, ressaltando que a garantia do seu comparecimento aos atos processuais deu-se em decorrência de encontrar-se preso por outro processo, ou seja, caso venha a ser solto por aquele, não há nada que assegure que não irá evadir-se do distrito da culpa. [...]” 4. Tal relato demonstra que o decreto prisional foi corretamente fundamentado para a garantia da ordem pública, pela concreta demonstração do risco de reiteração delitiva, extraído dos elementos contidos no processo. Em particular, atribuo especial importância à forma com que praticado o delito: à luz do dia, mediante disparos de arma de fogo em local público. Circunstância que evidencia situação de vulneração da ordem pública, inclusive porque o paciente também é acusado de outros crimes igualmente graves (outra tentativa de homicídio, receptação, vários portes ilegais de arma de fogo e tráfico de drogas), conforme expressamente referido na pronúncia. 5. Nesse contexto, entendo que a decisão impugnada está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o “modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 117.440, Rel. Min. Luiz Fux). 6. Ademais, observo que, em 25 de abril de 2012, sobreveio a condenação do paciente a 10 anos e 4 meses de reclusão, mantida a segregação cautelar, tendo em vista que “os motivos que ensejaram a preventiva ainda remanescem, bem como por força dessa sentença”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Supremo Tribunal Federal HC 113764 / MS portes ilegais de arma de fogo, tráfico de drogas, o que demonstra personalidade que destoa do convívio social. Desta feita, devidamente demonstrado o abalo a ordem pública. Quanto ao requisito para assegurar a efetiva aplicação da lei penal, entendo que também encontra-se presente, pois não há prova nos autos de que o réu possua residência fixa, ressaltando que a garantia do seu comparecimento aos atos processuais deu-se em decorrência de encontrar-se preso por outro processo, ou seja, caso venha a ser solto por aquele, não há nada que assegure que não irá evadir-se do distrito da culpa. [...]” 4. Tal relato demonstra que o decreto prisional foi corretamente fundamentado para a garantia da ordem pública, pela concreta demonstração do risco de reiteração delitiva, extraído dos elementos contidos no processo. Em particular, atribuo especial importância à forma com que praticado o delito: à luz do dia, mediante disparos de arma de fogo em local público. Circunstância que evidencia situação de vulneração da ordem pública, inclusive porque o paciente também é acusado de outros crimes igualmente graves (outra tentativa de homicídio, receptação, vários portes ilegais de arma de fogo e tráfico de drogas), conforme expressamente referido na pronúncia. 5. Nesse contexto, entendo que a decisão impugnada está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o “modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 117.440, Rel. Min. Luiz Fux). 6. Ademais, observo que, em 25 de abril de 2012, sobreveio a condenação do paciente a 10 anos e 4 meses de reclusão, mantida a segregação cautelar, tendo em vista que “os motivos que ensejaram a preventiva ainda remanescem, bem como por força dessa sentença”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 113764 / MS Superveniência da sentença penal condenatória que altera o título prisional e também inviabilizaria o acolhimento da pretensão defensiva. 7. Diante do exposto, julgo o processo extinto sem resolução do mérito, por inadequação da via processual. 8. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Supremo Tribunal Federal HC 113764 / MS Superveniência da sentença penal condenatória que altera o título prisional e também inviabilizaria o acolhimento da pretensão defensiva. 7. Diante do exposto, julgo o processo extinto sem resolução do mérito, por inadequação da via processual. 8. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4848592. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito o substitutivo do recurso ordinário constitucional quando em jogo a liberdade de ir e vir, sendo que, no caso, essa já foi alcançada, e o fazendo, peço vênia ao Relator para deferir a ordem. O Juízo deu de barato, deu como selada a culpa do paciente e desconsiderou o princípio constitucional da não culpabilidade, ao aludir a outras imputações, simplesmente imputações. Ante esse contexto, mesmo condenado, mas a sentença ainda está submetida a uma condição resolutiva, que poderá vir com o provimento do recurso interposto, implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4839922. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 113.764 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, admito o substitutivo do recurso ordinário constitucional quando em jogo a liberdade de ir e vir, sendo que, no caso, essa já foi alcançada, e o fazendo, peço vênia ao Relator para deferir a ordem. O Juízo deu de barato, deu como selada a culpa do paciente e desconsiderou o princípio constitucional da não culpabilidade, ao aludir a outras imputações, simplesmente imputações. Ante esse contexto, mesmo condenado, mas a sentença ainda está submetida a uma condição resolutiva, que poderá vir com o provimento do recurso interposto, implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4839922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.764 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816845 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.764 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : THIAGO PEREIRA CARRILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816845 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 113 . 764", "HABEAS CORPUS 113 . 764", "HABEAS CORPUS 113 . 764", "HC 113764 / MS", "HC 113764 / MS", "HC 113764 / MS", "HC 113764 / MS", "HABEAS CORPUS 113 . 764", "HC 109 . 956 / PR", "HABEAS CORPUS 113 . 764", "HC 109 . 956 / PR", "HC 113764 / MS", "HC 117 . 440", "HC 113764 / MS", "HC 117 . 440", "HC 113764 / MS", "HC 113764 / MS", "HABEAS CORPUS 113 . 764", "HABEAS CORPUS 113 . 764", "HABEAS CORPUS 113 . 764", "HABEAS CORPUS 113 . 764" ], "LEGISLACAO": [ "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , incisos II e IV , c / c os arts . 14 , II , e 29 , todos do Código Penal1", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , incisos II e IV , c / c os arts . 14 , II , e 29 , todos do Código Penal1", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "Campo Grande / MS", "Campo Grande / MS", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Defensoria Pública da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria Pública da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", ".", "Vara do", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Vara do Tribunal do Júri de", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "2", ".", ".", "Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande /", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "2", "Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande /", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "THIAGO PEREIRA CARRILHO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "THIAGO PEREIRA CARRILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Adilson Vieira Macabu", "ROBERTO BARROSO", "THIAGO PEREIRA CARRILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Adilson Vieira Macabu", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "THIAGO PEREIRA CARRILHO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "THIAGO PEREIRA CARRILHO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2013", "22 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "10", ".", "06", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "10", ".", "06", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) :FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO E TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. 1. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder. 2. Ordem denegada. 3. Cassada a liminar deferida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas corpus e cassar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/ O ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832976. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) :FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – EXCESSO DE PRAZO – CONFIGURAÇÃO – LIMINAR IMPLEMENTADA DE OFÍCIO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: O paciente foi denunciado em 26 de janeiro de 2010 pela suposta prática do crime previsto no artigo 121, § 1º (homicídio qualificado), incisos II (motivo fútil) e IV (recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima), do Código Penal. O Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de Vila Velha/ES implementou a prisão preventiva, isso no dia 30 de maio de 2010, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e segurança de futura aplicação da lei penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) :FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – EXCESSO DE PRAZO – CONFIGURAÇÃO – LIMINAR IMPLEMENTADA DE OFÍCIO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: O paciente foi denunciado em 26 de janeiro de 2010 pela suposta prática do crime previsto no artigo 121, § 1º (homicídio qualificado), incisos II (motivo fútil) e IV (recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima), do Código Penal. O Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de Vila Velha/ES implementou a prisão preventiva, isso no dia 30 de maio de 2010, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e segurança de futura aplicação da lei penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 115274 / ES O pedido de revogação do ato foi indeferido. O Juízo acentuou persistirem os motivos que ensejaram a medida, consignando haver o paciente permanecido foragido por cerca de cinco meses antes de ser capturado. Assinalou a existência de indícios contundentes da autoria e a dinâmica dos fatos, a qual revelaria frieza na consecução do delito. Ressaltou a presença de outros registros criminais. Impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. O relator, ao deixar de acolher o pedido liminar, assentou não verificar excesso de prazo na instrução criminal, nem ilegalidade na custódia cautelar do paciente. Anotou estar o ato devidamente alicerçado nos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Entendeu ausentes o sinal do bom direito e o perigo da demora a justificar a concessão do pleito em análise preliminar. A Primeira Câmara Criminal indeferiu a ordem. Frisou não serem as condições pessoais favoráveis do paciente óbice à manutenção da segregação, porquanto embasada nos pressupostos legais. Observou não vislumbrar anormalidade na duração da instrução, na medida em que os prazos processuais poderiam ser relativizados ante o princípio da razoabilidade. Concluiu estar demonstrada a necessidade de prisão, em razão de o paciente representar risco tanto para a sociedade como para o trâmite processual. Formalizou-se habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – de nº 197.022/ES. O relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, negou seguimento à impetração. Consignou terem as instâncias ordinárias apresentado fundamentação concreta para a conservação da custódia cautelar, sobretudo pela gravidade real do crime consubstanciada na mecânica e na reiteração criminosa, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES O pedido de revogação do ato foi indeferido. O Juízo acentuou persistirem os motivos que ensejaram a medida, consignando haver o paciente permanecido foragido por cerca de cinco meses antes de ser capturado. Assinalou a existência de indícios contundentes da autoria e a dinâmica dos fatos, a qual revelaria frieza na consecução do delito. Ressaltou a presença de outros registros criminais. Impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. O relator, ao deixar de acolher o pedido liminar, assentou não verificar excesso de prazo na instrução criminal, nem ilegalidade na custódia cautelar do paciente. Anotou estar o ato devidamente alicerçado nos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Entendeu ausentes o sinal do bom direito e o perigo da demora a justificar a concessão do pleito em análise preliminar. A Primeira Câmara Criminal indeferiu a ordem. Frisou não serem as condições pessoais favoráveis do paciente óbice à manutenção da segregação, porquanto embasada nos pressupostos legais. Observou não vislumbrar anormalidade na duração da instrução, na medida em que os prazos processuais poderiam ser relativizados ante o princípio da razoabilidade. Concluiu estar demonstrada a necessidade de prisão, em razão de o paciente representar risco tanto para a sociedade como para o trâmite processual. Formalizou-se habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – de nº 197.022/ES. O relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, negou seguimento à impetração. Consignou terem as instâncias ordinárias apresentado fundamentação concreta para a conservação da custódia cautelar, sobretudo pela gravidade real do crime consubstanciada na mecânica e na reiteração criminosa, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 115274 / ES além da fuga e posterior captura do paciente. Concluiu, após pesquisa à página virtual do Tribunal de origem, pela regularidade do andamento da Ação Penal nº 035.090.234.151, pois os registros referentes à citação, resposta, oitiva do réu, análise do pedido de revogação da custódia e outros inúmeros atos indicariam a diligência do Juízo na condução do processo. Os impetrantes sustentam a demora no término da instrução processual, perdurando a prisão preventiva por mais de dois anos. Destacam a designação da audiência para data posterior a cinco meses, a despeito da constrição do paciente. Alegam configurar-se a custódia verdadeira antecipação de pena. Asseveram inexistir complexidade na formação da culpa, ressaltando ser o paciente o único réu, além de não haver a defesa colaborado para o referido excesso de prazo. Requerem o deferimento de liminar visando obter a liberdade provisória. No mérito, pugnam pela confirmação da medida, a fim de que o paciente possa aguardar a conclusão do processo em liberdade. A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento do habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 8 de junho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES além da fuga e posterior captura do paciente. Concluiu, após pesquisa à página virtual do Tribunal de origem, pela regularidade do andamento da Ação Penal nº 035.090.234.151, pois os registros referentes à citação, resposta, oitiva do réu, análise do pedido de revogação da custódia e outros inúmeros atos indicariam a diligência do Juízo na condução do processo. Os impetrantes sustentam a demora no término da instrução processual, perdurando a prisão preventiva por mais de dois anos. Destacam a designação da audiência para data posterior a cinco meses, a despeito da constrição do paciente. Alegam configurar-se a custódia verdadeira antecipação de pena. Asseveram inexistir complexidade na formação da culpa, ressaltando ser o paciente o único réu, além de não haver a defesa colaborado para o referido excesso de prazo. Requerem o deferimento de liminar visando obter a liberdade provisória. No mérito, pugnam pela confirmação da medida, a fim de que o paciente possa aguardar a conclusão do processo em liberdade. A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento do habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 8 de junho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) : HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO. Sendo objeto do habeas corpus a preservação da liberdade de ir e vir atingida diretamente, porque expedido mandado de prisão ou porquanto, com maior razão, esta já ocorreu, mostra-se adequada a impetração, dando-se alcance maior à garantia versada no artigo 5º, inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução em óptica linear assentada anteriormente. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO – GRAVIDADE. Ante a inexistência da prisão automática no ordenamento jurídico, a gravidade da imputação não respalda a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PROCESSOS EM CURSO – PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE. O princípio da não culpabilidade é obstáculo a considerar processos em curso para, selando a culpa do acusado, chegar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – LOCALIZAÇÃO DO ACUSADO. A circunstância de o acusado não ter sido encontrado de imediato surge como insuficiente a alicerçar a custódia preventiva – interpretação sistemática dos artigos 312 e 366 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Uma vez configurado o excesso de prazo da prisão preventiva, impõe-se o afastamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) : HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO. Sendo objeto do habeas corpus a preservação da liberdade de ir e vir atingida diretamente, porque expedido mandado de prisão ou porquanto, com maior razão, esta já ocorreu, mostra-se adequada a impetração, dando-se alcance maior à garantia versada no artigo 5º, inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução em óptica linear assentada anteriormente. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO – GRAVIDADE. Ante a inexistência da prisão automática no ordenamento jurídico, a gravidade da imputação não respalda a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PROCESSOS EM CURSO – PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE. O princípio da não culpabilidade é obstáculo a considerar processos em curso para, selando a culpa do acusado, chegar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – LOCALIZAÇÃO DO ACUSADO. A circunstância de o acusado não ter sido encontrado de imediato surge como insuficiente a alicerçar a custódia preventiva – interpretação sistemática dos artigos 312 e 366 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Uma vez configurado o excesso de prazo da prisão preventiva, impõe-se o afastamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115274 / ES Este habeas surge, de início, como substitutivo do recurso ordinário constitucional, porquanto dirigido contra pronunciamento terminativo formalizado em idêntica medida. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES Este habeas surge, de início, como substitutivo do recurso ordinário constitucional, porquanto dirigido contra pronunciamento terminativo formalizado em idêntica medida. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115274 / ES manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115274 / ES sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Quanto a esse enfoque, vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Quanto a esse enfoque, vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115274 / ES virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de consignar ao deferir, em 1º de dezembro de 2012, a medida acauteladora, torno-a definitiva: 2. Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo, assim, inadequado. O quadro, no entanto, está a ensejar a concessão de liminar de ofício, ante ilegalidade a alcançar, na via direta, o direito de locomoção. Ao implementar a prisão preventiva, o Juízo aludiu à periculosidade do paciente e à gravidade da imputação. Quanto a esta, inexiste, no cenário jurídico, a custódia automática, que, de qualquer forma, conflitaria com o princípio da não culpabilidade. Sob o ângulo da periculosidade, também se olvidou o citado princípio, além de ter passado despercebida a organicidade do Direito. Outros processos em curso não desaguam na inversão da ordem natural das coisas, a qual direciona a apurar para, depois, prender. Vale frisar que, em tais processos, poderia haver, aí sim e desde que harmônica com o arcabouço normativo, a determinação da preventiva. Ressalto, por oportuno, que a circunstância de o paciente não ter sido encontrado de imediato não respalda a manutenção do ato de constrição. A par desses aspectos, a custódia, sem a formação da culpa, já ultrapassa os dois anos, configurando-se o excesso de prazo. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de consignar ao deferir, em 1º de dezembro de 2012, a medida acauteladora, torno-a definitiva: 2. Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo, assim, inadequado. O quadro, no entanto, está a ensejar a concessão de liminar de ofício, ante ilegalidade a alcançar, na via direta, o direito de locomoção. Ao implementar a prisão preventiva, o Juízo aludiu à periculosidade do paciente e à gravidade da imputação. Quanto a esta, inexiste, no cenário jurídico, a custódia automática, que, de qualquer forma, conflitaria com o princípio da não culpabilidade. Sob o ângulo da periculosidade, também se olvidou o citado princípio, além de ter passado despercebida a organicidade do Direito. Outros processos em curso não desaguam na inversão da ordem natural das coisas, a qual direciona a apurar para, depois, prender. Vale frisar que, em tais processos, poderia haver, aí sim e desde que harmônica com o arcabouço normativo, a determinação da preventiva. Ressalto, por oportuno, que a circunstância de o paciente não ter sido encontrado de imediato não respalda a manutenção do ato de constrição. A par desses aspectos, a custódia, sem a formação da culpa, já ultrapassa os dois anos, configurando-se o excesso de prazo. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu peço vênia ao eminente Relator para, acompanhando o parecer do Ministério Público, denegar a ordem. Cassada a liminar deferida. É uma hipótese de homicídio e tentativa de homicídio. Considero que a decisão está razoavelmente fundamentada. * * * * * Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832977. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu peço vênia ao eminente Relator para, acompanhando o parecer do Ministério Público, denegar a ordem. Cassada a liminar deferida. É uma hipótese de homicídio e tentativa de homicídio. Considero que a decisão está razoavelmente fundamentada. * * * * * Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.274 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) : FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816856 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.274 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) : FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816856 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4871633
2013-10-22T00:00:00
2013-11-18T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO E TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. 1. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder. 2. Ordem denegada. 3. Cassada a liminar deferida.
sjur248545
Número de páginas: 11. Análise: 02/12/2013, GOD. Revisão: 19/12/2013, SER.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
115274
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00068\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312 ART-00366\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 115274
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PACTE.(S) : WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) : FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) :FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO E TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. 1. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder. 2. Ordem denegada. 3. Cassada a liminar deferida. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas corpus e cassar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/ O ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832976. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) :FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – EXCESSO DE PRAZO – CONFIGURAÇÃO – LIMINAR IMPLEMENTADA DE OFÍCIO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: O paciente foi denunciado em 26 de janeiro de 2010 pela suposta prática do crime previsto no artigo 121, § 1... (homicídio qualificado), incisos II (motivo fútil) e IV (recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima), do Código Penal. O Juízo da 4... Vara Criminal da Comarca de Vila Velha/ES implementou a prisão preventiva, isso no dia 30 de maio de 2010, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e segurança de futura aplicação da lei penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) :FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – EXCESSO DE PRAZO – CONFIGURAÇÃO – LIMINAR IMPLEMENTADA DE OFÍCIO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: O paciente foi denunciado em 26 de janeiro de 2010 pela suposta prática do crime previsto no artigo 121, § 1... (homicídio qualificado), incisos II (motivo fútil) e IV (recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima), do Código Penal. O Juízo da 4... Vara Criminal da Comarca de Vila Velha/ES implementou a prisão preventiva, isso no dia 30 de maio de 2010, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e segurança de futura aplicação da lei penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 115274 / ES O pedido de revogação do ato foi indeferido. O Juízo acentuou persistirem os motivos que ensejaram a medida, consignando haver o paciente permanecido foragido por cerca de cinco meses antes de ser capturado. Assinalou a existência de indícios contundentes da autoria e a dinâmica dos fatos, a qual revelaria frieza na consecução do delito. Ressaltou a presença de outros registros criminais. Impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. O relator, ao deixar de acolher o pedido liminar, assentou não verificar excesso de prazo na instrução criminal, nem ilegalidade na custódia cautelar do paciente. Anotou estar o ato devidamente alicerçado nos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Entendeu ausentes o sinal do bom direito e o perigo da demora a justificar a concessão do pleito em análise preliminar. A Primeira Câmara Criminal indeferiu a ordem. Frisou não serem as condições pessoais favoráveis do paciente óbice à manutenção da segregação, porquanto embasada nos pressupostos legais. Observou não vislumbrar anormalidade na duração da instrução, na medida em que os prazos processuais poderiam ser relativizados ante o princípio da razoabilidade. Concluiu estar demonstrada a necessidade de prisão, em razão de o paciente representar risco tanto para a sociedade como para o trâmite processual. Formalizou-se habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – de n 197.022/ES. O relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, negou seguimento à impetração. Consignou terem as instâncias ordinárias apresentado fundamentação concreta para a conservação da custódia cautelar, sobretudo pela gravidade real do crime consubstanciada na mecânica e na reiteração criminosa, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES O pedido de revogação do ato foi indeferido. O Juízo acentuou persistirem os motivos que ensejaram a medida, consignando haver o paciente permanecido foragido por cerca de cinco meses antes de ser capturado. Assinalou a existência de indícios contundentes da autoria e a dinâmica dos fatos, a qual revelaria frieza na consecução do delito. Ressaltou a presença de outros registros criminais. Impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. O relator, ao deixar de acolher o pedido liminar, assentou não verificar excesso de prazo na instrução criminal, nem ilegalidade na custódia cautelar do paciente. Anotou estar o ato devidamente alicerçado nos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Entendeu ausentes o sinal do bom direito e o perigo da demora a justificar a concessão do pleito em análise preliminar. A Primeira Câmara Criminal indeferiu a ordem. Frisou não serem as condições pessoais favoráveis do paciente óbice à manutenção da segregação, porquanto embasada nos pressupostos legais. Observou não vislumbrar anormalidade na duração da instrução, na medida em que os prazos processuais poderiam ser relativizados ante o princípio da razoabilidade. Concluiu estar demonstrada a necessidade de prisão, em razão de o paciente representar risco tanto para a sociedade como para o trâmite processual. Formalizou-se habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – de n 197.022/ES. O relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, negou seguimento à impetração. Consignou terem as instâncias ordinárias apresentado fundamentação concreta para a conservação da custódia cautelar, sobretudo pela gravidade real do crime consubstanciada na mecânica e na reiteração criminosa, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 115274 / ES além da fuga e posterior captura do paciente. Concluiu, após pesquisa à página virtual do Tribunal de origem, pela regularidade do andamento da Ação Penal n 035.090.234.151, pois os registros referentes à citação, resposta, oitiva do réu, análise do pedido de revogação da custódia e outros inúmeros atos indicariam a diligência do Juízo na condução do processo. Os impetrantes sustentam a demora no término da instrução processual, perdurando a prisão preventiva por mais de dois anos. Destacam a designação da audiência para data posterior a cinco meses, a despeito da constrição do paciente. Alegam configurar-se a custódia verdadeira antecipação de pena. Asseveram inexistir complexidade na formação da culpa, ressaltando ser o paciente o único réu, além de não haver a defesa colaborado para o referido excesso de prazo. Requerem o deferimento de liminar visando obter a liberdade provisória. No mérito, pugnam pela confirmação da medida, a fim de que o paciente possa aguardar a conclusão do processo em liberdade. A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento do habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 8 de junho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES além da fuga e posterior captura do paciente. Concluiu, após pesquisa à página virtual do Tribunal de origem, pela regularidade do andamento da Ação Penal n 035.090.234.151, pois os registros referentes à citação, resposta, oitiva do réu, análise do pedido de revogação da custódia e outros inúmeros atos indicariam a diligência do Juízo na condução do processo. Os impetrantes sustentam a demora no término da instrução processual, perdurando a prisão preventiva por mais de dois anos. Destacam a designação da audiência para data posterior a cinco meses, a despeito da constrição do paciente. Alegam configurar-se a custódia verdadeira antecipação de pena. Asseveram inexistir complexidade na formação da culpa, ressaltando ser o paciente o único réu, além de não haver a defesa colaborado para o referido excesso de prazo. Requerem o deferimento de liminar visando obter a liberdade provisória. No mérito, pugnam pela confirmação da medida, a fim de que o paciente possa aguardar a conclusão do processo em liberdade. A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento do habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 8 de junho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) : HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO. Sendo objeto do habeas corpus a preservação da liberdade de ir e vir atingida diretamente, porque expedido mandado de prisão ou porquanto, com maior razão, esta já ocorreu, mostra-se adequada a impetração, dando-se alcance maior à garantia versada no artigo 5..., inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução em óptica linear assentada anteriormente. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO – GRAVIDADE. Ante a inexistência da prisão automática no ordenamento jurídico, a gravidade da imputação não respalda a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PROCESSOS EM CURSO – PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE. O princípio da não culpabilidade é obstáculo a considerar processos em curso para, selando a culpa do acusado, chegar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – LOCALIZAÇÃO DO ACUSADO. A circunstância de o acusado não ter sido encontrado de imediato surge como insuficiente a alicerçar a custódia preventiva – interpretação sistemática dos artigos 312 e 366 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Uma vez configurado o excesso de prazo da prisão preventiva, impõe-se o afastamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) : HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO. Sendo objeto do habeas corpus a preservação da liberdade de ir e vir atingida diretamente, porque expedido mandado de prisão ou porquanto, com maior razão, esta já ocorreu, mostra-se adequada a impetração, dando-se alcance maior à garantia versada no artigo 5..., inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução em óptica linear assentada anteriormente. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO – GRAVIDADE. Ante a inexistência da prisão automática no ordenamento jurídico, a gravidade da imputação não respalda a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PROCESSOS EM CURSO – PRINCÍPIO DA NÃO CULPABILIDADE. O princípio da não culpabilidade é obstáculo a considerar processos em curso para, selando a culpa do acusado, chegar à prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – LOCALIZAÇÃO DO ACUSADO. A circunstância de o acusado não ter sido encontrado de imediato surge como insuficiente a alicerçar a custódia preventiva – interpretação sistemática dos artigos 312 e 366 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Uma vez configurado o excesso de prazo da prisão preventiva, impõe-se o afastamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115274 / ES Este habeas surge, de início, como substitutivo do recurso ordinário constitucional, porquanto dirigido contra pronunciamento terminativo formalizado em idêntica medida. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES Este habeas surge, de início, como substitutivo do recurso ordinário constitucional, porquanto dirigido contra pronunciamento terminativo formalizado em idêntica medida. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115274 / ES manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115274 / ES sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Quanto a esse enfoque, vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Quanto a esse enfoque, vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115274 / ES virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de consignar ao deferir, em 1... de dezembro de 2012, a medida acauteladora, torno-a definitiva: 2. Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo, assim, inadequado. O quadro, no entanto, está a ensejar a concessão de liminar de ofício, ante ilegalidade a alcançar, na via direta, o direito de locomoção. Ao implementar a prisão preventiva, o Juízo aludiu à periculosidade do paciente e à gravidade da imputação. Quanto a esta, inexiste, no cenário jurídico, a custódia automática, que, de qualquer forma, conflitaria com o princípio da não culpabilidade. Sob o ângulo da periculosidade, também se olvidou o citado princípio, além de ter passado despercebida a organicidade do Direito. Outros processos em curso não desaguam na inversão da ordem natural das coisas, a qual direciona a apurar para, depois, prender. Vale frisar que, em tais processos, poderia haver, aí sim e desde que harmônica com o arcabouço normativo, a determinação da preventiva. Ressalto, por oportuno, que a circunstância de o paciente não ter sido encontrado de imediato não respalda a manutenção do ato de constrição. A par desses aspectos, a custódia, sem a formação da culpa, já ultrapassa os dois anos, configurando-se o excesso de prazo. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Supremo Tribunal Federal HC 115274 / ES virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de consignar ao deferir, em 1... de dezembro de 2012, a medida acauteladora, torno-a definitiva: 2. Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo, assim, inadequado. O quadro, no entanto, está a ensejar a concessão de liminar de ofício, ante ilegalidade a alcançar, na via direta, o direito de locomoção. Ao implementar a prisão preventiva, o Juízo aludiu à periculosidade do paciente e à gravidade da imputação. Quanto a esta, inexiste, no cenário jurídico, a custódia automática, que, de qualquer forma, conflitaria com o princípio da não culpabilidade. Sob o ângulo da periculosidade, também se olvidou o citado princípio, além de ter passado despercebida a organicidade do Direito. Outros processos em curso não desaguam na inversão da ordem natural das coisas, a qual direciona a apurar para, depois, prender. Vale frisar que, em tais processos, poderia haver, aí sim e desde que harmônica com o arcabouço normativo, a determinação da preventiva. Ressalto, por oportuno, que a circunstância de o paciente não ter sido encontrado de imediato não respalda a manutenção do ato de constrição. A par desses aspectos, a custódia, sem a formação da culpa, já ultrapassa os dois anos, configurando-se o excesso de prazo. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu peço vênia ao eminente Relator para, acompanhando o parecer do Ministério Público, denegar a ordem. Cassada a liminar deferida. É uma hipótese de homicídio e tentativa de homicídio. Considero que a decisão está razoavelmente fundamentada. * * * * * Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832977. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.274 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Senhor Presidente, eu peço vênia ao eminente Relator para, acompanhando o parecer do Ministério Público, denegar a ordem. Cassada a liminar deferida. É uma hipótese de homicídio e tentativa de homicídio. Considero que a decisão está razoavelmente fundamentada. * * * * * Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.274 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) : FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816856 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.274 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : WAGNER DOS SANTOS OLIVEIRA IMPTE.(S) : FILIPE CARLOS MACIEL FERREIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816856 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 115 . 274", "HABEAS CORPUS 115 . 274", "HC 115274 / ES", "de n 197 . 022 / ES", "HC 115274 / ES", "HC 115274 / ES", "Ação Penal n 035 . 090 . 234 . 151", "HC 115274 / ES", "Ação Penal n 035 . 090 . 234 . 151", "HABEAS CORPUS 115 . 274", "HABEAS CORPUS 115 . 274", "HC 115274 / ES", "HC 115274 / ES", "HC 115274 / ES", "HC 115274 / ES", "HC 115274 / ES", "Habeas Corpus n 109 . 956 / PR", "HC 115274 / ES", "Habeas Corpus n 109 . 956 / PR", "HC 115274 / ES", "HC 115274 / ES", "HABEAS CORPUS 115 . 274", "HABEAS CORPUS 115 . 274", "HABEAS CORPUS 115 . 274", "HABEAS CORPUS 115 . 274" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida 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Ementa e Acórdão 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO SUBJETIVO PREVISTO NO ART. 83, III, DO CÓDIGO PENAL. INVIABILIDADE DE REVOLVER FATOS E PROVAS EM SEDE DE HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão do benefício do livramento condicional (cometimento de falta grave no curso da execução penal). Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta o suficiente para o deferimento do benefício executório. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de novembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837458. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 118325 / SP Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837458. Supremo Tribunal Federal HC 118325 / SP Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Deli Antunes de Souza contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça no HC 257.606/SP. Eis a ementa do julgado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXECUÇÃO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL. REQUISITO SUBJETIVO. NÃO PREENCHIMENTO. PRECEDENTES. (…) 3. A falta grave é suficiente para afastar o requisito subjetivo, impedindo a concessão do benefício do livramento condicional 4. Habeas corpus não conhecido.” Sustenta a impetrante, em síntese, que: (a) o paciente cumpre a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática do crime de roubo; (b) o juízo das execuções penais concedeu ao paciente o benefício do livramento condicional; (c) o Tribunal de Justiça local deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837465. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Deli Antunes de Souza contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça no HC 257.606/SP. Eis a ementa do julgado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXECUÇÃO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL. REQUISITO SUBJETIVO. NÃO PREENCHIMENTO. PRECEDENTES. (…) 3. A falta grave é suficiente para afastar o requisito subjetivo, impedindo a concessão do benefício do livramento condicional 4. Habeas corpus não conhecido.” Sustenta a impetrante, em síntese, que: (a) o paciente cumpre a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática do crime de roubo; (b) o juízo das execuções penais concedeu ao paciente o benefício do livramento condicional; (c) o Tribunal de Justiça local deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 118325 / SP para anular a decisão de primeiro grau, por entender que o paciente não cumpre o requisito subjetivo previsto no art. 83, III, do CP (cometimento de falta grave no decorrer da execução); (d) estão presentes os requisitos legais para a concessão do referido benefício executório. Requer a concessão da ordem, para restabelecer o livramento condicional concedido pelo juízo da execução. O pedido de medida liminar foi indeferido. Foram prestadas informações. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837465. Supremo Tribunal Federal HC 118325 / SP para anular a decisão de primeiro grau, por entender que o paciente não cumpre o requisito subjetivo previsto no art. 83, III, do CP (cometimento de falta grave no decorrer da execução); (d) estão presentes os requisitos legais para a concessão do referido benefício executório. Requer a concessão da ordem, para restabelecer o livramento condicional concedido pelo juízo da execução. O pedido de medida liminar foi indeferido. Foram prestadas informações. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A impetração objetiva restabelecer o livramento condicional concedido em primeira instância, sob a alegação de que o paciente reúne todos os requisitos legais. A pretensão, todavia, não merece prosperar. 2. Os incisos I a V do art. 83 do Código Penal estabelecem os requisitos objetivos e subjetivo para a concessão de livramento condicional, da seguinte forma: Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes; II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; III - comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto; IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê- lo, o dano causado pela infração; V - cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. No caso, o Tribunal de Justiça local, ao dar provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público, ressaltou que, apesar de ter Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A impetração objetiva restabelecer o livramento condicional concedido em primeira instância, sob a alegação de que o paciente reúne todos os requisitos legais. A pretensão, todavia, não merece prosperar. 2. Os incisos I a V do art. 83 do Código Penal estabelecem os requisitos objetivos e subjetivo para a concessão de livramento condicional, da seguinte forma: Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes; II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; III - comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto; IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê- lo, o dano causado pela infração; V - cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. No caso, o Tribunal de Justiça local, ao dar provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público, ressaltou que, apesar de ter Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 118325 / SP cumprido o tempo necessário para concessão do livramento condicional, o paciente não preenchia o requisito subjetivo previsto no inciso III do referido dispositivo legal, por ter cometido falta grave no decorrer da execução penal, qual seja: danificar equipamento eletrônico de monitoramento utilizado no período de saída temporária (doc. 02, fls. 25/29). Vê-se, pois, que as instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão do benefício em questão. Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta e suficiente para o deferimento do benefício executório. No mesmo sentido: “PROCESSUAL PENAL. EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. LIVRAMENTO CONDICIONAL. REQUISITOS SUBJETIVOS. FUGA DO CONDENADO. FALTA GRAVE. NECESSIDADE DO EXAME CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO NESTA SEDE. JURISPRUDÊNCIA DO STF. ORDEM DENEGADA. I – A alteração do art. 112 da Lei de Execuções Penais pela Lei 10.792/2003 não proibiu a realização do exame criminológico. Precedentes. II – Não se exige do órgão judicante que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador explicite de forma clara as razões de seu convencimento, como se deu na espécie. III – A modificação legislativa não afastou a necessidade de comprovação do comportamento satisfatório durante a execução da pena previsto no art. 83, III, do Código Penal, inocorrente no caso em exame, pela falta grave cometida pelo paciente com a fuga do estabelecimento prisional. IV – Ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Supremo Tribunal Federal HC 118325 / SP cumprido o tempo necessário para concessão do livramento condicional, o paciente não preenchia o requisito subjetivo previsto no inciso III do referido dispositivo legal, por ter cometido falta grave no decorrer da execução penal, qual seja: danificar equipamento eletrônico de monitoramento utilizado no período de saída temporária (doc. 02, fls. 25/29). Vê-se, pois, que as instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão do benefício em questão. Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta e suficiente para o deferimento do benefício executório. No mesmo sentido: “PROCESSUAL PENAL. EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. LIVRAMENTO CONDICIONAL. REQUISITOS SUBJETIVOS. FUGA DO CONDENADO. FALTA GRAVE. NECESSIDADE DO EXAME CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO NESTA SEDE. JURISPRUDÊNCIA DO STF. ORDEM DENEGADA. I – A alteração do art. 112 da Lei de Execuções Penais pela Lei 10.792/2003 não proibiu a realização do exame criminológico. Precedentes. II – Não se exige do órgão judicante que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador explicite de forma clara as razões de seu convencimento, como se deu na espécie. III – A modificação legislativa não afastou a necessidade de comprovação do comportamento satisfatório durante a execução da pena previsto no art. 83, III, do Código Penal, inocorrente no caso em exame, pela falta grave cometida pelo paciente com a fuga do estabelecimento prisional. IV – Ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 118325 / SP denegada” (HC 103733, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 19-11-2010). 3. Não é demais acentuar, por fim, como bem observou a Procuradoria-Geral da República, que, nas informações prestadas pelo juízo de primeira instância, há o relato de que o paciente encontra-se foragido com a expedição do respectivo mandado de prisão. 4. Pelo exposto, denego a ordem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Supremo Tribunal Federal HC 118325 / SP denegada” (HC 103733, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 19-11-2010). 3. Não é demais acentuar, por fim, como bem observou a Procuradoria-Geral da República, que, nas informações prestadas pelo juízo de primeira instância, há o relato de que o paciente encontra-se foragido com a expedição do respectivo mandado de prisão. 4. Pelo exposto, denego a ordem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/11/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.325 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.11.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838210 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.325 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.11.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838210 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4893929
2013-11-05T00:00:00
2013-11-21T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.11.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO SUBJETIVO PREVISTO NO ART. 83, III, DO CÓDIGO PENAL. INVIABILIDADE DE REVOLVER FATOS E PROVAS EM SEDE DE HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão do benefício do livramento condicional (cometimento de falta grave no curso da execução penal). Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta o suficiente para o deferimento do benefício executório. 2. Ordem denegada.
sjur249072
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 103733 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 06/12/2013, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
118325
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00083 INC-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 118325
[ "" ]
PACTE.(S) : DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO SUBJETIVO PREVISTO NO ART. 83, III, DO CÓDIGO PENAL. INVIABILIDADE DE REVOLVER FATOS E PROVAS EM SEDE DE HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. 1. As instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão do benefício do livramento condicional (cometimento de falta grave no curso da execução penal). Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta o suficiente para o deferimento do benefício executório. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de novembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837458. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 118325 / SP Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837458. Supremo Tribunal Federal HC 118325 / SP Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Deli Antunes de Souza contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça no HC 257.606/SP. Eis a ementa do julgado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXECUÇÃO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL. REQUISITO SUBJETIVO. NÃO PREENCHIMENTO. PRECEDENTES. (…) 3. A falta grave é suficiente para afastar o requisito subjetivo, impedindo a concessão do benefício do livramento condicional 4. Habeas corpus não conhecido.” Sustenta a impetrante, em síntese, que: (a) o paciente cumpre a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática do crime de roubo; (b) o juízo das execuções penais concedeu ao paciente o benefício do livramento condicional; (c) o Tribunal de Justiça local deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837465. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Deli Antunes de Souza contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça no HC 257.606/SP. Eis a ementa do julgado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXECUÇÃO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL. REQUISITO SUBJETIVO. NÃO PREENCHIMENTO. PRECEDENTES. (…) 3. A falta grave é suficiente para afastar o requisito subjetivo, impedindo a concessão do benefício do livramento condicional 4. Habeas corpus não conhecido.” Sustenta a impetrante, em síntese, que: (a) o paciente cumpre a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática do crime de roubo; (b) o juízo das execuções penais concedeu ao paciente o benefício do livramento condicional; (c) o Tribunal de Justiça local deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 118325 / SP para anular a decisão de primeiro grau, por entender que o paciente não cumpre o requisito subjetivo previsto no art. 83, III, do Código Penal Brasileiro (cometimento de falta grave no decorrer da execução); (d) estão presentes os requisitos legais para a concessão do referido benefício executório. Requer a concessão da ordem, para restabelecer o livramento condicional concedido pelo juízo da execução. O pedido de medida liminar foi indeferido. Foram prestadas informações. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837465. Supremo Tribunal Federal HC 118325 / SP para anular a decisão de primeiro grau, por entender que o paciente não cumpre o requisito subjetivo previsto no art. 83, III, do Código Penal Brasileiro (cometimento de falta grave no decorrer da execução); (d) estão presentes os requisitos legais para a concessão do referido benefício executório. Requer a concessão da ordem, para restabelecer o livramento condicional concedido pelo juízo da execução. O pedido de medida liminar foi indeferido. Foram prestadas informações. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837465. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A impetração objetiva restabelecer o livramento condicional concedido em primeira instância, sob a alegação de que o paciente reúne todos os requisitos legais. A pretensão, todavia, não merece prosperar. 2. Os incisos I a V do art. 83 do Código Penal estabelecem os requisitos objetivos e subjetivo para a concessão de livramento condicional, da seguinte forma: Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes; II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; III - comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto; IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê- lo, o dano causado pela infração; V - cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. No caso, o Tribunal de Justiça local, ao dar provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público, ressaltou que, apesar de ter Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 118.325 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A impetração objetiva restabelecer o livramento condicional concedido em primeira instância, sob a alegação de que o paciente reúne todos os requisitos legais. A pretensão, todavia, não merece prosperar. 2. Os incisos I a V do art. 83 do Código Penal estabelecem os requisitos objetivos e subjetivo para a concessão de livramento condicional, da seguinte forma: Art. 83 - O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que: I - cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes; II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso; III - comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena, bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto; IV - tenha reparado, salvo efetiva impossibilidade de fazê- lo, o dano causado pela infração; V - cumprido mais de dois terços da pena, nos casos de condenação por crime hediondo, prática da tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. No caso, o Tribunal de Justiça local, ao dar provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público, ressaltou que, apesar de ter Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 118325 / SP cumprido o tempo necessário para concessão do livramento condicional, o paciente não preenchia o requisito subjetivo previsto no inciso III do referido dispositivo legal, por ter cometido falta grave no decorrer da execução penal, qual seja: danificar equipamento eletrônico de monitoramento utilizado no período de saída temporária (doc. 02, fls. 25/29). Vê-se, pois, que as instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão do benefício em questão. Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta e suficiente para o deferimento do benefício executório. No mesmo sentido: “PROCESSUAL PENAL. EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. LIVRAMENTO CONDICIONAL. REQUISITOS SUBJETIVOS. FUGA DO CONDENADO. FALTA GRAVE. NECESSIDADE DO EXAME CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO NESTA SEDE. JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. ORDEM DENEGADA. I – A alteração do art. 112 da Lei de Execuções Penais pela Lei 10.792/2003 não proibiu a realização do exame criminológico. Precedentes. II – Não se exige do órgão judicante que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador explicite de forma clara as razões de seu convencimento, como se deu na espécie. III – A modificação legislativa não afastou a necessidade de comprovação do comportamento satisfatório durante a execução da pena previsto no art. 83, III, do Código Penal, inocorrente no caso em exame, pela falta grave cometida pelo paciente com a fuga do estabelecimento prisional. IV – Ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Supremo Tribunal Federal HC 118325 / SP cumprido o tempo necessário para concessão do livramento condicional, o paciente não preenchia o requisito subjetivo previsto no inciso III do referido dispositivo legal, por ter cometido falta grave no decorrer da execução penal, qual seja: danificar equipamento eletrônico de monitoramento utilizado no período de saída temporária (doc. 02, fls. 25/29). Vê-se, pois, que as instâncias ordinárias concluíram, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, que o paciente não preenche o requisito subjetivo necessário para a concessão do benefício em questão. Nesse contexto, revela-se inviável a utilização do habeas corpus, ação desprovida do direito ao contraditório, para reexaminar fatos e provas com vistas verificar se o paciente ostenta ou não boa conduta carcerária apta e suficiente para o deferimento do benefício executório. No mesmo sentido: “PROCESSUAL PENAL. EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. LIVRAMENTO CONDICIONAL. REQUISITOS SUBJETIVOS. FUGA DO CONDENADO. FALTA GRAVE. NECESSIDADE DO EXAME CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO NESTA SEDE. JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. ORDEM DENEGADA. I – A alteração do art. 112 da Lei de Execuções Penais pela Lei 10.792/2003 não proibiu a realização do exame criminológico. Precedentes. II – Não se exige do órgão judicante que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador explicite de forma clara as razões de seu convencimento, como se deu na espécie. III – A modificação legislativa não afastou a necessidade de comprovação do comportamento satisfatório durante a execução da pena previsto no art. 83, III, do Código Penal, inocorrente no caso em exame, pela falta grave cometida pelo paciente com a fuga do estabelecimento prisional. IV – Ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 118325 / SP denegada” (HC 103733, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 19-11-2010). 3. Não é demais acentuar, por fim, como bem observou a Procuradoria-Geral da República, que, nas informações prestadas pelo juízo de primeira instância, há o relato de que o paciente encontra-se foragido com a expedição do respectivo mandado de prisão. 4. Pelo exposto, denego a ordem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Supremo Tribunal Federal HC 118325 / SP denegada” (HC 103733, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 19-11-2010). 3. Não é demais acentuar, por fim, como bem observou a Procuradoria-Geral da República, que, nas informações prestadas pelo juízo de primeira instância, há o relato de que o paciente encontra-se foragido com a expedição do respectivo mandado de prisão. 4. Pelo exposto, denego a ordem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4837466. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/11/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.325 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.11.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838210 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.325 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : DELI ANTUNES DE SOUZA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.11.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838210 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 118 . 325", "HC 118325 / SP", "HC 118325 / SP", "HABEAS CORPUS 118 . 325", "HC 257 . 606 / SP", "HABEAS CORPUS 118 . 325", "HC 257 . 606 / SP", "HC 118325 / SP", "HC 118325 / SP", "HABEAS CORPUS 118 . 325", "HABEAS CORPUS 118 . 325", "HC 118325 / SP", "HC 118325 / SP", "HC 118325 / SP", "HC 103733", "HC 118325 / SP", "HC 103733", "HABEAS CORPUS 118 . 325", "HABEAS" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 83 , III , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 83 , III , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 83 , III , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos I a V do art . 83 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos I a V do art . 83 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. RECURSO ORDINÁRIO PROVIDO ANTERIORMENTE A CORRÉU. EXTENSÃO. ART. 580 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. 1. Encontrando-se o ora Recorrente em situação idêntica ao do corréu favorecido pelo provimento do recurso ordinário de habeas corpus por esta 1ª Turma – RHC 117.698/ES –, impõe-se a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal, de modo a ele se estenderem os efeitos daquela impetração. 2. Recurso ordinário em habeas corpus provido, para que seja aplicada, no juízo de origem ou no das execuções penais, a causa especial de diminuição da pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06, e reavaliados o regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847917. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 117698 / ES provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847917. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847917. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Anderson Luiz Nascimento, representado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no HC 251.057/ES. O Recorrente, ao lado de Adolfo Fabiano Fraga Valério, foi condenado pelo Juízo de Direito da 7ª Vara Criminal de Vila Velha-ES às penas de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e de 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa pela prática do crime de tráfico de drogas, tipificado no art. 33 da Lei 11.343/2006, pela posse de 45g (quarenta e cinco gramas) de maconha, além de 37 (trinta e sete) ‘buchas’ da mesma substância entorpecente, totalizando aproximadamente 104g (cento e quatro gramas) da droga. Destaco que foi fixada a pena-base acima do mínimo legal, em 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão e em 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa, diante das circunstâncias judiciais desfavoráveis, tornada definitiva à míngua de atenuantes, agravantes e das causas de diminuição ou de aumento de pena. Ao julgar a apelação defensiva, o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo negou provimento ao recurso, mas, de ofício, reduziu a pena para 05 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias-multa em razão da atenuante da confissão. Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Anderson Luiz Nascimento, representado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no HC 251.057/ES. O Recorrente, ao lado de Adolfo Fabiano Fraga Valério, foi condenado pelo Juízo de Direito da 7ª Vara Criminal de Vila Velha-ES às penas de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e de 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa pela prática do crime de tráfico de drogas, tipificado no art. 33 da Lei 11.343/2006, pela posse de 45g (quarenta e cinco gramas) de maconha, além de 37 (trinta e sete) ‘buchas’ da mesma substância entorpecente, totalizando aproximadamente 104g (cento e quatro gramas) da droga. Destaco que foi fixada a pena-base acima do mínimo legal, em 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão e em 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa, diante das circunstâncias judiciais desfavoráveis, tornada definitiva à míngua de atenuantes, agravantes e das causas de diminuição ou de aumento de pena. Ao julgar a apelação defensiva, o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo negou provimento ao recurso, mas, de ofício, reduziu a pena para 05 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias-multa em razão da atenuante da confissão. Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 117698 / ES Tribunal de Justiça, que, em decisão da lavra do Ministro Marco Aurélio Bellizze, negou seguimento ao writ. Submetida a questão ao Colegiado, a Quinta Turma negou provimento ao agravo regimental. Eis a ementa do julgado: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. JULGAMENTO POR DECISÃO MONOCRÁTICA DE RELATOR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 557 DO CPC E ART. 34, XVIII, DO RISTJ. 2. MANDAMUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURÍDICO. NÃO CABIMENTO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. RESTRIÇÃO DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. EXAME EXCEPCIONAL QUE VISA PRIVILEGIAR A AMPLA DEFESA E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. 3. TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO. NOVA FUNDAMENTAÇÃO EM RECURSO EXCLUSIVO DA DEFESA. REFORMATIO IN PEJUS. NÃO OCORRÊNCIA. 4. REGIME PRISIONAL MENOS RIGOROSO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. NÃO SATISFAÇÃO DOS REQUISITOS LEGAIS. 5. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Nos termos do art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c/c o art. 3º do Código de Processo Penal, e do art. 34, XVIII, do RISTJ, é possível, em matéria criminal, que o relator negue seguimento ao recurso ou a pedido manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência dominante, sem que, em tese, se configure ofensa ao princípio da colegialidade, o qual sempre estará preservado, diante da possibilidade de interposição de agravo regimental. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, buscando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal, vinha se firmando, mais recentemente, no sentido de ser imperiosa a restrição do cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Atento a essa evolução hermenêutica, o Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES Tribunal de Justiça, que, em decisão da lavra do Ministro Marco Aurélio Bellizze, negou seguimento ao writ. Submetida a questão ao Colegiado, a Quinta Turma negou provimento ao agravo regimental. Eis a ementa do julgado: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. JULGAMENTO POR DECISÃO MONOCRÁTICA DE RELATOR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 557 DO CPC E ART. 34, XVIII, DO RISTJ. 2. MANDAMUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURÍDICO. NÃO CABIMENTO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. RESTRIÇÃO DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. EXAME EXCEPCIONAL QUE VISA PRIVILEGIAR A AMPLA DEFESA E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. 3. TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO. NOVA FUNDAMENTAÇÃO EM RECURSO EXCLUSIVO DA DEFESA. REFORMATIO IN PEJUS. NÃO OCORRÊNCIA. 4. REGIME PRISIONAL MENOS RIGOROSO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. NÃO SATISFAÇÃO DOS REQUISITOS LEGAIS. 5. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Nos termos do art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c/c o art. 3º do Código de Processo Penal, e do art. 34, XVIII, do RISTJ, é possível, em matéria criminal, que o relator negue seguimento ao recurso ou a pedido manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência dominante, sem que, em tese, se configure ofensa ao princípio da colegialidade, o qual sempre estará preservado, diante da possibilidade de interposição de agravo regimental. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, buscando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal, vinha se firmando, mais recentemente, no sentido de ser imperiosa a restrição do cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Atento a essa evolução hermenêutica, o Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 117698 / ES Federal passou a adotar decisões no sentido de não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinariamente cabível para a espécie. Precedentes. Contudo, devem ser analisadas as questões suscitadas na inicial para verificar a existência de constrangimento ilegal evidente, a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício, evitando-se prejuízos à ampla defesa e ao devido processo legal. 3. O efeito devolutivo da apelação autoriza o Tribunal, quando instado a se manifestar sobre algum critério da dosimetria, analisar as circunstâncias judiciais e rever todos os termos da individualização da pena definidos na sentença condenatória, com nova ponderação dos fatos e circunstâncias em que ocorreu o delito, mesmo em recurso unicamente da defesa, sem que incorra necessariamente em reformatio in pejus, desde que não seja agravada a situação do apenado. 4. Mantidos os limites da sentença condenatória, fica inviabilizado o pedido de alteração do regime inicial de cumprimento da sanção segregatória e sua substituição da por medida restritiva de direitos, porquanto não preenchido o requisito objetivo - a saber, pena definitiva ficou superior a 4 (quatro) anos de reclusão. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. Neste recurso ordinário em habeas corpus, sustenta a Defesa que o Tribunal de Justiça, ao corroborar a exasperação da pena-base, inovou na fundamentação, em afronta ao princípio da non reformatio in pejus. Acrescenta não ser expressiva a quantidade da substância apreendida (104g de maconha) a viabilizar o aumento da pena. Insiste, ainda, na possibilidade de aplicação da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Por fim, assevera a possibilidade de imposição de regime inicial diverso do fechado e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos dada a redução da pena. Requer, assim, o provimento do recurso ordinário para que seja determinada a aplicação do redutor máximo do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 e, em consequência do quantum da pena, a fixação do regime inicial menos gravoso e a substituição da pena privativa de liberdade por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES Federal passou a adotar decisões no sentido de não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinariamente cabível para a espécie. Precedentes. Contudo, devem ser analisadas as questões suscitadas na inicial para verificar a existência de constrangimento ilegal evidente, a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício, evitando-se prejuízos à ampla defesa e ao devido processo legal. 3. O efeito devolutivo da apelação autoriza o Tribunal, quando instado a se manifestar sobre algum critério da dosimetria, analisar as circunstâncias judiciais e rever todos os termos da individualização da pena definidos na sentença condenatória, com nova ponderação dos fatos e circunstâncias em que ocorreu o delito, mesmo em recurso unicamente da defesa, sem que incorra necessariamente em reformatio in pejus, desde que não seja agravada a situação do apenado. 4. Mantidos os limites da sentença condenatória, fica inviabilizado o pedido de alteração do regime inicial de cumprimento da sanção segregatória e sua substituição da por medida restritiva de direitos, porquanto não preenchido o requisito objetivo - a saber, pena definitiva ficou superior a 4 (quatro) anos de reclusão. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. Neste recurso ordinário em habeas corpus, sustenta a Defesa que o Tribunal de Justiça, ao corroborar a exasperação da pena-base, inovou na fundamentação, em afronta ao princípio da non reformatio in pejus. Acrescenta não ser expressiva a quantidade da substância apreendida (104g de maconha) a viabilizar o aumento da pena. Insiste, ainda, na possibilidade de aplicação da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Por fim, assevera a possibilidade de imposição de regime inicial diverso do fechado e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos dada a redução da pena. Requer, assim, o provimento do recurso ordinário para que seja determinada a aplicação do redutor máximo do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 e, em consequência do quantum da pena, a fixação do regime inicial menos gravoso e a substituição da pena privativa de liberdade por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RHC 117698 / ES restritiva de direitos. Apresentadas contrarrazões. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo provimento parcial do recurso ordinário para que seja reavaliado o regime inicial de cumprimento da pena. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES restritiva de direitos. Apresentadas contrarrazões. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo provimento parcial do recurso ordinário para que seja reavaliado o regime inicial de cumprimento da pena. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus no qual se insurge o Recorrente contra a dosimetria da pena. De início, consigno que, em sessão de julgamento realizada no dia 22.10.2013, esta 1ª Turma, nos autos do RHC 117.706/ES, interposto pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo em favor do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério, deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus para determinar a aplicação, no juízo de origem ou no das execuções penais, da causa especial de diminuição da pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06, com a reavaliação do regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Naquela oportunidade, registrei que aquele recurso ordinário em habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental interposto contra a negativa de seguimento do writ, com fundamento na inadequação da via eleita, tendo em vista o entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Primeira Turma desta Suprema Corte de obstar a utilização do habeas corpus como substitutivo do recurso próprio. Destaquei terem sido observados, com as devidas adaptações, os precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vêm admitindo a utilização de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário. Ao analisar a questão de fundo do RHC 117.706, registrei que: “... consignado no decreto condenatório que, em 19.11.2009, em uma quadra de esportes desativada, atrás do Colégio Municipal do Bairro Boa Vista, em Vila Velha-ES, Anderson Luiz Nascimento e o Recorrente Adolfo Fabiano Fraga Valério, que vinham praticando tráfico de drogas há mais de 01 (um) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus no qual se insurge o Recorrente contra a dosimetria da pena. De início, consigno que, em sessão de julgamento realizada no dia 22.10.2013, esta 1ª Turma, nos autos do RHC 117.706/ES, interposto pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo em favor do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério, deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus para determinar a aplicação, no juízo de origem ou no das execuções penais, da causa especial de diminuição da pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06, com a reavaliação do regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Naquela oportunidade, registrei que aquele recurso ordinário em habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental interposto contra a negativa de seguimento do writ, com fundamento na inadequação da via eleita, tendo em vista o entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Primeira Turma desta Suprema Corte de obstar a utilização do habeas corpus como substitutivo do recurso próprio. Destaquei terem sido observados, com as devidas adaptações, os precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vêm admitindo a utilização de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário. Ao analisar a questão de fundo do RHC 117.706, registrei que: “... consignado no decreto condenatório que, em 19.11.2009, em uma quadra de esportes desativada, atrás do Colégio Municipal do Bairro Boa Vista, em Vila Velha-ES, Anderson Luiz Nascimento e o Recorrente Adolfo Fabiano Fraga Valério, que vinham praticando tráfico de drogas há mais de 01 (um) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 117698 / ES mês, foram flagrados com uma garrafa plástica contendo 37 (trinta e sete) buchas de maconha, devidamente embaladas, além de uma sacola plástica contendo cerca de 45 g (quarenta e cinco gramas) da mesma substância entorpecente. O magistrado sentenciante, considerando negativas as circunstâncias judiciais, fixou a pena em 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão, afastando a causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 ao fundamento da existência de antecedentes criminais. O regime inicial fechado foi fixado com fulcro no art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990. A Corte de Apelação, ao dar provimento parcial ao recurso defensivo, reconheceu a atenuante da confissão espontânea, fixando a reprimenda em 5 (cinco) anos de reclusão. Todavia, ao afastar a incidência da minorante, consignou que “a sua não incidência é justificada pela confissão dos apelantes de que ambos já vêm praticando o tráfico de drogas há mais de 1 (um) mês, o que evidencia dedicação à atividade criminosa e impede a concessão do referido benefício, conforme expressamente previsto no referido dispositivo legal”. O entendimento do Tribunal de Justiça quanto à inaplicabilidade da causa de diminuição foi corroborada pelo Superior Tribunal de Justiça ...” Assim, diante da confissão do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério quanto à habitualidade dessa prática criminosa há mais de um mês, a indicar a dedicação à atividade criminosa, reputei inaplicável a causa de diminuição da pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06. Inalterada a dosimetria da pena – 5 (cinco) anos de reclusão –, superior a 4 (quatro) anos, não teria lugar a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, conforme regras gerais do art. 44 do Código Penal. Por fim, dei parcial provimento ao RHC 117.706/ES, para somente determinar ao Juízo da 7ª Vara Criminal da Comarca de Vila Velha (Processo nº 035.090.222.734) a reavaliação do regime inicial de cumprimento da pena do Recorrente Adolfo Fabiano Fraga Valério à luz 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES mês, foram flagrados com uma garrafa plástica contendo 37 (trinta e sete) buchas de maconha, devidamente embaladas, além de uma sacola plástica contendo cerca de 45 g (quarenta e cinco gramas) da mesma substância entorpecente. O magistrado sentenciante, considerando negativas as circunstâncias judiciais, fixou a pena em 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão, afastando a causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 ao fundamento da existência de antecedentes criminais. O regime inicial fechado foi fixado com fulcro no art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990. A Corte de Apelação, ao dar provimento parcial ao recurso defensivo, reconheceu a atenuante da confissão espontânea, fixando a reprimenda em 5 (cinco) anos de reclusão. Todavia, ao afastar a incidência da minorante, consignou que “a sua não incidência é justificada pela confissão dos apelantes de que ambos já vêm praticando o tráfico de drogas há mais de 1 (um) mês, o que evidencia dedicação à atividade criminosa e impede a concessão do referido benefício, conforme expressamente previsto no referido dispositivo legal”. O entendimento do Tribunal de Justiça quanto à inaplicabilidade da causa de diminuição foi corroborada pelo Superior Tribunal de Justiça ...” Assim, diante da confissão do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério quanto à habitualidade dessa prática criminosa há mais de um mês, a indicar a dedicação à atividade criminosa, reputei inaplicável a causa de diminuição da pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06. Inalterada a dosimetria da pena – 5 (cinco) anos de reclusão –, superior a 4 (quatro) anos, não teria lugar a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, conforme regras gerais do art. 44 do Código Penal. Por fim, dei parcial provimento ao RHC 117.706/ES, para somente determinar ao Juízo da 7ª Vara Criminal da Comarca de Vila Velha (Processo nº 035.090.222.734) a reavaliação do regime inicial de cumprimento da pena do Recorrente Adolfo Fabiano Fraga Valério à luz 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 117698 / ES do disposto no art. 33 do Código Penal. Todavia, o meu posicionamento, apesar de acompanhada pelo eminente Presidente desta 1ª Turma, Min. Luiz Fux, restou superado pela divergência inaugurada pelo Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Para tanto, desconsiderada a confissão do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério como elemento da dedicação à atividade criminosa, ensejador do afastamento da causa especial de diminuição da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06. No presente recurso ordinário, Anderson Luiz Nascimento busca a redução da pena-base com a aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, em sua fração máxima, e, em consequência do quantum fixado, a imposição de regime inicial menos severo e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Nesse contexto, analisando a sentença condenatória, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e o Superior Tribunal de Justiça constato que utilizada a mesma fundamentação para condenar às mesmas penas Anderson Luiz Nascimento, ora Recorrente, e Adolfo Fabiano Fraga Valério, coacusado na mesma ação penal. A identidade de situação entre os agentes se evidencia quando se verifica que o julgador realizou a mesma dosimetria para a fixação da pena de ambos, inclusive na análise das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Assim, encontrando-se o Recorrente em situação idêntica ao do corréu favorecido pelo provimento do recurso ordinário de habeas corpus por esta 1ª Turma nos autos do RHC 117.698/ES, impõe-se a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal – “No caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros”, de modo a se estender os efeitos daquela impetração. Por fim, registro que, apesar da eventual substituição regimental da relatoria originária do processo nos termos do art. 38, II, do RISTF, quando vencido o relator no julgamento, a Presidência desta Suprema Corte em situação semelhante não procedeu à modificação de relatoria 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES do disposto no art. 33 do Código Penal. Todavia, o meu posicionamento, apesar de acompanhada pelo eminente Presidente desta 1ª Turma, Min. Luiz Fux, restou superado pela divergência inaugurada pelo Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Para tanto, desconsiderada a confissão do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério como elemento da dedicação à atividade criminosa, ensejador do afastamento da causa especial de diminuição da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06. No presente recurso ordinário, Anderson Luiz Nascimento busca a redução da pena-base com a aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, em sua fração máxima, e, em consequência do quantum fixado, a imposição de regime inicial menos severo e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Nesse contexto, analisando a sentença condenatória, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e o Superior Tribunal de Justiça constato que utilizada a mesma fundamentação para condenar às mesmas penas Anderson Luiz Nascimento, ora Recorrente, e Adolfo Fabiano Fraga Valério, coacusado na mesma ação penal. A identidade de situação entre os agentes se evidencia quando se verifica que o julgador realizou a mesma dosimetria para a fixação da pena de ambos, inclusive na análise das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Assim, encontrando-se o Recorrente em situação idêntica ao do corréu favorecido pelo provimento do recurso ordinário de habeas corpus por esta 1ª Turma nos autos do RHC 117.698/ES, impõe-se a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal – “No caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros”, de modo a se estender os efeitos daquela impetração. Por fim, registro que, apesar da eventual substituição regimental da relatoria originária do processo nos termos do art. 38, II, do RISTF, quando vencido o relator no julgamento, a Presidência desta Suprema Corte em situação semelhante não procedeu à modificação de relatoria 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 117698 / ES por considerar “irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando resultarem na supressão de órgão judiciário ou na alteração da competência em razão da matéria ou da hierarquia, o que não se verifica no caso em análise” (HC 116.415, DJe 17.9.2013, e HC 118.749, DJe 26.9.2013). Ante o exposto, nos termos do julgamento do RHC 117.706 por esta 1ª Turma, dou provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus, para que seja aplicada, no juízo de origem ou no das execuções penais, a causa especial de diminuição da pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06, e sejam reavaliados o regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES por considerar “irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando resultarem na supressão de órgão judiciário ou na alteração da competência em razão da matéria ou da hierarquia, o que não se verifica no caso em análise” (HC 116.415, DJe 17.9.2013, e HC 118.749, DJe 26.9.2013). Ante o exposto, nos termos do julgamento do RHC 117.706 por esta 1ª Turma, dou provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus, para que seja aplicada, no juízo de origem ou no das execuções penais, a causa especial de diminuição da pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06, e sejam reavaliados o regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) : ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881729 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) : ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4894436
2013-11-05T00:00:00
2013-11-21T00:00:00
A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. RECURSO ORDINÁRIO PROVIDO ANTERIORMENTE A CORRÉU. EXTENSÃO. ART. 580 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. 1. Encontrando-se o ora Recorrente em situação idêntica ao do corréu favorecido pelo provimento do recurso ordinário de habeas corpus por esta 1ª Turma – RHC 117.698/ES –, impõe-se a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal, de modo a ele se estenderem os efeitos daquela impetração. 2. Recurso ordinário em habeas corpus provido, para que seja aplicada, no juízo de origem ou no das execuções penais, a causa especial de diminuição da pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06, e reavaliados o regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal.
sjur249136
- Decisões monocráticas citadas: (REDISTRIBUIÇÃO) HC 116415, HC 118749. Número de páginas: 11. Análise: 10/12/2013, TIA.
ROSA WEBER
Primeira Turma
117698
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 ART-00044\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00038 INC-00002\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC
acordaos
RHC 117698
[ "" ]
RECTE.(S) : ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. RECURSO ORDINÁRIO PROVIDO ANTERIORMENTE A CORRÉU. EXTENSÃO. ART. 580 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. 1. Encontrando-se o ora Recorrente em situação idêntica ao do corréu favorecido pelo provimento do recurso ordinário de habeas corpus por esta 1... Turma – RHC 117.698/ES –, impõe-se a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal, de modo a ele se estenderem os efeitos daquela impetração. 2. Recurso ordinário em habeas corpus provido, para que seja aplicada, no juízo de origem ou no das execuções penais, a causa especial de diminuição da pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06, e reavaliados o regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847917. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 117698 / ES provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847917. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847917. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Anderson Luiz Nascimento, representado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no HC 251.057/ES. O Recorrente, ao lado de Adolfo Fabiano Fraga Valério, foi condenado pelo Juízo de Direito da 7... Vara Criminal de Vila Velha-ES às penas de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e de 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa pela prática do crime de tráfico de drogas, tipificado no art. 33 da Lei 11.343/2006, pela posse de 45g (quarenta e cinco gramas) de maconha, além de 37 (trinta e sete) ‘buchas’ da mesma substância entorpecente, totalizando aproximadamente 104g (cento e quatro gramas) da droga. Destaco que foi fixada a pena-base acima do mínimo legal, em 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão e em 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa, diante das circunstâncias judiciais desfavoráveis, tornada definitiva à míngua de atenuantes, agravantes e das causas de diminuição ou de aumento de pena. Ao julgar a apelação defensiva, o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo negou provimento ao recurso, mas, de ofício, reduziu a pena para 05 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias-multa em razão da atenuante da confissão. Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) :ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Anderson Luiz Nascimento, representado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental no HC 251.057/ES. O Recorrente, ao lado de Adolfo Fabiano Fraga Valério, foi condenado pelo Juízo de Direito da 7... Vara Criminal de Vila Velha-ES às penas de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e de 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa pela prática do crime de tráfico de drogas, tipificado no art. 33 da Lei 11.343/2006, pela posse de 45g (quarenta e cinco gramas) de maconha, além de 37 (trinta e sete) ‘buchas’ da mesma substância entorpecente, totalizando aproximadamente 104g (cento e quatro gramas) da droga. Destaco que foi fixada a pena-base acima do mínimo legal, em 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão e em 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa, diante das circunstâncias judiciais desfavoráveis, tornada definitiva à míngua de atenuantes, agravantes e das causas de diminuição ou de aumento de pena. Ao julgar a apelação defensiva, o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo negou provimento ao recurso, mas, de ofício, reduziu a pena para 05 (cinco) anos de reclusão e 500 (quinhentos) dias-multa em razão da atenuante da confissão. Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 117698 / ES Tribunal de Justiça, que, em decisão da lavra do Ministro Marco Aurélio Bellizze, negou seguimento ao writ. Submetida a questão ao Colegiado, a Quinta Turma negou provimento ao agravo regimental. Eis a ementa do julgado: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. JULGAMENTO POR DECISÃO MONOCRÁTICA DE RELATOR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 557 DO Código de Processo Civil E ART. 34, XVIII, DO RISTJ. 2. MANDAMUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURÍDICO. NÃO CABIMENTO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. RESTRIÇÃO DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. EXAME EXCEPCIONAL QUE VISA PRIVILEGIAR A AMPLA DEFESA E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. 3. TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO. NOVA FUNDAMENTAÇÃO EM RECURSO EXCLUSIVO DA DEFESA. REFORMATIO IN PEJUS. NÃO OCORRÊNCIA. 4. REGIME PRISIONAL MENOS RIGOROSO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. NÃO SATISFAÇÃO DOS REQUISITOS LEGAIS. 5. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Nos termos do art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c/c o art. 3... do Código de Processo Penal, e do art. 34, XVIII, do RISTJ, é possível, em matéria criminal, que o relator negue seguimento ao recurso ou a pedido manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência dominante, sem que, em tese, se configure ofensa ao princípio da colegialidade, o qual sempre estará preservado, diante da possibilidade de interposição de agravo regimental. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, buscando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal, vinha se firmando, mais recentemente, no sentido de ser imperiosa a restrição do cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Atento a essa evolução hermenêutica, o Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES Tribunal de Justiça, que, em decisão da lavra do Ministro Marco Aurélio Bellizze, negou seguimento ao writ. Submetida a questão ao Colegiado, a Quinta Turma negou provimento ao agravo regimental. Eis a ementa do julgado: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. JULGAMENTO POR DECISÃO MONOCRÁTICA DE RELATOR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 557 DO Código de Processo Civil E ART. 34, XVIII, DO RISTJ. 2. MANDAMUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURÍDICO. NÃO CABIMENTO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. RESTRIÇÃO DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. EXAME EXCEPCIONAL QUE VISA PRIVILEGIAR A AMPLA DEFESA E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. 3. TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO. NOVA FUNDAMENTAÇÃO EM RECURSO EXCLUSIVO DA DEFESA. REFORMATIO IN PEJUS. NÃO OCORRÊNCIA. 4. REGIME PRISIONAL MENOS RIGOROSO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. NÃO SATISFAÇÃO DOS REQUISITOS LEGAIS. 5. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Nos termos do art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c/c o art. 3... do Código de Processo Penal, e do art. 34, XVIII, do RISTJ, é possível, em matéria criminal, que o relator negue seguimento ao recurso ou a pedido manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência dominante, sem que, em tese, se configure ofensa ao princípio da colegialidade, o qual sempre estará preservado, diante da possibilidade de interposição de agravo regimental. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, buscando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal, vinha se firmando, mais recentemente, no sentido de ser imperiosa a restrição do cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Atento a essa evolução hermenêutica, o Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 117698 / ES Federal passou a adotar decisões no sentido de não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinariamente cabível para a espécie. Precedentes. Contudo, devem ser analisadas as questões suscitadas na inicial para verificar a existência de constrangimento ilegal evidente, a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício, evitando-se prejuízos à ampla defesa e ao devido processo legal. 3. O efeito devolutivo da apelação autoriza o Tribunal, quando instado a se manifestar sobre algum critério da dosimetria, analisar as circunstâncias judiciais e rever todos os termos da individualização da pena definidos na sentença condenatória, com nova ponderação dos fatos e circunstâncias em que ocorreu o delito, mesmo em recurso unicamente da defesa, sem que incorra necessariamente em reformatio in pejus, desde que não seja agravada a situação do apenado. 4. Mantidos os limites da sentença condenatória, fica inviabilizado o pedido de alteração do regime inicial de cumprimento da sanção segregatória e sua substituição da por medida restritiva de direitos, porquanto não preenchido o requisito objetivo - a saber, pena definitiva ficou superior a 4 (quatro) anos de reclusão. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. Neste recurso ordinário em habeas corpus, sustenta a Defesa que o Tribunal de Justiça, ao corroborar a exasperação da pena-base, inovou na fundamentação, em afronta ao princípio da non reformatio in pejus. Acrescenta não ser expressiva a quantidade da substância apreendida (104g de maconha) a viabilizar o aumento da pena. Insiste, ainda, na possibilidade de aplicação da causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Por fim, assevera a possibilidade de imposição de regime inicial diverso do fechado e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos dada a redução da pena. Requer, assim, o provimento do recurso ordinário para que seja determinada a aplicação do redutor máximo do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 e, em consequência do quantum da pena, a fixação do regime inicial menos gravoso e a substituição da pena privativa de liberdade por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES Federal passou a adotar decisões no sentido de não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinariamente cabível para a espécie. Precedentes. Contudo, devem ser analisadas as questões suscitadas na inicial para verificar a existência de constrangimento ilegal evidente, a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício, evitando-se prejuízos à ampla defesa e ao devido processo legal. 3. O efeito devolutivo da apelação autoriza o Tribunal, quando instado a se manifestar sobre algum critério da dosimetria, analisar as circunstâncias judiciais e rever todos os termos da individualização da pena definidos na sentença condenatória, com nova ponderação dos fatos e circunstâncias em que ocorreu o delito, mesmo em recurso unicamente da defesa, sem que incorra necessariamente em reformatio in pejus, desde que não seja agravada a situação do apenado. 4. Mantidos os limites da sentença condenatória, fica inviabilizado o pedido de alteração do regime inicial de cumprimento da sanção segregatória e sua substituição da por medida restritiva de direitos, porquanto não preenchido o requisito objetivo - a saber, pena definitiva ficou superior a 4 (quatro) anos de reclusão. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. Neste recurso ordinário em habeas corpus, sustenta a Defesa que o Tribunal de Justiça, ao corroborar a exasperação da pena-base, inovou na fundamentação, em afronta ao princípio da non reformatio in pejus. Acrescenta não ser expressiva a quantidade da substância apreendida (104g de maconha) a viabilizar o aumento da pena. Insiste, ainda, na possibilidade de aplicação da causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Por fim, assevera a possibilidade de imposição de regime inicial diverso do fechado e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos dada a redução da pena. Requer, assim, o provimento do recurso ordinário para que seja determinada a aplicação do redutor máximo do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 e, em consequência do quantum da pena, a fixação do regime inicial menos gravoso e a substituição da pena privativa de liberdade por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RHC 117698 / ES restritiva de direitos. Apresentadas contrarrazões. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo provimento parcial do recurso ordinário para que seja reavaliado o regime inicial de cumprimento da pena. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES restritiva de direitos. Apresentadas contrarrazões. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo provimento parcial do recurso ordinário para que seja reavaliado o regime inicial de cumprimento da pena. Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do feito. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus no qual se insurge o Recorrente contra a dosimetria da pena. De início, consigno que, em sessão de julgamento realizada no dia 22.10.2013, esta 1... Turma, nos autos do RHC 117.706/ES, interposto pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo em favor do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério, deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus para determinar a aplicação, no juízo de origem ou no das execuções penais, da causa especial de diminuição da pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06, com a reavaliação do regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Naquela oportunidade, registrei que aquele recurso ordinário em habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental interposto contra a negativa de seguimento do writ, com fundamento na inadequação da via eleita, tendo em vista o entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Primeira Turma desta Suprema Corte de obstar a utilização do habeas corpus como substitutivo do recurso próprio. Destaquei terem sido observados, com as devidas adaptações, os precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vêm admitindo a utilização de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário. Ao analisar a questão de fundo do RHC 117.706, registrei que: “... consignado no decreto condenatório que, em 19.11.2009, em uma quadra de esportes desativada, atrás do Colégio Municipal do Bairro Boa Vista, em Vila Velha-ES, Anderson Luiz Nascimento e o Recorrente Adolfo Fabiano Fraga Valério, que vinham praticando tráfico de drogas há mais de 01 (um) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus no qual se insurge o Recorrente contra a dosimetria da pena. De início, consigno que, em sessão de julgamento realizada no dia 22.10.2013, esta 1... Turma, nos autos do RHC 117.706/ES, interposto pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo em favor do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério, deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus para determinar a aplicação, no juízo de origem ou no das execuções penais, da causa especial de diminuição da pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06, com a reavaliação do regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Naquela oportunidade, registrei que aquele recurso ordinário em habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental interposto contra a negativa de seguimento do writ, com fundamento na inadequação da via eleita, tendo em vista o entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Primeira Turma desta Suprema Corte de obstar a utilização do habeas corpus como substitutivo do recurso próprio. Destaquei terem sido observados, com as devidas adaptações, os precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vêm admitindo a utilização de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário. Ao analisar a questão de fundo do RHC 117.706, registrei que: “... consignado no decreto condenatório que, em 19.11.2009, em uma quadra de esportes desativada, atrás do Colégio Municipal do Bairro Boa Vista, em Vila Velha-ES, Anderson Luiz Nascimento e o Recorrente Adolfo Fabiano Fraga Valério, que vinham praticando tráfico de drogas há mais de 01 (um) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 117698 / ES mês, foram flagrados com uma garrafa plástica contendo 37 (trinta e sete) buchas de maconha, devidamente embaladas, além de uma sacola plástica contendo cerca de 45 g (quarenta e cinco gramas) da mesma substância entorpecente. O magistrado sentenciante, considerando negativas as circunstâncias judiciais, fixou a pena em 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão, afastando a causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 ao fundamento da existência de antecedentes criminais. O regime inicial fechado foi fixado com fulcro no art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990. A Corte de Apelação, ao dar provimento parcial ao recurso defensivo, reconheceu a atenuante da confissão espontânea, fixando a reprimenda em 5 (cinco) anos de reclusão. Todavia, ao afastar a incidência da minorante, consignou que “a sua não incidência é justificada pela confissão dos apelantes de que ambos já vêm praticando o tráfico de drogas há mais de 1 (um) mês, o que evidencia dedicação à atividade criminosa e impede a concessão do referido benefício, conforme expressamente previsto no referido dispositivo legal”. O entendimento do Tribunal de Justiça quanto à inaplicabilidade da causa de diminuição foi corroborada pelo Superior Tribunal de Justiça ...” Assim, diante da confissão do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério quanto à habitualidade dessa prática criminosa há mais de um mês, a indicar a dedicação à atividade criminosa, reputei inaplicável a causa de diminuição da pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06. Inalterada a dosimetria da pena – 5 (cinco) anos de reclusão –, superior a 4 (quatro) anos, não teria lugar a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, conforme regras gerais do art. 44 do Código Penal. Por fim, dei parcial provimento ao RHC 117.706/ES, para somente determinar ao Juízo da 7... Vara Criminal da Comarca de Vila Velha (Processo n 035.090.222.734) a reavaliação do regime inicial de cumprimento da pena do Recorrente Adolfo Fabiano Fraga Valério à luz 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES mês, foram flagrados com uma garrafa plástica contendo 37 (trinta e sete) buchas de maconha, devidamente embaladas, além de uma sacola plástica contendo cerca de 45 g (quarenta e cinco gramas) da mesma substância entorpecente. O magistrado sentenciante, considerando negativas as circunstâncias judiciais, fixou a pena em 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão, afastando a causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 ao fundamento da existência de antecedentes criminais. O regime inicial fechado foi fixado com fulcro no art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990. A Corte de Apelação, ao dar provimento parcial ao recurso defensivo, reconheceu a atenuante da confissão espontânea, fixando a reprimenda em 5 (cinco) anos de reclusão. Todavia, ao afastar a incidência da minorante, consignou que “a sua não incidência é justificada pela confissão dos apelantes de que ambos já vêm praticando o tráfico de drogas há mais de 1 (um) mês, o que evidencia dedicação à atividade criminosa e impede a concessão do referido benefício, conforme expressamente previsto no referido dispositivo legal”. O entendimento do Tribunal de Justiça quanto à inaplicabilidade da causa de diminuição foi corroborada pelo Superior Tribunal de Justiça ...” Assim, diante da confissão do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério quanto à habitualidade dessa prática criminosa há mais de um mês, a indicar a dedicação à atividade criminosa, reputei inaplicável a causa de diminuição da pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06. Inalterada a dosimetria da pena – 5 (cinco) anos de reclusão –, superior a 4 (quatro) anos, não teria lugar a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, conforme regras gerais do art. 44 do Código Penal. Por fim, dei parcial provimento ao RHC 117.706/ES, para somente determinar ao Juízo da 7... Vara Criminal da Comarca de Vila Velha (Processo n 035.090.222.734) a reavaliação do regime inicial de cumprimento da pena do Recorrente Adolfo Fabiano Fraga Valério à luz 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 117698 / ES do disposto no art. 33 do Código Penal. Todavia, o meu posicionamento, apesar de acompanhada pelo eminente Presidente desta 1... Turma, Min. Luiz Fux, restou superado pela divergência inaugurada pelo Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Para tanto, desconsiderada a confissão do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério como elemento da dedicação à atividade criminosa, ensejador do afastamento da causa especial de diminuição da pena previsto no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06. No presente recurso ordinário, Anderson Luiz Nascimento busca a redução da pena-base com a aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, em sua fração máxima, e, em consequência do quantum fixado, a imposição de regime inicial menos severo e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Nesse contexto, analisando a sentença condenatória, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e o Superior Tribunal de Justiça constato que utilizada a mesma fundamentação para condenar às mesmas penas Anderson Luiz Nascimento, ora Recorrente, e Adolfo Fabiano Fraga Valério, coacusado na mesma ação penal. A identidade de situação entre os agentes se evidencia quando se verifica que o julgador realizou a mesma dosimetria para a fixação da pena de ambos, inclusive na análise das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Assim, encontrando-se o Recorrente em situação idêntica ao do corréu favorecido pelo provimento do recurso ordinário de habeas corpus por esta 1... Turma nos autos do RHC 117.698/ES, impõe-se a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal – “No caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros”, de modo a se estender os efeitos daquela impetração. Por fim, registro que, apesar da eventual substituição regimental da relatoria originária do processo nos termos do art. 38, II, do RISTF, quando vencido o relator no julgamento, a Presidência desta Suprema Corte em situação semelhante não procedeu à modificação de relatoria 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES do disposto no art. 33 do Código Penal. Todavia, o meu posicionamento, apesar de acompanhada pelo eminente Presidente desta 1... Turma, Min. Luiz Fux, restou superado pela divergência inaugurada pelo Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Para tanto, desconsiderada a confissão do corréu Adolfo Fabiano Fraga Valério como elemento da dedicação à atividade criminosa, ensejador do afastamento da causa especial de diminuição da pena previsto no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06. No presente recurso ordinário, Anderson Luiz Nascimento busca a redução da pena-base com a aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006, em sua fração máxima, e, em consequência do quantum fixado, a imposição de regime inicial menos severo e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Nesse contexto, analisando a sentença condenatória, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e o Superior Tribunal de Justiça constato que utilizada a mesma fundamentação para condenar às mesmas penas Anderson Luiz Nascimento, ora Recorrente, e Adolfo Fabiano Fraga Valério, coacusado na mesma ação penal. A identidade de situação entre os agentes se evidencia quando se verifica que o julgador realizou a mesma dosimetria para a fixação da pena de ambos, inclusive na análise das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Assim, encontrando-se o Recorrente em situação idêntica ao do corréu favorecido pelo provimento do recurso ordinário de habeas corpus por esta 1... Turma nos autos do RHC 117.698/ES, impõe-se a aplicação do art. 580 do Código de Processo Penal – “No caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará outros”, de modo a se estender os efeitos daquela impetração. Por fim, registro que, apesar da eventual substituição regimental da relatoria originária do processo nos termos do art. 38, II, do RISTF, quando vencido o relator no julgamento, a Presidência desta Suprema Corte em situação semelhante não procedeu à modificação de relatoria 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 117698 / ES por considerar “irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando resultarem na supressão de órgão judiciário ou na alteração da competência em razão da matéria ou da hierarquia, o que não se verifica no caso em análise” (HC 116.415, DJe 17.9.2013, e HC 118.749, DJe 26.9.2013). Ante o exposto, nos termos do julgamento do RHC 117.706 por esta 1... Turma, dou provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus, para que seja aplicada, no juízo de origem ou no das execuções penais, a causa especial de diminuição da pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06, e sejam reavaliados o regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Supremo Tribunal Federal RHC 117698 / ES por considerar “irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando resultarem na supressão de órgão judiciário ou na alteração da competência em razão da matéria ou da hierarquia, o que não se verifica no caso em análise” (HC 116.415, DJe 17.9.2013, e HC 118.749, DJe 26.9.2013). Ante o exposto, nos termos do julgamento do RHC 117.706 por esta 1... Turma, dou provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus, para que seja aplicada, no juízo de origem ou no das execuções penais, a causa especial de diminuição da pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06, e sejam reavaliados o regime inicial de cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na forma dos arts. 33 e 44 do Código Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) : ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881729 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.698 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER RECTE.(S) : ANDERSON LUIZ NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM", "HABEAS CORPUS 117 . 698", "RHC 117698 / ES", "RHC 117698 / ES", "HABEAS CORPUS 117 . 698", "HC 251 . 057 / ES", "HABEAS CORPUS 117 . 698", "HC 251 . 057 / ES", "RHC 117698 / ES", "RHC 117698 / ES", "RHC 117698 / ES", "RHC 117698 / ES", "RHC 117698 / ES", "RHC 117698 /", "RECURSO", "RHC 117 . 706", "RHC 117 . 706", "RHC 117 . 706 / ES", "RHC 117 . 706", "RHC 117 . 706 / ES", "RHC 117698 / ES", "RHC 117 . 706 / ES", "Processo n 035 . 090 . 222 . 734", "RHC 117698 /", "RHC 117 . 698 / ES", "RHC 117 . 698 / ES", "HC 116 . 415", "HC 118 . 749", "RHC 117 . 706", "RHC 117698 / ES", "HC 116 . 415", "HC 118 . 749", "RHC 117 . 706" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 2006", "ART . 580 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "RHC", "art . 580 do Código de Processo Penal", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 06", "arts . 33 e 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "ART . 34 , XVIII , DO RISTJ", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 3 . . . do Código de Processo Penal", "art . 34 , XVIII , do RISTJ", "Constituição Federal", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "ART . 34 , XVIII , DO RISTJ", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 3 . . . do Código de Processo Penal", "art . 34 , XVIII , do RISTJ", "Constituição Federal", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 .", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 da", "Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei 11 . 343 / 06", "arts . 33 e 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei 11 . 343 / 06", "arts . 33 e 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 1990", "§", "art . 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 1990", "art . 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "art . 580 do Código de Processo Penal", "art . 38 , II , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "art . 580 do Código de Processo Penal", "art . 38 , II , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "arts . 33 e 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 06", "arts . 33 e 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "Colégio", "Vila Velha - ES", "ESPÍRITO SANTO", "Colégio Municipal do Bairro Boa Vista", "Vila Velha - ES", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo", "Superior Tribunal de Justiça", "7", ".", ". . Vara Criminal de Vila Velha - ES", "Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo", "Superior Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "REPÚBLICA", "Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo", "Superior Tribunal de Justiça", "7", ".", ". . Vara Criminal de Vila Velha - ES", "Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo", "Superior Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Quinta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal 2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal 2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Suprema", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça .", "7", "Vara Criminal da Comarca de Vila Velha", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "7", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Vila Velha", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ANDERSON LUIZ NASCIMENTO", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ANDERSON LUIZ NASCIMENTO", "Rosa Weber", "Anderson Luiz Nascimento", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "ROSA WEBER", "ANDERSON LUIZ NASCIMENTO", "Rosa Weber", "Anderson Luiz Nascimento", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Marco Aurélio Bellizze", "Marco Aurélio Bellizze", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Anderson Luiz Nascimento", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Rosa Weber", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Anderson Luiz Nascimento", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "ROSA WEBER RHC 117698 / ES", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Anderson Luiz Nascimento", "Anderson Luiz Nascimento", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "Anderson Luiz Nascimento", "Anderson Luiz Nascimento", "Adolfo Fabiano Fraga Valério", "ROSA WEBER RHC", "ROSA WEBER", "ANDERSON LUIZ NASCIMENTO", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "ANDERSON LUIZ NASCIMENTO", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de novembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de novembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "22", ".", "10", ".", "2013", "19", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "22", ".", "10", ".", "2013", "19", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "9", ".", "2013", "26", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "9", ".", "2013", "26", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "5", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) :FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIOS E ENCARGOS SOCIAIS. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.9.2009. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que receita bruta e faturamento são sinônimos, significando ambos o total dos valores auferidos com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847889. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 684092 AGR / PR Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847889. Supremo Tribunal Federal RE 684092 AGR / PR Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) :FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental a Support Recursos Humanos Ltda. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a violação dos arts. 145, § 1, 150, I e IV e 195, I, “b”, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) as entradas a que corresponda dever de imediata transferência a terceiros não constituem receita da empresa que as recebe (mas sim dos terceiros a quem são repassadas), não devendo sujeitar-se ao PIS e à COFINS, nas modalidades do lucro real ou presumido. Referida exclusão independe de autorização legal, por constituir hipótese de não-incidência natural (falta de subsunção da entrada financeira ao conceito de receita, empregado pela Constituição para definir a competência tributária de União e adotado pelas leis instituidoras do PIS e da COFINS), e não de isenção (oclusão da incidência tributária que doutro modo se verificaria). O importante é distinguir as transferências de receitas de terceiros, não pertencentes à base de cálculo dos tributos calculados sobre a receita ou faturamento, das simples despesas do contribuinte com a realização de sua atividade, que não o são (sob pena de confundirem-se os conceitos de receita e de lucro)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847890. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) :FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental a Support Recursos Humanos Ltda. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a violação dos arts. 145, § 1, 150, I e IV e 195, I, “b”, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) as entradas a que corresponda dever de imediata transferência a terceiros não constituem receita da empresa que as recebe (mas sim dos terceiros a quem são repassadas), não devendo sujeitar-se ao PIS e à COFINS, nas modalidades do lucro real ou presumido. Referida exclusão independe de autorização legal, por constituir hipótese de não-incidência natural (falta de subsunção da entrada financeira ao conceito de receita, empregado pela Constituição para definir a competência tributária de União e adotado pelas leis instituidoras do PIS e da COFINS), e não de isenção (oclusão da incidência tributária que doutro modo se verificaria). O importante é distinguir as transferências de receitas de terceiros, não pertencentes à base de cálculo dos tributos calculados sobre a receita ou faturamento, das simples despesas do contribuinte com a realização de sua atividade, que não o são (sob pena de confundirem-se os conceitos de receita e de lucro)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 684092 AGR / PR Acórdão recorrido disponibilizado em 30.9.2009. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847890. Supremo Tribunal Federal RE 684092 AGR / PR Acórdão recorrido disponibilizado em 30.9.2009. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Support Recursos Humanos Ltda. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 145, § 1º, 150, I e IV, e 195, I, b, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE 621.652-AgR/RS, Rel. Min. Gilmar Mandes, 2ª Turma, DJe 22.5.2012; e ARE 643.823-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 20.3.2013, cujas ementas transcrevo: Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. PIS e COFINS. Empresas prestadoras de serviços terceirizados. Base de cálculo. Inclusão das despesas com pagamento de salários e encargos sociais e trabalhistas referentes à mão-de-obra que fornece a terceiros. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Agravo regimental no recurso extraordinário. Análise do conceito de receita bruta para fins da identificação da base de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Support Recursos Humanos Ltda. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 145, § 1º, 150, I e IV, e 195, I, b, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE 621.652-AgR/RS, Rel. Min. Gilmar Mandes, 2ª Turma, DJe 22.5.2012; e ARE 643.823-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 20.3.2013, cujas ementas transcrevo: Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. PIS e COFINS. Empresas prestadoras de serviços terceirizados. Base de cálculo. Inclusão das despesas com pagamento de salários e encargos sociais e trabalhistas referentes à mão-de-obra que fornece a terceiros. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Agravo regimental no recurso extraordinário. Análise do conceito de receita bruta para fins da identificação da base de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 684092 AGR / PR cálculo do PIS e da COFINS. Valores repassados a terceiros por empresa de agenciamento de mão-de-obra. Incidência. 1. Segundo o entendimento firmado nesta Corte, a receita bruta e o faturamento são termos equivalentes para fins jurídicos, sem embargo de haver distinções técnicas entre as referidas espécies na seara contábil. Para fins de incidência, ambos os termos refletem a totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. 2. Não obstante a jurisprudência desta Corte já ter sinalizado pela incidência das contribuições na forma como ficara consignado pelo juízo monocrático, cumpre ressaltar relevante precedente no sentido de que a pretensão de reduzir a base de cálculo por força de repasse de valores a terceiros não encontra ressonância constitucional, devendo ser dirimida no âmbito da legalidade. 3. O Superior Tribunal de Justiça já assentou em recurso especial repetitivo que a base de cálculo do PIS e da COFINS, independentemente do regime normativo aplicável (Leis Complementares nºs 7/70 e 70/91 ou Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03), abrange os valores recebidos pelas empresas prestadoras de serviços de locação de mão-de-obra temporária (regidas pela Lei nº 6.019/74 e pelo Decreto nº 73.841/74), a título de pagamento de salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários. Não existem fundamentos constitucionais para ilidir tal conclusão. 4. Agravo regimental não provido.. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput )“. Nada colhe o agravo. O acórdão recorrido estabeleceu-se acompanhando a jurisprudência firmada por esta Corte, no sentido da impossibilidade de exclusão dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Supremo Tribunal Federal RE 684092 AGR / PR cálculo do PIS e da COFINS. Valores repassados a terceiros por empresa de agenciamento de mão-de-obra. Incidência. 1. Segundo o entendimento firmado nesta Corte, a receita bruta e o faturamento são termos equivalentes para fins jurídicos, sem embargo de haver distinções técnicas entre as referidas espécies na seara contábil. Para fins de incidência, ambos os termos refletem a totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. 2. Não obstante a jurisprudência desta Corte já ter sinalizado pela incidência das contribuições na forma como ficara consignado pelo juízo monocrático, cumpre ressaltar relevante precedente no sentido de que a pretensão de reduzir a base de cálculo por força de repasse de valores a terceiros não encontra ressonância constitucional, devendo ser dirimida no âmbito da legalidade. 3. O Superior Tribunal de Justiça já assentou em recurso especial repetitivo que a base de cálculo do PIS e da COFINS, independentemente do regime normativo aplicável (Leis Complementares nºs 7/70 e 70/91 ou Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03), abrange os valores recebidos pelas empresas prestadoras de serviços de locação de mão-de-obra temporária (regidas pela Lei nº 6.019/74 e pelo Decreto nº 73.841/74), a título de pagamento de salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários. Não existem fundamentos constitucionais para ilidir tal conclusão. 4. Agravo regimental não provido.. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput )“. Nada colhe o agravo. O acórdão recorrido estabeleceu-se acompanhando a jurisprudência firmada por esta Corte, no sentido da impossibilidade de exclusão dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 684092 AGR / PR salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários da base de cálculo do PIS e da COFINS devido pelas empresas prestadoras de serviço de locação de mão-de-obra temporária. Nesse prisma, para definição da base de cálculo na incidência do PIS e da COFINS, receita bruta e faturamento são termos sinônimos e consistem na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Corroborando esse entendimento, cito os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE - ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 - EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO - INSTITUTOS - EXPRESSÕES E VOCÁBULOS - SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõe-se ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PIS - RECEITA BRUTA - NOÇÃO - INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidou-se no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindo-as à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada.” (RE 390.840, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJ de 15.8.06). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Supremo Tribunal Federal RE 684092 AGR / PR salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários da base de cálculo do PIS e da COFINS devido pelas empresas prestadoras de serviço de locação de mão-de-obra temporária. Nesse prisma, para definição da base de cálculo na incidência do PIS e da COFINS, receita bruta e faturamento são termos sinônimos e consistem na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Corroborando esse entendimento, cito os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE - ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 - EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO - INSTITUTOS - EXPRESSÕES E VOCÁBULOS - SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõe-se ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PIS - RECEITA BRUTA - NOÇÃO - INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidou-se no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindo-as à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada.” (RE 390.840, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJ de 15.8.06). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 684092 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS E PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL – PIS. BASE DE CÁLCULO. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. RECEITA BRUTA E FATURAMENTO: SINONÍMIA DE TERMOS, SIGNIFICANDO AMBOS O TOTAL DOS VALORES AUFERIDOS COM A VENDA DE MERCADORIAS, DE SERVIÇOS OU DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (RE 608.830-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 07.04.11). “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. PIS e COFINS. Empresas prestadoras de serviços terceirizados. Base de cálculo. Inclusão das despesas com pagamento de salários e encargos sociais e trabalhistas referentes à mão-de-obra que fornece a terceiros. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 621.652-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 22.05.12) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que receita bruta e faturamento são sinônimos, significando ambos o total dos valores auferidos com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. (RE 656.284-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, 2ª Turma, DJe de 21.06.12) Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Supremo Tribunal Federal RE 684092 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS E PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL – PIS. BASE DE CÁLCULO. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. RECEITA BRUTA E FATURAMENTO: SINONÍMIA DE TERMOS, SIGNIFICANDO AMBOS O TOTAL DOS VALORES AUFERIDOS COM A VENDA DE MERCADORIAS, DE SERVIÇOS OU DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (RE 608.830-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 07.04.11). “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. PIS e COFINS. Empresas prestadoras de serviços terceirizados. Base de cálculo. Inclusão das despesas com pagamento de salários e encargos sociais e trabalhistas referentes à mão-de-obra que fornece a terceiros. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 621.652-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 22.05.12) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que receita bruta e faturamento são sinônimos, significando ambos o total dos valores auferidos com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. (RE 656.284-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, 2ª Turma, DJe de 21.06.12) Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) : FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881772 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) : FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881772 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4893435
2013-11-05T00:00:00
2013-11-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIOS E ENCARGOS SOCIAIS. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.9.2009. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que receita bruta e faturamento são sinônimos, significando ambos o total dos valores auferidos com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur249115
- Acórdão(s) citado(s): (PIS, COFINS) RE 390840 (TP), RE 608830 AgR (1ªT), RE 621652 AgR (2ªT), RE 656284 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 06/12/2013, TIA.
ROSA WEBER
Primeira Turma
684092
null
RE-AgR
acordaos
RE 684092 AgR
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AGTE.(S) : SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) : FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) :FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIOS E ENCARGOS SOCIAIS. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.9.2009. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que receita bruta e faturamento são sinônimos, significando ambos o total dos valores auferidos com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847889. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847889. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) :FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental a Support Recursos Humanos Ltda. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a violação dos arts. 145, § 1, 150, I e IV e 195, I, “b”, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) as entradas a que corresponda dever de imediata transferência a terceiros não constituem receita da empresa que as recebe (mas sim dos terceiros a quem são repassadas), não devendo sujeitar-se ao PIS e à COFINS, nas modalidades do lucro real ou presumido. Referida exclusão independe de autorização legal, por constituir hipótese de não-incidência natural (falta de subsunção da entrada financeira ao conceito de receita, empregado pela Constituição para definir a competência tributária de União e adotado pelas leis instituidoras do PIS e da COFINS), e não de isenção (oclusão da incidência tributária que doutro modo se verificaria). O importante é distinguir as transferências de receitas de terceiros, não pertencentes à base de cálculo dos tributos calculados sobre a receita ou faturamento, das simples despesas do contribuinte com a realização de sua atividade, que não o são (sob pena de confundirem-se os conceitos de receita e de lucro)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847890. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) :FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental a Support Recursos Humanos Ltda. A agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a violação dos arts. 145, § 1, 150, I e IV e 195, I, “b”, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) as entradas a que corresponda dever de imediata transferência a terceiros não constituem receita da empresa que as recebe (mas sim dos terceiros a quem são repassadas), não devendo sujeitar-se ao PIS e à COFINS, nas modalidades do lucro real ou presumido. Referida exclusão independe de autorização legal, por constituir hipótese de não-incidência natural (falta de subsunção da entrada financeira ao conceito de receita, empregado pela Constituição para definir a competência tributária de União e adotado pelas leis instituidoras do PIS e da COFINS), e não de isenção (oclusão da incidência tributária que doutro modo se verificaria). O importante é distinguir as transferências de receitas de terceiros, não pertencentes à base de cálculo dos tributos calculados sobre a receita ou faturamento, das simples despesas do contribuinte com a realização de sua atividade, que não o são (sob pena de confundirem-se os conceitos de receita e de lucro)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR Acórdão recorrido disponibilizado em 30.9.2009. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847890. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR Acórdão recorrido disponibilizado em 30.9.2009. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Support Recursos Humanos Ltda. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 145, § 1..., 150, I e IV, e 195, I, b, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 621.652-AgR/RS, Rel. Min. Gilmar Mandes, 2... Turma, DJe 22.5.2012; e ARE 643.823-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 20.3.2013, cujas ementas transcrevo: Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. PIS e COFINS. Empresas prestadoras de serviços terceirizados. Base de cálculo. Inclusão das despesas com pagamento de salários e encargos sociais e trabalhistas referentes à mão-de-obra que fornece a terceiros. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Agravo regimental no recurso extraordinário. Análise do conceito de receita bruta para fins da identificação da base de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Support Recursos Humanos Ltda. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 145, § 1..., 150, I e IV, e 195, I, b, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 621.652-AgR/RS, Rel. Min. Gilmar Mandes, 2... Turma, DJe 22.5.2012; e ARE 643.823-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 20.3.2013, cujas ementas transcrevo: Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. PIS e COFINS. Empresas prestadoras de serviços terceirizados. Base de cálculo. Inclusão das despesas com pagamento de salários e encargos sociais e trabalhistas referentes à mão-de-obra que fornece a terceiros. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Agravo regimental no recurso extraordinário. Análise do conceito de receita bruta para fins da identificação da base de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR cálculo do PIS e da COFINS. Valores repassados a terceiros por empresa de agenciamento de mão-de-obra. Incidência. 1. Segundo o entendimento firmado nesta Corte, a receita bruta e o faturamento são termos equivalentes para fins jurídicos, sem embargo de haver distinções técnicas entre as referidas espécies na seara contábil. Para fins de incidência, ambos os termos refletem a totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. 2. Não obstante a jurisprudência desta Corte já ter sinalizado pela incidência das contribuições na forma como ficara consignado pelo juízo monocrático, cumpre ressaltar relevante precedente no sentido de que a pretensão de reduzir a base de cálculo por força de repasse de valores a terceiros não encontra ressonância constitucional, devendo ser dirimida no âmbito da legalidade. 3. O Superior Tribunal de Justiça já assentou em recurso especial repetitivo que a base de cálculo do PIS e da COFINS, independentemente do regime normativo aplicável (Leis Complementares ns 7/70 e 70/91 ou Leis ns 10.637/02 e 10.833/03), abrange os valores recebidos pelas empresas prestadoras de serviços de locação de mão-de-obra temporária (regidas pela Lei n 6.019/74 e pelo Decreto n 73.841/74), a título de pagamento de salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários. Não existem fundamentos constitucionais para ilidir tal conclusão. 4. Agravo regimental não provido.. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput )“. Nada colhe o agravo. O acórdão recorrido estabeleceu-se acompanhando a jurisprudência firmada por esta Corte, no sentido da impossibilidade de exclusão dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR cálculo do PIS e da COFINS. Valores repassados a terceiros por empresa de agenciamento de mão-de-obra. Incidência. 1. Segundo o entendimento firmado nesta Corte, a receita bruta e o faturamento são termos equivalentes para fins jurídicos, sem embargo de haver distinções técnicas entre as referidas espécies na seara contábil. Para fins de incidência, ambos os termos refletem a totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. 2. Não obstante a jurisprudência desta Corte já ter sinalizado pela incidência das contribuições na forma como ficara consignado pelo juízo monocrático, cumpre ressaltar relevante precedente no sentido de que a pretensão de reduzir a base de cálculo por força de repasse de valores a terceiros não encontra ressonância constitucional, devendo ser dirimida no âmbito da legalidade. 3. O Superior Tribunal de Justiça já assentou em recurso especial repetitivo que a base de cálculo do PIS e da COFINS, independentemente do regime normativo aplicável (Leis Complementares ns 7/70 e 70/91 ou Leis ns 10.637/02 e 10.833/03), abrange os valores recebidos pelas empresas prestadoras de serviços de locação de mão-de-obra temporária (regidas pela Lei n 6.019/74 e pelo Decreto n 73.841/74), a título de pagamento de salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários. Não existem fundamentos constitucionais para ilidir tal conclusão. 4. Agravo regimental não provido.. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput )“. Nada colhe o agravo. O acórdão recorrido estabeleceu-se acompanhando a jurisprudência firmada por esta Corte, no sentido da impossibilidade de exclusão dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários da base de cálculo do PIS e da COFINS devido pelas empresas prestadoras de serviço de locação de mão-de-obra temporária. Nesse prisma, para definição da base de cálculo na incidência do PIS e da COFINS, receita bruta e faturamento são termos sinônimos e consistem na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Corroborando esse entendimento, cito os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE - ARTIGO 3..., § 1..., DA LEI n 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 - EMENDA CONSTITUCIONAL n 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO - INSTITUTOS - EXPRESSÕES E VOCÁBULOS - SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõe-se ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PIS - RECEITA BRUTA - NOÇÃO - INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1... DO ARTIGO 3... DA LEI n 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional n 20/98, consolidou-se no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindo-as à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1... do artigo 3... da Lei n 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada.” (Recurso Extraordinário 390.840, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJ de 15.8.06). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR salários e encargos sociais dos trabalhadores temporários da base de cálculo do PIS e da COFINS devido pelas empresas prestadoras de serviço de locação de mão-de-obra temporária. Nesse prisma, para definição da base de cálculo na incidência do PIS e da COFINS, receita bruta e faturamento são termos sinônimos e consistem na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Corroborando esse entendimento, cito os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE - ARTIGO 3..., § 1..., DA LEI n 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 - EMENDA CONSTITUCIONAL n 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO - INSTITUTOS - EXPRESSÕES E VOCÁBULOS - SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõe-se ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PIS - RECEITA BRUTA - NOÇÃO - INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1... DO ARTIGO 3... DA LEI n 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional n 20/98, consolidou-se no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindo-as à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1... do artigo 3... da Lei n 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada.” (Recurso Extraordinário 390.840, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJ de 15.8.06). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS E PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL – PIS. BASE DE CÁLCULO. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. RECEITA BRUTA E FATURAMENTO: SINONÍMIA DE TERMOS, SIGNIFICANDO AMBOS O TOTAL DOS VALORES AUFERIDOS COM A VENDA DE MERCADORIAS, DE SERVIÇOS OU DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário 608.830-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 07.04.11). “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. PIS e COFINS. Empresas prestadoras de serviços terceirizados. Base de cálculo. Inclusão das despesas com pagamento de salários e encargos sociais e trabalhistas referentes à mão-de-obra que fornece a terceiros. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 621.652-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 22.05.12) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que receita bruta e faturamento são sinônimos, significando ambos o total dos valores auferidos com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. (Recurso Extraordinário 656.284-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, 2... Turma, DJe de 21.06.12) Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS E PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL – PIS. BASE DE CÁLCULO. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. RECEITA BRUTA E FATURAMENTO: SINONÍMIA DE TERMOS, SIGNIFICANDO AMBOS O TOTAL DOS VALORES AUFERIDOS COM A VENDA DE MERCADORIAS, DE SERVIÇOS OU DE MERCADORIAS E SERVIÇOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário 608.830-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 07.04.11). “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. PIS e COFINS. Empresas prestadoras de serviços terceirizados. Base de cálculo. Inclusão das despesas com pagamento de salários e encargos sociais e trabalhistas referentes à mão-de-obra que fornece a terceiros. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 621.652-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 22.05.12) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS TERCEIRIZADOS. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que receita bruta e faturamento são sinônimos, significando ambos o total dos valores auferidos com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. (Recurso Extraordinário 656.284-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, 2... Turma, DJe de 21.06.12) Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) : FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881772 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.092 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA ADV.(A/S) : FELIPE CORDELLA RIBEIRO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881772 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 092", "Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 092", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 092", "Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 092", "Recurso Extraordinário 621 . 652 - AgR / RS", "ARE 643 . 823 - AgR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 092", "Recurso Extraordinário 621 . 652 - AgR / RS", "ARE 643 . 823 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 684092 AGR /", "Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 390 . 840", "Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 390 . 840", "Recurso Extraordinário 684092 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 608 . 830 - AgR", "Recurso Extraordinário 621 . 652 - AgR", "Recurso Extraordinário 656 . 284 - AgR", "Recurso Extraordinário 684092 AGR", "Recurso Extraordinário 608 . 830 - AgR", "Recurso Extraordinário 621 . 652 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 092", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 092" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 145 , § 1 , 150 , I e IV e 195 , I , “ b ” , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 145 , § 1 , 150 , I e IV e 195 , I , “ b ” , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "arts . 145 , § 1 . . . , 150 , I e IV , e 195 , I , b , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "arts . 145 , § 1 . . . , 150 , I e IV , e 195 , I , b , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Complementares ns 7 / 70", "70", "/", "91", "Leis ns 10 . 637 / 02", "10", ".", "833", "/", "03", "Lei n 6 . 019 / 74", "Decreto n 73 . 841 / 74", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Complementares ns 7 / 70", "70", "/", "91", "Leis ns 10 . 637 / 02", "10", ".", "833", "/", "03", "Lei n 6 . 019 / 74", "Decreto n 73 . 841 / 74", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 3 . . . , § 1 . . . , DA", "LEI n 9 . 718", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 20", "artigo 110 do Código Tributário Nacional", "ARTIGO 3 . . . 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Turma", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", ".", ".", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA", "UNIÃO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPPORT RECURSOS HUMANOS LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "FELIPE CORDELLA RIBEIRO", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "FELIPE CORDELLA RIBEIRO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "FELIPE CORDELLA RIBEIRO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Gilmar Mandes", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Gilmar Mandes", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "FELIPE CORDELLA RIBEIRO", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "FELIPE CORDELLA RIBEIRO", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "11", "/", "2013", "30", ".", "9", ".", "2009", "05 de novembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "9", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "9", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "22", ".", "5", ".", "2012", "20", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "22", ".", "5", ".", "2012", "20", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 DE NOVEMBRO DE 1998", "15 DE DEZEMBRO DE 1998", "15", ".", "8", ".", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 DE NOVEMBRO DE 1998", "15 DE DEZEMBRO DE 1998", "15", ".", "8", ".", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "04", ".", "11", "22", ".", "05", ".", "12", "21", ".", "06", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "04", ".", "11", "22", ".", "05", ".", "12", "21", ".", "06", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "5", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de novembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 758645 AGR / RJ MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905304. Supremo Tribunal Federal RE 758645 AGR / RJ MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de agosto de 2013, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905305. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de agosto de 2013, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 758645 AGR / RJ quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos de declaração, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação ao artigo 201, inciso I, da Carta de 1988. Vale frisar que a recorrente não arguiu o vício de procedimento. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, afirma não pretender o reexame de fatos e provas e alude à natureza constitucional da controvérsia. Assevera estar prequestionada a matéria, ante a interposição de embargos declaratórios. O Instituto Nacional do Seguro Social apresentou contraminuta sustentando o acerto da decisão atacada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905305. Supremo Tribunal Federal RE 758645 AGR / RJ quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos de declaração, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação ao artigo 201, inciso I, da Carta de 1988. Vale frisar que a recorrente não arguiu o vício de procedimento. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, afirma não pretender o reexame de fatos e provas e alude à natureza constitucional da controvérsia. Assevera estar prequestionada a matéria, ante a interposição de embargos declaratórios. O Instituto Nacional do Seguro Social apresentou contraminuta sustentando o acerto da decisão atacada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região: PREVIDENCIÁRIO. CONCESSÃO DE AUXÍLIO- DOENÇA. DIB FIXADA NA DATA DE ENTRADA DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. INTELIGÊNCIA DO ART. 60 DA LEI 8.213/91. RECURSO DESPROVIDO. I – A autora ajuizou a presente demanda pleiteando a retroação da DIB do seu benefício de auxílio-doença ao mês de fevereiro de 1994, ao argumento de que a fixação da DIB pelo INSS no ano de 1999 foi “arbitrária”, uma vez que sua doença psíquica teve origem no ano de 1994. II – Ocorre que, conforme restou plenamente comprovado nos autos, a autora somente formulou pedido administrativo de concessão de auxílio-doença em 26/07/1999 (vide documento de fl. 10). III – Não houve qualquer “arbitrariedade” por parte da autarquia previdenciária, uma vez que o benefício da autora foi concedido a partir da data de entrada do requerimento administrativo, em estrita observância ao comando legal que disciplina a matéria. IV – Não há qualquer amparo legal que dê suporte à pretensão da autora, nem mesmo o fato de a doença ter se iniciado, supostamente, vários anos antes do pedido administrativo do benefício, alegação que, ademais, não foi inteiramente confirmada pelo inconclusivo laudo médico Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região: PREVIDENCIÁRIO. CONCESSÃO DE AUXÍLIO- DOENÇA. DIB FIXADA NA DATA DE ENTRADA DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. INTELIGÊNCIA DO ART. 60 DA LEI 8.213/91. RECURSO DESPROVIDO. I – A autora ajuizou a presente demanda pleiteando a retroação da DIB do seu benefício de auxílio-doença ao mês de fevereiro de 1994, ao argumento de que a fixação da DIB pelo INSS no ano de 1999 foi “arbitrária”, uma vez que sua doença psíquica teve origem no ano de 1994. II – Ocorre que, conforme restou plenamente comprovado nos autos, a autora somente formulou pedido administrativo de concessão de auxílio-doença em 26/07/1999 (vide documento de fl. 10). III – Não houve qualquer “arbitrariedade” por parte da autarquia previdenciária, uma vez que o benefício da autora foi concedido a partir da data de entrada do requerimento administrativo, em estrita observância ao comando legal que disciplina a matéria. IV – Não há qualquer amparo legal que dê suporte à pretensão da autora, nem mesmo o fato de a doença ter se iniciado, supostamente, vários anos antes do pedido administrativo do benefício, alegação que, ademais, não foi inteiramente confirmada pelo inconclusivo laudo médico Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 758645 AGR / RJ pericial de fls. 84/85, razão pela qual deve ser julgado improcedente o pedido formulado nestes autos. V – Agravo interno desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par desse aspecto, a questão não foi examinada, na origem, à luz do artigo 201, inciso I, do Diploma Maior, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Supremo Tribunal Federal RE 758645 AGR / RJ pericial de fls. 84/85, razão pela qual deve ser julgado improcedente o pedido formulado nestes autos. V – Agravo interno desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par desse aspecto, a questão não foi examinada, na origem, à luz do artigo 201, inciso I, do Diploma Maior, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 758645 AGR / RJ Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Supremo Tribunal Federal RE 758645 AGR / RJ Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881802 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4938515
2013-11-05T00:00:00
2013-11-28T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente.
sjur250040
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/12/2013, MAR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
758645
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 758645 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de novembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905304. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de agosto de 2013, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905305. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de agosto de 2013, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos de declaração, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação ao artigo 201, inciso I, da Carta de 1988. Vale frisar que a recorrente não arguiu o vício de procedimento. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, afirma não pretender o reexame de fatos e provas e alude à natureza constitucional da controvérsia. Assevera estar prequestionada a matéria, ante a interposição de embargos declaratórios. O Instituto Nacional do Seguro Social apresentou contraminuta sustentando o acerto da decisão atacada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905305. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos de declaração, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação ao artigo 201, inciso I, da Carta de 1988. Vale frisar que a recorrente não arguiu o vício de procedimento. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, afirma não pretender o reexame de fatos e provas e alude à natureza constitucional da controvérsia. Assevera estar prequestionada a matéria, ante a interposição de embargos declaratórios. O Instituto Nacional do Seguro Social apresentou contraminuta sustentando o acerto da decisão atacada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região: PREVIDENCIÁRIO. CONCESSÃO DE AUXÍLIO- DOENÇA. DIB FIXADA NA DATA DE ENTRADA DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. INTELIGÊNCIA DO ART. 60 DA LEI 8.213/91. RECURSO DESPROVIDO. I – A autora ajuizou a presente demanda pleiteando a retroação da DIB do seu benefício de auxílio-doença ao mês de fevereiro de 1994, ao argumento de que a fixação da DIB pelo INSS no ano de 1999 foi “arbitrária”, uma vez que sua doença psíquica teve origem no ano de 1994. II – Ocorre que, conforme restou plenamente comprovado nos autos, a autora somente formulou pedido administrativo de concessão de auxílio-doença em 26/07/1999 (vide documento de fl. 10). III – Não houve qualquer “arbitrariedade” por parte da autarquia previdenciária, uma vez que o benefício da autora foi concedido a partir da data de entrada do requerimento administrativo, em estrita observância ao comando legal que disciplina a matéria. IV – Não há qualquer amparo legal que dê suporte à pretensão da autora, nem mesmo o fato de a doença ter se iniciado, supostamente, vários anos antes do pedido administrativo do benefício, alegação que, ademais, não foi inteiramente confirmada pelo inconclusivo laudo médico Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região: PREVIDENCIÁRIO. CONCESSÃO DE AUXÍLIO- DOENÇA. DIB FIXADA NA DATA DE ENTRADA DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. INTELIGÊNCIA DO ART. 60 DA LEI 8.213/91. RECURSO DESPROVIDO. I – A autora ajuizou a presente demanda pleiteando a retroação da DIB do seu benefício de auxílio-doença ao mês de fevereiro de 1994, ao argumento de que a fixação da DIB pelo INSS no ano de 1999 foi “arbitrária”, uma vez que sua doença psíquica teve origem no ano de 1994. II – Ocorre que, conforme restou plenamente comprovado nos autos, a autora somente formulou pedido administrativo de concessão de auxílio-doença em 26/07/1999 (vide documento de fl. 10). III – Não houve qualquer “arbitrariedade” por parte da autarquia previdenciária, uma vez que o benefício da autora foi concedido a partir da data de entrada do requerimento administrativo, em estrita observância ao comando legal que disciplina a matéria. IV – Não há qualquer amparo legal que dê suporte à pretensão da autora, nem mesmo o fato de a doença ter se iniciado, supostamente, vários anos antes do pedido administrativo do benefício, alegação que, ademais, não foi inteiramente confirmada pelo inconclusivo laudo médico Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ pericial de fls. 84/85, razão pela qual deve ser julgado improcedente o pedido formulado nestes autos. V – Agravo interno desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par desse aspecto, a questão não foi examinada, na origem, à luz do artigo 201, inciso I, do Diploma Maior, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ pericial de fls. 84/85, razão pela qual deve ser julgado improcedente o pedido formulado nestes autos. V – Agravo interno desprovido. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. A par desse aspecto, a questão não foi examinada, na origem, à luz do artigo 201, inciso I, do Diploma Maior, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4905306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881802 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758.645 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : VERA REGINA DE ALBUQUERQUE ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758 . 645", "Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758 . 645", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758 . 645", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758 . 645", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758 . 645", "Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 758645 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 758 . 645" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 201 , inciso I , da Carta de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 201 , inciso I , da Carta de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "ART . 60 DA LEI 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 60 DA LEI 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "artigo 201 , inciso I , do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "artigo 201 , inciso I , do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Instituto Nacional do Seguro Social", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Instituto Nacional do Seguro Social", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . 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Região", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "1", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Inteiro" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "VERA REGINA DE ALBUQUERQUE", "LEONARDO DA SILVA ARAUJO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "VERA REGINA DE ALBUQUERQUE", "LEONARDO DA SILVA ARAUJO", "MARCO AURÉLIO", "VERA REGINA DE ALBUQUERQUE", "LEONARDO DA SILVA ARAUJO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "VERA REGINA DE ALBUQUERQUE", "LEONARDO DA SILVA ARAUJO", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "VERA REGINA DE ALBUQUERQUE", "LEONARDO DA SILVA ARAUJO", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "11", "/", "2013", "5 de novembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "30 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "30 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "05", "/", "11", "/", "2013", "fevereiro de 1994", "1999", "1994", "26", "/", "07", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "fevereiro de 1994", "1999", "1994", "26", "/", "07", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2013", "5", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", "5", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.080 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :M C IMPTE.(S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Estupro e aborto provocado por terceiro. 3. Réu revel. Produção antecipada da prova. 4. Pedido de declaração da nulidade da colheita da prova oral antecipada. Ausência de fundamentação. 5. Silêncio da defesa. Inconformismo externado somente 14 anos depois da decisão do Juízo de origem. Preclusão. 6. Peculiaridades do caso. Necessidade da medida: gravidade dos crimes praticados e possibilidade concreta de perecimento. 7. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de novembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4920688. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 05/11/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.080 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : M C IMPTE.(S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.11.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838098 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.080 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : M C IMPTE.(S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.11.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838098 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4954516
2013-11-05T00:00:00
2013-12-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 05.11.2013.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Estupro e aborto provocado por terceiro. 3. Réu revel. Produção antecipada da prova. 4. Pedido de declaração da nulidade da colheita da prova oral antecipada. Ausência de fundamentação. 5. Silêncio da defesa. Inconformismo externado somente 14 anos depois da decisão do Juízo de origem. Preclusão. 6. Peculiaridades do caso. Necessidade da medida: gravidade dos crimes praticados e possibilidade concreta de perecimento. 7. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada.
sjur250375
Número de páginas: 2. Análise: 17/12/2013, TIA.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
117080
null
HC
acordaos
HC 117080
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PACTE.(S) : M C IMPTE.(S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/11/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.080 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :M C IMPTE.(S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Estupro e aborto provocado por terceiro. 3. Réu revel. Produção antecipada da prova. 4. Pedido de declaração da nulidade da colheita da prova oral antecipada. Ausência de fundamentação. 5. Silêncio da defesa. Inconformismo externado somente 14 anos depois da decisão do Juízo de origem. Preclusão. 6. Peculiaridades do caso. Necessidade da medida: gravidade dos crimes praticados e possibilidade concreta de perecimento. 7. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de novembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4920688. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 05/11/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.080 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : M C IMPTE.(S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.11.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838098 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.080 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : M C IMPTE.(S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 05.11.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838098 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
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Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) :ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. NÃO INCIDÊNCIA. DESLOCAMENTO DE MERCADORIA DE UM ESTABELECIMENTO PARA OUTRO DA MESMA EMPRESA, SEM A TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE. NÃO VIOLAÇÃO DA RESERVA DE PLENÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2008. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o simples deslocamento de mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, não é hipótese de incidência do ICMS. Para caracterização da violação da reserva de plenário é necessário que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não ocorreu na espécie. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847870. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 628267 AGR / MG Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847870. Supremo Tribunal Federal RE 628267 AGR / MG Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) :ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. O agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a violação da cláusula da reserva de plenário (art. 97, CF). Insiste na tese da incidência do ICMS no simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade. Acórdão recorrido publicado em 30.5.2008 É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847871. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) :ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. O agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a violação da cláusula da reserva de plenário (art. 97, CF). Insiste na tese da incidência do ICMS no simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade. Acórdão recorrido publicado em 30.5.2008 É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado de Minas Gerais. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 97, 146, I e III, e 155, II e § 2º, III, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 693.714-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 21.8.2009; RE 267.599-AgR- ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 30.4.2010; e AI 769.897-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 25.4.2011; e AI 271528-AgR/PA, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 07.12.2006, cujo trecho da ementa transcrevo: II. ICMS: não incide sobre o deslocamento de mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade. Precedente: RE 158.834, Pl., 23.10.2002, red. p/acórdão Marco Aurélio, RTJ 194/979. III. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado de Minas Gerais. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 97, 146, I e III, e 155, II e § 2º, III, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 693.714-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 21.8.2009; RE 267.599-AgR- ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 30.4.2010; e AI 769.897-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 25.4.2011; e AI 271528-AgR/PA, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 07.12.2006, cujo trecho da ementa transcrevo: II. ICMS: não incide sobre o deslocamento de mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade. Precedente: RE 158.834, Pl., 23.10.2002, red. p/acórdão Marco Aurélio, RTJ 194/979. III. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 628267 AGR / MG Recurso extraordinário: descabimento para o reexame de fatos: incidência da Súmula 279. Havendo pronunciamento do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Magna. Nesse sentir, dispensável a submissão da arguição de inconstitucionalidade ao plenário ou ao órgão especial do Tribunal de origem. Nesse sentido: RE 593.948-AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 09.5.2011; RE 440.458-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 06.5.2005; e RE 594.515-AgR/RN, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 22.5.2012, cuja ementa transcrevo: AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESNECESSIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA. DESPROPORCIONALIDADE. GRAVIDADE OU POTENCIAL OFENSIVO DO ATO PUNIDO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. Como o acórdão recorrido está em conformidade com os precedentes da Corte sobre a matéria de fundo (desproporcionalidade de multa tributária), é inexigível a submissão da controvérsia ao Plenário (art. 481, par. ún., do CPC). Agravo regimental ao qual se nega provimento.. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput )“. Nada colhe o agravo. Em melhor análise, verifico que quanto à alegada ofensa ao art. 97 da Carta Maior, o Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 6.944/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 13.8.2010, assentou que, para caracterização da violação à reserva de plenário é necessário que a decisão esteja 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Supremo Tribunal Federal RE 628267 AGR / MG Recurso extraordinário: descabimento para o reexame de fatos: incidência da Súmula 279. Havendo pronunciamento do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Magna. Nesse sentir, dispensável a submissão da arguição de inconstitucionalidade ao plenário ou ao órgão especial do Tribunal de origem. Nesse sentido: RE 593.948-AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 09.5.2011; RE 440.458-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 06.5.2005; e RE 594.515-AgR/RN, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 22.5.2012, cuja ementa transcrevo: AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESNECESSIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA. DESPROPORCIONALIDADE. GRAVIDADE OU POTENCIAL OFENSIVO DO ATO PUNIDO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. Como o acórdão recorrido está em conformidade com os precedentes da Corte sobre a matéria de fundo (desproporcionalidade de multa tributária), é inexigível a submissão da controvérsia ao Plenário (art. 481, par. ún., do CPC). Agravo regimental ao qual se nega provimento.. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput )“. Nada colhe o agravo. Em melhor análise, verifico que quanto à alegada ofensa ao art. 97 da Carta Maior, o Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 6.944/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 13.8.2010, assentou que, para caracterização da violação à reserva de plenário é necessário que a decisão esteja 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 628267 AGR / MG fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal. Na espécie, o Tribunal a quo limitou-se a aplicar o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, no sentido da não incidência do ICMS, sem fundamentar-se em dispositivos constitucionais. Inexiste, pois, violação do art. 97 da Carta Maior. Eis a ementa do referido julgado: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2º, e 475-o, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente”. No mesmo sentido, cito: RE 593.843-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 10.11.2010; e AI 662.519-AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 10.10.2011, cuja ementa transcrevo: “Agravo Regimental. Cláusula de Reserva de Plenário. Art. 97 da CF. Inexistência de afronta. 1. O acórdão recorrido limitou-se a aplicar o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça no sentido de ser decenal o prazo para pleitear a restituição do indébito tributário, sem fazer qualquer menção a LC nº 118/05, tampouco a dispositivos constitucionais. 2. Inexistência de afronta ao art. 97 da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Supremo Tribunal Federal RE 628267 AGR / MG fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal. Na espécie, o Tribunal a quo limitou-se a aplicar o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, no sentido da não incidência do ICMS, sem fundamentar-se em dispositivos constitucionais. Inexiste, pois, violação do art. 97 da Carta Maior. Eis a ementa do referido julgado: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2º, e 475-o, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente”. No mesmo sentido, cito: RE 593.843-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 10.11.2010; e AI 662.519-AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 10.10.2011, cuja ementa transcrevo: “Agravo Regimental. Cláusula de Reserva de Plenário. Art. 97 da CF. Inexistência de afronta. 1. O acórdão recorrido limitou-se a aplicar o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça no sentido de ser decenal o prazo para pleitear a restituição do indébito tributário, sem fazer qualquer menção a LC nº 118/05, tampouco a dispositivos constitucionais. 2. Inexistência de afronta ao art. 97 da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 628267 AGR / MG Constituição Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Por outro lado, o acórdão recorrido se estabeleceu acompanhando a jurisprudência firmada por esta Corte, no sentido de que o simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, não é hipótese de incidência do ICMS, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 693.714-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 21.8.2009; RE 267.599- AgR-ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 30.4.2010; e AI 769.897-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 25.4.2011; e AI 271528-AgR/PA, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 07.12.2006. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Supremo Tribunal Federal RE 628267 AGR / MG Constituição Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Por outro lado, o acórdão recorrido se estabeleceu acompanhando a jurisprudência firmada por esta Corte, no sentido de que o simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, não é hipótese de incidência do ICMS, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 693.714-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 21.8.2009; RE 267.599- AgR-ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 30.4.2010; e AI 769.897-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 25.4.2011; e AI 271528-AgR/PA, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 07.12.2006. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) : ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881762 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) : ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881762 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4893582
2013-11-05T00:00:00
2013-11-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. NÃO INCIDÊNCIA. DESLOCAMENTO DE MERCADORIA DE UM ESTABELECIMENTO PARA OUTRO DA MESMA EMPRESA, SEM A TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE. NÃO VIOLAÇÃO DA RESERVA DE PLENÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2008. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o simples deslocamento de mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, não é hipótese de incidência do ICMS. Para caracterização da violação da reserva de plenário é necessário que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não ocorreu na espécie. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur249097
- Acórdão(s) citado(s): (RESERVA DE PLENÁRIO) Rcl 6944 (TP), RE 593843 AgR (1ªT), AI 662519 AgR (1ªT). (ICMS, INCIDÊNCIA) AI 693714 AgR (1ªT), RE 267599 AgR-ED (2ªT), AI 769897 AgR (2ªT), AI 271528 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 05/12/2013, TIA.
ROSA WEBER
Primeira Turma
628267
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 628267 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) : ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) :ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. NÃO INCIDÊNCIA. DESLOCAMENTO DE MERCADORIA DE UM ESTABELECIMENTO PARA OUTRO DA MESMA EMPRESA, SEM A TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE. NÃO VIOLAÇÃO DA RESERVA DE PLENÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2008. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o simples deslocamento de mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, não é hipótese de incidência do ICMS. Para caracterização da violação da reserva de plenário é necessário que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não ocorreu na espécie. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847870. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847870. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 05 de novembro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) :ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. O agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a violação da cláusula da reserva de plenário (art. 97, Constituição Federal de 1988). Insiste na tese da incidência do ICMS no simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade. Acórdão recorrido publicado em 30.5.2008 É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847871. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) :ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento ao recurso extraordinário com agravo, maneja agravo regimental o Estado de Minas Gerais. O agravante insurge-se contra a decisão monocrática sustentando a violação da cláusula da reserva de plenário (art. 97, Constituição Federal de 1988). Insiste na tese da incidência do ICMS no simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade. Acórdão recorrido publicado em 30.5.2008 É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado de Minas Gerais. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 97, 146, I e III, e 155, II e § 2..., III, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 693.714-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 21.8.2009; Recurso Extraordinário 267.599-AgR- ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 30.4.2010; e AI 769.897-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 25.4.2011; e AI 271528-AgR/PA, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 07.12.2006, cujo trecho da ementa transcrevo: II. ICMS: não incide sobre o deslocamento de mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade. Precedente: Recurso Extraordinário 158.834, Pl., 23.10.2002, red. p/acórdão Marco Aurélio, RTJ 194/979. III. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Estado de Minas Gerais. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 97, 146, I e III, e 155, II e § 2..., III, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 693.714-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 21.8.2009; Recurso Extraordinário 267.599-AgR- ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 30.4.2010; e AI 769.897-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 25.4.2011; e AI 271528-AgR/PA, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 07.12.2006, cujo trecho da ementa transcrevo: II. ICMS: não incide sobre o deslocamento de mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade. Precedente: Recurso Extraordinário 158.834, Pl., 23.10.2002, red. p/acórdão Marco Aurélio, RTJ 194/979. III. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG Recurso extraordinário: descabimento para o reexame de fatos: incidência da Súmula 279. Havendo pronunciamento do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Magna. Nesse sentir, dispensável a submissão da arguição de inconstitucionalidade ao plenário ou ao órgão especial do Tribunal de origem. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 593.948-AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 09.5.2011; Recurso Extraordinário 440.458-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 06.5.2005; e Recurso Extraordinário 594.515-AgR/RN, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 22.5.2012, cuja ementa transcrevo: AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESNECESSIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA. DESPROPORCIONALIDADE. GRAVIDADE OU POTENCIAL OFENSIVO DO ATO PUNIDO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. Como o acórdão recorrido está em conformidade com os precedentes da Corte sobre a matéria de fundo (desproporcionalidade de multa tributária), é inexigível a submissão da controvérsia ao Plenário (art. 481, par. ún., do Código de Processo Civil). Agravo regimental ao qual se nega provimento.. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput )“. Nada colhe o agravo. Em melhor análise, verifico que quanto à alegada ofensa ao art. 97 da Carta Maior, o Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 6.944/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 13.8.2010, assentou que, para caracterização da violação à reserva de plenário é necessário que a decisão esteja 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG Recurso extraordinário: descabimento para o reexame de fatos: incidência da Súmula 279. Havendo pronunciamento do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Magna. Nesse sentir, dispensável a submissão da arguição de inconstitucionalidade ao plenário ou ao órgão especial do Tribunal de origem. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 593.948-AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 09.5.2011; Recurso Extraordinário 440.458-AgR/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 06.5.2005; e Recurso Extraordinário 594.515-AgR/RN, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 22.5.2012, cuja ementa transcrevo: AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESNECESSIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA. DESPROPORCIONALIDADE. GRAVIDADE OU POTENCIAL OFENSIVO DO ATO PUNIDO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. Como o acórdão recorrido está em conformidade com os precedentes da Corte sobre a matéria de fundo (desproporcionalidade de multa tributária), é inexigível a submissão da controvérsia ao Plenário (art. 481, par. ún., do Código de Processo Civil). Agravo regimental ao qual se nega provimento.. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput )“. Nada colhe o agravo. Em melhor análise, verifico que quanto à alegada ofensa ao art. 97 da Carta Maior, o Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 6.944/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 13.8.2010, assentou que, para caracterização da violação à reserva de plenário é necessário que a decisão esteja 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal. Na espécie, o Tribunal a quo limitou-se a aplicar o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, no sentido da não incidência do ICMS, sem fundamentar-se em dispositivos constitucionais. Inexiste, pois, violação do art. 97 da Carta Maior. Eis a ementa do referido julgado: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2..., e 475-o, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente”. No mesmo sentido, cito: Recurso Extraordinário 593.843-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 10.11.2010; e AI 662.519-AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 10.10.2011, cuja ementa transcrevo: “Agravo Regimental. Cláusula de Reserva de Plenário. Art. 97 da Constituição Federal de 1988. Inexistência de afronta. 1. O acórdão recorrido limitou-se a aplicar o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça no sentido de ser decenal o prazo para pleitear a restituição do indébito tributário, sem fazer qualquer menção a Lei Complementar n 118/05, tampouco a dispositivos constitucionais. 2. Inexistência de afronta ao art. 97 da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal. Na espécie, o Tribunal a quo limitou-se a aplicar o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, no sentido da não incidência do ICMS, sem fundamentar-se em dispositivos constitucionais. Inexiste, pois, violação do art. 97 da Carta Maior. Eis a ementa do referido julgado: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2..., e 475-o, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente”. No mesmo sentido, cito: Recurso Extraordinário 593.843-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 10.11.2010; e AI 662.519-AgR/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 10.10.2011, cuja ementa transcrevo: “Agravo Regimental. Cláusula de Reserva de Plenário. Art. 97 da Constituição Federal de 1988. Inexistência de afronta. 1. O acórdão recorrido limitou-se a aplicar o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça no sentido de ser decenal o prazo para pleitear a restituição do indébito tributário, sem fazer qualquer menção a Lei Complementar n 118/05, tampouco a dispositivos constitucionais. 2. Inexistência de afronta ao art. 97 da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG Constituição Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Por outro lado, o acórdão recorrido se estabeleceu acompanhando a jurisprudência firmada por esta Corte, no sentido de que o simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, não é hipótese de incidência do ICMS, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 693.714-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 21.8.2009; Recurso Extraordinário 267.599- AgR-ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 30.4.2010; e AI 769.897-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 25.4.2011; e AI 271528-AgR/PA, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 07.12.2006. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG Constituição Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Por outro lado, o acórdão recorrido se estabeleceu acompanhando a jurisprudência firmada por esta Corte, no sentido de que o simples deslocamento da mercadoria de um estabelecimento para outro da mesma empresa, sem a transferência de propriedade, não é hipótese de incidência do ICMS, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 693.714-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 21.8.2009; Recurso Extraordinário 267.599- AgR-ED/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 30.4.2010; e AI 769.897-AgR/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 25.4.2011; e AI 271528-AgR/PA, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 07.12.2006. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) : ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881762 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628.267 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : CAMARGO CORRÊA CIMENTOS S/A ADV.(A/S) : ALOÍSIO AUGUSTO MAZEU MARTINS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881762 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628 . 267", "Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628 . 267", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628 .", "Recurso Extraordinário 267 . 599 - AgR - ED / MG", "AI 769 . 897 - AgR / RJ", "AI 271528 - AgR / PA", "Recurso Extraordinário 158 . 834", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628 . 267 MINAS", "AI 693 . 714 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 267 . 599 - AgR - ED / MG", "AI 769 . 897 - AgR / RJ", "AI 271528 - AgR / PA", "Recurso Extraordinário 158 . 834", "Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 593 . 948 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 440 . 458 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 594 . 515 - AgR / RN", "Rcl 6 . 944 / DF", "Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 593 . 948 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 440 . 458 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 594 . 515 - AgR / RN", "Rcl 6 . 944 / DF", "Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "SÚMULA VINCULANTE N . 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "súmula vinculante n . 10 , do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 593 . 843 - AgR / RJ", "AI 662 . 519 - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "SÚMULA VINCULANTE N . 10 DO", "súmula vinculante n . 10 , do", "843", "-", "AgR", "/", "RJ", "AI 662 . 519 - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG", "AI 693 . 714 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 267 . 599 - AgR - ED / MG", "AI 769 . 897 - AgR / RJ", "AI 271528 - AgR / PA", "Recurso Extraordinário 628267 AGR / MG Constituição", "AI 693 . 714 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 267 . 599 - AgR - ED / MG", "AI 769 . 897 - AgR / RJ", "AI 271528 - AgR / PA", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628 . 267", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 628 . 267" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "arts . 97 , 146 , I e III , e 155 , II e § 2 . . . , III , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI n. 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE n. 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “RECURSO DE APELAÇÃO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA. ART. 514, II, DO CPC. NÃO CONHECIMENTO DA APELAÇÃO PRINCIPAL. APELAÇÃO ADESIVA PREJUDICADA. A falta de fundamentação suficiente capaz de impugnar e desconstituir os argumentos específicos da decisão de primeiro grau obsta o conhecimento do recurso, por violação ao art. 514, II, do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652940. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 699332 AGR-ED / MG CPC. Subordinada ao recurso principal, a apelação adesiva terá sua análise prejudicada quando não conhecida a apelação principal. Recurso principal não conhecido e adesivo julgado prejudicado”. 5 . Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652940. Supremo Tribunal Federal ARE 699332 AGR-ED / MG CPC. Subordinada ao recurso principal, a apelação adesiva terá sua análise prejudicada quando não conhecida a apelação principal. Recurso principal não conhecido e adesivo julgado prejudicado”. 5 . Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTROS, contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652941. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTROS, contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 699332 AGR-ED / MG infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘RECURSO DE APELAÇÃO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA. ART. 514, II, DO CPC. NÃO CONHECIMENTO DA APELAÇÃO PRINCIPAL. APELAÇÃO ADESIVA PREJUDICADA. A falta de fundamentação suficiente capaz de impugnar e desconstituir os argumentos específicos da decisão de primeiro grau obsta o conhecimento do recurso, por violação ao art. 514, II, do CPC. Subordinada ao recurso principal, a apelação adesiva terá sua análise prejudicada quando não conhecida a apelação principal. Recurso principal não conhecido e adesivo julgado prejudicado’. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese, que: “Não é obrigatória ou imprescindível a menção do texto legal que garanta o pretenso direito subjetivo material que o autor opõe ao réu. Mesmo a invocação errônea de norma legal não impede que o juiz aprecie a pretensão do autor á luz do preceito adequado. O importante é a revelação da lide através da exata exposição do fato e da consequência juridica que o autor pretende atingir. Ao juiz incumbe solucionar a pendencia, segundo o direito aplicável á espécie: iura novit cúria (...) Doutra parte, desde a primeira instancia o dispositivo constitucional, tido por violado (art. 5º, XXVI da CF/88), vem fundamentando as razões recursais, ut petição do Agravo de instrumento interposto contra a r. decisão de primeira instancia”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652941. Supremo Tribunal Federal ARE 699332 AGR-ED / MG infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘RECURSO DE APELAÇÃO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA. ART. 514, II, DO CPC. NÃO CONHECIMENTO DA APELAÇÃO PRINCIPAL. APELAÇÃO ADESIVA PREJUDICADA. A falta de fundamentação suficiente capaz de impugnar e desconstituir os argumentos específicos da decisão de primeiro grau obsta o conhecimento do recurso, por violação ao art. 514, II, do CPC. Subordinada ao recurso principal, a apelação adesiva terá sua análise prejudicada quando não conhecida a apelação principal. Recurso principal não conhecido e adesivo julgado prejudicado’. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese, que: “Não é obrigatória ou imprescindível a menção do texto legal que garanta o pretenso direito subjetivo material que o autor opõe ao réu. Mesmo a invocação errônea de norma legal não impede que o juiz aprecie a pretensão do autor á luz do preceito adequado. O importante é a revelação da lide através da exata exposição do fato e da consequência juridica que o autor pretende atingir. Ao juiz incumbe solucionar a pendencia, segundo o direito aplicável á espécie: iura novit cúria (...) Doutra parte, desde a primeira instancia o dispositivo constitucional, tido por violado (art. 5º, XXVI da CF/88), vem fundamentando as razões recursais, ut petição do Agravo de instrumento interposto contra a r. decisão de primeira instancia”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões dos embargantes. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelos embargantes, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que o dispositivo constitucional suscitado não foi apreciado pelo Tribunal de Origem conforme exigido pela jurisprudência pacífica desta Corte. Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Por fim, cabe ressaltar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652942. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões dos embargantes. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelos embargantes, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que o dispositivo constitucional suscitado não foi apreciado pelo Tribunal de Origem conforme exigido pela jurisprudência pacífica desta Corte. Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Por fim, cabe ressaltar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 699332 AGR-ED / MG VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652942. Supremo Tribunal Federal ARE 699332 AGR-ED / MG VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1ª Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633248 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633248 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4677432
2013-09-24T00:00:00
2013-10-16T00:00:00
A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI n. 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 8/9/2011; e RE n. 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “RECURSO DE APELAÇÃO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA. ART. 514, II, DO CPC. NÃO CONHECIMENTO DA APELAÇÃO PRINCIPAL. APELAÇÃO ADESIVA PREJUDICADA. A falta de fundamentação suficiente capaz de impugnar e desconstituir os argumentos específicos da decisão de primeiro grau obsta o conhecimento do recurso, por violação ao art. 514, II, do CPC. Subordinada ao recurso principal, a apelação adesiva terá sua análise prejudicada quando não conhecida a apelação principal. Recurso principal não conhecido e adesivo julgado prejudicado”. 5 . Embargos de declaração DESPROVIDOS.
sjur245088
- Acórdão(s) citado(s): (ED, HIPÓTESES DE CABIMENTO) AI 799509 AgR-ED (1ªT), RE 591260 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 24/10/2013, TIA.
LUIZ FUX
Primeira Turma
699332
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 699332 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 3. A revisão do julgado, com manifesto caráter infringente, revela-se inadmissível, em sede de embargos. (Precedentes: AI n. 799.509-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 8/9/2011; e Recurso Extraordinário n. 591.260-AgR-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 9/9/2011). 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “RECURSO DE APELAÇÃO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA. ART. 514, II, DO Código de Processo Civil. NÃO CONHECIMENTO DA APELAÇÃO PRINCIPAL. APELAÇÃO ADESIVA PREJUDICADA. A falta de fundamentação suficiente capaz de impugnar e desconstituir os argumentos específicos da decisão de primeiro grau obsta o conhecimento do recurso, por violação ao art. 514, II, do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652940. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 699332 AGR-ED / MG Código de Processo Civil. Subordinada ao recurso principal, a apelação adesiva terá sua análise prejudicada quando não conhecida a apelação principal. Recurso principal não conhecido e adesivo julgado prejudicado”. 5 . Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652940. Supremo Tribunal Federal ARE 699332 AGR-ED / MG Código de Processo Civil. Subordinada ao recurso principal, a apelação adesiva terá sua análise prejudicada quando não conhecida a apelação principal. Recurso principal não conhecido e adesivo julgado prejudicado”. 5 . Embargos de declaração DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652940. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTROS, contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652941. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) :THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTROS, contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 699332 AGR-ED / MG infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘RECURSO DE APELAÇÃO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA. ART. 514, II, DO Código de Processo Civil. NÃO CONHECIMENTO DA APELAÇÃO PRINCIPAL. APELAÇÃO ADESIVA PREJUDICADA. A falta de fundamentação suficiente capaz de impugnar e desconstituir os argumentos específicos da decisão de primeiro grau obsta o conhecimento do recurso, por violação ao art. 514, II, do Código de Processo Civil. Subordinada ao recurso principal, a apelação adesiva terá sua análise prejudicada quando não conhecida a apelação principal. Recurso principal não conhecido e adesivo julgado prejudicado’. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese, que: “Não é obrigatória ou imprescindível a menção do texto legal que garanta o pretenso direito subjetivo material que o autor opõe ao réu. Mesmo a invocação errônea de norma legal não impede que o juiz aprecie a pretensão do autor á luz do preceito adequado. O importante é a revelação da lide através da exata exposição do fato e da consequência juridica que o autor pretende atingir. Ao juiz incumbe solucionar a pendencia, segundo o direito aplicável á espécie: iura novit cúria (...) Doutra parte, desde a primeira instancia o dispositivo constitucional, tido por violado (art. 5..., XXVI da Constituição Federal de 1988/88), vem fundamentando as razões recursais, ut petição do Agravo de instrumento interposto contra a r. decisão de primeira instancia”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652941. Supremo Tribunal Federal ARE 699332 AGR-ED / MG infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘RECURSO DE APELAÇÃO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO À SENTENÇA. ART. 514, II, DO Código de Processo Civil. NÃO CONHECIMENTO DA APELAÇÃO PRINCIPAL. APELAÇÃO ADESIVA PREJUDICADA. A falta de fundamentação suficiente capaz de impugnar e desconstituir os argumentos específicos da decisão de primeiro grau obsta o conhecimento do recurso, por violação ao art. 514, II, do Código de Processo Civil. Subordinada ao recurso principal, a apelação adesiva terá sua análise prejudicada quando não conhecida a apelação principal. Recurso principal não conhecido e adesivo julgado prejudicado’. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. Inconformados com a decisão supra, os agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese, que: “Não é obrigatória ou imprescindível a menção do texto legal que garanta o pretenso direito subjetivo material que o autor opõe ao réu. Mesmo a invocação errônea de norma legal não impede que o juiz aprecie a pretensão do autor á luz do preceito adequado. O importante é a revelação da lide através da exata exposição do fato e da consequência juridica que o autor pretende atingir. Ao juiz incumbe solucionar a pendencia, segundo o direito aplicável á espécie: iura novit cúria (...) Doutra parte, desde a primeira instancia o dispositivo constitucional, tido por violado (art. 5..., XXVI da Constituição Federal de 1988/88), vem fundamentando as razões recursais, ut petição do Agravo de instrumento interposto contra a r. decisão de primeira instancia”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões dos embargantes. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelos embargantes, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que o dispositivo constitucional suscitado não foi apreciado pelo Tribunal de Origem conforme exigido pela jurisprudência pacífica desta Corte. Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Por fim, cabe ressaltar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652942. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões dos embargantes. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelos embargantes, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo regimental, ao demonstrar que o dispositivo constitucional suscitado não foi apreciado pelo Tribunal de Origem conforme exigido pela jurisprudência pacífica desta Corte. Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis, quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Por fim, cabe ressaltar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguinte julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 699332 AGR-ED / MG VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652942. Supremo Tribunal Federal ARE 699332 AGR-ED / MG VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento”. (AI 799.509-AgR-ED, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, 1... Turma, DJ 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis ”. (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É o voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4652942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633248 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.332 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO EMBDO.(A/S) : THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : RUDOLF ERBERT E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633248 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS 282", "AI n . 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário n . 591 . 260 - AgR - ED", "ARE 699332 AGR - ED / MG", "ARE 699332 AGR - ED / MG", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 699332 AGR - ED / MG", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "ARE 699332", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED" ], "LEGISLACAO": [ "art . 535 do Código de Processo Civil", "ART . 514 , II , DO Código de Processo Civil", "art . 514 , II , do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 514 , II , DO Código de Processo Civil", "art . 514 , II , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , XXVI da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 514 , II , DO Código de Processo Civil", "art . 514 , II , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , XXVI da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA .", "THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA .", "SYSTEMS DO BRASIL LTDA", "RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA .", "THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE", "SYSTEMS DO BRASIL LTDA", "RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA .", "SYSTEMS DO BRASIL LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RIO MINAS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA .", "THYSSENKRUPP AUTOMOTIVE SYSTEMS DO BRASIL LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "RUDOLF ERBERT", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "THYSSENKRUPP", "RUDOLF ERBERT", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "RUDOLF ERBERT", "LUIZ FUX", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "THYSSENKRUPP", "RUDOLF ERBERT", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO", "RUDOLF ERBERT", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "09", "/", "2013", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS : CF, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. ART. 121, § 2°, I E IV, DO CÓDIGO PENAL. APLICAÇÃO DA PENA. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. NÃO INCIDÊNCIA. TESE DA EXCLUSÃO DE ILICITUDE. CONFISSÃO QUALIFICADA. DECISÃO PLENAMENTE FUNDAMENTADA. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, “d”, do Código Penal (Precedentes: HC 74.148/GO, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 17/12/1996 e HC 103.172/MT, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 24/09/2013). 2. In casu: a) O paciente foi condenado à pena de 16 (dezesseis) anos de reclusão em regime inicial fechado, pela prática do crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima, em razão de ter efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima, provocando-lhe lesões que deram causa à sua morte. b) Conforme destacou a Procuradoria Geral da República, “consoante se depreende da sentença condenatória, a atenuante da confissão não foi reconhecida porque ‘o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude’. Por sua vez, o Tribunal de Justiça ressaltou que ‘não houve (...) iniciativa do apelante em confessar o delito’, sendo assim, não há como falar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863729. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 119671 / SP em constrangimento ilegal manifesto”. 3. A aplicação da atenuante da confissão espontânea prevista no art. 65, III, “d”, do Código Penal não incide quando o agente reconhece sua participação no fato, contudo, alega tese de exclusão da ilicitude. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem extinta por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 de novembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863729. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP em constrangimento ilegal manifesto”. 3. A aplicação da atenuante da confissão espontânea prevista no art. 65, III, “d”, do Código Penal não incide quando o agente reconhece sua participação no fato, contudo, alega tese de exclusão da ilicitude. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem extinta por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 de novembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, cuja ementa possui o seguinte teor: “HABEAS CORPUS. PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CONDENAÇÃO. APLICAÇÃO DA PENA. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. PERSONALIDADE VOLTADA À PRÁTICA DELITIVA. CONCLUSÃO AMPARADA EM AÇÃO PENAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONSIDERAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.º 444 DESTA CORTE. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. NÃO INCIDÊNCIA. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O julgador deve, ao individualizar a pena, examinar com acuidade os elementos que dizem respeito ao fato, obedecidos e sopesados todos os critérios estabelecidos no art. 59 do Código Penal, para aplicar, de forma justa e fundamentada, a reprimenda que seja, proporcionalmente, necessária e suficiente para reprovação do crime. 2. Inquéritos policiais ou ações penais em andamento não se prestam a majorar a pena-base, seja a título de maus antecedentes, conduta social negativa ou personalidade voltada para o crime, em respeito ao princípio da presunção de não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, cuja ementa possui o seguinte teor: “HABEAS CORPUS. PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CONDENAÇÃO. APLICAÇÃO DA PENA. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. PERSONALIDADE VOLTADA À PRÁTICA DELITIVA. CONCLUSÃO AMPARADA EM AÇÃO PENAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONSIDERAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.º 444 DESTA CORTE. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. NÃO INCIDÊNCIA. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O julgador deve, ao individualizar a pena, examinar com acuidade os elementos que dizem respeito ao fato, obedecidos e sopesados todos os critérios estabelecidos no art. 59 do Código Penal, para aplicar, de forma justa e fundamentada, a reprimenda que seja, proporcionalmente, necessária e suficiente para reprovação do crime. 2. Inquéritos policiais ou ações penais em andamento não se prestam a majorar a pena-base, seja a título de maus antecedentes, conduta social negativa ou personalidade voltada para o crime, em respeito ao princípio da presunção de não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 119671 / SP culpabilidade. Incidência do enunciado n.º 444 da Súmula desta Corte. Precedentes. 3. A confissão qualificada, na qual o agente agrega à confissão teses defensivas descriminantes ou exculpantes, não tem o condão de ensejar o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal. Precedentes. 4. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida para, mantida a condenação, reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnados, a fim de reduzir a pena-base do Paciente nos termos explicitados, com os ajustes aí decorrentes.” Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 18 (dezoito) anos de reclusão em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 121, § 2°, I e IV, do Código Penal (homicídio duplamente qualificado), por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima, em razão de ter efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima, provocando-lhe lesões que deram causa à sua morte. Inconformada, a defesa interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que negou provimento ao recurso, mantendo a sentença condenatória por seus próprios fundamentos. Ainda irresignada, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que teve a ordem parcialmente concedida para reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnado, a fim de reduzir a pena-base do paciente, sem, contudo reconhecer a atenuante da confissão espontânea. A pena do paciente restou fixada em um total de 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime inicial fechado. É contra esse acórdão que se insurge a impetrante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP culpabilidade. Incidência do enunciado n.º 444 da Súmula desta Corte. Precedentes. 3. A confissão qualificada, na qual o agente agrega à confissão teses defensivas descriminantes ou exculpantes, não tem o condão de ensejar o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal. Precedentes. 4. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida para, mantida a condenação, reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnados, a fim de reduzir a pena-base do Paciente nos termos explicitados, com os ajustes aí decorrentes.” Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 18 (dezoito) anos de reclusão em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 121, § 2°, I e IV, do Código Penal (homicídio duplamente qualificado), por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima, em razão de ter efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima, provocando-lhe lesões que deram causa à sua morte. Inconformada, a defesa interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que negou provimento ao recurso, mantendo a sentença condenatória por seus próprios fundamentos. Ainda irresignada, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que teve a ordem parcialmente concedida para reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnado, a fim de reduzir a pena-base do paciente, sem, contudo reconhecer a atenuante da confissão espontânea. A pena do paciente restou fixada em um total de 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime inicial fechado. É contra esse acórdão que se insurge a impetrante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 119671 / SP Sustenta, inicialmente, o cabimento do habeas corpus, ao fundamento de que, apesar da parcial concessão da ordem, o acórdão impugnado sujeitou o paciente à grave constrangimento ilegal, diante da negativa de aplicação da atenuante da confissão espontânea. Aduz, outrossim, que, “a confissão, consoante os precedentes desta Suprema Corte, tem caráter objetivo, ou seja, não necessita a análise de qualquer circunstâncias que denote arrependimento ou que o confitente alegue situação que possa excluir a imputação”. Argumenta, nesse sentido, que “ainda que apontada como qualificada, a confissão deve ser reconhecida como atenuante da pena, cabendo o devido ajuste na quantidade da sanção penal imposta ao paciente”. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja reconhecida a confissão do recorrente, reduzindo-se a pena, já que a confissão tem caráter objetivo. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do pedido e, no mérito, pela denegação da ordem, em parecer que possui a seguinte ementa: “PENAL. HABEAS CORPUS. HOMÍCIDIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA VIA ELEITA COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. PREPONDERÂNCIA DA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. INTELIGÊNCIA DO ART. 67 DO CP. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. NO MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP Sustenta, inicialmente, o cabimento do habeas corpus, ao fundamento de que, apesar da parcial concessão da ordem, o acórdão impugnado sujeitou o paciente à grave constrangimento ilegal, diante da negativa de aplicação da atenuante da confissão espontânea. Aduz, outrossim, que, “a confissão, consoante os precedentes desta Suprema Corte, tem caráter objetivo, ou seja, não necessita a análise de qualquer circunstâncias que denote arrependimento ou que o confitente alegue situação que possa excluir a imputação”. Argumenta, nesse sentido, que “ainda que apontada como qualificada, a confissão deve ser reconhecida como atenuante da pena, cabendo o devido ajuste na quantidade da sanção penal imposta ao paciente”. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja reconhecida a confissão do recorrente, reduzindo-se a pena, já que a confissão tem caráter objetivo. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do pedido e, no mérito, pela denegação da ordem, em parecer que possui a seguinte ementa: “PENAL. HABEAS CORPUS. HOMÍCIDIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA VIA ELEITA COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. PREPONDERÂNCIA DA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. INTELIGÊNCIA DO ART. 67 DO CP. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. NO MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” (HC 109956, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012) Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. As razões da impetração visam apenas ao reconhecimento da atenuante da confissão espontânea, sendo certo que o Superior Tribunal de Justiça, concedeu parcialmente a ordem para reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnado, a fim de reduzir a pena-base do paciente. Conforme relatado, a controvérsia trazida nestes autos consiste em saber se no caso sub examine deve incidir sobre a pena do paciente a circunstância atenuante da confissão espontânea, prevista no art. 65, III, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” (HC 109956, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012) Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. As razões da impetração visam apenas ao reconhecimento da atenuante da confissão espontânea, sendo certo que o Superior Tribunal de Justiça, concedeu parcialmente a ordem para reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnado, a fim de reduzir a pena-base do paciente. Conforme relatado, a controvérsia trazida nestes autos consiste em saber se no caso sub examine deve incidir sobre a pena do paciente a circunstância atenuante da confissão espontânea, prevista no art. 65, III, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP “d”, do Código Penal. O magistrado de primeiro grau, ao proferir a sentença condenatória, negou a aplicação da mencionada atenuante com base nos seguintes fundamentos: “(...) Na segunda fase de aplicação da pena e seguindo o art. 68 do CP, não há atenuantes. Como o crime foi praticado na presença de algumas pessoas, dificilmente o réu poderia negar a autoria, de modo que a confissão nesse ponto pouco ajudou na elucidação dos fatos. No mais, o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude, não fazendo jus à diminuição”. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por sua vez, manteve a sentença condenatória, destacando em sua decisão, verbis: “(...) A confissão, como fator a atenuar a reprimenda imposta, requer voluntariedade e espontaneidade. No caso em tela, não se verifica espontaneidade do apenado em confessar o crime. E a confissão qualificada não dá ao apenado a possibilidade de ver atenuada sua pena. Não houve, ‘in casu’, iniciativa do apelante em confessar o delito. Como bem anotado pelo Ministério Público de 1º grau, ‘só foi realizada pelo Recorrente, como bem exposto pelo Magistrado, para que sua defesa sustentasse a tese da excludente de ilicitude e já inequivocamente identificado o autor do delito pelas testemunhas presenciais’. (…) Por conseguinte, sendo a confissão do apenado qualificada, não há que se falar em reconhecimento da atenuante, restando infrutíferos os argumentos esposados pela 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP “d”, do Código Penal. O magistrado de primeiro grau, ao proferir a sentença condenatória, negou a aplicação da mencionada atenuante com base nos seguintes fundamentos: “(...) Na segunda fase de aplicação da pena e seguindo o art. 68 do CP, não há atenuantes. Como o crime foi praticado na presença de algumas pessoas, dificilmente o réu poderia negar a autoria, de modo que a confissão nesse ponto pouco ajudou na elucidação dos fatos. No mais, o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude, não fazendo jus à diminuição”. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por sua vez, manteve a sentença condenatória, destacando em sua decisão, verbis: “(...) A confissão, como fator a atenuar a reprimenda imposta, requer voluntariedade e espontaneidade. No caso em tela, não se verifica espontaneidade do apenado em confessar o crime. E a confissão qualificada não dá ao apenado a possibilidade de ver atenuada sua pena. Não houve, ‘in casu’, iniciativa do apelante em confessar o delito. Como bem anotado pelo Ministério Público de 1º grau, ‘só foi realizada pelo Recorrente, como bem exposto pelo Magistrado, para que sua defesa sustentasse a tese da excludente de ilicitude e já inequivocamente identificado o autor do delito pelas testemunhas presenciais’. (…) Por conseguinte, sendo a confissão do apenado qualificada, não há que se falar em reconhecimento da atenuante, restando infrutíferos os argumentos esposados pela 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP combativa Defesa”. (grifei) A atenuante genérica da confissão espontânea encontra justificativa no “interesse de política processual em facilitar a apuração do ilícito através da confissão que é um dos elementos decisivos de prova, uma vez obedecido o princípio do devido processo legal.” Tem “como objetivo colaborar com o Judiciário na elucidação da verdade real" (HC 101.861, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 09/05/2011). Destarte, a confissão espontânea somente pode ser reconhecida em harmonia com os fatos, de modo que se o réu confessa a prática de um homicídio, não pode ser beneficiado com atenuante se vier a sustentar a tese de legítima defesa. Verifica-se, na espécie, que a confissão qualificada, elencada em teses que visem a exclusão de ilicitude, ou seja, defensivas, não são suficientes para ensejar o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea “d”, do Código Penal. Destacam-se, nesse sentido, os seguintes precedentes desta Suprema Corte: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO SIMPLES – ART. 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL. LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA RECUSADA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA RECONHECIDA. INCOMPATIBILIDADE. ESCLARECIMENTO AOS JURADOS. NOVA VOTAÇÃO. ATENUANTE REJEITADA. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. 1. A confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do CP (HC 74148, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP combativa Defesa”. (grifei) A atenuante genérica da confissão espontânea encontra justificativa no “interesse de política processual em facilitar a apuração do ilícito através da confissão que é um dos elementos decisivos de prova, uma vez obedecido o princípio do devido processo legal.” Tem “como objetivo colaborar com o Judiciário na elucidação da verdade real" (HC 101.861, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe de 09/05/2011). Destarte, a confissão espontânea somente pode ser reconhecida em harmonia com os fatos, de modo que se o réu confessa a prática de um homicídio, não pode ser beneficiado com atenuante se vier a sustentar a tese de legítima defesa. Verifica-se, na espécie, que a confissão qualificada, elencada em teses que visem a exclusão de ilicitude, ou seja, defensivas, não são suficientes para ensejar o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea “d”, do Código Penal. Destacam-se, nesse sentido, os seguintes precedentes desta Suprema Corte: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO SIMPLES – ART. 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL. LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA RECUSADA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA RECONHECIDA. INCOMPATIBILIDADE. ESCLARECIMENTO AOS JURADOS. NOVA VOTAÇÃO. ATENUANTE REJEITADA. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. 1. A confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do CP (HC 74148, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP em 17/12/1996). 2. In casu: (i) o impetrante postula o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea; (ii) argumenta que os jurados rejeitaram a tese de legítima defesa putativa, pois o paciente agira com excesso, e, em seguida, reconheceram a referida atenuante, por 5 votos 2; (iii) o Juiz Presidente do Tribunal do Júri, em razão disso, entendeu pela incompatibilidade das respostas aos respectivos quesitos, com base no art. 490 c/c art. 497, X, ambos do CPP, advindo nova votação, na qual restou afastada a referida atenuante. 3. O art. 490 do CPP, cujo destinatário é o Juiz Presidente do Tribunal do Júri, dispõe que ‘Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradição com outra ou outras já dadas, o presidente, explicando aos jurados em que consiste a contradição, submeterá novamente à votação os quesitos a que se referirem tais respostas’, razão pela qual o Juiz Presidente, no caso sub judice, esclareceu aos jurados a respeito da incompatibilidade entre a rejeição da legítima defesa putativa e o acolhimento da confissão espontânea, sem que isso constitua ofensa ao devido processo legal e seus consectários, consoante autorizado pelo art. 497, X, do CPP: ‘São atribuições do juiz presidente do Tribunal do Júri, além de outras expressamente referidas neste Código: X – resolver questões de direito suscitadas no curso do julgamento’. 4. Deveras, a confissão da autoria do delito contrasta com a tese de legítima defesa putativa sustentada desde a pronúncia e, por isso, restou corretamente rejeitada na segunda votação. 5. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 6. Ordem extinta sem julgamento de mérito”. (HC 103.172, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 23/9/2013). “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP em 17/12/1996). 2. In casu: (i) o impetrante postula o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea; (ii) argumenta que os jurados rejeitaram a tese de legítima defesa putativa, pois o paciente agira com excesso, e, em seguida, reconheceram a referida atenuante, por 5 votos 2; (iii) o Juiz Presidente do Tribunal do Júri, em razão disso, entendeu pela incompatibilidade das respostas aos respectivos quesitos, com base no art. 490 c/c art. 497, X, ambos do CPP, advindo nova votação, na qual restou afastada a referida atenuante. 3. O art. 490 do CPP, cujo destinatário é o Juiz Presidente do Tribunal do Júri, dispõe que ‘Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradição com outra ou outras já dadas, o presidente, explicando aos jurados em que consiste a contradição, submeterá novamente à votação os quesitos a que se referirem tais respostas’, razão pela qual o Juiz Presidente, no caso sub judice, esclareceu aos jurados a respeito da incompatibilidade entre a rejeição da legítima defesa putativa e o acolhimento da confissão espontânea, sem que isso constitua ofensa ao devido processo legal e seus consectários, consoante autorizado pelo art. 497, X, do CPP: ‘São atribuições do juiz presidente do Tribunal do Júri, além de outras expressamente referidas neste Código: X – resolver questões de direito suscitadas no curso do julgamento’. 4. Deveras, a confissão da autoria do delito contrasta com a tese de legítima defesa putativa sustentada desde a pronúncia e, por isso, restou corretamente rejeitada na segunda votação. 5. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 6. Ordem extinta sem julgamento de mérito”. (HC 103.172, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 23/9/2013). “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP SENTENÇA: FUNDAMENTAÇÃO. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CP, art. 65, III, d. REFORMATIO IN PEJUS. I. - Sentença razoavelmente fundamentada, que substituiu a pena de detenção pelas penas de multa e restritivas de direito. II. - Inocorrência da confissão espontânea (Cód. Penal, art. 65, III, d). III. - O acórdão incorreu em reformatio in pejus ao dar provimento parcial à apelação da defesa para restabelecer a pena privativa de liberdade, mesmo tendo afastado a pena de multa e restabelecido o direito ao exercício profissional, porque a pena restritiva de direitos é, sem dúvida, mais branda do que a pena privativa de liberdade, ainda que cumprida em regime aberto. IV. - H.C. deferido, em parte, para, mantido o cancelamento da proibição do exercício profissional, restabelecer-se a substituição da pena privativa de liberdade pelas penas de multa e de prestação de serviços à comunidade, medida estendida aos demais réus em situação idêntica à do paciente”. (HC 74148, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, julgado em 17/12/1996, DJ 21-03-1997) . Nesse sentido, foi o parecer da Procuradoria Geral da República exarado nos autos, verbis: “Consoante se depreende da sentença condenatória, a atenuante da confissão não foi reconhecida porque ‘o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude’. Por sua vez, o Tribunal de Justiça ressaltou que ‘não houve (...) iniciativa do apelante em confessar o delito’. Assim, não há como falar em constrangimento ilegal manifesto, pois, consoante jurisprudência dessa Corte, “a confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do CP” (HC74148, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, julgado em 17/12/1996; HC 103172,Rel. Min. LUIZ FUX, julgado em 10/09/2013, DJe -187 DIVULG 23-09-2013 PUBLIC 24-09-2013). Ensina Fernando Capez que ‘a confissão qualificada, em que o acusado admite a autoria, mas alega ter agido acobertado 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP SENTENÇA: FUNDAMENTAÇÃO. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CP, art. 65, III, d. REFORMATIO IN PEJUS. I. - Sentença razoavelmente fundamentada, que substituiu a pena de detenção pelas penas de multa e restritivas de direito. II. - Inocorrência da confissão espontânea (Cód. Penal, art. 65, III, d). III. - O acórdão incorreu em reformatio in pejus ao dar provimento parcial à apelação da defesa para restabelecer a pena privativa de liberdade, mesmo tendo afastado a pena de multa e restabelecido o direito ao exercício profissional, porque a pena restritiva de direitos é, sem dúvida, mais branda do que a pena privativa de liberdade, ainda que cumprida em regime aberto. IV. - H.C. deferido, em parte, para, mantido o cancelamento da proibição do exercício profissional, restabelecer-se a substituição da pena privativa de liberdade pelas penas de multa e de prestação de serviços à comunidade, medida estendida aos demais réus em situação idêntica à do paciente”. (HC 74148, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, julgado em 17/12/1996, DJ 21-03-1997) . Nesse sentido, foi o parecer da Procuradoria Geral da República exarado nos autos, verbis: “Consoante se depreende da sentença condenatória, a atenuante da confissão não foi reconhecida porque ‘o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude’. Por sua vez, o Tribunal de Justiça ressaltou que ‘não houve (...) iniciativa do apelante em confessar o delito’. Assim, não há como falar em constrangimento ilegal manifesto, pois, consoante jurisprudência dessa Corte, “a confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do CP” (HC74148, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, julgado em 17/12/1996; HC 103172,Rel. Min. LUIZ FUX, julgado em 10/09/2013, DJe -187 DIVULG 23-09-2013 PUBLIC 24-09-2013). Ensina Fernando Capez que ‘a confissão qualificada, em que o acusado admite a autoria, mas alega ter agido acobertado 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP por causa excludente da ilicitude (confessa ter matado em legítima defesa), não atenua a pena, já que, neste caso, o acusado não estaria propriamente colaborando para a elucidação da autoria, tampouco concordando com a pretensão acusatória, mas agindo no exercício do direito de autodefesa.” (grifei) Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP por causa excludente da ilicitude (confessa ter matado em legítima defesa), não atenua a pena, já que, neste caso, o acusado não estaria propriamente colaborando para a elucidação da autoria, tampouco concordando com a pretensão acusatória, mas agindo no exercício do direito de autodefesa.” (grifei) Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, o preceito que versa a confissão espontânea não distingue a espécie de confissão. Para que fique configurado o fenômeno, basta que o acusado admita a prática delituosa. Foi o que ocorreu. Agora, se, posteriormente, a partir dessa espontaneidade, veio a veicular certa tese para excluir a ilicitude, esse fato não apaga a confissão. O que se quer com a atenuante é a elucidação do crime, ou seja, a elucidação da autoria. Por isso, implemento a ordem, a fim de que se observe a atenuante do artigo 65, inciso III, alínea "d", do Código Penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4894931. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, o preceito que versa a confissão espontânea não distingue a espécie de confissão. Para que fique configurado o fenômeno, basta que o acusado admita a prática delituosa. Foi o que ocorreu. Agora, se, posteriormente, a partir dessa espontaneidade, veio a veicular certa tese para excluir a ilicitude, esse fato não apaga a confissão. O que se quer com a atenuante é a elucidação do crime, ou seja, a elucidação da autoria. Por isso, implemento a ordem, a fim de que se observe a atenuante do artigo 65, inciso III, alínea "d", do Código Penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4894931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 119.671 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881748 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 119.671 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881748 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4955461
2013-11-05T00:00:00
2013-12-03T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS : CF, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. ART. 121, § 2°, I E IV, DO CÓDIGO PENAL. APLICAÇÃO DA PENA. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. NÃO INCIDÊNCIA. TESE DA EXCLUSÃO DE ILICITUDE. CONFISSÃO QUALIFICADA. DECISÃO PLENAMENTE FUNDAMENTADA. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, “d”, do Código Penal (Precedentes: HC 74.148/GO, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 17/12/1996 e HC 103.172/MT, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 24/09/2013). 2. In casu: a) O paciente foi condenado à pena de 16 (dezesseis) anos de reclusão em regime inicial fechado, pela prática do crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima, em razão de ter efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima, provocando-lhe lesões que deram causa à sua morte. b) Conforme destacou a Procuradoria Geral da República, “consoante se depreende da sentença condenatória, a atenuante da confissão não foi reconhecida porque ‘o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude’. Por sua vez, o Tribunal de Justiça ressaltou que ‘não houve (...) iniciativa do apelante em confessar o delito’, sendo assim, não há como falar em constrangimento ilegal manifesto”. 3. A aplicação da atenuante da confissão espontânea prevista no art. 65, III, “d”, do Código Penal não incide quando o agente reconhece sua participação no fato, contudo, alega tese de exclusão da ilicitude. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem extinta por inadequação da via processual.
sjur250543
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, STF, ROL TAXATIVO) Pet 1738 AgR. (HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC) HC 109956 (1ªT). (ATENUANTE, CONFISSÃO ESPONTÂNEA) HC 74148 (1ªT), HC 101861 (1ªT). (CONFISSÃO QUALIFICADA) HC 103172 (1ªT). Número de páginas: 16. Análise: 07/01/2014, JOS. Revisão: 14/01/2014, SER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
119671
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00065 INC-00003 LET-D ART-00121 \n PAR-00002 INC-00001 INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 119671
[ "" ]
PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS : Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. ART. 121, § 2..., I E IV, DO CÓDIGO PENAL. APLICAÇÃO DA PENA. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. NÃO INCIDÊNCIA. TESE DA EXCLUSÃO DE ILICITUDE. CONFISSÃO QUALIFICADA. DECISÃO PLENAMENTE FUNDAMENTADA. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, “d”, do Código Penal (Precedentes: HC 74.148/GO, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 17/12/1996 e HC 103.172/MT, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 24/09/2013). 2. In casu: a) O paciente foi condenado à pena de 16 (dezesseis) anos de reclusão em regime inicial fechado, pela prática do crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima, em razão de ter efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima, provocando-lhe lesões que deram causa à sua morte. b) Conforme destacou a Procuradoria Geral da República, “consoante se depreende da sentença condenatória, a atenuante da confissão não foi reconhecida porque ‘o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude’. Por sua vez, o Tribunal de Justiça ressaltou que ‘não houve (...) iniciativa do apelante em confessar o delito’, sendo assim, não há como falar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863729. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 119671 / SP em constrangimento ilegal manifesto”. 3. A aplicação da atenuante da confissão espontânea prevista no art. 65, III, “d”, do Código Penal não incide quando o agente reconhece sua participação no fato, contudo, alega tese de exclusão da ilicitude. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem extinta por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 de novembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863729. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP em constrangimento ilegal manifesto”. 3. A aplicação da atenuante da confissão espontânea prevista no art. 65, III, “d”, do Código Penal não incide quando o agente reconhece sua participação no fato, contudo, alega tese de exclusão da ilicitude. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 5. Ordem extinta por inadequação da via processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 5 de novembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, cuja ementa possui o seguinte teor: “HABEAS CORPUS. PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CONDENAÇÃO. APLICAÇÃO DA PENA. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. PERSONALIDADE VOLTADA À PRÁTICA DELITIVA. CONCLUSÃO AMPARADA EM AÇÃO PENAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONSIDERAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 444 DESTA CORTE. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. NÃO INCIDÊNCIA. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O julgador deve, ao individualizar a pena, examinar com acuidade os elementos que dizem respeito ao fato, obedecidos e sopesados todos os critérios estabelecidos no art. 59 do Código Penal, para aplicar, de forma justa e fundamentada, a reprimenda que seja, proporcionalmente, necessária e suficiente para reprovação do crime. 2. Inquéritos policiais ou ações penais em andamento não se prestam a majorar a pena-base, seja a título de maus antecedentes, conduta social negativa ou personalidade voltada para o crime, em respeito ao princípio da presunção de não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, cuja ementa possui o seguinte teor: “HABEAS CORPUS. PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CONDENAÇÃO. APLICAÇÃO DA PENA. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. PERSONALIDADE VOLTADA À PRÁTICA DELITIVA. CONCLUSÃO AMPARADA EM AÇÃO PENAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONSIDERAÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 444 DESTA CORTE. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. NÃO INCIDÊNCIA. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. O julgador deve, ao individualizar a pena, examinar com acuidade os elementos que dizem respeito ao fato, obedecidos e sopesados todos os critérios estabelecidos no art. 59 do Código Penal, para aplicar, de forma justa e fundamentada, a reprimenda que seja, proporcionalmente, necessária e suficiente para reprovação do crime. 2. Inquéritos policiais ou ações penais em andamento não se prestam a majorar a pena-base, seja a título de maus antecedentes, conduta social negativa ou personalidade voltada para o crime, em respeito ao princípio da presunção de não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 119671 / SP culpabilidade. Incidência do enunciado n. 444 da Súmula desta Corte. Precedentes. 3. A confissão qualificada, na qual o agente agrega à confissão teses defensivas descriminantes ou exculpantes, não tem o condão de ensejar o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal. Precedentes. 4. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida para, mantida a condenação, reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnados, a fim de reduzir a pena-base do Paciente nos termos explicitados, com os ajustes aí decorrentes.” Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 18 (dezoito) anos de reclusão em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 121, § 2..., I e IV, do Código Penal (homicídio duplamente qualificado), por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima, em razão de ter efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima, provocando-lhe lesões que deram causa à sua morte. Inconformada, a defesa interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que negou provimento ao recurso, mantendo a sentença condenatória por seus próprios fundamentos. Ainda irresignada, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que teve a ordem parcialmente concedida para reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnado, a fim de reduzir a pena-base do paciente, sem, contudo reconhecer a atenuante da confissão espontânea. A pena do paciente restou fixada em um total de 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime inicial fechado. É contra esse acórdão que se insurge a impetrante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP culpabilidade. Incidência do enunciado n. 444 da Súmula desta Corte. Precedentes. 3. A confissão qualificada, na qual o agente agrega à confissão teses defensivas descriminantes ou exculpantes, não tem o condão de ensejar o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea d, do Código Penal. Precedentes. 4. Ordem de habeas corpus parcialmente concedida para, mantida a condenação, reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnados, a fim de reduzir a pena-base do Paciente nos termos explicitados, com os ajustes aí decorrentes.” Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 18 (dezoito) anos de reclusão em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 121, § 2..., I e IV, do Código Penal (homicídio duplamente qualificado), por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima, em razão de ter efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima, provocando-lhe lesões que deram causa à sua morte. Inconformada, a defesa interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que negou provimento ao recurso, mantendo a sentença condenatória por seus próprios fundamentos. Ainda irresignada, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que teve a ordem parcialmente concedida para reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnado, a fim de reduzir a pena-base do paciente, sem, contudo reconhecer a atenuante da confissão espontânea. A pena do paciente restou fixada em um total de 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime inicial fechado. É contra esse acórdão que se insurge a impetrante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 119671 / SP Sustenta, inicialmente, o cabimento do habeas corpus, ao fundamento de que, apesar da parcial concessão da ordem, o acórdão impugnado sujeitou o paciente à grave constrangimento ilegal, diante da negativa de aplicação da atenuante da confissão espontânea. Aduz, outrossim, que, “a confissão, consoante os precedentes desta Suprema Corte, tem caráter objetivo, ou seja, não necessita a análise de qualquer circunstâncias que denote arrependimento ou que o confitente alegue situação que possa excluir a imputação”. Argumenta, nesse sentido, que “ainda que apontada como qualificada, a confissão deve ser reconhecida como atenuante da pena, cabendo o devido ajuste na quantidade da sanção penal imposta ao paciente”. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja reconhecida a confissão do recorrente, reduzindo-se a pena, já que a confissão tem caráter objetivo. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do pedido e, no mérito, pela denegação da ordem, em parecer que possui a seguinte ementa: “PENAL. HABEAS CORPUS. HOMÍCIDIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA VIA ELEITA COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. PREPONDERÂNCIA DA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. INTELIGÊNCIA DO ART. 67 DO Código Penal Brasileiro. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. NO MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP Sustenta, inicialmente, o cabimento do habeas corpus, ao fundamento de que, apesar da parcial concessão da ordem, o acórdão impugnado sujeitou o paciente à grave constrangimento ilegal, diante da negativa de aplicação da atenuante da confissão espontânea. Aduz, outrossim, que, “a confissão, consoante os precedentes desta Suprema Corte, tem caráter objetivo, ou seja, não necessita a análise de qualquer circunstâncias que denote arrependimento ou que o confitente alegue situação que possa excluir a imputação”. Argumenta, nesse sentido, que “ainda que apontada como qualificada, a confissão deve ser reconhecida como atenuante da pena, cabendo o devido ajuste na quantidade da sanção penal imposta ao paciente”. Requer, ao final, a concessão da ordem para que seja reconhecida a confissão do recorrente, reduzindo-se a pena, já que a confissão tem caráter objetivo. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do pedido e, no mérito, pela denegação da ordem, em parecer que possui a seguinte ementa: “PENAL. HABEAS CORPUS. HOMÍCIDIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA VIA ELEITA COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. PREPONDERÂNCIA DA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA SOBRE A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. INTELIGÊNCIA DO ART. 67 DO Código Penal Brasileiro. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. NO MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” (HC 109956, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012) Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. As razões da impetração visam apenas ao reconhecimento da atenuante da confissão espontânea, sendo certo que o Superior Tribunal de Justiça, concedeu parcialmente a ordem para reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnado, a fim de reduzir a pena-base do paciente. Conforme relatado, a controvérsia trazida nestes autos consiste em saber se no caso sub examine deve incidir sobre a pena do paciente a circunstância atenuante da confissão espontânea, prevista no art. 65, III, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” (HC 109956, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012) Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. As razões da impetração visam apenas ao reconhecimento da atenuante da confissão espontânea, sendo certo que o Superior Tribunal de Justiça, concedeu parcialmente a ordem para reformar a sentença de primeiro grau e o acórdão impugnado, a fim de reduzir a pena-base do paciente. Conforme relatado, a controvérsia trazida nestes autos consiste em saber se no caso sub examine deve incidir sobre a pena do paciente a circunstância atenuante da confissão espontânea, prevista no art. 65, III, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP “d”, do Código Penal. O magistrado de primeiro grau, ao proferir a sentença condenatória, negou a aplicação da mencionada atenuante com base nos seguintes fundamentos: “(...) Na segunda fase de aplicação da pena e seguindo o art. 68 do Código Penal Brasileiro, não há atenuantes. Como o crime foi praticado na presença de algumas pessoas, dificilmente o réu poderia negar a autoria, de modo que a confissão nesse ponto pouco ajudou na elucidação dos fatos. No mais, o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude, não fazendo jus à diminuição”. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por sua vez, manteve a sentença condenatória, destacando em sua decisão, verbis: “(...) A confissão, como fator a atenuar a reprimenda imposta, requer voluntariedade e espontaneidade. No caso em tela, não se verifica espontaneidade do apenado em confessar o crime. E a confissão qualificada não dá ao apenado a possibilidade de ver atenuada sua pena. Não houve, ‘in casu’, iniciativa do apelante em confessar o delito. Como bem anotado pelo Ministério Público de 1... grau, ‘só foi realizada pelo Recorrente, como bem exposto pelo Magistrado, para que sua defesa sustentasse a tese da excludente de ilicitude e já inequivocamente identificado o autor do delito pelas testemunhas presenciais’. (…) Por conseguinte, sendo a confissão do apenado qualificada, não há que se falar em reconhecimento da atenuante, restando infrutíferos os argumentos esposados pela 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP “d”, do Código Penal. O magistrado de primeiro grau, ao proferir a sentença condenatória, negou a aplicação da mencionada atenuante com base nos seguintes fundamentos: “(...) Na segunda fase de aplicação da pena e seguindo o art. 68 do Código Penal Brasileiro, não há atenuantes. Como o crime foi praticado na presença de algumas pessoas, dificilmente o réu poderia negar a autoria, de modo que a confissão nesse ponto pouco ajudou na elucidação dos fatos. No mais, o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude, não fazendo jus à diminuição”. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por sua vez, manteve a sentença condenatória, destacando em sua decisão, verbis: “(...) A confissão, como fator a atenuar a reprimenda imposta, requer voluntariedade e espontaneidade. No caso em tela, não se verifica espontaneidade do apenado em confessar o crime. E a confissão qualificada não dá ao apenado a possibilidade de ver atenuada sua pena. Não houve, ‘in casu’, iniciativa do apelante em confessar o delito. Como bem anotado pelo Ministério Público de 1... grau, ‘só foi realizada pelo Recorrente, como bem exposto pelo Magistrado, para que sua defesa sustentasse a tese da excludente de ilicitude e já inequivocamente identificado o autor do delito pelas testemunhas presenciais’. (…) Por conseguinte, sendo a confissão do apenado qualificada, não há que se falar em reconhecimento da atenuante, restando infrutíferos os argumentos esposados pela 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP combativa Defesa”. (grifei) A atenuante genérica da confissão espontânea encontra justificativa no “interesse de política processual em facilitar a apuração do ilícito através da confissão que é um dos elementos decisivos de prova, uma vez obedecido o princípio do devido processo legal.” Tem “como objetivo colaborar com o Judiciário na elucidação da verdade real" (HC 101.861, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 09/05/2011). Destarte, a confissão espontânea somente pode ser reconhecida em harmonia com os fatos, de modo que se o réu confessa a prática de um homicídio, não pode ser beneficiado com atenuante se vier a sustentar a tese de legítima defesa. Verifica-se, na espécie, que a confissão qualificada, elencada em teses que visem a exclusão de ilicitude, ou seja, defensivas, não são suficientes para ensejar o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea “d”, do Código Penal. Destacam-se, nesse sentido, os seguintes precedentes desta Suprema Corte: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO SIMPLES – ART. 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL. LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA RECUSADA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA RECONHECIDA. INCOMPATIBILIDADE. ESCLARECIMENTO AOS JURADOS. NOVA VOTAÇÃO. ATENUANTE REJEITADA. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. 1. A confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do Código Penal Brasileiro (HC 74148, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP combativa Defesa”. (grifei) A atenuante genérica da confissão espontânea encontra justificativa no “interesse de política processual em facilitar a apuração do ilícito através da confissão que é um dos elementos decisivos de prova, uma vez obedecido o princípio do devido processo legal.” Tem “como objetivo colaborar com o Judiciário na elucidação da verdade real" (HC 101.861, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe de 09/05/2011). Destarte, a confissão espontânea somente pode ser reconhecida em harmonia com os fatos, de modo que se o réu confessa a prática de um homicídio, não pode ser beneficiado com atenuante se vier a sustentar a tese de legítima defesa. Verifica-se, na espécie, que a confissão qualificada, elencada em teses que visem a exclusão de ilicitude, ou seja, defensivas, não são suficientes para ensejar o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea “d”, do Código Penal. Destacam-se, nesse sentido, os seguintes precedentes desta Suprema Corte: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO SIMPLES – ART. 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL. LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA RECUSADA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA RECONHECIDA. INCOMPATIBILIDADE. ESCLARECIMENTO AOS JURADOS. NOVA VOTAÇÃO. ATENUANTE REJEITADA. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. 1. A confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do Código Penal Brasileiro (HC 74148, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP em 17/12/1996). 2. In casu: (i) o impetrante postula o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea; (ii) argumenta que os jurados rejeitaram a tese de legítima defesa putativa, pois o paciente agira com excesso, e, em seguida, reconheceram a referida atenuante, por 5 votos 2; (iii) o Juiz Presidente do Tribunal do Júri, em razão disso, entendeu pela incompatibilidade das respostas aos respectivos quesitos, com base no art. 490 c/c art. 497, X, ambos do CPP, advindo nova votação, na qual restou afastada a referida atenuante. 3. O art. 490 do CPP, cujo destinatário é o Juiz Presidente do Tribunal do Júri, dispõe que ‘Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradição com outra ou outras já dadas, o presidente, explicando aos jurados em que consiste a contradição, submeterá novamente à votação os quesitos a que se referirem tais respostas’, razão pela qual o Juiz Presidente, no caso sub judice, esclareceu aos jurados a respeito da incompatibilidade entre a rejeição da legítima defesa putativa e o acolhimento da confissão espontânea, sem que isso constitua ofensa ao devido processo legal e seus consectários, consoante autorizado pelo art. 497, X, do CPP: ‘São atribuições do juiz presidente do Tribunal do Júri, além de outras expressamente referidas neste Código: X – resolver questões de direito suscitadas no curso do julgamento’. 4. Deveras, a confissão da autoria do delito contrasta com a tese de legítima defesa putativa sustentada desde a pronúncia e, por isso, restou corretamente rejeitada na segunda votação. 5. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 6. Ordem extinta sem julgamento de mérito”. (HC 103.172, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 23/9/2013). “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP em 17/12/1996). 2. In casu: (i) o impetrante postula o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea; (ii) argumenta que os jurados rejeitaram a tese de legítima defesa putativa, pois o paciente agira com excesso, e, em seguida, reconheceram a referida atenuante, por 5 votos 2; (iii) o Juiz Presidente do Tribunal do Júri, em razão disso, entendeu pela incompatibilidade das respostas aos respectivos quesitos, com base no art. 490 c/c art. 497, X, ambos do CPP, advindo nova votação, na qual restou afastada a referida atenuante. 3. O art. 490 do CPP, cujo destinatário é o Juiz Presidente do Tribunal do Júri, dispõe que ‘Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradição com outra ou outras já dadas, o presidente, explicando aos jurados em que consiste a contradição, submeterá novamente à votação os quesitos a que se referirem tais respostas’, razão pela qual o Juiz Presidente, no caso sub judice, esclareceu aos jurados a respeito da incompatibilidade entre a rejeição da legítima defesa putativa e o acolhimento da confissão espontânea, sem que isso constitua ofensa ao devido processo legal e seus consectários, consoante autorizado pelo art. 497, X, do CPP: ‘São atribuições do juiz presidente do Tribunal do Júri, além de outras expressamente referidas neste Código: X – resolver questões de direito suscitadas no curso do julgamento’. 4. Deveras, a confissão da autoria do delito contrasta com a tese de legítima defesa putativa sustentada desde a pronúncia e, por isso, restou corretamente rejeitada na segunda votação. 5. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que a presente impetração não está arrolada em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 6. Ordem extinta sem julgamento de mérito”. (HC 103.172, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 23/9/2013). “PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP SENTENÇA: FUNDAMENTAÇÃO. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. Código Penal Brasileiro, art. 65, III, d. REFORMATIO IN PEJUS. I. - Sentença razoavelmente fundamentada, que substituiu a pena de detenção pelas penas de multa e restritivas de direito. II. - Inocorrência da confissão espontânea (Cód. Penal, art. 65, III, d). III. - O acórdão incorreu em reformatio in pejus ao dar provimento parcial à apelação da defesa para restabelecer a pena privativa de liberdade, mesmo tendo afastado a pena de multa e restabelecido o direito ao exercício profissional, porque a pena restritiva de direitos é, sem dúvida, mais branda do que a pena privativa de liberdade, ainda que cumprida em regime aberto. IV. - H.C. deferido, em parte, para, mantido o cancelamento da proibição do exercício profissional, restabelecer-se a substituição da pena privativa de liberdade pelas penas de multa e de prestação de serviços à comunidade, medida estendida aos demais réus em situação idêntica à do paciente”. (HC 74148, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, julgado em 17/12/1996, DJ 21-03-1997) . Nesse sentido, foi o parecer da Procuradoria Geral da República exarado nos autos, verbis: “Consoante se depreende da sentença condenatória, a atenuante da confissão não foi reconhecida porque ‘o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude’. Por sua vez, o Tribunal de Justiça ressaltou que ‘não houve (...) iniciativa do apelante em confessar o delito’. Assim, não há como falar em constrangimento ilegal manifesto, pois, consoante jurisprudência dessa Corte, “a confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do Código Penal Brasileiro” (HC74148, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, julgado em 17/12/1996; HC 103172,Rel. Min. LUIZ FUX, julgado em 10/09/2013, DJe -187 DIVULG 23-09-2013 PUBLIC 24-09-2013). Ensina Fernando Capez que ‘a confissão qualificada, em que o acusado admite a autoria, mas alega ter agido acobertado 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP SENTENÇA: FUNDAMENTAÇÃO. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. Código Penal Brasileiro, art. 65, III, d. REFORMATIO IN PEJUS. I. - Sentença razoavelmente fundamentada, que substituiu a pena de detenção pelas penas de multa e restritivas de direito. II. - Inocorrência da confissão espontânea (Cód. Penal, art. 65, III, d). III. - O acórdão incorreu em reformatio in pejus ao dar provimento parcial à apelação da defesa para restabelecer a pena privativa de liberdade, mesmo tendo afastado a pena de multa e restabelecido o direito ao exercício profissional, porque a pena restritiva de direitos é, sem dúvida, mais branda do que a pena privativa de liberdade, ainda que cumprida em regime aberto. IV. - H.C. deferido, em parte, para, mantido o cancelamento da proibição do exercício profissional, restabelecer-se a substituição da pena privativa de liberdade pelas penas de multa e de prestação de serviços à comunidade, medida estendida aos demais réus em situação idêntica à do paciente”. (HC 74148, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, julgado em 17/12/1996, DJ 21-03-1997) . Nesse sentido, foi o parecer da Procuradoria Geral da República exarado nos autos, verbis: “Consoante se depreende da sentença condenatória, a atenuante da confissão não foi reconhecida porque ‘o réu admitiu a autoria apenas para trazer sua tese de exclusão de ilicitude’. Por sua vez, o Tribunal de Justiça ressaltou que ‘não houve (...) iniciativa do apelante em confessar o delito’. Assim, não há como falar em constrangimento ilegal manifesto, pois, consoante jurisprudência dessa Corte, “a confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, ‘d’, do Código Penal Brasileiro” (HC74148, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, julgado em 17/12/1996; HC 103172,Rel. Min. LUIZ FUX, julgado em 10/09/2013, DJe -187 DIVULG 23-09-2013 PUBLIC 24-09-2013). Ensina Fernando Capez que ‘a confissão qualificada, em que o acusado admite a autoria, mas alega ter agido acobertado 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 119671 / SP por causa excludente da ilicitude (confessa ter matado em legítima defesa), não atenua a pena, já que, neste caso, o acusado não estaria propriamente colaborando para a elucidação da autoria, tampouco concordando com a pretensão acusatória, mas agindo no exercício do direito de autodefesa.” (grifei) Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Supremo Tribunal Federal HC 119671 / SP por causa excludente da ilicitude (confessa ter matado em legítima defesa), não atenua a pena, já que, neste caso, o acusado não estaria propriamente colaborando para a elucidação da autoria, tampouco concordando com a pretensão acusatória, mas agindo no exercício do direito de autodefesa.” (grifei) Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, o preceito que versa a confissão espontânea não distingue a espécie de confissão. Para que fique configurado o fenômeno, basta que o acusado admita a prática delituosa. Foi o que ocorreu. Agora, se, posteriormente, a partir dessa espontaneidade, veio a veicular certa tese para excluir a ilicitude, esse fato não apaga a confissão. O que se quer com a atenuante é a elucidação do crime, ou seja, a elucidação da autoria. Por isso, implemento a ordem, a fim de que se observe a atenuante do artigo 65, inciso III, alínea "d", do Código Penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4894931. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 119.671 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, o preceito que versa a confissão espontânea não distingue a espécie de confissão. Para que fique configurado o fenômeno, basta que o acusado admita a prática delituosa. Foi o que ocorreu. Agora, se, posteriormente, a partir dessa espontaneidade, veio a veicular certa tese para excluir a ilicitude, esse fato não apaga a confissão. O que se quer com a atenuante é a elucidação do crime, ou seja, a elucidação da autoria. Por isso, implemento a ordem, a fim de que se observe a atenuante do artigo 65, inciso III, alínea "d", do Código Penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4894931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 119.671 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881748 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 119.671 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO DE MORAIS CLEMENTE IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881748 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 119 . 671", "HC 74 . 148 / GO", "HC 103 . 172 / MT", "HC 119671 / SP", "HC 119671 / SP", "HABEAS CORPUS 119 . 671 SÃO", "SÚMULA N . 444", "HABEAS CORPUS 119 . 671 SÃO", "SÚMULA N . 444 DESTA CORTE", "HC 119671 / SP", "HC 119671 / SP", "HC 119671 / SP", "HC 119671 / SP", "HABEAS CORPUS 119 . 671", "HABEAS CORPUS 119 . 671", "Pet 1738 - AgR", "HC 119671 / SP", "HC 119671 / SP", "HC 119671 / SP", "HC n . 109 . 956", "HC 119671 / SP", "HC n . 109 . 956", "HC 119671 / SP", "HC 109956", "HC 119671 / SP", "HC 109956", "HC 119671 / SP", "HC 119671 / SP", "HC 119671 / SP", "HC 101 . 861", "HC 74148", "HC 119671 / SP", "HC 101 . 861", "HC 74148", "HC 119671 / SP", "HC 103 . 172", "HC 119671 / SP", "HC 103 . 172", "HC 119671 / SP", "HC 74148", "HC74148", "HC 103172", "HC 119671 / SP", "HC 74148", "HC74148", "HC 103172", "HC 119671 / SP", "HC 119671 / SP", "HABEAS CORPUS 119 . 671", "HABEAS CORPUS 119 . 671", "HABEAS CORPUS 119 . 671", "HABEAS CORPUS 119 . 671" 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Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR DO ESTADO DE SÃO PAULO. GRATIFICAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E SUPORTE À SAÚDE – GASS. LEI COMPLEMENTAR Nº 871/2000-SP. CARÁTER GENÉRICO. PRECEDENTES. Mantém-se o entendimento adotado pelo Tribunal de origem, tendo em conta que o caráter genérico da Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde, prevista na LC nº 871/2000-SP, já foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651909. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fl. 146): “O acórdão impugnado assegurou a servidores inativos do estado de São Paulo a percepção da Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde–GASS - instituída pela Lei Complementar 871/2000 –, haja vista o seu caráter geral (CF, art. 40, § 8o). 2. A Fazenda Pública do Estado de São Paulo interpôs o recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) sustentando a ocorrência de violação do art. 40, § 8o, da Carta Magna, porque a vantagem funcional denominada Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde tem por pressuposto o exercício de função inerente ao servidor ativo. O recurso foi inadmitido no Tribunal de origem. 3. Sem razão o agravante. O recurso defende o caráter específico da GASS (já que o acórdão recorrido tomou por premissa a generalidade da gratificação). Para se chegar a tal conclusão, seria necessário o reexame de legislação local, o que não é possível na via extraordinária, porquanto incide a hipótese da Súmula 280 (cf. AI 408.056, rel. min. Carlos Velloso, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651910. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fl. 146): “O acórdão impugnado assegurou a servidores inativos do estado de São Paulo a percepção da Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde–GASS - instituída pela Lei Complementar 871/2000 –, haja vista o seu caráter geral (CF, art. 40, § 8o). 2. A Fazenda Pública do Estado de São Paulo interpôs o recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) sustentando a ocorrência de violação do art. 40, § 8o, da Carta Magna, porque a vantagem funcional denominada Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde tem por pressuposto o exercício de função inerente ao servidor ativo. O recurso foi inadmitido no Tribunal de origem. 3. Sem razão o agravante. O recurso defende o caráter específico da GASS (já que o acórdão recorrido tomou por premissa a generalidade da gratificação). Para se chegar a tal conclusão, seria necessário o reexame de legislação local, o que não é possível na via extraordinária, porquanto incide a hipótese da Súmula 280 (cf. AI 408.056, rel. min. Carlos Velloso, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 525465 AGR / SP DJ 06.03.2003, e AI 501.556, rel. min. Marco Aurélio, DJ 24.05.2004). 4. Do exposto, nego seguimento ao agravo’. A parte agravante reitera as alegações expedidas no recurso extraordinário e sustenta que “conforme se verifica, inclusive através da transcrição de inúmeros precedentes desse Pretório Excelso, nem mesmo a súmula 280/STF seria impediente do conhecimento e provimento do recurso fazendário, ante a cogência da norma constitucional a todos os partícipes do pacto federativo” (fl. 152). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651910. Supremo Tribunal Federal AI 525465 AGR / SP DJ 06.03.2003, e AI 501.556, rel. min. Marco Aurélio, DJ 24.05.2004). 4. Do exposto, nego seguimento ao agravo’. A parte agravante reitera as alegações expedidas no recurso extraordinário e sustenta que “conforme se verifica, inclusive através da transcrição de inúmeros precedentes desse Pretório Excelso, nem mesmo a súmula 280/STF seria impediente do conhecimento e provimento do recurso fazendário, ante a cogência da norma constitucional a todos os partícipes do pacto federativo” (fl. 152). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O agravo regimental não deve ser provido, tendo em conta que não cabe ao Supremo Tribunal Federal dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica das vantagens concedidas aos servidores, se genéricas ou pro labore faciendo, pois, em regra, exige-se o exame da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/STF). Por outro lado, admite-se a revisão das conclusões dos Tribunais de origem acerca da extensão de vantagens a inativos, à luz do art. 40, § 8º, da Constituição, na redação anterior à EC nº 41/2003, nos casos de gratificações de nítido caráter geral estendida apenas a uma parcela dos servidores. Quanto à gratificação em análise (Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde – GASS), esta Corte já reconheceu o seu caráter genérico. Nesse contexto, o entendimento adotado pelo Tribunal de origem se alinha à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. GRATIFICAÇÃO DE APOIO AOS SERVIDORES DE SAÚDE - GASS. CARÁTER GERAL: POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Primeira Turma, RE 547.730-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Servidor Público inativo. GASS – Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde - Lei Complementar n o 871, de 19 de junho de 2000. 3. Ofensa ao art. 40, § 8 o , da Carta Magna. Precedentes. 4. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651911. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O agravo regimental não deve ser provido, tendo em conta que não cabe ao Supremo Tribunal Federal dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica das vantagens concedidas aos servidores, se genéricas ou pro labore faciendo, pois, em regra, exige-se o exame da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/STF). Por outro lado, admite-se a revisão das conclusões dos Tribunais de origem acerca da extensão de vantagens a inativos, à luz do art. 40, § 8º, da Constituição, na redação anterior à EC nº 41/2003, nos casos de gratificações de nítido caráter geral estendida apenas a uma parcela dos servidores. Quanto à gratificação em análise (Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde – GASS), esta Corte já reconheceu o seu caráter genérico. Nesse contexto, o entendimento adotado pelo Tribunal de origem se alinha à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. GRATIFICAÇÃO DE APOIO AOS SERVIDORES DE SAÚDE - GASS. CARÁTER GERAL: POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Primeira Turma, RE 547.730-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Servidor Público inativo. GASS – Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde - Lei Complementar n o 871, de 19 de junho de 2000. 3. Ofensa ao art. 40, § 8 o , da Carta Magna. Precedentes. 4. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 525465 AGR / SP Agravo regimental que se nega provimento.” (Segunda Turma, RE 467.994-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes) Nesse mesmo sentido: RE 575.899, Rel. Min. Ayres Britto; e ARE 746.351, Rel. Min. Celso de Mello. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651911. Supremo Tribunal Federal AI 525465 AGR / SP Agravo regimental que se nega provimento.” (Segunda Turma, RE 467.994-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes) Nesse mesmo sentido: RE 575.899, Rel. Min. Ayres Britto; e ARE 746.351, Rel. Min. Celso de Mello. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633215 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633215 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4665257
2013-09-24T00:00:00
2013-10-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR DO ESTADO DE SÃO PAULO. GRATIFICAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E SUPORTE À SAÚDE – GASS. LEI COMPLEMENTAR Nº 871/2000-SP. CARÁTER GENÉRICO. PRECEDENTES. Mantém-se o entendimento adotado pelo Tribunal de origem, tendo em conta que o caráter genérico da Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde, prevista na LC nº 871/2000-SP, já foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur244655
- Acórdão(s) citado(s): (GRATIFICAÇÃO, NATUREZA JURÍDICA) RE 547730 AgR (1ªT), RE 467994 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (GRATIFICAÇÃO, NATUREZA JURÍDICA) RE 575899, ARE 746351. Número de páginas: 6. Análise: 21/10/2013, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
525465
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00008\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000871 ANO-2000\n LEI COMPLEMENTAR, SP" ]
AI-AgR
acordaos
AI 525465 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR DO ESTADO DE SÃO PAULO. GRATIFICAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E SUPORTE À SAÚDE – GASS. LEI COMPLEMENTAR n 871/2000-SP. CARÁTER GENÉRICO. PRECEDENTES. Mantém-se o entendimento adotado pelo Tribunal de origem, tendo em conta que o caráter genérico da Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde, prevista na Lei Complementar n 871/2000-SP, já foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651909. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fl. 146): “O acórdão impugnado assegurou a servidores inativos do estado de São Paulo a percepção da Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde–GASS - instituída pela Lei Complementar 871/2000 –, haja vista o seu caráter geral (Constituição Federal de 1988, art. 40, § 8o). 2. A Fazenda Pública do Estado de São Paulo interpôs o recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) sustentando a ocorrência de violação do art. 40, § 8o, da Carta Magna, porque a vantagem funcional denominada Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde tem por pressuposto o exercício de função inerente ao servidor ativo. O recurso foi inadmitido no Tribunal de origem. 3. Sem razão o agravante. O recurso defende o caráter específico da GASS (já que o acórdão recorrido tomou por premissa a generalidade da gratificação). Para se chegar a tal conclusão, seria necessário o reexame de legislação local, o que não é possível na via extraordinária, porquanto incide a hipótese da Súmula 280 (cf. AI 408.056, rel. min. Carlos Velloso, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651910. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fl. 146): “O acórdão impugnado assegurou a servidores inativos do estado de São Paulo a percepção da Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde–GASS - instituída pela Lei Complementar 871/2000 –, haja vista o seu caráter geral (Constituição Federal de 1988, art. 40, § 8o). 2. A Fazenda Pública do Estado de São Paulo interpôs o recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) sustentando a ocorrência de violação do art. 40, § 8o, da Carta Magna, porque a vantagem funcional denominada Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde tem por pressuposto o exercício de função inerente ao servidor ativo. O recurso foi inadmitido no Tribunal de origem. 3. Sem razão o agravante. O recurso defende o caráter específico da GASS (já que o acórdão recorrido tomou por premissa a generalidade da gratificação). Para se chegar a tal conclusão, seria necessário o reexame de legislação local, o que não é possível na via extraordinária, porquanto incide a hipótese da Súmula 280 (cf. AI 408.056, rel. min. Carlos Velloso, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 525465 AGR / SP DJ 06.03.2003, e AI 501.556, rel. min. Marco Aurélio, DJ 24.05.2004). 4. Do exposto, nego seguimento ao agravo’. A parte agravante reitera as alegações expedidas no recurso extraordinário e sustenta que “conforme se verifica, inclusive através da transcrição de inúmeros precedentes desse Pretório Excelso, nem mesmo a súmula 280/Supremo Tribunal Federal seria impediente do conhecimento e provimento do recurso fazendário, ante a cogência da norma constitucional a todos os partícipes do pacto federativo” (fl. 152). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651910. Supremo Tribunal Federal AI 525465 AGR / SP DJ 06.03.2003, e AI 501.556, rel. min. Marco Aurélio, DJ 24.05.2004). 4. Do exposto, nego seguimento ao agravo’. A parte agravante reitera as alegações expedidas no recurso extraordinário e sustenta que “conforme se verifica, inclusive através da transcrição de inúmeros precedentes desse Pretório Excelso, nem mesmo a súmula 280/Supremo Tribunal Federal seria impediente do conhecimento e provimento do recurso fazendário, ante a cogência da norma constitucional a todos os partícipes do pacto federativo” (fl. 152). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O agravo regimental não deve ser provido, tendo em conta que não cabe ao Supremo Tribunal Federal dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica das vantagens concedidas aos servidores, se genéricas ou pro labore faciendo, pois, em regra, exige-se o exame da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Por outro lado, admite-se a revisão das conclusões dos Tribunais de origem acerca da extensão de vantagens a inativos, à luz do art. 40, § 8..., da Constituição, na redação anterior à EC n 41/2003, nos casos de gratificações de nítido caráter geral estendida apenas a uma parcela dos servidores. Quanto à gratificação em análise (Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde – GASS), esta Corte já reconheceu o seu caráter genérico. Nesse contexto, o entendimento adotado pelo Tribunal de origem se alinha à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. GRATIFICAÇÃO DE APOIO AOS SERVIDORES DE SAÚDE - GASS. CARÁTER GERAL: POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Primeira Turma, Recurso Extraordinário 547.730-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Servidor Público inativo. GASS – Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde - Lei Complementar n o 871, de 19 de junho de 2000. 3. Ofensa ao art. 40, § 8 o , da Carta Magna. Precedentes. 4. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651911. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O agravo regimental não deve ser provido, tendo em conta que não cabe ao Supremo Tribunal Federal dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica das vantagens concedidas aos servidores, se genéricas ou pro labore faciendo, pois, em regra, exige-se o exame da legislação local pertinente (incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Por outro lado, admite-se a revisão das conclusões dos Tribunais de origem acerca da extensão de vantagens a inativos, à luz do art. 40, § 8..., da Constituição, na redação anterior à EC n 41/2003, nos casos de gratificações de nítido caráter geral estendida apenas a uma parcela dos servidores. Quanto à gratificação em análise (Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde – GASS), esta Corte já reconheceu o seu caráter genérico. Nesse contexto, o entendimento adotado pelo Tribunal de origem se alinha à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. GRATIFICAÇÃO DE APOIO AOS SERVIDORES DE SAÚDE - GASS. CARÁTER GERAL: POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Primeira Turma, Recurso Extraordinário 547.730-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Servidor Público inativo. GASS – Gratificação de Assistência e Suporte à Saúde - Lei Complementar n o 871, de 19 de junho de 2000. 3. Ofensa ao art. 40, § 8 o , da Carta Magna. Precedentes. 4. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 525465 AGR / SP Agravo regimental que se nega provimento.” (Segunda Turma, Recurso Extraordinário 467.994-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes) Nesse mesmo sentido: Recurso Extraordinário 575.899, Rel. Min. Ayres Britto; e ARE 746.351, Rel. Min. Celso de Mello. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651911. Supremo Tribunal Federal AI 525465 AGR / SP Agravo regimental que se nega provimento.” (Segunda Turma, Recurso Extraordinário 467.994-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes) Nesse mesmo sentido: Recurso Extraordinário 575.899, Rel. Min. Ayres Britto; e ARE 746.351, Rel. Min. Celso de Mello. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633215 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 525.465 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MARIA SANTELLI COSTA ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS AMARAL DIODATTI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633215 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 525 . 465", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 525 . 465", "Súmula 280", "AI 408 . 056", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 525 . 465", "AI 408 . 056", "AI 525465 AGR / SP", "AI 501 . 556", "súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 525465 AGR / SP", "AI 501 . 556", "súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 547 . 730 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 525 . 465", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 547 . 730 - AgR", "AI 525465 AGR", "Recurso Extraordinário 467 . 994 - AgR", "Recurso Extraordinário 575 . 899", "ARE 746 . 351", "AI 525465 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 467 . 994 - AgR", "Recurso Extraordinário 575 . 899", "ARE 746 . 351", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 525 . 465" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR n 871 / 2000 - SP", "Lei Complementar n 871 / 2000 - SP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 871 / 2000", "Constituição Federal de 1988 , art . 40 , § 8o", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 40 , § 8o , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO SILVA BERJANTE Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. Matéria infraconstitucional. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor - CDC. Impossibilidade de reexame do acervo fático-probatório. 3. Incidência dos enunciados 279 e 636 da Súmula do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624116. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO SILVA BERJANTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 199-201, que negou provimento a recurso, com fundamento no Enunciado 279 da Súmula desta Corte, bem como por entender que a discussão dos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, repisa-se a ofensa ao art. 93, IX, da CF/88, ao argumento de que o acórdão do Tribunal de origem não mencionou as razões ou motivos que levaram à manutenção da sentença (fl. 216). Sustenta-se também que o reconhecimento da sucessão das dívidas e obrigações entre a S/A Viação Aérea Rio Grandense e a recorrente contraria a legislação em vigor. Argumenta-se ainda que não são mencionados nem discutidos nos autos os fatos ou as provas que levaram ao entendimento final da decisão impugnada (fl. 216). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624117. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO SILVA BERJANTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 199-201, que negou provimento a recurso, com fundamento no Enunciado 279 da Súmula desta Corte, bem como por entender que a discussão dos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, repisa-se a ofensa ao art. 93, IX, da CF/88, ao argumento de que o acórdão do Tribunal de origem não mencionou as razões ou motivos que levaram à manutenção da sentença (fl. 216). Sustenta-se também que o reconhecimento da sucessão das dívidas e obrigações entre a S/A Viação Aérea Rio Grandense e a recorrente contraria a legislação em vigor. Argumenta-se ainda que não são mencionados nem discutidos nos autos os fatos ou as provas que levaram ao entendimento final da decisão impugnada (fl. 216). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a adotada por esta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nos fatos e provas dos autos, bem como na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do Consumidor). Assim, rever o posicionamento adotado demandaria o revolvimento fático-probatório e a análise de dispositivos da mencionada legislação, donde se conclui que eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorresse, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa. Ressalto ainda que esta Corte entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do STF). Confiram-se os seguintes precedentes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CANCELAMENTO DE VOO. ILEGITIMIDADE PASSIVA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO POR CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE QUANDO A SUA VERIFICAÇÃO PRESSUPONHA REVER A INTERPRETAÇÃO DADA A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a adotada por esta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nos fatos e provas dos autos, bem como na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do Consumidor). Assim, rever o posicionamento adotado demandaria o revolvimento fático-probatório e a análise de dispositivos da mencionada legislação, donde se conclui que eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorresse, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa. Ressalto ainda que esta Corte entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do STF). Confiram-se os seguintes precedentes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CANCELAMENTO DE VOO. ILEGITIMIDADE PASSIVA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO POR CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE QUANDO A SUA VERIFICAÇÃO PRESSUPONHA REVER A INTERPRETAÇÃO DADA A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 766895 AGR / RJ NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS PELA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 636/STF. No âmbito técnico- processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’ (Súmula 636/STF). Agravo conhecido e não provido”. (ARE-AgR 682.817, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.12.2012) “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Erro material. Reconsideração. Demonstrada a existência de erro material na decisão agravada, deve ser reapreciado o recurso. 2. TRANSPORTE AÉREO. Má prestação de serviço. Reconsideração. Dano moral. Configurado. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Ofensa indireta à Constituição. Agravo regimental não provido. Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor nos casos de indenização por danos morais e materiais por má prestação de serviço em transporte aéreo”. (RE-AgR 575.803, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe-2 18.12.2009) “TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. PASSAGENS AÉREAS. RESTITUIÇÃO DE COBRANÇA INDEVIDA. VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV e LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. LEGITIMIDADE PASSIVA. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA STF 279. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO PRINCÍPIO DA LIVRE INICIATIVA. 1. A discussão relativa aos postulados do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Supremo Tribunal Federal ARE 766895 AGR / RJ NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS PELA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 636/STF. No âmbito técnico- processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’ (Súmula 636/STF). Agravo conhecido e não provido”. (ARE-AgR 682.817, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.12.2012) “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Erro material. Reconsideração. Demonstrada a existência de erro material na decisão agravada, deve ser reapreciado o recurso. 2. TRANSPORTE AÉREO. Má prestação de serviço. Reconsideração. Dano moral. Configurado. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Ofensa indireta à Constituição. Agravo regimental não provido. Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor nos casos de indenização por danos morais e materiais por má prestação de serviço em transporte aéreo”. (RE-AgR 575.803, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe-2 18.12.2009) “TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. PASSAGENS AÉREAS. RESTITUIÇÃO DE COBRANÇA INDEVIDA. VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV e LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. LEGITIMIDADE PASSIVA. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA STF 279. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO PRINCÍPIO DA LIVRE INICIATIVA. 1. A discussão relativa aos postulados do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 766895 AGR / RJ constitui matéria de índole infraconstitucional, cujo exame se mostra inviável no âmbito extraordinário. Precedentes. 2. Para analisar a questão relativa à legitimidade da ora agravante, no pólo passivo da ação civil pública, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos, com a finalidade de divergir, se for o caso, do entendimento do Tribunal de origem, hipótese inviável em sede extraordinária. O Tribunal a quo é soberano na análise do conjunto fático- probatório do feito. Incidência da Súmula STF 279. 3. Inexistência de afronta ao princípio da livre iniciativa porque a decisão do Tribunal de origem não interferiu no direito da recorrente à livre fixação dos preços das passagens aéreas, apenas impediu o aumento abusivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 559.816, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 4.5.2011) (Grifo nosso) Por fim, quanto à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, reitero que este Tribunal também já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Supremo Tribunal Federal ARE 766895 AGR / RJ constitui matéria de índole infraconstitucional, cujo exame se mostra inviável no âmbito extraordinário. Precedentes. 2. Para analisar a questão relativa à legitimidade da ora agravante, no pólo passivo da ação civil pública, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos, com a finalidade de divergir, se for o caso, do entendimento do Tribunal de origem, hipótese inviável em sede extraordinária. O Tribunal a quo é soberano na análise do conjunto fático- probatório do feito. Incidência da Súmula STF 279. 3. Inexistência de afronta ao princípio da livre iniciativa porque a decisão do Tribunal de origem não interferiu no direito da recorrente à livre fixação dos preços das passagens aéreas, apenas impediu o aumento abusivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 559.816, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 4.5.2011) (Grifo nosso) Por fim, quanto à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, reitero que este Tribunal também já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO SILVA BERJANTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4622895 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO SILVA BERJANTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4622895 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4670770
2013-09-24T00:00:00
2013-10-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. Matéria infraconstitucional. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor - CDC. Impossibilidade de reexame do acervo fático-probatório. 3. Incidência dos enunciados 279 e 636 da Súmula do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur244826
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 636) ARE 682817 AgR (1ªT). (SÚMULA 279) RE 575803 AgR (2ªT), RE 559816 AgR (2ªT). (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL ) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 6. Análise: 25/10/2013, JUL.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
766895
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 766895 AgR
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AGTE.(S) : VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO SILVA BERJANTE
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Ementa e Acórdão 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO SILVA BERJANTE Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. Matéria infraconstitucional. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor - CDC. Impossibilidade de reexame do acervo fático-probatório. 3. Incidência dos enunciados 279 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624116. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO SILVA BERJANTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 199-201, que negou provimento a recurso, com fundamento no Enunciado 279 da Súmula desta Corte, bem como por entender que a discussão dos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, repisa-se a ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, ao argumento de que o acórdão do Tribunal de origem não mencionou as razões ou motivos que levaram à manutenção da sentença (fl. 216). Sustenta-se também que o reconhecimento da sucessão das dívidas e obrigações entre a S/A Viação Aérea Rio Grandense e a recorrente contraria a legislação em vigor. Argumenta-se ainda que não são mencionados nem discutidos nos autos os fatos ou as provas que levaram ao entendimento final da decisão impugnada (fl. 216). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624117. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) :RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODOLFO SILVA BERJANTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 199-201, que negou provimento a recurso, com fundamento no Enunciado 279 da Súmula desta Corte, bem como por entender que a discussão dos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, repisa-se a ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, ao argumento de que o acórdão do Tribunal de origem não mencionou as razões ou motivos que levaram à manutenção da sentença (fl. 216). Sustenta-se também que o reconhecimento da sucessão das dívidas e obrigações entre a S/A Viação Aérea Rio Grandense e a recorrente contraria a legislação em vigor. Argumenta-se ainda que não são mencionados nem discutidos nos autos os fatos ou as provas que levaram ao entendimento final da decisão impugnada (fl. 216). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a adotada por esta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nos fatos e provas dos autos, bem como na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do Consumidor). Assim, rever o posicionamento adotado demandaria o revolvimento fático-probatório e a análise de dispositivos da mencionada legislação, donde se conclui que eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorresse, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa. Ressalto ainda que esta Corte entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). Confiram-se os seguintes precedentes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CANCELAMENTO DE VOO. ILEGITIMIDADE PASSIVA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO POR CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE QUANDO A SUA VERIFICAÇÃO PRESSUPONHA REVER A INTERPRETAÇÃO DADA A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a adotada por esta Corte. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base nos fatos e provas dos autos, bem como na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do Consumidor). Assim, rever o posicionamento adotado demandaria o revolvimento fático-probatório e a análise de dispositivos da mencionada legislação, donde se conclui que eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorresse, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa. Ressalto ainda que esta Corte entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). Confiram-se os seguintes precedentes: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CANCELAMENTO DE VOO. ILEGITIMIDADE PASSIVA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO POR CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA LEGALIDADE QUANDO A SUA VERIFICAÇÃO PRESSUPONHA REVER A INTERPRETAÇÃO DADA A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 766895 AGR / RJ NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS PELA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. No âmbito técnico- processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’ (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo conhecido e não provido”. (ARE-AgR 682.817, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.12.2012) “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Erro material. Reconsideração. Demonstrada a existência de erro material na decisão agravada, deve ser reapreciado o recurso. 2. TRANSPORTE AÉREO. Má prestação de serviço. Reconsideração. Dano moral. Configurado. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Ofensa indireta à Constituição. Agravo regimental não provido. Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor nos casos de indenização por danos morais e materiais por má prestação de serviço em transporte aéreo”. (Recurso Extraordinário-AgR 575.803, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe-2 18.12.2009) “TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. PASSAGENS AÉREAS. RESTITUIÇÃO DE COBRANÇA INDEVIDA. VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV e LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. LEGITIMIDADE PASSIVA. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO PRINCÍPIO DA LIVRE INICIATIVA. 1. A discussão relativa aos postulados do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Supremo Tribunal Federal ARE 766895 AGR / RJ NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS PELA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. No âmbito técnico- processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’ (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo conhecido e não provido”. (ARE-AgR 682.817, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.12.2012) “1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Erro material. Reconsideração. Demonstrada a existência de erro material na decisão agravada, deve ser reapreciado o recurso. 2. TRANSPORTE AÉREO. Má prestação de serviço. Reconsideração. Dano moral. Configurado. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Ofensa indireta à Constituição. Agravo regimental não provido. Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor nos casos de indenização por danos morais e materiais por má prestação de serviço em transporte aéreo”. (Recurso Extraordinário-AgR 575.803, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe-2 18.12.2009) “TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. PASSAGENS AÉREAS. RESTITUIÇÃO DE COBRANÇA INDEVIDA. VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV e LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. LEGITIMIDADE PASSIVA. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO PRINCÍPIO DA LIVRE INICIATIVA. 1. A discussão relativa aos postulados do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, da coisa julgada, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 766895 AGR / RJ constitui matéria de índole infraconstitucional, cujo exame se mostra inviável no âmbito extraordinário. Precedentes. 2. Para analisar a questão relativa à legitimidade da ora agravante, no pólo passivo da ação civil pública, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos, com a finalidade de divergir, se for o caso, do entendimento do Tribunal de origem, hipótese inviável em sede extraordinária. O Tribunal a quo é soberano na análise do conjunto fático- probatório do feito. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Inexistência de afronta ao princípio da livre iniciativa porque a decisão do Tribunal de origem não interferiu no direito da recorrente à livre fixação dos preços das passagens aéreas, apenas impediu o aumento abusivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 559.816, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 4.5.2011) (Grifo nosso) Por fim, quanto à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, reitero que este Tribunal também já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Supremo Tribunal Federal ARE 766895 AGR / RJ constitui matéria de índole infraconstitucional, cujo exame se mostra inviável no âmbito extraordinário. Precedentes. 2. Para analisar a questão relativa à legitimidade da ora agravante, no pólo passivo da ação civil pública, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos, com a finalidade de divergir, se for o caso, do entendimento do Tribunal de origem, hipótese inviável em sede extraordinária. O Tribunal a quo é soberano na análise do conjunto fático- probatório do feito. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Inexistência de afronta ao princípio da livre iniciativa porque a decisão do Tribunal de origem não interferiu no direito da recorrente à livre fixação dos preços das passagens aéreas, apenas impediu o aumento abusivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 559.816, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 4.5.2011) (Grifo nosso) Por fim, quanto à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, reitero que este Tribunal também já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO SILVA BERJANTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 24.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4622895 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766.895 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VARIG - VRG LINHAS AEREAS S/A ADV.(A/S) : RICARDO MACHADO CALDARA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODOLFO SILVA BERJANTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 24.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4622895 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766 . 895", "enunciados 279 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766 . 895", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 766 . 895", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 766895 AGR / RJ", "SÚMULA 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 682 . 817", "Recurso Extraordinário - AgR 575 . 803", "ARE 766895", "SÚMULA 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 682 . 817", "Recurso Extraordinário - AgR 575 . 803", "ARE 766895 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário - AgR 559 . 816", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 766895 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário - AgR 559 . 816", "AI", "-", "QO -", "RG 791 . 292" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Defesa do Consumidor", "CDC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição", "Código de Defesa do Consumidor", "ART . 5 . . . , XXXV e LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Constituição", "Código de Defesa do Consumidor", "ART . 5 . . . , XXXV e LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "VARIG", "-", "VRG LINHAS AEREAS S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "VARIG - VRG LINHAS AEREAS S / A", "S", "/", "A", "Viação Aérea Rio Grandense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "VARIG - VRG LINHAS AEREAS S / A", "S", "/", "A", "Viação Aérea Rio Grandense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "VARIG", "-", "VRG LINHAS AEREAS S / A", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "VARIG", "- VRG LINHAS AEREAS S / A", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RICARDO MACHADO CALDARA", "SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO", "RODOLFO SILVA BERJANTE", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RICARDO MACHADO CALDARA", "SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO", "RODOLFO SILVA BERJANTE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RICARDO MACHADO CALDARA", "SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO", "RODOLFO SILVA BERJANTE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Cezar Peluso", "Rosa Weber", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "RICARDO MACHADO CALDARA", "SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO", "RODOLFO SILVA BERJANTE", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RICARDO MACHADO CALDARA", "SHEILA ALBUQUERQUE DA COSTA PINHEIRO", "RODOLFO SILVA BERJANTE", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "09", "/", "2013", "24 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "12", ".", "2012", "18", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "12", ".", "2012", "18", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "5", ".", "2011", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "5", ".", "2011", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) :ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) :RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PEDIDO DE TRANCAMENTO DE INQUÉRITO POLICIAL. DISPENSA IRREGULAR DE LICITAÇÃO, FRAUDE NO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA DEBITADA À PACIENTE. AUSÊNCIA DE DECISÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO SOBRE A REGULARIDADE OU IRREGULARIDADE NA EXECUÇÃO DE OBRAS EM AEROPORTOS BRASILEIROS. IMPROCEDÊNCIA DA TESE DEFENSIVA. FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. ORDEM DENEGADA. 1. A se tomar por modelo o inquérito policial que se lê no capítulo constitucional devotado à Segurança Pública (Capítulo III do Título V), o que se tem é um mecanismo voltado para a preservação dos superiores bens jurídicos da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Mecanismo integrante do sistema de segurança pública, normada pela Magna Carta de 1988 como dever do Estado, direito e responsabilidade de todos (art. 144, cabeça). Donde o cuidadoso juízo de ponderação que deve fazer o magistrado para concluir pela necessidade de suspensão, ou, mais sério ainda, de trancamento de inquérito para fins penais. 2. Nessa linha de orientação, trancamento de inquérito policial pela via do habeas corpus, segundo pacífica jurisprudência desta Casa de Justiça, constitui medida excepcional, admissível tão-somente “quando evidente a falta de justa causa para o seu prosseguimento, seja pela inexistência de indícios de autoria do delito, seja pela não comprovação de sua materialidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Supremo Tribunal Federal DJe 01/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 103.725 / DF seja ainda pela atipicidade da conduta do investigado” (HC 90.580, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski). 3. Eventual decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas da Administração não constitui condição de punibilidade dos crimes da Lei 8.666/1993. A relação entre a esfera de contas e a esfera judicial-penal é de independência. Essas instâncias são independentes ou autônomas, não ficando condicionadas a abertura do inquérito nem a propositura da denúncia à conclusão de um eventual processo de julgamentos de contas em qualquer Tribunal de Contas do País, inclusive o TCU. 4. Os Tribunais de Contas não se destinam especificamente a velar pelo princípio do sistema penal eficaz, mas à função que a própria Lei Maior do País designa por “controle externo”. A previsão constitucional desse aparato orgânico-funcional de controle externo não tem outro objetivo imediato senão o de evitar o desgoverno e a desadministração. Controle externo em que avulta o poder-dever de “julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público” e de “fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município” (incisos II e VI do art. 71 da Constituição Federal). Procedimentos em que se aferem a legalidade, a legitimidade e a economicidade das práticas públicas. 5. A investigação propriamente penal, tão própria da Polícia quanto do Ministério Público, pouco tem a ver com o “Sistema Tribunais de Contas”, porque os Tribunais de Contas, a partir do TCU, são órgãos de controle externo das unidades administrativas de qualquer dos três Poderes da República, e desempenham uma função que não é a jurisdicional. Atuando eles ora autonomamente ou sem nenhum vínculo com o Poder Legislativo, ora por modo auxiliar ao controle externo que também é próprio do Poder Legislativo. 6. Ordem denegada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF seja ainda pela atipicidade da conduta do investigado” (HC 90.580, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski). 3. Eventual decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas da Administração não constitui condição de punibilidade dos crimes da Lei 8.666/1993. A relação entre a esfera de contas e a esfera judicial-penal é de independência. Essas instâncias são independentes ou autônomas, não ficando condicionadas a abertura do inquérito nem a propositura da denúncia à conclusão de um eventual processo de julgamentos de contas em qualquer Tribunal de Contas do País, inclusive o TCU. 4. Os Tribunais de Contas não se destinam especificamente a velar pelo princípio do sistema penal eficaz, mas à função que a própria Lei Maior do País designa por “controle externo”. A previsão constitucional desse aparato orgânico-funcional de controle externo não tem outro objetivo imediato senão o de evitar o desgoverno e a desadministração. Controle externo em que avulta o poder-dever de “julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público” e de “fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município” (incisos II e VI do art. 71 da Constituição Federal). Procedimentos em que se aferem a legalidade, a legitimidade e a economicidade das práticas públicas. 5. A investigação propriamente penal, tão própria da Polícia quanto do Ministério Público, pouco tem a ver com o “Sistema Tribunais de Contas”, porque os Tribunais de Contas, a partir do TCU, são órgãos de controle externo das unidades administrativas de qualquer dos três Poderes da República, e desempenham uma função que não é a jurisdicional. Atuando eles ora autonomamente ou sem nenhum vínculo com o Poder Legislativo, ora por modo auxiliar ao controle externo que também é próprio do Poder Legislativo. 6. Ordem denegada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão HC 103.725 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Brasília, 14 de dezembro de 2010. MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Brasília, 14 de dezembro de 2010. MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) :ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) :RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Acórdão de rejeição da tese de que decisão do Tribunal de Contas da União não constitui condição objetiva de punibilidade dos delitos tipificados na Lei 8.666/1993. Leia-se a ementa do julgado: “HABEAS CORPUS. DISPENSA IRREGULAR DE LICITAÇÃO, FRAUDE NO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ARTS. 89 E 90 DA LEI 8.666⁄93 E 288 DO CPB. DESAPROVAÇÃO DAS CONTAS PÚBLICAS COMO CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE OU CONDIÇÃO OBJETIVA DE PUNIBILIDADE DA AÇÃO PENAL. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVA E PENAL. PRECEDENTES DO STJ E DO STF. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA, COM A RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR, CASSANDO A LIMINAR INICIALMENTE DEFERIDA. PEDIDOS DE EXTENSÃO PREJUDICADOS. 1.Tenho entendido em diferentes oportunidades anteriores que as iniciativas sancionatórias penais que tenham por fundamento a prática de ilícitos potencialmente ocorridos no âmbito administrativo, como nos procedimentos de licitação, aplicação de verbas públicas, improbidade administrativa e⁄ou malversação de recursos do Erário, devem ter por suporte o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Supremo Tribunal Federal 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) :ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) :RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Acórdão de rejeição da tese de que decisão do Tribunal de Contas da União não constitui condição objetiva de punibilidade dos delitos tipificados na Lei 8.666/1993. Leia-se a ementa do julgado: “HABEAS CORPUS. DISPENSA IRREGULAR DE LICITAÇÃO, FRAUDE NO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ARTS. 89 E 90 DA LEI 8.666⁄93 E 288 DO CPB. DESAPROVAÇÃO DAS CONTAS PÚBLICAS COMO CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE OU CONDIÇÃO OBJETIVA DE PUNIBILIDADE DA AÇÃO PENAL. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVA E PENAL. PRECEDENTES DO STJ E DO STF. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA, COM A RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR, CASSANDO A LIMINAR INICIALMENTE DEFERIDA. PEDIDOS DE EXTENSÃO PREJUDICADOS. 1.Tenho entendido em diferentes oportunidades anteriores que as iniciativas sancionatórias penais que tenham por fundamento a prática de ilícitos potencialmente ocorridos no âmbito administrativo, como nos procedimentos de licitação, aplicação de verbas públicas, improbidade administrativa e⁄ou malversação de recursos do Erário, devem ter por suporte o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 103.725 / DF pronunciamento do Tribunal de Contas (HC 88.370-RS, DJU 28.10.08), tal qual se dá nos crimes contra a ordem tributária, cuja condição objetiva de punibilidade reside na conclusão administrativa definitiva do ilícito fiscal (RHC 22.300-RJ, DJU 05.05.08). 2.Todavia, resta consolidado nesta Corte Superior e no Pretório Excelso o entendimento de que o fato de o Tribunal de Contas eventualmente aprovar as contas a ele submetidas, não obsta, em princípio, diante da alegada independência entre as instâncias administrativa e penal, a persecução criminal promovida pelo Ministério Público, bem como a correspondente responsabilização dos agentes envolvidos em delitos de malversação de dinheiros públicos. Precedentes do STJ e do STF. 3.Considerando a missão constitucional desta Corte de uniformizar a Jurisprudência nacional, ressalvo, com o maior respeito, o meu ponto de vista, para acompanhar a orientação jurídica consolidada. 4.Ordem denegada, em conformidade com o parecer ministerial, cassando-se a liminar inicialmente deferida. Pedidos de extensão prejudicados.” 2. Pois bem, os impetrantes insistem na tese de que, nos casos de “infração penal afeta à concorrência pública, a decisão do TCU constitui-se como condição objetiva de punibilidade” (fls. 11). O que fazem para postular o trancamento do inquérito policial n. 2008.34.00.001746-0, supervisionado pela 12ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. 3. Prossigo para anotar que o inquérito a que responde a paciente foi “instaurado para apurar a suposta existência de desvios de verba pública na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO – bem como existência de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, estelionato e peculato, crimes tipificados nos artigos 89, 90, 93 e 96 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), crime tipificado no artigo 4º, da Lei 8.137/90 (Crime contra a ordem econômica) e crimes de improbidade administrativa (sic)” (trecho extraído das informações prestadas pelo Juízo da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF pronunciamento do Tribunal de Contas (HC 88.370-RS, DJU 28.10.08), tal qual se dá nos crimes contra a ordem tributária, cuja condição objetiva de punibilidade reside na conclusão administrativa definitiva do ilícito fiscal (RHC 22.300-RJ, DJU 05.05.08). 2.Todavia, resta consolidado nesta Corte Superior e no Pretório Excelso o entendimento de que o fato de o Tribunal de Contas eventualmente aprovar as contas a ele submetidas, não obsta, em princípio, diante da alegada independência entre as instâncias administrativa e penal, a persecução criminal promovida pelo Ministério Público, bem como a correspondente responsabilização dos agentes envolvidos em delitos de malversação de dinheiros públicos. Precedentes do STJ e do STF. 3.Considerando a missão constitucional desta Corte de uniformizar a Jurisprudência nacional, ressalvo, com o maior respeito, o meu ponto de vista, para acompanhar a orientação jurídica consolidada. 4.Ordem denegada, em conformidade com o parecer ministerial, cassando-se a liminar inicialmente deferida. Pedidos de extensão prejudicados.” 2. Pois bem, os impetrantes insistem na tese de que, nos casos de “infração penal afeta à concorrência pública, a decisão do TCU constitui-se como condição objetiva de punibilidade” (fls. 11). O que fazem para postular o trancamento do inquérito policial n. 2008.34.00.001746-0, supervisionado pela 12ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. 3. Prossigo para anotar que o inquérito a que responde a paciente foi “instaurado para apurar a suposta existência de desvios de verba pública na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO – bem como existência de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, estelionato e peculato, crimes tipificados nos artigos 89, 90, 93 e 96 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), crime tipificado no artigo 4º, da Lei 8.137/90 (Crime contra a ordem econômica) e crimes de improbidade administrativa (sic)” (trecho extraído das informações prestadas pelo Juízo da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 103.725 / DF do Distrito Federal no MS 52424-74.2009.4.01.0000/DF). 4. À derradeira, consigno que a Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. * * * * * * * * * * * * 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF do Distrito Federal no MS 52424-74.2009.4.01.0000/DF). 4. À derradeira, consigno que a Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. * * * * * * * * * * * * 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Consoante relatado, o que se pretende com este habeas corpus é trancar inquérito policial, supervisionado pela 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal. E o fato é que esse tipo de inquérito é investigação que tem o seu regime jurídico traçado a partir da Constituição Federal mesma. Quero dizer: a se tomar por modelo o inquérito policial que se lê no capítulo constitucional devotado à Segurança Pública (Capítulo III do Título V), o que se tem é um mecanismo voltado para a preservação dos superiores bens jurídicos da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Logo, mecanismo integrante do sistema de segurança pública, normada pela Magna Carta de 1988 como dever do Estado, direito e responsabilidade de todos (art. 144, cabeça). O que já desenha o cenário do cuidadoso juízo de ponderação que deve fazer o magistrado para concluir pela necessidade de suspensão, ou, mais grave ainda, de trancamento de inquérito para fins penais. 7. Dito isso, repiso que o inquérito penal a que responde a paciente apura supostos desvios de verba pública na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO. Desvios alegadamente perpetrados por empresas responsáveis por reformas em aeroportos brasileiros. E o que dizem os impetrantes? Falam que o Inquérito nº 2008.34.00.001746-0, supervisionado pela 12ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, esquadrinha fato penalmente atípico. Isso porque ausente elemento essencial à caracterização da infração licitatória, a saber: manifestação do TCU sobre a irregularidade do certame em causa. 8. Muito bem. Antes de focadamente examinar a tese da impetração, anoto que o referido inquérito apura a ocorrência de vários crimes. Pelo que, mesmo procedente a pretensão defensiva, o caso não seria de trancamento integral do caderno investigativo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Consoante relatado, o que se pretende com este habeas corpus é trancar inquérito policial, supervisionado pela 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal. E o fato é que esse tipo de inquérito é investigação que tem o seu regime jurídico traçado a partir da Constituição Federal mesma. Quero dizer: a se tomar por modelo o inquérito policial que se lê no capítulo constitucional devotado à Segurança Pública (Capítulo III do Título V), o que se tem é um mecanismo voltado para a preservação dos superiores bens jurídicos da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Logo, mecanismo integrante do sistema de segurança pública, normada pela Magna Carta de 1988 como dever do Estado, direito e responsabilidade de todos (art. 144, cabeça). O que já desenha o cenário do cuidadoso juízo de ponderação que deve fazer o magistrado para concluir pela necessidade de suspensão, ou, mais grave ainda, de trancamento de inquérito para fins penais. 7. Dito isso, repiso que o inquérito penal a que responde a paciente apura supostos desvios de verba pública na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO. Desvios alegadamente perpetrados por empresas responsáveis por reformas em aeroportos brasileiros. E o que dizem os impetrantes? Falam que o Inquérito nº 2008.34.00.001746-0, supervisionado pela 12ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, esquadrinha fato penalmente atípico. Isso porque ausente elemento essencial à caracterização da infração licitatória, a saber: manifestação do TCU sobre a irregularidade do certame em causa. 8. Muito bem. Antes de focadamente examinar a tese da impetração, anoto que o referido inquérito apura a ocorrência de vários crimes. Pelo que, mesmo procedente a pretensão defensiva, o caso não seria de trancamento integral do caderno investigativo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF 9. Definidas essas premissas de meu voto, avanço para consignar que, como sustentei1: “[...] As casas de contas se constituem em tribunais de tomo político e administrativo a um só tempo. Político, nos termos da Constituição; administrativo, nos termos da lei. Tal como se dá com a natureza jurídica de toda pessoa estatal federada, nesta precisa dicção constitucional: 'A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição' (art. 18, caput, negrito à parte). E salta à razão que se os Tribunais de Contas não ostentassem dimensão política não ficariam habilitados a julgar as contas dos administradores e fiscalizar as unidades administrativas de qualquer dos três Poderes estatais, nos termos da regra insculpida no inc. IV do art. 71 da Carta de Outubro (salvante as contas anualmente prestadas pelo Chefe do Poder Executivo). Sequer receberiam o nome de tribunais e nunca teriam em órgãos e agentes judiciários de proa o seu referencial organizativo-operacional. Muito menos se dotariam de um Ministério Público próprio ou especial. Esse o pano de fundo para uma proposição complementar: a proposição de que os processos instaurados pelos Tribunais de Contas têm sua própria ontologia. [...] Sua atuação é conseqüência de uma precedente atuação (a administrativa), e não um proceder originário. E seu operar institucional não é propriamente um tirar competências da lei para agir, mas ver se quem tirou competências da lei para agir estava autorizado a fazê-lo e em que medida. [...] Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do 1 O regime constitucional do Tribunal de Contas. In Revista do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, vol. 44, n. 03, jul/set.2002, p. 13-31 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF 9. Definidas essas premissas de meu voto, avanço para consignar que, como sustentei1: “[...] As casas de contas se constituem em tribunais de tomo político e administrativo a um só tempo. Político, nos termos da Constituição; administrativo, nos termos da lei. Tal como se dá com a natureza jurídica de toda pessoa estatal federada, nesta precisa dicção constitucional: 'A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição' (art. 18, caput, negrito à parte). E salta à razão que se os Tribunais de Contas não ostentassem dimensão política não ficariam habilitados a julgar as contas dos administradores e fiscalizar as unidades administrativas de qualquer dos três Poderes estatais, nos termos da regra insculpida no inc. IV do art. 71 da Carta de Outubro (salvante as contas anualmente prestadas pelo Chefe do Poder Executivo). Sequer receberiam o nome de tribunais e nunca teriam em órgãos e agentes judiciários de proa o seu referencial organizativo-operacional. Muito menos se dotariam de um Ministério Público próprio ou especial. Esse o pano de fundo para uma proposição complementar: a proposição de que os processos instaurados pelos Tribunais de Contas têm sua própria ontologia. [...] Sua atuação é conseqüência de uma precedente atuação (a administrativa), e não um proceder originário. E seu operar institucional não é propriamente um tirar competências da lei para agir, mas ver se quem tirou competências da lei para agir estava autorizado a fazê-lo e em que medida. [...] Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do 1 O regime constitucional do Tribunal de Contas. In Revista do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, vol. 44, n. 03, jul/set.2002, p. 13-31 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF princípio republicano. Pois numa República impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e conseqüente dever) cuidar de tudo que é de todos, assim do prisma da decisão como do prisma da gestão. E tal responsabilidade implica o compromisso da melhor decisão e da melhor administração possíveis. Donde a exposição de todos eles (os que decidem sobre a res pública e os que a gerenciam) à comprovação do estrito cumprimento dos princípios constitucionais e preceitos legais que lhes sejam especificamente exigidos. A começar, naturalmente, pela prestação de contas das sobreditas gestões orçamentária, financeira, patrimonial, contábil e operacional.” 10. Com efeito, a previsão constitucional desse aparato orgânico-funcional de controle externo não tem outro objetivo imediato senão o de evitar o desgoverno e a desadministração. Controle externo em que avulta o poder-dever de “julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público” e de “fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município” (incisos II e VI do art. 71 da Constituição Federal). Procedimentos em que se aferem a legalidade, a legitimidade e a economicidade das práticas públicas. 11. Esse regime constitucional de controle da res pública privilegia a probidade administrativa, o mais importante conteúdo do princípio da moralidade pública. Daí o modo particularmente severo como a Constituição reage à violação dela, probidade, in verbis: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF princípio republicano. Pois numa República impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e conseqüente dever) cuidar de tudo que é de todos, assim do prisma da decisão como do prisma da gestão. E tal responsabilidade implica o compromisso da melhor decisão e da melhor administração possíveis. Donde a exposição de todos eles (os que decidem sobre a res pública e os que a gerenciam) à comprovação do estrito cumprimento dos princípios constitucionais e preceitos legais que lhes sejam especificamente exigidos. A começar, naturalmente, pela prestação de contas das sobreditas gestões orçamentária, financeira, patrimonial, contábil e operacional.” 10. Com efeito, a previsão constitucional desse aparato orgânico-funcional de controle externo não tem outro objetivo imediato senão o de evitar o desgoverno e a desadministração. Controle externo em que avulta o poder-dever de “julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público” e de “fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município” (incisos II e VI do art. 71 da Constituição Federal). Procedimentos em que se aferem a legalidade, a legitimidade e a economicidade das práticas públicas. 11. Esse regime constitucional de controle da res pública privilegia a probidade administrativa, o mais importante conteúdo do princípio da moralidade pública. Daí o modo particularmente severo como a Constituição reage à violação dela, probidade, in verbis: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF cabível”. (§ 4º do art. 37 da CF.) 12. No mesmo tom é que a Constituição trata especificamente da licitação. Leia-se: “ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.” (inciso XXI do art. 37 da CF.) 13. Ainda nessa linha, a Lei 8.666/93 dispõe: “Art. 113. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente, na forma da legislação pertinente, ficando os órgãos interessados da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução, nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto. § 1o Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do disposto neste artigo. § 2o Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame, até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas, cópia de edital de licitação já publicado, obrigando- se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que, em função desse 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF cabível”. (§ 4º do art. 37 da CF.) 12. No mesmo tom é que a Constituição trata especificamente da licitação. Leia-se: “ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.” (inciso XXI do art. 37 da CF.) 13. Ainda nessa linha, a Lei 8.666/93 dispõe: “Art. 113. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente, na forma da legislação pertinente, ficando os órgãos interessados da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução, nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto. § 1o Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do disposto neste artigo. § 2o Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame, até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas, cópia de edital de licitação já publicado, obrigando- se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que, em função desse 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF exame, lhes forem determinadas.” 14. Esse modo particularizado de proteger as despesas públicas não implica, ao reverso do que pretende a impetração, a dependência das esferas penal e administrativa quanto ao controle da licitude de procedimentos licitatórios. Até porque, em boa parte, acertadamente apregoa a Procuradoria-Geral da República: “[...] considerando que a competência da Corte de Contas se limita à aferição das regularidades formais dos atos que envolvam dinheiro, bens e valores públicos, seu pronunciamento final, quer seja regularidade, ou irregularidade das contas examinadas, não serve como meio de evidenciar os indícios de materialidade dos crimes de fraude no procedimento licitatório e formação de quadrilha, investigados no inquérito policial em referência, inexistindo razões lógicas ou jurídicas para entendê-lo como condição de procedibilidade da persecução criminal.” 15. Não é só: os delitos definidos na Lei 8.666/93 têm como escopo impedir burlas ao fim precípuo da licitação (garantir ao Poder Público o melhor produto ou serviço pelo menor preço). Ou seja, têm como finalidade proteger o certame de acordos ou conluios espúrios, o mais das vezes constitutivos de esquemas operados para lesar interesses e valores públicos. Equivale a dizer: para além de todo conjunto normativo que, administrativamente, regula o processo de contratação com a Administração Pública, a Lei erigiu a moralidade pública, a lisura do certame e o patrimônio estatal como bens jurídicos penalmente relevantes. Isto, repiso, para evitar, em síntese, a frustração do caráter competitivo da licitação. 16. Esse o quadro, eventual manifestação do TCU sobre a regularidade ou irregularidade, por exemplo, de um acréscimo financeiro ao contrato, ou sobre a realização do respectivo objeto não guarda necessária relação com o uso de empresas de fachada, de “laranjas”, de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF exame, lhes forem determinadas.” 14. Esse modo particularizado de proteger as despesas públicas não implica, ao reverso do que pretende a impetração, a dependência das esferas penal e administrativa quanto ao controle da licitude de procedimentos licitatórios. Até porque, em boa parte, acertadamente apregoa a Procuradoria-Geral da República: “[...] considerando que a competência da Corte de Contas se limita à aferição das regularidades formais dos atos que envolvam dinheiro, bens e valores públicos, seu pronunciamento final, quer seja regularidade, ou irregularidade das contas examinadas, não serve como meio de evidenciar os indícios de materialidade dos crimes de fraude no procedimento licitatório e formação de quadrilha, investigados no inquérito policial em referência, inexistindo razões lógicas ou jurídicas para entendê-lo como condição de procedibilidade da persecução criminal.” 15. Não é só: os delitos definidos na Lei 8.666/93 têm como escopo impedir burlas ao fim precípuo da licitação (garantir ao Poder Público o melhor produto ou serviço pelo menor preço). Ou seja, têm como finalidade proteger o certame de acordos ou conluios espúrios, o mais das vezes constitutivos de esquemas operados para lesar interesses e valores públicos. Equivale a dizer: para além de todo conjunto normativo que, administrativamente, regula o processo de contratação com a Administração Pública, a Lei erigiu a moralidade pública, a lisura do certame e o patrimônio estatal como bens jurídicos penalmente relevantes. Isto, repiso, para evitar, em síntese, a frustração do caráter competitivo da licitação. 16. Esse o quadro, eventual manifestação do TCU sobre a regularidade ou irregularidade, por exemplo, de um acréscimo financeiro ao contrato, ou sobre a realização do respectivo objeto não guarda necessária relação com o uso de empresas de fachada, de “laranjas”, de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF combinações entre os licitantes sobre preços etc. Estou a dizer: no mundo dos fatos, nada obstante a aparência de legalidade, pode o procedimento licitatório ser timbrado por coligações, cumplicidades, enfim, por corrupção lato sensu. Ou seja, aquela que é operada nos gabinetes, a portas fechadas, e que faz da coisa pública um loteamento privado. Pelo que, lógico, as condutas em tese constitutivas dos delitos definidos na especial Lei das Licitações vão muito além do controle formal da legalidade da despesa e da economicidade dos contratos, realizado pelos Tribunais de Contas. 17. Acresce que os Tribunais de Contas não se destinam especificamente a velar pelo princípio do sistema penal eficaz, mas à função que a própria Lei Maior do País designa por “controle externo”. A investigação propriamente penal, que é tão própria da Polícia quanto do Ministério Público, pouco tem a ver com o “Sistema Tribunais de Contas”, porque os Tribunais de Contas, a partir do TCU, são órgãos de controle externo das unidades administrativas de qualquer dos três Poderes da República, e desempenham uma função que não é a jurisdicional. Atuando eles ora autonomamente ou sem nenhum vínculo com o Poder Legislativo, ora por modo auxiliar ao controle externo que também é próprio do Poder Legislativo. 18. Nessa ambiência, não vejo como condicionar a punibilidade dos crimes definidos na Lei 8.666/93 à eventual pronunciamento político- administrativo do Tribunal de Contas da União. Motivo pelo qual indefiro a ordem. 19. É como voto. * * * * * * * * * * * * 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF combinações entre os licitantes sobre preços etc. Estou a dizer: no mundo dos fatos, nada obstante a aparência de legalidade, pode o procedimento licitatório ser timbrado por coligações, cumplicidades, enfim, por corrupção lato sensu. Ou seja, aquela que é operada nos gabinetes, a portas fechadas, e que faz da coisa pública um loteamento privado. Pelo que, lógico, as condutas em tese constitutivas dos delitos definidos na especial Lei das Licitações vão muito além do controle formal da legalidade da despesa e da economicidade dos contratos, realizado pelos Tribunais de Contas. 17. Acresce que os Tribunais de Contas não se destinam especificamente a velar pelo princípio do sistema penal eficaz, mas à função que a própria Lei Maior do País designa por “controle externo”. A investigação propriamente penal, que é tão própria da Polícia quanto do Ministério Público, pouco tem a ver com o “Sistema Tribunais de Contas”, porque os Tribunais de Contas, a partir do TCU, são órgãos de controle externo das unidades administrativas de qualquer dos três Poderes da República, e desempenham uma função que não é a jurisdicional. Atuando eles ora autonomamente ou sem nenhum vínculo com o Poder Legislativo, ora por modo auxiliar ao controle externo que também é próprio do Poder Legislativo. 18. Nessa ambiência, não vejo como condicionar a punibilidade dos crimes definidos na Lei 8.666/93 à eventual pronunciamento político- administrativo do Tribunal de Contas da União. Motivo pelo qual indefiro a ordem. 19. É como voto. * * * * * * * * * * * * 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ELLEN GRACIE 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Ellen Gracie - Senhor Presidente, eu também, fazendo os elogios necessários à brilhante sustentação oral, acompanho o Relator. Esclareço que estava aqui, na sala ao lado, ouvindo todo o teor do voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 960320. Supremo Tribunal Federal 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Ellen Gracie - Senhor Presidente, eu também, fazendo os elogios necessários à brilhante sustentação oral, acompanho o Relator. Esclareço que estava aqui, na sala ao lado, ouvindo todo o teor do voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 960320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 103.725 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) : ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) : RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Indeferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Falou, pela paciente, o Dr. Renato Stanziola Vieira e, pelo Ministério Público Federal o Dr. Mário José Gisi. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.12.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Ayres Britto. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 948983 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 103.725 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) : ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) : RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Indeferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Falou, pela paciente, o Dr. Renato Stanziola Vieira e, pelo Ministério Público Federal o Dr. Mário José Gisi. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.12.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Ayres Britto. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 948983 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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2010-12-14T00:00:00
2012-02-01T00:00:00
Indeferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Falou, pela paciente, o Dr. Renato Stanziola Vieira e, pelo Ministério Público Federal o Dr. Mário José Gisi. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 14.12.2010.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. PEDIDO DE TRANCAMENTO DE INQUÉRITO POLICIAL. DISPENSA IRREGULAR DE LICITAÇÃO, FRAUDE NO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA DEBITADA À PACIENTE. AUSÊNCIA DE DECISÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO SOBRE A REGULARIDADE OU IRREGULARIDADE NA EXECUÇÃO DE OBRAS EM AEROPORTOS BRASILEIROS. IMPROCEDÊNCIA DA TESE DEFENSIVA. FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. ORDEM DENEGADA. 1. A se tomar por modelo o inquérito policial que se lê no capítulo constitucional devotado à Segurança Pública (Capítulo III do Título V), o que se tem é um mecanismo voltado para a preservação dos superiores bens jurídicos da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Mecanismo integrante do sistema de segurança pública, normada pela Magna Carta de 1988 como dever do Estado, direito e responsabilidade de todos (art. 144, cabeça). Donde o cuidadoso juízo de ponderação que deve fazer o magistrado para concluir pela necessidade de suspensão, ou, mais sério ainda, de trancamento de inquérito para fins penais. 2. Nessa linha de orientação, trancamento de inquérito policial pela via do habeas corpus, segundo pacífica jurisprudência desta Casa de Justiça, constitui medida excepcional, admissível tão-somente “quando evidente a falta de justa causa para o seu prosseguimento, seja pela inexistência de indícios de autoria do delito, seja pela não comprovação de sua materialidade, seja ainda pela atipicidade da conduta do investigado” (HC 90.580, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski). 3. Eventual decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas da Administração não constitui condição de punibilidade dos crimes da Lei 8.666/1993. A relação entre a esfera de contas e a esfera judicial-penal é de independência. Essas instâncias são independentes ou autônomas, não ficando condicionadas a abertura do inquérito nem a propositura da denúncia à conclusão de um eventual processo de julgamentos de contas em qualquer Tribunal de Contas do País, inclusive o TCU. 4. Os Tribunais de Contas não se destinam especificamente a velar pelo princípio do sistema penal eficaz, mas à função que a própria Lei Maior do País designa por “controle externo”. A previsão constitucional desse aparato orgânico-funcional de controle externo não tem outro objetivo imediato senão o de evitar o desgoverno e a desadministração. Controle externo em que avulta o poder-dever de “julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público” e de “fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município” (incisos II e VI do art. 71 da Constituição Federal). Procedimentos em que se aferem a legalidade, a legitimidade e a economicidade das práticas públicas. 5. A investigação propriamente penal, tão própria da Polícia quanto do Ministério Público, pouco tem a ver com o “Sistema Tribunais de Contas”, porque os Tribunais de Contas, a partir do TCU, são órgãos de controle externo das unidades administrativas de qualquer dos três Poderes da República, e desempenham uma função que não é a jurisdicional. Atuando eles ora autonomamente ou sem nenhum vínculo com o Poder Legislativo, ora por modo auxiliar ao controle externo que também é próprio do Poder Legislativo. 6. Ordem denegada.
sjur203758
- Acórdão citado: HC 90580. - Veja Inquérito 2008.34.00.001746-0 da 12ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. Número de páginas: 14. Análise: 09/02/2012, ACG. Revisão: 16/02/2012, IMC.
AYRES BRITTO
Segunda Turma
103725
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00037 INC-00021 PAR-00004 ART-00071\r\n INC-00002 INC-00006 ART-00144 \"CAPUT\"\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\r\n ART-00113 PAR-00001 PAR-00002\r\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES" ]
HC
acordaos
HC 103725
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PACTE.(S) : ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) : RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) :ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) :RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PEDIDO DE TRANCAMENTO DE INQUÉRITO POLICIAL. DISPENSA IRREGULAR DE LICITAÇÃO, FRAUDE NO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA DEBITADA À PACIENTE. AUSÊNCIA DE DECISÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO SOBRE A REGULARIDADE OU IRREGULARIDADE NA EXECUÇÃO DE OBRAS EM AEROPORTOS BRASILEIROS. IMPROCEDÊNCIA DA TESE DEFENSIVA. FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. ORDEM DENEGADA. 1. A se tomar por modelo o inquérito policial que se lê no capítulo constitucional devotado à Segurança Pública (Capítulo III do Título V), o que se tem é um mecanismo voltado para a preservação dos superiores bens jurídicos da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Mecanismo integrante do sistema de segurança pública, normada pela Magna Carta de 1988 como dever do Estado, direito e responsabilidade de todos (art. 144, cabeça). Donde o cuidadoso juízo de ponderação que deve fazer o magistrado para concluir pela necessidade de suspensão, ou, mais sério ainda, de trancamento de inquérito para fins penais. 2. Nessa linha de orientação, trancamento de inquérito policial pela via do habeas corpus, segundo pacífica jurisprudência desta Casa de Justiça, constitui medida excepcional, admissível tão-somente “quando evidente a falta de justa causa para o seu prosseguimento, seja pela inexistência de indícios de autoria do delito, seja pela não comprovação de sua materialidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Supremo Tribunal Federal DJe 01/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 103.725 / DF seja ainda pela atipicidade da conduta do investigado” (HC 90.580, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski). 3. Eventual decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas da Administração não constitui condição de punibilidade dos crimes da Lei 8.666/1993. A relação entre a esfera de contas e a esfera judicial-penal é de independência. Essas instâncias são independentes ou autônomas, não ficando condicionadas a abertura do inquérito nem a propositura da denúncia à conclusão de um eventual processo de julgamentos de contas em qualquer Tribunal de Contas do País, inclusive o TCU. 4. Os Tribunais de Contas não se destinam especificamente a velar pelo princípio do sistema penal eficaz, mas à função que a própria Lei Maior do País designa por “controle externo”. A previsão constitucional desse aparato orgânico-funcional de controle externo não tem outro objetivo imediato senão o de evitar o desgoverno e a desadministração. Controle externo em que avulta o poder-dever de “julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público” e de “fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município” (incisos II e VI do art. 71 da Constituição Federal). Procedimentos em que se aferem a legalidade, a legitimidade e a economicidade das práticas públicas. 5. A investigação propriamente penal, tão própria da Polícia quanto do Ministério Público, pouco tem a ver com o “Sistema Tribunais de Contas”, porque os Tribunais de Contas, a partir do TCU, são órgãos de controle externo das unidades administrativas de qualquer dos três Poderes da República, e desempenham uma função que não é a jurisdicional. Atuando eles ora autonomamente ou sem nenhum vínculo com o Poder Legislativo, ora por modo auxiliar ao controle externo que também é próprio do Poder Legislativo. 6. Ordem denegada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF seja ainda pela atipicidade da conduta do investigado” (HC 90.580, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski). 3. Eventual decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas da Administração não constitui condição de punibilidade dos crimes da Lei 8.666/1993. A relação entre a esfera de contas e a esfera judicial-penal é de independência. Essas instâncias são independentes ou autônomas, não ficando condicionadas a abertura do inquérito nem a propositura da denúncia à conclusão de um eventual processo de julgamentos de contas em qualquer Tribunal de Contas do País, inclusive o TCU. 4. Os Tribunais de Contas não se destinam especificamente a velar pelo princípio do sistema penal eficaz, mas à função que a própria Lei Maior do País designa por “controle externo”. A previsão constitucional desse aparato orgânico-funcional de controle externo não tem outro objetivo imediato senão o de evitar o desgoverno e a desadministração. Controle externo em que avulta o poder-dever de “julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público” e de “fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município” (incisos II e VI do art. 71 da Constituição Federal). Procedimentos em que se aferem a legalidade, a legitimidade e a economicidade das práticas públicas. 5. A investigação propriamente penal, tão própria da Polícia quanto do Ministério Público, pouco tem a ver com o “Sistema Tribunais de Contas”, porque os Tribunais de Contas, a partir do TCU, são órgãos de controle externo das unidades administrativas de qualquer dos três Poderes da República, e desempenham uma função que não é a jurisdicional. Atuando eles ora autonomamente ou sem nenhum vínculo com o Poder Legislativo, ora por modo auxiliar ao controle externo que também é próprio do Poder Legislativo. 6. Ordem denegada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão HC 103.725 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Brasília, 14 de dezembro de 2010. MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Brasília, 14 de dezembro de 2010. MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) :ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) :RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Acórdão de rejeição da tese de que decisão do Tribunal de Contas da União não constitui condição objetiva de punibilidade dos delitos tipificados na Lei 8.666/1993. Leia-se a ementa do julgado: “HABEAS CORPUS. DISPENSA IRREGULAR DE LICITAÇÃO, FRAUDE NO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ARTS. 89 E 90 DA LEI 8.666⁄93 E 288 DO CPB. DESAPROVAÇÃO DAS CONTAS PÚBLICAS COMO CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE OU CONDIÇÃO OBJETIVA DE PUNIBILIDADE DA AÇÃO PENAL. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVA E PENAL. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça E DO Supremo Tribunal Federal. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA, COM A RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR, CASSANDO A LIMINAR INICIALMENTE DEFERIDA. PEDIDOS DE EXTENSÃO PREJUDICADOS. 1.Tenho entendido em diferentes oportunidades anteriores que as iniciativas sancionatórias penais que tenham por fundamento a prática de ilícitos potencialmente ocorridos no âmbito administrativo, como nos procedimentos de licitação, aplicação de verbas públicas, improbidade administrativa e⁄ou malversação de recursos do Erário, devem ter por suporte o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Supremo Tribunal Federal 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) :ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) :RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Trata-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Acórdão de rejeição da tese de que decisão do Tribunal de Contas da União não constitui condição objetiva de punibilidade dos delitos tipificados na Lei 8.666/1993. Leia-se a ementa do julgado: “HABEAS CORPUS. DISPENSA IRREGULAR DE LICITAÇÃO, FRAUDE NO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ARTS. 89 E 90 DA LEI 8.666⁄93 E 288 DO CPB. DESAPROVAÇÃO DAS CONTAS PÚBLICAS COMO CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE OU CONDIÇÃO OBJETIVA DE PUNIBILIDADE DA AÇÃO PENAL. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVA E PENAL. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça E DO Supremo Tribunal Federal. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA, COM A RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR, CASSANDO A LIMINAR INICIALMENTE DEFERIDA. PEDIDOS DE EXTENSÃO PREJUDICADOS. 1.Tenho entendido em diferentes oportunidades anteriores que as iniciativas sancionatórias penais que tenham por fundamento a prática de ilícitos potencialmente ocorridos no âmbito administrativo, como nos procedimentos de licitação, aplicação de verbas públicas, improbidade administrativa e⁄ou malversação de recursos do Erário, devem ter por suporte o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 103.725 / DF pronunciamento do Tribunal de Contas (HC 88.370-RS, DJU 28.10.08), tal qual se dá nos crimes contra a ordem tributária, cuja condição objetiva de punibilidade reside na conclusão administrativa definitiva do ilícito fiscal (RHC 22.300-RJ, DJU 05.05.08). 2.Todavia, resta consolidado nesta Corte Superior e no Pretório Excelso o entendimento de que o fato de o Tribunal de Contas eventualmente aprovar as contas a ele submetidas, não obsta, em princípio, diante da alegada independência entre as instâncias administrativa e penal, a persecução criminal promovida pelo Ministério Público, bem como a correspondente responsabilização dos agentes envolvidos em delitos de malversação de dinheiros públicos. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 3.Considerando a missão constitucional desta Corte de uniformizar a Jurisprudência nacional, ressalvo, com o maior respeito, o meu ponto de vista, para acompanhar a orientação jurídica consolidada. 4.Ordem denegada, em conformidade com o parecer ministerial, cassando-se a liminar inicialmente deferida. Pedidos de extensão prejudicados.” 2. Pois bem, os impetrantes insistem na tese de que, nos casos de “infração penal afeta à concorrência pública, a decisão do TCU constitui-se como condição objetiva de punibilidade” (fls. 11). O que fazem para postular o trancamento do inquérito policial n. 2008.34.00.001746-0, supervisionado pela 12... Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. 3. Prossigo para anotar que o inquérito a que responde a paciente foi “instaurado para apurar a suposta existência de desvios de verba pública na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO – bem como existência de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, estelionato e peculato, crimes tipificados nos artigos 89, 90, 93 e 96 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), crime tipificado no artigo 4..., da Lei 8.137/90 (Crime contra a ordem econômica) e crimes de improbidade administrativa (sic)” (trecho extraído das informações prestadas pelo Juízo da 12... Vara Federal da Seção Judiciária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF pronunciamento do Tribunal de Contas (HC 88.370-RS, DJU 28.10.08), tal qual se dá nos crimes contra a ordem tributária, cuja condição objetiva de punibilidade reside na conclusão administrativa definitiva do ilícito fiscal (RHC 22.300-RJ, DJU 05.05.08). 2.Todavia, resta consolidado nesta Corte Superior e no Pretório Excelso o entendimento de que o fato de o Tribunal de Contas eventualmente aprovar as contas a ele submetidas, não obsta, em princípio, diante da alegada independência entre as instâncias administrativa e penal, a persecução criminal promovida pelo Ministério Público, bem como a correspondente responsabilização dos agentes envolvidos em delitos de malversação de dinheiros públicos. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 3.Considerando a missão constitucional desta Corte de uniformizar a Jurisprudência nacional, ressalvo, com o maior respeito, o meu ponto de vista, para acompanhar a orientação jurídica consolidada. 4.Ordem denegada, em conformidade com o parecer ministerial, cassando-se a liminar inicialmente deferida. Pedidos de extensão prejudicados.” 2. Pois bem, os impetrantes insistem na tese de que, nos casos de “infração penal afeta à concorrência pública, a decisão do TCU constitui-se como condição objetiva de punibilidade” (fls. 11). O que fazem para postular o trancamento do inquérito policial n. 2008.34.00.001746-0, supervisionado pela 12... Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. 3. Prossigo para anotar que o inquérito a que responde a paciente foi “instaurado para apurar a suposta existência de desvios de verba pública na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO – bem como existência de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, estelionato e peculato, crimes tipificados nos artigos 89, 90, 93 e 96 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), crime tipificado no artigo 4..., da Lei 8.137/90 (Crime contra a ordem econômica) e crimes de improbidade administrativa (sic)” (trecho extraído das informações prestadas pelo Juízo da 12... Vara Federal da Seção Judiciária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 103.725 / DF do Distrito Federal no MS 52424-74.2009.4.01.0000/DF). 4. À derradeira, consigno que a Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. * * * * * * * * * * * * 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF do Distrito Federal no MS 52424-74.2009.4.01.0000/DF). 4. À derradeira, consigno que a Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. É o relatório. * * * * * * * * * * * * 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Consoante relatado, o que se pretende com este habeas corpus é trancar inquérito policial, supervisionado pela 12... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal. E o fato é que esse tipo de inquérito é investigação que tem o seu regime jurídico traçado a partir da Constituição Federal mesma. Quero dizer: a se tomar por modelo o inquérito policial que se lê no capítulo constitucional devotado à Segurança Pública (Capítulo III do Título V), o que se tem é um mecanismo voltado para a preservação dos superiores bens jurídicos da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Logo, mecanismo integrante do sistema de segurança pública, normada pela Magna Carta de 1988 como dever do Estado, direito e responsabilidade de todos (art. 144, cabeça). O que já desenha o cenário do cuidadoso juízo de ponderação que deve fazer o magistrado para concluir pela necessidade de suspensão, ou, mais grave ainda, de trancamento de inquérito para fins penais. 7. Dito isso, repiso que o inquérito penal a que responde a paciente apura supostos desvios de verba pública na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO. Desvios alegadamente perpetrados por empresas responsáveis por reformas em aeroportos brasileiros. E o que dizem os impetrantes? Falam que o Inquérito n 2008.34.00.001746-0, supervisionado pela 12... Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, esquadrinha fato penalmente atípico. Isso porque ausente elemento essencial à caracterização da infração licitatória, a saber: manifestação do TCU sobre a irregularidade do certame em causa. 8. Muito bem. Antes de focadamente examinar a tese da impetração, anoto que o referido inquérito apura a ocorrência de vários crimes. Pelo que, mesmo procedente a pretensão defensiva, o caso não seria de trancamento integral do caderno investigativo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR) Consoante relatado, o que se pretende com este habeas corpus é trancar inquérito policial, supervisionado pela 12... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal. E o fato é que esse tipo de inquérito é investigação que tem o seu regime jurídico traçado a partir da Constituição Federal mesma. Quero dizer: a se tomar por modelo o inquérito policial que se lê no capítulo constitucional devotado à Segurança Pública (Capítulo III do Título V), o que se tem é um mecanismo voltado para a preservação dos superiores bens jurídicos da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Logo, mecanismo integrante do sistema de segurança pública, normada pela Magna Carta de 1988 como dever do Estado, direito e responsabilidade de todos (art. 144, cabeça). O que já desenha o cenário do cuidadoso juízo de ponderação que deve fazer o magistrado para concluir pela necessidade de suspensão, ou, mais grave ainda, de trancamento de inquérito para fins penais. 7. Dito isso, repiso que o inquérito penal a que responde a paciente apura supostos desvios de verba pública na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO. Desvios alegadamente perpetrados por empresas responsáveis por reformas em aeroportos brasileiros. E o que dizem os impetrantes? Falam que o Inquérito n 2008.34.00.001746-0, supervisionado pela 12... Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, esquadrinha fato penalmente atípico. Isso porque ausente elemento essencial à caracterização da infração licitatória, a saber: manifestação do TCU sobre a irregularidade do certame em causa. 8. Muito bem. Antes de focadamente examinar a tese da impetração, anoto que o referido inquérito apura a ocorrência de vários crimes. Pelo que, mesmo procedente a pretensão defensiva, o caso não seria de trancamento integral do caderno investigativo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF 9. Definidas essas premissas de meu voto, avanço para consignar que, como sustentei1: “[...] As casas de contas se constituem em tribunais de tomo político e administrativo a um só tempo. Político, nos termos da Constituição; administrativo, nos termos da lei. Tal como se dá com a natureza jurídica de toda pessoa estatal federada, nesta precisa dicção constitucional: 'A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição' (art. 18, caput, negrito à parte). E salta à razão que se os Tribunais de Contas não ostentassem dimensão política não ficariam habilitados a julgar as contas dos administradores e fiscalizar as unidades administrativas de qualquer dos três Poderes estatais, nos termos da regra insculpida no inc. IV do art. 71 da Carta de Outubro (salvante as contas anualmente prestadas pelo Chefe do Poder Executivo). Sequer receberiam o nome de tribunais e nunca teriam em órgãos e agentes judiciários de proa o seu referencial organizativo-operacional. Muito menos se dotariam de um Ministério Público próprio ou especial. Esse o pano de fundo para uma proposição complementar: a proposição de que os processos instaurados pelos Tribunais de Contas têm sua própria ontologia. [...] Sua atuação é conseqüência de uma precedente atuação (a administrativa), e não um proceder originário. E seu operar institucional não é propriamente um tirar competências da lei para agir, mas ver se quem tirou competências da lei para agir estava autorizado a fazê-lo e em que medida. [...] Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do 1 O regime constitucional do Tribunal de Contas. In Revista do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, vol. 44, n. 03, jul/set.2002, p. 13-31 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF 9. Definidas essas premissas de meu voto, avanço para consignar que, como sustentei1: “[...] As casas de contas se constituem em tribunais de tomo político e administrativo a um só tempo. Político, nos termos da Constituição; administrativo, nos termos da lei. Tal como se dá com a natureza jurídica de toda pessoa estatal federada, nesta precisa dicção constitucional: 'A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição' (art. 18, caput, negrito à parte). E salta à razão que se os Tribunais de Contas não ostentassem dimensão política não ficariam habilitados a julgar as contas dos administradores e fiscalizar as unidades administrativas de qualquer dos três Poderes estatais, nos termos da regra insculpida no inc. IV do art. 71 da Carta de Outubro (salvante as contas anualmente prestadas pelo Chefe do Poder Executivo). Sequer receberiam o nome de tribunais e nunca teriam em órgãos e agentes judiciários de proa o seu referencial organizativo-operacional. Muito menos se dotariam de um Ministério Público próprio ou especial. Esse o pano de fundo para uma proposição complementar: a proposição de que os processos instaurados pelos Tribunais de Contas têm sua própria ontologia. [...] Sua atuação é conseqüência de uma precedente atuação (a administrativa), e não um proceder originário. E seu operar institucional não é propriamente um tirar competências da lei para agir, mas ver se quem tirou competências da lei para agir estava autorizado a fazê-lo e em que medida. [...] Tão elevado prestígio conferido ao controle externo e a quem dele mais se ocupa, funcionalmente, é reflexo direto do 1 O regime constitucional do Tribunal de Contas. In Revista do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, vol. 44, n. 03, jul/set.2002, p. 13-31 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF princípio republicano. Pois numa República impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e conseqüente dever) cuidar de tudo que é de todos, assim do prisma da decisão como do prisma da gestão. E tal responsabilidade implica o compromisso da melhor decisão e da melhor administração possíveis. Donde a exposição de todos eles (os que decidem sobre a res pública e os que a gerenciam) à comprovação do estrito cumprimento dos princípios constitucionais e preceitos legais que lhes sejam especificamente exigidos. A começar, naturalmente, pela prestação de contas das sobreditas gestões orçamentária, financeira, patrimonial, contábil e operacional.” 10. Com efeito, a previsão constitucional desse aparato orgânico-funcional de controle externo não tem outro objetivo imediato senão o de evitar o desgoverno e a desadministração. Controle externo em que avulta o poder-dever de “julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público” e de “fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município” (incisos II e VI do art. 71 da Constituição Federal). Procedimentos em que se aferem a legalidade, a legitimidade e a economicidade das práticas públicas. 11. Esse regime constitucional de controle da res pública privilegia a probidade administrativa, o mais importante conteúdo do princípio da moralidade pública. Daí o modo particularmente severo como a Constituição reage à violação dela, probidade, in verbis: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF princípio republicano. Pois numa República impõe-se responsabilidade jurídica pessoal a todo aquele que tenha por competência (e conseqüente dever) cuidar de tudo que é de todos, assim do prisma da decisão como do prisma da gestão. E tal responsabilidade implica o compromisso da melhor decisão e da melhor administração possíveis. Donde a exposição de todos eles (os que decidem sobre a res pública e os que a gerenciam) à comprovação do estrito cumprimento dos princípios constitucionais e preceitos legais que lhes sejam especificamente exigidos. A começar, naturalmente, pela prestação de contas das sobreditas gestões orçamentária, financeira, patrimonial, contábil e operacional.” 10. Com efeito, a previsão constitucional desse aparato orgânico-funcional de controle externo não tem outro objetivo imediato senão o de evitar o desgoverno e a desadministração. Controle externo em que avulta o poder-dever de “julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público” e de “fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município” (incisos II e VI do art. 71 da Constituição Federal). Procedimentos em que se aferem a legalidade, a legitimidade e a economicidade das práticas públicas. 11. Esse regime constitucional de controle da res pública privilegia a probidade administrativa, o mais importante conteúdo do princípio da moralidade pública. Daí o modo particularmente severo como a Constituição reage à violação dela, probidade, in verbis: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF cabível”. (§ 4... do art. 37 da Constituição Federal de 1988.) 12. No mesmo tom é que a Constituição trata especificamente da licitação. Leia-se: “ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.” (inciso XXI do art. 37 da Constituição Federal de 1988.) 13. Ainda nessa linha, a Lei 8.666/93 dispõe: “Art. 113. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente, na forma da legislação pertinente, ficando os órgãos interessados da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução, nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto. § 1o Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do disposto neste artigo. § 2o Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame, até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas, cópia de edital de licitação já publicado, obrigando- se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que, em função desse 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF cabível”. (§ 4... do art. 37 da Constituição Federal de 1988.) 12. No mesmo tom é que a Constituição trata especificamente da licitação. Leia-se: “ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.” (inciso XXI do art. 37 da Constituição Federal de 1988.) 13. Ainda nessa linha, a Lei 8.666/93 dispõe: “Art. 113. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente, na forma da legislação pertinente, ficando os órgãos interessados da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução, nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto. § 1o Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do disposto neste artigo. § 2o Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame, até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas, cópia de edital de licitação já publicado, obrigando- se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que, em função desse 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF exame, lhes forem determinadas.” 14. Esse modo particularizado de proteger as despesas públicas não implica, ao reverso do que pretende a impetração, a dependência das esferas penal e administrativa quanto ao controle da licitude de procedimentos licitatórios. Até porque, em boa parte, acertadamente apregoa a Procuradoria-Geral da República: “[...] considerando que a competência da Corte de Contas se limita à aferição das regularidades formais dos atos que envolvam dinheiro, bens e valores públicos, seu pronunciamento final, quer seja regularidade, ou irregularidade das contas examinadas, não serve como meio de evidenciar os indícios de materialidade dos crimes de fraude no procedimento licitatório e formação de quadrilha, investigados no inquérito policial em referência, inexistindo razões lógicas ou jurídicas para entendê-lo como condição de procedibilidade da persecução criminal.” 15. Não é só: os delitos definidos na Lei 8.666/93 têm como escopo impedir burlas ao fim precípuo da licitação (garantir ao Poder Público o melhor produto ou serviço pelo menor preço). Ou seja, têm como finalidade proteger o certame de acordos ou conluios espúrios, o mais das vezes constitutivos de esquemas operados para lesar interesses e valores públicos. Equivale a dizer: para além de todo conjunto normativo que, administrativamente, regula o processo de contratação com a Administração Pública, a Lei erigiu a moralidade pública, a lisura do certame e o patrimônio estatal como bens jurídicos penalmente relevantes. Isto, repiso, para evitar, em síntese, a frustração do caráter competitivo da licitação. 16. Esse o quadro, eventual manifestação do TCU sobre a regularidade ou irregularidade, por exemplo, de um acréscimo financeiro ao contrato, ou sobre a realização do respectivo objeto não guarda necessária relação com o uso de empresas de fachada, de “laranjas”, de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF exame, lhes forem determinadas.” 14. Esse modo particularizado de proteger as despesas públicas não implica, ao reverso do que pretende a impetração, a dependência das esferas penal e administrativa quanto ao controle da licitude de procedimentos licitatórios. Até porque, em boa parte, acertadamente apregoa a Procuradoria-Geral da República: “[...] considerando que a competência da Corte de Contas se limita à aferição das regularidades formais dos atos que envolvam dinheiro, bens e valores públicos, seu pronunciamento final, quer seja regularidade, ou irregularidade das contas examinadas, não serve como meio de evidenciar os indícios de materialidade dos crimes de fraude no procedimento licitatório e formação de quadrilha, investigados no inquérito policial em referência, inexistindo razões lógicas ou jurídicas para entendê-lo como condição de procedibilidade da persecução criminal.” 15. Não é só: os delitos definidos na Lei 8.666/93 têm como escopo impedir burlas ao fim precípuo da licitação (garantir ao Poder Público o melhor produto ou serviço pelo menor preço). Ou seja, têm como finalidade proteger o certame de acordos ou conluios espúrios, o mais das vezes constitutivos de esquemas operados para lesar interesses e valores públicos. Equivale a dizer: para além de todo conjunto normativo que, administrativamente, regula o processo de contratação com a Administração Pública, a Lei erigiu a moralidade pública, a lisura do certame e o patrimônio estatal como bens jurídicos penalmente relevantes. Isto, repiso, para evitar, em síntese, a frustração do caráter competitivo da licitação. 16. Esse o quadro, eventual manifestação do TCU sobre a regularidade ou irregularidade, por exemplo, de um acréscimo financeiro ao contrato, ou sobre a realização do respectivo objeto não guarda necessária relação com o uso de empresas de fachada, de “laranjas”, de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. AYRES BRITTO HC 103.725 / DF combinações entre os licitantes sobre preços etc. Estou a dizer: no mundo dos fatos, nada obstante a aparência de legalidade, pode o procedimento licitatório ser timbrado por coligações, cumplicidades, enfim, por corrupção lato sensu. Ou seja, aquela que é operada nos gabinetes, a portas fechadas, e que faz da coisa pública um loteamento privado. Pelo que, lógico, as condutas em tese constitutivas dos delitos definidos na especial Lei das Licitações vão muito além do controle formal da legalidade da despesa e da economicidade dos contratos, realizado pelos Tribunais de Contas. 17. Acresce que os Tribunais de Contas não se destinam especificamente a velar pelo princípio do sistema penal eficaz, mas à função que a própria Lei Maior do País designa por “controle externo”. A investigação propriamente penal, que é tão própria da Polícia quanto do Ministério Público, pouco tem a ver com o “Sistema Tribunais de Contas”, porque os Tribunais de Contas, a partir do TCU, são órgãos de controle externo das unidades administrativas de qualquer dos três Poderes da República, e desempenham uma função que não é a jurisdicional. Atuando eles ora autonomamente ou sem nenhum vínculo com o Poder Legislativo, ora por modo auxiliar ao controle externo que também é próprio do Poder Legislativo. 18. Nessa ambiência, não vejo como condicionar a punibilidade dos crimes definidos na Lei 8.666/93 à eventual pronunciamento político- administrativo do Tribunal de Contas da União. Motivo pelo qual indefiro a ordem. 19. É como voto. * * * * * * * * * * * * 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Supremo Tribunal Federal HC 103.725 / DF combinações entre os licitantes sobre preços etc. Estou a dizer: no mundo dos fatos, nada obstante a aparência de legalidade, pode o procedimento licitatório ser timbrado por coligações, cumplicidades, enfim, por corrupção lato sensu. Ou seja, aquela que é operada nos gabinetes, a portas fechadas, e que faz da coisa pública um loteamento privado. Pelo que, lógico, as condutas em tese constitutivas dos delitos definidos na especial Lei das Licitações vão muito além do controle formal da legalidade da despesa e da economicidade dos contratos, realizado pelos Tribunais de Contas. 17. Acresce que os Tribunais de Contas não se destinam especificamente a velar pelo princípio do sistema penal eficaz, mas à função que a própria Lei Maior do País designa por “controle externo”. A investigação propriamente penal, que é tão própria da Polícia quanto do Ministério Público, pouco tem a ver com o “Sistema Tribunais de Contas”, porque os Tribunais de Contas, a partir do TCU, são órgãos de controle externo das unidades administrativas de qualquer dos três Poderes da República, e desempenham uma função que não é a jurisdicional. Atuando eles ora autonomamente ou sem nenhum vínculo com o Poder Legislativo, ora por modo auxiliar ao controle externo que também é próprio do Poder Legislativo. 18. Nessa ambiência, não vejo como condicionar a punibilidade dos crimes definidos na Lei 8.666/93 à eventual pronunciamento político- administrativo do Tribunal de Contas da União. Motivo pelo qual indefiro a ordem. 19. É como voto. * * * * * * * * * * * * 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1675730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ELLEN GRACIE 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Ellen Gracie - Senhor Presidente, eu também, fazendo os elogios necessários à brilhante sustentação oral, acompanho o Relator. Esclareço que estava aqui, na sala ao lado, ouvindo todo o teor do voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 960320. Supremo Tribunal Federal 14/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 103.725 DISTRITO FEDERAL V O T O A Senhora Ministra Ellen Gracie - Senhor Presidente, eu também, fazendo os elogios necessários à brilhante sustentação oral, acompanho o Relator. Esclareço que estava aqui, na sala ao lado, ouvindo todo o teor do voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 960320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 103.725 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) : ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) : RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Indeferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Falou, pela paciente, o Dr. Renato Stanziola Vieira e, pelo Ministério Público Federal o Dr. Mário José Gisi. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.12.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Ayres Britto. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 948983 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 103.725 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. AYRES BRITTO PACTE.(S) : ELEUZA TEREZINHA MANZONI DOS SANTOS LORES IMPTE.(S) : RENATO STANZIOLA VIEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Indeferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Falou, pela paciente, o Dr. Renato Stanziola Vieira e, pelo Ministério Público Federal o Dr. Mário José Gisi. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 14.12.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Ayres Britto. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 948983 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 103 . 725", "HC 103 . 725 / DF", "HC 90 . 580", "HC 103 . 725 / DF", "HC 90 . 580", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HABEAS CORPUS 103 . 725", "HABEAS CORPUS 103 . 725", "HC 103 . 725 / DF", "HC 88 . 370 - RS", "RHC 22 . 300 - RJ", "HC 103 . 725 / DF", "HC 88 . 370 - RS", "RHC 22 . 300 - RJ", "HC 103 . 725 / DF", "MS 52424 - 74 . 2009 . 4 . 01 . 0000 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "MS 52424 - 74 . 2009 . 4 . 01 . 0000 / DF", "HABEAS CORPUS 103 . 725", "Inquérito n 2008 . 34 . 00 . 001746 - 0", "HABEAS CORPUS 103 . 725", "Inquérito n 2008 . 34 . 00 . 001746 - 0", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HC 103 . 725 / DF", "HABEAS CORPUS 103 . 725", "HABEAS CORPUS 103 . 725", "HABEAS CORPUS 103 . 725", "HABEAS CORPUS 103 . 725" ], "LEGISLACAO": [ "Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 666 / 1993", "Lei Maior do País", "incisos II e VI do art . 71 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 666 / 1993", "Lei Maior do País", "incisos II e VI do art . 71 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 666 / 1993", "ARTS . 89 E 90 DA LEI 8 . 666⁄93", "288 DO CPB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 666 / 1993", "ARTS . 89 E 90 DA LEI 8 . 666⁄93", "288 DO CPB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 89 , 90 , 93 e 96 da Lei 8 . 666 / 93", "Lei", "artigo 4 . . . , da Lei 8 . 137 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 89 , 90 , 93 e 96 da Lei 8 . 666 / 93", "Lei de", "artigo 4 . . . , da Lei 8 . 137 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Magna", "Carta de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Magna Carta de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "inc . IV do art . 71 da Carta de Outubro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "inc . IV do art . 71 da Carta de Outubro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos II e VI do art . 71 da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos II e VI do art . 71 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 37 da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "inciso XXI do art . 37 da Constituição Federal de 1988", "Lei 8 . 666 / 93", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "inciso XXI do art . 37 da Constituição Federal de 1988", "Lei 8 . 666 / 93", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei das", "Lei Maior do País", "Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei", "Lei Maior do País", "Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Belo Horizonte", "Belo Horizonte", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas", "TCU", "União", "Distrito Federal", "Ministério Público", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "União", "Distrito Federal", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Contas da União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Contas da União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas", "Tribunal de Contas", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "12", ". Vara da Justiça Federal do Distrito Federal", "Empresa Brasileira de Infra - Estrutura Aeroportuária", "INFRAERO", "Vara Federal da Seção Judiciária", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas", "Tribunal de Contas", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "12", ".", ". 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Ementa e Acórdão 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” - CRIME DE DESCAMINHO NA SUA FORMA TENTADA (CP, ART. 334, “CAPUT”, C/C O ART. 14, II) - RESPONSABILIDADE PENAL DOS SÓCIOS-ADMINISTRADORES - DENÚNCIA QUE NÃO ATRIBUI, AO PACIENTE (SÓCIO), COMPORTAMENTO ESPECÍFICO E INDIVIDUALIZADO QUE O VINCULE, COM APOIO EM DADOS PROBATÓRIOS MÍNIMOS, AO EVENTO DELITUOSO - INÉPCIA DA DENÚNCIA - PEDIDO DEFERIDO, ESTENDENDO-SE, DE OFÍCIO, POR IDENTIDADE DE SITUAÇÕES, OS EFEITOS DA DECISÃO CONCESSIVA DE “HABEAS CORPUS” AOS DEMAIS LITISCONSORTES PENAIS PASSIVOS. PROCESSO PENAL ACUSATÓRIO - OBRIGAÇÃO DE O MINISTÉRIO PÚBLICO FORMULAR DENÚNCIA JURIDICAMENTE APTA. - O sistema jurídico vigente no Brasil - tendo presente a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático – impõe, ao Ministério Público, notadamente no denominado “reato societario”, a obrigação de expor, na denúncia, de maneira precisa, objetiva e individualizada, a participação de cada acusado na suposta prática delituosa. - O ordenamento positivo brasileiro – cujos fundamentos repousam, dentre outros expressivos vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, no postulado essencial do direito penal da culpa e no princípio constitucional do “due process of law” (com todos os consectários que dele resultam) – repudia as imputações criminais genéricas e não tolera, porque ineptas, as acusações que não individualizam nem especificam, de maneira concreta, a conduta penal atribuída ao denunciado. Precedentes. A PESSOA SOB INVESTIGAÇÃO PENAL TEM O DIREITO DE NÃO SER ACUSADA COM BASE EM DENÚNCIA INEPTA. - A denúncia deve conter a exposição do fato delituoso, descrito em toda a sua essência e narrado com todas as suas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Supremo Tribunal Federal DJe 12/03/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 35 Ementa e Acórdão HC 88.875 / AM 2 circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se, ao acusador, como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Denúncia que deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente aos eventos delituosos qualifica-se como denúncia inepta. Precedentes. CRIME DE DESCAMINHO - PEÇA ACUSATÓRIA QUE NÃO DESCREVE, QUANTO AO PACIENTE, SÓCIO-ADMINISTRADOR DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA, QUALQUER CONDUTA ESPECÍFICA QUE O VINCULE, CONCRETAMENTE, AOS EVENTOS DELITUOSOS – INÉPCIA DA DENÚNCIA. - A mera invocação da condição de sócio ou de administrador de sociedade empresária, sem a correspondente e objetiva descrição de determinado comportamento típico que o vincule, concretamente, à prática criminosa, não constitui fator suficiente apto a legitimar a formulação de acusação estatal ou a autorizar a prolação de decreto judicial condenatório. - A circunstância objetiva de alguém ser meramente sócio ou de exercer cargo de direção ou de administração em sociedade empresária não se revela suficiente, só por si, para autorizar qualquer presunção de culpa (inexistente em nosso sistema jurídico-penal) e, menos ainda, para justificar, como efeito derivado dessa particular qualificação formal, a correspondente persecução criminal. - Não existe, no ordenamento positivo brasileiro, ainda que se trate de práticas configuradoras de macrodelinqüência ou caracterizadoras de delinqüência econômica, a possibilidade constitucional de incidência da responsabilidade penal objetiva. Prevalece, sempre, em sede criminal, como princípio dominante do sistema normativo, o dogma da responsabilidade com culpa (“nullum crimen sine culpa”), absolutamente incompatível com a velha concepção medieval do “versari in re illicita”, banida do domínio do direito penal da culpa. Precedentes. AS ACUSAÇÕES PENAIS NÃO SE PRESUMEM PROVADAS: O ÔNUS DA PROVA INCUMBE, EXCLUSIVAMENTE, A QUEM ACUSA. - Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao contrário, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, para além de qualquer dúvida razoável, a culpabilidade do acusado. Já não mais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 2 circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se, ao acusador, como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Denúncia que deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente aos eventos delituosos qualifica-se como denúncia inepta. Precedentes. CRIME DE DESCAMINHO - PEÇA ACUSATÓRIA QUE NÃO DESCREVE, QUANTO AO PACIENTE, SÓCIO-ADMINISTRADOR DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA, QUALQUER CONDUTA ESPECÍFICA QUE O VINCULE, CONCRETAMENTE, AOS EVENTOS DELITUOSOS – INÉPCIA DA DENÚNCIA. - A mera invocação da condição de sócio ou de administrador de sociedade empresária, sem a correspondente e objetiva descrição de determinado comportamento típico que o vincule, concretamente, à prática criminosa, não constitui fator suficiente apto a legitimar a formulação de acusação estatal ou a autorizar a prolação de decreto judicial condenatório. - A circunstância objetiva de alguém ser meramente sócio ou de exercer cargo de direção ou de administração em sociedade empresária não se revela suficiente, só por si, para autorizar qualquer presunção de culpa (inexistente em nosso sistema jurídico-penal) e, menos ainda, para justificar, como efeito derivado dessa particular qualificação formal, a correspondente persecução criminal. - Não existe, no ordenamento positivo brasileiro, ainda que se trate de práticas configuradoras de macrodelinqüência ou caracterizadoras de delinqüência econômica, a possibilidade constitucional de incidência da responsabilidade penal objetiva. Prevalece, sempre, em sede criminal, como princípio dominante do sistema normativo, o dogma da responsabilidade com culpa (“nullum crimen sine culpa”), absolutamente incompatível com a velha concepção medieval do “versari in re illicita”, banida do domínio do direito penal da culpa. Precedentes. AS ACUSAÇÕES PENAIS NÃO SE PRESUMEM PROVADAS: O ÔNUS DA PROVA INCUMBE, EXCLUSIVAMENTE, A QUEM ACUSA. - Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao contrário, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, para além de qualquer dúvida razoável, a culpabilidade do acusado. Já não mais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 35 Ementa e Acórdão HC 88.875 / AM 3 prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-lei nº 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5). Precedentes. - Para o acusado exercer, em plenitude, a garantia do contraditório, torna-se indispensável que o órgão da acusação descreva, de modo preciso, os elementos estruturais (“essentialia delicti”) que compõem o tipo penal, sob pena de se devolver, ilegitimamente, ao réu, o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. - Em matéria de responsabilidade penal, não se registra, no modelo constitucional brasileiro, qualquer possibilidade de o Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer a culpa do réu. Os princípios democráticos que informam o sistema jurídico nacional repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir o pedido de “habeas corpus”, nos termos do voto do Relator e, de ofício, conceder essa mesma ordem de “habeas corpus” em favor dos co-réus André Weinberger e Rita de Cássia Pinto Costa, também nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 07 de dezembro de 2010. CELSO DE MELLO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 3 prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-lei nº 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5). Precedentes. - Para o acusado exercer, em plenitude, a garantia do contraditório, torna-se indispensável que o órgão da acusação descreva, de modo preciso, os elementos estruturais (“essentialia delicti”) que compõem o tipo penal, sob pena de se devolver, ilegitimamente, ao réu, o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. - Em matéria de responsabilidade penal, não se registra, no modelo constitucional brasileiro, qualquer possibilidade de o Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer a culpa do réu. Os princípios democráticos que informam o sistema jurídico nacional repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir o pedido de “habeas corpus”, nos termos do voto do Relator e, de ofício, conceder essa mesma ordem de “habeas corpus” em favor dos co-réus André Weinberger e Rita de Cássia Pinto Costa, também nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 07 de dezembro de 2010. CELSO DE MELLO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 35 Relatório 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. MÁRIO JOSÉ GISI, assim resumiu e apreciou a presente impetração (fls. 20/26): “‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO. CRIME DE DESCAMINHO. PAGAMENTO DOS IMPOSTOS ANTES DA LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. QUESTÃO NÃO APRECIADA NAS CORTES DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. PEÇA ACUSATÓRIA CONFORME REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. INOCORRÊNCIA DE PREJUÍZO À DEFESA. FALTA DE JUSTA CAUSA PARA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE FATO ATÍPICO POR AUSÊNCIA DE PREJUÍZO À FAZENDA PÚBLICA. IMPROCEDÊNCIA. O BEM JURÍDICO TUTELADO PELO ART. 334 DO CP NÃO SE RESUME AO PAGAMENTO DE TRIBUTOS, INCLUI TAMBÉM A GARANTIA E RESPEITO ÀS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E À ORDEM TRIBUTÁRIA. ELEMENTOS INDICIÁRIOS DO COMETIMENTO DO CRIME DE DESCAMINHO NA FORMA TENTADA. ARREPENDIMENTO EFICAZ. IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO NA VIA DO ‘WRIT’. Pela denegação da ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. MÁRIO JOSÉ GISI, assim resumiu e apreciou a presente impetração (fls. 20/26): “‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO. CRIME DE DESCAMINHO. PAGAMENTO DOS IMPOSTOS ANTES DA LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. QUESTÃO NÃO APRECIADA NAS CORTES DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. PEÇA ACUSATÓRIA CONFORME REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. INOCORRÊNCIA DE PREJUÍZO À DEFESA. FALTA DE JUSTA CAUSA PARA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE FATO ATÍPICO POR AUSÊNCIA DE PREJUÍZO À FAZENDA PÚBLICA. IMPROCEDÊNCIA. O BEM JURÍDICO TUTELADO PELO ART. 334 DO CP NÃO SE RESUME AO PAGAMENTO DE TRIBUTOS, INCLUI TAMBÉM A GARANTIA E RESPEITO ÀS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E À ORDEM TRIBUTÁRIA. ELEMENTOS INDICIÁRIOS DO COMETIMENTO DO CRIME DE DESCAMINHO NA FORMA TENTADA. ARREPENDIMENTO EFICAZ. IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO NA VIA DO ‘WRIT’. Pela denegação da ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 2 EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO RELATOR O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, nos autos em epígrafe, diz a V.Exa. o que segue: Trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, em favor de MARTIN WEINBERGER, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no ‘writ’ n.º 47.761, para trancamento da ação penal ajuizada em face do paciente. Em síntese, o paciente foi denunciado como incurso no art. 334, ‘caput’, do Código Penal e art. 1º, inciso I, da Lei n.º 8.137/90, perante a 4ª Vara da Seção Judiciária Federal do Estado do Amazonas, em razão de importar mercadorias estrangeiras acabadas como se fossem insumos, de modo a sonegar o imposto devido. Impetrou ‘habeas corpus’ perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, visando o trancamento da ação penal, ao argumento de falta de justa causa, sendo a ordem parcialmente deferida quanto ao crime previsto no art. 1º, inciso I, da Lei 8.137/90. Inconformado, ingressou com novo ‘mandamus’ perante o Superior Tribunal de Justiça, pleiteando o trancamento da ação penal com relação ao crime de descaminho (art. 334, CP). Alegou atipicidade da conduta, pois houve a retificação da Declaração de Importação e o pagamento do imposto devido, antes mesmo da lavratura do auto de infração. A Quinta Turma desse Sodalício denegou a ordem, ao entendimento de que o pagamento do débito tributário não extingue a punibilidade do crime de descaminho e que há nos autos elementos indiciários do cometimento do delito na forma tentada. Na presente via, insiste na inexistência de conduta típica, haja vista que ‘antes de qualquer notificação de procedimento fiscal ou apreensão, a DI foi, espontaneamente, retificada, alterando-se a natureza das mercadorias importadas e o regime de importação, tendo, então, sido recolhidos os tributos devidos (...)’, não havendo qualquer violação ao bem jurídico tutelado. Acrescenta que em certos casos do art. 334 do Código Penal, o Supremo Tribunal Federal tem entendido pela aplicação do princípio da insignificância, quando Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 2 EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO RELATOR O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, nos autos em epígrafe, diz a V.Exa. o que segue: Trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, em favor de MARTIN WEINBERGER, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no ‘writ’ n.º 47.761, para trancamento da ação penal ajuizada em face do paciente. Em síntese, o paciente foi denunciado como incurso no art. 334, ‘caput’, do Código Penal e art. 1º, inciso I, da Lei n.º 8.137/90, perante a 4ª Vara da Seção Judiciária Federal do Estado do Amazonas, em razão de importar mercadorias estrangeiras acabadas como se fossem insumos, de modo a sonegar o imposto devido. Impetrou ‘habeas corpus’ perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, visando o trancamento da ação penal, ao argumento de falta de justa causa, sendo a ordem parcialmente deferida quanto ao crime previsto no art. 1º, inciso I, da Lei 8.137/90. Inconformado, ingressou com novo ‘mandamus’ perante o Superior Tribunal de Justiça, pleiteando o trancamento da ação penal com relação ao crime de descaminho (art. 334, CP). Alegou atipicidade da conduta, pois houve a retificação da Declaração de Importação e o pagamento do imposto devido, antes mesmo da lavratura do auto de infração. A Quinta Turma desse Sodalício denegou a ordem, ao entendimento de que o pagamento do débito tributário não extingue a punibilidade do crime de descaminho e que há nos autos elementos indiciários do cometimento do delito na forma tentada. Na presente via, insiste na inexistência de conduta típica, haja vista que ‘antes de qualquer notificação de procedimento fiscal ou apreensão, a DI foi, espontaneamente, retificada, alterando-se a natureza das mercadorias importadas e o regime de importação, tendo, então, sido recolhidos os tributos devidos (...)’, não havendo qualquer violação ao bem jurídico tutelado. Acrescenta que em certos casos do art. 334 do Código Penal, o Supremo Tribunal Federal tem entendido pela aplicação do princípio da insignificância, quando Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 3 se trata de supressão ou redução de tributos de valores ínfimos. Assim, com mais razão deve se acolher a tese de exclusão da tipicidade, quando o bem jurídico tutelado pela norma não foi atingido. Requer o deferimento de medida acautelatória, para suspender o processamento da ação penal até decisão final do presente ‘writ’. No mérito, pugna pela concessão da ordem para trancamento da ação penal por falta de justa causa. Aditamento da inicial às fls. 14/15, onde o impetrante aduz inépcia da peça acusatória, ao argumento de que a denúncia não descreve de forma minudente o nexo causal entre a ação dos denunciados e o resultado. É o relatório. A ordem não merece ser concedida. É cediço que o ‘habeas corpus’, da mesma forma que o mandado de segurança, destina-se a proteger direito líquido e certo, demonstrado de plano, dada a impossibilidade de dilação probatória do procedimento. Nessa esteira, o ato antijurídico restritivo da liberdade deve ser comprovado de pronto, pois descabe o exame aprofundado e valorativo de provas, com vistas a aferir se há ou não constrangimento ilegal ou abuso de poder ao direito do paciente. Do mesmo modo, a utilização do ‘writ’ como instrumento para obter o trancamento da ação penal somente mostra-se viável quando da simples exposição dos fatos se pode evidenciar a ilegalidade da persecução penal, como no caso de ausência de qualquer elemento indiciário a fundamentar a acusação ou fato manifestamente atípico. Na hipótese em testilha, não há qualquer constrangimento ilegal manifesto passível de ser resolvido pela via do remédio heróico, senão vejamos: O paciente, juntamente com outros acusados, foi denunciado pela prática dos crimes previstos no art. 334, ‘caput’, do Código Penal e art. 1º, inciso I, da Lei n.º 8.137/90. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu parcialmente ordem para trancamento da ação penal quanto ao crime tributário, previsto no art. 1º, inciso I, da Lei 8.137/90. Busca o paciente o trancamento da ação penal quanto ao crime de descaminho (art. 334, CP), ao argumento de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 3 se trata de supressão ou redução de tributos de valores ínfimos. Assim, com mais razão deve se acolher a tese de exclusão da tipicidade, quando o bem jurídico tutelado pela norma não foi atingido. Requer o deferimento de medida acautelatória, para suspender o processamento da ação penal até decisão final do presente ‘writ’. No mérito, pugna pela concessão da ordem para trancamento da ação penal por falta de justa causa. Aditamento da inicial às fls. 14/15, onde o impetrante aduz inépcia da peça acusatória, ao argumento de que a denúncia não descreve de forma minudente o nexo causal entre a ação dos denunciados e o resultado. É o relatório. A ordem não merece ser concedida. É cediço que o ‘habeas corpus’, da mesma forma que o mandado de segurança, destina-se a proteger direito líquido e certo, demonstrado de plano, dada a impossibilidade de dilação probatória do procedimento. Nessa esteira, o ato antijurídico restritivo da liberdade deve ser comprovado de pronto, pois descabe o exame aprofundado e valorativo de provas, com vistas a aferir se há ou não constrangimento ilegal ou abuso de poder ao direito do paciente. Do mesmo modo, a utilização do ‘writ’ como instrumento para obter o trancamento da ação penal somente mostra-se viável quando da simples exposição dos fatos se pode evidenciar a ilegalidade da persecução penal, como no caso de ausência de qualquer elemento indiciário a fundamentar a acusação ou fato manifestamente atípico. Na hipótese em testilha, não há qualquer constrangimento ilegal manifesto passível de ser resolvido pela via do remédio heróico, senão vejamos: O paciente, juntamente com outros acusados, foi denunciado pela prática dos crimes previstos no art. 334, ‘caput’, do Código Penal e art. 1º, inciso I, da Lei n.º 8.137/90. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu parcialmente ordem para trancamento da ação penal quanto ao crime tributário, previsto no art. 1º, inciso I, da Lei 8.137/90. Busca o paciente o trancamento da ação penal quanto ao crime de descaminho (art. 334, CP), ao argumento de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 4 inépcia da peça acusatória e atipicidade da conduta, uma vez que houve a retificação da Declaração de Importação e o pagamento do imposto devido, não resultando, pois, qualquer prejuízo à Fazenda Pública. Menciona, ainda, que o Supremo Tribunal Federal vem aplicando ao tipo o princípio da insignificância, quando se trata de supressão ou redução de tributos de valores ínfimos. Assim, com mais razão se deve acolher a tese de exclusão da tipicidade na hipótese em que não há lesão a bem jurídico qualquer. Pois bem. Concernente à primeira assertiva, qual seja, a inépcia da inicial, trata-se de questão não apreciada nas esferas anteriores, portanto, insuscetível de exame na presente via (Precedentes: RHC 80160/AM, RHC 84899, HC 86524/RJ). Conquanto o impetrante alegue tratar-se de flagrante constrangimento ilegal apto a autorizar a concessão de ordem de ofício, nos termos do art. 654, do Código de Processo Penal, tal argumento mostra-se inidôneo a suplantar óbice da supressão de instância, posto que o impetrante não logrou em demonstrar de maneira objetiva a inépcia da denúncia e como essa hipotética deficiência estaria prejudicando o exercício do direito de defesa do paciente. De qualquer maneira, examinando detalhadamente a peça acusatória (autos em apenso – fls. 25/28) não há qualquer omissão ou imperfeição a obstaculizar o exercício do direito de defesa do paciente. Os elementos e circunstâncias que envolvem o fato delituoso, bem como a autoria da infração e tipificação foram suficientemente detalhados pelo ‘Parquet’, não havendo que se cogitar de descumprimento das formalidades do art. 41, do CPP, conforme se pode aferir dos seguintes trechos que se colhe da peça acusatória: ‘I) DOS FATOS 1. Consta dos inclusos autos da Representação COJUR n.º 1.13.00.000791/2002-34, os quais fazem parte dessa denúncia, independentemente de transcrição, que a empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., CNPJ n.º 84.109.537/0001-84, contrabandeou mercadorias estrangeiras acabadas como se de componentes tratassem, através do registro da DI nº 02/0606388-9, em 22/01/2002. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 4 inépcia da peça acusatória e atipicidade da conduta, uma vez que houve a retificação da Declaração de Importação e o pagamento do imposto devido, não resultando, pois, qualquer prejuízo à Fazenda Pública. Menciona, ainda, que o Supremo Tribunal Federal vem aplicando ao tipo o princípio da insignificância, quando se trata de supressão ou redução de tributos de valores ínfimos. Assim, com mais razão se deve acolher a tese de exclusão da tipicidade na hipótese em que não há lesão a bem jurídico qualquer. Pois bem. Concernente à primeira assertiva, qual seja, a inépcia da inicial, trata-se de questão não apreciada nas esferas anteriores, portanto, insuscetível de exame na presente via (Precedentes: RHC 80160/AM, RHC 84899, HC 86524/RJ). Conquanto o impetrante alegue tratar-se de flagrante constrangimento ilegal apto a autorizar a concessão de ordem de ofício, nos termos do art. 654, do Código de Processo Penal, tal argumento mostra-se inidôneo a suplantar óbice da supressão de instância, posto que o impetrante não logrou em demonstrar de maneira objetiva a inépcia da denúncia e como essa hipotética deficiência estaria prejudicando o exercício do direito de defesa do paciente. De qualquer maneira, examinando detalhadamente a peça acusatória (autos em apenso – fls. 25/28) não há qualquer omissão ou imperfeição a obstaculizar o exercício do direito de defesa do paciente. Os elementos e circunstâncias que envolvem o fato delituoso, bem como a autoria da infração e tipificação foram suficientemente detalhados pelo ‘Parquet’, não havendo que se cogitar de descumprimento das formalidades do art. 41, do CPP, conforme se pode aferir dos seguintes trechos que se colhe da peça acusatória: ‘I) DOS FATOS 1. Consta dos inclusos autos da Representação COJUR n.º 1.13.00.000791/2002-34, os quais fazem parte dessa denúncia, independentemente de transcrição, que a empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., CNPJ n.º 84.109.537/0001-84, contrabandeou mercadorias estrangeiras acabadas como se de componentes tratassem, através do registro da DI nº 02/0606388-9, em 22/01/2002. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 5 2. A mercadoria em questão chegou ao porto de Manaus a bordo no navio YARDIMCI, em 19/01/2002, a qual estava amparada elos Conhecimentos de Transporte nº POLHKG 40017878 (master) e SA027/01 (filhote), emitido em 09/12/2001, tendo sido desembarcada no recinto alfandegado do Porto de Manaus – SNPH/AM. 3. Originariamente, a DI em questão relacionava, nas suas 35 (trinta e cinco) adições, PARTES E PEÇAS PARA INDUSTRIALIZAÇÃO DE MÁQUINAS FOTOGRÁFICAS, para admissão na Zona Franca de Manaus, a qual foi devidamente registrada pelo representante legal da empresa, MARCELO BARBOSA PEIXOTO. 4. Desta feita, por supostamente tratar-se de insumos para industrialização, teria regime suspensivo de tributação instituído pelo Decreto-Lei nº 288/67 e alterações. 5. Entretanto, o que chamou a atenção da fiscalização da Receita Federal foi o pedido de retificação (fls. 76/89) da DI retromencionada, devidamente assinado pelo despachante credenciado MARCELO BARBOSA PEIXOTO, mudando a descrição da mercadoria importada de INSUMO PARA PRODUTO ACABADO e o regime de importação de SUSPENSÃO PARA RECOLHIMENTO INTEGRAL. 6. Os fatos tornam-se ainda mais graves tendo em vista que desde janeiro do ano em curso, a Receita Federal vem desenvolvendo uma intensa fiscalização (Operação Rio Negro) para impedir irregularidades nas importações que vinham sendo procedidas pelas empresas desse Estado, cujo ‘modus operandi’ consistia em importar produtos acabados como se partes e peças para industrialização fossem. 7. É de se ver que a legislação aduaneira prevê a possibilidade de retificação da Declaração de Importação, entretanto, ‘in casu’, não se pode admitir que se trata de erro, posto que AS ALTERAÇÕES PROCEDIDAS PELOS DENUNCIADOS MUDAM COMPLETAMENTE A NATUREZA DA IMPORTAÇÃO, na forma acima mencionada, tendo inclusive pago R$ 238.865,02 (duzentos e trinta e oito mil, oitocentos e sessenta e cinco reais e dois centavos) a título de IPI, II e multa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 5 2. A mercadoria em questão chegou ao porto de Manaus a bordo no navio YARDIMCI, em 19/01/2002, a qual estava amparada elos Conhecimentos de Transporte nº POLHKG 40017878 (master) e SA027/01 (filhote), emitido em 09/12/2001, tendo sido desembarcada no recinto alfandegado do Porto de Manaus – SNPH/AM. 3. Originariamente, a DI em questão relacionava, nas suas 35 (trinta e cinco) adições, PARTES E PEÇAS PARA INDUSTRIALIZAÇÃO DE MÁQUINAS FOTOGRÁFICAS, para admissão na Zona Franca de Manaus, a qual foi devidamente registrada pelo representante legal da empresa, MARCELO BARBOSA PEIXOTO. 4. Desta feita, por supostamente tratar-se de insumos para industrialização, teria regime suspensivo de tributação instituído pelo Decreto-Lei nº 288/67 e alterações. 5. Entretanto, o que chamou a atenção da fiscalização da Receita Federal foi o pedido de retificação (fls. 76/89) da DI retromencionada, devidamente assinado pelo despachante credenciado MARCELO BARBOSA PEIXOTO, mudando a descrição da mercadoria importada de INSUMO PARA PRODUTO ACABADO e o regime de importação de SUSPENSÃO PARA RECOLHIMENTO INTEGRAL. 6. Os fatos tornam-se ainda mais graves tendo em vista que desde janeiro do ano em curso, a Receita Federal vem desenvolvendo uma intensa fiscalização (Operação Rio Negro) para impedir irregularidades nas importações que vinham sendo procedidas pelas empresas desse Estado, cujo ‘modus operandi’ consistia em importar produtos acabados como se partes e peças para industrialização fossem. 7. É de se ver que a legislação aduaneira prevê a possibilidade de retificação da Declaração de Importação, entretanto, ‘in casu’, não se pode admitir que se trata de erro, posto que AS ALTERAÇÕES PROCEDIDAS PELOS DENUNCIADOS MUDAM COMPLETAMENTE A NATUREZA DA IMPORTAÇÃO, na forma acima mencionada, tendo inclusive pago R$ 238.865,02 (duzentos e trinta e oito mil, oitocentos e sessenta e cinco reais e dois centavos) a título de IPI, II e multa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 6 II) DA AUTORIA 8. A fls. 164/185, encontra-se encartada aos autos o Contrato de Constituição da Sociedade e suas alterações posteriores, dos quais pode-se verificar que a responsabilidade da gerência e administração da empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. compete a ANDRÉ WEINBERBER (sócio), MARTIN WEINBERBER (sócio) e RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA (Diretor Residente), ‘verbis’: (...)’ Melhor sorte não sucede ao paciente quanto à assertiva de conduta atípica. O bem jurídico tutelado pela norma do art. 334, do Código Penal, não se resume ao pagamento de tributos, mas, também, refere-se à garantia e respeito à ordem econômica e à ordem tributária. Na espécie, conquanto tenha ocorrido a retificação da DI e o pagamento dos impostos devidos, antes mesmo da lavratura do auto de infração, a conduta de importar produtos acabados como se matéria-prima fossem, com o intuito de suprimir a incidência de tributos, mostra-se totalmente reprovável. Revela-se desleal, contrária ao princípio da boa-fé e configura desrespeito à Administração Pública e à política de benefícios e incentivos fiscais instalados na região - Zona Franca de Manaus, devendo, portanto, ser tratada com rigor. Com efeito, a manifestação da Procuradoria da República no Estado do Amazonas é esclarecedora quanto à possibilidade de cuidar-se de importação irregular de produtos acabados, uma vez que os laudos periciais atestaram que ‘a linha de produção da empresa não possuía capacidade de realizar todo o processo produtivo necessário para a fabricação de máquinas fotográficas, bem como, na análise das mercadorias apreendidas, constatou-se que algumas destas eram produtos prontos, de procedência estrangeira, com a inscrição de ‘PRODUZIDO NA ZONA FRANCA DE MANAUS’ (fls. 357/358). Dessarte, não há porque se acolher o fundamento de falta de justa causa para processamento da ação penal, pois os elementos indiciários trazidos pela denúncia apontam para o cometimento em tese do crime de descaminho, ainda que na modalidade de tentativa, consoante conclui o acórdão hostilizado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 6 II) DA AUTORIA 8. A fls. 164/185, encontra-se encartada aos autos o Contrato de Constituição da Sociedade e suas alterações posteriores, dos quais pode-se verificar que a responsabilidade da gerência e administração da empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. compete a ANDRÉ WEINBERBER (sócio), MARTIN WEINBERBER (sócio) e RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA (Diretor Residente), ‘verbis’: (...)’ Melhor sorte não sucede ao paciente quanto à assertiva de conduta atípica. O bem jurídico tutelado pela norma do art. 334, do Código Penal, não se resume ao pagamento de tributos, mas, também, refere-se à garantia e respeito à ordem econômica e à ordem tributária. Na espécie, conquanto tenha ocorrido a retificação da DI e o pagamento dos impostos devidos, antes mesmo da lavratura do auto de infração, a conduta de importar produtos acabados como se matéria-prima fossem, com o intuito de suprimir a incidência de tributos, mostra-se totalmente reprovável. Revela-se desleal, contrária ao princípio da boa-fé e configura desrespeito à Administração Pública e à política de benefícios e incentivos fiscais instalados na região - Zona Franca de Manaus, devendo, portanto, ser tratada com rigor. Com efeito, a manifestação da Procuradoria da República no Estado do Amazonas é esclarecedora quanto à possibilidade de cuidar-se de importação irregular de produtos acabados, uma vez que os laudos periciais atestaram que ‘a linha de produção da empresa não possuía capacidade de realizar todo o processo produtivo necessário para a fabricação de máquinas fotográficas, bem como, na análise das mercadorias apreendidas, constatou-se que algumas destas eram produtos prontos, de procedência estrangeira, com a inscrição de ‘PRODUZIDO NA ZONA FRANCA DE MANAUS’ (fls. 357/358). Dessarte, não há porque se acolher o fundamento de falta de justa causa para processamento da ação penal, pois os elementos indiciários trazidos pela denúncia apontam para o cometimento em tese do crime de descaminho, ainda que na modalidade de tentativa, consoante conclui o acórdão hostilizado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 7 A ocorrência de arrependimento eficaz, de maneira a caracterizar inadequação típica de tentativa, é questão a ser esclarecida no juízo da instrução, incabível, portanto, de ser apreciada na via do ‘writ’, dado a natureza sumária deste procedimento. A teor do exposto, o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL manifesta-se pela denegação da ordem.” (grifei) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 7 A ocorrência de arrependimento eficaz, de maneira a caracterizar inadequação típica de tentativa, é questão a ser esclarecida no juízo da instrução, incabível, portanto, de ser apreciada na via do ‘writ’, dado a natureza sumária deste procedimento. A teor do exposto, o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL manifesta-se pela denegação da ordem.” (grifei) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 8 V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Entendo assistir plena razão ao impetrante, quando argúi a inépcia da denúncia formulada contra o ora paciente, porque impregnada de conteúdo genérico. Para sustentar a alegação de inépcia da peça acusatória, esta impetração apóia-se, em síntese, na seguinte fundamentação (fls. 14/15): “A denúncia oferecida contra o impetrante-paciente e outros, no tocante à autoria, está vazada nos seguintes termos, ‘verbis’: ‘8. A fls. 164/185, encontra-se encartada aos autos o Contrato de Constituição da Sociedade e suas alterações posteriores, dos quais pode-se verificar que a responsabilidade pela gerência e administração da empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. compete a ANDRÉ WEINBERGER (sócio), MARTIN WEINBERGER (sócio) e RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA (Diretor Residente), ‘verbis’: ‘[...] CLÁUSULA QUINTA A sociedade será gerida e administrada pelos sócios, que farão uso da denominação social, assinando em conjunto ou isoladamente, ficando-lhes vedado, porém, o uso da denominação social em negócios estranhos aos interesses sociais tais como: avais, endossos e abonos de favor. [...] Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 8 V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Entendo assistir plena razão ao impetrante, quando argúi a inépcia da denúncia formulada contra o ora paciente, porque impregnada de conteúdo genérico. Para sustentar a alegação de inépcia da peça acusatória, esta impetração apóia-se, em síntese, na seguinte fundamentação (fls. 14/15): “A denúncia oferecida contra o impetrante-paciente e outros, no tocante à autoria, está vazada nos seguintes termos, ‘verbis’: ‘8. A fls. 164/185, encontra-se encartada aos autos o Contrato de Constituição da Sociedade e suas alterações posteriores, dos quais pode-se verificar que a responsabilidade pela gerência e administração da empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. compete a ANDRÉ WEINBERGER (sócio), MARTIN WEINBERGER (sócio) e RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA (Diretor Residente), ‘verbis’: ‘[...] CLÁUSULA QUINTA A sociedade será gerida e administrada pelos sócios, que farão uso da denominação social, assinando em conjunto ou isoladamente, ficando-lhes vedado, porém, o uso da denominação social em negócios estranhos aos interesses sociais tais como: avais, endossos e abonos de favor. [...] Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 9 PARÁGRAFO SEGUNDO Neste ato é criada a função de Diretor Residente, que será exercida pela Sra. RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA, [...] que terá a função de como procuradora representar a sociedade na Amazônia Legal em todos os interesses estabelecidos que dispuser aquele ato. [...] (Ato Constitutivo, fls. 182/185) É de ver, ademais, que todo o procedimento de importação foi acompanhado por MARCELO BARBOSA PEIXOTO (tendo inclusive assinado as DI's), o qual é despachante credenciado da referida empresa junto à Alfândega do Porto de Manaus/AM, conforme se verifica do documento de fls. 153.’ Conforme se verifica, portanto, a denúncia atribui ao impetrante-paciente, a ANDRÉ WEINBERGER e a RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA responsabilidade objetiva, pelo simples fato de serem, os dois primeiros, sócios da pessoa jurídica BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA e, a última, diretora residente da empresa.” (grifei) Tendo em vista a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “O Processo Penal na Atualidade”, “in” “Processo Penal e Constituição Federal”, p. 13/20, 1993, APAMAGIS/Ed. Acadêmica), não se pode desconsiderar, na análise do conteúdo da peça acusatória - conteúdo esse que delimita e que condiciona o próprio âmbito temático da decisão judicial -, que o sistema jurídico vigente no Brasil impõe, ao Ministério Público, quando este deduzir determinada imputação penal contra alguém, a obrigação de expor, de maneira individualizada, a participação das pessoas acusadas da suposta prática de infração Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 9 PARÁGRAFO SEGUNDO Neste ato é criada a função de Diretor Residente, que será exercida pela Sra. RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA, [...] que terá a função de como procuradora representar a sociedade na Amazônia Legal em todos os interesses estabelecidos que dispuser aquele ato. [...] (Ato Constitutivo, fls. 182/185) É de ver, ademais, que todo o procedimento de importação foi acompanhado por MARCELO BARBOSA PEIXOTO (tendo inclusive assinado as DI's), o qual é despachante credenciado da referida empresa junto à Alfândega do Porto de Manaus/AM, conforme se verifica do documento de fls. 153.’ Conforme se verifica, portanto, a denúncia atribui ao impetrante-paciente, a ANDRÉ WEINBERGER e a RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA responsabilidade objetiva, pelo simples fato de serem, os dois primeiros, sócios da pessoa jurídica BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA e, a última, diretora residente da empresa.” (grifei) Tendo em vista a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “O Processo Penal na Atualidade”, “in” “Processo Penal e Constituição Federal”, p. 13/20, 1993, APAMAGIS/Ed. Acadêmica), não se pode desconsiderar, na análise do conteúdo da peça acusatória - conteúdo esse que delimita e que condiciona o próprio âmbito temático da decisão judicial -, que o sistema jurídico vigente no Brasil impõe, ao Ministério Público, quando este deduzir determinada imputação penal contra alguém, a obrigação de expor, de maneira individualizada, a participação das pessoas acusadas da suposta prática de infração Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 10 penal, a fim de que o Poder Judiciário, ao resolver a controvérsia penal, possa, em obséquio aos postulados essenciais do direito penal da culpa e do princípio constitucional do “due process of law”, e sem transgredir esses vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, apreciar a conduta individual do réu, a ser analisada, em sua expressão concreta, em face dos elementos abstratos contidos no preceito primário de incriminação. Cumpre ter presente, desse modo, que se impõe, ao Estado, no plano da persecução penal, o dever de definir, com precisão, a participação individual dos autores de quaisquer delitos. O Poder Público, tendo presente a norma inscrita no art. 41 do Código de Processo Penal, não pode deixar de observar as exigências que emanam desse preceito legal, sob pena de incidir em grave desvio jurídico-constitucional no momento em que exerce o seu dever-poder de fazer instaurar a “persecutio criminis” contra aqueles que, alegadamente, transgrediram o ordenamento penal do Estado. Não foi por outra razão que o Supremo Tribunal Federal, em decisão de que foi Relator o saudoso Ministro BARROS MONTEIRO, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 10 penal, a fim de que o Poder Judiciário, ao resolver a controvérsia penal, possa, em obséquio aos postulados essenciais do direito penal da culpa e do princípio constitucional do “due process of law”, e sem transgredir esses vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, apreciar a conduta individual do réu, a ser analisada, em sua expressão concreta, em face dos elementos abstratos contidos no preceito primário de incriminação. Cumpre ter presente, desse modo, que se impõe, ao Estado, no plano da persecução penal, o dever de definir, com precisão, a participação individual dos autores de quaisquer delitos. O Poder Público, tendo presente a norma inscrita no art. 41 do Código de Processo Penal, não pode deixar de observar as exigências que emanam desse preceito legal, sob pena de incidir em grave desvio jurídico-constitucional no momento em que exerce o seu dever-poder de fazer instaurar a “persecutio criminis” contra aqueles que, alegadamente, transgrediram o ordenamento penal do Estado. Não foi por outra razão que o Supremo Tribunal Federal, em decisão de que foi Relator o saudoso Ministro BARROS MONTEIRO, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 11 deixou consignada expressiva advertência sobre o tema ora em exame (RTJ 49/388): “‘Habeas Corpus’. Tratando-se de denúncia referente a crime de autoria coletiva, é indispensável que descreva ela, circunstanciadamente, sob pena de inépcia, os fatos típicos atribuídos a cada paciente. Extensão deferida, sem prejuízo do oferecimento de outra denúncia, em forma regular.” (grifei) Esse entendimento - que tem sido prestigiado por diversos e eminentes autores (DAMÁSIO E. DE JESUS, “Código de Processo Penal Anotado”, p. 40, 10ª ed., 1993, Saraiva; LUIZ VICENTE CERNICHIARO/PAULO JOSÉ DA COSTA JR., “Direito Penal na Constituição”, p. 84, item n. 8, 1990, RT; ROGÉRIO LAURIA TUCCI, “Direitos e Garantias Individuais no Processo Penal Brasileiro”, p. 212/214, item n. 17, 1993, Saraiva; JOAQUIM CANUTO MENDES DE ALMEIDA, “Processo Penal, Ação e Jurisdição”, p. 114, 1975, RT) - repudia as acusações genéricas, repele as sentenças indeterminadas e adverte, especialmente no contexto dos delitos societários, que “Mera presunção de culpa, decorrente unicamente do fato de ser o agente diretor de uma empresa, não pode alicerçar uma denúncia criminal”, pois “A submissão de um cidadão aos rigores de um processo penal exige um mínimo de prova de que tenha praticado o ato ilícito, ou concorrido para a sua prática. Se isto não existir, haverá o que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 11 deixou consignada expressiva advertência sobre o tema ora em exame (RTJ 49/388): “‘Habeas Corpus’. Tratando-se de denúncia referente a crime de autoria coletiva, é indispensável que descreva ela, circunstanciadamente, sob pena de inépcia, os fatos típicos atribuídos a cada paciente. Extensão deferida, sem prejuízo do oferecimento de outra denúncia, em forma regular.” (grifei) Esse entendimento - que tem sido prestigiado por diversos e eminentes autores (DAMÁSIO E. DE JESUS, “Código de Processo Penal Anotado”, p. 40, 10ª ed., 1993, Saraiva; LUIZ VICENTE CERNICHIARO/PAULO JOSÉ DA COSTA JR., “Direito Penal na Constituição”, p. 84, item n. 8, 1990, RT; ROGÉRIO LAURIA TUCCI, “Direitos e Garantias Individuais no Processo Penal Brasileiro”, p. 212/214, item n. 17, 1993, Saraiva; JOAQUIM CANUTO MENDES DE ALMEIDA, “Processo Penal, Ação e Jurisdição”, p. 114, 1975, RT) - repudia as acusações genéricas, repele as sentenças indeterminadas e adverte, especialmente no contexto dos delitos societários, que “Mera presunção de culpa, decorrente unicamente do fato de ser o agente diretor de uma empresa, não pode alicerçar uma denúncia criminal”, pois “A submissão de um cidadão aos rigores de um processo penal exige um mínimo de prova de que tenha praticado o ato ilícito, ou concorrido para a sua prática. Se isto não existir, haverá o que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 12 se denomina o abuso do poder de denúncia” (MANOEL PEDRO PIMENTEL, “Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional”, p. 174, 1987, RT). Essa orientação, que reputa ser indispensável a identificação, pelo Estado, na peça acusatória, da participação individual de cada denunciado, tem, hoje, o beneplácito de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal (HC 80.549/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – HC 84.580/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 85.948/PA, Rel. Min. AYRES BRITTO – RHC 85.658/ES, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.): “1. ‘Habeas Corpus’. Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei no 7.492, de 1986). Crime societário. 2. Alegada inépcia da denúncia, por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados. 3. Mudança de orientação jurisprudencial, que, no caso de crimes societários, entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado, bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes: HC nº 86.294-SP, 2ª Turma, por maioria, de minha relatoria, DJ de 03.02.2006; HC nº 85.579-MA, 2ª Turma, unânime, de minha relatoria, DJ de 24.05.2005; HC nº 80.812-PA, 2ª Turma, por maioria, de minha relatoria p/ o acórdão, DJ de 05.03.2004; HC nº 73.903-CE, 2ª Turma, unânime, Rel. Min. Francisco Rezek, DJ de 25.04.1997; e HC nº 74.791-RJ, 1ª Turma, unânime, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 09.05.1997. 4. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. 5. Observância dos princípios do devido processo legal (CF, art. 5º, LIV), da ampla defesa, contraditório (CF, art. 5º, LV) e da dignidade da pessoa humana (CF, art. 1º, III). Precedentes: HC nº 73.590-SP, 1ª Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 12 se denomina o abuso do poder de denúncia” (MANOEL PEDRO PIMENTEL, “Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional”, p. 174, 1987, RT). Essa orientação, que reputa ser indispensável a identificação, pelo Estado, na peça acusatória, da participação individual de cada denunciado, tem, hoje, o beneplácito de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal (HC 80.549/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – HC 84.580/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 85.948/PA, Rel. Min. AYRES BRITTO – RHC 85.658/ES, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.): “1. ‘Habeas Corpus’. Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei no 7.492, de 1986). Crime societário. 2. Alegada inépcia da denúncia, por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados. 3. Mudança de orientação jurisprudencial, que, no caso de crimes societários, entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado, bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes: HC nº 86.294-SP, 2ª Turma, por maioria, de minha relatoria, DJ de 03.02.2006; HC nº 85.579-MA, 2ª Turma, unânime, de minha relatoria, DJ de 24.05.2005; HC nº 80.812-PA, 2ª Turma, por maioria, de minha relatoria p/ o acórdão, DJ de 05.03.2004; HC nº 73.903-CE, 2ª Turma, unânime, Rel. Min. Francisco Rezek, DJ de 25.04.1997; e HC nº 74.791-RJ, 1ª Turma, unânime, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 09.05.1997. 4. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. 5. Observância dos princípios do devido processo legal (CF, art. 5º, LIV), da ampla defesa, contraditório (CF, art. 5º, LV) e da dignidade da pessoa humana (CF, art. 1º, III). Precedentes: HC nº 73.590-SP, 1ª Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 13 13.12.1996; e HC nº 70.763-DF, 1ª Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 23.09.1994. 6. No caso concreto, a denúncia é inepta porque não pormenorizou, de modo adequado e suficiente, a conduta do paciente. 7. ‘Habeas corpus’ deferido.” (HC 86.879/SP, Rel. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES - grifei) “‘HABEAS CORPUS’ - CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – RESPONSABILIDADE PENAL DOS CONTROLADORES E ADMINISTRADORES DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS – LEI Nº 7.492/86 (ART. 25) – DENÚNCIA QUE NÃO ATRIBUI COMPORTAMENTO ESPECÍFICO AO DIRETOR DE CÂMBIO DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE O VINCULE, COM APOIO EM DADOS PROBATÓRIOS MÍNIMOS, AO EVENTO DELITUOSO – INÉPCIA DA DENÚNCIA - PEDIDO DEFERIDO. PROCESSO PENAL ACUSATÓRIO - OBRIGAÇÃO DE O MINISTÉRIO PÚBLICO FORMULAR DENÚNCIA JURIDICAMENTE APTA. O sistema jurídico vigente no Brasil - tendo presente a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático – impõe, ao Ministério Público, a obrigação de expor, de maneira precisa, objetiva e individualizada, a participação das pessoas acusadas da suposta prática da infração penal, a fim de que o Poder Judiciário, ao resolver a controvérsia penal, possa, em obséquio aos postulados essenciais do direito penal da culpa e do princípio constitucional do ‘due process of law’, ter em consideração, sem transgredir esses vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, a conduta individual do réu, a ser analisada, em sua expressão concreta, em face dos elementos abstratos contidos no preceito primário de incriminação. O ordenamento positivo brasileiro repudia as acusações genéricas e repele as sentenças indeterminadas. A PESSOA SOB INVESTIGAÇÃO PENAL TEM O DIREITO DE NÃO SER ACUSADA COM BASE EM DENÚNCIA INEPTA. A denúncia - enquanto instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal - constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, antes de mais nada, ao delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a própria ‘res in judicio deducta’. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 13 13.12.1996; e HC nº 70.763-DF, 1ª Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 23.09.1994. 6. No caso concreto, a denúncia é inepta porque não pormenorizou, de modo adequado e suficiente, a conduta do paciente. 7. ‘Habeas corpus’ deferido.” (HC 86.879/SP, Rel. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES - grifei) “‘HABEAS CORPUS’ - CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – RESPONSABILIDADE PENAL DOS CONTROLADORES E ADMINISTRADORES DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS – LEI Nº 7.492/86 (ART. 25) – DENÚNCIA QUE NÃO ATRIBUI COMPORTAMENTO ESPECÍFICO AO DIRETOR DE CÂMBIO DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE O VINCULE, COM APOIO EM DADOS PROBATÓRIOS MÍNIMOS, AO EVENTO DELITUOSO – INÉPCIA DA DENÚNCIA - PEDIDO DEFERIDO. PROCESSO PENAL ACUSATÓRIO - OBRIGAÇÃO DE O MINISTÉRIO PÚBLICO FORMULAR DENÚNCIA JURIDICAMENTE APTA. O sistema jurídico vigente no Brasil - tendo presente a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático – impõe, ao Ministério Público, a obrigação de expor, de maneira precisa, objetiva e individualizada, a participação das pessoas acusadas da suposta prática da infração penal, a fim de que o Poder Judiciário, ao resolver a controvérsia penal, possa, em obséquio aos postulados essenciais do direito penal da culpa e do princípio constitucional do ‘due process of law’, ter em consideração, sem transgredir esses vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, a conduta individual do réu, a ser analisada, em sua expressão concreta, em face dos elementos abstratos contidos no preceito primário de incriminação. O ordenamento positivo brasileiro repudia as acusações genéricas e repele as sentenças indeterminadas. A PESSOA SOB INVESTIGAÇÃO PENAL TEM O DIREITO DE NÃO SER ACUSADA COM BASE EM DENÚNCIA INEPTA. A denúncia - enquanto instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal - constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, antes de mais nada, ao delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a própria ‘res in judicio deducta’. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 14 A peça acusatória, por isso mesmo, deve conter a exposição do fato delituoso, em toda a sua essência e com todas as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se ao acusador como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Denúncia que não descreve, adequadamente, o fato criminoso e que também deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente ao evento delituoso qualifica-se como denúncia inepta. Precedentes. PERSECUÇÃO PENAL DOS DELITOS CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO – PEÇA ACUSATÓRIA QUE NÃO DESCREVE, QUANTO AO ADMINISTRADOR DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA, QUALQUER CONDUTA ESPECÍFICA QUE O VINCULE AO EVENTO DELITUOSO – INÉPCIA DA DENÚNCIA. - A mera invocação da condição de diretor em instituição financeira, sem a correspondente e objetiva descrição de determinado comportamento típico que o vincule ao resultado criminoso, não constitui fator suficiente apto a legitimar a formulação da acusação estatal ou a autorizar a prolação de decreto judicial condenatório. A circunstância objetiva de alguém meramente exercer cargo de direção em instituição financeira não se revela suficiente, só por si, para autorizar qualquer presunção de culpa (inexistente em nosso sistema jurídico-penal) e, menos ainda, para justificar, como efeito derivado dessa particular qualificação formal, a correspondente persecução criminal em juízo. AS ACUSAÇÕES PENAIS NÃO SE PRESUMEM PROVADAS: O ÔNUS DA PROVA INCUMBE, EXCLUSIVAMENTE, A QUEM ACUSA. - Os princípios constitucionais que regem o processo penal põem em evidência o nexo de indiscutível vinculação que existe entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa e juridicamente apta, de um lado, e o direito individual à ampla defesa, de que dispõe o acusado, de outro. É que, para o acusado exercer, em plenitude, a garantia do contraditório, torna-se indispensável que o órgão da acusação descreva, de modo preciso, os elementos estruturais (‘essentialia delicti’) que compõem o tipo penal, sob pena de se devolver, ilegitimamente, ao réu, o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 14 A peça acusatória, por isso mesmo, deve conter a exposição do fato delituoso, em toda a sua essência e com todas as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se ao acusador como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Denúncia que não descreve, adequadamente, o fato criminoso e que também deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente ao evento delituoso qualifica-se como denúncia inepta. Precedentes. PERSECUÇÃO PENAL DOS DELITOS CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO – PEÇA ACUSATÓRIA QUE NÃO DESCREVE, QUANTO AO ADMINISTRADOR DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA, QUALQUER CONDUTA ESPECÍFICA QUE O VINCULE AO EVENTO DELITUOSO – INÉPCIA DA DENÚNCIA. - A mera invocação da condição de diretor em instituição financeira, sem a correspondente e objetiva descrição de determinado comportamento típico que o vincule ao resultado criminoso, não constitui fator suficiente apto a legitimar a formulação da acusação estatal ou a autorizar a prolação de decreto judicial condenatório. A circunstância objetiva de alguém meramente exercer cargo de direção em instituição financeira não se revela suficiente, só por si, para autorizar qualquer presunção de culpa (inexistente em nosso sistema jurídico-penal) e, menos ainda, para justificar, como efeito derivado dessa particular qualificação formal, a correspondente persecução criminal em juízo. AS ACUSAÇÕES PENAIS NÃO SE PRESUMEM PROVADAS: O ÔNUS DA PROVA INCUMBE, EXCLUSIVAMENTE, A QUEM ACUSA. - Os princípios constitucionais que regem o processo penal põem em evidência o nexo de indiscutível vinculação que existe entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa e juridicamente apta, de um lado, e o direito individual à ampla defesa, de que dispõe o acusado, de outro. É que, para o acusado exercer, em plenitude, a garantia do contraditório, torna-se indispensável que o órgão da acusação descreva, de modo preciso, os elementos estruturais (‘essentialia delicti’) que compõem o tipo penal, sob pena de se devolver, ilegitimamente, ao réu, o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 15 É sempre importante reiterar – na linha do magistério jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria – que nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao contrário, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, para além de qualquer dúvida razoável, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-lei nº 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5). Precedentes.” (HC 83.947/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “1. AÇÃO PENAL. Denúncia. Deficiência. Omissão dos comportamentos típicos que teriam concretizado a participação dos réus nos fatos criminosos descritos. Sacrifício do contraditório e da ampla defesa. Ofensa a garantias constitucionais do devido processo legal (‘due process of law’). Nulidade absoluta e insanável. Superveniência da sentença condenatória. Irrelevância. Preclusão temporal inocorrente. Conhecimento da argüição em HC. Aplicação do art. 5º, incs. LIV e LV, da CF. Votos vencidos. A denúncia que, eivada de narração deficiente ou insuficiente, dificulte ou impeça o pleno exercício dos poderes da defesa, é causa de nulidade absoluta e insanável do processo e da sentença condenatória e, como tal, não é coberta por preclusão. 2. AÇÃO PENAL. Delitos contra o sistema financeiro nacional. Crimes ditos societários. Tipos previstos nos arts. 21, parágrafo único, e 22, ‘caput’, da Lei 7.492/86. Denúncia genérica. Peça que omite a descrição de comportamentos típicos e sua atribuição a autor individualizado, na qualidade de administrador de empresas. Inadmissibilidade. Imputação às pessoas jurídicas. Caso de responsabilidade penal objetiva. Inépcia reconhecida. Processo anulado a partir da denúncia, inclusive. HC concedido para esse fim. Extensão da ordem ao co-réu. Inteligência do art. 5º, incs. XLV e XLVI, da CF, dos arts. 13, 18, 20 e 26 do CP e 25 da Lei 7.492/86. Aplicação do art. 41 do CPP. Votos vencidos. No caso de crime contra o sistema financeiro nacional ou de outro dito ‘crime societário’, é inepta a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 15 É sempre importante reiterar – na linha do magistério jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria – que nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao contrário, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, para além de qualquer dúvida razoável, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-lei nº 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5). Precedentes.” (HC 83.947/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “1. AÇÃO PENAL. Denúncia. Deficiência. Omissão dos comportamentos típicos que teriam concretizado a participação dos réus nos fatos criminosos descritos. Sacrifício do contraditório e da ampla defesa. Ofensa a garantias constitucionais do devido processo legal (‘due process of law’). Nulidade absoluta e insanável. Superveniência da sentença condenatória. Irrelevância. Preclusão temporal inocorrente. Conhecimento da argüição em HC. Aplicação do art. 5º, incs. LIV e LV, da CF. Votos vencidos. A denúncia que, eivada de narração deficiente ou insuficiente, dificulte ou impeça o pleno exercício dos poderes da defesa, é causa de nulidade absoluta e insanável do processo e da sentença condenatória e, como tal, não é coberta por preclusão. 2. AÇÃO PENAL. Delitos contra o sistema financeiro nacional. Crimes ditos societários. Tipos previstos nos arts. 21, parágrafo único, e 22, ‘caput’, da Lei 7.492/86. Denúncia genérica. Peça que omite a descrição de comportamentos típicos e sua atribuição a autor individualizado, na qualidade de administrador de empresas. Inadmissibilidade. Imputação às pessoas jurídicas. Caso de responsabilidade penal objetiva. Inépcia reconhecida. Processo anulado a partir da denúncia, inclusive. HC concedido para esse fim. Extensão da ordem ao co-réu. Inteligência do art. 5º, incs. XLV e XLVI, da CF, dos arts. 13, 18, 20 e 26 do CP e 25 da Lei 7.492/86. Aplicação do art. 41 do CPP. Votos vencidos. No caso de crime contra o sistema financeiro nacional ou de outro dito ‘crime societário’, é inepta a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 16 denúncia genérica, que omite descrição de comportamento típico e sua atribuição a autor individualizado, na condição de diretor ou administrador de empresa.” (HC 83.301/RS, Rel. p/ o acórdão Min. CEZAR PELUSO - grifei) A leitura da denúncia (Apenso, fls. 25/28) - peça ora questionada nesta sede processual -, permite constatar, a meu juízo, que o Ministério Público, ao formular acusação imperfeita, deixou de cumprir a obrigação processual de promover a descrição precisa do comportamento do ora paciente, que o vinculasse, concretamente, aos eventos delituosos narrados na peça acusatória. Tenho para mim, desse modo, que, no caso presente, a ausência de individuada e detalhada descrição dos comportamentos delituosos atribuídos ao ora paciente, pela peça acusatória em questão, faz emergir, desse ato processual, grave vício jurídico, de que só pode derivar, como efeito conseqüencial, séria ofensa aos “princípios da lealdade processual, do contraditório no processo penal e da defesa plena” (RTJ 33/430, Rel. Min. PEDRO CHAVES). Cumpre ter presente, neste ponto, a advertência constante do magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, que, ao insistir na indispensabilidade de o Estado identificar, na peça acusatória, com absoluta precisão, a participação individual de cada denunciado - e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 16 denúncia genérica, que omite descrição de comportamento típico e sua atribuição a autor individualizado, na condição de diretor ou administrador de empresa.” (HC 83.301/RS, Rel. p/ o acórdão Min. CEZAR PELUSO - grifei) A leitura da denúncia (Apenso, fls. 25/28) - peça ora questionada nesta sede processual -, permite constatar, a meu juízo, que o Ministério Público, ao formular acusação imperfeita, deixou de cumprir a obrigação processual de promover a descrição precisa do comportamento do ora paciente, que o vinculasse, concretamente, aos eventos delituosos narrados na peça acusatória. Tenho para mim, desse modo, que, no caso presente, a ausência de individuada e detalhada descrição dos comportamentos delituosos atribuídos ao ora paciente, pela peça acusatória em questão, faz emergir, desse ato processual, grave vício jurídico, de que só pode derivar, como efeito conseqüencial, séria ofensa aos “princípios da lealdade processual, do contraditório no processo penal e da defesa plena” (RTJ 33/430, Rel. Min. PEDRO CHAVES). Cumpre ter presente, neste ponto, a advertência constante do magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, que, ao insistir na indispensabilidade de o Estado identificar, na peça acusatória, com absoluta precisão, a participação individual de cada denunciado - e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 17 considerada a inquestionável repercussão processual desse ato sobre a sentença judicial -, observa que “Discriminar a participação de cada co-réu é de todo necessário (...), porque, se, em certos casos, a simples associação pode constituir um delito per se, na maioria deles a natureza da participação de cada um, na produção do evento criminoso, é que determina a sua responsabilidade, porque alguém pode pertencer ao mesmo grupo, sem concorrer para o delito, praticando, por exemplo, atos penalmente irrelevantes, ou nenhum. Aliás, a necessidade de se definir a participação de cada um resulta da própria Constituição, porque a responsabilidade criminal é pessoal, não transcende da pessoa do delinqüente (...). É preciso, portanto, que se comprove que alguém concorreu com ato seu para o crime” (RTJ 35/517, 534, Rel. Min. VICTOR NUNES LEAL - grifei). Tem-se, desse modo, que se revela inepta a denúncia, sempre que - tal como no caso ocorre - a peça acusatória, sem especificar, de modo detalhado, a participação dos acusados, vem a atribuir-lhes virtual (e objetiva) responsabilidade pelos eventos delituosos, como explicitado no aditamento à inicial do presente “writ”, pelo só fato “de ser sócio-administrador da pessoa jurídica BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA” (fls. 14/15). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 17 considerada a inquestionável repercussão processual desse ato sobre a sentença judicial -, observa que “Discriminar a participação de cada co-réu é de todo necessário (...), porque, se, em certos casos, a simples associação pode constituir um delito per se, na maioria deles a natureza da participação de cada um, na produção do evento criminoso, é que determina a sua responsabilidade, porque alguém pode pertencer ao mesmo grupo, sem concorrer para o delito, praticando, por exemplo, atos penalmente irrelevantes, ou nenhum. Aliás, a necessidade de se definir a participação de cada um resulta da própria Constituição, porque a responsabilidade criminal é pessoal, não transcende da pessoa do delinqüente (...). É preciso, portanto, que se comprove que alguém concorreu com ato seu para o crime” (RTJ 35/517, 534, Rel. Min. VICTOR NUNES LEAL - grifei). Tem-se, desse modo, que se revela inepta a denúncia, sempre que - tal como no caso ocorre - a peça acusatória, sem especificar, de modo detalhado, a participação dos acusados, vem a atribuir-lhes virtual (e objetiva) responsabilidade pelos eventos delituosos, como explicitado no aditamento à inicial do presente “writ”, pelo só fato “de ser sócio-administrador da pessoa jurídica BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA” (fls. 14/15). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 18 A formulação de acusações genéricas, em delitos societários, culmina por consagrar uma inaceitável hipótese de responsabilidade penal objetiva, com todas as gravíssimas conseqüências que daí podem resultar, consoante adverte, em precisa abordagem do tema, em lição que sempre tenho relembrado nesta Suprema Corte, o ilustre Advogado paulista Dr. RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGÃO (“Denúncias Genéricas em Crime de Sonegação Fiscal”, “in” Justiça e Democracia, vol. 1/207-211, 210-211, 1996, RT): “Se há compromisso da lei com a culpabilidade, não se admite responsabilidade objetiva, decorrente da imputação genérica, que não permite ao acusado conhecer se houve e qual a medida da sua participação no fato, para poder se defender. Desconhecendo o teor preciso da acusação, o defensor não terá como orientar o interrogatório, a defesa prévia e o requerimento de provas, bem assim não terá como avaliar eventual colidência de defesas entre a do seu constituinte e a do co-réu. O acusado será obrigado a fazer prova negativa de que não praticou o crime, assumindo o ônus da prova que é do Ministério Público, tendo em vista o princípio constitucional da presunção de inocência. A denúncia genérica, nos crimes de sonegação fiscal, impossibilita a ampla defesa e, por isso, não pode ser admitida.” (grifei) Cumpre ter presente, bem por isso, a séria objeção exposta pelo saudoso Ministro ASSIS TOLEDO, para quem “Ser acionista ou membro do conselho consultivo da empresa não é crime. Logo, a invocação dessa condição, sem a descrição de condutas específicas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 18 A formulação de acusações genéricas, em delitos societários, culmina por consagrar uma inaceitável hipótese de responsabilidade penal objetiva, com todas as gravíssimas conseqüências que daí podem resultar, consoante adverte, em precisa abordagem do tema, em lição que sempre tenho relembrado nesta Suprema Corte, o ilustre Advogado paulista Dr. RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGÃO (“Denúncias Genéricas em Crime de Sonegação Fiscal”, “in” Justiça e Democracia, vol. 1/207-211, 210-211, 1996, RT): “Se há compromisso da lei com a culpabilidade, não se admite responsabilidade objetiva, decorrente da imputação genérica, que não permite ao acusado conhecer se houve e qual a medida da sua participação no fato, para poder se defender. Desconhecendo o teor preciso da acusação, o defensor não terá como orientar o interrogatório, a defesa prévia e o requerimento de provas, bem assim não terá como avaliar eventual colidência de defesas entre a do seu constituinte e a do co-réu. O acusado será obrigado a fazer prova negativa de que não praticou o crime, assumindo o ônus da prova que é do Ministério Público, tendo em vista o princípio constitucional da presunção de inocência. A denúncia genérica, nos crimes de sonegação fiscal, impossibilita a ampla defesa e, por isso, não pode ser admitida.” (grifei) Cumpre ter presente, bem por isso, a séria objeção exposta pelo saudoso Ministro ASSIS TOLEDO, para quem “Ser acionista ou membro do conselho consultivo da empresa não é crime. Logo, a invocação dessa condição, sem a descrição de condutas específicas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 19 que vinculem cada diretor ao evento criminoso, não basta para viabilizar a denúncia” (RT 715/526). É preciso insistir na circunstância de que a responsabilidade penal pelos eventos delituosos praticados no plano societário, em nome e em favor de organismos empresariais, deve resolver-se - consoante adverte MANOEL PEDRO PIMENTEL (“Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional”, p. 172, 1987, RT) - “na responsabilidade individual dos mandatários, uma vez comprovada sua participação nos fatos” (grifei), eis que, tal como salienta o saudoso Professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, o princípio hoje dominante da responsabilidade por culpa - que não se confunde com o postulado da responsabilidade por risco - revela-se incompatível com a concepção do “versari in re illicita”, banida do domínio do direito penal da culpa. É que - tal como já decidiu o Supremo Tribunal Federal - a circunstância de alguém meramente ostentar a condição de sócio- -administrador de uma sociedade empresária não pode justificar, só por si, a formulação, pelo Estado, de qualquer juízo acusatório fundado numa inaceitável presunção de culpa (RTJ 163/268-269, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 19 que vinculem cada diretor ao evento criminoso, não basta para viabilizar a denúncia” (RT 715/526). É preciso insistir na circunstância de que a responsabilidade penal pelos eventos delituosos praticados no plano societário, em nome e em favor de organismos empresariais, deve resolver-se - consoante adverte MANOEL PEDRO PIMENTEL (“Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional”, p. 172, 1987, RT) - “na responsabilidade individual dos mandatários, uma vez comprovada sua participação nos fatos” (grifei), eis que, tal como salienta o saudoso Professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, o princípio hoje dominante da responsabilidade por culpa - que não se confunde com o postulado da responsabilidade por risco - revela-se incompatível com a concepção do “versari in re illicita”, banida do domínio do direito penal da culpa. É que - tal como já decidiu o Supremo Tribunal Federal - a circunstância de alguém meramente ostentar a condição de sócio- -administrador de uma sociedade empresária não pode justificar, só por si, a formulação, pelo Estado, de qualquer juízo acusatório fundado numa inaceitável presunção de culpa (RTJ 163/268-269, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 20 Não custa enfatizar que, no sistema jurídico brasileiro, não existe qualquer possibilidade de o Poder Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer, em sede penal, a culpa de alguém. Na realidade, os princípios democráticos que informam o modelo constitucional consagrado na Carta Política de 1988 repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. Meras conjecturas sequer podem conferir suporte material a qualquer acusação estatal. É que, sem base probatória consistente, dados conjecturais não se revestem, em sede penal, de idoneidade jurídica, quer para efeito de formulação de imputação penal, quer, com maior razão, para fins de prolação de juízo condenatório. Torna-se essencial insistir, portanto, na asserção de que, “Por exclusão, suspeita ou presunção, ninguém pode ser condenado em nosso sistema jurídico-penal”, consoante proclamou, em lapidar decisão, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (RT 165/596, Rel. Des. VICENTE DE AZEVEDO). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 20 Não custa enfatizar que, no sistema jurídico brasileiro, não existe qualquer possibilidade de o Poder Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer, em sede penal, a culpa de alguém. Na realidade, os princípios democráticos que informam o modelo constitucional consagrado na Carta Política de 1988 repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. Meras conjecturas sequer podem conferir suporte material a qualquer acusação estatal. É que, sem base probatória consistente, dados conjecturais não se revestem, em sede penal, de idoneidade jurídica, quer para efeito de formulação de imputação penal, quer, com maior razão, para fins de prolação de juízo condenatório. Torna-se essencial insistir, portanto, na asserção de que, “Por exclusão, suspeita ou presunção, ninguém pode ser condenado em nosso sistema jurídico-penal”, consoante proclamou, em lapidar decisão, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (RT 165/596, Rel. Des. VICENTE DE AZEVEDO). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 21 Cumpre ressaltar, neste ponto, que a análise de qualquer peça acusatória impõe que, nela, se identifique, desde logo, a narração objetiva, individuada e precisa do fato delituoso, que, além de estar concretamente vinculado ao comportamento de cada agente, deve ser especificado e descrito, em todos os seus elementos estruturais e circunstanciais, pelo órgão estatal da acusação penal. Como já precedentemente enfatizado, a imputação penal não pode ser o resultado da vontade pessoal e arbitrária do acusador (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Este, para que possa validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte uma necessária base empírica, a fim de que a acusação - que deve sempre narrar a participação individual de cada agente no evento delituoso - não se transforme, como advertia o saudoso Ministro OROSIMBO NONATO, em pura criação mental do acusador (RF 150/393). Uma das principais obrigações jurídicas do Ministério Público no processo penal de condenação consiste no dever de apresentar denúncia que veicule, de modo claro e objetivo, com todos os elementos estruturais, essenciais e circunstanciais que lhe são inerentes, a descrição do fato delituoso, em ordem a viabilizar o exercício legítimo da ação penal e a ensejar, a partir da estrita observância dos pressupostos estipulados no art. 41 do Código de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 21 Cumpre ressaltar, neste ponto, que a análise de qualquer peça acusatória impõe que, nela, se identifique, desde logo, a narração objetiva, individuada e precisa do fato delituoso, que, além de estar concretamente vinculado ao comportamento de cada agente, deve ser especificado e descrito, em todos os seus elementos estruturais e circunstanciais, pelo órgão estatal da acusação penal. Como já precedentemente enfatizado, a imputação penal não pode ser o resultado da vontade pessoal e arbitrária do acusador (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Este, para que possa validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte uma necessária base empírica, a fim de que a acusação - que deve sempre narrar a participação individual de cada agente no evento delituoso - não se transforme, como advertia o saudoso Ministro OROSIMBO NONATO, em pura criação mental do acusador (RF 150/393). Uma das principais obrigações jurídicas do Ministério Público no processo penal de condenação consiste no dever de apresentar denúncia que veicule, de modo claro e objetivo, com todos os elementos estruturais, essenciais e circunstanciais que lhe são inerentes, a descrição do fato delituoso, em ordem a viabilizar o exercício legítimo da ação penal e a ensejar, a partir da estrita observância dos pressupostos estipulados no art. 41 do Código de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 22 Processo Penal, a possibilidade de efetiva atuação da cláusula constitucional da plenitude de defesa. Daí a advertência presente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O processo penal de tipo acusatório repele, por ofensivas à garantia da plenitude de defesa, quaisquer imputações que se mostrem indeterminadas, vagas, contraditórias, omissas ou ambíguas. Existe, na perspectiva dos princípios constitucionais que regem o processo penal, um nexo de indiscutível vinculação entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa e juridicamente apta e o direito individual de que dispõe o acusado à ampla defesa. A imputação penal omissa ou deficiente, além de constituir transgressão do dever jurídico que se impõe ao Estado, qualifica-se como causa de nulidade processual absoluta.” (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não se pode desconhecer que, no processo penal condenatório - que constitui estrutura jurídico-formal em cujo âmbito o Estado desempenha a sua atividade persecutória -, antagonizam-se exigências contrastantes que exprimem uma situação de tensão dialética, configurada pelo conflito entre a pretensão punitiva deduzida pelo Estado e o desejo de preservação da liberdade individual manifestado pelo réu. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 22 Processo Penal, a possibilidade de efetiva atuação da cláusula constitucional da plenitude de defesa. Daí a advertência presente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O processo penal de tipo acusatório repele, por ofensivas à garantia da plenitude de defesa, quaisquer imputações que se mostrem indeterminadas, vagas, contraditórias, omissas ou ambíguas. Existe, na perspectiva dos princípios constitucionais que regem o processo penal, um nexo de indiscutível vinculação entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa e juridicamente apta e o direito individual de que dispõe o acusado à ampla defesa. A imputação penal omissa ou deficiente, além de constituir transgressão do dever jurídico que se impõe ao Estado, qualifica-se como causa de nulidade processual absoluta.” (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não se pode desconhecer que, no processo penal condenatório - que constitui estrutura jurídico-formal em cujo âmbito o Estado desempenha a sua atividade persecutória -, antagonizam-se exigências contrastantes que exprimem uma situação de tensão dialética, configurada pelo conflito entre a pretensão punitiva deduzida pelo Estado e o desejo de preservação da liberdade individual manifestado pelo réu. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 23 A persecução penal, cuja instauração é justificada pela suposta prática de um ato criminoso, não se projeta nem se exterioriza como uma manifestação de absolutismo estatal. De exercício indeclinável, a “persecutio criminis” sofre os condicionamentos que lhe impõe o ordenamento jurídico. A tutela da liberdade, desse modo, representa uma insuperável limitação constitucional ao poder persecutório do Estado. As limitações à atividade persecutório-penal do Estado traduzem garantias dispensadas pela ordem jurídica à preservação, pelo suspeito, pelo indiciado ou pelo acusado, do seu estado de liberdade. Tenho salientado, nesta Corte, que a submissão de uma pessoa à jurisdição penal do Estado coloca em evidência a relação de polaridade conflitante que se estabelece entre a pretensão punitiva do Poder Público, de um lado, e o resguardo à intangibilidade do “jus libertatis” titularizado pelo réu, de outro. A persecução penal, enquanto atividade estatal juridicamente vinculada, rege-se por padrões normativos, que, consagrados pela Constituição e pelas leis, traduzem limitações significativas ao poder do Estado. Por isso mesmo, o processo penal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 23 A persecução penal, cuja instauração é justificada pela suposta prática de um ato criminoso, não se projeta nem se exterioriza como uma manifestação de absolutismo estatal. De exercício indeclinável, a “persecutio criminis” sofre os condicionamentos que lhe impõe o ordenamento jurídico. A tutela da liberdade, desse modo, representa uma insuperável limitação constitucional ao poder persecutório do Estado. As limitações à atividade persecutório-penal do Estado traduzem garantias dispensadas pela ordem jurídica à preservação, pelo suspeito, pelo indiciado ou pelo acusado, do seu estado de liberdade. Tenho salientado, nesta Corte, que a submissão de uma pessoa à jurisdição penal do Estado coloca em evidência a relação de polaridade conflitante que se estabelece entre a pretensão punitiva do Poder Público, de um lado, e o resguardo à intangibilidade do “jus libertatis” titularizado pelo réu, de outro. A persecução penal, enquanto atividade estatal juridicamente vinculada, rege-se por padrões normativos, que, consagrados pela Constituição e pelas leis, traduzem limitações significativas ao poder do Estado. Por isso mesmo, o processo penal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 24 só pode ser concebido - e assim deve ser visto - como instrumento de salvaguarda da liberdade do réu. A denúncia - enquanto instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal - constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, antes de mais nada, ao delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a própria “res in judicio deducta”. A peça acusatória, por isso mesmo, deve conter a exposição do fato delituoso, descrito em toda a sua essência e narrado com todas as suas circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se ao acusador como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Em uma palavra: denúncia que não descreve, adequadamente, o fato criminoso e que também deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente ao evento delituoso qualifica-se – como ressaltado pela jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal - como denúncia inepta (RTJ 57/389 – RTJ 163/268-269). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 24 só pode ser concebido - e assim deve ser visto - como instrumento de salvaguarda da liberdade do réu. A denúncia - enquanto instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal - constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, antes de mais nada, ao delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a própria “res in judicio deducta”. A peça acusatória, por isso mesmo, deve conter a exposição do fato delituoso, descrito em toda a sua essência e narrado com todas as suas circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se ao acusador como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Em uma palavra: denúncia que não descreve, adequadamente, o fato criminoso e que também deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente ao evento delituoso qualifica-se – como ressaltado pela jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal - como denúncia inepta (RTJ 57/389 – RTJ 163/268-269). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 25 Essa diretriz jurisprudencial, que tem preponderado na prática processual desta Suprema Corte, nada mais reflete senão antigo e clássico magistério de JOÃO MENDES DE ALMEIDA JÚNIOR (“O Processo Criminal Brasileiro”, vol. II/183, item n. 305, 4ª ed., 1959, Freitas Bastos), eminente Professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e Ministro deste Supremo Tribunal Federal: “Vamos, agora, determinar as formalidades da queixa e da denúncia. ................................................... É uma exposição narrativa e demonstrativa. Narrativa, porque deve revelar o fato com todas as suas circunstâncias, isto é, não só a ação transitiva, como a pessoa que a praticou (‘quis’), os meios que empregou (‘quibus auxiliis’), o malefício que produziu (‘quid’), os motivos que o determinaram a isso (‘cur’), a maneira por que a praticou (‘quomodo’), o lugar onde a praticou (‘ubi’), o tempo (‘quando’). Demonstrativa, porque deve descrever o corpo de delito, dar as razões de convicção ou presunção e nomear as testemunhas e informantes.” (grifei) Igualmente lapidar, sob esse aspecto, o magistério de ALBERTO SILVA FRANCO, eminente Desembargador paulista, para quem (RT 525/372-375): “Num processo de tipo acusatório, não se compreende que o objeto da acusação fique ambíguo, indefinido, incerto ou logicamente contraditório, pois é ele que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 25 Essa diretriz jurisprudencial, que tem preponderado na prática processual desta Suprema Corte, nada mais reflete senão antigo e clássico magistério de JOÃO MENDES DE ALMEIDA JÚNIOR (“O Processo Criminal Brasileiro”, vol. II/183, item n. 305, 4ª ed., 1959, Freitas Bastos), eminente Professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e Ministro deste Supremo Tribunal Federal: “Vamos, agora, determinar as formalidades da queixa e da denúncia. ................................................... É uma exposição narrativa e demonstrativa. Narrativa, porque deve revelar o fato com todas as suas circunstâncias, isto é, não só a ação transitiva, como a pessoa que a praticou (‘quis’), os meios que empregou (‘quibus auxiliis’), o malefício que produziu (‘quid’), os motivos que o determinaram a isso (‘cur’), a maneira por que a praticou (‘quomodo’), o lugar onde a praticou (‘ubi’), o tempo (‘quando’). Demonstrativa, porque deve descrever o corpo de delito, dar as razões de convicção ou presunção e nomear as testemunhas e informantes.” (grifei) Igualmente lapidar, sob esse aspecto, o magistério de ALBERTO SILVA FRANCO, eminente Desembargador paulista, para quem (RT 525/372-375): “Num processo de tipo acusatório, não se compreende que o objeto da acusação fique ambíguo, indefinido, incerto ou logicamente contraditório, pois é ele que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 26 estabelece os limites das atividades, cognitiva e decisória, do Juiz. A este efeito do objeto da acusação é que EBERHARD SCHMIDT denominou de vinculação temática do Juiz. Este só pode ter 'como objeto de suas comprovações objetivas e de sua valoração jurídica aquele sucesso histórico cuja identidade, com respeito ao fato e com respeito ao autor, resulta da ação (...).” (grifei) Não custa rememorar que foi, em proveito da liberdade individual, que se impôs, ao órgão da acusação, o dever de incluir, na denúncia, todos os elementos essenciais à exata compreensão da imputação penal deduzida contra o suposto autor do comportamento delituoso. Essa obrigação processual do Ministério Público – insista-se - guarda íntima conexão com uma garantia fundamental outorgada pela Constituição da República em favor daqueles que sofrem, em juízo, a persecução penal movida pelo Estado: a garantia da plenitude de defesa. É por essa razão que VICENTE GRECO FILHO (“Manual de Processo Penal”, p. 64, 1991, Saraiva), ao versar o tema referente aos princípios constitucionais que regem o processo penal, estabelece o nexo de indiscutível vinculação que existe entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 26 estabelece os limites das atividades, cognitiva e decisória, do Juiz. A este efeito do objeto da acusação é que EBERHARD SCHMIDT denominou de vinculação temática do Juiz. Este só pode ter 'como objeto de suas comprovações objetivas e de sua valoração jurídica aquele sucesso histórico cuja identidade, com respeito ao fato e com respeito ao autor, resulta da ação (...).” (grifei) Não custa rememorar que foi, em proveito da liberdade individual, que se impôs, ao órgão da acusação, o dever de incluir, na denúncia, todos os elementos essenciais à exata compreensão da imputação penal deduzida contra o suposto autor do comportamento delituoso. Essa obrigação processual do Ministério Público – insista-se - guarda íntima conexão com uma garantia fundamental outorgada pela Constituição da República em favor daqueles que sofrem, em juízo, a persecução penal movida pelo Estado: a garantia da plenitude de defesa. É por essa razão que VICENTE GRECO FILHO (“Manual de Processo Penal”, p. 64, 1991, Saraiva), ao versar o tema referente aos princípios constitucionais que regem o processo penal, estabelece o nexo de indiscutível vinculação que existe entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 27 processualmente apta e juridicamente idônea, de um lado, e o direito individual do acusado à ampla defesa, de outro: “Outro requisito essencial à ampla defesa é a apresentação clara e completa da acusação, que deve ser formulada de modo que possa o réu contrapor-se a seus termos. É essencial, portanto, a descrição do fato delituoso em todas as suas circunstâncias. Uma descrição incompleta, dúbia ou que não seja de um fato típico penal gera a inépcia da denúncia e nulidade do processo, com a possibilidade de trancamento através de ‘habeas corpus’, se o juiz não rejeitar desde logo a inicial. Para que alguém possa preparar e realizar sua defesa é preciso que esteja claramente descrito o fato de que deve defender-se.” (grifei) É que, se assim não for, inverter-se-á, de modo ilegítimo, no processo penal de condenação, o ônus da prova, com evidente ofensa à presunção constitucional de inocência. Não custa enfatizar, por isso mesmo, na linha do magistério jurisprudencial consagrado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, que “Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 27 processualmente apta e juridicamente idônea, de um lado, e o direito individual do acusado à ampla defesa, de outro: “Outro requisito essencial à ampla defesa é a apresentação clara e completa da acusação, que deve ser formulada de modo que possa o réu contrapor-se a seus termos. É essencial, portanto, a descrição do fato delituoso em todas as suas circunstâncias. Uma descrição incompleta, dúbia ou que não seja de um fato típico penal gera a inépcia da denúncia e nulidade do processo, com a possibilidade de trancamento através de ‘habeas corpus’, se o juiz não rejeitar desde logo a inicial. Para que alguém possa preparar e realizar sua defesa é preciso que esteja claramente descrito o fato de que deve defender-se.” (grifei) É que, se assim não for, inverter-se-á, de modo ilegítimo, no processo penal de condenação, o ônus da prova, com evidente ofensa à presunção constitucional de inocência. Não custa enfatizar, por isso mesmo, na linha do magistério jurisprudencial consagrado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, que “Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 28 inocência (Decreto-lei nº 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5)” (RTJ 161/264-266, 265, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Torna-se relevante salientar, finalmente, que esta colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal tem censurado a formulação de denúncias ineptas, fazendo-o em decisões consubstanciadas em acórdãos assim ementados: “‘HABEAS CORPUS’. DENÚNCIA. ESTADO DE DIREITO. DIREITOS FUNDAMENTAIS. PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP NÃO PREENCHIDOS. 1 - A técnica da denúncia (art. 41 do Código de Processo Penal) tem merecido reflexão no plano da dogmática constitucional, associada especialmente ao direito de defesa. Precedentes. 2 - Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Estado de Direito. 3 - Violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Não é difícil perceber os danos que a mera existência de uma ação penal impõe ao indivíduo. Necessidade de rigor e prudência daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles que podem decidir sobre o seu curso. 4 - Ordem deferida, por maioria, para trancar a ação penal.” (RTJ 195/126, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei) “‘Habeas Corpus’. (...). 3. No caso concreto, a denúncia limita-se a reportar, de maneira pouco precisa, os termos de representação formulada pelos policiais rodoviários federais envolvidos. Não narra o ato concreto do paciente que configure ameaça ou abuso de autoridade. A peça acusatória não observou os requisitos que poderiam oferecer substrato a uma persecução criminal minimamente aceitável. 4. Na espécie, a atividade persecutória do Estado orienta-se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 28 inocência (Decreto-lei nº 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5)” (RTJ 161/264-266, 265, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Torna-se relevante salientar, finalmente, que esta colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal tem censurado a formulação de denúncias ineptas, fazendo-o em decisões consubstanciadas em acórdãos assim ementados: “‘HABEAS CORPUS’. DENÚNCIA. ESTADO DE DIREITO. DIREITOS FUNDAMENTAIS. PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP NÃO PREENCHIDOS. 1 - A técnica da denúncia (art. 41 do Código de Processo Penal) tem merecido reflexão no plano da dogmática constitucional, associada especialmente ao direito de defesa. Precedentes. 2 - Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Estado de Direito. 3 - Violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Não é difícil perceber os danos que a mera existência de uma ação penal impõe ao indivíduo. Necessidade de rigor e prudência daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles que podem decidir sobre o seu curso. 4 - Ordem deferida, por maioria, para trancar a ação penal.” (RTJ 195/126, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei) “‘Habeas Corpus’. (...). 3. No caso concreto, a denúncia limita-se a reportar, de maneira pouco precisa, os termos de representação formulada pelos policiais rodoviários federais envolvidos. Não narra o ato concreto do paciente que configure ameaça ou abuso de autoridade. A peça acusatória não observou os requisitos que poderiam oferecer substrato a uma persecução criminal minimamente aceitável. 4. Na espécie, a atividade persecutória do Estado orienta-se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 29 em flagrante desconformidade com os postulados processuais-constitucionais. A denúncia não preenche os requisitos para a regular tramitação de uma ação penal que assegure o legítimo direito de defesa, tendo em vista a ausência de fatos elementares associados às imputações dos crimes de ameaça e abuso de autoridade. Precedentes: HC nº 86.424/SP, acórdão de minha relatoria, Rel. originária Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, por maioria, DJ de 20.10.2006; HC nº 84.388/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ de 19.05.2006; e HC nº 84.409/SP, acórdão de minha relatoria, Rel. originária Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, por maioria, DJ de 19.08.2005. 5. Ordem concedida para que seja trancada a ação penal instaurada contra o paciente, em face da manifesta inépcia da denúncia.” (HC 86.395/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei) Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, e não obstante o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, defiro o pedido de “habeas corpus”, para invalidar, desde a denúncia, inclusive, o procedimento penal instaurado contra o ora paciente Martin Weinberger (Processo-crime nº 2002.32.00.005102-8 – 4ª Vara Federal de Manaus/AM), sem prejuízo da possibilidade de o Ministério Público oferecer nova peça acusatória, desde que juridicamente idônea e processualmente apta, contanto que ainda não consumada, na espécie, eventual prescrição penal. Por ausentes quaisquer circunstâncias de índole pessoal e considerando que se registra, no caso, identidade de situações, estendo, de ofício, aos co-réus André Weinberger e Rita de Cássia Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 29 em flagrante desconformidade com os postulados processuais-constitucionais. A denúncia não preenche os requisitos para a regular tramitação de uma ação penal que assegure o legítimo direito de defesa, tendo em vista a ausência de fatos elementares associados às imputações dos crimes de ameaça e abuso de autoridade. Precedentes: HC nº 86.424/SP, acórdão de minha relatoria, Rel. originária Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, por maioria, DJ de 20.10.2006; HC nº 84.388/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ de 19.05.2006; e HC nº 84.409/SP, acórdão de minha relatoria, Rel. originária Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, por maioria, DJ de 19.08.2005. 5. Ordem concedida para que seja trancada a ação penal instaurada contra o paciente, em face da manifesta inépcia da denúncia.” (HC 86.395/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei) Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, e não obstante o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, defiro o pedido de “habeas corpus”, para invalidar, desde a denúncia, inclusive, o procedimento penal instaurado contra o ora paciente Martin Weinberger (Processo-crime nº 2002.32.00.005102-8 – 4ª Vara Federal de Manaus/AM), sem prejuízo da possibilidade de o Ministério Público oferecer nova peça acusatória, desde que juridicamente idônea e processualmente apta, contanto que ainda não consumada, na espécie, eventual prescrição penal. Por ausentes quaisquer circunstâncias de índole pessoal e considerando que se registra, no caso, identidade de situações, estendo, de ofício, aos co-réus André Weinberger e Rita de Cássia Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 30 Pinto Costa, igualmente sócios da sociedade empresária, os efeitos da presente decisão. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 30 Pinto Costa, igualmente sócios da sociedade empresária, os efeitos da presente decisão. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 35 Voto - MIN. AYRES BRITTO 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO - Senhor Presidente, embora entenda, nos meus votos, que a denúncia nesses crimes de gabinete possa ser um tanto ou quanto genérica, mas, nesses casos, o Ministério Público tem que se desincumbir do ônus de, pelo menos, indicar se o denunciado exerce ou não a efetiva gerência da empresa. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Presidente e Relator): Mais do que a demonstração de que o denunciado exercia, ou tenha exercido, de modo efetivo, a gestão da empresa, impõe-se, ainda, ao Ministério Público, que descreva os elementos essenciais configuradores do tipo penal e que também estabeleça, na peça acusatória, o necessário vínculo causal entre a conduta individual do agente e o evento delituoso. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO – (CANCELADO). O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Presidente e Relator): O modelo constitucional brasileiro, fundado no princípio democrático, consagra o direito penal da culpa, repudiando, por isso mesmo, como salientei em meu voto, o dogma medieval do “versari in re illicita”. Ou, em outras palavras, não há, por incompatível com o sistema acusatório (que possui extração constitucional), possibilidade, em nosso ordenamento positivo, de alguém vir a ser responsabilizado, objetivamente (“sine culpa”), em sede penal. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO – (CANCELADO). * * * * * Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796015. Supremo Tribunal Federal 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO - Senhor Presidente, embora entenda, nos meus votos, que a denúncia nesses crimes de gabinete possa ser um tanto ou quanto genérica, mas, nesses casos, o Ministério Público tem que se desincumbir do ônus de, pelo menos, indicar se o denunciado exerce ou não a efetiva gerência da empresa. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Presidente e Relator): Mais do que a demonstração de que o denunciado exercia, ou tenha exercido, de modo efetivo, a gestão da empresa, impõe-se, ainda, ao Ministério Público, que descreva os elementos essenciais configuradores do tipo penal e que também estabeleça, na peça acusatória, o necessário vínculo causal entre a conduta individual do agente e o evento delituoso. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO – (CANCELADO). O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Presidente e Relator): O modelo constitucional brasileiro, fundado no princípio democrático, consagra o direito penal da culpa, repudiando, por isso mesmo, como salientei em meu voto, o dogma medieval do “versari in re illicita”. Ou, em outras palavras, não há, por incompatível com o sistema acusatório (que possui extração constitucional), possibilidade, em nosso ordenamento positivo, de alguém vir a ser responsabilizado, objetivamente (“sine culpa”), em sede penal. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO – (CANCELADO). * * * * * Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 35 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 88.875 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator e, de ofício, concedeu essa mesma ordem de habeas corpus em favor dos corréus André Weinberger e Rita de Cássia Pinto Costa, também nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.12.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Ellen Gracie. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 899251 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 88.875 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator e, de ofício, concedeu essa mesma ordem de habeas corpus em favor dos corréus André Weinberger e Rita de Cássia Pinto Costa, também nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.12.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Ellen Gracie. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 899251 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 35
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1810259
2010-12-07T00:00:00
2012-03-12T00:00:00
A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator e, de ofício, concedeu essa mesma ordem de habeas corpus em favor dos corréus André Weinberger e Rita de Cássia Pinto Costa, também nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.12.2010.
HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” - CRIME DE DESCAMINHO NA SUA FORMA TENTADA (CP, ART. 334, “CAPUT”, C/C O ART. 14, II) - RESPONSABILIDADE PENAL DOS SÓCIOS-ADMINISTRADORES - DENÚNCIA QUE NÃO ATRIBUI, AO PACIENTE (SÓCIO), COMPORTAMENTO ESPECÍFICO E INDIVIDUALIZADO QUE O VINCULE, COM APOIO EM DADOS PROBATÓRIOS MÍNIMOS, AO EVENTO DELITUOSO - INÉPCIA DA DENÚNCIA - PEDIDO DEFERIDO, ESTENDENDO-SE, DE OFÍCIO, POR IDENTIDADE DE SITUAÇÕES, OS EFEITOS DA DECISÃO CONCESSIVA DE “HABEAS CORPUS” AOS DEMAIS LITISCONSORTES PENAIS PASSIVOS. PROCESSO PENAL ACUSATÓRIO - OBRIGAÇÃO DE O MINISTÉRIO PÚBLICO FORMULAR DENÚNCIA JURIDICAMENTE APTA. - O sistema jurídico vigente no Brasil - tendo presente a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático - impõe, ao Ministério Público, notadamente no denominado “reato societario”, a obrigação de expor, na denúncia, de maneira precisa, objetiva e individualizada, a participação de cada acusado na suposta prática delituosa. - O ordenamento positivo brasileiro - cujos fundamentos repousam, dentre outros expressivos vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, no postulado essencial do direito penal da culpa e no princípio constitucional do “due process of law” (com todos os consectários que dele resultam) - repudia as imputações criminais genéricas e não tolera, porque ineptas, as acusações que não individualizam nem especificam, de maneira concreta, a conduta penal atribuída ao denunciado. Precedentes. A PESSOA SOB INVESTIGAÇÃO PENAL TEM O DIREITO DE NÃO SER ACUSADA COM BASE EM DENÚNCIA INEPTA. - A denúncia deve conter a exposição do fato delituoso, descrito em toda a sua essência e narrado com todas as suas circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se, ao acusador, como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Denúncia que deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente aos eventos delituosos qualifica-se como denúncia inepta. Precedentes. CRIME DE DESCAMINHO - PEÇA ACUSATÓRIA QUE NÃO DESCREVE, QUANTO AO PACIENTE, SÓCIO-ADMINISTRADOR DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA, QUALQUER CONDUTA ESPECÍFICA QUE O VINCULE, CONCRETAMENTE, AOS EVENTOS DELITUOSOS - INÉPCIA DA DENÚNCIA. - A mera invocação da condição de sócio ou de administrador de sociedade empresária, sem a correspondente e objetiva descrição de determinado comportamento típico que o vincule, concretamente, à prática criminosa, não constitui fator suficiente apto a legitimar a formulação de acusação estatal ou a autorizar a prolação de decreto judicial condenatório. - A circunstância objetiva de alguém ser meramente sócio ou de exercer cargo de direção ou de administração em sociedade empresária não se revela suficiente, só por si, para autorizar qualquer presunção de culpa (inexistente em nosso sistema jurídico-penal) e, menos ainda, para justificar, como efeito derivado dessa particular qualificação formal, a correspondente persecução criminal. - Não existe, no ordenamento positivo brasileiro, ainda que se trate de práticas configuradoras de macrodelinqüência ou caracterizadoras de delinqüência econômica, a possibilidade constitucional de incidência da responsabilidade penal objetiva. Prevalece, sempre, em sede criminal, como princípio dominante do sistema normativo, o dogma da responsabilidade com culpa (“nullum crimen sine culpa”), absolutamente incompatível com a velha concepção medieval do “versari in re illicita”, banida do domínio do direito penal da culpa. Precedentes. AS ACUSAÇÕES PENAIS NÃO SE PRESUMEM PROVADAS: O ÔNUS DA PROVA INCUMBE, EXCLUSIVAMENTE, A QUEM ACUSA. - Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao contrário, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, para além de qualquer dúvida razoável, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-lei nº 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5). Precedentes. - Para o acusado exercer, em plenitude, a garantia do contraditório, torna-se indispensável que o órgão da acusação descreva, de modo preciso, os elementos estruturais (“essentialia delicti”) que compõem o tipo penal, sob pena de se devolver, ilegitimamente, ao réu, o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. - Em matéria de responsabilidade penal, não se registra, no modelo constitucional brasileiro, qualquer possibilidade de o Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer a culpa do réu. Os princípios democráticos que informam o sistema jurídico nacional repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita.
sjur205680
- Acórdãos citados: HC 80549, HC 83301, HC 83947, HC 84580, RHC 85658, HC 85948, HC 86395, HC 86879; RTJ 33/430, RTJ 35/517, RTJ 49/388, RTJ 57/389, RTJ 161/264, RTJ 163/268, RTJ 165/877, RTJ 195/126; RT 150/393, RT 165/596, RT 525/372, RT 715/526. - Veja HC 47761 do STJ e Processo-crime 2002.32.00.005102-8 da 4ª Vara Federal de Manaus/AM. Número de páginas: 35. Análise: 19/03/2012, MMR. Revisão: 21/03/2012, KBP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
88875
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00014 INC-00002 ART-00334 \"CAPUT\"\r\n ART-00041\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00041 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n", "LEG-FED DEL-000088 ANO-1937\r\n ART-00020 NÚMERO-5 \r\n DECRETO-LEI" ]
HC
acordaos
HC 88875
[ "" ]
PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” - CRIME DE DESCAMINHO NA SUA FORMA TENTADA (Código Penal Brasileiro, ART. 334, “CAPUT”, C/C O ART. 14, II) - RESPONSABILIDADE PENAL DOS SÓCIOS-ADMINISTRADORES - DENÚNCIA QUE NÃO ATRIBUI, AO PACIENTE (SÓCIO), COMPORTAMENTO ESPECÍFICO E INDIVIDUALIZADO QUE O VINCULE, COM APOIO EM DADOS PROBATÓRIOS MÍNIMOS, AO EVENTO DELITUOSO - INÉPCIA DA DENÚNCIA - PEDIDO DEFERIDO, ESTENDENDO-SE, DE OFÍCIO, POR IDENTIDADE DE SITUAÇÕES, OS EFEITOS DA DECISÃO CONCESSIVA DE “HABEAS CORPUS” AOS DEMAIS LITISCONSORTES PENAIS PASSIVOS. PROCESSO PENAL ACUSATÓRIO - OBRIGAÇÃO DE O MINISTÉRIO PÚBLICO FORMULAR DENÚNCIA JURIDICAMENTE APTA. - O sistema jurídico vigente no Brasil - tendo presente a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático – impõe, ao Ministério Público, notadamente no denominado “reato societario”, a obrigação de expor, na denúncia, de maneira precisa, objetiva e individualizada, a participação de cada acusado na suposta prática delituosa. - O ordenamento positivo brasileiro – cujos fundamentos repousam, dentre outros expressivos vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, no postulado essencial do direito penal da culpa e no princípio constitucional do “due process of law” (com todos os consectários que dele resultam) – repudia as imputações criminais genéricas e não tolera, porque ineptas, as acusações que não individualizam nem especificam, de maneira concreta, a conduta penal atribuída ao denunciado. Precedentes. A PESSOA SOB INVESTIGAÇÃO PENAL TEM O DIREITO DE NÃO SER ACUSADA COM BASE EM DENÚNCIA INEPTA. - A denúncia deve conter a exposição do fato delituoso, descrito em toda a sua essência e narrado com todas as suas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Supremo Tribunal Federal DJe 12/03/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 35 Ementa e Acórdão HC 88.875 / AM 2 circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se, ao acusador, como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Denúncia que deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente aos eventos delituosos qualifica-se como denúncia inepta. Precedentes. CRIME DE DESCAMINHO - PEÇA ACUSATÓRIA QUE NÃO DESCREVE, QUANTO AO PACIENTE, SÓCIO-ADMINISTRADOR DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA, QUALQUER CONDUTA ESPECÍFICA QUE O VINCULE, CONCRETAMENTE, AOS EVENTOS DELITUOSOS – INÉPCIA DA DENÚNCIA. - A mera invocação da condição de sócio ou de administrador de sociedade empresária, sem a correspondente e objetiva descrição de determinado comportamento típico que o vincule, concretamente, à prática criminosa, não constitui fator suficiente apto a legitimar a formulação de acusação estatal ou a autorizar a prolação de decreto judicial condenatório. - A circunstância objetiva de alguém ser meramente sócio ou de exercer cargo de direção ou de administração em sociedade empresária não se revela suficiente, só por si, para autorizar qualquer presunção de culpa (inexistente em nosso sistema jurídico-penal) e, menos ainda, para justificar, como efeito derivado dessa particular qualificação formal, a correspondente persecução criminal. - Não existe, no ordenamento positivo brasileiro, ainda que se trate de práticas configuradoras de macrodelinqüência ou caracterizadoras de delinqüência econômica, a possibilidade constitucional de incidência da responsabilidade penal objetiva. Prevalece, sempre, em sede criminal, como princípio dominante do sistema normativo, o dogma da responsabilidade com culpa (“nullum crimen sine culpa”), absolutamente incompatível com a velha concepção medieval do “versari in re illicita”, banida do domínio do direito penal da culpa. Precedentes. AS ACUSAÇÕES PENAIS NÃO SE PRESUMEM PROVADAS: O ÔNUS DA PROVA INCUMBE, EXCLUSIVAMENTE, A QUEM ACUSA. - Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao contrário, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, para além de qualquer dúvida razoável, a culpabilidade do acusado. Já não mais Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 2 circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se, ao acusador, como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Denúncia que deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente aos eventos delituosos qualifica-se como denúncia inepta. Precedentes. CRIME DE DESCAMINHO - PEÇA ACUSATÓRIA QUE NÃO DESCREVE, QUANTO AO PACIENTE, SÓCIO-ADMINISTRADOR DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA, QUALQUER CONDUTA ESPECÍFICA QUE O VINCULE, CONCRETAMENTE, AOS EVENTOS DELITUOSOS – INÉPCIA DA DENÚNCIA. - A mera invocação da condição de sócio ou de administrador de sociedade empresária, sem a correspondente e objetiva descrição de determinado comportamento típico que o vincule, concretamente, à prática criminosa, não constitui fator suficiente apto a legitimar a formulação de acusação estatal ou a autorizar a prolação de decreto judicial condenatório. - A circunstância objetiva de alguém ser meramente sócio ou de exercer cargo de direção ou de administração em sociedade empresária não se revela suficiente, só por si, para autorizar qualquer presunção de culpa (inexistente em nosso sistema jurídico-penal) e, menos ainda, para justificar, como efeito derivado dessa particular qualificação formal, a correspondente persecução criminal. - Não existe, no ordenamento positivo brasileiro, ainda que se trate de práticas configuradoras de macrodelinqüência ou caracterizadoras de delinqüência econômica, a possibilidade constitucional de incidência da responsabilidade penal objetiva. Prevalece, sempre, em sede criminal, como princípio dominante do sistema normativo, o dogma da responsabilidade com culpa (“nullum crimen sine culpa”), absolutamente incompatível com a velha concepção medieval do “versari in re illicita”, banida do domínio do direito penal da culpa. Precedentes. AS ACUSAÇÕES PENAIS NÃO SE PRESUMEM PROVADAS: O ÔNUS DA PROVA INCUMBE, EXCLUSIVAMENTE, A QUEM ACUSA. - Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao contrário, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, para além de qualquer dúvida razoável, a culpabilidade do acusado. Já não mais Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 35 Ementa e Acórdão HC 88.875 / AM 3 prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-lei n 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5). Precedentes. - Para o acusado exercer, em plenitude, a garantia do contraditório, torna-se indispensável que o órgão da acusação descreva, de modo preciso, os elementos estruturais (“essentialia delicti”) que compõem o tipo penal, sob pena de se devolver, ilegitimamente, ao réu, o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. - Em matéria de responsabilidade penal, não se registra, no modelo constitucional brasileiro, qualquer possibilidade de o Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer a culpa do réu. Os princípios democráticos que informam o sistema jurídico nacional repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir o pedido de “habeas corpus”, nos termos do voto do Relator e, de ofício, conceder essa mesma ordem de “habeas corpus” em favor dos co-réus André Weinberger e Rita de Cássia Pinto Costa, também nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 07 de dezembro de 2010. CELSO DE MELLO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 3 prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-lei n 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5). Precedentes. - Para o acusado exercer, em plenitude, a garantia do contraditório, torna-se indispensável que o órgão da acusação descreva, de modo preciso, os elementos estruturais (“essentialia delicti”) que compõem o tipo penal, sob pena de se devolver, ilegitimamente, ao réu, o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. - Em matéria de responsabilidade penal, não se registra, no modelo constitucional brasileiro, qualquer possibilidade de o Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer a culpa do réu. Os princípios democráticos que informam o sistema jurídico nacional repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir o pedido de “habeas corpus”, nos termos do voto do Relator e, de ofício, conceder essa mesma ordem de “habeas corpus” em favor dos co-réus André Weinberger e Rita de Cássia Pinto Costa, também nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 07 de dezembro de 2010. CELSO DE MELLO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 35 Relatório 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. MÁRIO JOSÉ GISI, assim resumiu e apreciou a presente impetração (fls. 20/26): “‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO. CRIME DE DESCAMINHO. PAGAMENTO DOS IMPOSTOS ANTES DA LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. QUESTÃO NÃO APRECIADA NAS CORTES DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. PEÇA ACUSATÓRIA CONFORME REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. INOCORRÊNCIA DE PREJUÍZO À DEFESA. FALTA DE JUSTA CAUSA PARA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE FATO ATÍPICO POR AUSÊNCIA DE PREJUÍZO À FAZENDA PÚBLICA. IMPROCEDÊNCIA. O BEM JURÍDICO TUTELADO PELO ART. 334 DO Código Penal Brasileiro NÃO SE RESUME AO PAGAMENTO DE TRIBUTOS, INCLUI TAMBÉM A GARANTIA E RESPEITO ÀS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E À ORDEM TRIBUTÁRIA. ELEMENTOS INDICIÁRIOS DO COMETIMENTO DO CRIME DE DESCAMINHO NA FORMA TENTADA. ARREPENDIMENTO EFICAZ. IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO NA VIA DO ‘WRIT’. Pela denegação da ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. MÁRIO JOSÉ GISI, assim resumiu e apreciou a presente impetração (fls. 20/26): “‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO. CRIME DE DESCAMINHO. PAGAMENTO DOS IMPOSTOS ANTES DA LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. QUESTÃO NÃO APRECIADA NAS CORTES DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. PEÇA ACUSATÓRIA CONFORME REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. INOCORRÊNCIA DE PREJUÍZO À DEFESA. FALTA DE JUSTA CAUSA PARA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÃO DE FATO ATÍPICO POR AUSÊNCIA DE PREJUÍZO À FAZENDA PÚBLICA. IMPROCEDÊNCIA. O BEM JURÍDICO TUTELADO PELO ART. 334 DO Código Penal Brasileiro NÃO SE RESUME AO PAGAMENTO DE TRIBUTOS, INCLUI TAMBÉM A GARANTIA E RESPEITO ÀS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E À ORDEM TRIBUTÁRIA. ELEMENTOS INDICIÁRIOS DO COMETIMENTO DO CRIME DE DESCAMINHO NA FORMA TENTADA. ARREPENDIMENTO EFICAZ. IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO NA VIA DO ‘WRIT’. Pela denegação da ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 2 EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO RELATOR O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, nos autos em epígrafe, diz a V.Exa. o que segue: Trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, em favor de MARTIN WEINBERGER, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no ‘writ’ n. 47.761, para trancamento da ação penal ajuizada em face do paciente. Em síntese, o paciente foi denunciado como incurso no art. 334, ‘caput’, do Código Penal e art. 1..., inciso I, da Lei n. 8.137/90, perante a 4... Vara da Seção Judiciária Federal do Estado do Amazonas, em razão de importar mercadorias estrangeiras acabadas como se fossem insumos, de modo a sonegar o imposto devido. Impetrou ‘habeas corpus’ perante o Tribunal Regional Federal da 1... Região, visando o trancamento da ação penal, ao argumento de falta de justa causa, sendo a ordem parcialmente deferida quanto ao crime previsto no art. 1..., inciso I, da Lei 8.137/90. Inconformado, ingressou com novo ‘mandamus’ perante o Superior Tribunal de Justiça, pleiteando o trancamento da ação penal com relação ao crime de descaminho (art. 334, Código Penal Brasileiro). Alegou atipicidade da conduta, pois houve a retificação da Declaração de Importação e o pagamento do imposto devido, antes mesmo da lavratura do auto de infração. A Quinta Turma desse Sodalício denegou a ordem, ao entendimento de que o pagamento do débito tributário não extingue a punibilidade do crime de descaminho e que há nos autos elementos indiciários do cometimento do delito na forma tentada. Na presente via, insiste na inexistência de conduta típica, haja vista que ‘antes de qualquer notificação de procedimento fiscal ou apreensão, a DI foi, espontaneamente, retificada, alterando-se a natureza das mercadorias importadas e o regime de importação, tendo, então, sido recolhidos os tributos devidos (...)’, não havendo qualquer violação ao bem jurídico tutelado. Acrescenta que em certos casos do art. 334 do Código Penal, o Supremo Tribunal Federal tem entendido pela aplicação do princípio da insignificância, quando Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 2 EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO RELATOR O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, nos autos em epígrafe, diz a V.Exa. o que segue: Trata-se de ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, em favor de MARTIN WEINBERGER, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no ‘writ’ n. 47.761, para trancamento da ação penal ajuizada em face do paciente. Em síntese, o paciente foi denunciado como incurso no art. 334, ‘caput’, do Código Penal e art. 1..., inciso I, da Lei n. 8.137/90, perante a 4... Vara da Seção Judiciária Federal do Estado do Amazonas, em razão de importar mercadorias estrangeiras acabadas como se fossem insumos, de modo a sonegar o imposto devido. Impetrou ‘habeas corpus’ perante o Tribunal Regional Federal da 1... Região, visando o trancamento da ação penal, ao argumento de falta de justa causa, sendo a ordem parcialmente deferida quanto ao crime previsto no art. 1..., inciso I, da Lei 8.137/90. Inconformado, ingressou com novo ‘mandamus’ perante o Superior Tribunal de Justiça, pleiteando o trancamento da ação penal com relação ao crime de descaminho (art. 334, Código Penal Brasileiro). Alegou atipicidade da conduta, pois houve a retificação da Declaração de Importação e o pagamento do imposto devido, antes mesmo da lavratura do auto de infração. A Quinta Turma desse Sodalício denegou a ordem, ao entendimento de que o pagamento do débito tributário não extingue a punibilidade do crime de descaminho e que há nos autos elementos indiciários do cometimento do delito na forma tentada. Na presente via, insiste na inexistência de conduta típica, haja vista que ‘antes de qualquer notificação de procedimento fiscal ou apreensão, a DI foi, espontaneamente, retificada, alterando-se a natureza das mercadorias importadas e o regime de importação, tendo, então, sido recolhidos os tributos devidos (...)’, não havendo qualquer violação ao bem jurídico tutelado. Acrescenta que em certos casos do art. 334 do Código Penal, o Supremo Tribunal Federal tem entendido pela aplicação do princípio da insignificância, quando Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 3 se trata de supressão ou redução de tributos de valores ínfimos. Assim, com mais razão deve se acolher a tese de exclusão da tipicidade, quando o bem jurídico tutelado pela norma não foi atingido. Requer o deferimento de medida acautelatória, para suspender o processamento da ação penal até decisão final do presente ‘writ’. No mérito, pugna pela concessão da ordem para trancamento da ação penal por falta de justa causa. Aditamento da inicial às fls. 14/15, onde o impetrante aduz inépcia da peça acusatória, ao argumento de que a denúncia não descreve de forma minudente o nexo causal entre a ação dos denunciados e o resultado. É o relatório. A ordem não merece ser concedida. É cediço que o ‘habeas corpus’, da mesma forma que o mandado de segurança, destina-se a proteger direito líquido e certo, demonstrado de plano, dada a impossibilidade de dilação probatória do procedimento. Nessa esteira, o ato antijurídico restritivo da liberdade deve ser comprovado de pronto, pois descabe o exame aprofundado e valorativo de provas, com vistas a aferir se há ou não constrangimento ilegal ou abuso de poder ao direito do paciente. Do mesmo modo, a utilização do ‘writ’ como instrumento para obter o trancamento da ação penal somente mostra-se viável quando da simples exposição dos fatos se pode evidenciar a ilegalidade da persecução penal, como no caso de ausência de qualquer elemento indiciário a fundamentar a acusação ou fato manifestamente atípico. Na hipótese em testilha, não há qualquer constrangimento ilegal manifesto passível de ser resolvido pela via do remédio heróico, senão vejamos: O paciente, juntamente com outros acusados, foi denunciado pela prática dos crimes previstos no art. 334, ‘caput’, do Código Penal e art. 1..., inciso I, da Lei n. 8.137/90. O Tribunal Regional Federal da 1... Região concedeu parcialmente ordem para trancamento da ação penal quanto ao crime tributário, previsto no art. 1..., inciso I, da Lei 8.137/90. Busca o paciente o trancamento da ação penal quanto ao crime de descaminho (art. 334, Código Penal Brasileiro), ao argumento de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 3 se trata de supressão ou redução de tributos de valores ínfimos. Assim, com mais razão deve se acolher a tese de exclusão da tipicidade, quando o bem jurídico tutelado pela norma não foi atingido. Requer o deferimento de medida acautelatória, para suspender o processamento da ação penal até decisão final do presente ‘writ’. No mérito, pugna pela concessão da ordem para trancamento da ação penal por falta de justa causa. Aditamento da inicial às fls. 14/15, onde o impetrante aduz inépcia da peça acusatória, ao argumento de que a denúncia não descreve de forma minudente o nexo causal entre a ação dos denunciados e o resultado. É o relatório. A ordem não merece ser concedida. É cediço que o ‘habeas corpus’, da mesma forma que o mandado de segurança, destina-se a proteger direito líquido e certo, demonstrado de plano, dada a impossibilidade de dilação probatória do procedimento. Nessa esteira, o ato antijurídico restritivo da liberdade deve ser comprovado de pronto, pois descabe o exame aprofundado e valorativo de provas, com vistas a aferir se há ou não constrangimento ilegal ou abuso de poder ao direito do paciente. Do mesmo modo, a utilização do ‘writ’ como instrumento para obter o trancamento da ação penal somente mostra-se viável quando da simples exposição dos fatos se pode evidenciar a ilegalidade da persecução penal, como no caso de ausência de qualquer elemento indiciário a fundamentar a acusação ou fato manifestamente atípico. Na hipótese em testilha, não há qualquer constrangimento ilegal manifesto passível de ser resolvido pela via do remédio heróico, senão vejamos: O paciente, juntamente com outros acusados, foi denunciado pela prática dos crimes previstos no art. 334, ‘caput’, do Código Penal e art. 1..., inciso I, da Lei n. 8.137/90. O Tribunal Regional Federal da 1... Região concedeu parcialmente ordem para trancamento da ação penal quanto ao crime tributário, previsto no art. 1..., inciso I, da Lei 8.137/90. Busca o paciente o trancamento da ação penal quanto ao crime de descaminho (art. 334, Código Penal Brasileiro), ao argumento de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 4 inépcia da peça acusatória e atipicidade da conduta, uma vez que houve a retificação da Declaração de Importação e o pagamento do imposto devido, não resultando, pois, qualquer prejuízo à Fazenda Pública. Menciona, ainda, que o Supremo Tribunal Federal vem aplicando ao tipo o princípio da insignificância, quando se trata de supressão ou redução de tributos de valores ínfimos. Assim, com mais razão se deve acolher a tese de exclusão da tipicidade na hipótese em que não há lesão a bem jurídico qualquer. Pois bem. Concernente à primeira assertiva, qual seja, a inépcia da inicial, trata-se de questão não apreciada nas esferas anteriores, portanto, insuscetível de exame na presente via (Precedentes: RHC 80160/AM, RHC 84899, HC 86524/RJ). Conquanto o impetrante alegue tratar-se de flagrante constrangimento ilegal apto a autorizar a concessão de ordem de ofício, nos termos do art. 654, do Código de Processo Penal, tal argumento mostra-se inidôneo a suplantar óbice da supressão de instância, posto que o impetrante não logrou em demonstrar de maneira objetiva a inépcia da denúncia e como essa hipotética deficiência estaria prejudicando o exercício do direito de defesa do paciente. De qualquer maneira, examinando detalhadamente a peça acusatória (autos em apenso – fls. 25/28) não há qualquer omissão ou imperfeição a obstaculizar o exercício do direito de defesa do paciente. Os elementos e circunstâncias que envolvem o fato delituoso, bem como a autoria da infração e tipificação foram suficientemente detalhados pelo ‘Parquet’, não havendo que se cogitar de descumprimento das formalidades do art. 41, do CPP, conforme se pode aferir dos seguintes trechos que se colhe da peça acusatória: ‘I) DOS FATOS 1. Consta dos inclusos autos da Representação COJUR n. 1.13.00.000791/2002-34, os quais fazem parte dessa denúncia, independentemente de transcrição, que a empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., CNPJ n. 84.109.537/0001-84, contrabandeou mercadorias estrangeiras acabadas como se de componentes tratassem, através do registro da DI n 02/0606388-9, em 22/01/2002. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 4 inépcia da peça acusatória e atipicidade da conduta, uma vez que houve a retificação da Declaração de Importação e o pagamento do imposto devido, não resultando, pois, qualquer prejuízo à Fazenda Pública. Menciona, ainda, que o Supremo Tribunal Federal vem aplicando ao tipo o princípio da insignificância, quando se trata de supressão ou redução de tributos de valores ínfimos. Assim, com mais razão se deve acolher a tese de exclusão da tipicidade na hipótese em que não há lesão a bem jurídico qualquer. Pois bem. Concernente à primeira assertiva, qual seja, a inépcia da inicial, trata-se de questão não apreciada nas esferas anteriores, portanto, insuscetível de exame na presente via (Precedentes: RHC 80160/AM, RHC 84899, HC 86524/RJ). Conquanto o impetrante alegue tratar-se de flagrante constrangimento ilegal apto a autorizar a concessão de ordem de ofício, nos termos do art. 654, do Código de Processo Penal, tal argumento mostra-se inidôneo a suplantar óbice da supressão de instância, posto que o impetrante não logrou em demonstrar de maneira objetiva a inépcia da denúncia e como essa hipotética deficiência estaria prejudicando o exercício do direito de defesa do paciente. De qualquer maneira, examinando detalhadamente a peça acusatória (autos em apenso – fls. 25/28) não há qualquer omissão ou imperfeição a obstaculizar o exercício do direito de defesa do paciente. Os elementos e circunstâncias que envolvem o fato delituoso, bem como a autoria da infração e tipificação foram suficientemente detalhados pelo ‘Parquet’, não havendo que se cogitar de descumprimento das formalidades do art. 41, do CPP, conforme se pode aferir dos seguintes trechos que se colhe da peça acusatória: ‘I) DOS FATOS 1. Consta dos inclusos autos da Representação COJUR n. 1.13.00.000791/2002-34, os quais fazem parte dessa denúncia, independentemente de transcrição, que a empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., CNPJ n. 84.109.537/0001-84, contrabandeou mercadorias estrangeiras acabadas como se de componentes tratassem, através do registro da DI n 02/0606388-9, em 22/01/2002. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 5 2. A mercadoria em questão chegou ao porto de Manaus a bordo no navio YARDIMCI, em 19/01/2002, a qual estava amparada elos Conhecimentos de Transporte n POLHKG 40017878 (master) e SA027/01 (filhote), emitido em 09/12/2001, tendo sido desembarcada no recinto alfandegado do Porto de Manaus – SNPH/AM. 3. Originariamente, a DI em questão relacionava, nas suas 35 (trinta e cinco) adições, PARTES E PEÇAS PARA INDUSTRIALIZAÇÃO DE MÁQUINAS FOTOGRÁFICAS, para admissão na Zona Franca de Manaus, a qual foi devidamente registrada pelo representante legal da empresa, MARCELO BARBOSA PEIXOTO. 4. Desta feita, por supostamente tratar-se de insumos para industrialização, teria regime suspensivo de tributação instituído pelo Decreto-Lei n 288/67 e alterações. 5. Entretanto, o que chamou a atenção da fiscalização da Receita Federal foi o pedido de retificação (fls. 76/89) da DI retromencionada, devidamente assinado pelo despachante credenciado MARCELO BARBOSA PEIXOTO, mudando a descrição da mercadoria importada de INSUMO PARA PRODUTO ACABADO e o regime de importação de SUSPENSÃO PARA RECOLHIMENTO INTEGRAL. 6. Os fatos tornam-se ainda mais graves tendo em vista que desde janeiro do ano em curso, a Receita Federal vem desenvolvendo uma intensa fiscalização (Operação Rio Negro) para impedir irregularidades nas importações que vinham sendo procedidas pelas empresas desse Estado, cujo ‘modus operandi’ consistia em importar produtos acabados como se partes e peças para industrialização fossem. 7. É de se ver que a legislação aduaneira prevê a possibilidade de retificação da Declaração de Importação, entretanto, ‘in casu’, não se pode admitir que se trata de erro, posto que AS ALTERAÇÕES PROCEDIDAS PELOS DENUNCIADOS MUDAM COMPLETAMENTE A NATUREZA DA IMPORTAÇÃO, na forma acima mencionada, tendo inclusive pago R$ 238.865,02 (duzentos e trinta e oito mil, oitocentos e sessenta e cinco reais e dois centavos) a título de IPI, II e multa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 5 2. A mercadoria em questão chegou ao porto de Manaus a bordo no navio YARDIMCI, em 19/01/2002, a qual estava amparada elos Conhecimentos de Transporte n POLHKG 40017878 (master) e SA027/01 (filhote), emitido em 09/12/2001, tendo sido desembarcada no recinto alfandegado do Porto de Manaus – SNPH/AM. 3. Originariamente, a DI em questão relacionava, nas suas 35 (trinta e cinco) adições, PARTES E PEÇAS PARA INDUSTRIALIZAÇÃO DE MÁQUINAS FOTOGRÁFICAS, para admissão na Zona Franca de Manaus, a qual foi devidamente registrada pelo representante legal da empresa, MARCELO BARBOSA PEIXOTO. 4. Desta feita, por supostamente tratar-se de insumos para industrialização, teria regime suspensivo de tributação instituído pelo Decreto-Lei n 288/67 e alterações. 5. Entretanto, o que chamou a atenção da fiscalização da Receita Federal foi o pedido de retificação (fls. 76/89) da DI retromencionada, devidamente assinado pelo despachante credenciado MARCELO BARBOSA PEIXOTO, mudando a descrição da mercadoria importada de INSUMO PARA PRODUTO ACABADO e o regime de importação de SUSPENSÃO PARA RECOLHIMENTO INTEGRAL. 6. Os fatos tornam-se ainda mais graves tendo em vista que desde janeiro do ano em curso, a Receita Federal vem desenvolvendo uma intensa fiscalização (Operação Rio Negro) para impedir irregularidades nas importações que vinham sendo procedidas pelas empresas desse Estado, cujo ‘modus operandi’ consistia em importar produtos acabados como se partes e peças para industrialização fossem. 7. É de se ver que a legislação aduaneira prevê a possibilidade de retificação da Declaração de Importação, entretanto, ‘in casu’, não se pode admitir que se trata de erro, posto que AS ALTERAÇÕES PROCEDIDAS PELOS DENUNCIADOS MUDAM COMPLETAMENTE A NATUREZA DA IMPORTAÇÃO, na forma acima mencionada, tendo inclusive pago R$ 238.865,02 (duzentos e trinta e oito mil, oitocentos e sessenta e cinco reais e dois centavos) a título de IPI, II e multa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 6 II) DA AUTORIA 8. A fls. 164/185, encontra-se encartada aos autos o Contrato de Constituição da Sociedade e suas alterações posteriores, dos quais pode-se verificar que a responsabilidade da gerência e administração da empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. compete a ANDRÉ WEINBERBER (sócio), MARTIN WEINBERBER (sócio) e RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA (Diretor Residente), ‘verbis’: (...)’ Melhor sorte não sucede ao paciente quanto à assertiva de conduta atípica. O bem jurídico tutelado pela norma do art. 334, do Código Penal, não se resume ao pagamento de tributos, mas, também, refere-se à garantia e respeito à ordem econômica e à ordem tributária. Na espécie, conquanto tenha ocorrido a retificação da DI e o pagamento dos impostos devidos, antes mesmo da lavratura do auto de infração, a conduta de importar produtos acabados como se matéria-prima fossem, com o intuito de suprimir a incidência de tributos, mostra-se totalmente reprovável. Revela-se desleal, contrária ao princípio da boa-fé e configura desrespeito à Administração Pública e à política de benefícios e incentivos fiscais instalados na região - Zona Franca de Manaus, devendo, portanto, ser tratada com rigor. Com efeito, a manifestação da Procuradoria da República no Estado do Amazonas é esclarecedora quanto à possibilidade de cuidar-se de importação irregular de produtos acabados, uma vez que os laudos periciais atestaram que ‘a linha de produção da empresa não possuía capacidade de realizar todo o processo produtivo necessário para a fabricação de máquinas fotográficas, bem como, na análise das mercadorias apreendidas, constatou-se que algumas destas eram produtos prontos, de procedência estrangeira, com a inscrição de ‘PRODUZIDO NA ZONA FRANCA DE MANAUS’ (fls. 357/358). Dessarte, não há porque se acolher o fundamento de falta de justa causa para processamento da ação penal, pois os elementos indiciários trazidos pela denúncia apontam para o cometimento em tese do crime de descaminho, ainda que na modalidade de tentativa, consoante conclui o acórdão hostilizado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 6 II) DA AUTORIA 8. A fls. 164/185, encontra-se encartada aos autos o Contrato de Constituição da Sociedade e suas alterações posteriores, dos quais pode-se verificar que a responsabilidade da gerência e administração da empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. compete a ANDRÉ WEINBERBER (sócio), MARTIN WEINBERBER (sócio) e RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA (Diretor Residente), ‘verbis’: (...)’ Melhor sorte não sucede ao paciente quanto à assertiva de conduta atípica. O bem jurídico tutelado pela norma do art. 334, do Código Penal, não se resume ao pagamento de tributos, mas, também, refere-se à garantia e respeito à ordem econômica e à ordem tributária. Na espécie, conquanto tenha ocorrido a retificação da DI e o pagamento dos impostos devidos, antes mesmo da lavratura do auto de infração, a conduta de importar produtos acabados como se matéria-prima fossem, com o intuito de suprimir a incidência de tributos, mostra-se totalmente reprovável. Revela-se desleal, contrária ao princípio da boa-fé e configura desrespeito à Administração Pública e à política de benefícios e incentivos fiscais instalados na região - Zona Franca de Manaus, devendo, portanto, ser tratada com rigor. Com efeito, a manifestação da Procuradoria da República no Estado do Amazonas é esclarecedora quanto à possibilidade de cuidar-se de importação irregular de produtos acabados, uma vez que os laudos periciais atestaram que ‘a linha de produção da empresa não possuía capacidade de realizar todo o processo produtivo necessário para a fabricação de máquinas fotográficas, bem como, na análise das mercadorias apreendidas, constatou-se que algumas destas eram produtos prontos, de procedência estrangeira, com a inscrição de ‘PRODUZIDO NA ZONA FRANCA DE MANAUS’ (fls. 357/358). Dessarte, não há porque se acolher o fundamento de falta de justa causa para processamento da ação penal, pois os elementos indiciários trazidos pela denúncia apontam para o cometimento em tese do crime de descaminho, ainda que na modalidade de tentativa, consoante conclui o acórdão hostilizado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 35 Relatório HC 88.875 / AM 7 A ocorrência de arrependimento eficaz, de maneira a caracterizar inadequação típica de tentativa, é questão a ser esclarecida no juízo da instrução, incabível, portanto, de ser apreciada na via do ‘writ’, dado a natureza sumária deste procedimento. A teor do exposto, o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL manifesta-se pela denegação da ordem.” (grifei) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 7 A ocorrência de arrependimento eficaz, de maneira a caracterizar inadequação típica de tentativa, é questão a ser esclarecida no juízo da instrução, incabível, portanto, de ser apreciada na via do ‘writ’, dado a natureza sumária deste procedimento. A teor do exposto, o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL manifesta-se pela denegação da ordem.” (grifei) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 8 V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Entendo assistir plena razão ao impetrante, quando argúi a inépcia da denúncia formulada contra o ora paciente, porque impregnada de conteúdo genérico. Para sustentar a alegação de inépcia da peça acusatória, esta impetração apóia-se, em síntese, na seguinte fundamentação (fls. 14/15): “A denúncia oferecida contra o impetrante-paciente e outros, no tocante à autoria, está vazada nos seguintes termos, ‘verbis’: ‘8. A fls. 164/185, encontra-se encartada aos autos o Contrato de Constituição da Sociedade e suas alterações posteriores, dos quais pode-se verificar que a responsabilidade pela gerência e administração da empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. compete a ANDRÉ WEINBERGER (sócio), MARTIN WEINBERGER (sócio) e RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA (Diretor Residente), ‘verbis’: ‘[...] CLÁUSULA QUINTA A sociedade será gerida e administrada pelos sócios, que farão uso da denominação social, assinando em conjunto ou isoladamente, ficando-lhes vedado, porém, o uso da denominação social em negócios estranhos aos interesses sociais tais como: avais, endossos e abonos de favor. [...] Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 8 V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Entendo assistir plena razão ao impetrante, quando argúi a inépcia da denúncia formulada contra o ora paciente, porque impregnada de conteúdo genérico. Para sustentar a alegação de inépcia da peça acusatória, esta impetração apóia-se, em síntese, na seguinte fundamentação (fls. 14/15): “A denúncia oferecida contra o impetrante-paciente e outros, no tocante à autoria, está vazada nos seguintes termos, ‘verbis’: ‘8. A fls. 164/185, encontra-se encartada aos autos o Contrato de Constituição da Sociedade e suas alterações posteriores, dos quais pode-se verificar que a responsabilidade pela gerência e administração da empresa BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. compete a ANDRÉ WEINBERGER (sócio), MARTIN WEINBERGER (sócio) e RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA (Diretor Residente), ‘verbis’: ‘[...] CLÁUSULA QUINTA A sociedade será gerida e administrada pelos sócios, que farão uso da denominação social, assinando em conjunto ou isoladamente, ficando-lhes vedado, porém, o uso da denominação social em negócios estranhos aos interesses sociais tais como: avais, endossos e abonos de favor. [...] Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 9 PARÁGRAFO SEGUNDO Neste ato é criada a função de Diretor Residente, que será exercida pela Sra. RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA, [...] que terá a função de como procuradora representar a sociedade na Amazônia Legal em todos os interesses estabelecidos que dispuser aquele ato. [...] (Ato Constitutivo, fls. 182/185) É de ver, ademais, que todo o procedimento de importação foi acompanhado por MARCELO BARBOSA PEIXOTO (tendo inclusive assinado as DI's), o qual é despachante credenciado da referida empresa junto à Alfândega do Porto de Manaus/AM, conforme se verifica do documento de fls. 153.’ Conforme se verifica, portanto, a denúncia atribui ao impetrante-paciente, a ANDRÉ WEINBERGER e a RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA responsabilidade objetiva, pelo simples fato de serem, os dois primeiros, sócios da pessoa jurídica BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA e, a última, diretora residente da empresa.” (grifei) Tendo em vista a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “O Processo Penal na Atualidade”, “in” “Processo Penal e Constituição Federal”, p. 13/20, 1993, APAMAGIS/Ed. Acadêmica), não se pode desconsiderar, na análise do conteúdo da peça acusatória - conteúdo esse que delimita e que condiciona o próprio âmbito temático da decisão judicial -, que o sistema jurídico vigente no Brasil impõe, ao Ministério Público, quando este deduzir determinada imputação penal contra alguém, a obrigação de expor, de maneira individualizada, a participação das pessoas acusadas da suposta prática de infração Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 9 PARÁGRAFO SEGUNDO Neste ato é criada a função de Diretor Residente, que será exercida pela Sra. RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA, [...] que terá a função de como procuradora representar a sociedade na Amazônia Legal em todos os interesses estabelecidos que dispuser aquele ato. [...] (Ato Constitutivo, fls. 182/185) É de ver, ademais, que todo o procedimento de importação foi acompanhado por MARCELO BARBOSA PEIXOTO (tendo inclusive assinado as DI's), o qual é despachante credenciado da referida empresa junto à Alfândega do Porto de Manaus/AM, conforme se verifica do documento de fls. 153.’ Conforme se verifica, portanto, a denúncia atribui ao impetrante-paciente, a ANDRÉ WEINBERGER e a RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA responsabilidade objetiva, pelo simples fato de serem, os dois primeiros, sócios da pessoa jurídica BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA e, a última, diretora residente da empresa.” (grifei) Tendo em vista a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático (JOSÉ FREDERICO MARQUES, “O Processo Penal na Atualidade”, “in” “Processo Penal e Constituição Federal”, p. 13/20, 1993, APAMAGIS/Ed. Acadêmica), não se pode desconsiderar, na análise do conteúdo da peça acusatória - conteúdo esse que delimita e que condiciona o próprio âmbito temático da decisão judicial -, que o sistema jurídico vigente no Brasil impõe, ao Ministério Público, quando este deduzir determinada imputação penal contra alguém, a obrigação de expor, de maneira individualizada, a participação das pessoas acusadas da suposta prática de infração Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 10 penal, a fim de que o Poder Judiciário, ao resolver a controvérsia penal, possa, em obséquio aos postulados essenciais do direito penal da culpa e do princípio constitucional do “due process of law”, e sem transgredir esses vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, apreciar a conduta individual do réu, a ser analisada, em sua expressão concreta, em face dos elementos abstratos contidos no preceito primário de incriminação. Cumpre ter presente, desse modo, que se impõe, ao Estado, no plano da persecução penal, o dever de definir, com precisão, a participação individual dos autores de quaisquer delitos. O Poder Público, tendo presente a norma inscrita no art. 41 do Código de Processo Penal, não pode deixar de observar as exigências que emanam desse preceito legal, sob pena de incidir em grave desvio jurídico-constitucional no momento em que exerce o seu dever-poder de fazer instaurar a “persecutio criminis” contra aqueles que, alegadamente, transgrediram o ordenamento penal do Estado. Não foi por outra razão que o Supremo Tribunal Federal, em decisão de que foi Relator o saudoso Ministro BARROS MONTEIRO, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 10 penal, a fim de que o Poder Judiciário, ao resolver a controvérsia penal, possa, em obséquio aos postulados essenciais do direito penal da culpa e do princípio constitucional do “due process of law”, e sem transgredir esses vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, apreciar a conduta individual do réu, a ser analisada, em sua expressão concreta, em face dos elementos abstratos contidos no preceito primário de incriminação. Cumpre ter presente, desse modo, que se impõe, ao Estado, no plano da persecução penal, o dever de definir, com precisão, a participação individual dos autores de quaisquer delitos. O Poder Público, tendo presente a norma inscrita no art. 41 do Código de Processo Penal, não pode deixar de observar as exigências que emanam desse preceito legal, sob pena de incidir em grave desvio jurídico-constitucional no momento em que exerce o seu dever-poder de fazer instaurar a “persecutio criminis” contra aqueles que, alegadamente, transgrediram o ordenamento penal do Estado. Não foi por outra razão que o Supremo Tribunal Federal, em decisão de que foi Relator o saudoso Ministro BARROS MONTEIRO, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 11 deixou consignada expressiva advertência sobre o tema ora em exame (RTJ 49/388): “‘Habeas Corpus’. Tratando-se de denúncia referente a crime de autoria coletiva, é indispensável que descreva ela, circunstanciadamente, sob pena de inépcia, os fatos típicos atribuídos a cada paciente. Extensão deferida, sem prejuízo do oferecimento de outra denúncia, em forma regular.” (grifei) Esse entendimento - que tem sido prestigiado por diversos e eminentes autores (DAMÁSIO E. DE JESUS, “Código de Processo Penal Anotado”, p. 40, 10... ed., 1993, Saraiva; LUIZ VICENTE CERNICHIARO/PAULO JOSÉ DA COSTA JR., “Direito Penal na Constituição”, p. 84, item n. 8, 1990, RT; ROGÉRIO LAURIA TUCCI, “Direitos e Garantias Individuais no Processo Penal Brasileiro”, p. 212/214, item n. 17, 1993, Saraiva; JOAQUIM CANUTO MENDES DE ALMEIDA, “Processo Penal, Ação e Jurisdição”, p. 114, 1975, RT) - repudia as acusações genéricas, repele as sentenças indeterminadas e adverte, especialmente no contexto dos delitos societários, que “Mera presunção de culpa, decorrente unicamente do fato de ser o agente diretor de uma empresa, não pode alicerçar uma denúncia criminal”, pois “A submissão de um cidadão aos rigores de um processo penal exige um mínimo de prova de que tenha praticado o ato ilícito, ou concorrido para a sua prática. Se isto não existir, haverá o que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 11 deixou consignada expressiva advertência sobre o tema ora em exame (RTJ 49/388): “‘Habeas Corpus’. Tratando-se de denúncia referente a crime de autoria coletiva, é indispensável que descreva ela, circunstanciadamente, sob pena de inépcia, os fatos típicos atribuídos a cada paciente. Extensão deferida, sem prejuízo do oferecimento de outra denúncia, em forma regular.” (grifei) Esse entendimento - que tem sido prestigiado por diversos e eminentes autores (DAMÁSIO E. DE JESUS, “Código de Processo Penal Anotado”, p. 40, 10... ed., 1993, Saraiva; LUIZ VICENTE CERNICHIARO/PAULO JOSÉ DA COSTA JR., “Direito Penal na Constituição”, p. 84, item n. 8, 1990, RT; ROGÉRIO LAURIA TUCCI, “Direitos e Garantias Individuais no Processo Penal Brasileiro”, p. 212/214, item n. 17, 1993, Saraiva; JOAQUIM CANUTO MENDES DE ALMEIDA, “Processo Penal, Ação e Jurisdição”, p. 114, 1975, RT) - repudia as acusações genéricas, repele as sentenças indeterminadas e adverte, especialmente no contexto dos delitos societários, que “Mera presunção de culpa, decorrente unicamente do fato de ser o agente diretor de uma empresa, não pode alicerçar uma denúncia criminal”, pois “A submissão de um cidadão aos rigores de um processo penal exige um mínimo de prova de que tenha praticado o ato ilícito, ou concorrido para a sua prática. Se isto não existir, haverá o que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 12 se denomina o abuso do poder de denúncia” (MANOEL PEDRO PIMENTEL, “Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional”, p. 174, 1987, RT). Essa orientação, que reputa ser indispensável a identificação, pelo Estado, na peça acusatória, da participação individual de cada denunciado, tem, hoje, o beneplácito de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal (HC 80.549/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – HC 84.580/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 85.948/PA, Rel. Min. AYRES BRITTO – RHC 85.658/ES, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.): “1. ‘Habeas Corpus’. Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei no 7.492, de 1986). Crime societário. 2. Alegada inépcia da denúncia, por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados. 3. Mudança de orientação jurisprudencial, que, no caso de crimes societários, entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado, bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes: HC n 86.294-SP, 2... Turma, por maioria, de minha relatoria, DJ de 03.02.2006; HC n 85.579-MA, 2... Turma, unânime, de minha relatoria, DJ de 24.05.2005; HC n 80.812-PA, 2... Turma, por maioria, de minha relatoria p/ o acórdão, DJ de 05.03.2004; HC n 73.903-CE, 2... Turma, unânime, Rel. Min. Francisco Rezek, DJ de 25.04.1997; e HC n 74.791-RJ, 1... Turma, unânime, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 09.05.1997. 4. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. 5. Observância dos princípios do devido processo legal (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIV), da ampla defesa, contraditório (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV) e da dignidade da pessoa humana (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III). Precedentes: HC n 73.590-SP, 1... Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 12 se denomina o abuso do poder de denúncia” (MANOEL PEDRO PIMENTEL, “Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional”, p. 174, 1987, RT). Essa orientação, que reputa ser indispensável a identificação, pelo Estado, na peça acusatória, da participação individual de cada denunciado, tem, hoje, o beneplácito de ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal (HC 80.549/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – HC 84.580/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 85.948/PA, Rel. Min. AYRES BRITTO – RHC 85.658/ES, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.): “1. ‘Habeas Corpus’. Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei no 7.492, de 1986). Crime societário. 2. Alegada inépcia da denúncia, por ausência de indicação da conduta individualizada dos acusados. 3. Mudança de orientação jurisprudencial, que, no caso de crimes societários, entendia ser apta a denúncia que não individualizasse as condutas de cada indiciado, bastando a indicação de que os acusados fossem de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes: HC n 86.294-SP, 2... Turma, por maioria, de minha relatoria, DJ de 03.02.2006; HC n 85.579-MA, 2... Turma, unânime, de minha relatoria, DJ de 24.05.2005; HC n 80.812-PA, 2... Turma, por maioria, de minha relatoria p/ o acórdão, DJ de 05.03.2004; HC n 73.903-CE, 2... Turma, unânime, Rel. Min. Francisco Rezek, DJ de 25.04.1997; e HC n 74.791-RJ, 1... Turma, unânime, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 09.05.1997. 4. Necessidade de individualização das respectivas condutas dos indiciados. 5. Observância dos princípios do devido processo legal (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIV), da ampla defesa, contraditório (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV) e da dignidade da pessoa humana (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III). Precedentes: HC n 73.590-SP, 1... Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 13 13.12.1996; e HC n 70.763-DF, 1... Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 23.09.1994. 6. No caso concreto, a denúncia é inepta porque não pormenorizou, de modo adequado e suficiente, a conduta do paciente. 7. ‘Habeas corpus’ deferido.” (HC 86.879/SP, Rel. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES - grifei) “‘HABEAS CORPUS’ - CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – RESPONSABILIDADE PENAL DOS CONTROLADORES E ADMINISTRADORES DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS – LEI n 7.492/86 (ART. 25) – DENÚNCIA QUE NÃO ATRIBUI COMPORTAMENTO ESPECÍFICO AO DIRETOR DE CÂMBIO DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE O VINCULE, COM APOIO EM DADOS PROBATÓRIOS MÍNIMOS, AO EVENTO DELITUOSO – INÉPCIA DA DENÚNCIA - PEDIDO DEFERIDO. PROCESSO PENAL ACUSATÓRIO - OBRIGAÇÃO DE O MINISTÉRIO PÚBLICO FORMULAR DENÚNCIA JURIDICAMENTE APTA. O sistema jurídico vigente no Brasil - tendo presente a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático – impõe, ao Ministério Público, a obrigação de expor, de maneira precisa, objetiva e individualizada, a participação das pessoas acusadas da suposta prática da infração penal, a fim de que o Poder Judiciário, ao resolver a controvérsia penal, possa, em obséquio aos postulados essenciais do direito penal da culpa e do princípio constitucional do ‘due process of law’, ter em consideração, sem transgredir esses vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, a conduta individual do réu, a ser analisada, em sua expressão concreta, em face dos elementos abstratos contidos no preceito primário de incriminação. O ordenamento positivo brasileiro repudia as acusações genéricas e repele as sentenças indeterminadas. A PESSOA SOB INVESTIGAÇÃO PENAL TEM O DIREITO DE NÃO SER ACUSADA COM BASE EM DENÚNCIA INEPTA. A denúncia - enquanto instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal - constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, antes de mais nada, ao delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a própria ‘res in judicio deducta’. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 13 13.12.1996; e HC n 70.763-DF, 1... Turma, unânime, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 23.09.1994. 6. No caso concreto, a denúncia é inepta porque não pormenorizou, de modo adequado e suficiente, a conduta do paciente. 7. ‘Habeas corpus’ deferido.” (HC 86.879/SP, Rel. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES - grifei) “‘HABEAS CORPUS’ - CRIME CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – RESPONSABILIDADE PENAL DOS CONTROLADORES E ADMINISTRADORES DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS – LEI n 7.492/86 (ART. 25) – DENÚNCIA QUE NÃO ATRIBUI COMPORTAMENTO ESPECÍFICO AO DIRETOR DE CÂMBIO DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE O VINCULE, COM APOIO EM DADOS PROBATÓRIOS MÍNIMOS, AO EVENTO DELITUOSO – INÉPCIA DA DENÚNCIA - PEDIDO DEFERIDO. PROCESSO PENAL ACUSATÓRIO - OBRIGAÇÃO DE O MINISTÉRIO PÚBLICO FORMULAR DENÚNCIA JURIDICAMENTE APTA. O sistema jurídico vigente no Brasil - tendo presente a natureza dialógica do processo penal acusatório, hoje impregnado, em sua estrutura formal, de caráter essencialmente democrático – impõe, ao Ministério Público, a obrigação de expor, de maneira precisa, objetiva e individualizada, a participação das pessoas acusadas da suposta prática da infração penal, a fim de que o Poder Judiciário, ao resolver a controvérsia penal, possa, em obséquio aos postulados essenciais do direito penal da culpa e do princípio constitucional do ‘due process of law’, ter em consideração, sem transgredir esses vetores condicionantes da atividade de persecução estatal, a conduta individual do réu, a ser analisada, em sua expressão concreta, em face dos elementos abstratos contidos no preceito primário de incriminação. O ordenamento positivo brasileiro repudia as acusações genéricas e repele as sentenças indeterminadas. A PESSOA SOB INVESTIGAÇÃO PENAL TEM O DIREITO DE NÃO SER ACUSADA COM BASE EM DENÚNCIA INEPTA. A denúncia - enquanto instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal - constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, antes de mais nada, ao delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a própria ‘res in judicio deducta’. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 14 A peça acusatória, por isso mesmo, deve conter a exposição do fato delituoso, em toda a sua essência e com todas as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se ao acusador como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Denúncia que não descreve, adequadamente, o fato criminoso e que também deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente ao evento delituoso qualifica-se como denúncia inepta. Precedentes. PERSECUÇÃO PENAL DOS DELITOS CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO – PEÇA ACUSATÓRIA QUE NÃO DESCREVE, QUANTO AO ADMINISTRADOR DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA, QUALQUER CONDUTA ESPECÍFICA QUE O VINCULE AO EVENTO DELITUOSO – INÉPCIA DA DENÚNCIA. - A mera invocação da condição de diretor em instituição financeira, sem a correspondente e objetiva descrição de determinado comportamento típico que o vincule ao resultado criminoso, não constitui fator suficiente apto a legitimar a formulação da acusação estatal ou a autorizar a prolação de decreto judicial condenatório. A circunstância objetiva de alguém meramente exercer cargo de direção em instituição financeira não se revela suficiente, só por si, para autorizar qualquer presunção de culpa (inexistente em nosso sistema jurídico-penal) e, menos ainda, para justificar, como efeito derivado dessa particular qualificação formal, a correspondente persecução criminal em juízo. AS ACUSAÇÕES PENAIS NÃO SE PRESUMEM PROVADAS: O ÔNUS DA PROVA INCUMBE, EXCLUSIVAMENTE, A QUEM ACUSA. - Os princípios constitucionais que regem o processo penal põem em evidência o nexo de indiscutível vinculação que existe entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa e juridicamente apta, de um lado, e o direito individual à ampla defesa, de que dispõe o acusado, de outro. É que, para o acusado exercer, em plenitude, a garantia do contraditório, torna-se indispensável que o órgão da acusação descreva, de modo preciso, os elementos estruturais (‘essentialia delicti’) que compõem o tipo penal, sob pena de se devolver, ilegitimamente, ao réu, o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 14 A peça acusatória, por isso mesmo, deve conter a exposição do fato delituoso, em toda a sua essência e com todas as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se ao acusador como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Denúncia que não descreve, adequadamente, o fato criminoso e que também deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente ao evento delituoso qualifica-se como denúncia inepta. Precedentes. PERSECUÇÃO PENAL DOS DELITOS CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO – PEÇA ACUSATÓRIA QUE NÃO DESCREVE, QUANTO AO ADMINISTRADOR DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA, QUALQUER CONDUTA ESPECÍFICA QUE O VINCULE AO EVENTO DELITUOSO – INÉPCIA DA DENÚNCIA. - A mera invocação da condição de diretor em instituição financeira, sem a correspondente e objetiva descrição de determinado comportamento típico que o vincule ao resultado criminoso, não constitui fator suficiente apto a legitimar a formulação da acusação estatal ou a autorizar a prolação de decreto judicial condenatório. A circunstância objetiva de alguém meramente exercer cargo de direção em instituição financeira não se revela suficiente, só por si, para autorizar qualquer presunção de culpa (inexistente em nosso sistema jurídico-penal) e, menos ainda, para justificar, como efeito derivado dessa particular qualificação formal, a correspondente persecução criminal em juízo. AS ACUSAÇÕES PENAIS NÃO SE PRESUMEM PROVADAS: O ÔNUS DA PROVA INCUMBE, EXCLUSIVAMENTE, A QUEM ACUSA. - Os princípios constitucionais que regem o processo penal põem em evidência o nexo de indiscutível vinculação que existe entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa e juridicamente apta, de um lado, e o direito individual à ampla defesa, de que dispõe o acusado, de outro. É que, para o acusado exercer, em plenitude, a garantia do contraditório, torna-se indispensável que o órgão da acusação descreva, de modo preciso, os elementos estruturais (‘essentialia delicti’) que compõem o tipo penal, sob pena de se devolver, ilegitimamente, ao réu, o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 15 É sempre importante reiterar – na linha do magistério jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria – que nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao contrário, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, para além de qualquer dúvida razoável, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-lei n 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5). Precedentes.” (HC 83.947/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “1. AÇÃO PENAL. Denúncia. Deficiência. Omissão dos comportamentos típicos que teriam concretizado a participação dos réus nos fatos criminosos descritos. Sacrifício do contraditório e da ampla defesa. Ofensa a garantias constitucionais do devido processo legal (‘due process of law’). Nulidade absoluta e insanável. Superveniência da sentença condenatória. Irrelevância. Preclusão temporal inocorrente. Conhecimento da argüição em HC. Aplicação do art. 5..., incs. LIV e LV, da Constituição Federal de 1988. Votos vencidos. A denúncia que, eivada de narração deficiente ou insuficiente, dificulte ou impeça o pleno exercício dos poderes da defesa, é causa de nulidade absoluta e insanável do processo e da sentença condenatória e, como tal, não é coberta por preclusão. 2. AÇÃO PENAL. Delitos contra o sistema financeiro nacional. Crimes ditos societários. Tipos previstos nos arts. 21, parágrafo único, e 22, ‘caput’, da Lei 7.492/86. Denúncia genérica. Peça que omite a descrição de comportamentos típicos e sua atribuição a autor individualizado, na qualidade de administrador de empresas. Inadmissibilidade. Imputação às pessoas jurídicas. Caso de responsabilidade penal objetiva. Inépcia reconhecida. Processo anulado a partir da denúncia, inclusive. HC concedido para esse fim. Extensão da ordem ao co-réu. Inteligência do art. 5..., incs. XLV e XLVI, da Constituição Federal de 1988, dos arts. 13, 18, 20 e 26 do Código Penal Brasileiro e 25 da Lei 7.492/86. Aplicação do art. 41 do CPP. Votos vencidos. No caso de crime contra o sistema financeiro nacional ou de outro dito ‘crime societário’, é inepta a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 15 É sempre importante reiterar – na linha do magistério jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria – que nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao contrário, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, para além de qualquer dúvida razoável, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-lei n 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5). Precedentes.” (HC 83.947/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “1. AÇÃO PENAL. Denúncia. Deficiência. Omissão dos comportamentos típicos que teriam concretizado a participação dos réus nos fatos criminosos descritos. Sacrifício do contraditório e da ampla defesa. Ofensa a garantias constitucionais do devido processo legal (‘due process of law’). Nulidade absoluta e insanável. Superveniência da sentença condenatória. Irrelevância. Preclusão temporal inocorrente. Conhecimento da argüição em HC. Aplicação do art. 5..., incs. LIV e LV, da Constituição Federal de 1988. Votos vencidos. A denúncia que, eivada de narração deficiente ou insuficiente, dificulte ou impeça o pleno exercício dos poderes da defesa, é causa de nulidade absoluta e insanável do processo e da sentença condenatória e, como tal, não é coberta por preclusão. 2. AÇÃO PENAL. Delitos contra o sistema financeiro nacional. Crimes ditos societários. Tipos previstos nos arts. 21, parágrafo único, e 22, ‘caput’, da Lei 7.492/86. Denúncia genérica. Peça que omite a descrição de comportamentos típicos e sua atribuição a autor individualizado, na qualidade de administrador de empresas. Inadmissibilidade. Imputação às pessoas jurídicas. Caso de responsabilidade penal objetiva. Inépcia reconhecida. Processo anulado a partir da denúncia, inclusive. HC concedido para esse fim. Extensão da ordem ao co-réu. Inteligência do art. 5..., incs. XLV e XLVI, da Constituição Federal de 1988, dos arts. 13, 18, 20 e 26 do Código Penal Brasileiro e 25 da Lei 7.492/86. Aplicação do art. 41 do CPP. Votos vencidos. No caso de crime contra o sistema financeiro nacional ou de outro dito ‘crime societário’, é inepta a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 16 denúncia genérica, que omite descrição de comportamento típico e sua atribuição a autor individualizado, na condição de diretor ou administrador de empresa.” (HC 83.301/RS, Rel. p/ o acórdão Min. CEZAR PELUSO - grifei) A leitura da denúncia (Apenso, fls. 25/28) - peça ora questionada nesta sede processual -, permite constatar, a meu juízo, que o Ministério Público, ao formular acusação imperfeita, deixou de cumprir a obrigação processual de promover a descrição precisa do comportamento do ora paciente, que o vinculasse, concretamente, aos eventos delituosos narrados na peça acusatória. Tenho para mim, desse modo, que, no caso presente, a ausência de individuada e detalhada descrição dos comportamentos delituosos atribuídos ao ora paciente, pela peça acusatória em questão, faz emergir, desse ato processual, grave vício jurídico, de que só pode derivar, como efeito conseqüencial, séria ofensa aos “princípios da lealdade processual, do contraditório no processo penal e da defesa plena” (RTJ 33/430, Rel. Min. PEDRO CHAVES). Cumpre ter presente, neste ponto, a advertência constante do magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, que, ao insistir na indispensabilidade de o Estado identificar, na peça acusatória, com absoluta precisão, a participação individual de cada denunciado - e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 16 denúncia genérica, que omite descrição de comportamento típico e sua atribuição a autor individualizado, na condição de diretor ou administrador de empresa.” (HC 83.301/RS, Rel. p/ o acórdão Min. CEZAR PELUSO - grifei) A leitura da denúncia (Apenso, fls. 25/28) - peça ora questionada nesta sede processual -, permite constatar, a meu juízo, que o Ministério Público, ao formular acusação imperfeita, deixou de cumprir a obrigação processual de promover a descrição precisa do comportamento do ora paciente, que o vinculasse, concretamente, aos eventos delituosos narrados na peça acusatória. Tenho para mim, desse modo, que, no caso presente, a ausência de individuada e detalhada descrição dos comportamentos delituosos atribuídos ao ora paciente, pela peça acusatória em questão, faz emergir, desse ato processual, grave vício jurídico, de que só pode derivar, como efeito conseqüencial, séria ofensa aos “princípios da lealdade processual, do contraditório no processo penal e da defesa plena” (RTJ 33/430, Rel. Min. PEDRO CHAVES). Cumpre ter presente, neste ponto, a advertência constante do magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, que, ao insistir na indispensabilidade de o Estado identificar, na peça acusatória, com absoluta precisão, a participação individual de cada denunciado - e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 17 considerada a inquestionável repercussão processual desse ato sobre a sentença judicial -, observa que “Discriminar a participação de cada co-réu é de todo necessário (...), porque, se, em certos casos, a simples associação pode constituir um delito per se, na maioria deles a natureza da participação de cada um, na produção do evento criminoso, é que determina a sua responsabilidade, porque alguém pode pertencer ao mesmo grupo, sem concorrer para o delito, praticando, por exemplo, atos penalmente irrelevantes, ou nenhum. Aliás, a necessidade de se definir a participação de cada um resulta da própria Constituição, porque a responsabilidade criminal é pessoal, não transcende da pessoa do delinqüente (...). É preciso, portanto, que se comprove que alguém concorreu com ato seu para o crime” (RTJ 35/517, 534, Rel. Min. VICTOR NUNES LEAL - grifei). Tem-se, desse modo, que se revela inepta a denúncia, sempre que - tal como no caso ocorre - a peça acusatória, sem especificar, de modo detalhado, a participação dos acusados, vem a atribuir-lhes virtual (e objetiva) responsabilidade pelos eventos delituosos, como explicitado no aditamento à inicial do presente “writ”, pelo só fato “de ser sócio-administrador da pessoa jurídica BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA” (fls. 14/15). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 17 considerada a inquestionável repercussão processual desse ato sobre a sentença judicial -, observa que “Discriminar a participação de cada co-réu é de todo necessário (...), porque, se, em certos casos, a simples associação pode constituir um delito per se, na maioria deles a natureza da participação de cada um, na produção do evento criminoso, é que determina a sua responsabilidade, porque alguém pode pertencer ao mesmo grupo, sem concorrer para o delito, praticando, por exemplo, atos penalmente irrelevantes, ou nenhum. Aliás, a necessidade de se definir a participação de cada um resulta da própria Constituição, porque a responsabilidade criminal é pessoal, não transcende da pessoa do delinqüente (...). É preciso, portanto, que se comprove que alguém concorreu com ato seu para o crime” (RTJ 35/517, 534, Rel. Min. VICTOR NUNES LEAL - grifei). Tem-se, desse modo, que se revela inepta a denúncia, sempre que - tal como no caso ocorre - a peça acusatória, sem especificar, de modo detalhado, a participação dos acusados, vem a atribuir-lhes virtual (e objetiva) responsabilidade pelos eventos delituosos, como explicitado no aditamento à inicial do presente “writ”, pelo só fato “de ser sócio-administrador da pessoa jurídica BMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA” (fls. 14/15). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 18 A formulação de acusações genéricas, em delitos societários, culmina por consagrar uma inaceitável hipótese de responsabilidade penal objetiva, com todas as gravíssimas conseqüências que daí podem resultar, consoante adverte, em precisa abordagem do tema, em lição que sempre tenho relembrado nesta Suprema Corte, o ilustre Advogado paulista Dr. RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGÃO (“Denúncias Genéricas em Crime de Sonegação Fiscal”, “in” Justiça e Democracia, vol. 1/207-211, 210-211, 1996, RT): “Se há compromisso da lei com a culpabilidade, não se admite responsabilidade objetiva, decorrente da imputação genérica, que não permite ao acusado conhecer se houve e qual a medida da sua participação no fato, para poder se defender. Desconhecendo o teor preciso da acusação, o defensor não terá como orientar o interrogatório, a defesa prévia e o requerimento de provas, bem assim não terá como avaliar eventual colidência de defesas entre a do seu constituinte e a do co-réu. O acusado será obrigado a fazer prova negativa de que não praticou o crime, assumindo o ônus da prova que é do Ministério Público, tendo em vista o princípio constitucional da presunção de inocência. A denúncia genérica, nos crimes de sonegação fiscal, impossibilita a ampla defesa e, por isso, não pode ser admitida.” (grifei) Cumpre ter presente, bem por isso, a séria objeção exposta pelo saudoso Ministro ASSIS TOLEDO, para quem “Ser acionista ou membro do conselho consultivo da empresa não é crime. Logo, a invocação dessa condição, sem a descrição de condutas específicas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 18 A formulação de acusações genéricas, em delitos societários, culmina por consagrar uma inaceitável hipótese de responsabilidade penal objetiva, com todas as gravíssimas conseqüências que daí podem resultar, consoante adverte, em precisa abordagem do tema, em lição que sempre tenho relembrado nesta Suprema Corte, o ilustre Advogado paulista Dr. RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGÃO (“Denúncias Genéricas em Crime de Sonegação Fiscal”, “in” Justiça e Democracia, vol. 1/207-211, 210-211, 1996, RT): “Se há compromisso da lei com a culpabilidade, não se admite responsabilidade objetiva, decorrente da imputação genérica, que não permite ao acusado conhecer se houve e qual a medida da sua participação no fato, para poder se defender. Desconhecendo o teor preciso da acusação, o defensor não terá como orientar o interrogatório, a defesa prévia e o requerimento de provas, bem assim não terá como avaliar eventual colidência de defesas entre a do seu constituinte e a do co-réu. O acusado será obrigado a fazer prova negativa de que não praticou o crime, assumindo o ônus da prova que é do Ministério Público, tendo em vista o princípio constitucional da presunção de inocência. A denúncia genérica, nos crimes de sonegação fiscal, impossibilita a ampla defesa e, por isso, não pode ser admitida.” (grifei) Cumpre ter presente, bem por isso, a séria objeção exposta pelo saudoso Ministro ASSIS TOLEDO, para quem “Ser acionista ou membro do conselho consultivo da empresa não é crime. Logo, a invocação dessa condição, sem a descrição de condutas específicas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 19 que vinculem cada diretor ao evento criminoso, não basta para viabilizar a denúncia” (RT 715/526). É preciso insistir na circunstância de que a responsabilidade penal pelos eventos delituosos praticados no plano societário, em nome e em favor de organismos empresariais, deve resolver-se - consoante adverte MANOEL PEDRO PIMENTEL (“Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional”, p. 172, 1987, RT) - “na responsabilidade individual dos mandatários, uma vez comprovada sua participação nos fatos” (grifei), eis que, tal como salienta o saudoso Professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, o princípio hoje dominante da responsabilidade por culpa - que não se confunde com o postulado da responsabilidade por risco - revela-se incompatível com a concepção do “versari in re illicita”, banida do domínio do direito penal da culpa. É que - tal como já decidiu o Supremo Tribunal Federal - a circunstância de alguém meramente ostentar a condição de sócio- -administrador de uma sociedade empresária não pode justificar, só por si, a formulação, pelo Estado, de qualquer juízo acusatório fundado numa inaceitável presunção de culpa (RTJ 163/268-269, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 19 que vinculem cada diretor ao evento criminoso, não basta para viabilizar a denúncia” (RT 715/526). É preciso insistir na circunstância de que a responsabilidade penal pelos eventos delituosos praticados no plano societário, em nome e em favor de organismos empresariais, deve resolver-se - consoante adverte MANOEL PEDRO PIMENTEL (“Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional”, p. 172, 1987, RT) - “na responsabilidade individual dos mandatários, uma vez comprovada sua participação nos fatos” (grifei), eis que, tal como salienta o saudoso Professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, o princípio hoje dominante da responsabilidade por culpa - que não se confunde com o postulado da responsabilidade por risco - revela-se incompatível com a concepção do “versari in re illicita”, banida do domínio do direito penal da culpa. É que - tal como já decidiu o Supremo Tribunal Federal - a circunstância de alguém meramente ostentar a condição de sócio- -administrador de uma sociedade empresária não pode justificar, só por si, a formulação, pelo Estado, de qualquer juízo acusatório fundado numa inaceitável presunção de culpa (RTJ 163/268-269, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 20 Não custa enfatizar que, no sistema jurídico brasileiro, não existe qualquer possibilidade de o Poder Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer, em sede penal, a culpa de alguém. Na realidade, os princípios democráticos que informam o modelo constitucional consagrado na Carta Política de 1988 repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. Meras conjecturas sequer podem conferir suporte material a qualquer acusação estatal. É que, sem base probatória consistente, dados conjecturais não se revestem, em sede penal, de idoneidade jurídica, quer para efeito de formulação de imputação penal, quer, com maior razão, para fins de prolação de juízo condenatório. Torna-se essencial insistir, portanto, na asserção de que, “Por exclusão, suspeita ou presunção, ninguém pode ser condenado em nosso sistema jurídico-penal”, consoante proclamou, em lapidar decisão, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (RT 165/596, Rel. Des. VICENTE DE AZEVEDO). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 20 Não custa enfatizar que, no sistema jurídico brasileiro, não existe qualquer possibilidade de o Poder Judiciário, por simples presunção ou com fundamento em meras suspeitas, reconhecer, em sede penal, a culpa de alguém. Na realidade, os princípios democráticos que informam o modelo constitucional consagrado na Carta Política de 1988 repelem qualquer ato estatal que transgrida o dogma de que não haverá culpa penal por presunção nem responsabilidade criminal por mera suspeita. Meras conjecturas sequer podem conferir suporte material a qualquer acusação estatal. É que, sem base probatória consistente, dados conjecturais não se revestem, em sede penal, de idoneidade jurídica, quer para efeito de formulação de imputação penal, quer, com maior razão, para fins de prolação de juízo condenatório. Torna-se essencial insistir, portanto, na asserção de que, “Por exclusão, suspeita ou presunção, ninguém pode ser condenado em nosso sistema jurídico-penal”, consoante proclamou, em lapidar decisão, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (RT 165/596, Rel. Des. VICENTE DE AZEVEDO). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 21 Cumpre ressaltar, neste ponto, que a análise de qualquer peça acusatória impõe que, nela, se identifique, desde logo, a narração objetiva, individuada e precisa do fato delituoso, que, além de estar concretamente vinculado ao comportamento de cada agente, deve ser especificado e descrito, em todos os seus elementos estruturais e circunstanciais, pelo órgão estatal da acusação penal. Como já precedentemente enfatizado, a imputação penal não pode ser o resultado da vontade pessoal e arbitrária do acusador (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Este, para que possa validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte uma necessária base empírica, a fim de que a acusação - que deve sempre narrar a participação individual de cada agente no evento delituoso - não se transforme, como advertia o saudoso Ministro OROSIMBO NONATO, em pura criação mental do acusador (RF 150/393). Uma das principais obrigações jurídicas do Ministério Público no processo penal de condenação consiste no dever de apresentar denúncia que veicule, de modo claro e objetivo, com todos os elementos estruturais, essenciais e circunstanciais que lhe são inerentes, a descrição do fato delituoso, em ordem a viabilizar o exercício legítimo da ação penal e a ensejar, a partir da estrita observância dos pressupostos estipulados no art. 41 do Código de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 21 Cumpre ressaltar, neste ponto, que a análise de qualquer peça acusatória impõe que, nela, se identifique, desde logo, a narração objetiva, individuada e precisa do fato delituoso, que, além de estar concretamente vinculado ao comportamento de cada agente, deve ser especificado e descrito, em todos os seus elementos estruturais e circunstanciais, pelo órgão estatal da acusação penal. Como já precedentemente enfatizado, a imputação penal não pode ser o resultado da vontade pessoal e arbitrária do acusador (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Este, para que possa validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte uma necessária base empírica, a fim de que a acusação - que deve sempre narrar a participação individual de cada agente no evento delituoso - não se transforme, como advertia o saudoso Ministro OROSIMBO NONATO, em pura criação mental do acusador (RF 150/393). Uma das principais obrigações jurídicas do Ministério Público no processo penal de condenação consiste no dever de apresentar denúncia que veicule, de modo claro e objetivo, com todos os elementos estruturais, essenciais e circunstanciais que lhe são inerentes, a descrição do fato delituoso, em ordem a viabilizar o exercício legítimo da ação penal e a ensejar, a partir da estrita observância dos pressupostos estipulados no art. 41 do Código de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 22 Processo Penal, a possibilidade de efetiva atuação da cláusula constitucional da plenitude de defesa. Daí a advertência presente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O processo penal de tipo acusatório repele, por ofensivas à garantia da plenitude de defesa, quaisquer imputações que se mostrem indeterminadas, vagas, contraditórias, omissas ou ambíguas. Existe, na perspectiva dos princípios constitucionais que regem o processo penal, um nexo de indiscutível vinculação entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa e juridicamente apta e o direito individual de que dispõe o acusado à ampla defesa. A imputação penal omissa ou deficiente, além de constituir transgressão do dever jurídico que se impõe ao Estado, qualifica-se como causa de nulidade processual absoluta.” (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não se pode desconhecer que, no processo penal condenatório - que constitui estrutura jurídico-formal em cujo âmbito o Estado desempenha a sua atividade persecutória -, antagonizam-se exigências contrastantes que exprimem uma situação de tensão dialética, configurada pelo conflito entre a pretensão punitiva deduzida pelo Estado e o desejo de preservação da liberdade individual manifestado pelo réu. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 22 Processo Penal, a possibilidade de efetiva atuação da cláusula constitucional da plenitude de defesa. Daí a advertência presente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O processo penal de tipo acusatório repele, por ofensivas à garantia da plenitude de defesa, quaisquer imputações que se mostrem indeterminadas, vagas, contraditórias, omissas ou ambíguas. Existe, na perspectiva dos princípios constitucionais que regem o processo penal, um nexo de indiscutível vinculação entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa e juridicamente apta e o direito individual de que dispõe o acusado à ampla defesa. A imputação penal omissa ou deficiente, além de constituir transgressão do dever jurídico que se impõe ao Estado, qualifica-se como causa de nulidade processual absoluta.” (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não se pode desconhecer que, no processo penal condenatório - que constitui estrutura jurídico-formal em cujo âmbito o Estado desempenha a sua atividade persecutória -, antagonizam-se exigências contrastantes que exprimem uma situação de tensão dialética, configurada pelo conflito entre a pretensão punitiva deduzida pelo Estado e o desejo de preservação da liberdade individual manifestado pelo réu. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 23 A persecução penal, cuja instauração é justificada pela suposta prática de um ato criminoso, não se projeta nem se exterioriza como uma manifestação de absolutismo estatal. De exercício indeclinável, a “persecutio criminis” sofre os condicionamentos que lhe impõe o ordenamento jurídico. A tutela da liberdade, desse modo, representa uma insuperável limitação constitucional ao poder persecutório do Estado. As limitações à atividade persecutório-penal do Estado traduzem garantias dispensadas pela ordem jurídica à preservação, pelo suspeito, pelo indiciado ou pelo acusado, do seu estado de liberdade. Tenho salientado, nesta Corte, que a submissão de uma pessoa à jurisdição penal do Estado coloca em evidência a relação de polaridade conflitante que se estabelece entre a pretensão punitiva do Poder Público, de um lado, e o resguardo à intangibilidade do “jus libertatis” titularizado pelo réu, de outro. A persecução penal, enquanto atividade estatal juridicamente vinculada, rege-se por padrões normativos, que, consagrados pela Constituição e pelas leis, traduzem limitações significativas ao poder do Estado. Por isso mesmo, o processo penal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 23 A persecução penal, cuja instauração é justificada pela suposta prática de um ato criminoso, não se projeta nem se exterioriza como uma manifestação de absolutismo estatal. De exercício indeclinável, a “persecutio criminis” sofre os condicionamentos que lhe impõe o ordenamento jurídico. A tutela da liberdade, desse modo, representa uma insuperável limitação constitucional ao poder persecutório do Estado. As limitações à atividade persecutório-penal do Estado traduzem garantias dispensadas pela ordem jurídica à preservação, pelo suspeito, pelo indiciado ou pelo acusado, do seu estado de liberdade. Tenho salientado, nesta Corte, que a submissão de uma pessoa à jurisdição penal do Estado coloca em evidência a relação de polaridade conflitante que se estabelece entre a pretensão punitiva do Poder Público, de um lado, e o resguardo à intangibilidade do “jus libertatis” titularizado pelo réu, de outro. A persecução penal, enquanto atividade estatal juridicamente vinculada, rege-se por padrões normativos, que, consagrados pela Constituição e pelas leis, traduzem limitações significativas ao poder do Estado. Por isso mesmo, o processo penal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 24 só pode ser concebido - e assim deve ser visto - como instrumento de salvaguarda da liberdade do réu. A denúncia - enquanto instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal - constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, antes de mais nada, ao delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a própria “res in judicio deducta”. A peça acusatória, por isso mesmo, deve conter a exposição do fato delituoso, descrito em toda a sua essência e narrado com todas as suas circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se ao acusador como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Em uma palavra: denúncia que não descreve, adequadamente, o fato criminoso e que também deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente ao evento delituoso qualifica-se – como ressaltado pela jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal - como denúncia inepta (RTJ 57/389 – RTJ 163/268-269). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 24 só pode ser concebido - e assim deve ser visto - como instrumento de salvaguarda da liberdade do réu. A denúncia - enquanto instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal - constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, antes de mais nada, ao delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a própria “res in judicio deducta”. A peça acusatória, por isso mesmo, deve conter a exposição do fato delituoso, descrito em toda a sua essência e narrado com todas as suas circunstâncias fundamentais. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-se ao acusador como exigência derivada do postulado constitucional que assegura, ao réu, o exercício, em plenitude, do direito de defesa. Em uma palavra: denúncia que não descreve, adequadamente, o fato criminoso e que também deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente ao evento delituoso qualifica-se – como ressaltado pela jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal - como denúncia inepta (RTJ 57/389 – RTJ 163/268-269). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 25 Essa diretriz jurisprudencial, que tem preponderado na prática processual desta Suprema Corte, nada mais reflete senão antigo e clássico magistério de JOÃO MENDES DE ALMEIDA JÚNIOR (“O Processo Criminal Brasileiro”, vol. II/183, item n. 305, 4... ed., 1959, Freitas Bastos), eminente Professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e Ministro deste Supremo Tribunal Federal: “Vamos, agora, determinar as formalidades da queixa e da denúncia. ................................................... É uma exposição narrativa e demonstrativa. Narrativa, porque deve revelar o fato com todas as suas circunstâncias, isto é, não só a ação transitiva, como a pessoa que a praticou (‘quis’), os meios que empregou (‘quibus auxiliis’), o malefício que produziu (‘quid’), os motivos que o determinaram a isso (‘cur’), a maneira por que a praticou (‘quomodo’), o lugar onde a praticou (‘ubi’), o tempo (‘quando’). Demonstrativa, porque deve descrever o corpo de delito, dar as razões de convicção ou presunção e nomear as testemunhas e informantes.” (grifei) Igualmente lapidar, sob esse aspecto, o magistério de ALBERTO SILVA FRANCO, eminente Desembargador paulista, para quem (RT 525/372-375): “Num processo de tipo acusatório, não se compreende que o objeto da acusação fique ambíguo, indefinido, incerto ou logicamente contraditório, pois é ele que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 25 Essa diretriz jurisprudencial, que tem preponderado na prática processual desta Suprema Corte, nada mais reflete senão antigo e clássico magistério de JOÃO MENDES DE ALMEIDA JÚNIOR (“O Processo Criminal Brasileiro”, vol. II/183, item n. 305, 4... ed., 1959, Freitas Bastos), eminente Professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e Ministro deste Supremo Tribunal Federal: “Vamos, agora, determinar as formalidades da queixa e da denúncia. ................................................... É uma exposição narrativa e demonstrativa. Narrativa, porque deve revelar o fato com todas as suas circunstâncias, isto é, não só a ação transitiva, como a pessoa que a praticou (‘quis’), os meios que empregou (‘quibus auxiliis’), o malefício que produziu (‘quid’), os motivos que o determinaram a isso (‘cur’), a maneira por que a praticou (‘quomodo’), o lugar onde a praticou (‘ubi’), o tempo (‘quando’). Demonstrativa, porque deve descrever o corpo de delito, dar as razões de convicção ou presunção e nomear as testemunhas e informantes.” (grifei) Igualmente lapidar, sob esse aspecto, o magistério de ALBERTO SILVA FRANCO, eminente Desembargador paulista, para quem (RT 525/372-375): “Num processo de tipo acusatório, não se compreende que o objeto da acusação fique ambíguo, indefinido, incerto ou logicamente contraditório, pois é ele que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 26 estabelece os limites das atividades, cognitiva e decisória, do Juiz. A este efeito do objeto da acusação é que EBERHARD SCHMIDT denominou de vinculação temática do Juiz. Este só pode ter 'como objeto de suas comprovações objetivas e de sua valoração jurídica aquele sucesso histórico cuja identidade, com respeito ao fato e com respeito ao autor, resulta da ação (...).” (grifei) Não custa rememorar que foi, em proveito da liberdade individual, que se impôs, ao órgão da acusação, o dever de incluir, na denúncia, todos os elementos essenciais à exata compreensão da imputação penal deduzida contra o suposto autor do comportamento delituoso. Essa obrigação processual do Ministério Público – insista-se - guarda íntima conexão com uma garantia fundamental outorgada pela Constituição da República em favor daqueles que sofrem, em juízo, a persecução penal movida pelo Estado: a garantia da plenitude de defesa. É por essa razão que VICENTE GRECO FILHO (“Manual de Processo Penal”, p. 64, 1991, Saraiva), ao versar o tema referente aos princípios constitucionais que regem o processo penal, estabelece o nexo de indiscutível vinculação que existe entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 26 estabelece os limites das atividades, cognitiva e decisória, do Juiz. A este efeito do objeto da acusação é que EBERHARD SCHMIDT denominou de vinculação temática do Juiz. Este só pode ter 'como objeto de suas comprovações objetivas e de sua valoração jurídica aquele sucesso histórico cuja identidade, com respeito ao fato e com respeito ao autor, resulta da ação (...).” (grifei) Não custa rememorar que foi, em proveito da liberdade individual, que se impôs, ao órgão da acusação, o dever de incluir, na denúncia, todos os elementos essenciais à exata compreensão da imputação penal deduzida contra o suposto autor do comportamento delituoso. Essa obrigação processual do Ministério Público – insista-se - guarda íntima conexão com uma garantia fundamental outorgada pela Constituição da República em favor daqueles que sofrem, em juízo, a persecução penal movida pelo Estado: a garantia da plenitude de defesa. É por essa razão que VICENTE GRECO FILHO (“Manual de Processo Penal”, p. 64, 1991, Saraiva), ao versar o tema referente aos princípios constitucionais que regem o processo penal, estabelece o nexo de indiscutível vinculação que existe entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 27 processualmente apta e juridicamente idônea, de um lado, e o direito individual do acusado à ampla defesa, de outro: “Outro requisito essencial à ampla defesa é a apresentação clara e completa da acusação, que deve ser formulada de modo que possa o réu contrapor-se a seus termos. É essencial, portanto, a descrição do fato delituoso em todas as suas circunstâncias. Uma descrição incompleta, dúbia ou que não seja de um fato típico penal gera a inépcia da denúncia e nulidade do processo, com a possibilidade de trancamento através de ‘habeas corpus’, se o juiz não rejeitar desde logo a inicial. Para que alguém possa preparar e realizar sua defesa é preciso que esteja claramente descrito o fato de que deve defender-se.” (grifei) É que, se assim não for, inverter-se-á, de modo ilegítimo, no processo penal de condenação, o ônus da prova, com evidente ofensa à presunção constitucional de inocência. Não custa enfatizar, por isso mesmo, na linha do magistério jurisprudencial consagrado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, que “Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 27 processualmente apta e juridicamente idônea, de um lado, e o direito individual do acusado à ampla defesa, de outro: “Outro requisito essencial à ampla defesa é a apresentação clara e completa da acusação, que deve ser formulada de modo que possa o réu contrapor-se a seus termos. É essencial, portanto, a descrição do fato delituoso em todas as suas circunstâncias. Uma descrição incompleta, dúbia ou que não seja de um fato típico penal gera a inépcia da denúncia e nulidade do processo, com a possibilidade de trancamento através de ‘habeas corpus’, se o juiz não rejeitar desde logo a inicial. Para que alguém possa preparar e realizar sua defesa é preciso que esteja claramente descrito o fato de que deve defender-se.” (grifei) É que, se assim não for, inverter-se-á, de modo ilegítimo, no processo penal de condenação, o ônus da prova, com evidente ofensa à presunção constitucional de inocência. Não custa enfatizar, por isso mesmo, na linha do magistério jurisprudencial consagrado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, que “Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete, ao réu, demonstrar a sua inocência. Cabe, ao Ministério Público, comprovar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 28 inocência (Decreto-lei n 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5)” (RTJ 161/264-266, 265, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Torna-se relevante salientar, finalmente, que esta colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal tem censurado a formulação de denúncias ineptas, fazendo-o em decisões consubstanciadas em acórdãos assim ementados: “‘HABEAS CORPUS’. DENÚNCIA. ESTADO DE DIREITO. DIREITOS FUNDAMENTAIS. PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP NÃO PREENCHIDOS. 1 - A técnica da denúncia (art. 41 do Código de Processo Penal) tem merecido reflexão no plano da dogmática constitucional, associada especialmente ao direito de defesa. Precedentes. 2 - Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Estado de Direito. 3 - Violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Não é difícil perceber os danos que a mera existência de uma ação penal impõe ao indivíduo. Necessidade de rigor e prudência daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles que podem decidir sobre o seu curso. 4 - Ordem deferida, por maioria, para trancar a ação penal.” (RTJ 195/126, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei) “‘Habeas Corpus’. (...). 3. No caso concreto, a denúncia limita-se a reportar, de maneira pouco precisa, os termos de representação formulada pelos policiais rodoviários federais envolvidos. Não narra o ato concreto do paciente que configure ameaça ou abuso de autoridade. A peça acusatória não observou os requisitos que poderiam oferecer substrato a uma persecução criminal minimamente aceitável. 4. Na espécie, a atividade persecutória do Estado orienta-se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 28 inocência (Decreto-lei n 88, de 20/12/37, art. 20, n. 5)” (RTJ 161/264-266, 265, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Torna-se relevante salientar, finalmente, que esta colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal tem censurado a formulação de denúncias ineptas, fazendo-o em decisões consubstanciadas em acórdãos assim ementados: “‘HABEAS CORPUS’. DENÚNCIA. ESTADO DE DIREITO. DIREITOS FUNDAMENTAIS. PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP NÃO PREENCHIDOS. 1 - A técnica da denúncia (art. 41 do Código de Processo Penal) tem merecido reflexão no plano da dogmática constitucional, associada especialmente ao direito de defesa. Precedentes. 2 - Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Estado de Direito. 3 - Violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Não é difícil perceber os danos que a mera existência de uma ação penal impõe ao indivíduo. Necessidade de rigor e prudência daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles que podem decidir sobre o seu curso. 4 - Ordem deferida, por maioria, para trancar a ação penal.” (RTJ 195/126, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei) “‘Habeas Corpus’. (...). 3. No caso concreto, a denúncia limita-se a reportar, de maneira pouco precisa, os termos de representação formulada pelos policiais rodoviários federais envolvidos. Não narra o ato concreto do paciente que configure ameaça ou abuso de autoridade. A peça acusatória não observou os requisitos que poderiam oferecer substrato a uma persecução criminal minimamente aceitável. 4. Na espécie, a atividade persecutória do Estado orienta-se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 29 em flagrante desconformidade com os postulados processuais-constitucionais. A denúncia não preenche os requisitos para a regular tramitação de uma ação penal que assegure o legítimo direito de defesa, tendo em vista a ausência de fatos elementares associados às imputações dos crimes de ameaça e abuso de autoridade. Precedentes: HC n 86.424/SP, acórdão de minha relatoria, Rel. originária Min. Ellen Gracie, 2... Turma, por maioria, DJ de 20.10.2006; HC n 84.388/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ de 19.05.2006; e HC n 84.409/SP, acórdão de minha relatoria, Rel. originária Min. Ellen Gracie, 2... Turma, por maioria, DJ de 19.08.2005. 5. Ordem concedida para que seja trancada a ação penal instaurada contra o paciente, em face da manifesta inépcia da denúncia.” (HC 86.395/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei) Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, e não obstante o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, defiro o pedido de “habeas corpus”, para invalidar, desde a denúncia, inclusive, o procedimento penal instaurado contra o ora paciente Martin Weinberger (Processo-crime n 2002.32.00.005102-8 – 4... Vara Federal de Manaus/AM), sem prejuízo da possibilidade de o Ministério Público oferecer nova peça acusatória, desde que juridicamente idônea e processualmente apta, contanto que ainda não consumada, na espécie, eventual prescrição penal. Por ausentes quaisquer circunstâncias de índole pessoal e considerando que se registra, no caso, identidade de situações, estendo, de ofício, aos co-réus André Weinberger e Rita de Cássia Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 29 em flagrante desconformidade com os postulados processuais-constitucionais. A denúncia não preenche os requisitos para a regular tramitação de uma ação penal que assegure o legítimo direito de defesa, tendo em vista a ausência de fatos elementares associados às imputações dos crimes de ameaça e abuso de autoridade. Precedentes: HC n 86.424/SP, acórdão de minha relatoria, Rel. originária Min. Ellen Gracie, 2... Turma, por maioria, DJ de 20.10.2006; HC n 84.388/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ de 19.05.2006; e HC n 84.409/SP, acórdão de minha relatoria, Rel. originária Min. Ellen Gracie, 2... Turma, por maioria, DJ de 19.08.2005. 5. Ordem concedida para que seja trancada a ação penal instaurada contra o paciente, em face da manifesta inépcia da denúncia.” (HC 86.395/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES - grifei) Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, e não obstante o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, defiro o pedido de “habeas corpus”, para invalidar, desde a denúncia, inclusive, o procedimento penal instaurado contra o ora paciente Martin Weinberger (Processo-crime n 2002.32.00.005102-8 – 4... Vara Federal de Manaus/AM), sem prejuízo da possibilidade de o Ministério Público oferecer nova peça acusatória, desde que juridicamente idônea e processualmente apta, contanto que ainda não consumada, na espécie, eventual prescrição penal. Por ausentes quaisquer circunstâncias de índole pessoal e considerando que se registra, no caso, identidade de situações, estendo, de ofício, aos co-réus André Weinberger e Rita de Cássia Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 35 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 88.875 / AM 30 Pinto Costa, igualmente sócios da sociedade empresária, os efeitos da presente decisão. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Supremo Tribunal Federal HC 88.875 / AM 30 Pinto Costa, igualmente sócios da sociedade empresária, os efeitos da presente decisão. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789223 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 35 Voto - MIN. AYRES BRITTO 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO - Senhor Presidente, embora entenda, nos meus votos, que a denúncia nesses crimes de gabinete possa ser um tanto ou quanto genérica, mas, nesses casos, o Ministério Público tem que se desincumbir do ônus de, pelo menos, indicar se o denunciado exerce ou não a efetiva gerência da empresa. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Presidente e Relator): Mais do que a demonstração de que o denunciado exercia, ou tenha exercido, de modo efetivo, a gestão da empresa, impõe-se, ainda, ao Ministério Público, que descreva os elementos essenciais configuradores do tipo penal e que também estabeleça, na peça acusatória, o necessário vínculo causal entre a conduta individual do agente e o evento delituoso. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO – (CANCELADO). O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Presidente e Relator): O modelo constitucional brasileiro, fundado no princípio democrático, consagra o direito penal da culpa, repudiando, por isso mesmo, como salientei em meu voto, o dogma medieval do “versari in re illicita”. Ou, em outras palavras, não há, por incompatível com o sistema acusatório (que possui extração constitucional), possibilidade, em nosso ordenamento positivo, de alguém vir a ser responsabilizado, objetivamente (“sine culpa”), em sede penal. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO – (CANCELADO). * * * * * Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796015. Supremo Tribunal Federal 07/12/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 88.875 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO - Senhor Presidente, embora entenda, nos meus votos, que a denúncia nesses crimes de gabinete possa ser um tanto ou quanto genérica, mas, nesses casos, o Ministério Público tem que se desincumbir do ônus de, pelo menos, indicar se o denunciado exerce ou não a efetiva gerência da empresa. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Presidente e Relator): Mais do que a demonstração de que o denunciado exercia, ou tenha exercido, de modo efetivo, a gestão da empresa, impõe-se, ainda, ao Ministério Público, que descreva os elementos essenciais configuradores do tipo penal e que também estabeleça, na peça acusatória, o necessário vínculo causal entre a conduta individual do agente e o evento delituoso. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO – (CANCELADO). O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Presidente e Relator): O modelo constitucional brasileiro, fundado no princípio democrático, consagra o direito penal da culpa, repudiando, por isso mesmo, como salientei em meu voto, o dogma medieval do “versari in re illicita”. Ou, em outras palavras, não há, por incompatível com o sistema acusatório (que possui extração constitucional), possibilidade, em nosso ordenamento positivo, de alguém vir a ser responsabilizado, objetivamente (“sine culpa”), em sede penal. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO – (CANCELADO). * * * * * Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 35 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 88.875 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator e, de ofício, concedeu essa mesma ordem de habeas corpus em favor dos corréus André Weinberger e Rita de Cássia Pinto Costa, também nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.12.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Ellen Gracie. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 899251 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 88.875 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARTIN WEINBERGER OU MARTIN WEINBERG IMPTE.(S) : MARTIN WEINBERGER ADV.(A/S) : EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, deferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator e, de ofício, concedeu essa mesma ordem de habeas corpus em favor dos corréus André Weinberger e Rita de Cássia Pinto Costa, também nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.12.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Ellen Gracie. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 899251 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 35
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Tribunal Federal", "Freitas Bastos", "Faculdade de Direito do Largo de São Francisco", "Supremo Tribunal Federal", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Saraiva", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Saraiva", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", 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Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", ".", "Vara Federal de", "AM", "Ministério Público", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Vara Federal de", "AM", "Ministério Público", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infra", "-", "estrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", "Infra", "-", "estrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "MARTIN WEINBERGER", "MARTIN WEINBERG", "MARTIN WEINBERGER", "EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA", "Celso de Mello", "André Weinberger", "Rita de Cássia Pinto Costa", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "André Weinberger", "Rita de Cássia Pinto Costa", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARTIN WEINBERGER", "MARTIN WEINBERG", "MARTIN WEINBERGER", "EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA", "CELSO DE MELLO", "MÁRIO JOSÉ GISI", "CELSO DE MELLO", "MARTIN WEINBERGER", "MARTIN WEINBERG", "MARTIN WEINBERGER", "EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA", "CELSO DE MELLO", "MÁRIO JOSÉ GISI", "MARTIN WEINBERGER", "MARTIN WEINBERGER", "MARCELO BARBOSA PEIXOTO", "MARCELO BARBOSA PEIXOTO", "MARCELO BARBOSA PEIXOTO", "MARCELO BARBOSA PEIXOTO", "ANDRÉ WEINBERBER", "MARTIN WEINBERBER", "RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA", "ANDRÉ WEINBERBER", "MARTIN WEINBERBER", "RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA", "CELSO DE MELLO", "ANDRÉ WEINBERGER", "MARTIN WEINBERGER", "RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA", "CELSO DE MELLO", "ANDRÉ WEINBERGER", "MARTIN WEINBERGER", "RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA", "CELSO DE MELLO", "RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA", "MARCELO BARBOSA PEIXOTO", "ANDRÉ WEINBERGER", "RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA", "MARCELO BARBOSA PEIXOTO", "ANDRÉ WEINBERGER", "RITA DE CÁSSIA PINTO COSTA", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "CELSO DE MELLO", "BARROS MONTEIRO", "BARROS MONTEIRO", "CELSO DE MELLO", "DAMÁSIO E . DE JESUS", "LUIZ VICENTE CERNICHIARO /", "PAULO JOSÉ DA COSTA JR .", "ROGÉRIO LAURIA TUCCI", "JOAQUIM CANUTO MENDES DE ALMEIDA", "DAMÁSIO E . DE JESUS", "LUIZ VICENTE CERNICHIARO", "PAULO JOSÉ DA COSTA JR .", "ROGÉRIO LAURIA TUCCI", "JOAQUIM CANUTO MENDES DE ALMEIDA", "CELSO DE MELLO", "MANOEL PEDRO PIMENTEL", "NELSON JOBIM", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "CEZAR PELUSO", "Francisco Rezek", "Ilmar Galvão", "Celso de Mello", "MANOEL PEDRO PIMENTEL", "NELSON JOBIM", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "CEZAR", "Francisco Rezek", "Ilmar Galvão", "Celso de Mello", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "PEDRO CHAVES", "CEZAR PELUSO", "PEDRO CHAVES", "CELSO DE MELLO", "VICTOR NUNES LEAL", "VICTOR NUNES LEAL", "CELSO DE MELLO", "RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGÃO", "ASSIS TOLEDO", "RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGÃO", "ASSIS TOLEDO", "CELSO DE MELLO", "MANOEL PEDRO PIMENTEL", "CELSO DE MELLO", "MANOEL PEDRO PIMENTEL", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "VICENTE DE AZEVEDO", "VICENTE DE AZEVEDO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "OROSIMBO NONATO", "CELSO DE MELLO", "OROSIMBO NONATO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOÃO MENDES DE ALMEIDA JÚNIOR", "ALBERTO SILVA FRANCO", "JOÃO MENDES DE ALMEIDA JÚNIOR", "ALBERTO SILVA FRANCO", "CELSO DE MELLO", "EBERHARD SCHMIDT", "VICENTE GRECO FILHO", "EBERHARD SCHMIDT", "VICENTE GRECO FILHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Martin Weinberger", "André Weinberger", "Rita de Cássia", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Martin Weinberger", "André Weinberger", "Rita de Cássia", "CELSO DE MELLO", "Pinto Costa", "Pinto Costa", "AYRES BRITTO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "MARTIN WEINBERGER", "MARTIN WEINBERG", "MARTIN WEINBERGER", "EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA", "André Weinberger", "Rita de Cássia Pinto Costa", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Carlos Alberto Cantanhede", "CELSO DE MELLO", "MARTIN WEINBERGER", "MARTIN WEINBERG", "MARTIN WEINBERGER", "EUSTÁQUIO NUNES SILVEIRA", "André Weinberger", "Rita de Cássia Pinto Costa", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Carlos Alberto Cantanhede" ], "TEMPO": [ "07", "/", "12", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "12", "/", "37", "07 de dezembro de 2010", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) :JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Delegados de polícia e procuradores estaduais. Isonomia. Termo inicial. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Ausência de violação da cláusula de reserva de plenário. Precedentes. 1. É pacífica a orientação da Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 2. Não há falar em violação do art. 97 da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade da Lei nº 9.696/92 através de órgão fracionário, nem afastou a sua aplicação no todo ou em parte, mas, sim, limitou-se a dirimir a controvérsia tendo como parâmetro o decidido no processo de conhecimento. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 694808 AGR / RS MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033163. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) :JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 337/339), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES DO ESTADO. TERMO INICIAL PARA A ISONOMIA. INTELIGÊNCIA DA LEI Nº 9.696/92. PRECEDENTE DESTE COLEGIADO. - Hipótese em que não há falar em ausência de regulamentação da progressividade dos reajustes que culminaram na efetiva isonomia de vencimentos entre os Delegados de Polícia e Procuradores do Estado, porquanto cediço que o equacionamento já sofreu suficiente enfrentamento pelo Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) :JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 337/339), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES DO ESTADO. TERMO INICIAL PARA A ISONOMIA. INTELIGÊNCIA DA LEI Nº 9.696/92. PRECEDENTE DESTE COLEGIADO. - Hipótese em que não há falar em ausência de regulamentação da progressividade dos reajustes que culminaram na efetiva isonomia de vencimentos entre os Delegados de Polícia e Procuradores do Estado, porquanto cediço que o equacionamento já sofreu suficiente enfrentamento pelo Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 694808 AGR / RS - Observância aos efeitos da coisa julgada material. NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO’ (fl. 248). Alega o recorrente contrariedade aos artigos 1°, 2° e 97 da Constituição Federal. Afirma que os efeitos da Lei Estadual n° 9.696/92 deveriam ser aplicados somente 18 meses após o início da vigência da citada lei, ou seja, 1° de abril de 1994. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte que, no julgamento dos embargos de declaração no RE n° 240.441/RS-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, firmou entendimento de que equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos procuradores do Estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei nº 9.696/92. O citado julgamento está assim ementado: ‘1. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado. Necessidade de regulamentação. Interpretação do art. 39, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS - Observância aos efeitos da coisa julgada material. NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO’ (fl. 248). Alega o recorrente contrariedade aos artigos 1°, 2° e 97 da Constituição Federal. Afirma que os efeitos da Lei Estadual n° 9.696/92 deveriam ser aplicados somente 18 meses após o início da vigência da citada lei, ou seja, 1° de abril de 1994. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte que, no julgamento dos embargos de declaração no RE n° 240.441/RS-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, firmou entendimento de que equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos procuradores do Estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei nº 9.696/92. O citado julgamento está assim ementado: ‘1. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado. Necessidade de regulamentação. Interpretação do art. 39, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 694808 AGR / RS § 1º, da CF, com a redação anterior à EC Nº 19/98. Precedentes. Não é auto-aplicável o disposto no art. 39, § 1º, da Constituição da República, com a redação anterior à Emenda Constitucional nº 19/98. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Regulamentação operada pela Lei estadual nº 9.696/92. Diferença. Verba indevida no período anterior. Ação julgada, em parte, improcedente. Provimento parcial ao agravo regimental. No Estado do Rio Grande do Sul, os delegados de polícia de carreira não fazem jus a verba de diferença de equiparação dos seus vencimentos aos dos procuradores do Estado, antes do início de vigência da Lei nº 9.696/92’ (DJ de 25/8/05). Nesse sentido as seguintes decisões monocráticas: ARE n° 718.339/RS, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/12/12; ARE n° 721.819/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/12/12; e RE n° 270.870/RS-ED, de minha relatoria, DJe de 3/4/13. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que o Tribunal de origem, no processo de execução, ao dar cumprimento ao que ficou decidido no processo de conhecimento, estaria em desacordo com o entendimento exarado por esta Corte no julgamento da ADI nº 761. Aduz, in verbis, que “[e]ssa Suprema Corte, por ocasião do julgamento da ADI 761, declarou a constitucionalidade do parágrafo único do artigo 1º da Lei RS 9.696/92, na parte em que determinou a equiparação dos vencimentos dos Delegados e dos Procuradores no prazo de 18 meses. (…) (…) [A] vigência do parágrafo único do artigo 1º da Lei RS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS § 1º, da CF, com a redação anterior à EC Nº 19/98. Precedentes. Não é auto-aplicável o disposto no art. 39, § 1º, da Constituição da República, com a redação anterior à Emenda Constitucional nº 19/98. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Regulamentação operada pela Lei estadual nº 9.696/92. Diferença. Verba indevida no período anterior. Ação julgada, em parte, improcedente. Provimento parcial ao agravo regimental. No Estado do Rio Grande do Sul, os delegados de polícia de carreira não fazem jus a verba de diferença de equiparação dos seus vencimentos aos dos procuradores do Estado, antes do início de vigência da Lei nº 9.696/92’ (DJ de 25/8/05). Nesse sentido as seguintes decisões monocráticas: ARE n° 718.339/RS, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/12/12; ARE n° 721.819/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/12/12; e RE n° 270.870/RS-ED, de minha relatoria, DJe de 3/4/13. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que o Tribunal de origem, no processo de execução, ao dar cumprimento ao que ficou decidido no processo de conhecimento, estaria em desacordo com o entendimento exarado por esta Corte no julgamento da ADI nº 761. Aduz, in verbis, que “[e]ssa Suprema Corte, por ocasião do julgamento da ADI 761, declarou a constitucionalidade do parágrafo único do artigo 1º da Lei RS 9.696/92, na parte em que determinou a equiparação dos vencimentos dos Delegados e dos Procuradores no prazo de 18 meses. (…) (…) [A] vigência do parágrafo único do artigo 1º da Lei RS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 694808 AGR / RS 9.696/92 foi suspensa pelo STF a partir de agosto de 1992 até o julgamento final da ação direta. Assim sendo, não estando a lei vigente, por força de decisão do STF, estava o Estado impossibilitado de lhe dar aplicabilidade, de maneira que não poderia encontrar-se em situação de mora. Daí, a imposição da Corte a quo, de condenar o ente político a pagar as diferenças remuneratórias desde a edição da Lei nº 9.696/92, contraria a decisão do STF. Dessarte, o termo a quo da condenação deve ser a data em que publicado o acórdão proferido na ação direta, isto é, em 1º de julho de 1994. (…) (…) [A]o impor a Corte gaúcha a condenação do ente público a pagar as diferenças remuneratórias, desrespeitando os prazos nela previstos, está REVISANDO a decisão do STF, sem observar o necessário procedimento próprio da declaração de inconstitucionalidade da norma” (fls. 342/344). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS 9.696/92 foi suspensa pelo STF a partir de agosto de 1992 até o julgamento final da ação direta. Assim sendo, não estando a lei vigente, por força de decisão do STF, estava o Estado impossibilitado de lhe dar aplicabilidade, de maneira que não poderia encontrar-se em situação de mora. Daí, a imposição da Corte a quo, de condenar o ente político a pagar as diferenças remuneratórias desde a edição da Lei nº 9.696/92, contraria a decisão do STF. Dessarte, o termo a quo da condenação deve ser a data em que publicado o acórdão proferido na ação direta, isto é, em 1º de julho de 1994. (…) (…) [A]o impor a Corte gaúcha a condenação do ente público a pagar as diferenças remuneratórias, desrespeitando os prazos nela previstos, está REVISANDO a decisão do STF, sem observar o necessário procedimento próprio da declaração de inconstitucionalidade da norma” (fls. 342/344). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, proferido no julgamento de agravo de instrumento contra decisão proferida em sede de cumprimento de sentença transitada em julgado, o seguinte trecho, in verbis: “(...) [N]os autos dos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário nº 240.441-1, o e. Ministro Cezar Peluso reconheceu a contradição existente entre a fundamentação e o dispositivo do acórdão embargado quanto ao que foi decidido do julgamento da ADI nº 761 em relação à progressividade dos reajustes, porém, ratificou a conclusão do decisum relativamente à constitucionalidade da Lei nº 9.696/92, bem como seus efeitos jurídicos, os quais possibilitariam a equiparação salarial, fixando como termo inicial a data do seu advento, como ‘início do cômputo das diferenças salariais’ (fls. 118-126), motivo pelo qual não prospera a argumentação do ente público. Tenho ainda que conclusão diversa ofenderia a coisa julgada, na medida em que a questão já foi em definitivo decidida desde 29-4-2008 pela Corte Excelsa (fl. 128), sendo mister reconhecer que o equacionamento da progressividade dos reajustes decorrentes da Lei nº 9.696/92 sofreu suficiente enfrentamento pelo egrégio Supremo Tribunal Federal (...)” (fl. 250). Desse modo, o Tribunal de origem concluiu que o termo inicial para o cômputo das diferenças relativas à isonomia entre os delegados de polícia e os procuradores do estado restou definido no processo de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, proferido no julgamento de agravo de instrumento contra decisão proferida em sede de cumprimento de sentença transitada em julgado, o seguinte trecho, in verbis: “(...) [N]os autos dos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário nº 240.441-1, o e. Ministro Cezar Peluso reconheceu a contradição existente entre a fundamentação e o dispositivo do acórdão embargado quanto ao que foi decidido do julgamento da ADI nº 761 em relação à progressividade dos reajustes, porém, ratificou a conclusão do decisum relativamente à constitucionalidade da Lei nº 9.696/92, bem como seus efeitos jurídicos, os quais possibilitariam a equiparação salarial, fixando como termo inicial a data do seu advento, como ‘início do cômputo das diferenças salariais’ (fls. 118-126), motivo pelo qual não prospera a argumentação do ente público. Tenho ainda que conclusão diversa ofenderia a coisa julgada, na medida em que a questão já foi em definitivo decidida desde 29-4-2008 pela Corte Excelsa (fl. 128), sendo mister reconhecer que o equacionamento da progressividade dos reajustes decorrentes da Lei nº 9.696/92 sofreu suficiente enfrentamento pelo egrégio Supremo Tribunal Federal (...)” (fl. 250). Desse modo, o Tribunal de origem concluiu que o termo inicial para o cômputo das diferenças relativas à isonomia entre os delegados de polícia e os procuradores do estado restou definido no processo de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 694808 AGR / RS conhecimento, razão pela qual não seria possível a sua reapreciação na fase de execução. Assim, é certo que, para acolher a pretensão do agravante, no sentido de alterar o termo inicial em que devidas as diferenças remuneratórias referentes à equiparação prevista na Lei nº 9.696/92, do Estado do Rio Grande do Sul, seria necessário aferir os limites objetivos da coisa julgada, o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista tratar-se de matéria de índole infraconstitucional, consoante pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES ESTADUAIS. TERMO INICIAL. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA. 2. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 725.412/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/5/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto aos limites objetivos da coisa julgada, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF . Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5º, XXXV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS conhecimento, razão pela qual não seria possível a sua reapreciação na fase de execução. Assim, é certo que, para acolher a pretensão do agravante, no sentido de alterar o termo inicial em que devidas as diferenças remuneratórias referentes à equiparação prevista na Lei nº 9.696/92, do Estado do Rio Grande do Sul, seria necessário aferir os limites objetivos da coisa julgada, o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista tratar-se de matéria de índole infraconstitucional, consoante pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES ESTADUAIS. TERMO INICIAL. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA. 2. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 725.412/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/5/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto aos limites objetivos da coisa julgada, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF . Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5º, XXXV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 694808 AGR / RS demandar a análise de legislação processual ordinária. III – Agravo regimental improvido” (AI nº 825.142/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/11). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA REFERENTE AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes: AIs 587.396- AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, da minha relatoria; 765.612-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 767.968-AgR, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 2. Agravo regimental desprovido” (AI nº 488.339/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). Ademais, não há falar em ofensa ao procedimento de declaração de inconstitucionalidade previstos no art. 97 da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade da Lei nº 9.696/92 através de órgão fracionário, nem afastou a sua aplicação no todo ou em parte, mas, sim, limitou-se a decidir a controvérsia tendo como parâmetro o processo de conhecimento. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. 1. Reserva de plenário. Ausência de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República. Inexistência de declaração de inconstitucionalidade de lei federal. Precedentes. 2. Restituição de valores pagos indevidamente pela Administração Pública a beneficiário de boa-fé. Acórdão recorrido conforme precedentes do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE nº 729.437/DF-AgR, Segunda Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS demandar a análise de legislação processual ordinária. III – Agravo regimental improvido” (AI nº 825.142/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/11). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA REFERENTE AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes: AIs 587.396- AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, da minha relatoria; 765.612-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 767.968-AgR, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 2. Agravo regimental desprovido” (AI nº 488.339/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). Ademais, não há falar em ofensa ao procedimento de declaração de inconstitucionalidade previstos no art. 97 da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade da Lei nº 9.696/92 através de órgão fracionário, nem afastou a sua aplicação no todo ou em parte, mas, sim, limitou-se a decidir a controvérsia tendo como parâmetro o processo de conhecimento. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. 1. Reserva de plenário. Ausência de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República. Inexistência de declaração de inconstitucionalidade de lei federal. Precedentes. 2. Restituição de valores pagos indevidamente pela Administração Pública a beneficiário de boa-fé. Acórdão recorrido conforme precedentes do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE nº 729.437/DF-AgR, Segunda Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 694808 AGR / RS Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/13). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – BENEFÍCIO DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – VALORES PAGOS INDEVIDAMENTE – DEVOLUÇÃO AOS COFRES PÚBLICOS – BOA-FÉ DO SEGURADO – ART. 115 DA LEI Nº 8.213/91 – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO AI 841.473-RG/RS – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – APELO EXTREMO DEDUZIDO COM FUNDAMENTO EM ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO – ACÓRDÃO QUE NÃO DECLAROU A INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE nº 701.883/MG-AgR Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 12/11/12). Por outro lado, conforme consignado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual, no julgamento dos embargos de declaração no RE nº 240.441/RS-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, firmou entendimento de que a equiparação dos vencimentos dos delegados de polícia aos dos procuradores do estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei nº 9.696/92. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada, anote-se o recente julgado: “ISONOMIA – VENCIMENTOS – DELEGADO DE POLÍCIA VERSUS PROCURADOR DO ESTADO – DIFERENÇA – TERMO INICIAL – PRECEDENTES. Considerando o decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 761, as diferenças salariais decorrentes da isonomia entre delegados da polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul são devidas a partir da edição da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/13). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – BENEFÍCIO DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – VALORES PAGOS INDEVIDAMENTE – DEVOLUÇÃO AOS COFRES PÚBLICOS – BOA-FÉ DO SEGURADO – ART. 115 DA LEI Nº 8.213/91 – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO AI 841.473-RG/RS – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – APELO EXTREMO DEDUZIDO COM FUNDAMENTO EM ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO – ACÓRDÃO QUE NÃO DECLAROU A INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE nº 701.883/MG-AgR Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 12/11/12). Por outro lado, conforme consignado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual, no julgamento dos embargos de declaração no RE nº 240.441/RS-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, firmou entendimento de que a equiparação dos vencimentos dos delegados de polícia aos dos procuradores do estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei nº 9.696/92. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada, anote-se o recente julgado: “ISONOMIA – VENCIMENTOS – DELEGADO DE POLÍCIA VERSUS PROCURADOR DO ESTADO – DIFERENÇA – TERMO INICIAL – PRECEDENTES. Considerando o decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 761, as diferenças salariais decorrentes da isonomia entre delegados da polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul são devidas a partir da edição da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 694808 AGR / RS Lei estadual nº 9696/92” (RE nº 401.243/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 20/9/13). Anote-se, por fim, que, em que pese a concessão de medida cautelar na ADI nº 761/RS, para suspender a aplicação do art. 1º, parágrafo único, da Lei nº 9.696/92, no mérito, a Corte declarou a constitucionalidade da mencionada norma, com efeitos retroativos, reconhecendo, de forma definitiva, a constitucionalidade do citado dispositivo, que, até então, já gozava de presunção relativa de constitucionalidade, não havendo falar, portanto, em alteração, em razão da liminar, do termo inicial da obrigação do Estado. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS Lei estadual nº 9696/92” (RE nº 401.243/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 20/9/13). Anote-se, por fim, que, em que pese a concessão de medida cautelar na ADI nº 761/RS, para suspender a aplicação do art. 1º, parágrafo único, da Lei nº 9.696/92, no mérito, a Corte declarou a constitucionalidade da mencionada norma, com efeitos retroativos, reconhecendo, de forma definitiva, a constitucionalidade do citado dispositivo, que, até então, já gozava de presunção relativa de constitucionalidade, não havendo falar, portanto, em alteração, em razão da liminar, do termo inicial da obrigação do Estado. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) : JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954437 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) : JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5042781
2013-11-19T00:00:00
2013-12-16T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Delegados de polícia e procuradores estaduais. Isonomia. Termo inicial. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Ausência de violação da cláusula de reserva de plenário. Precedentes. 1. É pacífica a orientação da Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 2. Não há falar em violação do art. 97 da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade da Lei nº 9.696/92 através de órgão fracionário, nem afastou a sua aplicação no todo ou em parte, mas, sim, limitou-se a dirimir a controvérsia tendo como parâmetro o decidido no processo de conhecimento. 3. Agravo regimental não provido.
sjur251680
- Acórdão(s) citado(s): (RE, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 488339 AgR (2ªT), AI 825142 AgR (1ªT), ARE 725412 AgR (2ªT). (RESERVA DE PLENÁRIO) ARE 701883 AgR (2ªT), ARE 729437 AgR (2ªT). (ISONOMIA, VENCIMENTOS) ADI 761 (TP), RE 401243 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 16/01/2014, TIA.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
694808
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-EST LEI-009696 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 694808 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) : JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) :JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Delegados de polícia e procuradores estaduais. Isonomia. Termo inicial. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Ausência de violação da cláusula de reserva de plenário. Precedentes. 1. É pacífica a orientação da Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 2. Não há falar em violação do art. 97 da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade da Lei n 9.696/92 através de órgão fracionário, nem afastou a sua aplicação no todo ou em parte, mas, sim, limitou-se a dirimir a controvérsia tendo como parâmetro o decidido no processo de conhecimento. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de novembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 694808 AGR / RS MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033163. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) :JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 337/339), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES DO ESTADO. TERMO INICIAL PARA A ISONOMIA. INTELIGÊNCIA DA LEI n 9.696/92. PRECEDENTE DESTE COLEGIADO. - Hipótese em que não há falar em ausência de regulamentação da progressividade dos reajustes que culminaram na efetiva isonomia de vencimentos entre os Delegados de Polícia e Procuradores do Estado, porquanto cediço que o equacionamento já sofreu suficiente enfrentamento pelo Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) :JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 337/339), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES DO ESTADO. TERMO INICIAL PARA A ISONOMIA. INTELIGÊNCIA DA LEI n 9.696/92. PRECEDENTE DESTE COLEGIADO. - Hipótese em que não há falar em ausência de regulamentação da progressividade dos reajustes que culminaram na efetiva isonomia de vencimentos entre os Delegados de Polícia e Procuradores do Estado, porquanto cediço que o equacionamento já sofreu suficiente enfrentamento pelo Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 694808 AGR / RS - Observância aos efeitos da coisa julgada material. NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO’ (fl. 248). Alega o recorrente contrariedade aos artigos 1..., 2... e 97 da Constituição Federal. Afirma que os efeitos da Lei Estadual n 9.696/92 deveriam ser aplicados somente 18 meses após o início da vigência da citada lei, ou seja, 1... de abril de 1994. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte que, no julgamento dos embargos de declaração no Recurso Extraordinário n 240.441/RS-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, firmou entendimento de que equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos procuradores do Estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei n 9.696/92. O citado julgamento está assim ementado: ‘1. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado. Necessidade de regulamentação. Interpretação do art. 39, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS - Observância aos efeitos da coisa julgada material. NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO’ (fl. 248). Alega o recorrente contrariedade aos artigos 1..., 2... e 97 da Constituição Federal. Afirma que os efeitos da Lei Estadual n 9.696/92 deveriam ser aplicados somente 18 meses após o início da vigência da citada lei, ou seja, 1... de abril de 1994. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte que, no julgamento dos embargos de declaração no Recurso Extraordinário n 240.441/RS-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, firmou entendimento de que equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos procuradores do Estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei n 9.696/92. O citado julgamento está assim ementado: ‘1. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado. Necessidade de regulamentação. Interpretação do art. 39, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 694808 AGR / RS § 1..., da Constituição Federal de 1988, com a redação anterior à EC n 19/98. Precedentes. Não é auto-aplicável o disposto no art. 39, § 1..., da Constituição da República, com a redação anterior à Emenda Constitucional n 19/98. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Regulamentação operada pela Lei estadual n 9.696/92. Diferença. Verba indevida no período anterior. Ação julgada, em parte, improcedente. Provimento parcial ao agravo regimental. No Estado do Rio Grande do Sul, os delegados de polícia de carreira não fazem jus a verba de diferença de equiparação dos seus vencimentos aos dos procuradores do Estado, antes do início de vigência da Lei n 9.696/92’ (DJ de 25/8/05). Nesse sentido as seguintes decisões monocráticas: ARE n 718.339/RS, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/12/12; ARE n 721.819/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/12/12; e Recurso Extraordinário n 270.870/RS-ED, de minha relatoria, DJe de 3/4/13. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que o Tribunal de origem, no processo de execução, ao dar cumprimento ao que ficou decidido no processo de conhecimento, estaria em desacordo com o entendimento exarado por esta Corte no julgamento da ADI n 761. Aduz, in verbis, que “[e]ssa Suprema Corte, por ocasião do julgamento da ADI 761, declarou a constitucionalidade do parágrafo único do artigo 1... da Lei RS 9.696/92, na parte em que determinou a equiparação dos vencimentos dos Delegados e dos Procuradores no prazo de 18 meses. (…) (…) [A] vigência do parágrafo único do artigo 1... da Lei RS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS § 1..., da Constituição Federal de 1988, com a redação anterior à EC n 19/98. Precedentes. Não é auto-aplicável o disposto no art. 39, § 1..., da Constituição da República, com a redação anterior à Emenda Constitucional n 19/98. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Vencimentos. Equiparação. Delegados de polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul. Regulamentação operada pela Lei estadual n 9.696/92. Diferença. Verba indevida no período anterior. Ação julgada, em parte, improcedente. Provimento parcial ao agravo regimental. No Estado do Rio Grande do Sul, os delegados de polícia de carreira não fazem jus a verba de diferença de equiparação dos seus vencimentos aos dos procuradores do Estado, antes do início de vigência da Lei n 9.696/92’ (DJ de 25/8/05). Nesse sentido as seguintes decisões monocráticas: ARE n 718.339/RS, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/12/12; ARE n 721.819/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/12/12; e Recurso Extraordinário n 270.870/RS-ED, de minha relatoria, DJe de 3/4/13. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que o Tribunal de origem, no processo de execução, ao dar cumprimento ao que ficou decidido no processo de conhecimento, estaria em desacordo com o entendimento exarado por esta Corte no julgamento da ADI n 761. Aduz, in verbis, que “[e]ssa Suprema Corte, por ocasião do julgamento da ADI 761, declarou a constitucionalidade do parágrafo único do artigo 1... da Lei RS 9.696/92, na parte em que determinou a equiparação dos vencimentos dos Delegados e dos Procuradores no prazo de 18 meses. (…) (…) [A] vigência do parágrafo único do artigo 1... da Lei RS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 694808 AGR / RS 9.696/92 foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal a partir de agosto de 1992 até o julgamento final da ação direta. Assim sendo, não estando a lei vigente, por força de decisão do Supremo Tribunal Federal, estava o Estado impossibilitado de lhe dar aplicabilidade, de maneira que não poderia encontrar-se em situação de mora. Daí, a imposição da Corte a quo, de condenar o ente político a pagar as diferenças remuneratórias desde a edição da Lei n 9.696/92, contraria a decisão do Supremo Tribunal Federal. Dessarte, o termo a quo da condenação deve ser a data em que publicado o acórdão proferido na ação direta, isto é, em 1... de julho de 1994. (…) (…) [A]o impor a Corte gaúcha a condenação do ente público a pagar as diferenças remuneratórias, desrespeitando os prazos nela previstos, está REVISANDO a decisão do Supremo Tribunal Federal, sem observar o necessário procedimento próprio da declaração de inconstitucionalidade da norma” (fls. 342/344). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS 9.696/92 foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal a partir de agosto de 1992 até o julgamento final da ação direta. Assim sendo, não estando a lei vigente, por força de decisão do Supremo Tribunal Federal, estava o Estado impossibilitado de lhe dar aplicabilidade, de maneira que não poderia encontrar-se em situação de mora. Daí, a imposição da Corte a quo, de condenar o ente político a pagar as diferenças remuneratórias desde a edição da Lei n 9.696/92, contraria a decisão do Supremo Tribunal Federal. Dessarte, o termo a quo da condenação deve ser a data em que publicado o acórdão proferido na ação direta, isto é, em 1... de julho de 1994. (…) (…) [A]o impor a Corte gaúcha a condenação do ente público a pagar as diferenças remuneratórias, desrespeitando os prazos nela previstos, está REVISANDO a decisão do Supremo Tribunal Federal, sem observar o necessário procedimento próprio da declaração de inconstitucionalidade da norma” (fls. 342/344). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, proferido no julgamento de agravo de instrumento contra decisão proferida em sede de cumprimento de sentença transitada em julgado, o seguinte trecho, in verbis: “(...) [N]os autos dos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário n 240.441-1, o e. Ministro Cezar Peluso reconheceu a contradição existente entre a fundamentação e o dispositivo do acórdão embargado quanto ao que foi decidido do julgamento da ADI n 761 em relação à progressividade dos reajustes, porém, ratificou a conclusão do decisum relativamente à constitucionalidade da Lei n 9.696/92, bem como seus efeitos jurídicos, os quais possibilitariam a equiparação salarial, fixando como termo inicial a data do seu advento, como ‘início do cômputo das diferenças salariais’ (fls. 118-126), motivo pelo qual não prospera a argumentação do ente público. Tenho ainda que conclusão diversa ofenderia a coisa julgada, na medida em que a questão já foi em definitivo decidida desde 29-4-2008 pela Corte Excelsa (fl. 128), sendo mister reconhecer que o equacionamento da progressividade dos reajustes decorrentes da Lei n 9.696/92 sofreu suficiente enfrentamento pelo egrégio Supremo Tribunal Federal (...)” (fl. 250). Desse modo, o Tribunal de origem concluiu que o termo inicial para o cômputo das diferenças relativas à isonomia entre os delegados de polícia e os procuradores do estado restou definido no processo de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, proferido no julgamento de agravo de instrumento contra decisão proferida em sede de cumprimento de sentença transitada em julgado, o seguinte trecho, in verbis: “(...) [N]os autos dos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário n 240.441-1, o e. Ministro Cezar Peluso reconheceu a contradição existente entre a fundamentação e o dispositivo do acórdão embargado quanto ao que foi decidido do julgamento da ADI n 761 em relação à progressividade dos reajustes, porém, ratificou a conclusão do decisum relativamente à constitucionalidade da Lei n 9.696/92, bem como seus efeitos jurídicos, os quais possibilitariam a equiparação salarial, fixando como termo inicial a data do seu advento, como ‘início do cômputo das diferenças salariais’ (fls. 118-126), motivo pelo qual não prospera a argumentação do ente público. Tenho ainda que conclusão diversa ofenderia a coisa julgada, na medida em que a questão já foi em definitivo decidida desde 29-4-2008 pela Corte Excelsa (fl. 128), sendo mister reconhecer que o equacionamento da progressividade dos reajustes decorrentes da Lei n 9.696/92 sofreu suficiente enfrentamento pelo egrégio Supremo Tribunal Federal (...)” (fl. 250). Desse modo, o Tribunal de origem concluiu que o termo inicial para o cômputo das diferenças relativas à isonomia entre os delegados de polícia e os procuradores do estado restou definido no processo de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 694808 AGR / RS conhecimento, razão pela qual não seria possível a sua reapreciação na fase de execução. Assim, é certo que, para acolher a pretensão do agravante, no sentido de alterar o termo inicial em que devidas as diferenças remuneratórias referentes à equiparação prevista na Lei n 9.696/92, do Estado do Rio Grande do Sul, seria necessário aferir os limites objetivos da coisa julgada, o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista tratar-se de matéria de índole infraconstitucional, consoante pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES ESTADUAIS. TERMO INICIAL. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA. 2. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 725.412/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/5/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto aos limites objetivos da coisa julgada, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal . Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5..., XXXV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS conhecimento, razão pela qual não seria possível a sua reapreciação na fase de execução. Assim, é certo que, para acolher a pretensão do agravante, no sentido de alterar o termo inicial em que devidas as diferenças remuneratórias referentes à equiparação prevista na Lei n 9.696/92, do Estado do Rio Grande do Sul, seria necessário aferir os limites objetivos da coisa julgada, o que é inviável no recurso extraordinário, haja vista tratar-se de matéria de índole infraconstitucional, consoante pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES ESTADUAIS. TERMO INICIAL. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA. 2. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 725.412/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/5/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto aos limites objetivos da coisa julgada, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal . Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5..., XXXV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 694808 AGR / RS demandar a análise de legislação processual ordinária. III – Agravo regimental improvido” (AI n 825.142/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/11). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA REFERENTE AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes: AIs 587.396- AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, da minha relatoria; 765.612-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 767.968-AgR, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 2. Agravo regimental desprovido” (AI n 488.339/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). Ademais, não há falar em ofensa ao procedimento de declaração de inconstitucionalidade previstos no art. 97 da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade da Lei n 9.696/92 através de órgão fracionário, nem afastou a sua aplicação no todo ou em parte, mas, sim, limitou-se a decidir a controvérsia tendo como parâmetro o processo de conhecimento. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. 1. Reserva de plenário. Ausência de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República. Inexistência de declaração de inconstitucionalidade de lei federal. Precedentes. 2. Restituição de valores pagos indevidamente pela Administração Pública a beneficiário de boa-fé. Acórdão recorrido conforme precedentes do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE n 729.437/DF-AgR, Segunda Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS demandar a análise de legislação processual ordinária. III – Agravo regimental improvido” (AI n 825.142/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/11). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA REFERENTE AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes: AIs 587.396- AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, da minha relatoria; 765.612-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 767.968-AgR, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 2. Agravo regimental desprovido” (AI n 488.339/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). Ademais, não há falar em ofensa ao procedimento de declaração de inconstitucionalidade previstos no art. 97 da Constituição Federal, uma vez que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade da Lei n 9.696/92 através de órgão fracionário, nem afastou a sua aplicação no todo ou em parte, mas, sim, limitou-se a decidir a controvérsia tendo como parâmetro o processo de conhecimento. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. 1. Reserva de plenário. Ausência de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República. Inexistência de declaração de inconstitucionalidade de lei federal. Precedentes. 2. Restituição de valores pagos indevidamente pela Administração Pública a beneficiário de boa-fé. Acórdão recorrido conforme precedentes do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE n 729.437/DF-AgR, Segunda Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 694808 AGR / RS Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/13). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – BENEFÍCIO DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – VALORES PAGOS INDEVIDAMENTE – DEVOLUÇÃO AOS COFRES PÚBLICOS – BOA-FÉ DO SEGURADO – ART. 115 DA LEI n 8.213/91 – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO AI 841.473-RG/RS – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – APELO EXTREMO DEDUZIDO COM FUNDAMENTO EM ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO – ACÓRDÃO QUE NÃO DECLAROU A INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE n 701.883/MG-AgR Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 12/11/12). Por outro lado, conforme consignado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual, no julgamento dos embargos de declaração no Recurso Extraordinário n 240.441/RS-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, firmou entendimento de que a equiparação dos vencimentos dos delegados de polícia aos dos procuradores do estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei n 9.696/92. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada, anote-se o recente julgado: “ISONOMIA – VENCIMENTOS – DELEGADO DE POLÍCIA VERSUS PROCURADOR DO ESTADO – DIFERENÇA – TERMO INICIAL – PRECEDENTES. Considerando o decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 761, as diferenças salariais decorrentes da isonomia entre delegados da polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul são devidas a partir da edição da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/13). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – BENEFÍCIO DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL – VALORES PAGOS INDEVIDAMENTE – DEVOLUÇÃO AOS COFRES PÚBLICOS – BOA-FÉ DO SEGURADO – ART. 115 DA LEI n 8.213/91 – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO AI 841.473-RG/RS – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – APELO EXTREMO DEDUZIDO COM FUNDAMENTO EM ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO – ACÓRDÃO QUE NÃO DECLAROU A INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE n 701.883/MG-AgR Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 12/11/12). Por outro lado, conforme consignado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual, no julgamento dos embargos de declaração no Recurso Extraordinário n 240.441/RS-ED, Relator o Ministro Cezar Peluso, firmou entendimento de que a equiparação dos vencimentos dos delegados de polícia aos dos procuradores do estado, deve ocorrer com o início de vigência da Lei n 9.696/92. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada, anote-se o recente julgado: “ISONOMIA – VENCIMENTOS – DELEGADO DE POLÍCIA VERSUS PROCURADOR DO ESTADO – DIFERENÇA – TERMO INICIAL – PRECEDENTES. Considerando o decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 761, as diferenças salariais decorrentes da isonomia entre delegados da polícia e procuradores do Estado do Rio Grande do Sul são devidas a partir da edição da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 694808 AGR / RS Lei estadual n 9696/92” (Recurso Extraordinário n 401.243/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 20/9/13). Anote-se, por fim, que, em que pese a concessão de medida cautelar na ADI n 761/RS, para suspender a aplicação do art. 1..., parágrafo único, da Lei n 9.696/92, no mérito, a Corte declarou a constitucionalidade da mencionada norma, com efeitos retroativos, reconhecendo, de forma definitiva, a constitucionalidade do citado dispositivo, que, até então, já gozava de presunção relativa de constitucionalidade, não havendo falar, portanto, em alteração, em razão da liminar, do termo inicial da obrigação do Estado. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Supremo Tribunal Federal ARE 694808 AGR / RS Lei estadual n 9696/92” (Recurso Extraordinário n 401.243/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 20/9/13). Anote-se, por fim, que, em que pese a concessão de medida cautelar na ADI n 761/RS, para suspender a aplicação do art. 1..., parágrafo único, da Lei n 9.696/92, no mérito, a Corte declarou a constitucionalidade da mencionada norma, com efeitos retroativos, reconhecendo, de forma definitiva, a constitucionalidade do citado dispositivo, que, até então, já gozava de presunção relativa de constitucionalidade, não havendo falar, portanto, em alteração, em razão da liminar, do termo inicial da obrigação do Estado. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033161. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) : JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954437 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.808 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : ALVERNE KRUSCHE ADV.(A/S) : JOSÉ VECCHIO FILHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694 . 808", "ARE 694808 AGR / RS", "ARE 694808 AGR / RS", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 240 . 441 / RS - ED", "ARE 694808", "Questão", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 240 . 441 / RS - ED", "ARE 694808 AGR / RS", "ARE n 718 . 339 / RS", "ARE n 721 . 819 / RS", "Recurso Extraordinário n 270 . 870 / RS - ED", "ADI n 761", "ADI 761", "ARE 694808 AGR / RS", "ARE n 718 . 339 / RS", "ARE n 721 . 819 / RS", "Recurso Extraordinário n 270 . 870 / RS - ED", "ADI n 761", "ADI 761", "ARE 694808 AGR / RS 9 . 696 / 92", "ARE 694808 AGR / RS 9 . 696 / 92", "recurso extraordinário n 240 . 441 - 1", "ADI n 761", "recurso extraordinário n 240 . 441 - 1", "ADI n 761", "ARE 694808", "ARE n 725 . 412 / RS - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 694808 AGR / RS", "ARE n 725 . 412 / RS - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 694808 AGR / RS", "AI n 825 . 142 / RS - 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Ementa e Acórdão 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) :ROGÉRIO AMARO ROGE EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Competência do relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Servidor público efetivo. Cargo em comissão. Remuneração. Cálculo. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É competente o relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. Não se presta o recurso extraordinário ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032462. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 709731 AGR / SP Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032462. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) :ROGÉRIO AMARO ROGE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. 1. Norma contida em lei complementar municipal não se sobrepõe à Lei Orgânica do Município. Resulta não se sustentar restrição a direito de servidor assegurado por esta e ditada por aquela. 2. Entende-se mais adequada ao § 4º do art. 20 do CP do CPC honorária de 10% da condenação em dinheiro, quando vencida a fazenda pública. 3. Ação julgada procedente Recurso provido em parte (redução da verba honorária)’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o agravante, nas razões do recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) :ROGÉRIO AMARO ROGE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. 1. Norma contida em lei complementar municipal não se sobrepõe à Lei Orgânica do Município. Resulta não se sustentar restrição a direito de servidor assegurado por esta e ditada por aquela. 2. Entende-se mais adequada ao § 4º do art. 20 do CP do CPC honorária de 10% da condenação em dinheiro, quando vencida a fazenda pública. 3. Ação julgada procedente Recurso provido em parte (redução da verba honorária)’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o agravante, nas razões do recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP extraordinário, violação dos artigos 2º, 18, 29, 30, 37, caput, e 169 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. No que tange à violação ao artigo 2º da Constituição Federal, ressalte-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o julgamento, pelo Poder Judiciário, da legalidade dos atos dos demais Poderes, não representa ofensa ao princípio da separação dos poderes. Anote-se, nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. SEPARAÇÃO DOS PODERES. POSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ATO DO PODER EXECUTIVO PELO PODER JUDICIÁRIO. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279, 280 E 454. AGRAVO IMPROVIDO. I - Cabe ao Poder Judiciário a análise da legalidade e constitucionalidade dos atos dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP extraordinário, violação dos artigos 2º, 18, 29, 30, 37, caput, e 169 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. No que tange à violação ao artigo 2º da Constituição Federal, ressalte-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o julgamento, pelo Poder Judiciário, da legalidade dos atos dos demais Poderes, não representa ofensa ao princípio da separação dos poderes. Anote-se, nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. SEPARAÇÃO DOS PODERES. POSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ATO DO PODER EXECUTIVO PELO PODER JUDICIÁRIO. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279, 280 E 454. AGRAVO IMPROVIDO. I - Cabe ao Poder Judiciário a análise da legalidade e constitucionalidade dos atos dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP três Poderes constitucionais, e, em vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - O exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas editalícias atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. IV - Agravo regimental improvido’ (AI nº 640.272/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 31/10/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado. Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes. Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a função precípua de controlar os excessos cometidos em qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente. Agravo regimental não provido’ (RE nº 259.335/RJ-AgR , Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000). Quanto à alegada afronta ao princípio constitucional da legalidade, essa seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP três Poderes constitucionais, e, em vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - O exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas editalícias atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. IV - Agravo regimental improvido’ (AI nº 640.272/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 31/10/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado. Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes. Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a função precípua de controlar os excessos cometidos em qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente. Agravo regimental não provido’ (RE nº 259.335/RJ-AgR , Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000). Quanto à alegada afronta ao princípio constitucional da legalidade, essa seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Ademais, o Tribunal de origem decidiu a lide com base em legislação infraconstitucional (Lei Complementar Municipal nº 302/98 e Lei Orgânica do Município de Santos); assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. Especificamente sobre o tema em questão, transcrevo o teor da decisão proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, em caso idêntico ao presente, nos autos do AI nº 774.652/SP (DJe de 14/2/12), também interposto pelo ora agravante: ‘Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que julgou indevida a restrição ao pagamento de vantagens funcionais prevista na Lei Complementar nº 302/98, do município de Santos. Eis a ementa (fls. 16): ‘PROCURADORA MUNICIPAL – DIFERENÇAS SALARIAIS – A restrição impondo o não pagamento das diferenças de adicionais e demais vantagens, inerentes ao cargo efetivo da autora, não pode prevalecer. A Lei Complementar Municipal nº 302/98 não pode ultrapassar nem restringir os limites da Lei Orgânica do Município, na qual tem seu fundamento de validade. Recursos improvidos.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Ademais, o Tribunal de origem decidiu a lide com base em legislação infraconstitucional (Lei Complementar Municipal nº 302/98 e Lei Orgânica do Município de Santos); assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. Especificamente sobre o tema em questão, transcrevo o teor da decisão proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, em caso idêntico ao presente, nos autos do AI nº 774.652/SP (DJe de 14/2/12), também interposto pelo ora agravante: ‘Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que julgou indevida a restrição ao pagamento de vantagens funcionais prevista na Lei Complementar nº 302/98, do município de Santos. Eis a ementa (fls. 16): ‘PROCURADORA MUNICIPAL – DIFERENÇAS SALARIAIS – A restrição impondo o não pagamento das diferenças de adicionais e demais vantagens, inerentes ao cargo efetivo da autora, não pode prevalecer. A Lei Complementar Municipal nº 302/98 não pode ultrapassar nem restringir os limites da Lei Orgânica do Município, na qual tem seu fundamento de validade. Recursos improvidos.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP Alega a parte recorrente vulneração dos artigos 1º; 5º; 18; 30, III e V; 34, VIII; 37, XII; 39, § 1º; 169, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Observo que o exame das alegadas afrontas à Constituição implicaria análise das normas de direito local nas quais se fundara a decisão recorrida, providência vedada pelo enunciado da Súmula 280, desta Corte. No mesmo sentido, decisão da Primeira Turma no AI 766.970-AgR (rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25.04.2011), cuja ementa tem o seguinte teor: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULAS N. 282 e 356). 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Publique-se. Brasília, 6 de fevereiro de 2012”. Registre-se que essa decisão foi confirmada pela Segunda Turma desta Corte, no julgamento do AI nº 774.652/SP-AgR (DJe de 23/4/12). O acórdão desse referido julgado restou assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. GRATIFICAÇÃO DE 1/3, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Alega a parte recorrente vulneração dos artigos 1º; 5º; 18; 30, III e V; 34, VIII; 37, XII; 39, § 1º; 169, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Observo que o exame das alegadas afrontas à Constituição implicaria análise das normas de direito local nas quais se fundara a decisão recorrida, providência vedada pelo enunciado da Súmula 280, desta Corte. No mesmo sentido, decisão da Primeira Turma no AI 766.970-AgR (rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25.04.2011), cuja ementa tem o seguinte teor: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULAS N. 282 e 356). 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Publique-se. Brasília, 6 de fevereiro de 2012”. Registre-se que essa decisão foi confirmada pela Segunda Turma desta Corte, no julgamento do AI nº 774.652/SP-AgR (DJe de 23/4/12). O acórdão desse referido julgado restou assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. GRATIFICAÇÃO DE 1/3, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP INCIDENTE SOBRE O VALOR DO SÍMBOLO C-1, REFERENTE A PERÍODO EM QUE SE OCUPOU CARGO EM COMISSÃO. LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL 302/1998 E LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SANTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Ambas as Turmas desta Corte firmaram entendimento no sentido de que é inviável em recurso extraordinário o debate de questão relativa a direito meramente local. Agravo regimental a que se nega provimento’. Nesse mesmo sentido, destaco, ainda, os seguintes julgados: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento 2. Servidor público. Adicional de tempo de serviço. Previsão de gratificação de 1/3 incidente sobre cargo em comissão e abono salarial em legislação municipal (LC 302/1998 e Lei 1.867/2000, do Município de Santos e Lei Orgânica do Município de Santos). 3. Impossibilidade de reexame da legislação local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Verbete 280 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 802.183/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 30/9/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. SISTEMA REMUNERATÓRIO. CASO EM QUE ENTENDIMENTO DIVERSO DO ADOTADO PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM EXIGIRIA O REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. SÚMULA 280/STF. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP INCIDENTE SOBRE O VALOR DO SÍMBOLO C-1, REFERENTE A PERÍODO EM QUE SE OCUPOU CARGO EM COMISSÃO. LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL 302/1998 E LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SANTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Ambas as Turmas desta Corte firmaram entendimento no sentido de que é inviável em recurso extraordinário o debate de questão relativa a direito meramente local. Agravo regimental a que se nega provimento’. Nesse mesmo sentido, destaco, ainda, os seguintes julgados: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento 2. Servidor público. Adicional de tempo de serviço. Previsão de gratificação de 1/3 incidente sobre cargo em comissão e abono salarial em legislação municipal (LC 302/1998 e Lei 1.867/2000, do Município de Santos e Lei Orgânica do Município de Santos). 3. Impossibilidade de reexame da legislação local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Verbete 280 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 802.183/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 30/9/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. SISTEMA REMUNERATÓRIO. CASO EM QUE ENTENDIMENTO DIVERSO DO ADOTADO PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM EXIGIRIA O REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. SÚMULA 280/STF. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’ (RE nº 635.738/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 23/9/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULAS N. 282 E 356). 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 766.970/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/4/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que, “(...) no recurso extraordinário interposto [,] foram deduzidas ofensas diretas às normas dos artigos 2º, 18, 29, 30, 37 e 169 da Constituição Federal, conforme se pode ver nas razões recursais. Referidas normas, por tratarem de matérias ontologicamente constitucionais, não implicam no revolvimento do direito local, nem na análise direta da legislação infraconstitucional, para o deslinde da questão trazida a esta Suprema Corte, órgão competente para dirimir questões de ordem constitucional. A Constituição Federal, ao erigir o princípio da harmonia e independência entre os Poderes, estabeleceu áreas de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’ (RE nº 635.738/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 23/9/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULAS N. 282 E 356). 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 766.970/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/4/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que, “(...) no recurso extraordinário interposto [,] foram deduzidas ofensas diretas às normas dos artigos 2º, 18, 29, 30, 37 e 169 da Constituição Federal, conforme se pode ver nas razões recursais. Referidas normas, por tratarem de matérias ontologicamente constitucionais, não implicam no revolvimento do direito local, nem na análise direta da legislação infraconstitucional, para o deslinde da questão trazida a esta Suprema Corte, órgão competente para dirimir questões de ordem constitucional. A Constituição Federal, ao erigir o princípio da harmonia e independência entre os Poderes, estabeleceu áreas de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP competência próprias ou privativas, vedando a ingerência de um Poder sobre outro. Fere portanto, o artigo 2º da Constituição Federal, a decisão judicial que se imiscui na seara exclusiva da Administração, conforme ocorreu no presente caso. (…) Por outro lado, a v. decisão guerreada ao negar monocraticamente seguimento ao recurso, decidindo, inclusive, por consequência, pela inexistência da repercussão geral demonstrada, feriu a ordem constitucional vigente, uma vez que, nos termos do artigo 102, § 3º, da Constituição Federal, o recurso somente poderia ser recusado pela manifestação de dois terços do Tribunal. (…) Não se olvide também que a r. decisão monocrática, ao deixar de conhecer o recurso interposto, de certa forma, retira a competência do egrégio Supremo Tribunal Federal de apreciar a questão, ao mesmo tempo em que nega o direito do recorrente de ver sua pretensão apreciada e julgada pelo colegiado competente, por isso, com o devido respeito, impõe-se a sua reforma”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP competência próprias ou privativas, vedando a ingerência de um Poder sobre outro. Fere portanto, o artigo 2º da Constituição Federal, a decisão judicial que se imiscui na seara exclusiva da Administração, conforme ocorreu no presente caso. (…) Por outro lado, a v. decisão guerreada ao negar monocraticamente seguimento ao recurso, decidindo, inclusive, por consequência, pela inexistência da repercussão geral demonstrada, feriu a ordem constitucional vigente, uma vez que, nos termos do artigo 102, § 3º, da Constituição Federal, o recurso somente poderia ser recusado pela manifestação de dois terços do Tribunal. (…) Não se olvide também que a r. decisão monocrática, ao deixar de conhecer o recurso interposto, de certa forma, retira a competência do egrégio Supremo Tribunal Federal de apreciar a questão, ao mesmo tempo em que nega o direito do recorrente de ver sua pretensão apreciada e julgada pelo colegiado competente, por isso, com o devido respeito, impõe-se a sua reforma”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, não há falar em impossibilidade de o presente recurso extraordinário ser julgado monocraticamente, haja vista que o art. 557, caput, do Código de Processo Civil permite ao relator negar “seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”, o que ocorre no caso dos autos. Também o art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal faculta ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando contrariar a jurisprudência predominante no Tribunal”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DISSOLUÇÃO PARCIAL DE SOCIEDADE. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, não há falar em impossibilidade de o presente recurso extraordinário ser julgado monocraticamente, haja vista que o art. 557, caput, do Código de Processo Civil permite ao relator negar “seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”, o que ocorre no caso dos autos. Também o art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal faculta ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando contrariar a jurisprudência predominante no Tribunal”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DISSOLUÇÃO PARCIAL DE SOCIEDADE. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP Precedentes. II – Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Precedentes. III - O Regimento Interno do STF autoriza ao Relator do processo ‘negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal’ (art. 21, § 1º), sem que isso configure usurpação da competência do Plenário ou das Turmas. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 844.615/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20/11/12). Ademais, assentando a constitucionalidade das normas que permitem ao relator arquivar, negar seguimento a pedido ou recurso ou a ele dar provimento, tem-se o seguinte julgado desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À MORADIA. PENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA DO FIADOR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO. LEGITIMIDADE. CONSTITUIÇÃO, ART. 6º (REDAÇÃO DADA PELA EC 26/2000). LEI 8.009/90, ART. 3º, VII. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. COMPETÊNCIA DO RELATOR (CPC, ART. 557, CAPUT, E RISTF, ART. 21, § 1º). TRANSFORMAÇÃO DE LOCAÇÃO EM COMODATO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO STF. I - O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 407.688/SP, considerou ser legítima a penhora do bem de família pertencente a fiador de contrato de locação, ao entendimento de que o art. 3º, VII, da Lei 8.009/90 não viola o disposto no art. 6º da CF/88 (redação dada pela EC 26/2000). Precedentes. II - Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. III - Legitimidade 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Precedentes. II – Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Precedentes. III - O Regimento Interno do STF autoriza ao Relator do processo ‘negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal’ (art. 21, § 1º), sem que isso configure usurpação da competência do Plenário ou das Turmas. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 844.615/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20/11/12). Ademais, assentando a constitucionalidade das normas que permitem ao relator arquivar, negar seguimento a pedido ou recurso ou a ele dar provimento, tem-se o seguinte julgado desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À MORADIA. PENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA DO FIADOR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO. LEGITIMIDADE. CONSTITUIÇÃO, ART. 6º (REDAÇÃO DADA PELA EC 26/2000). LEI 8.009/90, ART. 3º, VII. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. COMPETÊNCIA DO RELATOR (CPC, ART. 557, CAPUT, E RISTF, ART. 21, § 1º). TRANSFORMAÇÃO DE LOCAÇÃO EM COMODATO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO STF. I - O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 407.688/SP, considerou ser legítima a penhora do bem de família pertencente a fiador de contrato de locação, ao entendimento de que o art. 3º, VII, da Lei 8.009/90 não viola o disposto no art. 6º da CF/88 (redação dada pela EC 26/2000). Precedentes. II - Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. III - Legitimidade 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP constitucional da atribuição conferida ao Relator para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência dominante deste Supremo Tribunal (CPC, art. 557, caput, e RISTF, art. 21, § 1º). IV - A controvérsia referente à transformação da locação em comodato foi dirimida pelo acórdão recorrido com apoio no Código Civil e no conjunto fático-probatório dos autos. Ofensa reflexa à Constituição e Súmula 279 do STF. V - Agravo regimental improvido” (RE nº 608.558/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/8/10). Também não há falar em malferimento ao procedimento da repercussão geral. No caso dos autos, não foi reconhecida a ausência de repercussão geral da matéria em debate. Na decisão agravada, afirmou-se, tão somente, que, apesar de o recorrente haver trazido, nas razões do recurso extraordinário, a preliminar de repercussão geral, não se procederia ao seu exame ante a expressa previsão do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o qual permite ao relator dispensar o procedimento da repercussão geral quando se puder negar provimento ao recurso por outro motivo. Nesse sentido, o seguinte julgado assim ementado na parte que interessa: “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS E DO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. A 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP constitucional da atribuição conferida ao Relator para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência dominante deste Supremo Tribunal (CPC, art. 557, caput, e RISTF, art. 21, § 1º). IV - A controvérsia referente à transformação da locação em comodato foi dirimida pelo acórdão recorrido com apoio no Código Civil e no conjunto fático-probatório dos autos. Ofensa reflexa à Constituição e Súmula 279 do STF. V - Agravo regimental improvido” (RE nº 608.558/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/8/10). Também não há falar em malferimento ao procedimento da repercussão geral. No caso dos autos, não foi reconhecida a ausência de repercussão geral da matéria em debate. Na decisão agravada, afirmou-se, tão somente, que, apesar de o recorrente haver trazido, nas razões do recurso extraordinário, a preliminar de repercussão geral, não se procederia ao seu exame ante a expressa previsão do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o qual permite ao relator dispensar o procedimento da repercussão geral quando se puder negar provimento ao recurso por outro motivo. Nesse sentido, o seguinte julgado assim ementado na parte que interessa: “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS E DO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. A 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’(art. 102, III, § 3º, da CF) (...)” (ARE nº 711.925/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/13). De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Desponta dos autos que a Prefeitura de Santos, fixando os vencimentos dos cargos em comissão, estabeleceu por meio da Lei Complementar nº 302, de 22 de maio de 1998, que ‘quando o ocupante do cargo em comissão for do quadro efetivo da Prefeitura Municipal de Santos, receberá exclusivamente o valor do vencimento do cargo para o qual foi nomeado, renunciando expressamente ao vencimento-base de seu cargo efetivo, adicionais e demais vantagens, voltando a recebê-los quando a ele retornar’ (art. 3º). Ocorre que a Lei Orgânica do Município de Santos, dispondo sobre os servidores públicos municipais, estabeleceu que, ‘para efeito de percepção e incorporação, as vantagens concedidas ao funcionário público estatutário, aí incluídos os adicionais, a sexta-parte e a gratificação de um terço, serão calculadas sobre o valor do nível do cargo efetivo ou do símbolo do cargo em comissão que estiver exercendo, se na ativa, ou sobre o valor assegurado para base de cálculo dos proventos da aposentadoria, se inativo o funcionário’ (art. 73, § 9º, fls. 92). À evidência, a restrição impondo o não pagamento das diferenças de adicionais e demais vantagens, inerentes ao cargo efetivo da autora, não pode prevalecer. A citada Lei Complementar Municipal nº 303/98 não pode ultrapassar nem restringir os limites da Lei Orgânica do Município, na qual tem seu fundamento de validade.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’(art. 102, III, § 3º, da CF) (...)” (ARE nº 711.925/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/13). De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Desponta dos autos que a Prefeitura de Santos, fixando os vencimentos dos cargos em comissão, estabeleceu por meio da Lei Complementar nº 302, de 22 de maio de 1998, que ‘quando o ocupante do cargo em comissão for do quadro efetivo da Prefeitura Municipal de Santos, receberá exclusivamente o valor do vencimento do cargo para o qual foi nomeado, renunciando expressamente ao vencimento-base de seu cargo efetivo, adicionais e demais vantagens, voltando a recebê-los quando a ele retornar’ (art. 3º). Ocorre que a Lei Orgânica do Município de Santos, dispondo sobre os servidores públicos municipais, estabeleceu que, ‘para efeito de percepção e incorporação, as vantagens concedidas ao funcionário público estatutário, aí incluídos os adicionais, a sexta-parte e a gratificação de um terço, serão calculadas sobre o valor do nível do cargo efetivo ou do símbolo do cargo em comissão que estiver exercendo, se na ativa, ou sobre o valor assegurado para base de cálculo dos proventos da aposentadoria, se inativo o funcionário’ (art. 73, § 9º, fls. 92). À evidência, a restrição impondo o não pagamento das diferenças de adicionais e demais vantagens, inerentes ao cargo efetivo da autora, não pode prevalecer. A citada Lei Complementar Municipal nº 303/98 não pode ultrapassar nem restringir os limites da Lei Orgânica do Município, na qual tem seu fundamento de validade.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP Desse modo, é certo que não há falar em violação do art. 2º da Constituição Federal, uma vez a Corte de origem limitou-se a exercer seu mister constitucional de prestar jurisdição, interpretando e aplicando as leis ao caso concreto. Por outro lado, para rever a conclusão a que chegou o Tribunal de Justiça e acolher a tese do agravante no sentido de que o ora agravado, servidor público efetivo, não faria jus às diferenças remuneratórias em virtude do exercício de cargo em comissão, seria necessário analisar a Lei Complementar nº 302 e a Lei Orgânica, ambas do Município de Santos, fim a que não se presta o recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 280/STF. Em situações análogas, esta Corte assim já se manifestou: “PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO COMISSIONADO. REVISÃO DE REMUNERAÇÃO. LEI ESTADUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 404.520/CE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/2/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Remuneração. Redução 3. Princípio da Legalidade. Ofensa indireta ou reflexa. Inadmissibilidade do recurso extraordinário. 4. Alegação de violação à garantia da irredutibilidade de vencimentos. Necessidade de exame prévio da legislação local. Súmula 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 700.322/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 16/10/12). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Desse modo, é certo que não há falar em violação do art. 2º da Constituição Federal, uma vez a Corte de origem limitou-se a exercer seu mister constitucional de prestar jurisdição, interpretando e aplicando as leis ao caso concreto. Por outro lado, para rever a conclusão a que chegou o Tribunal de Justiça e acolher a tese do agravante no sentido de que o ora agravado, servidor público efetivo, não faria jus às diferenças remuneratórias em virtude do exercício de cargo em comissão, seria necessário analisar a Lei Complementar nº 302 e a Lei Orgânica, ambas do Município de Santos, fim a que não se presta o recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 280/STF. Em situações análogas, esta Corte assim já se manifestou: “PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO COMISSIONADO. REVISÃO DE REMUNERAÇÃO. LEI ESTADUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 404.520/CE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/2/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Remuneração. Redução 3. Princípio da Legalidade. Ofensa indireta ou reflexa. Inadmissibilidade do recurso extraordinário. 4. Alegação de violação à garantia da irredutibilidade de vencimentos. Necessidade de exame prévio da legislação local. Súmula 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 700.322/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 16/10/12). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 853.128/MG-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 21/5/12). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 853.128/MG-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 21/5/12). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) : ROGÉRIO AMARO ROGE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954443 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) : ROGÉRIO AMARO ROGE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954443 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5049833
2013-11-19T00:00:00
2013-12-17T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Competência do relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Servidor público efetivo. Cargo em comissão. Remuneração. Cálculo. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É competente o relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. Não se presta o recurso extraordinário ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur251801
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, DECISÃO MONOCRÁTICA) RE 608558 AgR (1ªT), AI 844615 AgR (2ªT). (PROCEDIMENTO, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 711925 AgR. (SÚMULA 280) RE 404520 AgR (2ªT), AI 853128 AgR (1ªT), ARE 700322 AgR (2ªT). Número de páginas: 17. Análise: 30/01/2014, TIA.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
709731
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 \"CAPUT\"\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001 ART-00323\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LOM ANO-1990\n LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SANTOS, SP\n\n", "LEG-MUN LCP-000302 ANO-1998\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE SANTOS, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 709731 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) : ROGÉRIO AMARO ROGE
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Ementa e Acórdão 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) :ROGÉRIO AMARO ROGE EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Competência do relator para negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Servidor público efetivo. Cargo em comissão. Remuneração. Cálculo. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É competente o relator (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) para negar seguimento “ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”. 2. Não se presta o recurso extraordinário ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032462. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 709731 AGR / SP Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032462. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Brasília, 19 de novembro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032462. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) :ROGÉRIO AMARO ROGE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. 1. Norma contida em lei complementar municipal não se sobrepõe à Lei Orgânica do Município. Resulta não se sustentar restrição a direito de servidor assegurado por esta e ditada por aquela. 2. Entende-se mais adequada ao § 4... do art. 20 do Código Penal Brasileiro do Código de Processo Civil honorária de 10% da condenação em dinheiro, quando vencida a fazenda pública. 3. Ação julgada procedente Recurso provido em parte (redução da verba honorária)’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o agravante, nas razões do recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) :CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) :ROGÉRIO AMARO ROGE RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de Santos interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sétima Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. 1. Norma contida em lei complementar municipal não se sobrepõe à Lei Orgânica do Município. Resulta não se sustentar restrição a direito de servidor assegurado por esta e ditada por aquela. 2. Entende-se mais adequada ao § 4... do art. 20 do Código Penal Brasileiro do Código de Processo Civil honorária de 10% da condenação em dinheiro, quando vencida a fazenda pública. 3. Ação julgada procedente Recurso provido em parte (redução da verba honorária)’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o agravante, nas razões do recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP extraordinário, violação dos artigos 2..., 18, 29, 30, 37, caput, e 169 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. No que tange à violação ao artigo 2... da Constituição Federal, ressalte-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o julgamento, pelo Poder Judiciário, da legalidade dos atos dos demais Poderes, não representa ofensa ao princípio da separação dos poderes. Anote-se, nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. SEPARAÇÃO DOS PODERES. POSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ATO DO PODER EXECUTIVO PELO PODER JUDICIÁRIO. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279, 280 E 454. AGRAVO IMPROVIDO. I - Cabe ao Poder Judiciário a análise da legalidade e constitucionalidade dos atos dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP extraordinário, violação dos artigos 2..., 18, 29, 30, 37, caput, e 169 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. No que tange à violação ao artigo 2... da Constituição Federal, ressalte-se que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o julgamento, pelo Poder Judiciário, da legalidade dos atos dos demais Poderes, não representa ofensa ao princípio da separação dos poderes. Anote-se, nesse sentido: ‘CONSTITUCIONAL. SEPARAÇÃO DOS PODERES. POSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ATO DO PODER EXECUTIVO PELO PODER JUDICIÁRIO. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279, 280 E 454. AGRAVO IMPROVIDO. I - Cabe ao Poder Judiciário a análise da legalidade e constitucionalidade dos atos dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP três Poderes constitucionais, e, em vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - O exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas editalícias atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido’ (AI n 640.272/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 31/10/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado. Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes. Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a função precípua de controlar os excessos cometidos em qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 259.335/RJ-AgR , Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000). Quanto à alegada afronta ao princípio constitucional da legalidade, essa seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP três Poderes constitucionais, e, em vislumbrando mácula no ato impugnado, afastar a sua aplicação. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III - O exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas editalícias atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido’ (AI n 640.272/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 31/10/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado. Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes. Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a função precípua de controlar os excessos cometidos em qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 259.335/RJ-AgR , Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000). Quanto à alegada afronta ao princípio constitucional da legalidade, essa seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Ademais, o Tribunal de origem decidiu a lide com base em legislação infraconstitucional (Lei Complementar Municipal n 302/98 e Lei Orgânica do Município de Santos); assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. Especificamente sobre o tema em questão, transcrevo o teor da decisão proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, em caso idêntico ao presente, nos autos do AI n 774.652/SP (DJe de 14/2/12), também interposto pelo ora agravante: ‘Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que julgou indevida a restrição ao pagamento de vantagens funcionais prevista na Lei Complementar n 302/98, do município de Santos. Eis a ementa (fls. 16): ‘PROCURADORA MUNICIPAL – DIFERENÇAS SALARIAIS – A restrição impondo o não pagamento das diferenças de adicionais e demais vantagens, inerentes ao cargo efetivo da autora, não pode prevalecer. A Lei Complementar Municipal n 302/98 não pode ultrapassar nem restringir os limites da Lei Orgânica do Município, na qual tem seu fundamento de validade. Recursos improvidos.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Ademais, o Tribunal de origem decidiu a lide com base em legislação infraconstitucional (Lei Complementar Municipal n 302/98 e Lei Orgânica do Município de Santos); assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. Especificamente sobre o tema em questão, transcrevo o teor da decisão proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, em caso idêntico ao presente, nos autos do AI n 774.652/SP (DJe de 14/2/12), também interposto pelo ora agravante: ‘Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que julgou indevida a restrição ao pagamento de vantagens funcionais prevista na Lei Complementar n 302/98, do município de Santos. Eis a ementa (fls. 16): ‘PROCURADORA MUNICIPAL – DIFERENÇAS SALARIAIS – A restrição impondo o não pagamento das diferenças de adicionais e demais vantagens, inerentes ao cargo efetivo da autora, não pode prevalecer. A Lei Complementar Municipal n 302/98 não pode ultrapassar nem restringir os limites da Lei Orgânica do Município, na qual tem seu fundamento de validade. Recursos improvidos.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP Alega a parte recorrente vulneração dos artigos 1...; 5...; 18; 30, III e V; 34, VIII; 37, XII; 39, § 1...; 169, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Observo que o exame das alegadas afrontas à Constituição implicaria análise das normas de direito local nas quais se fundara a decisão recorrida, providência vedada pelo enunciado da Súmula 280, desta Corte. No mesmo sentido, decisão da Primeira Turma no AI 766.970-AgR (rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25.04.2011), cuja ementa tem o seguinte teor: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULAS N. 282 e 356). 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Publique-se. Brasília, 6 de fevereiro de 2012”. Registre-se que essa decisão foi confirmada pela Segunda Turma desta Corte, no julgamento do AI n 774.652/SP-AgR (DJe de 23/4/12). O acórdão desse referido julgado restou assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. GRATIFICAÇÃO DE 1/3, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Alega a parte recorrente vulneração dos artigos 1...; 5...; 18; 30, III e V; 34, VIII; 37, XII; 39, § 1...; 169, da Constituição federal. Não prospera o recurso. Observo que o exame das alegadas afrontas à Constituição implicaria análise das normas de direito local nas quais se fundara a decisão recorrida, providência vedada pelo enunciado da Súmula 280, desta Corte. No mesmo sentido, decisão da Primeira Turma no AI 766.970-AgR (rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25.04.2011), cuja ementa tem o seguinte teor: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULAS N. 282 e 356). 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Publique-se. Brasília, 6 de fevereiro de 2012”. Registre-se que essa decisão foi confirmada pela Segunda Turma desta Corte, no julgamento do AI n 774.652/SP-AgR (DJe de 23/4/12). O acórdão desse referido julgado restou assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. GRATIFICAÇÃO DE 1/3, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP INCIDENTE SOBRE O VALOR DO SÍMBOLO C-1, REFERENTE A PERÍODO EM QUE SE OCUPOU CARGO EM COMISSÃO. LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL 302/1998 E LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SANTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Ambas as Turmas desta Corte firmaram entendimento no sentido de que é inviável em recurso extraordinário o debate de questão relativa a direito meramente local. Agravo regimental a que se nega provimento’. Nesse mesmo sentido, destaco, ainda, os seguintes julgados: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento 2. Servidor público. Adicional de tempo de serviço. Previsão de gratificação de 1/3 incidente sobre cargo em comissão e abono salarial em legislação municipal (Lei Complementar 302/1998 e Lei 1.867/2000, do Município de Santos e Lei Orgânica do Município de Santos). 3. Impossibilidade de reexame da legislação local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Verbete 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 802.183/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 30/9/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. SISTEMA REMUNERATÓRIO. CASO EM QUE ENTENDIMENTO DIVERSO DO ADOTADO PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM EXIGIRIA O REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP INCIDENTE SOBRE O VALOR DO SÍMBOLO C-1, REFERENTE A PERÍODO EM QUE SE OCUPOU CARGO EM COMISSÃO. LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL 302/1998 E LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SANTOS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Ambas as Turmas desta Corte firmaram entendimento no sentido de que é inviável em recurso extraordinário o debate de questão relativa a direito meramente local. Agravo regimental a que se nega provimento’. Nesse mesmo sentido, destaco, ainda, os seguintes julgados: ‘Agravo regimental em agravo de instrumento 2. Servidor público. Adicional de tempo de serviço. Previsão de gratificação de 1/3 incidente sobre cargo em comissão e abono salarial em legislação municipal (Lei Complementar 302/1998 e Lei 1.867/2000, do Município de Santos e Lei Orgânica do Município de Santos). 3. Impossibilidade de reexame da legislação local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Verbete 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 802.183/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 30/9/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. SISTEMA REMUNERATÓRIO. CASO EM QUE ENTENDIMENTO DIVERSO DO ADOTADO PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM EXIGIRIA O REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 635.738/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 23/9/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULAS N. 282 E 356). 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 766.970/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/4/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que, “(...) no recurso extraordinário interposto [,] foram deduzidas ofensas diretas às normas dos artigos 2..., 18, 29, 30, 37 e 169 da Constituição Federal, conforme se pode ver nas razões recursais. Referidas normas, por tratarem de matérias ontologicamente constitucionais, não implicam no revolvimento do direito local, nem na análise direta da legislação infraconstitucional, para o deslinde da questão trazida a esta Suprema Corte, órgão competente para dirimir questões de ordem constitucional. A Constituição Federal, ao erigir o princípio da harmonia e independência entre os Poderes, estabeleceu áreas de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 635.738/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 23/9/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA SOBRE A REMUNERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL (SÚMULAS N. 282 E 356). 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 766.970/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/4/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Aduz o agravante, in verbis, que, “(...) no recurso extraordinário interposto [,] foram deduzidas ofensas diretas às normas dos artigos 2..., 18, 29, 30, 37 e 169 da Constituição Federal, conforme se pode ver nas razões recursais. Referidas normas, por tratarem de matérias ontologicamente constitucionais, não implicam no revolvimento do direito local, nem na análise direta da legislação infraconstitucional, para o deslinde da questão trazida a esta Suprema Corte, órgão competente para dirimir questões de ordem constitucional. A Constituição Federal, ao erigir o princípio da harmonia e independência entre os Poderes, estabeleceu áreas de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Relatório ARE 709731 AGR / SP competência próprias ou privativas, vedando a ingerência de um Poder sobre outro. Fere portanto, o artigo 2... da Constituição Federal, a decisão judicial que se imiscui na seara exclusiva da Administração, conforme ocorreu no presente caso. (…) Por outro lado, a v. decisão guerreada ao negar monocraticamente seguimento ao recurso, decidindo, inclusive, por consequência, pela inexistência da repercussão geral demonstrada, feriu a ordem constitucional vigente, uma vez que, nos termos do artigo 102, § 3..., da Constituição Federal, o recurso somente poderia ser recusado pela manifestação de dois terços do Tribunal. (…) Não se olvide também que a r. decisão monocrática, ao deixar de conhecer o recurso interposto, de certa forma, retira a competência do egrégio Supremo Tribunal Federal de apreciar a questão, ao mesmo tempo em que nega o direito do recorrente de ver sua pretensão apreciada e julgada pelo colegiado competente, por isso, com o devido respeito, impõe-se a sua reforma”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP competência próprias ou privativas, vedando a ingerência de um Poder sobre outro. Fere portanto, o artigo 2... da Constituição Federal, a decisão judicial que se imiscui na seara exclusiva da Administração, conforme ocorreu no presente caso. (…) Por outro lado, a v. decisão guerreada ao negar monocraticamente seguimento ao recurso, decidindo, inclusive, por consequência, pela inexistência da repercussão geral demonstrada, feriu a ordem constitucional vigente, uma vez que, nos termos do artigo 102, § 3..., da Constituição Federal, o recurso somente poderia ser recusado pela manifestação de dois terços do Tribunal. (…) Não se olvide também que a r. decisão monocrática, ao deixar de conhecer o recurso interposto, de certa forma, retira a competência do egrégio Supremo Tribunal Federal de apreciar a questão, ao mesmo tempo em que nega o direito do recorrente de ver sua pretensão apreciada e julgada pelo colegiado competente, por isso, com o devido respeito, impõe-se a sua reforma”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, não há falar em impossibilidade de o presente recurso extraordinário ser julgado monocraticamente, haja vista que o art. 557, caput, do Código de Processo Civil permite ao relator negar “seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”, o que ocorre no caso dos autos. Também o art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal faculta ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando contrariar a jurisprudência predominante no Tribunal”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DISSOLUÇÃO PARCIAL DE SOCIEDADE. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, não há falar em impossibilidade de o presente recurso extraordinário ser julgado monocraticamente, haja vista que o art. 557, caput, do Código de Processo Civil permite ao relator negar “seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”, o que ocorre no caso dos autos. Também o art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal faculta ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando contrariar a jurisprudência predominante no Tribunal”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DISSOLUÇÃO PARCIAL DE SOCIEDADE. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP Precedentes. II – Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Precedentes. III - O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal autoriza ao Relator do processo ‘negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal’ (art. 21, § 1...), sem que isso configure usurpação da competência do Plenário ou das Turmas. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 844.615/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20/11/12). Ademais, assentando a constitucionalidade das normas que permitem ao relator arquivar, negar seguimento a pedido ou recurso ou a ele dar provimento, tem-se o seguinte julgado desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À MORADIA. PENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA DO FIADOR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO. LEGITIMIDADE. CONSTITUIÇÃO, ART. 6... (REDAÇÃO DADA PELA EC 26/2000). LEI 8.009/90, ART. 3..., VII. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DO RELATOR (Código de Processo Civil, ART. 557, CAPUT, E RISTF, ART. 21, § 1...). TRANSFORMAÇÃO DE LOCAÇÃO EM COMODATO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. I - O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 407.688/SP, considerou ser legítima a penhora do bem de família pertencente a fiador de contrato de locação, ao entendimento de que o art. 3..., VII, da Lei 8.009/90 não viola o disposto no art. 6... da Constituição Federal de 1988/88 (redação dada pela EC 26/2000). Precedentes. II - Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III - Legitimidade 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Precedentes. II – Incumbe ao recorrente o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. Precedentes. III - O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal autoriza ao Relator do processo ‘negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal’ (art. 21, § 1...), sem que isso configure usurpação da competência do Plenário ou das Turmas. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 844.615/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 20/11/12). Ademais, assentando a constitucionalidade das normas que permitem ao relator arquivar, negar seguimento a pedido ou recurso ou a ele dar provimento, tem-se o seguinte julgado desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À MORADIA. PENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA DO FIADOR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO. LEGITIMIDADE. CONSTITUIÇÃO, ART. 6... (REDAÇÃO DADA PELA EC 26/2000). LEI 8.009/90, ART. 3..., VII. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DO RELATOR (Código de Processo Civil, ART. 557, CAPUT, E RISTF, ART. 21, § 1...). TRANSFORMAÇÃO DE LOCAÇÃO EM COMODATO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. I - O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 407.688/SP, considerou ser legítima a penhora do bem de família pertencente a fiador de contrato de locação, ao entendimento de que o art. 3..., VII, da Lei 8.009/90 não viola o disposto no art. 6... da Constituição Federal de 1988/88 (redação dada pela EC 26/2000). Precedentes. II - Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos da decisão atacada, sob pena de não conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III - Legitimidade 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP constitucional da atribuição conferida ao Relator para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência dominante deste Supremo Tribunal (Código de Processo Civil, art. 557, caput, e RISTF, art. 21, § 1...). IV - A controvérsia referente à transformação da locação em comodato foi dirimida pelo acórdão recorrido com apoio no Código Civil e no conjunto fático-probatório dos autos. Ofensa reflexa à Constituição e Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. V - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 608.558/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/8/10). Também não há falar em malferimento ao procedimento da repercussão geral. No caso dos autos, não foi reconhecida a ausência de repercussão geral da matéria em debate. Na decisão agravada, afirmou-se, tão somente, que, apesar de o recorrente haver trazido, nas razões do recurso extraordinário, a preliminar de repercussão geral, não se procederia ao seu exame ante a expressa previsão do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o qual permite ao relator dispensar o procedimento da repercussão geral quando se puder negar provimento ao recurso por outro motivo. Nesse sentido, o seguinte julgado assim ementado na parte que interessa: “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS E DO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP constitucional da atribuição conferida ao Relator para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência dominante deste Supremo Tribunal (Código de Processo Civil, art. 557, caput, e RISTF, art. 21, § 1...). IV - A controvérsia referente à transformação da locação em comodato foi dirimida pelo acórdão recorrido com apoio no Código Civil e no conjunto fático-probatório dos autos. Ofensa reflexa à Constituição e Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. V - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 608.558/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 6/8/10). Também não há falar em malferimento ao procedimento da repercussão geral. No caso dos autos, não foi reconhecida a ausência de repercussão geral da matéria em debate. Na decisão agravada, afirmou-se, tão somente, que, apesar de o recorrente haver trazido, nas razões do recurso extraordinário, a preliminar de repercussão geral, não se procederia ao seu exame ante a expressa previsão do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o qual permite ao relator dispensar o procedimento da repercussão geral quando se puder negar provimento ao recurso por outro motivo. Nesse sentido, o seguinte julgado assim ementado na parte que interessa: “SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS E DO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM O SEGUIMENTO DO APELO EXTREMO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’(art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988) (...)” (ARE n 711.925/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/13). De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Desponta dos autos que a Prefeitura de Santos, fixando os vencimentos dos cargos em comissão, estabeleceu por meio da Lei Complementar n 302, de 22 de maio de 1998, que ‘quando o ocupante do cargo em comissão for do quadro efetivo da Prefeitura Municipal de Santos, receberá exclusivamente o valor do vencimento do cargo para o qual foi nomeado, renunciando expressamente ao vencimento-base de seu cargo efetivo, adicionais e demais vantagens, voltando a recebê-los quando a ele retornar’ (art. 3...). Ocorre que a Lei Orgânica do Município de Santos, dispondo sobre os servidores públicos municipais, estabeleceu que, ‘para efeito de percepção e incorporação, as vantagens concedidas ao funcionário público estatutário, aí incluídos os adicionais, a sexta-parte e a gratificação de um terço, serão calculadas sobre o valor do nível do cargo efetivo ou do símbolo do cargo em comissão que estiver exercendo, se na ativa, ou sobre o valor assegurado para base de cálculo dos proventos da aposentadoria, se inativo o funcionário’ (art. 73, § 9..., fls. 92). À evidência, a restrição impondo o não pagamento das diferenças de adicionais e demais vantagens, inerentes ao cargo efetivo da autora, não pode prevalecer. A citada Lei Complementar Municipal n 303/98 não pode ultrapassar nem restringir os limites da Lei Orgânica do Município, na qual tem seu fundamento de validade.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’(art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988) (...)” (ARE n 711.925/PB-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 6/5/13). De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Desponta dos autos que a Prefeitura de Santos, fixando os vencimentos dos cargos em comissão, estabeleceu por meio da Lei Complementar n 302, de 22 de maio de 1998, que ‘quando o ocupante do cargo em comissão for do quadro efetivo da Prefeitura Municipal de Santos, receberá exclusivamente o valor do vencimento do cargo para o qual foi nomeado, renunciando expressamente ao vencimento-base de seu cargo efetivo, adicionais e demais vantagens, voltando a recebê-los quando a ele retornar’ (art. 3...). Ocorre que a Lei Orgânica do Município de Santos, dispondo sobre os servidores públicos municipais, estabeleceu que, ‘para efeito de percepção e incorporação, as vantagens concedidas ao funcionário público estatutário, aí incluídos os adicionais, a sexta-parte e a gratificação de um terço, serão calculadas sobre o valor do nível do cargo efetivo ou do símbolo do cargo em comissão que estiver exercendo, se na ativa, ou sobre o valor assegurado para base de cálculo dos proventos da aposentadoria, se inativo o funcionário’ (art. 73, § 9..., fls. 92). À evidência, a restrição impondo o não pagamento das diferenças de adicionais e demais vantagens, inerentes ao cargo efetivo da autora, não pode prevalecer. A citada Lei Complementar Municipal n 303/98 não pode ultrapassar nem restringir os limites da Lei Orgânica do Município, na qual tem seu fundamento de validade.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP Desse modo, é certo que não há falar em violação do art. 2... da Constituição Federal, uma vez a Corte de origem limitou-se a exercer seu mister constitucional de prestar jurisdição, interpretando e aplicando as leis ao caso concreto. Por outro lado, para rever a conclusão a que chegou o Tribunal de Justiça e acolher a tese do agravante no sentido de que o ora agravado, servidor público efetivo, não faria jus às diferenças remuneratórias em virtude do exercício de cargo em comissão, seria necessário analisar a Lei Complementar n 302 e a Lei Orgânica, ambas do Município de Santos, fim a que não se presta o recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Em situações análogas, esta Corte assim já se manifestou: “PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO COMISSIONADO. REVISÃO DE REMUNERAÇÃO. LEI ESTADUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 404.520/CE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/2/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Remuneração. Redução 3. Princípio da Legalidade. Ofensa indireta ou reflexa. Inadmissibilidade do recurso extraordinário. 4. Alegação de violação à garantia da irredutibilidade de vencimentos. Necessidade de exame prévio da legislação local. Súmula 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 700.322/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 16/10/12). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Desse modo, é certo que não há falar em violação do art. 2... da Constituição Federal, uma vez a Corte de origem limitou-se a exercer seu mister constitucional de prestar jurisdição, interpretando e aplicando as leis ao caso concreto. Por outro lado, para rever a conclusão a que chegou o Tribunal de Justiça e acolher a tese do agravante no sentido de que o ora agravado, servidor público efetivo, não faria jus às diferenças remuneratórias em virtude do exercício de cargo em comissão, seria necessário analisar a Lei Complementar n 302 e a Lei Orgânica, ambas do Município de Santos, fim a que não se presta o recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Em situações análogas, esta Corte assim já se manifestou: “PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO COMISSIONADO. REVISÃO DE REMUNERAÇÃO. LEI ESTADUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 404.520/CE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/2/13). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Remuneração. Redução 3. Princípio da Legalidade. Ofensa indireta ou reflexa. Inadmissibilidade do recurso extraordinário. 4. Alegação de violação à garantia da irredutibilidade de vencimentos. Necessidade de exame prévio da legislação local. Súmula 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 700.322/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 16/10/12). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Reexame de legislação local. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alegam violados não estão devidamente prequestionados. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 709731 AGR / SP Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 853.128/MG-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 21/5/12). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Supremo Tribunal Federal ARE 709731 AGR / SP Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 853.128/MG-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 21/5/12). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 19/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) : ROGÉRIO AMARO ROGE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954443 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709.731 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SANTOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTOS AGDO.(A/S) : CUSTÓDIO AMARO ROGE ADV.(A/S) : ROGÉRIO AMARO ROGE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954443 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 709 . 731", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 709731 AGR / SP", "ARE 709731 AGR / SP", "AGRAVO 709 . 731", "ARE 709731 AGR / SP", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 709731 AGR / SP", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 709731 AGR / SP", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 640 . 272 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 259 . 335 / RJ - AgR", "Súmula n 636 desta Corte", "ARE 709731 AGR / SP", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 640 . 272 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 259 . 335 / RJ - AgR", "Súmula n 636 desta Corte", "ARE 709731 AGR / SP", "Súmula n 280 desta Corte", "AI n 774 . 652 / SP", "ARE 709731 AGR / SP", "AI n 774 . 652 / SP", "ARE 709731 AGR / SP", "AI 766 . 970 - AgR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 774 . 652 / SP", "ARE 709731 AGR / SP", "AI 766 . 970 - AgR", "AI n 774 . 652 / 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356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 853 . 128 / MG - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 20 do Código Penal Brasileiro", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 20 do Código Penal Brasileiro", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 . . . , 18 , 29 , 30 , 37 , caput , e 169 da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 2 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 . . . , 18 , 29 , 30 , 37 , caput , e 169 da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo 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Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECURSO ESPECIAL – ENQUADRAMENTO JURÍDICO DOS FATOS CONSTANTES DO ACÓRDÃO. No julgamento do recurso especial, possível é o enquadramento jurídico dos fatos constantes do acórdão. Limitando-se o Superior Tribunal de Justiça a cotejar o que decidido com norma legal, disciplinadora do atentado violento ao pudor, apontando atos libidinosos diversos da conjunção carnal, descabe cogitar de desrespeito à ordem jurídica. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de setembro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590597. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: O paciente foi condenado pelo Juízo da 6ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS a seis anos de reclusão em virtude de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de duas ou mais pessoas e a seis anos e três meses de reclusão pela prática de atentado violento ao pudor (artigo 214 do Código Penal). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, no que se refere ao pedido formulado neste habeas, deu provimento à apelação protocolada pela defesa para desclassificar o atentado violento ao pudor para a forma tentada, pois da conduta do agente não decorreu penetração ou contato direto com as partes íntimas da vítima. Os embargos infringentes interpostos foram desprovidos. No Superior Tribunal de Justiça, o ministro Celso Limongi deu provimento ao recurso especial – de nº 822.072/RS – para restabelecer a sentença condenatória. Conforme salientou, o atentado violento ao pudor foi consumado, pois é incontroverso que o agente beijou a vítima bem como passou as mãos nos seios e nas pernas, com intuito libidinoso e sem consentimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590598. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: O paciente foi condenado pelo Juízo da 6ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS a seis anos de reclusão em virtude de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de duas ou mais pessoas e a seis anos e três meses de reclusão pela prática de atentado violento ao pudor (artigo 214 do Código Penal). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, no que se refere ao pedido formulado neste habeas, deu provimento à apelação protocolada pela defesa para desclassificar o atentado violento ao pudor para a forma tentada, pois da conduta do agente não decorreu penetração ou contato direto com as partes íntimas da vítima. Os embargos infringentes interpostos foram desprovidos. No Superior Tribunal de Justiça, o ministro Celso Limongi deu provimento ao recurso especial – de nº 822.072/RS – para restabelecer a sentença condenatória. Conforme salientou, o atentado violento ao pudor foi consumado, pois é incontroverso que o agente beijou a vítima bem como passou as mãos nos seios e nas pernas, com intuito libidinoso e sem consentimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 112906 / RS Impugna-se o acórdão mediante o qual se negou provimento ao agravo regimental voltado contra essa decisão. A Sexta Turma reiterou a existência de delito consumado no caso concreto. O impetrante sustenta ofensa ao Verbete n° 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. Consoante aduz, para dar provimento ao recurso especial foi necessário o revolvimento de fatos e provas, o que é vedado. Em âmbito liminar, requer a suspensão dos efeitos do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. No mérito, busca o reconhecimento da prática de atentado violento ao pudor na forma tentada. A Procuradoria Geral da República opina pelo indeferimento do pedido. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que o processo no qual formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado do acórdão, ocorrido em 23 de fevereiro de 2012. Lancei visto no processo em 19 de agosto de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 27 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590598. Supremo Tribunal Federal HC 112906 / RS Impugna-se o acórdão mediante o qual se negou provimento ao agravo regimental voltado contra essa decisão. A Sexta Turma reiterou a existência de delito consumado no caso concreto. O impetrante sustenta ofensa ao Verbete n° 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. Consoante aduz, para dar provimento ao recurso especial foi necessário o revolvimento de fatos e provas, o que é vedado. Em âmbito liminar, requer a suspensão dos efeitos do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. No mérito, busca o reconhecimento da prática de atentado violento ao pudor na forma tentada. A Procuradoria Geral da República opina pelo indeferimento do pedido. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que o processo no qual formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado do acórdão, ocorrido em 23 de fevereiro de 2012. Lancei visto no processo em 19 de agosto de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 27 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A atuação do Superior Tribunal de Justiça, na espécie, dá-se a partir das premissas fáticas delineadas na origem, sendo-lhe vedado substituí-las, à margem do exame dos elementos coligidos na fase de instrução do processo. Então, não se pode vislumbrar constrangimento ilegal no ato que implicou o desprovimento do agravo regimental interposto pela defesa. Reporto-me ao que assentado na apreciação do pedido de medida acauteladora: 2. O Superior Tribunal de Justiça, julgando recurso especial, atua em sede extraordinária. Realmente, cumpre-lhe levar em conta as premissas fáticas soberanamente assentadas no acórdão impugnado, não podendo substituí-las, a merce do exame dos elementos coligidos na fase de instrução do processo. Tem a incumbência, no entanto, de perquirir o acerto ou o desacerto do enquadramento jurídico dado, pela instância anterior, aos fatos por ela narrados. No caso, o atentado violento ao pudor, em princípio, não admite a forma tentada. Assim o é ante a definição que outrora havia no Código Penal: “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal”. A tentativa, conforme disposto no artigo 14 do mesmo Código, pressupõe o início da execução de prática criminosa que não venha a se consumar por circunstâncias alheias à vontade do agente, sendo que se tem o crime como consumado “quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal”. Ora, presente o tipo do atentado violento ao pudor, no que revela o constrangimento e a prática de ato libidinoso diverso da conjunção carnal, difícil, como ressaltado, é conceber a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590599. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A atuação do Superior Tribunal de Justiça, na espécie, dá-se a partir das premissas fáticas delineadas na origem, sendo-lhe vedado substituí-las, à margem do exame dos elementos coligidos na fase de instrução do processo. Então, não se pode vislumbrar constrangimento ilegal no ato que implicou o desprovimento do agravo regimental interposto pela defesa. Reporto-me ao que assentado na apreciação do pedido de medida acauteladora: 2. O Superior Tribunal de Justiça, julgando recurso especial, atua em sede extraordinária. Realmente, cumpre-lhe levar em conta as premissas fáticas soberanamente assentadas no acórdão impugnado, não podendo substituí-las, a merce do exame dos elementos coligidos na fase de instrução do processo. Tem a incumbência, no entanto, de perquirir o acerto ou o desacerto do enquadramento jurídico dado, pela instância anterior, aos fatos por ela narrados. No caso, o atentado violento ao pudor, em princípio, não admite a forma tentada. Assim o é ante a definição que outrora havia no Código Penal: “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal”. A tentativa, conforme disposto no artigo 14 do mesmo Código, pressupõe o início da execução de prática criminosa que não venha a se consumar por circunstâncias alheias à vontade do agente, sendo que se tem o crime como consumado “quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal”. Ora, presente o tipo do atentado violento ao pudor, no que revela o constrangimento e a prática de ato libidinoso diverso da conjunção carnal, difícil, como ressaltado, é conceber a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590599. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112906 / RS tentativa. Há mais. Colho do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul este trecho: No tocante ao atentado violento ao pudor, impõe-se o reconhecimento da forma tentada (art. 14, II, do CP). A conduta do réu se restringiu a passar a mão nos seios e nas pernas e a beijar a vítima, sem fazer com que se despisse. Tal proceder não se equipara àquele em que há penetração ou contato direto com as partes íntimas da vítima, situação em que o constrangimento é maior, a submissão à vontade do agressor é total e a violência deixa marcas físicas e psicológicas mais intensas. Não se cogitou, considerada a referência à falta de penetração, do crime de estupro, que era versado no artigo 213 do Código Penal: “Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça”. Relativamente a esse tipo, poder-se-ia alegar a ausência de penetração, o mesmo não ocorrendo quanto a colocar a mulher desnuda. Em síntese, transparece, ainda que em análise superficial, que o Superior Tribunal de Justiça, ao prover o recurso especial, entendeu transgredida norma legal, fazendo-o a partir de enquadramento jurídico dos fatos constantes do acórdão impugnado e não do reexame da prova. Indefiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590599. Supremo Tribunal Federal HC 112906 / RS tentativa. Há mais. Colho do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul este trecho: No tocante ao atentado violento ao pudor, impõe-se o reconhecimento da forma tentada (art. 14, II, do CP). A conduta do réu se restringiu a passar a mão nos seios e nas pernas e a beijar a vítima, sem fazer com que se despisse. Tal proceder não se equipara àquele em que há penetração ou contato direto com as partes íntimas da vítima, situação em que o constrangimento é maior, a submissão à vontade do agressor é total e a violência deixa marcas físicas e psicológicas mais intensas. Não se cogitou, considerada a referência à falta de penetração, do crime de estupro, que era versado no artigo 213 do Código Penal: “Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça”. Relativamente a esse tipo, poder-se-ia alegar a ausência de penetração, o mesmo não ocorrendo quanto a colocar a mulher desnuda. Em síntese, transparece, ainda que em análise superficial, que o Superior Tribunal de Justiça, ao prover o recurso especial, entendeu transgredida norma legal, fazendo-o a partir de enquadramento jurídico dos fatos constantes do acórdão impugnado e não do reexame da prova. Indefiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590599. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.906 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633180 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.906 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633180 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4639058
2013-09-24T00:00:00
2013-10-08T00:00:00
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013.
HABEAS CORPUS
RECURSO ESPECIAL – ENQUADRAMENTO JURÍDICO DOS FATOS CONSTANTES DO ACÓRDÃO. No julgamento do recurso especial, possível é o enquadramento jurídico dos fatos constantes do acórdão. Limitando-se o Superior Tribunal de Justiça a cotejar o que decidido com norma legal, disciplinadora do atentado violento ao pudor, apontando atos libidinosos diversos da conjunção carnal, descabe cogitar de desrespeito à ordem jurídica.
sjur244010
Número de páginas: 6. Análise: 16/10/2013, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
112906
null
HC
acordaos
HC 112906
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PACTE.(S) : CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RECURSO ESPECIAL – ENQUADRAMENTO JURÍDICO DOS FATOS CONSTANTES DO ACÓRDÃO. No julgamento do recurso especial, possível é o enquadramento jurídico dos fatos constantes do acórdão. Limitando-se o Superior Tribunal de Justiça a cotejar o que decidido com norma legal, disciplinadora do atentado violento ao pudor, apontando atos libidinosos diversos da conjunção carnal, descabe cogitar de desrespeito à ordem jurídica. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de setembro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590597. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: O paciente foi condenado pelo Juízo da 6... Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS a seis anos de reclusão em virtude de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de duas ou mais pessoas e a seis anos e três meses de reclusão pela prática de atentado violento ao pudor (artigo 214 do Código Penal). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, no que se refere ao pedido formulado neste habeas, deu provimento à apelação protocolada pela defesa para desclassificar o atentado violento ao pudor para a forma tentada, pois da conduta do agente não decorreu penetração ou contato direto com as partes íntimas da vítima. Os embargos infringentes interpostos foram desprovidos. No Superior Tribunal de Justiça, o ministro Celso Limongi deu provimento ao recurso especial – de n 822.072/RS – para restabelecer a sentença condenatória. Conforme salientou, o atentado violento ao pudor foi consumado, pois é incontroverso que o agente beijou a vítima bem como passou as mãos nos seios e nas pernas, com intuito libidinoso e sem consentimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590598. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: O paciente foi condenado pelo Juízo da 6... Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS a seis anos de reclusão em virtude de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de duas ou mais pessoas e a seis anos e três meses de reclusão pela prática de atentado violento ao pudor (artigo 214 do Código Penal). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, no que se refere ao pedido formulado neste habeas, deu provimento à apelação protocolada pela defesa para desclassificar o atentado violento ao pudor para a forma tentada, pois da conduta do agente não decorreu penetração ou contato direto com as partes íntimas da vítima. Os embargos infringentes interpostos foram desprovidos. No Superior Tribunal de Justiça, o ministro Celso Limongi deu provimento ao recurso especial – de n 822.072/RS – para restabelecer a sentença condenatória. Conforme salientou, o atentado violento ao pudor foi consumado, pois é incontroverso que o agente beijou a vítima bem como passou as mãos nos seios e nas pernas, com intuito libidinoso e sem consentimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 112906 / RS Impugna-se o acórdão mediante o qual se negou provimento ao agravo regimental voltado contra essa decisão. A Sexta Turma reiterou a existência de delito consumado no caso concreto. O impetrante sustenta ofensa ao Verbete n 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. Consoante aduz, para dar provimento ao recurso especial foi necessário o revolvimento de fatos e provas, o que é vedado. Em âmbito liminar, requer a suspensão dos efeitos do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. No mérito, busca o reconhecimento da prática de atentado violento ao pudor na forma tentada. A Procuradoria Geral da República opina pelo indeferimento do pedido. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que o processo no qual formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado do acórdão, ocorrido em 23 de fevereiro de 2012. Lancei visto no processo em 19 de agosto de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 27 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590598. Supremo Tribunal Federal HC 112906 / RS Impugna-se o acórdão mediante o qual se negou provimento ao agravo regimental voltado contra essa decisão. A Sexta Turma reiterou a existência de delito consumado no caso concreto. O impetrante sustenta ofensa ao Verbete n 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. Consoante aduz, para dar provimento ao recurso especial foi necessário o revolvimento de fatos e provas, o que é vedado. Em âmbito liminar, requer a suspensão dos efeitos do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. No mérito, busca o reconhecimento da prática de atentado violento ao pudor na forma tentada. A Procuradoria Geral da República opina pelo indeferimento do pedido. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que o processo no qual formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado do acórdão, ocorrido em 23 de fevereiro de 2012. Lancei visto no processo em 19 de agosto de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 27 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590598. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A atuação do Superior Tribunal de Justiça, na espécie, dá-se a partir das premissas fáticas delineadas na origem, sendo-lhe vedado substituí-las, à margem do exame dos elementos coligidos na fase de instrução do processo. Então, não se pode vislumbrar constrangimento ilegal no ato que implicou o desprovimento do agravo regimental interposto pela defesa. Reporto-me ao que assentado na apreciação do pedido de medida acauteladora: 2. O Superior Tribunal de Justiça, julgando recurso especial, atua em sede extraordinária. Realmente, cumpre-lhe levar em conta as premissas fáticas soberanamente assentadas no acórdão impugnado, não podendo substituí-las, a merce do exame dos elementos coligidos na fase de instrução do processo. Tem a incumbência, no entanto, de perquirir o acerto ou o desacerto do enquadramento jurídico dado, pela instância anterior, aos fatos por ela narrados. No caso, o atentado violento ao pudor, em princípio, não admite a forma tentada. Assim o é ante a definição que outrora havia no Código Penal: “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal”. A tentativa, conforme disposto no artigo 14 do mesmo Código, pressupõe o início da execução de prática criminosa que não venha a se consumar por circunstâncias alheias à vontade do agente, sendo que se tem o crime como consumado “quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal”. Ora, presente o tipo do atentado violento ao pudor, no que revela o constrangimento e a prática de ato libidinoso diverso da conjunção carnal, difícil, como ressaltado, é conceber a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590599. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.906 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A atuação do Superior Tribunal de Justiça, na espécie, dá-se a partir das premissas fáticas delineadas na origem, sendo-lhe vedado substituí-las, à margem do exame dos elementos coligidos na fase de instrução do processo. Então, não se pode vislumbrar constrangimento ilegal no ato que implicou o desprovimento do agravo regimental interposto pela defesa. Reporto-me ao que assentado na apreciação do pedido de medida acauteladora: 2. O Superior Tribunal de Justiça, julgando recurso especial, atua em sede extraordinária. Realmente, cumpre-lhe levar em conta as premissas fáticas soberanamente assentadas no acórdão impugnado, não podendo substituí-las, a merce do exame dos elementos coligidos na fase de instrução do processo. Tem a incumbência, no entanto, de perquirir o acerto ou o desacerto do enquadramento jurídico dado, pela instância anterior, aos fatos por ela narrados. No caso, o atentado violento ao pudor, em princípio, não admite a forma tentada. Assim o é ante a definição que outrora havia no Código Penal: “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal”. A tentativa, conforme disposto no artigo 14 do mesmo Código, pressupõe o início da execução de prática criminosa que não venha a se consumar por circunstâncias alheias à vontade do agente, sendo que se tem o crime como consumado “quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal”. Ora, presente o tipo do atentado violento ao pudor, no que revela o constrangimento e a prática de ato libidinoso diverso da conjunção carnal, difícil, como ressaltado, é conceber a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590599. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112906 / RS tentativa. Há mais. Colho do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul este trecho: No tocante ao atentado violento ao pudor, impõe-se o reconhecimento da forma tentada (art. 14, II, do Código Penal Brasileiro). A conduta do réu se restringiu a passar a mão nos seios e nas pernas e a beijar a vítima, sem fazer com que se despisse. Tal proceder não se equipara àquele em que há penetração ou contato direto com as partes íntimas da vítima, situação em que o constrangimento é maior, a submissão à vontade do agressor é total e a violência deixa marcas físicas e psicológicas mais intensas. Não se cogitou, considerada a referência à falta de penetração, do crime de estupro, que era versado no artigo 213 do Código Penal: “Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça”. Relativamente a esse tipo, poder-se-ia alegar a ausência de penetração, o mesmo não ocorrendo quanto a colocar a mulher desnuda. Em síntese, transparece, ainda que em análise superficial, que o Superior Tribunal de Justiça, ao prover o recurso especial, entendeu transgredida norma legal, fazendo-o a partir de enquadramento jurídico dos fatos constantes do acórdão impugnado e não do reexame da prova. Indefiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590599. Supremo Tribunal Federal HC 112906 / RS tentativa. Há mais. Colho do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul este trecho: No tocante ao atentado violento ao pudor, impõe-se o reconhecimento da forma tentada (art. 14, II, do Código Penal Brasileiro). A conduta do réu se restringiu a passar a mão nos seios e nas pernas e a beijar a vítima, sem fazer com que se despisse. Tal proceder não se equipara àquele em que há penetração ou contato direto com as partes íntimas da vítima, situação em que o constrangimento é maior, a submissão à vontade do agressor é total e a violência deixa marcas físicas e psicológicas mais intensas. Não se cogitou, considerada a referência à falta de penetração, do crime de estupro, que era versado no artigo 213 do Código Penal: “Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça”. Relativamente a esse tipo, poder-se-ia alegar a ausência de penetração, o mesmo não ocorrendo quanto a colocar a mulher desnuda. Em síntese, transparece, ainda que em análise superficial, que o Superior Tribunal de Justiça, ao prover o recurso especial, entendeu transgredida norma legal, fazendo-o a partir de enquadramento jurídico dos fatos constantes do acórdão impugnado e não do reexame da prova. Indefiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590599. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.906 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633180 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.906 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CRISTIANO PEREIRA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633180 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 112 . 906", "HABEAS CORPUS 112 . 906", "HABEAS CORPUS 112 . 906", "HC 112906 / RS", "Verbete n 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça", "HC 112906 / RS", "Verbete n 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 112 . 906", "HABEAS CORPUS 112 . 906", "HC 112906 / RS", "HC 112906 / RS", "HABEAS CORPUS 112 . 906" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 214 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 214 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , II , do Código Penal Brasileiro", "artigo 213 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , II , do Código Penal Brasileiro", "artigo 213 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "6", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre / RS", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "6", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) :RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) :EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental em agravo de instrumento. Contencioso infraconstitucional. Análise de norma infralegal (Ato Declaratório da SRFB) em face de lei federal (Lei nº 10.147/00). Princípio da legalidade. Afronta meramente reflexa ou indireta. Precedentes desta Corte. 1. O acórdão recorrido, ao concluir que a incidência da alíquota zero prevista no art. 2º da Lei nº 10.147/00 não abrange as parcelas das receitas dos hospitais decorrentes da prestação de serviços que sejam referentes aos medicamentos nela utilizados, mesmo que estejam destacados na fatura, o fez a partir da interpretação do Ato Declaratório nº 26, da Receita Federal, norma infralegal, em cotejo com a referida lei. Dessa forma, eventual afronta ao princípio da legalidade, caso ocorresse, dar-se- ia de forma meramente reflexa ou indireta. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 13 de dezembro de 2011. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723846. Supremo Tribunal Federal DJe 29/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 804.594 AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723846. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) :RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) :EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto a decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA SA interpõe agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim ementado. ‘TRIBUTÁRIO MANDADO DE SEGURANÇA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS - ARTIGOS 10 E 2º DA LEI Nº. 10.147/2000 - HOSPITAIS - EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA COFINS. E DO PIS, MEDIANTE A APLICAÇÃO DA ALIQUOTA ZERO PREVISTA NO ARTIGO 2º DA LEI Nº 10.147/2000, DOS VALORES CORRESPONDENTES AOS MEDICAMENTOS UTILIZADOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICO-HOSPITALARES. IMPOSSIBILIDADE. 1. A controvérsia no presente feito consiste no reconhecimento do direito de hospital à exclusão, da base de cálculo do PIS e da COFINS incidentes sobre o faturamento decorrente da prestação de serviços, das receitas correspondentes ao valor dos medicamentos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) :RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) :EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto a decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA SA interpõe agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim ementado. ‘TRIBUTÁRIO MANDADO DE SEGURANÇA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS - ARTIGOS 10 E 2º DA LEI Nº. 10.147/2000 - HOSPITAIS - EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA COFINS. E DO PIS, MEDIANTE A APLICAÇÃO DA ALIQUOTA ZERO PREVISTA NO ARTIGO 2º DA LEI Nº 10.147/2000, DOS VALORES CORRESPONDENTES AOS MEDICAMENTOS UTILIZADOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICO-HOSPITALARES. IMPOSSIBILIDADE. 1. A controvérsia no presente feito consiste no reconhecimento do direito de hospital à exclusão, da base de cálculo do PIS e da COFINS incidentes sobre o faturamento decorrente da prestação de serviços, das receitas correspondentes ao valor dos medicamentos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ utilizados na prestação daqueles serviços, mediante a aplicação da alíquota zero prevista no artigo 2º da Lei nº 10.147/2000 para as pessoas jurídicas que não ostentam a qualidade de importadores ou fabricantes dos produtos nela referidos. 2. A Lei nº 10.147/2000 prescreveu que importadores e industriais dos produtos mencionados nos seus artigos J. o e 2º recolhessem o PIS e a COFINS, com alíquota majorada de 0,65% para 2,10%, e de 3% para 10,30%, respectivamente, determinando, por outro lado, a exoneração, mediante alíquota zero, das contribuições devidas pelos comerciantes e varejistas dos referidos produtos. A legislação tributária, na hipótese em análise, migrou de um sistema de tributação plurifásico para um sistema de tributação monofásico, com alíquotas majoradas nas primeiras etapas da cadeia produtiva e alíquotas reduzidas a zero na etapa final de comercialização. 3. Os hospitais e as clínicas médicas não têm como atividade básica a venda de medicamentos no atacado ou no varejo: sua finalidade social, a razão da sua existência é a prestação de serviços de natureza médica-hospitalar a terceiros, caso do impetrante (artigo 3º do Estatuto Social - fls. desempenho do seu objetivo social, os hospitais, com é a situação do apelado, fornecem, aos seus clientes, em conjunto com os serviços que lhes prestam, medicamentos, remédios, indispensáveis para o êxito do serviço realizado. O fornecimento do remédio não é um fim em si mesmo; tanto é que só é disponibilizado para aquele paciente que está recebendo a prestação do serviço médico. O fornecimento oneroso dos medicamentos ocorre no bojo da prestação do serviço médico hospitalar, da qual é indissociável. 4. Destarte, os medicamentos utilizados pelo impetrante são insumos imprescindíveis para o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ utilizados na prestação daqueles serviços, mediante a aplicação da alíquota zero prevista no artigo 2º da Lei nº 10.147/2000 para as pessoas jurídicas que não ostentam a qualidade de importadores ou fabricantes dos produtos nela referidos. 2. A Lei nº 10.147/2000 prescreveu que importadores e industriais dos produtos mencionados nos seus artigos J. o e 2º recolhessem o PIS e a COFINS, com alíquota majorada de 0,65% para 2,10%, e de 3% para 10,30%, respectivamente, determinando, por outro lado, a exoneração, mediante alíquota zero, das contribuições devidas pelos comerciantes e varejistas dos referidos produtos. A legislação tributária, na hipótese em análise, migrou de um sistema de tributação plurifásico para um sistema de tributação monofásico, com alíquotas majoradas nas primeiras etapas da cadeia produtiva e alíquotas reduzidas a zero na etapa final de comercialização. 3. Os hospitais e as clínicas médicas não têm como atividade básica a venda de medicamentos no atacado ou no varejo: sua finalidade social, a razão da sua existência é a prestação de serviços de natureza médica-hospitalar a terceiros, caso do impetrante (artigo 3º do Estatuto Social - fls. desempenho do seu objetivo social, os hospitais, com é a situação do apelado, fornecem, aos seus clientes, em conjunto com os serviços que lhes prestam, medicamentos, remédios, indispensáveis para o êxito do serviço realizado. O fornecimento do remédio não é um fim em si mesmo; tanto é que só é disponibilizado para aquele paciente que está recebendo a prestação do serviço médico. O fornecimento oneroso dos medicamentos ocorre no bojo da prestação do serviço médico hospitalar, da qual é indissociável. 4. Destarte, os medicamentos utilizados pelo impetrante são insumos imprescindíveis para o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ desempenho de suas atividades e, por essa razão, integram o seu custo. Assim, as receitas auferidas em razão do pagamento do serviço pelos seus pacientes englobam o valor dos remédios empregados na prestação do serviço. 5. Logo, a incidência da alíquota zero prevista no artigo 2º, da Lei nº 10.147/2000, não abrange as parcelas da receita de hospitais, decorrentes da prestação de serviços, que sejam referentes aos medicamentos utilizados naquela prestação de serviços, mesmo que estejam destacadas na fatura. Precedentes dos Tribunais Regionais Federais. 6. O Ato Declaratório Interpretativo nº 26, de 16 ,de dezembro de 2004, expedido pela Secretaria da Receita Federal, no parágrafo único do artigo 1º, prescreve, nessa linha de raciocínio, que são vedadas aos hospitais, prontos socorros, clínicas médicas, odontológicas, de 'fisioterapia e de fonoaudiologia, e aos laboratórios' de anatomia patológica, citológica ou de análises clinicas a segregação, na receita bruta, do, valor correspondente aos produtos relacionados no art. P da Lei nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, utilizados como insumos na prestação de seus serviços; bem como a aplicação de alíquotas zero das referidas contribuições, sobre parcelas da receita bruta relativa àqueles produtos. 7. O ato normativo impugnado não ofende, portanto, o princípio da legalidade, porquanto seus termos situam- se dentro dos limites do artigo 2º da Lei nº 10.147/2000 em razão de os hospitais realizarem, pelo seu objeto social; a prestação de serviços que consomem medicamentos ,como insumos, esclarece regra que já estava contida e é decorrência do indigitado dispositivo legal. 8. Remessa necessária e apelação providas: O acórdão contestado decidiu que o recorrente, que objetivava ter os medicamentos vendidos, considerados insumos, no exercício das suas atividades tributados com alíquota zero, não fazia jus ao benefício previsto no art. 2º 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ desempenho de suas atividades e, por essa razão, integram o seu custo. Assim, as receitas auferidas em razão do pagamento do serviço pelos seus pacientes englobam o valor dos remédios empregados na prestação do serviço. 5. Logo, a incidência da alíquota zero prevista no artigo 2º, da Lei nº 10.147/2000, não abrange as parcelas da receita de hospitais, decorrentes da prestação de serviços, que sejam referentes aos medicamentos utilizados naquela prestação de serviços, mesmo que estejam destacadas na fatura. Precedentes dos Tribunais Regionais Federais. 6. O Ato Declaratório Interpretativo nº 26, de 16 ,de dezembro de 2004, expedido pela Secretaria da Receita Federal, no parágrafo único do artigo 1º, prescreve, nessa linha de raciocínio, que são vedadas aos hospitais, prontos socorros, clínicas médicas, odontológicas, de 'fisioterapia e de fonoaudiologia, e aos laboratórios' de anatomia patológica, citológica ou de análises clinicas a segregação, na receita bruta, do, valor correspondente aos produtos relacionados no art. P da Lei nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, utilizados como insumos na prestação de seus serviços; bem como a aplicação de alíquotas zero das referidas contribuições, sobre parcelas da receita bruta relativa àqueles produtos. 7. O ato normativo impugnado não ofende, portanto, o princípio da legalidade, porquanto seus termos situam- se dentro dos limites do artigo 2º da Lei nº 10.147/2000 em razão de os hospitais realizarem, pelo seu objeto social; a prestação de serviços que consomem medicamentos ,como insumos, esclarece regra que já estava contida e é decorrência do indigitado dispositivo legal. 8. Remessa necessária e apelação providas: O acórdão contestado decidiu que o recorrente, que objetivava ter os medicamentos vendidos, considerados insumos, no exercício das suas atividades tributados com alíquota zero, não fazia jus ao benefício previsto no art. 2º 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ da Lei 10.147/2000 destinado tão somente à venda de medicamentos, e que, ademais, o Ato Interpretativo nº 26/2004 da Secretaria da Receita Federal estaria em consonância com o princípio da legalidade estando devidamente fundado no mencionado dispositivo infraconstitucional.’ Alega o recorrente contrariedade ao princípio da legalidade. Decido. O recurso não merece prosperar, haja vista que o princípio da legalidade não foi sequer ventilado no acórdão recorrido, carecendo, pois, a questão, do necessário prequestionamento. Com efeito, o acórdão ateve-se à análise da legislação infraconstitucional, sendo certo, ademais, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no referido acórdão. Incidência na espécie das súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, o entendimento desta Corte é no sentido de que, nas hipóteses em que para se aferir eventual afronta ao princípio da legalidade se faça necessário, antes, a análise de normas legais e infralegais aplicáveis à espécie, como no caso em apreço, a afronta ao referido princípio, se ocorresse, seria de forma meramente reflexa. ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, II, LIV E LV, DA CF. OFENSA INDIRETA. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ da Lei 10.147/2000 destinado tão somente à venda de medicamentos, e que, ademais, o Ato Interpretativo nº 26/2004 da Secretaria da Receita Federal estaria em consonância com o princípio da legalidade estando devidamente fundado no mencionado dispositivo infraconstitucional.’ Alega o recorrente contrariedade ao princípio da legalidade. Decido. O recurso não merece prosperar, haja vista que o princípio da legalidade não foi sequer ventilado no acórdão recorrido, carecendo, pois, a questão, do necessário prequestionamento. Com efeito, o acórdão ateve-se à análise da legislação infraconstitucional, sendo certo, ademais, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no referido acórdão. Incidência na espécie das súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, o entendimento desta Corte é no sentido de que, nas hipóteses em que para se aferir eventual afronta ao princípio da legalidade se faça necessário, antes, a análise de normas legais e infralegais aplicáveis à espécie, como no caso em apreço, a afronta ao referido princípio, se ocorresse, seria de forma meramente reflexa. ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, II, LIV E LV, DA CF. OFENSA INDIRETA. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido – inexistência de dano moral a ser reparado -, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 764.973/RS-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 15/6/11). ‘ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, CAPUT, I, XXXV, XXXVI, LIV E LV, CF/1988. COISA JULGADA. LITISPENDÊNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PROFERIDA EM MANDADO DE SEGURANÇA. OFENSA INDIRETA. 1. Necessidade do revolvimento de legislação infraconstitucional para se concluir pela afronta à Constituição Federal. 2. Alegação de ofensa aos princípios da legalidade, da prestação jurisdicional, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, dos limites da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 692.591/SC, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Dje 13/6/11). Diante do exposto, nego provimento ao agravo.” Insiste o agravante em violação ao princípio da legalidade, sustentando a ocorrência do devido prequestionamento e de ofensa direta e frontal à Constituição Federal, sob o argumento de que “se um Ato Declaratório que extrapola o âmbito de sua competência constitucionalmente 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido – inexistência de dano moral a ser reparado -, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 764.973/RS-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 15/6/11). ‘ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, CAPUT, I, XXXV, XXXVI, LIV E LV, CF/1988. COISA JULGADA. LITISPENDÊNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PROFERIDA EM MANDADO DE SEGURANÇA. OFENSA INDIRETA. 1. Necessidade do revolvimento de legislação infraconstitucional para se concluir pela afronta à Constituição Federal. 2. Alegação de ofensa aos princípios da legalidade, da prestação jurisdicional, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, dos limites da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 692.591/SC, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Dje 13/6/11). Diante do exposto, nego provimento ao agravo.” Insiste o agravante em violação ao princípio da legalidade, sustentando a ocorrência do devido prequestionamento e de ofensa direta e frontal à Constituição Federal, sob o argumento de que “se um Ato Declaratório que extrapola o âmbito de sua competência constitucionalmente 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ definida e institui verdadeira obrigação tributária, coisa que a Constituição somente outorgou a outra modalidade legislativa que não um simples ato assinado pela própria Receita Federal, há sim uma ofensa direta a Carta Federal de 88”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ definida e institui verdadeira obrigação tributária, coisa que a Constituição somente outorgou a outra modalidade legislativa que não um simples ato assinado pela própria Receita Federal, há sim uma ofensa direta a Carta Federal de 88”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente afasto a incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte, pois o princípio da legalidade tido como violado foi objeto de decisão e de debate prévios. Todavia, mesmo ultrapassando tal óbice, mantenho a decisão agravada, que concluiu pela natureza infraconstitucional da controvérsia. Com efeito, o acórdão recorrido é claro ao dispor que: “O Ato Declaratório Interpretativo nº 26, de 16 ,de dezembro de 2004, expedido pela Secretaria da Receita Federal, no parágrafo único do artigo 1º, prescreve, nessa linha de raciocínio, que são vedadas aos hospitais, prontos socorros, clínicas médicas, odontológicas, de fisioterapia, e de fonoaudiologia, e aos laboratórios de anatomia patológica, citológica ou de análises clinicas a segregação, na receita bruta, do valor correspondente aos produtos relacionados no art. 1º da Lei nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, utilizados como insumos na prestação de seus serviços; bem como a aplicação de alíquotas zero das referidas contribuições, sobre parcelas da receita bruta relativa àqueles produtos.” Evidencia-se que o acórdão recorrido, ao concluir que a incidência da alíquota zero prevista no art. 2º da Lei nº 10.147/00 não abrange as parcelas das receitas dos hospitais decorrentes da prestação de serviços que sejam referentes aos medicamentos nela utilizados, mesmo que estejam destacados na fatura, o fez a partir da interpretação do Ato Declaratório nº 26 da Receita Federal, norma infralegal, em cotejo com a referida lei. Dessa forma, eventual afronta ao princípio da legalidade, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Com efeito, se, para provar contrariedade à Constituição, se deve, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723844. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente afasto a incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte, pois o princípio da legalidade tido como violado foi objeto de decisão e de debate prévios. Todavia, mesmo ultrapassando tal óbice, mantenho a decisão agravada, que concluiu pela natureza infraconstitucional da controvérsia. Com efeito, o acórdão recorrido é claro ao dispor que: “O Ato Declaratório Interpretativo nº 26, de 16 ,de dezembro de 2004, expedido pela Secretaria da Receita Federal, no parágrafo único do artigo 1º, prescreve, nessa linha de raciocínio, que são vedadas aos hospitais, prontos socorros, clínicas médicas, odontológicas, de fisioterapia, e de fonoaudiologia, e aos laboratórios de anatomia patológica, citológica ou de análises clinicas a segregação, na receita bruta, do valor correspondente aos produtos relacionados no art. 1º da Lei nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, utilizados como insumos na prestação de seus serviços; bem como a aplicação de alíquotas zero das referidas contribuições, sobre parcelas da receita bruta relativa àqueles produtos.” Evidencia-se que o acórdão recorrido, ao concluir que a incidência da alíquota zero prevista no art. 2º da Lei nº 10.147/00 não abrange as parcelas das receitas dos hospitais decorrentes da prestação de serviços que sejam referentes aos medicamentos nela utilizados, mesmo que estejam destacados na fatura, o fez a partir da interpretação do Ato Declaratório nº 26 da Receita Federal, norma infralegal, em cotejo com a referida lei. Dessa forma, eventual afronta ao princípio da legalidade, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Com efeito, se, para provar contrariedade à Constituição, se deve, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723844. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 804.594 AGR / RJ antes, demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, RE nº 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ nº 94/462-464). No mesmo sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/STF - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. Precedentes” (RE nº 654.444/PR-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 29/11/11). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípio da legalidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. A afronta ao princípio da legalidade, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Súmula nº 636 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 610.648/SP–AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 10/11/11). Diante do exposto nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723844. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ antes, demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, RE nº 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ nº 94/462-464). No mesmo sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/STF - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. Precedentes” (RE nº 654.444/PR-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 29/11/11). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípio da legalidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. A afronta ao princípio da legalidade, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Súmula nº 636 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido” (AI nº 610.648/SP–AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 10/11/11). Diante do exposto nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723844. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) : RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) : EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 13.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1725058 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) : RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) : EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 13.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1725058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1777894
2011-12-13T00:00:00
2012-02-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 13.12.2011.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental em agravo de instrumento. Contencioso infraconstitucional. Análise de norma infralegal (Ato Declaratório da SRFB) em face de lei federal (Lei nº 10.147/00). Princípio da legalidade. Afronta meramente reflexa ou indireta. Precedentes desta Corte. 1. O acórdão recorrido, ao concluir que a incidência da alíquota zero prevista no art. 2º da Lei nº 10.147/00 não abrange as parcelas das receitas dos hospitais decorrentes da prestação de serviços que sejam referentes aos medicamentos nela utilizados, mesmo que estejam destacados na fatura, o fez a partir da interpretação do Ato Declaratório nº 26, da Receita Federal, norma infralegal, em cotejo com a referida lei. Dessa forma, eventual afronta ao princípio da legalidade, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. 2. Agravo regimental não provido.
sjur205142
- Acórdãos citados: RE 92264, RE 654444 AgR, AI 610648 AgR. Número de páginas: 11. Análise: 28/03/2012, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
804594
[ "LEG-FED LEI-010147 ANO-2000\r\n ART-00002 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED ADN-000026 \r\n ATO DECLARATÓRIO NORMATIVO DA RECEITA FEDERAL" ]
AI-AgR
acordaos
AI 804594 AgR
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AGTE.(S) : HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) : RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) : EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) :RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) :EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental em agravo de instrumento. Contencioso infraconstitucional. Análise de norma infralegal (Ato Declaratório da SRFB) em face de lei federal (Lei n 10.147/00). Princípio da legalidade. Afronta meramente reflexa ou indireta. Precedentes desta Corte. 1. O acórdão recorrido, ao concluir que a incidência da alíquota zero prevista no art. 2... da Lei n 10.147/00 não abrange as parcelas das receitas dos hospitais decorrentes da prestação de serviços que sejam referentes aos medicamentos nela utilizados, mesmo que estejam destacados na fatura, o fez a partir da interpretação do Ato Declaratório n 26, da Receita Federal, norma infralegal, em cotejo com a referida lei. Dessa forma, eventual afronta ao princípio da legalidade, caso ocorresse, dar-se- ia de forma meramente reflexa ou indireta. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 13 de dezembro de 2011. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723846. Supremo Tribunal Federal DJe 29/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 804.594 AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723846. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) :RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) :EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto a decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA SA interpõe agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região, assim ementado. ‘TRIBUTÁRIO MANDADO DE SEGURANÇA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS - ARTIGOS 10 E 2... DA LEI n. 10.147/2000 - HOSPITAIS - EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA COFINS. E DO PIS, MEDIANTE A APLICAÇÃO DA ALIQUOTA ZERO PREVISTA NO ARTIGO 2... DA LEI n 10.147/2000, DOS VALORES CORRESPONDENTES AOS MEDICAMENTOS UTILIZADOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICO-HOSPITALARES. IMPOSSIBILIDADE. 1. A controvérsia no presente feito consiste no reconhecimento do direito de hospital à exclusão, da base de cálculo do PIS e da COFINS incidentes sobre o faturamento decorrente da prestação de serviços, das receitas correspondentes ao valor dos medicamentos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) :RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) :EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto a decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA SA interpõe agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região, assim ementado. ‘TRIBUTÁRIO MANDADO DE SEGURANÇA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS - ARTIGOS 10 E 2... DA LEI n. 10.147/2000 - HOSPITAIS - EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DA COFINS. E DO PIS, MEDIANTE A APLICAÇÃO DA ALIQUOTA ZERO PREVISTA NO ARTIGO 2... DA LEI n 10.147/2000, DOS VALORES CORRESPONDENTES AOS MEDICAMENTOS UTILIZADOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICO-HOSPITALARES. IMPOSSIBILIDADE. 1. A controvérsia no presente feito consiste no reconhecimento do direito de hospital à exclusão, da base de cálculo do PIS e da COFINS incidentes sobre o faturamento decorrente da prestação de serviços, das receitas correspondentes ao valor dos medicamentos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ utilizados na prestação daqueles serviços, mediante a aplicação da alíquota zero prevista no artigo 2... da Lei n 10.147/2000 para as pessoas jurídicas que não ostentam a qualidade de importadores ou fabricantes dos produtos nela referidos. 2. A Lei n 10.147/2000 prescreveu que importadores e industriais dos produtos mencionados nos seus artigos J. o e 2... recolhessem o PIS e a COFINS, com alíquota majorada de 0,65% para 2,10%, e de 3% para 10,30%, respectivamente, determinando, por outro lado, a exoneração, mediante alíquota zero, das contribuições devidas pelos comerciantes e varejistas dos referidos produtos. A legislação tributária, na hipótese em análise, migrou de um sistema de tributação plurifásico para um sistema de tributação monofásico, com alíquotas majoradas nas primeiras etapas da cadeia produtiva e alíquotas reduzidas a zero na etapa final de comercialização. 3. Os hospitais e as clínicas médicas não têm como atividade básica a venda de medicamentos no atacado ou no varejo: sua finalidade social, a razão da sua existência é a prestação de serviços de natureza médica-hospitalar a terceiros, caso do impetrante (artigo 3... do Estatuto Social - fls. desempenho do seu objetivo social, os hospitais, com é a situação do apelado, fornecem, aos seus clientes, em conjunto com os serviços que lhes prestam, medicamentos, remédios, indispensáveis para o êxito do serviço realizado. O fornecimento do remédio não é um fim em si mesmo; tanto é que só é disponibilizado para aquele paciente que está recebendo a prestação do serviço médico. O fornecimento oneroso dos medicamentos ocorre no bojo da prestação do serviço médico hospitalar, da qual é indissociável. 4. Destarte, os medicamentos utilizados pelo impetrante são insumos imprescindíveis para o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ utilizados na prestação daqueles serviços, mediante a aplicação da alíquota zero prevista no artigo 2... da Lei n 10.147/2000 para as pessoas jurídicas que não ostentam a qualidade de importadores ou fabricantes dos produtos nela referidos. 2. A Lei n 10.147/2000 prescreveu que importadores e industriais dos produtos mencionados nos seus artigos J. o e 2... recolhessem o PIS e a COFINS, com alíquota majorada de 0,65% para 2,10%, e de 3% para 10,30%, respectivamente, determinando, por outro lado, a exoneração, mediante alíquota zero, das contribuições devidas pelos comerciantes e varejistas dos referidos produtos. A legislação tributária, na hipótese em análise, migrou de um sistema de tributação plurifásico para um sistema de tributação monofásico, com alíquotas majoradas nas primeiras etapas da cadeia produtiva e alíquotas reduzidas a zero na etapa final de comercialização. 3. Os hospitais e as clínicas médicas não têm como atividade básica a venda de medicamentos no atacado ou no varejo: sua finalidade social, a razão da sua existência é a prestação de serviços de natureza médica-hospitalar a terceiros, caso do impetrante (artigo 3... do Estatuto Social - fls. desempenho do seu objetivo social, os hospitais, com é a situação do apelado, fornecem, aos seus clientes, em conjunto com os serviços que lhes prestam, medicamentos, remédios, indispensáveis para o êxito do serviço realizado. O fornecimento do remédio não é um fim em si mesmo; tanto é que só é disponibilizado para aquele paciente que está recebendo a prestação do serviço médico. O fornecimento oneroso dos medicamentos ocorre no bojo da prestação do serviço médico hospitalar, da qual é indissociável. 4. Destarte, os medicamentos utilizados pelo impetrante são insumos imprescindíveis para o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ desempenho de suas atividades e, por essa razão, integram o seu custo. Assim, as receitas auferidas em razão do pagamento do serviço pelos seus pacientes englobam o valor dos remédios empregados na prestação do serviço. 5. Logo, a incidência da alíquota zero prevista no artigo 2..., da Lei n 10.147/2000, não abrange as parcelas da receita de hospitais, decorrentes da prestação de serviços, que sejam referentes aos medicamentos utilizados naquela prestação de serviços, mesmo que estejam destacadas na fatura. Precedentes dos Tribunais Regionais Federais. 6. O Ato Declaratório Interpretativo n 26, de 16 ,de dezembro de 2004, expedido pela Secretaria da Receita Federal, no parágrafo único do artigo 1..., prescreve, nessa linha de raciocínio, que são vedadas aos hospitais, prontos socorros, clínicas médicas, odontológicas, de 'fisioterapia e de fonoaudiologia, e aos laboratórios' de anatomia patológica, citológica ou de análises clinicas a segregação, na receita bruta, do, valor correspondente aos produtos relacionados no art. P da Lei n 10.147, de 21 de dezembro de 2000, utilizados como insumos na prestação de seus serviços; bem como a aplicação de alíquotas zero das referidas contribuições, sobre parcelas da receita bruta relativa àqueles produtos. 7. O ato normativo impugnado não ofende, portanto, o princípio da legalidade, porquanto seus termos situam- se dentro dos limites do artigo 2... da Lei n 10.147/2000 em razão de os hospitais realizarem, pelo seu objeto social; a prestação de serviços que consomem medicamentos ,como insumos, esclarece regra que já estava contida e é decorrência do indigitado dispositivo legal. 8. Remessa necessária e apelação providas: O acórdão contestado decidiu que o recorrente, que objetivava ter os medicamentos vendidos, considerados insumos, no exercício das suas atividades tributados com alíquota zero, não fazia jus ao benefício previsto no art. 2... 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ desempenho de suas atividades e, por essa razão, integram o seu custo. Assim, as receitas auferidas em razão do pagamento do serviço pelos seus pacientes englobam o valor dos remédios empregados na prestação do serviço. 5. Logo, a incidência da alíquota zero prevista no artigo 2..., da Lei n 10.147/2000, não abrange as parcelas da receita de hospitais, decorrentes da prestação de serviços, que sejam referentes aos medicamentos utilizados naquela prestação de serviços, mesmo que estejam destacadas na fatura. Precedentes dos Tribunais Regionais Federais. 6. O Ato Declaratório Interpretativo n 26, de 16 ,de dezembro de 2004, expedido pela Secretaria da Receita Federal, no parágrafo único do artigo 1..., prescreve, nessa linha de raciocínio, que são vedadas aos hospitais, prontos socorros, clínicas médicas, odontológicas, de 'fisioterapia e de fonoaudiologia, e aos laboratórios' de anatomia patológica, citológica ou de análises clinicas a segregação, na receita bruta, do, valor correspondente aos produtos relacionados no art. P da Lei n 10.147, de 21 de dezembro de 2000, utilizados como insumos na prestação de seus serviços; bem como a aplicação de alíquotas zero das referidas contribuições, sobre parcelas da receita bruta relativa àqueles produtos. 7. O ato normativo impugnado não ofende, portanto, o princípio da legalidade, porquanto seus termos situam- se dentro dos limites do artigo 2... da Lei n 10.147/2000 em razão de os hospitais realizarem, pelo seu objeto social; a prestação de serviços que consomem medicamentos ,como insumos, esclarece regra que já estava contida e é decorrência do indigitado dispositivo legal. 8. Remessa necessária e apelação providas: O acórdão contestado decidiu que o recorrente, que objetivava ter os medicamentos vendidos, considerados insumos, no exercício das suas atividades tributados com alíquota zero, não fazia jus ao benefício previsto no art. 2... 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ da Lei 10.147/2000 destinado tão somente à venda de medicamentos, e que, ademais, o Ato Interpretativo n 26/2004 da Secretaria da Receita Federal estaria em consonância com o princípio da legalidade estando devidamente fundado no mencionado dispositivo infraconstitucional.’ Alega o recorrente contrariedade ao princípio da legalidade. Decido. O recurso não merece prosperar, haja vista que o princípio da legalidade não foi sequer ventilado no acórdão recorrido, carecendo, pois, a questão, do necessário prequestionamento. Com efeito, o acórdão ateve-se à análise da legislação infraconstitucional, sendo certo, ademais, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no referido acórdão. Incidência na espécie das súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, o entendimento desta Corte é no sentido de que, nas hipóteses em que para se aferir eventual afronta ao princípio da legalidade se faça necessário, antes, a análise de normas legais e infralegais aplicáveis à espécie, como no caso em apreço, a afronta ao referido princípio, se ocorresse, seria de forma meramente reflexa. ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., II, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA INDIRETA. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ da Lei 10.147/2000 destinado tão somente à venda de medicamentos, e que, ademais, o Ato Interpretativo n 26/2004 da Secretaria da Receita Federal estaria em consonância com o princípio da legalidade estando devidamente fundado no mencionado dispositivo infraconstitucional.’ Alega o recorrente contrariedade ao princípio da legalidade. Decido. O recurso não merece prosperar, haja vista que o princípio da legalidade não foi sequer ventilado no acórdão recorrido, carecendo, pois, a questão, do necessário prequestionamento. Com efeito, o acórdão ateve-se à análise da legislação infraconstitucional, sendo certo, ademais, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no referido acórdão. Incidência na espécie das súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, o entendimento desta Corte é no sentido de que, nas hipóteses em que para se aferir eventual afronta ao princípio da legalidade se faça necessário, antes, a análise de normas legais e infralegais aplicáveis à espécie, como no caso em apreço, a afronta ao referido princípio, se ocorresse, seria de forma meramente reflexa. ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., II, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA INDIRETA. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido – inexistência de dano moral a ser reparado -, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 764.973/RS-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 15/6/11). ‘ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., CAPUT, I, XXXV, XXXVI, LIV E LV, Constituição Federal de 1988/1988. COISA JULGADA. LITISPENDÊNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PROFERIDA EM MANDADO DE SEGURANÇA. OFENSA INDIRETA. 1. Necessidade do revolvimento de legislação infraconstitucional para se concluir pela afronta à Constituição Federal. 2. Alegação de ofensa aos princípios da legalidade, da prestação jurisdicional, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, dos limites da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 692.591/SC, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Dje 13/6/11). Diante do exposto, nego provimento ao agravo.” Insiste o agravante em violação ao princípio da legalidade, sustentando a ocorrência do devido prequestionamento e de ofensa direta e frontal à Constituição Federal, sob o argumento de que “se um Ato Declaratório que extrapola o âmbito de sua competência constitucionalmente 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido – inexistência de dano moral a ser reparado -, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 764.973/RS-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 15/6/11). ‘ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., CAPUT, I, XXXV, XXXVI, LIV E LV, Constituição Federal de 1988/1988. COISA JULGADA. LITISPENDÊNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PROFERIDA EM MANDADO DE SEGURANÇA. OFENSA INDIRETA. 1. Necessidade do revolvimento de legislação infraconstitucional para se concluir pela afronta à Constituição Federal. 2. Alegação de ofensa aos princípios da legalidade, da prestação jurisdicional, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, dos limites da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 692.591/SC, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Dje 13/6/11). Diante do exposto, nego provimento ao agravo.” Insiste o agravante em violação ao princípio da legalidade, sustentando a ocorrência do devido prequestionamento e de ofensa direta e frontal à Constituição Federal, sob o argumento de que “se um Ato Declaratório que extrapola o âmbito de sua competência constitucionalmente 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Relatório AI 804.594 AGR / RJ definida e institui verdadeira obrigação tributária, coisa que a Constituição somente outorgou a outra modalidade legislativa que não um simples ato assinado pela própria Receita Federal, há sim uma ofensa direta a Carta Federal de 88”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ definida e institui verdadeira obrigação tributária, coisa que a Constituição somente outorgou a outra modalidade legislativa que não um simples ato assinado pela própria Receita Federal, há sim uma ofensa direta a Carta Federal de 88”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente afasto a incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte, pois o princípio da legalidade tido como violado foi objeto de decisão e de debate prévios. Todavia, mesmo ultrapassando tal óbice, mantenho a decisão agravada, que concluiu pela natureza infraconstitucional da controvérsia. Com efeito, o acórdão recorrido é claro ao dispor que: “O Ato Declaratório Interpretativo n 26, de 16 ,de dezembro de 2004, expedido pela Secretaria da Receita Federal, no parágrafo único do artigo 1..., prescreve, nessa linha de raciocínio, que são vedadas aos hospitais, prontos socorros, clínicas médicas, odontológicas, de fisioterapia, e de fonoaudiologia, e aos laboratórios de anatomia patológica, citológica ou de análises clinicas a segregação, na receita bruta, do valor correspondente aos produtos relacionados no art. 1... da Lei n 10.147, de 21 de dezembro de 2000, utilizados como insumos na prestação de seus serviços; bem como a aplicação de alíquotas zero das referidas contribuições, sobre parcelas da receita bruta relativa àqueles produtos.” Evidencia-se que o acórdão recorrido, ao concluir que a incidência da alíquota zero prevista no art. 2... da Lei n 10.147/00 não abrange as parcelas das receitas dos hospitais decorrentes da prestação de serviços que sejam referentes aos medicamentos nela utilizados, mesmo que estejam destacados na fatura, o fez a partir da interpretação do Ato Declaratório n 26 da Receita Federal, norma infralegal, em cotejo com a referida lei. Dessa forma, eventual afronta ao princípio da legalidade, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Com efeito, se, para provar contrariedade à Constituição, se deve, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723844. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente afasto a incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte, pois o princípio da legalidade tido como violado foi objeto de decisão e de debate prévios. Todavia, mesmo ultrapassando tal óbice, mantenho a decisão agravada, que concluiu pela natureza infraconstitucional da controvérsia. Com efeito, o acórdão recorrido é claro ao dispor que: “O Ato Declaratório Interpretativo n 26, de 16 ,de dezembro de 2004, expedido pela Secretaria da Receita Federal, no parágrafo único do artigo 1..., prescreve, nessa linha de raciocínio, que são vedadas aos hospitais, prontos socorros, clínicas médicas, odontológicas, de fisioterapia, e de fonoaudiologia, e aos laboratórios de anatomia patológica, citológica ou de análises clinicas a segregação, na receita bruta, do valor correspondente aos produtos relacionados no art. 1... da Lei n 10.147, de 21 de dezembro de 2000, utilizados como insumos na prestação de seus serviços; bem como a aplicação de alíquotas zero das referidas contribuições, sobre parcelas da receita bruta relativa àqueles produtos.” Evidencia-se que o acórdão recorrido, ao concluir que a incidência da alíquota zero prevista no art. 2... da Lei n 10.147/00 não abrange as parcelas das receitas dos hospitais decorrentes da prestação de serviços que sejam referentes aos medicamentos nela utilizados, mesmo que estejam destacados na fatura, o fez a partir da interpretação do Ato Declaratório n 26 da Receita Federal, norma infralegal, em cotejo com a referida lei. Dessa forma, eventual afronta ao princípio da legalidade, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Com efeito, se, para provar contrariedade à Constituição, se deve, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723844. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 804.594 AGR / RJ antes, demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, Recurso Extraordinário n 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ n 94/462-464). No mesmo sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 654.444/PR-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 29/11/11). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípio da legalidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. A afronta ao princípio da legalidade, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Súmula n 636 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 610.648/SP–AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 10/11/11). Diante do exposto nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723844. Supremo Tribunal Federal AI 804.594 AGR / RJ antes, demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, Recurso Extraordinário n 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ n 94/462-464). No mesmo sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 654.444/PR-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 29/11/11). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípio da legalidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. A afronta ao princípio da legalidade, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Súmula n 636 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido” (AI n 610.648/SP–AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 10/11/11). Diante do exposto nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723844. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) : RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) : EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 13.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1725058 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 804.594 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : HOSPITAL VITA VOLTA REDONDA S.A ADV.(A/S) : RODRIGO ALEXANDRE LAZARO PINTO ADV.(A/S) : EDUARDO SIMÕES FLEURY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 13.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1725058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 804 . 594", "AI 804 . 594 AGR", "AI 804 . 594 AGR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 804 . 594", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 804 . 594", "AI 804 . 594 AGR", "AI 804 . 594 AGR", "AI 804 . 594 AGR /", "RJ", "AI 804 . 594 AGR / RJ", "AI 804 . 594 AGR / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 804 . 594 AGR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 804 . 594 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 764", ".", "973", "/", "RS", "AI n 692 . 591 / SC", "AI 804 . 594", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 764 . 973 / RS - ED", "AI n 692 . 591 / SC", "AI 804 . 594 AGR", "AI 804 . 594 AGR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 804", "AI 804 . 594 AGR", "Recurso Extraordinário n 92 . 264 - SP", "RTJ n 94 / 462 - 464", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 654 . 444 / PR - AgR", "Súmula", "AI n 610 . 648 / SP", "AI 804 . 594 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 92 . 264 - SP", "RTJ n 94 / 462 - 464", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 654 . 444 / PR -", "Súmula n 636 desta Corte", "AI n 610 . 648 / SP – AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 804 . 594" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 10 . 147 / 00", "art . 2 . . . da Lei n 10 . 147 / 00", "Ato Declaratório n 26", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 10 E 2 . . . DA LEI n . 10 . 147 / 2000", "ARTIGO 2 . . . DA LEI n 10 . 147 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 10 E 2 . . . DA", "LEI n . 10 . 147 / 2000", "ARTIGO 2 . . . DA", "LEI n 10 . 147", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . da Lei n 10 . 147 / 2000", "Lei n 10 . 147 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . da Lei n 10 . 147 / 2000", "Lei n 10 . 147 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , da Lei n 10 . 147 / 2000", "art . P da Lei n 10 . 147", "artigo 2 . . . da Lei n 10 . 147 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , da Lei n 10 . 147 / 2000", "art . 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Ementa e Acórdão 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PACIENTE QUE COMETEU DUAS DESERÇÕES (ART. 187 DO CPM). PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA QUANTO À PRIMEIRA. OCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA DA REGRA PRESCRICIONAL DO ART. 125 DO CPM. ORDEM CONCEDIDA. LIMINAR CONFIRMADA. 1. A jurisprudência consolidada nesta Corte firmou-se no sentido de que (a) a prática de novo crime de deserção não interfere na contagem do prazo prescricional do delito de deserção antecedente; e (b) a regra do art. 132 do Código Penal Militar aplica-se somente aos desertores foragidos. Precedentes. 2. O paciente, desertor, apresentou-se voluntariamente em 24/08/2008, momento em que a prescrição da pretensão punitiva passou a ser regulada pela regra geral prevista no art. 125 do CPM. O crime de deserção (art. 187 do CPM) tem pena máxima de 2 anos de detenção. Desse modo, a teor do disposto no art. 125, VI, do Código Penal Militar, o prazo prescricional para o crime é de 4 (quatro) anos, o qual deve ser reduzido à metade, por exigência do art. 129 do CPM, já que o paciente era menor de 21 anos à data do fato, conforme atesta a inicial acusatória. Assim, considerando que a última causa interruptiva foi o recebimento da denúncia em 10/09/2008 (art. 125, § 5º, I, do CPM), transcorreram mais de 2 anos desde aquela data, necessários para a consumação da prescrição. 3. Habeas corpus concedido para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal. Liminar confirmada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613053. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão HC 111477 / RJ Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613053. Supremo Tribunal Federal HC 111477 / RJ Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Felipe Garcia Correia da Silva contra acórdão do Superior Tribunal Militar proferido nos autos da Correição Parcial 0000039-69.2008.7.01.0301. Eis o teor da ementa: “CORREIÇÃO PARCIAL. DESERÇÃO. ARQUIVAMENTO DE PROCESSO SOBRESTADO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. ERROR IN PROCEDENDO. NULIDADE. ARGUIÇÃO PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA. ALEGADA AUSÊNCIA DO CONTRADITÓRIO. REPRESENTAÇÃO FORMULADA POR JUIZ AUDITOR CORREGEDOR. (...) Em questão de ordem formulada por Ministro desta Casa, foi reconhecido o error in procedendo da Decisão do Juízo a quo que extinguiu a punibilidade, consubstanciada na prescrição da pretensão punitiva, de desertor que se encontra foragido em razão da prática de idêntica conduta. Deferida a Correição Parcial para desconstituir a Decisão hostilizada e determinar o retorno dos autos ao Juízo de origem, onde deverão permanecer sobrestados, aguardando a apresentação voluntária ou a captura do desertor. Decisão por unanimidade.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613054. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Felipe Garcia Correia da Silva contra acórdão do Superior Tribunal Militar proferido nos autos da Correição Parcial 0000039-69.2008.7.01.0301. Eis o teor da ementa: “CORREIÇÃO PARCIAL. DESERÇÃO. ARQUIVAMENTO DE PROCESSO SOBRESTADO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. ERROR IN PROCEDENDO. NULIDADE. ARGUIÇÃO PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA. ALEGADA AUSÊNCIA DO CONTRADITÓRIO. REPRESENTAÇÃO FORMULADA POR JUIZ AUDITOR CORREGEDOR. (...) Em questão de ordem formulada por Ministro desta Casa, foi reconhecido o error in procedendo da Decisão do Juízo a quo que extinguiu a punibilidade, consubstanciada na prescrição da pretensão punitiva, de desertor que se encontra foragido em razão da prática de idêntica conduta. Deferida a Correição Parcial para desconstituir a Decisão hostilizada e determinar o retorno dos autos ao Juízo de origem, onde deverão permanecer sobrestados, aguardando a apresentação voluntária ou a captura do desertor. Decisão por unanimidade.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 111477 / RJ Sustenta a impetrante, em síntese, que: (a) o paciente foi denunciado pela prática do crime de deserção (art. 187 do CPM), supostamente ocorrido em 06/06/2008; (b) em 24/08/2008, o paciente apresentou-se e foi reincluído às fileiras do Exército; (c) a denúncia foi recebida 10/09/2008; (d) houve nova deserção em 21/09/2009; (e) 16/05/2011, o Conselho Permanente de Justiça da 3ª Auditoria da 1ª CJM declarou extinta a punibilidade do paciente quanto à primeira deserção, em face da ocorrência da prescrição da pretensão punitiva; (f) o STM reformou essa decisão e determinou o retorno dos autos ao juízo de primeiro grau, para aguardar a captura ou apresentação voluntária do paciente; (g) considerando que o paciente apresentou-se quando da primeira deserção, impõe-se o reconhecimento da extinção da punibilidade com base na regra geral descrita no art. 125 c/c o art. 129, ambos do CPM. Requer a concessão a ordem, para restabelecer a sentença de primeiro grau de jurisdição, que havia declarado extinta a punibilidade do ora paciente, com base na prescrição da pretensão punitiva estatal. A liminar foi deferida para suspender o trâmite da ação penal, bem como os efeitos dela decorrentes. Em parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pela concessão da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613054. Supremo Tribunal Federal HC 111477 / RJ Sustenta a impetrante, em síntese, que: (a) o paciente foi denunciado pela prática do crime de deserção (art. 187 do CPM), supostamente ocorrido em 06/06/2008; (b) em 24/08/2008, o paciente apresentou-se e foi reincluído às fileiras do Exército; (c) a denúncia foi recebida 10/09/2008; (d) houve nova deserção em 21/09/2009; (e) 16/05/2011, o Conselho Permanente de Justiça da 3ª Auditoria da 1ª CJM declarou extinta a punibilidade do paciente quanto à primeira deserção, em face da ocorrência da prescrição da pretensão punitiva; (f) o STM reformou essa decisão e determinou o retorno dos autos ao juízo de primeiro grau, para aguardar a captura ou apresentação voluntária do paciente; (g) considerando que o paciente apresentou-se quando da primeira deserção, impõe-se o reconhecimento da extinção da punibilidade com base na regra geral descrita no art. 125 c/c o art. 129, ambos do CPM. Requer a concessão a ordem, para restabelecer a sentença de primeiro grau de jurisdição, que havia declarado extinta a punibilidade do ora paciente, com base na prescrição da pretensão punitiva estatal. A liminar foi deferida para suspender o trâmite da ação penal, bem como os efeitos dela decorrentes. Em parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pela concessão da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O caso é de confirmação da liminar. O acórdão do Superior Tribunal de Militar, ora atacado, considerou que, ao praticar um segundo crime de deserção, o paciente estaria sujeito, quanto à primeira deserção, à regra prescricional prevista no art. 132 do CPM, cujo teor é o seguinte: “No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de quarenta e cinco anos, e, se oficial, a de sessenta”. Esse entendimento, contudo, está em dissonância com a jurisprudência consolidada nesta Corte, que se firmou no sentido de que (a) a prática de novo crime de deserção não interfere na contagem do prazo prescricional do delito de deserção antecedente, e (b) a regra do art. 132 do Código Penal Militar aplica-se somente aos desertores foragidos Ilustrativo, a esse respeito, os seguintes julgados de ambas as Turmas: HC 116.364/DF, Min. Dias Toffoli, 1ª T., DJe de 08/08/2013; HC 102.008/RJ, Min. Ayres Britto, 2ª T., DJe de 15/02/2012; HC 100.802/RJ, Min. Joaquim Barbosa, 2ª T., DJe de 08/06/2011; HC 106.545/RJ, Min. Cármen Lúcia, 1ª T., DJe de 13/04/2011; HC 112.007/RJ, Min. Gilmar Mendes, 2ª T., DJe de 16/10/2012, este último assim ementado: “Habeas corpus. 2. Militar. Deserção. Reincorporação. Cometimento de novas deserções. 3. Prescrição quanto ao primeiro delito. Incidência do art. 125, VI, do CPM. A regra do art. 132 do CPM somente se aplica àquele que não foi capturado ou que não se apresentou. 4. Extinção da punibilidade. Ocorrência. 5. Ordem concedida”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613055. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O caso é de confirmação da liminar. O acórdão do Superior Tribunal de Militar, ora atacado, considerou que, ao praticar um segundo crime de deserção, o paciente estaria sujeito, quanto à primeira deserção, à regra prescricional prevista no art. 132 do CPM, cujo teor é o seguinte: “No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de quarenta e cinco anos, e, se oficial, a de sessenta”. Esse entendimento, contudo, está em dissonância com a jurisprudência consolidada nesta Corte, que se firmou no sentido de que (a) a prática de novo crime de deserção não interfere na contagem do prazo prescricional do delito de deserção antecedente, e (b) a regra do art. 132 do Código Penal Militar aplica-se somente aos desertores foragidos Ilustrativo, a esse respeito, os seguintes julgados de ambas as Turmas: HC 116.364/DF, Min. Dias Toffoli, 1ª T., DJe de 08/08/2013; HC 102.008/RJ, Min. Ayres Britto, 2ª T., DJe de 15/02/2012; HC 100.802/RJ, Min. Joaquim Barbosa, 2ª T., DJe de 08/06/2011; HC 106.545/RJ, Min. Cármen Lúcia, 1ª T., DJe de 13/04/2011; HC 112.007/RJ, Min. Gilmar Mendes, 2ª T., DJe de 16/10/2012, este último assim ementado: “Habeas corpus. 2. Militar. Deserção. Reincorporação. Cometimento de novas deserções. 3. Prescrição quanto ao primeiro delito. Incidência do art. 125, VI, do CPM. A regra do art. 132 do CPM somente se aplica àquele que não foi capturado ou que não se apresentou. 4. Extinção da punibilidade. Ocorrência. 5. Ordem concedida”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 111477 / RJ 2. No caso, imputa-se ao paciente a prática de dois crimes de deserção. O primeiro – que é o objeto da impetração - teve início em 06/06/2008 e cessou em 24/08/2008, ocasião em que, nos termos do § 1º do art. 457 CPPM, após inspeção de saúde, foi reincluído às Forças Armadas, deixando de ser desertor foragido. Por consequência, a prescrição da pretensão punitiva quanto à primeira deserção passou a ser regulada pela regra geral, estabelecida no art. 125 do CPM, e não mais pela regra especial prevista no referido art. 132 do mesmo Código, invocada no acórdão atacado. Pois bem, o crime de deserção (art. 187 do CPM) tem pena máxima de 2 anos de detenção. Desse modo, a teor do disposto no art. 125, VI, do Código Penal Militar, o prazo prescricional para o crime é de 4 (quatro) anos, o qual deve ser reduzido à metade, por exigência do art. 129 do CPM, já que o paciente era menor de 21 anos à data do fato, conforme atesta a inicial acusatória. Assim, considerando que a última causa interruptiva foi o recebimento da denúncia em 10/09/2008 (art. 125, § 5º, I, do CPM), transcorreram mais de 2 anos desde aquela data, necessários para a consumação da prescrição. 3. Diante do exposto, concedo a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613055. Supremo Tribunal Federal HC 111477 / RJ 2. No caso, imputa-se ao paciente a prática de dois crimes de deserção. O primeiro – que é o objeto da impetração - teve início em 06/06/2008 e cessou em 24/08/2008, ocasião em que, nos termos do § 1º do art. 457 CPPM, após inspeção de saúde, foi reincluído às Forças Armadas, deixando de ser desertor foragido. Por consequência, a prescrição da pretensão punitiva quanto à primeira deserção passou a ser regulada pela regra geral, estabelecida no art. 125 do CPM, e não mais pela regra especial prevista no referido art. 132 do mesmo Código, invocada no acórdão atacado. Pois bem, o crime de deserção (art. 187 do CPM) tem pena máxima de 2 anos de detenção. Desse modo, a teor do disposto no art. 125, VI, do Código Penal Militar, o prazo prescricional para o crime é de 4 (quatro) anos, o qual deve ser reduzido à metade, por exigência do art. 129 do CPM, já que o paciente era menor de 21 anos à data do fato, conforme atesta a inicial acusatória. Assim, considerando que a última causa interruptiva foi o recebimento da denúncia em 10/09/2008 (art. 125, § 5º, I, do CPM), transcorreram mais de 2 anos desde aquela data, necessários para a consumação da prescrição. 3. Diante do exposto, concedo a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.477 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4622675 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.477 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4622675 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4639085
2013-09-24T00:00:00
2013-10-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 24.09.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PACIENTE QUE COMETEU DUAS DESERÇÕES (ART. 187 DO CPM). PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA QUANTO À PRIMEIRA. OCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA DA REGRA PRESCRICIONAL DO ART. 125 DO CPM. ORDEM CONCEDIDA. LIMINAR CONFIRMADA. 1. A jurisprudência consolidada nesta Corte firmou-se no sentido de que (a) a prática de novo crime de deserção não interfere na contagem do prazo prescricional do delito de deserção antecedente; e (b) a regra do art. 132 do Código Penal Militar aplica-se somente aos desertores foragidos. Precedentes. 2. O paciente, desertor, apresentou-se voluntariamente em 24/08/2008, momento em que a prescrição da pretensão punitiva passou a ser regulada pela regra geral prevista no art. 125 do CPM. O crime de deserção (art. 187 do CPM) tem pena máxima de 2 anos de detenção. Desse modo, a teor do disposto no art. 125, VI, do Código Penal Militar, o prazo prescricional para o crime é de 4 (quatro) anos, o qual deve ser reduzido à metade, por exigência do art. 129 do CPM, já que o paciente era menor de 21 anos à data do fato, conforme atesta a inicial acusatória. Assim, considerando que a última causa interruptiva foi o recebimento da denúncia em 10/09/2008 (art. 125, § 5º, I, do CPM), transcorreram mais de 2 anos desde aquela data, necessários para a consumação da prescrição. 3. Habeas corpus concedido para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal. Liminar confirmada.
sjur244034
- Acórdão(s) citado(s): (MILITAR, DESERÇÃO, PRESCRIÇÃO) HC 116364 (1ªT), HC 102008 (2ªT), HC 100802 (2ªT), HC 106545 (1ªT), HC 112007 (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 16/10/2013, BRU.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
111477
[ "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00125 INC-00006 PAR-00005 INC-00001 \n ART-00129 ART-00132 ART-00187\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR\n\n", "LEG-FED DEL-001002 ANO-1969\n ART-00457 PAR-00001\n CPPM-1969 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR" ]
HC
acordaos
HC 111477
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PACTE.(S) : FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
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Ementa e Acórdão 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PACIENTE QUE COMETEU DUAS DESERÇÕES (ART. 187 DO CPM). PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA QUANTO À PRIMEIRA. OCORRÊNCIA. INCIDÊNCIA DA REGRA PRESCRICIONAL DO ART. 125 DO CPM. ORDEM CONCEDIDA. LIMINAR CONFIRMADA. 1. A jurisprudência consolidada nesta Corte firmou-se no sentido de que (a) a prática de novo crime de deserção não interfere na contagem do prazo prescricional do delito de deserção antecedente; e (b) a regra do art. 132 do Código Penal Militar aplica-se somente aos desertores foragidos. Precedentes. 2. O paciente, desertor, apresentou-se voluntariamente em 24/08/2008, momento em que a prescrição da pretensão punitiva passou a ser regulada pela regra geral prevista no art. 125 do CPM. O crime de deserção (art. 187 do CPM) tem pena máxima de 2 anos de detenção. Desse modo, a teor do disposto no art. 125, VI, do Código Penal Militar, o prazo prescricional para o crime é de 4 (quatro) anos, o qual deve ser reduzido à metade, por exigência do art. 129 do CPM, já que o paciente era menor de 21 anos à data do fato, conforme atesta a inicial acusatória. Assim, considerando que a última causa interruptiva foi o recebimento da denúncia em 10/09/2008 (art. 125, § 5..., I, do CPM), transcorreram mais de 2 anos desde aquela data, necessários para a consumação da prescrição. 3. Habeas corpus concedido para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal. Liminar confirmada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613053. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão HC 111477 / RJ Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613053. Supremo Tribunal Federal HC 111477 / RJ Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conceder a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de setembro de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Felipe Garcia Correia da Silva contra acórdão do Superior Tribunal Militar proferido nos autos da Correição Parcial 0000039-69.2008.7.01.0301. Eis o teor da ementa: “CORREIÇÃO PARCIAL. DESERÇÃO. ARQUIVAMENTO DE PROCESSO SOBRESTADO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. ERROR IN PROCEDENDO. NULIDADE. ARGUIÇÃO PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA. ALEGADA AUSÊNCIA DO CONTRADITÓRIO. REPRESENTAÇÃO FORMULADA POR JUIZ AUDITOR CORREGEDOR. (...) Em questão de ordem formulada por Ministro desta Casa, foi reconhecido o error in procedendo da Decisão do Juízo a quo que extinguiu a punibilidade, consubstanciada na prescrição da pretensão punitiva, de desertor que se encontra foragido em razão da prática de idêntica conduta. Deferida a Correição Parcial para desconstituir a Decisão hostilizada e determinar o retorno dos autos ao Juízo de origem, onde deverão permanecer sobrestados, aguardando a apresentação voluntária ou a captura do desertor. Decisão por unanimidade.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613054. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Felipe Garcia Correia da Silva contra acórdão do Superior Tribunal Militar proferido nos autos da Correição Parcial 0000039-69.2008.7.01.0301. Eis o teor da ementa: “CORREIÇÃO PARCIAL. DESERÇÃO. ARQUIVAMENTO DE PROCESSO SOBRESTADO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. ERROR IN PROCEDENDO. NULIDADE. ARGUIÇÃO PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA. ALEGADA AUSÊNCIA DO CONTRADITÓRIO. REPRESENTAÇÃO FORMULADA POR JUIZ AUDITOR CORREGEDOR. (...) Em questão de ordem formulada por Ministro desta Casa, foi reconhecido o error in procedendo da Decisão do Juízo a quo que extinguiu a punibilidade, consubstanciada na prescrição da pretensão punitiva, de desertor que se encontra foragido em razão da prática de idêntica conduta. Deferida a Correição Parcial para desconstituir a Decisão hostilizada e determinar o retorno dos autos ao Juízo de origem, onde deverão permanecer sobrestados, aguardando a apresentação voluntária ou a captura do desertor. Decisão por unanimidade.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 111477 / RJ Sustenta a impetrante, em síntese, que: (a) o paciente foi denunciado pela prática do crime de deserção (art. 187 do CPM), supostamente ocorrido em 06/06/2008; (b) em 24/08/2008, o paciente apresentou-se e foi reincluído às fileiras do Exército; (c) a denúncia foi recebida 10/09/2008; (d) houve nova deserção em 21/09/2009; (e) 16/05/2011, o Conselho Permanente de Justiça da 3... Auditoria da 1... CJM declarou extinta a punibilidade do paciente quanto à primeira deserção, em face da ocorrência da prescrição da pretensão punitiva; (f) o STM reformou essa decisão e determinou o retorno dos autos ao juízo de primeiro grau, para aguardar a captura ou apresentação voluntária do paciente; (g) considerando que o paciente apresentou-se quando da primeira deserção, impõe-se o reconhecimento da extinção da punibilidade com base na regra geral descrita no art. 125 c/c o art. 129, ambos do CPM. Requer a concessão a ordem, para restabelecer a sentença de primeiro grau de jurisdição, que havia declarado extinta a punibilidade do ora paciente, com base na prescrição da pretensão punitiva estatal. A liminar foi deferida para suspender o trâmite da ação penal, bem como os efeitos dela decorrentes. Em parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pela concessão da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613054. Supremo Tribunal Federal HC 111477 / RJ Sustenta a impetrante, em síntese, que: (a) o paciente foi denunciado pela prática do crime de deserção (art. 187 do CPM), supostamente ocorrido em 06/06/2008; (b) em 24/08/2008, o paciente apresentou-se e foi reincluído às fileiras do Exército; (c) a denúncia foi recebida 10/09/2008; (d) houve nova deserção em 21/09/2009; (e) 16/05/2011, o Conselho Permanente de Justiça da 3... Auditoria da 1... CJM declarou extinta a punibilidade do paciente quanto à primeira deserção, em face da ocorrência da prescrição da pretensão punitiva; (f) o STM reformou essa decisão e determinou o retorno dos autos ao juízo de primeiro grau, para aguardar a captura ou apresentação voluntária do paciente; (g) considerando que o paciente apresentou-se quando da primeira deserção, impõe-se o reconhecimento da extinção da punibilidade com base na regra geral descrita no art. 125 c/c o art. 129, ambos do CPM. Requer a concessão a ordem, para restabelecer a sentença de primeiro grau de jurisdição, que havia declarado extinta a punibilidade do ora paciente, com base na prescrição da pretensão punitiva estatal. A liminar foi deferida para suspender o trâmite da ação penal, bem como os efeitos dela decorrentes. Em parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pela concessão da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613054. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O caso é de confirmação da liminar. O acórdão do Superior Tribunal de Militar, ora atacado, considerou que, ao praticar um segundo crime de deserção, o paciente estaria sujeito, quanto à primeira deserção, à regra prescricional prevista no art. 132 do CPM, cujo teor é o seguinte: “No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de quarenta e cinco anos, e, se oficial, a de sessenta”. Esse entendimento, contudo, está em dissonância com a jurisprudência consolidada nesta Corte, que se firmou no sentido de que (a) a prática de novo crime de deserção não interfere na contagem do prazo prescricional do delito de deserção antecedente, e (b) a regra do art. 132 do Código Penal Militar aplica-se somente aos desertores foragidos Ilustrativo, a esse respeito, os seguintes julgados de ambas as Turmas: HC 116.364/DF, Min. Dias Toffoli, 1... T., DJe de 08/08/2013; HC 102.008/RJ, Min. Ayres Britto, 2... T., DJe de 15/02/2012; HC 100.802/RJ, Min. Joaquim Barbosa, 2... T., DJe de 08/06/2011; HC 106.545/RJ, Min. Cármen Lúcia, 1... T., DJe de 13/04/2011; HC 112.007/RJ, Min. Gilmar Mendes, 2... T., DJe de 16/10/2012, este último assim ementado: “Habeas corpus. 2. Militar. Deserção. Reincorporação. Cometimento de novas deserções. 3. Prescrição quanto ao primeiro delito. Incidência do art. 125, VI, do CPM. A regra do art. 132 do CPM somente se aplica àquele que não foi capturado ou que não se apresentou. 4. Extinção da punibilidade. Ocorrência. 5. Ordem concedida”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613055. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.477 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O caso é de confirmação da liminar. O acórdão do Superior Tribunal de Militar, ora atacado, considerou que, ao praticar um segundo crime de deserção, o paciente estaria sujeito, quanto à primeira deserção, à regra prescricional prevista no art. 132 do CPM, cujo teor é o seguinte: “No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de quarenta e cinco anos, e, se oficial, a de sessenta”. Esse entendimento, contudo, está em dissonância com a jurisprudência consolidada nesta Corte, que se firmou no sentido de que (a) a prática de novo crime de deserção não interfere na contagem do prazo prescricional do delito de deserção antecedente, e (b) a regra do art. 132 do Código Penal Militar aplica-se somente aos desertores foragidos Ilustrativo, a esse respeito, os seguintes julgados de ambas as Turmas: HC 116.364/DF, Min. Dias Toffoli, 1... T., DJe de 08/08/2013; HC 102.008/RJ, Min. Ayres Britto, 2... T., DJe de 15/02/2012; HC 100.802/RJ, Min. Joaquim Barbosa, 2... T., DJe de 08/06/2011; HC 106.545/RJ, Min. Cármen Lúcia, 1... T., DJe de 13/04/2011; HC 112.007/RJ, Min. Gilmar Mendes, 2... T., DJe de 16/10/2012, este último assim ementado: “Habeas corpus. 2. Militar. Deserção. Reincorporação. Cometimento de novas deserções. 3. Prescrição quanto ao primeiro delito. Incidência do art. 125, VI, do CPM. A regra do art. 132 do CPM somente se aplica àquele que não foi capturado ou que não se apresentou. 4. Extinção da punibilidade. Ocorrência. 5. Ordem concedida”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 111477 / RJ 2. No caso, imputa-se ao paciente a prática de dois crimes de deserção. O primeiro – que é o objeto da impetração - teve início em 06/06/2008 e cessou em 24/08/2008, ocasião em que, nos termos do § 1... do art. 457 CPPM, após inspeção de saúde, foi reincluído às Forças Armadas, deixando de ser desertor foragido. Por consequência, a prescrição da pretensão punitiva quanto à primeira deserção passou a ser regulada pela regra geral, estabelecida no art. 125 do CPM, e não mais pela regra especial prevista no referido art. 132 do mesmo Código, invocada no acórdão atacado. Pois bem, o crime de deserção (art. 187 do CPM) tem pena máxima de 2 anos de detenção. Desse modo, a teor do disposto no art. 125, VI, do Código Penal Militar, o prazo prescricional para o crime é de 4 (quatro) anos, o qual deve ser reduzido à metade, por exigência do art. 129 do CPM, já que o paciente era menor de 21 anos à data do fato, conforme atesta a inicial acusatória. Assim, considerando que a última causa interruptiva foi o recebimento da denúncia em 10/09/2008 (art. 125, § 5..., I, do CPM), transcorreram mais de 2 anos desde aquela data, necessários para a consumação da prescrição. 3. Diante do exposto, concedo a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613055. Supremo Tribunal Federal HC 111477 / RJ 2. No caso, imputa-se ao paciente a prática de dois crimes de deserção. O primeiro – que é o objeto da impetração - teve início em 06/06/2008 e cessou em 24/08/2008, ocasião em que, nos termos do § 1... do art. 457 CPPM, após inspeção de saúde, foi reincluído às Forças Armadas, deixando de ser desertor foragido. Por consequência, a prescrição da pretensão punitiva quanto à primeira deserção passou a ser regulada pela regra geral, estabelecida no art. 125 do CPM, e não mais pela regra especial prevista no referido art. 132 do mesmo Código, invocada no acórdão atacado. Pois bem, o crime de deserção (art. 187 do CPM) tem pena máxima de 2 anos de detenção. Desse modo, a teor do disposto no art. 125, VI, do Código Penal Militar, o prazo prescricional para o crime é de 4 (quatro) anos, o qual deve ser reduzido à metade, por exigência do art. 129 do CPM, já que o paciente era menor de 21 anos à data do fato, conforme atesta a inicial acusatória. Assim, considerando que a última causa interruptiva foi o recebimento da denúncia em 10/09/2008 (art. 125, § 5..., I, do CPM), transcorreram mais de 2 anos desde aquela data, necessários para a consumação da prescrição. 3. Diante do exposto, concedo a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4613055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.477 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 24.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4622675 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.477 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem de habeas corpus, para declarar a extinção da pretensão punitiva estatal em relação à ação penal 0000039-69.2008.7.01.0301, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 24.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4622675 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 111 . 477", "HC 111477 / RJ", "ação penal 0000039 - 69 . 2008 . 7 . 01 . 0301", "HC 111477 / RJ", "ação penal 0000039 - 69 . 2008 . 7 . 01 . 0301", "HABEAS CORPUS 111 . 477", "Correição", "HABEAS CORPUS 111 . 477", "Correição Parcial 0000039 - 69 . 2008 . 7 . 01 . 0301", "HC 111477 / RJ", "HC 111477 / RJ", "HABEAS CORPUS 111 . 477", "HC 116 . 364 /", "HC 102 . 008 / RJ", "HC 100 . 802 / RJ", "HC 106 . 545 / RJ", "HC 112 . 007 / RJ", "HABEAS CORPUS 111 . 477", "HC 116 . 364 / DF", "HC 102 . 008 / RJ", "HC 100 . 802 / RJ", "HC 106 . 545 / RJ", "HC 112 . 007 / RJ", "HC 111477 / RJ", "ação penal 0000039 - 69 . 2008 . 7 . 01 . 0301", "HC 111477 / RJ", "ação penal 0000039 - 69 . 2008 . 7 . 01 . 0301", "HABEAS CORPUS 111 . 477", "ação penal 0000039 - 69 . 2008 . 7 . 01 . 0301", "HABEAS CORPUS 111 . 477", "ação penal 0000039 - 69 . 2008 . 7 . 01 . 0301" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 187 DO CPM", "ART . 125 DO CPM", "art . 132 do Código Penal Militar", "art . 125 do CPM", "art", "art . 125 , VI , do Código Penal Militar", "art . 129 do CPM", "art . 125 , § 5 . . . , I , do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 187 do CPM", "art . 125 c / c o", "art . 129 , ambos do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 187 do CPM", "art . 125 c / c o art . 129 , ambos do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 132 do CPM", "art . 132 do Código Penal Militar", "art . 125 , VI , do CPM", "art . 132 do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 132 do CPM", "art . 132 do Código Penal Militar", "art . 125 , VI , do CPM", "art . 132 do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "art . 125 do CPM", "art . 187 do CPM", "art . 125 , VI , do Código Penal Militar", "art . 129 do CPM", "art . 125 , § 5 . . . , I , do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 125 do CPM", "art . 187 do CPM", "art . 125 , VI , do Código Penal Militar", "art . 129 do CPM", "art . 125 , § 5 . . . , I , do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "DF", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Exército", "Conselho Permanente de Justiça da 3", "CJM", "STM", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Exército", "Conselho Permanente de Justiça", "CJM", "STM", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Militar", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Militar", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA", "TEORI ZAVASCKI", "Felipe Garcia Correia da Silva", "TEORI ZAVASCKI", "FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA", "TEORI ZAVASCKI", "Felipe Garcia Correia da Silva", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "FELIPE GARCIA CORREIA DA SILVA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2008", "10", "/", "09", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2008", "10", "/", "09", "/", "2008", "21", "/", "09", "/", "2009", "16", "/", "05", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2008", "10", "/", "09", "/", "2008", "21", "/", "09", "/", "2009", "16", "/", "05", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "08", "/", "08", "/", "2013", "15", "/", "02", "/", "2012", "08", "/", "06", "/", "2011", "13", "/", "04", "/", "2011", "16", "/", "10", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "08", "/", "08", "/", "2013", "15", "/", "02", "/", "2012", "08", "/", "06", "/", "2011", "13", "/", "04", "/", "2011", "16", "/", "10", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2008", "10", "/", "09", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "06", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2008", "10", "/", "09", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITARES. ANISTIA. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 8º, § 3º, DO ADCT. ACÓRDÃO QUE CONSIGNOU A AUSÊNCIA DE SUPORTE PROBATÓRIO MÍNIMO PARA O DEFERIMENTO DA PRETENSÃO. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651961. Supremo Tribunal Federal DJe 01/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 162/163): “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o qual entendeu, às fls. 130: ‘A meu sentir, o conjunto probatório, carreado aos autos, inautoriza o acolhimento da pretensão autoral. Com efeito, a uma, em sede de responsabilidade civil, o dano, reclamado, deve ser certo, real, e não hipotético, futuro, eventual, possível (STF, RE 220999, DJ 24/11/00), restando inconfigurada a situação fática, delineada, na prova oral, posto carente de base empírica; a duas, porque o enquadramento normativo do § 3º, do art. 8º, do ADCT, outrossim, não se aperfeiçoou; a três, que para essa situação – pleito indenizatório – não há como se operar com a presunção comum, devendo ser plenamente comprovada, o que conduz ao desacolhimento da vestibular.’ Sustenta-se, em síntese, a violação do art. 8º do ADCT da Carta Magna, pois os fatos danosos decorrentes do golpe militar e da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651962. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 162/163): “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o qual entendeu, às fls. 130: ‘A meu sentir, o conjunto probatório, carreado aos autos, inautoriza o acolhimento da pretensão autoral. Com efeito, a uma, em sede de responsabilidade civil, o dano, reclamado, deve ser certo, real, e não hipotético, futuro, eventual, possível (STF, RE 220999, DJ 24/11/00), restando inconfigurada a situação fática, delineada, na prova oral, posto carente de base empírica; a duas, porque o enquadramento normativo do § 3º, do art. 8º, do ADCT, outrossim, não se aperfeiçoou; a três, que para essa situação – pleito indenizatório – não há como se operar com a presunção comum, devendo ser plenamente comprovada, o que conduz ao desacolhimento da vestibular.’ Sustenta-se, em síntese, a violação do art. 8º do ADCT da Carta Magna, pois os fatos danosos decorrentes do golpe militar e da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 497.691 AGR / RJ ditadura militar, que ensejam o direito à indenização, são de conhecimento público e notório. Defendeu também que os danos foram comprovados pelo depoimento da testemunha Sérgio Cavallari, não foram contestados e foi comprovado o afastamento dos recorrentes das Forças Armadas, sem o devido processo legal, cerceando o direito ao contraditório e à ampla defesa. A análise da questão constitucional suscitada e a reversão do entendimento esposado pelo acórdão recorrido implicam o reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões do acórdão recorrido. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido: AI 741.291, rel. min. Marco Aurélio, DJ de 13/08/2010; AI 748.527, rel. min. Cármen Lúcia, DJ de 12/05/2009; AI 739.897, rel. min. Ayres Britto, DJ de 05/08/2009. Do exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Dessa decisão os agravantes interpõem agravo regimental em que requerem o reexame de fatos e provas acerca da alegada perseguição política por eles sofrida. Mantenho a decisão agravada e trago o presente recurso à apreciação da Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651962. Supremo Tribunal Federal RE 497.691 AGR / RJ ditadura militar, que ensejam o direito à indenização, são de conhecimento público e notório. Defendeu também que os danos foram comprovados pelo depoimento da testemunha Sérgio Cavallari, não foram contestados e foi comprovado o afastamento dos recorrentes das Forças Armadas, sem o devido processo legal, cerceando o direito ao contraditório e à ampla defesa. A análise da questão constitucional suscitada e a reversão do entendimento esposado pelo acórdão recorrido implicam o reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões do acórdão recorrido. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido: AI 741.291, rel. min. Marco Aurélio, DJ de 13/08/2010; AI 748.527, rel. min. Cármen Lúcia, DJ de 12/05/2009; AI 739.897, rel. min. Ayres Britto, DJ de 05/08/2009. Do exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Dessa decisão os agravantes interpõem agravo regimental em que requerem o reexame de fatos e provas acerca da alegada perseguição política por eles sofrida. Mantenho a decisão agravada e trago o presente recurso à apreciação da Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Inconsistente o recurso. Por oportuno, transcrevo a ementa do acórdão recorrido, naquilo que importa para a solução da causa (fls. 132): “EMENTA. ADMINISTRATIVO. MILITAR. GOLPE DE ESTADO DE 1964. AFASTAMENTO DA CARREIRA. INCONFIGURADA SITUAÇÃO FÁTICA. 1 – Cuida-se de Ação Ordinária objetivando o ressarcimento a título de danos morais e de danos materiais, com o pagamento das parcelas devidas como se estivessem em atividade, em decorrência do afastamento do serviço ativo da Aeronáutica pelo Ato Institucional nº 1/64. 2 – A meu sentir, o conjunto probatório, carreado aos autos, inautoriza o acolhimento da pretensão autoral. 3 - Com efeito, a uma, em sede de responsabilidade civil, o dano, reclamado, deve ser certo, real, e não hipotético, futuro, eventual, possível (STF, RE 220999, DJ 24/11/00), restando inconfigurada a situação fática, delineada, na prova oral, posto carente de base empírica; a duas, porque o enquadramento normativo do § 3º, do art. 8º, do ADCT, outrossim, não se aperfeiçoou; a três, que para essa situação – pleito indenizatório – não há como se operar com a presunção comum, devendo ser plenamente comprovada, o que conduz ao desacolhimento da vestibular. (...) 5 – Remessa e recurso conhecidos e providos.” A ementa destacada evidencia que os agravantes não lograram produzir, nas instâncias ordinárias, o acervo probatório necessário para a concretização do disposto no art. 8º, § 3º, do ADCT. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651963. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Inconsistente o recurso. Por oportuno, transcrevo a ementa do acórdão recorrido, naquilo que importa para a solução da causa (fls. 132): “EMENTA. ADMINISTRATIVO. MILITAR. GOLPE DE ESTADO DE 1964. AFASTAMENTO DA CARREIRA. INCONFIGURADA SITUAÇÃO FÁTICA. 1 – Cuida-se de Ação Ordinária objetivando o ressarcimento a título de danos morais e de danos materiais, com o pagamento das parcelas devidas como se estivessem em atividade, em decorrência do afastamento do serviço ativo da Aeronáutica pelo Ato Institucional nº 1/64. 2 – A meu sentir, o conjunto probatório, carreado aos autos, inautoriza o acolhimento da pretensão autoral. 3 - Com efeito, a uma, em sede de responsabilidade civil, o dano, reclamado, deve ser certo, real, e não hipotético, futuro, eventual, possível (STF, RE 220999, DJ 24/11/00), restando inconfigurada a situação fática, delineada, na prova oral, posto carente de base empírica; a duas, porque o enquadramento normativo do § 3º, do art. 8º, do ADCT, outrossim, não se aperfeiçoou; a três, que para essa situação – pleito indenizatório – não há como se operar com a presunção comum, devendo ser plenamente comprovada, o que conduz ao desacolhimento da vestibular. (...) 5 – Remessa e recurso conhecidos e providos.” A ementa destacada evidencia que os agravantes não lograram produzir, nas instâncias ordinárias, o acervo probatório necessário para a concretização do disposto no art. 8º, § 3º, do ADCT. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA RE 497.691 AGR / RJ Para se chegar a conclusão diversa da alcançada pelo Tribunal de origem seria necessário rever fatos e provas, o que é vedado na esfera extraordinária, nos termos da Súmula 279 do STF. Nessa linha, com as devidas adaptações, menciono os seguintes precedentes: RE 329656 AgR, rel. min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 06.06.2003; RE 508196 AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 22.05.2009; AI 454417 AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 05.02.2010; RE 601202 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 10.11.2010 e AI 796633 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 04.03.2011. Deste último precedente transcrevo a ementa: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8º DO ADCT. NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre a natureza jurídica do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8º do ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental improvido.” (AI 796633 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski Primeira Turma, DJ 04.03.2011) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651963. Supremo Tribunal Federal RE 497.691 AGR / RJ Para se chegar a conclusão diversa da alcançada pelo Tribunal de origem seria necessário rever fatos e provas, o que é vedado na esfera extraordinária, nos termos da Súmula 279 do STF. Nessa linha, com as devidas adaptações, menciono os seguintes precedentes: RE 329656 AgR, rel. min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 06.06.2003; RE 508196 AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 22.05.2009; AI 454417 AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 05.02.2010; RE 601202 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 10.11.2010 e AI 796633 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 04.03.2011. Deste último precedente transcrevo a ementa: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8º DO ADCT. NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre a natureza jurídica do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8º do ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental improvido.” (AI 796633 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski Primeira Turma, DJ 04.03.2011) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641690 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641690 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1676138
2011-12-06T00:00:00
2012-02-01T00:00:00
Negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 06.12.2011.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITARES. ANISTIA. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 8º, § 3º, DO ADCT. ACÓRDÃO QUE CONSIGNOU A AUSÊNCIA DE SUPORTE PROBATÓRIO MÍNIMO PARA O DEFERIMENTO DA PRETENSÃO. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur203818
- Acórdãos citados: RE 329656 AgR, RE 601202 AgR, AI 796633 AgR. Número de páginas: 6. Análise: 16/02/2012, CRE.
JOAQUIM BARBOSA
Segunda Turma
497691
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\r\n ART-00008 PAR-00003 \r\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 497691 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITARES. ANISTIA. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 8..., § 3..., DO ADCT. ACÓRDÃO QUE CONSIGNOU A AUSÊNCIA DE SUPORTE PROBATÓRIO MÍNIMO PARA O DEFERIMENTO DA PRETENSÃO. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651961. Supremo Tribunal Federal DJe 01/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 162/163): “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região, o qual entendeu, às fls. 130: ‘A meu sentir, o conjunto probatório, carreado aos autos, inautoriza o acolhimento da pretensão autoral. Com efeito, a uma, em sede de responsabilidade civil, o dano, reclamado, deve ser certo, real, e não hipotético, futuro, eventual, possível (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário 220999, DJ 24/11/00), restando inconfigurada a situação fática, delineada, na prova oral, posto carente de base empírica; a duas, porque o enquadramento normativo do § 3..., do art. 8..., do ADCT, outrossim, não se aperfeiçoou; a três, que para essa situação – pleito indenizatório – não há como se operar com a presunção comum, devendo ser plenamente comprovada, o que conduz ao desacolhimento da vestibular.’ Sustenta-se, em síntese, a violação do art. 8... do ADCT da Carta Magna, pois os fatos danosos decorrentes do golpe militar e da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651962. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): É este o teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 162/163): “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região, o qual entendeu, às fls. 130: ‘A meu sentir, o conjunto probatório, carreado aos autos, inautoriza o acolhimento da pretensão autoral. Com efeito, a uma, em sede de responsabilidade civil, o dano, reclamado, deve ser certo, real, e não hipotético, futuro, eventual, possível (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário 220999, DJ 24/11/00), restando inconfigurada a situação fática, delineada, na prova oral, posto carente de base empírica; a duas, porque o enquadramento normativo do § 3..., do art. 8..., do ADCT, outrossim, não se aperfeiçoou; a três, que para essa situação – pleito indenizatório – não há como se operar com a presunção comum, devendo ser plenamente comprovada, o que conduz ao desacolhimento da vestibular.’ Sustenta-se, em síntese, a violação do art. 8... do ADCT da Carta Magna, pois os fatos danosos decorrentes do golpe militar e da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 497.691 AGR / RJ ditadura militar, que ensejam o direito à indenização, são de conhecimento público e notório. Defendeu também que os danos foram comprovados pelo depoimento da testemunha Sérgio Cavallari, não foram contestados e foi comprovado o afastamento dos recorrentes das Forças Armadas, sem o devido processo legal, cerceando o direito ao contraditório e à ampla defesa. A análise da questão constitucional suscitada e a reversão do entendimento esposado pelo acórdão recorrido implicam o reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões do acórdão recorrido. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido: AI 741.291, rel. min. Marco Aurélio, DJ de 13/08/2010; AI 748.527, rel. min. Cármen Lúcia, DJ de 12/05/2009; AI 739.897, rel. min. Ayres Britto, DJ de 05/08/2009. Do exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Dessa decisão os agravantes interpõem agravo regimental em que requerem o reexame de fatos e provas acerca da alegada perseguição política por eles sofrida. Mantenho a decisão agravada e trago o presente recurso à apreciação da Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651962. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 497.691 AGR / RJ ditadura militar, que ensejam o direito à indenização, são de conhecimento público e notório. Defendeu também que os danos foram comprovados pelo depoimento da testemunha Sérgio Cavallari, não foram contestados e foi comprovado o afastamento dos recorrentes das Forças Armadas, sem o devido processo legal, cerceando o direito ao contraditório e à ampla defesa. A análise da questão constitucional suscitada e a reversão do entendimento esposado pelo acórdão recorrido implicam o reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões do acórdão recorrido. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido: AI 741.291, rel. min. Marco Aurélio, DJ de 13/08/2010; AI 748.527, rel. min. Cármen Lúcia, DJ de 12/05/2009; AI 739.897, rel. min. Ayres Britto, DJ de 05/08/2009. Do exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Dessa decisão os agravantes interpõem agravo regimental em que requerem o reexame de fatos e provas acerca da alegada perseguição política por eles sofrida. Mantenho a decisão agravada e trago o presente recurso à apreciação da Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Inconsistente o recurso. Por oportuno, transcrevo a ementa do acórdão recorrido, naquilo que importa para a solução da causa (fls. 132): “EMENTA. ADMINISTRATIVO. MILITAR. GOLPE DE ESTADO DE 1964. AFASTAMENTO DA CARREIRA. INCONFIGURADA SITUAÇÃO FÁTICA. 1 – Cuida-se de Ação Ordinária objetivando o ressarcimento a título de danos morais e de danos materiais, com o pagamento das parcelas devidas como se estivessem em atividade, em decorrência do afastamento do serviço ativo da Aeronáutica pelo Ato Institucional n 1/64. 2 – A meu sentir, o conjunto probatório, carreado aos autos, inautoriza o acolhimento da pretensão autoral. 3 - Com efeito, a uma, em sede de responsabilidade civil, o dano, reclamado, deve ser certo, real, e não hipotético, futuro, eventual, possível (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário 220999, DJ 24/11/00), restando inconfigurada a situação fática, delineada, na prova oral, posto carente de base empírica; a duas, porque o enquadramento normativo do § 3..., do art. 8..., do ADCT, outrossim, não se aperfeiçoou; a três, que para essa situação – pleito indenizatório – não há como se operar com a presunção comum, devendo ser plenamente comprovada, o que conduz ao desacolhimento da vestibular. (...) 5 – Remessa e recurso conhecidos e providos.” A ementa destacada evidencia que os agravantes não lograram produzir, nas instâncias ordinárias, o acervo probatório necessário para a concretização do disposto no art. 8..., § 3..., do ADCT. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651963. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): Inconsistente o recurso. Por oportuno, transcrevo a ementa do acórdão recorrido, naquilo que importa para a solução da causa (fls. 132): “EMENTA. ADMINISTRATIVO. MILITAR. GOLPE DE ESTADO DE 1964. AFASTAMENTO DA CARREIRA. INCONFIGURADA SITUAÇÃO FÁTICA. 1 – Cuida-se de Ação Ordinária objetivando o ressarcimento a título de danos morais e de danos materiais, com o pagamento das parcelas devidas como se estivessem em atividade, em decorrência do afastamento do serviço ativo da Aeronáutica pelo Ato Institucional n 1/64. 2 – A meu sentir, o conjunto probatório, carreado aos autos, inautoriza o acolhimento da pretensão autoral. 3 - Com efeito, a uma, em sede de responsabilidade civil, o dano, reclamado, deve ser certo, real, e não hipotético, futuro, eventual, possível (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário 220999, DJ 24/11/00), restando inconfigurada a situação fática, delineada, na prova oral, posto carente de base empírica; a duas, porque o enquadramento normativo do § 3..., do art. 8..., do ADCT, outrossim, não se aperfeiçoou; a três, que para essa situação – pleito indenizatório – não há como se operar com a presunção comum, devendo ser plenamente comprovada, o que conduz ao desacolhimento da vestibular. (...) 5 – Remessa e recurso conhecidos e providos.” A ementa destacada evidencia que os agravantes não lograram produzir, nas instâncias ordinárias, o acervo probatório necessário para a concretização do disposto no art. 8..., § 3..., do ADCT. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA Recurso Extraordinário 497.691 AGR / RJ Para se chegar a conclusão diversa da alcançada pelo Tribunal de origem seria necessário rever fatos e provas, o que é vedado na esfera extraordinária, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, com as devidas adaptações, menciono os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 329656 AgR, rel. min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 06.06.2003; Recurso Extraordinário 508196 AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 22.05.2009; AI 454417 AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 05.02.2010; Recurso Extraordinário 601202 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 10.11.2010 e AI 796633 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 04.03.2011. Deste último precedente transcrevo a ementa: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8... DO ADCT. NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre a natureza jurídica do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8... do ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido.” (AI 796633 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski Primeira Turma, DJ 04.03.2011) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651963. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 497.691 AGR / RJ Para se chegar a conclusão diversa da alcançada pelo Tribunal de origem seria necessário rever fatos e provas, o que é vedado na esfera extraordinária, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, com as devidas adaptações, menciono os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 329656 AgR, rel. min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 06.06.2003; Recurso Extraordinário 508196 AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 22.05.2009; AI 454417 AgR, rel. min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 05.02.2010; Recurso Extraordinário 601202 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 10.11.2010 e AI 796633 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 04.03.2011. Deste último precedente transcrevo a ementa: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8... DO ADCT. NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre a natureza jurídica do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8... do ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido.” (AI 796633 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski Primeira Turma, DJ 04.03.2011) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641690 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497.691 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : HERNANI HILARIO FITTIPALDI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HERMANN ASSIS BAETA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641690 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497 . 691", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497 . 691", "Recurso Extraordinário 220999", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497 . 691", "Recurso Extraordinário 220999", "Recurso Extraordinário 497 . 691 AGR / RJ", "Súmula 279 desta Corte", "AI 741 . 291", "AI 748 . 527", "AI 739 . 897", "Recurso Extraordinário 497 . 691 AGR", "Súmula 279 desta Corte", "AI 741 . 291", "AI 748 . 527", "AI 739 . 897", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497 . 691", "Recurso Extraordinário 220999", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497 . 691", "Recurso Extraordinário 497 . 691 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 329656 AgR", "Recurso Extraordinário 508196 AgR", "AI 454417 AgR", "Recurso Extraordinário 601202 AgR", "AI 796633 AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 796633 AgR", "Recurso Extraordinário 497 . 691 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo", "Recurso Extraordinário 329656 AgR", "Recurso Extraordinário 508196 AgR", "AI 454417 AgR", "Recurso Extraordinário 601202 AgR", "AI 796633 AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 796633 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497 . 691", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 497 . 691" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 8 . . . do ADCT da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 8 . . . do ADCT da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Ato Institucional n 1 / 64", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Ato Institucional n 1 / 64", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Aeronáutica", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "JOAQUIM BARBOSA", "HERNANI HILARIO FITTIPALDI", "HERMANN ASSIS BAETA", "Ayres Britto", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "HERNANI HILARIO FITTIPALDI", "HERMANN ASSIS BAETA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "HERNANI HILARIO FITTIPALDI", "HERMANN ASSIS BAETA", "JOAQUIM BARBOSA", "Sérgio Cavallari", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Sérgio Cavallari", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "Nelson Jobim", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Nelson Jobim", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "JOAQUIM BARBOSA", "HERNANI HILARIO FITTIPALDI", "HERMANN ASSIS BAETA", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Karima Batista Kassab", "JOAQUIM BARBOSA", "HERNANI HILARIO FITTIPALDI", "HERMANN ASSIS BAETA", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Karima Batista Kassab" ], "TEMPO": [ "06", "/", "12", "/", "2011", "6 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "02", "/", "2012", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "11", "/", "00", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "11", "/", "00", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "08", "/", "2010", "12", "/", "05", "/", "2009", "05", "/", "08", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "08", "/", "2010", "12", "/", "05", "/", "2009", "05", "/", "08", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "11", "/", "00", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "11", "/", "00", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "06", ".", "2003", "22", ".", "05", ".", "2009", "05", ".", "02", ".", "2010", "10", ".", "11", ".", "2010", "04", ".", "03", ".", "2011", "04", ".", "03", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "06", ".", "2003", "22", ".", "05", ".", "2009", "05", ".", "02", ".", "2010", "10", ".", "11", ".", "2010", "04", ".", "03", ".", "2011", "04", ".", "03", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "06", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de setembro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614673. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 25 de agosto de 2011, proferi decisão de seguinte teor: PIS E COFINS – NÃO CUMULATIVIDADE – ARTIGO 195, § 12, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E LEI Nº 11.033/2004 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMA LEGAL – INADEQUAÇÃO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Submeto a Vossa Excelência o tema debatido no Recurso Extraordinário nº 634.496/DF, para exame da oportunidade de incluir a matéria no sistema eletrônico da repercussão geral. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no julgamento da Apelação em Mandado de Segurança nº 2006.71.00.036668- 2/RS, consignou a inexistência de direito ao creditamento, relativamente aos tributos não cumulativos do Programa de Integração Social – PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidentes na modalidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 25 de agosto de 2011, proferi decisão de seguinte teor: PIS E COFINS – NÃO CUMULATIVIDADE – ARTIGO 195, § 12, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E LEI Nº 11.033/2004 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMA LEGAL – INADEQUAÇÃO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Submeto a Vossa Excelência o tema debatido no Recurso Extraordinário nº 634.496/DF, para exame da oportunidade de incluir a matéria no sistema eletrônico da repercussão geral. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no julgamento da Apelação em Mandado de Segurança nº 2006.71.00.036668- 2/RS, consignou a inexistência de direito ao creditamento, relativamente aos tributos não cumulativos do Programa de Integração Social – PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidentes na modalidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 634496 AGR / DF monofásica quando da aquisição dos produtos posteriormente revendidos sujeitos à alíquota zero, tendo em vista a adoção da técnica da tributação concentrada. Entendeu, por conseguinte, não ser possível a aplicação do artigo 17 da Lei nº 11.033/2004, cujo teor refere-se unicamente ao regime tributário para incentivo à modernização e à ampliação da estrutura portuária – REPORTO. O acórdão encontra-se assim ementado: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI Nº 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO-CUMULATIVO SUJEITO À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. 1 – A não-cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2 – Este objetivo pode ser alcançado pela técnica de creditamento e pela tributação monofásica. 3 – Cuidando de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo falar, portanto, em cumulatividade. 4 – O âmbito de incidência do artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 restringe-se ao “Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária – REPORTO”, como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5 – A extensão da previsão do artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria em privilégio indevido para certas atividades econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6 – Apelo improvido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal RE 634496 AGR / DF monofásica quando da aquisição dos produtos posteriormente revendidos sujeitos à alíquota zero, tendo em vista a adoção da técnica da tributação concentrada. Entendeu, por conseguinte, não ser possível a aplicação do artigo 17 da Lei nº 11.033/2004, cujo teor refere-se unicamente ao regime tributário para incentivo à modernização e à ampliação da estrutura portuária – REPORTO. O acórdão encontra-se assim ementado: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI Nº 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO-CUMULATIVO SUJEITO À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. 1 – A não-cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2 – Este objetivo pode ser alcançado pela técnica de creditamento e pela tributação monofásica. 3 – Cuidando de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo falar, portanto, em cumulatividade. 4 – O âmbito de incidência do artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 restringe-se ao “Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária – REPORTO”, como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5 – A extensão da previsão do artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria em privilégio indevido para certas atividades econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6 – Apelo improvido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 634496 AGR / DF Não foram interpostos embargos de declaração. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, a recorrente argui a ofensa ao artigo 195, § 12, do Diploma Maior. Sustenta que, com a edição da Lei nº 11.033/2004, ficou assegurada a manutenção dos créditos das contribuições para o PIS e da Cofins, quando submetidas ao regime constitucional da não cumulatividade, sobre a aquisição de mercadorias, mesmo na hipótese de ocorrer a venda posterior com alíquota zero. Assevera a necessidade de o Supremo declarar que o direito revelado no artigo 17 da aludida lei representa, desde a entrada em vigor, espécie de ativo e possui eficácia plena. Afirma ser-lhe garantido o direito ao crédito, ainda que contribuinte do regime não cumulativo sujeito à modalidade monofásica. Segundo articula, exceto nos casos expressos do artigo 3º, § 2º, da Lei nº 10.637/2002 e do artigo 3º, § 2º, da Lei nº 10.833/2003, persiste a garantia à constituição de crédito equivalente às contribuições incidentes sobre a aquisição das mercadorias revendidas. Defende a possibilidade de, a cada trimestre, utilizar os créditos acumulados das contribuições não cumulativas do PIS e da Cofins em quaisquer tributos ou contribuições federais, vencidos ou vincendos. Quanto à repercussão geral, anota ultrapassar a questão os limites subjetivos das partes, interessando aos setores automotivo e de autopeças nacionais. A União, em contrarrazões, salienta pretender o recorrente o reexame de matéria fática e aponta a falta de prequestionamento. Diz da violação indireta do texto constitucional. Menciona a viabilidade de, mediante a Constituição Federal, combinar a tributação não 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal RE 634496 AGR / DF Não foram interpostos embargos de declaração. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, a recorrente argui a ofensa ao artigo 195, § 12, do Diploma Maior. Sustenta que, com a edição da Lei nº 11.033/2004, ficou assegurada a manutenção dos créditos das contribuições para o PIS e da Cofins, quando submetidas ao regime constitucional da não cumulatividade, sobre a aquisição de mercadorias, mesmo na hipótese de ocorrer a venda posterior com alíquota zero. Assevera a necessidade de o Supremo declarar que o direito revelado no artigo 17 da aludida lei representa, desde a entrada em vigor, espécie de ativo e possui eficácia plena. Afirma ser-lhe garantido o direito ao crédito, ainda que contribuinte do regime não cumulativo sujeito à modalidade monofásica. Segundo articula, exceto nos casos expressos do artigo 3º, § 2º, da Lei nº 10.637/2002 e do artigo 3º, § 2º, da Lei nº 10.833/2003, persiste a garantia à constituição de crédito equivalente às contribuições incidentes sobre a aquisição das mercadorias revendidas. Defende a possibilidade de, a cada trimestre, utilizar os créditos acumulados das contribuições não cumulativas do PIS e da Cofins em quaisquer tributos ou contribuições federais, vencidos ou vincendos. Quanto à repercussão geral, anota ultrapassar a questão os limites subjetivos das partes, interessando aos setores automotivo e de autopeças nacionais. A União, em contrarrazões, salienta pretender o recorrente o reexame de matéria fática e aponta a falta de prequestionamento. Diz da violação indireta do texto constitucional. Menciona a viabilidade de, mediante a Constituição Federal, combinar a tributação não 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 634496 AGR / DF cumulativa com a tributação concentrada – monofásica – para determinados bens. Frisa o descabimento do pedido da contribuinte, haja vista o fato de a tributação concentrada visar a incidência, em uma determinada etapa do ciclo produção-consumo, de toda a carga tributária devida ao longo da cadeia, não significando que a arrecadação obtida na fase onerada seja devolvida nas posteriores. Insiste na compatibilidade entre o artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 e a alínea “b” do inciso I do artigo 3º da Lei nº 10.637/2002 – este último a prever a possibilidade de crédito tanto na tributação polifásica, como na concentrada. Alerta para a interpretação do citado artigo da Lei nº 11.033/2004 no sentido de esclarecer e ratificar a questão da não cumulatividade em relação aos produtos sujeitos à alíquota zero ou outras formas de exoneração do PIS e da Cofins. O extraordinário foi admitido na origem. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Suprocurador-Geral da República Wagner de Castro Mathias Netto, manifesta-se pelo não conhecimento do extraordinário, por envolver matéria de índole infraconstitucional. 2. Observem as premissas do acórdão impugnado mediante o extraordinário. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, interpretando a Lei nº 11.033/2004, assentou restringir- se o crédito nela previsto ao Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária – REPORTO, não cabendo estender a situações diversas o que preceituado, sob pena de haver privilégio quanto a certas atividades econômicas. O § 12 do artigo 195 da Constituição Federal remeteu à lei a definição dos setores de atividade econômica para os quais as 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal RE 634496 AGR / DF cumulativa com a tributação concentrada – monofásica – para determinados bens. Frisa o descabimento do pedido da contribuinte, haja vista o fato de a tributação concentrada visar a incidência, em uma determinada etapa do ciclo produção-consumo, de toda a carga tributária devida ao longo da cadeia, não significando que a arrecadação obtida na fase onerada seja devolvida nas posteriores. Insiste na compatibilidade entre o artigo 17 da Lei nº 11.033/2004 e a alínea “b” do inciso I do artigo 3º da Lei nº 10.637/2002 – este último a prever a possibilidade de crédito tanto na tributação polifásica, como na concentrada. Alerta para a interpretação do citado artigo da Lei nº 11.033/2004 no sentido de esclarecer e ratificar a questão da não cumulatividade em relação aos produtos sujeitos à alíquota zero ou outras formas de exoneração do PIS e da Cofins. O extraordinário foi admitido na origem. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Suprocurador-Geral da República Wagner de Castro Mathias Netto, manifesta-se pelo não conhecimento do extraordinário, por envolver matéria de índole infraconstitucional. 2. Observem as premissas do acórdão impugnado mediante o extraordinário. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, interpretando a Lei nº 11.033/2004, assentou restringir- se o crédito nela previsto ao Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária – REPORTO, não cabendo estender a situações diversas o que preceituado, sob pena de haver privilégio quanto a certas atividades econômicas. O § 12 do artigo 195 da Constituição Federal remeteu à lei a definição dos setores de atividade econômica para os quais as 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório RE 634496 AGR / DF contribuições não seriam cumulativas. Conclusão favorável à recorrente depende do exame de normas estritamente legais, fenômeno incompatível com os parâmetros próprios ao recurso extraordinário no que, consoante disposto na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Carta da República, pressupõe violência a esta última. 3. Ante o quadro, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 195, § 12, da Carta Federal. Sustenta não ser necessário a interpretação de lei para se concluir pela constitucionalidade do tema e o direito da contribuinte a manter os créditos relativos às contribuições não cumulativas da PIS e COFINS. A União apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal RE 634496 AGR / DF contribuições não seriam cumulativas. Conclusão favorável à recorrente depende do exame de normas estritamente legais, fenômeno incompatível com os parâmetros próprios ao recurso extraordinário no que, consoante disposto na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Carta da República, pressupõe violência a esta última. 3. Ante o quadro, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 195, § 12, da Carta Federal. Sustenta não ser necessário a interpretação de lei para se concluir pela constitucionalidade do tema e o direito da contribuinte a manter os créditos relativos às contribuições não cumulativas da PIS e COFINS. A União apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região assentou em síntese: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI N° 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO A INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. 1 - A não-cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2 - Este objetivo pode ser alcançado pela técnica do creditamento e pela tributação monofásica. 3 - Cuidando de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo falar, portanto, em cumulatividade. 4 - O âmbito de incidência do artigo 17 da Lei n° 11.033/2004 restringe-se ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Amplicação da Estrutura Portuária - REPORTO", como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5 - A extensão da previsão do artigo 17 da Lei n° 11.033/2004 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria em privilégio indevido para certas atividades Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614675. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região assentou em síntese: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI N° 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO A INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. 1 - A não-cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2 - Este objetivo pode ser alcançado pela técnica do creditamento e pela tributação monofásica. 3 - Cuidando de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo falar, portanto, em cumulatividade. 4 - O âmbito de incidência do artigo 17 da Lei n° 11.033/2004 restringe-se ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Amplicação da Estrutura Portuária - REPORTO", como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5 - A extensão da previsão do artigo 17 da Lei n° 11.033/2004 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria em privilégio indevido para certas atividades Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614675. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 634496 AGR / DF econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6 - Apelo improvido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614675. Supremo Tribunal Federal RE 634496 AGR / DF econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6 - Apelo improvido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614675. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633233 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633233 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4639049
2013-09-24T00:00:00
2013-10-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur244002
Número de páginas: 9. Análise: 16/10/2013, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
634496
[ "LEG-FED LEI-011033 ANO-2004\n ART-00017\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 634496 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de setembro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614673. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 25 de agosto de 2011, proferi decisão de seguinte teor: PIS E COFINS – NÃO CUMULATIVIDADE – ARTIGO 195, § 12, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E LEI n 11.033/2004 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMA LEGAL – INADEQUAÇÃO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Submeto a Vossa Excelência o tema debatido no Recurso Extraordinário n 634.496/DF, para exame da oportunidade de incluir a matéria no sistema eletrônico da repercussão geral. O Tribunal Regional Federal da 4... Região, no julgamento da Apelação em Mandado de Segurança n 2006.71.00.036668- 2/RS, consignou a inexistência de direito ao creditamento, relativamente aos tributos não cumulativos do Programa de Integração Social – PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidentes na modalidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 25 de agosto de 2011, proferi decisão de seguinte teor: PIS E COFINS – NÃO CUMULATIVIDADE – ARTIGO 195, § 12, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E LEI n 11.033/2004 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMA LEGAL – INADEQUAÇÃO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Submeto a Vossa Excelência o tema debatido no Recurso Extraordinário n 634.496/DF, para exame da oportunidade de incluir a matéria no sistema eletrônico da repercussão geral. O Tribunal Regional Federal da 4... Região, no julgamento da Apelação em Mandado de Segurança n 2006.71.00.036668- 2/RS, consignou a inexistência de direito ao creditamento, relativamente aos tributos não cumulativos do Programa de Integração Social – PIS e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidentes na modalidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF monofásica quando da aquisição dos produtos posteriormente revendidos sujeitos à alíquota zero, tendo em vista a adoção da técnica da tributação concentrada. Entendeu, por conseguinte, não ser possível a aplicação do artigo 17 da Lei n 11.033/2004, cujo teor refere-se unicamente ao regime tributário para incentivo à modernização e à ampliação da estrutura portuária – REPORTO. O acórdão encontra-se assim ementado: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI n 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO-CUMULATIVO SUJEITO À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. 1 – A não-cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2 – Este objetivo pode ser alcançado pela técnica de creditamento e pela tributação monofásica. 3 – Cuidando de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo falar, portanto, em cumulatividade. 4 – O âmbito de incidência do artigo 17 da Lei n 11.033/2004 restringe-se ao “Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária – REPORTO”, como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5 – A extensão da previsão do artigo 17 da Lei n 11.033/2004 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria em privilégio indevido para certas atividades econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6 – Apelo improvido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF monofásica quando da aquisição dos produtos posteriormente revendidos sujeitos à alíquota zero, tendo em vista a adoção da técnica da tributação concentrada. Entendeu, por conseguinte, não ser possível a aplicação do artigo 17 da Lei n 11.033/2004, cujo teor refere-se unicamente ao regime tributário para incentivo à modernização e à ampliação da estrutura portuária – REPORTO. O acórdão encontra-se assim ementado: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI n 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO-CUMULATIVO SUJEITO À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. 1 – A não-cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2 – Este objetivo pode ser alcançado pela técnica de creditamento e pela tributação monofásica. 3 – Cuidando de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo falar, portanto, em cumulatividade. 4 – O âmbito de incidência do artigo 17 da Lei n 11.033/2004 restringe-se ao “Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária – REPORTO”, como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5 – A extensão da previsão do artigo 17 da Lei n 11.033/2004 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria em privilégio indevido para certas atividades econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6 – Apelo improvido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF Não foram interpostos embargos de declaração. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, a recorrente argui a ofensa ao artigo 195, § 12, do Diploma Maior. Sustenta que, com a edição da Lei n 11.033/2004, ficou assegurada a manutenção dos créditos das contribuições para o PIS e da Cofins, quando submetidas ao regime constitucional da não cumulatividade, sobre a aquisição de mercadorias, mesmo na hipótese de ocorrer a venda posterior com alíquota zero. Assevera a necessidade de o Supremo declarar que o direito revelado no artigo 17 da aludida lei representa, desde a entrada em vigor, espécie de ativo e possui eficácia plena. Afirma ser-lhe garantido o direito ao crédito, ainda que contribuinte do regime não cumulativo sujeito à modalidade monofásica. Segundo articula, exceto nos casos expressos do artigo 3..., § 2..., da Lei n 10.637/2002 e do artigo 3..., § 2..., da Lei n 10.833/2003, persiste a garantia à constituição de crédito equivalente às contribuições incidentes sobre a aquisição das mercadorias revendidas. Defende a possibilidade de, a cada trimestre, utilizar os créditos acumulados das contribuições não cumulativas do PIS e da Cofins em quaisquer tributos ou contribuições federais, vencidos ou vincendos. Quanto à repercussão geral, anota ultrapassar a questão os limites subjetivos das partes, interessando aos setores automotivo e de autopeças nacionais. A União, em contrarrazões, salienta pretender o recorrente o reexame de matéria fática e aponta a falta de prequestionamento. Diz da violação indireta do texto constitucional. Menciona a viabilidade de, mediante a Constituição Federal, combinar a tributação não 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF Não foram interpostos embargos de declaração. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, a recorrente argui a ofensa ao artigo 195, § 12, do Diploma Maior. Sustenta que, com a edição da Lei n 11.033/2004, ficou assegurada a manutenção dos créditos das contribuições para o PIS e da Cofins, quando submetidas ao regime constitucional da não cumulatividade, sobre a aquisição de mercadorias, mesmo na hipótese de ocorrer a venda posterior com alíquota zero. Assevera a necessidade de o Supremo declarar que o direito revelado no artigo 17 da aludida lei representa, desde a entrada em vigor, espécie de ativo e possui eficácia plena. Afirma ser-lhe garantido o direito ao crédito, ainda que contribuinte do regime não cumulativo sujeito à modalidade monofásica. Segundo articula, exceto nos casos expressos do artigo 3..., § 2..., da Lei n 10.637/2002 e do artigo 3..., § 2..., da Lei n 10.833/2003, persiste a garantia à constituição de crédito equivalente às contribuições incidentes sobre a aquisição das mercadorias revendidas. Defende a possibilidade de, a cada trimestre, utilizar os créditos acumulados das contribuições não cumulativas do PIS e da Cofins em quaisquer tributos ou contribuições federais, vencidos ou vincendos. Quanto à repercussão geral, anota ultrapassar a questão os limites subjetivos das partes, interessando aos setores automotivo e de autopeças nacionais. A União, em contrarrazões, salienta pretender o recorrente o reexame de matéria fática e aponta a falta de prequestionamento. Diz da violação indireta do texto constitucional. Menciona a viabilidade de, mediante a Constituição Federal, combinar a tributação não 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF cumulativa com a tributação concentrada – monofásica – para determinados bens. Frisa o descabimento do pedido da contribuinte, haja vista o fato de a tributação concentrada visar a incidência, em uma determinada etapa do ciclo produção-consumo, de toda a carga tributária devida ao longo da cadeia, não significando que a arrecadação obtida na fase onerada seja devolvida nas posteriores. Insiste na compatibilidade entre o artigo 17 da Lei n 11.033/2004 e a alínea “b” do inciso I do artigo 3... da Lei n 10.637/2002 – este último a prever a possibilidade de crédito tanto na tributação polifásica, como na concentrada. Alerta para a interpretação do citado artigo da Lei n 11.033/2004 no sentido de esclarecer e ratificar a questão da não cumulatividade em relação aos produtos sujeitos à alíquota zero ou outras formas de exoneração do PIS e da Cofins. O extraordinário foi admitido na origem. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Suprocurador-Geral da República Wagner de Castro Mathias Netto, manifesta-se pelo não conhecimento do extraordinário, por envolver matéria de índole infraconstitucional. 2. Observem as premissas do acórdão impugnado mediante o extraordinário. O Tribunal Regional Federal da 4... Região, interpretando a Lei n 11.033/2004, assentou restringir- se o crédito nela previsto ao Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária – REPORTO, não cabendo estender a situações diversas o que preceituado, sob pena de haver privilégio quanto a certas atividades econômicas. O § 12 do artigo 195 da Constituição Federal remeteu à lei a definição dos setores de atividade econômica para os quais as 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF cumulativa com a tributação concentrada – monofásica – para determinados bens. Frisa o descabimento do pedido da contribuinte, haja vista o fato de a tributação concentrada visar a incidência, em uma determinada etapa do ciclo produção-consumo, de toda a carga tributária devida ao longo da cadeia, não significando que a arrecadação obtida na fase onerada seja devolvida nas posteriores. Insiste na compatibilidade entre o artigo 17 da Lei n 11.033/2004 e a alínea “b” do inciso I do artigo 3... da Lei n 10.637/2002 – este último a prever a possibilidade de crédito tanto na tributação polifásica, como na concentrada. Alerta para a interpretação do citado artigo da Lei n 11.033/2004 no sentido de esclarecer e ratificar a questão da não cumulatividade em relação aos produtos sujeitos à alíquota zero ou outras formas de exoneração do PIS e da Cofins. O extraordinário foi admitido na origem. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Suprocurador-Geral da República Wagner de Castro Mathias Netto, manifesta-se pelo não conhecimento do extraordinário, por envolver matéria de índole infraconstitucional. 2. Observem as premissas do acórdão impugnado mediante o extraordinário. O Tribunal Regional Federal da 4... Região, interpretando a Lei n 11.033/2004, assentou restringir- se o crédito nela previsto ao Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária – REPORTO, não cabendo estender a situações diversas o que preceituado, sob pena de haver privilégio quanto a certas atividades econômicas. O § 12 do artigo 195 da Constituição Federal remeteu à lei a definição dos setores de atividade econômica para os quais as 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF contribuições não seriam cumulativas. Conclusão favorável à recorrente depende do exame de normas estritamente legais, fenômeno incompatível com os parâmetros próprios ao recurso extraordinário no que, consoante disposto na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Carta da República, pressupõe violência a esta última. 3. Ante o quadro, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 195, § 12, da Carta Federal. Sustenta não ser necessário a interpretação de lei para se concluir pela constitucionalidade do tema e o direito da contribuinte a manter os créditos relativos às contribuições não cumulativas da PIS e COFINS. A União apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF contribuições não seriam cumulativas. Conclusão favorável à recorrente depende do exame de normas estritamente legais, fenômeno incompatível com os parâmetros próprios ao recurso extraordinário no que, consoante disposto na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Carta da República, pressupõe violência a esta última. 3. Ante o quadro, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa aos artigos 195, § 12, da Carta Federal. Sustenta não ser necessário a interpretação de lei para se concluir pela constitucionalidade do tema e o direito da contribuinte a manter os créditos relativos às contribuições não cumulativas da PIS e COFINS. A União apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4... Região assentou em síntese: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI n 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO A INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. 1 - A não-cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2 - Este objetivo pode ser alcançado pela técnica do creditamento e pela tributação monofásica. 3 - Cuidando de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo falar, portanto, em cumulatividade. 4 - O âmbito de incidência do artigo 17 da Lei n 11.033/2004 restringe-se ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Amplicação da Estrutura Portuária - REPORTO", como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5 - A extensão da previsão do artigo 17 da Lei n 11.033/2004 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria em privilégio indevido para certas atividades Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614675. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4... Região assentou em síntese: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI n 11.033/2004, ARTIGO 17. PIS E COFINS. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO A INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. 1 - A não-cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2 - Este objetivo pode ser alcançado pela técnica do creditamento e pela tributação monofásica. 3 - Cuidando de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo falar, portanto, em cumulatividade. 4 - O âmbito de incidência do artigo 17 da Lei n 11.033/2004 restringe-se ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Amplicação da Estrutura Portuária - REPORTO", como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5 - A extensão da previsão do artigo 17 da Lei n 11.033/2004 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria em privilégio indevido para certas atividades Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614675. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6 - Apelo improvido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614675. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6 - Apelo improvido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4614675. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633233 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.496 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PANAMBRA SUL S/A ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633233 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 496", "Recurso Extraordinário n 634 . 496 / DF", "Apelação", "Mandado de Segurança n 2006 . 71 . 00 . 036668 - 2 / RS", "RECURSO", "Recurso Extraordinário n 634 . 496 / DF", "Apelação", "Recurso Extraordinário 634496", "Recurso Extraordinário 634496", "Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 634496 AGR / DF", "Recurso", "Recurso", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 496", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 496", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 496", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 496" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 195 , § 12 , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "LEI n 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 195 , § 12 , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "LEI n 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "LEI n 11 . 033 / 2004", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "LEI n 11 . 033 / 2004", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 195 , § 12 , do Diploma Maior", "Lei n 11 . 033 / 2004", "artigo 3 . . . , § 2 . . . , da Lei n 10 . 637 / 2002", "artigo 3 . . . , § 2 . . . , da Lei n 10 . 833 / 2003", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 195 , § 12 , do Diploma Maior", "Lei n 11 . 033 / 2004", "artigo 3 . . . , § 2 . . . , da Lei n 10 . 637 / 2002", "artigo 3 . . . , § 2 . . . , da Lei n 10 . 833 / 2003", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "alínea “ b ” do inciso I do artigo 3 . . . da Lei n 10 . 637 / 2002", "Lei n 11 . 033 / 2004", "Lei n 11 . 033 / 2004", "§ 12 do artigo 195 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "alínea “ b ” do inciso I do artigo 3 . . . da Lei n 10 . 637 / 2002", "Lei n 11 . 033 / 2004", "Lei n 11 . 033 / 2004", "§ 12 do artigo 195 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Carta da República", "artigos 195 , § 12 , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Carta da República", "artigos 195 , § 12 , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 11 . 033 / 2004", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 11 . 033 / 2004", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "artigo 17 da Lei n 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PANAMBRA SUL S / A", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PANAMBRA SUL S / A", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PANAMBRA SUL S / A", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Ministério Público Federal", "Tribunal Regional Federal da 4", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PANAMBRA SUL S / A", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PANAMBRA SUL S / A", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALFREDO PEREIRA MACEDO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALFREDO PEREIRA MACEDO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALFREDO PEREIRA MACEDO", "MARCO AURÉLIO", "Wagner de Castro Mathias Netto", "Wagner de Castro Mathias Netto", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALFREDO PEREIRA MACEDO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALFREDO PEREIRA MACEDO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "09", "/", "2013", "24 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "25 de agosto de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "25 de agosto de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) :RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. OMISSÃO CONFIGURADA. 1. Configurada omissão quanto ao pedido de sobrestamento do processo. Recurso que não se amolda ao precedente citado. Sobrestamento desnecessário. 2. Embargos acolhidos, apenas para sanar omissão do acórdão embargado, sem imprimir efeito modificativo à decisão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em acolher os embargos, mas sem efeitos modificativos, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Brasília, 06 de dezembro de 2011. MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731479. Supremo Tribunal Federal DJe 17/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) :RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) Trata-se de embargos de declaração em embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Acórdão assim ementado (fls. 483): “EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO CPC. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 535 do CPC. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que se efetivou regularmente. 3. Embargos rejeitados. “ 2. Pois bem, a parte embargante sustenta que, “após a interposição do agravo regimental pela Embargante (a qual se deu em 28.09.2009), esta Egrégia Corte Suprema reconheceu a existência da repercussão geral da matéria objeto do presente recurso, no âmbito do RE nº 588.954-SC (Dje 13.11.2009), o que motivou a empresa a opor os Embargos de Declaração de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731480. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) :RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) Trata-se de embargos de declaração em embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Acórdão assim ementado (fls. 483): “EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO CPC. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 535 do CPC. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que se efetivou regularmente. 3. Embargos rejeitados. “ 2. Pois bem, a parte embargante sustenta que, “após a interposição do agravo regimental pela Embargante (a qual se deu em 28.09.2009), esta Egrégia Corte Suprema reconheceu a existência da repercussão geral da matéria objeto do presente recurso, no âmbito do RE nº 588.954-SC (Dje 13.11.2009), o que motivou a empresa a opor os Embargos de Declaração de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 752.939 AGR-ED-ED / PR 05.05.2011” (fls. 480). 3. Submeto o recurso à apreciação desta nossa Turma. É o relatório. * * * * * * * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731480. Supremo Tribunal Federal AI 752.939 AGR-ED-ED / PR 05.05.2011” (fls. 480). 3. Submeto o recurso à apreciação desta nossa Turma. É o relatório. * * * * * * * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. AYRES BRITTO 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) Tenho que os embargos merecem parcial acolhida. Isso porque, de fato, não houve manifestação quanto à alegada necessidade de sobrestamento do recurso tendo em conta o reconhecimento de existência de repercussão geral no RE 588.954. 6. Pois bem, sucede que, o precedente submetido à sistemática da repercussão geral agita tese diversa da que foi objeto do recurso extraordinário da parte embargante. Veja-se, a propósito, a ementa do RE 588.954, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “RECURSO. Extraordinário. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS. Creditamento. Direito não reconhecido na origem. Aquisição de energia elétrica por supermercado. Exercício de atividade industrial. Processamento de alimentos. Questão da ofensa ao princípio constitucional da não-cumulatividade. Relevância. Repercussão geral reconhecida. Apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a admissibilidade de se considerar como atividade industrial o processamento de alimentos realizado por supermercado, para fins de crédito de ICMS.“ 7. Prossigo para anotar que nos presentes autos não se cuida de aproveitamento dos créditos de ICMS alusivos à energia elétrica utilizada no processamento de alimentos capaz de assemelhar-se ao permissivo legal que cuida de industrialização. Ao contrário, a parte recorrente se insurge contra a limitação dos créditos citados e traz argumentos no sentido de que houve quebra da isonomia na sistemática adotada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731481. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) Tenho que os embargos merecem parcial acolhida. Isso porque, de fato, não houve manifestação quanto à alegada necessidade de sobrestamento do recurso tendo em conta o reconhecimento de existência de repercussão geral no RE 588.954. 6. Pois bem, sucede que, o precedente submetido à sistemática da repercussão geral agita tese diversa da que foi objeto do recurso extraordinário da parte embargante. Veja-se, a propósito, a ementa do RE 588.954, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “RECURSO. Extraordinário. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS. Creditamento. Direito não reconhecido na origem. Aquisição de energia elétrica por supermercado. Exercício de atividade industrial. Processamento de alimentos. Questão da ofensa ao princípio constitucional da não-cumulatividade. Relevância. Repercussão geral reconhecida. Apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a admissibilidade de se considerar como atividade industrial o processamento de alimentos realizado por supermercado, para fins de crédito de ICMS.“ 7. Prossigo para anotar que nos presentes autos não se cuida de aproveitamento dos créditos de ICMS alusivos à energia elétrica utilizada no processamento de alimentos capaz de assemelhar-se ao permissivo legal que cuida de industrialização. Ao contrário, a parte recorrente se insurge contra a limitação dos créditos citados e traz argumentos no sentido de que houve quebra da isonomia na sistemática adotada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. AYRES BRITTO AI 752.939 AGR-ED-ED / PR Confira-se trecho do apelo extremo (fls. 360): “No que se refere aos créditos originários da aquisição de energia elétrica, é de se observar, em primeiro lugar, a indevida limitação temporal, sem qualquer respaldo no Texto Magno. Além disso, a análise do texto da LC nº 102/2000 demonstra, igualmente, o preterimento das empresas comerciais e produtoras, bem como das prestadoras de serviços de transporte e comunicação, que passaram a ter mitigado o seu direito à apropriação de crédito de ICMS, oriundo da aquisição de energia elétrica. Este tratamento segmentado, beneficiando as empresas industriais, exportadoras e comercializadoras de energia elétrica, não se justifica e implica na violação ao princípio da isonomia. Note-se que a própria alínea d, do inciso II, do art. 33, da LC n° 87/96 reconhece o direito ao crédito auferido às empresas prejudicadas, porém o limita temporariamente.” 8. À derradeira, pontuo que a questão que não fez parte das razões do apelo extremo e somente foi trazida em sede de agravo regimental constitui inovação insuscetível de ser apreciada neste momento processual. Nessa contextura, não há falar-se de necessidade de sobrestamento. 9. Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos. O que faço tão-somente, para suprir a omissão apontada, sem imprimir efeito modificativo ao julgado, na forma acima explicitada. 10. É como voto. * * * * * * * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731481. Supremo Tribunal Federal AI 752.939 AGR-ED-ED / PR Confira-se trecho do apelo extremo (fls. 360): “No que se refere aos créditos originários da aquisição de energia elétrica, é de se observar, em primeiro lugar, a indevida limitação temporal, sem qualquer respaldo no Texto Magno. Além disso, a análise do texto da LC nº 102/2000 demonstra, igualmente, o preterimento das empresas comerciais e produtoras, bem como das prestadoras de serviços de transporte e comunicação, que passaram a ter mitigado o seu direito à apropriação de crédito de ICMS, oriundo da aquisição de energia elétrica. Este tratamento segmentado, beneficiando as empresas industriais, exportadoras e comercializadoras de energia elétrica, não se justifica e implica na violação ao princípio da isonomia. Note-se que a própria alínea d, do inciso II, do art. 33, da LC n° 87/96 reconhece o direito ao crédito auferido às empresas prejudicadas, porém o limita temporariamente.” 8. À derradeira, pontuo que a questão que não fez parte das razões do apelo extremo e somente foi trazida em sede de agravo regimental constitui inovação insuscetível de ser apreciada neste momento processual. Nessa contextura, não há falar-se de necessidade de sobrestamento. 9. Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos. O que faço tão-somente, para suprir a omissão apontada, sem imprimir efeito modificativo ao julgado, na forma acima explicitada. 10. É como voto. * * * * * * * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) : RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: embargos acolhidos, mas sem efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641740 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) : RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: embargos acolhidos, mas sem efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1743997
2011-12-06T00:00:00
2012-02-17T00:00:00
Embargos acolhidos, mas sem efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 06.12.2011.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. OMISSÃO CONFIGURADA. 1. Configurada omissão quanto ao pedido de sobrestamento do processo. Recurso que não se amolda ao precedente citado. Sobrestamento desnecessário. 2. Embargos acolhidos, apenas para sanar omissão do acórdão embargado, sem imprimir efeito modificativo à decisão.
sjur204719
- Acórdão citado: RE 588954. Número de páginas: 6. Análise: 02/03/2011, CRE.
AYRES BRITTO
Segunda Turma
752939
null
AI-AgR-ED-ED
acordaos
AI 752939 AgR-ED-ED
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ADV.(A/S) : FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBTE.(S) : RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
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Ementa e Acórdão 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) :RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. OMISSÃO CONFIGURADA. 1. Configurada omissão quanto ao pedido de sobrestamento do processo. Recurso que não se amolda ao precedente citado. Sobrestamento desnecessário. 2. Embargos acolhidos, apenas para sanar omissão do acórdão embargado, sem imprimir efeito modificativo à decisão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em acolher os embargos, mas sem efeitos modificativos, o que fazem nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas. Brasília, 06 de dezembro de 2011. MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731479. Supremo Tribunal Federal DJe 17/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) :RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) Trata-se de embargos de declaração em embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Acórdão assim ementado (fls. 483): “EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO Código de Processo Civil. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que se efetivou regularmente. 3. Embargos rejeitados. “ 2. Pois bem, a parte embargante sustenta que, “após a interposição do agravo regimental pela Embargante (a qual se deu em 28.09.2009), esta Egrégia Corte Suprema reconheceu a existência da repercussão geral da matéria objeto do presente recurso, no âmbito do Recurso Extraordinário n 588.954-SC (Dje 13.11.2009), o que motivou a empresa a opor os Embargos de Declaração de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731480. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) :RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) Trata-se de embargos de declaração em embargos de declaração opostos contra acórdão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Acórdão assim ementado (fls. 483): “EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO Código de Processo Civil. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que se efetivou regularmente. 3. Embargos rejeitados. “ 2. Pois bem, a parte embargante sustenta que, “após a interposição do agravo regimental pela Embargante (a qual se deu em 28.09.2009), esta Egrégia Corte Suprema reconheceu a existência da repercussão geral da matéria objeto do presente recurso, no âmbito do Recurso Extraordinário n 588.954-SC (Dje 13.11.2009), o que motivou a empresa a opor os Embargos de Declaração de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 752.939 AGR-ED-ED / PR 05.05.2011” (fls. 480). 3. Submeto o recurso à apreciação desta nossa Turma. É o relatório. * * * * * * * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731480. Supremo Tribunal Federal AI 752.939 AGR-ED-ED / PR 05.05.2011” (fls. 480). 3. Submeto o recurso à apreciação desta nossa Turma. É o relatório. * * * * * * * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. AYRES BRITTO 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) Tenho que os embargos merecem parcial acolhida. Isso porque, de fato, não houve manifestação quanto à alegada necessidade de sobrestamento do recurso tendo em conta o reconhecimento de existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 588.954. 6. Pois bem, sucede que, o precedente submetido à sistemática da repercussão geral agita tese diversa da que foi objeto do recurso extraordinário da parte embargante. Veja-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário 588.954, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “RECURSO. Extraordinário. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS. Creditamento. Direito não reconhecido na origem. Aquisição de energia elétrica por supermercado. Exercício de atividade industrial. Processamento de alimentos. Questão da ofensa ao princípio constitucional da não-cumulatividade. Relevância. Repercussão geral reconhecida. Apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a admissibilidade de se considerar como atividade industrial o processamento de alimentos realizado por supermercado, para fins de crédito de ICMS.“ 7. Prossigo para anotar que nos presentes autos não se cuida de aproveitamento dos créditos de ICMS alusivos à energia elétrica utilizada no processamento de alimentos capaz de assemelhar-se ao permissivo legal que cuida de industrialização. Ao contrário, a parte recorrente se insurge contra a limitação dos créditos citados e traz argumentos no sentido de que houve quebra da isonomia na sistemática adotada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731481. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (Relator) Tenho que os embargos merecem parcial acolhida. Isso porque, de fato, não houve manifestação quanto à alegada necessidade de sobrestamento do recurso tendo em conta o reconhecimento de existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 588.954. 6. Pois bem, sucede que, o precedente submetido à sistemática da repercussão geral agita tese diversa da que foi objeto do recurso extraordinário da parte embargante. Veja-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário 588.954, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “RECURSO. Extraordinário. Tributo. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS. Creditamento. Direito não reconhecido na origem. Aquisição de energia elétrica por supermercado. Exercício de atividade industrial. Processamento de alimentos. Questão da ofensa ao princípio constitucional da não-cumulatividade. Relevância. Repercussão geral reconhecida. Apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a admissibilidade de se considerar como atividade industrial o processamento de alimentos realizado por supermercado, para fins de crédito de ICMS.“ 7. Prossigo para anotar que nos presentes autos não se cuida de aproveitamento dos créditos de ICMS alusivos à energia elétrica utilizada no processamento de alimentos capaz de assemelhar-se ao permissivo legal que cuida de industrialização. Ao contrário, a parte recorrente se insurge contra a limitação dos créditos citados e traz argumentos no sentido de que houve quebra da isonomia na sistemática adotada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. AYRES BRITTO AI 752.939 AGR-ED-ED / PR Confira-se trecho do apelo extremo (fls. 360): “No que se refere aos créditos originários da aquisição de energia elétrica, é de se observar, em primeiro lugar, a indevida limitação temporal, sem qualquer respaldo no Texto Magno. Além disso, a análise do texto da Lei Complementar n 102/2000 demonstra, igualmente, o preterimento das empresas comerciais e produtoras, bem como das prestadoras de serviços de transporte e comunicação, que passaram a ter mitigado o seu direito à apropriação de crédito de ICMS, oriundo da aquisição de energia elétrica. Este tratamento segmentado, beneficiando as empresas industriais, exportadoras e comercializadoras de energia elétrica, não se justifica e implica na violação ao princípio da isonomia. Note-se que a própria alínea d, do inciso II, do art. 33, da Lei Complementar n 87/96 reconhece o direito ao crédito auferido às empresas prejudicadas, porém o limita temporariamente.” 8. À derradeira, pontuo que a questão que não fez parte das razões do apelo extremo e somente foi trazida em sede de agravo regimental constitui inovação insuscetível de ser apreciada neste momento processual. Nessa contextura, não há falar-se de necessidade de sobrestamento. 9. Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos. O que faço tão-somente, para suprir a omissão apontada, sem imprimir efeito modificativo ao julgado, na forma acima explicitada. 10. É como voto. * * * * * * * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731481. Supremo Tribunal Federal AI 752.939 AGR-ED-ED / PR Confira-se trecho do apelo extremo (fls. 360): “No que se refere aos créditos originários da aquisição de energia elétrica, é de se observar, em primeiro lugar, a indevida limitação temporal, sem qualquer respaldo no Texto Magno. Além disso, a análise do texto da Lei Complementar n 102/2000 demonstra, igualmente, o preterimento das empresas comerciais e produtoras, bem como das prestadoras de serviços de transporte e comunicação, que passaram a ter mitigado o seu direito à apropriação de crédito de ICMS, oriundo da aquisição de energia elétrica. Este tratamento segmentado, beneficiando as empresas industriais, exportadoras e comercializadoras de energia elétrica, não se justifica e implica na violação ao princípio da isonomia. Note-se que a própria alínea d, do inciso II, do art. 33, da Lei Complementar n 87/96 reconhece o direito ao crédito auferido às empresas prejudicadas, porém o limita temporariamente.” 8. À derradeira, pontuo que a questão que não fez parte das razões do apelo extremo e somente foi trazida em sede de agravo regimental constitui inovação insuscetível de ser apreciada neste momento processual. Nessa contextura, não há falar-se de necessidade de sobrestamento. 9. Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos. O que faço tão-somente, para suprir a omissão apontada, sem imprimir efeito modificativo ao julgado, na forma acima explicitada. 10. É como voto. * * * * * * * * * * * * 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) : RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: embargos acolhidos, mas sem efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641740 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 752.939 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. AYRES BRITTO EMBTE.(S) : RESPAR J R M COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : FLÁVIO ZANETTI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: embargos acolhidos, mas sem efeitos modificativos, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Joaquim Barbosa. 2... Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 752 . 939", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 752 . 939", "Recurso Extraordinário n 588 . 954 - SC", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 752 . 939", "Recurso Extraordinário n 588 . 954 - SC", "AI 752 . 939 AGR", "AI 752 . 939 AGR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 752 . 939", "Recurso Extraordinário 588 . 954", "Recurso Extraordinário 588 . 954", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 752 . 939", "Recurso Extraordinário 588 . 954", "Recurso Extraordinário 588 . 954", "AI 752 . 939 AGR", "AI 752 . 939 AGR", "-", "ED", "ED", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 752 . 939" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental em agravo de instrumento. ICMS. Lei nº 9.903/97. Não ocorrência de vinculação. Precedente do Pleno em repercussão geral. Compensação de valores advindos de majoração de alíquota do ICMS. Ofensa reflexa. Súmula nº 279. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. A Corte possui entendimento que a proibição de vinculação de receita de impostos prevista no art. 167, IV, da Constituição Federal, impede a fixação de uma prévia destinação desses recursos, o que não se verificou no presente caso. 2. A apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, declarada inconstitucional, considerado o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional e de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279. 3. Fundamentos insuficientes para modificar a decisão. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723852. Supremo Tribunal Federal DJe 29/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 693.709 AGR / SP Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723852. Supremo Tribunal Federal AI 693.709 AGR / SP Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O EXMO SR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Spaal Indústria e Comércio Ltda. interpõe agravo regimental (fls. 375 a 388) contra decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo de instrumento por ela interposto, nos seguintes termos: “DECISÃO: Vistos. SPAAL Indústria e Comércio Ltda. interpõe agravo de instrumento de decisão que não admitiu o recurso extraordinário fundado nas alíneas a e c do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que considerou o aumento da alíquota de ICMS do Estado de São Paulo, de 17% para 18%, criado pela Lei nº 9.903/97, é constitucional por não vincular o referido imposto a nenhuma despesa ou fundo. O acórdão recorrido decidiu, ademais, que o contribuinte não poderia compensar o valor pago a maior em virtude das leis anteriores que aumentaram o tributo, declaradas inconstitucionais, vez que não comprovou ter absorvido o ônus tributário ou estar expressamente autorizado a pleiteá-lo em juízo. No apelo extremo alega o agravante violação ao disposto nos arts. 167, IV, e 146, III, b, da Constituição Federal. Sustenta que não só a vinculação do imposto a despesa, mas o próprio Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O EXMO SR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Spaal Indústria e Comércio Ltda. interpõe agravo regimental (fls. 375 a 388) contra decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo de instrumento por ela interposto, nos seguintes termos: “DECISÃO: Vistos. SPAAL Indústria e Comércio Ltda. interpõe agravo de instrumento de decisão que não admitiu o recurso extraordinário fundado nas alíneas a e c do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que considerou o aumento da alíquota de ICMS do Estado de São Paulo, de 17% para 18%, criado pela Lei nº 9.903/97, é constitucional por não vincular o referido imposto a nenhuma despesa ou fundo. O acórdão recorrido decidiu, ademais, que o contribuinte não poderia compensar o valor pago a maior em virtude das leis anteriores que aumentaram o tributo, declaradas inconstitucionais, vez que não comprovou ter absorvido o ônus tributário ou estar expressamente autorizado a pleiteá-lo em juízo. No apelo extremo alega o agravante violação ao disposto nos arts. 167, IV, e 146, III, b, da Constituição Federal. Sustenta que não só a vinculação do imposto a despesa, mas o próprio Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 693.709 AGR / SP aumento em si, é inconstitucional por custear com a receita resultante da arrecadação a mesma despesa de antes. Aduz, ainda, que o art. 166, do CTN, se refere exclusivamente à repetição de indébito, e não aos casos de compensação, prevista no art. 170 do mesmo diploma. Sem contrarrazões, consoante certidão de fls. 337. O recurso especial paralelamente interposto ao extraordinário não foi admitido na origem. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que respeita à alegada ofensa ao artigo 167, IV, da Constituição, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia posta nos autos de acordo com o entendimento desta Suprema Corte. Nesse sentido anote-se: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CONSTITUCIONAL COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. TRIBUTÁRIO. ICMS. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. AUSÊNCIA DE VINCULAÇÃO DE RECEITA DE IMPOSTOS. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 167, IV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1. A Lei paulista 9.903, de 30.12.1997, apenas impôs a divulgação, pelo Chefe do Executivo, do emprego dos recursos provenientes do aumento da alíquota de 17 para 18%, previsto no mesmo diploma. 2. A proibição de vinculação de receita de impostos prevista no art. 167, IV, da Constituição Federal, impede a fixação de uma prévia destinação desses recursos, o que não se verificou no presente caso. 3. Recurso extraordinário conhecido e improvido’ (RE 585.535, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, Repercussão Geral Mérito, DJe 8/4/2010). No que respeita à alegada ofensa ao art. 146, III, b, da Constituição, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Supremo Tribunal Federal AI 693.709 AGR / SP aumento em si, é inconstitucional por custear com a receita resultante da arrecadação a mesma despesa de antes. Aduz, ainda, que o art. 166, do CTN, se refere exclusivamente à repetição de indébito, e não aos casos de compensação, prevista no art. 170 do mesmo diploma. Sem contrarrazões, consoante certidão de fls. 337. O recurso especial paralelamente interposto ao extraordinário não foi admitido na origem. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que respeita à alegada ofensa ao artigo 167, IV, da Constituição, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia posta nos autos de acordo com o entendimento desta Suprema Corte. Nesse sentido anote-se: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CONSTITUCIONAL COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. TRIBUTÁRIO. ICMS. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. AUSÊNCIA DE VINCULAÇÃO DE RECEITA DE IMPOSTOS. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 167, IV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1. A Lei paulista 9.903, de 30.12.1997, apenas impôs a divulgação, pelo Chefe do Executivo, do emprego dos recursos provenientes do aumento da alíquota de 17 para 18%, previsto no mesmo diploma. 2. A proibição de vinculação de receita de impostos prevista no art. 167, IV, da Constituição Federal, impede a fixação de uma prévia destinação desses recursos, o que não se verificou no presente caso. 3. Recurso extraordinário conhecido e improvido’ (RE 585.535, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, Repercussão Geral Mérito, DJe 8/4/2010). No que respeita à alegada ofensa ao art. 146, III, b, da Constituição, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 693.709 AGR / SP declarada inconstitucional, considerando o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Confira-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. LEI 6.556/1989 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA, DE 17% PARA 18%. INCONSTITUCIONALIDADE. REPETIÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. LEGITIMIDADE. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear eventual indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos autos, implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido’ (AI 788.583-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 4/2/2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. ICMS. LEI 6.556/1989 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA, DE 17% PARA 18%. INCONSTITUCIONALIDADE. REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL, VEDADA NA VIA EXTRAORDINÁRIA. A discussão a respeito da repetição ou compensação da diferença paga a maior em virtude da majoração da alíquota do ICMS paulista tem natureza infraconstitucional. Vedada, portanto, a via extraordinária. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 564.266-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 30/3/2007). Ainda que assim não fosse, para divergir do entendimento fixado pelo Tribunal de origem, quanto ao contribuinte de fato e 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Supremo Tribunal Federal AI 693.709 AGR / SP declarada inconstitucional, considerando o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Confira-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. LEI 6.556/1989 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA, DE 17% PARA 18%. INCONSTITUCIONALIDADE. REPETIÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. LEGITIMIDADE. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear eventual indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos autos, implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido’ (AI 788.583-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 4/2/2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. ICMS. LEI 6.556/1989 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA, DE 17% PARA 18%. INCONSTITUCIONALIDADE. REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL, VEDADA NA VIA EXTRAORDINÁRIA. A discussão a respeito da repetição ou compensação da diferença paga a maior em virtude da majoração da alíquota do ICMS paulista tem natureza infraconstitucional. Vedada, portanto, a via extraordinária. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 564.266-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 30/3/2007). Ainda que assim não fosse, para divergir do entendimento fixado pelo Tribunal de origem, quanto ao contribuinte de fato e 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório AI 693.709 AGR / SP de direito, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, situação vedada em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279, do STF: Nesse sentido, anote-se: ‘TRIBUTÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DE MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE SUPORTOU O ÔNUS FINANCEIRO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração inconstitucional da alíquota implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II - A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido’ (AI 562.411-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 11/9/2008). Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Brasília, 16 de maio de 2011. Ministro Dias Toffoli Relator Documento assinado digitalmente” (fls. 368 a 371). Em suas razões recursais, alega a agravante que “não é razoável sustentar a existência de jurisprudência dominante com base em entendimento manifestado em apenas uma decisão (em relação à violação do art. 167, IV, da CF) ou duas decisões (em relação à violação ao art. 146, III, b, da CF) do STF.” Sustenta a violação constitucional do art. 167, IV, no aumento da alíquota do ICMS de 17% para 18%, por haver suposta vinculação da receita acrescida. Alega violação do art. 146, II, b, da Constituição Federal pela restrição à compensação. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Supremo Tribunal Federal AI 693.709 AGR / SP de direito, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, situação vedada em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279, do STF: Nesse sentido, anote-se: ‘TRIBUTÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DE MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE SUPORTOU O ÔNUS FINANCEIRO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração inconstitucional da alíquota implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II - A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido’ (AI 562.411-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 11/9/2008). Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Brasília, 16 de maio de 2011. Ministro Dias Toffoli Relator Documento assinado digitalmente” (fls. 368 a 371). Em suas razões recursais, alega a agravante que “não é razoável sustentar a existência de jurisprudência dominante com base em entendimento manifestado em apenas uma decisão (em relação à violação do art. 167, IV, da CF) ou duas decisões (em relação à violação ao art. 146, III, b, da CF) do STF.” Sustenta a violação constitucional do art. 167, IV, no aumento da alíquota do ICMS de 17% para 18%, por haver suposta vinculação da receita acrescida. Alega violação do art. 146, II, b, da Constituição Federal pela restrição à compensação. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO VOTO O EXMO SR MINISTRO DIAS TOFFOLI: O agravo não merece ser provido. Reitero que o Pleno desta Corte, recentemente, no julgamento do RE nº 585.535, publicado em 8/4/10, com repercussão geral reconhecida, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, sedimentou entendimento de que a Lei Paulista nº 9.903, de 30/12/97, apenas impôs a divulgação, pelo Chefe do Executivo, do emprego dos recursos provenientes do aumento da alíquota de 17% para 18%, previsto no mesmo diploma, e que referida majoração não caracterizou vinculação de receita de impostos. Por outro lado, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, declarada inconstitucional, considerado o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Ainda que assim não fosse, há incidência da Súmula nº 279 desta Corte, pois, para divergir do entendimento fixado pelo Tribunal de origem quanto ao contribuinte de fato e de direito, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, situação vedada em recurso extraordinário. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Nesse sentido, o RE nº 408.537-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 6/3/08. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723849. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO VOTO O EXMO SR MINISTRO DIAS TOFFOLI: O agravo não merece ser provido. Reitero que o Pleno desta Corte, recentemente, no julgamento do RE nº 585.535, publicado em 8/4/10, com repercussão geral reconhecida, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, sedimentou entendimento de que a Lei Paulista nº 9.903, de 30/12/97, apenas impôs a divulgação, pelo Chefe do Executivo, do emprego dos recursos provenientes do aumento da alíquota de 17% para 18%, previsto no mesmo diploma, e que referida majoração não caracterizou vinculação de receita de impostos. Por outro lado, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, declarada inconstitucional, considerado o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Ainda que assim não fosse, há incidência da Súmula nº 279 desta Corte, pois, para divergir do entendimento fixado pelo Tribunal de origem quanto ao contribuinte de fato e de direito, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, situação vedada em recurso extraordinário. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Nesse sentido, o RE nº 408.537-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 6/3/08. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Deixe-me ver. Tenho outras anotações, o trigésimo nono é o agravo regimental no Agravo de Instrumento nº 693.709. É apontado, no enunciado da lista, que o Tribunal possui o seguinte entendimento: A proibição de vinculação de receita de imposto prevista no artigo 167, inciso IV, da Constituição, impede a fixação de uma prévia destinação desse recurso, o que não se verificou no presente caso. Então, tem-se quanto a compensação: (...) a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota (...), declarada inconstitucional, considerando o que dispõe o artigo 166, (...) implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional. Ou seja, declarou-se inconstitucional a exação e, mesmo assim, não se reconheceu o direito à devolução do que recolhido indevidamente? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR) - Eu vou verificar a questão de fundo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se for isso, peço vênia para prover o agravo regimental interposto no agravo de instrumento, porque penso que as matérias estão umbilicalmente ligadas. A partir do momento em que se assenta a inconstitucionalidade do tributo, gera-se o direito à devolução, que tem disciplina constitucional para evitar o enriquecimento sem causa por parte do próprio Estado. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1659021. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Deixe-me ver. Tenho outras anotações, o trigésimo nono é o agravo regimental no Agravo de Instrumento nº 693.709. É apontado, no enunciado da lista, que o Tribunal possui o seguinte entendimento: A proibição de vinculação de receita de imposto prevista no artigo 167, inciso IV, da Constituição, impede a fixação de uma prévia destinação desse recurso, o que não se verificou no presente caso. Então, tem-se quanto a compensação: (...) a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota (...), declarada inconstitucional, considerando o que dispõe o artigo 166, (...) implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional. Ou seja, declarou-se inconstitucional a exação e, mesmo assim, não se reconheceu o direito à devolução do que recolhido indevidamente? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR) - Eu vou verificar a questão de fundo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se for isso, peço vênia para prover o agravo regimental interposto no agravo de instrumento, porque penso que as matérias estão umbilicalmente ligadas. A partir do momento em que se assenta a inconstitucionalidade do tributo, gera-se o direito à devolução, que tem disciplina constitucional para evitar o enriquecimento sem causa por parte do próprio Estado. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1659021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642605 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642605 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1778521
2011-12-06T00:00:00
2012-02-29T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental em agravo de instrumento. ICMS. Lei nº 9.903/97. Não ocorrência de vinculação. Precedente do Pleno em repercussão geral. Compensação de valores advindos de majoração de alíquota do ICMS. Ofensa reflexa. Súmula nº 279. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. A Corte possui entendimento que a proibição de vinculação de receita de impostos prevista no art. 167, IV, da Constituição Federal, impede a fixação de uma prévia destinação desses recursos, o que não se verificou no presente caso. 2. A apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, declarada inconstitucional, considerado o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional e de fatos e provas. Incidência da Súmula nº 279. 3. Fundamentos insuficientes para modificar a decisão. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur205140
- Acórdãos citados: RE 585535 RG, RE 408537 AgR. Número de páginas: 9. Análise: 28/03/2012, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
693709
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00167 INC-00004 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\r\n ART-00116 \r\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-009903 ANO-1997\r\n LEI ORDINÁRIA, SP." ]
AI-AgR
acordaos
AI 693709 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental em agravo de instrumento. ICMS. Lei n 9.903/97. Não ocorrência de vinculação. Precedente do Pleno em repercussão geral. Compensação de valores advindos de majoração de alíquota do ICMS. Ofensa reflexa. Súmula n 279. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. A Corte possui entendimento que a proibição de vinculação de receita de impostos prevista no art. 167, IV, da Constituição Federal, impede a fixação de uma prévia destinação desses recursos, o que não se verificou no presente caso. 2. A apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, declarada inconstitucional, considerado o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional e de fatos e provas. Incidência da Súmula n 279. 3. Fundamentos insuficientes para modificar a decisão. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Sra. Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723852. Supremo Tribunal Federal DJe 29/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 693.709 AGR / SP Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723852. Supremo Tribunal Federal AI 693.709 AGR / SP Relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O EXMO SR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Spaal Indústria e Comércio Ltda. interpõe agravo regimental (fls. 375 a 388) contra decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo de instrumento por ela interposto, nos seguintes termos: “DECISÃO: Vistos. SPAAL Indústria e Comércio Ltda. interpõe agravo de instrumento de decisão que não admitiu o recurso extraordinário fundado nas alíneas a e c do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que considerou o aumento da alíquota de ICMS do Estado de São Paulo, de 17% para 18%, criado pela Lei n 9.903/97, é constitucional por não vincular o referido imposto a nenhuma despesa ou fundo. O acórdão recorrido decidiu, ademais, que o contribuinte não poderia compensar o valor pago a maior em virtude das leis anteriores que aumentaram o tributo, declaradas inconstitucionais, vez que não comprovou ter absorvido o ônus tributário ou estar expressamente autorizado a pleiteá-lo em juízo. No apelo extremo alega o agravante violação ao disposto nos arts. 167, IV, e 146, III, b, da Constituição Federal. Sustenta que não só a vinculação do imposto a despesa, mas o próprio Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O EXMO SR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Spaal Indústria e Comércio Ltda. interpõe agravo regimental (fls. 375 a 388) contra decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo de instrumento por ela interposto, nos seguintes termos: “DECISÃO: Vistos. SPAAL Indústria e Comércio Ltda. interpõe agravo de instrumento de decisão que não admitiu o recurso extraordinário fundado nas alíneas a e c do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que considerou o aumento da alíquota de ICMS do Estado de São Paulo, de 17% para 18%, criado pela Lei n 9.903/97, é constitucional por não vincular o referido imposto a nenhuma despesa ou fundo. O acórdão recorrido decidiu, ademais, que o contribuinte não poderia compensar o valor pago a maior em virtude das leis anteriores que aumentaram o tributo, declaradas inconstitucionais, vez que não comprovou ter absorvido o ônus tributário ou estar expressamente autorizado a pleiteá-lo em juízo. No apelo extremo alega o agravante violação ao disposto nos arts. 167, IV, e 146, III, b, da Constituição Federal. Sustenta que não só a vinculação do imposto a despesa, mas o próprio Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 693.709 AGR / SP aumento em si, é inconstitucional por custear com a receita resultante da arrecadação a mesma despesa de antes. Aduz, ainda, que o art. 166, do CTN, se refere exclusivamente à repetição de indébito, e não aos casos de compensação, prevista no art. 170 do mesmo diploma. Sem contrarrazões, consoante certidão de fls. 337. O recurso especial paralelamente interposto ao extraordinário não foi admitido na origem. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que respeita à alegada ofensa ao artigo 167, IV, da Constituição, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia posta nos autos de acordo com o entendimento desta Suprema Corte. Nesse sentido anote-se: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CONSTITUCIONAL COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. TRIBUTÁRIO. ICMS. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. AUSÊNCIA DE VINCULAÇÃO DE RECEITA DE IMPOSTOS. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 167, IV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1. A Lei paulista 9.903, de 30.12.1997, apenas impôs a divulgação, pelo Chefe do Executivo, do emprego dos recursos provenientes do aumento da alíquota de 17 para 18%, previsto no mesmo diploma. 2. A proibição de vinculação de receita de impostos prevista no art. 167, IV, da Constituição Federal, impede a fixação de uma prévia destinação desses recursos, o que não se verificou no presente caso. 3. Recurso extraordinário conhecido e improvido’ (Recurso Extraordinário 585.535, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, Repercussão Geral Mérito, DJe 8/4/2010). No que respeita à alegada ofensa ao art. 146, III, b, da Constituição, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Supremo Tribunal Federal AI 693.709 AGR / SP aumento em si, é inconstitucional por custear com a receita resultante da arrecadação a mesma despesa de antes. Aduz, ainda, que o art. 166, do CTN, se refere exclusivamente à repetição de indébito, e não aos casos de compensação, prevista no art. 170 do mesmo diploma. Sem contrarrazões, consoante certidão de fls. 337. O recurso especial paralelamente interposto ao extraordinário não foi admitido na origem. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que respeita à alegada ofensa ao artigo 167, IV, da Constituição, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia posta nos autos de acordo com o entendimento desta Suprema Corte. Nesse sentido anote-se: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CONSTITUCIONAL COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. TRIBUTÁRIO. ICMS. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. AUSÊNCIA DE VINCULAÇÃO DE RECEITA DE IMPOSTOS. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 167, IV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1. A Lei paulista 9.903, de 30.12.1997, apenas impôs a divulgação, pelo Chefe do Executivo, do emprego dos recursos provenientes do aumento da alíquota de 17 para 18%, previsto no mesmo diploma. 2. A proibição de vinculação de receita de impostos prevista no art. 167, IV, da Constituição Federal, impede a fixação de uma prévia destinação desses recursos, o que não se verificou no presente caso. 3. Recurso extraordinário conhecido e improvido’ (Recurso Extraordinário 585.535, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, Repercussão Geral Mérito, DJe 8/4/2010). No que respeita à alegada ofensa ao art. 146, III, b, da Constituição, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 693.709 AGR / SP declarada inconstitucional, considerando o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Confira-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. LEI 6.556/1989 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA, DE 17% PARA 18%. INCONSTITUCIONALIDADE. REPETIÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. LEGITIMIDADE. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear eventual indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos autos, implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido’ (AI 788.583-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 4/2/2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. ICMS. LEI 6.556/1989 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA, DE 17% PARA 18%. INCONSTITUCIONALIDADE. REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL, VEDADA NA VIA EXTRAORDINÁRIA. A discussão a respeito da repetição ou compensação da diferença paga a maior em virtude da majoração da alíquota do ICMS paulista tem natureza infraconstitucional. Vedada, portanto, a via extraordinária. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 564.266-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 30/3/2007). Ainda que assim não fosse, para divergir do entendimento fixado pelo Tribunal de origem, quanto ao contribuinte de fato e 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Supremo Tribunal Federal AI 693.709 AGR / SP declarada inconstitucional, considerando o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Confira-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. LEI 6.556/1989 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA, DE 17% PARA 18%. INCONSTITUCIONALIDADE. REPETIÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. LEGITIMIDADE. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à legitimidade para pleitear eventual indébito decorrente da obrigação tributária discutida nos autos, implica prévia interpretação da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido’ (AI 788.583-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 4/2/2011). ‘AGRAVO REGIMENTAL. ICMS. LEI 6.556/1989 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA, DE 17% PARA 18%. INCONSTITUCIONALIDADE. REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL, VEDADA NA VIA EXTRAORDINÁRIA. A discussão a respeito da repetição ou compensação da diferença paga a maior em virtude da majoração da alíquota do ICMS paulista tem natureza infraconstitucional. Vedada, portanto, a via extraordinária. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 564.266-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 30/3/2007). Ainda que assim não fosse, para divergir do entendimento fixado pelo Tribunal de origem, quanto ao contribuinte de fato e 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório AI 693.709 AGR / SP de direito, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, situação vedada em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279, do Supremo Tribunal Federal: Nesse sentido, anote-se: ‘TRIBUTÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DE MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE SUPORTOU O ÔNUS FINANCEIRO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração inconstitucional da alíquota implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II - A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido’ (AI 562.411-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 11/9/2008). Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Brasília, 16 de maio de 2011. Ministro Dias Toffoli Relator Documento assinado digitalmente” (fls. 368 a 371). Em suas razões recursais, alega a agravante que “não é razoável sustentar a existência de jurisprudência dominante com base em entendimento manifestado em apenas uma decisão (em relação à violação do art. 167, IV, da Constituição Federal de 1988) ou duas decisões (em relação à violação ao art. 146, III, b, da Constituição Federal de 1988) do Supremo Tribunal Federal.” Sustenta a violação constitucional do art. 167, IV, no aumento da alíquota do ICMS de 17% para 18%, por haver suposta vinculação da receita acrescida. Alega violação do art. 146, II, b, da Constituição Federal pela restrição à compensação. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Supremo Tribunal Federal AI 693.709 AGR / SP de direito, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, situação vedada em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279, do Supremo Tribunal Federal: Nesse sentido, anote-se: ‘TRIBUTÁRIO. INCONSTITUCIONALIDADE DE MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE SUPORTOU O ÔNUS FINANCEIRO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração inconstitucional da alíquota implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II - A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido’ (AI 562.411-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 11/9/2008). Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Brasília, 16 de maio de 2011. Ministro Dias Toffoli Relator Documento assinado digitalmente” (fls. 368 a 371). Em suas razões recursais, alega a agravante que “não é razoável sustentar a existência de jurisprudência dominante com base em entendimento manifestado em apenas uma decisão (em relação à violação do art. 167, IV, da Constituição Federal de 1988) ou duas decisões (em relação à violação ao art. 146, III, b, da Constituição Federal de 1988) do Supremo Tribunal Federal.” Sustenta a violação constitucional do art. 167, IV, no aumento da alíquota do ICMS de 17% para 18%, por haver suposta vinculação da receita acrescida. Alega violação do art. 146, II, b, da Constituição Federal pela restrição à compensação. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO VOTO O EXMO SR MINISTRO DIAS TOFFOLI: O agravo não merece ser provido. Reitero que o Pleno desta Corte, recentemente, no julgamento do Recurso Extraordinário n 585.535, publicado em 8/4/10, com repercussão geral reconhecida, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, sedimentou entendimento de que a Lei Paulista n 9.903, de 30/12/97, apenas impôs a divulgação, pelo Chefe do Executivo, do emprego dos recursos provenientes do aumento da alíquota de 17% para 18%, previsto no mesmo diploma, e que referida majoração não caracterizou vinculação de receita de impostos. Por outro lado, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, declarada inconstitucional, considerado o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Ainda que assim não fosse, há incidência da Súmula n 279 desta Corte, pois, para divergir do entendimento fixado pelo Tribunal de origem quanto ao contribuinte de fato e de direito, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, situação vedada em recurso extraordinário. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário n 408.537-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 6/3/08. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723849. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO VOTO O EXMO SR MINISTRO DIAS TOFFOLI: O agravo não merece ser provido. Reitero que o Pleno desta Corte, recentemente, no julgamento do Recurso Extraordinário n 585.535, publicado em 8/4/10, com repercussão geral reconhecida, de relatoria da Ministra Ellen Gracie, sedimentou entendimento de que a Lei Paulista n 9.903, de 30/12/97, apenas impôs a divulgação, pelo Chefe do Executivo, do emprego dos recursos provenientes do aumento da alíquota de 17% para 18%, previsto no mesmo diploma, e que referida majoração não caracterizou vinculação de receita de impostos. Por outro lado, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota do ICMS, declarada inconstitucional, considerado o disposto no art. 166, CTN, implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Ainda que assim não fosse, há incidência da Súmula n 279 desta Corte, pois, para divergir do entendimento fixado pelo Tribunal de origem quanto ao contribuinte de fato e de direito, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, situação vedada em recurso extraordinário. Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário n 408.537-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 6/3/08. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1723849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Deixe-me ver. Tenho outras anotações, o trigésimo nono é o agravo regimental no Agravo de Instrumento n 693.709. É apontado, no enunciado da lista, que o Tribunal possui o seguinte entendimento: A proibição de vinculação de receita de imposto prevista no artigo 167, inciso IV, da Constituição, impede a fixação de uma prévia destinação desse recurso, o que não se verificou no presente caso. Então, tem-se quanto a compensação: (...) a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota (...), declarada inconstitucional, considerando o que dispõe o artigo 166, (...) implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional. Ou seja, declarou-se inconstitucional a exação e, mesmo assim, não se reconheceu o direito à devolução do que recolhido indevidamente? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR) - Eu vou verificar a questão de fundo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se for isso, peço vênia para prover o agravo regimental interposto no agravo de instrumento, porque penso que as matérias estão umbilicalmente ligadas. A partir do momento em que se assenta a inconstitucionalidade do tributo, gera-se o direito à devolução, que tem disciplina constitucional para evitar o enriquecimento sem causa por parte do próprio Estado. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1659021. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Deixe-me ver. Tenho outras anotações, o trigésimo nono é o agravo regimental no Agravo de Instrumento n 693.709. É apontado, no enunciado da lista, que o Tribunal possui o seguinte entendimento: A proibição de vinculação de receita de imposto prevista no artigo 167, inciso IV, da Constituição, impede a fixação de uma prévia destinação desse recurso, o que não se verificou no presente caso. Então, tem-se quanto a compensação: (...) a apreciação da questão relativa à compensação dos valores pagos a maior em razão da majoração da alíquota (...), declarada inconstitucional, considerando o que dispõe o artigo 166, (...) implica prévia interpretação de legislação infraconstitucional. Ou seja, declarou-se inconstitucional a exação e, mesmo assim, não se reconheceu o direito à devolução do que recolhido indevidamente? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR) - Eu vou verificar a questão de fundo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se for isso, peço vênia para prover o agravo regimental interposto no agravo de instrumento, porque penso que as matérias estão umbilicalmente ligadas. A partir do momento em que se assenta a inconstitucionalidade do tributo, gera-se o direito à devolução, que tem disciplina constitucional para evitar o enriquecimento sem causa por parte do próprio Estado. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1659021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642605 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 693.709 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642605 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 . 709", "AI 693 . 709 AGR", "AI 693 . 709 AGR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 . 709", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 . 709", "AI 693 . 709 AGR", "Recurso Extraordinário 585 . 535", "AI 693 . 709 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 585", "AI 693 . 709 AGR", "AI 788 . 583 - AgR", "AI 564 . 266 - AgR", "AI 693 . 709 AGR /", "AI 788 . 583 - AgR", "AI 564 . 266 - AgR", "AI 693 . 709 AGR", "Súmula n 279 , do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 562 . 411 - AgR", "AI 693 . 709 AGR", "Súmula n 279 , do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 562 . 411 - AgR", "Recurso Extraordinário n 585 . 535", "Súmula n 279 desta Corte", "Recurso Extraordinário n 408 . 537 - AgR", "Recurso Extraordinário n 585 . 535", "Súmula n 279 desta Corte", "Recurso Extraordinário n 408 . 537 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 . 709", "Agravo de Instrumento n 693 . 709", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 . 709", "Agravo de Instrumento n 693 . 709", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 . 709", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 693 . 709" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 9 . 903 / 97", "art . 167 , IV , da Constituição Federal", "art . 166 , CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "art . 167 , IV , da Constituição Federal de 1988", "art . 146 , III , b , da Constituição Federal de 1988", "art . 146 , II , b , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 167 , IV , da Constituição Federal de 1988", "art . 146 , III , b , da Constituição Federal de 1988", "art . 146 , II , b , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Paulista n 9 . 903", "art . 166 , CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Paulista n 9 . 903", "art . 166 , CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 167 , inciso IV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 167 , inciso IV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA", "Spaal Indústria e Comércio Ltda .", "SPAAL Indústria e Comércio Ltda .", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA", "Spaal Indústria e Comércio Ltda .", "SPAAL Indústria e Comércio Ltda .", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Suprema Corte", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "1", ".", "2", ".", ".", ". 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SPAAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Dias", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ ROBERTO MARTINEZ DE LIMA", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian" ], "TEMPO": [ "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "02", "/", "2012", "6 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "12", ".", "1997", "8", "/", "4", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "12", ".", "1997", "8", "/", "4", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "2", "/", "2011", "30", "/", "3", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "2", "/", "2011", "30", "/", "3", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "9", "/", "2008", "16 de maio de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "9", "/", "2008", "16 de maio de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "8", "/", "4", "/", "10", "30", "/", "12", "/", "97", "6", "/", "3", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "8", "/", "4", "/", "10", "30", "/", "12", "/", "97", "6", "/", "3", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) :FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FRANCIELLE FARIAS ARANTES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 18, CAPUT, E 30, V, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULAS 279, 280, 454 E 636). Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e de matéria fática. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651880. Supremo Tribunal Federal DJe 01/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) :FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FRANCIELLE FARIAS ARANTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 1471/1472): “Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão, proferido por Tribunal de Justiça estadual, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘Direito Administrativo. Serviço de fornecimento de água. Obrigação pessoal. Responsabilidade do usuário pelo débito. O fornecimento de água consiste em negócio jurídico contratual que pode ser desfeito por mútuo consentimento. O vínculo obrigacional e pessoal do contrato não se compatibiliza com o direito de seqüela. Eventual aproveitamento que terceiro faça dos benefícios do contrato é questão de fato e não envolve direito daquele. Recurso não provido.’ (fls. 1.390) Alega-se violação do disposto nos arts. 18, caput, e 30, V, da Constituição federal. O recurso não merece seguimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651881. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) :FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FRANCIELLE FARIAS ARANTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 1471/1472): “Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão, proferido por Tribunal de Justiça estadual, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘Direito Administrativo. Serviço de fornecimento de água. Obrigação pessoal. Responsabilidade do usuário pelo débito. O fornecimento de água consiste em negócio jurídico contratual que pode ser desfeito por mútuo consentimento. O vínculo obrigacional e pessoal do contrato não se compatibiliza com o direito de seqüela. Eventual aproveitamento que terceiro faça dos benefícios do contrato é questão de fato e não envolve direito daquele. Recurso não provido.’ (fls. 1.390) Alega-se violação do disposto nos arts. 18, caput, e 30, V, da Constituição federal. O recurso não merece seguimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 640.063 AGR / MG Verifico que as alegadas ofensas à Constituição federal não foram ventiladas no acórdão recorrido e também não foram objeto de embargos de declaração. Falta-lhes, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Ademais, ainda que superado tal óbice, observo que concluir diversamente do Tribunal de origem demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do quadro fático-probatório, de forma que eventual ofensa à Constituição federal seria meramente indireta ou reflexa, insuscetível, portanto, de conhecimento na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279, 280, 454 e 636/STF). Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.” Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que todas as questões invocadas no recurso extraordinário foram prequestionadas. Sustenta-se, ainda, a inaplicabilidade das Súmulas do STF mencionadas na decisão agravada. Mantenho a decisão agravada e submeto o agravo à apreciação da Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651881. Supremo Tribunal Federal ARE 640.063 AGR / MG Verifico que as alegadas ofensas à Constituição federal não foram ventiladas no acórdão recorrido e também não foram objeto de embargos de declaração. Falta-lhes, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Ademais, ainda que superado tal óbice, observo que concluir diversamente do Tribunal de origem demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do quadro fático-probatório, de forma que eventual ofensa à Constituição federal seria meramente indireta ou reflexa, insuscetível, portanto, de conhecimento na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279, 280, 454 e 636/STF). Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.” Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que todas as questões invocadas no recurso extraordinário foram prequestionadas. Sustenta-se, ainda, a inaplicabilidade das Súmulas do STF mencionadas na decisão agravada. Mantenho a decisão agravada e submeto o agravo à apreciação da Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS V OTO O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Inconsistente o recurso, uma vez que as questões invocadas no recurso extraordinário não foram devidamente prequestionadas. Com efeito, para que a matéria seja considerada prequestionada, deve ter sido trazida nas razões da apelação e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Nesse sentido: “- Agravo regimental. - Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e, se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de declaração para possibilitar ao Tribunal ‘a quo’ pronunciar-se sobre ela. Nada disso ocorreu no caso sob julgamento. Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 28.03.1993) Observo que, no caso em exame, as questões referentes aos arts. 18, caput, e 30, V, da Constituição, não foram debatidas no acórdão recorrido e nem foram objeto de embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento. Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria prosperar o presente recurso, visto que o acórdão recorrido tratou de matéria de natureza infraconstitucional, conforme se verifica da ementa desse aresto, cujo teor transcrevo (fls. 1390): “Direito Administrativo. Serviço de fornecimento de água. Obrigação pessoal. Responsabilidade do usuário pelo débito. O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651882. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS V OTO O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Inconsistente o recurso, uma vez que as questões invocadas no recurso extraordinário não foram devidamente prequestionadas. Com efeito, para que a matéria seja considerada prequestionada, deve ter sido trazida nas razões da apelação e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Nesse sentido: “- Agravo regimental. - Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e, se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de declaração para possibilitar ao Tribunal ‘a quo’ pronunciar-se sobre ela. Nada disso ocorreu no caso sob julgamento. Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 28.03.1993) Observo que, no caso em exame, as questões referentes aos arts. 18, caput, e 30, V, da Constituição, não foram debatidas no acórdão recorrido e nem foram objeto de embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento. Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria prosperar o presente recurso, visto que o acórdão recorrido tratou de matéria de natureza infraconstitucional, conforme se verifica da ementa desse aresto, cujo teor transcrevo (fls. 1390): “Direito Administrativo. Serviço de fornecimento de água. Obrigação pessoal. Responsabilidade do usuário pelo débito. O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA ARE 640.063 AGR / MG fornecimento de água consiste em negócio jurídico contratual que pode ser desfeito por mútuo consentimento. O vínculo obrigacional e pessoal do contrato não se compatibiliza com o direito de sequela. Eventual aproveitamento que terceiro faça dos benefícios do contrato é questão de fato e não envolve direito daquele. Recurso provido”. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que é inviável nesta esfera. Isso porque eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa. Do exposto, nego provimento ao presente agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651882. Supremo Tribunal Federal ARE 640.063 AGR / MG fornecimento de água consiste em negócio jurídico contratual que pode ser desfeito por mútuo consentimento. O vínculo obrigacional e pessoal do contrato não se compatibiliza com o direito de sequela. Eventual aproveitamento que terceiro faça dos benefícios do contrato é questão de fato e não envolve direito daquele. Recurso provido”. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que é inviável nesta esfera. Isso porque eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa. Do exposto, nego provimento ao presente agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) : FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : FRANCIELLE FARIAS ARANTES Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641714 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) : FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : FRANCIELLE FARIAS ARANTES Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641714 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1680181
2011-12-06T00:00:00
2012-02-01T00:00:00
Negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 06.12.2011.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 18, CAPUT, E 30, V, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULAS 279, 280, 454 E 636). Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e de matéria fática. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur203848
- Acórdão citado: AI 392689 AgR. Número de páginas: 6. Análise: 23/02/2012, LLD.
JOAQUIM BARBOSA
Segunda Turma
640063
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00018 \"CAPUT\" ART-00030 INC-00005 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 640063 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) : FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : FRANCIELLE FARIAS ARANTES
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Ementa e Acórdão 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) :FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FRANCIELLE FARIAS ARANTES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 18, CAPUT, E 30, V, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULAS 279, 280, 454 E 636). Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e de matéria fática. Assim, eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do relator. Brasília, 6 de dezembro de 2011. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651880. Supremo Tribunal Federal DJe 01/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) :FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FRANCIELLE FARIAS ARANTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 1471/1472): “Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão, proferido por Tribunal de Justiça estadual, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘Direito Administrativo. Serviço de fornecimento de água. Obrigação pessoal. Responsabilidade do usuário pelo débito. O fornecimento de água consiste em negócio jurídico contratual que pode ser desfeito por mútuo consentimento. O vínculo obrigacional e pessoal do contrato não se compatibiliza com o direito de seqüela. Eventual aproveitamento que terceiro faça dos benefícios do contrato é questão de fato e não envolve direito daquele. Recurso não provido.’ (fls. 1.390) Alega-se violação do disposto nos arts. 18, caput, e 30, V, da Constituição federal. O recurso não merece seguimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651881. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) :DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) :FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :FRANCIELLE FARIAS ARANTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): É este o teor da decisão com que neguei seguimento ao recurso extraordinário (fls. 1471/1472): “Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão, proferido por Tribunal de Justiça estadual, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘Direito Administrativo. Serviço de fornecimento de água. Obrigação pessoal. Responsabilidade do usuário pelo débito. O fornecimento de água consiste em negócio jurídico contratual que pode ser desfeito por mútuo consentimento. O vínculo obrigacional e pessoal do contrato não se compatibiliza com o direito de seqüela. Eventual aproveitamento que terceiro faça dos benefícios do contrato é questão de fato e não envolve direito daquele. Recurso não provido.’ (fls. 1.390) Alega-se violação do disposto nos arts. 18, caput, e 30, V, da Constituição federal. O recurso não merece seguimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 640.063 AGR / MG Verifico que as alegadas ofensas à Constituição federal não foram ventiladas no acórdão recorrido e também não foram objeto de embargos de declaração. Falta-lhes, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Ademais, ainda que superado tal óbice, observo que concluir diversamente do Tribunal de origem demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do quadro fático-probatório, de forma que eventual ofensa à Constituição federal seria meramente indireta ou reflexa, insuscetível, portanto, de conhecimento na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279, 280, 454 e 636/Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.” Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que todas as questões invocadas no recurso extraordinário foram prequestionadas. Sustenta-se, ainda, a inaplicabilidade das Súmulas do Supremo Tribunal Federal mencionadas na decisão agravada. Mantenho a decisão agravada e submeto o agravo à apreciação da Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651881. Supremo Tribunal Federal ARE 640.063 AGR / MG Verifico que as alegadas ofensas à Constituição federal não foram ventiladas no acórdão recorrido e também não foram objeto de embargos de declaração. Falta-lhes, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Ademais, ainda que superado tal óbice, observo que concluir diversamente do Tribunal de origem demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do quadro fático-probatório, de forma que eventual ofensa à Constituição federal seria meramente indireta ou reflexa, insuscetível, portanto, de conhecimento na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279, 280, 454 e 636/Supremo Tribunal Federal). Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.” Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que todas as questões invocadas no recurso extraordinário foram prequestionadas. Sustenta-se, ainda, a inaplicabilidade das Súmulas do Supremo Tribunal Federal mencionadas na decisão agravada. Mantenho a decisão agravada e submeto o agravo à apreciação da Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS V OTO O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Inconsistente o recurso, uma vez que as questões invocadas no recurso extraordinário não foram devidamente prequestionadas. Com efeito, para que a matéria seja considerada prequestionada, deve ter sido trazida nas razões da apelação e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Nesse sentido: “- Agravo regimental. - Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e, se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de declaração para possibilitar ao Tribunal ‘a quo’ pronunciar-se sobre ela. Nada disso ocorreu no caso sob julgamento. Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 28.03.1993) Observo que, no caso em exame, as questões referentes aos arts. 18, caput, e 30, V, da Constituição, não foram debatidas no acórdão recorrido e nem foram objeto de embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento. Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria prosperar o presente recurso, visto que o acórdão recorrido tratou de matéria de natureza infraconstitucional, conforme se verifica da ementa desse aresto, cujo teor transcrevo (fls. 1390): “Direito Administrativo. Serviço de fornecimento de água. Obrigação pessoal. Responsabilidade do usuário pelo débito. O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651882. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 MINAS GERAIS V OTO O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Relator): Inconsistente o recurso, uma vez que as questões invocadas no recurso extraordinário não foram devidamente prequestionadas. Com efeito, para que a matéria seja considerada prequestionada, deve ter sido trazida nas razões da apelação e abordada no acórdão recorrido, ou, caso omisso o tribunal recorrido, suscitada em embargos de declaração. Nesse sentido: “- Agravo regimental. - Não tem razão o agravante. Com efeito, a questão constitucional só está prequestionada se foi ventilada na decisão recorrida ou, se esta for omissa, foi objeto de embargos de declaração; e, se ela surgiu originariamente na decisão recorrida, para o seu prequestionamento é mister que seja levantada em embargos de declaração para possibilitar ao Tribunal ‘a quo’ pronunciar-se sobre ela. Nada disso ocorreu no caso sob julgamento. Agravo a que se nega provimento.” (AI 392.689-AgR, rel. min. Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 28.03.1993) Observo que, no caso em exame, as questões referentes aos arts. 18, caput, e 30, V, da Constituição, não foram debatidas no acórdão recorrido e nem foram objeto de embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento. Ainda que superado o mencionado óbice, não mereceria prosperar o presente recurso, visto que o acórdão recorrido tratou de matéria de natureza infraconstitucional, conforme se verifica da ementa desse aresto, cujo teor transcrevo (fls. 1390): “Direito Administrativo. Serviço de fornecimento de água. Obrigação pessoal. Responsabilidade do usuário pelo débito. O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA ARE 640.063 AGR / MG fornecimento de água consiste em negócio jurídico contratual que pode ser desfeito por mútuo consentimento. O vínculo obrigacional e pessoal do contrato não se compatibiliza com o direito de sequela. Eventual aproveitamento que terceiro faça dos benefícios do contrato é questão de fato e não envolve direito daquele. Recurso provido”. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que é inviável nesta esfera. Isso porque eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa. Do exposto, nego provimento ao presente agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651882. Supremo Tribunal Federal ARE 640.063 AGR / MG fornecimento de água consiste em negócio jurídico contratual que pode ser desfeito por mútuo consentimento. O vínculo obrigacional e pessoal do contrato não se compatibiliza com o direito de sequela. Eventual aproveitamento que terceiro faça dos benefícios do contrato é questão de fato e não envolve direito daquele. Recurso provido”. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que é inviável nesta esfera. Isso porque eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa. Do exposto, nego provimento ao presente agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1651882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) : FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : FRANCIELLE FARIAS ARANTES Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641714 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640.063 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - DMAE ADV.(A/S) : FABRÍCIO SOUZA DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : FRANCIELLE FARIAS ARANTES Decisão: negado provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 06.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1641714 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 640 . 063", "SÚMULAS 282", "ARE 640 . 063 AGR / MG", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 , 454 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 640 . 063 AGR / MG", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 , 454 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "AI 392 . 689 - AgR", "AI 392 . 689 - AgR", "ARE 640 . 063 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS . 18 , CAPUT , E 30 , V , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição federal", "arts . 18 , caput , e 30 , V , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição federal", "arts . 18 , caput , e 30 , V , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição federal", "Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 18 , caput , e 30 , V , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 18 , caput , e 30 , V , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO", "DMAE", "SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "063 MINAS", "DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO", "DMAE", "SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO", "DMAE", "SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MG", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO", "DMAE", "SANTA MÔNICA EMPREENDIMENTOS LTDA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO", "DMAE", "2", ".", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "JOAQUIM BARBOSA", "FABRÍCIO SOUZA DUARTE", "FRANCIELLE FARIAS ARANTES", "Ayres Britto", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "FABRÍCIO SOUZA DUARTE", "FRANCIELLE FARIAS ARANTES", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "FABRÍCIO SOUZA DUARTE", "FRANCIELLE FARIAS ARANTES", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "Moreira Alves", "JOAQUIM BARBOSA", "Moreira Alves", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "FABRÍCIO SOUZA DUARTE", "FRANCIELLE FARIAS ARANTES", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Karima Batista Kassab", "JOAQUIM BARBOSA", "FABRÍCIO SOUZA DUARTE", "SANTA", "FRANCIELLE FARIAS ARANTES", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Karima Batista Kassab" ], "TEMPO": [ "06", "/", "12", "/", "2011", "6 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "02", "/", "2012", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "28", ".", "03", ".", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "28", ".", "03", ".", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) :JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Latrocínio (CP, art. 157, § 3º). Nulidade da sentença penal condenatória. Alegação de falta de fundamentação e de ausência de elementos probatórios. Não ocorrência. Fundamentação idônea quanto à materialidade do delito e à responsabilidade do recorrente. Pretendido reconhecimento de crime único contra o patrimônio, resultante na morte da primeira vítima e em lesão corporal à segunda. Plausibilidade jurídica da tese. Delito praticado com unidade de desígnios. Reconhecimento do concurso formal próprio (CP, art. 70, 1ª parte). Precedentes da Suprema Corte. Reconhecimento da atenuante da menoridade do recorrente ao tempo do crime (CP, 65, inciso I). Comprovação. Tema, contudo, não submetido às instâncias antecedentes. Inadmissível dupla supressão de instância. Não observância da incidência da atenuante pelas instâncias de mérito. Ilegalidade flagrante. Recurso parcialmente provido. Ordem de habeas corpus concedida de ofício. 1. A alegação de falta de fundamentação do édito condenatório - por ausência de materialidade do delito e de responsabilidade do recorrente - não se sustenta na espécie, uma vez que o Tribunal estadual, de forma fundamentada, contextualizou as provas colacionadas nos autos, entendendo-as suficientes para a condenação do ora recorrente. 2. O pretendido reconhecimento do concurso formal próprio no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RHC 107210 / PE delito de latrocínio praticado encontra respaldo jurídico na jurisprudência do Supremo Tribunal, segundo a qual “o crime de latrocínio é um delito complexo, cuja unidade não se altera em razão da diversidade de vítimas fatais; há um único latrocínio, não obstante constatadas duas mortes; a pluralidade de vítimas não configura a continuidade delitiva, vez que o crime-fim arquitetado foi o de roubo e não o de duplo latrocínio” (HC nº 71.267/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 20/4/95). 3. Embora a incidência da atenuante da menoridade não tenha sido submetida às instâncias antecedentes, de modo a ser vedada a sua análise no presente ensejo, sob pena de dupla supressão de instância, a existência de prova cabal nos autos demonstrando essa condição pessoal do recorrente ao tempo do crime autoriza a concessão de habeas corpus de ofício para que se implemente o redutor de pena (CP, art. 65, inciso I), uma vez que configura constrangimento ilegal flagrante a sua não observância pelas instâncias de mérito. 4. Recurso ordinário parcialmente provido. 5. Ordem concedida de ofício para reduzir a pena pela atenuante prevista no art. 65, inciso I, do Código Penal. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, verificado empate na votação, em dar parcial provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli. Votaram pelo não provimento do recurso a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Roberto Barroso. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em conceder ordem de ofício, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 10 de setembro de 2013. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE delito de latrocínio praticado encontra respaldo jurídico na jurisprudência do Supremo Tribunal, segundo a qual “o crime de latrocínio é um delito complexo, cuja unidade não se altera em razão da diversidade de vítimas fatais; há um único latrocínio, não obstante constatadas duas mortes; a pluralidade de vítimas não configura a continuidade delitiva, vez que o crime-fim arquitetado foi o de roubo e não o de duplo latrocínio” (HC nº 71.267/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 20/4/95). 3. Embora a incidência da atenuante da menoridade não tenha sido submetida às instâncias antecedentes, de modo a ser vedada a sua análise no presente ensejo, sob pena de dupla supressão de instância, a existência de prova cabal nos autos demonstrando essa condição pessoal do recorrente ao tempo do crime autoriza a concessão de habeas corpus de ofício para que se implemente o redutor de pena (CP, art. 65, inciso I), uma vez que configura constrangimento ilegal flagrante a sua não observância pelas instâncias de mérito. 4. Recurso ordinário parcialmente provido. 5. Ordem concedida de ofício para reduzir a pena pela atenuante prevista no art. 65, inciso I, do Código Penal. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, verificado empate na votação, em dar parcial provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli. Votaram pelo não provimento do recurso a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Roberto Barroso. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em conceder ordem de ofício, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 10 de setembro de 2013. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Ementa e Acórdão RHC 107210 / PE MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) :JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por José Severino da Silva contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o HC 134.775/PE. O Recorrente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco pela prática do crime de latrocínio consumado e de tentativa de latrocínio, em concurso formal (arts. 157, caput e § 3º, e 157, caput e § 3º, combinado com os arts. 14, II, e 70, todos do Código Penal). Segundo a denúncia “no dia 05 de abril de 2005, por volta das 20h30, na BR 101, nas proximidades do trevo de acesso à PE-75, nesta cidade, o acusado após anunciar assalto a um caminhoneiro, disparou contra o mesmo e contra um colega que estava próximo, provocando a morte do primeiro e lesões graves no segundo”. Em razão desses fatos, o Juízo da 1ª Vara da Comarca de Goiana/PE condenou o Recorrente às penas de 28 (vinte e oito) anos de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 (trinta) dias-multa pela prática do crime tipificado no art. 157, § 3º, segunda parte, do Código Penal e às penas de 16 (dezesseis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 (trinta) dias-multa pela tentativa do crime previsto no art. 157, § 3º, segunda parte, do Código Penal, em concurso formal. No julgamento da apelação criminal, o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco deu parcial provimento ao recurso e reduziu para 25 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) :JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por José Severino da Silva contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o HC 134.775/PE. O Recorrente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco pela prática do crime de latrocínio consumado e de tentativa de latrocínio, em concurso formal (arts. 157, caput e § 3º, e 157, caput e § 3º, combinado com os arts. 14, II, e 70, todos do Código Penal). Segundo a denúncia “no dia 05 de abril de 2005, por volta das 20h30, na BR 101, nas proximidades do trevo de acesso à PE-75, nesta cidade, o acusado após anunciar assalto a um caminhoneiro, disparou contra o mesmo e contra um colega que estava próximo, provocando a morte do primeiro e lesões graves no segundo”. Em razão desses fatos, o Juízo da 1ª Vara da Comarca de Goiana/PE condenou o Recorrente às penas de 28 (vinte e oito) anos de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 (trinta) dias-multa pela prática do crime tipificado no art. 157, § 3º, segunda parte, do Código Penal e às penas de 16 (dezesseis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 (trinta) dias-multa pela tentativa do crime previsto no art. 157, § 3º, segunda parte, do Código Penal, em concurso formal. No julgamento da apelação criminal, o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco deu parcial provimento ao recurso e reduziu para 25 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório RHC 107210 / PE (vinte e cinco) anos a pena fixada para o latrocínio consumado, a ser cumprida no regime inicial fechado. Esclareceu o Colegiado que restou configurado concurso formal impróprio, por se tratar de uma única ação dolosa ocasionando dois resultados danosos decorrentes de desígnios autônomos. Irresignada com a aplicação da regra do concurso formal impróprio, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Eis a ementa do julgado: “CRIMINAL. HABEAS CORPUS. LATROCÍNIO. CONCURSO FORMAL IMPRÓPRIO. ARTIGO 70, 2ª PARTE, DO CÓDIGO PENAL. DESÍGNIOS AUTÔNOMOS. PACIENTE QUE, MEDIANTE UMA SÓ AÇÃO E COM PROPÓSITOS DIVERSOS, PRATICOU DOIS CRIMES, ATINGINDO DOIS RESULTADOS. PENAS CUMULATIVAMENTE APLICADAS. ORDEM DENEGADA. I. Tipifica-se a conduta do agente que, mediante uma só ação, dolosamente e com desígnios autônomos, pratica dois ou mais crimes, obtendo dois ou mais resultados, no art. 70, 2ª parte, do Código Penal - concurso formal impróprio, aplicando- se as penas cumulativamente. II. No presente caso, o paciente, no intuito de subtrair coisa móvel alheia para si, matou uma vítima e feriu outra, gravemente. III. Precedentes do STJ. IV. Ordem denegada”. No presente recurso, a Defesa sustenta ocorrência de nulidade da sentença e do acórdão condenatório por absoluta falta de fundamentação, pois não houve indicação do bem subtraído e também não foram reunidas provas concretas da autoria delitiva. Salienta que a prática do crime de latrocínio contra um único patrimônio, resultando a morte de uma das vítimas e lesão corporal na outra, constitui crime único. Em caso contrário, insiste na aplicação do concurso formal próprio, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE (vinte e cinco) anos a pena fixada para o latrocínio consumado, a ser cumprida no regime inicial fechado. Esclareceu o Colegiado que restou configurado concurso formal impróprio, por se tratar de uma única ação dolosa ocasionando dois resultados danosos decorrentes de desígnios autônomos. Irresignada com a aplicação da regra do concurso formal impróprio, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Eis a ementa do julgado: “CRIMINAL. HABEAS CORPUS. LATROCÍNIO. CONCURSO FORMAL IMPRÓPRIO. ARTIGO 70, 2ª PARTE, DO CÓDIGO PENAL. DESÍGNIOS AUTÔNOMOS. PACIENTE QUE, MEDIANTE UMA SÓ AÇÃO E COM PROPÓSITOS DIVERSOS, PRATICOU DOIS CRIMES, ATINGINDO DOIS RESULTADOS. PENAS CUMULATIVAMENTE APLICADAS. ORDEM DENEGADA. I. Tipifica-se a conduta do agente que, mediante uma só ação, dolosamente e com desígnios autônomos, pratica dois ou mais crimes, obtendo dois ou mais resultados, no art. 70, 2ª parte, do Código Penal - concurso formal impróprio, aplicando- se as penas cumulativamente. II. No presente caso, o paciente, no intuito de subtrair coisa móvel alheia para si, matou uma vítima e feriu outra, gravemente. III. Precedentes do STJ. IV. Ordem denegada”. No presente recurso, a Defesa sustenta ocorrência de nulidade da sentença e do acórdão condenatório por absoluta falta de fundamentação, pois não houve indicação do bem subtraído e também não foram reunidas provas concretas da autoria delitiva. Salienta que a prática do crime de latrocínio contra um único patrimônio, resultando a morte de uma das vítimas e lesão corporal na outra, constitui crime único. Em caso contrário, insiste na aplicação do concurso formal próprio, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório RHC 107210 / PE ao argumento de que voltado o dolo do agente à subtração de um único patrimônio, ainda que atingida a integridade física de mais de uma vítima, a tornar imperiosa a aplicação da regra do concurso formal próprio. Por fim, requer a aplicação da atenuante da menoridade penal, já que o Recorrente contava com 20 anos na data dos fatos. Contrarrazões às fls. 157-9. O Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida opinou pelo provimento parcial do recurso (fls. 167-70). Com a aposentadoria da eminente Ministra Ellen Gracie, publicada no DOU do dia 8.8.2011, tornei-me a substituta regimental dos feitos de relatoria de Sua Excelência (RISTF, art. 38, IV, a). Os autos vieram conclusos à minha relatoria em 19.12.2011. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE ao argumento de que voltado o dolo do agente à subtração de um único patrimônio, ainda que atingida a integridade física de mais de uma vítima, a tornar imperiosa a aplicação da regra do concurso formal próprio. Por fim, requer a aplicação da atenuante da menoridade penal, já que o Recorrente contava com 20 anos na data dos fatos. Contrarrazões às fls. 157-9. O Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida opinou pelo provimento parcial do recurso (fls. 167-70). Com a aposentadoria da eminente Ministra Ellen Gracie, publicada no DOU do dia 8.8.2011, tornei-me a substituta regimental dos feitos de relatoria de Sua Excelência (RISTF, art. 38, IV, a). Os autos vieram conclusos à minha relatoria em 19.12.2011. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): As questões em debate neste recurso ordinário em habeas corpus dizem respeito à nulidade da condenação por falta de fundamentação, à possibilidade de aplicação da regra do concurso formal próprio e à incidência da atenuante da menoridade penal. Como adiantado, o Recorrente foi condenado pela prática dos crimes de latrocínio consumado e tentado, em concurso formal, às penas de 25 (vinte e cinco) anos de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 dias-multa e, ainda, às penas de 16 (dezesseis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 dias-multa. Foi reconhecido o concurso formal impróprio, somando-se as penas (art. 70, segunda parte, do Código Penal). Em síntese, o Recorrente, no dia 05 de abril de 2005, por volta das 20h30, na BR 101, nas proximidades do trevo de acesso à PE-75, após anunciar assalto a um caminhoneiro, disparou contra o mesmo e contra um colega que estava próximo, provocando a morte do primeiro e lesões graves no segundo. Acerca da alegada deficiência de fundamentação probatória da condenação, cumpre ressalvar que o habeas corpus, ação de cognição sumária, não permite o exame e a valoração aprofundada das provas. Ademais, embora os autos não estejam encartados com cópia do conjunto probatório, consta do acórdão condenatório fundamentação idônea e convincente quanto à responsabilidade do Recorrente. Além da comprovada materialidade do crime, pelas perícias na vítima falecida e na sobrevivente, assim como pelo depoimento da sobrevivente, o acórdão condenatório arrola diversos depoimentos de testemunhas nos quais o Recorrente é apontado como autor do delito, além de consignar a inconsistência do álibi por ele apresentado no sentido de que estaria em outro lugar no momento dos fatos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): As questões em debate neste recurso ordinário em habeas corpus dizem respeito à nulidade da condenação por falta de fundamentação, à possibilidade de aplicação da regra do concurso formal próprio e à incidência da atenuante da menoridade penal. Como adiantado, o Recorrente foi condenado pela prática dos crimes de latrocínio consumado e tentado, em concurso formal, às penas de 25 (vinte e cinco) anos de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 dias-multa e, ainda, às penas de 16 (dezesseis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 dias-multa. Foi reconhecido o concurso formal impróprio, somando-se as penas (art. 70, segunda parte, do Código Penal). Em síntese, o Recorrente, no dia 05 de abril de 2005, por volta das 20h30, na BR 101, nas proximidades do trevo de acesso à PE-75, após anunciar assalto a um caminhoneiro, disparou contra o mesmo e contra um colega que estava próximo, provocando a morte do primeiro e lesões graves no segundo. Acerca da alegada deficiência de fundamentação probatória da condenação, cumpre ressalvar que o habeas corpus, ação de cognição sumária, não permite o exame e a valoração aprofundada das provas. Ademais, embora os autos não estejam encartados com cópia do conjunto probatório, consta do acórdão condenatório fundamentação idônea e convincente quanto à responsabilidade do Recorrente. Além da comprovada materialidade do crime, pelas perícias na vítima falecida e na sobrevivente, assim como pelo depoimento da sobrevivente, o acórdão condenatório arrola diversos depoimentos de testemunhas nos quais o Recorrente é apontado como autor do delito, além de consignar a inconsistência do álibi por ele apresentado no sentido de que estaria em outro lugar no momento dos fatos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE A propósito, transcrevo trecho do voto condutor do acórdão proferido na apelação criminal, no que sobreleva: “A materialidade do delito acha-se demonstrada pelas perícias traumatológica e tanatoscópica de fls. 213/214, pelas fotos de fls. 218 e pelo depoimento da vítima sobrevivente e das demais testemunhas. Durante o inquérito, negou o réu a autoria, dizendo ter álibis que estavam com ele no momento dos fatos descritos na denúncia. Novamente disse que escutou boatos de que os autores do crime foram Alexandre da Silva e Carlos Antônio, ambos menores. Afirmou que a pessoa conhecida por “Cal” disse que ele estaria envolvido nos delitos porque ele (interrogando) já brigou com um irmão do Cal. As testemunhas da acusação, entrementes, não confirmaram a versão trazida pelo réu. Rosinalda dos Santos confirmou as declarações feitas na delegacia (fls. 67), quando disse que o réu (conhecido como “Dinho Novato”) e as pessoas de Carlos e Xande são conhecidos na comunidade como praticantes de assalto e que todos têm medo deles. Disse que ouviu comentários de que os três foram os responsáveis pelos crimes referidos na exordial. Rita Francisca da Silva Batista, mãe do tal “Xande”, disse que seu filho foi assassinado recentemente e que o mesmo disse à sua companheira que o caminhoneiro foi assassinado pelo réu e por uma pessoa conhecida por “Pina”. Disse que seu filho vivia com o réu, com “Pina” e com Carlos, companhias que ela não gostava. (…) Karlos Alberto Mendes Vieira afirmou que foi ao local dos fatos com o sogro e a esposa da vítima para a cidade de Goiana e, lá chegando, no Posto Alvorada, uma mulher chamada Mônica, conhecida da vítima, disse que ao sair de casa escutou os tiros e, ao se dirigir ao local, viu duas pessoas chamadas Dinho e Alexandre (vulto Xandy) correndo com o dinheiro na mão passando por ela, a qual se mostrou receosa em dar outras declarações, por medo, porque o local era muito perigoso. (...) Como se vê, não há dúvidas sobre a materialidade e a autoria. Embora tenha o réu alegado que não praticou os crimes de latrocínio e tentativa de latrocínio referidos na denúncia, toda a prova 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE A propósito, transcrevo trecho do voto condutor do acórdão proferido na apelação criminal, no que sobreleva: “A materialidade do delito acha-se demonstrada pelas perícias traumatológica e tanatoscópica de fls. 213/214, pelas fotos de fls. 218 e pelo depoimento da vítima sobrevivente e das demais testemunhas. Durante o inquérito, negou o réu a autoria, dizendo ter álibis que estavam com ele no momento dos fatos descritos na denúncia. Novamente disse que escutou boatos de que os autores do crime foram Alexandre da Silva e Carlos Antônio, ambos menores. Afirmou que a pessoa conhecida por “Cal” disse que ele estaria envolvido nos delitos porque ele (interrogando) já brigou com um irmão do Cal. As testemunhas da acusação, entrementes, não confirmaram a versão trazida pelo réu. Rosinalda dos Santos confirmou as declarações feitas na delegacia (fls. 67), quando disse que o réu (conhecido como “Dinho Novato”) e as pessoas de Carlos e Xande são conhecidos na comunidade como praticantes de assalto e que todos têm medo deles. Disse que ouviu comentários de que os três foram os responsáveis pelos crimes referidos na exordial. Rita Francisca da Silva Batista, mãe do tal “Xande”, disse que seu filho foi assassinado recentemente e que o mesmo disse à sua companheira que o caminhoneiro foi assassinado pelo réu e por uma pessoa conhecida por “Pina”. Disse que seu filho vivia com o réu, com “Pina” e com Carlos, companhias que ela não gostava. (…) Karlos Alberto Mendes Vieira afirmou que foi ao local dos fatos com o sogro e a esposa da vítima para a cidade de Goiana e, lá chegando, no Posto Alvorada, uma mulher chamada Mônica, conhecida da vítima, disse que ao sair de casa escutou os tiros e, ao se dirigir ao local, viu duas pessoas chamadas Dinho e Alexandre (vulto Xandy) correndo com o dinheiro na mão passando por ela, a qual se mostrou receosa em dar outras declarações, por medo, porque o local era muito perigoso. (...) Como se vê, não há dúvidas sobre a materialidade e a autoria. Embora tenha o réu alegado que não praticou os crimes de latrocínio e tentativa de latrocínio referidos na denúncia, toda a prova 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE testemunhal demonstra que o mesmo foi o autor do assalto que resultou na morte da vítima José Cabral de Melo e em lesões graves na vítima Marcos Antônio Ferreira da Silva. As testemunhas de defesa tentaram afastar a autoria, tentando criar um álibi para o réu, mas cada uma delas apontou lugares e atividades diferentes praticadas pelo réu no momento dos fatos. Não se sabe se o mesmo estava jogando bola, baralho ou dominó. Não se pode conferir um mínimo de credibilidade ao depoimento das referidas testemunhas. As testemunhas da acusação, ao contrário, foram uníssonas em dizer que o réu foi o autor dos delitos. Karlos Alberto Mendes Vieira chegou a conversar com uma testemunha presencial, a qual não quis se envolver, por medo. É notório que o réu tratava-se de pessoa temida na comunidade, tanto que algumas testemunhas tentaram se retratar das declarações feitas na delegacia, certamente atemorizadas pela possibilidade de represálias por parte do réu. Assim é que, a meu ver, resta demonstrada nos autos a autoria delitiva do réu em relação aos crimes de latrocínio e tentativa de latrocínio mencionadas na acusação”. Infere-se do trecho transcrito que o Tribunal contextualizou as provas colacionadas aos autos, reputando-as suficientes para a condenação do agente, de forma coerente e fundamentada. Por substituir, o acórdão condenatório, a sentença, perde relevância a alegação da deficiência da argumentação probatória realizada pelo magistrado de primeiro grau. Quanto à configuração típica, observo, inicialmente, que, superado o questionamento probatório, não há divergência no que se refere ao cerne dos fatos: em um assalto contra dois motoristas de caminhão, um foi alvejado e faleceu e o outro sofreu ferimentos, mas sobreviveu. O Recorrente, diante da tentativa de fuga dos motoristas, efetuou disparos de arma de fogo em sua direção, vindo a atingi-los. Não foi esclarecido na denúncia ou na sentença e acórdão, se o Recorrente logrou obter a subtração patrimonial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE testemunhal demonstra que o mesmo foi o autor do assalto que resultou na morte da vítima José Cabral de Melo e em lesões graves na vítima Marcos Antônio Ferreira da Silva. As testemunhas de defesa tentaram afastar a autoria, tentando criar um álibi para o réu, mas cada uma delas apontou lugares e atividades diferentes praticadas pelo réu no momento dos fatos. Não se sabe se o mesmo estava jogando bola, baralho ou dominó. Não se pode conferir um mínimo de credibilidade ao depoimento das referidas testemunhas. As testemunhas da acusação, ao contrário, foram uníssonas em dizer que o réu foi o autor dos delitos. Karlos Alberto Mendes Vieira chegou a conversar com uma testemunha presencial, a qual não quis se envolver, por medo. É notório que o réu tratava-se de pessoa temida na comunidade, tanto que algumas testemunhas tentaram se retratar das declarações feitas na delegacia, certamente atemorizadas pela possibilidade de represálias por parte do réu. Assim é que, a meu ver, resta demonstrada nos autos a autoria delitiva do réu em relação aos crimes de latrocínio e tentativa de latrocínio mencionadas na acusação”. Infere-se do trecho transcrito que o Tribunal contextualizou as provas colacionadas aos autos, reputando-as suficientes para a condenação do agente, de forma coerente e fundamentada. Por substituir, o acórdão condenatório, a sentença, perde relevância a alegação da deficiência da argumentação probatória realizada pelo magistrado de primeiro grau. Quanto à configuração típica, observo, inicialmente, que, superado o questionamento probatório, não há divergência no que se refere ao cerne dos fatos: em um assalto contra dois motoristas de caminhão, um foi alvejado e faleceu e o outro sofreu ferimentos, mas sobreviveu. O Recorrente, diante da tentativa de fuga dos motoristas, efetuou disparos de arma de fogo em sua direção, vindo a atingi-los. Não foi esclarecido na denúncia ou na sentença e acórdão, se o Recorrente logrou obter a subtração patrimonial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE Entretanto, a questão perde relevância diante da morte de uma das vítimas, incidindo na espécie a Súmula 610 desta Suprema Corte: “Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima.” Questão que se coloca é se, no latrocínio, quando há mais de uma vítima, delineia-se crime único, concurso formal próprio ou formal impróprio. A questão é polêmica e a jurisprudência não é uníssona. O latrocínio é crime pluriofensivo, atingindo mais de um bem jurídico, especificamente o patrimônio e a vida da vítima. No caso, o agente atentou, por meio de ações diversas, disparos de arma de fogo, contra a vida de duas pessoas. Embora as ações diversas tenham sido praticadas em um único contexto, viabilizando o seu tratamento como uma só ação, não se pode afirmar que a realização de mais de um disparo contra vítimas diversas decorra de um único desígnio delitivo. Embora o objetivo final do agente fosse único, a subtração patrimonial, a realização de mais de um disparo contra duas vítimas diversas revela, por evidente, a intenção de atentar contra duas vidas e não somente contra uma. No contexto, reputo razoável o enquadramento jurídico realizado pelas instâncias anteriores, no concurso formal impróprio previsto na parte final do art. 70 do Código Penal: “Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.” Ademais, envolvendo a questão matéria eminentemente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE Entretanto, a questão perde relevância diante da morte de uma das vítimas, incidindo na espécie a Súmula 610 desta Suprema Corte: “Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima.” Questão que se coloca é se, no latrocínio, quando há mais de uma vítima, delineia-se crime único, concurso formal próprio ou formal impróprio. A questão é polêmica e a jurisprudência não é uníssona. O latrocínio é crime pluriofensivo, atingindo mais de um bem jurídico, especificamente o patrimônio e a vida da vítima. No caso, o agente atentou, por meio de ações diversas, disparos de arma de fogo, contra a vida de duas pessoas. Embora as ações diversas tenham sido praticadas em um único contexto, viabilizando o seu tratamento como uma só ação, não se pode afirmar que a realização de mais de um disparo contra vítimas diversas decorra de um único desígnio delitivo. Embora o objetivo final do agente fosse único, a subtração patrimonial, a realização de mais de um disparo contra duas vítimas diversas revela, por evidente, a intenção de atentar contra duas vidas e não somente contra uma. No contexto, reputo razoável o enquadramento jurídico realizado pelas instâncias anteriores, no concurso formal impróprio previsto na parte final do art. 70 do Código Penal: “Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.” Ademais, envolvendo a questão matéria eminentemente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE infraconstitucional, cumpre prestigiar a interpretação adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que cabe a este, pelo modelo constitucional em vigor, uniformizar a interpretação judicial da lei federal. Logo, o entendimento sufragado no acórdão recorrido, de que teria havido concurso formal impróprio deve ser mantido. Embora a própria jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça não seja exatamente pacífica sobre o tema, há outros acórdãos no mesmo sentido, reconhecendo o concurso formal, v.g.: “Na esteira da já consolidada jurisprudência desta Corte Superior, no caso de latrocínio (artigo 157, parágrafo 3º, parte final, do Código Penal), uma única subtração patrimonial, com dois resultados morte, caracteriza concurso formal impróprio (artigo 70, parte final, do Código Penal). Precedentes.” (HC 56.961/PR – Rel. Ministra Laurita Vaz – 5ª Turma do STJ – un. - j. 18.12.2007) É certo, por outro lado, que existe um precedente da 2ª Turma desta Suprema Corte afirmando a ocorrência de crime único de latrocínio, mesmo quando existentes vítimas diversas (HC 71.267/ES – Rel. Min. Maurício Corrêa – 2ª Turma do STF – un., j. 14.02.1995), mas não se pode afirmar que se trata de posicionamento consolidado no âmbito deste Tribunal. Portanto, não cabe alterar a pena nesse aspecto como pretendido pelo Recorrente. Outra solução, porém, merece o pedido de solicitação de reconhecimento da atenuante da menoridade. Embora os autos não estejam instruídos com prova da data de nascimento do Recorrente, a própria peça acusatória afirma que ele teria nascido em 30.8.2004, com menos de 21 anos, portanto, ao tempo do crime, em 05.4.2005. Nessas condições, as penas devem ser minoradas, pela atenuante do art. 65, I, do Código Penal. Reputo suficiente a diminuição em um ano para cada crime, resultando as penas em vinte e quatro anos de reclusão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE infraconstitucional, cumpre prestigiar a interpretação adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que cabe a este, pelo modelo constitucional em vigor, uniformizar a interpretação judicial da lei federal. Logo, o entendimento sufragado no acórdão recorrido, de que teria havido concurso formal impróprio deve ser mantido. Embora a própria jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça não seja exatamente pacífica sobre o tema, há outros acórdãos no mesmo sentido, reconhecendo o concurso formal, v.g.: “Na esteira da já consolidada jurisprudência desta Corte Superior, no caso de latrocínio (artigo 157, parágrafo 3º, parte final, do Código Penal), uma única subtração patrimonial, com dois resultados morte, caracteriza concurso formal impróprio (artigo 70, parte final, do Código Penal). Precedentes.” (HC 56.961/PR – Rel. Ministra Laurita Vaz – 5ª Turma do STJ – un. - j. 18.12.2007) É certo, por outro lado, que existe um precedente da 2ª Turma desta Suprema Corte afirmando a ocorrência de crime único de latrocínio, mesmo quando existentes vítimas diversas (HC 71.267/ES – Rel. Min. Maurício Corrêa – 2ª Turma do STF – un., j. 14.02.1995), mas não se pode afirmar que se trata de posicionamento consolidado no âmbito deste Tribunal. Portanto, não cabe alterar a pena nesse aspecto como pretendido pelo Recorrente. Outra solução, porém, merece o pedido de solicitação de reconhecimento da atenuante da menoridade. Embora os autos não estejam instruídos com prova da data de nascimento do Recorrente, a própria peça acusatória afirma que ele teria nascido em 30.8.2004, com menos de 21 anos, portanto, ao tempo do crime, em 05.4.2005. Nessas condições, as penas devem ser minoradas, pela atenuante do art. 65, I, do Código Penal. Reputo suficiente a diminuição em um ano para cada crime, resultando as penas em vinte e quatro anos de reclusão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE para o latrocínio consumado e dezesseis anos de reclusão para o latrocínio tentado (esclareço que a redução pela atenuante e faz antes da aplicação da minorante da tentativa). Ressalvo que a questão não foi submetida às instâncias anteriores, não constituindo objeto do habeas corpus impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça. Tratando-se, porém, de manifesta ilegalidade aferível de plano, entendo possível conceder, no ponto, habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego provimento ao presente recurso ordinário, mas concedo de ofício habeas corpus para reduzir as penas, nos termos da fundamentação, pela atenuante da menoridade (art. 65, I, do Código Penal). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE para o latrocínio consumado e dezesseis anos de reclusão para o latrocínio tentado (esclareço que a redução pela atenuante e faz antes da aplicação da minorante da tentativa). Ressalvo que a questão não foi submetida às instâncias anteriores, não constituindo objeto do habeas corpus impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça. Tratando-se, porém, de manifesta ilegalidade aferível de plano, entendo possível conceder, no ponto, habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego provimento ao presente recurso ordinário, mas concedo de ofício habeas corpus para reduzir as penas, nos termos da fundamentação, pela atenuante da menoridade (art. 65, I, do Código Penal). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, após o minucioso voto da Ministra Rosa Weber, me valho do auxílio do parecer da Procuradoria Geral, da lavra do Doutor Edson, para ler o que está na sentença condenatória: “É do teor da denúncia que a vítima fatal, José Cabral de Melo, dirigia seu caminhão no sentido Goiânia-Recife quando, no local acima indicado, o mesmo apresentou um problema mecânico, fazendo-o parar. Em seguida, o colega Marcos Antônio Ferreira da Silva, que vinha logo atrás, parou também o seu veículo, no sentido de prestar ajuda. Ao constatarem o defeito, resolveram rebocá-lo para o pátio do Alvorada, momento em que tocou o telefone celular de José Cabral, conhecido como Pareia, tendo o mesmo ido atender, surgindo, nesse ínterim, dois elementos, sendo que um deles armado gritou: vai, passa o celular. O colega perguntou: o que é isso, Pareia? - o outro colega caminhoneiro - Tendo Pareia respondido: corre que é bala. Tendo o acusado disparado contra os dois, que corriam, sendo que a vítima fatal, Pareia, entrou no mato e o colega Marcos correu em direção da companhia.” Eu não consigo, do que está narrado e descrito na denúncia, verificar autonomia de desígnios em relação a cada qual dos disparos. Os disparos foram para tentar obter o bem material e, de maneira indistinta, ali, no momento, mas sem autonomia de desígnios. Por isso eu vou pedir vênia à Relatora para, no sentido do que está no parecer do Doutor Edson, dar provimento parcial ao recurso, em maior extensão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Um provimento parcial, em maior extensão, para? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, após o minucioso voto da Ministra Rosa Weber, me valho do auxílio do parecer da Procuradoria Geral, da lavra do Doutor Edson, para ler o que está na sentença condenatória: “É do teor da denúncia que a vítima fatal, José Cabral de Melo, dirigia seu caminhão no sentido Goiânia-Recife quando, no local acima indicado, o mesmo apresentou um problema mecânico, fazendo-o parar. Em seguida, o colega Marcos Antônio Ferreira da Silva, que vinha logo atrás, parou também o seu veículo, no sentido de prestar ajuda. Ao constatarem o defeito, resolveram rebocá-lo para o pátio do Alvorada, momento em que tocou o telefone celular de José Cabral, conhecido como Pareia, tendo o mesmo ido atender, surgindo, nesse ínterim, dois elementos, sendo que um deles armado gritou: vai, passa o celular. O colega perguntou: o que é isso, Pareia? - o outro colega caminhoneiro - Tendo Pareia respondido: corre que é bala. Tendo o acusado disparado contra os dois, que corriam, sendo que a vítima fatal, Pareia, entrou no mato e o colega Marcos correu em direção da companhia.” Eu não consigo, do que está narrado e descrito na denúncia, verificar autonomia de desígnios em relação a cada qual dos disparos. Os disparos foram para tentar obter o bem material e, de maneira indistinta, ali, no momento, mas sem autonomia de desígnios. Por isso eu vou pedir vênia à Relatora para, no sentido do que está no parecer do Doutor Edson, dar provimento parcial ao recurso, em maior extensão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Um provimento parcial, em maior extensão, para? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 107210 / PE Na linha do que está no parecer: reconhecendo-se o concurso formal próprio, deve o juiz da execução proceder ao redimensionamento da pena, considerando o art. 70, 1ª parte. A Ministra Relatora fica no art. 70, 2ª parte. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Na verdade, eu o mantenho. Prestigio a decisão do STJ, destaco que existe divergência na doutrina e jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mas eu entendo que esta pena está absurda de alta. Vinte para um, e quanto para o outro? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Aqui, restou, já foi reduzida. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E é um celular? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: É um celular. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Deu parcial provimento. Reduziu para vinte e cinco anos a pena fixada. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Foi atender o celular e morreu. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Pelo latrocínio consumado. Não é pelo celular, é pela morte. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sim, é latrocínio. Estou votando na linha do parecer, reconhecendo o concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu só queria me inteirar disso, porque eu estou fazendo uma comparação, aqui, de quando, eventualmente, nós invadimos a dosimetria, só quando há, exatamente, assim, um excesso. E, aí, Vossa Excelência está dando chance de redimensionar a pena. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Exatamente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE Na linha do que está no parecer: reconhecendo-se o concurso formal próprio, deve o juiz da execução proceder ao redimensionamento da pena, considerando o art. 70, 1ª parte. A Ministra Relatora fica no art. 70, 2ª parte. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Na verdade, eu o mantenho. Prestigio a decisão do STJ, destaco que existe divergência na doutrina e jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mas eu entendo que esta pena está absurda de alta. Vinte para um, e quanto para o outro? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Aqui, restou, já foi reduzida. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E é um celular? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: É um celular. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Deu parcial provimento. Reduziu para vinte e cinco anos a pena fixada. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Foi atender o celular e morreu. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Pelo latrocínio consumado. Não é pelo celular, é pela morte. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sim, é latrocínio. Estou votando na linha do parecer, reconhecendo o concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu só queria me inteirar disso, porque eu estou fazendo uma comparação, aqui, de quando, eventualmente, nós invadimos a dosimetria, só quando há, exatamente, assim, um excesso. E, aí, Vossa Excelência está dando chance de redimensionar a pena. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Exatamente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 107210 / PE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, eu vou acompanhar Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Porque, aí, parte-se do crime mais grave e, depois, se aplica um sexto de aumento, na forma da primeira parte. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu vou acompanhar Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sem prejuízo, também. E, na parte da concessão de ofício, eu adiro ao voto da Ministra Relatora. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Então Vossa Excelência concede o habeas corpus de ofício em maior extensão. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Em maior extensão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Faz uma redefinição da dosimetria. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Para aplicar o concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Primeira parte do art. 70. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E a aplicação da minorante em razão da menoridade. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Mas eu não faço os cálculos aqui, determino que o juiz o faça. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não, exatamente. O melhor é esse, para ver se é. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, eu vou acompanhar Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Porque, aí, parte-se do crime mais grave e, depois, se aplica um sexto de aumento, na forma da primeira parte. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu vou acompanhar Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sem prejuízo, também. E, na parte da concessão de ofício, eu adiro ao voto da Ministra Relatora. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Então Vossa Excelência concede o habeas corpus de ofício em maior extensão. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Em maior extensão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Faz uma redefinição da dosimetria. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Para aplicar o concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Primeira parte do art. 70. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E a aplicação da minorante em razão da menoridade. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Mas eu não faço os cálculos aqui, determino que o juiz o faça. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não, exatamente. O melhor é esse, para ver se é. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) : JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por empate na votação, a Turma deu parcial provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli. Votaram pelo não provimento do recurso a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Roberto Barroso. Na sequência e, por unanimidade, a Turma concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto da Relatora. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555441 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) : JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por empate na votação, a Turma deu parcial provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli. Votaram pelo não provimento do recurso a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Roberto Barroso. Na sequência e, por unanimidade, a Turma concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto da Relatora. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555441 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4727060
2013-09-10T00:00:00
2013-10-23T00:00:00
Por empate na votação, a Turma deu parcial provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli. Votaram pelo não provimento do recurso a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Roberto Barroso. Na sequência e, por unanimidade, a Turma concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto da Relatora. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Latrocínio (CP, art. 157, § 3º). Nulidade da sentença penal condenatória. Alegação de falta de fundamentação e de ausência de elementos probatórios. Não ocorrência. Fundamentação idônea quanto à materialidade do delito e à responsabilidade do recorrente. Pretendido reconhecimento de crime único contra o patrimônio, resultante na morte da primeira vítima e em lesão corporal à segunda. Plausibilidade jurídica da tese. Delito praticado com unidade de desígnios. Reconhecimento do concurso formal próprio (CP, art. 70, 1ª parte). Precedentes da Suprema Corte. Reconhecimento da atenuante da menoridade do recorrente ao tempo do crime (CP, 65, inciso I). Comprovação. Tema, contudo, não submetido às instâncias antecedentes. Inadmissível dupla supressão de instância. Não observância da incidência da atenuante pelas instâncias de mérito. Ilegalidade flagrante. Recurso parcialmente provido. Ordem de habeas corpus concedida de ofício. 1. A alegação de falta de fundamentação do édito condenatório - por ausência de materialidade do delito e de responsabilidade do recorrente - não se sustenta na espécie, uma vez que o Tribunal estadual, de forma fundamentada, contextualizou as provas colacionadas nos autos, entendendo-as suficientes para a condenação do ora recorrente. 2. O pretendido reconhecimento do concurso formal próprio no delito de latrocínio praticado encontra respaldo jurídico na jurisprudência do Supremo Tribunal, segundo a qual “o crime de latrocínio é um delito complexo, cuja unidade não se altera em razão da diversidade de vítimas fatais; há um único latrocínio, não obstante constatadas duas mortes; a pluralidade de vítimas não configura a continuidade delitiva, vez que o crime-fim arquitetado foi o de roubo e não o de duplo latrocínio” (HC nº 71.267/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 20/4/95). 3. Embora a incidência da atenuante da menoridade não tenha sido submetida às instâncias antecedentes, de modo a ser vedada a sua análise no presente ensejo, sob pena de dupla supressão de instância, a existência de prova cabal nos autos demonstrando essa condição pessoal do recorrente ao tempo do crime autoriza a concessão de habeas corpus de ofício para que se implemente o redutor de pena (CP, art. 65, inciso I), uma vez que configura constrangimento ilegal flagrante a sua não observância pelas instâncias de mérito. 4. Recurso ordinário parcialmente provido. 5. Ordem concedida de ofício para reduzir a pena pela atenuante prevista no art. 65, inciso I, do Código Penal.
sjur246007
- Acórdão(s) citado(s): (LATROCÍNIO, PLURALIDADE, VÍTIMA) HC 71267 (2ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: HC 56961. Número de páginas: 16. Análise: 11/11/2013, JOS. Revisão: 28/11/2013, IVA.
ROSA WEBER
Primeira Turma
107210
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00065 INC-00001 ART-00070 ART-00157 \n PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000610 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RHC
acordaos
RHC 107210
[ "" ]
RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) : JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) :JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Latrocínio (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 3...). Nulidade da sentença penal condenatória. Alegação de falta de fundamentação e de ausência de elementos probatórios. Não ocorrência. Fundamentação idônea quanto à materialidade do delito e à responsabilidade do recorrente. Pretendido reconhecimento de crime único contra o patrimônio, resultante na morte da primeira vítima e em lesão corporal à segunda. Plausibilidade jurídica da tese. Delito praticado com unidade de desígnios. Reconhecimento do concurso formal próprio (Código Penal Brasileiro, art. 70, 1... parte). Precedentes da Suprema Corte. Reconhecimento da atenuante da menoridade do recorrente ao tempo do crime (Código Penal Brasileiro, 65, inciso I). Comprovação. Tema, contudo, não submetido às instâncias antecedentes. Inadmissível dupla supressão de instância. Não observância da incidência da atenuante pelas instâncias de mérito. Ilegalidade flagrante. Recurso parcialmente provido. Ordem de habeas corpus concedida de ofício. 1. A alegação de falta de fundamentação do édito condenatório - por ausência de materialidade do delito e de responsabilidade do recorrente - não se sustenta na espécie, uma vez que o Tribunal estadual, de forma fundamentada, contextualizou as provas colacionadas nos autos, entendendo-as suficientes para a condenação do ora recorrente. 2. O pretendido reconhecimento do concurso formal próprio no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RHC 107210 / PE delito de latrocínio praticado encontra respaldo jurídico na jurisprudência do Supremo Tribunal, segundo a qual “o crime de latrocínio é um delito complexo, cuja unidade não se altera em razão da diversidade de vítimas fatais; há um único latrocínio, não obstante constatadas duas mortes; a pluralidade de vítimas não configura a continuidade delitiva, vez que o crime-fim arquitetado foi o de roubo e não o de duplo latrocínio” (HC n 71.267/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 20/4/95). 3. Embora a incidência da atenuante da menoridade não tenha sido submetida às instâncias antecedentes, de modo a ser vedada a sua análise no presente ensejo, sob pena de dupla supressão de instância, a existência de prova cabal nos autos demonstrando essa condição pessoal do recorrente ao tempo do crime autoriza a concessão de habeas corpus de ofício para que se implemente o redutor de pena (Código Penal Brasileiro, art. 65, inciso I), uma vez que configura constrangimento ilegal flagrante a sua não observância pelas instâncias de mérito. 4. Recurso ordinário parcialmente provido. 5. Ordem concedida de ofício para reduzir a pena pela atenuante prevista no art. 65, inciso I, do Código Penal. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, verificado empate na votação, em dar parcial provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli. Votaram pelo não provimento do recurso a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Roberto Barroso. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em conceder ordem de ofício, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 10 de setembro de 2013. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE delito de latrocínio praticado encontra respaldo jurídico na jurisprudência do Supremo Tribunal, segundo a qual “o crime de latrocínio é um delito complexo, cuja unidade não se altera em razão da diversidade de vítimas fatais; há um único latrocínio, não obstante constatadas duas mortes; a pluralidade de vítimas não configura a continuidade delitiva, vez que o crime-fim arquitetado foi o de roubo e não o de duplo latrocínio” (HC n 71.267/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 20/4/95). 3. Embora a incidência da atenuante da menoridade não tenha sido submetida às instâncias antecedentes, de modo a ser vedada a sua análise no presente ensejo, sob pena de dupla supressão de instância, a existência de prova cabal nos autos demonstrando essa condição pessoal do recorrente ao tempo do crime autoriza a concessão de habeas corpus de ofício para que se implemente o redutor de pena (Código Penal Brasileiro, art. 65, inciso I), uma vez que configura constrangimento ilegal flagrante a sua não observância pelas instâncias de mérito. 4. Recurso ordinário parcialmente provido. 5. Ordem concedida de ofício para reduzir a pena pela atenuante prevista no art. 65, inciso I, do Código Penal. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, verificado empate na votação, em dar parcial provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli. Votaram pelo não provimento do recurso a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Roberto Barroso. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em conceder ordem de ofício, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 10 de setembro de 2013. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Ementa e Acórdão RHC 107210 / PE MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4691530. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) :JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por José Severino da Silva contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o HC 134.775/PE. O Recorrente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco pela prática do crime de latrocínio consumado e de tentativa de latrocínio, em concurso formal (arts. 157, caput e § 3..., e 157, caput e § 3..., combinado com os arts. 14, II, e 70, todos do Código Penal). Segundo a denúncia “no dia 05 de abril de 2005, por volta das 20h30, na BR 101, nas proximidades do trevo de acesso à PE-75, nesta cidade, o acusado após anunciar assalto a um caminhoneiro, disparou contra o mesmo e contra um colega que estava próximo, provocando a morte do primeiro e lesões graves no segundo”. Em razão desses fatos, o Juízo da 1... Vara da Comarca de Goiana/PE condenou o Recorrente às penas de 28 (vinte e oito) anos de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 (trinta) dias-multa pela prática do crime tipificado no art. 157, § 3..., segunda parte, do Código Penal e às penas de 16 (dezesseis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 (trinta) dias-multa pela tentativa do crime previsto no art. 157, § 3..., segunda parte, do Código Penal, em concurso formal. No julgamento da apelação criminal, o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco deu parcial provimento ao recurso e reduziu para 25 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) :JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por José Severino da Silva contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o HC 134.775/PE. O Recorrente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco pela prática do crime de latrocínio consumado e de tentativa de latrocínio, em concurso formal (arts. 157, caput e § 3..., e 157, caput e § 3..., combinado com os arts. 14, II, e 70, todos do Código Penal). Segundo a denúncia “no dia 05 de abril de 2005, por volta das 20h30, na BR 101, nas proximidades do trevo de acesso à PE-75, nesta cidade, o acusado após anunciar assalto a um caminhoneiro, disparou contra o mesmo e contra um colega que estava próximo, provocando a morte do primeiro e lesões graves no segundo”. Em razão desses fatos, o Juízo da 1... Vara da Comarca de Goiana/PE condenou o Recorrente às penas de 28 (vinte e oito) anos de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 (trinta) dias-multa pela prática do crime tipificado no art. 157, § 3..., segunda parte, do Código Penal e às penas de 16 (dezesseis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 (trinta) dias-multa pela tentativa do crime previsto no art. 157, § 3..., segunda parte, do Código Penal, em concurso formal. No julgamento da apelação criminal, o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco deu parcial provimento ao recurso e reduziu para 25 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório RHC 107210 / PE (vinte e cinco) anos a pena fixada para o latrocínio consumado, a ser cumprida no regime inicial fechado. Esclareceu o Colegiado que restou configurado concurso formal impróprio, por se tratar de uma única ação dolosa ocasionando dois resultados danosos decorrentes de desígnios autônomos. Irresignada com a aplicação da regra do concurso formal impróprio, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Eis a ementa do julgado: “CRIMINAL. HABEAS CORPUS. LATROCÍNIO. CONCURSO FORMAL IMPRÓPRIO. ARTIGO 70, 2... PARTE, DO CÓDIGO PENAL. DESÍGNIOS AUTÔNOMOS. PACIENTE QUE, MEDIANTE UMA SÓ AÇÃO E COM PROPÓSITOS DIVERSOS, PRATICOU DOIS CRIMES, ATINGINDO DOIS RESULTADOS. PENAS CUMULATIVAMENTE APLICADAS. ORDEM DENEGADA. I. Tipifica-se a conduta do agente que, mediante uma só ação, dolosamente e com desígnios autônomos, pratica dois ou mais crimes, obtendo dois ou mais resultados, no art. 70, 2... parte, do Código Penal - concurso formal impróprio, aplicando- se as penas cumulativamente. II. No presente caso, o paciente, no intuito de subtrair coisa móvel alheia para si, matou uma vítima e feriu outra, gravemente. III. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. IV. Ordem denegada”. No presente recurso, a Defesa sustenta ocorrência de nulidade da sentença e do acórdão condenatório por absoluta falta de fundamentação, pois não houve indicação do bem subtraído e também não foram reunidas provas concretas da autoria delitiva. Salienta que a prática do crime de latrocínio contra um único patrimônio, resultando a morte de uma das vítimas e lesão corporal na outra, constitui crime único. Em caso contrário, insiste na aplicação do concurso formal próprio, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE (vinte e cinco) anos a pena fixada para o latrocínio consumado, a ser cumprida no regime inicial fechado. Esclareceu o Colegiado que restou configurado concurso formal impróprio, por se tratar de uma única ação dolosa ocasionando dois resultados danosos decorrentes de desígnios autônomos. Irresignada com a aplicação da regra do concurso formal impróprio, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Eis a ementa do julgado: “CRIMINAL. HABEAS CORPUS. LATROCÍNIO. CONCURSO FORMAL IMPRÓPRIO. ARTIGO 70, 2... PARTE, DO CÓDIGO PENAL. DESÍGNIOS AUTÔNOMOS. PACIENTE QUE, MEDIANTE UMA SÓ AÇÃO E COM PROPÓSITOS DIVERSOS, PRATICOU DOIS CRIMES, ATINGINDO DOIS RESULTADOS. PENAS CUMULATIVAMENTE APLICADAS. ORDEM DENEGADA. I. Tipifica-se a conduta do agente que, mediante uma só ação, dolosamente e com desígnios autônomos, pratica dois ou mais crimes, obtendo dois ou mais resultados, no art. 70, 2... parte, do Código Penal - concurso formal impróprio, aplicando- se as penas cumulativamente. II. No presente caso, o paciente, no intuito de subtrair coisa móvel alheia para si, matou uma vítima e feriu outra, gravemente. III. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. IV. Ordem denegada”. No presente recurso, a Defesa sustenta ocorrência de nulidade da sentença e do acórdão condenatório por absoluta falta de fundamentação, pois não houve indicação do bem subtraído e também não foram reunidas provas concretas da autoria delitiva. Salienta que a prática do crime de latrocínio contra um único patrimônio, resultando a morte de uma das vítimas e lesão corporal na outra, constitui crime único. Em caso contrário, insiste na aplicação do concurso formal próprio, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório RHC 107210 / PE ao argumento de que voltado o dolo do agente à subtração de um único patrimônio, ainda que atingida a integridade física de mais de uma vítima, a tornar imperiosa a aplicação da regra do concurso formal próprio. Por fim, requer a aplicação da atenuante da menoridade penal, já que o Recorrente contava com 20 anos na data dos fatos. Contrarrazões às fls. 157-9. O Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida opinou pelo provimento parcial do recurso (fls. 167-70). Com a aposentadoria da eminente Ministra Ellen Gracie, publicada no DOU do dia 8.8.2011, tornei-me a substituta regimental dos feitos de relatoria de Sua Excelência (RISTF, art. 38, IV, a). Os autos vieram conclusos à minha relatoria em 19.12.2011. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE ao argumento de que voltado o dolo do agente à subtração de um único patrimônio, ainda que atingida a integridade física de mais de uma vítima, a tornar imperiosa a aplicação da regra do concurso formal próprio. Por fim, requer a aplicação da atenuante da menoridade penal, já que o Recorrente contava com 20 anos na data dos fatos. Contrarrazões às fls. 157-9. O Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida opinou pelo provimento parcial do recurso (fls. 167-70). Com a aposentadoria da eminente Ministra Ellen Gracie, publicada no DOU do dia 8.8.2011, tornei-me a substituta regimental dos feitos de relatoria de Sua Excelência (RISTF, art. 38, IV, a). Os autos vieram conclusos à minha relatoria em 19.12.2011. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): As questões em debate neste recurso ordinário em habeas corpus dizem respeito à nulidade da condenação por falta de fundamentação, à possibilidade de aplicação da regra do concurso formal próprio e à incidência da atenuante da menoridade penal. Como adiantado, o Recorrente foi condenado pela prática dos crimes de latrocínio consumado e tentado, em concurso formal, às penas de 25 (vinte e cinco) anos de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 dias-multa e, ainda, às penas de 16 (dezesseis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 dias-multa. Foi reconhecido o concurso formal impróprio, somando-se as penas (art. 70, segunda parte, do Código Penal). Em síntese, o Recorrente, no dia 05 de abril de 2005, por volta das 20h30, na BR 101, nas proximidades do trevo de acesso à PE-75, após anunciar assalto a um caminhoneiro, disparou contra o mesmo e contra um colega que estava próximo, provocando a morte do primeiro e lesões graves no segundo. Acerca da alegada deficiência de fundamentação probatória da condenação, cumpre ressalvar que o habeas corpus, ação de cognição sumária, não permite o exame e a valoração aprofundada das provas. Ademais, embora os autos não estejam encartados com cópia do conjunto probatório, consta do acórdão condenatório fundamentação idônea e convincente quanto à responsabilidade do Recorrente. Além da comprovada materialidade do crime, pelas perícias na vítima falecida e na sobrevivente, assim como pelo depoimento da sobrevivente, o acórdão condenatório arrola diversos depoimentos de testemunhas nos quais o Recorrente é apontado como autor do delito, além de consignar a inconsistência do álibi por ele apresentado no sentido de que estaria em outro lugar no momento dos fatos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): As questões em debate neste recurso ordinário em habeas corpus dizem respeito à nulidade da condenação por falta de fundamentação, à possibilidade de aplicação da regra do concurso formal próprio e à incidência da atenuante da menoridade penal. Como adiantado, o Recorrente foi condenado pela prática dos crimes de latrocínio consumado e tentado, em concurso formal, às penas de 25 (vinte e cinco) anos de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 dias-multa e, ainda, às penas de 16 (dezesseis) anos e 08 (oito) meses de reclusão, no regime inicial fechado, e 30 dias-multa. Foi reconhecido o concurso formal impróprio, somando-se as penas (art. 70, segunda parte, do Código Penal). Em síntese, o Recorrente, no dia 05 de abril de 2005, por volta das 20h30, na BR 101, nas proximidades do trevo de acesso à PE-75, após anunciar assalto a um caminhoneiro, disparou contra o mesmo e contra um colega que estava próximo, provocando a morte do primeiro e lesões graves no segundo. Acerca da alegada deficiência de fundamentação probatória da condenação, cumpre ressalvar que o habeas corpus, ação de cognição sumária, não permite o exame e a valoração aprofundada das provas. Ademais, embora os autos não estejam encartados com cópia do conjunto probatório, consta do acórdão condenatório fundamentação idônea e convincente quanto à responsabilidade do Recorrente. Além da comprovada materialidade do crime, pelas perícias na vítima falecida e na sobrevivente, assim como pelo depoimento da sobrevivente, o acórdão condenatório arrola diversos depoimentos de testemunhas nos quais o Recorrente é apontado como autor do delito, além de consignar a inconsistência do álibi por ele apresentado no sentido de que estaria em outro lugar no momento dos fatos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE A propósito, transcrevo trecho do voto condutor do acórdão proferido na apelação criminal, no que sobreleva: “A materialidade do delito acha-se demonstrada pelas perícias traumatológica e tanatoscópica de fls. 213/214, pelas fotos de fls. 218 e pelo depoimento da vítima sobrevivente e das demais testemunhas. Durante o inquérito, negou o réu a autoria, dizendo ter álibis que estavam com ele no momento dos fatos descritos na denúncia. Novamente disse que escutou boatos de que os autores do crime foram Alexandre da Silva e Carlos Antônio, ambos menores. Afirmou que a pessoa conhecida por “Cal” disse que ele estaria envolvido nos delitos porque ele (interrogando) já brigou com um irmão do Cal. As testemunhas da acusação, entrementes, não confirmaram a versão trazida pelo réu. Rosinalda dos Santos confirmou as declarações feitas na delegacia (fls. 67), quando disse que o réu (conhecido como “Dinho Novato”) e as pessoas de Carlos e Xande são conhecidos na comunidade como praticantes de assalto e que todos têm medo deles. Disse que ouviu comentários de que os três foram os responsáveis pelos crimes referidos na exordial. Rita Francisca da Silva Batista, mãe do tal “Xande”, disse que seu filho foi assassinado recentemente e que o mesmo disse à sua companheira que o caminhoneiro foi assassinado pelo réu e por uma pessoa conhecida por “Pina”. Disse que seu filho vivia com o réu, com “Pina” e com Carlos, companhias que ela não gostava. (…) Karlos Alberto Mendes Vieira afirmou que foi ao local dos fatos com o sogro e a esposa da vítima para a cidade de Goiana e, lá chegando, no Posto Alvorada, uma mulher chamada Mônica, conhecida da vítima, disse que ao sair de casa escutou os tiros e, ao se dirigir ao local, viu duas pessoas chamadas Dinho e Alexandre (vulto Xandy) correndo com o dinheiro na mão passando por ela, a qual se mostrou receosa em dar outras declarações, por medo, porque o local era muito perigoso. (...) Como se vê, não há dúvidas sobre a materialidade e a autoria. Embora tenha o réu alegado que não praticou os crimes de latrocínio e tentativa de latrocínio referidos na denúncia, toda a prova 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE A propósito, transcrevo trecho do voto condutor do acórdão proferido na apelação criminal, no que sobreleva: “A materialidade do delito acha-se demonstrada pelas perícias traumatológica e tanatoscópica de fls. 213/214, pelas fotos de fls. 218 e pelo depoimento da vítima sobrevivente e das demais testemunhas. Durante o inquérito, negou o réu a autoria, dizendo ter álibis que estavam com ele no momento dos fatos descritos na denúncia. Novamente disse que escutou boatos de que os autores do crime foram Alexandre da Silva e Carlos Antônio, ambos menores. Afirmou que a pessoa conhecida por “Cal” disse que ele estaria envolvido nos delitos porque ele (interrogando) já brigou com um irmão do Cal. As testemunhas da acusação, entrementes, não confirmaram a versão trazida pelo réu. Rosinalda dos Santos confirmou as declarações feitas na delegacia (fls. 67), quando disse que o réu (conhecido como “Dinho Novato”) e as pessoas de Carlos e Xande são conhecidos na comunidade como praticantes de assalto e que todos têm medo deles. Disse que ouviu comentários de que os três foram os responsáveis pelos crimes referidos na exordial. Rita Francisca da Silva Batista, mãe do tal “Xande”, disse que seu filho foi assassinado recentemente e que o mesmo disse à sua companheira que o caminhoneiro foi assassinado pelo réu e por uma pessoa conhecida por “Pina”. Disse que seu filho vivia com o réu, com “Pina” e com Carlos, companhias que ela não gostava. (…) Karlos Alberto Mendes Vieira afirmou que foi ao local dos fatos com o sogro e a esposa da vítima para a cidade de Goiana e, lá chegando, no Posto Alvorada, uma mulher chamada Mônica, conhecida da vítima, disse que ao sair de casa escutou os tiros e, ao se dirigir ao local, viu duas pessoas chamadas Dinho e Alexandre (vulto Xandy) correndo com o dinheiro na mão passando por ela, a qual se mostrou receosa em dar outras declarações, por medo, porque o local era muito perigoso. (...) Como se vê, não há dúvidas sobre a materialidade e a autoria. Embora tenha o réu alegado que não praticou os crimes de latrocínio e tentativa de latrocínio referidos na denúncia, toda a prova 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE testemunhal demonstra que o mesmo foi o autor do assalto que resultou na morte da vítima José Cabral de Melo e em lesões graves na vítima Marcos Antônio Ferreira da Silva. As testemunhas de defesa tentaram afastar a autoria, tentando criar um álibi para o réu, mas cada uma delas apontou lugares e atividades diferentes praticadas pelo réu no momento dos fatos. Não se sabe se o mesmo estava jogando bola, baralho ou dominó. Não se pode conferir um mínimo de credibilidade ao depoimento das referidas testemunhas. As testemunhas da acusação, ao contrário, foram uníssonas em dizer que o réu foi o autor dos delitos. Karlos Alberto Mendes Vieira chegou a conversar com uma testemunha presencial, a qual não quis se envolver, por medo. É notório que o réu tratava-se de pessoa temida na comunidade, tanto que algumas testemunhas tentaram se retratar das declarações feitas na delegacia, certamente atemorizadas pela possibilidade de represálias por parte do réu. Assim é que, a meu ver, resta demonstrada nos autos a autoria delitiva do réu em relação aos crimes de latrocínio e tentativa de latrocínio mencionadas na acusação”. Infere-se do trecho transcrito que o Tribunal contextualizou as provas colacionadas aos autos, reputando-as suficientes para a condenação do agente, de forma coerente e fundamentada. Por substituir, o acórdão condenatório, a sentença, perde relevância a alegação da deficiência da argumentação probatória realizada pelo magistrado de primeiro grau. Quanto à configuração típica, observo, inicialmente, que, superado o questionamento probatório, não há divergência no que se refere ao cerne dos fatos: em um assalto contra dois motoristas de caminhão, um foi alvejado e faleceu e o outro sofreu ferimentos, mas sobreviveu. O Recorrente, diante da tentativa de fuga dos motoristas, efetuou disparos de arma de fogo em sua direção, vindo a atingi-los. Não foi esclarecido na denúncia ou na sentença e acórdão, se o Recorrente logrou obter a subtração patrimonial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE testemunhal demonstra que o mesmo foi o autor do assalto que resultou na morte da vítima José Cabral de Melo e em lesões graves na vítima Marcos Antônio Ferreira da Silva. As testemunhas de defesa tentaram afastar a autoria, tentando criar um álibi para o réu, mas cada uma delas apontou lugares e atividades diferentes praticadas pelo réu no momento dos fatos. Não se sabe se o mesmo estava jogando bola, baralho ou dominó. Não se pode conferir um mínimo de credibilidade ao depoimento das referidas testemunhas. As testemunhas da acusação, ao contrário, foram uníssonas em dizer que o réu foi o autor dos delitos. Karlos Alberto Mendes Vieira chegou a conversar com uma testemunha presencial, a qual não quis se envolver, por medo. É notório que o réu tratava-se de pessoa temida na comunidade, tanto que algumas testemunhas tentaram se retratar das declarações feitas na delegacia, certamente atemorizadas pela possibilidade de represálias por parte do réu. Assim é que, a meu ver, resta demonstrada nos autos a autoria delitiva do réu em relação aos crimes de latrocínio e tentativa de latrocínio mencionadas na acusação”. Infere-se do trecho transcrito que o Tribunal contextualizou as provas colacionadas aos autos, reputando-as suficientes para a condenação do agente, de forma coerente e fundamentada. Por substituir, o acórdão condenatório, a sentença, perde relevância a alegação da deficiência da argumentação probatória realizada pelo magistrado de primeiro grau. Quanto à configuração típica, observo, inicialmente, que, superado o questionamento probatório, não há divergência no que se refere ao cerne dos fatos: em um assalto contra dois motoristas de caminhão, um foi alvejado e faleceu e o outro sofreu ferimentos, mas sobreviveu. O Recorrente, diante da tentativa de fuga dos motoristas, efetuou disparos de arma de fogo em sua direção, vindo a atingi-los. Não foi esclarecido na denúncia ou na sentença e acórdão, se o Recorrente logrou obter a subtração patrimonial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE Entretanto, a questão perde relevância diante da morte de uma das vítimas, incidindo na espécie a Súmula 610 desta Suprema Corte: “Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima.” Questão que se coloca é se, no latrocínio, quando há mais de uma vítima, delineia-se crime único, concurso formal próprio ou formal impróprio. A questão é polêmica e a jurisprudência não é uníssona. O latrocínio é crime pluriofensivo, atingindo mais de um bem jurídico, especificamente o patrimônio e a vida da vítima. No caso, o agente atentou, por meio de ações diversas, disparos de arma de fogo, contra a vida de duas pessoas. Embora as ações diversas tenham sido praticadas em um único contexto, viabilizando o seu tratamento como uma só ação, não se pode afirmar que a realização de mais de um disparo contra vítimas diversas decorra de um único desígnio delitivo. Embora o objetivo final do agente fosse único, a subtração patrimonial, a realização de mais de um disparo contra duas vítimas diversas revela, por evidente, a intenção de atentar contra duas vidas e não somente contra uma. No contexto, reputo razoável o enquadramento jurídico realizado pelas instâncias anteriores, no concurso formal impróprio previsto na parte final do art. 70 do Código Penal: “Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.” Ademais, envolvendo a questão matéria eminentemente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE Entretanto, a questão perde relevância diante da morte de uma das vítimas, incidindo na espécie a Súmula 610 desta Suprema Corte: “Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima.” Questão que se coloca é se, no latrocínio, quando há mais de uma vítima, delineia-se crime único, concurso formal próprio ou formal impróprio. A questão é polêmica e a jurisprudência não é uníssona. O latrocínio é crime pluriofensivo, atingindo mais de um bem jurídico, especificamente o patrimônio e a vida da vítima. No caso, o agente atentou, por meio de ações diversas, disparos de arma de fogo, contra a vida de duas pessoas. Embora as ações diversas tenham sido praticadas em um único contexto, viabilizando o seu tratamento como uma só ação, não se pode afirmar que a realização de mais de um disparo contra vítimas diversas decorra de um único desígnio delitivo. Embora o objetivo final do agente fosse único, a subtração patrimonial, a realização de mais de um disparo contra duas vítimas diversas revela, por evidente, a intenção de atentar contra duas vidas e não somente contra uma. No contexto, reputo razoável o enquadramento jurídico realizado pelas instâncias anteriores, no concurso formal impróprio previsto na parte final do art. 70 do Código Penal: “Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.” Ademais, envolvendo a questão matéria eminentemente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE infraconstitucional, cumpre prestigiar a interpretação adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que cabe a este, pelo modelo constitucional em vigor, uniformizar a interpretação judicial da lei federal. Logo, o entendimento sufragado no acórdão recorrido, de que teria havido concurso formal impróprio deve ser mantido. Embora a própria jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça não seja exatamente pacífica sobre o tema, há outros acórdãos no mesmo sentido, reconhecendo o concurso formal, v.g.: “Na esteira da já consolidada jurisprudência desta Corte Superior, no caso de latrocínio (artigo 157, parágrafo 3..., parte final, do Código Penal), uma única subtração patrimonial, com dois resultados morte, caracteriza concurso formal impróprio (artigo 70, parte final, do Código Penal). Precedentes.” (HC 56.961/PR – Rel. Ministra Laurita Vaz – 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça – un. - j. 18.12.2007) É certo, por outro lado, que existe um precedente da 2... Turma desta Suprema Corte afirmando a ocorrência de crime único de latrocínio, mesmo quando existentes vítimas diversas (HC 71.267/ES – Rel. Min. Maurício Corrêa – 2... Turma do Supremo Tribunal Federal – un., j. 14.02.1995), mas não se pode afirmar que se trata de posicionamento consolidado no âmbito deste Tribunal. Portanto, não cabe alterar a pena nesse aspecto como pretendido pelo Recorrente. Outra solução, porém, merece o pedido de solicitação de reconhecimento da atenuante da menoridade. Embora os autos não estejam instruídos com prova da data de nascimento do Recorrente, a própria peça acusatória afirma que ele teria nascido em 30.8.2004, com menos de 21 anos, portanto, ao tempo do crime, em 05.4.2005. Nessas condições, as penas devem ser minoradas, pela atenuante do art. 65, I, do Código Penal. Reputo suficiente a diminuição em um ano para cada crime, resultando as penas em vinte e quatro anos de reclusão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE infraconstitucional, cumpre prestigiar a interpretação adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que cabe a este, pelo modelo constitucional em vigor, uniformizar a interpretação judicial da lei federal. Logo, o entendimento sufragado no acórdão recorrido, de que teria havido concurso formal impróprio deve ser mantido. Embora a própria jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça não seja exatamente pacífica sobre o tema, há outros acórdãos no mesmo sentido, reconhecendo o concurso formal, v.g.: “Na esteira da já consolidada jurisprudência desta Corte Superior, no caso de latrocínio (artigo 157, parágrafo 3..., parte final, do Código Penal), uma única subtração patrimonial, com dois resultados morte, caracteriza concurso formal impróprio (artigo 70, parte final, do Código Penal). Precedentes.” (HC 56.961/PR – Rel. Ministra Laurita Vaz – 5... Turma do Superior Tribunal de Justiça – un. - j. 18.12.2007) É certo, por outro lado, que existe um precedente da 2... Turma desta Suprema Corte afirmando a ocorrência de crime único de latrocínio, mesmo quando existentes vítimas diversas (HC 71.267/ES – Rel. Min. Maurício Corrêa – 2... Turma do Supremo Tribunal Federal – un., j. 14.02.1995), mas não se pode afirmar que se trata de posicionamento consolidado no âmbito deste Tribunal. Portanto, não cabe alterar a pena nesse aspecto como pretendido pelo Recorrente. Outra solução, porém, merece o pedido de solicitação de reconhecimento da atenuante da menoridade. Embora os autos não estejam instruídos com prova da data de nascimento do Recorrente, a própria peça acusatória afirma que ele teria nascido em 30.8.2004, com menos de 21 anos, portanto, ao tempo do crime, em 05.4.2005. Nessas condições, as penas devem ser minoradas, pela atenuante do art. 65, I, do Código Penal. Reputo suficiente a diminuição em um ano para cada crime, resultando as penas em vinte e quatro anos de reclusão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER RHC 107210 / PE para o latrocínio consumado e dezesseis anos de reclusão para o latrocínio tentado (esclareço que a redução pela atenuante e faz antes da aplicação da minorante da tentativa). Ressalvo que a questão não foi submetida às instâncias anteriores, não constituindo objeto do habeas corpus impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça. Tratando-se, porém, de manifesta ilegalidade aferível de plano, entendo possível conceder, no ponto, habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego provimento ao presente recurso ordinário, mas concedo de ofício habeas corpus para reduzir as penas, nos termos da fundamentação, pela atenuante da menoridade (art. 65, I, do Código Penal). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE para o latrocínio consumado e dezesseis anos de reclusão para o latrocínio tentado (esclareço que a redução pela atenuante e faz antes da aplicação da minorante da tentativa). Ressalvo que a questão não foi submetida às instâncias anteriores, não constituindo objeto do habeas corpus impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça. Tratando-se, porém, de manifesta ilegalidade aferível de plano, entendo possível conceder, no ponto, habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego provimento ao presente recurso ordinário, mas concedo de ofício habeas corpus para reduzir as penas, nos termos da fundamentação, pela atenuante da menoridade (art. 65, I, do Código Penal). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, após o minucioso voto da Ministra Rosa Weber, me valho do auxílio do parecer da Procuradoria Geral, da lavra do Doutor Edson, para ler o que está na sentença condenatória: “É do teor da denúncia que a vítima fatal, José Cabral de Melo, dirigia seu caminhão no sentido Goiânia-Recife quando, no local acima indicado, o mesmo apresentou um problema mecânico, fazendo-o parar. Em seguida, o colega Marcos Antônio Ferreira da Silva, que vinha logo atrás, parou também o seu veículo, no sentido de prestar ajuda. Ao constatarem o defeito, resolveram rebocá-lo para o pátio do Alvorada, momento em que tocou o telefone celular de José Cabral, conhecido como Pareia, tendo o mesmo ido atender, surgindo, nesse ínterim, dois elementos, sendo que um deles armado gritou: vai, passa o celular. O colega perguntou: o que é isso, Pareia? - o outro colega caminhoneiro - Tendo Pareia respondido: corre que é bala. Tendo o acusado disparado contra os dois, que corriam, sendo que a vítima fatal, Pareia, entrou no mato e o colega Marcos correu em direção da companhia.” Eu não consigo, do que está narrado e descrito na denúncia, verificar autonomia de desígnios em relação a cada qual dos disparos. Os disparos foram para tentar obter o bem material e, de maneira indistinta, ali, no momento, mas sem autonomia de desígnios. Por isso eu vou pedir vênia à Relatora para, no sentido do que está no parecer do Doutor Edson, dar provimento parcial ao recurso, em maior extensão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Um provimento parcial, em maior extensão, para? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, após o minucioso voto da Ministra Rosa Weber, me valho do auxílio do parecer da Procuradoria Geral, da lavra do Doutor Edson, para ler o que está na sentença condenatória: “É do teor da denúncia que a vítima fatal, José Cabral de Melo, dirigia seu caminhão no sentido Goiânia-Recife quando, no local acima indicado, o mesmo apresentou um problema mecânico, fazendo-o parar. Em seguida, o colega Marcos Antônio Ferreira da Silva, que vinha logo atrás, parou também o seu veículo, no sentido de prestar ajuda. Ao constatarem o defeito, resolveram rebocá-lo para o pátio do Alvorada, momento em que tocou o telefone celular de José Cabral, conhecido como Pareia, tendo o mesmo ido atender, surgindo, nesse ínterim, dois elementos, sendo que um deles armado gritou: vai, passa o celular. O colega perguntou: o que é isso, Pareia? - o outro colega caminhoneiro - Tendo Pareia respondido: corre que é bala. Tendo o acusado disparado contra os dois, que corriam, sendo que a vítima fatal, Pareia, entrou no mato e o colega Marcos correu em direção da companhia.” Eu não consigo, do que está narrado e descrito na denúncia, verificar autonomia de desígnios em relação a cada qual dos disparos. Os disparos foram para tentar obter o bem material e, de maneira indistinta, ali, no momento, mas sem autonomia de desígnios. Por isso eu vou pedir vênia à Relatora para, no sentido do que está no parecer do Doutor Edson, dar provimento parcial ao recurso, em maior extensão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Um provimento parcial, em maior extensão, para? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 107210 / PE Na linha do que está no parecer: reconhecendo-se o concurso formal próprio, deve o juiz da execução proceder ao redimensionamento da pena, considerando o art. 70, 1... parte. A Ministra Relatora fica no art. 70, 2... parte. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Na verdade, eu o mantenho. Prestigio a decisão do Superior Tribunal de Justiça, destaco que existe divergência na doutrina e jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mas eu entendo que esta pena está absurda de alta. Vinte para um, e quanto para o outro? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Aqui, restou, já foi reduzida. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E é um celular? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: É um celular. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Deu parcial provimento. Reduziu para vinte e cinco anos a pena fixada. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Foi atender o celular e morreu. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Pelo latrocínio consumado. Não é pelo celular, é pela morte. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sim, é latrocínio. Estou votando na linha do parecer, reconhecendo o concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu só queria me inteirar disso, porque eu estou fazendo uma comparação, aqui, de quando, eventualmente, nós invadimos a dosimetria, só quando há, exatamente, assim, um excesso. E, aí, Vossa Excelência está dando chance de redimensionar a pena. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Exatamente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE Na linha do que está no parecer: reconhecendo-se o concurso formal próprio, deve o juiz da execução proceder ao redimensionamento da pena, considerando o art. 70, 1... parte. A Ministra Relatora fica no art. 70, 2... parte. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Na verdade, eu o mantenho. Prestigio a decisão do Superior Tribunal de Justiça, destaco que existe divergência na doutrina e jurisprudência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mas eu entendo que esta pena está absurda de alta. Vinte para um, e quanto para o outro? A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Aqui, restou, já foi reduzida. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E é um celular? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: É um celular. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Deu parcial provimento. Reduziu para vinte e cinco anos a pena fixada. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Foi atender o celular e morreu. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Pelo latrocínio consumado. Não é pelo celular, é pela morte. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sim, é latrocínio. Estou votando na linha do parecer, reconhecendo o concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu só queria me inteirar disso, porque eu estou fazendo uma comparação, aqui, de quando, eventualmente, nós invadimos a dosimetria, só quando há, exatamente, assim, um excesso. E, aí, Vossa Excelência está dando chance de redimensionar a pena. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Exatamente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 107210 / PE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, eu vou acompanhar Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Porque, aí, parte-se do crime mais grave e, depois, se aplica um sexto de aumento, na forma da primeira parte. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu vou acompanhar Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sem prejuízo, também. E, na parte da concessão de ofício, eu adiro ao voto da Ministra Relatora. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Então Vossa Excelência concede o habeas corpus de ofício em maior extensão. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Em maior extensão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Faz uma redefinição da dosimetria. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Para aplicar o concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Primeira parte do art. 70. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E a aplicação da minorante em razão da menoridade. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Mas eu não faço os cálculos aqui, determino que o juiz o faça. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não, exatamente. O melhor é esse, para ver se é. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Supremo Tribunal Federal RHC 107210 / PE O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, eu vou acompanhar Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Porque, aí, parte-se do crime mais grave e, depois, se aplica um sexto de aumento, na forma da primeira parte. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu vou acompanhar Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Sem prejuízo, também. E, na parte da concessão de ofício, eu adiro ao voto da Ministra Relatora. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Então Vossa Excelência concede o habeas corpus de ofício em maior extensão. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Em maior extensão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Faz uma redefinição da dosimetria. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Para aplicar o concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Concurso formal próprio. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Primeira parte do art. 70. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E a aplicação da minorante em razão da menoridade. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Mas eu não faço os cálculos aqui, determino que o juiz o faça. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não, exatamente. O melhor é esse, para ver se é. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4671753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) : JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por empate na votação, a Turma deu parcial provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli. Votaram pelo não provimento do recurso a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Roberto Barroso. Na sequência e, por unanimidade, a Turma concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto da Relatora. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555441 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107.210 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECTE.(S) : JOSÉ SEVERINO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por empate na votação, a Turma deu parcial provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli. Votaram pelo não provimento do recurso a Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e o Senhor Ministro Roberto Barroso. Na sequência e, por unanimidade, a Turma concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto da Relatora. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555441 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 107 . 210", "RHC 107210 / PE", "HC n 71 . 267 / ES", "RHC 107210 / PE", "HC n 71 . 267 / ES", "RHC 107210 / PE", "RHC 107210 / PE", "HABEAS CORPUS 107 . 210", "HC 134 . 775 / PE", "HABEAS CORPUS 107", "HC 134 . 775 / PE", "RHC 107210 / PE", "RHC 107210 / PE", "RHC 107210 / PE", "HABEAS CORPUS 107 . 210", "RHC 107210 / PE", "RHC 107210 / PE", "Súmula 610 desta Suprema Corte", "RHC 107210 / PE", "Súmula 610 desta Suprema Corte", "RHC 107210 / PE", "HC 56 . 961 / PR", "HC 71 . 267 / ES", "RHC 107210 / PE", "HC 56 . 961 / PR", "HC 71 . 267 / ES", "RHC 107210 / PE", "HABEAS CORPUS 107 . 210", "RHC 107210 / PE", "RHC 107210 / PE", "RHC 107210 / PE", "RHC 107210 / PE", "HABEAS CORPUS 107 . 210", "HABEAS CORPUS 107 . 210" ], "LEGISLACAO": [ "Código Penal Brasileiro , art . 157 , § 3 . . .", "Código Penal Brasileiro , art . 70 , 1 . . . parte", "Código Penal Brasileiro , 65 , inciso I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 65 , inciso I", "art . 65 , inciso I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 65 , inciso I", "art . 65 , inciso I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 14 , II , e 70 , todos do Código Penal", "art . 157 , § 3 . . . , segunda parte , do Código Penal", "art . 157 , § 3 . . . , segunda parte , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 3 . . . , segunda parte , do Código Penal", "art . 157 , § 3 . . . , segunda parte , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 70 , 2 . . . PARTE , DO CÓDIGO PENAL", "art . 70 , 2 . . . parte , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 70 , 2 . . . PARTE , DO CÓDIGO PENAL", "art . 70 , 2 . . . parte , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 70 , segunda parte , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 70 , segunda parte , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 70 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 70 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , parágrafo 3 . . . , parte final , do Código Penal", "artigo 70 , parte final , do Código Penal", "art . 65 , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , parágrafo 3 . . . , parte final , do Código Penal", "artigo 70 , parte final , do Código Penal", "art . 65 , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 65 , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 65 , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "BR 101", "PE - 75", "PERNAMBUCO", "BR 101", "PE - 75", "PERNAMBUCO", "BR 101", "PE - 75", "PERNAMBUCO", "BR 101", "PE", "- 75", "Goiana", "Posto Alvorada", "Goiana", "Posto Alvorada", "PERNAMBUCO", "Goiânia", "Recife", "pátio", "Alvorada", "PERNAMBUCO", "Goiânia", "Recife", "Alvorada", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público do Estado de Pernambuco", "1", "Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público do Estado de Pernambuco", "Vara", "Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "5", ".", ".", ". 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Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ SEVERINO DA SILVA", "Maurício Corrêa", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Maurício Corrêa", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ SEVERINO DA SILVA", "Rosa Weber", "José Severino da Silva", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ SEVERINO DA SILVA", "Rosa Weber", "José Severino da Silva", "Edson Oliveira de Almeida", "Ellen Gracie", "Edson Oliveira de Almeida", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Alexandre da Silva", "Carlos Antônio", "Cal", "”", "Cal", "Rosinalda dos Santos", "Dinho 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Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) :ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PEDIDO DE SOBRESTAMENTO A PRECEDENTE SUBMETIDO À REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA DISTINTA. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. O RE 636.941, que teve reconhecida pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal a existência de repercussão geral da questão constitucional nele discutida (Tema 432), trata de matéria distinta da que ora se examina. Razão por que não há que se falar em sobrestamento do processo. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de setembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557330. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 855607 AGR / RS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557330. Supremo Tribunal Federal AI 855607 AGR / RS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) :ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental contra a decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 443/444): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão, prolatado por Tribunal Regional Federal, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘TRIBUTÁRIO - ENTIDADE DE FINS FILANTRÓPICOS - IPI - IMUNIDADE RECONHECIDA. 1 - A imunidade do art. 150, VI, c, da Constituição Federal não alcança apenas os impostos sobre a renda, o patrimônio e os serviços, abrangendo quaisquer impostos que gravem, direta ou indiretamente, o patrimônio, a renda ou os serviços da entidade destinatária do benefício. Precedentes do Egrégio Supremo Tribunal Federal. 2 - A entidade que preenche os requisitos dos arts. 14 do CTN e 12 da Lei nº 9.532/97, é reconhecida como filantrópica, sem fins lucrativos, estando imune à cobrança do IPI. 3 - No caso de bens importados destinados ao uso exclusivo do ente importador, os impostos indiretos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) :ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental contra a decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 443/444): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão, prolatado por Tribunal Regional Federal, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘TRIBUTÁRIO - ENTIDADE DE FINS FILANTRÓPICOS - IPI - IMUNIDADE RECONHECIDA. 1 - A imunidade do art. 150, VI, c, da Constituição Federal não alcança apenas os impostos sobre a renda, o patrimônio e os serviços, abrangendo quaisquer impostos que gravem, direta ou indiretamente, o patrimônio, a renda ou os serviços da entidade destinatária do benefício. Precedentes do Egrégio Supremo Tribunal Federal. 2 - A entidade que preenche os requisitos dos arts. 14 do CTN e 12 da Lei nº 9.532/97, é reconhecida como filantrópica, sem fins lucrativos, estando imune à cobrança do IPI. 3 - No caso de bens importados destinados ao uso exclusivo do ente importador, os impostos indiretos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AI 855607 AGR / RS adquirem características de impostos diretos, pois não haverá o repasse do ônus tributário.’ (fls. 375) A União, alegando ofensa ao disposto no art. 150, VI, c, da Constituição federal, sustenta que a parte ora agravada não teria comprovado o seu caráter de assistencial. Decido. Verifico que concluir diversamente do Tribunal de origem demandaria o prévio exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279/STF). Ademais, saliento que a presunção de legalidade do crédito tributário devidamente inscrito em dívida ativa é tão forte quanto for a observância do devido processo legal de constituição da relação jurídica tributária, que deve se desenrolar por ato administrativo plenamente vinculado (arts. 3º do Código Tributário Nacional e 150, I, da Constituição federal). Trata-se de poder-dever da Administração consistente na confirmação da ocorrência do fato gerador e de todas as circunstâncias relevantes, a apuração do montante devido a título de tributo e a cobrança dos valores. Assim, a presunção de legalidade baseia-se na consistência material do processo administrativo, sendo insuficiente mera escrituração formal de documentos oficiais, a descoberto da pesquisa e investigação de dados concretos (cf., v.g., RE 454.753-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 28.05.2010; RE 402.503-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 518.405-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 579.210-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 409.806-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 07.05.2010). Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.” Pois bem, a parte agravante pede “a reconsideração da v. decisão ora agravada ou, [...], espera-se o provimento do presente agravo regimental para o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Supremo Tribunal Federal AI 855607 AGR / RS adquirem características de impostos diretos, pois não haverá o repasse do ônus tributário.’ (fls. 375) A União, alegando ofensa ao disposto no art. 150, VI, c, da Constituição federal, sustenta que a parte ora agravada não teria comprovado o seu caráter de assistencial. Decido. Verifico que concluir diversamente do Tribunal de origem demandaria o prévio exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279/STF). Ademais, saliento que a presunção de legalidade do crédito tributário devidamente inscrito em dívida ativa é tão forte quanto for a observância do devido processo legal de constituição da relação jurídica tributária, que deve se desenrolar por ato administrativo plenamente vinculado (arts. 3º do Código Tributário Nacional e 150, I, da Constituição federal). Trata-se de poder-dever da Administração consistente na confirmação da ocorrência do fato gerador e de todas as circunstâncias relevantes, a apuração do montante devido a título de tributo e a cobrança dos valores. Assim, a presunção de legalidade baseia-se na consistência material do processo administrativo, sendo insuficiente mera escrituração formal de documentos oficiais, a descoberto da pesquisa e investigação de dados concretos (cf., v.g., RE 454.753-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 28.05.2010; RE 402.503-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 518.405-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 579.210-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 409.806-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 07.05.2010). Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.” Pois bem, a parte agravante pede “a reconsideração da v. decisão ora agravada ou, [...], espera-se o provimento do presente agravo regimental para o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório AI 855607 AGR / RS presente feito seja sobrestado (artigo 328 parágrafo único do RISTF), a aguardar o julgado do RE 636.941/RS (Repercussão Geral reconhecida), medida da mais lídima Justiça” (fl. 447). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Supremo Tribunal Federal AI 855607 AGR / RS presente feito seja sobrestado (artigo 328 parágrafo único do RISTF), a aguardar o julgado do RE 636.941/RS (Repercussão Geral reconhecida), medida da mais lídima Justiça” (fl. 447). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou nenhum dos fundamentos da decisão ora agravada. Dessa forma, a decisão agravada permanece incólume. Incidência, no caso, da Súmula 284/STF. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174- AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” Ademais, o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional discutida no RE 636.941 – incidência da imunidade do art. 195, § 7º, da Constituição Federal sobre entidades filantrópicas, quanto à Contribuição destinada ao PIS . Veja-se a amenta do julgado: “Extraordinário. PIS. Imunidade tributária. Entidades filantrópicas. Relevância do tema. Repercussão geral reconhecida. Apresenta repercussão geral recurso extraordinário que verse sobre imunidade tributária das entidades filantrópicas em relação à contribuição para o PIS.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557332. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou nenhum dos fundamentos da decisão ora agravada. Dessa forma, a decisão agravada permanece incólume. Incidência, no caso, da Súmula 284/STF. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174- AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” Ademais, o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional discutida no RE 636.941 – incidência da imunidade do art. 195, § 7º, da Constituição Federal sobre entidades filantrópicas, quanto à Contribuição destinada ao PIS . Veja-se a amenta do julgado: “Extraordinário. PIS. Imunidade tributária. Entidades filantrópicas. Relevância do tema. Repercussão geral reconhecida. Apresenta repercussão geral recurso extraordinário que verse sobre imunidade tributária das entidades filantrópicas em relação à contribuição para o PIS.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 855607 AGR / RS Bem se vê que se trata de matéria distinta da que se examina no presente agravo de instrumento, cuja controvérsia refere-se ao alcance da imunidade do art. 150, VI, c, da Constituição Federal sobre as entidades filantrópicas, exclusivamente em relação ao IPI. Daí, concluir-se pelo descabimento do pedido de sobrestamento do recurso. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557332. Supremo Tribunal Federal AI 855607 AGR / RS Bem se vê que se trata de matéria distinta da que se examina no presente agravo de instrumento, cuja controvérsia refere-se ao alcance da imunidade do art. 150, VI, c, da Constituição Federal sobre as entidades filantrópicas, exclusivamente em relação ao IPI. Daí, concluir-se pelo descabimento do pedido de sobrestamento do recurso. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) : ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555573 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) : ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4582033
2013-09-10T00:00:00
2013-09-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PEDIDO DE SOBRESTAMENTO A PRECEDENTE SUBMETIDO À REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA DISTINTA. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. O RE 636.941, que teve reconhecida pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal a existência de repercussão geral da questão constitucional nele discutida (Tema 432), trata de matéria distinta da que ora se examina. Razão por que não há que se falar em sobrestamento do processo. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur243045
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 284) ARE 737174 AgR (2ªT). (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, ENTIDADE FILANTRÓPICA) RE 636941 RG. Número de páginas: 8. Análise: 03/10/2013, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
855607
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 INC-00006 LET-C ART-00195 \n PAR-00007\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 855607 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) : ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) :ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PEDIDO DE SOBRESTAMENTO A PRECEDENTE SUBMETIDO À REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA DISTINTA. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. O Recurso Extraordinário 636.941, que teve reconhecida pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal a existência de repercussão geral da questão constitucional nele discutida (Tema 432), trata de matéria distinta da que ora se examina. Razão por que não há que se falar em sobrestamento do processo. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de setembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557330. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 855607 AGR / RS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557330. Supremo Tribunal Federal AI 855607 AGR / RS MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) :ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental contra a decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 443/444): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão, prolatado por Tribunal Regional Federal, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘TRIBUTÁRIO - ENTIDADE DE FINS FILANTRÓPICOS - IPI - IMUNIDADE RECONHECIDA. 1 - A imunidade do art. 150, VI, c, da Constituição Federal não alcança apenas os impostos sobre a renda, o patrimônio e os serviços, abrangendo quaisquer impostos que gravem, direta ou indiretamente, o patrimônio, a renda ou os serviços da entidade destinatária do benefício. Precedentes do Egrégio Supremo Tribunal Federal. 2 - A entidade que preenche os requisitos dos arts. 14 do CTN e 12 da Lei n 9.532/97, é reconhecida como filantrópica, sem fins lucrativos, estando imune à cobrança do IPI. 3 - No caso de bens importados destinados ao uso exclusivo do ente importador, os impostos indiretos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) :ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental contra a decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 443/444): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição federal) interposto de acórdão, prolatado por Tribunal Regional Federal, cuja ementa possui o seguinte teor: ‘TRIBUTÁRIO - ENTIDADE DE FINS FILANTRÓPICOS - IPI - IMUNIDADE RECONHECIDA. 1 - A imunidade do art. 150, VI, c, da Constituição Federal não alcança apenas os impostos sobre a renda, o patrimônio e os serviços, abrangendo quaisquer impostos que gravem, direta ou indiretamente, o patrimônio, a renda ou os serviços da entidade destinatária do benefício. Precedentes do Egrégio Supremo Tribunal Federal. 2 - A entidade que preenche os requisitos dos arts. 14 do CTN e 12 da Lei n 9.532/97, é reconhecida como filantrópica, sem fins lucrativos, estando imune à cobrança do IPI. 3 - No caso de bens importados destinados ao uso exclusivo do ente importador, os impostos indiretos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AI 855607 AGR / RS adquirem características de impostos diretos, pois não haverá o repasse do ônus tributário.’ (fls. 375) A União, alegando ofensa ao disposto no art. 150, VI, c, da Constituição federal, sustenta que a parte ora agravada não teria comprovado o seu caráter de assistencial. Decido. Verifico que concluir diversamente do Tribunal de origem demandaria o prévio exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal). Ademais, saliento que a presunção de legalidade do crédito tributário devidamente inscrito em dívida ativa é tão forte quanto for a observância do devido processo legal de constituição da relação jurídica tributária, que deve se desenrolar por ato administrativo plenamente vinculado (arts. 3... do Código Tributário Nacional e 150, I, da Constituição federal). Trata-se de poder-dever da Administração consistente na confirmação da ocorrência do fato gerador e de todas as circunstâncias relevantes, a apuração do montante devido a título de tributo e a cobrança dos valores. Assim, a presunção de legalidade baseia-se na consistência material do processo administrativo, sendo insuficiente mera escrituração formal de documentos oficiais, a descoberto da pesquisa e investigação de dados concretos (cf., v.g., Recurso Extraordinário 454.753-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 28.05.2010; Recurso Extraordinário 402.503-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 518.405-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 579.210-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 409.806-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 07.05.2010). Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.” Pois bem, a parte agravante pede “a reconsideração da v. decisão ora agravada ou, [...], espera-se o provimento do presente agravo regimental para o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Supremo Tribunal Federal AI 855607 AGR / RS adquirem características de impostos diretos, pois não haverá o repasse do ônus tributário.’ (fls. 375) A União, alegando ofensa ao disposto no art. 150, VI, c, da Constituição federal, sustenta que a parte ora agravada não teria comprovado o seu caráter de assistencial. Decido. Verifico que concluir diversamente do Tribunal de origem demandaria o prévio exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal). Ademais, saliento que a presunção de legalidade do crédito tributário devidamente inscrito em dívida ativa é tão forte quanto for a observância do devido processo legal de constituição da relação jurídica tributária, que deve se desenrolar por ato administrativo plenamente vinculado (arts. 3... do Código Tributário Nacional e 150, I, da Constituição federal). Trata-se de poder-dever da Administração consistente na confirmação da ocorrência do fato gerador e de todas as circunstâncias relevantes, a apuração do montante devido a título de tributo e a cobrança dos valores. Assim, a presunção de legalidade baseia-se na consistência material do processo administrativo, sendo insuficiente mera escrituração formal de documentos oficiais, a descoberto da pesquisa e investigação de dados concretos (cf., v.g., Recurso Extraordinário 454.753-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 28.05.2010; Recurso Extraordinário 402.503-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 518.405-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 579.210-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 30.04.2010; AI 409.806-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 07.05.2010). Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.” Pois bem, a parte agravante pede “a reconsideração da v. decisão ora agravada ou, [...], espera-se o provimento do presente agravo regimental para o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório AI 855607 AGR / RS presente feito seja sobrestado (artigo 328 parágrafo único do RISTF), a aguardar o julgado do Recurso Extraordinário 636.941/RS (Repercussão Geral reconhecida), medida da mais lídima Justiça” (fl. 447). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Supremo Tribunal Federal AI 855607 AGR / RS presente feito seja sobrestado (artigo 328 parágrafo único do RISTF), a aguardar o julgado do Recurso Extraordinário 636.941/RS (Repercussão Geral reconhecida), medida da mais lídima Justiça” (fl. 447). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou nenhum dos fundamentos da decisão ora agravada. Dessa forma, a decisão agravada permanece incólume. Incidência, no caso, da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174- AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” Ademais, o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional discutida no Recurso Extraordinário 636.941 – incidência da imunidade do art. 195, § 7..., da Constituição Federal sobre entidades filantrópicas, quanto à Contribuição destinada ao PIS . Veja-se a amenta do julgado: “Extraordinário. PIS. Imunidade tributária. Entidades filantrópicas. Relevância do tema. Repercussão geral reconhecida. Apresenta repercussão geral recurso extraordinário que verse sobre imunidade tributária das entidades filantrópicas em relação à contribuição para o PIS.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557332. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou nenhum dos fundamentos da decisão ora agravada. Dessa forma, a decisão agravada permanece incólume. Incidência, no caso, da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 737.174- AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” Ademais, o Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional discutida no Recurso Extraordinário 636.941 – incidência da imunidade do art. 195, § 7..., da Constituição Federal sobre entidades filantrópicas, quanto à Contribuição destinada ao PIS . Veja-se a amenta do julgado: “Extraordinário. PIS. Imunidade tributária. Entidades filantrópicas. Relevância do tema. Repercussão geral reconhecida. Apresenta repercussão geral recurso extraordinário que verse sobre imunidade tributária das entidades filantrópicas em relação à contribuição para o PIS.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 855607 AGR / RS Bem se vê que se trata de matéria distinta da que se examina no presente agravo de instrumento, cuja controvérsia refere-se ao alcance da imunidade do art. 150, VI, c, da Constituição Federal sobre as entidades filantrópicas, exclusivamente em relação ao IPI. Daí, concluir-se pelo descabimento do pedido de sobrestamento do recurso. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557332. Supremo Tribunal Federal AI 855607 AGR / RS Bem se vê que se trata de matéria distinta da que se examina no presente agravo de instrumento, cuja controvérsia refere-se ao alcance da imunidade do art. 150, VI, c, da Constituição Federal sobre as entidades filantrópicas, exclusivamente em relação ao IPI. Daí, concluir-se pelo descabimento do pedido de sobrestamento do recurso. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) : ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555573 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.607 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS - AESC ADV.(A/S) : ANELISE PEROTTONI CARAVANTES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 855 . 607", "Recurso Extraordinário 636 . 941", "AI 855607 AGR", "AI 855607 AGR /", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 855 . 607", "AI 855607 AGR / RS", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 454 . 753 -", "Recurso Extraordinário 402 . 503 - AgR", "AI 518 . 405 - AgR", "AI 579 . 210 - AgR", "AI 409 . 806 - AgR", "AI 855607 AGR", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 454 . 753 - AgR", "Recurso Extraordinário 402 . 503 - AgR", "AI 518 . 405 - AgR", "AI 579 . 210 - AgR", "AI 409 . 806 - AgR", "AI 855607 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 636 . 941 / RS", "AI 855607 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 636 . 941 / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 855 . 607", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 636 . 941", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 855 . 607", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 636 . 941", "AI 855607 AGR / RS", "AI 855607 AGR / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 855 . 607" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição federal", "art . 150 , VI , c , da Constituição Federal", "arts . 14 do CTN", "12 da Lei n 9 . 532 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição federal", "art . 150 , VI , c , da Constituição Federal", "arts . 14 do CTN", "12 da Lei n 9 . 532 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , c , da Constituição federal", "arts . 3 . . . do Código Tributário Nacional", "150 , I , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , c , da Constituição federal", "arts . 3 . . . do Código Tributário Nacional", "150 , I , da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , c , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , c , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS", "AESC", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS", "AESC", "Tribunal Regional Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS", "AESC", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "ASSOCIAÇÃO EDUCADORA SÃO CARLOS", "AESC", "1", ".", ".", ". Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ANELISE PEROTTONI CARAVANTES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANELISE PEROTTONI CARAVANTES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "ANELISE PEROTTONI CARAVANTES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANELISE PEROTTONI CARAVANTES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ANELISE PEROTTONI CARAVANTES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2013", "10 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "05", ".", "2010", "30", ".", "04", ".", "2010", "30", ".", "04", ".", "2010", "30", ".", "04", ".", "2010", "07", ".", "05", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "05", ".", "2010", "30", ".", "04", ".", "2010", "30", ".", "04", ".", "2010", "30", ".", "04", ".", "2010", "07", ".", "05", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "10", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) :MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) :J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) :CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSTRUÇÃO E REGULARIDADE FORMAL DA CARTA ROGATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 6 de dezembro de 2011. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699006. Supremo Tribunal Federal DJe 09/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) :MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) :J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) :CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 25 de outubro de 2011, neguei seguimento aos agravos nos autos dos recursos extraordinários interpostos por Laginha Agro Industrial S/A e J L Comercial Agroquímica Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que a prática de ato de comunicação processual seria admissível em carta rogatória. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Concluir de modo diverso demandaria a reinterpretação dessas normas e das provas juntadas nos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário, nos termos da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Consolidação das Leis Trabalhistas), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699007. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) :MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) :J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) :CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 25 de outubro de 2011, neguei seguimento aos agravos nos autos dos recursos extraordinários interpostos por Laginha Agro Industrial S/A e J L Comercial Agroquímica Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que a prática de ato de comunicação processual seria admissível em carta rogatória. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Concluir de modo diverso demandaria a reinterpretação dessas normas e das provas juntadas nos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário, nos termos da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Consolidação das Leis Trabalhistas), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 653.547 AGR / DF (…) 9. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. II, da Constituição da República, incide na espécie a Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. 10. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 763-766). 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.11.2011 (fl. 769), interpõem Laginha Agro Industrial S/A e J L Comercial Agroquímica Ltda., em 14.11.2011, tempestivamente, agravos regimentais (fls. 771-774, 780-782 e 784-787). 3. As Agravantes afirmam que “o caso em tela enquadra-se perfeitamente na hipótese do item 3, b, do art. 60, em que prevê como violação substancial de um tratado a afronta a uma disposição essencial para a consecução do objeto ou da finalidade do tratado” (fl. 781). Argumentam que “o objetivo da Carta Rogatória é a citação das interessadas. E a citação não é ato simples, mas formalidade indispensável para formação do contraditório. Os demais documentos faltantes inviabilizam o pleno exercício do contraditório e do direito à ampla defesa da ré” (fl. 782). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699007. Supremo Tribunal Federal ARE 653.547 AGR / DF (…) 9. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. II, da Constituição da República, incide na espécie a Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. 10. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 763-766). 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.11.2011 (fl. 769), interpõem Laginha Agro Industrial S/A e J L Comercial Agroquímica Ltda., em 14.11.2011, tempestivamente, agravos regimentais (fls. 771-774, 780-782 e 784-787). 3. As Agravantes afirmam que “o caso em tela enquadra-se perfeitamente na hipótese do item 3, b, do art. 60, em que prevê como violação substancial de um tratado a afronta a uma disposição essencial para a consecução do objeto ou da finalidade do tratado” (fl. 781). Argumentam que “o objetivo da Carta Rogatória é a citação das interessadas. E a citação não é ato simples, mas formalidade indispensável para formação do contraditório. Os demais documentos faltantes inviabilizam o pleno exercício do contraditório e do direito à ampla defesa da ré” (fl. 782). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste às Agravantes. 2. A Tribunal a quo decidiu a controvérsia: “A comissão não está deficientemente instruída, pois, encontra- se nos autos a peça que determina a expedição da rogatória. Dispõe claramente o art. 3º do Protocolo Adicional à Convenção Internacional sobre Cartas Rogatórias, em Matéria Civil e Comercial: ‘Art. 3º As cartas rogatórias serão elaboradas em formulários impressos nos quatro idiomas oficiais da Organização dos Estados Americanos ou nos idiomas dos Estados requerente e requerido, de acordo com o Modelo A do Anexo deste Protocolo. (...)’ A peça referida encontra-se às fls. 43-43, no que se refere à interessada Laginha Agro Indústria S.A., e ás fls. 261-262, quanto à JL Comercial Agroquímica Ltda. Lê-se claramente da tradução que a determinação foi assinada por Juiz norte-americano e solicita a citação das interessadas mediante esta carta rogatória. Ressalto, por oportuno, ser este o procedimento padrão em todas as rogatórias oriundas dos Estados Unidos da América e que o documento de fl. 50, assinado por escrivão, é apenas a determinação de citação da interessada, não o pedido de expedição de rogatória, conforme determinado no referido art. 3º” (fls. 643-644). 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, que não pode ser reexaminada em recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste às Agravantes. 2. A Tribunal a quo decidiu a controvérsia: “A comissão não está deficientemente instruída, pois, encontra- se nos autos a peça que determina a expedição da rogatória. Dispõe claramente o art. 3º do Protocolo Adicional à Convenção Internacional sobre Cartas Rogatórias, em Matéria Civil e Comercial: ‘Art. 3º As cartas rogatórias serão elaboradas em formulários impressos nos quatro idiomas oficiais da Organização dos Estados Americanos ou nos idiomas dos Estados requerente e requerido, de acordo com o Modelo A do Anexo deste Protocolo. (...)’ A peça referida encontra-se às fls. 43-43, no que se refere à interessada Laginha Agro Indústria S.A., e ás fls. 261-262, quanto à JL Comercial Agroquímica Ltda. Lê-se claramente da tradução que a determinação foi assinada por Juiz norte-americano e solicita a citação das interessadas mediante esta carta rogatória. Ressalto, por oportuno, ser este o procedimento padrão em todas as rogatórias oriundas dos Estados Unidos da América e que o documento de fl. 50, assinado por escrivão, é apenas a determinação de citação da interessada, não o pedido de expedição de rogatória, conforme determinado no referido art. 3º” (fls. 643-644). 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, que não pode ser reexaminada em recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 653.547 AGR / DF 4. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que as alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa constitucional indireta. 5. Ademais, para o deslinde da matéria posta à apreciação judicial, as instâncias originárias examinaram os elementos probatórios dos autos, que não podem ser reexaminados em recurso extraordinário, conforme a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em agravo de instrumento 2. Processual Civil. 3. Carta Rogatória. 4. Pedido de citação. 5. Participação do réu na impugnação ao exequatur no STJ. 6. Dispensa da citação em primeira instância. 7. Matéria infraconstitucional. 8. Violação reflexa. 9. Impossibilidade de recurso extraordinário. 10. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 760.008-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.3.2011). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CARTA ROGATÓRIA. COMPARECIMENTO ESPONTÂNEO. CITAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 760.791-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 20.11.2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Supremo Tribunal Federal ARE 653.547 AGR / DF 4. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que as alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa constitucional indireta. 5. Ademais, para o deslinde da matéria posta à apreciação judicial, as instâncias originárias examinaram os elementos probatórios dos autos, que não podem ser reexaminados em recurso extraordinário, conforme a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em agravo de instrumento 2. Processual Civil. 3. Carta Rogatória. 4. Pedido de citação. 5. Participação do réu na impugnação ao exequatur no STJ. 6. Dispensa da citação em primeira instância. 7. Matéria infraconstitucional. 8. Violação reflexa. 9. Impossibilidade de recurso extraordinário. 10. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 760.008-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.3.2011). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CARTA ROGATÓRIA. COMPARECIMENTO ESPONTÂNEO. CITAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 760.791-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 20.11.2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 653.547 AGR / DF “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à validade da citação, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF . Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI 836.185-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 15.6.2011). 6. Os argumentos das Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Supremo Tribunal Federal ARE 653.547 AGR / DF “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à validade da citação, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF . Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI 836.185-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 15.6.2011). 6. Os argumentos das Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) : MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) : J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) : CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642578 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) : MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) : J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) : CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642578 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1717843
2011-12-06T00:00:00
2012-02-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 6.12.2011.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSTRUÇÃO E REGULARIDADE FORMAL DA CARTA ROGATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur204234
- Acórdãos citados: AI 760008 AgR, AI 760791 AgR, AI 836185 AgR. Número de páginas: 7. Análise: 07/03/2012, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Primeira Turma
653547
[ "LEG-FED SUMSTF-000279\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 653547 AgR
[ "" ]
INTDO.(A/S) : J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) : CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) : MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) :MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) :J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) :CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSTRUÇÃO E REGULARIDADE FORMAL DA CARTA ROGATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 6 de dezembro de 2011. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699006. Supremo Tribunal Federal DJe 09/02/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) :MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) :J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) :CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 25 de outubro de 2011, neguei seguimento aos agravos nos autos dos recursos extraordinários interpostos por Laginha Agro Industrial S/A e J L Comercial Agroquímica Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que a prática de ato de comunicação processual seria admissível em carta rogatória. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Concluir de modo diverso demandaria a reinterpretação dessas normas e das provas juntadas nos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário, nos termos da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Consolidação das Leis Trabalhistas), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699007. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) :MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) :J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) :CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 25 de outubro de 2011, neguei seguimento aos agravos nos autos dos recursos extraordinários interpostos por Laginha Agro Industrial S/A e J L Comercial Agroquímica Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual assentou que a prática de ato de comunicação processual seria admissível em carta rogatória. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “Concluir de modo diverso demandaria a reinterpretação dessas normas e das provas juntadas nos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário, nos termos da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Consolidação das Leis Trabalhistas), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 653.547 AGR / DF (…) 9. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. II, da Constituição da República, incide na espécie a Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. 10. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 763-766). 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.11.2011 (fl. 769), interpõem Laginha Agro Industrial S/A e J L Comercial Agroquímica Ltda., em 14.11.2011, tempestivamente, agravos regimentais (fls. 771-774, 780-782 e 784-787). 3. As Agravantes afirmam que “o caso em tela enquadra-se perfeitamente na hipótese do item 3, b, do art. 60, em que prevê como violação substancial de um tratado a afronta a uma disposição essencial para a consecução do objeto ou da finalidade do tratado” (fl. 781). Argumentam que “o objetivo da Carta Rogatória é a citação das interessadas. E a citação não é ato simples, mas formalidade indispensável para formação do contraditório. Os demais documentos faltantes inviabilizam o pleno exercício do contraditório e do direito à ampla defesa da ré” (fl. 782). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699007. Supremo Tribunal Federal ARE 653.547 AGR / DF (…) 9. Quanto à alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. II, da Constituição da República, incide na espécie a Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. 10. Pelo exposto, nego seguimento aos agravos (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 763-766). 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.11.2011 (fl. 769), interpõem Laginha Agro Industrial S/A e J L Comercial Agroquímica Ltda., em 14.11.2011, tempestivamente, agravos regimentais (fls. 771-774, 780-782 e 784-787). 3. As Agravantes afirmam que “o caso em tela enquadra-se perfeitamente na hipótese do item 3, b, do art. 60, em que prevê como violação substancial de um tratado a afronta a uma disposição essencial para a consecução do objeto ou da finalidade do tratado” (fl. 781). Argumentam que “o objetivo da Carta Rogatória é a citação das interessadas. E a citação não é ato simples, mas formalidade indispensável para formação do contraditório. Os demais documentos faltantes inviabilizam o pleno exercício do contraditório e do direito à ampla defesa da ré” (fl. 782). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste às Agravantes. 2. A Tribunal a quo decidiu a controvérsia: “A comissão não está deficientemente instruída, pois, encontra- se nos autos a peça que determina a expedição da rogatória. Dispõe claramente o art. 3... do Protocolo Adicional à Convenção Internacional sobre Cartas Rogatórias, em Matéria Civil e Comercial: ‘Art. 3... As cartas rogatórias serão elaboradas em formulários impressos nos quatro idiomas oficiais da Organização dos Estados Americanos ou nos idiomas dos Estados requerente e requerido, de acordo com o Modelo A do Anexo deste Protocolo. (...)’ A peça referida encontra-se às fls. 43-43, no que se refere à interessada Laginha Agro Indústria S.A., e ás fls. 261-262, quanto à JL Comercial Agroquímica Ltda. Lê-se claramente da tradução que a determinação foi assinada por Juiz norte-americano e solicita a citação das interessadas mediante esta carta rogatória. Ressalto, por oportuno, ser este o procedimento padrão em todas as rogatórias oriundas dos Estados Unidos da América e que o documento de fl. 50, assinado por escrivão, é apenas a determinação de citação da interessada, não o pedido de expedição de rogatória, conforme determinado no referido art. 3...” (fls. 643-644). 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, que não pode ser reexaminada em recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Supremo Tribunal Federal 06/12/2011 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste às Agravantes. 2. A Tribunal a quo decidiu a controvérsia: “A comissão não está deficientemente instruída, pois, encontra- se nos autos a peça que determina a expedição da rogatória. Dispõe claramente o art. 3... do Protocolo Adicional à Convenção Internacional sobre Cartas Rogatórias, em Matéria Civil e Comercial: ‘Art. 3... As cartas rogatórias serão elaboradas em formulários impressos nos quatro idiomas oficiais da Organização dos Estados Americanos ou nos idiomas dos Estados requerente e requerido, de acordo com o Modelo A do Anexo deste Protocolo. (...)’ A peça referida encontra-se às fls. 43-43, no que se refere à interessada Laginha Agro Indústria S.A., e ás fls. 261-262, quanto à JL Comercial Agroquímica Ltda. Lê-se claramente da tradução que a determinação foi assinada por Juiz norte-americano e solicita a citação das interessadas mediante esta carta rogatória. Ressalto, por oportuno, ser este o procedimento padrão em todas as rogatórias oriundas dos Estados Unidos da América e que o documento de fl. 50, assinado por escrivão, é apenas a determinação de citação da interessada, não o pedido de expedição de rogatória, conforme determinado no referido art. 3...” (fls. 643-644). 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, que não pode ser reexaminada em recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 653.547 AGR / DF 4. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que as alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa constitucional indireta. 5. Ademais, para o deslinde da matéria posta à apreciação judicial, as instâncias originárias examinaram os elementos probatórios dos autos, que não podem ser reexaminados em recurso extraordinário, conforme a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em agravo de instrumento 2. Processual Civil. 3. Carta Rogatória. 4. Pedido de citação. 5. Participação do réu na impugnação ao exequatur no Superior Tribunal de Justiça. 6. Dispensa da citação em primeira instância. 7. Matéria infraconstitucional. 8. Violação reflexa. 9. Impossibilidade de recurso extraordinário. 10. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 760.008-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.3.2011). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CARTA ROGATÓRIA. COMPARECIMENTO ESPONTÂNEO. CITAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 760.791-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 20.11.2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Supremo Tribunal Federal ARE 653.547 AGR / DF 4. Ademais, este Supremo Tribunal assentou que as alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa constitucional indireta. 5. Ademais, para o deslinde da matéria posta à apreciação judicial, as instâncias originárias examinaram os elementos probatórios dos autos, que não podem ser reexaminados em recurso extraordinário, conforme a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em agravo de instrumento 2. Processual Civil. 3. Carta Rogatória. 4. Pedido de citação. 5. Participação do réu na impugnação ao exequatur no Superior Tribunal de Justiça. 6. Dispensa da citação em primeira instância. 7. Matéria infraconstitucional. 8. Violação reflexa. 9. Impossibilidade de recurso extraordinário. 10. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 760.008-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.3.2011). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CARTA ROGATÓRIA. COMPARECIMENTO ESPONTÂNEO. CITAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida à luz de legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 760.791-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 20.11.2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 653.547 AGR / DF “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à validade da citação, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal . Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI 836.185-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 15.6.2011). 6. Os argumentos das Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Supremo Tribunal Federal ARE 653.547 AGR / DF “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à validade da citação, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal . Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI 836.185-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 15.6.2011). 6. Os argumentos das Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1699008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) : MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) : J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) : CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642578 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 653.547 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S/A ADV.(A/S) : MILTON DE BRITTO MACHADO NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO.(A/S) : J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA ADV.(A/S) : CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 6.12.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1642578 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 653 . 547 AGR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 653 . 547", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 653 . 547", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 760 . 008 - AgR", "AI 760 . 791 - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 760 . 008 - AgR", "AI 760 . 791 - AgR", "ARE 653 . 547", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 836 . 185 - AgR", "ARE 653 . 547 AGR / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 836 . 185 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . LIV e LV , da Constituição da República", "Consolidação das Leis Trabalhistas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . LIV e LV , da Constituição da República", "Consolidação das Leis Trabalhistas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . II , da Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de processo Civil", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . II , da Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de processo Civil", "Lei n . 12 . 322 / 2010", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Brasil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Brasil", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Estados Unidos", "DISTRITO FEDERAL", "Estados Unidos", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S / A", "PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC", "J", "L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S / A", "PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC INTDO", "J", "L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA", "Laginha Agro Industrial S / A", "J L Comercial Agroquímica Ltda .", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S / A", "PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC", "J", "L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA", "J L Comercial Agroquímica Ltda .", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Laginha Agro Industrial S / A", "J", "L Comercial Agroquímica Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Laginha Agro Industrial S / A", "J L Comercial Agroquímica Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Organização dos Estados Americanos", "Laginha Agro Indústria S . A .", "JL Comercial Agroquímica Ltda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Organização dos Estados Americanos", "Laginha Agro Indústria S . A .", "JL Comercial Agroquímica Ltda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "DF", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S / A", "PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC", "J", "L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LAGINHA AGRO INDUSTRIAL S / A", "PHOSPHATE CHEMICALS EXPORT ASSOCIATION INC", "J L COMERCIAL AGROQUÍMICA LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "MILTON DE BRITTO MACHADO NETO", "CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MILTON DE BRITTO MACHADO NETO", "CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MILTON DE BRITTO MACHADO NETO", "CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "MILTON DE BRITTO MACHADO NETO", "CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian", "CÁRMEN LÚCIA", "MILTON DE BRITTO MACHADO NETO", "CAIRO ROBERTO BITTAR HAMÚ SILVA JÚNIOR", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian" ], "TEMPO": [ "06", "/", "12", "/", "2011", "6 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "02", "/", "2012", "06", "/", "12", "/", "2011", "25 de outubro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "25 de outubro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "11", ".", "2011", "14", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "11", ".", "2011", "14", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "3", ".", "2011", "20", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "3", ".", "2011", "20", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRIMINAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 699/STF. Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de setembro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557313. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição federal) que tem por violados os arts. 5º, caput e 125, § 4º, da Carta Magna. Verifico que o agravo de instrumento é intempestivo. Com efeito, como se vê da certidão de fls. 199, a publicação da decisão agravada deu-se em 06.02.2009 (sexta- feira), tendo o prazo para interposição de agravo findado em 13.02.2009 (sexta-feira), ao passo que o agravo de instrumento deu entrada no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais em 18.02.2009. Nesse sentido, a Súmula 699 desta Corte e ainda: AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO DE NATUREZA CRIMINAL. INCIDÊNCIA DA LEI N. 8.038/90 (ARTS. 26 A 28). PRAZO DE INTERPOSIÇÃO: CINCO (5) DIAS. INAPLICABILIDADE DA LEI N. 8.950/94. RECURSO INTEMPESTIVO. AGRAVO NÃO CONHECIDO. - O prazo de interposição do agravo de instrumento, contra decisão denegatória de recurso extraordinário deduzido em matéria penal, ainda é de cinco (5) dias, e não de dez (10) dias, eis que o advento da Lei n. 8.950/94 - por aplicar-se, unicamente, aos procedimentos de natureza civil - não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557314. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição federal) que tem por violados os arts. 5º, caput e 125, § 4º, da Carta Magna. Verifico que o agravo de instrumento é intempestivo. Com efeito, como se vê da certidão de fls. 199, a publicação da decisão agravada deu-se em 06.02.2009 (sexta- feira), tendo o prazo para interposição de agravo findado em 13.02.2009 (sexta-feira), ao passo que o agravo de instrumento deu entrada no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais em 18.02.2009. Nesse sentido, a Súmula 699 desta Corte e ainda: AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO DE NATUREZA CRIMINAL. INCIDÊNCIA DA LEI N. 8.038/90 (ARTS. 26 A 28). PRAZO DE INTERPOSIÇÃO: CINCO (5) DIAS. INAPLICABILIDADE DA LEI N. 8.950/94. RECURSO INTEMPESTIVO. AGRAVO NÃO CONHECIDO. - O prazo de interposição do agravo de instrumento, contra decisão denegatória de recurso extraordinário deduzido em matéria penal, ainda é de cinco (5) dias, e não de dez (10) dias, eis que o advento da Lei n. 8.950/94 - por aplicar-se, unicamente, aos procedimentos de natureza civil - não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557314. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 748240 AGR / MG importou em derrogação dos arts. 26 a 28 da Lei n. 8.038/90. Precedentes. (AI 477.242, rel. min. Celso de Mello, DJ 02.02.2004) Do exposto, nego seguimento ao agravo (art. 38 da Lei 8.038/1990, c/c o art. 21, § 1º, do RISTF).” A parte agravante sustenta que “não se trata de matéria criminal, mas sim, administrativa, ou seja, perda de graduação e não recurso quanto à condenação”. Afirma que o caso “não se enquadra nos pressupostos da Súmula 699 dessa Corte Suprema, pois, o que ocorreu com o agravante foi julgamento para perda de graduação” (fl. 217). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557314. Supremo Tribunal Federal AI 748240 AGR / MG importou em derrogação dos arts. 26 a 28 da Lei n. 8.038/90. Precedentes. (AI 477.242, rel. min. Celso de Mello, DJ 02.02.2004) Do exposto, nego seguimento ao agravo (art. 38 da Lei 8.038/1990, c/c o art. 21, § 1º, do RISTF).” A parte agravante sustenta que “não se trata de matéria criminal, mas sim, administrativa, ou seja, perda de graduação e não recurso quanto à condenação”. Afirma que o caso “não se enquadra nos pressupostos da Súmula 699 dessa Corte Suprema, pois, o que ocorreu com o agravante foi julgamento para perda de graduação” (fl. 217). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557314. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O agravo não pode ser provido, uma vez que, conforme anotado na decisão agravada, a publicação da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário se deu em 06.02.2009 (fl. 199) e a petição recursal foi protocolada no Tribunal de origem somente em 18.02.2009 (fl. 03), ou seja, após o término do prazo recursal, que ocorreu em 13.02.2009. Conforme já decidiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal, o prazo para interposição de agravo em recurso extraordinário criminal é de cinco dias, segundo o art. 28 da Lei nº 8.038/1990. A Lei nº 8.950/1994, que prevê prazo de dez dias, é restrita ao âmbito normativo do processo civil (AI 197.032, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). Veja-se, a propósito, a Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557315. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O agravo não pode ser provido, uma vez que, conforme anotado na decisão agravada, a publicação da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário se deu em 06.02.2009 (fl. 199) e a petição recursal foi protocolada no Tribunal de origem somente em 18.02.2009 (fl. 03), ou seja, após o término do prazo recursal, que ocorreu em 13.02.2009. Conforme já decidiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal, o prazo para interposição de agravo em recurso extraordinário criminal é de cinco dias, segundo o art. 28 da Lei nº 8.038/1990. A Lei nº 8.950/1994, que prevê prazo de dez dias, é restrita ao âmbito normativo do processo civil (AI 197.032, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). Veja-se, a propósito, a Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557315. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555549 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4651620
2013-09-10T00:00:00
2013-10-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRIMINAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 699/STF. Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur244315
- Acórdão(s) citado(s): (PRAZO) AI 197032 QO (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 17/10/2013, JUL.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
748240
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00028\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008950 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000699 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 748240 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRIMINAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal. Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de setembro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557313. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição federal) que tem por violados os arts. 5..., caput e 125, § 4..., da Carta Magna. Verifico que o agravo de instrumento é intempestivo. Com efeito, como se vê da certidão de fls. 199, a publicação da decisão agravada deu-se em 06.02.2009 (sexta- feira), tendo o prazo para interposição de agravo findado em 13.02.2009 (sexta-feira), ao passo que o agravo de instrumento deu entrada no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais em 18.02.2009. Nesse sentido, a Súmula 699 desta Corte e ainda: AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO DE NATUREZA CRIMINAL. INCIDÊNCIA DA LEI N. 8.038/90 (ARTS. 26 A 28). PRAZO DE INTERPOSIÇÃO: CINCO (5) DIAS. INAPLICABILIDADE DA LEI N. 8.950/94. RECURSO INTEMPESTIVO. AGRAVO NÃO CONHECIDO. - O prazo de interposição do agravo de instrumento, contra decisão denegatória de recurso extraordinário deduzido em matéria penal, ainda é de cinco (5) dias, e não de dez (10) dias, eis que o advento da Lei n. 8.950/94 - por aplicar-se, unicamente, aos procedimentos de natureza civil - não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557314. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição federal) que tem por violados os arts. 5..., caput e 125, § 4..., da Carta Magna. Verifico que o agravo de instrumento é intempestivo. Com efeito, como se vê da certidão de fls. 199, a publicação da decisão agravada deu-se em 06.02.2009 (sexta- feira), tendo o prazo para interposição de agravo findado em 13.02.2009 (sexta-feira), ao passo que o agravo de instrumento deu entrada no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais em 18.02.2009. Nesse sentido, a Súmula 699 desta Corte e ainda: AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO DE NATUREZA CRIMINAL. INCIDÊNCIA DA LEI N. 8.038/90 (ARTS. 26 A 28). PRAZO DE INTERPOSIÇÃO: CINCO (5) DIAS. INAPLICABILIDADE DA LEI N. 8.950/94. RECURSO INTEMPESTIVO. AGRAVO NÃO CONHECIDO. - O prazo de interposição do agravo de instrumento, contra decisão denegatória de recurso extraordinário deduzido em matéria penal, ainda é de cinco (5) dias, e não de dez (10) dias, eis que o advento da Lei n. 8.950/94 - por aplicar-se, unicamente, aos procedimentos de natureza civil - não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557314. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 748240 AGR / MG importou em derrogação dos arts. 26 a 28 da Lei n. 8.038/90. Precedentes. (AI 477.242, rel. min. Celso de Mello, DJ 02.02.2004) Do exposto, nego seguimento ao agravo (art. 38 da Lei 8.038/1990, c/c o art. 21, § 1..., do RISTF).” A parte agravante sustenta que “não se trata de matéria criminal, mas sim, administrativa, ou seja, perda de graduação e não recurso quanto à condenação”. Afirma que o caso “não se enquadra nos pressupostos da Súmula 699 dessa Corte Suprema, pois, o que ocorreu com o agravante foi julgamento para perda de graduação” (fl. 217). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557314. Supremo Tribunal Federal AI 748240 AGR / MG importou em derrogação dos arts. 26 a 28 da Lei n. 8.038/90. Precedentes. (AI 477.242, rel. min. Celso de Mello, DJ 02.02.2004) Do exposto, nego seguimento ao agravo (art. 38 da Lei 8.038/1990, c/c o art. 21, § 1..., do RISTF).” A parte agravante sustenta que “não se trata de matéria criminal, mas sim, administrativa, ou seja, perda de graduação e não recurso quanto à condenação”. Afirma que o caso “não se enquadra nos pressupostos da Súmula 699 dessa Corte Suprema, pois, o que ocorreu com o agravante foi julgamento para perda de graduação” (fl. 217). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557314. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O agravo não pode ser provido, uma vez que, conforme anotado na decisão agravada, a publicação da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário se deu em 06.02.2009 (fl. 199) e a petição recursal foi protocolada no Tribunal de origem somente em 18.02.2009 (fl. 03), ou seja, após o término do prazo recursal, que ocorreu em 13.02.2009. Conforme já decidiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal, o prazo para interposição de agravo em recurso extraordinário criminal é de cinco dias, segundo o art. 28 da Lei n 8.038/1990. A Lei n 8.950/1994, que prevê prazo de dez dias, é restrita ao âmbito normativo do processo civil (AI 197.032, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). Veja-se, a propósito, a Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557315. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator) O agravo não pode ser provido, uma vez que, conforme anotado na decisão agravada, a publicação da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário se deu em 06.02.2009 (fl. 199) e a petição recursal foi protocolada no Tribunal de origem somente em 18.02.2009 (fl. 03), ou seja, após o término do prazo recursal, que ocorreu em 13.02.2009. Conforme já decidiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal, o prazo para interposição de agravo em recurso extraordinário criminal é de cinco dias, segundo o art. 28 da Lei n 8.038/1990. A Lei n 8.950/1994, que prevê prazo de dez dias, é restrita ao âmbito normativo do processo civil (AI 197.032, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). Veja-se, a propósito, a Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557315. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555549 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.240 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ANTÔNIO MIGUEL GOMES ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555549 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 748 . 240", "SÚMULA 699 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 748 . 240", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 748 . 240", "AI 748240 AGR / MG", "AI 477 . 242", "Súmula 699 dessa Corte Suprema", "AI 748240 AGR / MG", "AI 477 . 242", "Súmula 699 dessa Corte Suprema", "AI 197 . 032", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "AI 197 . 032", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 748 . 240", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 748 . 240" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 8038 / 1990", "Lei 8950 / 1994", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição federal", "arts . 5", "LEI N . 8 . 038 / 90", "LEI N . 8 . 950 / 94", "Lei n . 8 . 950 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição federal", "arts . 5 . . . , caput e 125 , § 4 . . . , da Carta Magna", "LEI N . 8 . 038 / 90", "LEI N . 8 . 950 / 94", "Lei n . 8 . 950 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.771 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :A A C IMPTE.(S) :WAGNER ANDERSON GALDINO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA COATOR(A/S)(ES) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. CRIME HEDIONDO. CUMPRIMENTO DA PENA EM REGIME INTEGRALMENTE FECHADO. INCONSTITUCIONALIDADE. EVOLUÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. I – Atentado violento ao pudor. Fixação do regime prisional integralmente fechado por se tratar de crime hediondo. Declaração de inconstitucionalidade da expressão contida no § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, que impunha o estabelecimento do regime de cumprimento de pena independentemente da necessária observância à garantia constitucional da individualização da pena, obstando, assim, o exercício do direito à progressão de regime pelo sentenciado. II – Evolução da jurisprudência da Corte (HC 82.959-7/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, e HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli), a ser observada pelo Juízo da Execução Penal porque favorável ao sentenciado. III – Restabelecimento da sentença penal condenatória na parte em que, verificando cuidar-se de réu primário e de bons antecedentes e tendo em consideração o disposto no art. 33, § 2º, b, do Código Penal, fixou-se o regime prisional semiaberto, assegurando-se ao paciente a possibilidade de progressão no regime de cumprimento da pena. IV – Ordem de habeas corpus parcialmente concedida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375835. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão HC 116771 / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder parcialmente a ordem, a fim de restabelecer a sentença penal condenatória na parte em que, nos termos do artigo 33, § 2º, b, do Código Penal, estabeleceu-se o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena e assegurou-se ao paciente a possibilidade de progressão de regime, conquanto mantido o caráter de hediondo à prática do crime de atentado violento o pudor, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375835. Supremo Tribunal Federal HC 116771 / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder parcialmente a ordem, a fim de restabelecer a sentença penal condenatória na parte em que, nos termos do artigo 33, § 2º, b, do Código Penal, estabeleceu-se o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena e assegurou-se ao paciente a possibilidade de progressão de regime, conquanto mantido o caráter de hediondo à prática do crime de atentado violento o pudor, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 20/08/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.771 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : A A C IMPTE.(S) : WAGNER ANDERSON GALDINO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA COATOR(A/S)(ES) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu parcialmente a ordem, a fim de restabelecer a sentença penal condenatória na parte em que, nos termos do artigo 33, §2º, b, do Código Penal, estabeleceu-se o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena e assegurou-se ao paciente a possibilidade de progressão de regime, conquanto mantido o caráter de hediondo à prática do crime de atentado violento ao pudor, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407136 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.771 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : A A C IMPTE.(S) : WAGNER ANDERSON GALDINO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA COATOR(A/S)(ES) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu parcialmente a ordem, a fim de restabelecer a sentença penal condenatória na parte em que, nos termos do artigo 33, §2º, b, do Código Penal, estabeleceu-se o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena e assegurou-se ao paciente a possibilidade de progressão de regime, conquanto mantido o caráter de hediondo à prática do crime de atentado violento ao pudor, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407136 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4439601
2013-08-20T00:00:00
2013-09-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, concedeu parcialmente a ordem, a fim de restabelecer a sentença penal condenatória na parte em que, nos termos do artigo 33, §2º, b, do Código Penal, estabeleceu-se o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena e assegurou-se ao paciente a possibilidade de progressão de regime, conquanto mantido o caráter de hediondo à prática do crime de atentado violento ao pudor, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. CRIME HEDIONDO. CUMPRIMENTO DA PENA EM REGIME INTEGRALMENTE FECHADO. INCONSTITUCIONALIDADE. EVOLUÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. I – Atentado violento ao pudor. Fixação do regime prisional integralmente fechado por se tratar de crime hediondo. Declaração de inconstitucionalidade da expressão contida no § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, que impunha o estabelecimento do regime de cumprimento de pena independentemente da necessária observância à garantia constitucional da individualização da pena, obstando, assim, o exercício do direito à progressão de regime pelo sentenciado. II – Evolução da jurisprudência da Corte (HC 82.959-7/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, e HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli), a ser observada pelo Juízo da Execução Penal porque favorável ao sentenciado. III – Restabelecimento da sentença penal condenatória na parte em que, verificando cuidar-se de réu primário e de bons antecedentes e tendo em consideração o disposto no art. 33, § 2º, b, do Código Penal, fixou-se o regime prisional semiaberto, assegurando-se ao paciente a possibilidade de progressão no regime de cumprimento da pena. IV – Ordem de habeas corpus parcialmente concedida.
sjur240644
- Acórdão(s) citado(s): (REGIME, CUMPRIMENTO DE PENA, CRIMES HEDIONDOS) HC 82959 (TP). - Veja HC 111840. Número de páginas: 3. Análise: 12/09/2013, TIA.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
116771
[ "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 LET-B\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 116771
[ "" ]
PACTE.(S) : A A C IMPTE.(S) : WAGNER ANDERSON GALDINO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA COATOR(A/S)(ES) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.771 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :A A C IMPTE.(S) :WAGNER ANDERSON GALDINO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA COATOR(A/S)(ES) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. CRIME HEDIONDO. CUMPRIMENTO DA PENA EM REGIME INTEGRALMENTE FECHADO. INCONSTITUCIONALIDADE. EVOLUÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. I – Atentado violento ao pudor. Fixação do regime prisional integralmente fechado por se tratar de crime hediondo. Declaração de inconstitucionalidade da expressão contida no § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90, que impunha o estabelecimento do regime de cumprimento de pena independentemente da necessária observância à garantia constitucional da individualização da pena, obstando, assim, o exercício do direito à progressão de regime pelo sentenciado. II – Evolução da jurisprudência da Corte (HC 82.959-7/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, e HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli), a ser observada pelo Juízo da Execução Penal porque favorável ao sentenciado. III – Restabelecimento da sentença penal condenatória na parte em que, verificando cuidar-se de réu primário e de bons antecedentes e tendo em consideração o disposto no art. 33, § 2..., b, do Código Penal, fixou-se o regime prisional semiaberto, assegurando-se ao paciente a possibilidade de progressão no regime de cumprimento da pena. IV – Ordem de habeas corpus parcialmente concedida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375835. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão HC 116771 / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder parcialmente a ordem, a fim de restabelecer a sentença penal condenatória na parte em que, nos termos do artigo 33, § 2..., b, do Código Penal, estabeleceu-se o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena e assegurou-se ao paciente a possibilidade de progressão de regime, conquanto mantido o caráter de hediondo à prática do crime de atentado violento o pudor, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375835. Supremo Tribunal Federal HC 116771 / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conceder parcialmente a ordem, a fim de restabelecer a sentença penal condenatória na parte em que, nos termos do artigo 33, § 2..., b, do Código Penal, estabeleceu-se o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena e assegurou-se ao paciente a possibilidade de progressão de regime, conquanto mantido o caráter de hediondo à prática do crime de atentado violento o pudor, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375835. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 20/08/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.771 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : A A C IMPTE.(S) : WAGNER ANDERSON GALDINO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA COATOR(A/S)(ES) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu parcialmente a ordem, a fim de restabelecer a sentença penal condenatória na parte em que, nos termos do artigo 33, §2..., b, do Código Penal, estabeleceu-se o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena e assegurou-se ao paciente a possibilidade de progressão de regime, conquanto mantido o caráter de hediondo à prática do crime de atentado violento ao pudor, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407136 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.771 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : A A C IMPTE.(S) : WAGNER ANDERSON GALDINO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA COATOR(A/S)(ES) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu parcialmente a ordem, a fim de restabelecer a sentença penal condenatória na parte em que, nos termos do artigo 33, §2..., b, do Código Penal, estabeleceu-se o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena e assegurou-se ao paciente a possibilidade de progressão de regime, conquanto mantido o caráter de hediondo à prática do crime de atentado violento ao pudor, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407136 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 116 . 771", "HC 82 . 959 - 7 / SP", "HC 111 . 840 / ES", "HC 116771 / SP", "HC 116771 / SP", "HABEAS CORPUS 116 . 771", "HABEAS CORPUS 116 . 771" ], "LEGISLACAO": [ "§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei 8 . 072 / 90", "art . 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "WAGNER ANDERSON GALDINO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "WAGNER ANDERSON GALDINO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "WAGNER ANDERSON GALDINO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2013", "20", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei n. 6.368/76. Precedente do Plenário (RE 596152/SP). 4. Ordem parcialmente concedida para que Juízo das Execuções Penais analise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, deferir, em parte, a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 13 de dezembro de 2011. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760378. Supremo Tribunal Federal DJe 26/03/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Relatório HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se de habeas corpus, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de Nilton José Pezzi, contra decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, nos autos do HC n. 116.939. Conforme consta dos autos, o paciente foi condenado pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Vacaria (processo n. 038/2.03.0000698-7) à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão pela prática do crime previsto no art. 12, c/c o art. 18, III, ambos da Lei n. 6.368/76, em regime integralmente fechado. Contra essa decisão a defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (apelação n. 70023339732), que deu parcial provimento ao recurso para afastar a causa de aumento de pena prevista no art. 18, III, da Lei n. 6.368/76, bem como para afastar a fixação do regime integralmente fechado. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o STJ (HC n. 116939), pleiteando a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. A ordem foi denegada. Neste habeas a defesa requer a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão parcial da ordem, “para que, sem combinação de leis, o Juízo da Execução examine se o paciente pode ser enquadrado no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e, em caso positivo, se a pena resultante é inferior àquela já imposta.” É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 869910. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se de habeas corpus, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de Nilton José Pezzi, contra decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, nos autos do HC n. 116.939. Conforme consta dos autos, o paciente foi condenado pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Vacaria (processo n. 038/2.03.0000698-7) à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão pela prática do crime previsto no art. 12, c/c o art. 18, III, ambos da Lei n. 6.368/76, em regime integralmente fechado. Contra essa decisão a defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (apelação n. 70023339732), que deu parcial provimento ao recurso para afastar a causa de aumento de pena prevista no art. 18, III, da Lei n. 6.368/76, bem como para afastar a fixação do regime integralmente fechado. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o STJ (HC n. 116939), pleiteando a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. A ordem foi denegada. Neste habeas a defesa requer a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão parcial da ordem, “para que, sem combinação de leis, o Juízo da Execução examine se o paciente pode ser enquadrado no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e, em caso positivo, se a pena resultante é inferior àquela já imposta.” É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 869910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/11/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Consoante relatado, neste habeas corpus discute-se a possibilidade de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei n. 6.368/76. Em outras palavras, trata-se da possibilidade de combinação de preceitos da Lei n. 11.343/2006 com os da revogada Lei 6.368/76, ajustando-se dispositivos benéficos de ambas a fim de aplicá-los ao caso concreto. Inicialmente, ressalto que a questão era bastante controvertida nesta Corte, havendo duas posições bem delineadas. A primeira no sentido da impossibilidade de aplicar dispositivos mais benéficos da lei anterior (Lei 6.368/76) e, concomitantemente, os favoráveis da lei posterior (Lei 11.343/2006), dado que — ao combiná-los e aplicá-los a um caso — o juiz estaria a criar uma terceira lei (lex tertia), invadindo atribuições inerentes ao exercício do legislador, o que seria de todo inviável. A propósito colho alguns precedentes: HABEAS CORPUS. DOSIMETRIA PENAL. QUANTIDADE DE ENTORPECENTES. LEGITIMIDADE PARA ELEVAÇÃO DA PENA BASE. APLICAÇÃO PARCIAL DE LEI POSTERIOR, NA PARTE EM QUE BENEFICIA O RÉU. INVIABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. É legítimo o aumento da pena base com fundamento na elevada quantidade de entorpecente encontrada em poder da paciente. 2. Não é permitida, nem mesmo para beneficiar o réu, a combinação de dispositivos de leis diversas, criando uma terceira norma não estabelecida pelo legislador, sob pena de violação aos princípios da legalidade, da anterioridade da lei penal (art. 1º do Código Penal) e da separação de poderes. 3. Ordem denegada. – (HC n. 96.844/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal 30/11/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Consoante relatado, neste habeas corpus discute-se a possibilidade de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei n. 6.368/76. Em outras palavras, trata-se da possibilidade de combinação de preceitos da Lei n. 11.343/2006 com os da revogada Lei 6.368/76, ajustando-se dispositivos benéficos de ambas a fim de aplicá-los ao caso concreto. Inicialmente, ressalto que a questão era bastante controvertida nesta Corte, havendo duas posições bem delineadas. A primeira no sentido da impossibilidade de aplicar dispositivos mais benéficos da lei anterior (Lei 6.368/76) e, concomitantemente, os favoráveis da lei posterior (Lei 11.343/2006), dado que — ao combiná-los e aplicá-los a um caso — o juiz estaria a criar uma terceira lei (lex tertia), invadindo atribuições inerentes ao exercício do legislador, o que seria de todo inviável. A propósito colho alguns precedentes: HABEAS CORPUS. DOSIMETRIA PENAL. QUANTIDADE DE ENTORPECENTES. LEGITIMIDADE PARA ELEVAÇÃO DA PENA BASE. APLICAÇÃO PARCIAL DE LEI POSTERIOR, NA PARTE EM QUE BENEFICIA O RÉU. INVIABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. É legítimo o aumento da pena base com fundamento na elevada quantidade de entorpecente encontrada em poder da paciente. 2. Não é permitida, nem mesmo para beneficiar o réu, a combinação de dispositivos de leis diversas, criando uma terceira norma não estabelecida pelo legislador, sob pena de violação aos princípios da legalidade, da anterioridade da lei penal (art. 1º do Código Penal) e da separação de poderes. 3. Ordem denegada. – (HC n. 96.844/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS Turma, DJe 5.2.2010). RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06 AOS CRIMES COMETIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 6.368/76. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO COM BASE NA QUANTIDADE DE DROGA E APREENSÃO DE OBJETOS RELACIONADOS AO TRÁFICO: POSSIBILIDADE. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é no sentido de que não é possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico dessas legislações. Precedentes. 2. Não há ilegalidade na fixação do regime prisional mais gravoso considerando-se o acentuado grau de reprovabilidade da conduta, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente quando existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a quantidade de droga e a apreensão de "inúmeros objetos utilizados para o tráfico" como circunstâncias suficientes para elevação da pena-base com fundamento na culpabilidade. Precedentes. 3. Recurso ao qual se nega provimento. – (RHC n. 101.278/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 21.5.2010). Por outro lado, advirto que havia tese sufragada nesta própria Segunda Turma em sentido diametralmente oposto. Os adeptos dessa corrente (ministros Cezar Peluso e Eros Grau) entendiam que adequar a causa especial de diminuição de pena da lei nova à pena prevista na lei antiga não significava misturar, baralhar ou combinar normas, na medida em que o juiz, ao agir assim, somente movimentava-se dentro de quadros legais para integração perfeitamente possível, o da retroatividade da lei mais benéfica. Nesse sentido, confiram-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS Turma, DJe 5.2.2010). RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06 AOS CRIMES COMETIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 6.368/76. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO COM BASE NA QUANTIDADE DE DROGA E APREENSÃO DE OBJETOS RELACIONADOS AO TRÁFICO: POSSIBILIDADE. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é no sentido de que não é possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico dessas legislações. Precedentes. 2. Não há ilegalidade na fixação do regime prisional mais gravoso considerando-se o acentuado grau de reprovabilidade da conduta, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente quando existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a quantidade de droga e a apreensão de "inúmeros objetos utilizados para o tráfico" como circunstâncias suficientes para elevação da pena-base com fundamento na culpabilidade. Precedentes. 3. Recurso ao qual se nega provimento. – (RHC n. 101.278/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 21.5.2010). Por outro lado, advirto que havia tese sufragada nesta própria Segunda Turma em sentido diametralmente oposto. Os adeptos dessa corrente (ministros Cezar Peluso e Eros Grau) entendiam que adequar a causa especial de diminuição de pena da lei nova à pena prevista na lei antiga não significava misturar, baralhar ou combinar normas, na medida em que o juiz, ao agir assim, somente movimentava-se dentro de quadros legais para integração perfeitamente possível, o da retroatividade da lei mais benéfica. Nesse sentido, confiram-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS AÇÃO PENAL. Condenação. Pena. Privativa de liberdade. Prisão. Causa de diminuição prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006. Cálculo sobre a pena cominada no art. 12, caput, da Lei nº 6.368/76, e já definida em concreto. Admissibilidade. Criação jurisdicional de terceira norma. Não ocorrência. Nova valoração da conduta do chamado "pequeno traficante". Retroatividade da lei mais benéfica. HC concedido. Voto vencido da Min. Ellen Gracie, Relatora original. Inteligência do art. 5º, XL, da CF. A causa de diminuição de pena prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006, mais benigna, pode ser aplicada sobre a pena fixada com base no disposto no art. 12, caput, da Lei nº 6.368/76. – (HC n. 95.435/RS, Red. p/ o acórdão Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 7.11.2008). HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITOS. CONVERSÃO FEITA PELO TJ/MG. AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR. ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/06. LEI PENAL MAIS FAVORÁVEL. APLICAÇÃO RETROATIVA. 1. Tendo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais convertido a pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, falta ao paciente interesse de agir. 2. A Constituição do Brasil determina, em seu art. 5º, inciso XL, que “[a] lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. O Código Penal prevê, no art. 2º, parágrafo único, que “[a] lei posterior que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado”. 3. O § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/06, consubstanciando novatio in mellius, deve ser aplicado em relação a crime de tráfico de entorpecentes descrito em lei anterior. A nova lei pune menos severamente o pequeno traficante, à luz de critérios de proporcionalidade e razoabilidade, ao mesmo tempo em que reserva ao grande traficante punição mais rigorosa do que a prevista na lei anterior. Precedentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS AÇÃO PENAL. Condenação. Pena. Privativa de liberdade. Prisão. Causa de diminuição prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006. Cálculo sobre a pena cominada no art. 12, caput, da Lei nº 6.368/76, e já definida em concreto. Admissibilidade. Criação jurisdicional de terceira norma. Não ocorrência. Nova valoração da conduta do chamado "pequeno traficante". Retroatividade da lei mais benéfica. HC concedido. Voto vencido da Min. Ellen Gracie, Relatora original. Inteligência do art. 5º, XL, da CF. A causa de diminuição de pena prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006, mais benigna, pode ser aplicada sobre a pena fixada com base no disposto no art. 12, caput, da Lei nº 6.368/76. – (HC n. 95.435/RS, Red. p/ o acórdão Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 7.11.2008). HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITOS. CONVERSÃO FEITA PELO TJ/MG. AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR. ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/06. LEI PENAL MAIS FAVORÁVEL. APLICAÇÃO RETROATIVA. 1. Tendo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais convertido a pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, falta ao paciente interesse de agir. 2. A Constituição do Brasil determina, em seu art. 5º, inciso XL, que “[a] lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. O Código Penal prevê, no art. 2º, parágrafo único, que “[a] lei posterior que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado”. 3. O § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/06, consubstanciando novatio in mellius, deve ser aplicado em relação a crime de tráfico de entorpecentes descrito em lei anterior. A nova lei pune menos severamente o pequeno traficante, à luz de critérios de proporcionalidade e razoabilidade, ao mesmo tempo em que reserva ao grande traficante punição mais rigorosa do que a prevista na lei anterior. Precedentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS Ordem concedida a fim de determinar ao Juiz de Direito da Comarca de Poços de Caldas/MG que proceda à redução da pena do paciente na proporção devida, nos termos do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/06, bem assim para fixar o regime de cumprimento compatível com a quantidade de pena apurada após a redução. – (HC n. 101.511/MG, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 21.5.2010). Em outros julgados, tive a oportunidade de trazer a esta Segunda Turma a questão, tendo sido assentado o entendimento pela impossibilidade de combinação de preceitos da Lei 6.368/76 com os da 11.343/2006. Destaco ter sido acompanhado por unanimidade (HC 97.221, DJ 8.11.2010; HC 94.560, DJ 1.10.2010; e HC 97.187, DJ 1.10.2010). Inicialmente, tinha-me manifestado, neste caso, no sentido de acolher a manifestação ministerial para deferir parcialmente a ordem de habeas corpus a fim de que o Juízo da Execução examinasse qual das leis – a 6.368/76 ou a 11.343/2006, considerada a atenuante do § 4º do art. 33 – seria mais benéfica ao paciente, ocasião em que o Ministro Celso de Mello pediu vista. Devolvidos os autos à Segunda Turma, retifiquei meu posicionamento, tendo em vista o que decidido, recentemente, em sessão realizada em 13.10.2011, o Plenário desta Suprema Corte, diante do empate na votação, desproveu o RE 596.152/SP, de relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, no qual se discutia exatamente a possibilidade de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena prevista no art. 12 da 6.368/76. O voto do Min. Ayres Britto, redator do acórdão, consignou que o fato de a Lei 11.343/2006 ter criado a figura do pequeno traficante, a merecer tratamento diferenciado — não contemplada na legislação anterior — não implicaria conflito de normas, tampouco mescla indevida, visto que a minorante seria inédita, sem contraposição a qualquer regra pretérita. Em razão da importância do julgado, transcrevo excerto da notícia veiculada no Informativo 644 (Brasília, 10 a 14 de outubro de 2011): 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS Ordem concedida a fim de determinar ao Juiz de Direito da Comarca de Poços de Caldas/MG que proceda à redução da pena do paciente na proporção devida, nos termos do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/06, bem assim para fixar o regime de cumprimento compatível com a quantidade de pena apurada após a redução. – (HC n. 101.511/MG, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 21.5.2010). Em outros julgados, tive a oportunidade de trazer a esta Segunda Turma a questão, tendo sido assentado o entendimento pela impossibilidade de combinação de preceitos da Lei 6.368/76 com os da 11.343/2006. Destaco ter sido acompanhado por unanimidade (HC 97.221, DJ 8.11.2010; HC 94.560, DJ 1.10.2010; e HC 97.187, DJ 1.10.2010). Inicialmente, tinha-me manifestado, neste caso, no sentido de acolher a manifestação ministerial para deferir parcialmente a ordem de habeas corpus a fim de que o Juízo da Execução examinasse qual das leis – a 6.368/76 ou a 11.343/2006, considerada a atenuante do § 4º do art. 33 – seria mais benéfica ao paciente, ocasião em que o Ministro Celso de Mello pediu vista. Devolvidos os autos à Segunda Turma, retifiquei meu posicionamento, tendo em vista o que decidido, recentemente, em sessão realizada em 13.10.2011, o Plenário desta Suprema Corte, diante do empate na votação, desproveu o RE 596.152/SP, de relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, no qual se discutia exatamente a possibilidade de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena prevista no art. 12 da 6.368/76. O voto do Min. Ayres Britto, redator do acórdão, consignou que o fato de a Lei 11.343/2006 ter criado a figura do pequeno traficante, a merecer tratamento diferenciado — não contemplada na legislação anterior — não implicaria conflito de normas, tampouco mescla indevida, visto que a minorante seria inédita, sem contraposição a qualquer regra pretérita. Em razão da importância do julgado, transcrevo excerto da notícia veiculada no Informativo 644 (Brasília, 10 a 14 de outubro de 2011): 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS Tráfico de drogas e combinação de leis - 5 Em conclusão de julgamento, o Plenário, ante empate na votação, desproveu recurso extraordinário em que se discutia a aplicabilidade, ou não, da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 sobre condenações fixadas com base no art. 12, caput, da Lei 6.368/76, diploma normativo este vigente à época da prática do delito — v. Informativos 611 e 628. Além disso, assentou-se a manutenção da ordem de habeas corpus, concedida no STJ em favor do ora recorrido, que originara o recurso. Na espécie, o recorrente, Ministério Público Federal, alegava afronta ao art. 5º, XL, da CF (“a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”), ao argumento de que a combinação de regras mais benignas de 2 sistemas legislativos diversos formaria uma terceira lei. Aduziu-se que a expressão “lei” contida no princípio insculpido no mencionado inciso referir-se-ia à norma penal, considerada como dispositivo isolado inserido em determinado diploma de lei. No ponto, destacou-se que a discussão estaria na combinação de normas penais que se friccionassem no tempo. Afirmou-se, ademais, que a Constituição vedaria a mistura de normas penais que, ao dispor sobre o mesmo instituto legal, contrapusessem-se temporalmente. Nesse sentido, reputou-se que o fato de a Lei 11.343/2006 ter criado a figura do pequeno traficante, a merecer tratamento diferenciado — não contemplada na legislação anterior — não implicaria conflito de normas, tampouco mescla, visto que a minorante seria inédita, sem contraposição a qualquer regra pretérita. Por se tratar de pedido de writ na origem e em vista de todos os atuais Ministros do STF terem votado, resolveu-se aplicar ao caso concreto o presente resultado por ser mais favorável ao paciente com fundamento no art. 146, parágrafo único, do RISTF (“Parágrafo único. No julgamento de habeas corpus e de recursos de habeas corpus proclamar-se-á, na hipótese de empate, a decisão mais favorável ao paciente”). Nesse tocante, advertiu-se que, apesar de a repercussão geral ter sido reconhecida, em decorrência da 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS Tráfico de drogas e combinação de leis - 5 Em conclusão de julgamento, o Plenário, ante empate na votação, desproveu recurso extraordinário em que se discutia a aplicabilidade, ou não, da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 sobre condenações fixadas com base no art. 12, caput, da Lei 6.368/76, diploma normativo este vigente à época da prática do delito — v. Informativos 611 e 628. Além disso, assentou-se a manutenção da ordem de habeas corpus, concedida no STJ em favor do ora recorrido, que originara o recurso. Na espécie, o recorrente, Ministério Público Federal, alegava afronta ao art. 5º, XL, da CF (“a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”), ao argumento de que a combinação de regras mais benignas de 2 sistemas legislativos diversos formaria uma terceira lei. Aduziu-se que a expressão “lei” contida no princípio insculpido no mencionado inciso referir-se-ia à norma penal, considerada como dispositivo isolado inserido em determinado diploma de lei. No ponto, destacou-se que a discussão estaria na combinação de normas penais que se friccionassem no tempo. Afirmou-se, ademais, que a Constituição vedaria a mistura de normas penais que, ao dispor sobre o mesmo instituto legal, contrapusessem-se temporalmente. Nesse sentido, reputou-se que o fato de a Lei 11.343/2006 ter criado a figura do pequeno traficante, a merecer tratamento diferenciado — não contemplada na legislação anterior — não implicaria conflito de normas, tampouco mescla, visto que a minorante seria inédita, sem contraposição a qualquer regra pretérita. Por se tratar de pedido de writ na origem e em vista de todos os atuais Ministros do STF terem votado, resolveu-se aplicar ao caso concreto o presente resultado por ser mais favorável ao paciente com fundamento no art. 146, parágrafo único, do RISTF (“Parágrafo único. No julgamento de habeas corpus e de recursos de habeas corpus proclamar-se-á, na hipótese de empate, a decisão mais favorável ao paciente”). Nesse tocante, advertiu-se que, apesar de a repercussão geral ter sido reconhecida, em decorrência da 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS peculiaridade da situação, a temática constitucional em apreço não fora consolidada. RE 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 6 O Min. Cezar Peluso, Presidente, frisou o teor do voto proferido pela 2ª Turma no julgamento do HC 95435/RS (DJe de 7.11.2008), no sentido de entender que aplicar a causa de diminuição não significaria baralhar e confundir normas, uma vez que o juiz, ao assim proceder, não criaria lei nova, apenas se movimentaria dentro dos quadros legais para uma tarefa de integração perfeitamente possível. Além disso, consignou que se deveria cumprir a finalidade e a ratio do princípio, para que fosse dada correta resposta ao tema, não havendo como se repudiar a aplicação da causa de diminuição também a situações anteriores. Realçou, ainda, que a vedação de convergência de dispositivos de leis diversas seria apenas produto de interpretação da doutrina e da jurisprudência, sem apoio direto em texto constitucional. O Min. Celso de Mello, a seu turno, enfatizou que o citado pronunciamento fora ratificado em momento subseqüente, no julgamento de outro habeas corpus. Acresceu que não se cuidaria, na espécie, da denominada “criação indireta da lei”. Ato contínuo, assinalou que, mesmo se fosse criação indireta, seria preciso observar que esse tema haveria de ser necessariamente examinado à luz do princípio constitucional da aplicabilidade da lei penal mais benéfica. RE 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 7 De outro lado, o Min. Ricardo Lewandowski, relator, dava provimento ao recurso do parquet para determinar que o juízo da Vara de Execuções Penais aplicasse, em sua integralidade, a legislação mais benéfica ao recorrido, no que fora acompanhado pelos Ministros Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio. Ressaltava a divisão da doutrina acerca do 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS peculiaridade da situação, a temática constitucional em apreço não fora consolidada. RE 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 6 O Min. Cezar Peluso, Presidente, frisou o teor do voto proferido pela 2ª Turma no julgamento do HC 95435/RS (DJe de 7.11.2008), no sentido de entender que aplicar a causa de diminuição não significaria baralhar e confundir normas, uma vez que o juiz, ao assim proceder, não criaria lei nova, apenas se movimentaria dentro dos quadros legais para uma tarefa de integração perfeitamente possível. Além disso, consignou que se deveria cumprir a finalidade e a ratio do princípio, para que fosse dada correta resposta ao tema, não havendo como se repudiar a aplicação da causa de diminuição também a situações anteriores. Realçou, ainda, que a vedação de convergência de dispositivos de leis diversas seria apenas produto de interpretação da doutrina e da jurisprudência, sem apoio direto em texto constitucional. O Min. Celso de Mello, a seu turno, enfatizou que o citado pronunciamento fora ratificado em momento subseqüente, no julgamento de outro habeas corpus. Acresceu que não se cuidaria, na espécie, da denominada “criação indireta da lei”. Ato contínuo, assinalou que, mesmo se fosse criação indireta, seria preciso observar que esse tema haveria de ser necessariamente examinado à luz do princípio constitucional da aplicabilidade da lei penal mais benéfica. RE 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 7 De outro lado, o Min. Ricardo Lewandowski, relator, dava provimento ao recurso do parquet para determinar que o juízo da Vara de Execuções Penais aplicasse, em sua integralidade, a legislação mais benéfica ao recorrido, no que fora acompanhado pelos Ministros Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio. Ressaltava a divisão da doutrina acerca do 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS tema. Entendia não ser possível a conjugação de partes mais benéficas de diferentes normas para se criar uma terceira lei, sob pena de ofensa aos princípios da legalidade e da separação de poderes. Afirmava que a Constituição permitiria a retroatividade da lei penal para favorecer o réu, mas não mencionaria sua aplicação em partes. Registrava que a Lei 6.368/76 estabelecia para o delito de tráfico de drogas uma pena em abstrato de 3 a15 anos de reclusão e fora revogada pela Lei 11.343/2006, que cominara, para o mesmo crime, pena de 5 a 15 anos de reclusão. Evidenciava, dessa maneira, que a novel lei teria imposto reprimenda mais severa para aquele tipo penal e que o legislador se preocupara em diferenciar o traficante organizado do pequeno traficante. Acrescentava haver correlação entre o aumento da pena-base mínima prevista no caput do art. 33 da Lei 11.343/2006 e a inserção da causa de diminuição disposta em seu § 4º. Explicitava que, ao ser permitida a combinação das leis referidas para se extrair um terceiro gênero, os magistrados atuariam como legisladores positivos. Por fim, ponderava que se poderia chegar à situação em que o delito de tráfico fosse punido com pena semelhante às das infrações de menor potencial ofensivo. Concluía que, na dúvida quanto à legislação mais benéfica em determinada situação, dever-se-ia examinar o caso concreto e verificar a lei que, aplicada em sua totalidade, fosse mais favorável. RE 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 8 O Min. Luiz Fux apontava afronta ao princípio da isonomia (CF, art. 5º, caput), pois a lex tertia, aplicada pelo STJ, conceberia paradoxo decorrente da retroação da lei para conferir aos fatos passados situação jurídica mais favorável do que àqueles praticados durante a sua vigência. Dessumia que a aplicação da retroatividade da lei “em tiras” consistiria em velada deturpação da nova percepção que o legislador, responsável por expressar os anseios sociais, manifestara sobre 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS tema. Entendia não ser possível a conjugação de partes mais benéficas de diferentes normas para se criar uma terceira lei, sob pena de ofensa aos princípios da legalidade e da separação de poderes. Afirmava que a Constituição permitiria a retroatividade da lei penal para favorecer o réu, mas não mencionaria sua aplicação em partes. Registrava que a Lei 6.368/76 estabelecia para o delito de tráfico de drogas uma pena em abstrato de 3 a15 anos de reclusão e fora revogada pela Lei 11.343/2006, que cominara, para o mesmo crime, pena de 5 a 15 anos de reclusão. Evidenciava, dessa maneira, que a novel lei teria imposto reprimenda mais severa para aquele tipo penal e que o legislador se preocupara em diferenciar o traficante organizado do pequeno traficante. Acrescentava haver correlação entre o aumento da pena-base mínima prevista no caput do art. 33 da Lei 11.343/2006 e a inserção da causa de diminuição disposta em seu § 4º. Explicitava que, ao ser permitida a combinação das leis referidas para se extrair um terceiro gênero, os magistrados atuariam como legisladores positivos. Por fim, ponderava que se poderia chegar à situação em que o delito de tráfico fosse punido com pena semelhante às das infrações de menor potencial ofensivo. Concluía que, na dúvida quanto à legislação mais benéfica em determinada situação, dever-se-ia examinar o caso concreto e verificar a lei que, aplicada em sua totalidade, fosse mais favorável. RE 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 8 O Min. Luiz Fux apontava afronta ao princípio da isonomia (CF, art. 5º, caput), pois a lex tertia, aplicada pelo STJ, conceberia paradoxo decorrente da retroação da lei para conferir aos fatos passados situação jurídica mais favorável do que àqueles praticados durante a sua vigência. Dessumia que a aplicação da retroatividade da lei “em tiras” consistiria em velada deturpação da nova percepção que o legislador, responsável por expressar os anseios sociais, manifestara sobre 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS a mesma conduta. Indicava, ademais, violação a outros fundamentos da Constituição: o princípio da legalidade e a democracia. Criar-se-ia, com a tese por ele refutada, regra não prevista na lei antiga nem na lei nova, que não experimentaria do batismo democrático atribuído à lei formal. Destacava que a questão reclamaria, portanto, o que se denominara como “sistema da apreciação in concreto” em conjunto com o princípio da alternatividade, para resolver pela aplicação da lei antiga ou da lei nova, uma ou outra, integralmente. O Min. Marco Aurélio, por sua vez, aduzia que, com a Lei 11.343/2006, houvera, também, a exacerbação das penas relativas à multa. Assegurava que, naquele contexto, cuidara-se, para situações peculiares, de uma causa de diminuição da reprimenda, ao inseri-la no artigo. No aspecto, salientava que o parágrafo seria interpretado segundo o artigo. A razão de ser do preceito seria mitigar a elevação do piso em termos de pena restritiva da liberdade de 3 para 5 anos. Por esse motivo, entendia haver mesclagem de sistemas, ao se manter a pena da Lei 6.368/76 adotando-se, contudo, a causa de diminuição que estaria jungida à cabeça do art. 33 da outra norma. Asseverava que, ao se proceder dessa maneira, colocar-se-ia em segundo plano o princípio unitário e criar-se-ia novo diploma para reger a matéria. RE 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Diante de todo o exposto, ante a decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal no RE 596.152/SP, meu voto é no sentido de conceder parcialmente a ordem para que Juízo das Execuções Penais analise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS a mesma conduta. Indicava, ademais, violação a outros fundamentos da Constituição: o princípio da legalidade e a democracia. Criar-se-ia, com a tese por ele refutada, regra não prevista na lei antiga nem na lei nova, que não experimentaria do batismo democrático atribuído à lei formal. Destacava que a questão reclamaria, portanto, o que se denominara como “sistema da apreciação in concreto” em conjunto com o princípio da alternatividade, para resolver pela aplicação da lei antiga ou da lei nova, uma ou outra, integralmente. O Min. Marco Aurélio, por sua vez, aduzia que, com a Lei 11.343/2006, houvera, também, a exacerbação das penas relativas à multa. Assegurava que, naquele contexto, cuidara-se, para situações peculiares, de uma causa de diminuição da reprimenda, ao inseri-la no artigo. No aspecto, salientava que o parágrafo seria interpretado segundo o artigo. A razão de ser do preceito seria mitigar a elevação do piso em termos de pena restritiva da liberdade de 3 para 5 anos. Por esse motivo, entendia haver mesclagem de sistemas, ao se manter a pena da Lei 6.368/76 adotando-se, contudo, a causa de diminuição que estaria jungida à cabeça do art. 33 da outra norma. Asseverava que, ao se proceder dessa maneira, colocar-se-ia em segundo plano o princípio unitário e criar-se-ia novo diploma para reger a matéria. RE 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Diante de todo o exposto, ante a decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal no RE 596.152/SP, meu voto é no sentido de conceder parcialmente a ordem para que Juízo das Execuções Penais analise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.282 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Relator, pediu vista o Senhor Ministro Celso de Mello. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.11.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 884908 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.282 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Relator, pediu vista o Senhor Ministro Celso de Mello. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.11.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 884908 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto Vista 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O (vista) O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Pedi vista dos presentes autos para melhor exame da controvérsia. Convenci-me, após detida reflexão, de que se impõe o deferimento , em parte, do presente “habeas corpus”, considerados os fundamentos dos doutos votos, que acolho, proferidos pelo eminente Ministro CEZAR PELUSO por ocasião do julgamento do HC 95.435/RS, do HC 97.128/MG e do HC 97.992/SP. Sustenta-se, na presente sede processual, que o ora paciente, que sofreu condenação penal pela prática do crime de tráfico de substância entorpecente (art. 12 da antiga Lei de Tóxicos), faz jus à incidência da causa especial de diminuição de pena a que se refere a Lei nº 11.343/2006 (art. 33, § 4º), que derrogou a Lei nº 6.368/76. Afirma-se, ainda, que a nova causa de especial diminuição da pena, por ser mais benéfica, deve incidir sobre a "sanctio juris" definida no preceito secundário inscrito no art. 12 da Lei nº 6.368/76, eis que o fato delituoso atribuído ao ora paciente ocorreu em março de 1999, vale dizer, em período anterior ao da edição da Lei nº 11.343/2006. Esse dado de ordem temporal assume extremo relevo jurídico na espécie em causa, considerada a norma consubstanciada no inciso XL do art. 5º da Constituição da República. É que o art. 12 da Lei nº 6.368/76 (atualmente derrogado por efeito da superveniência da Lei nº 11.343/2006) dispunha que a pena privativa de liberdade, para os que fossem condenados pela prática do crime de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O (vista) O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Pedi vista dos presentes autos para melhor exame da controvérsia. Convenci-me, após detida reflexão, de que se impõe o deferimento , em parte, do presente “habeas corpus”, considerados os fundamentos dos doutos votos, que acolho, proferidos pelo eminente Ministro CEZAR PELUSO por ocasião do julgamento do HC 95.435/RS, do HC 97.128/MG e do HC 97.992/SP. Sustenta-se, na presente sede processual, que o ora paciente, que sofreu condenação penal pela prática do crime de tráfico de substância entorpecente (art. 12 da antiga Lei de Tóxicos), faz jus à incidência da causa especial de diminuição de pena a que se refere a Lei nº 11.343/2006 (art. 33, § 4º), que derrogou a Lei nº 6.368/76. Afirma-se, ainda, que a nova causa de especial diminuição da pena, por ser mais benéfica, deve incidir sobre a "sanctio juris" definida no preceito secundário inscrito no art. 12 da Lei nº 6.368/76, eis que o fato delituoso atribuído ao ora paciente ocorreu em março de 1999, vale dizer, em período anterior ao da edição da Lei nº 11.343/2006. Esse dado de ordem temporal assume extremo relevo jurídico na espécie em causa, considerada a norma consubstanciada no inciso XL do art. 5º da Constituição da República. É que o art. 12 da Lei nº 6.368/76 (atualmente derrogado por efeito da superveniência da Lei nº 11.343/2006) dispunha que a pena privativa de liberdade, para os que fossem condenados pela prática do crime de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS tráfico de substância entorpecente, seria aplicada, na primeira fase da dosimetria penal, observados os limites de 03 (três) a 15 (quinze) anos de reclusão e pagamento de 50 (cinqüenta) a 360 (trezentos e sessenta) dias- -multa. Ocorre que, com a superveniência da Lei nº 11.343, de 23/08/2006, operou-se a derrogação expressa, em tal hipótese, do art. 12 da antiga Lei de Tóxicos, eis que aquele novo diploma legal determina que será imposta, ao condenado pelo crime de tráfico de drogas, na primeira etapa do cálculo dosimétrico, a sanção penal que oscilará entre os limites de 05 (cinco) e de 15 (quinze) anos de reclusão, e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa (art. 33). Conclui-se, desse modo, considerada a data em que cometido o delito pelo ora paciente (17/03/1999), que a Lei nº 11.343/2006 - tendo em conta a pena mínima agora cominada ao crime (05 anos) - importou em verdadeira “novatio legis in pejus”, pois determinou um “quantum” penal mais gravoso que o fixado pela lei anterior, circunstância que impõe, na espécie, a prevalência do preceito secundário contido no art. 12 da Lei nº 6.368/76, cujo limite mínimo - de 03 (três) anos de reclusão – é mais benéfico ao paciente. Não se pode perder de perspectiva, por outro lado, que a norma consubstanciada no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 mostra-se mais benigna ao ora paciente, eis que prevê causa especial de diminuição de pena, evidentemente mais favorável, nas hipóteses em que o agente é primário, possui bons antecedentes, não se dedica a atividades delituosas nem integra organização criminosa, revelando-se apta a incidir, retroativamente, porque “lex mitior”, a fatos delituosos praticados antes de sua vigência. Impende reconhecer, por necessário, que a eficácia retroativa e a eficácia ultrativa da norma penal benéfica possuem extração constitucional, traduzindo, sob tal aspecto, inquestionável direito público subjetivo que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS tráfico de substância entorpecente, seria aplicada, na primeira fase da dosimetria penal, observados os limites de 03 (três) a 15 (quinze) anos de reclusão e pagamento de 50 (cinqüenta) a 360 (trezentos e sessenta) dias- -multa. Ocorre que, com a superveniência da Lei nº 11.343, de 23/08/2006, operou-se a derrogação expressa, em tal hipótese, do art. 12 da antiga Lei de Tóxicos, eis que aquele novo diploma legal determina que será imposta, ao condenado pelo crime de tráfico de drogas, na primeira etapa do cálculo dosimétrico, a sanção penal que oscilará entre os limites de 05 (cinco) e de 15 (quinze) anos de reclusão, e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa (art. 33). Conclui-se, desse modo, considerada a data em que cometido o delito pelo ora paciente (17/03/1999), que a Lei nº 11.343/2006 - tendo em conta a pena mínima agora cominada ao crime (05 anos) - importou em verdadeira “novatio legis in pejus”, pois determinou um “quantum” penal mais gravoso que o fixado pela lei anterior, circunstância que impõe, na espécie, a prevalência do preceito secundário contido no art. 12 da Lei nº 6.368/76, cujo limite mínimo - de 03 (três) anos de reclusão – é mais benéfico ao paciente. Não se pode perder de perspectiva, por outro lado, que a norma consubstanciada no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 mostra-se mais benigna ao ora paciente, eis que prevê causa especial de diminuição de pena, evidentemente mais favorável, nas hipóteses em que o agente é primário, possui bons antecedentes, não se dedica a atividades delituosas nem integra organização criminosa, revelando-se apta a incidir, retroativamente, porque “lex mitior”, a fatos delituosos praticados antes de sua vigência. Impende reconhecer, por necessário, que a eficácia retroativa e a eficácia ultrativa da norma penal benéfica possuem extração constitucional, traduzindo, sob tal aspecto, inquestionável direito público subjetivo que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS assiste a qualquer suposto autor de infrações penais. Esse entendimento – que decorre do exame do significado e do alcance normativo da regra consubstanciada no inciso XL do art. 5º da Constituição Federal - reflete-se no magistério jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte (RTJ 140/514, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 151/525, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.) e, também, por outros Tribunais da República (RT 467/313 – RT 605/314 - RT 725/526 - RT 726/518 – RT 726/523 - RT 731/666): “O sistema constitucional brasileiro impede que se apliquem leis penais supervenientes mais gravosas, como aquelas que afastam a incidência de causas extintivas da punibilidade (...), a fatos delituosos cometidos em momento anterior ao da edição da ‘lex gravior’. A eficácia ultrativa da norma penal mais benéfica - sob cuja égide foi praticado o fato delituoso - deve prevalecer por efeito do que prescreve o art. 5º, XL, da Constituição, sempre que, ocorrendo sucessão de leis penais no tempo, constatar-se que o diploma legislativo anterior qualificava-se como estatuto legal mais favorável ao agente. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.” (RTJ 186/252, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, pois, que a circunstância de ordem temporal decorrente da sucessão de leis penais no tempo revela-se apta a conferir aplicabilidade, no caso, às disposições penais benéficas contidas no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 em favor dos condenados pela prática do crime tipificado no art. 12 da Lei nº 6.368/76, eis que, como inicialmente enfatizado neste voto, o fato delituoso foi cometido pelo ora paciente antes da edição da nova lei. Tal circunstância torna aplicável, portanto, ao caso, por efeito de expressa determinação constitucional (CF, art. 5º, XL), o § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, cuja evidente benignidade contrasta com a antiga 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS assiste a qualquer suposto autor de infrações penais. Esse entendimento – que decorre do exame do significado e do alcance normativo da regra consubstanciada no inciso XL do art. 5º da Constituição Federal - reflete-se no magistério jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte (RTJ 140/514, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 151/525, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.) e, também, por outros Tribunais da República (RT 467/313 – RT 605/314 - RT 725/526 - RT 726/518 – RT 726/523 - RT 731/666): “O sistema constitucional brasileiro impede que se apliquem leis penais supervenientes mais gravosas, como aquelas que afastam a incidência de causas extintivas da punibilidade (...), a fatos delituosos cometidos em momento anterior ao da edição da ‘lex gravior’. A eficácia ultrativa da norma penal mais benéfica - sob cuja égide foi praticado o fato delituoso - deve prevalecer por efeito do que prescreve o art. 5º, XL, da Constituição, sempre que, ocorrendo sucessão de leis penais no tempo, constatar-se que o diploma legislativo anterior qualificava-se como estatuto legal mais favorável ao agente. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.” (RTJ 186/252, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, pois, que a circunstância de ordem temporal decorrente da sucessão de leis penais no tempo revela-se apta a conferir aplicabilidade, no caso, às disposições penais benéficas contidas no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 em favor dos condenados pela prática do crime tipificado no art. 12 da Lei nº 6.368/76, eis que, como inicialmente enfatizado neste voto, o fato delituoso foi cometido pelo ora paciente antes da edição da nova lei. Tal circunstância torna aplicável, portanto, ao caso, por efeito de expressa determinação constitucional (CF, art. 5º, XL), o § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, cuja evidente benignidade contrasta com a antiga 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS disciplina legal incidente na terceira fase da operação de dosimetria penal. Não desconheço que o Supremo Tribunal Federal, ainda não definiu a questão ora em exame, como se vê do resultado (empate) do julgamento plenário do RE 596.152/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI. É certo, também, que esta Suprema Corte tem negado, em determinados casos, a possibilidade de aplicação da causa de especial diminuição da pena, contida no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, em hipóteses nas quais se pretende estabelecida a pena-base com apoio no art. 12 da Lei nº 6.368/76 (HC 94.687/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - HC 98.206/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - HC 98.766/MG, Rel. Min. ELLEN GRACIE - HC 103.833/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES - RHC 95.615/PR, Rel. Min. MENEZES DIREITO - RHC 101.278/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA): “‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA PENAL. QUANTIDADE DE ENTORPECENTES. LEGITIMIDADE PARA ELEVAÇÃO DA PENA BASE. APLICAÇÃO PARCIAL DE LEI POSTERIOR, NA PARTE EM QUE BENEFICIA O RÉU. INVIABILIDADE. ORDEM DENEGADA. ....................................................................................................... 2. Não é permitida, nem mesmo para beneficiar o réu, a combinação de dispositivos de leis diversas, criando uma terceira norma não estabelecida pelo legislador, sob pena de violação aos princípios da legalidade, da anterioridade da lei penal (art. 1º do Código Penal) e da separação de poderes. 3. Ordem denegada.” (HC 96.844/MS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - grifei) Impende considerar, no entanto, para efeito de resolução desta causa, a “mens constitutionis” subjacente à regra inscrita no art. 5º, inciso XL, da Constituição Federal, cabendo referir, por necessário, que, embora ainda não haja entendimento jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal sobre a matéria ora em exame, é de assinalar 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS disciplina legal incidente na terceira fase da operação de dosimetria penal. Não desconheço que o Supremo Tribunal Federal, ainda não definiu a questão ora em exame, como se vê do resultado (empate) do julgamento plenário do RE 596.152/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI. É certo, também, que esta Suprema Corte tem negado, em determinados casos, a possibilidade de aplicação da causa de especial diminuição da pena, contida no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, em hipóteses nas quais se pretende estabelecida a pena-base com apoio no art. 12 da Lei nº 6.368/76 (HC 94.687/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - HC 98.206/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - HC 98.766/MG, Rel. Min. ELLEN GRACIE - HC 103.833/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES - RHC 95.615/PR, Rel. Min. MENEZES DIREITO - RHC 101.278/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA): “‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA PENAL. QUANTIDADE DE ENTORPECENTES. LEGITIMIDADE PARA ELEVAÇÃO DA PENA BASE. APLICAÇÃO PARCIAL DE LEI POSTERIOR, NA PARTE EM QUE BENEFICIA O RÉU. INVIABILIDADE. ORDEM DENEGADA. ....................................................................................................... 2. Não é permitida, nem mesmo para beneficiar o réu, a combinação de dispositivos de leis diversas, criando uma terceira norma não estabelecida pelo legislador, sob pena de violação aos princípios da legalidade, da anterioridade da lei penal (art. 1º do Código Penal) e da separação de poderes. 3. Ordem denegada.” (HC 96.844/MS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - grifei) Impende considerar, no entanto, para efeito de resolução desta causa, a “mens constitutionis” subjacente à regra inscrita no art. 5º, inciso XL, da Constituição Federal, cabendo referir, por necessário, que, embora ainda não haja entendimento jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal sobre a matéria ora em exame, é de assinalar 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS que esta Suprema Corte, em outros julgamentos, tem reconhecido inexistir qualquer ilegalidade na combinação de referidos diplomas legislativos, o que legitima, na espécie, o atendimento da pretensão deduzida em favor do paciente (HC 95.435/RS, Rel. p/ o acórdão Min. CEZAR PELUSO – HC 97.992/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 101.511/MG, Rel. Min. EROS GRAU): “AÇÃO PENAL. Condenação. Pena. Privativa de liberdade. Prisão. Causa de diminuição prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006. Cálculo sobre a pena cominada no art. 12, ‘caput’, da Lei nº 6.368/76, e já definida em concreto. Admissibilidade. Criação jurisdicional de terceira norma. Não ocorrência. Nova valoração da conduta do chamado ‘pequeno traficante’. Retroatividade da lei mais benéfica. A causa de diminuição de pena prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006, mais benigna, pode ser aplicada sobre a pena fixada com base no disposto no art. 12, ‘caput’, da Lei nº 6.368/76. (...).” (HC 97.128/MG, Rel. Min. CEZAR PELUSO - grifei) Esse entendimento foi consagrado, recentemente, em decisão proferida, por esta colenda Segunda Turma, no julgamento do HC 107.074/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, valendo destacar que se rejeitou, quanto à nova causa especial de diminuição de pena (Lei nº 11.343/2006, art. 33, § 4º), aplicável sobre aquela prevista no art. 12 da Lei nº 6.368/76, o argumento de que se estaria criando, com referida combinação, uma terceira lei. Revela-se expressivo, a propósito da matéria em questão, o magistério do Professor PIERPAOLO CRUZ BOTTINI (“O Supremo e a Combinação de Leis no Tráfico de Drogas”): “(...) Não se trata da aplicação de partes da nova lei e de partes da lei mais antiga, mas apenas de reconhecer a aplicação integral da lei anterior — mais benéfica — com a retroatividade da causa de diminuição da lei nova. Não há a criação de uma terceira 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS que esta Suprema Corte, em outros julgamentos, tem reconhecido inexistir qualquer ilegalidade na combinação de referidos diplomas legislativos, o que legitima, na espécie, o atendimento da pretensão deduzida em favor do paciente (HC 95.435/RS, Rel. p/ o acórdão Min. CEZAR PELUSO – HC 97.992/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 101.511/MG, Rel. Min. EROS GRAU): “AÇÃO PENAL. Condenação. Pena. Privativa de liberdade. Prisão. Causa de diminuição prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006. Cálculo sobre a pena cominada no art. 12, ‘caput’, da Lei nº 6.368/76, e já definida em concreto. Admissibilidade. Criação jurisdicional de terceira norma. Não ocorrência. Nova valoração da conduta do chamado ‘pequeno traficante’. Retroatividade da lei mais benéfica. A causa de diminuição de pena prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006, mais benigna, pode ser aplicada sobre a pena fixada com base no disposto no art. 12, ‘caput’, da Lei nº 6.368/76. (...).” (HC 97.128/MG, Rel. Min. CEZAR PELUSO - grifei) Esse entendimento foi consagrado, recentemente, em decisão proferida, por esta colenda Segunda Turma, no julgamento do HC 107.074/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, valendo destacar que se rejeitou, quanto à nova causa especial de diminuição de pena (Lei nº 11.343/2006, art. 33, § 4º), aplicável sobre aquela prevista no art. 12 da Lei nº 6.368/76, o argumento de que se estaria criando, com referida combinação, uma terceira lei. Revela-se expressivo, a propósito da matéria em questão, o magistério do Professor PIERPAOLO CRUZ BOTTINI (“O Supremo e a Combinação de Leis no Tráfico de Drogas”): “(...) Não se trata da aplicação de partes da nova lei e de partes da lei mais antiga, mas apenas de reconhecer a aplicação integral da lei anterior — mais benéfica — com a retroatividade da causa de diminuição da lei nova. Não há a criação de uma terceira 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS lei, mas apenas a concretização, naquele caso, de um preceito constitucional. Trata-se de uma interpretação conforme a Constituição diante de dois textos legais e de um texto constitucional. Se o legislador decidiu aumentar a pena para o tráfico, é claro que tal previsão não se aplica para os fatos anteriores à lei. Por outro lado, o mesmo legislador entendeu que a gravidade do tráfico é diminuída quando o réu é primário e não participa de organização criminosa. Significa que reconheceu que tal comportamento merece um benefício — independente de quando foi praticado — e não há justificativa para negar sua aplicação para fatos anteriores. E esta causa de diminuição não está em conflito com qualquer norma anterior, é inédita, e — como afirmou o Ministro Ayres Britto em seu voto — ‘por força mesma do seu ineditismo, não se contrapõe a qualquer anterior regra penal’. Imaginemos o seguinte: se a lei antiga fosse alterada por duas novas leis a invés de apenas uma. A primeira disporia apenas sobre a causa de diminuição, criando a nova minorante para réus primários, sem mencionar qualquer alteração na pena para o tráfico. A segunda se limitaria a aumentar a pena para o crime de tráfico de drogas, sem tratar de causa de diminuição. Nesta hipótese, parece indubitável que a primeira lei retroagiria e a segunda lei não afetaria casos anteriores. Não haveria celeuma ou discussão. Ora, se este raciocínio vale para a hipótese de aprovação de duas leis distintas, por que não se aplica ao caso em questão, onde a única diferença é que os dispositivos estão no mesmo texto legal? Será que essa diferença formal é suficiente para impedir a mesma solução? Parece que não. Ainda que estejam na mesma lei, são normas distintas, que regulamentam situações diversas, uma atinente ao tipo penal objetivo, e outra referente a circunstâncias que minoram a pena de acordo com as características do agente. Poderiam estar em leis diferentes. Se não estão, é por questão de técnica legislativa, mas isso não impede a aplicação da regra constitucional da retroatividade benéfica à norma da causa de diminuição.” (grifei) Entendo importante destacar, neste ponto, fragmento do voto 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS lei, mas apenas a concretização, naquele caso, de um preceito constitucional. Trata-se de uma interpretação conforme a Constituição diante de dois textos legais e de um texto constitucional. Se o legislador decidiu aumentar a pena para o tráfico, é claro que tal previsão não se aplica para os fatos anteriores à lei. Por outro lado, o mesmo legislador entendeu que a gravidade do tráfico é diminuída quando o réu é primário e não participa de organização criminosa. Significa que reconheceu que tal comportamento merece um benefício — independente de quando foi praticado — e não há justificativa para negar sua aplicação para fatos anteriores. E esta causa de diminuição não está em conflito com qualquer norma anterior, é inédita, e — como afirmou o Ministro Ayres Britto em seu voto — ‘por força mesma do seu ineditismo, não se contrapõe a qualquer anterior regra penal’. Imaginemos o seguinte: se a lei antiga fosse alterada por duas novas leis a invés de apenas uma. A primeira disporia apenas sobre a causa de diminuição, criando a nova minorante para réus primários, sem mencionar qualquer alteração na pena para o tráfico. A segunda se limitaria a aumentar a pena para o crime de tráfico de drogas, sem tratar de causa de diminuição. Nesta hipótese, parece indubitável que a primeira lei retroagiria e a segunda lei não afetaria casos anteriores. Não haveria celeuma ou discussão. Ora, se este raciocínio vale para a hipótese de aprovação de duas leis distintas, por que não se aplica ao caso em questão, onde a única diferença é que os dispositivos estão no mesmo texto legal? Será que essa diferença formal é suficiente para impedir a mesma solução? Parece que não. Ainda que estejam na mesma lei, são normas distintas, que regulamentam situações diversas, uma atinente ao tipo penal objetivo, e outra referente a circunstâncias que minoram a pena de acordo com as características do agente. Poderiam estar em leis diferentes. Se não estão, é por questão de técnica legislativa, mas isso não impede a aplicação da regra constitucional da retroatividade benéfica à norma da causa de diminuição.” (grifei) Entendo importante destacar, neste ponto, fragmento do voto 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS (vencedor) do eminente Ministro CEZAR PELUSO, proferido no julgamento, por esta colenda Segunda Turma, do HC 95.435/RS: “Daí se vê que não há como repudiar a aplicabilidade da causa de diminuição também a situações anteriores, pois foi essa nova valoração da conduta menos perigosa daquele que se convencionou chamar de ‘pequeno traficante’, em oposição ao ‘grande traficante’, que lhe motivou a previsão legal. O propósito claro da lei foi punir de maneira menos severa pessoas nas condições nela disciplinadas, sem nenhuma correlação, por si, com as novas penas aplicáveis ou aplicadas. A respeito, valho-me da lição de ZAFFARONI e PIERANGELI: ‘O princípio da retroatividade da lei penal mais benigna encontra seu fundamento na própria natureza do direito penal. Se o direito penal regula somente as situações excepcionais, em que o Estado deve intervir para a reeducação social do autor, a sucessão de leis que alteram a ingerência do Estado no círculo de bens jurídicos do autor denota uma modificação na desvaloração de sua conduta. Essa modificação significa que a lei considera desnecessária uma ingerência da mesma intensidade nos bens jurídicos do autor ou que diretamente é dispensável qualquer ingerência. Disso resulta que já não tem sentido a intervenção do Estado, por desnecessária, não se podendo sustentar apenas no fato de que foi considerada necessária no momento em que o autor cometeu o delito. De outra parte, o princípio republicano de governo exige a racionalidade da ação do Estado, e esta é bastante afetada quando pela mera circunstância de que um indivíduo haja cometido um fato com anterioridade a outro, trata-se mais rigorosamente ao primeiro do que ao segundo. A segurança jurídica impede a reversão do princípio, mas requer também que seja cumprido na parte em que não a afeta’ (...). Não considero, portanto, que a aplicação da nova lei à pena fixada com base na lei antiga signifique criação de norma. O que ocorre é só a aplicação do princípio da retroatividade da lei mais 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS (vencedor) do eminente Ministro CEZAR PELUSO, proferido no julgamento, por esta colenda Segunda Turma, do HC 95.435/RS: “Daí se vê que não há como repudiar a aplicabilidade da causa de diminuição também a situações anteriores, pois foi essa nova valoração da conduta menos perigosa daquele que se convencionou chamar de ‘pequeno traficante’, em oposição ao ‘grande traficante’, que lhe motivou a previsão legal. O propósito claro da lei foi punir de maneira menos severa pessoas nas condições nela disciplinadas, sem nenhuma correlação, por si, com as novas penas aplicáveis ou aplicadas. A respeito, valho-me da lição de ZAFFARONI e PIERANGELI: ‘O princípio da retroatividade da lei penal mais benigna encontra seu fundamento na própria natureza do direito penal. Se o direito penal regula somente as situações excepcionais, em que o Estado deve intervir para a reeducação social do autor, a sucessão de leis que alteram a ingerência do Estado no círculo de bens jurídicos do autor denota uma modificação na desvaloração de sua conduta. Essa modificação significa que a lei considera desnecessária uma ingerência da mesma intensidade nos bens jurídicos do autor ou que diretamente é dispensável qualquer ingerência. Disso resulta que já não tem sentido a intervenção do Estado, por desnecessária, não se podendo sustentar apenas no fato de que foi considerada necessária no momento em que o autor cometeu o delito. De outra parte, o princípio republicano de governo exige a racionalidade da ação do Estado, e esta é bastante afetada quando pela mera circunstância de que um indivíduo haja cometido um fato com anterioridade a outro, trata-se mais rigorosamente ao primeiro do que ao segundo. A segurança jurídica impede a reversão do princípio, mas requer também que seja cumprido na parte em que não a afeta’ (...). Não considero, portanto, que a aplicação da nova lei à pena fixada com base na lei antiga signifique criação de norma. O que ocorre é só a aplicação do princípio da retroatividade da lei mais 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS benéfica.” (grifei) Como anteriormente referido, o ora paciente foi condenado por fato praticado em 17/03/1999, o que permite aplicar, em seu benefício, por efeito da (necessária) retroatividade da norma penal benéfica, sobre a sanção imposta com fundamento no hoje revogado art. 12 da Lei nº 6.368/76, a causa especial de diminuição de pena a que alude o art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Vê-se, desse modo, considerando, de um lado, o preceito secundário cominado no art. 12 da Lei nº 6.368/76 (que tem limite mínimo mais benéfico) e tendo em vista, de outro, a causa especial de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 (que possui conteúdo mais benigno), torna-se irrecusável reconhecer que ambos devem compor a operação de dosimetria penal relativamente ao ora paciente. Sendo assim, e em face das razões expostas, defiro, em parte, o pedido de “habeas corpus”, em ordem a determinar, ao Juízo de Execução Penal, que proceda à avaliação dos requisitos - objetivos e subjetivos - necessários à eventual redução da pena imposta ao sentenciado, fazendo incidir, sobre a pena efetivamente aplicada ao ora paciente (Lei nº 6.368/76, art. 12), a causa especial de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS benéfica.” (grifei) Como anteriormente referido, o ora paciente foi condenado por fato praticado em 17/03/1999, o que permite aplicar, em seu benefício, por efeito da (necessária) retroatividade da norma penal benéfica, sobre a sanção imposta com fundamento no hoje revogado art. 12 da Lei nº 6.368/76, a causa especial de diminuição de pena a que alude o art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Vê-se, desse modo, considerando, de um lado, o preceito secundário cominado no art. 12 da Lei nº 6.368/76 (que tem limite mínimo mais benéfico) e tendo em vista, de outro, a causa especial de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 (que possui conteúdo mais benigno), torna-se irrecusável reconhecer que ambos devem compor a operação de dosimetria penal relativamente ao ora paciente. Sendo assim, e em face das razões expostas, defiro, em parte, o pedido de “habeas corpus”, em ordem a determinar, ao Juízo de Execução Penal, que proceda à avaliação dos requisitos - objetivos e subjetivos - necessários à eventual redução da pena imposta ao sentenciado, fazendo incidir, sobre a pena efetivamente aplicada ao ora paciente (Lei nº 6.368/76, art. 12), a causa especial de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Debate 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL DEBATE O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A causa especial de dimensão de pena é do parágrafo... O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Do § 4º do artigo 33. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É, no resultado, eu tinha também já, à época, chegado ao mesmo entendimento. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Esse § 4º trouxe uma minorante complexa porque constituída de quatro pressupostos ou quatro requisitos. Se o paciente, se o sentenciado, o paciente, no caso, preencher esses quatro requisitos, cumulativamente, então ele faz jus a minorante. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Mostra-se mais adequado determinar-se ao Juízo de primeiro grau que proceda a essa análise, verificando se o agente é primário, se possui bons antecedentes, se não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) E esse dispositivo, com os quatro requisitos, é inédito no ordenamento brasileiro, não pode ser comparado com nenhum outro porque não havia nenhum outro com esse conteúdo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838415. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL DEBATE O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A causa especial de dimensão de pena é do parágrafo... O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Do § 4º do artigo 33. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É, no resultado, eu tinha também já, à época, chegado ao mesmo entendimento. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Esse § 4º trouxe uma minorante complexa porque constituída de quatro pressupostos ou quatro requisitos. Se o paciente, se o sentenciado, o paciente, no caso, preencher esses quatro requisitos, cumulativamente, então ele faz jus a minorante. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Mostra-se mais adequado determinar-se ao Juízo de primeiro grau que proceda a essa análise, verificando se o agente é primário, se possui bons antecedentes, se não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) E esse dispositivo, com os quatro requisitos, é inédito no ordenamento brasileiro, não pode ser comparado com nenhum outro porque não havia nenhum outro com esse conteúdo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Debate HC 105.282 / RS O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente. E, sob tal perspectiva, subsume-se à própria noção de "lex mitior". O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Perfeito, afasta a aplicação dessa tese que nós não aceitamos, aqui, de mescla de regimes para selecionar o que há de melhor na lei. Para o réu ou condenado melhor na lei velha e melhor na lei nova, não é isso que se está fazendo aqui. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Estamos fazendo incidir, na espécie, a cláusula fundada no inciso XL do art. 5º da Constituição. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838415. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente. E, sob tal perspectiva, subsume-se à própria noção de "lex mitior". O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Perfeito, afasta a aplicação dessa tese que nós não aceitamos, aqui, de mescla de regimes para selecionar o que há de melhor na lei. Para o réu ou condenado melhor na lei velha e melhor na lei nova, não é isso que se está fazendo aqui. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Estamos fazendo incidir, na espécie, a cláusula fundada no inciso XL do art. 5º da Constituição. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, essa matéria foi levada ao Plenário do Supremo Tribunal Federal, como é sabido, num Recurso Extraordinário no qual foi reconhecida a repercussão geral. Como nós todos sabemos, também, não houve decisão quanto ao mérito do RE porquanto houve um empate cinco a cinco. Cinco Ministros - eu me incluía nestes cinco - entenderam que se tratava de uma mescla indevida de duas leis, portanto estaria se criando indevidamente uma lex tertia, usurpando, inclusive, a competência do Poder Legislativo -, haveria, então, o hibridismo inaceitável que diz respeito a uma interpretação da legislação penal ou estaria se criando uma terceira lei de forma inadimissível, os cinco outros Ministros entenderam que se tratava simplesmente de uma aplicação do princípio da lex mitior, prevista, inclusive, na Constituição. Como o processo original era um habeas corpus, no empate favorece- se o paciente, indeferiu-se, portanto a ordem, no caso, também a decisão de empate no RE favoreceu, então, o recorrente, aliás o recorrido porque o recurso era do Ministério Público. Os processos que dizem respeito à matéria estão sobrestados, eu inclusive estou escolhendo um outro RE para que possa ser reexaminado pelo Plenário, agora completo com a vinda da próxima Ministra, que deverá desempatar esta matéria definitivamente. Se o Plenário entender que não se trata de uma lex tertia, mas sim da aplicação da lex mitior, eu então me dobrarei a esse entendimento do Plenário e votarei nos futuros julgamentos nesse sentido. Mas, por ora, peço vênia ao Excelentíssimo Ministro-Relator, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1643319. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, essa matéria foi levada ao Plenário do Supremo Tribunal Federal, como é sabido, num Recurso Extraordinário no qual foi reconhecida a repercussão geral. Como nós todos sabemos, também, não houve decisão quanto ao mérito do RE porquanto houve um empate cinco a cinco. Cinco Ministros - eu me incluía nestes cinco - entenderam que se tratava de uma mescla indevida de duas leis, portanto estaria se criando indevidamente uma lex tertia, usurpando, inclusive, a competência do Poder Legislativo -, haveria, então, o hibridismo inaceitável que diz respeito a uma interpretação da legislação penal ou estaria se criando uma terceira lei de forma inadimissível, os cinco outros Ministros entenderam que se tratava simplesmente de uma aplicação do princípio da lex mitior, prevista, inclusive, na Constituição. Como o processo original era um habeas corpus, no empate favorece- se o paciente, indeferiu-se, portanto a ordem, no caso, também a decisão de empate no RE favoreceu, então, o recorrente, aliás o recorrido porque o recurso era do Ministério Público. Os processos que dizem respeito à matéria estão sobrestados, eu inclusive estou escolhendo um outro RE para que possa ser reexaminado pelo Plenário, agora completo com a vinda da próxima Ministra, que deverá desempatar esta matéria definitivamente. Se o Plenário entender que não se trata de uma lex tertia, mas sim da aplicação da lex mitior, eu então me dobrarei a esse entendimento do Plenário e votarei nos futuros julgamentos nesse sentido. Mas, por ora, peço vênia ao Excelentíssimo Ministro-Relator, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1643319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 105.282 / RS Ministro Gilmar Mendes, também ao douto Ministro Celso de Mello e a Vossa Excelência, que já sei que tem a posição contrária a minha, no sentido de indeferir a ordem. Indefiro integralmente a ordem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1643319. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS Ministro Gilmar Mendes, também ao douto Ministro Celso de Mello e a Vossa Excelência, que já sei que tem a posição contrária a minha, no sentido de indeferir a ordem. Indefiro integralmente a ordem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1643319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.282 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Relator, pediu vista o Senhor Ministro Celso de Mello. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.11.2010. Decisão: habeas corpus deferido em parte para que o Juízo das Execuções Penais reanalise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Decisão majoritária. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1718393 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.282 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Relator, pediu vista o Senhor Ministro Celso de Mello. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.11.2010. Decisão: habeas corpus deferido em parte para que o Juízo das Execuções Penais reanalise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Decisão majoritária. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1718393 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1845873
2011-12-13T00:00:00
2012-03-26T00:00:00
Após o voto do Relator, pediu vista o Senhor Ministro Celso de Mello. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 30.11.2010. Decisão: Habeas corpus deferido em parte para que o Juízo das Execuções Penais reanalise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Decisão majoritária. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.12.2011.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei n. 6.368/76. Precedente do Plenário (RE 596152/SP). 4. Ordem parcialmente concedida para que Juízo das Execuções Penais analise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76.
sjur206540
- Acórdãos citados: HC 94560, HC 94687, HC 95435, RHC 95615, HC 96844, HC 97128, HC 97187, HC 97221, HC 97992, HC 98206, HC 98766, RHC 101278, HC 101511, HC 103833; RTJ 140/514, RTJ 151/525, RTJ 186/252; RT 467/313, RT 605/314, RT 725/526, RT 726/518, RT 726/523, RT 731/666. - Decisão monocrática citada: HC 107074 MC. - Veja Informativo 644 do STF (RE 596152 - Tribunal Pleno) e Veja HC 116939 do STJ. Número de páginas: 24. Análise: 12/04/2012, ACG.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
105282
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00040 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-006368 ANO-1976\r\n ART-00012 REVOGADO PELA LEI-11343/2006 \r\n LTX-1976 LEI DE TÓXICOS\r\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00004 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
HC
acordaos
HC 105282
[ "" ]
PACTE.(S) : NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei n. 6.368/76. Precedente do Plenário (Recurso Extraordinário 596152/SP). 4. Ordem parcialmente concedida para que Juízo das Execuções Penais analise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, deferir, em parte, a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 13 de dezembro de 2011. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760378. Supremo Tribunal Federal DJe 26/03/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Relatório HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se de habeas corpus, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de Nilton José Pezzi, contra decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, nos autos do HC n. 116.939. Conforme consta dos autos, o paciente foi condenado pelo Juízo da 3... Vara Criminal da Comarca de Vacaria (processo n. 038/2.03.0000698-7) à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão pela prática do crime previsto no art. 12, c/c o art. 18, III, ambos da Lei n. 6.368/76, em regime integralmente fechado. Contra essa decisão a defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (apelação n. 70023339732), que deu parcial provimento ao recurso para afastar a causa de aumento de pena prevista no art. 18, III, da Lei n. 6.368/76, bem como para afastar a fixação do regime integralmente fechado. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça (HC n. 116939), pleiteando a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006. A ordem foi denegada. Neste habeas a defesa requer a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão parcial da ordem, “para que, sem combinação de leis, o Juízo da Execução examine se o paciente pode ser enquadrado no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e, em caso positivo, se a pena resultante é inferior àquela já imposta.” É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 869910. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se de habeas corpus, impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de Nilton José Pezzi, contra decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, nos autos do HC n. 116.939. Conforme consta dos autos, o paciente foi condenado pelo Juízo da 3... Vara Criminal da Comarca de Vacaria (processo n. 038/2.03.0000698-7) à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão pela prática do crime previsto no art. 12, c/c o art. 18, III, ambos da Lei n. 6.368/76, em regime integralmente fechado. Contra essa decisão a defesa interpôs apelação ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (apelação n. 70023339732), que deu parcial provimento ao recurso para afastar a causa de aumento de pena prevista no art. 18, III, da Lei n. 6.368/76, bem como para afastar a fixação do regime integralmente fechado. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça (HC n. 116939), pleiteando a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006. A ordem foi denegada. Neste habeas a defesa requer a aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. A Procuradoria-Geral da República opinou pela concessão parcial da ordem, “para que, sem combinação de leis, o Juízo da Execução examine se o paciente pode ser enquadrado no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e, em caso positivo, se a pena resultante é inferior àquela já imposta.” É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 869910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/11/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Consoante relatado, neste habeas corpus discute-se a possibilidade de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei n. 6.368/76. Em outras palavras, trata-se da possibilidade de combinação de preceitos da Lei n. 11.343/2006 com os da revogada Lei 6.368/76, ajustando-se dispositivos benéficos de ambas a fim de aplicá-los ao caso concreto. Inicialmente, ressalto que a questão era bastante controvertida nesta Corte, havendo duas posições bem delineadas. A primeira no sentido da impossibilidade de aplicar dispositivos mais benéficos da lei anterior (Lei 6.368/76) e, concomitantemente, os favoráveis da lei posterior (Lei 11.343/2006), dado que — ao combiná-los e aplicá-los a um caso — o juiz estaria a criar uma terceira lei (lex tertia), invadindo atribuições inerentes ao exercício do legislador, o que seria de todo inviável. A propósito colho alguns precedentes: HABEAS CORPUS. DOSIMETRIA PENAL. QUANTIDADE DE ENTORPECENTES. LEGITIMIDADE PARA ELEVAÇÃO DA PENA BASE. APLICAÇÃO PARCIAL DE LEI POSTERIOR, NA PARTE EM QUE BENEFICIA O RÉU. INVIABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. É legítimo o aumento da pena base com fundamento na elevada quantidade de entorpecente encontrada em poder da paciente. 2. Não é permitida, nem mesmo para beneficiar o réu, a combinação de dispositivos de leis diversas, criando uma terceira norma não estabelecida pelo legislador, sob pena de violação aos princípios da legalidade, da anterioridade da lei penal (art. 1... do Código Penal) e da separação de poderes. 3. Ordem denegada. – (HC n. 96.844/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal 30/11/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Consoante relatado, neste habeas corpus discute-se a possibilidade de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei n. 6.368/76. Em outras palavras, trata-se da possibilidade de combinação de preceitos da Lei n. 11.343/2006 com os da revogada Lei 6.368/76, ajustando-se dispositivos benéficos de ambas a fim de aplicá-los ao caso concreto. Inicialmente, ressalto que a questão era bastante controvertida nesta Corte, havendo duas posições bem delineadas. A primeira no sentido da impossibilidade de aplicar dispositivos mais benéficos da lei anterior (Lei 6.368/76) e, concomitantemente, os favoráveis da lei posterior (Lei 11.343/2006), dado que — ao combiná-los e aplicá-los a um caso — o juiz estaria a criar uma terceira lei (lex tertia), invadindo atribuições inerentes ao exercício do legislador, o que seria de todo inviável. A propósito colho alguns precedentes: HABEAS CORPUS. DOSIMETRIA PENAL. QUANTIDADE DE ENTORPECENTES. LEGITIMIDADE PARA ELEVAÇÃO DA PENA BASE. APLICAÇÃO PARCIAL DE LEI POSTERIOR, NA PARTE EM QUE BENEFICIA O RÉU. INVIABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. É legítimo o aumento da pena base com fundamento na elevada quantidade de entorpecente encontrada em poder da paciente. 2. Não é permitida, nem mesmo para beneficiar o réu, a combinação de dispositivos de leis diversas, criando uma terceira norma não estabelecida pelo legislador, sob pena de violação aos princípios da legalidade, da anterioridade da lei penal (art. 1... do Código Penal) e da separação de poderes. 3. Ordem denegada. – (HC n. 96.844/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS Turma, DJe 5.2.2010). RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06 AOS CRIMES COMETIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 6.368/76. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO COM BASE NA QUANTIDADE DE DROGA E APREENSÃO DE OBJETOS RELACIONADOS AO TRÁFICO: POSSIBILIDADE. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é no sentido de que não é possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico dessas legislações. Precedentes. 2. Não há ilegalidade na fixação do regime prisional mais gravoso considerando-se o acentuado grau de reprovabilidade da conduta, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente quando existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a quantidade de droga e a apreensão de "inúmeros objetos utilizados para o tráfico" como circunstâncias suficientes para elevação da pena-base com fundamento na culpabilidade. Precedentes. 3. Recurso ao qual se nega provimento. – (RHC n. 101.278/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 21.5.2010). Por outro lado, advirto que havia tese sufragada nesta própria Segunda Turma em sentido diametralmente oposto. Os adeptos dessa corrente (ministros Cezar Peluso e Eros Grau) entendiam que adequar a causa especial de diminuição de pena da lei nova à pena prevista na lei antiga não significava misturar, baralhar ou combinar normas, na medida em que o juiz, ao agir assim, somente movimentava-se dentro de quadros legais para integração perfeitamente possível, o da retroatividade da lei mais benéfica. Nesse sentido, confiram-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS Turma, DJe 5.2.2010). RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06 AOS CRIMES COMETIDOS NA VIGÊNCIA DA LEI 6.368/76. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO COM BASE NA QUANTIDADE DE DROGA E APREENSÃO DE OBJETOS RELACIONADOS AO TRÁFICO: POSSIBILIDADE. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é no sentido de que não é possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico dessas legislações. Precedentes. 2. Não há ilegalidade na fixação do regime prisional mais gravoso considerando-se o acentuado grau de reprovabilidade da conduta, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente quando existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a quantidade de droga e a apreensão de "inúmeros objetos utilizados para o tráfico" como circunstâncias suficientes para elevação da pena-base com fundamento na culpabilidade. Precedentes. 3. Recurso ao qual se nega provimento. – (RHC n. 101.278/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 21.5.2010). Por outro lado, advirto que havia tese sufragada nesta própria Segunda Turma em sentido diametralmente oposto. Os adeptos dessa corrente (ministros Cezar Peluso e Eros Grau) entendiam que adequar a causa especial de diminuição de pena da lei nova à pena prevista na lei antiga não significava misturar, baralhar ou combinar normas, na medida em que o juiz, ao agir assim, somente movimentava-se dentro de quadros legais para integração perfeitamente possível, o da retroatividade da lei mais benéfica. Nesse sentido, confiram-se: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS AÇÃO PENAL. Condenação. Pena. Privativa de liberdade. Prisão. Causa de diminuição prevista no art. 33 da Lei n 11.343/2006. Cálculo sobre a pena cominada no art. 12, caput, da Lei n 6.368/76, e já definida em concreto. Admissibilidade. Criação jurisdicional de terceira norma. Não ocorrência. Nova valoração da conduta do chamado "pequeno traficante". Retroatividade da lei mais benéfica. HC concedido. Voto vencido da Min. Ellen Gracie, Relatora original. Inteligência do art. 5..., XL, da Constituição Federal de 1988. A causa de diminuição de pena prevista no art. 33 da Lei n 11.343/2006, mais benigna, pode ser aplicada sobre a pena fixada com base no disposto no art. 12, caput, da Lei n 6.368/76. – (HC n. 95.435/RS, Red. p/ o acórdão Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe 7.11.2008). HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITOS. CONVERSÃO FEITA PELO TJ/MG. AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR. ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/06. LEI PENAL MAIS FAVORÁVEL. APLICAÇÃO RETROATIVA. 1. Tendo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais convertido a pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, falta ao paciente interesse de agir. 2. A Constituição do Brasil determina, em seu art. 5..., inciso XL, que “[a] lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. O Código Penal prevê, no art. 2..., parágrafo único, que “[a] lei posterior que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado”. 3. O § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/06, consubstanciando novatio in mellius, deve ser aplicado em relação a crime de tráfico de entorpecentes descrito em lei anterior. A nova lei pune menos severamente o pequeno traficante, à luz de critérios de proporcionalidade e razoabilidade, ao mesmo tempo em que reserva ao grande traficante punição mais rigorosa do que a prevista na lei anterior. Precedentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS AÇÃO PENAL. Condenação. Pena. Privativa de liberdade. Prisão. Causa de diminuição prevista no art. 33 da Lei n 11.343/2006. Cálculo sobre a pena cominada no art. 12, caput, da Lei n 6.368/76, e já definida em concreto. Admissibilidade. Criação jurisdicional de terceira norma. Não ocorrência. Nova valoração da conduta do chamado "pequeno traficante". Retroatividade da lei mais benéfica. HC concedido. Voto vencido da Min. Ellen Gracie, Relatora original. Inteligência do art. 5..., XL, da Constituição Federal de 1988. A causa de diminuição de pena prevista no art. 33 da Lei n 11.343/2006, mais benigna, pode ser aplicada sobre a pena fixada com base no disposto no art. 12, caput, da Lei n 6.368/76. – (HC n. 95.435/RS, Red. p/ o acórdão Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe 7.11.2008). HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITOS. CONVERSÃO FEITA PELO TJ/MG. AUSÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR. ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/06. LEI PENAL MAIS FAVORÁVEL. APLICAÇÃO RETROATIVA. 1. Tendo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais convertido a pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, falta ao paciente interesse de agir. 2. A Constituição do Brasil determina, em seu art. 5..., inciso XL, que “[a] lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. O Código Penal prevê, no art. 2..., parágrafo único, que “[a] lei posterior que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado”. 3. O § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/06, consubstanciando novatio in mellius, deve ser aplicado em relação a crime de tráfico de entorpecentes descrito em lei anterior. A nova lei pune menos severamente o pequeno traficante, à luz de critérios de proporcionalidade e razoabilidade, ao mesmo tempo em que reserva ao grande traficante punição mais rigorosa do que a prevista na lei anterior. Precedentes. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS Ordem concedida a fim de determinar ao Juiz de Direito da Comarca de Poços de Caldas/MG que proceda à redução da pena do paciente na proporção devida, nos termos do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/06, bem assim para fixar o regime de cumprimento compatível com a quantidade de pena apurada após a redução. – (HC n. 101.511/MG, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 21.5.2010). Em outros julgados, tive a oportunidade de trazer a esta Segunda Turma a questão, tendo sido assentado o entendimento pela impossibilidade de combinação de preceitos da Lei 6.368/76 com os da 11.343/2006. Destaco ter sido acompanhado por unanimidade (HC 97.221, DJ 8.11.2010; HC 94.560, DJ 1.10.2010; e HC 97.187, DJ 1.10.2010). Inicialmente, tinha-me manifestado, neste caso, no sentido de acolher a manifestação ministerial para deferir parcialmente a ordem de habeas corpus a fim de que o Juízo da Execução examinasse qual das leis – a 6.368/76 ou a 11.343/2006, considerada a atenuante do § 4... do art. 33 – seria mais benéfica ao paciente, ocasião em que o Ministro Celso de Mello pediu vista. Devolvidos os autos à Segunda Turma, retifiquei meu posicionamento, tendo em vista o que decidido, recentemente, em sessão realizada em 13.10.2011, o Plenário desta Suprema Corte, diante do empate na votação, desproveu o Recurso Extraordinário 596.152/SP, de relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, no qual se discutia exatamente a possibilidade de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena prevista no art. 12 da 6.368/76. O voto do Min. Ayres Britto, redator do acórdão, consignou que o fato de a Lei 11.343/2006 ter criado a figura do pequeno traficante, a merecer tratamento diferenciado — não contemplada na legislação anterior — não implicaria conflito de normas, tampouco mescla indevida, visto que a minorante seria inédita, sem contraposição a qualquer regra pretérita. Em razão da importância do julgado, transcrevo excerto da notícia veiculada no Informativo 644 (Brasília, 10 a 14 de outubro de 2011): 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS Ordem concedida a fim de determinar ao Juiz de Direito da Comarca de Poços de Caldas/MG que proceda à redução da pena do paciente na proporção devida, nos termos do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/06, bem assim para fixar o regime de cumprimento compatível com a quantidade de pena apurada após a redução. – (HC n. 101.511/MG, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 21.5.2010). Em outros julgados, tive a oportunidade de trazer a esta Segunda Turma a questão, tendo sido assentado o entendimento pela impossibilidade de combinação de preceitos da Lei 6.368/76 com os da 11.343/2006. Destaco ter sido acompanhado por unanimidade (HC 97.221, DJ 8.11.2010; HC 94.560, DJ 1.10.2010; e HC 97.187, DJ 1.10.2010). Inicialmente, tinha-me manifestado, neste caso, no sentido de acolher a manifestação ministerial para deferir parcialmente a ordem de habeas corpus a fim de que o Juízo da Execução examinasse qual das leis – a 6.368/76 ou a 11.343/2006, considerada a atenuante do § 4... do art. 33 – seria mais benéfica ao paciente, ocasião em que o Ministro Celso de Mello pediu vista. Devolvidos os autos à Segunda Turma, retifiquei meu posicionamento, tendo em vista o que decidido, recentemente, em sessão realizada em 13.10.2011, o Plenário desta Suprema Corte, diante do empate na votação, desproveu o Recurso Extraordinário 596.152/SP, de relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, no qual se discutia exatamente a possibilidade de aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena prevista no art. 12 da 6.368/76. O voto do Min. Ayres Britto, redator do acórdão, consignou que o fato de a Lei 11.343/2006 ter criado a figura do pequeno traficante, a merecer tratamento diferenciado — não contemplada na legislação anterior — não implicaria conflito de normas, tampouco mescla indevida, visto que a minorante seria inédita, sem contraposição a qualquer regra pretérita. Em razão da importância do julgado, transcrevo excerto da notícia veiculada no Informativo 644 (Brasília, 10 a 14 de outubro de 2011): 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS Tráfico de drogas e combinação de leis - 5 Em conclusão de julgamento, o Plenário, ante empate na votação, desproveu recurso extraordinário em que se discutia a aplicabilidade, ou não, da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 sobre condenações fixadas com base no art. 12, caput, da Lei 6.368/76, diploma normativo este vigente à época da prática do delito — v. Informativos 611 e 628. Além disso, assentou-se a manutenção da ordem de habeas corpus, concedida no Superior Tribunal de Justiça em favor do ora recorrido, que originara o recurso. Na espécie, o recorrente, Ministério Público Federal, alegava afronta ao art. 5..., XL, da Constituição Federal de 1988 (“a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”), ao argumento de que a combinação de regras mais benignas de 2 sistemas legislativos diversos formaria uma terceira lei. Aduziu-se que a expressão “lei” contida no princípio insculpido no mencionado inciso referir-se-ia à norma penal, considerada como dispositivo isolado inserido em determinado diploma de lei. No ponto, destacou-se que a discussão estaria na combinação de normas penais que se friccionassem no tempo. Afirmou-se, ademais, que a Constituição vedaria a mistura de normas penais que, ao dispor sobre o mesmo instituto legal, contrapusessem-se temporalmente. Nesse sentido, reputou-se que o fato de a Lei 11.343/2006 ter criado a figura do pequeno traficante, a merecer tratamento diferenciado — não contemplada na legislação anterior — não implicaria conflito de normas, tampouco mescla, visto que a minorante seria inédita, sem contraposição a qualquer regra pretérita. Por se tratar de pedido de writ na origem e em vista de todos os atuais Ministros do Supremo Tribunal Federal terem votado, resolveu-se aplicar ao caso concreto o presente resultado por ser mais favorável ao paciente com fundamento no art. 146, parágrafo único, do RISTF (“Parágrafo único. No julgamento de habeas corpus e de recursos de habeas corpus proclamar-se-á, na hipótese de empate, a decisão mais favorável ao paciente”). Nesse tocante, advertiu-se que, apesar de a repercussão geral ter sido reconhecida, em decorrência da 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS Tráfico de drogas e combinação de leis - 5 Em conclusão de julgamento, o Plenário, ante empate na votação, desproveu recurso extraordinário em que se discutia a aplicabilidade, ou não, da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 sobre condenações fixadas com base no art. 12, caput, da Lei 6.368/76, diploma normativo este vigente à época da prática do delito — v. Informativos 611 e 628. Além disso, assentou-se a manutenção da ordem de habeas corpus, concedida no Superior Tribunal de Justiça em favor do ora recorrido, que originara o recurso. Na espécie, o recorrente, Ministério Público Federal, alegava afronta ao art. 5..., XL, da Constituição Federal de 1988 (“a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”), ao argumento de que a combinação de regras mais benignas de 2 sistemas legislativos diversos formaria uma terceira lei. Aduziu-se que a expressão “lei” contida no princípio insculpido no mencionado inciso referir-se-ia à norma penal, considerada como dispositivo isolado inserido em determinado diploma de lei. No ponto, destacou-se que a discussão estaria na combinação de normas penais que se friccionassem no tempo. Afirmou-se, ademais, que a Constituição vedaria a mistura de normas penais que, ao dispor sobre o mesmo instituto legal, contrapusessem-se temporalmente. Nesse sentido, reputou-se que o fato de a Lei 11.343/2006 ter criado a figura do pequeno traficante, a merecer tratamento diferenciado — não contemplada na legislação anterior — não implicaria conflito de normas, tampouco mescla, visto que a minorante seria inédita, sem contraposição a qualquer regra pretérita. Por se tratar de pedido de writ na origem e em vista de todos os atuais Ministros do Supremo Tribunal Federal terem votado, resolveu-se aplicar ao caso concreto o presente resultado por ser mais favorável ao paciente com fundamento no art. 146, parágrafo único, do RISTF (“Parágrafo único. No julgamento de habeas corpus e de recursos de habeas corpus proclamar-se-á, na hipótese de empate, a decisão mais favorável ao paciente”). Nesse tocante, advertiu-se que, apesar de a repercussão geral ter sido reconhecida, em decorrência da 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS peculiaridade da situação, a temática constitucional em apreço não fora consolidada. Recurso Extraordinário 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 6 O Min. Cezar Peluso, Presidente, frisou o teor do voto proferido pela 2... Turma no julgamento do HC 95435/RS (DJe de 7.11.2008), no sentido de entender que aplicar a causa de diminuição não significaria baralhar e confundir normas, uma vez que o juiz, ao assim proceder, não criaria lei nova, apenas se movimentaria dentro dos quadros legais para uma tarefa de integração perfeitamente possível. Além disso, consignou que se deveria cumprir a finalidade e a ratio do princípio, para que fosse dada correta resposta ao tema, não havendo como se repudiar a aplicação da causa de diminuição também a situações anteriores. Realçou, ainda, que a vedação de convergência de dispositivos de leis diversas seria apenas produto de interpretação da doutrina e da jurisprudência, sem apoio direto em texto constitucional. O Min. Celso de Mello, a seu turno, enfatizou que o citado pronunciamento fora ratificado em momento subseqüente, no julgamento de outro habeas corpus. Acresceu que não se cuidaria, na espécie, da denominada “criação indireta da lei”. Ato contínuo, assinalou que, mesmo se fosse criação indireta, seria preciso observar que esse tema haveria de ser necessariamente examinado à luz do princípio constitucional da aplicabilidade da lei penal mais benéfica. Recurso Extraordinário 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 7 De outro lado, o Min. Ricardo Lewandowski, relator, dava provimento ao recurso do parquet para determinar que o juízo da Vara de Execuções Penais aplicasse, em sua integralidade, a legislação mais benéfica ao recorrido, no que fora acompanhado pelos Ministros Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio. Ressaltava a divisão da doutrina acerca do 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS peculiaridade da situação, a temática constitucional em apreço não fora consolidada. Recurso Extraordinário 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 6 O Min. Cezar Peluso, Presidente, frisou o teor do voto proferido pela 2... Turma no julgamento do HC 95435/RS (DJe de 7.11.2008), no sentido de entender que aplicar a causa de diminuição não significaria baralhar e confundir normas, uma vez que o juiz, ao assim proceder, não criaria lei nova, apenas se movimentaria dentro dos quadros legais para uma tarefa de integração perfeitamente possível. Além disso, consignou que se deveria cumprir a finalidade e a ratio do princípio, para que fosse dada correta resposta ao tema, não havendo como se repudiar a aplicação da causa de diminuição também a situações anteriores. Realçou, ainda, que a vedação de convergência de dispositivos de leis diversas seria apenas produto de interpretação da doutrina e da jurisprudência, sem apoio direto em texto constitucional. O Min. Celso de Mello, a seu turno, enfatizou que o citado pronunciamento fora ratificado em momento subseqüente, no julgamento de outro habeas corpus. Acresceu que não se cuidaria, na espécie, da denominada “criação indireta da lei”. Ato contínuo, assinalou que, mesmo se fosse criação indireta, seria preciso observar que esse tema haveria de ser necessariamente examinado à luz do princípio constitucional da aplicabilidade da lei penal mais benéfica. Recurso Extraordinário 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 7 De outro lado, o Min. Ricardo Lewandowski, relator, dava provimento ao recurso do parquet para determinar que o juízo da Vara de Execuções Penais aplicasse, em sua integralidade, a legislação mais benéfica ao recorrido, no que fora acompanhado pelos Ministros Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio. Ressaltava a divisão da doutrina acerca do 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS tema. Entendia não ser possível a conjugação de partes mais benéficas de diferentes normas para se criar uma terceira lei, sob pena de ofensa aos princípios da legalidade e da separação de poderes. Afirmava que a Constituição permitiria a retroatividade da lei penal para favorecer o réu, mas não mencionaria sua aplicação em partes. Registrava que a Lei 6.368/76 estabelecia para o delito de tráfico de drogas uma pena em abstrato de 3 a15 anos de reclusão e fora revogada pela Lei 11.343/2006, que cominara, para o mesmo crime, pena de 5 a 15 anos de reclusão. Evidenciava, dessa maneira, que a novel lei teria imposto reprimenda mais severa para aquele tipo penal e que o legislador se preocupara em diferenciar o traficante organizado do pequeno traficante. Acrescentava haver correlação entre o aumento da pena-base mínima prevista no caput do art. 33 da Lei 11.343/2006 e a inserção da causa de diminuição disposta em seu § 4.... Explicitava que, ao ser permitida a combinação das leis referidas para se extrair um terceiro gênero, os magistrados atuariam como legisladores positivos. Por fim, ponderava que se poderia chegar à situação em que o delito de tráfico fosse punido com pena semelhante às das infrações de menor potencial ofensivo. Concluía que, na dúvida quanto à legislação mais benéfica em determinada situação, dever-se-ia examinar o caso concreto e verificar a lei que, aplicada em sua totalidade, fosse mais favorável. Recurso Extraordinário 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 8 O Min. Luiz Fux apontava afronta ao princípio da isonomia (Constituição Federal de 1988, art. 5..., caput), pois a lex tertia, aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça, conceberia paradoxo decorrente da retroação da lei para conferir aos fatos passados situação jurídica mais favorável do que àqueles praticados durante a sua vigência. Dessumia que a aplicação da retroatividade da lei “em tiras” consistiria em velada deturpação da nova percepção que o legislador, responsável por expressar os anseios sociais, manifestara sobre 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS tema. Entendia não ser possível a conjugação de partes mais benéficas de diferentes normas para se criar uma terceira lei, sob pena de ofensa aos princípios da legalidade e da separação de poderes. Afirmava que a Constituição permitiria a retroatividade da lei penal para favorecer o réu, mas não mencionaria sua aplicação em partes. Registrava que a Lei 6.368/76 estabelecia para o delito de tráfico de drogas uma pena em abstrato de 3 a15 anos de reclusão e fora revogada pela Lei 11.343/2006, que cominara, para o mesmo crime, pena de 5 a 15 anos de reclusão. Evidenciava, dessa maneira, que a novel lei teria imposto reprimenda mais severa para aquele tipo penal e que o legislador se preocupara em diferenciar o traficante organizado do pequeno traficante. Acrescentava haver correlação entre o aumento da pena-base mínima prevista no caput do art. 33 da Lei 11.343/2006 e a inserção da causa de diminuição disposta em seu § 4.... Explicitava que, ao ser permitida a combinação das leis referidas para se extrair um terceiro gênero, os magistrados atuariam como legisladores positivos. Por fim, ponderava que se poderia chegar à situação em que o delito de tráfico fosse punido com pena semelhante às das infrações de menor potencial ofensivo. Concluía que, na dúvida quanto à legislação mais benéfica em determinada situação, dever-se-ia examinar o caso concreto e verificar a lei que, aplicada em sua totalidade, fosse mais favorável. Recurso Extraordinário 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Tráfico de drogas e combinação de leis - 8 O Min. Luiz Fux apontava afronta ao princípio da isonomia (Constituição Federal de 1988, art. 5..., caput), pois a lex tertia, aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça, conceberia paradoxo decorrente da retroação da lei para conferir aos fatos passados situação jurídica mais favorável do que àqueles praticados durante a sua vigência. Dessumia que a aplicação da retroatividade da lei “em tiras” consistiria em velada deturpação da nova percepção que o legislador, responsável por expressar os anseios sociais, manifestara sobre 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 105.282 / RS a mesma conduta. Indicava, ademais, violação a outros fundamentos da Constituição: o princípio da legalidade e a democracia. Criar-se-ia, com a tese por ele refutada, regra não prevista na lei antiga nem na lei nova, que não experimentaria do batismo democrático atribuído à lei formal. Destacava que a questão reclamaria, portanto, o que se denominara como “sistema da apreciação in concreto” em conjunto com o princípio da alternatividade, para resolver pela aplicação da lei antiga ou da lei nova, uma ou outra, integralmente. O Min. Marco Aurélio, por sua vez, aduzia que, com a Lei 11.343/2006, houvera, também, a exacerbação das penas relativas à multa. Assegurava que, naquele contexto, cuidara-se, para situações peculiares, de uma causa de diminuição da reprimenda, ao inseri-la no artigo. No aspecto, salientava que o parágrafo seria interpretado segundo o artigo. A razão de ser do preceito seria mitigar a elevação do piso em termos de pena restritiva da liberdade de 3 para 5 anos. Por esse motivo, entendia haver mesclagem de sistemas, ao se manter a pena da Lei 6.368/76 adotando-se, contudo, a causa de diminuição que estaria jungida à cabeça do art. 33 da outra norma. Asseverava que, ao se proceder dessa maneira, colocar-se-ia em segundo plano o princípio unitário e criar-se-ia novo diploma para reger a matéria. Recurso Extraordinário 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Diante de todo o exposto, ante a decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 596.152/SP, meu voto é no sentido de conceder parcialmente a ordem para que Juízo das Execuções Penais analise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS a mesma conduta. Indicava, ademais, violação a outros fundamentos da Constituição: o princípio da legalidade e a democracia. Criar-se-ia, com a tese por ele refutada, regra não prevista na lei antiga nem na lei nova, que não experimentaria do batismo democrático atribuído à lei formal. Destacava que a questão reclamaria, portanto, o que se denominara como “sistema da apreciação in concreto” em conjunto com o princípio da alternatividade, para resolver pela aplicação da lei antiga ou da lei nova, uma ou outra, integralmente. O Min. Marco Aurélio, por sua vez, aduzia que, com a Lei 11.343/2006, houvera, também, a exacerbação das penas relativas à multa. Assegurava que, naquele contexto, cuidara-se, para situações peculiares, de uma causa de diminuição da reprimenda, ao inseri-la no artigo. No aspecto, salientava que o parágrafo seria interpretado segundo o artigo. A razão de ser do preceito seria mitigar a elevação do piso em termos de pena restritiva da liberdade de 3 para 5 anos. Por esse motivo, entendia haver mesclagem de sistemas, ao se manter a pena da Lei 6.368/76 adotando-se, contudo, a causa de diminuição que estaria jungida à cabeça do art. 33 da outra norma. Asseverava que, ao se proceder dessa maneira, colocar-se-ia em segundo plano o princípio unitário e criar-se-ia novo diploma para reger a matéria. Recurso Extraordinário 596152/SP, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p/ o acórdão Min. Ayres Britto, 13.10.2011. Diante de todo o exposto, ante a decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 596.152/SP, meu voto é no sentido de conceder parcialmente a ordem para que Juízo das Execuções Penais analise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1760379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.282 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Relator, pediu vista o Senhor Ministro Celso de Mello. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 30.11.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 884908 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.282 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Relator, pediu vista o Senhor Ministro Celso de Mello. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 30.11.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 884908 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto Vista 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O (vista) O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Pedi vista dos presentes autos para melhor exame da controvérsia. Convenci-me, após detida reflexão, de que se impõe o deferimento , em parte, do presente “habeas corpus”, considerados os fundamentos dos doutos votos, que acolho, proferidos pelo eminente Ministro CEZAR PELUSO por ocasião do julgamento do HC 95.435/RS, do HC 97.128/MG e do HC 97.992/SP. Sustenta-se, na presente sede processual, que o ora paciente, que sofreu condenação penal pela prática do crime de tráfico de substância entorpecente (art. 12 da antiga Lei de Tóxicos), faz jus à incidência da causa especial de diminuição de pena a que se refere a Lei n 11.343/2006 (art. 33, § 4...), que derrogou a Lei n 6.368/76. Afirma-se, ainda, que a nova causa de especial diminuição da pena, por ser mais benéfica, deve incidir sobre a "sanctio juris" definida no preceito secundário inscrito no art. 12 da Lei n 6.368/76, eis que o fato delituoso atribuído ao ora paciente ocorreu em março de 1999, vale dizer, em período anterior ao da edição da Lei n 11.343/2006. Esse dado de ordem temporal assume extremo relevo jurídico na espécie em causa, considerada a norma consubstanciada no inciso XL do art. 5... da Constituição da República. É que o art. 12 da Lei n 6.368/76 (atualmente derrogado por efeito da superveniência da Lei n 11.343/2006) dispunha que a pena privativa de liberdade, para os que fossem condenados pela prática do crime de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O (vista) O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Pedi vista dos presentes autos para melhor exame da controvérsia. Convenci-me, após detida reflexão, de que se impõe o deferimento , em parte, do presente “habeas corpus”, considerados os fundamentos dos doutos votos, que acolho, proferidos pelo eminente Ministro CEZAR PELUSO por ocasião do julgamento do HC 95.435/RS, do HC 97.128/MG e do HC 97.992/SP. Sustenta-se, na presente sede processual, que o ora paciente, que sofreu condenação penal pela prática do crime de tráfico de substância entorpecente (art. 12 da antiga Lei de Tóxicos), faz jus à incidência da causa especial de diminuição de pena a que se refere a Lei n 11.343/2006 (art. 33, § 4...), que derrogou a Lei n 6.368/76. Afirma-se, ainda, que a nova causa de especial diminuição da pena, por ser mais benéfica, deve incidir sobre a "sanctio juris" definida no preceito secundário inscrito no art. 12 da Lei n 6.368/76, eis que o fato delituoso atribuído ao ora paciente ocorreu em março de 1999, vale dizer, em período anterior ao da edição da Lei n 11.343/2006. Esse dado de ordem temporal assume extremo relevo jurídico na espécie em causa, considerada a norma consubstanciada no inciso XL do art. 5... da Constituição da República. É que o art. 12 da Lei n 6.368/76 (atualmente derrogado por efeito da superveniência da Lei n 11.343/2006) dispunha que a pena privativa de liberdade, para os que fossem condenados pela prática do crime de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS tráfico de substância entorpecente, seria aplicada, na primeira fase da dosimetria penal, observados os limites de 03 (três) a 15 (quinze) anos de reclusão e pagamento de 50 (cinqüenta) a 360 (trezentos e sessenta) dias- -multa. Ocorre que, com a superveniência da Lei n 11.343, de 23/08/2006, operou-se a derrogação expressa, em tal hipótese, do art. 12 da antiga Lei de Tóxicos, eis que aquele novo diploma legal determina que será imposta, ao condenado pelo crime de tráfico de drogas, na primeira etapa do cálculo dosimétrico, a sanção penal que oscilará entre os limites de 05 (cinco) e de 15 (quinze) anos de reclusão, e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa (art. 33). Conclui-se, desse modo, considerada a data em que cometido o delito pelo ora paciente (17/03/1999), que a Lei n 11.343/2006 - tendo em conta a pena mínima agora cominada ao crime (05 anos) - importou em verdadeira “novatio legis in pejus”, pois determinou um “quantum” penal mais gravoso que o fixado pela lei anterior, circunstância que impõe, na espécie, a prevalência do preceito secundário contido no art. 12 da Lei n 6.368/76, cujo limite mínimo - de 03 (três) anos de reclusão – é mais benéfico ao paciente. Não se pode perder de perspectiva, por outro lado, que a norma consubstanciada no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006 mostra-se mais benigna ao ora paciente, eis que prevê causa especial de diminuição de pena, evidentemente mais favorável, nas hipóteses em que o agente é primário, possui bons antecedentes, não se dedica a atividades delituosas nem integra organização criminosa, revelando-se apta a incidir, retroativamente, porque “lex mitior”, a fatos delituosos praticados antes de sua vigência. Impende reconhecer, por necessário, que a eficácia retroativa e a eficácia ultrativa da norma penal benéfica possuem extração constitucional, traduzindo, sob tal aspecto, inquestionável direito público subjetivo que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS tráfico de substância entorpecente, seria aplicada, na primeira fase da dosimetria penal, observados os limites de 03 (três) a 15 (quinze) anos de reclusão e pagamento de 50 (cinqüenta) a 360 (trezentos e sessenta) dias- -multa. Ocorre que, com a superveniência da Lei n 11.343, de 23/08/2006, operou-se a derrogação expressa, em tal hipótese, do art. 12 da antiga Lei de Tóxicos, eis que aquele novo diploma legal determina que será imposta, ao condenado pelo crime de tráfico de drogas, na primeira etapa do cálculo dosimétrico, a sanção penal que oscilará entre os limites de 05 (cinco) e de 15 (quinze) anos de reclusão, e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa (art. 33). Conclui-se, desse modo, considerada a data em que cometido o delito pelo ora paciente (17/03/1999), que a Lei n 11.343/2006 - tendo em conta a pena mínima agora cominada ao crime (05 anos) - importou em verdadeira “novatio legis in pejus”, pois determinou um “quantum” penal mais gravoso que o fixado pela lei anterior, circunstância que impõe, na espécie, a prevalência do preceito secundário contido no art. 12 da Lei n 6.368/76, cujo limite mínimo - de 03 (três) anos de reclusão – é mais benéfico ao paciente. Não se pode perder de perspectiva, por outro lado, que a norma consubstanciada no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006 mostra-se mais benigna ao ora paciente, eis que prevê causa especial de diminuição de pena, evidentemente mais favorável, nas hipóteses em que o agente é primário, possui bons antecedentes, não se dedica a atividades delituosas nem integra organização criminosa, revelando-se apta a incidir, retroativamente, porque “lex mitior”, a fatos delituosos praticados antes de sua vigência. Impende reconhecer, por necessário, que a eficácia retroativa e a eficácia ultrativa da norma penal benéfica possuem extração constitucional, traduzindo, sob tal aspecto, inquestionável direito público subjetivo que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS assiste a qualquer suposto autor de infrações penais. Esse entendimento – que decorre do exame do significado e do alcance normativo da regra consubstanciada no inciso XL do art. 5... da Constituição Federal - reflete-se no magistério jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte (RTJ 140/514, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 151/525, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.) e, também, por outros Tribunais da República (RT 467/313 – RT 605/314 - RT 725/526 - RT 726/518 – RT 726/523 - RT 731/666): “O sistema constitucional brasileiro impede que se apliquem leis penais supervenientes mais gravosas, como aquelas que afastam a incidência de causas extintivas da punibilidade (...), a fatos delituosos cometidos em momento anterior ao da edição da ‘lex gravior’. A eficácia ultrativa da norma penal mais benéfica - sob cuja égide foi praticado o fato delituoso - deve prevalecer por efeito do que prescreve o art. 5..., XL, da Constituição, sempre que, ocorrendo sucessão de leis penais no tempo, constatar-se que o diploma legislativo anterior qualificava-se como estatuto legal mais favorável ao agente. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.” (RTJ 186/252, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, pois, que a circunstância de ordem temporal decorrente da sucessão de leis penais no tempo revela-se apta a conferir aplicabilidade, no caso, às disposições penais benéficas contidas no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 em favor dos condenados pela prática do crime tipificado no art. 12 da Lei n 6.368/76, eis que, como inicialmente enfatizado neste voto, o fato delituoso foi cometido pelo ora paciente antes da edição da nova lei. Tal circunstância torna aplicável, portanto, ao caso, por efeito de expressa determinação constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XL), o § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, cuja evidente benignidade contrasta com a antiga 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS assiste a qualquer suposto autor de infrações penais. Esse entendimento – que decorre do exame do significado e do alcance normativo da regra consubstanciada no inciso XL do art. 5... da Constituição Federal - reflete-se no magistério jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte (RTJ 140/514, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 151/525, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.) e, também, por outros Tribunais da República (RT 467/313 – RT 605/314 - RT 725/526 - RT 726/518 – RT 726/523 - RT 731/666): “O sistema constitucional brasileiro impede que se apliquem leis penais supervenientes mais gravosas, como aquelas que afastam a incidência de causas extintivas da punibilidade (...), a fatos delituosos cometidos em momento anterior ao da edição da ‘lex gravior’. A eficácia ultrativa da norma penal mais benéfica - sob cuja égide foi praticado o fato delituoso - deve prevalecer por efeito do que prescreve o art. 5..., XL, da Constituição, sempre que, ocorrendo sucessão de leis penais no tempo, constatar-se que o diploma legislativo anterior qualificava-se como estatuto legal mais favorável ao agente. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.” (RTJ 186/252, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, pois, que a circunstância de ordem temporal decorrente da sucessão de leis penais no tempo revela-se apta a conferir aplicabilidade, no caso, às disposições penais benéficas contidas no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 em favor dos condenados pela prática do crime tipificado no art. 12 da Lei n 6.368/76, eis que, como inicialmente enfatizado neste voto, o fato delituoso foi cometido pelo ora paciente antes da edição da nova lei. Tal circunstância torna aplicável, portanto, ao caso, por efeito de expressa determinação constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XL), o § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, cuja evidente benignidade contrasta com a antiga 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS disciplina legal incidente na terceira fase da operação de dosimetria penal. Não desconheço que o Supremo Tribunal Federal, ainda não definiu a questão ora em exame, como se vê do resultado (empate) do julgamento plenário do Recurso Extraordinário 596.152/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI. É certo, também, que esta Suprema Corte tem negado, em determinados casos, a possibilidade de aplicação da causa de especial diminuição da pena, contida no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, em hipóteses nas quais se pretende estabelecida a pena-base com apoio no art. 12 da Lei n 6.368/76 (HC 94.687/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - HC 98.206/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - HC 98.766/MG, Rel. Min. ELLEN GRACIE - HC 103.833/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES - RHC 95.615/PR, Rel. Min. MENEZES DIREITO - RHC 101.278/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA): “‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA PENAL. QUANTIDADE DE ENTORPECENTES. LEGITIMIDADE PARA ELEVAÇÃO DA PENA BASE. APLICAÇÃO PARCIAL DE LEI POSTERIOR, NA PARTE EM QUE BENEFICIA O RÉU. INVIABILIDADE. ORDEM DENEGADA. ....................................................................................................... 2. Não é permitida, nem mesmo para beneficiar o réu, a combinação de dispositivos de leis diversas, criando uma terceira norma não estabelecida pelo legislador, sob pena de violação aos princípios da legalidade, da anterioridade da lei penal (art. 1... do Código Penal) e da separação de poderes. 3. Ordem denegada.” (HC 96.844/MS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - grifei) Impende considerar, no entanto, para efeito de resolução desta causa, a “mens constitutionis” subjacente à regra inscrita no art. 5..., inciso XL, da Constituição Federal, cabendo referir, por necessário, que, embora ainda não haja entendimento jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal sobre a matéria ora em exame, é de assinalar 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS disciplina legal incidente na terceira fase da operação de dosimetria penal. Não desconheço que o Supremo Tribunal Federal, ainda não definiu a questão ora em exame, como se vê do resultado (empate) do julgamento plenário do Recurso Extraordinário 596.152/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI. É certo, também, que esta Suprema Corte tem negado, em determinados casos, a possibilidade de aplicação da causa de especial diminuição da pena, contida no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, em hipóteses nas quais se pretende estabelecida a pena-base com apoio no art. 12 da Lei n 6.368/76 (HC 94.687/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - HC 98.206/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - HC 98.766/MG, Rel. Min. ELLEN GRACIE - HC 103.833/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES - RHC 95.615/PR, Rel. Min. MENEZES DIREITO - RHC 101.278/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA): “‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA PENAL. QUANTIDADE DE ENTORPECENTES. LEGITIMIDADE PARA ELEVAÇÃO DA PENA BASE. APLICAÇÃO PARCIAL DE LEI POSTERIOR, NA PARTE EM QUE BENEFICIA O RÉU. INVIABILIDADE. ORDEM DENEGADA. ....................................................................................................... 2. Não é permitida, nem mesmo para beneficiar o réu, a combinação de dispositivos de leis diversas, criando uma terceira norma não estabelecida pelo legislador, sob pena de violação aos princípios da legalidade, da anterioridade da lei penal (art. 1... do Código Penal) e da separação de poderes. 3. Ordem denegada.” (HC 96.844/MS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA - grifei) Impende considerar, no entanto, para efeito de resolução desta causa, a “mens constitutionis” subjacente à regra inscrita no art. 5..., inciso XL, da Constituição Federal, cabendo referir, por necessário, que, embora ainda não haja entendimento jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal sobre a matéria ora em exame, é de assinalar 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS que esta Suprema Corte, em outros julgamentos, tem reconhecido inexistir qualquer ilegalidade na combinação de referidos diplomas legislativos, o que legitima, na espécie, o atendimento da pretensão deduzida em favor do paciente (HC 95.435/RS, Rel. p/ o acórdão Min. CEZAR PELUSO – HC 97.992/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 101.511/MG, Rel. Min. EROS GRAU): “AÇÃO PENAL. Condenação. Pena. Privativa de liberdade. Prisão. Causa de diminuição prevista no art. 33 da Lei n 11.343/2006. Cálculo sobre a pena cominada no art. 12, ‘caput’, da Lei n 6.368/76, e já definida em concreto. Admissibilidade. Criação jurisdicional de terceira norma. Não ocorrência. Nova valoração da conduta do chamado ‘pequeno traficante’. Retroatividade da lei mais benéfica. A causa de diminuição de pena prevista no art. 33 da Lei n 11.343/2006, mais benigna, pode ser aplicada sobre a pena fixada com base no disposto no art. 12, ‘caput’, da Lei n 6.368/76. (...).” (HC 97.128/MG, Rel. Min. CEZAR PELUSO - grifei) Esse entendimento foi consagrado, recentemente, em decisão proferida, por esta colenda Segunda Turma, no julgamento do HC 107.074/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, valendo destacar que se rejeitou, quanto à nova causa especial de diminuição de pena (Lei n 11.343/2006, art. 33, § 4...), aplicável sobre aquela prevista no art. 12 da Lei n 6.368/76, o argumento de que se estaria criando, com referida combinação, uma terceira lei. Revela-se expressivo, a propósito da matéria em questão, o magistério do Professor PIERPAOLO CRUZ BOTTINI (“O Supremo e a Combinação de Leis no Tráfico de Drogas”): “(...) Não se trata da aplicação de partes da nova lei e de partes da lei mais antiga, mas apenas de reconhecer a aplicação integral da lei anterior — mais benéfica — com a retroatividade da causa de diminuição da lei nova. Não há a criação de uma terceira 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS que esta Suprema Corte, em outros julgamentos, tem reconhecido inexistir qualquer ilegalidade na combinação de referidos diplomas legislativos, o que legitima, na espécie, o atendimento da pretensão deduzida em favor do paciente (HC 95.435/RS, Rel. p/ o acórdão Min. CEZAR PELUSO – HC 97.992/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 101.511/MG, Rel. Min. EROS GRAU): “AÇÃO PENAL. Condenação. Pena. Privativa de liberdade. Prisão. Causa de diminuição prevista no art. 33 da Lei n 11.343/2006. Cálculo sobre a pena cominada no art. 12, ‘caput’, da Lei n 6.368/76, e já definida em concreto. Admissibilidade. Criação jurisdicional de terceira norma. Não ocorrência. Nova valoração da conduta do chamado ‘pequeno traficante’. Retroatividade da lei mais benéfica. A causa de diminuição de pena prevista no art. 33 da Lei n 11.343/2006, mais benigna, pode ser aplicada sobre a pena fixada com base no disposto no art. 12, ‘caput’, da Lei n 6.368/76. (...).” (HC 97.128/MG, Rel. Min. CEZAR PELUSO - grifei) Esse entendimento foi consagrado, recentemente, em decisão proferida, por esta colenda Segunda Turma, no julgamento do HC 107.074/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, valendo destacar que se rejeitou, quanto à nova causa especial de diminuição de pena (Lei n 11.343/2006, art. 33, § 4...), aplicável sobre aquela prevista no art. 12 da Lei n 6.368/76, o argumento de que se estaria criando, com referida combinação, uma terceira lei. Revela-se expressivo, a propósito da matéria em questão, o magistério do Professor PIERPAOLO CRUZ BOTTINI (“O Supremo e a Combinação de Leis no Tráfico de Drogas”): “(...) Não se trata da aplicação de partes da nova lei e de partes da lei mais antiga, mas apenas de reconhecer a aplicação integral da lei anterior — mais benéfica — com a retroatividade da causa de diminuição da lei nova. Não há a criação de uma terceira 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS lei, mas apenas a concretização, naquele caso, de um preceito constitucional. Trata-se de uma interpretação conforme a Constituição diante de dois textos legais e de um texto constitucional. Se o legislador decidiu aumentar a pena para o tráfico, é claro que tal previsão não se aplica para os fatos anteriores à lei. Por outro lado, o mesmo legislador entendeu que a gravidade do tráfico é diminuída quando o réu é primário e não participa de organização criminosa. Significa que reconheceu que tal comportamento merece um benefício — independente de quando foi praticado — e não há justificativa para negar sua aplicação para fatos anteriores. E esta causa de diminuição não está em conflito com qualquer norma anterior, é inédita, e — como afirmou o Ministro Ayres Britto em seu voto — ‘por força mesma do seu ineditismo, não se contrapõe a qualquer anterior regra penal’. Imaginemos o seguinte: se a lei antiga fosse alterada por duas novas leis a invés de apenas uma. A primeira disporia apenas sobre a causa de diminuição, criando a nova minorante para réus primários, sem mencionar qualquer alteração na pena para o tráfico. A segunda se limitaria a aumentar a pena para o crime de tráfico de drogas, sem tratar de causa de diminuição. Nesta hipótese, parece indubitável que a primeira lei retroagiria e a segunda lei não afetaria casos anteriores. Não haveria celeuma ou discussão. Ora, se este raciocínio vale para a hipótese de aprovação de duas leis distintas, por que não se aplica ao caso em questão, onde a única diferença é que os dispositivos estão no mesmo texto legal? Será que essa diferença formal é suficiente para impedir a mesma solução? Parece que não. Ainda que estejam na mesma lei, são normas distintas, que regulamentam situações diversas, uma atinente ao tipo penal objetivo, e outra referente a circunstâncias que minoram a pena de acordo com as características do agente. Poderiam estar em leis diferentes. Se não estão, é por questão de técnica legislativa, mas isso não impede a aplicação da regra constitucional da retroatividade benéfica à norma da causa de diminuição.” (grifei) Entendo importante destacar, neste ponto, fragmento do voto 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS lei, mas apenas a concretização, naquele caso, de um preceito constitucional. Trata-se de uma interpretação conforme a Constituição diante de dois textos legais e de um texto constitucional. Se o legislador decidiu aumentar a pena para o tráfico, é claro que tal previsão não se aplica para os fatos anteriores à lei. Por outro lado, o mesmo legislador entendeu que a gravidade do tráfico é diminuída quando o réu é primário e não participa de organização criminosa. Significa que reconheceu que tal comportamento merece um benefício — independente de quando foi praticado — e não há justificativa para negar sua aplicação para fatos anteriores. E esta causa de diminuição não está em conflito com qualquer norma anterior, é inédita, e — como afirmou o Ministro Ayres Britto em seu voto — ‘por força mesma do seu ineditismo, não se contrapõe a qualquer anterior regra penal’. Imaginemos o seguinte: se a lei antiga fosse alterada por duas novas leis a invés de apenas uma. A primeira disporia apenas sobre a causa de diminuição, criando a nova minorante para réus primários, sem mencionar qualquer alteração na pena para o tráfico. A segunda se limitaria a aumentar a pena para o crime de tráfico de drogas, sem tratar de causa de diminuição. Nesta hipótese, parece indubitável que a primeira lei retroagiria e a segunda lei não afetaria casos anteriores. Não haveria celeuma ou discussão. Ora, se este raciocínio vale para a hipótese de aprovação de duas leis distintas, por que não se aplica ao caso em questão, onde a única diferença é que os dispositivos estão no mesmo texto legal? Será que essa diferença formal é suficiente para impedir a mesma solução? Parece que não. Ainda que estejam na mesma lei, são normas distintas, que regulamentam situações diversas, uma atinente ao tipo penal objetivo, e outra referente a circunstâncias que minoram a pena de acordo com as características do agente. Poderiam estar em leis diferentes. Se não estão, é por questão de técnica legislativa, mas isso não impede a aplicação da regra constitucional da retroatividade benéfica à norma da causa de diminuição.” (grifei) Entendo importante destacar, neste ponto, fragmento do voto 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS (vencedor) do eminente Ministro CEZAR PELUSO, proferido no julgamento, por esta colenda Segunda Turma, do HC 95.435/RS: “Daí se vê que não há como repudiar a aplicabilidade da causa de diminuição também a situações anteriores, pois foi essa nova valoração da conduta menos perigosa daquele que se convencionou chamar de ‘pequeno traficante’, em oposição ao ‘grande traficante’, que lhe motivou a previsão legal. O propósito claro da lei foi punir de maneira menos severa pessoas nas condições nela disciplinadas, sem nenhuma correlação, por si, com as novas penas aplicáveis ou aplicadas. A respeito, valho-me da lição de ZAFFARONI e PIERANGELI: ‘O princípio da retroatividade da lei penal mais benigna encontra seu fundamento na própria natureza do direito penal. Se o direito penal regula somente as situações excepcionais, em que o Estado deve intervir para a reeducação social do autor, a sucessão de leis que alteram a ingerência do Estado no círculo de bens jurídicos do autor denota uma modificação na desvaloração de sua conduta. Essa modificação significa que a lei considera desnecessária uma ingerência da mesma intensidade nos bens jurídicos do autor ou que diretamente é dispensável qualquer ingerência. Disso resulta que já não tem sentido a intervenção do Estado, por desnecessária, não se podendo sustentar apenas no fato de que foi considerada necessária no momento em que o autor cometeu o delito. De outra parte, o princípio republicano de governo exige a racionalidade da ação do Estado, e esta é bastante afetada quando pela mera circunstância de que um indivíduo haja cometido um fato com anterioridade a outro, trata-se mais rigorosamente ao primeiro do que ao segundo. A segurança jurídica impede a reversão do princípio, mas requer também que seja cumprido na parte em que não a afeta’ (...). Não considero, portanto, que a aplicação da nova lei à pena fixada com base na lei antiga signifique criação de norma. O que ocorre é só a aplicação do princípio da retroatividade da lei mais 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS (vencedor) do eminente Ministro CEZAR PELUSO, proferido no julgamento, por esta colenda Segunda Turma, do HC 95.435/RS: “Daí se vê que não há como repudiar a aplicabilidade da causa de diminuição também a situações anteriores, pois foi essa nova valoração da conduta menos perigosa daquele que se convencionou chamar de ‘pequeno traficante’, em oposição ao ‘grande traficante’, que lhe motivou a previsão legal. O propósito claro da lei foi punir de maneira menos severa pessoas nas condições nela disciplinadas, sem nenhuma correlação, por si, com as novas penas aplicáveis ou aplicadas. A respeito, valho-me da lição de ZAFFARONI e PIERANGELI: ‘O princípio da retroatividade da lei penal mais benigna encontra seu fundamento na própria natureza do direito penal. Se o direito penal regula somente as situações excepcionais, em que o Estado deve intervir para a reeducação social do autor, a sucessão de leis que alteram a ingerência do Estado no círculo de bens jurídicos do autor denota uma modificação na desvaloração de sua conduta. Essa modificação significa que a lei considera desnecessária uma ingerência da mesma intensidade nos bens jurídicos do autor ou que diretamente é dispensável qualquer ingerência. Disso resulta que já não tem sentido a intervenção do Estado, por desnecessária, não se podendo sustentar apenas no fato de que foi considerada necessária no momento em que o autor cometeu o delito. De outra parte, o princípio republicano de governo exige a racionalidade da ação do Estado, e esta é bastante afetada quando pela mera circunstância de que um indivíduo haja cometido um fato com anterioridade a outro, trata-se mais rigorosamente ao primeiro do que ao segundo. A segurança jurídica impede a reversão do princípio, mas requer também que seja cumprido na parte em que não a afeta’ (...). Não considero, portanto, que a aplicação da nova lei à pena fixada com base na lei antiga signifique criação de norma. O que ocorre é só a aplicação do princípio da retroatividade da lei mais 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto Vista HC 105.282 / RS benéfica.” (grifei) Como anteriormente referido, o ora paciente foi condenado por fato praticado em 17/03/1999, o que permite aplicar, em seu benefício, por efeito da (necessária) retroatividade da norma penal benéfica, sobre a sanção imposta com fundamento no hoje revogado art. 12 da Lei n 6.368/76, a causa especial de diminuição de pena a que alude o art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Vê-se, desse modo, considerando, de um lado, o preceito secundário cominado no art. 12 da Lei n 6.368/76 (que tem limite mínimo mais benéfico) e tendo em vista, de outro, a causa especial de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 (que possui conteúdo mais benigno), torna-se irrecusável reconhecer que ambos devem compor a operação de dosimetria penal relativamente ao ora paciente. Sendo assim, e em face das razões expostas, defiro, em parte, o pedido de “habeas corpus”, em ordem a determinar, ao Juízo de Execução Penal, que proceda à avaliação dos requisitos - objetivos e subjetivos - necessários à eventual redução da pena imposta ao sentenciado, fazendo incidir, sobre a pena efetivamente aplicada ao ora paciente (Lei n 6.368/76, art. 12), a causa especial de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS benéfica.” (grifei) Como anteriormente referido, o ora paciente foi condenado por fato praticado em 17/03/1999, o que permite aplicar, em seu benefício, por efeito da (necessária) retroatividade da norma penal benéfica, sobre a sanção imposta com fundamento no hoje revogado art. 12 da Lei n 6.368/76, a causa especial de diminuição de pena a que alude o art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Vê-se, desse modo, considerando, de um lado, o preceito secundário cominado no art. 12 da Lei n 6.368/76 (que tem limite mínimo mais benéfico) e tendo em vista, de outro, a causa especial de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 (que possui conteúdo mais benigno), torna-se irrecusável reconhecer que ambos devem compor a operação de dosimetria penal relativamente ao ora paciente. Sendo assim, e em face das razões expostas, defiro, em parte, o pedido de “habeas corpus”, em ordem a determinar, ao Juízo de Execução Penal, que proceda à avaliação dos requisitos - objetivos e subjetivos - necessários à eventual redução da pena imposta ao sentenciado, fazendo incidir, sobre a pena efetivamente aplicada ao ora paciente (Lei n 6.368/76, art. 12), a causa especial de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1831561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Debate 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL DEBATE O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A causa especial de dimensão de pena é do parágrafo... O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Do § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Do § 4... do artigo 33. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É, no resultado, eu tinha também já, à época, chegado ao mesmo entendimento. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Esse § 4... trouxe uma minorante complexa porque constituída de quatro pressupostos ou quatro requisitos. Se o paciente, se o sentenciado, o paciente, no caso, preencher esses quatro requisitos, cumulativamente, então ele faz jus a minorante. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Mostra-se mais adequado determinar-se ao Juízo de primeiro grau que proceda a essa análise, verificando se o agente é primário, se possui bons antecedentes, se não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) E esse dispositivo, com os quatro requisitos, é inédito no ordenamento brasileiro, não pode ser comparado com nenhum outro porque não havia nenhum outro com esse conteúdo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838415. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL DEBATE O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A causa especial de dimensão de pena é do parágrafo... O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Do § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Do § 4... do artigo 33. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - É, no resultado, eu tinha também já, à época, chegado ao mesmo entendimento. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Esse § 4... trouxe uma minorante complexa porque constituída de quatro pressupostos ou quatro requisitos. Se o paciente, se o sentenciado, o paciente, no caso, preencher esses quatro requisitos, cumulativamente, então ele faz jus a minorante. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Mostra-se mais adequado determinar-se ao Juízo de primeiro grau que proceda a essa análise, verificando se o agente é primário, se possui bons antecedentes, se não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) E esse dispositivo, com os quatro requisitos, é inédito no ordenamento brasileiro, não pode ser comparado com nenhum outro porque não havia nenhum outro com esse conteúdo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Debate HC 105.282 / RS O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente. E, sob tal perspectiva, subsume-se à própria noção de "lex mitior". O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Perfeito, afasta a aplicação dessa tese que nós não aceitamos, aqui, de mescla de regimes para selecionar o que há de melhor na lei. Para o réu ou condenado melhor na lei velha e melhor na lei nova, não é isso que se está fazendo aqui. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Estamos fazendo incidir, na espécie, a cláusula fundada no inciso XL do art. 5... da Constituição. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838415. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Exatamente. E, sob tal perspectiva, subsume-se à própria noção de "lex mitior". O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Perfeito, afasta a aplicação dessa tese que nós não aceitamos, aqui, de mescla de regimes para selecionar o que há de melhor na lei. Para o réu ou condenado melhor na lei velha e melhor na lei nova, não é isso que se está fazendo aqui. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Estamos fazendo incidir, na espécie, a cláusula fundada no inciso XL do art. 5... da Constituição. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, essa matéria foi levada ao Plenário do Supremo Tribunal Federal, como é sabido, num Recurso Extraordinário no qual foi reconhecida a repercussão geral. Como nós todos sabemos, também, não houve decisão quanto ao mérito do Recurso Extraordinário porquanto houve um empate cinco a cinco. Cinco Ministros - eu me incluía nestes cinco - entenderam que se tratava de uma mescla indevida de duas leis, portanto estaria se criando indevidamente uma lex tertia, usurpando, inclusive, a competência do Poder Legislativo -, haveria, então, o hibridismo inaceitável que diz respeito a uma interpretação da legislação penal ou estaria se criando uma terceira lei de forma inadimissível, os cinco outros Ministros entenderam que se tratava simplesmente de uma aplicação do princípio da lex mitior, prevista, inclusive, na Constituição. Como o processo original era um habeas corpus, no empate favorece- se o paciente, indeferiu-se, portanto a ordem, no caso, também a decisão de empate no Recurso Extraordinário favoreceu, então, o recorrente, aliás o recorrido porque o recurso era do Ministério Público. Os processos que dizem respeito à matéria estão sobrestados, eu inclusive estou escolhendo um outro Recurso Extraordinário para que possa ser reexaminado pelo Plenário, agora completo com a vinda da próxima Ministra, que deverá desempatar esta matéria definitivamente. Se o Plenário entender que não se trata de uma lex tertia, mas sim da aplicação da lex mitior, eu então me dobrarei a esse entendimento do Plenário e votarei nos futuros julgamentos nesse sentido. Mas, por ora, peço vênia ao Excelentíssimo Ministro-Relator, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1643319. Supremo Tribunal Federal 13/12/2011 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.282 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, essa matéria foi levada ao Plenário do Supremo Tribunal Federal, como é sabido, num Recurso Extraordinário no qual foi reconhecida a repercussão geral. Como nós todos sabemos, também, não houve decisão quanto ao mérito do Recurso Extraordinário porquanto houve um empate cinco a cinco. Cinco Ministros - eu me incluía nestes cinco - entenderam que se tratava de uma mescla indevida de duas leis, portanto estaria se criando indevidamente uma lex tertia, usurpando, inclusive, a competência do Poder Legislativo -, haveria, então, o hibridismo inaceitável que diz respeito a uma interpretação da legislação penal ou estaria se criando uma terceira lei de forma inadimissível, os cinco outros Ministros entenderam que se tratava simplesmente de uma aplicação do princípio da lex mitior, prevista, inclusive, na Constituição. Como o processo original era um habeas corpus, no empate favorece- se o paciente, indeferiu-se, portanto a ordem, no caso, também a decisão de empate no Recurso Extraordinário favoreceu, então, o recorrente, aliás o recorrido porque o recurso era do Ministério Público. Os processos que dizem respeito à matéria estão sobrestados, eu inclusive estou escolhendo um outro Recurso Extraordinário para que possa ser reexaminado pelo Plenário, agora completo com a vinda da próxima Ministra, que deverá desempatar esta matéria definitivamente. Se o Plenário entender que não se trata de uma lex tertia, mas sim da aplicação da lex mitior, eu então me dobrarei a esse entendimento do Plenário e votarei nos futuros julgamentos nesse sentido. Mas, por ora, peço vênia ao Excelentíssimo Ministro-Relator, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1643319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 105.282 / RS Ministro Gilmar Mendes, também ao douto Ministro Celso de Mello e a Vossa Excelência, que já sei que tem a posição contrária a minha, no sentido de indeferir a ordem. Indefiro integralmente a ordem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1643319. Supremo Tribunal Federal HC 105.282 / RS Ministro Gilmar Mendes, também ao douto Ministro Celso de Mello e a Vossa Excelência, que já sei que tem a posição contrária a minha, no sentido de indeferir a ordem. Indefiro integralmente a ordem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1643319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.282 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Relator, pediu vista o Senhor Ministro Celso de Mello. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 30.11.2010. Decisão: habeas corpus deferido em parte para que o Juízo das Execuções Penais reanalise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Decisão majoritária. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 13.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1718393 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.282 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : NILTON JOSE PEZZI IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Relator, pediu vista o Senhor Ministro Celso de Mello. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, a Senhora Ministra Ellen Gracie e o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 30.11.2010. Decisão: habeas corpus deferido em parte para que o Juízo das Execuções Penais reanalise a fixação da pena, observando a possibilidade de aplicação do redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 à pena cominada no art. 12 da Lei 6.368/76, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Decisão majoritária. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma, 13.12.2011. Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ausente, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Karima Batista Kassab Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1718393 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 105 . 282", "Recurso Extraordinário 596152 / SP", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HC n . 116 . 939", "apelação n . 70023339732", "HC n . 116939", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HC n . 116 . 939", "apelação n . 70023339732", "HC n . 116939", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HC n . 96 . 844 / MS", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HC n . 96 . 844 / MS", "HC 105 . 282 / RS", "RHC n . 101 . 278 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "RHC n . 101 . 278 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HC n . 95 . 435 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HC n . 95 . 435 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HC n . 101 . 511 / MG", "HC 97 . 221", "HC 94 . 560", "HC 97 . 187", "Recurso Extraordinário 596 . 152 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "HC n . 101 . 511 / MG", "HC 97 . 221", "HC 94 . 560", "HC 97 . 187", "Recurso Extraordinário 596 . 152 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "Recurso Extraordinário 596152 / SP", "HC 95435 / RS", "Recurso Extraordinário 596152 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "Recurso Extraordinário 596152 / SP", "HC 95435 / RS", "Recurso Extraordinário 596152 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "Recurso Extraordinário 596152 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "Recurso Extraordinário 596152 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "Recurso Extraordinário 596152 / SP", "Recurso Extraordinário 596 . 152 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "Recurso Extraordinário 596152 / SP", "Recurso Extraordinário 596 . 152 / SP", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HC 95 . 435 / RS", "HC 97 . 128 / MG", "HC 97 . 992 / SP", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HC 95 . 435 / RS", "HC 97 . 128 / MG", "HC 97 . 992 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "RTJ 140 / 514", "RTJ 151 / 525", "RT 467 / 313", "RT 605 / 314", "RT 725 / 526", "RT 726 / 518", "RT 726 / 523 -", "RT 731 / 666", "RTJ 186 / 252", "HC 105 . 282 / RS", "RTJ 140 / 514", "RTJ 151 / 525", "RT 467 / 313", "RT 605 / 314 - RT 725", "RT 726 / 518", "RT 726 / 523 -", "RT 731 / 666", "RTJ 186 / 252", "HC 105 . 282 / RS", "Recurso Extraordinário 596 . 152 / SP", "HC 94 . 687 / MG", "HC 98 . 206 / DF", "HC 98 . 766 / MG", "HC 103 . 833 / SP", "RHC 95 . 615 / PR", "-", "RHC 101 . 278 / RJ", "HC 96 . 844 / MS", "HC 105 . 282 / RS", "Recurso Extraordinário 596 . 152 / SP", "HC 94 . 687 / MG", "HC 98 . 206 / DF", "HC 98 . 766 / MG", "HC 103 . 833 / SP", "RHC 95 . 615 / PR", "RHC 101 . 278 / RJ", "HC 96 . 844 / MS", "HC 105 . 282 / RS", "HC 95 . 435 / RS", "HC 97 . 992 / SP", "HC 101 . 511 / MG", "HC 97 . 128 / MG", "HC 107 . 074 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "HC 95 . 435 / RS", "HC 97 . 992 / SP", "HC 101 . 511 / MG", "HC 97 . 128 / MG", "HC 107 . 074 / SP", "HC 105 . 282 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HC 95 . 435 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HC 95 . 435 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HC 105 . 282 / RS", "HC 105 . 282 / RS", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HC 105 . 282 / RS", "HABEAS CORPUS 105 . 282", "HABEAS CORPUS 105 . 282" ], "LEGISLACAO": [ "§", "art . 12 da Lei n . 6 . 368 / 76", "art . 12 da Lei 6 . 368 / 76", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 , c / c o art . 18 , III , ambos da Lei n . 6 . 368 / 76", "art . 18 , III , da Lei n . 6 . 368 / 76", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Lei 11 . 343 / 2006", "art . 12 da Lei 6 . 368 / 76", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 , c / c o art . 18 , III , ambos da Lei n . 6 . 368 /", "art . 18 , III , da Lei n . 6 . 368 / 76", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 12 da Lei 6 . 368 / 76", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei n . 11 . 343 /", "art . 12 da Lei n . 6 . 368 / 76", "Lei n . 11 . 343 / 2006", "Lei 6", "Lei 6 . 368 / 76", "Lei 11 . 343 / 2006", "art . 1 . . . do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 12 da Lei n . 6 . 368 / 76", "Lei n . 11 . 343 / 2006", "Lei 6 . 368 / 76", "Lei 6 . 368 / 76", "Lei 11 . 343 / 2006", "art . 1 . . . do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) :ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) :ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) :CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUEIXA-CRIME. RECEBIMENTO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CALÚNIA E INJÚRIA – ARTS. 138 E 139 DO CÓDIGO PENAL. OMISSÕES QUANTO À FORMALIDADE DO ART. 44 DO CPP E À VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE DA AÇÃO PENAL PRIVADA. QUESTÕES PRELIMINARES NÃO ARGUIDAS NA RESPOSTA À QUEIXA. VÍCIOS INEXISTENTES. 1. A ausência de arguição de matérias preliminares na fase processual própria implica preclusão. 2. In casu, restou afirmado no relatório que o instrumento de mandato obedece ao disposto no art. 44 do Código Penal, por conter cláusula específica outorgando poderes ao advogado para oferecer queixa-crime pelos delitos de calúnia e difamação, tipificados nos arts. 138 e 139 do Código Penal, além de indicar o local e a data em que foram proferidas as ofensas contra a honra objetiva do querelante, por isso que não cabe alegar omissão no acórdão embargado, que, de resto, também não incorreu nesse vício em relação à inaugurada tese de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal ao argumento de que o querelante renunciou à queixa-crime em relação a outros envolvidos, devendo tal renúncia ser estendida ao querelado, à luz dos arts. 48 e 49 do Código Penal. Deveras, não arguidas tais questões oportuno tempore, afigura-se ilógico e despropositado apontar omissões no acórdão embargado. 3. Apesar de ultrapassada a fase processual adequada ao exame da preliminar de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, que em tese configuraria renúncia à queixa-crime, em razão de seu não oferecimento contra determinadas pessoas, o certo é que estas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896552. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão INQ 2915 ED / PA limitaram-se ao relato de fatos objetivos, acobertadas pelo animus informandi, sem o dolo de ofensa à honra, ao passo que o querelado, apresentador da atração radiofônica “Patrulhão 106”, extrapolou o animus noticiandi e assacou a honra objetiva do querelante, por isso que, preclusa a oportunidade processual para sustentar tal preliminar, os fatos caluniosos e difamatórios devem, prima facie, ser atribuídos exclusivamente ao querelado, não cabendo cogitar, por ora, ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. 4. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos este autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em rejeitar os embargos de declaração. Brasília, 14 de novembro de 2013. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896552. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA limitaram-se ao relato de fatos objetivos, acobertadas pelo animus informandi, sem o dolo de ofensa à honra, ao passo que o querelado, apresentador da atração radiofônica “Patrulhão 106”, extrapolou o animus noticiandi e assacou a honra objetiva do querelante, por isso que, preclusa a oportunidade processual para sustentar tal preliminar, os fatos caluniosos e difamatórios devem, prima facie, ser atribuídos exclusivamente ao querelado, não cabendo cogitar, por ora, ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. 4. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos este autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em rejeitar os embargos de declaração. Brasília, 14 de novembro de 2013. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) :ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) :ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) :CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso de embargos de declaração interposto de acórdão deste Pleno cuja ementa possui o seguinte teor: “EMENTA: PENAL. INQUÉRITO. CRIMES CONTRA A HONRA: CALÚNIA E DIFAMAÇÃO. DECLARAÇÕES PROFERIDAS EM PROGRAMA RADIOFÔNICO POR PARLAMENTAR FEDERAL. IMUNIDADE. INEXISTÊNCIA. QUEIXA-CRIME. RECEBIMENTO. 1. O crime de calúnia, para a sua configuração, reclama a imputação de fato específico, que seja criminoso, e a intenção de ofender à honra; enquanto para o delito de difamação pressupõe-se, para a concretização, a existência de ofensa à honra objetiva do querelante. 2. In casu, em programa radiofônico, o parlamentar federal teria imputado ao querelante a prática do delito de ameaça de morte a repórter, fazendo-o de modo concreto, indicando o local, a data e o móvel da suposta conduta delituosa, bem como a imputação do crime previsto no artigo 28 da Lei nº 11.343/2006 – uso de drogas. Afirmou, também, “ter o querelante praticado falcatruas durante as eleições municipais, bem como realizado transações ilícitas, agressões à imprensa e às pessoas que não lhe fossem simpáticas politicamente, realçando que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Supremo Tribunal Federal 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) :ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) :ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) :CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso de embargos de declaração interposto de acórdão deste Pleno cuja ementa possui o seguinte teor: “EMENTA: PENAL. INQUÉRITO. CRIMES CONTRA A HONRA: CALÚNIA E DIFAMAÇÃO. DECLARAÇÕES PROFERIDAS EM PROGRAMA RADIOFÔNICO POR PARLAMENTAR FEDERAL. IMUNIDADE. INEXISTÊNCIA. QUEIXA-CRIME. RECEBIMENTO. 1. O crime de calúnia, para a sua configuração, reclama a imputação de fato específico, que seja criminoso, e a intenção de ofender à honra; enquanto para o delito de difamação pressupõe-se, para a concretização, a existência de ofensa à honra objetiva do querelante. 2. In casu, em programa radiofônico, o parlamentar federal teria imputado ao querelante a prática do delito de ameaça de morte a repórter, fazendo-o de modo concreto, indicando o local, a data e o móvel da suposta conduta delituosa, bem como a imputação do crime previsto no artigo 28 da Lei nº 11.343/2006 – uso de drogas. Afirmou, também, “ter o querelante praticado falcatruas durante as eleições municipais, bem como realizado transações ilícitas, agressões à imprensa e às pessoas que não lhe fossem simpáticas politicamente, realçando que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório INQ 2915 ED / PA prefeito/querelante é pessoa que se dá a bebedeiras, é moleque e vagabundo, agindo com desrespeito em relação às mulheres residentes na comarca”. 3. O animus calumniandi presente naquele que imputa a outrem, falsamente, as condutas de ameaça de morte e de consumo de drogas, delitos previstos no artigo 147 do Código Penal e no artigo 28 da Lei nº 11.343/2006, respectivamente, configura a prática do crime de calúnia. 4. O delito de difamação considera-se perpetrado por quem, afirmando fato certo e definido, ofende a honra de outrem, ainda que se repisem fatos sobre aquilo que os outros reputam a respeito do cidadão, no tocante a seus atributos físicos, intelectuais e morais. Precedente: Inquérito nº 2.503, Plenário, Relator Ministro Eros Grau, DJe de 21/05/2010. 5. Imunidade parlamentar. Inexistência, quando não se verificar liame entre o fato apontado como crime contra a honra e o exercício do mandato parlamentar pelo ofensor. Os atos praticados em local distinto do recinto do Parlamento escapam à proteção absoluta da imunidade, que abarca apenas manifestações que guardem pertinência, por um nexo de causalidade, com o desempenho das funções do mandato (Precedentes). 6. Os indícios da prática dos crimes de calúnia e difamação nas declarações prestadas pelo querelado em programa radiofônico no caso sub judice, impõem o recebimento da queixa-crime.” O embargante alega, em síntese, que, não obstante constar no relatório, o acórdão foi omisso no que tange ao não atendimento da formalidade prevista no art. 44, do Código de Processo Penal1, porquanto não constou no instrumento de mandato “... a especificação do fato delituoso, 1 CPP, art. 44. A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais, devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA prefeito/querelante é pessoa que se dá a bebedeiras, é moleque e vagabundo, agindo com desrespeito em relação às mulheres residentes na comarca”. 3. O animus calumniandi presente naquele que imputa a outrem, falsamente, as condutas de ameaça de morte e de consumo de drogas, delitos previstos no artigo 147 do Código Penal e no artigo 28 da Lei nº 11.343/2006, respectivamente, configura a prática do crime de calúnia. 4. O delito de difamação considera-se perpetrado por quem, afirmando fato certo e definido, ofende a honra de outrem, ainda que se repisem fatos sobre aquilo que os outros reputam a respeito do cidadão, no tocante a seus atributos físicos, intelectuais e morais. Precedente: Inquérito nº 2.503, Plenário, Relator Ministro Eros Grau, DJe de 21/05/2010. 5. Imunidade parlamentar. Inexistência, quando não se verificar liame entre o fato apontado como crime contra a honra e o exercício do mandato parlamentar pelo ofensor. Os atos praticados em local distinto do recinto do Parlamento escapam à proteção absoluta da imunidade, que abarca apenas manifestações que guardem pertinência, por um nexo de causalidade, com o desempenho das funções do mandato (Precedentes). 6. Os indícios da prática dos crimes de calúnia e difamação nas declarações prestadas pelo querelado em programa radiofônico no caso sub judice, impõem o recebimento da queixa-crime.” O embargante alega, em síntese, que, não obstante constar no relatório, o acórdão foi omisso no que tange ao não atendimento da formalidade prevista no art. 44, do Código de Processo Penal1, porquanto não constou no instrumento de mandato “... a especificação do fato delituoso, 1 CPP, art. 44. A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais, devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório INQ 2915 ED / PA muito menos a individualização da conduta de cada um”. Sustenta outrossim, que o querelante renunciou ao direito de queixa em relação a EDIELDO LUIZ ALVES BRITO, FRANK FRANÇA e JAIRO SOUZA, que também participaram da entrevista radiofônica na qual irrogadas as supostas ofensas a sua honra; renúncia que deverá ser estendida ao querelado, por força do disposto nos artigos 48 e 49 do Código de Processo Penal2 . Requer o provimento do recurso para “REJEITAR A PRESENTE QUEIXA CRIME por ausência de poderes específicos aos patronos do querelante, e, declarar a DECADÊNCIA DO DIREITO DE QUEIXA, a teor do art. 103 do CP, e, via de consequência a EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, nos precisos termos do art. 104, IV, do CP”. Pleiteia ainda que seja reconhecida a renúncia tácita ao direito de queixa, por ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. Considerada a natureza infringente do pedido, determinei a intimação do querelado, que não se manifestou. O Ministério Público Federal opinou no sentido do desprovimento dos embargos declaratórios em parecer resumido nestes termos: “QUEIXA- CRIME. CRIMES CONTRA A HONRA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO DE RECEBIMENTO DA DENÚNCIA [rectius, queixa]. Matéria preclusa alegada pela defesa. Procuração que atende o previsto no art. 44 do CPP e inexistência de afronta ao princípio da 2 CPP: art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade. art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA muito menos a individualização da conduta de cada um”. Sustenta outrossim, que o querelante renunciou ao direito de queixa em relação a EDIELDO LUIZ ALVES BRITO, FRANK FRANÇA e JAIRO SOUZA, que também participaram da entrevista radiofônica na qual irrogadas as supostas ofensas a sua honra; renúncia que deverá ser estendida ao querelado, por força do disposto nos artigos 48 e 49 do Código de Processo Penal2 . Requer o provimento do recurso para “REJEITAR A PRESENTE QUEIXA CRIME por ausência de poderes específicos aos patronos do querelante, e, declarar a DECADÊNCIA DO DIREITO DE QUEIXA, a teor do art. 103 do CP, e, via de consequência a EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, nos precisos termos do art. 104, IV, do CP”. Pleiteia ainda que seja reconhecida a renúncia tácita ao direito de queixa, por ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. Considerada a natureza infringente do pedido, determinei a intimação do querelado, que não se manifestou. O Ministério Público Federal opinou no sentido do desprovimento dos embargos declaratórios em parecer resumido nestes termos: “QUEIXA- CRIME. CRIMES CONTRA A HONRA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO DE RECEBIMENTO DA DENÚNCIA [rectius, queixa]. Matéria preclusa alegada pela defesa. Procuração que atende o previsto no art. 44 do CPP e inexistência de afronta ao princípio da 2 CPP: art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade. art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório INQ 2915 ED / PA indivisibilidade da ação penal privada, na medida em que o único autor do fato foi o réu na ação penal. Os demais referidos não cometeram as condutas. Parecer pela rejeição dos embargos. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA indivisibilidade da ação penal privada, na medida em que o único autor do fato foi o réu na ação penal. Os demais referidos não cometeram as condutas. Parecer pela rejeição dos embargos. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Anoto, ab initio, que as questões ora suscitadas, tidas por omissas no acórdão embargado, não foram abordadas na resposta escrita à queixa-crime (fls. 62/68), por isso que se afigura ilógica e despropositada a interposição de embargos de declaração visando a suprir vícios inexistentes. Destarte, tratando-se de questões preliminares, restam preclusas por não terem sido arguidas em momento processual próprio. O acórdão não foi omisso quanto à formalidade prevista no artigo 44 do Código de Processo, posto que constou do relatório que o mandato outorgado ao advogado contém cláusula de poderes específicos para a propositura da queixa-crime, afirmação incontroversa atinente a uma das condições da queixa-crime que, por certo, deveria mesmo constar apenas no relatório, sobretudo em razão de não ter sido aventada na resposta à acusação. Ainda que se cogite a respeito do conhecimento dos embargos para sanar tal omissão no voto, o certo é que o instrumento de mandato acostado à fl. 10 contém, induvidosamente, a cláusula de poderes específicos para apresentação de queixa-crime pelos crimes previstos nos arts. 138, 139 e 140, do Código Penal, “por ofensas proferidas no Programa radiofônico denominada Patrulhão 106 da Rádio Princesa FM, nos dias 14 de janeiro de 2010”, por isso que não cabe falar em inobservância de formalidade legal, conforme pacífica jurisprudência desta Corte retratada nas seguintes ementas: EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUEIXA CRIME. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. DECADÊNCIA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Supremo Tribunal Federal 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Anoto, ab initio, que as questões ora suscitadas, tidas por omissas no acórdão embargado, não foram abordadas na resposta escrita à queixa-crime (fls. 62/68), por isso que se afigura ilógica e despropositada a interposição de embargos de declaração visando a suprir vícios inexistentes. Destarte, tratando-se de questões preliminares, restam preclusas por não terem sido arguidas em momento processual próprio. O acórdão não foi omisso quanto à formalidade prevista no artigo 44 do Código de Processo, posto que constou do relatório que o mandato outorgado ao advogado contém cláusula de poderes específicos para a propositura da queixa-crime, afirmação incontroversa atinente a uma das condições da queixa-crime que, por certo, deveria mesmo constar apenas no relatório, sobretudo em razão de não ter sido aventada na resposta à acusação. Ainda que se cogite a respeito do conhecimento dos embargos para sanar tal omissão no voto, o certo é que o instrumento de mandato acostado à fl. 10 contém, induvidosamente, a cláusula de poderes específicos para apresentação de queixa-crime pelos crimes previstos nos arts. 138, 139 e 140, do Código Penal, “por ofensas proferidas no Programa radiofônico denominada Patrulhão 106 da Rádio Princesa FM, nos dias 14 de janeiro de 2010”, por isso que não cabe falar em inobservância de formalidade legal, conforme pacífica jurisprudência desta Corte retratada nas seguintes ementas: EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUEIXA CRIME. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. DECADÊNCIA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2915 ED / PA 1. A indicação na procuração do nome do querelado e do dispositivo legal correspondente ao suposto fato delituoso, bem assim a elementos suficientes à compreensão da imputação, é suficiente para atender a regra do artigo 44 do Código de Processo Penal. 2. O prazo decadencial do art. 38 do CPP é para o oferecimento da queixa crime, e não para o seu recebimento pelo juiz, e no caso de ser ela antecedida de inquérito policial (“pedido de providências”) deve o prazo ser apurado a partir da conclusão oficial deste procedimento preparatório. 3. Recurso ordinário em habeas corpus improvido. (HC 85.951, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ de 03/03/2006) EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. QUEIXA- CRIME. PROCURAÇÃO. CPP, art. 44. I. - A procuração que acompanhou a queixa-crime atende à exigência do art. 44 do CPP, na medida em que confere os poderes da cláusula ad judicia e os poderes especiais para oferecer a queixa, com a indicação do nome do querelado e do fato criminoso. II. – HC indeferido. (HC 85.863, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ de 11/11/2005) In casu, constam na cláusula específica do mandato as imputações penais, o local e a data em que proferidas as ofensas, em conformidade com o disposto no art. 44 do Código de Processo Penal. Outrossim, apesar de ultrapassada a fase processual adequada ao exame da preliminar de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, a implicar renúncia da queixa-crime, em razão de seu não oferecimento contra determinadas pessoas, o certo é que estas limitaram- se ao relato de fatos objetivos, acobertadas pelo animus informandi, sem a intenção de ofender a honra do querelante, ao passo que o querelado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA 1. A indicação na procuração do nome do querelado e do dispositivo legal correspondente ao suposto fato delituoso, bem assim a elementos suficientes à compreensão da imputação, é suficiente para atender a regra do artigo 44 do Código de Processo Penal. 2. O prazo decadencial do art. 38 do CPP é para o oferecimento da queixa crime, e não para o seu recebimento pelo juiz, e no caso de ser ela antecedida de inquérito policial (“pedido de providências”) deve o prazo ser apurado a partir da conclusão oficial deste procedimento preparatório. 3. Recurso ordinário em habeas corpus improvido. (HC 85.951, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ de 03/03/2006) EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. QUEIXA- CRIME. PROCURAÇÃO. CPP, art. 44. I. - A procuração que acompanhou a queixa-crime atende à exigência do art. 44 do CPP, na medida em que confere os poderes da cláusula ad judicia e os poderes especiais para oferecer a queixa, com a indicação do nome do querelado e do fato criminoso. II. – HC indeferido. (HC 85.863, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ de 11/11/2005) In casu, constam na cláusula específica do mandato as imputações penais, o local e a data em que proferidas as ofensas, em conformidade com o disposto no art. 44 do Código de Processo Penal. Outrossim, apesar de ultrapassada a fase processual adequada ao exame da preliminar de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, a implicar renúncia da queixa-crime, em razão de seu não oferecimento contra determinadas pessoas, o certo é que estas limitaram- se ao relato de fatos objetivos, acobertadas pelo animus informandi, sem a intenção de ofender a honra do querelante, ao passo que o querelado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2915 ED / PA apresentador do “Patrulhão 106, extrapolou o animus noticiandi e assacou a honra objetiva do querelante. Deveras, preclusa a fase processual para sustentar tal preliminar, os fatos caluniosos e difamatórios devem ser atribuídos, prima facie, exclusivamente ao querelado, não cabendo cogitar, por ora, de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, consoante elucidativo trecho do parecer do Procurador-Geral da República, in verbis: “Em análise do caso concreto (por mais que o momento processual para tal verificação tenha sido ultrapassado), Edieldo, Frank e Jairo de fato prestaram declarações durante o programa “Patrulhão 106”, mas apenas narraram objetivamente as circunstâncias envolvendo o querelante, em clara caracterização do animus narrandi1, estando suas declarações, a princípio, desprovidas de dolo. É dizer: não há se invocar o Princípio da Indivisibilidade se não se trata de pessoas que tenham cometido crime. Em verdade, foi na condição de apresentador da referida atração radiofônica, foi o querelado o único quem teceu os comentários caluniosos e difamatórios narrados na queixa- crime, razão pela qual (corretamente) figura sozinho no polo passivo da presente demanda. Ressalta-se que o acórdão guerreado, por unanimidade de votos, reconheceu que o Deputado Federal Wladimir Costa, 1 EMENTA: AÇÃO PENAL. Privada. Queixa-crime. Justa causa. Falta. Crimes contra a honra. Injúria e calúnia. Relatório que, destinado a apurar as causas da perda de direitos de associação civil sobre terreno, não emprega expressões em si ofensivas, nem imputa à querelante, ex-presidente da entidade, delito algum. Documento de cunho meramente objetivo e informativo. Animus narrandi. Fatos atípicos. Trancamento definitivo de processo. HC concedido para esse fim. Precedentes. Falta justa causa à queixa-crime que imputa injúria e calúnia aos autores de relatório que, destinado a apurar os motivos da perda de direitos de associação civil sobre terreno, não emprega expressões em si ofensivas, nem imputa à querelante, ex-presidente da entidade, delito alguma” (HC 84693, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, Primeira Turma, julgado em 06/06/2006, DJ 30-06-2006 PP- 00015 EMENT VOL-02239-01 PP-00125 RTJ VOL-00201-02 PP-00575) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA apresentador do “Patrulhão 106, extrapolou o animus noticiandi e assacou a honra objetiva do querelante. Deveras, preclusa a fase processual para sustentar tal preliminar, os fatos caluniosos e difamatórios devem ser atribuídos, prima facie, exclusivamente ao querelado, não cabendo cogitar, por ora, de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, consoante elucidativo trecho do parecer do Procurador-Geral da República, in verbis: “Em análise do caso concreto (por mais que o momento processual para tal verificação tenha sido ultrapassado), Edieldo, Frank e Jairo de fato prestaram declarações durante o programa “Patrulhão 106”, mas apenas narraram objetivamente as circunstâncias envolvendo o querelante, em clara caracterização do animus narrandi1, estando suas declarações, a princípio, desprovidas de dolo. É dizer: não há se invocar o Princípio da Indivisibilidade se não se trata de pessoas que tenham cometido crime. Em verdade, foi na condição de apresentador da referida atração radiofônica, foi o querelado o único quem teceu os comentários caluniosos e difamatórios narrados na queixa- crime, razão pela qual (corretamente) figura sozinho no polo passivo da presente demanda. Ressalta-se que o acórdão guerreado, por unanimidade de votos, reconheceu que o Deputado Federal Wladimir Costa, 1 EMENTA: AÇÃO PENAL. Privada. Queixa-crime. Justa causa. Falta. Crimes contra a honra. Injúria e calúnia. Relatório que, destinado a apurar as causas da perda de direitos de associação civil sobre terreno, não emprega expressões em si ofensivas, nem imputa à querelante, ex-presidente da entidade, delito algum. Documento de cunho meramente objetivo e informativo. Animus narrandi. Fatos atípicos. Trancamento definitivo de processo. HC concedido para esse fim. Precedentes. Falta justa causa à queixa-crime que imputa injúria e calúnia aos autores de relatório que, destinado a apurar os motivos da perda de direitos de associação civil sobre terreno, não emprega expressões em si ofensivas, nem imputa à querelante, ex-presidente da entidade, delito alguma” (HC 84693, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, Primeira Turma, julgado em 06/06/2006, DJ 30-06-2006 PP- 00015 EMENT VOL-02239-01 PP-00125 RTJ VOL-00201-02 PP-00575) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2915 ED / PA ultrapassando a mera crítica pessoal ao modo de vida e de atuação de Antônio Nazaré Elias Correa, imputou ao querelante falsamente fato definido como crime e ofendeu a sua honra objetiva, havendo materialidade delitiva e indícios de autoria da prática dos delitos tipificados nos arts. 138 e 139 do Código Penal.” Ex positis, voto no sentido da rejeição dos embargos de declaração. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA ultrapassando a mera crítica pessoal ao modo de vida e de atuação de Antônio Nazaré Elias Correa, imputou ao querelante falsamente fato definido como crime e ofendeu a sua honra objetiva, havendo materialidade delitiva e indícios de autoria da prática dos delitos tipificados nos arts. 138 e 139 do Código Penal.” Ex positis, voto no sentido da rejeição dos embargos de declaração. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, apenas uma informação. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Pois, não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Essa matéria, quanto à indivisibilidade da ação privada, não foi suscitada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não foi suscitada. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não há omissão? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não há omissão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E Vossa Excelência nada decide a respeito, não apresenta decisão a respeito. Deixa o tema em aberto, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) -Não, não. É, exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Até porque há possibilidade de haver um resíduo de prazo decadencial apto a ensejar uma propositura. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Podemos, posteriormente, concluir que teria que ser apresentada a queixa-crime Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4954030. Supremo Tribunal Federal 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, apenas uma informação. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Pois, não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Essa matéria, quanto à indivisibilidade da ação privada, não foi suscitada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não foi suscitada. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não há omissão? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não há omissão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E Vossa Excelência nada decide a respeito, não apresenta decisão a respeito. Deixa o tema em aberto, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) -Não, não. É, exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Até porque há possibilidade de haver um resíduo de prazo decadencial apto a ensejar uma propositura. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Podemos, posteriormente, concluir que teria que ser apresentada a queixa-crime Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4954030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 2915 ED / PA contra todos os autores do delito que se alega ocorrido. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. E, se eu invadisse esse campo, não haveria omissão, mas faria coisa julgada material em prejuízo da parte. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas Vossa Excelência não submete o tema ao Plenário. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Só os embargos de declaração e a proposta. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não há omissão, contradição ou obscuridade. Impõe-se o desprovimento dos declaratórios. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4954030. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA contra todos os autores do delito que se alega ocorrido. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. E, se eu invadisse esse campo, não haveria omissão, mas faria coisa julgada material em prejuízo da parte. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas Vossa Excelência não submete o tema ao Plenário. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Só os embargos de declaração e a proposta. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não há omissão, contradição ou obscuridade. Impõe-se o desprovimento dos declaratórios. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4954030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 14/11/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) : ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) : ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) : CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente, o Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Celso de Mello e Dias Toffoli. Plenário, 14.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4930350 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) : ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) : ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) : CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente, o Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Celso de Mello e Dias Toffoli. Plenário, 14.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4930350 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5010411
2013-11-14T00:00:00
2013-12-11T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente, o Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Celso de Mello e Dias Toffoli. Plenário, 14.11.2013.
EMB.DECL. NO INQUÉRITO
Ementa: Penal e processual penal. Queixa-crime. Recebimento. Embargos de declaração. Calúnia e injúria – arts. 138 e 139 do Código Penal. Omissões quanto à formalidade do art. 44 do CPP e à violação do princípio da indivisibilidade da ação penal privada. Questões preliminares não arguidas na resposta à queixa. Vícios inexistentes. 1. A ausência de arguição de matérias preliminares na fase processual própria implica preclusão. 2. In casu, restou afirmado no relatório que o instrumento de mandato obedece ao disposto no art. 44 do Código Penal, por conter cláusula específica outorgando poderes ao advogado para oferecer queixa-crime pelos delitos de calúnia e difamação, tipificados nos arts. 138 e 139 do Código Penal, além de indicar o local e a data em que foram proferidas as ofensas contra a honra objetiva do querelante, por isso que não cabe alegar omissão no acórdão embargado, que, de resto, também não incorreu nesse vício em relação à inaugurada tese de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal ao argumento de que o querelante renunciou à queixa-crime em relação a outros envolvidos, devendo tal renúncia ser estendida ao querelado, à luz dos arts. 48 e 49 do Código Penal. Deveras, não arguidas tais questões oportuno tempore, afigura-se ilógico e despropositado apontar omissões no acórdão embargado. 3. Apesar de ultrapassada a fase processual adequada ao exame da preliminar de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, que em tese configuraria renúncia à queixa-crime, em razão de seu não oferecimento contra determinadas pessoas, o certo é que estas limitaram-se ao relato de fatos objetivos, acobertadas pelo animus informandi, sem o dolo de ofensa à honra, ao passo que o querelado, apresentador da atração radiofônica “Patrulhão 106”, extrapolou o animus noticiandi e assacou a honra objetiva do querelante, por isso que, preclusa a oportunidade processual para sustentar tal preliminar, os fatos caluniosos e difamatórios devem, prima facie, ser atribuídos exclusivamente ao querelado, não cabendo cogitar, por ora, ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. 4. Embargos de declaração rejeitados.
sjur251314
- Acórdão(s) citado(s): (QUEIXA, PROCURAÇÃO COM PODER ESPECÍFICO) HC 85863 (2ªT), RHC 85951 (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 24/01/2014, JOS. Revisão: 19/03/2014, SER.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
2915
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00138 ART-00139 ART-00140\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00044 ART-00048 ART-00049\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
Inq-ED
acordaos
Inq 2915 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) : ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) : ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) : CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) :ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) :ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) :CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUEIXA-CRIME. RECEBIMENTO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CALÚNIA E INJÚRIA – ARTS. 138 E 139 DO CÓDIGO PENAL. OMISSÕES QUANTO À FORMALIDADE DO ART. 44 DO CPP E À VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE DA AÇÃO PENAL PRIVADA. QUESTÕES PRELIMINARES NÃO ARGUIDAS NA RESPOSTA À QUEIXA. VÍCIOS INEXISTENTES. 1. A ausência de arguição de matérias preliminares na fase processual própria implica preclusão. 2. In casu, restou afirmado no relatório que o instrumento de mandato obedece ao disposto no art. 44 do Código Penal, por conter cláusula específica outorgando poderes ao advogado para oferecer queixa-crime pelos delitos de calúnia e difamação, tipificados nos arts. 138 e 139 do Código Penal, além de indicar o local e a data em que foram proferidas as ofensas contra a honra objetiva do querelante, por isso que não cabe alegar omissão no acórdão embargado, que, de resto, também não incorreu nesse vício em relação à inaugurada tese de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal ao argumento de que o querelante renunciou à queixa-crime em relação a outros envolvidos, devendo tal renúncia ser estendida ao querelado, à luz dos arts. 48 e 49 do Código Penal. Deveras, não arguidas tais questões oportuno tempore, afigura-se ilógico e despropositado apontar omissões no acórdão embargado. 3. Apesar de ultrapassada a fase processual adequada ao exame da preliminar de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, que em tese configuraria renúncia à queixa-crime, em razão de seu não oferecimento contra determinadas pessoas, o certo é que estas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896552. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão INQ 2915 ED / PA limitaram-se ao relato de fatos objetivos, acobertadas pelo animus informandi, sem o dolo de ofensa à honra, ao passo que o querelado, apresentador da atração radiofônica “Patrulhão 106”, extrapolou o animus noticiandi e assacou a honra objetiva do querelante, por isso que, preclusa a oportunidade processual para sustentar tal preliminar, os fatos caluniosos e difamatórios devem, prima facie, ser atribuídos exclusivamente ao querelado, não cabendo cogitar, por ora, ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. 4. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos este autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em rejeitar os embargos de declaração. Brasília, 14 de novembro de 2013. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896552. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA limitaram-se ao relato de fatos objetivos, acobertadas pelo animus informandi, sem o dolo de ofensa à honra, ao passo que o querelado, apresentador da atração radiofônica “Patrulhão 106”, extrapolou o animus noticiandi e assacou a honra objetiva do querelante, por isso que, preclusa a oportunidade processual para sustentar tal preliminar, os fatos caluniosos e difamatórios devem, prima facie, ser atribuídos exclusivamente ao querelado, não cabendo cogitar, por ora, ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. 4. Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos este autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em rejeitar os embargos de declaração. Brasília, 14 de novembro de 2013. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896552. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) :ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) :ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) :CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso de embargos de declaração interposto de acórdão deste Pleno cuja ementa possui o seguinte teor: “EMENTA: PENAL. INQUÉRITO. CRIMES CONTRA A HONRA: CALÚNIA E DIFAMAÇÃO. DECLARAÇÕES PROFERIDAS EM PROGRAMA RADIOFÔNICO POR PARLAMENTAR FEDERAL. IMUNIDADE. INEXISTÊNCIA. QUEIXA-CRIME. RECEBIMENTO. 1. O crime de calúnia, para a sua configuração, reclama a imputação de fato específico, que seja criminoso, e a intenção de ofender à honra; enquanto para o delito de difamação pressupõe-se, para a concretização, a existência de ofensa à honra objetiva do querelante. 2. In casu, em programa radiofônico, o parlamentar federal teria imputado ao querelante a prática do delito de ameaça de morte a repórter, fazendo-o de modo concreto, indicando o local, a data e o móvel da suposta conduta delituosa, bem como a imputação do crime previsto no artigo 28 da Lei n 11.343/2006 – uso de drogas. Afirmou, também, “ter o querelante praticado falcatruas durante as eleições municipais, bem como realizado transações ilícitas, agressões à imprensa e às pessoas que não lhe fossem simpáticas politicamente, realçando que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Supremo Tribunal Federal 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) :ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) :ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) :CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso de embargos de declaração interposto de acórdão deste Pleno cuja ementa possui o seguinte teor: “EMENTA: PENAL. INQUÉRITO. CRIMES CONTRA A HONRA: CALÚNIA E DIFAMAÇÃO. DECLARAÇÕES PROFERIDAS EM PROGRAMA RADIOFÔNICO POR PARLAMENTAR FEDERAL. IMUNIDADE. INEXISTÊNCIA. QUEIXA-CRIME. RECEBIMENTO. 1. O crime de calúnia, para a sua configuração, reclama a imputação de fato específico, que seja criminoso, e a intenção de ofender à honra; enquanto para o delito de difamação pressupõe-se, para a concretização, a existência de ofensa à honra objetiva do querelante. 2. In casu, em programa radiofônico, o parlamentar federal teria imputado ao querelante a prática do delito de ameaça de morte a repórter, fazendo-o de modo concreto, indicando o local, a data e o móvel da suposta conduta delituosa, bem como a imputação do crime previsto no artigo 28 da Lei n 11.343/2006 – uso de drogas. Afirmou, também, “ter o querelante praticado falcatruas durante as eleições municipais, bem como realizado transações ilícitas, agressões à imprensa e às pessoas que não lhe fossem simpáticas politicamente, realçando que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório INQ 2915 ED / PA prefeito/querelante é pessoa que se dá a bebedeiras, é moleque e vagabundo, agindo com desrespeito em relação às mulheres residentes na comarca”. 3. O animus calumniandi presente naquele que imputa a outrem, falsamente, as condutas de ameaça de morte e de consumo de drogas, delitos previstos no artigo 147 do Código Penal e no artigo 28 da Lei n 11.343/2006, respectivamente, configura a prática do crime de calúnia. 4. O delito de difamação considera-se perpetrado por quem, afirmando fato certo e definido, ofende a honra de outrem, ainda que se repisem fatos sobre aquilo que os outros reputam a respeito do cidadão, no tocante a seus atributos físicos, intelectuais e morais. Precedente: Inquérito n 2.503, Plenário, Relator Ministro Eros Grau, DJe de 21/05/2010. 5. Imunidade parlamentar. Inexistência, quando não se verificar liame entre o fato apontado como crime contra a honra e o exercício do mandato parlamentar pelo ofensor. Os atos praticados em local distinto do recinto do Parlamento escapam à proteção absoluta da imunidade, que abarca apenas manifestações que guardem pertinência, por um nexo de causalidade, com o desempenho das funções do mandato (Precedentes). 6. Os indícios da prática dos crimes de calúnia e difamação nas declarações prestadas pelo querelado em programa radiofônico no caso sub judice, impõem o recebimento da queixa-crime.” O embargante alega, em síntese, que, não obstante constar no relatório, o acórdão foi omisso no que tange ao não atendimento da formalidade prevista no art. 44, do Código de Processo Penal1, porquanto não constou no instrumento de mandato “... a especificação do fato delituoso, 1 CPP, art. 44. A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais, devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA prefeito/querelante é pessoa que se dá a bebedeiras, é moleque e vagabundo, agindo com desrespeito em relação às mulheres residentes na comarca”. 3. O animus calumniandi presente naquele que imputa a outrem, falsamente, as condutas de ameaça de morte e de consumo de drogas, delitos previstos no artigo 147 do Código Penal e no artigo 28 da Lei n 11.343/2006, respectivamente, configura a prática do crime de calúnia. 4. O delito de difamação considera-se perpetrado por quem, afirmando fato certo e definido, ofende a honra de outrem, ainda que se repisem fatos sobre aquilo que os outros reputam a respeito do cidadão, no tocante a seus atributos físicos, intelectuais e morais. Precedente: Inquérito n 2.503, Plenário, Relator Ministro Eros Grau, DJe de 21/05/2010. 5. Imunidade parlamentar. Inexistência, quando não se verificar liame entre o fato apontado como crime contra a honra e o exercício do mandato parlamentar pelo ofensor. Os atos praticados em local distinto do recinto do Parlamento escapam à proteção absoluta da imunidade, que abarca apenas manifestações que guardem pertinência, por um nexo de causalidade, com o desempenho das funções do mandato (Precedentes). 6. Os indícios da prática dos crimes de calúnia e difamação nas declarações prestadas pelo querelado em programa radiofônico no caso sub judice, impõem o recebimento da queixa-crime.” O embargante alega, em síntese, que, não obstante constar no relatório, o acórdão foi omisso no que tange ao não atendimento da formalidade prevista no art. 44, do Código de Processo Penal1, porquanto não constou no instrumento de mandato “... a especificação do fato delituoso, 1 CPP, art. 44. A queixa poderá ser dada por procurador com poderes especiais, devendo constar do instrumento do mandato o nome do querelante e a menção do fato criminoso, salvo quando tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente requeridas no juízo criminal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório INQ 2915 ED / PA muito menos a individualização da conduta de cada um”. Sustenta outrossim, que o querelante renunciou ao direito de queixa em relação a EDIELDO LUIZ ALVES BRITO, FRANK FRANÇA e JAIRO SOUZA, que também participaram da entrevista radiofônica na qual irrogadas as supostas ofensas a sua honra; renúncia que deverá ser estendida ao querelado, por força do disposto nos artigos 48 e 49 do Código de Processo Penal2 . Requer o provimento do recurso para “REJEITAR A PRESENTE QUEIXA CRIME por ausência de poderes específicos aos patronos do querelante, e, declarar a DECADÊNCIA DO DIREITO DE QUEIXA, a teor do art. 103 do Código Penal Brasileiro, e, via de consequência a EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, nos precisos termos do art. 104, IV, do Código Penal Brasileiro”. Pleiteia ainda que seja reconhecida a renúncia tácita ao direito de queixa, por ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. Considerada a natureza infringente do pedido, determinei a intimação do querelado, que não se manifestou. O Ministério Público Federal opinou no sentido do desprovimento dos embargos declaratórios em parecer resumido nestes termos: “QUEIXA- CRIME. CRIMES CONTRA A HONRA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO DE RECEBIMENTO DA DENÚNCIA [rectius, queixa]. Matéria preclusa alegada pela defesa. Procuração que atende o previsto no art. 44 do CPP e inexistência de afronta ao princípio da 2 CPP: art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade. art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA muito menos a individualização da conduta de cada um”. Sustenta outrossim, que o querelante renunciou ao direito de queixa em relação a EDIELDO LUIZ ALVES BRITO, FRANK FRANÇA e JAIRO SOUZA, que também participaram da entrevista radiofônica na qual irrogadas as supostas ofensas a sua honra; renúncia que deverá ser estendida ao querelado, por força do disposto nos artigos 48 e 49 do Código de Processo Penal2 . Requer o provimento do recurso para “REJEITAR A PRESENTE QUEIXA CRIME por ausência de poderes específicos aos patronos do querelante, e, declarar a DECADÊNCIA DO DIREITO DE QUEIXA, a teor do art. 103 do Código Penal Brasileiro, e, via de consequência a EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE, nos precisos termos do art. 104, IV, do Código Penal Brasileiro”. Pleiteia ainda que seja reconhecida a renúncia tácita ao direito de queixa, por ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada. Considerada a natureza infringente do pedido, determinei a intimação do querelado, que não se manifestou. O Ministério Público Federal opinou no sentido do desprovimento dos embargos declaratórios em parecer resumido nestes termos: “QUEIXA- CRIME. CRIMES CONTRA A HONRA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO DE RECEBIMENTO DA DENÚNCIA [rectius, queixa]. Matéria preclusa alegada pela defesa. Procuração que atende o previsto no art. 44 do CPP e inexistência de afronta ao princípio da 2 CPP: art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade. art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório INQ 2915 ED / PA indivisibilidade da ação penal privada, na medida em que o único autor do fato foi o réu na ação penal. Os demais referidos não cometeram as condutas. Parecer pela rejeição dos embargos. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA indivisibilidade da ação penal privada, na medida em que o único autor do fato foi o réu na ação penal. Os demais referidos não cometeram as condutas. Parecer pela rejeição dos embargos. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Anoto, ab initio, que as questões ora suscitadas, tidas por omissas no acórdão embargado, não foram abordadas na resposta escrita à queixa-crime (fls. 62/68), por isso que se afigura ilógica e despropositada a interposição de embargos de declaração visando a suprir vícios inexistentes. Destarte, tratando-se de questões preliminares, restam preclusas por não terem sido arguidas em momento processual próprio. O acórdão não foi omisso quanto à formalidade prevista no artigo 44 do Código de Processo, posto que constou do relatório que o mandato outorgado ao advogado contém cláusula de poderes específicos para a propositura da queixa-crime, afirmação incontroversa atinente a uma das condições da queixa-crime que, por certo, deveria mesmo constar apenas no relatório, sobretudo em razão de não ter sido aventada na resposta à acusação. Ainda que se cogite a respeito do conhecimento dos embargos para sanar tal omissão no voto, o certo é que o instrumento de mandato acostado à fl. 10 contém, induvidosamente, a cláusula de poderes específicos para apresentação de queixa-crime pelos crimes previstos nos arts. 138, 139 e 140, do Código Penal, “por ofensas proferidas no Programa radiofônico denominada Patrulhão 106 da Rádio Princesa FM, nos dias 14 de janeiro de 2010”, por isso que não cabe falar em inobservância de formalidade legal, conforme pacífica jurisprudência desta Corte retratada nas seguintes ementas: EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUEIXA CRIME. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. DECADÊNCIA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Supremo Tribunal Federal 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Anoto, ab initio, que as questões ora suscitadas, tidas por omissas no acórdão embargado, não foram abordadas na resposta escrita à queixa-crime (fls. 62/68), por isso que se afigura ilógica e despropositada a interposição de embargos de declaração visando a suprir vícios inexistentes. Destarte, tratando-se de questões preliminares, restam preclusas por não terem sido arguidas em momento processual próprio. O acórdão não foi omisso quanto à formalidade prevista no artigo 44 do Código de Processo, posto que constou do relatório que o mandato outorgado ao advogado contém cláusula de poderes específicos para a propositura da queixa-crime, afirmação incontroversa atinente a uma das condições da queixa-crime que, por certo, deveria mesmo constar apenas no relatório, sobretudo em razão de não ter sido aventada na resposta à acusação. Ainda que se cogite a respeito do conhecimento dos embargos para sanar tal omissão no voto, o certo é que o instrumento de mandato acostado à fl. 10 contém, induvidosamente, a cláusula de poderes específicos para apresentação de queixa-crime pelos crimes previstos nos arts. 138, 139 e 140, do Código Penal, “por ofensas proferidas no Programa radiofônico denominada Patrulhão 106 da Rádio Princesa FM, nos dias 14 de janeiro de 2010”, por isso que não cabe falar em inobservância de formalidade legal, conforme pacífica jurisprudência desta Corte retratada nas seguintes ementas: EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUEIXA CRIME. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. DECADÊNCIA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2915 ED / PA 1. A indicação na procuração do nome do querelado e do dispositivo legal correspondente ao suposto fato delituoso, bem assim a elementos suficientes à compreensão da imputação, é suficiente para atender a regra do artigo 44 do Código de Processo Penal. 2. O prazo decadencial do art. 38 do CPP é para o oferecimento da queixa crime, e não para o seu recebimento pelo juiz, e no caso de ser ela antecedida de inquérito policial (“pedido de providências”) deve o prazo ser apurado a partir da conclusão oficial deste procedimento preparatório. 3. Recurso ordinário em habeas corpus improvido. (HC 85.951, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ de 03/03/2006) EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. QUEIXA- CRIME. PROCURAÇÃO. CPP, art. 44. I. - A procuração que acompanhou a queixa-crime atende à exigência do art. 44 do CPP, na medida em que confere os poderes da cláusula ad judicia e os poderes especiais para oferecer a queixa, com a indicação do nome do querelado e do fato criminoso. II. – HC indeferido. (HC 85.863, Rel. Min. Carlos Velloso, 2... Turma, DJ de 11/11/2005) In casu, constam na cláusula específica do mandato as imputações penais, o local e a data em que proferidas as ofensas, em conformidade com o disposto no art. 44 do Código de Processo Penal. Outrossim, apesar de ultrapassada a fase processual adequada ao exame da preliminar de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, a implicar renúncia da queixa-crime, em razão de seu não oferecimento contra determinadas pessoas, o certo é que estas limitaram- se ao relato de fatos objetivos, acobertadas pelo animus informandi, sem a intenção de ofender a honra do querelante, ao passo que o querelado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA 1. A indicação na procuração do nome do querelado e do dispositivo legal correspondente ao suposto fato delituoso, bem assim a elementos suficientes à compreensão da imputação, é suficiente para atender a regra do artigo 44 do Código de Processo Penal. 2. O prazo decadencial do art. 38 do CPP é para o oferecimento da queixa crime, e não para o seu recebimento pelo juiz, e no caso de ser ela antecedida de inquérito policial (“pedido de providências”) deve o prazo ser apurado a partir da conclusão oficial deste procedimento preparatório. 3. Recurso ordinário em habeas corpus improvido. (HC 85.951, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ de 03/03/2006) EMENTA: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. QUEIXA- CRIME. PROCURAÇÃO. CPP, art. 44. I. - A procuração que acompanhou a queixa-crime atende à exigência do art. 44 do CPP, na medida em que confere os poderes da cláusula ad judicia e os poderes especiais para oferecer a queixa, com a indicação do nome do querelado e do fato criminoso. II. – HC indeferido. (HC 85.863, Rel. Min. Carlos Velloso, 2... Turma, DJ de 11/11/2005) In casu, constam na cláusula específica do mandato as imputações penais, o local e a data em que proferidas as ofensas, em conformidade com o disposto no art. 44 do Código de Processo Penal. Outrossim, apesar de ultrapassada a fase processual adequada ao exame da preliminar de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, a implicar renúncia da queixa-crime, em razão de seu não oferecimento contra determinadas pessoas, o certo é que estas limitaram- se ao relato de fatos objetivos, acobertadas pelo animus informandi, sem a intenção de ofender a honra do querelante, ao passo que o querelado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2915 ED / PA apresentador do “Patrulhão 106, extrapolou o animus noticiandi e assacou a honra objetiva do querelante. Deveras, preclusa a fase processual para sustentar tal preliminar, os fatos caluniosos e difamatórios devem ser atribuídos, prima facie, exclusivamente ao querelado, não cabendo cogitar, por ora, de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, consoante elucidativo trecho do parecer do Procurador-Geral da República, in verbis: “Em análise do caso concreto (por mais que o momento processual para tal verificação tenha sido ultrapassado), Edieldo, Frank e Jairo de fato prestaram declarações durante o programa “Patrulhão 106”, mas apenas narraram objetivamente as circunstâncias envolvendo o querelante, em clara caracterização do animus narrandi1, estando suas declarações, a princípio, desprovidas de dolo. É dizer: não há se invocar o Princípio da Indivisibilidade se não se trata de pessoas que tenham cometido crime. Em verdade, foi na condição de apresentador da referida atração radiofônica, foi o querelado o único quem teceu os comentários caluniosos e difamatórios narrados na queixa- crime, razão pela qual (corretamente) figura sozinho no polo passivo da presente demanda. Ressalta-se que o acórdão guerreado, por unanimidade de votos, reconheceu que o Deputado Federal Wladimir Costa, 1 EMENTA: AÇÃO PENAL. Privada. Queixa-crime. Justa causa. Falta. Crimes contra a honra. Injúria e calúnia. Relatório que, destinado a apurar as causas da perda de direitos de associação civil sobre terreno, não emprega expressões em si ofensivas, nem imputa à querelante, ex-presidente da entidade, delito algum. Documento de cunho meramente objetivo e informativo. Animus narrandi. Fatos atípicos. Trancamento definitivo de processo. HC concedido para esse fim. Precedentes. Falta justa causa à queixa-crime que imputa injúria e calúnia aos autores de relatório que, destinado a apurar os motivos da perda de direitos de associação civil sobre terreno, não emprega expressões em si ofensivas, nem imputa à querelante, ex-presidente da entidade, delito alguma” (HC 84693, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, Primeira Turma, julgado em 06/06/2006, DJ 30-06-2006 PP- 00015 EMENT VOL-02239-01 PP-00125 RTJ VOL-00201-02 PP-00575) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA apresentador do “Patrulhão 106, extrapolou o animus noticiandi e assacou a honra objetiva do querelante. Deveras, preclusa a fase processual para sustentar tal preliminar, os fatos caluniosos e difamatórios devem ser atribuídos, prima facie, exclusivamente ao querelado, não cabendo cogitar, por ora, de ofensa ao princípio da indivisibilidade da ação penal privada, consoante elucidativo trecho do parecer do Procurador-Geral da República, in verbis: “Em análise do caso concreto (por mais que o momento processual para tal verificação tenha sido ultrapassado), Edieldo, Frank e Jairo de fato prestaram declarações durante o programa “Patrulhão 106”, mas apenas narraram objetivamente as circunstâncias envolvendo o querelante, em clara caracterização do animus narrandi1, estando suas declarações, a princípio, desprovidas de dolo. É dizer: não há se invocar o Princípio da Indivisibilidade se não se trata de pessoas que tenham cometido crime. Em verdade, foi na condição de apresentador da referida atração radiofônica, foi o querelado o único quem teceu os comentários caluniosos e difamatórios narrados na queixa- crime, razão pela qual (corretamente) figura sozinho no polo passivo da presente demanda. Ressalta-se que o acórdão guerreado, por unanimidade de votos, reconheceu que o Deputado Federal Wladimir Costa, 1 EMENTA: AÇÃO PENAL. Privada. Queixa-crime. Justa causa. Falta. Crimes contra a honra. Injúria e calúnia. Relatório que, destinado a apurar as causas da perda de direitos de associação civil sobre terreno, não emprega expressões em si ofensivas, nem imputa à querelante, ex-presidente da entidade, delito algum. Documento de cunho meramente objetivo e informativo. Animus narrandi. Fatos atípicos. Trancamento definitivo de processo. HC concedido para esse fim. Precedentes. Falta justa causa à queixa-crime que imputa injúria e calúnia aos autores de relatório que, destinado a apurar os motivos da perda de direitos de associação civil sobre terreno, não emprega expressões em si ofensivas, nem imputa à querelante, ex-presidente da entidade, delito alguma” (HC 84693, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, Primeira Turma, julgado em 06/06/2006, DJ 30-06-2006 PP- 00015 EMENT VOL-02239-01 PP-00125 RTJ VOL-00201-02 PP-00575) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2915 ED / PA ultrapassando a mera crítica pessoal ao modo de vida e de atuação de Antônio Nazaré Elias Correa, imputou ao querelante falsamente fato definido como crime e ofendeu a sua honra objetiva, havendo materialidade delitiva e indícios de autoria da prática dos delitos tipificados nos arts. 138 e 139 do Código Penal.” Ex positis, voto no sentido da rejeição dos embargos de declaração. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA ultrapassando a mera crítica pessoal ao modo de vida e de atuação de Antônio Nazaré Elias Correa, imputou ao querelante falsamente fato definido como crime e ofendeu a sua honra objetiva, havendo materialidade delitiva e indícios de autoria da prática dos delitos tipificados nos arts. 138 e 139 do Código Penal.” Ex positis, voto no sentido da rejeição dos embargos de declaração. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4896554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, apenas uma informação. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Pois, não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Essa matéria, quanto à indivisibilidade da ação privada, não foi suscitada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não foi suscitada. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não há omissão? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não há omissão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E Vossa Excelência nada decide a respeito, não apresenta decisão a respeito. Deixa o tema em aberto, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) -Não, não. É, exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Até porque há possibilidade de haver um resíduo de prazo decadencial apto a ensejar uma propositura. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Podemos, posteriormente, concluir que teria que ser apresentada a queixa-crime Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4954030. Supremo Tribunal Federal 14/11/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PARÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, apenas uma informação. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Pois, não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Essa matéria, quanto à indivisibilidade da ação privada, não foi suscitada. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não foi suscitada. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não há omissão? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não há omissão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E Vossa Excelência nada decide a respeito, não apresenta decisão a respeito. Deixa o tema em aberto, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) -Não, não. É, exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Até porque há possibilidade de haver um resíduo de prazo decadencial apto a ensejar uma propositura. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Podemos, posteriormente, concluir que teria que ser apresentada a queixa-crime Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4954030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 2915 ED / PA contra todos os autores do delito que se alega ocorrido. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. E, se eu invadisse esse campo, não haveria omissão, mas faria coisa julgada material em prejuízo da parte. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas Vossa Excelência não submete o tema ao Plenário. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Só os embargos de declaração e a proposta. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não há omissão, contradição ou obscuridade. Impõe-se o desprovimento dos declaratórios. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4954030. Supremo Tribunal Federal INQ 2915 ED / PA contra todos os autores do delito que se alega ocorrido. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É. E, se eu invadisse esse campo, não haveria omissão, mas faria coisa julgada material em prejuízo da parte. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas Vossa Excelência não submete o tema ao Plenário. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Só os embargos de declaração e a proposta. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não há omissão, contradição ou obscuridade. Impõe-se o desprovimento dos declaratórios. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4954030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 14/11/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) : ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) : ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) : CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente, o Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Celso de Mello e Dias Toffoli. Plenário, 14.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4930350 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.915 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO ADV.(A/S) : ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO EMBDO.(A/S) : ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA ADV.(A/S) : CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, rejeitou os embargos de declaração. Votou o Presidente, o Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Celso de Mello e Dias Toffoli. Plenário, 14.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4930350 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Inquérito n 2 . 503", "Inquérito n 2 . 503", "HC 85 . 951", "HC 85 . 863", "HC 85 . 951", "HC 85 . 863", "HC 84693", "HC 84693" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS . 138 E 139 DO CÓDIGO PENAL", "ART . 44 DO CPP", "art . 44 do Código Penal", "arts . 138 e 139 do Código Penal", "arts . 48 e 49 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 28 da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "28 da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 147 do Código Penal", "artigo 28 da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 44 , do Código de Processo Penal1", "CPP , art . 44", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 147 do Código Penal", "artigo 28 da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 44 , do Código de Processo Penal1", "CPP , art . 44", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 48 e 49 do Código de Processo Penal2", "art . 103 do Código Penal Brasileiro", "art . 104 , IV , do Código Penal Brasileiro", "art . 44 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 48 e 49 do Código de Processo Penal2", "art . 103 do Código Penal Brasileiro", "art . 104 , IV , do Código Penal Brasileiro", "art . 44 do CPP", "CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 44 do Código de Processo", "arts . 138 , 139 e 140 , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 44 do Código de Processo", "arts . 138 , 139 e 140 , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 44 do Código de Processo Penal", "art . 38 do CPP", "CPP , art . 44 .", "art . 44 do CPP", "art . 44 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 44 do Código de Processo Penal", "art . 38 do CPP", "CPP , art . 44", "art . 44 do CPP", "art . 44 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 138 e 139 do Código Penal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 138 e 139 do Código Penal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARÁ", "Brasília", "Brasília", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "EMB", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "EXTINÇÃO", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Patrulhão 106", "Rádio Princesa FM", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "EMB", "PARÁ", "Rádio Princesa FM", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO", "ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO", "ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA", "CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO", "Joaquim Barbosa", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO", "ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO", "ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO", "ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO", "ANTÔNIO NAZARÉ", "ELIAS CORREA", "CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "Eros Grau", "EDIELDO LUIZ ALVES BRITO", "FRANK FRANÇA", "JAIRO SOUZA", "EDIELDO LUIZ ALVES BRITO", "FRANK FRANÇA", "JAIRO SOUZA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Carlos Velloso", "Gilmar Mendes", "Carlos Velloso", "LUIZ FUX INQ", "Edieldo", "Frank", "Jairo", "Wladimir Costa", "CEZAR PELUSO", "Edieldo", "Frank", "Jairo", "Wladimir Costa", "CEZAR PELUSO", "LUIZ FUX", "Antônio Nazaré Elias Correa", "Antônio Nazaré Elias Correa", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "WLADIMIR AFONSO DA COSTA RABELO", "ANDRÉ LUIZ EIRÓ DO NASCIMENTO", "ANTÔNIO NAZARÉ ELIAS CORREA", "CLÁUDIO RONALDO BARROS BORDALO", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", ".", "Celso de Mello", "Marco 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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) :MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) :PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) :MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) :PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ARTS. 2º E 173, §1º, III, DA CONSTITUIÇÃO. PRINCÍPIOS DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO E DEVIDO PROCESSO LEGAL. DISPOSIÇÕES EXCESSIVAMENTE GENÉRICAS, INCAPAZES DE ABARCAR AS PECULIARIDADES DA CAUSA. SÚMULA 284 DO STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 3 de setembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473869. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 753309 AGR / RJ Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473869. Supremo Tribunal Federal ARE 753309 AGR / RJ Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) :MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) :PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) :MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) :PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelo seguintes fundamentos: (a) deficiência na preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário, que não contém fundamentação nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o recurso extraordinário apóia-se em normas incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazerem disposições demasiado genéricas, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 e (c) a reversão do julgado depende de reexame de provas, incabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. A parte agravante sustenta, em suma, que: (a) há repercussão geral no caso concreto; (b) inexiste qualquer deficiência no recurso extraordinário a ensejar a incidência da Súmula 284/STF; e (c) o caso não necessita de análise do conjunto fático-probatório dos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473956. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) :MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) :PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) :MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) :PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelo seguintes fundamentos: (a) deficiência na preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário, que não contém fundamentação nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o recurso extraordinário apóia-se em normas incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazerem disposições demasiado genéricas, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 e (c) a reversão do julgado depende de reexame de provas, incabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. A parte agravante sustenta, em suma, que: (a) há repercussão geral no caso concreto; (b) inexiste qualquer deficiência no recurso extraordinário a ensejar a incidência da Súmula 284/STF; e (c) o caso não necessita de análise do conjunto fático-probatório dos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473957. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 753309 AGR / RJ potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. Também merece ser mantida a aplicação das Súmulas 284 e 279 do STF, nos seguintes termos: 3. Adite-se que (a) o recurso apóia-se em normas incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazerem disposições demasiado genéricas, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do STF e (b) a reversão do julgado depende de reexame de provas, incabível no presente recurso (Súmula 279/STF). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473957. Supremo Tribunal Federal ARE 753309 AGR / RJ potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. Também merece ser mantida a aplicação das Súmulas 284 e 279 do STF, nos seguintes termos: 3. Adite-se que (a) o recurso apóia-se em normas incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazerem disposições demasiado genéricas, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do STF e (b) a reversão do julgado depende de reexame de provas, incabível no presente recurso (Súmula 279/STF). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) : MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) : PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) : MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) : PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519547 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) : MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) : PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) : MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) : PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519547 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4535344
2013-09-03T00:00:00
2013-09-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ARTS. 2º E 173, §1º, III, DA CONSTITUIÇÃO. PRINCÍPIOS DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO E DEVIDO PROCESSO LEGAL. DISPOSIÇÕES EXCESSIVAMENTE GENÉRICAS, INCAPAZES DE ABARCAR AS PECULIARIDADES DA CAUSA. SÚMULA 284 DO STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur242047
Número de páginas: 6. Análise: 25/09/2013, MAR.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
753309
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00173 PAR-00001 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 753309 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) : MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) : PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) : MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) : PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS
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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) :MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) :PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) :MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) :PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ARTS. 2... E 173, §1..., III, DA CONSTITUIÇÃO. PRINCÍPIOS DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO E DEVIDO PROCESSO LEGAL. DISPOSIÇÕES EXCESSIVAMENTE GENÉRICAS, INCAPAZES DE ABARCAR AS PECULIARIDADES DA CAUSA. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 3 de setembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473869. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 753309 AGR / RJ Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473869. Supremo Tribunal Federal ARE 753309 AGR / RJ Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) :MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) :PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) :MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) :PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelo seguintes fundamentos: (a) deficiência na preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário, que não contém fundamentação nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o recurso extraordinário apóia-se em normas incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazerem disposições demasiado genéricas, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 e (c) a reversão do julgado depende de reexame de provas, incabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em suma, que: (a) há repercussão geral no caso concreto; (b) inexiste qualquer deficiência no recurso extraordinário a ensejar a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal; e (c) o caso não necessita de análise do conjunto fático-probatório dos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473956. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) :MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) :PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) :MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) :PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelo seguintes fundamentos: (a) deficiência na preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário, que não contém fundamentação nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o recurso extraordinário apóia-se em normas incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazerem disposições demasiado genéricas, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 e (c) a reversão do julgado depende de reexame de provas, incabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em suma, que: (a) há repercussão geral no caso concreto; (b) inexiste qualquer deficiência no recurso extraordinário a ensejar a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal; e (c) o caso não necessita de análise do conjunto fático-probatório dos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473956. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473957. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 753309 AGR / RJ potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Também merece ser mantida a aplicação das Súmulas 284 e 279 do Supremo Tribunal Federal, nos seguintes termos: 3. Adite-se que (a) o recurso apóia-se em normas incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazerem disposições demasiado genéricas, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal e (b) a reversão do julgado depende de reexame de provas, incabível no presente recurso (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473957. Supremo Tribunal Federal ARE 753309 AGR / RJ potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Também merece ser mantida a aplicação das Súmulas 284 e 279 do Supremo Tribunal Federal, nos seguintes termos: 3. Adite-se que (a) o recurso apóia-se em normas incapazes de infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, por trazerem disposições demasiado genéricas, o que atrai a aplicação analógica da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal e (b) a reversão do julgado depende de reexame de provas, incabível no presente recurso (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4473957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) : MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) : PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) : MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) : PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519547 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 753.309 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEDAE ADV.(A/S) : MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA ADV.(A/S) : PATRÍCIA SHIMA AGDO.(A/S) : MARCELO CIRILO SANTOS ADV.(A/S) : PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519547 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 753 . 309", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 753 . 309", "AGRAVO 753 . 309", "ARE 753309 AGR / RJ", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "Súmulas 284", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 753309 AGR / RJ", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "Súmulas 284 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "CEDAE", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "CEDAE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "CEDAE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "CEDAE", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "CEDAE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA", "PATRÍCIA SHIMA", "MARCELO CIRILO SANTOS", "PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA", "PATRÍCIA SHIMA", "MARCELO CIRILO SANTOS", "PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA", "PATRÍCIA SHIMA", "MARCELO CIRILO SANTOS", "PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO NEUMANN MOREIRAS PESSOA", "PATRÍCIA SHIMA", "MARCELO CIRILO SANTOS", "PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO NEUMANN MOREIRAS", "PATRÍCIA SHIMA", "MARCELO CIRILO SANTOS", "PAULO RENATO GOMES DOS SANTOS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi . Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "09", "/", "2013", "3 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "03", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) :PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o segundo agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 3 de setembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517790. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517790. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517790. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) :PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 2756 a 2758, neguei provimento a agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – IMPROPRIEDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Reconsidero o ato de folhas 2.725 a 2.727. 2. Uma vez em jogo controvérsia sobre a adequação de recurso da competência de Tribunal diverso, a via do extraordinário só é aberta quando o acórdão proferido revela tese contrária a texto da Carta da República. Na espécie, em momento algum, foi adotado entendimento conflitante com a Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) :PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 2756 a 2758, neguei provimento a agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – IMPROPRIEDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Reconsidero o ato de folhas 2.725 a 2.727. 2. Uma vez em jogo controvérsia sobre a adequação de recurso da competência de Tribunal diverso, a via do extraordinário só é aberta quando o acórdão proferido revela tese contrária a texto da Carta da República. Na espécie, em momento algum, foi adotado entendimento conflitante com a Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE contrária ao que defendido. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. No caso, o pronunciamento atacado está fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. No mais, no Recurso Extraordinário nº 598.365/MG, da relatoria do ministro Ayres Britto, o denominado Plenário Virtual, assentando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo ao cabimento de recursos da competência dos demais tribunais. De resto, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente na origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão atacado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso dos autos, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão recorrido, buscando- se, em última análise, conduzir este Tribunal ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE contrária ao que defendido. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. No caso, o pronunciamento atacado está fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. No mais, no Recurso Extraordinário nº 598.365/MG, da relatoria do ministro Ayres Britto, o denominado Plenário Virtual, assentando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo ao cabimento de recursos da competência dos demais tribunais. De resto, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente na origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão atacado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso dos autos, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão recorrido, buscando- se, em última análise, conduzir este Tribunal ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 2786 a 2808, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do tema de fundo, sustentando a existência de ofensa direta aos artigos 5º, cabeça e incisos XXXVIII, LIV, LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Afirma desnecessário o reexame do conjunto fático-probatório e estar demonstrada a repercussão geral da matéria. O Ministério Público do Estado do Ceará, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta (certidão de folha 2815). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 2786 a 2808, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do tema de fundo, sustentando a existência de ofensa direta aos artigos 5º, cabeça e incisos XXXVIII, LIV, LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Afirma desnecessário o reexame do conjunto fático-probatório e estar demonstrada a repercussão geral da matéria. O Ministério Público do Estado do Ceará, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta (certidão de folha 2815). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou, em síntese (folhas 2513 e 2514): RECURSO ESPECIAL. CRIME DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PEDIDO DE DESAFORAMENTO POR DÚVIDA QUANTO À IMPARCIALIDADE DOS JURADOS. VERBETE SUMULAR N.° 7 DESTA CORTE. AUSÊNCLA DO COTEJO ANALÍTICO. QUESITAÇÃO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. NECESSIDADE DE ARGUIÇÃO EM PLENÁRIO. PRECLUSÃO. TESES DE DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E DE ARREPENDIMENTO EFICAZ. SÚMULA N.° 7 DO STJ. PEDIDO PARA EXCLUSÃO DAS QUALIFICADORAS. FALTA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO INFRACONSTITUCIONAL SUPOSTAMENTE VIOLADO. SÚMULA N.° 284 DO STF. CRIME TENTADO. QUANTUM DE DIMINUIÇÃO. PROXIMIDADE DA CONSUMAÇÃO. CRITÉRIO OBJETIVO. FIXAÇÃO DA PENA- BASE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. RECONHECIMENTO, DE OFÍCIO, DA OMISSÃO. 1. O pedido de desaforamento, fundamentado na dúvida acerca da imparcialidade do Júri, sob o argumento de que houve comprovado abuso do poder econômico por parte dos familiares da vítima, não deve ser conhecido, tendo em vista que a sua análise implicaria o vedado reexame de provas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou, em síntese (folhas 2513 e 2514): RECURSO ESPECIAL. CRIME DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PEDIDO DE DESAFORAMENTO POR DÚVIDA QUANTO À IMPARCIALIDADE DOS JURADOS. VERBETE SUMULAR N.° 7 DESTA CORTE. AUSÊNCLA DO COTEJO ANALÍTICO. QUESITAÇÃO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. NECESSIDADE DE ARGUIÇÃO EM PLENÁRIO. PRECLUSÃO. TESES DE DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E DE ARREPENDIMENTO EFICAZ. SÚMULA N.° 7 DO STJ. PEDIDO PARA EXCLUSÃO DAS QUALIFICADORAS. FALTA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO INFRACONSTITUCIONAL SUPOSTAMENTE VIOLADO. SÚMULA N.° 284 DO STF. CRIME TENTADO. QUANTUM DE DIMINUIÇÃO. PROXIMIDADE DA CONSUMAÇÃO. CRITÉRIO OBJETIVO. FIXAÇÃO DA PENA- BASE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. RECONHECIMENTO, DE OFÍCIO, DA OMISSÃO. 1. O pedido de desaforamento, fundamentado na dúvida acerca da imparcialidade do Júri, sob o argumento de que houve comprovado abuso do poder econômico por parte dos familiares da vítima, não deve ser conhecido, tendo em vista que a sua análise implicaria o vedado reexame de provas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE Incidência da Súmula n.° 7 do Superior Tribunal de Justiça. Precedente. 2. Da mesma forma, esbarra no óbice dessa Súmula a tese de que restaram comprovadas as hipóteses de desistência voluntária e de arrependimento eficaz e que, por consequência, deveria ser desclassificado o crime de tentativa de homicídio para o crime de lesões corporais. 3. A demonstração do dissídio jurisprudencial não se contenta com meras transcrições de ementas, sendo absolutamente indispensável o cotejo analítico de sorte a demonstrar a devida similitude fática entre os julgados, não verificada na espécie. 4. O acolhimento da tese relativa à tentativa de homicídio prejudica a análise da suposta desistência voluntária. Ademais, a impugnação à formulação dos quesitos deve ocorrer no julgamento em Plenário, sob pena de preclusão, nos termos do art. 571, inciso VIII, do Código de Processo Penal, ressalvadas as nulidades absolutas, não configuradas na hipótese. Precedentes. 5. A tese de que a ausência de exclusão das qualificadoras pelo Júri revela-se manifestamente contrária à prova dos autos também não deve ser conhecida. Com relação a esse pedido, há deficiência de fundamentação do recurso especial e falta de indicação do dispositivo infraconstitucional supostamente violado, o que impõe a aplicação do verbete sumular nº 284 do Supremo Tribunal Federal. 6. A arguição de que a pena-base foi majorada sem a devida fundamentação carece do indispensável requisito do prequestionamento. No entanto, verifica-se patente ilegalidade, a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício, na medida em que a reprimenda foi elevada sem motivação suficiente e não houve apreciação, pelo Tribunal a quo, da insurgênçia do Réu, formulada nas razões da apelação e dos embargos de declaração, quanto à fundamentação da primeira fase de dosimetria da pena. 7. As instâncias ordinárias entenderam que o ora Paciente percorreu todo o iter criminis, só não se consumando o delito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE Incidência da Súmula n.° 7 do Superior Tribunal de Justiça. Precedente. 2. Da mesma forma, esbarra no óbice dessa Súmula a tese de que restaram comprovadas as hipóteses de desistência voluntária e de arrependimento eficaz e que, por consequência, deveria ser desclassificado o crime de tentativa de homicídio para o crime de lesões corporais. 3. A demonstração do dissídio jurisprudencial não se contenta com meras transcrições de ementas, sendo absolutamente indispensável o cotejo analítico de sorte a demonstrar a devida similitude fática entre os julgados, não verificada na espécie. 4. O acolhimento da tese relativa à tentativa de homicídio prejudica a análise da suposta desistência voluntária. Ademais, a impugnação à formulação dos quesitos deve ocorrer no julgamento em Plenário, sob pena de preclusão, nos termos do art. 571, inciso VIII, do Código de Processo Penal, ressalvadas as nulidades absolutas, não configuradas na hipótese. Precedentes. 5. A tese de que a ausência de exclusão das qualificadoras pelo Júri revela-se manifestamente contrária à prova dos autos também não deve ser conhecida. Com relação a esse pedido, há deficiência de fundamentação do recurso especial e falta de indicação do dispositivo infraconstitucional supostamente violado, o que impõe a aplicação do verbete sumular nº 284 do Supremo Tribunal Federal. 6. A arguição de que a pena-base foi majorada sem a devida fundamentação carece do indispensável requisito do prequestionamento. No entanto, verifica-se patente ilegalidade, a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício, na medida em que a reprimenda foi elevada sem motivação suficiente e não houve apreciação, pelo Tribunal a quo, da insurgênçia do Réu, formulada nas razões da apelação e dos embargos de declaração, quanto à fundamentação da primeira fase de dosimetria da pena. 7. As instâncias ordinárias entenderam que o ora Paciente percorreu todo o iter criminis, só não se consumando o delito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE por circunstâncias alheias à sua vontade. Nesse contexto, de acordo com o critério objetivo sufragado nesta Corte Superior de Justiça, irretocável a diminuição pela tentativa imposta. 8. Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido. Habeas corpus concedido, de ofício, para reconhecer a omissão no acórdão recorrido quanto à análise fundamentada das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE por circunstâncias alheias à sua vontade. Nesse contexto, de acordo com o critério objetivo sufragado nesta Corte Superior de Justiça, irretocável a diminuição pela tentativa imposta. 8. Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido. Habeas corpus concedido, de ofício, para reconhecer a omissão no acórdão recorrido quanto à análise fundamentada das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) : PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526287 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) : PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4542810
2013-09-03T00:00:00
2013-09-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente.
sjur242161
Número de páginas: 9. Análise: 25/09/2013, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
655011
[ "LEG-FED SUMSTJ-000007 \n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 655011 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) : PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) :PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o segundo agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 3 de setembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517790. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517790. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517790. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) :PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 2756 a 2758, neguei provimento a agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – IMPROPRIEDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Reconsidero o ato de folhas 2.725 a 2.727. 2. Uma vez em jogo controvérsia sobre a adequação de recurso da competência de Tribunal diverso, a via do extraordinário só é aberta quando o acórdão proferido revela tese contrária a texto da Carta da República. Na espécie, em momento algum, foi adotado entendimento conflitante com a Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) :PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 2756 a 2758, neguei provimento a agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – IMPROPRIEDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Reconsidero o ato de folhas 2.725 a 2.727. 2. Uma vez em jogo controvérsia sobre a adequação de recurso da competência de Tribunal diverso, a via do extraordinário só é aberta quando o acórdão proferido revela tese contrária a texto da Carta da República. Na espécie, em momento algum, foi adotado entendimento conflitante com a Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE contrária ao que defendido. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. No caso, o pronunciamento atacado está fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. No mais, no Recurso Extraordinário n 598.365/MG, da relatoria do ministro Ayres Britto, o denominado Plenário Virtual, assentando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo ao cabimento de recursos da competência dos demais tribunais. De resto, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente na origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão atacado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso dos autos, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão recorrido, buscando- se, em última análise, conduzir este Tribunal ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE contrária ao que defendido. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. No caso, o pronunciamento atacado está fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. No mais, no Recurso Extraordinário n 598.365/MG, da relatoria do ministro Ayres Britto, o denominado Plenário Virtual, assentando a natureza infraconstitucional da matéria, concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo ao cabimento de recursos da competência dos demais tribunais. De resto, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente na origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão atacado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso dos autos, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão recorrido, buscando- se, em última análise, conduzir este Tribunal ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 2786 a 2808, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do tema de fundo, sustentando a existência de ofensa direta aos artigos 5..., cabeça e incisos XXXVIII, LIV, LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Afirma desnecessário o reexame do conjunto fático-probatório e estar demonstrada a repercussão geral da matéria. O Ministério Público do Estado do Ceará, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta (certidão de folha 2815). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 2786 a 2808, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do tema de fundo, sustentando a existência de ofensa direta aos artigos 5..., cabeça e incisos XXXVIII, LIV, LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Afirma desnecessário o reexame do conjunto fático-probatório e estar demonstrada a repercussão geral da matéria. O Ministério Público do Estado do Ceará, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta (certidão de folha 2815). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou, em síntese (folhas 2513 e 2514): RECURSO ESPECIAL. CRIME DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PEDIDO DE DESAFORAMENTO POR DÚVIDA QUANTO À IMPARCIALIDADE DOS JURADOS. VERBETE SUMULAR N. 7 DESTA CORTE. AUSÊNCLA DO COTEJO ANALÍTICO. QUESITAÇÃO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. NECESSIDADE DE ARGUIÇÃO EM PLENÁRIO. PRECLUSÃO. TESES DE DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E DE ARREPENDIMENTO EFICAZ. SÚMULA N. 7 DO Superior Tribunal de Justiça. PEDIDO PARA EXCLUSÃO DAS QUALIFICADORAS. FALTA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO INFRACONSTITUCIONAL SUPOSTAMENTE VIOLADO. SÚMULA N. 284 DO Supremo Tribunal Federal. CRIME TENTADO. QUANTUM DE DIMINUIÇÃO. PROXIMIDADE DA CONSUMAÇÃO. CRITÉRIO OBJETIVO. FIXAÇÃO DA PENA- BASE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. RECONHECIMENTO, DE OFÍCIO, DA OMISSÃO. 1. O pedido de desaforamento, fundamentado na dúvida acerca da imparcialidade do Júri, sob o argumento de que houve comprovado abuso do poder econômico por parte dos familiares da vítima, não deve ser conhecido, tendo em vista que a sua análise implicaria o vedado reexame de provas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou, em síntese (folhas 2513 e 2514): RECURSO ESPECIAL. CRIME DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PEDIDO DE DESAFORAMENTO POR DÚVIDA QUANTO À IMPARCIALIDADE DOS JURADOS. VERBETE SUMULAR N. 7 DESTA CORTE. AUSÊNCLA DO COTEJO ANALÍTICO. QUESITAÇÃO. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. NECESSIDADE DE ARGUIÇÃO EM PLENÁRIO. PRECLUSÃO. TESES DE DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E DE ARREPENDIMENTO EFICAZ. SÚMULA N. 7 DO Superior Tribunal de Justiça. PEDIDO PARA EXCLUSÃO DAS QUALIFICADORAS. FALTA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO INFRACONSTITUCIONAL SUPOSTAMENTE VIOLADO. SÚMULA N. 284 DO Supremo Tribunal Federal. CRIME TENTADO. QUANTUM DE DIMINUIÇÃO. PROXIMIDADE DA CONSUMAÇÃO. CRITÉRIO OBJETIVO. FIXAÇÃO DA PENA- BASE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. RECONHECIMENTO, DE OFÍCIO, DA OMISSÃO. 1. O pedido de desaforamento, fundamentado na dúvida acerca da imparcialidade do Júri, sob o argumento de que houve comprovado abuso do poder econômico por parte dos familiares da vítima, não deve ser conhecido, tendo em vista que a sua análise implicaria o vedado reexame de provas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE Incidência da Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça. Precedente. 2. Da mesma forma, esbarra no óbice dessa Súmula a tese de que restaram comprovadas as hipóteses de desistência voluntária e de arrependimento eficaz e que, por consequência, deveria ser desclassificado o crime de tentativa de homicídio para o crime de lesões corporais. 3. A demonstração do dissídio jurisprudencial não se contenta com meras transcrições de ementas, sendo absolutamente indispensável o cotejo analítico de sorte a demonstrar a devida similitude fática entre os julgados, não verificada na espécie. 4. O acolhimento da tese relativa à tentativa de homicídio prejudica a análise da suposta desistência voluntária. Ademais, a impugnação à formulação dos quesitos deve ocorrer no julgamento em Plenário, sob pena de preclusão, nos termos do art. 571, inciso VIII, do Código de Processo Penal, ressalvadas as nulidades absolutas, não configuradas na hipótese. Precedentes. 5. A tese de que a ausência de exclusão das qualificadoras pelo Júri revela-se manifestamente contrária à prova dos autos também não deve ser conhecida. Com relação a esse pedido, há deficiência de fundamentação do recurso especial e falta de indicação do dispositivo infraconstitucional supostamente violado, o que impõe a aplicação do verbete sumular n 284 do Supremo Tribunal Federal. 6. A arguição de que a pena-base foi majorada sem a devida fundamentação carece do indispensável requisito do prequestionamento. No entanto, verifica-se patente ilegalidade, a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício, na medida em que a reprimenda foi elevada sem motivação suficiente e não houve apreciação, pelo Tribunal a quo, da insurgênçia do Réu, formulada nas razões da apelação e dos embargos de declaração, quanto à fundamentação da primeira fase de dosimetria da pena. 7. As instâncias ordinárias entenderam que o ora Paciente percorreu todo o iter criminis, só não se consumando o delito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE Incidência da Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça. Precedente. 2. Da mesma forma, esbarra no óbice dessa Súmula a tese de que restaram comprovadas as hipóteses de desistência voluntária e de arrependimento eficaz e que, por consequência, deveria ser desclassificado o crime de tentativa de homicídio para o crime de lesões corporais. 3. A demonstração do dissídio jurisprudencial não se contenta com meras transcrições de ementas, sendo absolutamente indispensável o cotejo analítico de sorte a demonstrar a devida similitude fática entre os julgados, não verificada na espécie. 4. O acolhimento da tese relativa à tentativa de homicídio prejudica a análise da suposta desistência voluntária. Ademais, a impugnação à formulação dos quesitos deve ocorrer no julgamento em Plenário, sob pena de preclusão, nos termos do art. 571, inciso VIII, do Código de Processo Penal, ressalvadas as nulidades absolutas, não configuradas na hipótese. Precedentes. 5. A tese de que a ausência de exclusão das qualificadoras pelo Júri revela-se manifestamente contrária à prova dos autos também não deve ser conhecida. Com relação a esse pedido, há deficiência de fundamentação do recurso especial e falta de indicação do dispositivo infraconstitucional supostamente violado, o que impõe a aplicação do verbete sumular n 284 do Supremo Tribunal Federal. 6. A arguição de que a pena-base foi majorada sem a devida fundamentação carece do indispensável requisito do prequestionamento. No entanto, verifica-se patente ilegalidade, a ensejar a concessão de habeas corpus de ofício, na medida em que a reprimenda foi elevada sem motivação suficiente e não houve apreciação, pelo Tribunal a quo, da insurgênçia do Réu, formulada nas razões da apelação e dos embargos de declaração, quanto à fundamentação da primeira fase de dosimetria da pena. 7. As instâncias ordinárias entenderam que o ora Paciente percorreu todo o iter criminis, só não se consumando o delito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE por circunstâncias alheias à sua vontade. Nesse contexto, de acordo com o critério objetivo sufragado nesta Corte Superior de Justiça, irretocável a diminuição pela tentativa imposta. 8. Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido. Habeas corpus concedido, de ofício, para reconhecer a omissão no acórdão recorrido quanto à análise fundamentada das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Supremo Tribunal Federal ARE 655011 AGR-SEGUNDO / CE por circunstâncias alheias à sua vontade. Nesse contexto, de acordo com o critério objetivo sufragado nesta Corte Superior de Justiça, irretocável a diminuição pela tentativa imposta. 8. Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido. Habeas corpus concedido, de ofício, para reconhecer a omissão no acórdão recorrido quanto à análise fundamentada das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) : PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526287 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.011 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARCELO FONTENELE MAIA ADV.(A/S) : PAULO NAPOLEÃO GONÇALVES QUEZADO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655 . 011", "ARE 655011 AGR - SEGUNDO / CE", "ARE 655011 AGR - SEGUNDO / CE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655 . 011", "ARE 655011 AGR", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE 655011 AGR", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal", "ARE 655011 AGR - SEGUNDO / CE", "ARE 655011 AGR - SEGUNDO / CE", "VERBETE SUMULAR N . 7 DESTA", "SÚMULA N . 7 DO Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA N . 284 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 7 DO Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA N . 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 7 do Superior Tribunal de Justiça", "verbete sumular n 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 655011 AGR", "Súmula n . 7 do Superior Tribunal de Justiça", "verbete sumular n 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 655011 AGR - SEGUNDO / CE", "ARE 655011 AGR - SEGUNDO / CE" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) :NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF. ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. ROUBO QUALIFICADO. PERICULOSIDADE DO AGENTE, EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. FUNDADA PROBABILIDADE DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PARA A GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE, BONS ANTECEDENTES, RESIDÊNCIA FIXA E PROFISSÃO LÍCITA: CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS QUE, POR SI SÓS, NÃO OBSTAM A DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. “O modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29.05.13). No mesmo sentido: HC 115.877, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 05.06.13; HC 115.125, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 06.06.13; HC 116.151, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.06.13; HC 115.965-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29.05.13; HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13. 2. In casu, o paciente foi denunciado como incurso nas sanções do artigo 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal (roubo qualificado) por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 117440 / SP ter sido preso em flagrante ao subtrair, em concurso de pessoas e mediante violência e restrição à liberdade da vítima, um veículo automotor. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, para a garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi empregado, e da fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. 3. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem, porquanto inaplicável o princípio da insignificância na hipótese sub examine. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP ter sido preso em flagrante ao subtrair, em concurso de pessoas e mediante violência e restrição à liberdade da vítima, um veículo automotor. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, para a garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi empregado, e da fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. 3. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem, porquanto inaplicável o princípio da insignificância na hipótese sub examine. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Ementa e Acórdão HC 117440 / SP Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 03 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 03 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) :NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa, verbis: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO. ROUBO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. PRECEDENTE. 1. Buscando dar efetividade às normas previstas no artigo 102, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, e aos artigos 30 a 32, ambos da Lei nº 8.038/90, a mais recente jurisprudência do Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir o manejo do habeas corpus em substituição a recursos ordinários (apelação, agravo em execução, recurso especial), tampouco como sucedâneo de revisão criminal. 2. O Superior Tribunal de Justiça, alinhando-se à nova jurisprudência da Colenda Corte, passou também a restringir as hipóteses de cabimento do habeas corpus, não admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em substituição do recurso cabível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) :NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa, verbis: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO. ROUBO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. PRECEDENTE. 1. Buscando dar efetividade às normas previstas no artigo 102, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, e aos artigos 30 a 32, ambos da Lei nº 8.038/90, a mais recente jurisprudência do Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir o manejo do habeas corpus em substituição a recursos ordinários (apelação, agravo em execução, recurso especial), tampouco como sucedâneo de revisão criminal. 2. O Superior Tribunal de Justiça, alinhando-se à nova jurisprudência da Colenda Corte, passou também a restringir as hipóteses de cabimento do habeas corpus, não admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em substituição do recurso cabível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório HC 117440 / SP 3. A necessidade da segregação cautelar encontra-se fundamentada na garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do paciente, caracterizada pelo modus operandi, vez que, em concurso com mais duas pessoas, munidas de arma de fogo, subtraiu um caminhão e a carga, tendo o motorista sofrido restrição de liberdade e grave ameaça. 4. O Superior Tribunal de Justiça, em orientação uníssona, entende que persistindo os requisitos autorizadores da segregação cautelar (art. 312 CPP), despiciendo o paciente possuir condições pessoais favoráveis. 5. Habeas corpus não conhecido, por ser substitutivo do recurso cabível.” Colhe-se dos autos que o paciente – preso em flagrante delito no dia 14.12.12 ao subtrair, em concurso de pessoas, mediante violência e restrição à liberdade da vítima, um veículo automotor – foi denunciado como incurso nas sanções do artigo 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal (roubo qualificado). Convertida a prisão em flagrante em prisão preventiva, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, sustentando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar. Ambos os writs foram indeferidos. Nesta impetração, reitera a tese de ausência de fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar, destacando que o paciente é primário, possui bons antecedentes, trabalho lícito e residência fixa. Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a prisão preventiva do paciente. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP 3. A necessidade da segregação cautelar encontra-se fundamentada na garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do paciente, caracterizada pelo modus operandi, vez que, em concurso com mais duas pessoas, munidas de arma de fogo, subtraiu um caminhão e a carga, tendo o motorista sofrido restrição de liberdade e grave ameaça. 4. O Superior Tribunal de Justiça, em orientação uníssona, entende que persistindo os requisitos autorizadores da segregação cautelar (art. 312 CPP), despiciendo o paciente possuir condições pessoais favoráveis. 5. Habeas corpus não conhecido, por ser substitutivo do recurso cabível.” Colhe-se dos autos que o paciente – preso em flagrante delito no dia 14.12.12 ao subtrair, em concurso de pessoas, mediante violência e restrição à liberdade da vítima, um veículo automotor – foi denunciado como incurso nas sanções do artigo 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal (roubo qualificado). Convertida a prisão em flagrante em prisão preventiva, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, sustentando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar. Ambos os writs foram indeferidos. Nesta impetração, reitera a tese de ausência de fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar, destacando que o paciente é primário, possui bons antecedentes, trabalho lícito e residência fixa. Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a prisão preventiva do paciente. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório HC 117440 / SP A medida liminar foi indeferida, verbis: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO – ART. 157, § 2º, INCISOS I, II E V, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE. INSTRUÇÃO DEFICIENTE DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO IMPUGNADO. PEÇAS ILEGÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE COTEJO COM AS RAZÕES DA IMPETRAÇÃO. Liminar indeferida.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem, verbis: “HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. INADMISSIBILIDADE DE MANDAMUS SUCEDÂNEO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. VIA PROCESSUAL INADEQUADA. PRECEDENTES DA 1ª TURMA DO STF. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. ROUBO TRIPLAMENTE MAJORADO. PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO CONVERTIDA EM PRISÃO CAUTELAR. ELEVADA PERICULOSIDADE SOCIAL DO AGENTE, REVELADA NO MODUS OPERANDI DO CRIME. SATISFAÇÃO DOS REQUISITOS DO ART. 312, CPP. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pela denegação da ordem.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP A medida liminar foi indeferida, verbis: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO – ART. 157, § 2º, INCISOS I, II E V, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE. INSTRUÇÃO DEFICIENTE DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO IMPUGNADO. PEÇAS ILEGÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE COTEJO COM AS RAZÕES DA IMPETRAÇÃO. Liminar indeferida.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem, verbis: “HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. INADMISSIBILIDADE DE MANDAMUS SUCEDÂNEO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. VIA PROCESSUAL INADEQUADA. PRECEDENTES DA 1ª TURMA DO STF. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. ROUBO TRIPLAMENTE MAJORADO. PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO CONVERTIDA EM PRISÃO CAUTELAR. ELEVADA PERICULOSIDADE SOCIAL DO AGENTE, REVELADA NO MODUS OPERANDI DO CRIME. SATISFAÇÃO DOS REQUISITOS DO ART. 312, CPP. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pela denegação da ordem.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudo nulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudo nulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Não há, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão da ordem, ex officio. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “o modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29.05.13). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “EMENTA HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. LATROCÍNIO TENTADO. QUADRILHA ARMADA. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Não há, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão da ordem, ex officio. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “o modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29.05.13). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “EMENTA HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. LATROCÍNIO TENTADO. QUADRILHA ARMADA. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Havendo condenação criminal, ainda que submetida à apelação, encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, precedido por amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, vale dizer, de um juízo efetuado, com base em cognição exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica por meio de recursos, a situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade e o risco de reiteração delitiva está justificada decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, como na hipótese. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. Prejudicado o agravo regimental manejado contra o indeferimento da liminar” - Sem grifos no original. (HC 115.877, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 05.06.13) “Habeas corpus. Direito Processual Penal. 2. Receptação qualificada de cargas roubadas, quadrilha armada e posse ilegal de munição de fogo de uso restrito. 3. Prisão preventiva. Necessidade de garantia da ordem pública. 4. Gravidade demonstrada pelo modus operandi. Periculosidade concreta. Fundamentação idônea que recomenda a medida constritiva. 5. Condições pessoais favoráveis e apresentação espontânea. Irrelevância. 6. Ausência de constrangimento ilegal. 7. Ordem denegada” - Sem grifos no original. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Havendo condenação criminal, ainda que submetida à apelação, encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, precedido por amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, vale dizer, de um juízo efetuado, com base em cognição exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica por meio de recursos, a situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade e o risco de reiteração delitiva está justificada decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, como na hipótese. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. Prejudicado o agravo regimental manejado contra o indeferimento da liminar” - Sem grifos no original. (HC 115.877, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 05.06.13) “Habeas corpus. Direito Processual Penal. 2. Receptação qualificada de cargas roubadas, quadrilha armada e posse ilegal de munição de fogo de uso restrito. 3. Prisão preventiva. Necessidade de garantia da ordem pública. 4. Gravidade demonstrada pelo modus operandi. Periculosidade concreta. Fundamentação idônea que recomenda a medida constritiva. 5. Condições pessoais favoráveis e apresentação espontânea. Irrelevância. 6. Ausência de constrangimento ilegal. 7. Ordem denegada” - Sem grifos no original. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP (HC 115.125, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 06.06.13) “Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PACIENTE PROCESSADO E, POSTERIORMENTE, CONDENADO PELA PRÁTICA DE CRIMES LIGADOS À EXPLORAÇÃO DE CAÇA-NÍQUEIS (COM IMPORTAÇÃO E ADULTERAÇÃO DE PEÇAS), FORMAÇÃO DE QUADRILHA E LAVAGEM DE DINHEIRO. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar foi decretada para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal – ante a gravidade dos fatos narrados na denúncia, a demonstrar a periculosidade do paciente – e, ainda, pela circunstância de ser um dos comandantes do esquema criminoso. Daí a necessidade da prisão como forma de fazer cessar a reiteração da prática delitiva e evitar que o réu fuja do distrito da culpa. II – Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública e constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva. III – Este Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. IV – Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC 116.151, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.06.13) “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/STF. SUPERVENIÊNCIA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP (HC 115.125, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 06.06.13) “Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PACIENTE PROCESSADO E, POSTERIORMENTE, CONDENADO PELA PRÁTICA DE CRIMES LIGADOS À EXPLORAÇÃO DE CAÇA-NÍQUEIS (COM IMPORTAÇÃO E ADULTERAÇÃO DE PEÇAS), FORMAÇÃO DE QUADRILHA E LAVAGEM DE DINHEIRO. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar foi decretada para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal – ante a gravidade dos fatos narrados na denúncia, a demonstrar a periculosidade do paciente – e, ainda, pela circunstância de ser um dos comandantes do esquema criminoso. Daí a necessidade da prisão como forma de fazer cessar a reiteração da prática delitiva e evitar que o réu fuja do distrito da culpa. II – Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública e constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva. III – Este Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. IV – Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC 116.151, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.06.13) “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/STF. SUPERVENIÊNCIA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP SENTENÇA CONDENATÓRIA. PERDA DE OBJETO. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia. A superveniência de sentença de pronúncia ou condenatória em que mantida a prisão cautelar, anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. Havendo risco à aplicação da lei penal, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria como na hipótese. Não se trata de prisão mantida com base na gravidade abstrata do crime, mas fundada nas circunstâncias concretas dos crimes, a evidenciarem, pelo modus operandi, o risco à reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública, fundamento suficiente para a decretação da preventiva, conforme art. 312 do Código de Processo Penal. Agravo regimental não provido” - Sem grifos no original. (HC 115.965-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29.05.13) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO, QUADRILHA E PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. PERICULOSIDADE DO AGENTE, AMEAÇA A TESTEMUNHA E RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA: IDONEIDADE DE FUNDAMENTOS RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA: IMPLAUSIBILIDADE JURÍDICA. ORDEM DENEGADA. 1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP SENTENÇA CONDENATÓRIA. PERDA DE OBJETO. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia. A superveniência de sentença de pronúncia ou condenatória em que mantida a prisão cautelar, anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. Havendo risco à aplicação da lei penal, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria como na hipótese. Não se trata de prisão mantida com base na gravidade abstrata do crime, mas fundada nas circunstâncias concretas dos crimes, a evidenciarem, pelo modus operandi, o risco à reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública, fundamento suficiente para a decretação da preventiva, conforme art. 312 do Código de Processo Penal. Agravo regimental não provido” - Sem grifos no original. (HC 115.965-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29.05.13) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO, QUADRILHA E PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. PERICULOSIDADE DO AGENTE, AMEAÇA A TESTEMUNHA E RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA: IDONEIDADE DE FUNDAMENTOS RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA: IMPLAUSIBILIDADE JURÍDICA. ORDEM DENEGADA. 1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 2. A garantia da ordem pública visa evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos. Precedentes. 3. Ordem denegada” - Sem grifos no original. (HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13) In casu, a prisão preventiva do paciente foi decretada para a garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi, e da fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. Transcrevo o seguinte trecho da decisão proferida pelo Juiz da 4º Circunscrição Judiciária de Osasco/SP que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva: “O flagrante encontra-se formalmente em ordem, razão pela qual inexiste hipótese para relaxamento da prisão. Outrossim, sem prejuízo do entendimento que venha a ser adotado pelo juiz natural da causa, vislumbro, ao menos neste momento, a presença dos requisitos da prisão preventiva. Com efeito, os documentos constantes e o teor dos depoimentos indicam a existência de prova da materialidade e de indícios suficientes de autoria. Dentre as cautelares atualmente previstas (art. 319 do CPP), as contidas nos incisos VI e VII são inaplicáveis na espécie. As medidas elencadas nos incisos I, II, III, IV, V, VIII e IX, por sua vez, não se mostram suficientes para manter a sociedade acautelada no caso concreto, não apenas em razão das dificuldades existentes para a sua fiscalização, mas principalmente porque a prisão, na espécie, se faz necessária para a garantia da ordem pública (CPP, art. 312), tendo em vista tratar-se de crime praticado mediante violência ou grave ameaça contra a pessoa, revelando expressiva gravidade e traduzindo periculosidade concreta do acusado. (…) Observo, por fim, que inexiste qualquer comprovação de que o indiciado possua residência fixa, o que nesse momento 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 2. A garantia da ordem pública visa evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos. Precedentes. 3. Ordem denegada” - Sem grifos no original. (HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13) In casu, a prisão preventiva do paciente foi decretada para a garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi, e da fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. Transcrevo o seguinte trecho da decisão proferida pelo Juiz da 4º Circunscrição Judiciária de Osasco/SP que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva: “O flagrante encontra-se formalmente em ordem, razão pela qual inexiste hipótese para relaxamento da prisão. Outrossim, sem prejuízo do entendimento que venha a ser adotado pelo juiz natural da causa, vislumbro, ao menos neste momento, a presença dos requisitos da prisão preventiva. Com efeito, os documentos constantes e o teor dos depoimentos indicam a existência de prova da materialidade e de indícios suficientes de autoria. Dentre as cautelares atualmente previstas (art. 319 do CPP), as contidas nos incisos VI e VII são inaplicáveis na espécie. As medidas elencadas nos incisos I, II, III, IV, V, VIII e IX, por sua vez, não se mostram suficientes para manter a sociedade acautelada no caso concreto, não apenas em razão das dificuldades existentes para a sua fiscalização, mas principalmente porque a prisão, na espécie, se faz necessária para a garantia da ordem pública (CPP, art. 312), tendo em vista tratar-se de crime praticado mediante violência ou grave ameaça contra a pessoa, revelando expressiva gravidade e traduzindo periculosidade concreta do acusado. (…) Observo, por fim, que inexiste qualquer comprovação de que o indiciado possua residência fixa, o que nesse momento 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP leva a crer que a custódia também se faz necessária para permitir a instrução criminal e a futura aplicação da lei penal caso venha a ser condenado. Assim, cuidando-se de crime doloso cuja pena privativa de liberdade máxima abstratamente cominada é superior a 4 anos e considerando que em matéria de prisão processual vigoram os princípios pro societate e da vedação à proteção insuficiente, verifica-se que a prisão cautelar permanece necessária, sendo possível constatar, portanto, a existência concomitante de um dos fundamentos, um dos requisitos e um dos critérios, estes aplicáveis a todas as cautelares (prisão e outras), previstos, respectivamente, nos artigos 312, 313 e 282, todos do Código de Processo Penal, com redações conferidas pela Lei nº 12.403/2011. Presentes, portanto os requisitos legais, converto em prisão preventiva a prisão em flagrante de EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA.” O Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o writ lá impetrado, manteve a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos, ressaltando a gravidade do modus operandi empregado na prática criminosa, consoante verifica-se no seguinte trecho do voto condutor do julgado, verbis: “(...) Extrai-se dos autos que o paciente responde pela prática de roubo circunstanciado, vez que, em concurso com mais duas pessoas não identificadas, munidas de arma de fogo, subtraiu um caminhão e a carga, tendo o motorista sofrido restrição de liberdade e grave ameaça. Consignou o acórdão, à vista do decreto preventivo, que a custódia cautelar do paciente encontra-se fundamentada na garantia da ordem publica, decorrente da sua periculosidade, ante a gravidade diferenciada do delito, visto que foi surpreendido dirigindo o caminhão fruto do roubo, e na oportunidade se constatou que ele mantinha contato permanente com os outros dois delinquentes, que ao 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP leva a crer que a custódia também se faz necessária para permitir a instrução criminal e a futura aplicação da lei penal caso venha a ser condenado. Assim, cuidando-se de crime doloso cuja pena privativa de liberdade máxima abstratamente cominada é superior a 4 anos e considerando que em matéria de prisão processual vigoram os princípios pro societate e da vedação à proteção insuficiente, verifica-se que a prisão cautelar permanece necessária, sendo possível constatar, portanto, a existência concomitante de um dos fundamentos, um dos requisitos e um dos critérios, estes aplicáveis a todas as cautelares (prisão e outras), previstos, respectivamente, nos artigos 312, 313 e 282, todos do Código de Processo Penal, com redações conferidas pela Lei nº 12.403/2011. Presentes, portanto os requisitos legais, converto em prisão preventiva a prisão em flagrante de EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA.” O Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o writ lá impetrado, manteve a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos, ressaltando a gravidade do modus operandi empregado na prática criminosa, consoante verifica-se no seguinte trecho do voto condutor do julgado, verbis: “(...) Extrai-se dos autos que o paciente responde pela prática de roubo circunstanciado, vez que, em concurso com mais duas pessoas não identificadas, munidas de arma de fogo, subtraiu um caminhão e a carga, tendo o motorista sofrido restrição de liberdade e grave ameaça. Consignou o acórdão, à vista do decreto preventivo, que a custódia cautelar do paciente encontra-se fundamentada na garantia da ordem publica, decorrente da sua periculosidade, ante a gravidade diferenciada do delito, visto que foi surpreendido dirigindo o caminhão fruto do roubo, e na oportunidade se constatou que ele mantinha contato permanente com os outros dois delinquentes, que ao 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP perceberem a sua prisão, liberaram a vítima (fls. 28/29-STJ). Desta forma, verifico que o acórdão hostilizado se firmou no mesmo sentido da orientação do Superior Tribunal de Justiça. (…).” Por fim, observa-se que “a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). Ex positis, julgo extinto o presente habeas corpus por inadequação da via eleita. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP perceberem a sua prisão, liberaram a vítima (fls. 28/29-STJ). Desta forma, verifico que o acórdão hostilizado se firmou no mesmo sentido da orientação do Superior Tribunal de Justiça. (…).” Por fim, observa-se que “a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). Ex positis, julgo extinto o presente habeas corpus por inadequação da via eleita. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, não coabitam o mesmo teto a prisão preventiva, tendo em conta a imputação, as tintas fortes do Ministério Público na denúncia, e o princípio da não culpabilidade. E receio que, algum dia, tenhamos a óptica segundo a qual, consideradas certas imputações, não há necessidade do processo- crime para prender-se e, portanto, executar-se uma pena. Por isso, implemento a ordem, afastando a custódia provisória. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4543355. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, não coabitam o mesmo teto a prisão preventiva, tendo em conta a imputação, as tintas fortes do Ministério Público na denúncia, e o princípio da não culpabilidade. E receio que, algum dia, tenhamos a óptica segundo a qual, consideradas certas imputações, não há necessidade do processo- crime para prender-se e, portanto, executar-se uma pena. Por isso, implemento a ordem, afastando a custódia provisória. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4543355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.440 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) : NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526254 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.440 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) : NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
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2013-09-03T00:00:00
2013-09-25T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF. ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. ROUBO QUALIFICADO. PERICULOSIDADE DO AGENTE, EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. FUNDADA PROBABILIDADE DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PARA A GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE, BONS ANTECEDENTES, RESIDÊNCIA FIXA E PROFISSÃO LÍCITA: CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS QUE, POR SI SÓS, NÃO OBSTAM A DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. “O modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29.05.13). No mesmo sentido: HC 115.877, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 05.06.13; HC 115.125, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 06.06.13; HC 116.151, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.06.13; HC 115.965-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29.05.13; HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13. 2. In casu, o paciente foi denunciado como incurso nas sanções do artigo 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal (roubo qualificado) por ter sido preso em flagrante ao subtrair, em concurso de pessoas e mediante violência e restrição à liberdade da vítima, um veículo automotor. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, para a garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi empregado, e da fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. 3. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem, porquanto inaplicável o princípio da insignificância na hipótese sub examine. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita.
sjur242801
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO CAUTELAR, MODUS OPERANDI, REITERAÇÃO DELITUOSA ) HC 111119 (1ªT), HC 113793 (2ªT), HC 115125 (2ªT), HC 115877 (1ªT), HC 116151 (2ªT), HC 115965 AgR (1ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, PRIMARIEDADE, BONS ANTECEDENTES, RESIDÊNCIA FIXA, PROFISSÃO LÍCITA) HC 102354 (2ªT), HC 103460 (1ªT), HC 106474 (1ªT), HC 106816 (2ªT), HC 108314 (1ªT), HC 112642 (2ªT). (STF, COMPETÊNCIA, ROL TAXATIVO) Pet 1738 AgR. (HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC) HC 109956 (1ªT). Número de páginas: 18. Análise: 09/10/2013, IVA.
LUIZ FUX
Primeira Turma
117440
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002 \n INC-00005\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 117440
[ "" ]
PACTE.(S) : EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) : NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) :NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988. ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. ROUBO QUALIFICADO. PERICULOSIDADE DO AGENTE, EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. FUNDADA PROBABILIDADE DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PARA A GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE, BONS ANTECEDENTES, RESIDÊNCIA FIXA E PROFISSÃO LÍCITA: CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS QUE, POR SI SÓS, NÃO OBSTAM A DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. “O modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29.05.13). No mesmo sentido: HC 115.877, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 05.06.13; HC 115.125, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 06.06.13; HC 116.151, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.06.13; HC 115.965-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29.05.13; HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13. 2. In casu, o paciente foi denunciado como incurso nas sanções do artigo 157, § 2..., incisos I, II e V, do Código Penal (roubo qualificado) por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 117440 / SP ter sido preso em flagrante ao subtrair, em concurso de pessoas e mediante violência e restrição à liberdade da vítima, um veículo automotor. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, para a garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi empregado, e da fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. 3. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem, porquanto inaplicável o princípio da insignificância na hipótese sub examine. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP ter sido preso em flagrante ao subtrair, em concurso de pessoas e mediante violência e restrição à liberdade da vítima, um veículo automotor. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, para a garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi empregado, e da fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. 3. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem, porquanto inaplicável o princípio da insignificância na hipótese sub examine. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Ementa e Acórdão HC 117440 / SP Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 03 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 03 de setembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) :NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa, verbis: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO. ROUBO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. PRECEDENTE. 1. Buscando dar efetividade às normas previstas no artigo 102, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, e aos artigos 30 a 32, ambos da Lei n 8.038/90, a mais recente jurisprudência do Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir o manejo do habeas corpus em substituição a recursos ordinários (apelação, agravo em execução, recurso especial), tampouco como sucedâneo de revisão criminal. 2. O Superior Tribunal de Justiça, alinhando-se à nova jurisprudência da Colenda Corte, passou também a restringir as hipóteses de cabimento do habeas corpus, não admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em substituição do recurso cabível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) :NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa, verbis: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. RECENTE ORIENTAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO. ROUBO. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. PRECEDENTE. 1. Buscando dar efetividade às normas previstas no artigo 102, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, e aos artigos 30 a 32, ambos da Lei n 8.038/90, a mais recente jurisprudência do Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir o manejo do habeas corpus em substituição a recursos ordinários (apelação, agravo em execução, recurso especial), tampouco como sucedâneo de revisão criminal. 2. O Superior Tribunal de Justiça, alinhando-se à nova jurisprudência da Colenda Corte, passou também a restringir as hipóteses de cabimento do habeas corpus, não admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em substituição do recurso cabível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório HC 117440 / SP 3. A necessidade da segregação cautelar encontra-se fundamentada na garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do paciente, caracterizada pelo modus operandi, vez que, em concurso com mais duas pessoas, munidas de arma de fogo, subtraiu um caminhão e a carga, tendo o motorista sofrido restrição de liberdade e grave ameaça. 4. O Superior Tribunal de Justiça, em orientação uníssona, entende que persistindo os requisitos autorizadores da segregação cautelar (art. 312 CPP), despiciendo o paciente possuir condições pessoais favoráveis. 5. Habeas corpus não conhecido, por ser substitutivo do recurso cabível.” Colhe-se dos autos que o paciente – preso em flagrante delito no dia 14.12.12 ao subtrair, em concurso de pessoas, mediante violência e restrição à liberdade da vítima, um veículo automotor – foi denunciado como incurso nas sanções do artigo 157, § 2..., incisos I, II e V, do Código Penal (roubo qualificado). Convertida a prisão em flagrante em prisão preventiva, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, sustentando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar. Ambos os writs foram indeferidos. Nesta impetração, reitera a tese de ausência de fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar, destacando que o paciente é primário, possui bons antecedentes, trabalho lícito e residência fixa. Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a prisão preventiva do paciente. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP 3. A necessidade da segregação cautelar encontra-se fundamentada na garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do paciente, caracterizada pelo modus operandi, vez que, em concurso com mais duas pessoas, munidas de arma de fogo, subtraiu um caminhão e a carga, tendo o motorista sofrido restrição de liberdade e grave ameaça. 4. O Superior Tribunal de Justiça, em orientação uníssona, entende que persistindo os requisitos autorizadores da segregação cautelar (art. 312 CPP), despiciendo o paciente possuir condições pessoais favoráveis. 5. Habeas corpus não conhecido, por ser substitutivo do recurso cabível.” Colhe-se dos autos que o paciente – preso em flagrante delito no dia 14.12.12 ao subtrair, em concurso de pessoas, mediante violência e restrição à liberdade da vítima, um veículo automotor – foi denunciado como incurso nas sanções do artigo 157, § 2..., incisos I, II e V, do Código Penal (roubo qualificado). Convertida a prisão em flagrante em prisão preventiva, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, sustentando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar. Ambos os writs foram indeferidos. Nesta impetração, reitera a tese de ausência de fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar, destacando que o paciente é primário, possui bons antecedentes, trabalho lícito e residência fixa. Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a prisão preventiva do paciente. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório HC 117440 / SP A medida liminar foi indeferida, verbis: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO – ART. 157, § 2..., INCISOS I, II E V, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE. INSTRUÇÃO DEFICIENTE DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO IMPUGNADO. PEÇAS ILEGÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE COTEJO COM AS RAZÕES DA IMPETRAÇÃO. Liminar indeferida.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem, verbis: “HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. INADMISSIBILIDADE DE MANDAMUS SUCEDÂNEO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. VIA PROCESSUAL INADEQUADA. PRECEDENTES DA 1... TURMA DO Supremo Tribunal Federal. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. ROUBO TRIPLAMENTE MAJORADO. PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO CONVERTIDA EM PRISÃO CAUTELAR. ELEVADA PERICULOSIDADE SOCIAL DO AGENTE, REVELADA NO MODUS OPERANDI DO CRIME. SATISFAÇÃO DOS REQUISITOS DO ART. 312, CPP. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pela denegação da ordem.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP A medida liminar foi indeferida, verbis: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO – ART. 157, § 2..., INCISOS I, II E V, DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE. INSTRUÇÃO DEFICIENTE DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO IMPUGNADO. PEÇAS ILEGÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE COTEJO COM AS RAZÕES DA IMPETRAÇÃO. Liminar indeferida.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem, verbis: “HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. INADMISSIBILIDADE DE MANDAMUS SUCEDÂNEO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. VIA PROCESSUAL INADEQUADA. PRECEDENTES DA 1... TURMA DO Supremo Tribunal Federal. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. ROUBO TRIPLAMENTE MAJORADO. PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO CONVERTIDA EM PRISÃO CAUTELAR. ELEVADA PERICULOSIDADE SOCIAL DO AGENTE, REVELADA NO MODUS OPERANDI DO CRIME. SATISFAÇÃO DOS REQUISITOS DO ART. 312, CPP. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pela denegação da ordem.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudo nulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudo nulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Não há, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão da ordem, ex officio. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “o modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29.05.13). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “EMENTA HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. LATROCÍNIO TENTADO. QUADRILHA ARMADA. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Não há, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão da ordem, ex officio. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “o modus operandi empregado na prática do crime e a propensão à reiteração delituosa constituem bases empíricas idôneas à segregação cautelar para garantia da ordem pública” (HC 111.119, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29.05.13). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “EMENTA HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. LATROCÍNIO TENTADO. QUADRILHA ARMADA. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Havendo condenação criminal, ainda que submetida à apelação, encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, precedido por amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, vale dizer, de um juízo efetuado, com base em cognição exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica por meio de recursos, a situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade e o risco de reiteração delitiva está justificada decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, como na hipótese. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. Prejudicado o agravo regimental manejado contra o indeferimento da liminar” - Sem grifos no original. (HC 115.877, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 05.06.13) “Habeas corpus. Direito Processual Penal. 2. Receptação qualificada de cargas roubadas, quadrilha armada e posse ilegal de munição de fogo de uso restrito. 3. Prisão preventiva. Necessidade de garantia da ordem pública. 4. Gravidade demonstrada pelo modus operandi. Periculosidade concreta. Fundamentação idônea que recomenda a medida constritiva. 5. Condições pessoais favoráveis e apresentação espontânea. Irrelevância. 6. Ausência de constrangimento ilegal. 7. Ordem denegada” - Sem grifos no original. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. Havendo condenação criminal, ainda que submetida à apelação, encontram-se presentes os pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de julgamento condenatório, precedido por amplo contraditório e no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, vale dizer, de um juízo efetuado, com base em cognição exaustiva, de que o condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita à reavaliação crítica por meio de recursos, a situação difere da prisão preventiva decretada antes do julgamento. 3. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade e o risco de reiteração delitiva está justificada decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, como na hipótese. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. Prejudicado o agravo regimental manejado contra o indeferimento da liminar” - Sem grifos no original. (HC 115.877, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 05.06.13) “Habeas corpus. Direito Processual Penal. 2. Receptação qualificada de cargas roubadas, quadrilha armada e posse ilegal de munição de fogo de uso restrito. 3. Prisão preventiva. Necessidade de garantia da ordem pública. 4. Gravidade demonstrada pelo modus operandi. Periculosidade concreta. Fundamentação idônea que recomenda a medida constritiva. 5. Condições pessoais favoráveis e apresentação espontânea. Irrelevância. 6. Ausência de constrangimento ilegal. 7. Ordem denegada” - Sem grifos no original. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP (HC 115.125, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 06.06.13) “Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PACIENTE PROCESSADO E, POSTERIORMENTE, CONDENADO PELA PRÁTICA DE CRIMES LIGADOS À EXPLORAÇÃO DE CAÇA-NÍQUEIS (COM IMPORTAÇÃO E ADULTERAÇÃO DE PEÇAS), FORMAÇÃO DE QUADRILHA E LAVAGEM DE DINHEIRO. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar foi decretada para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal – ante a gravidade dos fatos narrados na denúncia, a demonstrar a periculosidade do paciente – e, ainda, pela circunstância de ser um dos comandantes do esquema criminoso. Daí a necessidade da prisão como forma de fazer cessar a reiteração da prática delitiva e evitar que o réu fuja do distrito da culpa. II – Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública e constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva. III – Este Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. IV – Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC 116.151, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.06.13) “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. SUPERVENIÊNCIA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP (HC 115.125, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 06.06.13) “Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PACIENTE PROCESSADO E, POSTERIORMENTE, CONDENADO PELA PRÁTICA DE CRIMES LIGADOS À EXPLORAÇÃO DE CAÇA-NÍQUEIS (COM IMPORTAÇÃO E ADULTERAÇÃO DE PEÇAS), FORMAÇÃO DE QUADRILHA E LAVAGEM DE DINHEIRO. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar foi decretada para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal – ante a gravidade dos fatos narrados na denúncia, a demonstrar a periculosidade do paciente – e, ainda, pela circunstância de ser um dos comandantes do esquema criminoso. Daí a necessidade da prisão como forma de fazer cessar a reiteração da prática delitiva e evitar que o réu fuja do distrito da culpa. II – Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública e constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva. III – Este Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. IV – Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC 116.151, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.06.13) “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. SUPERVENIÊNCIA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP SENTENÇA CONDENATÓRIA. PERDA DE OBJETO. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia. A superveniência de sentença de pronúncia ou condenatória em que mantida a prisão cautelar, anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. Havendo risco à aplicação da lei penal, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria como na hipótese. Não se trata de prisão mantida com base na gravidade abstrata do crime, mas fundada nas circunstâncias concretas dos crimes, a evidenciarem, pelo modus operandi, o risco à reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública, fundamento suficiente para a decretação da preventiva, conforme art. 312 do Código de Processo Penal. Agravo regimental não provido” - Sem grifos no original. (HC 115.965-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29.05.13) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO, QUADRILHA E PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. PERICULOSIDADE DO AGENTE, AMEAÇA A TESTEMUNHA E RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA: IDONEIDADE DE FUNDAMENTOS RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA: IMPLAUSIBILIDADE JURÍDICA. ORDEM DENEGADA. 1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP SENTENÇA CONDENATÓRIA. PERDA DE OBJETO. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia. A superveniência de sentença de pronúncia ou condenatória em que mantida a prisão cautelar, anteriormente decretada, implica a mudança do título da prisão e prejudica o conhecimento de habeas corpus impetrado contra a prisão antes do julgamento. Havendo risco à aplicação da lei penal, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria como na hipótese. Não se trata de prisão mantida com base na gravidade abstrata do crime, mas fundada nas circunstâncias concretas dos crimes, a evidenciarem, pelo modus operandi, o risco à reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública, fundamento suficiente para a decretação da preventiva, conforme art. 312 do Código de Processo Penal. Agravo regimental não provido” - Sem grifos no original. (HC 115.965-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29.05.13) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO, QUADRILHA E PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. PERICULOSIDADE DO AGENTE, AMEAÇA A TESTEMUNHA E RISCO CONCRETO DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA: IDONEIDADE DE FUNDAMENTOS RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CAUTELAR IDÔNEA: IMPLAUSIBILIDADE JURÍDICA. ORDEM DENEGADA. 1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 2. A garantia da ordem pública visa evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos. Precedentes. 3. Ordem denegada” - Sem grifos no original. (HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13) In casu, a prisão preventiva do paciente foi decretada para a garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi, e da fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. Transcrevo o seguinte trecho da decisão proferida pelo Juiz da 4... Circunscrição Judiciária de Osasco/SP que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva: “O flagrante encontra-se formalmente em ordem, razão pela qual inexiste hipótese para relaxamento da prisão. Outrossim, sem prejuízo do entendimento que venha a ser adotado pelo juiz natural da causa, vislumbro, ao menos neste momento, a presença dos requisitos da prisão preventiva. Com efeito, os documentos constantes e o teor dos depoimentos indicam a existência de prova da materialidade e de indícios suficientes de autoria. Dentre as cautelares atualmente previstas (art. 319 do CPP), as contidas nos incisos VI e VII são inaplicáveis na espécie. As medidas elencadas nos incisos I, II, III, IV, V, VIII e IX, por sua vez, não se mostram suficientes para manter a sociedade acautelada no caso concreto, não apenas em razão das dificuldades existentes para a sua fiscalização, mas principalmente porque a prisão, na espécie, se faz necessária para a garantia da ordem pública (CPP, art. 312), tendo em vista tratar-se de crime praticado mediante violência ou grave ameaça contra a pessoa, revelando expressiva gravidade e traduzindo periculosidade concreta do acusado. (…) Observo, por fim, que inexiste qualquer comprovação de que o indiciado possua residência fixa, o que nesse momento 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 2. A garantia da ordem pública visa evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos. Precedentes. 3. Ordem denegada” - Sem grifos no original. (HC 113.793, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28.05.13) In casu, a prisão preventiva do paciente foi decretada para a garantia da ordem pública, em razão da periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi, e da fundada probabilidade de reiteração na prática criminosa. Transcrevo o seguinte trecho da decisão proferida pelo Juiz da 4... Circunscrição Judiciária de Osasco/SP que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva: “O flagrante encontra-se formalmente em ordem, razão pela qual inexiste hipótese para relaxamento da prisão. Outrossim, sem prejuízo do entendimento que venha a ser adotado pelo juiz natural da causa, vislumbro, ao menos neste momento, a presença dos requisitos da prisão preventiva. Com efeito, os documentos constantes e o teor dos depoimentos indicam a existência de prova da materialidade e de indícios suficientes de autoria. Dentre as cautelares atualmente previstas (art. 319 do CPP), as contidas nos incisos VI e VII são inaplicáveis na espécie. As medidas elencadas nos incisos I, II, III, IV, V, VIII e IX, por sua vez, não se mostram suficientes para manter a sociedade acautelada no caso concreto, não apenas em razão das dificuldades existentes para a sua fiscalização, mas principalmente porque a prisão, na espécie, se faz necessária para a garantia da ordem pública (CPP, art. 312), tendo em vista tratar-se de crime praticado mediante violência ou grave ameaça contra a pessoa, revelando expressiva gravidade e traduzindo periculosidade concreta do acusado. (…) Observo, por fim, que inexiste qualquer comprovação de que o indiciado possua residência fixa, o que nesse momento 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP leva a crer que a custódia também se faz necessária para permitir a instrução criminal e a futura aplicação da lei penal caso venha a ser condenado. Assim, cuidando-se de crime doloso cuja pena privativa de liberdade máxima abstratamente cominada é superior a 4 anos e considerando que em matéria de prisão processual vigoram os princípios pro societate e da vedação à proteção insuficiente, verifica-se que a prisão cautelar permanece necessária, sendo possível constatar, portanto, a existência concomitante de um dos fundamentos, um dos requisitos e um dos critérios, estes aplicáveis a todas as cautelares (prisão e outras), previstos, respectivamente, nos artigos 312, 313 e 282, todos do Código de Processo Penal, com redações conferidas pela Lei n 12.403/2011. Presentes, portanto os requisitos legais, converto em prisão preventiva a prisão em flagrante de EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA.” O Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o writ lá impetrado, manteve a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos, ressaltando a gravidade do modus operandi empregado na prática criminosa, consoante verifica-se no seguinte trecho do voto condutor do julgado, verbis: “(...) Extrai-se dos autos que o paciente responde pela prática de roubo circunstanciado, vez que, em concurso com mais duas pessoas não identificadas, munidas de arma de fogo, subtraiu um caminhão e a carga, tendo o motorista sofrido restrição de liberdade e grave ameaça. Consignou o acórdão, à vista do decreto preventivo, que a custódia cautelar do paciente encontra-se fundamentada na garantia da ordem publica, decorrente da sua periculosidade, ante a gravidade diferenciada do delito, visto que foi surpreendido dirigindo o caminhão fruto do roubo, e na oportunidade se constatou que ele mantinha contato permanente com os outros dois delinquentes, que ao 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP leva a crer que a custódia também se faz necessária para permitir a instrução criminal e a futura aplicação da lei penal caso venha a ser condenado. Assim, cuidando-se de crime doloso cuja pena privativa de liberdade máxima abstratamente cominada é superior a 4 anos e considerando que em matéria de prisão processual vigoram os princípios pro societate e da vedação à proteção insuficiente, verifica-se que a prisão cautelar permanece necessária, sendo possível constatar, portanto, a existência concomitante de um dos fundamentos, um dos requisitos e um dos critérios, estes aplicáveis a todas as cautelares (prisão e outras), previstos, respectivamente, nos artigos 312, 313 e 282, todos do Código de Processo Penal, com redações conferidas pela Lei n 12.403/2011. Presentes, portanto os requisitos legais, converto em prisão preventiva a prisão em flagrante de EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA.” O Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o writ lá impetrado, manteve a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos, ressaltando a gravidade do modus operandi empregado na prática criminosa, consoante verifica-se no seguinte trecho do voto condutor do julgado, verbis: “(...) Extrai-se dos autos que o paciente responde pela prática de roubo circunstanciado, vez que, em concurso com mais duas pessoas não identificadas, munidas de arma de fogo, subtraiu um caminhão e a carga, tendo o motorista sofrido restrição de liberdade e grave ameaça. Consignou o acórdão, à vista do decreto preventivo, que a custódia cautelar do paciente encontra-se fundamentada na garantia da ordem publica, decorrente da sua periculosidade, ante a gravidade diferenciada do delito, visto que foi surpreendido dirigindo o caminhão fruto do roubo, e na oportunidade se constatou que ele mantinha contato permanente com os outros dois delinquentes, que ao 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 117440 / SP perceberem a sua prisão, liberaram a vítima (fls. 28/29-Superior Tribunal de Justiça). Desta forma, verifico que o acórdão hostilizado se firmou no mesmo sentido da orientação do Superior Tribunal de Justiça. (…).” Por fim, observa-se que “a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). Ex positis, julgo extinto o presente habeas corpus por inadequação da via eleita. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Supremo Tribunal Federal HC 117440 / SP perceberem a sua prisão, liberaram a vítima (fls. 28/29-Superior Tribunal de Justiça). Desta forma, verifico que o acórdão hostilizado se firmou no mesmo sentido da orientação do Superior Tribunal de Justiça. (…).” Por fim, observa-se que “a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). Ex positis, julgo extinto o presente habeas corpus por inadequação da via eleita. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4498410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, não coabitam o mesmo teto a prisão preventiva, tendo em conta a imputação, as tintas fortes do Ministério Público na denúncia, e o princípio da não culpabilidade. E receio que, algum dia, tenhamos a óptica segundo a qual, consideradas certas imputações, não há necessidade do processo- crime para prender-se e, portanto, executar-se uma pena. Por isso, implemento a ordem, afastando a custódia provisória. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4543355. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 117.440 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, não coabitam o mesmo teto a prisão preventiva, tendo em conta a imputação, as tintas fortes do Ministério Público na denúncia, e o princípio da não culpabilidade. E receio que, algum dia, tenhamos a óptica segundo a qual, consideradas certas imputações, não há necessidade do processo- crime para prender-se e, portanto, executar-se uma pena. Por isso, implemento a ordem, afastando a custódia provisória. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4543355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 03/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.440 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) : NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526254 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.440 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA IMPTE.(S) : NILSON CRUZ DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 117 . 440", "HC 111 . 119", "HC 115 . 877", "HC 115 . 125", "HC 116 . 151", "HC 115 . 965 - AgR", "HC 113 . 793", "HC 117440 / SP", "HC 112 . 642", "HC 106 . 474", "HC 108 . 314", "HC 103 . 460", "HC 106 . 816", "HC 102 . 354", "HC 117440 / SP", "HC 112 . 642", "HC 106 . 474", "HC 108 . 314", "HC 103 . 460", "HC 106 . 816", "HC 102 . 354", "HC 117440 / SP", "HC 117440 / SP", "HABEAS CORPUS 117 . 440 SÃO", "HABEAS CORPUS 117 . 440", "HC 117440 / SP", "HC 117440 / SP", "HC 117440 / SP", "HC 117440 / SP", "HABEAS CORPUS 117 . 440", "Pet 1738 - AgR", "HABEAS CORPUS 117 . 440", "Pet 1738 - AgR", "HC 117440 / SP", "HC 117440 / SP", "HC 117440 / SP", "HC n . 109 . 956", "HC 117440 / SP", "HC n . 109 . 956", "HC 117440 / SP", "HC 111 . 119", "HC 117440 / SP", "HC 111 . 119", "HC 117440 / SP", "HC 115 . 877", "HC 117440 / SP", "HC 115 . 877", "HC 117440 / SP", "HC 115 . 125", "HC 116 . 151", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 117440 / SP", "HC 115 . 125", "HC 116 . 151", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 117440 / SP", "HC 115 . 965 - AgR", "HC 117440 / SP", "HC 115 . 965 - AgR", "HC 117440 / SP", "HC 113 . 793", "HC 117440 / SP", "HC 113 . 793", "HC 117440 / SP", "HC 117440 / SP", "HC 117440 / SP", "HC 112 . 642", "HC 106 . 474", "HC 108 . 314", "HC 103 .", "HC 106 . 816", "HC 102 . 354", "HC 117440 / SP", "HC 112 . 642", "HC 106 . 474", "HC 108 . 314", "HC 103 . 460", "HC 106 . 816", "HC 102 . 354", "HABEAS CORPUS 117 . 440 SÃO", "HABEAS CORPUS 117 . 440", "HABEAS CORPUS 117 . 440", "HABEAS CORPUS 117 . 440" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 . ART . 102 , I , “ D ” E “ I ”", "artigo 157 , § 2 . . . , incisos I , II e V , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal", "artigos 30 a 32 , ambos da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal", "artigos 30 a 32 , ambos da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 CPP", "artigo 157 , § 2 . . . , incisos I , II e V , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 CPP", "artigo 157 , § 2 . . . , incisos I , II e V , do Código Penal", "ART . 157 , § 2 . . . , INCISOS I , II E V , DO CÓDIGO PENAL", "ART . 312 , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 312 , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 867", "art . 867 do Código de", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , I , da Constituição da República", "Carta Política", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , b e c", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 867", "art . 867 do Código de Processo Civil", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , I , da Constituição da República", "Carta Política", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , b e c", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , d", "Constituição da República", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , d", "Constituição da República", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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TURMA DO Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "1", ".", ". . TURMA DO Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara", "Senado Federal", "Tribunal de Contas da", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara", "Senado Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "4", ".", ". . Circunscrição Judiciária de Osasco / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "4", "Circunscrição Judiciária de Osasco / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA", "NILSON CRUZ DOS SANTOS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA", "NILSON CRUZ DOS SANTOS", "EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA", "LUIZ FUX", "EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA", "NILSON CRUZ DOS SANTOS", "LUIZ FUX", "EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA", "EDIVAN ALEXANDRE LUIZ DA SILVA", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Luiz 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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. REVOGAÇÃO DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. REQUISITOS. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 03 de setembro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549844. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Alberto José do Nascimento contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão que negara seguimento a agravo em recurso especial, com fundamento no art. 105, inc. II, da Constituição da República e no art. 89, § § 3º e 4º, da Lei n. 9.099/1995. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. XXXVI, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal, Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: (…) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549845. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Alberto José do Nascimento contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão que negara seguimento a agravo em recurso especial, com fundamento no art. 105, inc. II, da Constituição da República e no art. 89, § § 3º e 4º, da Lei n. 9.099/1995. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. XXXVI, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal, Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: (…) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 761705 AGR / DF 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.8.2013, interpõe Alberto José do Nascimento, em 20.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que a ofensa constitucional teria sido direta. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549845. Supremo Tribunal Federal ARE 761705 AGR / DF 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.8.2013, interpõe Alberto José do Nascimento, em 20.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que a ofensa constitucional teria sido direta. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL VO T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Superior Tribunal de Justiça decidiu: “1. O agravante não infirma especificamente um dos fundamentos da decisão agravada, impondo-se a aplicação do enunciado da Súmula nº 182 desta Corte. 2. Nos termos dos §§ 3º e 4º do art. 89 da Lei nº 9.099/95, a suspensão condicional do processo deve ser revogada se o réu vier a ser processado por outro crime, no curso do prazo, ou descumprir qualquer outra condição imposta. 3. O término do período de prova sem revogação do sursis processual não enseja, automaticamente, a decretação da extinção da punibilidade, que somente tem lugar após certificado que o acusado cumpriu as obrigações estabelecidas e não veio a ser denunciado por novo delito durante a fase probatória. Precedentes”. 3. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (art. 89, § § 3º e 4º, da Lei n. 9.099/1995), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “Agravo regimental em agravo nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Penal e Processual Penal. 3. Descaminho. 4. Alegação de violação ao princípio do devido processo legal pela não aplicação do sursis processual. Questão que demanda exclusivamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549846. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL VO T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Superior Tribunal de Justiça decidiu: “1. O agravante não infirma especificamente um dos fundamentos da decisão agravada, impondo-se a aplicação do enunciado da Súmula nº 182 desta Corte. 2. Nos termos dos §§ 3º e 4º do art. 89 da Lei nº 9.099/95, a suspensão condicional do processo deve ser revogada se o réu vier a ser processado por outro crime, no curso do prazo, ou descumprir qualquer outra condição imposta. 3. O término do período de prova sem revogação do sursis processual não enseja, automaticamente, a decretação da extinção da punibilidade, que somente tem lugar após certificado que o acusado cumpriu as obrigações estabelecidas e não veio a ser denunciado por novo delito durante a fase probatória. Precedentes”. 3. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (art. 89, § § 3º e 4º, da Lei n. 9.099/1995), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “Agravo regimental em agravo nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Penal e Processual Penal. 3. Descaminho. 4. Alegação de violação ao princípio do devido processo legal pela não aplicação do sursis processual. Questão que demanda exclusivamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 761705 AGR / DF o exame do art. 89 da Lei 9.099/95 e do art. 383 do CPP” (AI 803.138-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE 726.706-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.5.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549846. Supremo Tribunal Federal ARE 761705 AGR / DF o exame do art. 89 da Lei 9.099/95 e do art. 383 do CPP” (AI 803.138-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE 726.706-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.5.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519566 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519566 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4568593
2013-09-03T00:00:00
2013-09-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. REVOGAÇÃO DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. REQUISITOS. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur242912
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA, PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO) AI 803138 AgR (2ªT), ARE 726706 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 02/10/2013, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
761705
[ "LEG-FED LEI-009099 ANO-1995\n ART-00089 PAR-00003 PAR-00004\n LJE-1995 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 761705 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. REVOGAÇÃO DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. REQUISITOS. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 03 de setembro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549844. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Alberto José do Nascimento contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão que negara seguimento a agravo em recurso especial, com fundamento no art. 105, inc. II, da Constituição da República e no art. 89, § § 3... e 4..., da Lei n. 9.099/1995. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. XXXVI, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal, Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: (…) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549845. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Alberto José do Nascimento contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão que negara seguimento a agravo em recurso especial, com fundamento no art. 105, inc. II, da Constituição da República e no art. 89, § § 3... e 4..., da Lei n. 9.099/1995. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. XXXVI, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código Penal, Código de Processo Penal), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta: (…) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 761705 AGR / DF 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.8.2013, interpõe Alberto José do Nascimento, em 20.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que a ofensa constitucional teria sido direta. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549845. Supremo Tribunal Federal ARE 761705 AGR / DF 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.8.2013, interpõe Alberto José do Nascimento, em 20.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que a ofensa constitucional teria sido direta. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL VO T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Superior Tribunal de Justiça decidiu: “1. O agravante não infirma especificamente um dos fundamentos da decisão agravada, impondo-se a aplicação do enunciado da Súmula n 182 desta Corte. 2. Nos termos dos §§ 3... e 4... do art. 89 da Lei n 9.099/95, a suspensão condicional do processo deve ser revogada se o réu vier a ser processado por outro crime, no curso do prazo, ou descumprir qualquer outra condição imposta. 3. O término do período de prova sem revogação do sursis processual não enseja, automaticamente, a decretação da extinção da punibilidade, que somente tem lugar após certificado que o acusado cumpriu as obrigações estabelecidas e não veio a ser denunciado por novo delito durante a fase probatória. Precedentes”. 3. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (art. 89, § § 3... e 4..., da Lei n. 9.099/1995), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “Agravo regimental em agravo nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Penal e Processual Penal. 3. Descaminho. 4. Alegação de violação ao princípio do devido processo legal pela não aplicação do sursis processual. Questão que demanda exclusivamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549846. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 DISTRITO FEDERAL VO T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na origem, o Superior Tribunal de Justiça decidiu: “1. O agravante não infirma especificamente um dos fundamentos da decisão agravada, impondo-se a aplicação do enunciado da Súmula n 182 desta Corte. 2. Nos termos dos §§ 3... e 4... do art. 89 da Lei n 9.099/95, a suspensão condicional do processo deve ser revogada se o réu vier a ser processado por outro crime, no curso do prazo, ou descumprir qualquer outra condição imposta. 3. O término do período de prova sem revogação do sursis processual não enseja, automaticamente, a decretação da extinção da punibilidade, que somente tem lugar após certificado que o acusado cumpriu as obrigações estabelecidas e não veio a ser denunciado por novo delito durante a fase probatória. Precedentes”. 3. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (art. 89, § § 3... e 4..., da Lei n. 9.099/1995), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “Agravo regimental em agravo nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Penal e Processual Penal. 3. Descaminho. 4. Alegação de violação ao princípio do devido processo legal pela não aplicação do sursis processual. Questão que demanda exclusivamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 761705 AGR / DF o exame do art. 89 da Lei 9.099/95 e do art. 383 do CPP” (AI 803.138-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE 726.706-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.5.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549846. Supremo Tribunal Federal ARE 761705 AGR / DF o exame do art. 89 da Lei 9.099/95 e do art. 383 do CPP” (AI 803.138-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE 726.706-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.5.2013). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519566 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.705 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ADILSON PAODJUENAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519566 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761 . 705", "ARE 761705 AGR / DF", "AI 803 . 138 - AgR", "ARE 726 . 706 - AgR", "ARE 761705 AGR /", "AI 803 . 138 - AgR", "ARE 726 . 706 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , inc . II , da Constituição da República", "art . 89 , § § 3 . . . e 4 . . . , da Lei n . 9 . 099 / 1995", "art . 5 . . . , inc . XXXVI , da Constituição da República", "Código Penal", "Código de Processo Penal", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , inc . II , da Constituição da República", "art . 89 , § § 3 . . . e 4 . . . , da Lei n . 9 . 099 / 1995", "art . 5 . . . , inc . XXXVI , da Constituição da República", "Código Penal", "Código de Processo Penal", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "art . 89 , § § 3 . . . e 4 . . . , da Lei n . 9 . 099 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 89 da Lei 9 . 099 / 95", "art . 383 do CPP", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 89 da Lei 9 . 099 / 95", "art . 383 do CPP", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO", "ADILSON PAODJUENAS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO", "ADILSON PAODJUENAS", "CÁRMEN LÚCIA", "Alberto José do Nascimento", "CÁRMEN LÚCIA", "ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO", "ADILSON PAODJUENAS", "CÁRMEN LÚCIA", "Alberto José do Nascimento", "Alberto José do Nascimento", "Alberto José do Nascimento", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO", "ADILSON PAODJUENAS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ALBERTO JOSÉ DO NASCIMENTO", "ADILSON PAODJUENAS", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "09", "/", "2013", "03 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "13 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "13 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2013", "20", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2013", "20", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "03", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT MANEJADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM CONCEDIDA. I – O impetrante sustenta a demora para o julgamento de habeas corpus ajuizado no Superior Tribunal de Justiça. II – O excesso de trabalho que assoberba o STJ permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III – Contudo, no caso dos autos, a situação caracteriza evidente constrangimento ilegal, uma vez que, passado quase 1 ano do oferecimento do parecer pela Procuradoria-Geral da República, o writ ainda não foi levado a julgamento. IV – A demora para o julgamento do feito naquela Corte Superior configura negativa de prestação jurisdicional e flagrante constrangimento ilegal sofrido pelo paciente, apto a justificar a concessão da ordem para se determinar o imediato julgamento daquela ação. V – Habeas corpus conhecido, concedendo-se a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375843. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão HC 117166 / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria, conceder a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vencido o Ministro Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375843. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria, conceder a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vencido o Ministro Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado em favor de Cristovão Vieira Manhães, no qual se alega excesso de prazo para o julgamento do HC 241.274/RJ, em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. Sustenta o impetrante, em síntese, que (a) a demora para apreciação do habeas corpus impetrado perante o STJ configura constrangimento ilegal, já que a situação apresenta contrariedade ao preceito constitucional que impõe a razoável duração do processo. Requer, ao final, a concessão da ordem para determinar que a autoridade coatora viabilize o julgamento da ordem. Indeferi a liminar em 02.04.2013. Foram prestadas as informações. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388489. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado em favor de Cristovão Vieira Manhães, no qual se alega excesso de prazo para o julgamento do HC 241.274/RJ, em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. Sustenta o impetrante, em síntese, que (a) a demora para apreciação do habeas corpus impetrado perante o STJ configura constrangimento ilegal, já que a situação apresenta contrariedade ao preceito constitucional que impõe a razoável duração do processo. Requer, ao final, a concessão da ordem para determinar que a autoridade coatora viabilize o julgamento da ordem. Indeferi a liminar em 02.04.2013. Foram prestadas as informações. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite a concessão de habeas corpus para determinar o julgamento de processo em trâmite no Superior Tribunal de Justiça na hipótese em que restar configurada a excessiva demora para sua apreciação e esteja em causa o status libertatis do paciente. O artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal assegura, com efeito, nos âmbitos judicial e administrativo, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. No presente caso, todavia, não se tem demora que possa ser considerada não razoável. A Ministra Maria Thereza de Assis Moura, nas informações prestadas, registra o seguinte: “(...) Os autos do habeas corpus foram a mim distribuídos em 8.5.2012. Na mesma data, indeferi o pedido liminar e solicitei informações à autoridade apontada como coatora bem como ao juízo de primeiro grau, as quais prestadas, respectivamente, em 14.6.2012 e 26.7.2012. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal em 27.7.2012, tendo retornado a este Tribunal em 1º.10.2012, com parecer pela denegação da ordem. Esclareço que, devido ao acúmulo de processos nesta Corte, ainda não foi possível levar a julgamento o writ em questão; porém, a partir da modificação regimental levada a efeito pelo Superior Tribunal de Justiça, no mês de dezembro de 2011, espera-se poder empreender maior celeridade aos julgamentos.”. Ora, de duração razoável é o processo que se desenvolve regularmente, consideradas, ainda, a natureza e a complexidade da causa, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388490. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite a concessão de habeas corpus para determinar o julgamento de processo em trâmite no Superior Tribunal de Justiça na hipótese em que restar configurada a excessiva demora para sua apreciação e esteja em causa o status libertatis do paciente. O artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal assegura, com efeito, nos âmbitos judicial e administrativo, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. No presente caso, todavia, não se tem demora que possa ser considerada não razoável. A Ministra Maria Thereza de Assis Moura, nas informações prestadas, registra o seguinte: “(...) Os autos do habeas corpus foram a mim distribuídos em 8.5.2012. Na mesma data, indeferi o pedido liminar e solicitei informações à autoridade apontada como coatora bem como ao juízo de primeiro grau, as quais prestadas, respectivamente, em 14.6.2012 e 26.7.2012. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal em 27.7.2012, tendo retornado a este Tribunal em 1º.10.2012, com parecer pela denegação da ordem. Esclareço que, devido ao acúmulo de processos nesta Corte, ainda não foi possível levar a julgamento o writ em questão; porém, a partir da modificação regimental levada a efeito pelo Superior Tribunal de Justiça, no mês de dezembro de 2011, espera-se poder empreender maior celeridade aos julgamentos.”. Ora, de duração razoável é o processo que se desenvolve regularmente, consideradas, ainda, a natureza e a complexidade da causa, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 117166 / RJ bem como a quantidade de demandas em trâmite no órgão judicial. Nessa perspectiva, o período de tempo (dez meses) transcorrido desde que o habeas corpus foi instruído com o parecer do Ministério Público e enviado, com termo de conclusão à relatora, afasta qualquer alegação de ilegalidade ou abuso de poder. Ilustrativo a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 103.189/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, Dje de 23.05.2011; HC 102.945/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, Dje de 27.08.2010; HC 107.917/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJE 19.12.2011. Em abono a esse entendimento, ressalta a Procuradoria-Geral da República que é necessário considerar “a enorme quantidade de processos distribuídos aos tribunais superiores, que, muitas vezes, prejudica a efetividade da prestação jurisdicional, sem que se possa atribuir aos julgadores exclusiva responsabilidade pelo lapso temporal necessário à solução das demandas”. 2. Com essas considerações, denego a ordem. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388490. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ bem como a quantidade de demandas em trâmite no órgão judicial. Nessa perspectiva, o período de tempo (dez meses) transcorrido desde que o habeas corpus foi instruído com o parecer do Ministério Público e enviado, com termo de conclusão à relatora, afasta qualquer alegação de ilegalidade ou abuso de poder. Ilustrativo a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 103.189/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, Dje de 23.05.2011; HC 102.945/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, Dje de 27.08.2010; HC 107.917/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJE 19.12.2011. Em abono a esse entendimento, ressalta a Procuradoria-Geral da República que é necessário considerar “a enorme quantidade de processos distribuídos aos tribunais superiores, que, muitas vezes, prejudica a efetividade da prestação jurisdicional, sem que se possa atribuir aos julgadores exclusiva responsabilidade pelo lapso temporal necessário à solução das demandas”. 2. Com essas considerações, denego a ordem. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Debate 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO DEBATE O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Não é o caso de conceder pelo menos para que... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - A nossa prática tem sido conceder para que se julgue. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Esses três que eu citei são de dez meses aproximadamente, em que se denegou. Eu acho que estamos diante de uma situação... Conceder para determinar que julgue? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É o que nós temos feito, dependendo do prazo da demora. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Dependendo de duas coisas: do prazo e das informações. Eu, por exemplo, denego quando... O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - A informação diz assim: “(...) Os autos do habeas corpus foram a mim distribuídos em 8.5.2012. Na mesma data, indeferi o pedido liminar e solicitei informações à autoridade apontada como coatora bem como ao juízo de primeiro grau, as quais prestadas, respectivamente, em 14.6.2012 e 26.7.2012. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal em 27.7.2012, tendo retornado a este Tribunal em 1º.10.2012, com parecer pela denegação da ordem. Esclareço que, devido ao acúmulo de processos nesta Corte, ainda não foi possível levar a julgamento o writ em questão (...)" A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Voltou do parecer então esse ano? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Hein? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929449. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO DEBATE O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Não é o caso de conceder pelo menos para que... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - A nossa prática tem sido conceder para que se julgue. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Esses três que eu citei são de dez meses aproximadamente, em que se denegou. Eu acho que estamos diante de uma situação... Conceder para determinar que julgue? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É o que nós temos feito, dependendo do prazo da demora. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Dependendo de duas coisas: do prazo e das informações. Eu, por exemplo, denego quando... O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - A informação diz assim: “(...) Os autos do habeas corpus foram a mim distribuídos em 8.5.2012. Na mesma data, indeferi o pedido liminar e solicitei informações à autoridade apontada como coatora bem como ao juízo de primeiro grau, as quais prestadas, respectivamente, em 14.6.2012 e 26.7.2012. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal em 27.7.2012, tendo retornado a este Tribunal em 1º.10.2012, com parecer pela denegação da ordem. Esclareço que, devido ao acúmulo de processos nesta Corte, ainda não foi possível levar a julgamento o writ em questão (...)" A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Voltou do parecer então esse ano? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Hein? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Debate HC 117166 / RJ (PRESIDENTE) -Voltou da Procuradoria esse ano? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - 1º/10/2012. "(...) porém, a partir da modificação regimental levada a efeito pelo Superior Tribunal de Justiça, no mês de dezembro de 2011, espera-se poder empreender maior celeridade aos julgamentos.” Então eu digo: "(...) o período de tempo (dez meses) transcorrido desde que o habeas corpus foi instruído com o parecer do Ministério Público e enviado, com termo de conclusão à relatora, afasta qualquer alegação de ilegalidade ou abuso de poder." E cito aqui os precedentes da turma em casos análogos. Enfim, e a Procuradoria ainda diz que: "a enorme quantidade de processos distribuídos aos tribunais superiores, que, muitas vezes, prejudica a efetividade da prestação jurisdicional (...)". 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929449. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ (PRESIDENTE) -Voltou da Procuradoria esse ano? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - 1º/10/2012. "(...) porém, a partir da modificação regimental levada a efeito pelo Superior Tribunal de Justiça, no mês de dezembro de 2011, espera-se poder empreender maior celeridade aos julgamentos.” Então eu digo: "(...) o período de tempo (dez meses) transcorrido desde que o habeas corpus foi instruído com o parecer do Ministério Público e enviado, com termo de conclusão à relatora, afasta qualquer alegação de ilegalidade ou abuso de poder." E cito aqui os precedentes da turma em casos análogos. Enfim, e a Procuradoria ainda diz que: "a enorme quantidade de processos distribuídos aos tribunais superiores, que, muitas vezes, prejudica a efetividade da prestação jurisdicional (...)". 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Aditamento ao Voto 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Fico constrangido em fixar prazo para o julgamento se, aqui mesmo no STF – não temos condições de cumprir prazo semelhante em todos os casos. Nós temos mais de quatro mil habeas corpus esperando julgamento. Poder-se-ia dizer que o impetrante não tem nada a ver com isso, mas, na verdade, na medida em que se determina o julgamento de um, de certo modo, não se está solucionando a situação que é geral, de atraso. Mantenho o voto pela denegação da ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532444. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Fico constrangido em fixar prazo para o julgamento se, aqui mesmo no STF – não temos condições de cumprir prazo semelhante em todos os casos. Nós temos mais de quatro mil habeas corpus esperando julgamento. Poder-se-ia dizer que o impetrante não tem nada a ver com isso, mas, na verdade, na medida em que se determina o julgamento de um, de certo modo, não se está solucionando a situação que é geral, de atraso. Mantenho o voto pela denegação da ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro Teori, compreendo as preocupações de Vossa Excelência e conheço muito bem o trabalho da Ministra Maria Tereza, uma das grandes criminalistas do País, professora da Universidade de São Paulo. Ela é uma Juíza extremamente diligente, mas, em situações análogas, estando o processo aparelhado há dez meses, temos concedido o prazo de dez sessões, o que não me parece exagerado para que o processo venha à Mesa, ou venha a Plenário para ser julgado. Embora eu compactue das preocupações de Vossa Excelência no sentido de que há um excesso de trabalho, mas, neste caso, não posso votar diferentemente do que tenho votado. Penso também que, se o réu insiste em que o caso dele seja julgado, é porque ele está sofrendo um constrangimento ilegal. Enfim, eu votaria, com a devida vênia, no sentido contrário ao de Vossa Excelência, mas apenas para me manter coerente com o que tenho votado e deferir a ordem para que o processo seja levado a julgamento no prazo de dez sessões a partir da comunicação, como temos feito, data venia. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375844. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro Teori, compreendo as preocupações de Vossa Excelência e conheço muito bem o trabalho da Ministra Maria Tereza, uma das grandes criminalistas do País, professora da Universidade de São Paulo. Ela é uma Juíza extremamente diligente, mas, em situações análogas, estando o processo aparelhado há dez meses, temos concedido o prazo de dez sessões, o que não me parece exagerado para que o processo venha à Mesa, ou venha a Plenário para ser julgado. Embora eu compactue das preocupações de Vossa Excelência no sentido de que há um excesso de trabalho, mas, neste caso, não posso votar diferentemente do que tenho votado. Penso também que, se o réu insiste em que o caso dele seja julgado, é porque ele está sofrendo um constrangimento ilegal. Enfim, eu votaria, com a devida vênia, no sentido contrário ao de Vossa Excelência, mas apenas para me manter coerente com o que tenho votado e deferir a ordem para que o processo seja levado a julgamento no prazo de dez sessões a partir da comunicação, como temos feito, data venia. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375844. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O processo já está aparelhado há mais de... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Desde outubro do ano passado, com parecer do Ministério Público. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Esse também é o meu constrangimento, porque nós construímos essa solução e até demos prazo relativamente... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Na verdade, inicialmente, eu sempre dizia isso, nós acabamos... O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – CANCELADO. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É! A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - É, não tenha a menor dúvida que Vossa Excelência tem toda razão em todas as ponderações. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Por isso é que normalmente nós damos esse prazo de até dez sessões, porque deve haver outros que têm as preferências, incluídas as legais. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Tenho a impressão de que até, eventualmente, podemos rever essa nossa orientação. Mas, por ora, é o remédio que conseguimos desenvolver para esse tipo de situação. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Entendo a preocupação do Ministro Teori. Lembro-me de que, no início, também, eu ficava com problemas, porque com isso passamos na frente alguns que, talvez, não tenham sido julgados. Porque voltamos às vezes, não aqui na Segunda Turma, mas na Primeira - o Ministro Lewandowski se lembra -, não poucas vezes, voltamos com um número grande de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929450. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O processo já está aparelhado há mais de... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Desde outubro do ano passado, com parecer do Ministério Público. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Esse também é o meu constrangimento, porque nós construímos essa solução e até demos prazo relativamente... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Na verdade, inicialmente, eu sempre dizia isso, nós acabamos... O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – CANCELADO. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É! A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - É, não tenha a menor dúvida que Vossa Excelência tem toda razão em todas as ponderações. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Por isso é que normalmente nós damos esse prazo de até dez sessões, porque deve haver outros que têm as preferências, incluídas as legais. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Tenho a impressão de que até, eventualmente, podemos rever essa nossa orientação. Mas, por ora, é o remédio que conseguimos desenvolver para esse tipo de situação. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Entendo a preocupação do Ministro Teori. Lembro-me de que, no início, também, eu ficava com problemas, porque com isso passamos na frente alguns que, talvez, não tenham sido julgados. Porque voltamos às vezes, não aqui na Segunda Turma, mas na Primeira - o Ministro Lewandowski se lembra -, não poucas vezes, voltamos com um número grande de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 117166 / RJ habeas corpus que trazíamos à mesa, mas não conseguimos julgar. Isso não se deve, portanto, nem à negligência nem à desídia do julgador. É uma contingência. Às vezes, sessões que tenham cinco ou seis sustentações orais não permitem que os cinco Juízes, de cada uma das Turmas do Supremo, julguem nem os casos que trazem para julgar. O que não é incomum. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Veja, Vossa Excelência, que isso tem implicação, inclusive, na aplicação da Súmula 691. Supondo, por exemplo, que se negue a liminar no STJ e não supere aqui, nós ficamos numa situação alongada, eventualmente, de constrangimento. E, às vezes, fazemos isso entendendo que a matéria será brevemente apreciada no âmbito do STJ. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Sim, e, às vezes, não é. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Por impossibilidade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E, às vezes, Ministro, porque, com o deferimento da liminar, o preso passa a ser prioridade, quando, num primeiro momento, o processo daquele outro é que seria. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929450. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ habeas corpus que trazíamos à mesa, mas não conseguimos julgar. Isso não se deve, portanto, nem à negligência nem à desídia do julgador. É uma contingência. Às vezes, sessões que tenham cinco ou seis sustentações orais não permitem que os cinco Juízes, de cada uma das Turmas do Supremo, julguem nem os casos que trazem para julgar. O que não é incomum. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Veja, Vossa Excelência, que isso tem implicação, inclusive, na aplicação da Súmula 691. Supondo, por exemplo, que se negue a liminar no STJ e não supere aqui, nós ficamos numa situação alongada, eventualmente, de constrangimento. E, às vezes, fazemos isso entendendo que a matéria será brevemente apreciada no âmbito do STJ. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Sim, e, às vezes, não é. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Por impossibilidade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E, às vezes, Ministro, porque, com o deferimento da liminar, o preso passa a ser prioridade, quando, num primeiro momento, o processo daquele outro é que seria. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Eu, também, me preocupando, como disse o Ministro Teori, vou continuar na linha que venho adotando, mas assumindo o compromisso de repensar, porque acho que é preciso encontrar uma solução mais eficaz. ******* Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4791374. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Eu, também, me preocupando, como disse o Ministro Teori, vou continuar na linha que venho adotando, mas assumindo o compromisso de repensar, porque acho que é preciso encontrar uma solução mais eficaz. ******* Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4791374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Confirmação de Voto 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – Considero, nas circunstâncias, que dez meses não é um tempo exagerado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - É razoável? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Não conheço bem a jurisprudência da Turma. Pergunto: a partir de que prazo se consideraria irrazoável. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Até porque não é só o prazo. Por exemplo, eu levo em consideração que, às vezes, na petição vem que a pessoa está adoentada, ou conforme a idade, outros elementos que, para mim, contam muito ao analisar um caso concreto. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O parecer é pela denegação. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Vou manter, nesse caso o voto. Fico constrangido de determinar ao STJ que julgue imediatamente, numa situação que se sabe que o atraso no julgamento não é por desídia, não é por abuso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Até porque, neste caso, não há nem ilegalidade nem abuso de poder. Há uma incapacidade administrativa de gerir o número. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Nós estamos em uma situação que o... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Sim. Mas o fato é que isso resulta, objetivamente, em uma ilegalidade se nós começamos, por exemplo, a alongar o tempo de prisão. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Isso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4942723. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – Considero, nas circunstâncias, que dez meses não é um tempo exagerado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - É razoável? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Não conheço bem a jurisprudência da Turma. Pergunto: a partir de que prazo se consideraria irrazoável. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Até porque não é só o prazo. Por exemplo, eu levo em consideração que, às vezes, na petição vem que a pessoa está adoentada, ou conforme a idade, outros elementos que, para mim, contam muito ao analisar um caso concreto. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O parecer é pela denegação. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Vou manter, nesse caso o voto. Fico constrangido de determinar ao STJ que julgue imediatamente, numa situação que se sabe que o atraso no julgamento não é por desídia, não é por abuso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Até porque, neste caso, não há nem ilegalidade nem abuso de poder. Há uma incapacidade administrativa de gerir o número. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Nós estamos em uma situação que o... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Sim. Mas o fato é que isso resulta, objetivamente, em uma ilegalidade se nós começamos, por exemplo, a alongar o tempo de prisão. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Isso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4942723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Confirmação de Voto HC 117166 / RJ tem um prejuízo para a... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - No constrangimento. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - É, sim. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4942723. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ tem um prejuízo para a... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - No constrangimento. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - É, sim. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4942723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Debate 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DEBATE A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Só deixando claro, Ministro, eu comungo com o que Vossa Excelência disse: não se configura uma ilegalidade por parte da autoridade apontada como coatora porque não se pode exigir dela outra conduta. Mas, neste caso, nós vamos determinar que a pauta seja feita para o atendimento deste que veio procurar a jurisdição. Esse tem sido o fundamento, quer dizer, para não deixar em desvalia um segundo pedido não atendido de jurisdição. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Veja que, recentemente, nós tivemos, na Primeira Turma, aquela decisão que vinha sendo já tomada também pela Quinta Turma, salvo engano, do STJ, quanto à exigência do recurso, que se trata de uma medida apenas formal, mas que repercute sensivelmente na questão da tradição mesmo com que o Tribunal trata o tema do habeas corpus ao logo de toda a sua história, e acabamos, se fosse essa a solução, por encontrar uma solução formal para uma situação que é muito grave. Mas, aí, nós vamos examinar a questão, de ofício, em casos mais gravosos, o que tem acontecido, especialmente na aplicação da Súmula 691? Mas não resulta positivo quando, na verdade, talvez haja providências de organização e procedimento, reestruturação dos tribunais, alocação de grupos. Não vou falar nem em aumento do número de juízes porque parece palavrão no STJ, mas, em suma, há outras Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DEBATE A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Só deixando claro, Ministro, eu comungo com o que Vossa Excelência disse: não se configura uma ilegalidade por parte da autoridade apontada como coatora porque não se pode exigir dela outra conduta. Mas, neste caso, nós vamos determinar que a pauta seja feita para o atendimento deste que veio procurar a jurisdição. Esse tem sido o fundamento, quer dizer, para não deixar em desvalia um segundo pedido não atendido de jurisdição. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Veja que, recentemente, nós tivemos, na Primeira Turma, aquela decisão que vinha sendo já tomada também pela Quinta Turma, salvo engano, do STJ, quanto à exigência do recurso, que se trata de uma medida apenas formal, mas que repercute sensivelmente na questão da tradição mesmo com que o Tribunal trata o tema do habeas corpus ao logo de toda a sua história, e acabamos, se fosse essa a solução, por encontrar uma solução formal para uma situação que é muito grave. Mas, aí, nós vamos examinar a questão, de ofício, em casos mais gravosos, o que tem acontecido, especialmente na aplicação da Súmula 691? Mas não resulta positivo quando, na verdade, talvez haja providências de organização e procedimento, reestruturação dos tribunais, alocação de grupos. Não vou falar nem em aumento do número de juízes porque parece palavrão no STJ, mas, em suma, há outras Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Debate HC 117166 / RJ soluções. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Mutirão, por exemplo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Propus, quando eu entrei - nós chegamos a discutir isso, Ministro Lewandowski -, a possibilidade de se criar uma Terceira Turma, porque em Tribunais de Justiça se julga com três; porque nós teríamos nove mais um que poderia substituir eventualmente; porque aumentaria o número de julgamentos sensivelmente. Por isso! Porque julga-se no colegiado, e os dois órgãos colegiados, que são as duas Turmas, não dão conta de fazer face à demanda de jurisdição. Não é o caso de aumentar apenas o número de sessões, porque nós temos que preparar os relatórios e os votos, os trabalhos todos e a pretória de julgamentos monocráticos. Então, não seria o caso. Seria o caso, como diz o Ministro Gilmar Mendes, de não pensarmos em reforma, mas de pensarmos numa transformação dessas estruturas para que saibamos como chegar a uma prestação mais eficiente, porque o colegiado é necessário, mas, como está, ele responde a uma demanda de muitas décadas atrás. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Porque o grande problema – e é o que constrange – é que não podemos apontar, nem de longe – com as exceções de praxe –, que há um abuso na utilização do habeas corpus. Quando verificamos, por exemplo, numa estatística desta Segunda Turma, e talvez na Primeira também, que há um índice de concessão algo em torno de 30%. Então, é muito difícil dizer que tradicionalmente... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - O Brasil tem a doutrina brasileira do habeas corpus, que, na década de 20, foi para isso. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Em termos práticos, nós estamos vendo, numa sessão como esta, quantos habeas corpus foram 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ soluções. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Mutirão, por exemplo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Propus, quando eu entrei - nós chegamos a discutir isso, Ministro Lewandowski -, a possibilidade de se criar uma Terceira Turma, porque em Tribunais de Justiça se julga com três; porque nós teríamos nove mais um que poderia substituir eventualmente; porque aumentaria o número de julgamentos sensivelmente. Por isso! Porque julga-se no colegiado, e os dois órgãos colegiados, que são as duas Turmas, não dão conta de fazer face à demanda de jurisdição. Não é o caso de aumentar apenas o número de sessões, porque nós temos que preparar os relatórios e os votos, os trabalhos todos e a pretória de julgamentos monocráticos. Então, não seria o caso. Seria o caso, como diz o Ministro Gilmar Mendes, de não pensarmos em reforma, mas de pensarmos numa transformação dessas estruturas para que saibamos como chegar a uma prestação mais eficiente, porque o colegiado é necessário, mas, como está, ele responde a uma demanda de muitas décadas atrás. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Porque o grande problema – e é o que constrange – é que não podemos apontar, nem de longe – com as exceções de praxe –, que há um abuso na utilização do habeas corpus. Quando verificamos, por exemplo, numa estatística desta Segunda Turma, e talvez na Primeira também, que há um índice de concessão algo em torno de 30%. Então, é muito difícil dizer que tradicionalmente... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - O Brasil tem a doutrina brasileira do habeas corpus, que, na década de 20, foi para isso. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Em termos práticos, nós estamos vendo, numa sessão como esta, quantos habeas corpus foram 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Debate HC 117166 / RJ concedidos. Se pudéssemos, pelo menos, estatisticamente, respaldar uma decisão restritiva, teríamos como ir para casa e olhar no espelho. Mas não, temos uma enorme dificuldade. Sabemos que qualquer medida formal, restritiva, quer dizer, a adoção de uma jurisprudência defensiva significará, realmente, negligência com um instrumento que é basilar para a formação desta Corte. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E do Direito Constitucional, não é, Ministro? É uma das conquistas constitucionais mais... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente, está na base da formação da Jurisdição Constitucional brasileira. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E do Direito Constitucional. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Então, é muito delicado. Numa das sessões aqui nós já dissemos: haveria casos, talvez, que nós pudéssemos até pensar - eu já desafiei o Ministro Teori, que se queixou de não ter tempo para pensar em outras coisas – em habeas corpus coletivo, em medidas que pudessem ter uma abrangência muito maior para casos que acabamos repetindo. Teríamos que, certamente, pensar numa nova conformação, mas é preciso trabalhar isso, também, de lege ferenda. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Mas uma das coisas que tenho pensado, Ministro, é - nós estamos estudando isso, para propor aqui na Segunda Turma - trazer a pauta temática, que o Ministro Jobim pôs para o Tribunal, para podermos lançar, os cinco gabinetes, quais os habeas corpus que existem sobre um tema e chamar todos juntos. Se a chamada é, por exemplo, quanto ao § 4º do artigo 33, que é muito comum, se fizermos isso em conjunto - e estamos trabalhando nisso para propor a Vossas Excelências -, talvez, pelo menos, nós fizéssemos uma primeira experiência nesta Segunda Turma que poderia gerar eficiência muito maior, porque, se eu chamar dez habeas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ concedidos. Se pudéssemos, pelo menos, estatisticamente, respaldar uma decisão restritiva, teríamos como ir para casa e olhar no espelho. Mas não, temos uma enorme dificuldade. Sabemos que qualquer medida formal, restritiva, quer dizer, a adoção de uma jurisprudência defensiva significará, realmente, negligência com um instrumento que é basilar para a formação desta Corte. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E do Direito Constitucional, não é, Ministro? É uma das conquistas constitucionais mais... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente, está na base da formação da Jurisdição Constitucional brasileira. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E do Direito Constitucional. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Então, é muito delicado. Numa das sessões aqui nós já dissemos: haveria casos, talvez, que nós pudéssemos até pensar - eu já desafiei o Ministro Teori, que se queixou de não ter tempo para pensar em outras coisas – em habeas corpus coletivo, em medidas que pudessem ter uma abrangência muito maior para casos que acabamos repetindo. Teríamos que, certamente, pensar numa nova conformação, mas é preciso trabalhar isso, também, de lege ferenda. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Mas uma das coisas que tenho pensado, Ministro, é - nós estamos estudando isso, para propor aqui na Segunda Turma - trazer a pauta temática, que o Ministro Jobim pôs para o Tribunal, para podermos lançar, os cinco gabinetes, quais os habeas corpus que existem sobre um tema e chamar todos juntos. Se a chamada é, por exemplo, quanto ao § 4º do artigo 33, que é muito comum, se fizermos isso em conjunto - e estamos trabalhando nisso para propor a Vossas Excelências -, talvez, pelo menos, nós fizéssemos uma primeira experiência nesta Segunda Turma que poderia gerar eficiência muito maior, porque, se eu chamar dez habeas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Debate HC 117166 / RJ corpus que têm o mesmo objeto, talvez isso fosse pequeno passo para chegarmos a grandes transformações. Mas isso, até setembro, vamos propor a Vossas Excelências, como uma primeira tentativa que não ameniza o número, mas pode aumentar a eficácia. Acho que é isso. Não é diminuir a cidadania, é aumentar as possibilidades do Tribunal. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Recentemente, Presidente, foi apresentado aqui, na questão que tivemos a audiência pública, pela secretária de justiça do Paraná, um sistema informático trabalhado, desenvolvido também por empresa da informática do Estado do Paraná, que monitora o sistema prisional: um sistema de Business Intelligence (BI) que permite então esse monitoramento. Eu soube que agora esse mesmo sistema estaria sendo adaptado para ser implantado no STJ. E talvez até pudéssemos fazer algum um tipo de teste ou experimento para acompanharmos - talvez aqui na nossa Turma e depois discutiríamos se seria o caso -, a fim de exatamente sabermos a situação. Porque muitas vezes todos nós certamente já nos deparamos com essas situações constrangedoras, de vermos um processo que queda no nosso gabinete por prazo, às vezes, até muito mais alongado do que esse, por falta de controle. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Essa gestão é dificílima, porque estamos acudindo aquilo que nos chega, com pedido de preferência. Lembro-me do Ministro Cezar Peluso que dizia: "Olha, ocorrem casos de matéria penal em que não julgamos no tempo devido não por desídia de nenhum dos onze ministros, mas por impossibilidade material, física, de dar cobro". É isso. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Acho que é isso. No fundo, é isso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) -Então, é incompreensível. E o ministro Peluso dizia: "Tanto melhor que não foi por prisão, foi por prescrição". Porque não é que queiramos que aconteça, nós queremos respostas. Mas isso vai ter que ser feito mesmo, repensando essa estrutura. Por isso cheguei em 2006, a cogitar, a criação 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ corpus que têm o mesmo objeto, talvez isso fosse pequeno passo para chegarmos a grandes transformações. Mas isso, até setembro, vamos propor a Vossas Excelências, como uma primeira tentativa que não ameniza o número, mas pode aumentar a eficácia. Acho que é isso. Não é diminuir a cidadania, é aumentar as possibilidades do Tribunal. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Recentemente, Presidente, foi apresentado aqui, na questão que tivemos a audiência pública, pela secretária de justiça do Paraná, um sistema informático trabalhado, desenvolvido também por empresa da informática do Estado do Paraná, que monitora o sistema prisional: um sistema de Business Intelligence (BI) que permite então esse monitoramento. Eu soube que agora esse mesmo sistema estaria sendo adaptado para ser implantado no STJ. E talvez até pudéssemos fazer algum um tipo de teste ou experimento para acompanharmos - talvez aqui na nossa Turma e depois discutiríamos se seria o caso -, a fim de exatamente sabermos a situação. Porque muitas vezes todos nós certamente já nos deparamos com essas situações constrangedoras, de vermos um processo que queda no nosso gabinete por prazo, às vezes, até muito mais alongado do que esse, por falta de controle. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Essa gestão é dificílima, porque estamos acudindo aquilo que nos chega, com pedido de preferência. Lembro-me do Ministro Cezar Peluso que dizia: "Olha, ocorrem casos de matéria penal em que não julgamos no tempo devido não por desídia de nenhum dos onze ministros, mas por impossibilidade material, física, de dar cobro". É isso. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Acho que é isso. No fundo, é isso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) -Então, é incompreensível. E o ministro Peluso dizia: "Tanto melhor que não foi por prisão, foi por prescrição". Porque não é que queiramos que aconteça, nós queremos respostas. Mas isso vai ter que ser feito mesmo, repensando essa estrutura. Por isso cheguei em 2006, a cogitar, a criação 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Debate HC 117166 / RJ de outra Turma. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Talvez uma providência fosse distribuir os votos aos colegas, antecipadamente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Acho que na Turma temos um clima de total confiança. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Temos. E se o colega divergir, divergirá, sem problema nenhum, e passamos os votos. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É. Isso na Turma, acho que não há a menor dificuldade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Estou pensando em fazer essa experiência de adotar a pauta temática a partir do que temos e aí cada um incluiria naqueles temas o que fosse igual. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Está bem. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Se Vossas Excelências estiverem de acordo, faremos uma primeira experiência, até o final do ano, para vermos o que ganhamos em termos de eficiência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Está certo. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Mas a partir do próximo mês - eles estão precisando de um tempo para fazer isso. Está bem? 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ de outra Turma. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Talvez uma providência fosse distribuir os votos aos colegas, antecipadamente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Acho que na Turma temos um clima de total confiança. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Temos. E se o colega divergir, divergirá, sem problema nenhum, e passamos os votos. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É. Isso na Turma, acho que não há a menor dificuldade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Estou pensando em fazer essa experiência de adotar a pauta temática a partir do que temos e aí cada um incluiria naqueles temas o que fosse igual. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Está bem. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Se Vossas Excelências estiverem de acordo, faremos uma primeira experiência, até o final do ano, para vermos o que ganhamos em termos de eficiência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Está certo. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Mas a partir do próximo mês - eles estão precisando de um tempo para fazer isso. Está bem? 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 20/08/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.166 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) : RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vencido o Ministro Relator. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407140 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.166 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) : RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vencido o Ministro Relator. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5067107
2013-08-20T00:00:00
2013-12-19T00:00:00
A Turma, por maioria, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vencido o Ministro Relator. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT MANEJADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM CONCEDIDA. I – O impetrante sustenta a demora para o julgamento de habeas corpus ajuizado no Superior Tribunal de Justiça. II – O excesso de trabalho que assoberba o STJ permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III – Contudo, no caso dos autos, a situação caracteriza evidente constrangimento ilegal, uma vez que, passado quase 1 ano do oferecimento do parecer pela Procuradoria-Geral da República, o writ ainda não foi levado a julgamento. IV – A demora para o julgamento do feito naquela Corte Superior configura negativa de prestação jurisdicional e flagrante constrangimento ilegal sofrido pelo paciente, apto a justificar a concessão da ordem para se determinar o imediato julgamento daquela ação. V – Habeas corpus conhecido, concedendo-se a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem.
sjur252218
- Acórdão(s) citado(s): (RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO) HC 102945 (1ªT), HC 103189 (1ªT), HC 107917 (2ªT). Número de páginas: 20. Análise: 29/01/2014, RAF. Revisão: 24/02/2014, SER.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
117166
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 117166
[ "" ]
PACTE.(S) : CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) : RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT MANEJADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM CONCEDIDA. I – O impetrante sustenta a demora para o julgamento de habeas corpus ajuizado no Superior Tribunal de Justiça. II – O excesso de trabalho que assoberba o Superior Tribunal de Justiça permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III – Contudo, no caso dos autos, a situação caracteriza evidente constrangimento ilegal, uma vez que, passado quase 1 ano do oferecimento do parecer pela Procuradoria-Geral da República, o writ ainda não foi levado a julgamento. IV – A demora para o julgamento do feito naquela Corte Superior configura negativa de prestação jurisdicional e flagrante constrangimento ilegal sofrido pelo paciente, apto a justificar a concessão da ordem para se determinar o imediato julgamento daquela ação. V – Habeas corpus conhecido, concedendo-se a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375843. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão HC 117166 / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria, conceder a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vencido o Ministro Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375843. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria, conceder a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vencido o Ministro Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 20 de agosto de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375843. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado em favor de Cristovão Vieira Manhães, no qual se alega excesso de prazo para o julgamento do HC 241.274/RJ, em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. Sustenta o impetrante, em síntese, que (a) a demora para apreciação do habeas corpus impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça configura constrangimento ilegal, já que a situação apresenta contrariedade ao preceito constitucional que impõe a razoável duração do processo. Requer, ao final, a concessão da ordem para determinar que a autoridade coatora viabilize o julgamento da ordem. Indeferi a liminar em 02.04.2013. Foram prestadas as informações. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388489. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado em favor de Cristovão Vieira Manhães, no qual se alega excesso de prazo para o julgamento do HC 241.274/RJ, em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. Sustenta o impetrante, em síntese, que (a) a demora para apreciação do habeas corpus impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça configura constrangimento ilegal, já que a situação apresenta contrariedade ao preceito constitucional que impõe a razoável duração do processo. Requer, ao final, a concessão da ordem para determinar que a autoridade coatora viabilize o julgamento da ordem. Indeferi a liminar em 02.04.2013. Foram prestadas as informações. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite a concessão de habeas corpus para determinar o julgamento de processo em trâmite no Superior Tribunal de Justiça na hipótese em que restar configurada a excessiva demora para sua apreciação e esteja em causa o status libertatis do paciente. O artigo 5..., LXXVIII, da Constituição Federal assegura, com efeito, nos âmbitos judicial e administrativo, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. No presente caso, todavia, não se tem demora que possa ser considerada não razoável. A Ministra Maria Thereza de Assis Moura, nas informações prestadas, registra o seguinte: “(...) Os autos do habeas corpus foram a mim distribuídos em 8.5.2012. Na mesma data, indeferi o pedido liminar e solicitei informações à autoridade apontada como coatora bem como ao juízo de primeiro grau, as quais prestadas, respectivamente, em 14.6.2012 e 26.7.2012. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal em 27.7.2012, tendo retornado a este Tribunal em 1....10.2012, com parecer pela denegação da ordem. Esclareço que, devido ao acúmulo de processos nesta Corte, ainda não foi possível levar a julgamento o writ em questão; porém, a partir da modificação regimental levada a efeito pelo Superior Tribunal de Justiça, no mês de dezembro de 2011, espera-se poder empreender maior celeridade aos julgamentos.”. Ora, de duração razoável é o processo que se desenvolve regularmente, consideradas, ainda, a natureza e a complexidade da causa, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388490. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite a concessão de habeas corpus para determinar o julgamento de processo em trâmite no Superior Tribunal de Justiça na hipótese em que restar configurada a excessiva demora para sua apreciação e esteja em causa o status libertatis do paciente. O artigo 5..., LXXVIII, da Constituição Federal assegura, com efeito, nos âmbitos judicial e administrativo, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. No presente caso, todavia, não se tem demora que possa ser considerada não razoável. A Ministra Maria Thereza de Assis Moura, nas informações prestadas, registra o seguinte: “(...) Os autos do habeas corpus foram a mim distribuídos em 8.5.2012. Na mesma data, indeferi o pedido liminar e solicitei informações à autoridade apontada como coatora bem como ao juízo de primeiro grau, as quais prestadas, respectivamente, em 14.6.2012 e 26.7.2012. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal em 27.7.2012, tendo retornado a este Tribunal em 1....10.2012, com parecer pela denegação da ordem. Esclareço que, devido ao acúmulo de processos nesta Corte, ainda não foi possível levar a julgamento o writ em questão; porém, a partir da modificação regimental levada a efeito pelo Superior Tribunal de Justiça, no mês de dezembro de 2011, espera-se poder empreender maior celeridade aos julgamentos.”. Ora, de duração razoável é o processo que se desenvolve regularmente, consideradas, ainda, a natureza e a complexidade da causa, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 117166 / RJ bem como a quantidade de demandas em trâmite no órgão judicial. Nessa perspectiva, o período de tempo (dez meses) transcorrido desde que o habeas corpus foi instruído com o parecer do Ministério Público e enviado, com termo de conclusão à relatora, afasta qualquer alegação de ilegalidade ou abuso de poder. Ilustrativo a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 103.189/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, Dje de 23.05.2011; HC 102.945/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, Dje de 27.08.2010; HC 107.917/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJE 19.12.2011. Em abono a esse entendimento, ressalta a Procuradoria-Geral da República que é necessário considerar “a enorme quantidade de processos distribuídos aos tribunais superiores, que, muitas vezes, prejudica a efetividade da prestação jurisdicional, sem que se possa atribuir aos julgadores exclusiva responsabilidade pelo lapso temporal necessário à solução das demandas”. 2. Com essas considerações, denego a ordem. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388490. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ bem como a quantidade de demandas em trâmite no órgão judicial. Nessa perspectiva, o período de tempo (dez meses) transcorrido desde que o habeas corpus foi instruído com o parecer do Ministério Público e enviado, com termo de conclusão à relatora, afasta qualquer alegação de ilegalidade ou abuso de poder. Ilustrativo a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 103.189/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, Dje de 23.05.2011; HC 102.945/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, Dje de 27.08.2010; HC 107.917/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJE 19.12.2011. Em abono a esse entendimento, ressalta a Procuradoria-Geral da República que é necessário considerar “a enorme quantidade de processos distribuídos aos tribunais superiores, que, muitas vezes, prejudica a efetividade da prestação jurisdicional, sem que se possa atribuir aos julgadores exclusiva responsabilidade pelo lapso temporal necessário à solução das demandas”. 2. Com essas considerações, denego a ordem. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4388490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Debate 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO DEBATE O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Não é o caso de conceder pelo menos para que... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - A nossa prática tem sido conceder para que se julgue. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Esses três que eu citei são de dez meses aproximadamente, em que se denegou. Eu acho que estamos diante de uma situação... Conceder para determinar que julgue? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É o que nós temos feito, dependendo do prazo da demora. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Dependendo de duas coisas: do prazo e das informações. Eu, por exemplo, denego quando... O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - A informação diz assim: “(...) Os autos do habeas corpus foram a mim distribuídos em 8.5.2012. Na mesma data, indeferi o pedido liminar e solicitei informações à autoridade apontada como coatora bem como ao juízo de primeiro grau, as quais prestadas, respectivamente, em 14.6.2012 e 26.7.2012. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal em 27.7.2012, tendo retornado a este Tribunal em 1....10.2012, com parecer pela denegação da ordem. Esclareço que, devido ao acúmulo de processos nesta Corte, ainda não foi possível levar a julgamento o writ em questão (...)" A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Voltou do parecer então esse ano? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Hein? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929449. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO DEBATE O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Não é o caso de conceder pelo menos para que... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - A nossa prática tem sido conceder para que se julgue. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Esses três que eu citei são de dez meses aproximadamente, em que se denegou. Eu acho que estamos diante de uma situação... Conceder para determinar que julgue? O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É o que nós temos feito, dependendo do prazo da demora. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Dependendo de duas coisas: do prazo e das informações. Eu, por exemplo, denego quando... O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - A informação diz assim: “(...) Os autos do habeas corpus foram a mim distribuídos em 8.5.2012. Na mesma data, indeferi o pedido liminar e solicitei informações à autoridade apontada como coatora bem como ao juízo de primeiro grau, as quais prestadas, respectivamente, em 14.6.2012 e 26.7.2012. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal em 27.7.2012, tendo retornado a este Tribunal em 1....10.2012, com parecer pela denegação da ordem. Esclareço que, devido ao acúmulo de processos nesta Corte, ainda não foi possível levar a julgamento o writ em questão (...)" A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Voltou do parecer então esse ano? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Hein? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Debate HC 117166 / RJ (PRESIDENTE) -Voltou da Procuradoria esse ano? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - 1.../10/2012. "(...) porém, a partir da modificação regimental levada a efeito pelo Superior Tribunal de Justiça, no mês de dezembro de 2011, espera-se poder empreender maior celeridade aos julgamentos.” Então eu digo: "(...) o período de tempo (dez meses) transcorrido desde que o habeas corpus foi instruído com o parecer do Ministério Público e enviado, com termo de conclusão à relatora, afasta qualquer alegação de ilegalidade ou abuso de poder." E cito aqui os precedentes da turma em casos análogos. Enfim, e a Procuradoria ainda diz que: "a enorme quantidade de processos distribuídos aos tribunais superiores, que, muitas vezes, prejudica a efetividade da prestação jurisdicional (...)". 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929449. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ (PRESIDENTE) -Voltou da Procuradoria esse ano? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - 1.../10/2012. "(...) porém, a partir da modificação regimental levada a efeito pelo Superior Tribunal de Justiça, no mês de dezembro de 2011, espera-se poder empreender maior celeridade aos julgamentos.” Então eu digo: "(...) o período de tempo (dez meses) transcorrido desde que o habeas corpus foi instruído com o parecer do Ministério Público e enviado, com termo de conclusão à relatora, afasta qualquer alegação de ilegalidade ou abuso de poder." E cito aqui os precedentes da turma em casos análogos. Enfim, e a Procuradoria ainda diz que: "a enorme quantidade de processos distribuídos aos tribunais superiores, que, muitas vezes, prejudica a efetividade da prestação jurisdicional (...)". 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Aditamento ao Voto 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Fico constrangido em fixar prazo para o julgamento se, aqui mesmo no Supremo Tribunal Federal – não temos condições de cumprir prazo semelhante em todos os casos. Nós temos mais de quatro mil habeas corpus esperando julgamento. Poder-se-ia dizer que o impetrante não tem nada a ver com isso, mas, na verdade, na medida em que se determina o julgamento de um, de certo modo, não se está solucionando a situação que é geral, de atraso. Mantenho o voto pela denegação da ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532444. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Fico constrangido em fixar prazo para o julgamento se, aqui mesmo no Supremo Tribunal Federal – não temos condições de cumprir prazo semelhante em todos os casos. Nós temos mais de quatro mil habeas corpus esperando julgamento. Poder-se-ia dizer que o impetrante não tem nada a ver com isso, mas, na verdade, na medida em que se determina o julgamento de um, de certo modo, não se está solucionando a situação que é geral, de atraso. Mantenho o voto pela denegação da ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4532444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro Teori, compreendo as preocupações de Vossa Excelência e conheço muito bem o trabalho da Ministra Maria Tereza, uma das grandes criminalistas do País, professora da Universidade de São Paulo. Ela é uma Juíza extremamente diligente, mas, em situações análogas, estando o processo aparelhado há dez meses, temos concedido o prazo de dez sessões, o que não me parece exagerado para que o processo venha à Mesa, ou venha a Plenário para ser julgado. Embora eu compactue das preocupações de Vossa Excelência no sentido de que há um excesso de trabalho, mas, neste caso, não posso votar diferentemente do que tenho votado. Penso também que, se o réu insiste em que o caso dele seja julgado, é porque ele está sofrendo um constrangimento ilegal. Enfim, eu votaria, com a devida vênia, no sentido contrário ao de Vossa Excelência, mas apenas para me manter coerente com o que tenho votado e deferir a ordem para que o processo seja levado a julgamento no prazo de dez sessões a partir da comunicação, como temos feito, data venia. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375844. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro Teori, compreendo as preocupações de Vossa Excelência e conheço muito bem o trabalho da Ministra Maria Tereza, uma das grandes criminalistas do País, professora da Universidade de São Paulo. Ela é uma Juíza extremamente diligente, mas, em situações análogas, estando o processo aparelhado há dez meses, temos concedido o prazo de dez sessões, o que não me parece exagerado para que o processo venha à Mesa, ou venha a Plenário para ser julgado. Embora eu compactue das preocupações de Vossa Excelência no sentido de que há um excesso de trabalho, mas, neste caso, não posso votar diferentemente do que tenho votado. Penso também que, se o réu insiste em que o caso dele seja julgado, é porque ele está sofrendo um constrangimento ilegal. Enfim, eu votaria, com a devida vênia, no sentido contrário ao de Vossa Excelência, mas apenas para me manter coerente com o que tenho votado e deferir a ordem para que o processo seja levado a julgamento no prazo de dez sessões a partir da comunicação, como temos feito, data venia. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375844. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O processo já está aparelhado há mais de... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Desde outubro do ano passado, com parecer do Ministério Público. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Esse também é o meu constrangimento, porque nós construímos essa solução e até demos prazo relativamente... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Na verdade, inicialmente, eu sempre dizia isso, nós acabamos... O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – CANCELADO. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É! A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - É, não tenha a menor dúvida que Vossa Excelência tem toda razão em todas as ponderações. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Por isso é que normalmente nós damos esse prazo de até dez sessões, porque deve haver outros que têm as preferências, incluídas as legais. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Tenho a impressão de que até, eventualmente, podemos rever essa nossa orientação. Mas, por ora, é o remédio que conseguimos desenvolver para esse tipo de situação. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Entendo a preocupação do Ministro Teori. Lembro-me de que, no início, também, eu ficava com problemas, porque com isso passamos na frente alguns que, talvez, não tenham sido julgados. Porque voltamos às vezes, não aqui na Segunda Turma, mas na Primeira - o Ministro Lewandowski se lembra -, não poucas vezes, voltamos com um número grande de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929450. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O processo já está aparelhado há mais de... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Desde outubro do ano passado, com parecer do Ministério Público. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Esse também é o meu constrangimento, porque nós construímos essa solução e até demos prazo relativamente... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Na verdade, inicialmente, eu sempre dizia isso, nós acabamos... O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – CANCELADO. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É! A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - É, não tenha a menor dúvida que Vossa Excelência tem toda razão em todas as ponderações. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – CANCELADO. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Por isso é que normalmente nós damos esse prazo de até dez sessões, porque deve haver outros que têm as preferências, incluídas as legais. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Tenho a impressão de que até, eventualmente, podemos rever essa nossa orientação. Mas, por ora, é o remédio que conseguimos desenvolver para esse tipo de situação. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Entendo a preocupação do Ministro Teori. Lembro-me de que, no início, também, eu ficava com problemas, porque com isso passamos na frente alguns que, talvez, não tenham sido julgados. Porque voltamos às vezes, não aqui na Segunda Turma, mas na Primeira - o Ministro Lewandowski se lembra -, não poucas vezes, voltamos com um número grande de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 117166 / RJ habeas corpus que trazíamos à mesa, mas não conseguimos julgar. Isso não se deve, portanto, nem à negligência nem à desídia do julgador. É uma contingência. Às vezes, sessões que tenham cinco ou seis sustentações orais não permitem que os cinco Juízes, de cada uma das Turmas do Supremo, julguem nem os casos que trazem para julgar. O que não é incomum. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Veja, Vossa Excelência, que isso tem implicação, inclusive, na aplicação da Súmula 691. Supondo, por exemplo, que se negue a liminar no Superior Tribunal de Justiça e não supere aqui, nós ficamos numa situação alongada, eventualmente, de constrangimento. E, às vezes, fazemos isso entendendo que a matéria será brevemente apreciada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Sim, e, às vezes, não é. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Por impossibilidade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E, às vezes, Ministro, porque, com o deferimento da liminar, o preso passa a ser prioridade, quando, num primeiro momento, o processo daquele outro é que seria. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929450. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ habeas corpus que trazíamos à mesa, mas não conseguimos julgar. Isso não se deve, portanto, nem à negligência nem à desídia do julgador. É uma contingência. Às vezes, sessões que tenham cinco ou seis sustentações orais não permitem que os cinco Juízes, de cada uma das Turmas do Supremo, julguem nem os casos que trazem para julgar. O que não é incomum. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Veja, Vossa Excelência, que isso tem implicação, inclusive, na aplicação da Súmula 691. Supondo, por exemplo, que se negue a liminar no Superior Tribunal de Justiça e não supere aqui, nós ficamos numa situação alongada, eventualmente, de constrangimento. E, às vezes, fazemos isso entendendo que a matéria será brevemente apreciada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Sim, e, às vezes, não é. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Por impossibilidade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E, às vezes, Ministro, porque, com o deferimento da liminar, o preso passa a ser prioridade, quando, num primeiro momento, o processo daquele outro é que seria. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Eu, também, me preocupando, como disse o Ministro Teori, vou continuar na linha que venho adotando, mas assumindo o compromisso de repensar, porque acho que é preciso encontrar uma solução mais eficaz. ******* Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4791374. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Eu, também, me preocupando, como disse o Ministro Teori, vou continuar na linha que venho adotando, mas assumindo o compromisso de repensar, porque acho que é preciso encontrar uma solução mais eficaz. ******* Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4791374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Confirmação de Voto 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – Considero, nas circunstâncias, que dez meses não é um tempo exagerado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - É razoável? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Não conheço bem a jurisprudência da Turma. Pergunto: a partir de que prazo se consideraria irrazoável. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Até porque não é só o prazo. Por exemplo, eu levo em consideração que, às vezes, na petição vem que a pessoa está adoentada, ou conforme a idade, outros elementos que, para mim, contam muito ao analisar um caso concreto. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O parecer é pela denegação. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Vou manter, nesse caso o voto. Fico constrangido de determinar ao Superior Tribunal de Justiça que julgue imediatamente, numa situação que se sabe que o atraso no julgamento não é por desídia, não é por abuso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Até porque, neste caso, não há nem ilegalidade nem abuso de poder. Há uma incapacidade administrativa de gerir o número. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Nós estamos em uma situação que o... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Sim. Mas o fato é que isso resulta, objetivamente, em uma ilegalidade se nós começamos, por exemplo, a alongar o tempo de prisão. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Isso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4942723. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) – Considero, nas circunstâncias, que dez meses não é um tempo exagerado. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - É razoável? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Não conheço bem a jurisprudência da Turma. Pergunto: a partir de que prazo se consideraria irrazoável. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Até porque não é só o prazo. Por exemplo, eu levo em consideração que, às vezes, na petição vem que a pessoa está adoentada, ou conforme a idade, outros elementos que, para mim, contam muito ao analisar um caso concreto. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O parecer é pela denegação. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Vou manter, nesse caso o voto. Fico constrangido de determinar ao Superior Tribunal de Justiça que julgue imediatamente, numa situação que se sabe que o atraso no julgamento não é por desídia, não é por abuso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Até porque, neste caso, não há nem ilegalidade nem abuso de poder. Há uma incapacidade administrativa de gerir o número. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Nós estamos em uma situação que o... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Sim. Mas o fato é que isso resulta, objetivamente, em uma ilegalidade se nós começamos, por exemplo, a alongar o tempo de prisão. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Isso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4942723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Confirmação de Voto HC 117166 / RJ tem um prejuízo para a... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - No constrangimento. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - É, sim. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4942723. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ tem um prejuízo para a... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - No constrangimento. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - É, sim. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4942723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Debate 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DEBATE A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Só deixando claro, Ministro, eu comungo com o que Vossa Excelência disse: não se configura uma ilegalidade por parte da autoridade apontada como coatora porque não se pode exigir dela outra conduta. Mas, neste caso, nós vamos determinar que a pauta seja feita para o atendimento deste que veio procurar a jurisdição. Esse tem sido o fundamento, quer dizer, para não deixar em desvalia um segundo pedido não atendido de jurisdição. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Veja que, recentemente, nós tivemos, na Primeira Turma, aquela decisão que vinha sendo já tomada também pela Quinta Turma, salvo engano, do Superior Tribunal de Justiça, quanto à exigência do recurso, que se trata de uma medida apenas formal, mas que repercute sensivelmente na questão da tradição mesmo com que o Tribunal trata o tema do habeas corpus ao logo de toda a sua história, e acabamos, se fosse essa a solução, por encontrar uma solução formal para uma situação que é muito grave. Mas, aí, nós vamos examinar a questão, de ofício, em casos mais gravosos, o que tem acontecido, especialmente na aplicação da Súmula 691? Mas não resulta positivo quando, na verdade, talvez haja providências de organização e procedimento, reestruturação dos tribunais, alocação de grupos. Não vou falar nem em aumento do número de juízes porque parece palavrão no Superior Tribunal de Justiça, mas, em suma, há outras Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal 20/08/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 117.166 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) :RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DEBATE A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Só deixando claro, Ministro, eu comungo com o que Vossa Excelência disse: não se configura uma ilegalidade por parte da autoridade apontada como coatora porque não se pode exigir dela outra conduta. Mas, neste caso, nós vamos determinar que a pauta seja feita para o atendimento deste que veio procurar a jurisdição. Esse tem sido o fundamento, quer dizer, para não deixar em desvalia um segundo pedido não atendido de jurisdição. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Veja que, recentemente, nós tivemos, na Primeira Turma, aquela decisão que vinha sendo já tomada também pela Quinta Turma, salvo engano, do Superior Tribunal de Justiça, quanto à exigência do recurso, que se trata de uma medida apenas formal, mas que repercute sensivelmente na questão da tradição mesmo com que o Tribunal trata o tema do habeas corpus ao logo de toda a sua história, e acabamos, se fosse essa a solução, por encontrar uma solução formal para uma situação que é muito grave. Mas, aí, nós vamos examinar a questão, de ofício, em casos mais gravosos, o que tem acontecido, especialmente na aplicação da Súmula 691? Mas não resulta positivo quando, na verdade, talvez haja providências de organização e procedimento, reestruturação dos tribunais, alocação de grupos. Não vou falar nem em aumento do número de juízes porque parece palavrão no Superior Tribunal de Justiça, mas, em suma, há outras Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Debate HC 117166 / RJ soluções. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Mutirão, por exemplo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Propus, quando eu entrei - nós chegamos a discutir isso, Ministro Lewandowski -, a possibilidade de se criar uma Terceira Turma, porque em Tribunais de Justiça se julga com três; porque nós teríamos nove mais um que poderia substituir eventualmente; porque aumentaria o número de julgamentos sensivelmente. Por isso! Porque julga-se no colegiado, e os dois órgãos colegiados, que são as duas Turmas, não dão conta de fazer face à demanda de jurisdição. Não é o caso de aumentar apenas o número de sessões, porque nós temos que preparar os relatórios e os votos, os trabalhos todos e a pretória de julgamentos monocráticos. Então, não seria o caso. Seria o caso, como diz o Ministro Gilmar Mendes, de não pensarmos em reforma, mas de pensarmos numa transformação dessas estruturas para que saibamos como chegar a uma prestação mais eficiente, porque o colegiado é necessário, mas, como está, ele responde a uma demanda de muitas décadas atrás. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Porque o grande problema – e é o que constrange – é que não podemos apontar, nem de longe – com as exceções de praxe –, que há um abuso na utilização do habeas corpus. Quando verificamos, por exemplo, numa estatística desta Segunda Turma, e talvez na Primeira também, que há um índice de concessão algo em torno de 30%. Então, é muito difícil dizer que tradicionalmente... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - O Brasil tem a doutrina brasileira do habeas corpus, que, na década de 20, foi para isso. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Em termos práticos, nós estamos vendo, numa sessão como esta, quantos habeas corpus foram 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ soluções. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Mutirão, por exemplo. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Propus, quando eu entrei - nós chegamos a discutir isso, Ministro Lewandowski -, a possibilidade de se criar uma Terceira Turma, porque em Tribunais de Justiça se julga com três; porque nós teríamos nove mais um que poderia substituir eventualmente; porque aumentaria o número de julgamentos sensivelmente. Por isso! Porque julga-se no colegiado, e os dois órgãos colegiados, que são as duas Turmas, não dão conta de fazer face à demanda de jurisdição. Não é o caso de aumentar apenas o número de sessões, porque nós temos que preparar os relatórios e os votos, os trabalhos todos e a pretória de julgamentos monocráticos. Então, não seria o caso. Seria o caso, como diz o Ministro Gilmar Mendes, de não pensarmos em reforma, mas de pensarmos numa transformação dessas estruturas para que saibamos como chegar a uma prestação mais eficiente, porque o colegiado é necessário, mas, como está, ele responde a uma demanda de muitas décadas atrás. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Porque o grande problema – e é o que constrange – é que não podemos apontar, nem de longe – com as exceções de praxe –, que há um abuso na utilização do habeas corpus. Quando verificamos, por exemplo, numa estatística desta Segunda Turma, e talvez na Primeira também, que há um índice de concessão algo em torno de 30%. Então, é muito difícil dizer que tradicionalmente... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - O Brasil tem a doutrina brasileira do habeas corpus, que, na década de 20, foi para isso. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Em termos práticos, nós estamos vendo, numa sessão como esta, quantos habeas corpus foram 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Debate HC 117166 / RJ concedidos. Se pudéssemos, pelo menos, estatisticamente, respaldar uma decisão restritiva, teríamos como ir para casa e olhar no espelho. Mas não, temos uma enorme dificuldade. Sabemos que qualquer medida formal, restritiva, quer dizer, a adoção de uma jurisprudência defensiva significará, realmente, negligência com um instrumento que é basilar para a formação desta Corte. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E do Direito Constitucional, não é, Ministro? É uma das conquistas constitucionais mais... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente, está na base da formação da Jurisdição Constitucional brasileira. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E do Direito Constitucional. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Então, é muito delicado. Numa das sessões aqui nós já dissemos: haveria casos, talvez, que nós pudéssemos até pensar - eu já desafiei o Ministro Teori, que se queixou de não ter tempo para pensar em outras coisas – em habeas corpus coletivo, em medidas que pudessem ter uma abrangência muito maior para casos que acabamos repetindo. Teríamos que, certamente, pensar numa nova conformação, mas é preciso trabalhar isso, também, de lege ferenda. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Mas uma das coisas que tenho pensado, Ministro, é - nós estamos estudando isso, para propor aqui na Segunda Turma - trazer a pauta temática, que o Ministro Jobim pôs para o Tribunal, para podermos lançar, os cinco gabinetes, quais os habeas corpus que existem sobre um tema e chamar todos juntos. Se a chamada é, por exemplo, quanto ao § 4... do artigo 33, que é muito comum, se fizermos isso em conjunto - e estamos trabalhando nisso para propor a Vossas Excelências -, talvez, pelo menos, nós fizéssemos uma primeira experiência nesta Segunda Turma que poderia gerar eficiência muito maior, porque, se eu chamar dez habeas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ concedidos. Se pudéssemos, pelo menos, estatisticamente, respaldar uma decisão restritiva, teríamos como ir para casa e olhar no espelho. Mas não, temos uma enorme dificuldade. Sabemos que qualquer medida formal, restritiva, quer dizer, a adoção de uma jurisprudência defensiva significará, realmente, negligência com um instrumento que é basilar para a formação desta Corte. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E do Direito Constitucional, não é, Ministro? É uma das conquistas constitucionais mais... O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente, está na base da formação da Jurisdição Constitucional brasileira. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - E do Direito Constitucional. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Então, é muito delicado. Numa das sessões aqui nós já dissemos: haveria casos, talvez, que nós pudéssemos até pensar - eu já desafiei o Ministro Teori, que se queixou de não ter tempo para pensar em outras coisas – em habeas corpus coletivo, em medidas que pudessem ter uma abrangência muito maior para casos que acabamos repetindo. Teríamos que, certamente, pensar numa nova conformação, mas é preciso trabalhar isso, também, de lege ferenda. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Mas uma das coisas que tenho pensado, Ministro, é - nós estamos estudando isso, para propor aqui na Segunda Turma - trazer a pauta temática, que o Ministro Jobim pôs para o Tribunal, para podermos lançar, os cinco gabinetes, quais os habeas corpus que existem sobre um tema e chamar todos juntos. Se a chamada é, por exemplo, quanto ao § 4... do artigo 33, que é muito comum, se fizermos isso em conjunto - e estamos trabalhando nisso para propor a Vossas Excelências -, talvez, pelo menos, nós fizéssemos uma primeira experiência nesta Segunda Turma que poderia gerar eficiência muito maior, porque, se eu chamar dez habeas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Debate HC 117166 / RJ corpus que têm o mesmo objeto, talvez isso fosse pequeno passo para chegarmos a grandes transformações. Mas isso, até setembro, vamos propor a Vossas Excelências, como uma primeira tentativa que não ameniza o número, mas pode aumentar a eficácia. Acho que é isso. Não é diminuir a cidadania, é aumentar as possibilidades do Tribunal. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Recentemente, Presidente, foi apresentado aqui, na questão que tivemos a audiência pública, pela secretária de justiça do Paraná, um sistema informático trabalhado, desenvolvido também por empresa da informática do Estado do Paraná, que monitora o sistema prisional: um sistema de Business Intelligence (BI) que permite então esse monitoramento. Eu soube que agora esse mesmo sistema estaria sendo adaptado para ser implantado no Superior Tribunal de Justiça. E talvez até pudéssemos fazer algum um tipo de teste ou experimento para acompanharmos - talvez aqui na nossa Turma e depois discutiríamos se seria o caso -, a fim de exatamente sabermos a situação. Porque muitas vezes todos nós certamente já nos deparamos com essas situações constrangedoras, de vermos um processo que queda no nosso gabinete por prazo, às vezes, até muito mais alongado do que esse, por falta de controle. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Essa gestão é dificílima, porque estamos acudindo aquilo que nos chega, com pedido de preferência. Lembro-me do Ministro Cezar Peluso que dizia: "Olha, ocorrem casos de matéria penal em que não julgamos no tempo devido não por desídia de nenhum dos onze ministros, mas por impossibilidade material, física, de dar cobro". É isso. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Acho que é isso. No fundo, é isso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) -Então, é incompreensível. E o ministro Peluso dizia: "Tanto melhor que não foi por prisão, foi por prescrição". Porque não é que queiramos que aconteça, nós queremos respostas. Mas isso vai ter que ser feito mesmo, repensando essa estrutura. Por isso cheguei em 2006, a cogitar, a criação 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ corpus que têm o mesmo objeto, talvez isso fosse pequeno passo para chegarmos a grandes transformações. Mas isso, até setembro, vamos propor a Vossas Excelências, como uma primeira tentativa que não ameniza o número, mas pode aumentar a eficácia. Acho que é isso. Não é diminuir a cidadania, é aumentar as possibilidades do Tribunal. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Recentemente, Presidente, foi apresentado aqui, na questão que tivemos a audiência pública, pela secretária de justiça do Paraná, um sistema informático trabalhado, desenvolvido também por empresa da informática do Estado do Paraná, que monitora o sistema prisional: um sistema de Business Intelligence (BI) que permite então esse monitoramento. Eu soube que agora esse mesmo sistema estaria sendo adaptado para ser implantado no Superior Tribunal de Justiça. E talvez até pudéssemos fazer algum um tipo de teste ou experimento para acompanharmos - talvez aqui na nossa Turma e depois discutiríamos se seria o caso -, a fim de exatamente sabermos a situação. Porque muitas vezes todos nós certamente já nos deparamos com essas situações constrangedoras, de vermos um processo que queda no nosso gabinete por prazo, às vezes, até muito mais alongado do que esse, por falta de controle. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Essa gestão é dificílima, porque estamos acudindo aquilo que nos chega, com pedido de preferência. Lembro-me do Ministro Cezar Peluso que dizia: "Olha, ocorrem casos de matéria penal em que não julgamos no tempo devido não por desídia de nenhum dos onze ministros, mas por impossibilidade material, física, de dar cobro". É isso. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR) - Acho que é isso. No fundo, é isso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) -Então, é incompreensível. E o ministro Peluso dizia: "Tanto melhor que não foi por prisão, foi por prescrição". Porque não é que queiramos que aconteça, nós queremos respostas. Mas isso vai ter que ser feito mesmo, repensando essa estrutura. Por isso cheguei em 2006, a cogitar, a criação 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Debate HC 117166 / RJ de outra Turma. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Talvez uma providência fosse distribuir os votos aos colegas, antecipadamente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Acho que na Turma temos um clima de total confiança. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Temos. E se o colega divergir, divergirá, sem problema nenhum, e passamos os votos. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É. Isso na Turma, acho que não há a menor dificuldade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Estou pensando em fazer essa experiência de adotar a pauta temática a partir do que temos e aí cada um incluiria naqueles temas o que fosse igual. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Está bem. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Se Vossas Excelências estiverem de acordo, faremos uma primeira experiência, até o final do ano, para vermos o que ganhamos em termos de eficiência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Está certo. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Mas a partir do próximo mês - eles estão precisando de um tempo para fazer isso. Está bem? 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Supremo Tribunal Federal HC 117166 / RJ de outra Turma. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Talvez uma providência fosse distribuir os votos aos colegas, antecipadamente. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Acho que na Turma temos um clima de total confiança. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Temos. E se o colega divergir, divergirá, sem problema nenhum, e passamos os votos. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É. Isso na Turma, acho que não há a menor dificuldade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Estou pensando em fazer essa experiência de adotar a pauta temática a partir do que temos e aí cada um incluiria naqueles temas o que fosse igual. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Está bem. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Se Vossas Excelências estiverem de acordo, faremos uma primeira experiência, até o final do ano, para vermos o que ganhamos em termos de eficiência. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Está certo. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Mas a partir do próximo mês - eles estão precisando de um tempo para fazer isso. Está bem? 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5044476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 20/08/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.166 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) : RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC n241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vencido o Ministro Relator. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407140 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 117.166 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : CRISTOVÃO VIEIRA MANHÃES IMPTE.(S) : RAFAEL CRESPO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC n241274 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vencido o Ministro Relator. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.08.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
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Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) :JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) :TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo regimental que impugna decisão monocrática que já foi objeto de recurso idêntico julgado pelo colegiado. Princípio da unirrecorribilidade. Violação. Ocorrência. Agravo regimental contra acórdão. Impossibilidade. Precedentes. 1. O princípio da unirrecorribilidade, ressalvadas as hipóteses legais, impede a interposição cumulativa, contra o mesmo julgado, de mais de um recurso. 2. Por outro lado, é incabível agravo regimental contra decisão prolatada por órgão colegiado. 3. Agravo regimental não conhecido, com aplicação de multa prevista no art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer do agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789495. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 748959 AGR-AGR / RS MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789495. Supremo Tribunal Federal ARE 748959 AGR-AGR / RS MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) :JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) :TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rio Grande Energia S.A. interpõe agravo regimental contra decisão que já foi objeto de anterior agravo regimental julgado por esta Primeira Turma, cujo acórdão restou assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Energia elétrica. Interrupção. Restabelecimento. Sobrecarga. Incêndio. Dano. Dever de indenizar. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e que a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelos danos por ele sofridos em razão de incêndio em imóvel de sua propriedade ocasionado por falha no fornecimento do serviço de energia elétrica. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” Repete o agravante os argumentos utilizados no agravo regimental Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789492. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) :JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) :TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rio Grande Energia S.A. interpõe agravo regimental contra decisão que já foi objeto de anterior agravo regimental julgado por esta Primeira Turma, cujo acórdão restou assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Energia elétrica. Interrupção. Restabelecimento. Sobrecarga. Incêndio. Dano. Dever de indenizar. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e que a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelos danos por ele sofridos em razão de incêndio em imóvel de sua propriedade ocasionado por falha no fornecimento do serviço de energia elétrica. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” Repete o agravante os argumentos utilizados no agravo regimental Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 748959 AGR-AGR / RS anteriormente interposto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789492. Supremo Tribunal Federal ARE 748959 AGR-AGR / RS anteriormente interposto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O princípio da unirrecorribilidade ou da singularidade dos recursos, ressalvadas as hipóteses legais, impede que, contra o mesmo ato decisório, se interponha mais de um recurso. Desse modo, não há como conhecer de agravo regimental que impugna decisão que já foi objeto de anterior agravo regimental julgado por este órgão colegiado. Nesse sentido, colaciono o seguinte julgado: “EMENTA: CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (2) RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS HIPÓTESES LEGAIS - OFENSA AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS - NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO - EXAME DO PRIMEIRO RECURSO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE - RECURSO UTILIZADO COM O OBJETIVO DE INFRINGIR O JULGADO - INADMISSIBILIDADE - ABUSO DO DIREITO DE RECORRER - IMPOSIÇÃO DE MULTA - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - O princípio da unirrecorribilidade, ressalvadas as hipóteses legais, impede a cumulativa interposição, contra o mesmo ato decisório, de mais de um recurso. O desrespeito ao postulado da singularidade dos recursos torna insuscetível de conhecimento o segundo recurso, quando interposto contra a mesma decisão. Doutrina. Precedentes. - Os embargos de declaração - desde que ausentes os seus requisitos de admissibilidade - não podem ser utilizados com o indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio da específica função jurídico- processual para a qual esse tipo recursal se acha Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O princípio da unirrecorribilidade ou da singularidade dos recursos, ressalvadas as hipóteses legais, impede que, contra o mesmo ato decisório, se interponha mais de um recurso. Desse modo, não há como conhecer de agravo regimental que impugna decisão que já foi objeto de anterior agravo regimental julgado por este órgão colegiado. Nesse sentido, colaciono o seguinte julgado: “EMENTA: CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (2) RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS HIPÓTESES LEGAIS - OFENSA AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS - NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO - EXAME DO PRIMEIRO RECURSO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE - RECURSO UTILIZADO COM O OBJETIVO DE INFRINGIR O JULGADO - INADMISSIBILIDADE - ABUSO DO DIREITO DE RECORRER - IMPOSIÇÃO DE MULTA - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - O princípio da unirrecorribilidade, ressalvadas as hipóteses legais, impede a cumulativa interposição, contra o mesmo ato decisório, de mais de um recurso. O desrespeito ao postulado da singularidade dos recursos torna insuscetível de conhecimento o segundo recurso, quando interposto contra a mesma decisão. Doutrina. Precedentes. - Os embargos de declaração - desde que ausentes os seus requisitos de admissibilidade - não podem ser utilizados com o indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio da específica função jurídico- processual para a qual esse tipo recursal se acha Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 748959 AGR-AGR / RS instrumentalmente vocacionado. Precedentes. - O abuso do direito de recorrer - por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual - constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do CPC possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes” (AI 776.337/DF-AgR-segundo-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 2/3/12). Por outro lado, mesmo que se pudesse considerar que o agravo regimental foi interposto contra o acórdão proferido no julgamento do primeiro agravo regimental, ainda assim, o inconformismo seria inadmissível, pois é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser incabível agravo regimental contra decisão prolatada por órgão colegiado. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. Não cabe agravo regimental contra acórdão de Turma da Corte. De outra parte, em se tratando de erro grosseiro, não há que ser o agravo convertido em embargos de declaração. Agravo regimental não conhecido” (AI nº 760.111/PR-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 21/10/11). “RECURSO. Agravo regimental. Inadmissibilidade. Acórdão de Turma ou do Plenário. Agravo regimental não conhecido. Precedentes. Cabe agravo regimental contra decisão do Presidente do Tribunal, de Presidente de Turma ou do Relator. Não, porém, contra acórdão de Turma ou do Plenário” (AI nº 748.383/GO-AgR-ED-ED-AgR, Tribunal Pleno, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Supremo Tribunal Federal ARE 748959 AGR-AGR / RS instrumentalmente vocacionado. Precedentes. - O abuso do direito de recorrer - por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual - constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do CPC possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes” (AI 776.337/DF-AgR-segundo-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 2/3/12). Por outro lado, mesmo que se pudesse considerar que o agravo regimental foi interposto contra o acórdão proferido no julgamento do primeiro agravo regimental, ainda assim, o inconformismo seria inadmissível, pois é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser incabível agravo regimental contra decisão prolatada por órgão colegiado. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. Não cabe agravo regimental contra acórdão de Turma da Corte. De outra parte, em se tratando de erro grosseiro, não há que ser o agravo convertido em embargos de declaração. Agravo regimental não conhecido” (AI nº 760.111/PR-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 21/10/11). “RECURSO. Agravo regimental. Inadmissibilidade. Acórdão de Turma ou do Plenário. Agravo regimental não conhecido. Precedentes. Cabe agravo regimental contra decisão do Presidente do Tribunal, de Presidente de Turma ou do Relator. Não, porém, contra acórdão de Turma ou do Plenário” (AI nº 748.383/GO-AgR-ED-ED-AgR, Tribunal Pleno, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 748959 AGR-AGR / RS Ministro Cezar Peluso, DJe de 1º/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não cabe agravo regimental contra acórdão do Plenário ou de Turma. 2. Impossibilidade de conversão em embargos de declaração: erro grosseiro” (RE nº 451.018/RS- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 11/9/09). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso contra acórdão de Turma do STF. Agravo regimental incabível. Precedentes. 3. Agravo regimental a que não se conhece” (AI nº 586.359/RN-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 18/4/08). Sendo manifestamente inadimissível, não conheço do agravo regimental e condeno a agravante a pagar ao agravado multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Supremo Tribunal Federal ARE 748959 AGR-AGR / RS Ministro Cezar Peluso, DJe de 1º/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não cabe agravo regimental contra acórdão do Plenário ou de Turma. 2. Impossibilidade de conversão em embargos de declaração: erro grosseiro” (RE nº 451.018/RS- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 11/9/09). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso contra acórdão de Turma do STF. Agravo regimental incabível. Precedentes. 3. Agravo regimental a que não se conhece” (AI nº 586.359/RN-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 18/4/08). Sendo manifestamente inadimissível, não conheço do agravo regimental e condeno a agravante a pagar ao agravado multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) : TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555551 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) : TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555551 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4803270
2013-09-10T00:00:00
2013-11-05T00:00:00
A Turma não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo regimental que impugna decisão monocrática que já foi objeto de recurso idêntico julgado pelo colegiado. Princípio da unirrecorribilidade. Violação. Ocorrência. Agravo regimental contra acórdão. Impossibilidade. Precedentes. 1. O princípio da unirrecorribilidade, ressalvadas as hipóteses legais, impede a interposição cumulativa, contra o mesmo julgado, de mais de um recurso. 2. Por outro lado, é incabível agravo regimental contra decisão prolatada por órgão colegiado. 3. Agravo regimental não conhecido, com aplicação de multa prevista no art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil.
sjur247078
- Acórdão(s) citado(s): (UNIRRECORRIBILIDADE) AI 776337 AgR-segundo-ED-ED (2ªT). (CABIMENTO, AGRAVO REGIMENTAL) AI 760111 AgR-AgR (2ªT), AI 748383 AgR-ED-ED-AgR (TP), RE 451018 AgR (TP), AI 586359 AgR-AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 19/11/2013, BRU.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
748959
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-AgR
acordaos
ARE 748959 AgR-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) : TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) :JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) :TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo regimental que impugna decisão monocrática que já foi objeto de recurso idêntico julgado pelo colegiado. Princípio da unirrecorribilidade. Violação. Ocorrência. Agravo regimental contra acórdão. Impossibilidade. Precedentes. 1. O princípio da unirrecorribilidade, ressalvadas as hipóteses legais, impede a interposição cumulativa, contra o mesmo julgado, de mais de um recurso. 2. Por outro lado, é incabível agravo regimental contra decisão prolatada por órgão colegiado. 3. Agravo regimental não conhecido, com aplicação de multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer do agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de setembro de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789495. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 748959 AGR-AGR / RS MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789495. Supremo Tribunal Federal ARE 748959 AGR-AGR / RS MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) :JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) :TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rio Grande Energia S.A. interpõe agravo regimental contra decisão que já foi objeto de anterior agravo regimental julgado por esta Primeira Turma, cujo acórdão restou assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Energia elétrica. Interrupção. Restabelecimento. Sobrecarga. Incêndio. Dano. Dever de indenizar. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e que a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelos danos por ele sofridos em razão de incêndio em imóvel de sua propriedade ocasionado por falha no fornecimento do serviço de energia elétrica. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” Repete o agravante os argumentos utilizados no agravo regimental Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789492. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) :JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) :TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rio Grande Energia S.A. interpõe agravo regimental contra decisão que já foi objeto de anterior agravo regimental julgado por esta Primeira Turma, cujo acórdão restou assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Energia elétrica. Interrupção. Restabelecimento. Sobrecarga. Incêndio. Dano. Dever de indenizar. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem concluiu, com base no Código de Defesa do Consumidor e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil e que a agravante tinha o dever de indenizar o agravado pelos danos por ele sofridos em razão de incêndio em imóvel de sua propriedade ocasionado por falha no fornecimento do serviço de energia elétrica. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” Repete o agravante os argumentos utilizados no agravo regimental Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 748959 AGR-AGR / RS anteriormente interposto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789492. Supremo Tribunal Federal ARE 748959 AGR-AGR / RS anteriormente interposto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O princípio da unirrecorribilidade ou da singularidade dos recursos, ressalvadas as hipóteses legais, impede que, contra o mesmo ato decisório, se interponha mais de um recurso. Desse modo, não há como conhecer de agravo regimental que impugna decisão que já foi objeto de anterior agravo regimental julgado por este órgão colegiado. Nesse sentido, colaciono o seguinte julgado: “EMENTA: CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (2) RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS HIPÓTESES LEGAIS - OFENSA AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS - NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO - EXAME DO PRIMEIRO RECURSO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE - RECURSO UTILIZADO COM O OBJETIVO DE INFRINGIR O JULGADO - INADMISSIBILIDADE - ABUSO DO DIREITO DE RECORRER - IMPOSIÇÃO DE MULTA - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - O princípio da unirrecorribilidade, ressalvadas as hipóteses legais, impede a cumulativa interposição, contra o mesmo ato decisório, de mais de um recurso. O desrespeito ao postulado da singularidade dos recursos torna insuscetível de conhecimento o segundo recurso, quando interposto contra a mesma decisão. Doutrina. Precedentes. - Os embargos de declaração - desde que ausentes os seus requisitos de admissibilidade - não podem ser utilizados com o indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio da específica função jurídico- processual para a qual esse tipo recursal se acha Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O princípio da unirrecorribilidade ou da singularidade dos recursos, ressalvadas as hipóteses legais, impede que, contra o mesmo ato decisório, se interponha mais de um recurso. Desse modo, não há como conhecer de agravo regimental que impugna decisão que já foi objeto de anterior agravo regimental julgado por este órgão colegiado. Nesse sentido, colaciono o seguinte julgado: “EMENTA: CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (2) RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS HIPÓTESES LEGAIS - OFENSA AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS - NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO - EXAME DO PRIMEIRO RECURSO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE - RECURSO UTILIZADO COM O OBJETIVO DE INFRINGIR O JULGADO - INADMISSIBILIDADE - ABUSO DO DIREITO DE RECORRER - IMPOSIÇÃO DE MULTA - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - O princípio da unirrecorribilidade, ressalvadas as hipóteses legais, impede a cumulativa interposição, contra o mesmo ato decisório, de mais de um recurso. O desrespeito ao postulado da singularidade dos recursos torna insuscetível de conhecimento o segundo recurso, quando interposto contra a mesma decisão. Doutrina. Precedentes. - Os embargos de declaração - desde que ausentes os seus requisitos de admissibilidade - não podem ser utilizados com o indevido objetivo de infringir o julgado, sob pena de inaceitável desvio da específica função jurídico- processual para a qual esse tipo recursal se acha Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 748959 AGR-AGR / RS instrumentalmente vocacionado. Precedentes. - O abuso do direito de recorrer - por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual - constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes” (AI 776.337/DF-AgR-segundo-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 2/3/12). Por outro lado, mesmo que se pudesse considerar que o agravo regimental foi interposto contra o acórdão proferido no julgamento do primeiro agravo regimental, ainda assim, o inconformismo seria inadmissível, pois é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser incabível agravo regimental contra decisão prolatada por órgão colegiado. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. Não cabe agravo regimental contra acórdão de Turma da Corte. De outra parte, em se tratando de erro grosseiro, não há que ser o agravo convertido em embargos de declaração. Agravo regimental não conhecido” (AI n 760.111/PR-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 21/10/11). “RECURSO. Agravo regimental. Inadmissibilidade. Acórdão de Turma ou do Plenário. Agravo regimental não conhecido. Precedentes. Cabe agravo regimental contra decisão do Presidente do Tribunal, de Presidente de Turma ou do Relator. Não, porém, contra acórdão de Turma ou do Plenário” (AI n 748.383/GO-AgR-ED-ED-AgR, Tribunal Pleno, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Supremo Tribunal Federal ARE 748959 AGR-AGR / RS instrumentalmente vocacionado. Precedentes. - O abuso do direito de recorrer - por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual - constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes” (AI 776.337/DF-AgR-segundo-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 2/3/12). Por outro lado, mesmo que se pudesse considerar que o agravo regimental foi interposto contra o acórdão proferido no julgamento do primeiro agravo regimental, ainda assim, o inconformismo seria inadmissível, pois é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser incabível agravo regimental contra decisão prolatada por órgão colegiado. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. Não cabe agravo regimental contra acórdão de Turma da Corte. De outra parte, em se tratando de erro grosseiro, não há que ser o agravo convertido em embargos de declaração. Agravo regimental não conhecido” (AI n 760.111/PR-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 21/10/11). “RECURSO. Agravo regimental. Inadmissibilidade. Acórdão de Turma ou do Plenário. Agravo regimental não conhecido. Precedentes. Cabe agravo regimental contra decisão do Presidente do Tribunal, de Presidente de Turma ou do Relator. Não, porém, contra acórdão de Turma ou do Plenário” (AI n 748.383/GO-AgR-ED-ED-AgR, Tribunal Pleno, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 748959 AGR-AGR / RS Ministro Cezar Peluso, DJe de 1.../2/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não cabe agravo regimental contra acórdão do Plenário ou de Turma. 2. Impossibilidade de conversão em embargos de declaração: erro grosseiro” (Recurso Extraordinário n 451.018/RS- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 11/9/09). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso contra acórdão de Turma do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental incabível. Precedentes. 3. Agravo regimental a que não se conhece” (AI n 586.359/RN-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 18/4/08). Sendo manifestamente inadimissível, não conheço do agravo regimental e condeno a agravante a pagar ao agravado multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Supremo Tribunal Federal ARE 748959 AGR-AGR / RS Ministro Cezar Peluso, DJe de 1.../2/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não cabe agravo regimental contra acórdão do Plenário ou de Turma. 2. Impossibilidade de conversão em embargos de declaração: erro grosseiro” (Recurso Extraordinário n 451.018/RS- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 11/9/09). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso contra acórdão de Turma do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental incabível. Precedentes. 3. Agravo regimental a que não se conhece” (AI n 586.359/RN-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 18/4/08). Sendo manifestamente inadimissível, não conheço do agravo regimental e condeno a agravante a pagar ao agravado multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4789493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) : TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555551 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748.959 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MOACIR CARISSIMI ADV.(A/S) : TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 10.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555551 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 748 . 959", "ARE 748959 AGR - AGR / RS", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636", "ARE 748959 AGR - AGR / RS", "ARE 748959 AGR", "AI 776 . 337 / DF - AgR - segundo - ED - ED", "AI n 760 . 111 / PR - AgR - AgR", "AI n 748 . 383 / GO - AgR", "ARE 748959 AGR - AGR / RS", "AI 776 . 337 / DF - AgR - segundo - ED - ED", "AI n 760 . 111 / PR - AgR - AgR", "AI n 748 . 383 / GO - AgR - ED", "ARE 748959 AGR - AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 451 . 018 / RS - AgR", "AI n 586 . 359 / RN - AgR - AgR", "Recurso Extraordinário n 451 . 018 / RS - AgR", "AI n 586 . 359 / RN - AgR -" ], "LEGISLACAO": [ "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "RIO GRANDE ENERGIA S / A", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AGR", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "RIO GRANDE ENERGIA S / A", "Rio Grande Energia S . A .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RIO GRANDE ENERGIA S / A", "Rio Grande Energia S . A .", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "-", "AGR", "/", "RS", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Plenário", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Plenário", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "AgR", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "RIO GRANDE ENERGIA S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RIO GRANDE ENERGIA S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO", "MOACIR CARISSIMI", "TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO", "MOACIR CARISSIMI", "TÂNIA CARISSIMI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO", "MOACIR CARISSIMI", "TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO", "MOACIR CARISSIMI", "TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO", "MOACIR CARISSIMI", "TÂNIA CARISSIMI FOCHEZATTO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2013", "10 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "3", "/", "12", "21", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "3", "/", "12", "21", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "11", "/", "9", "/", "09", "18", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "11", "/", "9", "/", "09", "18", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "10", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL APOSENTADO. CÁLCULO DE PROVENTOS. INGRESSO NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA VIGÊNCIA DA EC Nº 41/2003. PARIDADE DE VENCIMENTOS ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.12.2007. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional 41/2003, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044713. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA fundamentos que lastrearam a decisão agravada Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 21 de outubro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044713. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA fundamentos que lastrearam a decisão agravada Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 21 de outubro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044713. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental o Estado da Bahia. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta inexistir “(...) jurisprudência da Corte afirmando que os servidores públicos que ingressaram antes do advento da EC 41.2003 teriam direito a equiparação de vencimentos em relação aos servidores da ativa”. Afirma que a Lei Estadual 8.480/2002 apenas determinou novo enquadramento, do qual “(…) não decorreu a instituição de vantagem geral a ser percebida por todos os servidores em atividade que tenha sido negada ou suprimida em relação aos inativos: isso quer dizer que não há qualquer violação ao art. 7º da EC 41/2003, em contrariedade ao que afirmou o acórdão recorrido.” Reitera a alegação de afronta aos arts. 2º, 5º, XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 03.12.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044714. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental o Estado da Bahia. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta inexistir “(...) jurisprudência da Corte afirmando que os servidores públicos que ingressaram antes do advento da EC 41.2003 teriam direito a equiparação de vencimentos em relação aos servidores da ativa”. Afirma que a Lei Estadual 8.480/2002 apenas determinou novo enquadramento, do qual “(…) não decorreu a instituição de vantagem geral a ser percebida por todos os servidores em atividade que tenha sido negada ou suprimida em relação aos inativos: isso quer dizer que não há qualquer violação ao art. 7º da EC 41/2003, em contrariedade ao que afirmou o acórdão recorrido.” Reitera a alegação de afronta aos arts. 2º, 5º, XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 03.12.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, maneja agravo de instrumento o Estado da Bahia. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação dos arts. 2º, 5º, XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. Contraminuta. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, maneja agravo de instrumento o Estado da Bahia. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação dos arts. 2º, 5º, XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. Contraminuta. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08). “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03). O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003 possuem direito à paridade remuneratória com os ativos, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08). “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03). O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003 possuem direito à paridade remuneratória com os ativos, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA 385.396-AgR-ED/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 1º.10.2010; RE 598.520-AgR/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 06.9.2012, cuja ementa transcrevo: “BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO – VIÚVO – PRECEITO CONSTITUCIONAL DE EFICÁCIA CONDICIONADA – MORTE – REGULAMENTAÇÃO POSTERIOR – IRRELEVÂNCIA – ARTIGO 201, INCISO V, DA CARTA FEDERAL. A circunstância de a morte do segurado haver ocorrido em data anterior à regulamentação do preceito constitucional não afasta o direito à pensão, devendo ser observados os parâmetros que passaram a viger. Precedentes: Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 366.246/PA, Relator Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma; e, Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 385.397/MG, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário”. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA 385.396-AgR-ED/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 1º.10.2010; RE 598.520-AgR/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 06.9.2012, cuja ementa transcrevo: “BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO – VIÚVO – PRECEITO CONSTITUCIONAL DE EFICÁCIA CONDICIONADA – MORTE – REGULAMENTAÇÃO POSTERIOR – IRRELEVÂNCIA – ARTIGO 201, INCISO V, DA CARTA FEDERAL. A circunstância de a morte do segurado haver ocorrido em data anterior à regulamentação do preceito constitucional não afasta o direito à pensão, devendo ser observados os parâmetros que passaram a viger. Precedentes: Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 366.246/PA, Relator Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma; e, Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 385.397/MG, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário”. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Quanto à alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de poderes. Nesse sentido: RE 417.408- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Tóffoli, 1ª Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento". Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Quanto à alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de poderes. Nesse sentido: RE 417.408- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Tóffoli, 1ª Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento". Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). No mérito, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional 41/2003, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005. Anoto precedente: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). No mérito, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional 41/2003, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005. Anoto precedente: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA POR ATIVIDADE DE MAGISTÉRIO, INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 977/2005, DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO INTERTEMPORAL. PARIDADE REMUNERATÓRIA ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS QUE INGRESSARAM NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA EC 41/2003 E SE APOSENTARAM APÓS A REFERIDA EMENDA. POSSIBILIDADE. ARTS. 6º E 7º DA EC 41/2003, E ARTS. 2º E 3º DA EC 47/2005. REGRAS DE TRANSIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I - Estende-se aos servidores inativos a gratificação extensiva, em caráter genérico, a todos os servidores em atividade, independentemente da natureza da função exercida ou do local onde o serviço é prestado (art. 40, § 8º, da Constituição). II - Os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a referida emenda, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, desde que observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005. III - Recurso extraordinário parcialmente provido.” (RE 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 23.10.2009) Transcrevo elucidativo trecho do voto proferido pelo Ministro Relator: “Com efeito, a EC 41/2003 extinguiu o direito à paridade dos proventos para os servidores que ingressaram no serviço público após a sua publicação, mas o garantiu aos que estavam na fruição da aposentadoria na data de sua publicação, estendendo-lhes quaisquer vantagens ou benefícios posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão (art. 7º da EC 41/2003). Quanto à situação dos servidores que ingressaram no 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA POR ATIVIDADE DE MAGISTÉRIO, INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 977/2005, DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO INTERTEMPORAL. PARIDADE REMUNERATÓRIA ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS QUE INGRESSARAM NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA EC 41/2003 E SE APOSENTARAM APÓS A REFERIDA EMENDA. POSSIBILIDADE. ARTS. 6º E 7º DA EC 41/2003, E ARTS. 2º E 3º DA EC 47/2005. REGRAS DE TRANSIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I - Estende-se aos servidores inativos a gratificação extensiva, em caráter genérico, a todos os servidores em atividade, independentemente da natureza da função exercida ou do local onde o serviço é prestado (art. 40, § 8º, da Constituição). II - Os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a referida emenda, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, desde que observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005. III - Recurso extraordinário parcialmente provido.” (RE 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 23.10.2009) Transcrevo elucidativo trecho do voto proferido pelo Ministro Relator: “Com efeito, a EC 41/2003 extinguiu o direito à paridade dos proventos para os servidores que ingressaram no serviço público após a sua publicação, mas o garantiu aos que estavam na fruição da aposentadoria na data de sua publicação, estendendo-lhes quaisquer vantagens ou benefícios posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão (art. 7º da EC 41/2003). Quanto à situação dos servidores que ingressaram no 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a sua edição, é preciso observar a incidência das regras de transição estabelecidas pela EC 47/2005. Esta Emenda complementou a reforma previdenciária com efeitos retroativos à data de vigência da EC 41/2003 (art. 6º da EC 47/2005). Nesses casos, duas situações ensejam o direito à paridade e à integralidade de vencimentos: [i] servidores que ingressaram, de modo geral, antes da EC 41/2003, e [ii] servidores que ingressaram antes da EC 20/1998. Na primeira hipótese, o art. 2º da EC 47/2005, ao estabelecer se que aplica aos proventos de aposentadorias dos servidores públicos que se aposentarem na forma do caput do art. 6º da EC nº 41, de 2003, o disposto no art. 7 da mesma Emenda , garantiu a integralidade e a paridade aos servidores que ingressaram no serviço público até a publicação da EC 41/2003, desde que observados, cumulativamente, os seguintes requisitos: [i] sessenta anos de idade, se homem, e cinquenta e cinco anos de idade, se mulher, [ii] trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher, [iii] vinte anos de efetivo exercício no serviço público, e [iv] dez anos de carreira e cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria. Ressalte-se, ainda, que os limites de idade e de tempo de contribuição são reduzidos em cinco anos para os professores do ensino infantil, fundamental (como na espécie) e médio. De outro lado, na segunda situação, o art. 3º, parágrafo único, da EC 47/2005 estendeu aos servidores públicos que ingressaram no serviço até a publicação da EC 20/1998 o direito à paridade e à integralidade, desde que preenchidas, cumulativamente, as seguintes condições: [i] trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher, [ii] vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público, quinze anos de carreira e cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria e, por fim, [iii] idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do art. 40, § 1º, III, a , da Constituição Republicana, de um ano de idade para cada ano 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a sua edição, é preciso observar a incidência das regras de transição estabelecidas pela EC 47/2005. Esta Emenda complementou a reforma previdenciária com efeitos retroativos à data de vigência da EC 41/2003 (art. 6º da EC 47/2005). Nesses casos, duas situações ensejam o direito à paridade e à integralidade de vencimentos: [i] servidores que ingressaram, de modo geral, antes da EC 41/2003, e [ii] servidores que ingressaram antes da EC 20/1998. Na primeira hipótese, o art. 2º da EC 47/2005, ao estabelecer se que aplica aos proventos de aposentadorias dos servidores públicos que se aposentarem na forma do caput do art. 6º da EC nº 41, de 2003, o disposto no art. 7 da mesma Emenda , garantiu a integralidade e a paridade aos servidores que ingressaram no serviço público até a publicação da EC 41/2003, desde que observados, cumulativamente, os seguintes requisitos: [i] sessenta anos de idade, se homem, e cinquenta e cinco anos de idade, se mulher, [ii] trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher, [iii] vinte anos de efetivo exercício no serviço público, e [iv] dez anos de carreira e cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria. Ressalte-se, ainda, que os limites de idade e de tempo de contribuição são reduzidos em cinco anos para os professores do ensino infantil, fundamental (como na espécie) e médio. De outro lado, na segunda situação, o art. 3º, parágrafo único, da EC 47/2005 estendeu aos servidores públicos que ingressaram no serviço até a publicação da EC 20/1998 o direito à paridade e à integralidade, desde que preenchidas, cumulativamente, as seguintes condições: [i] trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher, [ii] vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público, quinze anos de carreira e cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria e, por fim, [iii] idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do art. 40, § 1º, III, a , da Constituição Republicana, de um ano de idade para cada ano 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA de contribuição que exceder os limites acima descritos. Sobre a matéria, Maria Sylvia Zanella di Pietro assentou que Também tem que ser respeitada a paridade dos proventos e da pensão com os vencimentos e demais vantagens concedidos aos servidores em atividade, seja para os benefícios já concedidos na data da Emenda Constitucional nº 41/03, seja para os que já completaram os requisitos para obtenção da aposentadoria ou da pensão nos termos do art. 3º. A Emenda Constitucional nº 47/05 estende o mesmo benefício aos que ingressaram no serviço público até 16-12-98 (data da entrada em vigor em Emenda nº 20/98) e que tenham cumprido os requisitos previstos no artigo 6º da Emenda nº 41/03 ou no artigo 3º da Emenda Constitucional nº 47/05. Assim, bem examinada a questão, entendo que o recurso extraordinário merece parcial provimento, uma vez que o arresto recorrido não observou as regras inseridas pela EC 47/2005. É que aqueles que ingressaram no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003 e se aposentaram após a EC 41/2003 possuem o direito à paridade e à integralidade remuneratória, observados os requisitos estabelecidos nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005 e respeitado o direito de opção pelo regime transitório ou pelo novo regime.” (destaquei) Nesse mesmo sentido, em caso semelhante, colho o ARE 687.579- AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, unânime, DJe 09.11.2012, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. RECLASSIFICAÇÃO. LEI ESTADUAL nº 8.480/02. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41/03. OFENSA A DIREITO LOCAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO NO RE Nº 590.260. ALEGADA 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA de contribuição que exceder os limites acima descritos. Sobre a matéria, Maria Sylvia Zanella di Pietro assentou que Também tem que ser respeitada a paridade dos proventos e da pensão com os vencimentos e demais vantagens concedidos aos servidores em atividade, seja para os benefícios já concedidos na data da Emenda Constitucional nº 41/03, seja para os que já completaram os requisitos para obtenção da aposentadoria ou da pensão nos termos do art. 3º. A Emenda Constitucional nº 47/05 estende o mesmo benefício aos que ingressaram no serviço público até 16-12-98 (data da entrada em vigor em Emenda nº 20/98) e que tenham cumprido os requisitos previstos no artigo 6º da Emenda nº 41/03 ou no artigo 3º da Emenda Constitucional nº 47/05. Assim, bem examinada a questão, entendo que o recurso extraordinário merece parcial provimento, uma vez que o arresto recorrido não observou as regras inseridas pela EC 47/2005. É que aqueles que ingressaram no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003 e se aposentaram após a EC 41/2003 possuem o direito à paridade e à integralidade remuneratória, observados os requisitos estabelecidos nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005 e respeitado o direito de opção pelo regime transitório ou pelo novo regime.” (destaquei) Nesse mesmo sentido, em caso semelhante, colho o ARE 687.579- AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, unânime, DJe 09.11.2012, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. RECLASSIFICAÇÃO. LEI ESTADUAL nº 8.480/02. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41/03. OFENSA A DIREITO LOCAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO NO RE Nº 590.260. ALEGADA 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA CONTRADIÇÃO POR INAPLICABILIDADE DO PRECEDENTE SUPRACITADO. TESE DE INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. DESCABIMENTO. AGRAVO DESPROVIDO. 1. As razões deduzidas no agravo não são capazes de desconstituir os fundamentos da decisão ora impugnada. 2. A alegação de inaplicabilidade do precedente do Plenário no RE nº 590.260 não prospera, pois o que o recorrente pretende é afastar a regra de paridade entre servidores ativos e inativos, desde que ingressos no serviço público até o advento da EC nº 41/03, como no caso dos recorridos, para fazer valer a regra de inexistência de direito adquirido a regime jurídico, situação diversa da pleiteada desde a origem. 3. Na origem, os recorridos pleitearam a reclassificação em igualdade de condições com os servidores da ativa, de acordo com a nova reestruturação do quadro funcional pela da Lei estadual nº 8.480/2002, cronologicamente anterior à EC nº 41/03, razão pela qual não merece reforma a decisão recorrida, no que confirmou o acerto do acórdão impugnado mediante o extraordinário. 4. Por fim, não se desincumbiu o embargante de afastar a incidência do Verbete nº 280/STF. 5. Destarte, recurso é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam no acórdão recorrido. Inteligência da Súmula 283 do STF, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: RE 505.028- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. 6. Agravo regimental desprovido.” (destaquei) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA CONTRADIÇÃO POR INAPLICABILIDADE DO PRECEDENTE SUPRACITADO. TESE DE INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. DESCABIMENTO. AGRAVO DESPROVIDO. 1. As razões deduzidas no agravo não são capazes de desconstituir os fundamentos da decisão ora impugnada. 2. A alegação de inaplicabilidade do precedente do Plenário no RE nº 590.260 não prospera, pois o que o recorrente pretende é afastar a regra de paridade entre servidores ativos e inativos, desde que ingressos no serviço público até o advento da EC nº 41/03, como no caso dos recorridos, para fazer valer a regra de inexistência de direito adquirido a regime jurídico, situação diversa da pleiteada desde a origem. 3. Na origem, os recorridos pleitearam a reclassificação em igualdade de condições com os servidores da ativa, de acordo com a nova reestruturação do quadro funcional pela da Lei estadual nº 8.480/2002, cronologicamente anterior à EC nº 41/03, razão pela qual não merece reforma a decisão recorrida, no que confirmou o acerto do acórdão impugnado mediante o extraordinário. 4. Por fim, não se desincumbiu o embargante de afastar a incidência do Verbete nº 280/STF. 5. Destarte, recurso é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam no acórdão recorrido. Inteligência da Súmula 283 do STF, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: RE 505.028- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. 6. Agravo regimental desprovido.” (destaquei) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112129 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112129 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7181559
2014-10-21T00:00:00
2014-11-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL APOSENTADO. CÁLCULO DE PROVENTOS. INGRESSO NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA VIGÊNCIA DA EC Nº 41/2003. PARIDADE DE VENCIMENTOS ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.12.2007. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional 41/2003, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2º e 3º da EC 47/2005. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur283890
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT). (PROVENTOS, INTEGRALIDADE NO CÁLCULO, PARIDADE) RE 590260 RG, ARE 687579 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 27/11/2014, BRU.
ROSA WEBER
Primeira Turma
846891
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00054 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000047 ANO-2005\n ART-00002 ART-00003\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
AI-AgR-segundo
acordaos
AI 846891 AgR-segundo
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AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL APOSENTADO. CÁLCULO DE PROVENTOS. INGRESSO NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA VIGÊNCIA DA EC n 41/2003. PARIDADE DE VENCIMENTOS ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.12.2007. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional 41/2003, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2... e 3... da EC 47/2005. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044713. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA fundamentos que lastrearam a decisão agravada Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 21 de outubro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044713. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA fundamentos que lastrearam a decisão agravada Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Brasília, 21 de outubro de 2014. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044713. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental o Estado da Bahia. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta inexistir “(...) jurisprudência da Corte afirmando que os servidores públicos que ingressaram antes do advento da EC 41.2003 teriam direito a equiparação de vencimentos em relação aos servidores da ativa”. Afirma que a Lei Estadual 8.480/2002 apenas determinou novo enquadramento, do qual “(…) não decorreu a instituição de vantagem geral a ser percebida por todos os servidores em atividade que tenha sido negada ou suprimida em relação aos inativos: isso quer dizer que não há qualquer violação ao art. 7... da EC 41/2003, em contrariedade ao que afirmou o acórdão recorrido.” Reitera a alegação de afronta aos arts. 2..., 5..., XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 03.12.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044714. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental o Estado da Bahia. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta inexistir “(...) jurisprudência da Corte afirmando que os servidores públicos que ingressaram antes do advento da EC 41.2003 teriam direito a equiparação de vencimentos em relação aos servidores da ativa”. Afirma que a Lei Estadual 8.480/2002 apenas determinou novo enquadramento, do qual “(…) não decorreu a instituição de vantagem geral a ser percebida por todos os servidores em atividade que tenha sido negada ou suprimida em relação aos inativos: isso quer dizer que não há qualquer violação ao art. 7... da EC 41/2003, em contrariedade ao que afirmou o acórdão recorrido.” Reitera a alegação de afronta aos arts. 2..., 5..., XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 03.12.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, maneja agravo de instrumento o Estado da Bahia. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação dos arts. 2..., 5..., XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. Contraminuta. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 BAHIA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, maneja agravo de instrumento o Estado da Bahia. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação dos arts. 2..., 5..., XXXVI, LIV e LV, 37, XV, e 93, IX, da Lei Maior. Contraminuta. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08). “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03). O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003 possuem direito à paridade remuneratória com os ativos, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria: “Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09). “Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS. Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente. Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08). “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03). O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003 possuem direito à paridade remuneratória com os ativos, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA 385.396-AgR-ED/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 1....10.2010; Recurso Extraordinário 598.520-AgR/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 06.9.2012, cuja ementa transcrevo: “BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO – VIÚVO – PRECEITO CONSTITUCIONAL DE EFICÁCIA CONDICIONADA – MORTE – REGULAMENTAÇÃO POSTERIOR – IRRELEVÂNCIA – ARTIGO 201, INCISO V, DA CARTA FEDERAL. A circunstância de a morte do segurado haver ocorrido em data anterior à regulamentação do preceito constitucional não afasta o direito à pensão, devendo ser observados os parâmetros que passaram a viger. Precedentes: Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 366.246/PA, Relator Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma; e, Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 385.397/MG, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário”. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA 385.396-AgR-ED/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 1....10.2010; Recurso Extraordinário 598.520-AgR/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 06.9.2012, cuja ementa transcrevo: “BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO – VIÚVO – PRECEITO CONSTITUCIONAL DE EFICÁCIA CONDICIONADA – MORTE – REGULAMENTAÇÃO POSTERIOR – IRRELEVÂNCIA – ARTIGO 201, INCISO V, DA CARTA FEDERAL. A circunstância de a morte do segurado haver ocorrido em data anterior à regulamentação do preceito constitucional não afasta o direito à pensão, devendo ser observados os parâmetros que passaram a viger. Precedentes: Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 366.246/PA, Relator Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma; e, Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 385.397/MG, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário”. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Quanto à alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 417.408- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Tóffoli, 1... Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento". Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Quanto à alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 417.408- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Tóffoli, 1... Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento". Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). No mérito, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional 41/2003, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2... e 3... da EC 47/2005. Anoto precedente: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). No mérito, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que os servidores que ingressaram no serviço público antes da Emenda Constitucional 41/2003, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2... e 3... da EC 47/2005. Anoto precedente: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA POR ATIVIDADE DE MAGISTÉRIO, INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 977/2005, DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO INTERTEMPORAL. PARIDADE REMUNERATÓRIA ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS QUE INGRESSARAM NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA EC 41/2003 E SE APOSENTARAM APÓS A REFERIDA EMENDA. POSSIBILIDADE. ARTS. 6... E 7... DA EC 41/2003, E ARTS. 2... E 3... DA EC 47/2005. REGRAS DE TRANSIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I - Estende-se aos servidores inativos a gratificação extensiva, em caráter genérico, a todos os servidores em atividade, independentemente da natureza da função exercida ou do local onde o serviço é prestado (art. 40, § 8..., da Constituição). II - Os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a referida emenda, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, desde que observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2... e 3... da EC 47/2005. III - Recurso extraordinário parcialmente provido.” (Recurso Extraordinário 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 23.10.2009) Transcrevo elucidativo trecho do voto proferido pelo Ministro Relator: “Com efeito, a EC 41/2003 extinguiu o direito à paridade dos proventos para os servidores que ingressaram no serviço público após a sua publicação, mas o garantiu aos que estavam na fruição da aposentadoria na data de sua publicação, estendendo-lhes quaisquer vantagens ou benefícios posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão (art. 7... da EC 41/2003). Quanto à situação dos servidores que ingressaram no 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA POR ATIVIDADE DE MAGISTÉRIO, INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 977/2005, DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO INTERTEMPORAL. PARIDADE REMUNERATÓRIA ENTRE SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS QUE INGRESSARAM NO SERVIÇO PÚBLICO ANTES DA EC 41/2003 E SE APOSENTARAM APÓS A REFERIDA EMENDA. POSSIBILIDADE. ARTS. 6... E 7... DA EC 41/2003, E ARTS. 2... E 3... DA EC 47/2005. REGRAS DE TRANSIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I - Estende-se aos servidores inativos a gratificação extensiva, em caráter genérico, a todos os servidores em atividade, independentemente da natureza da função exercida ou do local onde o serviço é prestado (art. 40, § 8..., da Constituição). II - Os servidores que ingressaram no serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a referida emenda, possuem direito à paridade remuneratória e à integralidade no cálculo de seus proventos, desde que observadas as regras de transição especificadas nos arts. 2... e 3... da EC 47/2005. III - Recurso extraordinário parcialmente provido.” (Recurso Extraordinário 590.260-RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 23.10.2009) Transcrevo elucidativo trecho do voto proferido pelo Ministro Relator: “Com efeito, a EC 41/2003 extinguiu o direito à paridade dos proventos para os servidores que ingressaram no serviço público após a sua publicação, mas o garantiu aos que estavam na fruição da aposentadoria na data de sua publicação, estendendo-lhes quaisquer vantagens ou benefícios posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão (art. 7... da EC 41/2003). Quanto à situação dos servidores que ingressaram no 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a sua edição, é preciso observar a incidência das regras de transição estabelecidas pela EC 47/2005. Esta Emenda complementou a reforma previdenciária com efeitos retroativos à data de vigência da EC 41/2003 (art. 6... da EC 47/2005). Nesses casos, duas situações ensejam o direito à paridade e à integralidade de vencimentos: [i] servidores que ingressaram, de modo geral, antes da EC 41/2003, e [ii] servidores que ingressaram antes da EC 20/1998. Na primeira hipótese, o art. 2... da EC 47/2005, ao estabelecer se que aplica aos proventos de aposentadorias dos servidores públicos que se aposentarem na forma do caput do art. 6... da EC n 41, de 2003, o disposto no art. 7 da mesma Emenda , garantiu a integralidade e a paridade aos servidores que ingressaram no serviço público até a publicação da EC 41/2003, desde que observados, cumulativamente, os seguintes requisitos: [i] sessenta anos de idade, se homem, e cinquenta e cinco anos de idade, se mulher, [ii] trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher, [iii] vinte anos de efetivo exercício no serviço público, e [iv] dez anos de carreira e cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria. Ressalte-se, ainda, que os limites de idade e de tempo de contribuição são reduzidos em cinco anos para os professores do ensino infantil, fundamental (como na espécie) e médio. De outro lado, na segunda situação, o art. 3..., parágrafo único, da EC 47/2005 estendeu aos servidores públicos que ingressaram no serviço até a publicação da EC 20/1998 o direito à paridade e à integralidade, desde que preenchidas, cumulativamente, as seguintes condições: [i] trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher, [ii] vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público, quinze anos de carreira e cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria e, por fim, [iii] idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do art. 40, § 1..., III, a , da Constituição Republicana, de um ano de idade para cada ano 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA serviço público antes da EC 41/2003, mas que se aposentaram após a sua edição, é preciso observar a incidência das regras de transição estabelecidas pela EC 47/2005. Esta Emenda complementou a reforma previdenciária com efeitos retroativos à data de vigência da EC 41/2003 (art. 6... da EC 47/2005). Nesses casos, duas situações ensejam o direito à paridade e à integralidade de vencimentos: [i] servidores que ingressaram, de modo geral, antes da EC 41/2003, e [ii] servidores que ingressaram antes da EC 20/1998. Na primeira hipótese, o art. 2... da EC 47/2005, ao estabelecer se que aplica aos proventos de aposentadorias dos servidores públicos que se aposentarem na forma do caput do art. 6... da EC n 41, de 2003, o disposto no art. 7 da mesma Emenda , garantiu a integralidade e a paridade aos servidores que ingressaram no serviço público até a publicação da EC 41/2003, desde que observados, cumulativamente, os seguintes requisitos: [i] sessenta anos de idade, se homem, e cinquenta e cinco anos de idade, se mulher, [ii] trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher, [iii] vinte anos de efetivo exercício no serviço público, e [iv] dez anos de carreira e cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria. Ressalte-se, ainda, que os limites de idade e de tempo de contribuição são reduzidos em cinco anos para os professores do ensino infantil, fundamental (como na espécie) e médio. De outro lado, na segunda situação, o art. 3..., parágrafo único, da EC 47/2005 estendeu aos servidores públicos que ingressaram no serviço até a publicação da EC 20/1998 o direito à paridade e à integralidade, desde que preenchidas, cumulativamente, as seguintes condições: [i] trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher, [ii] vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público, quinze anos de carreira e cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria e, por fim, [iii] idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do art. 40, § 1..., III, a , da Constituição Republicana, de um ano de idade para cada ano 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA de contribuição que exceder os limites acima descritos. Sobre a matéria, Maria Sylvia Zanella di Pietro assentou que Também tem que ser respeitada a paridade dos proventos e da pensão com os vencimentos e demais vantagens concedidos aos servidores em atividade, seja para os benefícios já concedidos na data da Emenda Constitucional n 41/03, seja para os que já completaram os requisitos para obtenção da aposentadoria ou da pensão nos termos do art. 3.... A Emenda Constitucional n 47/05 estende o mesmo benefício aos que ingressaram no serviço público até 16-12-98 (data da entrada em vigor em Emenda n 20/98) e que tenham cumprido os requisitos previstos no artigo 6... da Emenda n 41/03 ou no artigo 3... da Emenda Constitucional n 47/05. Assim, bem examinada a questão, entendo que o recurso extraordinário merece parcial provimento, uma vez que o arresto recorrido não observou as regras inseridas pela EC 47/2005. É que aqueles que ingressaram no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003 e se aposentaram após a EC 41/2003 possuem o direito à paridade e à integralidade remuneratória, observados os requisitos estabelecidos nos arts. 2... e 3... da EC 47/2005 e respeitado o direito de opção pelo regime transitório ou pelo novo regime.” (destaquei) Nesse mesmo sentido, em caso semelhante, colho o ARE 687.579- AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, unânime, DJe 09.11.2012, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. RECLASSIFICAÇÃO. LEI ESTADUAL n 8.480/02. EMENDA CONSTITUCIONAL n 41/03. OFENSA A DIREITO LOCAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO NO Recurso Extraordinário n 590.260. ALEGADA 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA de contribuição que exceder os limites acima descritos. Sobre a matéria, Maria Sylvia Zanella di Pietro assentou que Também tem que ser respeitada a paridade dos proventos e da pensão com os vencimentos e demais vantagens concedidos aos servidores em atividade, seja para os benefícios já concedidos na data da Emenda Constitucional n 41/03, seja para os que já completaram os requisitos para obtenção da aposentadoria ou da pensão nos termos do art. 3.... A Emenda Constitucional n 47/05 estende o mesmo benefício aos que ingressaram no serviço público até 16-12-98 (data da entrada em vigor em Emenda n 20/98) e que tenham cumprido os requisitos previstos no artigo 6... da Emenda n 41/03 ou no artigo 3... da Emenda Constitucional n 47/05. Assim, bem examinada a questão, entendo que o recurso extraordinário merece parcial provimento, uma vez que o arresto recorrido não observou as regras inseridas pela EC 47/2005. É que aqueles que ingressaram no serviço público antes da publicação das Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003 e se aposentaram após a EC 41/2003 possuem o direito à paridade e à integralidade remuneratória, observados os requisitos estabelecidos nos arts. 2... e 3... da EC 47/2005 e respeitado o direito de opção pelo regime transitório ou pelo novo regime.” (destaquei) Nesse mesmo sentido, em caso semelhante, colho o ARE 687.579- AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, unânime, DJe 09.11.2012, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. RECLASSIFICAÇÃO. LEI ESTADUAL n 8.480/02. EMENDA CONSTITUCIONAL n 41/03. OFENSA A DIREITO LOCAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO NO Recurso Extraordinário n 590.260. ALEGADA 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA CONTRADIÇÃO POR INAPLICABILIDADE DO PRECEDENTE SUPRACITADO. TESE DE INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. DESCABIMENTO. AGRAVO DESPROVIDO. 1. As razões deduzidas no agravo não são capazes de desconstituir os fundamentos da decisão ora impugnada. 2. A alegação de inaplicabilidade do precedente do Plenário no Recurso Extraordinário n 590.260 não prospera, pois o que o recorrente pretende é afastar a regra de paridade entre servidores ativos e inativos, desde que ingressos no serviço público até o advento da EC n 41/03, como no caso dos recorridos, para fazer valer a regra de inexistência de direito adquirido a regime jurídico, situação diversa da pleiteada desde a origem. 3. Na origem, os recorridos pleitearam a reclassificação em igualdade de condições com os servidores da ativa, de acordo com a nova reestruturação do quadro funcional pela da Lei estadual n 8.480/2002, cronologicamente anterior à EC n 41/03, razão pela qual não merece reforma a decisão recorrida, no que confirmou o acerto do acórdão impugnado mediante o extraordinário. 4. Por fim, não se desincumbiu o embargante de afastar a incidência do Verbete n 280/Supremo Tribunal Federal. 5. Destarte, recurso é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam no acórdão recorrido. Inteligência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: Recurso Extraordinário 505.028- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. 6. Agravo regimental desprovido.” (destaquei) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Supremo Tribunal Federal AI 846891 AGR-SEGUNDO / BA CONTRADIÇÃO POR INAPLICABILIDADE DO PRECEDENTE SUPRACITADO. TESE DE INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. DESCABIMENTO. AGRAVO DESPROVIDO. 1. As razões deduzidas no agravo não são capazes de desconstituir os fundamentos da decisão ora impugnada. 2. A alegação de inaplicabilidade do precedente do Plenário no Recurso Extraordinário n 590.260 não prospera, pois o que o recorrente pretende é afastar a regra de paridade entre servidores ativos e inativos, desde que ingressos no serviço público até o advento da EC n 41/03, como no caso dos recorridos, para fazer valer a regra de inexistência de direito adquirido a regime jurídico, situação diversa da pleiteada desde a origem. 3. Na origem, os recorridos pleitearam a reclassificação em igualdade de condições com os servidores da ativa, de acordo com a nova reestruturação do quadro funcional pela da Lei estadual n 8.480/2002, cronologicamente anterior à EC n 41/03, razão pela qual não merece reforma a decisão recorrida, no que confirmou o acerto do acórdão impugnado mediante o extraordinário. 4. Por fim, não se desincumbiu o embargante de afastar a incidência do Verbete n 280/Supremo Tribunal Federal. 5. Destarte, recurso é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente as razões que constam no acórdão recorrido. Inteligência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes: Recurso Extraordinário 505.028- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma DJe de 12/09/2008, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. 6. Agravo regimental desprovido.” (destaquei) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112129 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.891 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : HILDETE PIROUPO DO AMARAL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS TEIXEIRA TORRES JUNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112129 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 891", "AI 846891 AGR", "AI 846891 AGR -", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 891", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 891", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 891", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 891", "AI 846891 AGR - SEGUNDO / BA", "AI 426 . 981 - AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "AI 846891 AGR", "426", ".", "981", "-", "AgR", "AI 611 . 406 - AgR", "Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR", "AI 402 . 819 - AgR", "Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal", "385", ".", "396", "-", "AgR", "-", "ED /", "MG", "Recurso Extraordinário 598 . 520 - AgR / SC", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 366 . 246 / PA", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 385 . 397 / MG", "AI 846891 AGR - SEGUNDO / BA 385 .", "396", "-", "AgR", "-", "ED", "/", "MG", "Recurso Extraordinário 598 . 520 - AgR / SC", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 366 . 246 / PA", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 385 . 397 / MG", "AI 846891 AGR", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - 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"2001", "21 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "03", ".", "12", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "03", ".", "12", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "15", ".", "8", ".", "08", "05", ".", "9", ".", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "11", ".", "04", "20", ".", "02", ".", "09", "15", ".", "8", ".", "08", "05", ".", "9", ".", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2010", "06", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", ".", "10", ".", "2010", "06", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "02", ".", "2001", "26", ".", "4", ".", "2012", "09", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "02", ".", "2001", "26", ".", "4", ".", "2012", "09", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "-", "12", "-", "98", "09", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "-", "12", "-", "98", "09", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "09", "/", "2008", "16", "/", "02", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "09", "/", "2008", "16", "/", "02", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) :ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. AUXÍLIO MORADIA. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de setembro de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569441. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) :ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que “a controvérsia sob exame não transborda os limites do âmbito infraconstitucional, o que impede a abertura da via recursal extraordinária” (fl. 194). Sustenta o agravante, em suma, que “frente à grande importância constitucional, deve este tribunal julgar efetivamente o mérito da causa, não sendo de bom alvitre que se afasta da análise alegando simplesmente ser matéria local” (fl. 203). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569506. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) :ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que “a controvérsia sob exame não transborda os limites do âmbito infraconstitucional, o que impede a abertura da via recursal extraordinária” (fl. 194). Sustenta o agravante, em suma, que “frente à grande importância constitucional, deve este tribunal julgar efetivamente o mérito da causa, não sendo de bom alvitre que se afasta da análise alegando simplesmente ser matéria local” (fl. 203). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso não merece acolhida. É que a controvérsia sob exame não transborda os limites do âmbito infraconstitucional, o que impede a abertura da via recursal extraordinária. Nesse mesmo sentido, vejam-se os AREs 655.375 e 662.671, ambos da relatoria da ministra Cármen Lúcia. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. Acerca do descabimento, em sede de recurso extraordinário, da discussão relativa à natureza das vantagens integrantes da remuneração de servidores públicos, confiram-se os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES INATIVOS. NATUREZA DA GRATIFICAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO I – A jurisprudência do STF orienta-se no sentido de que a análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza, geral ou específica, da gratificação concedida situa-se no âmbito infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo Tribunal de origem demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos e de normas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso não merece acolhida. É que a controvérsia sob exame não transborda os limites do âmbito infraconstitucional, o que impede a abertura da via recursal extraordinária. Nesse mesmo sentido, vejam-se os AREs 655.375 e 662.671, ambos da relatoria da ministra Cármen Lúcia. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. Acerca do descabimento, em sede de recurso extraordinário, da discussão relativa à natureza das vantagens integrantes da remuneração de servidores públicos, confiram-se os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES INATIVOS. NATUREZA DA GRATIFICAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO I – A jurisprudência do STF orienta-se no sentido de que a análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza, geral ou específica, da gratificação concedida situa-se no âmbito infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo Tribunal de origem demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos e de normas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 676598 AGR / RJ infraconstitucionais locais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. (ARE 701539 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 18-03-2013) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE 637858 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 28-06-2011) E ainda: AI 527256 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 23-08-2013; e AI 777475 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 19-12-2012. 2. Confira-se, por fim, acórdão proferido pela Segunda Turma dessa Corte em caso idêntico ao presente: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – DIREITO LOCAL – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. (ARE 733208 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Supremo Tribunal Federal ARE 676598 AGR / RJ infraconstitucionais locais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. (ARE 701539 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 18-03-2013) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE 637858 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 28-06-2011) E ainda: AI 527256 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 23-08-2013; e AI 777475 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 19-12-2012. 2. Confira-se, por fim, acórdão proferido pela Segunda Turma dessa Corte em caso idêntico ao presente: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – DIREITO LOCAL – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. (ARE 733208 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 676598 AGR / RJ 19-06-2013) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Supremo Tribunal Federal ARE 676598 AGR / RJ 19-06-2013) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549608 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549608 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4597838
2013-09-10T00:00:00
2013-10-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. AUXÍLIO MORADIA. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur243230
- Acórdão(s) citado(s): (EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO) ARE 701539 AgR (2ªT), RE 637858 AgR (1ªT), AI 527256 AgR (2ªT), AI 777475 AgR-ED (1ªT). (DIREITO LOCAL) ARE 733208 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 10/10/2013, MAR.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
676598
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 676598 AgR
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AGTE.(S) : ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) :ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. AUXÍLIO MORADIA. EXTENSÃO AOS INATIVOS. NATUREZA JURÍDICA DA VANTAGEM. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de setembro de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569441. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) :ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que “a controvérsia sob exame não transborda os limites do âmbito infraconstitucional, o que impede a abertura da via recursal extraordinária” (fl. 194). Sustenta o agravante, em suma, que “frente à grande importância constitucional, deve este tribunal julgar efetivamente o mérito da causa, não sendo de bom alvitre que se afasta da análise alegando simplesmente ser matéria local” (fl. 203). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569506. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) :ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) :FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que “a controvérsia sob exame não transborda os limites do âmbito infraconstitucional, o que impede a abertura da via recursal extraordinária” (fl. 194). Sustenta o agravante, em suma, que “frente à grande importância constitucional, deve este tribunal julgar efetivamente o mérito da causa, não sendo de bom alvitre que se afasta da análise alegando simplesmente ser matéria local” (fl. 203). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso não merece acolhida. É que a controvérsia sob exame não transborda os limites do âmbito infraconstitucional, o que impede a abertura da via recursal extraordinária. Nesse mesmo sentido, vejam-se os AREs 655.375 e 662.671, ambos da relatoria da ministra Cármen Lúcia. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. Acerca do descabimento, em sede de recurso extraordinário, da discussão relativa à natureza das vantagens integrantes da remuneração de servidores públicos, confiram-se os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES INATIVOS. NATUREZA DA GRATIFICAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza, geral ou específica, da gratificação concedida situa-se no âmbito infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo Tribunal de origem demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos e de normas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Supremo Tribunal Federal 10/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso não merece acolhida. É que a controvérsia sob exame não transborda os limites do âmbito infraconstitucional, o que impede a abertura da via recursal extraordinária. Nesse mesmo sentido, vejam-se os AREs 655.375 e 662.671, ambos da relatoria da ministra Cármen Lúcia. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. Acerca do descabimento, em sede de recurso extraordinário, da discussão relativa à natureza das vantagens integrantes da remuneração de servidores públicos, confiram-se os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES INATIVOS. NATUREZA DA GRATIFICAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza, geral ou específica, da gratificação concedida situa-se no âmbito infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo Tribunal de origem demanda a análise do conjunto fático-probatório dos autos e de normas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 676598 AGR / RJ infraconstitucionais locais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. (ARE 701539 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 18-03-2013) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 637858 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 28-06-2011) E ainda: AI 527256 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 23-08-2013; e AI 777475 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 19-12-2012. 2. Confira-se, por fim, acórdão proferido pela Segunda Turma dessa Corte em caso idêntico ao presente: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – DIREITO LOCAL – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. (ARE 733208 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Supremo Tribunal Federal ARE 676598 AGR / RJ infraconstitucionais locais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. (ARE 701539 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 18-03-2013) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. NATUREZA DAS GRATIFICAÇÕES DE RISCO DE VIDA E DE TEMPO INTEGRAL. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário 637858 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 28-06-2011) E ainda: AI 527256 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 23-08-2013; e AI 777475 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 19-12-2012. 2. Confira-se, por fim, acórdão proferido pela Segunda Turma dessa Corte em caso idêntico ao presente: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – DIREITO LOCAL – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. (ARE 733208 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 676598 AGR / RJ 19-06-2013) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Supremo Tribunal Federal ARE 676598 AGR / RJ 19-06-2013) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4569507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549608 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 676.598 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ADAILTO PIZZO CARVALHO ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549608 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "AGRAVO 676 . 598", "AREs 655 . 375", "662", ".", "671", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AREs 655 . 375", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 676598 AGR / RJ", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 701539 AgR", "SÚMULAS N . 279", "Recurso Extraordinário 637858 AgR", "AI 527256 AgR", "AI 777475 AgR", "ARE 733208 AgR", "ARE 676598 AGR / RJ", "Súmulas 279", "ARE 701539 AgR", "SÚMULAS N . 279", "Recurso Extraordinário 637858 AgR", "AI 527256 AgR", "AI 777475 AgR", "ARE 733208 AgR", "ARE 676598 AGR / RJ", "ARE 676598 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "LEI n 12 . 322 / 2010", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 12 . 322 / 2010", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIOPREVIDÊNCIA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIOPREVIDÊNCIA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIOPREVIDÊNCIA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIOPREVIDÊNCIA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO", "RIOPREVIDÊNCIA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ADAILTO PIZZO CARVALHO", "ANTHONY GONÇALVES", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ADAILTO PIZZO CARVALHO", "ANTHONY GONÇALVES", "TEORI ZAVASCKI", "ADAILTO PIZZO CARVALHO", "ANTHONY GONÇALVES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ADAILTO PIZZO CARVALHO", "ANTHONY GONÇALVES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ADAILTO PIZZO CARVALHO", "ANTHONY GONÇALVES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "09", "/", "2013", "10 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "-", "03", "-", "2013", "28", "-", "06", "-", "2011", "23", "-", "08", "-", "2013", "19", "-", "12", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "-", "03", "-", "2013", "28", "-", "06", "-", "2011", "23", "-", "08", "-", "2013", "19", "-", "12", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "-", "06", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "-", "06", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "09", "/", "2013", "10", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "09", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207100. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 178 e 179, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207101. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 178 e 179, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 678199 AGR / RJ fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 181 a 188, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação ao inciso XV do artigo 37 da Carta Federal e sustenta a não incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A União, na contraminuta de folha 198 a 202, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207101. Supremo Tribunal Federal AI 678199 AGR / RJ fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 181 a 188, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação ao inciso XV do artigo 37 da Carta Federal e sustenta a não incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A União, na contraminuta de folha 198 a 202, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folhas 21 a 30, 155 e 189), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região consignou, em síntese (folha 128): ADMINISTRATIVO. SERVIDOR MILITAR - REAJUSTE DA REMUNERAÇÃO. LEI Nº 8.162/91. TETO REMUNERATÓRIO. 1 – A primeira postulação autoral se prende à alegação de incorreta aplicação da Lei nº 7.923/89, no que tange à exclusão da aferição do teto constitucional o Adicional por Tempo de Serviço e as parcelas de caráter indenizatório, pois, quanto a estas últimas, teria o Estado-Maior das Forças Armadas - EMFA conservado a Indenização de Habilitação Militar e a Indenização de Representação por posto ou graduação. 2 – Indenização de Representação. Ainda que se apresente sob a denominação de “indenização”, trata-se, na verdade, de gratificação em razão do cargo ocupado, constituindo parcela remuneratória e não indenizatória, já que, efetivamente, constitui acréscimo patrimonial e não recomposição deste. Assim, deve ser esta incluída no cálculo do teto constitucional. 3 – Assistiria parcial razão aos autores, eis que a Gratificação de Habilitação Militar, enquanto vantagem pessoal, não poderia integrar a remuneração, para fins de cômputo do limitador constitucional. Todavia, inexiste nos autos qualquer elemento de convicção quanto a não ter a Administração Militar excluído tal parcela da aferição do teto remuneratório. 4 – A fixação do soldo de Almirante-de-Esquadra em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207102. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folhas 21 a 30, 155 e 189), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região consignou, em síntese (folha 128): ADMINISTRATIVO. SERVIDOR MILITAR - REAJUSTE DA REMUNERAÇÃO. LEI Nº 8.162/91. TETO REMUNERATÓRIO. 1 – A primeira postulação autoral se prende à alegação de incorreta aplicação da Lei nº 7.923/89, no que tange à exclusão da aferição do teto constitucional o Adicional por Tempo de Serviço e as parcelas de caráter indenizatório, pois, quanto a estas últimas, teria o Estado-Maior das Forças Armadas - EMFA conservado a Indenização de Habilitação Militar e a Indenização de Representação por posto ou graduação. 2 – Indenização de Representação. Ainda que se apresente sob a denominação de “indenização”, trata-se, na verdade, de gratificação em razão do cargo ocupado, constituindo parcela remuneratória e não indenizatória, já que, efetivamente, constitui acréscimo patrimonial e não recomposição deste. Assim, deve ser esta incluída no cálculo do teto constitucional. 3 – Assistiria parcial razão aos autores, eis que a Gratificação de Habilitação Militar, enquanto vantagem pessoal, não poderia integrar a remuneração, para fins de cômputo do limitador constitucional. Todavia, inexiste nos autos qualquer elemento de convicção quanto a não ter a Administração Militar excluído tal parcela da aferição do teto remuneratório. 4 – A fixação do soldo de Almirante-de-Esquadra em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 678199 AGR / RJ quantia certa culminou por abolir as referências a “soldo legal” e “soldo reajustado”, não se cogitando de violação a direito adquirido, na medida em que inexistente este quanto a regime jurídico instituído em lei (STF-Pleno, MS-21086/DF, rel. Ministro Moreira Alves, in DJ 30.10.92); não se vislumbrando, sob outro viés, maltrato ao princípio da irredutibilidade estipendial, posto que evidenciado o aumento nominal dos valores em epígrafe. 5 – Apelação desprovida. A toda evidência, se o Tribunal local consigna a não comprovação do direito pleiteado, somente pelo reexame do conteúdo fático-probatório dos autos poder-se-ia chegar a conclusão diversa, o que é vedado em sede extraordinária. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207102. Supremo Tribunal Federal AI 678199 AGR / RJ quantia certa culminou por abolir as referências a “soldo legal” e “soldo reajustado”, não se cogitando de violação a direito adquirido, na medida em que inexistente este quanto a regime jurídico instituído em lei (STF-Pleno, MS-21086/DF, rel. Ministro Moreira Alves, in DJ 30.10.92); não se vislumbrando, sob outro viés, maltrato ao princípio da irredutibilidade estipendial, posto que evidenciado o aumento nominal dos valores em epígrafe. 5 – Apelação desprovida. A toda evidência, se o Tribunal local consigna a não comprovação do direito pleiteado, somente pelo reexame do conteúdo fático-probatório dos autos poder-se-ia chegar a conclusão diversa, o que é vedado em sede extraordinária. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111962 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7260131
2014-10-21T00:00:00
2014-11-18T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur285013
Número de páginas: 6. Análise: 08/01/2015, AUR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
678199
[ "LEG-FED LEI-008162 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA" ]
AI-AgR
acordaos
AI 678199 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207100. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 178 e 179, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207101. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 178 e 179, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 678199 AGR / RJ fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 181 a 188, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação ao inciso XV do artigo 37 da Carta Federal e sustenta a não incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. A União, na contraminuta de folha 198 a 202, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207101. Supremo Tribunal Federal AI 678199 AGR / RJ fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, no regimental de folha 181 a 188, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da existência de violação ao inciso XV do artigo 37 da Carta Federal e sustenta a não incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. A União, na contraminuta de folha 198 a 202, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folhas 21 a 30, 155 e 189), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 2... Região consignou, em síntese (folha 128): ADMINISTRATIVO. SERVIDOR MILITAR - REAJUSTE DA REMUNERAÇÃO. LEI n 8.162/91. TETO REMUNERATÓRIO. 1 – A primeira postulação autoral se prende à alegação de incorreta aplicação da Lei n 7.923/89, no que tange à exclusão da aferição do teto constitucional o Adicional por Tempo de Serviço e as parcelas de caráter indenizatório, pois, quanto a estas últimas, teria o Estado-Maior das Forças Armadas - EMFA conservado a Indenização de Habilitação Militar e a Indenização de Representação por posto ou graduação. 2 – Indenização de Representação. Ainda que se apresente sob a denominação de “indenização”, trata-se, na verdade, de gratificação em razão do cargo ocupado, constituindo parcela remuneratória e não indenizatória, já que, efetivamente, constitui acréscimo patrimonial e não recomposição deste. Assim, deve ser esta incluída no cálculo do teto constitucional. 3 – Assistiria parcial razão aos autores, eis que a Gratificação de Habilitação Militar, enquanto vantagem pessoal, não poderia integrar a remuneração, para fins de cômputo do limitador constitucional. Todavia, inexiste nos autos qualquer elemento de convicção quanto a não ter a Administração Militar excluído tal parcela da aferição do teto remuneratório. 4 – A fixação do soldo de Almirante-de-Esquadra em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207102. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado (folhas 21 a 30, 155 e 189), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 2... Região consignou, em síntese (folha 128): ADMINISTRATIVO. SERVIDOR MILITAR - REAJUSTE DA REMUNERAÇÃO. LEI n 8.162/91. TETO REMUNERATÓRIO. 1 – A primeira postulação autoral se prende à alegação de incorreta aplicação da Lei n 7.923/89, no que tange à exclusão da aferição do teto constitucional o Adicional por Tempo de Serviço e as parcelas de caráter indenizatório, pois, quanto a estas últimas, teria o Estado-Maior das Forças Armadas - EMFA conservado a Indenização de Habilitação Militar e a Indenização de Representação por posto ou graduação. 2 – Indenização de Representação. Ainda que se apresente sob a denominação de “indenização”, trata-se, na verdade, de gratificação em razão do cargo ocupado, constituindo parcela remuneratória e não indenizatória, já que, efetivamente, constitui acréscimo patrimonial e não recomposição deste. Assim, deve ser esta incluída no cálculo do teto constitucional. 3 – Assistiria parcial razão aos autores, eis que a Gratificação de Habilitação Militar, enquanto vantagem pessoal, não poderia integrar a remuneração, para fins de cômputo do limitador constitucional. Todavia, inexiste nos autos qualquer elemento de convicção quanto a não ter a Administração Militar excluído tal parcela da aferição do teto remuneratório. 4 – A fixação do soldo de Almirante-de-Esquadra em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 678199 AGR / RJ quantia certa culminou por abolir as referências a “soldo legal” e “soldo reajustado”, não se cogitando de violação a direito adquirido, na medida em que inexistente este quanto a regime jurídico instituído em lei (Supremo Tribunal Federal-Pleno, MS-21086/DF, rel. Ministro Moreira Alves, in DJ 30.10.92); não se vislumbrando, sob outro viés, maltrato ao princípio da irredutibilidade estipendial, posto que evidenciado o aumento nominal dos valores em epígrafe. 5 – Apelação desprovida. A toda evidência, se o Tribunal local consigna a não comprovação do direito pleiteado, somente pelo reexame do conteúdo fático-probatório dos autos poder-se-ia chegar a conclusão diversa, o que é vedado em sede extraordinária. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207102. Supremo Tribunal Federal AI 678199 AGR / RJ quantia certa culminou por abolir as referências a “soldo legal” e “soldo reajustado”, não se cogitando de violação a direito adquirido, na medida em que inexistente este quanto a regime jurídico instituído em lei (Supremo Tribunal Federal-Pleno, MS-21086/DF, rel. Ministro Moreira Alves, in DJ 30.10.92); não se vislumbrando, sob outro viés, maltrato ao princípio da irredutibilidade estipendial, posto que evidenciado o aumento nominal dos valores em epígrafe. 5 – Apelação desprovida. A toda evidência, se o Tribunal local consigna a não comprovação do direito pleiteado, somente pelo reexame do conteúdo fático-probatório dos autos poder-se-ia chegar a conclusão diversa, o que é vedado em sede extraordinária. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111962 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 678.199 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 678 . 199", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 678 . 199", "AI 678199 AGR", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "AI 678199 AGR / RJ", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 678 . 199", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 678 . 199", "AI 678199 AGR / RJ", "MS", "-", "21086", "/", "DF", "AI 678199 AGR", "MS", "-", "21086", "/", "DF", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 678 . 199", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 678 . 199" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da", "Constituição Federal", "inciso XV do artigo 37 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "inciso XV do artigo 37 da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 162 / 91", "Lei n 7 . 923 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 162 / 91", "Lei n 7 . 923 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RJ", "Supremo", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Estado", "-", "Maior das Forças Armadas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Estado", "-", "Maior das Forças Armadas", "EMFA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS", "JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS", "JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS", "JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "MARCO AURÉLIO", "WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS", "JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "WENCESLAU BRAGA DOS SANTOS", "JAIRO NOGUEIRA GUIMARÃES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen", "Lilian", "Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2014", "21 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "10", ".", "92", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "10", ".", "92", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Habeas corpus. Processual Penal. Júri. Homicídio qualificado. Artigo 121, § 2º, III, do Código Penal. Julgamento em plenário. Materialidade. Quesito. Resposta negativa dos jurados. Absolvição. Decisão manifestamente contrária à prova dos autos. Apelação do Ministério Público (art. 593, III, d, CPP). Provimento. Acórdão. Excesso de linguagem. Não ocorrência. Decisão que, fundamentadamente, se apoiou no laudo de exame necroscópico. Observância do dever de motivação. Precedentes. Recurso não provido. 1. Não há excesso de linguagem no acórdão que, provendo apelação do Ministério Público, conclui que os jurados, ao responderem negativamente ao quesito sobre a materialidade do crime, decidiram de forma manifestamente contrária à prova dos autos, em face do laudo de exame necroscópico. 2. Por força do dever de motivação (art. 93, IX, CF), o Tribunal de Justiça, ao julgar apelação fundada no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, está obrigado a externar, com fundamentação idônea, as razões de seu convencimento. Precedentes. 3. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260584. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 123710 / ES das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260584. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso em habeas corpus, interposto por Jeremias Couto de Paula, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Relator o Ministro Marco Aurélio Bellizze, que não conheceu do HC nº 272.659/ES. Sustenta o recorrente ter-lhe sido imposto constrangimento ilegal, haja vista o excesso de linguagem no acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que, ao prover a apelação interposta pelo Ministério Público contra sua absolvição pelo Tribunal do Júri, determinou sua submissão a novo julgamento, por entender que aquela decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos (art. 593, III, d, do Código de Processo Penal). Aduz que, “da análise do acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que claramente afasta a tese defensiva, inviabilizando o seu uso no Plenário, é possível concluir que quando for novamente submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri de Colatina/ES, o recorrente terá grande dificuldade de êxito com sua autodefesa e defesa técnica, pois a decisão do TJES descartou peremptoriamente a tese defensiva. Como já dito, prejudicada, sem sombra de dúvidas, a plenitude de defesa” (anexo 9, fl. 75). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260581. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso em habeas corpus, interposto por Jeremias Couto de Paula, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Relator o Ministro Marco Aurélio Bellizze, que não conheceu do HC nº 272.659/ES. Sustenta o recorrente ter-lhe sido imposto constrangimento ilegal, haja vista o excesso de linguagem no acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que, ao prover a apelação interposta pelo Ministério Público contra sua absolvição pelo Tribunal do Júri, determinou sua submissão a novo julgamento, por entender que aquela decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos (art. 593, III, d, do Código de Processo Penal). Aduz que, “da análise do acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que claramente afasta a tese defensiva, inviabilizando o seu uso no Plenário, é possível concluir que quando for novamente submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri de Colatina/ES, o recorrente terá grande dificuldade de êxito com sua autodefesa e defesa técnica, pois a decisão do TJES descartou peremptoriamente a tese defensiva. Como já dito, prejudicada, sem sombra de dúvidas, a plenitude de defesa” (anexo 9, fl. 75). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 123710 / ES Ante o exposto, requer o provimento do recurso, “para reformar o acórdão do Superior Tribunal de Justiça e, com isso, cassar e desentranhar dos autos o acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, devendo outro ser proferido, agora sem o contestado exame de mérito, invasor da competência do juiz natural”. O Ministério Público Federal, em parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260581. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES Ante o exposto, requer o provimento do recurso, “para reformar o acórdão do Superior Tribunal de Justiça e, com isso, cassar e desentranhar dos autos o acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, devendo outro ser proferido, agora sem o contestado exame de mérito, invasor da competência do juiz natural”. O Ministério Público Federal, em parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de recurso em habeas corpus, interposto por Jeremias Couto de Paula, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 272.659/ES. O recorrente, submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Colatina/ES, foi absolvido, uma vez que os jurados responderam negativamente ao primeiro quesito, que versava sobre a materialidade do homicídio: “No dia 09 de abril de 2008, no local, data e horário descrito neste caderno processual, a vítima Maria das Graças Delabela foi atingida por golpes com instrumento contundente, o que lhe produziu as lesões descritas no laudo cadavérico de fls. 16? RESPOSTA: NÃO”(anexo 8, fls. 42/44 e 57/58). O Ministério Público apelou da sentença, com fundamento no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, sustentando que a decisão era manifestamente contrária à prova dos autos. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo deu provimento a esse recurso e determinou que o recorrente fosse submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Contra essa decisão, foi impetrado, em favor do recorrente, o HC nº 272.659/ES, do qual o Superior Tribunal de Justiça não conheceu, por meio do acórdão cuja ementa transcrevo: “HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURIDICO. 1. NÃO CABIMENTO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. RESTRIÇÃO DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. EXAME EXCEPCIONAL QUE VISA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de recurso em habeas corpus, interposto por Jeremias Couto de Paula, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 272.659/ES. O recorrente, submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Colatina/ES, foi absolvido, uma vez que os jurados responderam negativamente ao primeiro quesito, que versava sobre a materialidade do homicídio: “No dia 09 de abril de 2008, no local, data e horário descrito neste caderno processual, a vítima Maria das Graças Delabela foi atingida por golpes com instrumento contundente, o que lhe produziu as lesões descritas no laudo cadavérico de fls. 16? RESPOSTA: NÃO”(anexo 8, fls. 42/44 e 57/58). O Ministério Público apelou da sentença, com fundamento no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, sustentando que a decisão era manifestamente contrária à prova dos autos. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo deu provimento a esse recurso e determinou que o recorrente fosse submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Contra essa decisão, foi impetrado, em favor do recorrente, o HC nº 272.659/ES, do qual o Superior Tribunal de Justiça não conheceu, por meio do acórdão cuja ementa transcrevo: “HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURIDICO. 1. NÃO CABIMENTO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. RESTRIÇÃO DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. EXAME EXCEPCIONAL QUE VISA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES PRIVILEGIAR A AMPLA DEFESA E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. 2. HOMICÍDIO QUALIFICADO. RÉU ABSOLVIDO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. AUSÊNCIA DE MATERIALIDADE. DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS. DETERMINAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. 3. EXCESSO DE LINGUAGEM NO ACORDÃO. CONVENCIMENTO FUNDADO EM PROVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NÃO OCORRÊNCIA. 4. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, buscando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal, vinha se firmando, mais recentemente, no sentido de ser imperiosa a restrição do cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Nessa linha de evolução hermenêutica, o Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinariamente cabível para a especie. Precedentes. Contudo, devem ser analisadas as questões suscitadas na inicial no intuito de verificar a existência de constrangimento ilegal evidente – a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício –, evitando-se prejuízos a ampla defesa e ao devido processo legal. 2. Não se vislumbra ilegalidade manifesta que autorize o restabelecimento da sentença absolutória quando o Tribunal de origem entendeu que a decisão dos jurados foi manifestamente contraria a prova dos autos, fundamentando claramente as razoes de convencimento que o levaram a concluir pela necessidade de renovação do julgamento. Na espécie, o Tribunal revisor consignou que a materialidade do delito esta demonstrada pelo Laudo de Exame Cadavérico, o qual comprova que a morte da vitima ocorreu por insuficiência respiratória aguda causada por compressão raque-medular cervical com a utilização de instrumento contundente e com resquícios de crueldade. 3. Não há que se falar em excesso de linguagem quando o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES PRIVILEGIAR A AMPLA DEFESA E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. 2. HOMICÍDIO QUALIFICADO. RÉU ABSOLVIDO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. AUSÊNCIA DE MATERIALIDADE. DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS. DETERMINAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. 3. EXCESSO DE LINGUAGEM NO ACORDÃO. CONVENCIMENTO FUNDADO EM PROVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NÃO OCORRÊNCIA. 4. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, buscando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal, vinha se firmando, mais recentemente, no sentido de ser imperiosa a restrição do cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Nessa linha de evolução hermenêutica, o Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinariamente cabível para a especie. Precedentes. Contudo, devem ser analisadas as questões suscitadas na inicial no intuito de verificar a existência de constrangimento ilegal evidente – a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício –, evitando-se prejuízos a ampla defesa e ao devido processo legal. 2. Não se vislumbra ilegalidade manifesta que autorize o restabelecimento da sentença absolutória quando o Tribunal de origem entendeu que a decisão dos jurados foi manifestamente contraria a prova dos autos, fundamentando claramente as razoes de convencimento que o levaram a concluir pela necessidade de renovação do julgamento. Na espécie, o Tribunal revisor consignou que a materialidade do delito esta demonstrada pelo Laudo de Exame Cadavérico, o qual comprova que a morte da vitima ocorreu por insuficiência respiratória aguda causada por compressão raque-medular cervical com a utilização de instrumento contundente e com resquícios de crueldade. 3. Não há que se falar em excesso de linguagem quando o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES Tribunal impetrado, com base no acervo probatório, reconhece a materialidade do fato consubstanciada no laudo pericial, prova certa de sua ocorrência sem a qual a ação penal sequer seria instaurada. No caso, a prova da materialidade apontada pelo Tribunal já era do conhecimento do corpo de jurados e, portanto, a decisão da Corte revisora não apresentou nenhuma novidade capaz de influenciar o animo dos jurados. 4. Habeas corpus não conhecido.” Contra esse acórdão, insurge-se o recorrente. Sem razão, contudo. Por força do dever constitucional de motivação (art. 93, IX, Constituição Federal), o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, ao prover a apelação do Ministério Público, estava obrigado a externar, com fundamentação idônea, as razões de seu convencimento. Ao fazê-lo, limitou-se a indicar a existência de prova, nos autos, da materialidade do crime e de fortes indícios de que o recorrente o teria praticado, in verbis: “(...) [É] imperioso ressaltar que após detida análise do feito, nota-se que a tese levantada pelo membro do parquet merece ser acolhida, pois há nos autos provas que revelam fortes indícios de que o apelado praticou o crime pelo qual fora pronunciado. A materialidade do delito está consubstanciada pelo Laudo de Exame Cadavérico de fls. 16 do feito que revela claramente a morte da vítima que ocorreu por insuficiência respiratória aguda causada por compressão raque-medular cervical com a utilização de instrumento contundente e com resquícios de crueldade. Logo, o Tribunal do Júri ao responder negativamente sobre a materialidade do delito está se manifestando claramente de forma contrária às provas dos autos. Até porque a tese de negativa de autoria também não foi acolhida pelo Conselho de Sentença e os demais quesitos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES Tribunal impetrado, com base no acervo probatório, reconhece a materialidade do fato consubstanciada no laudo pericial, prova certa de sua ocorrência sem a qual a ação penal sequer seria instaurada. No caso, a prova da materialidade apontada pelo Tribunal já era do conhecimento do corpo de jurados e, portanto, a decisão da Corte revisora não apresentou nenhuma novidade capaz de influenciar o animo dos jurados. 4. Habeas corpus não conhecido.” Contra esse acórdão, insurge-se o recorrente. Sem razão, contudo. Por força do dever constitucional de motivação (art. 93, IX, Constituição Federal), o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, ao prover a apelação do Ministério Público, estava obrigado a externar, com fundamentação idônea, as razões de seu convencimento. Ao fazê-lo, limitou-se a indicar a existência de prova, nos autos, da materialidade do crime e de fortes indícios de que o recorrente o teria praticado, in verbis: “(...) [É] imperioso ressaltar que após detida análise do feito, nota-se que a tese levantada pelo membro do parquet merece ser acolhida, pois há nos autos provas que revelam fortes indícios de que o apelado praticou o crime pelo qual fora pronunciado. A materialidade do delito está consubstanciada pelo Laudo de Exame Cadavérico de fls. 16 do feito que revela claramente a morte da vítima que ocorreu por insuficiência respiratória aguda causada por compressão raque-medular cervical com a utilização de instrumento contundente e com resquícios de crueldade. Logo, o Tribunal do Júri ao responder negativamente sobre a materialidade do delito está se manifestando claramente de forma contrária às provas dos autos. Até porque a tese de negativa de autoria também não foi acolhida pelo Conselho de Sentença e os demais quesitos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES restaram prejudicados, o que demonstra que o apelado foi absolvido apenas porque os jurados entenderam não restar comprovada a materialidade do crime de homicídio” (anexo 8, fls. 101/107, grifo nosso). Não se vislumbra, nessa decisão, qualquer excesso de fundamentação capaz de comprometer o julgamento pelo Tribunal do Júri e, pois, de gerar sua nulidade. Nem se argumente que o emprego do advérbio “claramente” constituiria imoderação de linguagem. O art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, admite o recurso de apelação quando a decisão dos jurados for “manifestamente” contrária à prova dos autos. Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o adjetivo ‘manifesto’ significa evidente, claro, razão por que os advérbios ’manifestamente’ (= ’de modo manifesto’) e ’claramente’ (= ’de modo claro’) se equivalem (www.priberam.pt). Nesse sentido, já tive oportunidade de assentar, em voto-vista que proferi no HC nº 114.214/PA, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 5/12/13, o seguinte: “Note-se que, segundo a alínea d do dispositivo, a contrariedade entre a decisão e a prova que desafia recurso é aquela que está manifesta, evidente, patente nos autos. Essa circunstância, em princípio, seria dotada de legitimidade jurídica, em seus aspectos formais e materiais, para mitigar o preceito constitucional da soberania sem afrontá-lo”. Desta feita, somente se reconhecida a existência de decisão manifesta ou claramente contrária à prova dos autos o recurso poderia ser provido, como de fato o foi. Nesse particular, o laudo de exame necroscópico – o mesmo em que, aliás, se ampararam as decisões de recebimento da denúncia e de pronúncia - demonstra que a vítima morreu em decorrência de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES restaram prejudicados, o que demonstra que o apelado foi absolvido apenas porque os jurados entenderam não restar comprovada a materialidade do crime de homicídio” (anexo 8, fls. 101/107, grifo nosso). Não se vislumbra, nessa decisão, qualquer excesso de fundamentação capaz de comprometer o julgamento pelo Tribunal do Júri e, pois, de gerar sua nulidade. Nem se argumente que o emprego do advérbio “claramente” constituiria imoderação de linguagem. O art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, admite o recurso de apelação quando a decisão dos jurados for “manifestamente” contrária à prova dos autos. Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o adjetivo ‘manifesto’ significa evidente, claro, razão por que os advérbios ’manifestamente’ (= ’de modo manifesto’) e ’claramente’ (= ’de modo claro’) se equivalem (www.priberam.pt). Nesse sentido, já tive oportunidade de assentar, em voto-vista que proferi no HC nº 114.214/PA, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 5/12/13, o seguinte: “Note-se que, segundo a alínea d do dispositivo, a contrariedade entre a decisão e a prova que desafia recurso é aquela que está manifesta, evidente, patente nos autos. Essa circunstância, em princípio, seria dotada de legitimidade jurídica, em seus aspectos formais e materiais, para mitigar o preceito constitucional da soberania sem afrontá-lo”. Desta feita, somente se reconhecida a existência de decisão manifesta ou claramente contrária à prova dos autos o recurso poderia ser provido, como de fato o foi. Nesse particular, o laudo de exame necroscópico – o mesmo em que, aliás, se ampararam as decisões de recebimento da denúncia e de pronúncia - demonstra que a vítima morreu em decorrência de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES “insuficiência respiratória aguda, compressão raque-medular cervical”, produzida por instrumento contundente (anexo 1, fl.28). Note-se que, “para que o acusado seja pronunciado, é necessário que haja prova plena da materialidade delitiva. Como observa Frederico Marques: ‘A prova do crime, que se exige para a pronúncia, não é diversa da prova que se exige para a condenação’” (BADARÓ, Gustavo. Processo Penal. São Paulo : Saraiva, 2012. p. 474). Ora, se já havia sido reconhecida, em fases anteriores do processo, a existência de prova da materialidade com base no laudo de exame necroscópico, não houve excesso ao se reafirmá-la no julgamento de apelação fundada no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal. Como bem anotado pela Procuradoria-Geral da República, “No caso, inexistem elementos que indiquem invasão da competência dos jurados ou configuração de excesso de linguagem. O acórdão, dentro das balizas que lhe são permitidas, concluiu que a tese de ausência da materialidade delitiva estava divorciada das provas dos autos, especialmente do Laudo de Exame Cadavérico que demonstrou a ocorrência da morte da vitima. Ou seja, toda a prova produzida – e sobre esse dado não há contestação – indica conclusão diversa a que se chegou o Conselho de Sentença.” Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, no HC nº 102.004/ES, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/2/11, “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. DETERMINAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DO VEREDICTO: IMPROCEDÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPRÓPRIO NA VIA ELEITA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE LINGUAGEM: INEXISTÊNCIA. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES “insuficiência respiratória aguda, compressão raque-medular cervical”, produzida por instrumento contundente (anexo 1, fl.28). Note-se que, “para que o acusado seja pronunciado, é necessário que haja prova plena da materialidade delitiva. Como observa Frederico Marques: ‘A prova do crime, que se exige para a pronúncia, não é diversa da prova que se exige para a condenação’” (BADARÓ, Gustavo. Processo Penal. São Paulo : Saraiva, 2012. p. 474). Ora, se já havia sido reconhecida, em fases anteriores do processo, a existência de prova da materialidade com base no laudo de exame necroscópico, não houve excesso ao se reafirmá-la no julgamento de apelação fundada no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal. Como bem anotado pela Procuradoria-Geral da República, “No caso, inexistem elementos que indiquem invasão da competência dos jurados ou configuração de excesso de linguagem. O acórdão, dentro das balizas que lhe são permitidas, concluiu que a tese de ausência da materialidade delitiva estava divorciada das provas dos autos, especialmente do Laudo de Exame Cadavérico que demonstrou a ocorrência da morte da vitima. Ou seja, toda a prova produzida – e sobre esse dado não há contestação – indica conclusão diversa a que se chegou o Conselho de Sentença.” Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, no HC nº 102.004/ES, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/2/11, “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. DETERMINAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DO VEREDICTO: IMPROCEDÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPRÓPRIO NA VIA ELEITA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE LINGUAGEM: INEXISTÊNCIA. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES 1. A determinação de realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri não contraria o princípio constitucional da soberania dos veredictos quando a decisão for manifestamente contrária à prova dos autos. 2. A análise da existência de material probatório que corrobore a tese sustentada pela defesa e acatada pelos jurados impõe, na espécie vertente, revolvimento de fatos e provas, o que ultrapassa os limites do procedimento sumário e documental do habeas corpus. 3. Ao determinar a realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça procurou demonstrar, nos limites do comedimento na apreciação da prova, que não existe nos autos material probatório a corroborar a tese defensiva que foi acolhida pelos jurados. Dever constitucional de fundamentar todas as decisões judiciais (art. 93, inc. IX, da Constituição da República). Inexistência de excesso de linguagem. 4. Habeas corpus denegado.” No mesmo sentido: RHC nº 118.197/ES, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 10/4/14 e RHC nº 121.103/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES 1. A determinação de realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri não contraria o princípio constitucional da soberania dos veredictos quando a decisão for manifestamente contrária à prova dos autos. 2. A análise da existência de material probatório que corrobore a tese sustentada pela defesa e acatada pelos jurados impõe, na espécie vertente, revolvimento de fatos e provas, o que ultrapassa os limites do procedimento sumário e documental do habeas corpus. 3. Ao determinar a realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça procurou demonstrar, nos limites do comedimento na apreciação da prova, que não existe nos autos material probatório a corroborar a tese defensiva que foi acolhida pelos jurados. Dever constitucional de fundamentar todas as decisões judiciais (art. 93, inc. IX, da Constituição da República). Inexistência de excesso de linguagem. 4. Habeas corpus denegado.” No mesmo sentido: RHC nº 118.197/ES, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 10/4/14 e RHC nº 121.103/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111930 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7302583
2014-10-21T00:00:00
2014-11-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus. Processual Penal. Júri. Homicídio qualificado. Artigo 121, § 2º, III, do Código Penal. Julgamento em plenário. Materialidade. Quesito. Resposta negativa dos jurados. Absolvição. Decisão manifestamente contrária à prova dos autos. Apelação do Ministério Público (art. 593, III, d, CPP). Provimento. Acórdão. Excesso de linguagem. Não ocorrência. Decisão que, fundamentadamente, se apoiou no laudo de exame necroscópico. Observância do dever de motivação. Precedentes. Recurso não provido. 1. Não há excesso de linguagem no acórdão que, provendo apelação do Ministério Público, conclui que os jurados, ao responderem negativamente ao quesito sobre a materialidade do crime, decidiram de forma manifestamente contrária à prova dos autos, em face do laudo de exame necroscópico. 2. Por força do dever de motivação (art. 93, IX, CF), o Tribunal de Justiça, ao julgar apelação fundada no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, está obrigado a externar, com fundamentação idônea, as razões de seu convencimento. Precedentes. 3. Recurso não provido.
sjur285829
- Acórdão(s) citado(s): (APELAÇÃO, DECISÃO, JÚRI) HC 114214 (1ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 102004 (1ªT), RHC 118197 (1ªT), RHC 121103 (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 30/01/2015, MÁR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
123710
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00593 INC-00003 LET-D\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 123710
[ "" ]
RECTE.(S) : JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Habeas corpus. Processual Penal. Júri. Homicídio qualificado. Artigo 121, § 2..., III, do Código Penal. Julgamento em plenário. Materialidade. Quesito. Resposta negativa dos jurados. Absolvição. Decisão manifestamente contrária à prova dos autos. Apelação do Ministério Público (art. 593, III, d, CPP). Provimento. Acórdão. Excesso de linguagem. Não ocorrência. Decisão que, fundamentadamente, se apoiou no laudo de exame necroscópico. Observância do dever de motivação. Precedentes. Recurso não provido. 1. Não há excesso de linguagem no acórdão que, provendo apelação do Ministério Público, conclui que os jurados, ao responderem negativamente ao quesito sobre a materialidade do crime, decidiram de forma manifestamente contrária à prova dos autos, em face do laudo de exame necroscópico. 2. Por força do dever de motivação (art. 93, IX, Constituição Federal de 1988), o Tribunal de Justiça, ao julgar apelação fundada no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, está obrigado a externar, com fundamentação idônea, as razões de seu convencimento. Precedentes. 3. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260584. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 123710 / ES das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260584. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso em habeas corpus, interposto por Jeremias Couto de Paula, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Relator o Ministro Marco Aurélio Bellizze, que não conheceu do HC n 272.659/ES. Sustenta o recorrente ter-lhe sido imposto constrangimento ilegal, haja vista o excesso de linguagem no acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que, ao prover a apelação interposta pelo Ministério Público contra sua absolvição pelo Tribunal do Júri, determinou sua submissão a novo julgamento, por entender que aquela decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos (art. 593, III, d, do Código de Processo Penal). Aduz que, “da análise do acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que claramente afasta a tese defensiva, inviabilizando o seu uso no Plenário, é possível concluir que quando for novamente submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri de Colatina/ES, o recorrente terá grande dificuldade de êxito com sua autodefesa e defesa técnica, pois a decisão do TJES descartou peremptoriamente a tese defensiva. Como já dito, prejudicada, sem sombra de dúvidas, a plenitude de defesa” (anexo 9, fl. 75). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260581. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso em habeas corpus, interposto por Jeremias Couto de Paula, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Relator o Ministro Marco Aurélio Bellizze, que não conheceu do HC n 272.659/ES. Sustenta o recorrente ter-lhe sido imposto constrangimento ilegal, haja vista o excesso de linguagem no acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que, ao prover a apelação interposta pelo Ministério Público contra sua absolvição pelo Tribunal do Júri, determinou sua submissão a novo julgamento, por entender que aquela decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos (art. 593, III, d, do Código de Processo Penal). Aduz que, “da análise do acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que claramente afasta a tese defensiva, inviabilizando o seu uso no Plenário, é possível concluir que quando for novamente submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri de Colatina/ES, o recorrente terá grande dificuldade de êxito com sua autodefesa e defesa técnica, pois a decisão do TJES descartou peremptoriamente a tese defensiva. Como já dito, prejudicada, sem sombra de dúvidas, a plenitude de defesa” (anexo 9, fl. 75). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 123710 / ES Ante o exposto, requer o provimento do recurso, “para reformar o acórdão do Superior Tribunal de Justiça e, com isso, cassar e desentranhar dos autos o acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, devendo outro ser proferido, agora sem o contestado exame de mérito, invasor da competência do juiz natural”. O Ministério Público Federal, em parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260581. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES Ante o exposto, requer o provimento do recurso, “para reformar o acórdão do Superior Tribunal de Justiça e, com isso, cassar e desentranhar dos autos o acórdão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, devendo outro ser proferido, agora sem o contestado exame de mérito, invasor da competência do juiz natural”. O Ministério Público Federal, em parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de recurso em habeas corpus, interposto por Jeremias Couto de Paula, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 272.659/ES. O recorrente, submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Colatina/ES, foi absolvido, uma vez que os jurados responderam negativamente ao primeiro quesito, que versava sobre a materialidade do homicídio: “No dia 09 de abril de 2008, no local, data e horário descrito neste caderno processual, a vítima Maria das Graças Delabela foi atingida por golpes com instrumento contundente, o que lhe produziu as lesões descritas no laudo cadavérico de fls. 16? RESPOSTA: NÃO”(anexo 8, fls. 42/44 e 57/58). O Ministério Público apelou da sentença, com fundamento no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, sustentando que a decisão era manifestamente contrária à prova dos autos. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo deu provimento a esse recurso e determinou que o recorrente fosse submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Contra essa decisão, foi impetrado, em favor do recorrente, o HC n 272.659/ES, do qual o Superior Tribunal de Justiça não conheceu, por meio do acórdão cuja ementa transcrevo: “HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURIDICO. 1. NÃO CABIMENTO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. RESTRIÇÃO DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. EXAME EXCEPCIONAL QUE VISA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de recurso em habeas corpus, interposto por Jeremias Couto de Paula, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 272.659/ES. O recorrente, submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Colatina/ES, foi absolvido, uma vez que os jurados responderam negativamente ao primeiro quesito, que versava sobre a materialidade do homicídio: “No dia 09 de abril de 2008, no local, data e horário descrito neste caderno processual, a vítima Maria das Graças Delabela foi atingida por golpes com instrumento contundente, o que lhe produziu as lesões descritas no laudo cadavérico de fls. 16? RESPOSTA: NÃO”(anexo 8, fls. 42/44 e 57/58). O Ministério Público apelou da sentença, com fundamento no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, sustentando que a decisão era manifestamente contrária à prova dos autos. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo deu provimento a esse recurso e determinou que o recorrente fosse submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Contra essa decisão, foi impetrado, em favor do recorrente, o HC n 272.659/ES, do qual o Superior Tribunal de Justiça não conheceu, por meio do acórdão cuja ementa transcrevo: “HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURIDICO. 1. NÃO CABIMENTO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. RESTRIÇÃO DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. EXAME EXCEPCIONAL QUE VISA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES PRIVILEGIAR A AMPLA DEFESA E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. 2. HOMICÍDIO QUALIFICADO. RÉU ABSOLVIDO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. AUSÊNCIA DE MATERIALIDADE. DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS. DETERMINAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. 3. EXCESSO DE LINGUAGEM NO ACORDÃO. CONVENCIMENTO FUNDADO EM PROVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NÃO OCORRÊNCIA. 4. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, buscando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal, vinha se firmando, mais recentemente, no sentido de ser imperiosa a restrição do cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Nessa linha de evolução hermenêutica, o Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinariamente cabível para a especie. Precedentes. Contudo, devem ser analisadas as questões suscitadas na inicial no intuito de verificar a existência de constrangimento ilegal evidente – a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício –, evitando-se prejuízos a ampla defesa e ao devido processo legal. 2. Não se vislumbra ilegalidade manifesta que autorize o restabelecimento da sentença absolutória quando o Tribunal de origem entendeu que a decisão dos jurados foi manifestamente contraria a prova dos autos, fundamentando claramente as razoes de convencimento que o levaram a concluir pela necessidade de renovação do julgamento. Na espécie, o Tribunal revisor consignou que a materialidade do delito esta demonstrada pelo Laudo de Exame Cadavérico, o qual comprova que a morte da vitima ocorreu por insuficiência respiratória aguda causada por compressão raque-medular cervical com a utilização de instrumento contundente e com resquícios de crueldade. 3. Não há que se falar em excesso de linguagem quando o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES PRIVILEGIAR A AMPLA DEFESA E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. 2. HOMICÍDIO QUALIFICADO. RÉU ABSOLVIDO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. AUSÊNCIA DE MATERIALIDADE. DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS. DETERMINAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. 3. EXCESSO DE LINGUAGEM NO ACORDÃO. CONVENCIMENTO FUNDADO EM PROVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NÃO OCORRÊNCIA. 4. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, buscando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal, vinha se firmando, mais recentemente, no sentido de ser imperiosa a restrição do cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. Nessa linha de evolução hermenêutica, o Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinariamente cabível para a especie. Precedentes. Contudo, devem ser analisadas as questões suscitadas na inicial no intuito de verificar a existência de constrangimento ilegal evidente – a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício –, evitando-se prejuízos a ampla defesa e ao devido processo legal. 2. Não se vislumbra ilegalidade manifesta que autorize o restabelecimento da sentença absolutória quando o Tribunal de origem entendeu que a decisão dos jurados foi manifestamente contraria a prova dos autos, fundamentando claramente as razoes de convencimento que o levaram a concluir pela necessidade de renovação do julgamento. Na espécie, o Tribunal revisor consignou que a materialidade do delito esta demonstrada pelo Laudo de Exame Cadavérico, o qual comprova que a morte da vitima ocorreu por insuficiência respiratória aguda causada por compressão raque-medular cervical com a utilização de instrumento contundente e com resquícios de crueldade. 3. Não há que se falar em excesso de linguagem quando o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES Tribunal impetrado, com base no acervo probatório, reconhece a materialidade do fato consubstanciada no laudo pericial, prova certa de sua ocorrência sem a qual a ação penal sequer seria instaurada. No caso, a prova da materialidade apontada pelo Tribunal já era do conhecimento do corpo de jurados e, portanto, a decisão da Corte revisora não apresentou nenhuma novidade capaz de influenciar o animo dos jurados. 4. Habeas corpus não conhecido.” Contra esse acórdão, insurge-se o recorrente. Sem razão, contudo. Por força do dever constitucional de motivação (art. 93, IX, Constituição Federal), o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, ao prover a apelação do Ministério Público, estava obrigado a externar, com fundamentação idônea, as razões de seu convencimento. Ao fazê-lo, limitou-se a indicar a existência de prova, nos autos, da materialidade do crime e de fortes indícios de que o recorrente o teria praticado, in verbis: “(...) [É] imperioso ressaltar que após detida análise do feito, nota-se que a tese levantada pelo membro do parquet merece ser acolhida, pois há nos autos provas que revelam fortes indícios de que o apelado praticou o crime pelo qual fora pronunciado. A materialidade do delito está consubstanciada pelo Laudo de Exame Cadavérico de fls. 16 do feito que revela claramente a morte da vítima que ocorreu por insuficiência respiratória aguda causada por compressão raque-medular cervical com a utilização de instrumento contundente e com resquícios de crueldade. Logo, o Tribunal do Júri ao responder negativamente sobre a materialidade do delito está se manifestando claramente de forma contrária às provas dos autos. Até porque a tese de negativa de autoria também não foi acolhida pelo Conselho de Sentença e os demais quesitos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES Tribunal impetrado, com base no acervo probatório, reconhece a materialidade do fato consubstanciada no laudo pericial, prova certa de sua ocorrência sem a qual a ação penal sequer seria instaurada. No caso, a prova da materialidade apontada pelo Tribunal já era do conhecimento do corpo de jurados e, portanto, a decisão da Corte revisora não apresentou nenhuma novidade capaz de influenciar o animo dos jurados. 4. Habeas corpus não conhecido.” Contra esse acórdão, insurge-se o recorrente. Sem razão, contudo. Por força do dever constitucional de motivação (art. 93, IX, Constituição Federal), o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, ao prover a apelação do Ministério Público, estava obrigado a externar, com fundamentação idônea, as razões de seu convencimento. Ao fazê-lo, limitou-se a indicar a existência de prova, nos autos, da materialidade do crime e de fortes indícios de que o recorrente o teria praticado, in verbis: “(...) [É] imperioso ressaltar que após detida análise do feito, nota-se que a tese levantada pelo membro do parquet merece ser acolhida, pois há nos autos provas que revelam fortes indícios de que o apelado praticou o crime pelo qual fora pronunciado. A materialidade do delito está consubstanciada pelo Laudo de Exame Cadavérico de fls. 16 do feito que revela claramente a morte da vítima que ocorreu por insuficiência respiratória aguda causada por compressão raque-medular cervical com a utilização de instrumento contundente e com resquícios de crueldade. Logo, o Tribunal do Júri ao responder negativamente sobre a materialidade do delito está se manifestando claramente de forma contrária às provas dos autos. Até porque a tese de negativa de autoria também não foi acolhida pelo Conselho de Sentença e os demais quesitos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES restaram prejudicados, o que demonstra que o apelado foi absolvido apenas porque os jurados entenderam não restar comprovada a materialidade do crime de homicídio” (anexo 8, fls. 101/107, grifo nosso). Não se vislumbra, nessa decisão, qualquer excesso de fundamentação capaz de comprometer o julgamento pelo Tribunal do Júri e, pois, de gerar sua nulidade. Nem se argumente que o emprego do advérbio “claramente” constituiria imoderação de linguagem. O art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, admite o recurso de apelação quando a decisão dos jurados for “manifestamente” contrária à prova dos autos. Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o adjetivo ‘manifesto’ significa evidente, claro, razão por que os advérbios ’manifestamente’ (= ’de modo manifesto’) e ’claramente’ (= ’de modo claro’) se equivalem (www.priberam.pt). Nesse sentido, já tive oportunidade de assentar, em voto-vista que proferi no HC n 114.214/PA, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 5/12/13, o seguinte: “Note-se que, segundo a alínea d do dispositivo, a contrariedade entre a decisão e a prova que desafia recurso é aquela que está manifesta, evidente, patente nos autos. Essa circunstância, em princípio, seria dotada de legitimidade jurídica, em seus aspectos formais e materiais, para mitigar o preceito constitucional da soberania sem afrontá-lo”. Desta feita, somente se reconhecida a existência de decisão manifesta ou claramente contrária à prova dos autos o recurso poderia ser provido, como de fato o foi. Nesse particular, o laudo de exame necroscópico – o mesmo em que, aliás, se ampararam as decisões de recebimento da denúncia e de pronúncia - demonstra que a vítima morreu em decorrência de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES restaram prejudicados, o que demonstra que o apelado foi absolvido apenas porque os jurados entenderam não restar comprovada a materialidade do crime de homicídio” (anexo 8, fls. 101/107, grifo nosso). Não se vislumbra, nessa decisão, qualquer excesso de fundamentação capaz de comprometer o julgamento pelo Tribunal do Júri e, pois, de gerar sua nulidade. Nem se argumente que o emprego do advérbio “claramente” constituiria imoderação de linguagem. O art. 593, III, d, do Código de Processo Penal, admite o recurso de apelação quando a decisão dos jurados for “manifestamente” contrária à prova dos autos. Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o adjetivo ‘manifesto’ significa evidente, claro, razão por que os advérbios ’manifestamente’ (= ’de modo manifesto’) e ’claramente’ (= ’de modo claro’) se equivalem (www.priberam.pt). Nesse sentido, já tive oportunidade de assentar, em voto-vista que proferi no HC n 114.214/PA, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 5/12/13, o seguinte: “Note-se que, segundo a alínea d do dispositivo, a contrariedade entre a decisão e a prova que desafia recurso é aquela que está manifesta, evidente, patente nos autos. Essa circunstância, em princípio, seria dotada de legitimidade jurídica, em seus aspectos formais e materiais, para mitigar o preceito constitucional da soberania sem afrontá-lo”. Desta feita, somente se reconhecida a existência de decisão manifesta ou claramente contrária à prova dos autos o recurso poderia ser provido, como de fato o foi. Nesse particular, o laudo de exame necroscópico – o mesmo em que, aliás, se ampararam as decisões de recebimento da denúncia e de pronúncia - demonstra que a vítima morreu em decorrência de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES “insuficiência respiratória aguda, compressão raque-medular cervical”, produzida por instrumento contundente (anexo 1, fl.28). Note-se que, “para que o acusado seja pronunciado, é necessário que haja prova plena da materialidade delitiva. Como observa Frederico Marques: ‘A prova do crime, que se exige para a pronúncia, não é diversa da prova que se exige para a condenação’” (BADARÓ, Gustavo. Processo Penal. São Paulo : Saraiva, 2012. p. 474). Ora, se já havia sido reconhecida, em fases anteriores do processo, a existência de prova da materialidade com base no laudo de exame necroscópico, não houve excesso ao se reafirmá-la no julgamento de apelação fundada no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal. Como bem anotado pela Procuradoria-Geral da República, “No caso, inexistem elementos que indiquem invasão da competência dos jurados ou configuração de excesso de linguagem. O acórdão, dentro das balizas que lhe são permitidas, concluiu que a tese de ausência da materialidade delitiva estava divorciada das provas dos autos, especialmente do Laudo de Exame Cadavérico que demonstrou a ocorrência da morte da vitima. Ou seja, toda a prova produzida – e sobre esse dado não há contestação – indica conclusão diversa a que se chegou o Conselho de Sentença.” Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, no HC n 102.004/ES, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/2/11, “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. DETERMINAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DO VEREDICTO: IMPROCEDÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPRÓPRIO NA VIA ELEITA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE LINGUAGEM: INEXISTÊNCIA. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES “insuficiência respiratória aguda, compressão raque-medular cervical”, produzida por instrumento contundente (anexo 1, fl.28). Note-se que, “para que o acusado seja pronunciado, é necessário que haja prova plena da materialidade delitiva. Como observa Frederico Marques: ‘A prova do crime, que se exige para a pronúncia, não é diversa da prova que se exige para a condenação’” (BADARÓ, Gustavo. Processo Penal. São Paulo : Saraiva, 2012. p. 474). Ora, se já havia sido reconhecida, em fases anteriores do processo, a existência de prova da materialidade com base no laudo de exame necroscópico, não houve excesso ao se reafirmá-la no julgamento de apelação fundada no art. 593, III, d, do Código de Processo Penal. Como bem anotado pela Procuradoria-Geral da República, “No caso, inexistem elementos que indiquem invasão da competência dos jurados ou configuração de excesso de linguagem. O acórdão, dentro das balizas que lhe são permitidas, concluiu que a tese de ausência da materialidade delitiva estava divorciada das provas dos autos, especialmente do Laudo de Exame Cadavérico que demonstrou a ocorrência da morte da vitima. Ou seja, toda a prova produzida – e sobre esse dado não há contestação – indica conclusão diversa a que se chegou o Conselho de Sentença.” Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, no HC n 102.004/ES, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/2/11, “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. DETERMINAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DO VEREDICTO: IMPROCEDÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPRÓPRIO NA VIA ELEITA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE LINGUAGEM: INEXISTÊNCIA. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123710 / ES 1. A determinação de realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri não contraria o princípio constitucional da soberania dos veredictos quando a decisão for manifestamente contrária à prova dos autos. 2. A análise da existência de material probatório que corrobore a tese sustentada pela defesa e acatada pelos jurados impõe, na espécie vertente, revolvimento de fatos e provas, o que ultrapassa os limites do procedimento sumário e documental do habeas corpus. 3. Ao determinar a realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça procurou demonstrar, nos limites do comedimento na apreciação da prova, que não existe nos autos material probatório a corroborar a tese defensiva que foi acolhida pelos jurados. Dever constitucional de fundamentar todas as decisões judiciais (art. 93, inc. IX, da Constituição da República). Inexistência de excesso de linguagem. 4. Habeas corpus denegado.” No mesmo sentido: RHC n 118.197/ES, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 10/4/14 e RHC n 121.103/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Supremo Tribunal Federal RHC 123710 / ES 1. A determinação de realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri não contraria o princípio constitucional da soberania dos veredictos quando a decisão for manifestamente contrária à prova dos autos. 2. A análise da existência de material probatório que corrobore a tese sustentada pela defesa e acatada pelos jurados impõe, na espécie vertente, revolvimento de fatos e provas, o que ultrapassa os limites do procedimento sumário e documental do habeas corpus. 3. Ao determinar a realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça procurou demonstrar, nos limites do comedimento na apreciação da prova, que não existe nos autos material probatório a corroborar a tese defensiva que foi acolhida pelos jurados. Dever constitucional de fundamentar todas as decisões judiciais (art. 93, inc. IX, da Constituição da República). Inexistência de excesso de linguagem. 4. Habeas corpus denegado.” No mesmo sentido: RHC n 118.197/ES, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 10/4/14 e RHC n 121.103/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/5/14. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260582. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111930 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.710 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : JEREMIAS COUTO DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RHC 123710 / ES", "RHC 123710 / ES", "HC n 272 . 659 / ES", "HABEAS CORPUS 123 . 710", "HC n 272 . 659 / ES", "RHC 123710 / ES", "RHC 123710 / ES", "HABEAS CORPUS 123 . 710", "HC n 272 . 659 / ES", "HC n 272 . 659 / ES", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123 . 710", "HC n 272 . 659 / ES", "HC n 272 . 659 / ES", "RHC 123710 / ES", "RHC 123710 / ES", "RHC 123710 / ES", "RHC 123710 / ES", "RHC 123710 / ES", "HC n 114 . 214 / PA", "RHC 123710 / ES", "HC n 114 . 214 / PA", "HC n 102 . 004 / ES", "RHC 123710 / ES", "HC n 102 . 004 / ES", "RHC n 118 . 197 / ES", "RHC n 121 . 103 / DF", "RHC 123710 / ES", "RHC n 118 . 197 / ES", "RHC n 121 . 103 / DF", "HABEAS CORPUS 123 . 710" ], "LEGISLACAO": [ "Artigo 121 , § 2 . . . , III , do Código Penal", "art . 593 , III , d , CPP", "art . 93 , IX , Constituição Federal de 1988", "art . 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ".", "593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . 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Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) :TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111309. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) :TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111310. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) :TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RE 792271 AGR / RS demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, busca demonstrar a impropriedade do percentual adotado para o reajuste da renda mensal do benefício previdenciário. Ressalta envolver a discussão a inconstitucionalidade do inciso II do artigo 41 da Lei nº 8.213/91. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111310. Supremo Tribunal Federal RE 792271 AGR / RS demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, busca demonstrar a impropriedade do percentual adotado para o reajuste da renda mensal do benefício previdenciário. Ressalta envolver a discussão a inconstitucionalidade do inciso II do artigo 41 da Lei nº 8.213/91. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região consignou, em síntese: PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO. ÍNDICES OFICIAIS. MANUTENÇÃO DO VALOR REAL. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. SINDICATO. INDEFERIMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. 1. É conhecido o entendimento do STF no sentido de que a manutenção do valor real do benefício tem de ser feita nos termos da lei, não havendo de se cogitar de vulneração ao art. 201, §2º (atual §4º), da Carta Constitucional face à aplicação dos índices de reajuste adotados pelo INSS. 2. Considerando que as receitas do sindicato decorrem das contribuições dos associados e que, dentre seus escopos precípuos, que motiva sua arrecadação, consta a defesa dos interesses de seus associados, descabe a concessão da assistência judiciária gratuita, salvo se comprovada a necessidade do benefício. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111311. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região consignou, em síntese: PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO. ÍNDICES OFICIAIS. MANUTENÇÃO DO VALOR REAL. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. SINDICATO. INDEFERIMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. 1. É conhecido o entendimento do STF no sentido de que a manutenção do valor real do benefício tem de ser feita nos termos da lei, não havendo de se cogitar de vulneração ao art. 201, §2º (atual §4º), da Carta Constitucional face à aplicação dos índices de reajuste adotados pelo INSS. 2. Considerando que as receitas do sindicato decorrem das contribuições dos associados e que, dentre seus escopos precípuos, que motiva sua arrecadação, consta a defesa dos interesses de seus associados, descabe a concessão da assistência judiciária gratuita, salvo se comprovada a necessidade do benefício. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112017 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112017 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7302274
2014-10-21T00:00:00
2014-11-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur285804
Número de páginas: 5. Análise: 07/01/2015, AUR.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
792271
null
RE-AgR
acordaos
RE 792271 AgR
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AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) :TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 21 de outubro de 2014. MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111309. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) :TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111310. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) :TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a ofensa à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório Recurso Extraordinário 792271 AGR / RS demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, busca demonstrar a impropriedade do percentual adotado para o reajuste da renda mensal do benefício previdenciário. Ressalta envolver a discussão a inconstitucionalidade do inciso II do artigo 41 da Lei n 8.213/91. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111310. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 792271 AGR / RS demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, busca demonstrar a impropriedade do percentual adotado para o reajuste da renda mensal do benefício previdenciário. Ressalta envolver a discussão a inconstitucionalidade do inciso II do artigo 41 da Lei n 8.213/91. O Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, instado a manifestar- se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4... Região consignou, em síntese: PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO. ÍNDICES OFICIAIS. MANUTENÇÃO DO VALOR REAL. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. SINDICATO. INDEFERIMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. 1. É conhecido o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a manutenção do valor real do benefício tem de ser feita nos termos da lei, não havendo de se cogitar de vulneração ao art. 201, §2... (atual §4...), da Carta Constitucional face à aplicação dos índices de reajuste adotados pelo INSS. 2. Considerando que as receitas do sindicato decorrem das contribuições dos associados e que, dentre seus escopos precípuos, que motiva sua arrecadação, consta a defesa dos interesses de seus associados, descabe a concessão da assistência judiciária gratuita, salvo se comprovada a necessidade do benefício. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111311. Supremo Tribunal Federal 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada devidamente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o que decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 4... Região consignou, em síntese: PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO. ÍNDICES OFICIAIS. MANUTENÇÃO DO VALOR REAL. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. SINDICATO. INDEFERIMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. 1. É conhecido o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a manutenção do valor real do benefício tem de ser feita nos termos da lei, não havendo de se cogitar de vulneração ao art. 201, §2... (atual §4...), da Carta Constitucional face à aplicação dos índices de reajuste adotados pelo INSS. 2. Considerando que as receitas do sindicato decorrem das contribuições dos associados e que, dentre seus escopos precípuos, que motiva sua arrecadação, consta a defesa dos interesses de seus associados, descabe a concessão da assistência judiciária gratuita, salvo se comprovada a necessidade do benefício. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7111311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/10/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112017 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.271 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL ADV.(A/S) : TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112017 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 271", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 271", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 271", "Recurso Extraordinário 792271 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 792271 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 271", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 271", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 271", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 271" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso II do artigo 41 da Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso II do artigo 41 da Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 201 , §", "Carta Constitucional", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 201 , § 2 . . .", "Carta Constitucional", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS , PENSIONISTAS", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS , PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS , PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS , PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS , PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "TONIA ANDREA INOCENTINI GALLETI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Déborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2014", "21 de outubro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "2 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "2 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2014", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) :CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO ORIGINÁRIA. DIREITO ADMINISTRATIVO. RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO POR REMOÇÃO NA TITULARIDADE DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS. INCOMPETÊNCIA DO STF PARA JULGAMENTO DA AÇÃO. ENTENDIMENTO FIRMADO PELO TRIBUNAL PLENO NO JULGAMENTO DA AO 1.706, REL. MIN. CELSO DE MELLO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA O CNJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806119. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) :CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão por mim proferida em 7/8/2014, em que declarei a incompetência desta Corte para apreciar a presente ação, nos seguintes termos, verbis: “Decisão: Trata-se de ação originária proposta por Cláudia Macedo Kossatz Borba, com pedido de liminar, contra a União, em que postula o reconhecimento da nulidade de itens do Edital 1/2014 do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que, em atenção à Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça, contemplam a exigência de concurso de provas e títulos para o ingresso por remoção na titularidade de serviços notariais e de registro. Alega a autora que o concurso em questão está regido pelas regras viciadas ditadas da Resolução n. 81, editada pelo Conselho Nacional de Justiça, órgão integrante da estrutura da Ré, o qual, ao dispor sobre os critérios do concurso público por remoção deve ser realizado somente com base nas provas de títulos obtidos pelos candidatos, bem como a determinação do artigo 18, o qual remete à competência da legislação Estadual dispor sobre as regras específicas para o concurso de remoção, conforme será abordado posteriormente Sustenta, adiante, tanto a incompetência quanto a ilegalidade da determinação imposta pela Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) :CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão por mim proferida em 7/8/2014, em que declarei a incompetência desta Corte para apreciar a presente ação, nos seguintes termos, verbis: “Decisão: Trata-se de ação originária proposta por Cláudia Macedo Kossatz Borba, com pedido de liminar, contra a União, em que postula o reconhecimento da nulidade de itens do Edital 1/2014 do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que, em atenção à Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça, contemplam a exigência de concurso de provas e títulos para o ingresso por remoção na titularidade de serviços notariais e de registro. Alega a autora que o concurso em questão está regido pelas regras viciadas ditadas da Resolução n. 81, editada pelo Conselho Nacional de Justiça, órgão integrante da estrutura da Ré, o qual, ao dispor sobre os critérios do concurso público por remoção deve ser realizado somente com base nas provas de títulos obtidos pelos candidatos, bem como a determinação do artigo 18, o qual remete à competência da legislação Estadual dispor sobre as regras específicas para o concurso de remoção, conforme será abordado posteriormente Sustenta, adiante, tanto a incompetência quanto a ilegalidade da determinação imposta pela Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório AO 1933 AGR / PR Por fim, requer liminarmente a suspensão da eficácia das normas exaradas no art. 1 da Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça, bem como dos itens 5.1, 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3, previstos no modelo do edital constante em seu anexo, até que seja julgado de forma definitiva o mérito da demanda. No mérito, pugna pela procedência do pedido para o fim de reconhecer a incompetência do Conselho Nacional de Justiça para regulamentar a matéria, criando regramento diverso do previsto em lei federal para concurso público de remoção em serventias notariais e registrais, e, ainda, para que seja reconhecida e declarada a ilegalidade do art. 1º da Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça, bem como dos itens 5.1 (e subitens 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3) da minuta de edital de seu anexo, que exige a realização das provas de conhecimento (objetiva, escrita e oral) para o certame de remoção É o relatório. Decido . Esta Corte, no julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 18/4/2014, firmou novo entendimento no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça, dando interpretação restrita ao art. 102, I, r , da Constituição Federal. A decisão Plenária restou assim ementada: E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, r) CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de habeas data, de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR Por fim, requer liminarmente a suspensão da eficácia das normas exaradas no art. 1 da Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça, bem como dos itens 5.1, 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3, previstos no modelo do edital constante em seu anexo, até que seja julgado de forma definitiva o mérito da demanda. No mérito, pugna pela procedência do pedido para o fim de reconhecer a incompetência do Conselho Nacional de Justiça para regulamentar a matéria, criando regramento diverso do previsto em lei federal para concurso público de remoção em serventias notariais e registrais, e, ainda, para que seja reconhecida e declarada a ilegalidade do art. 1º da Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça, bem como dos itens 5.1 (e subitens 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3) da minuta de edital de seu anexo, que exige a realização das provas de conhecimento (objetiva, escrita e oral) para o certame de remoção É o relatório. Decido . Esta Corte, no julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 18/4/2014, firmou novo entendimento no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça, dando interpretação restrita ao art. 102, I, r , da Constituição Federal. A decisão Plenária restou assim ementada: E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, r) CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de habeas data, de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AO 1933 AGR / PR habeas corpus (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples parte formal, investido de mera personalidade judiciária ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator LEGITIMAÇÃO PASSIVA AD CAUSAM DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, r, DA CONSTITUIÇÃO DOUTRINA PRECEDENTES AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de habeas data, de habeas corpus (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles writs constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples parte formal (Pontes de Miranda, Comentários ao Código de Processo Civil, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera personalidade judiciária (Victor Nunes Leal, Problemas de Direito Público, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, Código de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR habeas corpus (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples parte formal, investido de mera personalidade judiciária ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator LEGITIMAÇÃO PASSIVA AD CAUSAM DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, r, DA CONSTITUIÇÃO DOUTRINA PRECEDENTES AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de habeas data, de habeas corpus (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles writs constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples parte formal (Pontes de Miranda, Comentários ao Código de Processo Civil, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera personalidade judiciária (Victor Nunes Leal, Problemas de Direito Público, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, Código de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AO 1933 AGR / PR Processo Civil, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, Código de Processo Civil Comentado, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas d e q, da Constituição, a legitimação passiva ad causam referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes. Ressalte-se o que restou consignado na decisão monocrática proferida na ACO 2.312, pelo Ministro Teori Zavascki, na qual aplicou este mesmo precedente: Portanto, segundo a orientação adotada pelo Plenário, as ações a que se refere o art. 102, I, r da Constituição Federal são apenas as ações constitucionais de mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus. As demais ações em que se questionam atos do Conselho Nacional de Justiça CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP submetem-se, consequentemente, ao regime de competência estabelecido pelas normas comuns de direito processual. Dessa forma, como o pedido, em última análise, volta-se contra ato do Conselho Nacional de Justiça, em conformidade com a atual jurisprudência desta Corte, não se configura competência originária deste Tribunal. Ex positis , em face da incompetência desta Corte para apreciar a presente ação, determino a remessa dos autos ao órgão jurisdicional 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR Processo Civil, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, Código de Processo Civil Comentado, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas d e q, da Constituição, a legitimação passiva ad causam referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes. Ressalte-se o que restou consignado na decisão monocrática proferida na ACO 2.312, pelo Ministro Teori Zavascki, na qual aplicou este mesmo precedente: Portanto, segundo a orientação adotada pelo Plenário, as ações a que se refere o art. 102, I, r da Constituição Federal são apenas as ações constitucionais de mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus. As demais ações em que se questionam atos do Conselho Nacional de Justiça CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP submetem-se, consequentemente, ao regime de competência estabelecido pelas normas comuns de direito processual. Dessa forma, como o pedido, em última análise, volta-se contra ato do Conselho Nacional de Justiça, em conformidade com a atual jurisprudência desta Corte, não se configura competência originária deste Tribunal. Ex positis , em face da incompetência desta Corte para apreciar a presente ação, determino a remessa dos autos ao órgão jurisdicional 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório AO 1933 AGR / PR competente da Justiça Federal. Prejudicada a análise do pedido liminar.” Nas suas razões de recurso, a agravante alega, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica sobre o tema. Afirma que “não houve debate no Plenário desse Supremo Tribunal Federal na sessão do dia 18/12/2013 sobre a decisão tomada na AO nº 1.706. Com efeito, o agravo da União, apresentado em face de decisão que não conheceu da ação por inexistência de competência originária da Corte, foi julgado em lista”. Sustenta que há Questão de Ordem na AO 1.814 pendente de julgamento que trata da questão da competência do Supremo Tribunal para ações movidas contra o Conselho Nacional de Justiça. Desta forma, assevera ser prudente o sobrestamento do processo até o julgamento da AO 1.814. Por fim, insiste na competência deste Tribunal para julgar qualquer ação contra o Conselho Nacional de Justiça. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR competente da Justiça Federal. Prejudicada a análise do pedido liminar.” Nas suas razões de recurso, a agravante alega, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica sobre o tema. Afirma que “não houve debate no Plenário desse Supremo Tribunal Federal na sessão do dia 18/12/2013 sobre a decisão tomada na AO nº 1.706. Com efeito, o agravo da União, apresentado em face de decisão que não conheceu da ação por inexistência de competência originária da Corte, foi julgado em lista”. Sustenta que há Questão de Ordem na AO 1.814 pendente de julgamento que trata da questão da competência do Supremo Tribunal para ações movidas contra o Conselho Nacional de Justiça. Desta forma, assevera ser prudente o sobrestamento do processo até o julgamento da AO 1.814. Por fim, insiste na competência deste Tribunal para julgar qualquer ação contra o Conselho Nacional de Justiça. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação da ora agravante não merece prosperar. Isso porque foi firmado novo entendimento sobre o alcance da alínea r do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça. No julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Dje 18/4/2014, a nova orientação foi acolhida pelo Plenário desta Casa por unanimidade. Acrescento que alguns Ministros desta Corte têm seguido esse entendimento em decisões monocráticas: ACO 1.849, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 9/4/2014; ACO 2.383, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 28/3/2014; e AO 1.894, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 30/5/2014. No que se refere ao julgamento da AO 1.814, destaco que o Relator, Ministro Marco Aurélio, resolveu a questão de ordem para assentar a competência da Justiça Federal para processar e julgar a ação. Houve pedido de vista do Ministro Dias Toffoli. Contudo, apesar da pendência da conclusão do julgamento, resta evidenciada a tendência dos Ministros desta Corte à adesão ao novo entendimento deflagrado. Pela análise do breve debate na Questão de Ordem da AO 1.814, percebe-se uma preocupação dos membros deste Tribunal quanto a algumas situações excepcionais que deverão sofrer um exame mais detalhado para o afastamento da competência desta Corte. Todavia, não é esse o caso dos presentes autos, em que se discute a legalidade de itens do Edital 1/2014 do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que, em atenção à Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça, contemplam a exigência de concurso de provas e títulos para o ingresso por remoção na titularidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806120. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação da ora agravante não merece prosperar. Isso porque foi firmado novo entendimento sobre o alcance da alínea r do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça. No julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Dje 18/4/2014, a nova orientação foi acolhida pelo Plenário desta Casa por unanimidade. Acrescento que alguns Ministros desta Corte têm seguido esse entendimento em decisões monocráticas: ACO 1.849, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 9/4/2014; ACO 2.383, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 28/3/2014; e AO 1.894, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 30/5/2014. No que se refere ao julgamento da AO 1.814, destaco que o Relator, Ministro Marco Aurélio, resolveu a questão de ordem para assentar a competência da Justiça Federal para processar e julgar a ação. Houve pedido de vista do Ministro Dias Toffoli. Contudo, apesar da pendência da conclusão do julgamento, resta evidenciada a tendência dos Ministros desta Corte à adesão ao novo entendimento deflagrado. Pela análise do breve debate na Questão de Ordem da AO 1.814, percebe-se uma preocupação dos membros deste Tribunal quanto a algumas situações excepcionais que deverão sofrer um exame mais detalhado para o afastamento da competência desta Corte. Todavia, não é esse o caso dos presentes autos, em que se discute a legalidade de itens do Edital 1/2014 do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que, em atenção à Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça, contemplam a exigência de concurso de provas e títulos para o ingresso por remoção na titularidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1933 AGR / PR serviços notariais e de registro. In casu, a competência é da Justiça Federal, comportando hipótese de interpretação restrita da alínea r do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal. Dessa forma, em que pesem os argumentos expendidos no presente agravo regimental, a decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, até porque consentânea com a nova jurisprudência do Plenário desta Suprema Corte, conforme visto. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806120. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR serviços notariais e de registro. In casu, a competência é da Justiça Federal, comportando hipótese de interpretação restrita da alínea r do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal. Dessa forma, em que pesem os argumentos expendidos no presente agravo regimental, a decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, até porque consentânea com a nova jurisprudência do Plenário desta Suprema Corte, conforme visto. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) : CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820015 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) : CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820015 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6851517
2014-09-16T00:00:00
2014-10-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014.
AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO ORIGINÁRIA. DIREITO ADMINISTRATIVO. RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO POR REMOÇÃO NA TITULARIDADE DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS. INCOMPETÊNCIA DO STF PARA JULGAMENTO DA AÇÃO. ENTENDIMENTO FIRMADO PELO TRIBUNAL PLENO NO JULGAMENTO DA AO 1.706, REL. MIN. CELSO DE MELLO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA O CNJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur278905
- Acórdão(s) citado(s): (STF, COMPETÊNCIA, AÇÃO CONTRA CNJ) AO 1706 AgR (TP), AO 1814 QO. - Decisões monocráticas citadas: (STF, COMPETÊNCIA, AÇÃO CONTRA CNJ) ACO 2383, ACO 1849, AO 1894. Número de páginas: 9. Análise: 13/10/2014, MAR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1933
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-R\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
AO-AgR
acordaos
AO 1933 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) : CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) :CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO ORIGINÁRIA. DIREITO ADMINISTRATIVO. RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO POR REMOÇÃO NA TITULARIDADE DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal PARA JULGAMENTO DA AÇÃO. ENTENDIMENTO FIRMADO PELO TRIBUNAL PLENO NO JULGAMENTO DA AO 1.706, REL. MIN. CELSO DE MELLO. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal SOMENTE NAS HIPÓTESES DE MANDADO DE SEGURANÇA, DE HABEAS DATA, DE HABEAS CORPUS OU DE MANDADO DE INJUNÇÃO CONTRA O CNJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806119. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) :CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão por mim proferida em 7/8/2014, em que declarei a incompetência desta Corte para apreciar a presente ação, nos seguintes termos, verbis: “Decisão: Trata-se de ação originária proposta por Cláudia Macedo Kossatz Borba, com pedido de liminar, contra a União, em que postula o reconhecimento da nulidade de itens do Edital 1/2014 do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que, em atenção à Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça, contemplam a exigência de concurso de provas e títulos para o ingresso por remoção na titularidade de serviços notariais e de registro. Alega a autora que o concurso em questão está regido pelas regras viciadas ditadas da Resolução n. 81, editada pelo Conselho Nacional de Justiça, órgão integrante da estrutura da Ré, o qual, ao dispor sobre os critérios do concurso público por remoção deve ser realizado somente com base nas provas de títulos obtidos pelos candidatos, bem como a determinação do artigo 18, o qual remete à competência da legislação Estadual dispor sobre as regras específicas para o concurso de remoção, conforme será abordado posteriormente Sustenta, adiante, tanto a incompetência quanto a ilegalidade da determinação imposta pela Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) :CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão por mim proferida em 7/8/2014, em que declarei a incompetência desta Corte para apreciar a presente ação, nos seguintes termos, verbis: “Decisão: Trata-se de ação originária proposta por Cláudia Macedo Kossatz Borba, com pedido de liminar, contra a União, em que postula o reconhecimento da nulidade de itens do Edital 1/2014 do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que, em atenção à Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça, contemplam a exigência de concurso de provas e títulos para o ingresso por remoção na titularidade de serviços notariais e de registro. Alega a autora que o concurso em questão está regido pelas regras viciadas ditadas da Resolução n. 81, editada pelo Conselho Nacional de Justiça, órgão integrante da estrutura da Ré, o qual, ao dispor sobre os critérios do concurso público por remoção deve ser realizado somente com base nas provas de títulos obtidos pelos candidatos, bem como a determinação do artigo 18, o qual remete à competência da legislação Estadual dispor sobre as regras específicas para o concurso de remoção, conforme será abordado posteriormente Sustenta, adiante, tanto a incompetência quanto a ilegalidade da determinação imposta pela Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório AO 1933 AGR / PR Por fim, requer liminarmente a suspensão da eficácia das normas exaradas no art. 1 da Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça, bem como dos itens 5.1, 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3, previstos no modelo do edital constante em seu anexo, até que seja julgado de forma definitiva o mérito da demanda. No mérito, pugna pela procedência do pedido para o fim de reconhecer a incompetência do Conselho Nacional de Justiça para regulamentar a matéria, criando regramento diverso do previsto em lei federal para concurso público de remoção em serventias notariais e registrais, e, ainda, para que seja reconhecida e declarada a ilegalidade do art. 1... da Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça, bem como dos itens 5.1 (e subitens 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3) da minuta de edital de seu anexo, que exige a realização das provas de conhecimento (objetiva, escrita e oral) para o certame de remoção É o relatório. Decido . Esta Corte, no julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 18/4/2014, firmou novo entendimento no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça, dando interpretação restrita ao art. 102, I, r , da Constituição Federal. A decisão Plenária restou assim ementada: E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, r) CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de habeas data, de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR Por fim, requer liminarmente a suspensão da eficácia das normas exaradas no art. 1 da Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça, bem como dos itens 5.1, 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3, previstos no modelo do edital constante em seu anexo, até que seja julgado de forma definitiva o mérito da demanda. No mérito, pugna pela procedência do pedido para o fim de reconhecer a incompetência do Conselho Nacional de Justiça para regulamentar a matéria, criando regramento diverso do previsto em lei federal para concurso público de remoção em serventias notariais e registrais, e, ainda, para que seja reconhecida e declarada a ilegalidade do art. 1... da Resolução n. 81 do Conselho Nacional de Justiça, bem como dos itens 5.1 (e subitens 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3) da minuta de edital de seu anexo, que exige a realização das provas de conhecimento (objetiva, escrita e oral) para o certame de remoção É o relatório. Decido . Esta Corte, no julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 18/4/2014, firmou novo entendimento no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça, dando interpretação restrita ao art. 102, I, r , da Constituição Federal. A decisão Plenária restou assim ementada: E M E N T A: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, r) CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de habeas data, de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AO 1933 AGR / PR habeas corpus (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples parte formal, investido de mera personalidade judiciária ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator LEGITIMAÇÃO PASSIVA AD CAUSAM DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, r, DA CONSTITUIÇÃO DOUTRINA PRECEDENTES AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de habeas data, de habeas corpus (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles writs constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples parte formal (Pontes de Miranda, Comentários ao Código de Processo Civil, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera personalidade judiciária (Victor Nunes Leal, Problemas de Direito Público, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, Código de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR habeas corpus (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples parte formal, investido de mera personalidade judiciária ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator LEGITIMAÇÃO PASSIVA AD CAUSAM DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, r, DA CONSTITUIÇÃO DOUTRINA PRECEDENTES AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de habeas data, de habeas corpus (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar-se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ad causam para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles writs constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples parte formal (Pontes de Miranda, Comentários ao Código de Processo Civil, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, v.g.), revestido de mera personalidade judiciária (Victor Nunes Leal, Problemas de Direito Público, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, Código de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AO 1933 AGR / PR Processo Civil, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, Código de Processo Civil Comentado, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas d e q, da Constituição, a legitimação passiva ad causam referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes. Ressalte-se o que restou consignado na decisão monocrática proferida na ACO 2.312, pelo Ministro Teori Zavascki, na qual aplicou este mesmo precedente: Portanto, segundo a orientação adotada pelo Plenário, as ações a que se refere o art. 102, I, r da Constituição Federal são apenas as ações constitucionais de mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus. As demais ações em que se questionam atos do Conselho Nacional de Justiça CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP submetem-se, consequentemente, ao regime de competência estabelecido pelas normas comuns de direito processual. Dessa forma, como o pedido, em última análise, volta-se contra ato do Conselho Nacional de Justiça, em conformidade com a atual jurisprudência desta Corte, não se configura competência originária deste Tribunal. Ex positis , em face da incompetência desta Corte para apreciar a presente ação, determino a remessa dos autos ao órgão jurisdicional 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR Processo Civil, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, Curso de Direito Processual Civil, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, Código de Processo Civil Comentado, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas d e q, da Constituição, a legitimação passiva ad causam referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes. Ressalte-se o que restou consignado na decisão monocrática proferida na ACO 2.312, pelo Ministro Teori Zavascki, na qual aplicou este mesmo precedente: Portanto, segundo a orientação adotada pelo Plenário, as ações a que se refere o art. 102, I, r da Constituição Federal são apenas as ações constitucionais de mandado de segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus. As demais ações em que se questionam atos do Conselho Nacional de Justiça CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP submetem-se, consequentemente, ao regime de competência estabelecido pelas normas comuns de direito processual. Dessa forma, como o pedido, em última análise, volta-se contra ato do Conselho Nacional de Justiça, em conformidade com a atual jurisprudência desta Corte, não se configura competência originária deste Tribunal. Ex positis , em face da incompetência desta Corte para apreciar a presente ação, determino a remessa dos autos ao órgão jurisdicional 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório AO 1933 AGR / PR competente da Justiça Federal. Prejudicada a análise do pedido liminar.” Nas suas razões de recurso, a agravante alega, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica sobre o tema. Afirma que “não houve debate no Plenário desse Supremo Tribunal Federal na sessão do dia 18/12/2013 sobre a decisão tomada na AO n 1.706. Com efeito, o agravo da União, apresentado em face de decisão que não conheceu da ação por inexistência de competência originária da Corte, foi julgado em lista”. Sustenta que há Questão de Ordem na AO 1.814 pendente de julgamento que trata da questão da competência do Supremo Tribunal para ações movidas contra o Conselho Nacional de Justiça. Desta forma, assevera ser prudente o sobrestamento do processo até o julgamento da AO 1.814. Por fim, insiste na competência deste Tribunal para julgar qualquer ação contra o Conselho Nacional de Justiça. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR competente da Justiça Federal. Prejudicada a análise do pedido liminar.” Nas suas razões de recurso, a agravante alega, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica sobre o tema. Afirma que “não houve debate no Plenário desse Supremo Tribunal Federal na sessão do dia 18/12/2013 sobre a decisão tomada na AO n 1.706. Com efeito, o agravo da União, apresentado em face de decisão que não conheceu da ação por inexistência de competência originária da Corte, foi julgado em lista”. Sustenta que há Questão de Ordem na AO 1.814 pendente de julgamento que trata da questão da competência do Supremo Tribunal para ações movidas contra o Conselho Nacional de Justiça. Desta forma, assevera ser prudente o sobrestamento do processo até o julgamento da AO 1.814. Por fim, insiste na competência deste Tribunal para julgar qualquer ação contra o Conselho Nacional de Justiça. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação da ora agravante não merece prosperar. Isso porque foi firmado novo entendimento sobre o alcance da alínea r do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça. No julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Dje 18/4/2014, a nova orientação foi acolhida pelo Plenário desta Casa por unanimidade. Acrescento que alguns Ministros desta Corte têm seguido esse entendimento em decisões monocráticas: ACO 1.849, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 9/4/2014; ACO 2.383, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 28/3/2014; e AO 1.894, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 30/5/2014. No que se refere ao julgamento da AO 1.814, destaco que o Relator, Ministro Marco Aurélio, resolveu a questão de ordem para assentar a competência da Justiça Federal para processar e julgar a ação. Houve pedido de vista do Ministro Dias Toffoli. Contudo, apesar da pendência da conclusão do julgamento, resta evidenciada a tendência dos Ministros desta Corte à adesão ao novo entendimento deflagrado. Pela análise do breve debate na Questão de Ordem da AO 1.814, percebe-se uma preocupação dos membros deste Tribunal quanto a algumas situações excepcionais que deverão sofrer um exame mais detalhado para o afastamento da competência desta Corte. Todavia, não é esse o caso dos presentes autos, em que se discute a legalidade de itens do Edital 1/2014 do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que, em atenção à Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça, contemplam a exigência de concurso de provas e títulos para o ingresso por remoção na titularidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806120. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação da ora agravante não merece prosperar. Isso porque foi firmado novo entendimento sobre o alcance da alínea r do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, no sentido da incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar ações originárias de natureza civil instauradas contra o Conselho Nacional de Justiça. No julgamento da AO 1.706-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Dje 18/4/2014, a nova orientação foi acolhida pelo Plenário desta Casa por unanimidade. Acrescento que alguns Ministros desta Corte têm seguido esse entendimento em decisões monocráticas: ACO 1.849, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 9/4/2014; ACO 2.383, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 28/3/2014; e AO 1.894, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 30/5/2014. No que se refere ao julgamento da AO 1.814, destaco que o Relator, Ministro Marco Aurélio, resolveu a questão de ordem para assentar a competência da Justiça Federal para processar e julgar a ação. Houve pedido de vista do Ministro Dias Toffoli. Contudo, apesar da pendência da conclusão do julgamento, resta evidenciada a tendência dos Ministros desta Corte à adesão ao novo entendimento deflagrado. Pela análise do breve debate na Questão de Ordem da AO 1.814, percebe-se uma preocupação dos membros deste Tribunal quanto a algumas situações excepcionais que deverão sofrer um exame mais detalhado para o afastamento da competência desta Corte. Todavia, não é esse o caso dos presentes autos, em que se discute a legalidade de itens do Edital 1/2014 do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que, em atenção à Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça, contemplam a exigência de concurso de provas e títulos para o ingresso por remoção na titularidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX AO 1933 AGR / PR serviços notariais e de registro. In casu, a competência é da Justiça Federal, comportando hipótese de interpretação restrita da alínea r do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal. Dessa forma, em que pesem os argumentos expendidos no presente agravo regimental, a decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, até porque consentânea com a nova jurisprudência do Plenário desta Suprema Corte, conforme visto. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806120. Supremo Tribunal Federal AO 1933 AGR / PR serviços notariais e de registro. In casu, a competência é da Justiça Federal, comportando hipótese de interpretação restrita da alínea r do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal. Dessa forma, em que pesem os argumentos expendidos no presente agravo regimental, a decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos, até porque consentânea com a nova jurisprudência do Plenário desta Suprema Corte, conforme visto. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) : CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820015 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.933 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA ADV.(A/S) : CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820015 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 933", "AO 1 . 706", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 933", "Resolução n . 81 do Conselho Nacional de Justiça", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 933", "AO 1 . 706 - AgR", "AO 1 . 706 - AgR", "ACO 2 . 312", "ACO 2 . 312", "AO n 1 . 706", "AO 1 . 814", "AO 1 . 814", "AO n 1 . 706", "AO 1 . 814", "AO 1 . 814", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 933", "AO 1 . 706 - AgR", "ACO 1 . 849", "ACO 2 . 383", "AO 1 . 894", "AO", "AO 1 . 814", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 933", "AO 1 . 706 - AgR", "ACO 1 . 849", "ACO 2 . 383", "AO 1 . 894", "AO", "AO", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 933", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 933" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução 81 do Conselho Nacional de Justiça", "Resolução n . 81", "Resolução n . 81 do Conselho Nacional de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 da Resolução n . 81 do Conselho Nacional de Justiça", "Resolução n . 81 do Conselho 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Nery", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA", "CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "CLAUDIA MACEDO KOSSATZ BORBA", "CÁSSIO DJALMA SILVA CHIAPPIN", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "09", "/", "2014", "16 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "7", "/", "8", "/", "2014", "24", 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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) :MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA CONCEDIDA POR DECISÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO APONTADO COMO COATOR E DA DECISÃO CONCESSIVA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS ARGUMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. O procedimento do mandado de segurança exige, como requisito indispensável à demonstração da liquidez e certeza do direito postulado, que os fatos articulados na inicial sejam demonstrados de plano, por prova pré-constituída, o que não se verificou in casu. 2. A ausência de impugnação específica, capaz de infirmar a decisão hostilizada, impõe o desprovimento do agravo. 3. Agravo desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806286. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) :MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Roberto Ribeiro Silva contra decisão por mim proferida, nos seguintes termos: “MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA CONCEDIDA POR DECISÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO APONTADO COMO COATOR E DA DECISÃO CONCESSIVA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. LIMINAR PREJUDICADA”. Nas suas razões recursais, o agravante reafirma os argumentos trazidos no recurso ordinário. Sustenta que: “Fica patente, portanto, que a pretensão do Tribunal de Contas implica em alterar o conteúdo de decisões judiciais transitadas em julgado, emprestando-lhes significado diverso daquele que expressamente lhes foi conferido pelo Poder Judiciário, em atitude de todo reprovável, haja vista constituir-se em ofensa á coisa julgada. O que pretende demonstrar através deste Agravo, que a origem da parcela não esta sendo negada pelo TCU, qual seja de decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806287. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) :MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Roberto Ribeiro Silva contra decisão por mim proferida, nos seguintes termos: “MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA CONCEDIDA POR DECISÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO APONTADO COMO COATOR E DA DECISÃO CONCESSIVA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. LIMINAR PREJUDICADA”. Nas suas razões recursais, o agravante reafirma os argumentos trazidos no recurso ordinário. Sustenta que: “Fica patente, portanto, que a pretensão do Tribunal de Contas implica em alterar o conteúdo de decisões judiciais transitadas em julgado, emprestando-lhes significado diverso daquele que expressamente lhes foi conferido pelo Poder Judiciário, em atitude de todo reprovável, haja vista constituir-se em ofensa á coisa julgada. O que pretende demonstrar através deste Agravo, que a origem da parcela não esta sendo negada pelo TCU, qual seja de decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório MS 28943 AGR / DF judicial transitada em julgada, de modo que considera comprovado a sua natureza. Se não há discussão sobre a natureza da parcela, e ainda as provas juntadas demonstram ainda que parcialmente que trata-se de titulo judicial, há uma ilegalidade na atuação do TCU. Superada esta questão, a pergunta que deve ser respondida, pode o TCU revisar decisão judicial? É certo que não. Há vários precedentes deste Supremo Tribunal que afastam esta possibilidade. (...) A lide transita ainda na incidência do princípio da Segurança Jurídica. É evidente ofensa ao princípio constitucional da segurança das relações jurídicas, eis que a parcela salarial em tela vinha sendo regiamente adimplida em favor do Impetrante há mais de 12 longos anos, ao que se soma o fato de a aposentadoria do Impetrante haver sido concedida em1998.” Requer, ao final, a reconsideração da decisão agravada para, ao final, reconhecer o direito vindicado, ou seja o feito submetido a julgamento pela Turma. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806287. Supremo Tribunal Federal MS 28943 AGR / DF judicial transitada em julgada, de modo que considera comprovado a sua natureza. Se não há discussão sobre a natureza da parcela, e ainda as provas juntadas demonstram ainda que parcialmente que trata-se de titulo judicial, há uma ilegalidade na atuação do TCU. Superada esta questão, a pergunta que deve ser respondida, pode o TCU revisar decisão judicial? É certo que não. Há vários precedentes deste Supremo Tribunal que afastam esta possibilidade. (...) A lide transita ainda na incidência do princípio da Segurança Jurídica. É evidente ofensa ao princípio constitucional da segurança das relações jurídicas, eis que a parcela salarial em tela vinha sendo regiamente adimplida em favor do Impetrante há mais de 12 longos anos, ao que se soma o fato de a aposentadoria do Impetrante haver sido concedida em1998.” Requer, ao final, a reconsideração da decisão agravada para, ao final, reconhecer o direito vindicado, ou seja o feito submetido a julgamento pela Turma. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. O recorrente limitou-se a repisar a fundamentação veiculada nas razões do mandado de segurança, deixando, assim, de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada. A Primeira Turma desta Corte assim decidiu no RMS 30.379-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 24/5/2012, in verbis: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO INFIRMADOS. MERA REPETIÇÃO DOS ARGUMENTOS DO MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO EM INSTÂNCIA PRÓPRIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Dessa forma, não há o que ser modificado na decisão ora recorrida, que deve ser mantida na íntegra, haja vista que proferida em consonância com o entendimento firmado nesta Corte no sentido de que o mandado de segurança, por constituir ação de rito célere, exige prova pré- constituída do direito alegado, não admitindo, desse modo, dilação probatória. A corroborar essa assertiva: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. O recorrente limitou-se a repisar a fundamentação veiculada nas razões do mandado de segurança, deixando, assim, de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada. A Primeira Turma desta Corte assim decidiu no RMS 30.379-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 24/5/2012, in verbis: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO INFIRMADOS. MERA REPETIÇÃO DOS ARGUMENTOS DO MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO EM INSTÂNCIA PRÓPRIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Dessa forma, não há o que ser modificado na decisão ora recorrida, que deve ser mantida na íntegra, haja vista que proferida em consonância com o entendimento firmado nesta Corte no sentido de que o mandado de segurança, por constituir ação de rito célere, exige prova pré- constituída do direito alegado, não admitindo, desse modo, dilação probatória. A corroborar essa assertiva: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 28943 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE CÓPIA DA DECISÃO APONTADA COMO COATORA. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. 1. A ausência de cópia do inteiro teor da decisão apontada como coatora não pode ser suprida em momento posterior à impetração. 2. O mandado de segurança exige a comprovação de plano do quanto alegado, mediante provas pré-constituídas. Não se admite dilação probatória incidental nessa via processual. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS 28.785/DF-AgR, Pleno, Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6.4.2011). “MANDADO DE SEGURANÇA - PETIÇÃO INICIAL DESACOMPANHADA DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À COMPROVAÇÃO LIMINAR DOS FATOS ALEGADOS - INDISPENSABILIDADE DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA - CONCEITO DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO - FATOS INCONTROVERSOS E INCONTESTÁVEIS - PRETENDIDA INTERVENÇÃO DE TERCEIRO, NA CONDIÇÃO DE "AMICUS CURIAE", NO PROCESSO MANDAMENTAL - INADMISSIBILIDADE - RECURSOS DE AGRAVO IMPROVIDOS. - Refoge, aos estreitos limites da ação mandamental, o exame de fatos despojados da necessária liquidez, não se revelando possível a instauração, no âmbito do processo de mandado de segurança, de fase incidental de dilação probatória . Precedentes. (...)” (MS 26.553 AgR-AgR/DF, Pleno, Ministro Celso de Mello, DJe de 16/10/09). “Recurso Ordinário em Mandado de Segurança. 2. Licitação. Concessão de Serviços de Radiodifusão. 3. Pretendida exclusão de empresa habilitada, por suposta inobservância do edital de concorrência. 4. Inexistência de prova pré-constituída. Ausência de cópia do edital de licitação. Impossibilidade de verificação das alegadas irregularidades. 5. Incabível a dilação probatória na via eleita. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Supremo Tribunal Federal MS 28943 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE CÓPIA DA DECISÃO APONTADA COMO COATORA. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. 1. A ausência de cópia do inteiro teor da decisão apontada como coatora não pode ser suprida em momento posterior à impetração. 2. O mandado de segurança exige a comprovação de plano do quanto alegado, mediante provas pré-constituídas. Não se admite dilação probatória incidental nessa via processual. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS 28.785/DF-AgR, Pleno, Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6.4.2011). “MANDADO DE SEGURANÇA - PETIÇÃO INICIAL DESACOMPANHADA DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À COMPROVAÇÃO LIMINAR DOS FATOS ALEGADOS - INDISPENSABILIDADE DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA - CONCEITO DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO - FATOS INCONTROVERSOS E INCONTESTÁVEIS - PRETENDIDA INTERVENÇÃO DE TERCEIRO, NA CONDIÇÃO DE "AMICUS CURIAE", NO PROCESSO MANDAMENTAL - INADMISSIBILIDADE - RECURSOS DE AGRAVO IMPROVIDOS. - Refoge, aos estreitos limites da ação mandamental, o exame de fatos despojados da necessária liquidez, não se revelando possível a instauração, no âmbito do processo de mandado de segurança, de fase incidental de dilação probatória . Precedentes. (...)” (MS 26.553 AgR-AgR/DF, Pleno, Ministro Celso de Mello, DJe de 16/10/09). “Recurso Ordinário em Mandado de Segurança. 2. Licitação. Concessão de Serviços de Radiodifusão. 3. Pretendida exclusão de empresa habilitada, por suposta inobservância do edital de concorrência. 4. Inexistência de prova pré-constituída. Ausência de cópia do edital de licitação. Impossibilidade de verificação das alegadas irregularidades. 5. Incabível a dilação probatória na via eleita. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 28943 AGR / DF Precedentes 6. Recurso a que se nega provimento” (RMS 24.934/DF, 2ª Turma, Ministro Gilmar Mendes, DJ de 22.10.2004). “PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXTINÇÃO SEM ANÁLISE DE MÉRITO. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DA AÇÃO. VISTA DE PROVA DE CONCURSO PÚBLICO. DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO REGIMENTAL. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. INCOMPATIBILIDADE. VIA MANDAMENTAL. RECURSO DESPROVIDO. I - A via mandamental encontra-se à disposição do jurisdicionado quando haja ato evidentemente ilegal ou abuso de poder por parte de autoridade, ou quem lhe faça as vezes, que ofenda direito líquido e certo. II - Direito líquido e certo, por sua vez, é aquele que se pode aferir de plano, tão somente com os documentos que acompanham a petição inicial. III - Significa dizer que o rito procedimental especial do mandado de segurança não admite complexidade processual, dadas as suas peculiaridades. IV - A discussão sobre a ilegalidade do concurso público exige, para o seu deslinde, a produção de outras provas que não aquelas até então carreadas aos autos. V - Documentos juntados a posteriori – após a extinção do feito - não tem aptidão de alterar esta situação. VI - Agravo regimental desprovido” (AO 1377 AgR/AM, 2ª Turma, Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11.4.2012)”.” Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Supremo Tribunal Federal MS 28943 AGR / DF Precedentes 6. Recurso a que se nega provimento” (RMS 24.934/DF, 2ª Turma, Ministro Gilmar Mendes, DJ de 22.10.2004). “PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXTINÇÃO SEM ANÁLISE DE MÉRITO. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DA AÇÃO. VISTA DE PROVA DE CONCURSO PÚBLICO. DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO REGIMENTAL. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. INCOMPATIBILIDADE. VIA MANDAMENTAL. RECURSO DESPROVIDO. I - A via mandamental encontra-se à disposição do jurisdicionado quando haja ato evidentemente ilegal ou abuso de poder por parte de autoridade, ou quem lhe faça as vezes, que ofenda direito líquido e certo. II - Direito líquido e certo, por sua vez, é aquele que se pode aferir de plano, tão somente com os documentos que acompanham a petição inicial. III - Significa dizer que o rito procedimental especial do mandado de segurança não admite complexidade processual, dadas as suas peculiaridades. IV - A discussão sobre a ilegalidade do concurso público exige, para o seu deslinde, a produção de outras provas que não aquelas até então carreadas aos autos. V - Documentos juntados a posteriori – após a extinção do feito - não tem aptidão de alterar esta situação. VI - Agravo regimental desprovido” (AO 1377 AgR/AM, 2ª Turma, Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11.4.2012)”.” Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) : MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820028 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) : MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820028 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6851467
2014-09-16T00:00:00
2014-10-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA CONCEDIDA POR DECISÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO APONTADO COMO COATOR E DA DECISÃO CONCESSIVA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS ARGUMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. O procedimento do mandado de segurança exige, como requisito indispensável à demonstração da liquidez e certeza do direito postulado, que os fatos articulados na inicial sejam demonstrados de plano, por prova pré-constituída, o que não se verificou in casu. 2. A ausência de impugnação específica, capaz de infirmar a decisão hostilizada, impõe o desprovimento do agravo. 3. Agravo desprovido.
sjur278904
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTOS, REPETIÇÃO DE ARGUMENTOS) RMS 30379 AgR (1ªT). (MS, DILAÇÃO PROBATÓRIA) RMS 24934 (2ªT), AO 1377 AgR (2ªT), MS 26553 AgR-AgR (TP), MS 28785 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 14/10/2014, MAR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
28943
null
MS-AgR
acordaos
MS 28943 AgR
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AGTE.(S) : ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) : MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) :MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA CONCEDIDA POR DECISÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO APONTADO COMO COATOR E DA DECISÃO CONCESSIVA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS ARGUMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. O procedimento do mandado de segurança exige, como requisito indispensável à demonstração da liquidez e certeza do direito postulado, que os fatos articulados na inicial sejam demonstrados de plano, por prova pré-constituída, o que não se verificou in casu. 2. A ausência de impugnação específica, capaz de infirmar a decisão hostilizada, impõe o desprovimento do agravo. 3. Agravo desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806286. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) :MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Roberto Ribeiro Silva contra decisão por mim proferida, nos seguintes termos: “MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA CONCEDIDA POR DECISÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO APONTADO COMO COATOR E DA DECISÃO CONCESSIVA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. LIMINAR PREJUDICADA”. Nas suas razões recursais, o agravante reafirma os argumentos trazidos no recurso ordinário. Sustenta que: “Fica patente, portanto, que a pretensão do Tribunal de Contas implica em alterar o conteúdo de decisões judiciais transitadas em julgado, emprestando-lhes significado diverso daquele que expressamente lhes foi conferido pelo Poder Judiciário, em atitude de todo reprovável, haja vista constituir-se em ofensa á coisa julgada. O que pretende demonstrar através deste Agravo, que a origem da parcela não esta sendo negada pelo TCU, qual seja de decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806287. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) :MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Roberto Ribeiro Silva contra decisão por mim proferida, nos seguintes termos: “MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA CONCEDIDA POR DECISÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE CÓPIA DO ATO APONTADO COMO COATOR E DA DECISÃO CONCESSIVA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DE VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. LIMINAR PREJUDICADA”. Nas suas razões recursais, o agravante reafirma os argumentos trazidos no recurso ordinário. Sustenta que: “Fica patente, portanto, que a pretensão do Tribunal de Contas implica em alterar o conteúdo de decisões judiciais transitadas em julgado, emprestando-lhes significado diverso daquele que expressamente lhes foi conferido pelo Poder Judiciário, em atitude de todo reprovável, haja vista constituir-se em ofensa á coisa julgada. O que pretende demonstrar através deste Agravo, que a origem da parcela não esta sendo negada pelo TCU, qual seja de decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório MS 28943 AGR / DF judicial transitada em julgada, de modo que considera comprovado a sua natureza. Se não há discussão sobre a natureza da parcela, e ainda as provas juntadas demonstram ainda que parcialmente que trata-se de titulo judicial, há uma ilegalidade na atuação do TCU. Superada esta questão, a pergunta que deve ser respondida, pode o TCU revisar decisão judicial? É certo que não. Há vários precedentes deste Supremo Tribunal que afastam esta possibilidade. (...) A lide transita ainda na incidência do princípio da Segurança Jurídica. É evidente ofensa ao princípio constitucional da segurança das relações jurídicas, eis que a parcela salarial em tela vinha sendo regiamente adimplida em favor do Impetrante há mais de 12 longos anos, ao que se soma o fato de a aposentadoria do Impetrante haver sido concedida em1998.” Requer, ao final, a reconsideração da decisão agravada para, ao final, reconhecer o direito vindicado, ou seja o feito submetido a julgamento pela Turma. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806287. Supremo Tribunal Federal MS 28943 AGR / DF judicial transitada em julgada, de modo que considera comprovado a sua natureza. Se não há discussão sobre a natureza da parcela, e ainda as provas juntadas demonstram ainda que parcialmente que trata-se de titulo judicial, há uma ilegalidade na atuação do TCU. Superada esta questão, a pergunta que deve ser respondida, pode o TCU revisar decisão judicial? É certo que não. Há vários precedentes deste Supremo Tribunal que afastam esta possibilidade. (...) A lide transita ainda na incidência do princípio da Segurança Jurídica. É evidente ofensa ao princípio constitucional da segurança das relações jurídicas, eis que a parcela salarial em tela vinha sendo regiamente adimplida em favor do Impetrante há mais de 12 longos anos, ao que se soma o fato de a aposentadoria do Impetrante haver sido concedida em1998.” Requer, ao final, a reconsideração da decisão agravada para, ao final, reconhecer o direito vindicado, ou seja o feito submetido a julgamento pela Turma. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. O recorrente limitou-se a repisar a fundamentação veiculada nas razões do mandado de segurança, deixando, assim, de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada. A Primeira Turma desta Corte assim decidiu no RMS 30.379-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 24/5/2012, in verbis: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO INFIRMADOS. MERA REPETIÇÃO DOS ARGUMENTOS DO MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO EM INSTÂNCIA PRÓPRIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Dessa forma, não há o que ser modificado na decisão ora recorrida, que deve ser mantida na íntegra, haja vista que proferida em consonância com o entendimento firmado nesta Corte no sentido de que o mandado de segurança, por constituir ação de rito célere, exige prova pré- constituída do direito alegado, não admitindo, desse modo, dilação probatória. A corroborar essa assertiva: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. O recorrente limitou-se a repisar a fundamentação veiculada nas razões do mandado de segurança, deixando, assim, de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada. A Primeira Turma desta Corte assim decidiu no RMS 30.379-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 24/5/2012, in verbis: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO INFIRMADOS. MERA REPETIÇÃO DOS ARGUMENTOS DO MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO EM INSTÂNCIA PRÓPRIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Dessa forma, não há o que ser modificado na decisão ora recorrida, que deve ser mantida na íntegra, haja vista que proferida em consonância com o entendimento firmado nesta Corte no sentido de que o mandado de segurança, por constituir ação de rito célere, exige prova pré- constituída do direito alegado, não admitindo, desse modo, dilação probatória. A corroborar essa assertiva: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 28943 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE CÓPIA DA DECISÃO APONTADA COMO COATORA. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. 1. A ausência de cópia do inteiro teor da decisão apontada como coatora não pode ser suprida em momento posterior à impetração. 2. O mandado de segurança exige a comprovação de plano do quanto alegado, mediante provas pré-constituídas. Não se admite dilação probatória incidental nessa via processual. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS 28.785/DF-AgR, Pleno, Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6.4.2011). “MANDADO DE SEGURANÇA - PETIÇÃO INICIAL DESACOMPANHADA DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À COMPROVAÇÃO LIMINAR DOS FATOS ALEGADOS - INDISPENSABILIDADE DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA - CONCEITO DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO - FATOS INCONTROVERSOS E INCONTESTÁVEIS - PRETENDIDA INTERVENÇÃO DE TERCEIRO, NA CONDIÇÃO DE "AMICUS CURIAE", NO PROCESSO MANDAMENTAL - INADMISSIBILIDADE - RECURSOS DE AGRAVO IMPROVIDOS. - Refoge, aos estreitos limites da ação mandamental, o exame de fatos despojados da necessária liquidez, não se revelando possível a instauração, no âmbito do processo de mandado de segurança, de fase incidental de dilação probatória . Precedentes. (...)” (MS 26.553 AgR-AgR/DF, Pleno, Ministro Celso de Mello, DJe de 16/10/09). “Recurso Ordinário em Mandado de Segurança. 2. Licitação. Concessão de Serviços de Radiodifusão. 3. Pretendida exclusão de empresa habilitada, por suposta inobservância do edital de concorrência. 4. Inexistência de prova pré-constituída. Ausência de cópia do edital de licitação. Impossibilidade de verificação das alegadas irregularidades. 5. Incabível a dilação probatória na via eleita. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Supremo Tribunal Federal MS 28943 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE CÓPIA DA DECISÃO APONTADA COMO COATORA. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. 1. A ausência de cópia do inteiro teor da decisão apontada como coatora não pode ser suprida em momento posterior à impetração. 2. O mandado de segurança exige a comprovação de plano do quanto alegado, mediante provas pré-constituídas. Não se admite dilação probatória incidental nessa via processual. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS 28.785/DF-AgR, Pleno, Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6.4.2011). “MANDADO DE SEGURANÇA - PETIÇÃO INICIAL DESACOMPANHADA DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS À COMPROVAÇÃO LIMINAR DOS FATOS ALEGADOS - INDISPENSABILIDADE DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA - CONCEITO DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO - FATOS INCONTROVERSOS E INCONTESTÁVEIS - PRETENDIDA INTERVENÇÃO DE TERCEIRO, NA CONDIÇÃO DE "AMICUS CURIAE", NO PROCESSO MANDAMENTAL - INADMISSIBILIDADE - RECURSOS DE AGRAVO IMPROVIDOS. - Refoge, aos estreitos limites da ação mandamental, o exame de fatos despojados da necessária liquidez, não se revelando possível a instauração, no âmbito do processo de mandado de segurança, de fase incidental de dilação probatória . Precedentes. (...)” (MS 26.553 AgR-AgR/DF, Pleno, Ministro Celso de Mello, DJe de 16/10/09). “Recurso Ordinário em Mandado de Segurança. 2. Licitação. Concessão de Serviços de Radiodifusão. 3. Pretendida exclusão de empresa habilitada, por suposta inobservância do edital de concorrência. 4. Inexistência de prova pré-constituída. Ausência de cópia do edital de licitação. Impossibilidade de verificação das alegadas irregularidades. 5. Incabível a dilação probatória na via eleita. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 28943 AGR / DF Precedentes 6. Recurso a que se nega provimento” (RMS 24.934/DF, 2... Turma, Ministro Gilmar Mendes, DJ de 22.10.2004). “PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXTINÇÃO SEM ANÁLISE DE MÉRITO. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DA AÇÃO. VISTA DE PROVA DE CONCURSO PÚBLICO. DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO REGIMENTAL. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. INCOMPATIBILIDADE. VIA MANDAMENTAL. RECURSO DESPROVIDO. I - A via mandamental encontra-se à disposição do jurisdicionado quando haja ato evidentemente ilegal ou abuso de poder por parte de autoridade, ou quem lhe faça as vezes, que ofenda direito líquido e certo. II - Direito líquido e certo, por sua vez, é aquele que se pode aferir de plano, tão somente com os documentos que acompanham a petição inicial. III - Significa dizer que o rito procedimental especial do mandado de segurança não admite complexidade processual, dadas as suas peculiaridades. IV - A discussão sobre a ilegalidade do concurso público exige, para o seu deslinde, a produção de outras provas que não aquelas até então carreadas aos autos. V - Documentos juntados a posteriori – após a extinção do feito - não tem aptidão de alterar esta situação. VI - Agravo regimental desprovido” (AO 1377 AgR/AM, 2... Turma, Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11.4.2012)”.” Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Supremo Tribunal Federal MS 28943 AGR / DF Precedentes 6. Recurso a que se nega provimento” (RMS 24.934/DF, 2... Turma, Ministro Gilmar Mendes, DJ de 22.10.2004). “PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXTINÇÃO SEM ANÁLISE DE MÉRITO. CARÊNCIA SUPERVENIENTE DA AÇÃO. VISTA DE PROVA DE CONCURSO PÚBLICO. DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO REGIMENTAL. JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. INCOMPATIBILIDADE. VIA MANDAMENTAL. RECURSO DESPROVIDO. I - A via mandamental encontra-se à disposição do jurisdicionado quando haja ato evidentemente ilegal ou abuso de poder por parte de autoridade, ou quem lhe faça as vezes, que ofenda direito líquido e certo. II - Direito líquido e certo, por sua vez, é aquele que se pode aferir de plano, tão somente com os documentos que acompanham a petição inicial. III - Significa dizer que o rito procedimental especial do mandado de segurança não admite complexidade processual, dadas as suas peculiaridades. IV - A discussão sobre a ilegalidade do concurso público exige, para o seu deslinde, a produção de outras provas que não aquelas até então carreadas aos autos. V - Documentos juntados a posteriori – após a extinção do feito - não tem aptidão de alterar esta situação. VI - Agravo regimental desprovido” (AO 1377 AgR/AM, 2... Turma, Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 11.4.2012)”.” Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806288. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) : MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820028 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.943 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROBERTO RIBEIRO SILVA ADV.(A/S) : MÁRCIO LOCKS FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820028 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 28943", "MS 28943 AGR / DF", "RMS 30 . 379 - AgR", "RMS 30 . 379 - AgR", "MS 28943 AGR", "MS 28 . 785 / DF - AgR", "MS 26 . 553 AgR - AgR / DF", "MS", "MS 28 . 785 / DF - AgR", "MS 26 . 553 AgR - AgR / DF", "MS 28943 AGR / DF", "RMS 24 . 934 / DF", "AO 1377 AgR / AM", "MS 28943 AGR / DF", "RMS 24 . 934 / DF", "AO 1377 AgR / AM" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO 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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) :FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 03 de setembro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549925. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) :FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 8 de agosto de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado do Maranhão contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão que reconhecera o direito da ora Agravada à nomeação no cargo de professor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “O julgado recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a ocupação precária, por comissão, terceirização, ou contratação temporária, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual foi realizado concurso público, configura desvio de finalidade e caracteriza burla à exigência constitucional do concurso público. Esse comportamento da autoridade administrativa gera para o candidato aprovado fora do número de vagas previsto em edital o direito à nomeação: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO NÃO NOMEADO. NOMEAÇÃO DE OUTROS PARA O MESMO CARGO EM CARÁTER TEMPORÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE 474.657-ED, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549926. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) :FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 8 de agosto de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado do Maranhão contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão que reconhecera o direito da ora Agravada à nomeação no cargo de professor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “O julgado recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a ocupação precária, por comissão, terceirização, ou contratação temporária, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual foi realizado concurso público, configura desvio de finalidade e caracteriza burla à exigência constitucional do concurso público. Esse comportamento da autoridade administrativa gera para o candidato aprovado fora do número de vagas previsto em edital o direito à nomeação: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO NÃO NOMEADO. NOMEAÇÃO DE OUTROS PARA O MESMO CARGO EM CARÁTER TEMPORÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE 474.657-ED, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 735918 AGR / MA Primeira Turma, DJe 14.3.2011, grifos nossos). E: (…) Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente. 4. Pelo exposto, nego seguimento a este recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.8.2013, interpõe o Estado do Maranhão, em 20.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a contratação de professores temporários por processo seletivo não transforma a mera expectativa de serem nomeados os candidatos aprovados no concurso público para professores estatutários em direito subjetivo à nomeação, pois o seletivo deflagrado pelo edital n. 003/2009 tinha como finalidade apenas atender a razões de excepcional interesse público” (fl. 254). Assevera que “somente haveria preterimento acaso a Administração estivesse contratando professores temporários em detrimento da nomeação dos candidatos aprovados no número de vagas no certame regido pelo edital n. 001/2009 e conforme narrativa e documentos juntados pelo próprio autor a Administração contratou todos os candidatos aprovados dentro do número de vagas inicialmente previstos”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549926. Supremo Tribunal Federal RE 735918 AGR / MA Primeira Turma, DJe 14.3.2011, grifos nossos). E: (…) Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente. 4. Pelo exposto, nego seguimento a este recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.8.2013, interpõe o Estado do Maranhão, em 20.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a contratação de professores temporários por processo seletivo não transforma a mera expectativa de serem nomeados os candidatos aprovados no concurso público para professores estatutários em direito subjetivo à nomeação, pois o seletivo deflagrado pelo edital n. 003/2009 tinha como finalidade apenas atender a razões de excepcional interesse público” (fl. 254). Assevera que “somente haveria preterimento acaso a Administração estivesse contratando professores temporários em detrimento da nomeação dos candidatos aprovados no número de vagas no certame regido pelo edital n. 001/2009 e conforme narrativa e documentos juntados pelo próprio autor a Administração contratou todos os candidatos aprovados dentro do número de vagas inicialmente previstos”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “A mera expectativa se convola em direito líquido e certo a partir do momento em que, dentro do prazo de validade do concurso, há contratação de pessoal, de forma precária, para o preenchimento de vagas existentes, em flagrante preterição àqueles que, aprovados em concurso ainda válido, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. ‘In casu’, há comprovação nos autos de que, durante o prazo de validade do certame, foram realizadas várias contratações temporárias pela Administração para lecionar no Município de Viana. Nessa circunstância, a toda evidência, não restam dúvidas de que, dentro do prazo de validade do concurso, a manutenção de contratos temporários para suprir a demanda por professores pela Administração Pública demonstra a necessidade premente de contratação de pessoal, de forma precária, para o desempenho da atividade, o que, diante da nova orientação da Suprema Corte, faz surgir o direito subjetivo do candidato aprovado no certame ainda válido à nomeação”. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou configurar burla ao princípio do concurso público a contratação de temporários para o exercício de atribuições próprias de cargo efetivo, quando existam candidatos aprovados e o prazo de validade do certame não tenha expirado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “A mera expectativa se convola em direito líquido e certo a partir do momento em que, dentro do prazo de validade do concurso, há contratação de pessoal, de forma precária, para o preenchimento de vagas existentes, em flagrante preterição àqueles que, aprovados em concurso ainda válido, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. ‘In casu’, há comprovação nos autos de que, durante o prazo de validade do certame, foram realizadas várias contratações temporárias pela Administração para lecionar no Município de Viana. Nessa circunstância, a toda evidência, não restam dúvidas de que, dentro do prazo de validade do concurso, a manutenção de contratos temporários para suprir a demanda por professores pela Administração Pública demonstra a necessidade premente de contratação de pessoal, de forma precária, para o desempenho da atividade, o que, diante da nova orientação da Suprema Corte, faz surgir o direito subjetivo do candidato aprovado no certame ainda válido à nomeação”. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou configurar burla ao princípio do concurso público a contratação de temporários para o exercício de atribuições próprias de cargo efetivo, quando existam candidatos aprovados e o prazo de validade do certame não tenha expirado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 735918 AGR / MA Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 660.141-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 6.3.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 777.644-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Supremo Tribunal Federal RE 735918 AGR / MA Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 660.141-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 6.3.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 777.644-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 735918 AGR / MA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Supremo Tribunal Federal RE 735918 AGR / MA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) : FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519512 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) : FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519512 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4568326
2013-09-03T00:00:00
2013-09-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur242771
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, PRETERIÇÃO DE CANDIDATO APROVADO) ARE 660141 AgR (1ªT), AI 777644 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 03/10/2013, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
735918
null
RE-AgR
acordaos
RE 735918 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) : FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO
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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) :FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 03 de setembro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549925. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) :FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 8 de agosto de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado do Maranhão contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão que reconhecera o direito da ora Agravada à nomeação no cargo de professor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “O julgado recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a ocupação precária, por comissão, terceirização, ou contratação temporária, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual foi realizado concurso público, configura desvio de finalidade e caracteriza burla à exigência constitucional do concurso público. Esse comportamento da autoridade administrativa gera para o candidato aprovado fora do número de vagas previsto em edital o direito à nomeação: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO NÃO NOMEADO. NOMEAÇÃO DE OUTROS PARA O MESMO CARGO EM CARÁTER TEMPORÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 474.657-ED, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549926. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) :FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 8 de agosto de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Estado do Maranhão contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão que reconhecera o direito da ora Agravada à nomeação no cargo de professor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “O julgado recorrido harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a ocupação precária, por comissão, terceirização, ou contratação temporária, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual foi realizado concurso público, configura desvio de finalidade e caracteriza burla à exigência constitucional do concurso público. Esse comportamento da autoridade administrativa gera para o candidato aprovado fora do número de vagas previsto em edital o direito à nomeação: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO DOS EMBARGOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO NÃO NOMEADO. NOMEAÇÃO DE OUTROS PARA O MESMO CARGO EM CARÁTER TEMPORÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário 474.657-ED, de minha relatoria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 735918 AGR / MA Primeira Turma, DJe 14.3.2011, grifos nossos). E: (…) Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente. 4. Pelo exposto, nego seguimento a este recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.8.2013, interpõe o Estado do Maranhão, em 20.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a contratação de professores temporários por processo seletivo não transforma a mera expectativa de serem nomeados os candidatos aprovados no concurso público para professores estatutários em direito subjetivo à nomeação, pois o seletivo deflagrado pelo edital n. 003/2009 tinha como finalidade apenas atender a razões de excepcional interesse público” (fl. 254). Assevera que “somente haveria preterimento acaso a Administração estivesse contratando professores temporários em detrimento da nomeação dos candidatos aprovados no número de vagas no certame regido pelo edital n. 001/2009 e conforme narrativa e documentos juntados pelo próprio autor a Administração contratou todos os candidatos aprovados dentro do número de vagas inicialmente previstos”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549926. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 735918 AGR / MA Primeira Turma, DJe 14.3.2011, grifos nossos). E: (…) Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente. 4. Pelo exposto, nego seguimento a este recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.8.2013, interpõe o Estado do Maranhão, em 20.8.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma que “a contratação de professores temporários por processo seletivo não transforma a mera expectativa de serem nomeados os candidatos aprovados no concurso público para professores estatutários em direito subjetivo à nomeação, pois o seletivo deflagrado pelo edital n. 003/2009 tinha como finalidade apenas atender a razões de excepcional interesse público” (fl. 254). Assevera que “somente haveria preterimento acaso a Administração estivesse contratando professores temporários em detrimento da nomeação dos candidatos aprovados no número de vagas no certame regido pelo edital n. 001/2009 e conforme narrativa e documentos juntados pelo próprio autor a Administração contratou todos os candidatos aprovados dentro do número de vagas inicialmente previstos”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “A mera expectativa se convola em direito líquido e certo a partir do momento em que, dentro do prazo de validade do concurso, há contratação de pessoal, de forma precária, para o preenchimento de vagas existentes, em flagrante preterição àqueles que, aprovados em concurso ainda válido, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. ‘In casu’, há comprovação nos autos de que, durante o prazo de validade do certame, foram realizadas várias contratações temporárias pela Administração para lecionar no Município de Viana. Nessa circunstância, a toda evidência, não restam dúvidas de que, dentro do prazo de validade do concurso, a manutenção de contratos temporários para suprir a demanda por professores pela Administração Pública demonstra a necessidade premente de contratação de pessoal, de forma precária, para o desempenho da atividade, o que, diante da nova orientação da Suprema Corte, faz surgir o direito subjetivo do candidato aprovado no certame ainda válido à nomeação”. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou configurar burla ao princípio do concurso público a contratação de temporários para o exercício de atribuições próprias de cargo efetivo, quando existam candidatos aprovados e o prazo de validade do certame não tenha expirado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “A mera expectativa se convola em direito líquido e certo a partir do momento em que, dentro do prazo de validade do concurso, há contratação de pessoal, de forma precária, para o preenchimento de vagas existentes, em flagrante preterição àqueles que, aprovados em concurso ainda válido, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou função. ‘In casu’, há comprovação nos autos de que, durante o prazo de validade do certame, foram realizadas várias contratações temporárias pela Administração para lecionar no Município de Viana. Nessa circunstância, a toda evidência, não restam dúvidas de que, dentro do prazo de validade do concurso, a manutenção de contratos temporários para suprir a demanda por professores pela Administração Pública demonstra a necessidade premente de contratação de pessoal, de forma precária, para o desempenho da atividade, o que, diante da nova orientação da Suprema Corte, faz surgir o direito subjetivo do candidato aprovado no certame ainda válido à nomeação”. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou configurar burla ao princípio do concurso público a contratação de temporários para o exercício de atribuições próprias de cargo efetivo, quando existam candidatos aprovados e o prazo de validade do certame não tenha expirado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 735918 AGR / MA Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 660.141-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 6.3.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 777.644-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 735918 AGR / MA Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. EXISTÊNCIA DE CANDIDATO APROVADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO PRECÁRIA NO PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 660.141-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 6.3.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO DE VAGA. PRETERIÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS. DIREITO À NOMEAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. Uma vez comprovada a existência da vaga, sendo esta preenchida, ainda que precariamente, fica caracterizada a preterição do candidato aprovado em concurso. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 777.644-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe 14.5.2010). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 735918 AGR / MA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 735918 AGR / MA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) : FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519512 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735.918 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : LECYANNE MACHADO MENDONÇA ADV.(A/S) : FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519512 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735 . 918", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735 . 918", "Recurso Extraordinário 474 . 657 - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735 . 918", "Recurso Extraordinário 474 . 657 - ED", "Recurso Extraordinário 735918 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 735918 AGR / MA", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735 . 918", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735 . 918", "Recurso Extraordinário 735918 AGR", "ARE 660 . 141 - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 777 . 644 - AgR", "Recurso Extraordinário 735918 AGR / MA", "ARE 660 . 141 - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 777 . 644 - AgR", "Recurso Extraordinário 735918 AGR", "Recurso Extraordinário 735918 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735 . 918", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 735 . 918" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "Brasília", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "Estado do Maranhão", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "Estado do Maranhão", "Estado do Maranhão", "Estado do Maranhão", "MARANHÃO", "Município de Viana", "MARANHÃO", "Município de Viana", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "LECYANNE MACHADO MENDONÇA", "FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "LÚCIA", "LECYANNE MACHADO MENDONÇA", "FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LECYANNE MACHADO MENDONÇA", "FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Eros Grau", "Eros Grau", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LECYANNE MACHADO MENDONÇA", "FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "LECYANNE MACHADO MENDONÇA", "FLÁVIO HENRIQUE AIRES PINTO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "09", "/", "2013", "03 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "8 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "8 de agosto de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "3", ".", "2011", "15", ".", "8", ".", "2013", "20", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "3", ".", "2011", "15", ".", "8", ".", "2013", "20", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "3", ".", "2012", "14", ".", "5", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "3", ".", "2012", "14", ".", "5", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "09", "/", "2013", "03", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "09", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 do STF. Precedentes. II - Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463890. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 742722 AGR / DF regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 3 de setembro de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463890. Supremo Tribunal Federal ARE 742722 AGR / DF regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 3 de setembro de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: ‘ADMINISTRATIVO. AÇÃO ORDINÁRIA. GDO - GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. GRATIFICAÇÃO EXCLUSIVA PARA CARREIRA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL. 1. É requisito para o recebimento da Gratificação de Desempenho Organizacional (GDO) que o servidor seja da carreira da Administração Pública do DF, criada pela Lei Distrital nº 51/1989 (Lei nº 3824/2006 art. 21). 2. Servidoras pertencentes à carreira distinta não preenchem os requisitos para receber a GDO. 3. Negou-se provimento ao apelo das autoras’ No RE fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Leis Distritais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463891. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: ‘ADMINISTRATIVO. AÇÃO ORDINÁRIA. GDO - GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. GRATIFICAÇÃO EXCLUSIVA PARA CARREIRA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL. 1. É requisito para o recebimento da Gratificação de Desempenho Organizacional (GDO) que o servidor seja da carreira da Administração Pública do DF, criada pela Lei Distrital nº 51/1989 (Lei nº 3824/2006 art. 21). 2. Servidoras pertencentes à carreira distinta não preenchem os requisitos para receber a GDO. 3. Negou-se provimento ao apelo das autoras’ No RE fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Leis Distritais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 742722 AGR / DF 51/1989 e 3.824/2006). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do STF. Ademais, este Tribunal entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Nesse sentido, cito as seguintes decisões: AI 596.568-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli; AI 727.420-AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 795.489-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 755.879-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 723.935-AgR/GO, Rel. Min. Eros Grau. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” Os agravantes sustentam, em suma, que há ofensa direta à Constituição, ao argumento de que “a violação ao direito dos recorrentes surgiu quando a Administração deixou de observar o princípio da legalidade, que está disciplinado no texto constitucional, artigo 37, caput, da Constituição Federal” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463891. Supremo Tribunal Federal ARE 742722 AGR / DF 51/1989 e 3.824/2006). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do STF. Ademais, este Tribunal entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Nesse sentido, cito as seguintes decisões: AI 596.568-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli; AI 727.420-AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 795.489-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 755.879-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 723.935-AgR/GO, Rel. Min. Eros Grau. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” Os agravantes sustentam, em suma, que há ofensa direta à Constituição, ao argumento de que “a violação ao direito dos recorrentes surgiu quando a Administração deixou de observar o princípio da legalidade, que está disciplinado no texto constitucional, artigo 37, caput, da Constituição Federal” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a questão referente aos requisitos para o recebimento de gratificação por servidor público com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente, conforme se observa no seguinte trecho do acórdão recorrido: “As autoras/apelantes integram a Carreira da Assistência Pública à Saúde do DF – criada pela Lei Distrital nº 87/1989 (Cria a Carreira Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal, seus empregos, fixa os valores dos seus salários e dá outras providências) e devidamente reestruturada pelas Leis Distritais nº 740/1994, nº 2.816/2001, nº 3320/2004 e 4.440/2009 -, a qual apresenta especialidades homônimas às da Carreira da Administração Pública do DF. No caso em análise, a distinção das carreiras pode ser claramente percebida pela análise dos contracheques das autoras/apelantes, os quais indicam que elas recebem a GATA – Gratificação de Atividades Técnico Administrativas, vantagem exclusiva da Carreira de Assistência Pública à Saúde do DF, prevista pela Lei Distrital nº 3320/2004 (Reestrutura a carreira Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal, de que tratam as Leis nº 740, de 28 de julho de 1994, e nº 2.816, de 13 de novembro de 2001, e dá outras providências). Assim, o conjunto probatório apresentado pelas próprias autoras é suficiente para apurar e esclarecer que elas pertencem à Carreira de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a questão referente aos requisitos para o recebimento de gratificação por servidor público com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente, conforme se observa no seguinte trecho do acórdão recorrido: “As autoras/apelantes integram a Carreira da Assistência Pública à Saúde do DF – criada pela Lei Distrital nº 87/1989 (Cria a Carreira Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal, seus empregos, fixa os valores dos seus salários e dá outras providências) e devidamente reestruturada pelas Leis Distritais nº 740/1994, nº 2.816/2001, nº 3320/2004 e 4.440/2009 -, a qual apresenta especialidades homônimas às da Carreira da Administração Pública do DF. No caso em análise, a distinção das carreiras pode ser claramente percebida pela análise dos contracheques das autoras/apelantes, os quais indicam que elas recebem a GATA – Gratificação de Atividades Técnico Administrativas, vantagem exclusiva da Carreira de Assistência Pública à Saúde do DF, prevista pela Lei Distrital nº 3320/2004 (Reestrutura a carreira Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal, de que tratam as Leis nº 740, de 28 de julho de 1994, e nº 2.816, de 13 de novembro de 2001, e dá outras providências). Assim, o conjunto probatório apresentado pelas próprias autoras é suficiente para apurar e esclarecer que elas pertencem à Carreira de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 742722 AGR / DF Assistência Pública à Saúde do DF, não estando, dessa forma, contempladas pela Gratificação de Desempenho Organizacional – GDO, instituída pelo art. 21 da Lei Distrital nº 3.824/2006 (altera os vencimentos das carreiras que menciona e dá outras providências)” (fls. 131-133 do e-STJ). Desse modo, para divergir do acórdão recorrido, conforme consignado na decisão agravada, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do STF. Nesse sentido, cito os recentes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO POR DESEMPENHO DE ATIVIDADE EM EDUCAÇÃO ESPECIAL. DIREITO PREVISTO NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2009. O exame da alegada ofensa aos dispositivos constitucionais indicados dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF : 'por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário'. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 805.729-AgR/PA, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 2. Administrativo. Servidor da carreira 'assistência pública à saúde do Distrito Federal'. Pagamento da Gratificação de Desempenho Organizacional. Controvérsia decidida com base na legislação local (Lei Distrital 3.824/2006). Óbice do Enunciado 280 da Súmula do STF. 3. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636. 4. Ausência de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Supremo Tribunal Federal ARE 742722 AGR / DF Assistência Pública à Saúde do DF, não estando, dessa forma, contempladas pela Gratificação de Desempenho Organizacional – GDO, instituída pelo art. 21 da Lei Distrital nº 3.824/2006 (altera os vencimentos das carreiras que menciona e dá outras providências)” (fls. 131-133 do e-STJ). Desse modo, para divergir do acórdão recorrido, conforme consignado na decisão agravada, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do STF. Nesse sentido, cito os recentes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO POR DESEMPENHO DE ATIVIDADE EM EDUCAÇÃO ESPECIAL. DIREITO PREVISTO NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2009. O exame da alegada ofensa aos dispositivos constitucionais indicados dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF : 'por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário'. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 805.729-AgR/PA, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 2. Administrativo. Servidor da carreira 'assistência pública à saúde do Distrito Federal'. Pagamento da Gratificação de Desempenho Organizacional. Controvérsia decidida com base na legislação local (Lei Distrital 3.824/2006). Óbice do Enunciado 280 da Súmula do STF. 3. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636. 4. Ausência de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 742722 AGR / DF argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 743.068-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Seguindo essa mesma orientação, cito, ainda, o ARE 741.148/DF, de minha relatoria. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; RE 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Supremo Tribunal Federal ARE 742722 AGR / DF argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 743.068-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Seguindo essa mesma orientação, cito, ainda, o ARE 741.148/DF, de minha relatoria. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; RE 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VICTOR ALVES MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589615 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VICTOR ALVES MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589615 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4607781
2013-09-03T00:00:00
2013-10-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 do STF. Precedentes. II - Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). III - Agravo regimental improvido.
sjur243367
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) AI 805729 AgR (1ªT), ARE 743068 AgR (2ªT). (SÚMULA 636) AI 696428 AgR (1ªT), AI 750679 AgR (1ªT), RE 602740 AgR (2ªT), RE 478700 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 08/10/2013, BRU.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
742722
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-DIS LEI-000087 ANO-1989\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-DIS LEI-000740 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-DIS LEI-002816 ANO-2001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-DIS LEI-003320 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-DIS LEI-003824 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-DIS LEI-004440 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 742722 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RAUL CANAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463890. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 742722 AGR / DF regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 3 de setembro de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463890. Supremo Tribunal Federal ARE 742722 AGR / DF regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 3 de setembro de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: ‘ADMINISTRATIVO. AÇÃO ORDINÁRIA. GDO - GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. GRATIFICAÇÃO EXCLUSIVA PARA CARREIRA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL. 1. É requisito para o recebimento da Gratificação de Desempenho Organizacional (GDO) que o servidor seja da carreira da Administração Pública do DF, criada pela Lei Distrital n 51/1989 (Lei n 3824/2006 art. 21). 2. Servidoras pertencentes à carreira distinta não preenchem os requisitos para receber a GDO. 3. Negou-se provimento ao apelo das autoras’ No Recurso Extraordinário fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Leis Distritais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463891. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: ‘ADMINISTRATIVO. AÇÃO ORDINÁRIA. GDO - GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. GRATIFICAÇÃO EXCLUSIVA PARA CARREIRA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL. 1. É requisito para o recebimento da Gratificação de Desempenho Organizacional (GDO) que o servidor seja da carreira da Administração Pública do DF, criada pela Lei Distrital n 51/1989 (Lei n 3824/2006 art. 21). 2. Servidoras pertencentes à carreira distinta não preenchem os requisitos para receber a GDO. 3. Negou-se provimento ao apelo das autoras’ No Recurso Extraordinário fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação local aplicável à espécie (Leis Distritais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 742722 AGR / DF 51/1989 e 3.824/2006). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, este Tribunal entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, cito as seguintes decisões: AI 596.568-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli; AI 727.420-AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 795.489-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 755.879-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 723.935-AgR/GO, Rel. Min. Eros Grau. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” Os agravantes sustentam, em suma, que há ofensa direta à Constituição, ao argumento de que “a violação ao direito dos recorrentes surgiu quando a Administração deixou de observar o princípio da legalidade, que está disciplinado no texto constitucional, artigo 37, caput, da Constituição Federal” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463891. Supremo Tribunal Federal ARE 742722 AGR / DF 51/1989 e 3.824/2006). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, este Tribunal entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, cito as seguintes decisões: AI 596.568-AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli; AI 727.420-AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 795.489-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello; AI 755.879-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 508.047-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 723.935-AgR/GO, Rel. Min. Eros Grau. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” Os agravantes sustentam, em suma, que há ofensa direta à Constituição, ao argumento de que “a violação ao direito dos recorrentes surgiu quando a Administração deixou de observar o princípio da legalidade, que está disciplinado no texto constitucional, artigo 37, caput, da Constituição Federal” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463891. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a questão referente aos requisitos para o recebimento de gratificação por servidor público com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente, conforme se observa no seguinte trecho do acórdão recorrido: “As autoras/apelantes integram a Carreira da Assistência Pública à Saúde do DF – criada pela Lei Distrital n 87/1989 (Cria a Carreira Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal, seus empregos, fixa os valores dos seus salários e dá outras providências) e devidamente reestruturada pelas Leis Distritais n 740/1994, n 2.816/2001, n 3320/2004 e 4.440/2009 -, a qual apresenta especialidades homônimas às da Carreira da Administração Pública do DF. No caso em análise, a distinção das carreiras pode ser claramente percebida pela análise dos contracheques das autoras/apelantes, os quais indicam que elas recebem a GATA – Gratificação de Atividades Técnico Administrativas, vantagem exclusiva da Carreira de Assistência Pública à Saúde do DF, prevista pela Lei Distrital n 3320/2004 (Reestrutura a carreira Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal, de que tratam as Leis n 740, de 28 de julho de 1994, e n 2.816, de 13 de novembro de 2001, e dá outras providências). Assim, o conjunto probatório apresentado pelas próprias autoras é suficiente para apurar e esclarecer que elas pertencem à Carreira de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a questão referente aos requisitos para o recebimento de gratificação por servidor público com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente, conforme se observa no seguinte trecho do acórdão recorrido: “As autoras/apelantes integram a Carreira da Assistência Pública à Saúde do DF – criada pela Lei Distrital n 87/1989 (Cria a Carreira Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal, seus empregos, fixa os valores dos seus salários e dá outras providências) e devidamente reestruturada pelas Leis Distritais n 740/1994, n 2.816/2001, n 3320/2004 e 4.440/2009 -, a qual apresenta especialidades homônimas às da Carreira da Administração Pública do DF. No caso em análise, a distinção das carreiras pode ser claramente percebida pela análise dos contracheques das autoras/apelantes, os quais indicam que elas recebem a GATA – Gratificação de Atividades Técnico Administrativas, vantagem exclusiva da Carreira de Assistência Pública à Saúde do DF, prevista pela Lei Distrital n 3320/2004 (Reestrutura a carreira Assistência Pública à Saúde do Distrito Federal, de que tratam as Leis n 740, de 28 de julho de 1994, e n 2.816, de 13 de novembro de 2001, e dá outras providências). Assim, o conjunto probatório apresentado pelas próprias autoras é suficiente para apurar e esclarecer que elas pertencem à Carreira de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 742722 AGR / DF Assistência Pública à Saúde do DF, não estando, dessa forma, contempladas pela Gratificação de Desempenho Organizacional – GDO, instituída pelo art. 21 da Lei Distrital n 3.824/2006 (altera os vencimentos das carreiras que menciona e dá outras providências)” (fls. 131-133 do e-Superior Tribunal de Justiça). Desse modo, para divergir do acórdão recorrido, conforme consignado na decisão agravada, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito os recentes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO POR DESEMPENHO DE ATIVIDADE EM EDUCAÇÃO ESPECIAL. DIREITO PREVISTO NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2009. O exame da alegada ofensa aos dispositivos constitucionais indicados dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal : 'por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário'. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 805.729-AgR/PA, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 2. Administrativo. Servidor da carreira 'assistência pública à saúde do Distrito Federal'. Pagamento da Gratificação de Desempenho Organizacional. Controvérsia decidida com base na legislação local (Lei Distrital 3.824/2006). Óbice do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636. 4. Ausência de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Supremo Tribunal Federal ARE 742722 AGR / DF Assistência Pública à Saúde do DF, não estando, dessa forma, contempladas pela Gratificação de Desempenho Organizacional – GDO, instituída pelo art. 21 da Lei Distrital n 3.824/2006 (altera os vencimentos das carreiras que menciona e dá outras providências)” (fls. 131-133 do e-Superior Tribunal de Justiça). Desse modo, para divergir do acórdão recorrido, conforme consignado na decisão agravada, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito os recentes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO POR DESEMPENHO DE ATIVIDADE EM EDUCAÇÃO ESPECIAL. DIREITO PREVISTO NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.10.2009. O exame da alegada ofensa aos dispositivos constitucionais indicados dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal : 'por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário'. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI 805.729-AgR/PA, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 2. Administrativo. Servidor da carreira 'assistência pública à saúde do Distrito Federal'. Pagamento da Gratificação de Desempenho Organizacional. Controvérsia decidida com base na legislação local (Lei Distrital 3.824/2006). Óbice do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636. 4. Ausência de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 742722 AGR / DF argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 743.068-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Seguindo essa mesma orientação, cito, ainda, o ARE 741.148/DF, de minha relatoria. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Supremo Tribunal Federal ARE 742722 AGR / DF argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 743.068-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Seguindo essa mesma orientação, cito, ainda, o ARE 741.148/DF, de minha relatoria. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463892. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VICTOR ALVES MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589615 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.722 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : VANDA MARIA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : VICTOR ALVES MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589615 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742 . 722", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 742722 AGR / DF", "ARE 742722 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742 . 722", "ARE 742722 AGR / DF", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 596 . 568 - AgR / GO", "AI 727 . 420 - AgR / DF", "AI 795 . 489 - AgR / SP", "AI 755 . 879 - AgR / SP", "AI 508 . 047 - AgR / RJ", "AI 723 . 935 - AgR / GO", "ARE 742722 AGR / DF 51 / 1989", "3", ".", "824", "/", "2006", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 596 . 568 - AgR / GO", "AI 727 . 420 - AgR / DF", "AI 795 . 489 - AgR / SP", "AI 755 . 879 - AgR / SP", "AI 508 . 047 - AgR / RJ", "AI 723 . 935 - AgR / GO", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 805 . 729 - AgR / PA", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 742722 AGR / DF", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 805 . 729 - AgR / PA", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 068 - AgR / DF", "ARE 741 . 148 / DF", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 696 . 428 - AgR / SP", "AI 750 . 679 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 602 . 740 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 478 . 700 - AgR / DF", "ARE 743 . 068 - AgR / DF", "ARE 741 . 148 / DF", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 696 . 428 - AgR / SP", "AI 750 . 679 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 602 . 740 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 478 . 700 - AgR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital n 51 / 1989", "Lei n 3824 / 2006 art . 21", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital n 51 / 1989", "Lei n 3824 / 2006 art . 21", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Constituição", "artigo 37 , caput , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Constituição", "artigo 37 , caput , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital n 87 / 1989", "Leis Distritais n 740 / 1994", "n 2 . 816 / 2001", "n 3320 / 2004", "4", ".", "440", "/", "2009", "Lei Distrital n 3320 / 2004", "Leis n 740", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Distrital n 87 / 1989", "Leis Distritais n 740 / 1994", "n 2 . 816 / 2001", "n", "3320 / 2004", "4", ".", "440", "/", "2009", "Lei Distrital n 3320 / 2004", "Leis n 740", "n", "2 .", "816", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 da Lei Distrital n 3 . 824 / 2006", "art . 102 da Constituição Federal", "Lei Distrital 3 . 824 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) :ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) :SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :OS MESMOS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IPI – CRÉDITO-PRÊMIO – BENEFÍCIO CONCEDIDO POR PRAZO CERTO E SOB DETERMINADAS CONDIÇÕES – DIREITO ADQUIRIDO A ESSE BENEFÍCIO FISCAL ATÉ O FINAL DO CONTRATO FIRMADO COM A UNIÃO FEDERAL – FUNDAMENTO LEGITIMADOR QUE ENCONTRA SUPORTE NO ADCT (ART. 41, § 2º) – INCORPORAÇÃO, AO ACÓRDÃO, DAS RAZÕES EXPOSTAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE FUNDAMENTAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO DA UNIÃO IMPROVIDO – RECURSO DE AGRAVO DA EMPRESA CONTRIBUINTE PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851780. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 768913 AGR / DF recurso de agravo interposto pela União e em dar provimento ao recurso deduzido pela empresa contribuinte, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851780. Supremo Tribunal Federal RE 768913 AGR / DF recurso de agravo interposto pela União e em dar provimento ao recurso deduzido pela empresa contribuinte, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) :ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) :SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :OS MESMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A decisão ora questionada nesta sede recursal conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela União Federal, ao mesmo tempo em que conheceu e deu provimento ao apelo extremo interposto por Alliedsignal Automotive Ltda., apoiando-se, para tanto, em precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. Inconformadas com esse ato decisório, as partes ora agravantes interpõem os presentes recursos, postulando o provimento dos agravos que deduziram (fls. 772/773 e 775/785). Sendo esse o contexto, submeto ambos os recursos – tanto o da empresa contribuinte quanto o da União Federal – à apreciação desta colenda Turma. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851781. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) :ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) :SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :OS MESMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A decisão ora questionada nesta sede recursal conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela União Federal, ao mesmo tempo em que conheceu e deu provimento ao apelo extremo interposto por Alliedsignal Automotive Ltda., apoiando-se, para tanto, em precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. Inconformadas com esse ato decisório, as partes ora agravantes interpõem os presentes recursos, postulando o provimento dos agravos que deduziram (fls. 772/773 e 775/785). Sendo esse o contexto, submeto ambos os recursos – tanto o da empresa contribuinte quanto o da União Federal – à apreciação desta colenda Turma. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Tem razão a empresa contribuinte no ponto em que sustenta a existência de erro material na decisão ora recorrida, pois o ato questionado mencionou o reconhecimento de “direito adquirido à isenção tributária”, quando o pedido constante do apelo extremo por ela interposto, na realidade, “(...) faz expressa menção quanto à ‘vigência do direito de utilização do benefício fiscal relativo ao crédito prêmio de IPI com base na disposição do artigo 41, § 2º, do Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias” (fls. 772). Impõe-se destacar, neste ponto, a manifestação favorável da douta Procuradoria-Geral da República, que, ao opinar, nestes autos, pelo acolhimento do pleito recursal em referência, formulou corretíssimo parecer do qual se extrai o seguinte fragmento (fls. 804/805): “A recorrente alega ter havido erro material, pois no item II de seu recurso extraordinário foi feita expressa menção ao seu alegado ‘direito de utilização do benefício fiscal relativo ao crédito prêmio de IPI com base nas disposições do artigo 41, § 2º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias’ (f. 772). Requer, assim, ‘para que não paire qualquer dúvida acerca da extensão dos efeitos da decisão, seja dado provimento aos presentes embargos de declaração, corrigindo, com a máxima vênia, o erro material em referência, para reconhecer que a empresa contribuinte, ora recorrente, tem direito adquirido ao crédito-prêmio de IPI, nos termos por ela postulados nesta sede recursal extraordinária (v. item II do apelo extremo)’. (...) A medida evitará que, decorridos mais de 20 anos de discussões judiciais, possam surgir dúvidas, na instância de origem, sobre a extensão da decisão. O problema está em que a decisão recorrida se refere ao benefício buscado pelo contribuinte como isenção, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Tem razão a empresa contribuinte no ponto em que sustenta a existência de erro material na decisão ora recorrida, pois o ato questionado mencionou o reconhecimento de “direito adquirido à isenção tributária”, quando o pedido constante do apelo extremo por ela interposto, na realidade, “(...) faz expressa menção quanto à ‘vigência do direito de utilização do benefício fiscal relativo ao crédito prêmio de IPI com base na disposição do artigo 41, § 2º, do Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias” (fls. 772). Impõe-se destacar, neste ponto, a manifestação favorável da douta Procuradoria-Geral da República, que, ao opinar, nestes autos, pelo acolhimento do pleito recursal em referência, formulou corretíssimo parecer do qual se extrai o seguinte fragmento (fls. 804/805): “A recorrente alega ter havido erro material, pois no item II de seu recurso extraordinário foi feita expressa menção ao seu alegado ‘direito de utilização do benefício fiscal relativo ao crédito prêmio de IPI com base nas disposições do artigo 41, § 2º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias’ (f. 772). Requer, assim, ‘para que não paire qualquer dúvida acerca da extensão dos efeitos da decisão, seja dado provimento aos presentes embargos de declaração, corrigindo, com a máxima vênia, o erro material em referência, para reconhecer que a empresa contribuinte, ora recorrente, tem direito adquirido ao crédito-prêmio de IPI, nos termos por ela postulados nesta sede recursal extraordinária (v. item II do apelo extremo)’. (...) A medida evitará que, decorridos mais de 20 anos de discussões judiciais, possam surgir dúvidas, na instância de origem, sobre a extensão da decisão. O problema está em que a decisão recorrida se refere ao benefício buscado pelo contribuinte como isenção, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 768913 AGR / DF embora na parte final proveja o pleito. Isso pode dar alguma margem à dúvida, pois em rigor se cuida de crédito fiscal, e não propriamente de isenção, após algumas mudanças legislativas no instituto discutido. Tendo em vista a disposição do fisco para litigar em juízo opondo todos os incidentes para a concretização do direito da parte, parece adequado obviar similar conduta no processo de execução pelo simples esclarecimento do ponto.” (grifei) Ao concluir o seu douto pronunciamento, o Ministério Público Federal propõe o provimento do recurso em causa, “para reconhecer ao contribuinte o direito adquirido ao benefício fiscal relativo ao crédito-prêmio do IPI, com base na disposição do art. 41, § 2º, do ADCT, até o final do contrato firmado com a União” (fls. 805 – grifei). Acolho, como razão de decidir, os fundamentos em que se apoia a douta manifestação da Procuradoria-Geral da República, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem”, cuja legitimidade constitucional tem sido amplamente reconhecida por esta Corte (AI 738.982- -AgR/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 813.692-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 28.677-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 28.989-MC/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 172.292/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Supremo Tribunal Federal RE 768913 AGR / DF embora na parte final proveja o pleito. Isso pode dar alguma margem à dúvida, pois em rigor se cuida de crédito fiscal, e não propriamente de isenção, após algumas mudanças legislativas no instituto discutido. Tendo em vista a disposição do fisco para litigar em juízo opondo todos os incidentes para a concretização do direito da parte, parece adequado obviar similar conduta no processo de execução pelo simples esclarecimento do ponto.” (grifei) Ao concluir o seu douto pronunciamento, o Ministério Público Federal propõe o provimento do recurso em causa, “para reconhecer ao contribuinte o direito adquirido ao benefício fiscal relativo ao crédito-prêmio do IPI, com base na disposição do art. 41, § 2º, do ADCT, até o final do contrato firmado com a União” (fls. 805 – grifei). Acolho, como razão de decidir, os fundamentos em que se apoia a douta manifestação da Procuradoria-Geral da República, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem”, cuja legitimidade constitucional tem sido amplamente reconhecida por esta Corte (AI 738.982- -AgR/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 813.692-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 28.677-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 28.989-MC/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 172.292/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – RE 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 768913 AGR / DF relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ao assim decidir, e tal como precedentemente assinalado, faço-o em razão da excelência da fundamentação que dá suporte ao pronunciamento do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, pois nada mais há a acrescentar, segundo entendo, a tão douta manifestação. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, dou provimento ao recurso deduzido por Alliedsignal Automotive Ltda., para reconhecer, nos termos propostos pela douta Procuradoria-Geral da República, que a empresa contribuinte, ora recorrente, tem direito adquirido “ao benefício fiscal relativo ao crédito-prêmio do IPI, com base na disposição do art. 41, § 2º, do ADCT, até o final do contrato firmado com a União” (fls. 805), restando improvido, em consequência, o recurso de agravo interposto pela União Federal (fls. 775/785). É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Supremo Tribunal Federal RE 768913 AGR / DF relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ao assim decidir, e tal como precedentemente assinalado, faço-o em razão da excelência da fundamentação que dá suporte ao pronunciamento do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, pois nada mais há a acrescentar, segundo entendo, a tão douta manifestação. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, dou provimento ao recurso deduzido por Alliedsignal Automotive Ltda., para reconhecer, nos termos propostos pela douta Procuradoria-Geral da República, que a empresa contribuinte, ora recorrente, tem direito adquirido “ao benefício fiscal relativo ao crédito-prêmio do IPI, com base na disposição do art. 41, § 2º, do ADCT, até o final do contrato firmado com a União” (fls. 805), restando improvido, em consequência, o recurso de agravo interposto pela União Federal (fls. 775/785). É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) : ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) : SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : OS MESMOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo interposto pela União e deu provimento ao recurso deduzido pela empresa contribuinte, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812905 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) : ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) : SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : OS MESMOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo interposto pela União e deu provimento ao recurso deduzido pela empresa contribuinte, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6903403
2014-09-16T00:00:00
2014-10-08T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo interposto pela União e deu provimento ao recurso deduzido pela empresa contribuinte, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 16.09.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IPI – CRÉDITO-PRÊMIO – BENEFÍCIO CONCEDIDO POR PRAZO CERTO E SOB DETERMINADAS CONDIÇÕES – DIREITO ADQUIRIDO A ESSE BENEFÍCIO FISCAL ATÉ O FINAL DO CONTRATO FIRMADO COM A UNIÃO FEDERAL – FUNDAMENTO LEGITIMADOR QUE ENCONTRA SUPORTE NO ADCT (ART. 41, § 2º) – INCORPORAÇÃO, AO ACÓRDÃO, DAS RAZÕES EXPOSTAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE FUNDAMENTAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO DA UNIÃO IMPROVIDO – RECURSO DE AGRAVO DA EMPRESA CONTRIBUINTE PROVIDO.
sjur279515
- Acórdão(s) citado(s): (MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM”) RE 172292 (2ªT), AI 825520 AgR-ED (2ªT), AI 738982 AgR (2ªT), AI 813692 AgR (2ªT), HC 54513 (2ªT), RE 37879 (1ªT), RE 49074 (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM”) MS 28677 MC, MS 28989 MC. Número de páginas: 7. Análise: 16/10/2014, MAR.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
768913
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00041 PAR-00002\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS" ]
RE-AgR
acordaos
RE 768913 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) : ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) : SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : OS MESMOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) :ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) :SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :OS MESMOS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – IPI – CRÉDITO-PRÊMIO – BENEFÍCIO CONCEDIDO POR PRAZO CERTO E SOB DETERMINADAS CONDIÇÕES – DIREITO ADQUIRIDO A ESSE BENEFÍCIO FISCAL ATÉ O FINAL DO CONTRATO FIRMADO COM A UNIÃO FEDERAL – FUNDAMENTO LEGITIMADOR QUE ENCONTRA SUPORTE NO ADCT (ART. 41, § 2...) – INCORPORAÇÃO, AO ACÓRDÃO, DAS RAZÕES EXPOSTAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE JURÍDICO-CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE FUNDAMENTAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO DA UNIÃO IMPROVIDO – RECURSO DE AGRAVO DA EMPRESA CONTRIBUINTE PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851780. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF recurso de agravo interposto pela União e em dar provimento ao recurso deduzido pela empresa contribuinte, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851780. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF recurso de agravo interposto pela União e em dar provimento ao recurso deduzido pela empresa contribuinte, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) :ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) :SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :OS MESMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A decisão ora questionada nesta sede recursal conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela União Federal, ao mesmo tempo em que conheceu e deu provimento ao apelo extremo interposto por Alliedsignal Automotive Ltda., apoiando-se, para tanto, em precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. Inconformadas com esse ato decisório, as partes ora agravantes interpõem os presentes recursos, postulando o provimento dos agravos que deduziram (fls. 772/773 e 775/785). Sendo esse o contexto, submeto ambos os recursos – tanto o da empresa contribuinte quanto o da União Federal – à apreciação desta colenda Turma. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851781. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) :ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) :SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :OS MESMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A decisão ora questionada nesta sede recursal conheceu e negou provimento ao recurso extraordinário deduzido pela União Federal, ao mesmo tempo em que conheceu e deu provimento ao apelo extremo interposto por Alliedsignal Automotive Ltda., apoiando-se, para tanto, em precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. Inconformadas com esse ato decisório, as partes ora agravantes interpõem os presentes recursos, postulando o provimento dos agravos que deduziram (fls. 772/773 e 775/785). Sendo esse o contexto, submeto ambos os recursos – tanto o da empresa contribuinte quanto o da União Federal – à apreciação desta colenda Turma. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Tem razão a empresa contribuinte no ponto em que sustenta a existência de erro material na decisão ora recorrida, pois o ato questionado mencionou o reconhecimento de “direito adquirido à isenção tributária”, quando o pedido constante do apelo extremo por ela interposto, na realidade, “(...) faz expressa menção quanto à ‘vigência do direito de utilização do benefício fiscal relativo ao crédito prêmio de IPI com base na disposição do artigo 41, § 2..., do Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias” (fls. 772). Impõe-se destacar, neste ponto, a manifestação favorável da douta Procuradoria-Geral da República, que, ao opinar, nestes autos, pelo acolhimento do pleito recursal em referência, formulou corretíssimo parecer do qual se extrai o seguinte fragmento (fls. 804/805): “A recorrente alega ter havido erro material, pois no item II de seu recurso extraordinário foi feita expressa menção ao seu alegado ‘direito de utilização do benefício fiscal relativo ao crédito prêmio de IPI com base nas disposições do artigo 41, § 2..., do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias’ (f. 772). Requer, assim, ‘para que não paire qualquer dúvida acerca da extensão dos efeitos da decisão, seja dado provimento aos presentes embargos de declaração, corrigindo, com a máxima vênia, o erro material em referência, para reconhecer que a empresa contribuinte, ora recorrente, tem direito adquirido ao crédito-prêmio de IPI, nos termos por ela postulados nesta sede recursal extraordinária (v. item II do apelo extremo)’. (...) A medida evitará que, decorridos mais de 20 anos de discussões judiciais, possam surgir dúvidas, na instância de origem, sobre a extensão da decisão. O problema está em que a decisão recorrida se refere ao benefício buscado pelo contribuinte como isenção, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Tem razão a empresa contribuinte no ponto em que sustenta a existência de erro material na decisão ora recorrida, pois o ato questionado mencionou o reconhecimento de “direito adquirido à isenção tributária”, quando o pedido constante do apelo extremo por ela interposto, na realidade, “(...) faz expressa menção quanto à ‘vigência do direito de utilização do benefício fiscal relativo ao crédito prêmio de IPI com base na disposição do artigo 41, § 2..., do Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias” (fls. 772). Impõe-se destacar, neste ponto, a manifestação favorável da douta Procuradoria-Geral da República, que, ao opinar, nestes autos, pelo acolhimento do pleito recursal em referência, formulou corretíssimo parecer do qual se extrai o seguinte fragmento (fls. 804/805): “A recorrente alega ter havido erro material, pois no item II de seu recurso extraordinário foi feita expressa menção ao seu alegado ‘direito de utilização do benefício fiscal relativo ao crédito prêmio de IPI com base nas disposições do artigo 41, § 2..., do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias’ (f. 772). Requer, assim, ‘para que não paire qualquer dúvida acerca da extensão dos efeitos da decisão, seja dado provimento aos presentes embargos de declaração, corrigindo, com a máxima vênia, o erro material em referência, para reconhecer que a empresa contribuinte, ora recorrente, tem direito adquirido ao crédito-prêmio de IPI, nos termos por ela postulados nesta sede recursal extraordinária (v. item II do apelo extremo)’. (...) A medida evitará que, decorridos mais de 20 anos de discussões judiciais, possam surgir dúvidas, na instância de origem, sobre a extensão da decisão. O problema está em que a decisão recorrida se refere ao benefício buscado pelo contribuinte como isenção, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF embora na parte final proveja o pleito. Isso pode dar alguma margem à dúvida, pois em rigor se cuida de crédito fiscal, e não propriamente de isenção, após algumas mudanças legislativas no instituto discutido. Tendo em vista a disposição do fisco para litigar em juízo opondo todos os incidentes para a concretização do direito da parte, parece adequado obviar similar conduta no processo de execução pelo simples esclarecimento do ponto.” (grifei) Ao concluir o seu douto pronunciamento, o Ministério Público Federal propõe o provimento do recurso em causa, “para reconhecer ao contribuinte o direito adquirido ao benefício fiscal relativo ao crédito-prêmio do IPI, com base na disposição do art. 41, § 2..., do ADCT, até o final do contrato firmado com a União” (fls. 805 – grifei). Acolho, como razão de decidir, os fundamentos em que se apoia a douta manifestação da Procuradoria-Geral da República, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem”, cuja legitimidade constitucional tem sido amplamente reconhecida por esta Corte (AI 738.982- -AgR/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 813.692-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 28.677-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 28.989-MC/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 172.292/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF embora na parte final proveja o pleito. Isso pode dar alguma margem à dúvida, pois em rigor se cuida de crédito fiscal, e não propriamente de isenção, após algumas mudanças legislativas no instituto discutido. Tendo em vista a disposição do fisco para litigar em juízo opondo todos os incidentes para a concretização do direito da parte, parece adequado obviar similar conduta no processo de execução pelo simples esclarecimento do ponto.” (grifei) Ao concluir o seu douto pronunciamento, o Ministério Público Federal propõe o provimento do recurso em causa, “para reconhecer ao contribuinte o direito adquirido ao benefício fiscal relativo ao crédito-prêmio do IPI, com base na disposição do art. 41, § 2..., do ADCT, até o final do contrato firmado com a União” (fls. 805 – grifei). Acolho, como razão de decidir, os fundamentos em que se apoia a douta manifestação da Procuradoria-Geral da República, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem”, cuja legitimidade constitucional tem sido amplamente reconhecida por esta Corte (AI 738.982- -AgR/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 813.692-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 28.677-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 28.989-MC/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 172.292/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.). Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República, como resulta de diversos precedentes firmados por esta Suprema Corte (HC 54.513/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 37.879/MG, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI – Recurso Extraordinário 49.074/MA, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI): “Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitucional a utilização, pelo Poder Judiciário, da técnica da motivação ‘per 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ao assim decidir, e tal como precedentemente assinalado, faço-o em razão da excelência da fundamentação que dá suporte ao pronunciamento do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, pois nada mais há a acrescentar, segundo entendo, a tão douta manifestação. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, dou provimento ao recurso deduzido por Alliedsignal Automotive Ltda., para reconhecer, nos termos propostos pela douta Procuradoria-Geral da República, que a empresa contribuinte, ora recorrente, tem direito adquirido “ao benefício fiscal relativo ao crédito-prêmio do IPI, com base na disposição do art. 41, § 2..., do ADCT, até o final do contrato firmado com a União” (fls. 805), restando improvido, em consequência, o recurso de agravo interposto pela União Federal (fls. 775/785). É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF relationem’, que se mostra compatível com o que dispõe o art. 93, IX, da Constituição da República. A remissão feita pelo magistrado – referindo-se, expressamente, aos fundamentos (de fato e/ou de direito) que deram suporte a anterior decisão (ou, então, a pareceres do Ministério Público ou, ainda, a informações prestadas por órgão apontado como coator) – constitui meio apto a promover a formal incorporação, ao ato decisório, da motivação a que o juiz se reportou como razão de decidir. Precedentes.” (AI 825.520-AgR-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ao assim decidir, e tal como precedentemente assinalado, faço-o em razão da excelência da fundamentação que dá suporte ao pronunciamento do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. ODIM BRANDÃO FERREIRA, pois nada mais há a acrescentar, segundo entendo, a tão douta manifestação. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, dou provimento ao recurso deduzido por Alliedsignal Automotive Ltda., para reconhecer, nos termos propostos pela douta Procuradoria-Geral da República, que a empresa contribuinte, ora recorrente, tem direito adquirido “ao benefício fiscal relativo ao crédito-prêmio do IPI, com base na disposição do art. 41, § 2..., do ADCT, até o final do contrato firmado com a União” (fls. 805), restando improvido, em consequência, o recurso de agravo interposto pela União Federal (fls. 775/785). É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6851782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) : ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) : SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : OS MESMOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo interposto pela União e deu provimento ao recurso deduzido pela empresa contribuinte, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812905 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768.913 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGTE.(S) : ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA ADV.(A/S) : SALVADOR FERNANDO SALVIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : OS MESMOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo interposto pela União e deu provimento ao recurso deduzido pela empresa contribuinte, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768 . 913", "Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768 . 913", "Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF", "AI 738 . 982 - - AgR / PR", "AI 813 . 692 - AgR / RS", "MS 28 . 677 - MC / DF", "MS 28 . 989 - MC / PR", "Recurso Extraordinário 172 . 292 / SP", "HC 54 . 513 / DF", "Recurso Extraordinário 37 . 879 / MG", "Recurso Extraordinário 49 . 074 / MA", "Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF", "AI 738 . 982 - - AgR / PR", "AI 813 . 692 - AgR / RS", "MS 28 . 677 - MC / DF", "MS 28 . 989 - MC / PR", "Recurso Extraordinário 172 . 292 / SP", "HC 54 . 513 / DF", "Recurso Extraordinário 37 . 879 / MG", "Recurso Extraordinário 49 . 074 / MA", "Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF", "AI 825 . 520 - AgR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 768913 AGR / DF", "AI 825 . 520 - AgR - ED /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768 . 913", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 768 . 913" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 , § 2 .", "Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias", "artigo 41 , § 2 .", "Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 , § 2 . . . , do Ato das Disposições Constitucionais e Transitórias", "artigo 41 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição da República", "art . 41 , § 2 . . . , do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 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"Alliedsignal Automotive Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "União Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Alliedsignal Automotive Ltda .", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Alliedsignal Automotive Ltda .", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "União", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA", "União", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "ALLIEDSIGNAL AUTOMOTIVE LTDA", "União", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "Teori Zavascki", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SALVADOR FERNANDO SALVIA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MOREIRA ALVES", "MOREIRA ALVES", "LUIZ GALLOTTI", "LUIZ GALLOTTI", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MOREIRA ALVES", "MOREIRA ALVES", "LUIZ GALLOTTI", "LUIZ GALLOTTI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ODIM BRANDÃO FERREIRA", "CELSO DE MELLO", "ODIM BRANDÃO FERREIRA", "CELSO DE MELLO", "FERNANDO SALVIA", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "16", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", 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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) :CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Acordo coletivo de trabalho. Participação nos lucros. Redução de percentual. 3. Controvérsia decidida exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499544. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) :CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de fls. 1.087-1.088, que negou seguimento ao recurso. Confira-se trecho da decisão agravada: “(...) Decido. A pretensão recursal não merece prosperar. Isso porque o Tribunal a quo solucionou a controvérsia à luz do acervo fático-probatório dos autos, da legislação infraconstitucional aplicável e das normas estatutárias. Eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. LEI 10.101/2000. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre validade de cláusula de acordo coletivo de trabalho foi decidida com apoio legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a ofensa à Constituição, acaso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499545. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) :CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de fls. 1.087-1.088, que negou seguimento ao recurso. Confira-se trecho da decisão agravada: “(...) Decido. A pretensão recursal não merece prosperar. Isso porque o Tribunal a quo solucionou a controvérsia à luz do acervo fático-probatório dos autos, da legislação infraconstitucional aplicável e das normas estatutárias. Eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. LEI 10.101/2000. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre validade de cláusula de acordo coletivo de trabalho foi decidida com apoio legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a ofensa à Constituição, acaso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 716905 AGR / BA existente, seria indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II - Agravo regimental improvido” (RE- AgR 584.218, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.5.2011)’ (…)”. Nas razões do agravo, sustenta-se que não se pretende rediscutir a prova produzida, nem as normas regulamentares aplicáveis. Argumenta- se que o debate limita-se à necessidade de dar novo enquadramento jurídico ao feito, em face das violações constitucionais invocadas (fl. 1.096). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499545. Supremo Tribunal Federal ARE 716905 AGR / BA existente, seria indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II - Agravo regimental improvido” (RE- AgR 584.218, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.5.2011)’ (…)”. Nas razões do agravo, sustenta-se que não se pretende rediscutir a prova produzida, nem as normas regulamentares aplicáveis. Argumenta- se que o debate limita-se à necessidade de dar novo enquadramento jurídico ao feito, em face das violações constitucionais invocadas (fl. 1.096). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a matéria tratada nos autos possui índole infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito o ARE-AgR 656.988, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 16.5.2012, cuja ementa dispõe: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHO. MOTIVAÇÃO DE DISPENSA CONSTANTE DOS CONTRATOS ANTES DA PRIVATIZAÇÃO. SUCESSÃO TRABALHISTA. ARTS. 10 E 448 DA CLT. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499546. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a matéria tratada nos autos possui índole infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito o ARE-AgR 656.988, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 16.5.2012, cuja ementa dispõe: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHO. MOTIVAÇÃO DE DISPENSA CONSTANTE DOS CONTRATOS ANTES DA PRIVATIZAÇÃO. SUCESSÃO TRABALHISTA. ARTS. 10 E 448 DA CLT. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 716905 AGR / BA assentou: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. REGRA DE MOTIVAÇÃO DE DISPENSA CONSTANTE DOS CONTRATOS ANTES DA PRIVATIZAÇÃO. MANUTENÇÃO DA VANTAGEM EM FACE DA SUCESSÃO TRABALHISTA (ARTS. 10 E 448 DA CLT). DECISÃO DENEGATÓRIA DE MANUTENÇÃO. Existindo no cenário jurídico do antigo Banco Estatal regra de Decreto Estadual, que se incorporou aos contratos de emprego, impondo ao Banco a necessária motivação da dispensa de seus empregados, tal vantagem trabalhista é integralmente transferida para o sucessor empresarial, adquirente do Banco em processo de privatização (art. 10 e 448 da CLT). A sucessão trabalhista, como se sabe, transfere vantagens e desvantagens ao novo empregador, dando continuidade aos contratos de emprego anteriormente existentes, observado seu conteúdo clausular precedente. Agravo de instrumento desprovido.’ 4. Agravo regimental desprovido”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499546. Supremo Tribunal Federal ARE 716905 AGR / BA assentou: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. REGRA DE MOTIVAÇÃO DE DISPENSA CONSTANTE DOS CONTRATOS ANTES DA PRIVATIZAÇÃO. MANUTENÇÃO DA VANTAGEM EM FACE DA SUCESSÃO TRABALHISTA (ARTS. 10 E 448 DA CLT). DECISÃO DENEGATÓRIA DE MANUTENÇÃO. Existindo no cenário jurídico do antigo Banco Estatal regra de Decreto Estadual, que se incorporou aos contratos de emprego, impondo ao Banco a necessária motivação da dispensa de seus empregados, tal vantagem trabalhista é integralmente transferida para o sucessor empresarial, adquirente do Banco em processo de privatização (art. 10 e 448 da CLT). A sucessão trabalhista, como se sabe, transfere vantagens e desvantagens ao novo empregador, dando continuidade aos contratos de emprego anteriormente existentes, observado seu conteúdo clausular precedente. Agravo de instrumento desprovido.’ 4. Agravo regimental desprovido”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) : CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519499 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) : CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519499 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4543909
2013-09-03T00:00:00
2013-09-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Acordo coletivo de trabalho. Participação nos lucros. Redução de percentual. 3. Controvérsia decidida exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur242223
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) ARE 656988 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 24/09/2013, MAR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
716905
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 716905 AgR
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AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) : CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) :CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Acordo coletivo de trabalho. Participação nos lucros. Redução de percentual. 3. Controvérsia decidida exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de setembro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499544. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) :CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de fls. 1.087-1.088, que negou seguimento ao recurso. Confira-se trecho da decisão agravada: “(...) Decido. A pretensão recursal não merece prosperar. Isso porque o Tribunal a quo solucionou a controvérsia à luz do acervo fático-probatório dos autos, da legislação infraconstitucional aplicável e das normas estatutárias. Eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. LEI 10.101/2000. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre validade de cláusula de acordo coletivo de trabalho foi decidida com apoio legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a ofensa à Constituição, acaso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499545. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) :CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão de fls. 1.087-1.088, que negou seguimento ao recurso. Confira-se trecho da decisão agravada: “(...) Decido. A pretensão recursal não merece prosperar. Isso porque o Tribunal a quo solucionou a controvérsia à luz do acervo fático-probatório dos autos, da legislação infraconstitucional aplicável e das normas estatutárias. Eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. LEI 10.101/2000. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre validade de cláusula de acordo coletivo de trabalho foi decidida com apoio legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Assim, a ofensa à Constituição, acaso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 716905 AGR / BA existente, seria indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário- AgR 584.218, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.5.2011)’ (…)”. Nas razões do agravo, sustenta-se que não se pretende rediscutir a prova produzida, nem as normas regulamentares aplicáveis. Argumenta- se que o debate limita-se à necessidade de dar novo enquadramento jurídico ao feito, em face das violações constitucionais invocadas (fl. 1.096). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499545. Supremo Tribunal Federal ARE 716905 AGR / BA existente, seria indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário- AgR 584.218, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.5.2011)’ (…)”. Nas razões do agravo, sustenta-se que não se pretende rediscutir a prova produzida, nem as normas regulamentares aplicáveis. Argumenta- se que o debate limita-se à necessidade de dar novo enquadramento jurídico ao feito, em face das violações constitucionais invocadas (fl. 1.096). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499545. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a matéria tratada nos autos possui índole infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito o ARE-AgR 656.988, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 16.5.2012, cuja ementa dispõe: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHO. MOTIVAÇÃO DE DISPENSA CONSTANTE DOS CONTRATOS ANTES DA PRIVATIZAÇÃO. SUCESSÃO TRABALHISTA. ARTS. 10 E 448 DA Consolidação das Leis do Trabalho. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499546. Supremo Tribunal Federal 03/09/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la. Visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a matéria tratada nos autos possui índole infraconstitucional. Assim, eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito o ARE-AgR 656.988, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 16.5.2012, cuja ementa dispõe: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHO. MOTIVAÇÃO DE DISPENSA CONSTANTE DOS CONTRATOS ANTES DA PRIVATIZAÇÃO. SUCESSÃO TRABALHISTA. ARTS. 10 E 448 DA Consolidação das Leis do Trabalho. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. In casu, o acórdão originariamente recorrido Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 716905 AGR / BA assentou: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. REGRA DE MOTIVAÇÃO DE DISPENSA CONSTANTE DOS CONTRATOS ANTES DA PRIVATIZAÇÃO. MANUTENÇÃO DA VANTAGEM EM FACE DA SUCESSÃO TRABALHISTA (ARTS. 10 E 448 DA Consolidação das Leis do Trabalho). DECISÃO DENEGATÓRIA DE MANUTENÇÃO. Existindo no cenário jurídico do antigo Banco Estatal regra de Decreto Estadual, que se incorporou aos contratos de emprego, impondo ao Banco a necessária motivação da dispensa de seus empregados, tal vantagem trabalhista é integralmente transferida para o sucessor empresarial, adquirente do Banco em processo de privatização (art. 10 e 448 da Consolidação das Leis do Trabalho). A sucessão trabalhista, como se sabe, transfere vantagens e desvantagens ao novo empregador, dando continuidade aos contratos de emprego anteriormente existentes, observado seu conteúdo clausular precedente. Agravo de instrumento desprovido.’ 4. Agravo regimental desprovido”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499546. Supremo Tribunal Federal ARE 716905 AGR / BA assentou: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. REGRA DE MOTIVAÇÃO DE DISPENSA CONSTANTE DOS CONTRATOS ANTES DA PRIVATIZAÇÃO. MANUTENÇÃO DA VANTAGEM EM FACE DA SUCESSÃO TRABALHISTA (ARTS. 10 E 448 DA Consolidação das Leis do Trabalho). DECISÃO DENEGATÓRIA DE MANUTENÇÃO. Existindo no cenário jurídico do antigo Banco Estatal regra de Decreto Estadual, que se incorporou aos contratos de emprego, impondo ao Banco a necessária motivação da dispensa de seus empregados, tal vantagem trabalhista é integralmente transferida para o sucessor empresarial, adquirente do Banco em processo de privatização (art. 10 e 448 da Consolidação das Leis do Trabalho). A sucessão trabalhista, como se sabe, transfere vantagens e desvantagens ao novo empregador, dando continuidade aos contratos de emprego anteriormente existentes, observado seu conteúdo clausular precedente. Agravo de instrumento desprovido.’ 4. Agravo regimental desprovido”. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4499546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/09/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) : CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519499 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.905 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO BANEB S/A ADV.(A/S) : CÁSSIO MESQUITA BARROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519499 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716 . 905", "RECURSO", "AGRAVO 716 . 905", "Recurso Extraordinário - AgR 584 . 218", "ARE 716905 AGR / BA", "Recurso Extraordinário - AgR 584 . 218", "ARE", "-", "AgR 656 . 988", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "ARE", "-", "AgR 656 . 988", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "ARE 716905 AGR / BA", "ARE 716905 AGR / BA", "AGRAVO 716 . 905" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "LEI 10 . 101 / 2000", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "LEI 10 . 101 / 2000", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 10 E 448 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ARTS . 10 E 448 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 10 E 448 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 10 e 448 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 10 E 448 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 10 e 448 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "SUL DA BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO", "BANCO BANEB S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA", "BANCO BANEB S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTO BANCÁRIOS DO EXTREMO SUL DA BAHIA", "BANCO BANEB S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "2", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "1", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "2", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) :VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Direito à imagem. Programa de televisão. Dano moral. Pressupostos da responsabilidade civil demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral do tema. Responsabilização dos meios de comunicação. Censura. Não caracterização. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. O Tribunal de origem concluiu, ante as circunstâncias fáticas peculiares do caso concreto, que a agravante, ao veicular programa de televisão, com intuito de obter audiência, o teria feito de forma abusiva, ofendendo o direito à imagem da agravada. 3. A ponderação de interesses, in casu, não prescinde do reexame contexto fático-probatório da causa, o qual é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 739.382/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à configuração da responsabilidade civil por danos causados à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. 5. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADPF nº 130-DF, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206712. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 758478 AGR / RJ Relator o Ministro Ayres Britto, reconheceu que a Lei n° 5.250/67 (Lei de Imprensa) não teria sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988, assentando, entretanto, a possibilidade, em vista do vigente texto constitucional, de responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa daquele que, ao veicular matéria jornalística, abusar da liberdade de imprensa, sem que referidas sanções, aplicadas a posteriori, configurem impedimento à liberdade de expressão. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206712. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ Relator o Ministro Ayres Britto, reconheceu que a Lei n° 5.250/67 (Lei de Imprensa) não teria sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988, assentando, entretanto, a possibilidade, em vista do vigente texto constitucional, de responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa daquele que, ao veicular matéria jornalística, abusar da liberdade de imprensa, sem que referidas sanções, aplicadas a posteriori, configurem impedimento à liberdade de expressão. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206712. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) :VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos IX e X, 93, inciso IX, e 220, §§ 1º e 2º, da Constituição Federal. O Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de origem recusou trânsito ao recurso extraordinário amparado no seguinte fundamento: ‘(...) No caso concreto não se está diante de preparo insuficiente – a demandar a intimação para complementação das custas -, mas, sim, de deficiente comprovação de preparo, visto que, conforme certificado às fls. 2023, o primeiro recorrente ‘Rádio e televisão Bandeirantes’, ao interpor os recursos especial e extraordinário, não apresentou o recolhimento dos valores relativos à GRERJ.’ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) :VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos IX e X, 93, inciso IX, e 220, §§ 1º e 2º, da Constituição Federal. O Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de origem recusou trânsito ao recurso extraordinário amparado no seguinte fundamento: ‘(...) No caso concreto não se está diante de preparo insuficiente – a demandar a intimação para complementação das custas -, mas, sim, de deficiente comprovação de preparo, visto que, conforme certificado às fls. 2023, o primeiro recorrente ‘Rádio e televisão Bandeirantes’, ao interpor os recursos especial e extraordinário, não apresentou o recolhimento dos valores relativos à GRERJ.’ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 758478 AGR / RJ Examinados os autos, decido. O Plenário deste Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Questão de Ordem no AI nº 209.885/RJ, consolidou o entendimento consistente em que, nos termos do disposto no artigo 511 do Código de Processo Civil e, ainda, com amparo na norma do artigo 59 do Regimento Interno da Corte, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado ante todas as devidas regularidades e dentro do prazo cominado para sua interposição. Anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESERTO, ANTE A IRREGULARIDADE DO PREPARO. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o pagamento do preparo é de ser comprovado no ato de interposição do recurso (art. 511 do CPC). 2. Agravo desprovido’ (AI nº 719.327/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/11/11). Desse modo, não merece prosperar a alegação uma vez que esta Corte firmou entendimento no sentido de que o recurso extraordinário não pode ser admitido quando o preparo não é feito de forma correta. Nesse sentido: ARE n° 706.988/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/9/12; e AI n° 704.101/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/3/11. Aplicando essa orientação, destaca-se também o seguinte julgado da Primeira Turma desta Corte: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Porte de remessa e retorno do recurso extraordinário. Comprovação no ato de interposição. Ausência. deserção. Precedentes. 1. O preparo do recurso extraordinário deve ocorrer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ Examinados os autos, decido. O Plenário deste Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Questão de Ordem no AI nº 209.885/RJ, consolidou o entendimento consistente em que, nos termos do disposto no artigo 511 do Código de Processo Civil e, ainda, com amparo na norma do artigo 59 do Regimento Interno da Corte, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado ante todas as devidas regularidades e dentro do prazo cominado para sua interposição. Anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESERTO, ANTE A IRREGULARIDADE DO PREPARO. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o pagamento do preparo é de ser comprovado no ato de interposição do recurso (art. 511 do CPC). 2. Agravo desprovido’ (AI nº 719.327/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/11/11). Desse modo, não merece prosperar a alegação uma vez que esta Corte firmou entendimento no sentido de que o recurso extraordinário não pode ser admitido quando o preparo não é feito de forma correta. Nesse sentido: ARE n° 706.988/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/9/12; e AI n° 704.101/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/3/11. Aplicando essa orientação, destaca-se também o seguinte julgado da Primeira Turma desta Corte: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Porte de remessa e retorno do recurso extraordinário. Comprovação no ato de interposição. Ausência. deserção. Precedentes. 1. O preparo do recurso extraordinário deve ocorrer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 758478 AGR / RJ concomitantemente à sua interposição. Sua não efetivação, conforme os ditames legais, enseja a deserção do recurso. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE nº 707.484/BA-AgR, de minha relatoria, DJe de 28/6/13) Ressalte-se, outrossim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 739.382/RJ, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada no recuso extraordinário objeto do presente agravo. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4. Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6. Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada. 8. Recurso extraordinário não conhecido.’ Da manifestação do Relator desse julgado destaca-se o seguinte trecho: ‘(...) Entendo que a discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, uma vez que não cabe ao Supremo Tribunal Federal o reexame e a revalorização do conjunto fático-probatório dos autos, já apreciado pelas instâncias ordinárias. A conclusão, ao que me parece, há de ser a mesma tanto na generalidade dos casos de responsabilidade civil por danos morais quanto naqueles em que se discute o direito à imagem das pessoas públicas (e.g. Artistas, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ concomitantemente à sua interposição. Sua não efetivação, conforme os ditames legais, enseja a deserção do recurso. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE nº 707.484/BA-AgR, de minha relatoria, DJe de 28/6/13) Ressalte-se, outrossim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 739.382/RJ, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada no recuso extraordinário objeto do presente agravo. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4. Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6. Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada. 8. Recurso extraordinário não conhecido.’ Da manifestação do Relator desse julgado destaca-se o seguinte trecho: ‘(...) Entendo que a discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, uma vez que não cabe ao Supremo Tribunal Federal o reexame e a revalorização do conjunto fático-probatório dos autos, já apreciado pelas instâncias ordinárias. A conclusão, ao que me parece, há de ser a mesma tanto na generalidade dos casos de responsabilidade civil por danos morais quanto naqueles em que se discute o direito à imagem das pessoas públicas (e.g. Artistas, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 758478 AGR / RJ jornalistas, agentes públicos e políticos em geral) em conflito com o livre direito de crítica e a liberdade de expressão.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, inciso IX; 93, inciso IX; e 220 da Constituição Federal. Inicialmente, alega que não teria havido deserção na interposição do recurso extraordinário, haja vista que houve preparo, conquanto insuficiente, ante a falta de pagamento somente das custas para o Estado Rio de Janeiro (guia GRERJ). Defende que, havendo todas as demais custas sido pagas, deveria a Corte de origem ter intimado a agravante, nos termos do art. 511, § 2º, do Código de Processo Civil, para complementar o valor do preparo. No mérito, aduz, in verbis, que, “[c]ontrariando expressamente [o julgamento proferido na ADPF nº 130] com eficácia vinculante – e portanto espelho da jurisprudência pacífica dos tribunais superiores – o E. Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afirmou que a BANDEIRANTES teria utilizado a imagem da autora para fazer ‘fofoca ou intriga televisiva em busca de audiência’. Diante dessa premissa, os VV. acórdãos afirmaram que a simples busca por audiência seria suficiente para descaracterizar a exibição da imagem da autora como jornalística, atribuindo-lhe uma inexistente finalidade comercial. Naturalmente, não se permite ao Poder judiciário analisar a ‘qualidade de uma notícia’ para então permitir ou proibir sua exibição. Infelizmente, entretanto, foi exatamente essa a postura 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ jornalistas, agentes públicos e políticos em geral) em conflito com o livre direito de crítica e a liberdade de expressão.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, inciso IX; 93, inciso IX; e 220 da Constituição Federal. Inicialmente, alega que não teria havido deserção na interposição do recurso extraordinário, haja vista que houve preparo, conquanto insuficiente, ante a falta de pagamento somente das custas para o Estado Rio de Janeiro (guia GRERJ). Defende que, havendo todas as demais custas sido pagas, deveria a Corte de origem ter intimado a agravante, nos termos do art. 511, § 2º, do Código de Processo Civil, para complementar o valor do preparo. No mérito, aduz, in verbis, que, “[c]ontrariando expressamente [o julgamento proferido na ADPF nº 130] com eficácia vinculante – e portanto espelho da jurisprudência pacífica dos tribunais superiores – o E. Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afirmou que a BANDEIRANTES teria utilizado a imagem da autora para fazer ‘fofoca ou intriga televisiva em busca de audiência’. Diante dessa premissa, os VV. acórdãos afirmaram que a simples busca por audiência seria suficiente para descaracterizar a exibição da imagem da autora como jornalística, atribuindo-lhe uma inexistente finalidade comercial. Naturalmente, não se permite ao Poder judiciário analisar a ‘qualidade de uma notícia’ para então permitir ou proibir sua exibição. Infelizmente, entretanto, foi exatamente essa a postura 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 758478 AGR / RJ adotada pelos VV. Acórdãos recorridos. Ao assim proceder, os VV. acórdãos ora recorridos violaram frontalmente o art. 220 da Constituição Federal, que consagrou a liberdade da imprensa nacional em sua mais ampla expressão. (…) (...) caso esse Col. Supremo Tribunal Federal entenda que a simples busca por audiência terá aptidão de caracterizar a finalidade comercial do uso da imagem de pessoa famosa, irá inaugurar uma situação até então inexistente em que veículos de comunicação especializados na divulgação de informação de pessoas notórias dependerão de prévia autorização para veicular suas reportagens”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ adotada pelos VV. Acórdãos recorridos. Ao assim proceder, os VV. acórdãos ora recorridos violaram frontalmente o art. 220 da Constituição Federal, que consagrou a liberdade da imprensa nacional em sua mais ampla expressão. (…) (...) caso esse Col. Supremo Tribunal Federal entenda que a simples busca por audiência terá aptidão de caracterizar a finalidade comercial do uso da imagem de pessoa famosa, irá inaugurar uma situação até então inexistente em que veículos de comunicação especializados na divulgação de informação de pessoas notórias dependerão de prévia autorização para veicular suas reportagens”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ainda que o óbice relativo ao preparo pudesse ser superado, melhor sorte não socorreria a agravante. Não há falar em negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Seguindo essa orientação, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ainda que o óbice relativo ao preparo pudesse ser superado, melhor sorte não socorreria a agravante. Não há falar em negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Seguindo essa orientação, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). Ademais, os princípios constitucionais não são normas constitucionais vazias. São imbuídos de sentido e valor e devem ser interpretados de forma a que uma garantia constitucional não exclua a outra, tendo em vista que a Constituição não contém antinomias e que deve ser dado aos dispositivos constitucionais a máxima efetividade. É certo, também, que os princípios gozam de mesmo status e, de início, merecem idêntica proteção. Entretanto, são as circunstâncias do caso concreto que orientarão o julgador na escolha do valor constitucionalmente garantido que, naquela específica situação, deverá prevalecer, sendo certo, ainda, que as instâncias ordinárias são soberanas na análise do conjunto fático-probatório da causa, consoante a pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse contexto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [D]a análise dos autos restou comprovado, e mesmo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). Ademais, os princípios constitucionais não são normas constitucionais vazias. São imbuídos de sentido e valor e devem ser interpretados de forma a que uma garantia constitucional não exclua a outra, tendo em vista que a Constituição não contém antinomias e que deve ser dado aos dispositivos constitucionais a máxima efetividade. É certo, também, que os princípios gozam de mesmo status e, de início, merecem idêntica proteção. Entretanto, são as circunstâncias do caso concreto que orientarão o julgador na escolha do valor constitucionalmente garantido que, naquela específica situação, deverá prevalecer, sendo certo, ainda, que as instâncias ordinárias são soberanas na análise do conjunto fático-probatório da causa, consoante a pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse contexto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [D]a análise dos autos restou comprovado, e mesmo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ confessado pela ré, a exibição em programa televisivo de fotos antigas da autora, originalmente feitas para revistas masculinas, em que aparece despida... Não procede, no caso, a tese da ré de que a exibição se deu no exercício do seu direito de informação jornalista e da liberdade de manifestação do pensamento, já que tais garantias constitucionais não são absolutas, ainda mais quando em colisão com outros direitos ou garantias constitucionais. (...) Não se desconhece, assim, que a reprodução da imagem do indivíduo por motivo de interesse público, ou até mesmo para fins didáticos e/ou científicos, independe de autorização, o mesmo não ocorrendo quando tiver interesse comercial. O direito de informar encontra seu limite no direito à imagem de qualquer cidadão. Na hipótese, nenhuma das situações autorizadas se configurou. A reportagem atendeu apenas ao interesse da emissora de televisão em obter audiência, pela natureza da matéria – ensaios fotográficos antigos de artistas famosas em revistas masculinas antigas e a procura por tais periódicos, bem como da natureza do programa em que foram veiculadas, de puo entretenimento. Tanto que 70 (setenta) imagens foram exibidas, durante (dois) dias seguidos. Preponderou, portanto, o interesse comercial da emissora ré.” Destarte, concluiu o Tribunal de origem, com base nos fatos e nas provas dos autos, que a agravante, ao veicular programa de televisão com intuito de obter audiência, o teria feito de forma abusiva, ofendendo o direito à imagem da agravada. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Desse modo, o caso dos autos ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do ARE nº 739.382/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ confessado pela ré, a exibição em programa televisivo de fotos antigas da autora, originalmente feitas para revistas masculinas, em que aparece despida... Não procede, no caso, a tese da ré de que a exibição se deu no exercício do seu direito de informação jornalista e da liberdade de manifestação do pensamento, já que tais garantias constitucionais não são absolutas, ainda mais quando em colisão com outros direitos ou garantias constitucionais. (...) Não se desconhece, assim, que a reprodução da imagem do indivíduo por motivo de interesse público, ou até mesmo para fins didáticos e/ou científicos, independe de autorização, o mesmo não ocorrendo quando tiver interesse comercial. O direito de informar encontra seu limite no direito à imagem de qualquer cidadão. Na hipótese, nenhuma das situações autorizadas se configurou. A reportagem atendeu apenas ao interesse da emissora de televisão em obter audiência, pela natureza da matéria – ensaios fotográficos antigos de artistas famosas em revistas masculinas antigas e a procura por tais periódicos, bem como da natureza do programa em que foram veiculadas, de puo entretenimento. Tanto que 70 (setenta) imagens foram exibidas, durante (dois) dias seguidos. Preponderou, portanto, o interesse comercial da emissora ré.” Destarte, concluiu o Tribunal de origem, com base nos fatos e nas provas dos autos, que a agravante, ao veicular programa de televisão com intuito de obter audiência, o teria feito de forma abusiva, ofendendo o direito à imagem da agravada. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Desse modo, o caso dos autos ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do ARE nº 739.382/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ tema relativo à configuração da responsabilidade civil por danos causados à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. Nesse sentido, registrem-se os seguintes precedentes: “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO DA OCORRÊNCIA DE DANO À IMAGEM. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.4.2010. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 799.471/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/6/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Matéria jornalística. Divulgação. Ato ilícito não caracterizado. Dever de indenizar. Inexistência. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ tema relativo à configuração da responsabilidade civil por danos causados à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. Nesse sentido, registrem-se os seguintes precedentes: “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO DA OCORRÊNCIA DE DANO À IMAGEM. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.4.2010. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 799.471/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/6/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Matéria jornalística. Divulgação. Ato ilícito não caracterizado. Dever de indenizar. Inexistência. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ Precedentes. 1. O Tribunal de origem, com base nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que a empresa agravada, ao reproduzir artigo jornalístico, não teria abusado do direito de informar, nem teria tido o ânimo de ofender a honra do ora agravante, bem como que a entrevista concedida pelo segundo agravado estaria acobertada pela imunidade material em razão do mandato de Senador que então ocupava, de modo que não teria ocorrido ato ilícito apto a configurar dano moral indenizável. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 739.382/RJ, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à configuração da responsabilidade civil por dano à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 725.297/AP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 13/12/13). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA E JÁ JULGADA. AI 791.292 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 339). ACÓRDÃO RECORRIDO CONFORME O PRECEDENTE. RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS EM RAZÃO DE OFENSA À IMAGEM. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RE 739.382 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 657). INDEFERIMENTO LIMINAR DO AGRAVO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 741.086/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/9/13). Por fim, anote-se que o Plenário desta Corte, no julgamento da ADPF nº 130-DF, Relator o Ministro Ayres Britto, reconheceu que a Lei n° 5.250/67 (Lei de Imprensa) não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988, entretanto, consignou a possibilidade, em vista do vigente texto 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ Precedentes. 1. O Tribunal de origem, com base nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que a empresa agravada, ao reproduzir artigo jornalístico, não teria abusado do direito de informar, nem teria tido o ânimo de ofender a honra do ora agravante, bem como que a entrevista concedida pelo segundo agravado estaria acobertada pela imunidade material em razão do mandato de Senador que então ocupava, de modo que não teria ocorrido ato ilícito apto a configurar dano moral indenizável. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 739.382/RJ, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à configuração da responsabilidade civil por dano à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 725.297/AP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 13/12/13). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA E JÁ JULGADA. AI 791.292 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 339). ACÓRDÃO RECORRIDO CONFORME O PRECEDENTE. RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS EM RAZÃO DE OFENSA À IMAGEM. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RE 739.382 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 657). INDEFERIMENTO LIMINAR DO AGRAVO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 741.086/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/9/13). Por fim, anote-se que o Plenário desta Corte, no julgamento da ADPF nº 130-DF, Relator o Ministro Ayres Britto, reconheceu que a Lei n° 5.250/67 (Lei de Imprensa) não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988, entretanto, consignou a possibilidade, em vista do vigente texto 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ constitucional, de responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa daquele que, ao veicular matéria jornalística, abusar da liberdade de imprensa, sem que referidas sanções, aplicadas a posteriori, configurem impedimento à liberdade de expressão. Nesse sentido, extraio trecho do referido julgado, assim ementado na parte que interessa: “(…) O art. 220 é de instantânea observância quanto ao desfrute das liberdades de pensamento, criação, expressão e informação que, de alguma forma, se veiculem pelos órgãos de comunicação social. Isto sem prejuízo da aplicabilidade dos seguintes incisos do art. 5º da mesma Constituição Federal: vedação do anonimato (parte final do inciso IV); do direito de resposta (inciso V); direito a indenização por dano material ou moral à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas (inciso X); livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer (inciso XIII); direito ao resguardo do sigilo da fonte de informação, quando necessário ao exercício profissional (inciso XIV). Lógica diretamente constitucional de calibração temporal ou cronológica na empírica incidência desses dois blocos de dispositivos constitucionais (o art. 220 e os mencionados incisos do art. 5º). Noutros termos, primeiramente, assegura-se o gozo dos sobredireitos de personalidade em que se traduz a ‘livre’ e ‘plena’ manifestação do pensamento, da criação e da informação. Somente depois é que se passa a cobrar do titular de tais situações jurídicas ativas um eventual desrespeito a direitos constitucionais alheios, ainda que também densificadores da personalidade humana. Determinação constitucional de momentânea paralisia à inviolabilidade de certas categorias de direitos subjetivos fundamentais, porquanto a cabeça do art. 220 da Constituição veda qualquer cerceio ou restrição à concreta manifestação do pensamento (vedado o anonimato), bem assim todo cerceio ou restrição que tenha por objeto a criação, a expressão e a informação, seja qual for a forma, o processo, ou o veículo de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ constitucional, de responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa daquele que, ao veicular matéria jornalística, abusar da liberdade de imprensa, sem que referidas sanções, aplicadas a posteriori, configurem impedimento à liberdade de expressão. Nesse sentido, extraio trecho do referido julgado, assim ementado na parte que interessa: “(…) O art. 220 é de instantânea observância quanto ao desfrute das liberdades de pensamento, criação, expressão e informação que, de alguma forma, se veiculem pelos órgãos de comunicação social. Isto sem prejuízo da aplicabilidade dos seguintes incisos do art. 5º da mesma Constituição Federal: vedação do anonimato (parte final do inciso IV); do direito de resposta (inciso V); direito a indenização por dano material ou moral à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas (inciso X); livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer (inciso XIII); direito ao resguardo do sigilo da fonte de informação, quando necessário ao exercício profissional (inciso XIV). Lógica diretamente constitucional de calibração temporal ou cronológica na empírica incidência desses dois blocos de dispositivos constitucionais (o art. 220 e os mencionados incisos do art. 5º). Noutros termos, primeiramente, assegura-se o gozo dos sobredireitos de personalidade em que se traduz a ‘livre’ e ‘plena’ manifestação do pensamento, da criação e da informação. Somente depois é que se passa a cobrar do titular de tais situações jurídicas ativas um eventual desrespeito a direitos constitucionais alheios, ainda que também densificadores da personalidade humana. Determinação constitucional de momentânea paralisia à inviolabilidade de certas categorias de direitos subjetivos fundamentais, porquanto a cabeça do art. 220 da Constituição veda qualquer cerceio ou restrição à concreta manifestação do pensamento (vedado o anonimato), bem assim todo cerceio ou restrição que tenha por objeto a criação, a expressão e a informação, seja qual for a forma, o processo, ou o veículo de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ comunicação social. Com o que a Lei Fundamental do Brasil veicula o mais democrático e civilizado regime da livre e plena circulação das ideias e opiniões, assim como das notícias e informações, mas sem deixar de prescrever o direito de resposta e todo um regime de responsabilidades civis, penais e administrativas. Direito de resposta e responsabilidades que, mesmo atuando a posteriori, infletem sobre as causas para inibir abusos no desfrute da plenitude de liberdade de imprensa” (DJe de 6/11/09). Nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ comunicação social. Com o que a Lei Fundamental do Brasil veicula o mais democrático e civilizado regime da livre e plena circulação das ideias e opiniões, assim como das notícias e informações, mas sem deixar de prescrever o direito de resposta e todo um regime de responsabilidades civis, penais e administrativas. Direito de resposta e responsabilidades que, mesmo atuando a posteriori, infletem sobre as causas para inibir abusos no desfrute da plenitude de liberdade de imprensa” (DJe de 6/11/09). Nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) : VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820070 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) : VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820070 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7236590
2014-09-16T00:00:00
2014-11-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Direito à imagem. Programa de televisão. Dano moral. Pressupostos da responsabilidade civil demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral do tema. Responsabilização dos meios de comunicação. Censura. Não caracterização. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. O Tribunal de origem concluiu, ante as circunstâncias fáticas peculiares do caso concreto, que a agravante, ao veicular programa de televisão, com intuito de obter audiência, o teria feito de forma abusiva, ofendendo o direito à imagem da agravada. 3. A ponderação de interesses, in casu, não prescinde do reexame contexto fático-probatório da causa, o qual é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 739.382/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à configuração da responsabilidade civil por danos causados à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. 5. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADPF nº 130-DF, Relator o Ministro Ayres Britto, reconheceu que a Lei n° 5.250/67 (Lei de Imprensa) não teria sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988, assentando, entretanto, a possibilidade, em vista do vigente texto constitucional, de responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa daquele que, ao veicular matéria jornalística, abusar da liberdade de imprensa, sem que referidas sanções, aplicadas a posteriori, configurem impedimento à liberdade de expressão. 6. Agravo regimental não provido.
sjur284668
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG, RE 792124 AgR (2ªT), AI 860205 AgR (2ªT). (RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS CAUSADOS À IMAGEM OU À HONRA) ARE 739382 RG, ARE 741086 AgR (2ªT), ARE 725297 AgR (1ªT), ARE 799471 AgR (1ªT). (LIBERDADE DE IMPRENSA) ADPF 130 (TP). Número de páginas: 15. Análise: 04/12/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
758478
[ "LEG-FED LEI-005250 ANO-1967\n LI-1967 LEI DE IMPRENSA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 758478 AgR
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AGTE.(S) : RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) : VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) :VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Direito à imagem. Programa de televisão. Dano moral. Pressupostos da responsabilidade civil demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral do tema. Responsabilização dos meios de comunicação. Censura. Não caracterização. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 2. O Tribunal de origem concluiu, ante as circunstâncias fáticas peculiares do caso concreto, que a agravante, ao veicular programa de televisão, com intuito de obter audiência, o teria feito de forma abusiva, ofendendo o direito à imagem da agravada. 3. A ponderação de interesses, in casu, não prescinde do reexame contexto fático-probatório da causa, o qual é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. O Plenário da Corte, no exame do ARE n 739.382/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à configuração da responsabilidade civil por danos causados à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. 5. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADPF n 130-DF, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206712. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 758478 AGR / RJ Relator o Ministro Ayres Britto, reconheceu que a Lei n 5.250/67 (Lei de Imprensa) não teria sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988, assentando, entretanto, a possibilidade, em vista do vigente texto constitucional, de responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa daquele que, ao veicular matéria jornalística, abusar da liberdade de imprensa, sem que referidas sanções, aplicadas a posteriori, configurem impedimento à liberdade de expressão. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206712. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ Relator o Ministro Ayres Britto, reconheceu que a Lei n 5.250/67 (Lei de Imprensa) não teria sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988, assentando, entretanto, a possibilidade, em vista do vigente texto constitucional, de responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa daquele que, ao veicular matéria jornalística, abusar da liberdade de imprensa, sem que referidas sanções, aplicadas a posteriori, configurem impedimento à liberdade de expressão. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206712. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) :VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos IX e X, 93, inciso IX, e 220, §§ 1... e 2..., da Constituição Federal. O Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de origem recusou trânsito ao recurso extraordinário amparado no seguinte fundamento: ‘(...) No caso concreto não se está diante de preparo insuficiente – a demandar a intimação para complementação das custas -, mas, sim, de deficiente comprovação de preparo, visto que, conforme certificado às fls. 2023, o primeiro recorrente ‘Rádio e televisão Bandeirantes’, ao interpor os recursos especial e extraordinário, não apresentou o recolhimento dos valores relativos à GRERJ.’ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) :CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) :VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos IX e X, 93, inciso IX, e 220, §§ 1... e 2..., da Constituição Federal. O Terceiro Vice-Presidente do Tribunal de origem recusou trânsito ao recurso extraordinário amparado no seguinte fundamento: ‘(...) No caso concreto não se está diante de preparo insuficiente – a demandar a intimação para complementação das custas -, mas, sim, de deficiente comprovação de preparo, visto que, conforme certificado às fls. 2023, o primeiro recorrente ‘Rádio e televisão Bandeirantes’, ao interpor os recursos especial e extraordinário, não apresentou o recolhimento dos valores relativos à GRERJ.’ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 758478 AGR / RJ Examinados os autos, decido. O Plenário deste Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Questão de Ordem no AI n 209.885/RJ, consolidou o entendimento consistente em que, nos termos do disposto no artigo 511 do Código de Processo Civil e, ainda, com amparo na norma do artigo 59 do Regimento Interno da Corte, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado ante todas as devidas regularidades e dentro do prazo cominado para sua interposição. Anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESERTO, ANTE A IRREGULARIDADE DO PREPARO. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o pagamento do preparo é de ser comprovado no ato de interposição do recurso (art. 511 do Código de Processo Civil). 2. Agravo desprovido’ (AI n 719.327/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/11/11). Desse modo, não merece prosperar a alegação uma vez que esta Corte firmou entendimento no sentido de que o recurso extraordinário não pode ser admitido quando o preparo não é feito de forma correta. Nesse sentido: ARE n 706.988/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/9/12; e AI n 704.101/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/3/11. Aplicando essa orientação, destaca-se também o seguinte julgado da Primeira Turma desta Corte: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Porte de remessa e retorno do recurso extraordinário. Comprovação no ato de interposição. Ausência. deserção. Precedentes. 1. O preparo do recurso extraordinário deve ocorrer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ Examinados os autos, decido. O Plenário deste Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Questão de Ordem no AI n 209.885/RJ, consolidou o entendimento consistente em que, nos termos do disposto no artigo 511 do Código de Processo Civil e, ainda, com amparo na norma do artigo 59 do Regimento Interno da Corte, o preparo do recurso extraordinário deve ser efetuado ante todas as devidas regularidades e dentro do prazo cominado para sua interposição. Anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESERTO, ANTE A IRREGULARIDADE DO PREPARO. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o pagamento do preparo é de ser comprovado no ato de interposição do recurso (art. 511 do Código de Processo Civil). 2. Agravo desprovido’ (AI n 719.327/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/11/11). Desse modo, não merece prosperar a alegação uma vez que esta Corte firmou entendimento no sentido de que o recurso extraordinário não pode ser admitido quando o preparo não é feito de forma correta. Nesse sentido: ARE n 706.988/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 17/9/12; e AI n 704.101/RJ, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 24/3/11. Aplicando essa orientação, destaca-se também o seguinte julgado da Primeira Turma desta Corte: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Porte de remessa e retorno do recurso extraordinário. Comprovação no ato de interposição. Ausência. deserção. Precedentes. 1. O preparo do recurso extraordinário deve ocorrer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 758478 AGR / RJ concomitantemente à sua interposição. Sua não efetivação, conforme os ditames legais, enseja a deserção do recurso. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE n 707.484/BA-AgR, de minha relatoria, DJe de 28/6/13) Ressalte-se, outrossim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 739.382/RJ, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada no recuso extraordinário objeto do presente agravo. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4. Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6. Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada. 8. Recurso extraordinário não conhecido.’ Da manifestação do Relator desse julgado destaca-se o seguinte trecho: ‘(...) Entendo que a discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, uma vez que não cabe ao Supremo Tribunal Federal o reexame e a revalorização do conjunto fático-probatório dos autos, já apreciado pelas instâncias ordinárias. A conclusão, ao que me parece, há de ser a mesma tanto na generalidade dos casos de responsabilidade civil por danos morais quanto naqueles em que se discute o direito à imagem das pessoas públicas (e.g. Artistas, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ concomitantemente à sua interposição. Sua não efetivação, conforme os ditames legais, enseja a deserção do recurso. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE n 707.484/BA-AgR, de minha relatoria, DJe de 28/6/13) Ressalte-se, outrossim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 739.382/RJ, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada no recuso extraordinário objeto do presente agravo. A decisão do Pleno está assim ementada: ‘Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. Liberdade de expressão. 4. Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6. Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada. 8. Recurso extraordinário não conhecido.’ Da manifestação do Relator desse julgado destaca-se o seguinte trecho: ‘(...) Entendo que a discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, uma vez que não cabe ao Supremo Tribunal Federal o reexame e a revalorização do conjunto fático-probatório dos autos, já apreciado pelas instâncias ordinárias. A conclusão, ao que me parece, há de ser a mesma tanto na generalidade dos casos de responsabilidade civil por danos morais quanto naqueles em que se discute o direito à imagem das pessoas públicas (e.g. Artistas, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 758478 AGR / RJ jornalistas, agentes públicos e políticos em geral) em conflito com o livre direito de crítica e a liberdade de expressão.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., inciso IX; 93, inciso IX; e 220 da Constituição Federal. Inicialmente, alega que não teria havido deserção na interposição do recurso extraordinário, haja vista que houve preparo, conquanto insuficiente, ante a falta de pagamento somente das custas para o Estado Rio de Janeiro (guia GRERJ). Defende que, havendo todas as demais custas sido pagas, deveria a Corte de origem ter intimado a agravante, nos termos do art. 511, § 2..., do Código de Processo Civil, para complementar o valor do preparo. No mérito, aduz, in verbis, que, “[c]ontrariando expressamente [o julgamento proferido na ADPF n 130] com eficácia vinculante – e portanto espelho da jurisprudência pacífica dos tribunais superiores – o E. Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afirmou que a BANDEIRANTES teria utilizado a imagem da autora para fazer ‘fofoca ou intriga televisiva em busca de audiência’. Diante dessa premissa, os VV. acórdãos afirmaram que a simples busca por audiência seria suficiente para descaracterizar a exibição da imagem da autora como jornalística, atribuindo-lhe uma inexistente finalidade comercial. Naturalmente, não se permite ao Poder judiciário analisar a ‘qualidade de uma notícia’ para então permitir ou proibir sua exibição. Infelizmente, entretanto, foi exatamente essa a postura 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ jornalistas, agentes públicos e políticos em geral) em conflito com o livre direito de crítica e a liberdade de expressão.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., inciso IX; 93, inciso IX; e 220 da Constituição Federal. Inicialmente, alega que não teria havido deserção na interposição do recurso extraordinário, haja vista que houve preparo, conquanto insuficiente, ante a falta de pagamento somente das custas para o Estado Rio de Janeiro (guia GRERJ). Defende que, havendo todas as demais custas sido pagas, deveria a Corte de origem ter intimado a agravante, nos termos do art. 511, § 2..., do Código de Processo Civil, para complementar o valor do preparo. No mérito, aduz, in verbis, que, “[c]ontrariando expressamente [o julgamento proferido na ADPF n 130] com eficácia vinculante – e portanto espelho da jurisprudência pacífica dos tribunais superiores – o E. Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afirmou que a BANDEIRANTES teria utilizado a imagem da autora para fazer ‘fofoca ou intriga televisiva em busca de audiência’. Diante dessa premissa, os VV. acórdãos afirmaram que a simples busca por audiência seria suficiente para descaracterizar a exibição da imagem da autora como jornalística, atribuindo-lhe uma inexistente finalidade comercial. Naturalmente, não se permite ao Poder judiciário analisar a ‘qualidade de uma notícia’ para então permitir ou proibir sua exibição. Infelizmente, entretanto, foi exatamente essa a postura 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 758478 AGR / RJ adotada pelos VV. Acórdãos recorridos. Ao assim proceder, os VV. acórdãos ora recorridos violaram frontalmente o art. 220 da Constituição Federal, que consagrou a liberdade da imprensa nacional em sua mais ampla expressão. (…) (...) caso esse Col. Supremo Tribunal Federal entenda que a simples busca por audiência terá aptidão de caracterizar a finalidade comercial do uso da imagem de pessoa famosa, irá inaugurar uma situação até então inexistente em que veículos de comunicação especializados na divulgação de informação de pessoas notórias dependerão de prévia autorização para veicular suas reportagens”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ adotada pelos VV. Acórdãos recorridos. Ao assim proceder, os VV. acórdãos ora recorridos violaram frontalmente o art. 220 da Constituição Federal, que consagrou a liberdade da imprensa nacional em sua mais ampla expressão. (…) (...) caso esse Col. Supremo Tribunal Federal entenda que a simples busca por audiência terá aptidão de caracterizar a finalidade comercial do uso da imagem de pessoa famosa, irá inaugurar uma situação até então inexistente em que veículos de comunicação especializados na divulgação de informação de pessoas notórias dependerão de prévia autorização para veicular suas reportagens”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206709. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ainda que o óbice relativo ao preparo pudesse ser superado, melhor sorte não socorreria a agravante. Não há falar em negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Seguindo essa orientação, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ainda que o óbice relativo ao preparo pudesse ser superado, melhor sorte não socorreria a agravante. Não há falar em negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Seguindo essa orientação, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). Ademais, os princípios constitucionais não são normas constitucionais vazias. São imbuídos de sentido e valor e devem ser interpretados de forma a que uma garantia constitucional não exclua a outra, tendo em vista que a Constituição não contém antinomias e que deve ser dado aos dispositivos constitucionais a máxima efetividade. É certo, também, que os princípios gozam de mesmo status e, de início, merecem idêntica proteção. Entretanto, são as circunstâncias do caso concreto que orientarão o julgador na escolha do valor constitucionalmente garantido que, naquela específica situação, deverá prevalecer, sendo certo, ainda, que as instâncias ordinárias são soberanas na análise do conjunto fático-probatório da causa, consoante a pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse contexto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [D]a análise dos autos restou comprovado, e mesmo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). Ademais, os princípios constitucionais não são normas constitucionais vazias. São imbuídos de sentido e valor e devem ser interpretados de forma a que uma garantia constitucional não exclua a outra, tendo em vista que a Constituição não contém antinomias e que deve ser dado aos dispositivos constitucionais a máxima efetividade. É certo, também, que os princípios gozam de mesmo status e, de início, merecem idêntica proteção. Entretanto, são as circunstâncias do caso concreto que orientarão o julgador na escolha do valor constitucionalmente garantido que, naquela específica situação, deverá prevalecer, sendo certo, ainda, que as instâncias ordinárias são soberanas na análise do conjunto fático-probatório da causa, consoante a pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse contexto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [D]a análise dos autos restou comprovado, e mesmo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ confessado pela ré, a exibição em programa televisivo de fotos antigas da autora, originalmente feitas para revistas masculinas, em que aparece despida... Não procede, no caso, a tese da ré de que a exibição se deu no exercício do seu direito de informação jornalista e da liberdade de manifestação do pensamento, já que tais garantias constitucionais não são absolutas, ainda mais quando em colisão com outros direitos ou garantias constitucionais. (...) Não se desconhece, assim, que a reprodução da imagem do indivíduo por motivo de interesse público, ou até mesmo para fins didáticos e/ou científicos, independe de autorização, o mesmo não ocorrendo quando tiver interesse comercial. O direito de informar encontra seu limite no direito à imagem de qualquer cidadão. Na hipótese, nenhuma das situações autorizadas se configurou. A reportagem atendeu apenas ao interesse da emissora de televisão em obter audiência, pela natureza da matéria – ensaios fotográficos antigos de artistas famosas em revistas masculinas antigas e a procura por tais periódicos, bem como da natureza do programa em que foram veiculadas, de puo entretenimento. Tanto que 70 (setenta) imagens foram exibidas, durante (dois) dias seguidos. Preponderou, portanto, o interesse comercial da emissora ré.” Destarte, concluiu o Tribunal de origem, com base nos fatos e nas provas dos autos, que a agravante, ao veicular programa de televisão com intuito de obter audiência, o teria feito de forma abusiva, ofendendo o direito à imagem da agravada. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Desse modo, o caso dos autos ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do ARE n 739.382/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ confessado pela ré, a exibição em programa televisivo de fotos antigas da autora, originalmente feitas para revistas masculinas, em que aparece despida... Não procede, no caso, a tese da ré de que a exibição se deu no exercício do seu direito de informação jornalista e da liberdade de manifestação do pensamento, já que tais garantias constitucionais não são absolutas, ainda mais quando em colisão com outros direitos ou garantias constitucionais. (...) Não se desconhece, assim, que a reprodução da imagem do indivíduo por motivo de interesse público, ou até mesmo para fins didáticos e/ou científicos, independe de autorização, o mesmo não ocorrendo quando tiver interesse comercial. O direito de informar encontra seu limite no direito à imagem de qualquer cidadão. Na hipótese, nenhuma das situações autorizadas se configurou. A reportagem atendeu apenas ao interesse da emissora de televisão em obter audiência, pela natureza da matéria – ensaios fotográficos antigos de artistas famosas em revistas masculinas antigas e a procura por tais periódicos, bem como da natureza do programa em que foram veiculadas, de puo entretenimento. Tanto que 70 (setenta) imagens foram exibidas, durante (dois) dias seguidos. Preponderou, portanto, o interesse comercial da emissora ré.” Destarte, concluiu o Tribunal de origem, com base nos fatos e nas provas dos autos, que a agravante, ao veicular programa de televisão com intuito de obter audiência, o teria feito de forma abusiva, ofendendo o direito à imagem da agravada. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Desse modo, o caso dos autos ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do ARE n 739.382/RJ-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ tema relativo à configuração da responsabilidade civil por danos causados à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. Nesse sentido, registrem-se os seguintes precedentes: “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO DA OCORRÊNCIA DE DANO À IMAGEM. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.4.2010. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 799.471/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/6/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Matéria jornalística. Divulgação. Ato ilícito não caracterizado. Dever de indenizar. Inexistência. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ tema relativo à configuração da responsabilidade civil por danos causados à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. Nesse sentido, registrem-se os seguintes precedentes: “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO DA OCORRÊNCIA DE DANO À IMAGEM. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.4.2010. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 799.471/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/6/14). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Matéria jornalística. Divulgação. Ato ilícito não caracterizado. Dever de indenizar. Inexistência. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ Precedentes. 1. O Tribunal de origem, com base nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que a empresa agravada, ao reproduzir artigo jornalístico, não teria abusado do direito de informar, nem teria tido o ânimo de ofender a honra do ora agravante, bem como que a entrevista concedida pelo segundo agravado estaria acobertada pela imunidade material em razão do mandato de Senador que então ocupava, de modo que não teria ocorrido ato ilícito apto a configurar dano moral indenizável. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE n 739.382/RJ, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à configuração da responsabilidade civil por dano à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 725.297/AP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 13/12/13). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA E JÁ JULGADA. AI 791.292 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 339). ACÓRDÃO RECORRIDO CONFORME O PRECEDENTE. RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS EM RAZÃO DE OFENSA À IMAGEM. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 739.382 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 657). INDEFERIMENTO LIMINAR DO AGRAVO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 741.086/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/9/13). Por fim, anote-se que o Plenário desta Corte, no julgamento da ADPF n 130-DF, Relator o Ministro Ayres Britto, reconheceu que a Lei n 5.250/67 (Lei de Imprensa) não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988, entretanto, consignou a possibilidade, em vista do vigente texto 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ Precedentes. 1. O Tribunal de origem, com base nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que a empresa agravada, ao reproduzir artigo jornalístico, não teria abusado do direito de informar, nem teria tido o ânimo de ofender a honra do ora agravante, bem como que a entrevista concedida pelo segundo agravado estaria acobertada pela imunidade material em razão do mandato de Senador que então ocupava, de modo que não teria ocorrido ato ilícito apto a configurar dano moral indenizável. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE n 739.382/RJ, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à configuração da responsabilidade civil por dano à imagem ou à honra, haja vista que o deslinde da questão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes, tampouco prescinde do reexame de fatos e provas. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 725.297/AP-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 13/12/13). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, E AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA E JÁ JULGADA. AI 791.292 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 339). ACÓRDÃO RECORRIDO CONFORME O PRECEDENTE. RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS EM RAZÃO DE OFENSA À IMAGEM. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 739.382 (REL. MIN. GILMAR MENDES – TEMA 657). INDEFERIMENTO LIMINAR DO AGRAVO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 741.086/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 12/9/13). Por fim, anote-se que o Plenário desta Corte, no julgamento da ADPF n 130-DF, Relator o Ministro Ayres Britto, reconheceu que a Lei n 5.250/67 (Lei de Imprensa) não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988, entretanto, consignou a possibilidade, em vista do vigente texto 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ constitucional, de responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa daquele que, ao veicular matéria jornalística, abusar da liberdade de imprensa, sem que referidas sanções, aplicadas a posteriori, configurem impedimento à liberdade de expressão. Nesse sentido, extraio trecho do referido julgado, assim ementado na parte que interessa: “(…) O art. 220 é de instantânea observância quanto ao desfrute das liberdades de pensamento, criação, expressão e informação que, de alguma forma, se veiculem pelos órgãos de comunicação social. Isto sem prejuízo da aplicabilidade dos seguintes incisos do art. 5... da mesma Constituição Federal: vedação do anonimato (parte final do inciso IV); do direito de resposta (inciso V); direito a indenização por dano material ou moral à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas (inciso X); livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer (inciso XIII); direito ao resguardo do sigilo da fonte de informação, quando necessário ao exercício profissional (inciso XIV). Lógica diretamente constitucional de calibração temporal ou cronológica na empírica incidência desses dois blocos de dispositivos constitucionais (o art. 220 e os mencionados incisos do art. 5...). Noutros termos, primeiramente, assegura-se o gozo dos sobredireitos de personalidade em que se traduz a ‘livre’ e ‘plena’ manifestação do pensamento, da criação e da informação. Somente depois é que se passa a cobrar do titular de tais situações jurídicas ativas um eventual desrespeito a direitos constitucionais alheios, ainda que também densificadores da personalidade humana. Determinação constitucional de momentânea paralisia à inviolabilidade de certas categorias de direitos subjetivos fundamentais, porquanto a cabeça do art. 220 da Constituição veda qualquer cerceio ou restrição à concreta manifestação do pensamento (vedado o anonimato), bem assim todo cerceio ou restrição que tenha por objeto a criação, a expressão e a informação, seja qual for a forma, o processo, ou o veículo de 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ constitucional, de responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa daquele que, ao veicular matéria jornalística, abusar da liberdade de imprensa, sem que referidas sanções, aplicadas a posteriori, configurem impedimento à liberdade de expressão. Nesse sentido, extraio trecho do referido julgado, assim ementado na parte que interessa: “(…) O art. 220 é de instantânea observância quanto ao desfrute das liberdades de pensamento, criação, expressão e informação que, de alguma forma, se veiculem pelos órgãos de comunicação social. Isto sem prejuízo da aplicabilidade dos seguintes incisos do art. 5... da mesma Constituição Federal: vedação do anonimato (parte final do inciso IV); do direito de resposta (inciso V); direito a indenização por dano material ou moral à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas (inciso X); livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer (inciso XIII); direito ao resguardo do sigilo da fonte de informação, quando necessário ao exercício profissional (inciso XIV). Lógica diretamente constitucional de calibração temporal ou cronológica na empírica incidência desses dois blocos de dispositivos constitucionais (o art. 220 e os mencionados incisos do art. 5...). Noutros termos, primeiramente, assegura-se o gozo dos sobredireitos de personalidade em que se traduz a ‘livre’ e ‘plena’ manifestação do pensamento, da criação e da informação. Somente depois é que se passa a cobrar do titular de tais situações jurídicas ativas um eventual desrespeito a direitos constitucionais alheios, ainda que também densificadores da personalidade humana. Determinação constitucional de momentânea paralisia à inviolabilidade de certas categorias de direitos subjetivos fundamentais, porquanto a cabeça do art. 220 da Constituição veda qualquer cerceio ou restrição à concreta manifestação do pensamento (vedado o anonimato), bem assim todo cerceio ou restrição que tenha por objeto a criação, a expressão e a informação, seja qual for a forma, o processo, ou o veículo de 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 758478 AGR / RJ comunicação social. Com o que a Lei Fundamental do Brasil veicula o mais democrático e civilizado regime da livre e plena circulação das ideias e opiniões, assim como das notícias e informações, mas sem deixar de prescrever o direito de resposta e todo um regime de responsabilidades civis, penais e administrativas. Direito de resposta e responsabilidades que, mesmo atuando a posteriori, infletem sobre as causas para inibir abusos no desfrute da plenitude de liberdade de imprensa” (DJe de 6/11/09). Nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Supremo Tribunal Federal ARE 758478 AGR / RJ comunicação social. Com o que a Lei Fundamental do Brasil veicula o mais democrático e civilizado regime da livre e plena circulação das ideias e opiniões, assim como das notícias e informações, mas sem deixar de prescrever o direito de resposta e todo um regime de responsabilidades civis, penais e administrativas. Direito de resposta e responsabilidades que, mesmo atuando a posteriori, infletem sobre as causas para inibir abusos no desfrute da plenitude de liberdade de imprensa” (DJe de 6/11/09). Nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) : VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820070 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.478 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA ADV.(A/S) : CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL ADV.(A/S) : VOLMAR DE PAULA FREITAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820070 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758 . 478", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 739 . 382 / RJ - RG", "ADPF n 130 - DF", "ARE 758478 AGR / RJ", "ARE 758478 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 758478 AGR / RJ", "AI n 209 . 885 / RJ", "AI n 719 . 327 / PI - AgR", "ARE n 706 . 988 / RJ", "AI n 704 . 101 / RJ", "ARE 758478 AGR / RJ", "AI n 209 . 885 / RJ", "AI n 719 . 327 / PI - AgR", "ARE n 706 . 988 / RJ", "AI n 704 . 101 / RJ", "ARE 758478 AGR / RJ", "ARE n 707 . 484 / BA - AgR", "ARE n 739 . 382 / RJ", "ARE 758478 AGR / RJ", "ARE n 707 . 484 / BA - AgR", "ARE n 739 . 382 / RJ", "ARE 758478 AGR / RJ", "ADPF n 130", "ARE 758478 AGR / RJ", "ADPF n 130", "ARE 758478 AGR / RJ", "ARE 758478 AGR / RJ", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal 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Weber", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO", "MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL", "VOLMAR DE PAULA FREITAS", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "CÂNDIDO DA SILVA DINAMARCO", "MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL", "VOLMAR DE PAULA FREITAS", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "11", "17", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "11", "17", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "14", "13", ".", "8", ".", "2010", "19", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "14", "13", ".", "8", ".", "2010", "19", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. CONTRARIEDADE AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO, COM A REDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. 1. Repercussão geral do tema reconhecida no Recurso Extraordinário n. 489.516-RG. Tema 45. 2. Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos infringentes, anular os acórdãos embargados e determinar a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e o Ministro Ricardo Lewandoviscki Brasília, 8 de outubro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4775709. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13 de junho de 2006, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, então Relator o Ministro Joaquim Barbosa, interposto por Suzel Marques de Oliveira, pelos seguintes fundamentos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. DESCABIMENTO. EMENDA CONSTITUCIONAL 30/2000. Desde a promulgação da Emenda Constitucional 30, de 13.09.2000, que deu nova redação ao § 1º do art. 100 da Constituição federal de 1988, tornou-se obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento dos débitos oriundos apenas de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciais. Não se admite, assim, execução provisória de débitos da Fazenda Pública. Agravo regimental a que se nega provimento” (fl. 229). 2. Publicado esse julgado no DJe de 29.9.2013 (fl. 230), opõe Suzel Marques de Oliveira, em 6.10.2006, tempestivamente, embargos de declaração (fls. 235-239). 3. A Embargante alega que, “frente ao óbice trazido pelo art. 543, § 1º, do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715606. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13 de junho de 2006, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, então Relator o Ministro Joaquim Barbosa, interposto por Suzel Marques de Oliveira, pelos seguintes fundamentos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. DESCABIMENTO. EMENDA CONSTITUCIONAL 30/2000. Desde a promulgação da Emenda Constitucional 30, de 13.09.2000, que deu nova redação ao § 1º do art. 100 da Constituição federal de 1988, tornou-se obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento dos débitos oriundos apenas de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciais. Não se admite, assim, execução provisória de débitos da Fazenda Pública. Agravo regimental a que se nega provimento” (fl. 229). 2. Publicado esse julgado no DJe de 29.9.2013 (fl. 230), opõe Suzel Marques de Oliveira, em 6.10.2006, tempestivamente, embargos de declaração (fls. 235-239). 3. A Embargante alega que, “frente ao óbice trazido pelo art. 543, § 1º, do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 489516 AGR-ED / RS CPC e pela Súmula n. 283/STF, seria inadmissível o recurso extraordinário interposto pela União”. Sustenta que “essa Eg. Turma não apreciou o fato de que os valores incontroversos, cujo pagamento ora se pleiteia, serão liberados por intermédio de precatório e não de requisição de pequeno valor”. Requer o acolhimento dos presentes embargos. 4. Em 16.9.2013, os autos foram redistribuídos ao meu gabinete (termo à fl. 262). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715606. Supremo Tribunal Federal RE 489516 AGR-ED / RS CPC e pela Súmula n. 283/STF, seria inadmissível o recurso extraordinário interposto pela União”. Sustenta que “essa Eg. Turma não apreciou o fato de que os valores incontroversos, cujo pagamento ora se pleiteia, serão liberados por intermédio de precatório e não de requisição de pequeno valor”. Requer o acolhimento dos presentes embargos. 4. Em 16.9.2013, os autos foram redistribuídos ao meu gabinete (termo à fl. 262). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Os presentes embargos de declaração merecem acolhimento. 2. Na origem, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve decisão interlocutória que deferira a requisição do saldo incontroverso na execução embargada: “ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. CR/88. ART. 100, § 1º, PARTE INCONTROVERSA. 1. A nova redação do texto constitucional impede, indubitavelmente, a expedição de precatório antes do trânsito em julgado, vedando a execução provisória contra a Fazenda Pública, de créditos controvertidos, independentemente da existência ou da espécie de garantia. 2. A parte incontroversa do montante da execução deve ser considerada como correspondente à sentença transitada em julgado, por isso, comportando a expedição de precatório mesmo após a nova redação, dada pela EC 30/2000 ao §1º do art. 100 da CR/88” (fl. 58). Inconformada, a União interpôs recurso extraordinário, ao argumento de contrariedade ao art. 100, §§ 1º e 4º, da Constituição da República. 3. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 573.872-RG/RS, reconheceu-se a repercussão geral do tema em debate: “CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Os presentes embargos de declaração merecem acolhimento. 2. Na origem, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve decisão interlocutória que deferira a requisição do saldo incontroverso na execução embargada: “ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. CR/88. ART. 100, § 1º, PARTE INCONTROVERSA. 1. A nova redação do texto constitucional impede, indubitavelmente, a expedição de precatório antes do trânsito em julgado, vedando a execução provisória contra a Fazenda Pública, de créditos controvertidos, independentemente da existência ou da espécie de garantia. 2. A parte incontroversa do montante da execução deve ser considerada como correspondente à sentença transitada em julgado, por isso, comportando a expedição de precatório mesmo após a nova redação, dada pela EC 30/2000 ao §1º do art. 100 da CR/88” (fl. 58). Inconformada, a União interpôs recurso extraordinário, ao argumento de contrariedade ao art. 100, §§ 1º e 4º, da Constituição da República. 3. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 573.872-RG/RS, reconheceu-se a repercussão geral do tema em debate: “CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 489516 AGR-ED / RS VIOLAÇÃO AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL 30/2000. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Precedentes nesta Corte quanto à matéria. Questão relevante do ponto de vista econômico, social e jurídico que ultrapassa o interesse subjetivo da causa”. 4. Em razão do reconhecimento da repercussão geral após o julgamento do recurso extraordinário e do agravo regimental, deve-se anular o acórdão embargado para que os autos retornem ao Tribunal de origem e seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do entendimento da Segunda Turma do Supremo Tribunal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO DE CÁLCULO DAS VERBAS A SEREM REPASSADAS PELA UNIÃO A TÍTULO DE COMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEF. DEVOLUÇÃO DOS VALORES INDEVIDAMENTE RETIDOS. 1. Repercussão geral do tema reconhecida no Recurso Extraordinário n. 635.347. 2. Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos infringentes, anular o acórdão embargado e determinar a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil” (RE 632.393- AgR-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2013). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPTU. LEI 7/73 DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. PROGRESSIVIDADE DECLARADA INCONSTITUCIONAL. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA PELA ALÍQUOTA MÍNIMA. REPERCUSSÃO GERAL DO TEMA RECONHECIDA NO RE 602.347-RG, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, DJE DE 20/11/2009. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM, PARA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. EMBARGOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Supremo Tribunal Federal RE 489516 AGR-ED / RS VIOLAÇÃO AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL 30/2000. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Precedentes nesta Corte quanto à matéria. Questão relevante do ponto de vista econômico, social e jurídico que ultrapassa o interesse subjetivo da causa”. 4. Em razão do reconhecimento da repercussão geral após o julgamento do recurso extraordinário e do agravo regimental, deve-se anular o acórdão embargado para que os autos retornem ao Tribunal de origem e seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do entendimento da Segunda Turma do Supremo Tribunal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO DE CÁLCULO DAS VERBAS A SEREM REPASSADAS PELA UNIÃO A TÍTULO DE COMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEF. DEVOLUÇÃO DOS VALORES INDEVIDAMENTE RETIDOS. 1. Repercussão geral do tema reconhecida no Recurso Extraordinário n. 635.347. 2. Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos infringentes, anular o acórdão embargado e determinar a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil” (RE 632.393- AgR-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2013). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPTU. LEI 7/73 DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. PROGRESSIVIDADE DECLARADA INCONSTITUCIONAL. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA PELA ALÍQUOTA MÍNIMA. REPERCUSSÃO GERAL DO TEMA RECONHECIDA NO RE 602.347-RG, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, DJE DE 20/11/2009. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM, PARA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. EMBARGOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 489516 AGR-ED / RS DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, COM EFEITOS INFRINGENTES” (RE 391.084-AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 15.8.2013 ). 5. Pelo exposto, acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e determinar a devolução destes autos ao Tribunal a quo, para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Supremo Tribunal Federal RE 489516 AGR-ED / RS DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, COM EFEITOS INFRINGENTES” (RE 391.084-AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 15.8.2013 ). 5. Pelo exposto, acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e determinar a devolução destes autos ao Tribunal a quo, para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 08.10.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, que representou o STF no evento “Fortalecimento da Governança Pública”, no Tribunal de Contas da União. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4691037 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 08.10.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, que representou o STF no evento “Fortalecimento da Governança Pública”, no Tribunal de Contas da União. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4691037 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4798727
2013-10-08T00:00:00
2013-11-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 08.10.2013.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. CONTRARIEDADE AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO, COM A REDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. 1. Repercussão geral do tema reconhecida no Recurso Extraordinário n. 489.516-RG. Tema 45. 2. Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos infringentes, anular os acórdãos embargados e determinar a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
sjur246953
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO PROVISÓRIA, FAZENDA PÚBLICA) RE 573872 RG. (REPERCUSSÃO GERAL, DEVOLUÇÃO DOS AUTOS) RE 632393 AgR-ED (2ªT), RE 391084 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 12/11/2013, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
489516
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 REDAÇÃO DADA PELA EMC-30/2000\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000030 ANO-2000\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328 PAR-ÚNICO\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 489516 AgR-ED
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EMBTE.(S) : SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. CONTRARIEDADE AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO, COM A REDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 30/2000. 1. Repercussão geral do tema reconhecida no Recurso Extraordinário n. 489.516-RG. Tema 45. 2. Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos infringentes, anular os acórdãos embargados e determinar a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e o Ministro Ricardo Lewandoviscki Brasília, 8 de outubro de 2013 Ministra Cármen Lúcia - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4775709. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13 de junho de 2006, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, então Relator o Ministro Joaquim Barbosa, interposto por Suzel Marques de Oliveira, pelos seguintes fundamentos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. DESCABIMENTO. EMENDA CONSTITUCIONAL 30/2000. Desde a promulgação da Emenda Constitucional 30, de 13.09.2000, que deu nova redação ao § 1... do art. 100 da Constituição federal de 1988, tornou-se obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento dos débitos oriundos apenas de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciais. Não se admite, assim, execução provisória de débitos da Fazenda Pública. Agravo regimental a que se nega provimento” (fl. 229). 2. Publicado esse julgado no DJe de 29.9.2013 (fl. 230), opõe Suzel Marques de Oliveira, em 6.10.2006, tempestivamente, embargos de declaração (fls. 235-239). 3. A Embargante alega que, “frente ao óbice trazido pelo art. 543, § 1..., do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715606. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13 de junho de 2006, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, então Relator o Ministro Joaquim Barbosa, interposto por Suzel Marques de Oliveira, pelos seguintes fundamentos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. DESCABIMENTO. EMENDA CONSTITUCIONAL 30/2000. Desde a promulgação da Emenda Constitucional 30, de 13.09.2000, que deu nova redação ao § 1... do art. 100 da Constituição federal de 1988, tornou-se obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento dos débitos oriundos apenas de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciais. Não se admite, assim, execução provisória de débitos da Fazenda Pública. Agravo regimental a que se nega provimento” (fl. 229). 2. Publicado esse julgado no DJe de 29.9.2013 (fl. 230), opõe Suzel Marques de Oliveira, em 6.10.2006, tempestivamente, embargos de declaração (fls. 235-239). 3. A Embargante alega que, “frente ao óbice trazido pelo art. 543, § 1..., do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 489516 AGR-ED / RS Código de Processo Civil e pela Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal, seria inadmissível o recurso extraordinário interposto pela União”. Sustenta que “essa Eg. Turma não apreciou o fato de que os valores incontroversos, cujo pagamento ora se pleiteia, serão liberados por intermédio de precatório e não de requisição de pequeno valor”. Requer o acolhimento dos presentes embargos. 4. Em 16.9.2013, os autos foram redistribuídos ao meu gabinete (termo à fl. 262). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715606. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 489516 AGR-ED / RS Código de Processo Civil e pela Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal, seria inadmissível o recurso extraordinário interposto pela União”. Sustenta que “essa Eg. Turma não apreciou o fato de que os valores incontroversos, cujo pagamento ora se pleiteia, serão liberados por intermédio de precatório e não de requisição de pequeno valor”. Requer o acolhimento dos presentes embargos. 4. Em 16.9.2013, os autos foram redistribuídos ao meu gabinete (termo à fl. 262). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715606. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Os presentes embargos de declaração merecem acolhimento. 2. Na origem, o Tribunal Regional Federal da 4... Região manteve decisão interlocutória que deferira a requisição do saldo incontroverso na execução embargada: “ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. CR/88. ART. 100, § 1..., PARTE INCONTROVERSA. 1. A nova redação do texto constitucional impede, indubitavelmente, a expedição de precatório antes do trânsito em julgado, vedando a execução provisória contra a Fazenda Pública, de créditos controvertidos, independentemente da existência ou da espécie de garantia. 2. A parte incontroversa do montante da execução deve ser considerada como correspondente à sentença transitada em julgado, por isso, comportando a expedição de precatório mesmo após a nova redação, dada pela EC 30/2000 ao §1... do art. 100 da CR/88” (fl. 58). Inconformada, a União interpôs recurso extraordinário, ao argumento de contrariedade ao art. 100, §§ 1... e 4..., da Constituição da República. 3. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 573.872-RG/RS, reconheceu-se a repercussão geral do tema em debate: “CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Os presentes embargos de declaração merecem acolhimento. 2. Na origem, o Tribunal Regional Federal da 4... Região manteve decisão interlocutória que deferira a requisição do saldo incontroverso na execução embargada: “ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. CR/88. ART. 100, § 1..., PARTE INCONTROVERSA. 1. A nova redação do texto constitucional impede, indubitavelmente, a expedição de precatório antes do trânsito em julgado, vedando a execução provisória contra a Fazenda Pública, de créditos controvertidos, independentemente da existência ou da espécie de garantia. 2. A parte incontroversa do montante da execução deve ser considerada como correspondente à sentença transitada em julgado, por isso, comportando a expedição de precatório mesmo após a nova redação, dada pela EC 30/2000 ao §1... do art. 100 da CR/88” (fl. 58). Inconformada, a União interpôs recurso extraordinário, ao argumento de contrariedade ao art. 100, §§ 1... e 4..., da Constituição da República. 3. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 573.872-RG/RS, reconheceu-se a repercussão geral do tema em debate: “CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE DÉBITOS DA FAZENDA PÚBLICA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 489516 AGR-ED / RS VIOLAÇÃO AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL 30/2000. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Precedentes nesta Corte quanto à matéria. Questão relevante do ponto de vista econômico, social e jurídico que ultrapassa o interesse subjetivo da causa”. 4. Em razão do reconhecimento da repercussão geral após o julgamento do recurso extraordinário e do agravo regimental, deve-se anular o acórdão embargado para que os autos retornem ao Tribunal de origem e seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do entendimento da Segunda Turma do Supremo Tribunal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO DE CÁLCULO DAS VERBAS A SEREM REPASSADAS PELA UNIÃO A TÍTULO DE COMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEF. DEVOLUÇÃO DOS VALORES INDEVIDAMENTE RETIDOS. 1. Repercussão geral do tema reconhecida no Recurso Extraordinário n. 635.347. 2. Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos infringentes, anular o acórdão embargado e determinar a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário 632.393- AgR-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2013). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPTU. LEI 7/73 DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. PROGRESSIVIDADE DECLARADA INCONSTITUCIONAL. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA PELA ALÍQUOTA MÍNIMA. REPERCUSSÃO GERAL DO TEMA RECONHECIDA NO Recurso Extraordinário 602.347-RG, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, DJE DE 20/11/2009. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM, PARA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. EMBARGOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 489516 AGR-ED / RS VIOLAÇÃO AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL 30/2000. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Precedentes nesta Corte quanto à matéria. Questão relevante do ponto de vista econômico, social e jurídico que ultrapassa o interesse subjetivo da causa”. 4. Em razão do reconhecimento da repercussão geral após o julgamento do recurso extraordinário e do agravo regimental, deve-se anular o acórdão embargado para que os autos retornem ao Tribunal de origem e seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do entendimento da Segunda Turma do Supremo Tribunal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. ERRO DE CÁLCULO DAS VERBAS A SEREM REPASSADAS PELA UNIÃO A TÍTULO DE COMPLEMENTAÇÃO DO FUNDEF. DEVOLUÇÃO DOS VALORES INDEVIDAMENTE RETIDOS. 1. Repercussão geral do tema reconhecida no Recurso Extraordinário n. 635.347. 2. Embargos de declaração acolhidos para, atribuindo-lhes efeitos infringentes, anular o acórdão embargado e determinar a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário 632.393- AgR-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2013). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPTU. LEI 7/73 DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. PROGRESSIVIDADE DECLARADA INCONSTITUCIONAL. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA PELA ALÍQUOTA MÍNIMA. REPERCUSSÃO GERAL DO TEMA RECONHECIDA NO Recurso Extraordinário 602.347-RG, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI, DJE DE 20/11/2009. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM, PARA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. EMBARGOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 489516 AGR-ED / RS DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, COM EFEITOS INFRINGENTES” (Recurso Extraordinário 391.084-AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 15.8.2013 ). 5. Pelo exposto, acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e determinar a devolução destes autos ao Tribunal a quo, para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 489516 AGR-ED / RS DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, COM EFEITOS INFRINGENTES” (Recurso Extraordinário 391.084-AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 15.8.2013 ). 5. Pelo exposto, acolho os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para anular o acórdão embargado e determinar a devolução destes autos ao Tribunal a quo, para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715607. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/10/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 08.10.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, que representou o Supremo Tribunal Federal no evento “Fortalecimento da Governança Pública”, no Tribunal de Contas da União. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4691037 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489.516 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : SUZEL MARQUES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : ANDRÉA BUENO MAGNANI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 08.10.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, que representou o Supremo Tribunal Federal no evento “Fortalecimento da Governança Pública”, no Tribunal de Contas da União. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4691037 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489 . 516", "Recurso Extraordinário n . 489 . 516 - RG .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489 . 516", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 489 .", "Recurso Extraordinário 489516 AGR - ED / RS", "Súmula n . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 489516 AGR - ED / RS", "Súmula n . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 573 . 872 - RG / RS", "Recurso Extraordinário n . 573 . 872 - RG / RS", "Recurso Extraordinário 489516 AGR - ED / RS", "EMENDA CONSTITUCIONAL 30", "Recurso Extraordinário n . 635 . 347 .", "Recurso Extraordinário 632 . 393 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 602 . 347 - RG", "Recurso Extraordinário 489516 AGR", "Recurso Extraordinário n . 635 . 347", "Recurso Extraordinário 632 . 393 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 602 . 347 - RG", "Recurso Extraordinário 391 . 084 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 489516 AGR -", "Recurso Extraordinário 391 . 084 - AgR - ED" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO", "EMENDA CONSTITUCIONAL N . 30 / 2000", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA CONSTITUCIONAL 30 / 2000", "Emenda Constitucional 30", "art . 543 , § 1 . . . , do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA CONSTITUCIONAL 30 / 2000", "Emenda Constitucional 30", "§ 1 . . . do art . 100 da Constituição federal de 1988", "art . 543 , § 1 . . . , do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 30 / 2000", "§ 1 . . . do art . 100 da CR / 88", "art . 100 , § § 1 . . . e 4 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "88", "ART", "EC 30 / 2000", "art . 100 da CR / 88", "art . 100 , § § 1 . . . e 4 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "LEI 7 / 73 DO MUNICÍPIO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO", "EMENDA CONSTITUCIONAL 30 / 2000", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "LEI 7 / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "FAZENDA", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Fazenda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . 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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Crimes de roubo, sequestro/cárcere privado e formação de quadrilha. Pena-base. Consideração na fixação das penas das circunstâncias em que cometidas as infrações. Elementos validamente considerados. Exasperação decorrente da qualificação do roubo realizada com base em motivação concreta e fundamentada. Recurso não provido. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que “a via estreita do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória” (HC nº 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). 2. A consideração das circunstâncias judiciais já foi realizada pelo Superior Tribunal de Justiça, o qual determinou a redução da pena-base imposta ao recorrente pela infração do art. 157, § 2º, I, II e V, c/c o art. 65, III, d, e 70, todos do CP, corrigindo em favor do paciente a exasperação proposta pelas instâncias anteriores. 3. O incremento em decorrência da avaliação negativa do modus operandi não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente considerado na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal, o qual determina que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das circunstâncias em que se deu a infração, o que justifica a exasperação da reprimenda entre os limites abstratamente cominados para o crime. 4. Tal foi o que ocorreu relativamente à eleição do grau de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759275. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 117037 / SP exasperação da pena, tendo em vista a incidência da causa especial de aumento prevista no § 2º do art. 157 do CP, uma vez que se considerou a maior gravidade do delito, assim como os elementos concretos da causa, em especial a maior periculosidade demostrada pelo agente. 5. O Superior Tribunal de Justiça não estava jungido à compensação igualitária da agravante específica decorrente do emprego de arma com a atenuante genérica da confissão espontânea, cuja consideração se dá em fases distintas da fixação da reprimenda. 6. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759275. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP exasperação da pena, tendo em vista a incidência da causa especial de aumento prevista no § 2º do art. 157 do CP, uma vez que se considerou a maior gravidade do delito, assim como os elementos concretos da causa, em especial a maior periculosidade demostrada pelo agente. 5. O Superior Tribunal de Justiça não estava jungido à compensação igualitária da agravante específica decorrente do emprego de arma com a atenuante genérica da confissão espontânea, cuja consideração se dá em fases distintas da fixação da reprimenda. 6. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar, interposto por Mick Manoel Xambre, buscando o reequacionamento das penas a ele impostas, com a fixação das penas-base e as respectivas causas de aumento nos mínimos legais. O recurso foi interposto contra acórdão em que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu em parte a ordem no HC nº 217.687/SP, da relatoria do Ministro Jorge Mussi. Alega o recorrente, em síntese, estar sofrendo constrangimento ilegal, tendo em vista a existência de exasperação não justificada por ocasião da dosimetria das penas aplicadas, com o incremento das penas- base; o aumento irregular de metade (½) para o roubo qualificado, na medida em que a mera consideração do número de majorantes não justificaria a exasperação (Súmula nº 443/ST); e a compensação da majoração relativa à circunstância judicial desfavorável (emprego da arma de fogo) com a circunstância atenuante da confissão, reduzindo-se a pena do delito de cárcere privado/sequestro, ao montante de 1 ano. Requer o provimento do recurso, com a “reforma parcial da sentença condenatória, para: ‘(a) após a redução da pena base do crime de roubo ao mínimo legal de 4 anos, e da majoração da pena para 1/3, estabelecer a pena final, quanto a este, em 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e 17 dias multa; (b) após a compensação da majoração da pena base com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759272. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar, interposto por Mick Manoel Xambre, buscando o reequacionamento das penas a ele impostas, com a fixação das penas-base e as respectivas causas de aumento nos mínimos legais. O recurso foi interposto contra acórdão em que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu em parte a ordem no HC nº 217.687/SP, da relatoria do Ministro Jorge Mussi. Alega o recorrente, em síntese, estar sofrendo constrangimento ilegal, tendo em vista a existência de exasperação não justificada por ocasião da dosimetria das penas aplicadas, com o incremento das penas- base; o aumento irregular de metade (½) para o roubo qualificado, na medida em que a mera consideração do número de majorantes não justificaria a exasperação (Súmula nº 443/ST); e a compensação da majoração relativa à circunstância judicial desfavorável (emprego da arma de fogo) com a circunstância atenuante da confissão, reduzindo-se a pena do delito de cárcere privado/sequestro, ao montante de 1 ano. Requer o provimento do recurso, com a “reforma parcial da sentença condenatória, para: ‘(a) após a redução da pena base do crime de roubo ao mínimo legal de 4 anos, e da majoração da pena para 1/3, estabelecer a pena final, quanto a este, em 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e 17 dias multa; (b) após a compensação da majoração da pena base com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 117037 / SP a confissão, no tocante ao crime de cárcere privado/sequestro, estabelecer a pena final, quanto a este, em 1 ano’” (fl. 4 do anexo de instrução 4). Encaminhados os autos ao Ministério Público Federal, opinou o ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida pelo não provimento do recurso (anexo de instrução 6). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759272. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP a confissão, no tocante ao crime de cárcere privado/sequestro, estabelecer a pena final, quanto a este, em 1 ano’” (fl. 4 do anexo de instrução 4). Encaminhados os autos ao Ministério Público Federal, opinou o ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida pelo não provimento do recurso (anexo de instrução 6). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus tirado contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem no HC nº 217.687/SP, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra o recorrente que: “(...) I - O Paciente e 4 agentes foram condenados em primeira instância (1ª Vara Judicial da comarca de Miracatu/SP (Processo 355.01.2004.002306-9 / Número de ordem 269/2004 e - apenso - Processo 355.01.2004.002399-0 / Número de ordem 305/2004), como incursos nas penas dos crimes de (a) roubo duplamente circunstanciado na forma tentada, (b) roubo triplamente circunstanciado, por duas vezes, em concurso formal com (c) sequestro/cárcere privado e (d) formação de quadrilha armada, tudo na forma de concurso material e participação, sendo que a dosimetria da pena foi fixada nestes termos: ‘G Das penas G.1 Das penas dos três roubos triplamente 'agravados’ consumados em concurso formal cometidos contra os ofendidos Joselito, José Giacomini e Transportadora Waldemar. (...). 23. Das penas do acusado Mick: o acusado possui bons antecedentes (...) há uma circunstância que exige sanção especialmente grave, i.e., o valor do bem subtraído. Com efeito, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus tirado contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem no HC nº 217.687/SP, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra o recorrente que: “(...) I - O Paciente e 4 agentes foram condenados em primeira instância (1ª Vara Judicial da comarca de Miracatu/SP (Processo 355.01.2004.002306-9 / Número de ordem 269/2004 e - apenso - Processo 355.01.2004.002399-0 / Número de ordem 305/2004), como incursos nas penas dos crimes de (a) roubo duplamente circunstanciado na forma tentada, (b) roubo triplamente circunstanciado, por duas vezes, em concurso formal com (c) sequestro/cárcere privado e (d) formação de quadrilha armada, tudo na forma de concurso material e participação, sendo que a dosimetria da pena foi fixada nestes termos: ‘G Das penas G.1 Das penas dos três roubos triplamente 'agravados’ consumados em concurso formal cometidos contra os ofendidos Joselito, José Giacomini e Transportadora Waldemar. (...). 23. Das penas do acusado Mick: o acusado possui bons antecedentes (...) há uma circunstância que exige sanção especialmente grave, i.e., o valor do bem subtraído. Com efeito, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP acusado concorreu para a subtração de um camin(h)ão, coisa de alto valor. Assim, fixo-lhe a pena base em sete anos de reclusão. Como Mick confessou perante a autoridade policial (...), reduzo-lhe a pena (Cód. Penal, art. 65, III, ‘d’) para seis anos de reclusão. (...). Por forma das causas de aumento previstas no Cód. Penal, art. 157, §2°, I, II e V, aumento a pena de metade (afinal, trata-se de três causas); logo, resultam nove anos de reclusão. Finalmente, por força do que dispõe o Cód. Penal, art. 70, caput, primeira parte, aumento a pena em um terço, do que resultam doze anos de reclusão. (...). (...) Em razão da quantidade, a pena começará a cumprir-se em regime inicial fechado. (...). G.2 (foi absolvido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) (...). G.3 Das penas do crime de sequestro cometido contra o ofendido José Leôncio (...). 30. Das penas do acusado Mick o acusado possui bons antecedentes (...) o crime de sequestro foi cometido mediante emprego de arma de fogo, circunstância que exige sanção especialmente grave. Assim, fixo-lhe a pena base em dois anos de reclusão. Como Mick confessou perante a autoridade policial (...), reduzo-lhe a pena (Cód. Penal, art. 65, III, 'd') para um ano e seis meses de reclusão. Em razão da circunstância judicial desfavorável (i.e., o emprego de arma de fogo), a pena começará a cumprir-se em regime inicial fechado (…) (…). G.4 Das penas do bando armado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP acusado concorreu para a subtração de um camin(h)ão, coisa de alto valor. Assim, fixo-lhe a pena base em sete anos de reclusão. Como Mick confessou perante a autoridade policial (...), reduzo-lhe a pena (Cód. Penal, art. 65, III, ‘d’) para seis anos de reclusão. (...). Por forma das causas de aumento previstas no Cód. Penal, art. 157, §2°, I, II e V, aumento a pena de metade (afinal, trata-se de três causas); logo, resultam nove anos de reclusão. Finalmente, por força do que dispõe o Cód. Penal, art. 70, caput, primeira parte, aumento a pena em um terço, do que resultam doze anos de reclusão. (...). (...) Em razão da quantidade, a pena começará a cumprir-se em regime inicial fechado. (...). G.2 (foi absolvido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) (...). G.3 Das penas do crime de sequestro cometido contra o ofendido José Leôncio (...). 30. Das penas do acusado Mick o acusado possui bons antecedentes (...) o crime de sequestro foi cometido mediante emprego de arma de fogo, circunstância que exige sanção especialmente grave. Assim, fixo-lhe a pena base em dois anos de reclusão. Como Mick confessou perante a autoridade policial (...), reduzo-lhe a pena (Cód. Penal, art. 65, III, 'd') para um ano e seis meses de reclusão. Em razão da circunstância judicial desfavorável (i.e., o emprego de arma de fogo), a pena começará a cumprir-se em regime inicial fechado (…) (…). G.4 Das penas do bando armado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP 32. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime de bando armado não foram particularmente graves, e os antecedentes dos integrantes dessa organização criminosa (...) não permitem que se aplique a pena base em quantidade superior ao mínimo legal, ou seja, um ano de reclusão. Porque se trata de bando armado, a pena ao dobro (Cód. Penal, art. 288, par. único), do que resultam dois anos de reclusão, quantidade definitiva. (...). III 33. Do exposto (...): (...) 2 - condeno: (...). d) Mick Manoel Xambre (...) cumprir 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado e a pagar 90 (noventa) dias multa, de valor unitário correspondente a 1/30 (um trigêsimo) do salário mínimo (...) art. 157, caput, e §2°, I, II e V, c.c. art. 29, caput, e art. 70 caput; (d.2 - absolvido no TJSP) (...) 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão em regime inicial fechado, por haver praticado o crime previsto no Cód. Penal, art. 148, caput; e d.4) a cumprir 2 (dois) anos de reclusão, em regime inicial fechado, por haver praticado o crime previsto no Cód. Penal, art. 288, par. único; (…)’ A Defesa e o Ministério Público interpuseram recurso de apelação, sendo ambos parcialmente acolhidos pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (10ª Câmara de Direito Criminal, Ap. Crim. 1.124.004.3/6-00, rel. Des. FÁBIO GOUVÊA), sendo que ao final, foi dado ‘(...) parcial provimento aos apelos de (...) Mick Manoel Xambre. para absolvê-los da prática do delito previsto no art. 157, §2°, I e II, do CP, com fundamento no artigo 386, III, do CPP; e deram provimento parcial ao recurso Ministerial, devendo (...) Mick Manoel Xambre (...) cumprir (...) em regime inicial fechado, 14 anos de reclusão e apagar 120 dias-multa, no piso legal, pela prática de delito previsto no art. 157, §2°, 1, II e V, c.c arts. 29 e 70, todos do CP.; 2 anos de reclusão pela prática do delito 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP 32. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime de bando armado não foram particularmente graves, e os antecedentes dos integrantes dessa organização criminosa (...) não permitem que se aplique a pena base em quantidade superior ao mínimo legal, ou seja, um ano de reclusão. Porque se trata de bando armado, a pena ao dobro (Cód. Penal, art. 288, par. único), do que resultam dois anos de reclusão, quantidade definitiva. (...). III 33. Do exposto (...): (...) 2 - condeno: (...). d) Mick Manoel Xambre (...) cumprir 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado e a pagar 90 (noventa) dias multa, de valor unitário correspondente a 1/30 (um trigêsimo) do salário mínimo (...) art. 157, caput, e §2°, I, II e V, c.c. art. 29, caput, e art. 70 caput; (d.2 - absolvido no TJSP) (...) 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão em regime inicial fechado, por haver praticado o crime previsto no Cód. Penal, art. 148, caput; e d.4) a cumprir 2 (dois) anos de reclusão, em regime inicial fechado, por haver praticado o crime previsto no Cód. Penal, art. 288, par. único; (…)’ A Defesa e o Ministério Público interpuseram recurso de apelação, sendo ambos parcialmente acolhidos pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (10ª Câmara de Direito Criminal, Ap. Crim. 1.124.004.3/6-00, rel. Des. FÁBIO GOUVÊA), sendo que ao final, foi dado ‘(...) parcial provimento aos apelos de (...) Mick Manoel Xambre. para absolvê-los da prática do delito previsto no art. 157, §2°, I e II, do CP, com fundamento no artigo 386, III, do CPP; e deram provimento parcial ao recurso Ministerial, devendo (...) Mick Manoel Xambre (...) cumprir (...) em regime inicial fechado, 14 anos de reclusão e apagar 120 dias-multa, no piso legal, pela prática de delito previsto no art. 157, §2°, 1, II e V, c.c arts. 29 e 70, todos do CP.; 2 anos de reclusão pela prática do delito 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP previsto no art. 288, parágrafo único, do CP., mais 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 148 do CP’, nestes termos: ‘(...) Irresignados, apelam, por seus defensores, buscando a absolvição por insuficiência probatória. Apela, também, o douto Promotor de Justiça, buscando o afastamento da atenuante da confissão espontânea, e aumento da fração utilizada para aumento das penas de Mick Manoel Xambre (...). Ficam (...) Mick (...) absolvidos em relação ao roubo praticado contra a vitima José Leôncio. (…) (...) As penas dos acusados foram bem focadas acima do mínimo, (7 anos de reclusão e 60 diárias para o roubo qualificado e 2 anos de reclusão para o sequestro), especialmente considerados as circunstâncias em que os fatos ocorreram, o elevado valor dos bens subtraídos e também a gravidade dos delitos praticados, com emprego de arma de fogo. 0 digno Magistrado reconheceu (...) a atenuante da confissão espontânea, pois confessaram os fatos na fase inquisitiva. Todavia, houve retratação na fase judicial, quando negaram a autoria, o que impede a concessão de tal beneficio. Pela tripla qualificadora no delito de roubo, o acréscimo de metade é o adotado por esta Colenda Câmara, dada a gravidade da restrição sofrida pela vitima, que lhe tra% toda sorte de malefícios, físicos e psicológicos. Assim, afastada a atenuante da confissão espontânea, e mantidos os aumentos efetuados pela r. sentença, ficam as sanções assim determinadas: Mick Manoel(e) Xambre: 14 anos de reclusão (...) pela prática do delito previsto no art. 157, §2°, I, II e V, c.c. arts. 29 e 70, todos do Código Penal; 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 288, § único do Código Penal, mais 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 148 do Código Penal. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP previsto no art. 288, parágrafo único, do CP., mais 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 148 do CP’, nestes termos: ‘(...) Irresignados, apelam, por seus defensores, buscando a absolvição por insuficiência probatória. Apela, também, o douto Promotor de Justiça, buscando o afastamento da atenuante da confissão espontânea, e aumento da fração utilizada para aumento das penas de Mick Manoel Xambre (...). Ficam (...) Mick (...) absolvidos em relação ao roubo praticado contra a vitima José Leôncio. (…) (...) As penas dos acusados foram bem focadas acima do mínimo, (7 anos de reclusão e 60 diárias para o roubo qualificado e 2 anos de reclusão para o sequestro), especialmente considerados as circunstâncias em que os fatos ocorreram, o elevado valor dos bens subtraídos e também a gravidade dos delitos praticados, com emprego de arma de fogo. 0 digno Magistrado reconheceu (...) a atenuante da confissão espontânea, pois confessaram os fatos na fase inquisitiva. Todavia, houve retratação na fase judicial, quando negaram a autoria, o que impede a concessão de tal beneficio. Pela tripla qualificadora no delito de roubo, o acréscimo de metade é o adotado por esta Colenda Câmara, dada a gravidade da restrição sofrida pela vitima, que lhe tra% toda sorte de malefícios, físicos e psicológicos. Assim, afastada a atenuante da confissão espontânea, e mantidos os aumentos efetuados pela r. sentença, ficam as sanções assim determinadas: Mick Manoel(e) Xambre: 14 anos de reclusão (...) pela prática do delito previsto no art. 157, §2°, I, II e V, c.c. arts. 29 e 70, todos do Código Penal; 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 288, § único do Código Penal, mais 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 148 do Código Penal. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP (...)’ Em sede de habeas corpus impetrado perante o Colendo Superior Tribunal de Justiça (5ª Turma, HC 217.687, rel. Min. JORGE MUSSI), a sanção foi reduzida para 13 anos e 6 meses (...)” (fls. 115/118 do anexo 3 – destaques do autor). Eis a ementa daquele julgado: “HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE AGRAVADO. DOSIMETRIA. PENA-BASE. FIXAÇÃO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA JUSTIFICADA. DESPROPORCIONALIDADE ENTRE OS FUNDAMENTOS ESPOSADOS E O QUANTUM DE REPRIMENDA IRROGADO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EM PARTE EVIDENCIADO. MITIGAÇÃO DEVIDA. 1. Embora esteja justificada a necessidade de se impor maior reprimenda ao paciente pelos delitos de roubo triplamente agravado com base nas circunstâncias reprováveis em que cometidos os ilícitos, mostra-se desproporcional a fixação da pena-base 3 (três) anos acima do mínimo legal com fundamento em apenas uma circunstância judicial negativa. ROUBO. TRÊS MAJORANTES. AUMENTO DA PENA DE 1/2 (METADE). PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS QUE INDICAM A NECESSIDADE DE EXASPERAÇÃO ACIMA DA FRAÇÃO MÍNIMA. MOTIVAÇÃO CONCRETA. ESCOLHA DO QUANTUM DE AUMENTO FUNDAMENTADA. CONSTRANGIMENTO AUSENTE. 1. É entendimento deste Tribunal que a presença de três causas de especial aumento previstas no § 2º do art. 157 do CP pode exacerbar a pena acima do patamar mínimo de 1/3 quando as circunstâncias do caso concreto assim autorizem. 2. Verificando-se que a imposição e manutenção da fração de aumento de 1/2 (metade), na terceira etapa da dosimetria, não foi apenas com base na quantidade de majorantes, mas em razão das particularidades do caso concreto - crime cometido 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP (...)’ Em sede de habeas corpus impetrado perante o Colendo Superior Tribunal de Justiça (5ª Turma, HC 217.687, rel. Min. JORGE MUSSI), a sanção foi reduzida para 13 anos e 6 meses (...)” (fls. 115/118 do anexo 3 – destaques do autor). Eis a ementa daquele julgado: “HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE AGRAVADO. DOSIMETRIA. PENA-BASE. FIXAÇÃO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA JUSTIFICADA. DESPROPORCIONALIDADE ENTRE OS FUNDAMENTOS ESPOSADOS E O QUANTUM DE REPRIMENDA IRROGADO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EM PARTE EVIDENCIADO. MITIGAÇÃO DEVIDA. 1. Embora esteja justificada a necessidade de se impor maior reprimenda ao paciente pelos delitos de roubo triplamente agravado com base nas circunstâncias reprováveis em que cometidos os ilícitos, mostra-se desproporcional a fixação da pena-base 3 (três) anos acima do mínimo legal com fundamento em apenas uma circunstância judicial negativa. ROUBO. TRÊS MAJORANTES. AUMENTO DA PENA DE 1/2 (METADE). PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS QUE INDICAM A NECESSIDADE DE EXASPERAÇÃO ACIMA DA FRAÇÃO MÍNIMA. MOTIVAÇÃO CONCRETA. ESCOLHA DO QUANTUM DE AUMENTO FUNDAMENTADA. CONSTRANGIMENTO AUSENTE. 1. É entendimento deste Tribunal que a presença de três causas de especial aumento previstas no § 2º do art. 157 do CP pode exacerbar a pena acima do patamar mínimo de 1/3 quando as circunstâncias do caso concreto assim autorizem. 2. Verificando-se que a imposição e manutenção da fração de aumento de 1/2 (metade), na terceira etapa da dosimetria, não foi apenas com base na quantidade de majorantes, mas em razão das particularidades do caso concreto - crime cometido 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP por quadrilha especializada em roubo de carga de caminhões, com a presença de quatro agentes, portando armas de fogo e que mantiveram a vítima com sua liberdade restrita por várias horas - indicadoras da necessidade de maior reprovabilidade, não há o que se falar em constrangimento ilegal a ser sanado através da via eleita. ROUBO. CONFISSÃO EXTRAJUDICIAL. RETRATAÇÃO EM JUÍZO. UTILIZAÇÃO PARA A CONDENAÇÃO. ATENUANTE CONFIGURADA. RECONHECIMENTO E APLICAÇÃO NA SENTENÇA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL. COAÇÃO ILEGAL PRESENTE. 1. A confissão realizada em sede policial quanto ao delito de roubo, mesmo que posteriormente retratada em juízo, é suficiente para fazer incidir a atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal, quando expressamente utilizada para a formação do convencimento do julgador, pouco importando se a admissão da prática do ilícito foi espontânea ou não, integral ou parcial. DELITO DO ART. 148 DO CP. PRETENDIDA COMPENSAÇÃO DA ELEVAÇÃO DA SANÇÃO-BASE COM A REDUÇÃO PELO RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. FASES DISTINTAS. QUANTUM DE REDUÇÃO PELA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. DISCRICIONARIEDADE DO JUIZ. AUSÊNCIA DE DESPROPORCIONALIDADE. CONSTRANGIMENTO NÃO DEMONSTRADO. 1. Descabida a pretensão do impetrante de reduzir ao mínimo legal a sanção irrogada ao paciente pelo crime do art. 148 do CP, pela compensação da exasperação aplicada na primeira etapa da dosimetria, dada a desfavorabilidade das circunstâncias do delito, com a redução operada na segunda fase, dada a incidência da atenuante da confissão espontânea, tendo em vista tratarem-se de fases distintas da aplicação da pena. 2. O quantum de redução pela circunstância atenuante deve observar os princípios da proporcionalidade, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP por quadrilha especializada em roubo de carga de caminhões, com a presença de quatro agentes, portando armas de fogo e que mantiveram a vítima com sua liberdade restrita por várias horas - indicadoras da necessidade de maior reprovabilidade, não há o que se falar em constrangimento ilegal a ser sanado através da via eleita. ROUBO. CONFISSÃO EXTRAJUDICIAL. RETRATAÇÃO EM JUÍZO. UTILIZAÇÃO PARA A CONDENAÇÃO. ATENUANTE CONFIGURADA. RECONHECIMENTO E APLICAÇÃO NA SENTENÇA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL. COAÇÃO ILEGAL PRESENTE. 1. A confissão realizada em sede policial quanto ao delito de roubo, mesmo que posteriormente retratada em juízo, é suficiente para fazer incidir a atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal, quando expressamente utilizada para a formação do convencimento do julgador, pouco importando se a admissão da prática do ilícito foi espontânea ou não, integral ou parcial. DELITO DO ART. 148 DO CP. PRETENDIDA COMPENSAÇÃO DA ELEVAÇÃO DA SANÇÃO-BASE COM A REDUÇÃO PELO RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. FASES DISTINTAS. QUANTUM DE REDUÇÃO PELA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. DISCRICIONARIEDADE DO JUIZ. AUSÊNCIA DE DESPROPORCIONALIDADE. CONSTRANGIMENTO NÃO DEMONSTRADO. 1. Descabida a pretensão do impetrante de reduzir ao mínimo legal a sanção irrogada ao paciente pelo crime do art. 148 do CP, pela compensação da exasperação aplicada na primeira etapa da dosimetria, dada a desfavorabilidade das circunstâncias do delito, com a redução operada na segunda fase, dada a incidência da atenuante da confissão espontânea, tendo em vista tratarem-se de fases distintas da aplicação da pena. 2. O quantum de redução pela circunstância atenuante deve observar os princípios da proporcionalidade, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP razoabilidade, necessidade e suficiência à reprovação e prevenção ao crime, informadores do processo de aplicação da pena. 3. Não se mostra desproporcional a decisão que reduziu em 6 (seis) meses a pena em razão do reconhecimento da atenuante genérica da confissão espontânea, quando se verifica que o aumento da sanção-base foi de apenas 1 (um) ano. EXECUÇÃO. REGIME. CONCURSO MATERIAL. FIXAÇÃO COM BASE NOS SOMATÓRIO DAS PENAS. REPRIMENDA SUPERIOR A OITO ANOS DE RECLUSÃO. MODO FECHADO JUSTIFICADO. ILEGALIDADE NÃO PATENTEADA. 1. Tendo o paciente sido condenado por 2 (dois) crimes, em concurso material, cujas penas, somadas, ultrapassaram o montante de 8 (oito) anos de reclusão, de rigor a manutenção do regime inicial fechado de cumprimento de pena. Exegese do art. 111 da LEP e art. 33, § 2º, a, do CP. 2. Habeas corpus parcialmente concedido para reduzir a pena-base imposta ao paciente pelo delito do art. 157, § 2º, incisos I, II e V, c/c art. 65, III, d, e 70 todos do CP, e para restabelecer a sentença no ponto em que aplicou a atenuante da confissão espontânea, redimensionando-se as reprimendas do paciente definitivamente para: a) quanto aos crimes de roubo triplamente circunstanciado, em 10 (dez) anos de reclusão e pagamento de 60 (sessenta) dias-multa; e b) quanto ao delito de sequestro/cárcere privado, em 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão, mantidos, no mais, a sentença e o aresto impugnados” (fls. 88/90 do anexo de instrução 3 – destaques do autor). Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente neste recurso. Pelo que se verifica na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso. Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP razoabilidade, necessidade e suficiência à reprovação e prevenção ao crime, informadores do processo de aplicação da pena. 3. Não se mostra desproporcional a decisão que reduziu em 6 (seis) meses a pena em razão do reconhecimento da atenuante genérica da confissão espontânea, quando se verifica que o aumento da sanção-base foi de apenas 1 (um) ano. EXECUÇÃO. REGIME. CONCURSO MATERIAL. FIXAÇÃO COM BASE NOS SOMATÓRIO DAS PENAS. REPRIMENDA SUPERIOR A OITO ANOS DE RECLUSÃO. MODO FECHADO JUSTIFICADO. ILEGALIDADE NÃO PATENTEADA. 1. Tendo o paciente sido condenado por 2 (dois) crimes, em concurso material, cujas penas, somadas, ultrapassaram o montante de 8 (oito) anos de reclusão, de rigor a manutenção do regime inicial fechado de cumprimento de pena. Exegese do art. 111 da LEP e art. 33, § 2º, a, do CP. 2. Habeas corpus parcialmente concedido para reduzir a pena-base imposta ao paciente pelo delito do art. 157, § 2º, incisos I, II e V, c/c art. 65, III, d, e 70 todos do CP, e para restabelecer a sentença no ponto em que aplicou a atenuante da confissão espontânea, redimensionando-se as reprimendas do paciente definitivamente para: a) quanto aos crimes de roubo triplamente circunstanciado, em 10 (dez) anos de reclusão e pagamento de 60 (sessenta) dias-multa; e b) quanto ao delito de sequestro/cárcere privado, em 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão, mantidos, no mais, a sentença e o aresto impugnados” (fls. 88/90 do anexo de instrução 3 – destaques do autor). Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente neste recurso. Pelo que se verifica na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso. Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP Ressalto que é pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que “a via estreita do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória” (HC nº 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). A dosimetria da reprimenda, ademais, é tema dos mais dificultosos no âmbito penal, por demandar, em regra, exame quanto à adequação da pena ao caso concreto; exame esse que, na via do habeas corpus, fica circunscrito à “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC nº 69.419/MS, Primeira Turma, da relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 28/8/92, RTJ 143/600). Nesse aspecto, a decisão está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Perfilhando esse entendimento, destaco, ainda, o seguinte precedente: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei nº 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP Ressalto que é pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que “a via estreita do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória” (HC nº 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). A dosimetria da reprimenda, ademais, é tema dos mais dificultosos no âmbito penal, por demandar, em regra, exame quanto à adequação da pena ao caso concreto; exame esse que, na via do habeas corpus, fica circunscrito à “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC nº 69.419/MS, Primeira Turma, da relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 28/8/92, RTJ 143/600). Nesse aspecto, a decisão está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Perfilhando esse entendimento, destaco, ainda, o seguinte precedente: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei nº 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4º do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei nº 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC nº 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11). A consideração, nas circunstâncias judiciais, já foi realizada pelo Superior Tribunal de Justiça, que determinou a redução da pena-base imposta ao recorrente pela infração do art. 157, § 2º, I, II e V, c/c o art. 65, III, d, e 70, todos do CP, corrigindo em favor do paciente a exasperação proposta pelas instâncias anteriores. O incremento em decorrência da avaliação negativa do modus operandi não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente considerado na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal ao determinar que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das circunstâncias em que se deu a infração, o que justifica a exasperação da reprimenda entre os limites abstratamente cominados para o crime. Tal foi o que ocorreu relativamente à eleição do grau de exasperação da pena, tendo em vista a incidência da causa especial de aumento 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4º do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei nº 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC nº 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11). A consideração, nas circunstâncias judiciais, já foi realizada pelo Superior Tribunal de Justiça, que determinou a redução da pena-base imposta ao recorrente pela infração do art. 157, § 2º, I, II e V, c/c o art. 65, III, d, e 70, todos do CP, corrigindo em favor do paciente a exasperação proposta pelas instâncias anteriores. O incremento em decorrência da avaliação negativa do modus operandi não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente considerado na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal ao determinar que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das circunstâncias em que se deu a infração, o que justifica a exasperação da reprimenda entre os limites abstratamente cominados para o crime. Tal foi o que ocorreu relativamente à eleição do grau de exasperação da pena, tendo em vista a incidência da causa especial de aumento 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP prevista no § 2º do art. 157 do CP, uma vez que se considerou a maior gravidade do delito, assim como os elementos concretos da causa, em especial a maior periculosidade demostrada pelo agente. Tem esse mesmo teor a manifestação do Ministério Público Federal, in verbis: “(…) 9. Diferentemente do que sustenta o recorrente, o incremento da pena encontrou fundamento na avaliação negativa do modus operandi, sendo plenamente proporcional o aumento da pena-base acima do mínimo legal, em dois anos. 10. Da mesma forma, não procede a alegação de impropriedade do aumento na terceira fase da dosimetria, em razão das majorantes de emprego de arma, concurso de pessoas e restrição da liberdade da vítima. Essa exasperação, como bem explicitado no acórdão impugnado, encontrou respaldo nas peculiaridades concretas dessas causas especiais de aumento, com destaque para a periculosidade exacerbada do agente que, integrante de ‘uma quadrilha especializada em roubo de carga’, perpetrou roubo juntamente com outros três corréus, todos armados, chegando a restringir a liberdade da vítima ‘por várias horas’” (fl. 5 do anexo 5). Quanto ao último pedido do recorrente, destaco que o Superior Tribunal de Justiça não estava jungido à compensação igualitária da agravante específica decorrente do emprego de arma com a atenuante genérica da confissão espontânea, cuja consideração se dá em fases distintas da fixação da reprimenda. Ademais, ainda que se pudesse cogitar da consideração concomitante de ambas as circunstâncias, é certo que dispõe o art. 67 do Código Penal que “no concurso de atenuantes e agravantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes”. Diante desse quadro, nego provimento ao recurso. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP prevista no § 2º do art. 157 do CP, uma vez que se considerou a maior gravidade do delito, assim como os elementos concretos da causa, em especial a maior periculosidade demostrada pelo agente. Tem esse mesmo teor a manifestação do Ministério Público Federal, in verbis: “(…) 9. Diferentemente do que sustenta o recorrente, o incremento da pena encontrou fundamento na avaliação negativa do modus operandi, sendo plenamente proporcional o aumento da pena-base acima do mínimo legal, em dois anos. 10. Da mesma forma, não procede a alegação de impropriedade do aumento na terceira fase da dosimetria, em razão das majorantes de emprego de arma, concurso de pessoas e restrição da liberdade da vítima. Essa exasperação, como bem explicitado no acórdão impugnado, encontrou respaldo nas peculiaridades concretas dessas causas especiais de aumento, com destaque para a periculosidade exacerbada do agente que, integrante de ‘uma quadrilha especializada em roubo de carga’, perpetrou roubo juntamente com outros três corréus, todos armados, chegando a restringir a liberdade da vítima ‘por várias horas’” (fl. 5 do anexo 5). Quanto ao último pedido do recorrente, destaco que o Superior Tribunal de Justiça não estava jungido à compensação igualitária da agravante específica decorrente do emprego de arma com a atenuante genérica da confissão espontânea, cuja consideração se dá em fases distintas da fixação da reprimenda. Ademais, ainda que se pudesse cogitar da consideração concomitante de ambas as circunstâncias, é certo que dispõe o art. 67 do Código Penal que “no concurso de atenuantes e agravantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes”. Diante desse quadro, nego provimento ao recurso. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703792 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703792 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4794667
2013-10-08T00:00:00
2013-11-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Crimes de roubo, sequestro/cárcere privado e formação de quadrilha. Pena-base. Consideração na fixação das penas das circunstâncias em que cometidas as infrações. Elementos validamente considerados. Exasperação decorrente da qualificação do roubo realizada com base em motivação concreta e fundamentada. Recurso não provido. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que “a via estreita do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória” (HC nº 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). 2. A consideração das circunstâncias judiciais já foi realizada pelo Superior Tribunal de Justiça, o qual determinou a redução da pena-base imposta ao recorrente pela infração do art. 157, § 2º, I, II e V, c/c o art. 65, III, d, e 70, todos do CP, corrigindo em favor do paciente a exasperação proposta pelas instâncias anteriores. 3. O incremento em decorrência da avaliação negativa do modus operandi não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente considerado na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal, o qual determina que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das circunstâncias em que se deu a infração, o que justifica a exasperação da reprimenda entre os limites abstratamente cominados para o crime. 4. Tal foi o que ocorreu relativamente à eleição do grau de exasperação da pena, tendo em vista a incidência da causa especial de aumento prevista no § 2º do art. 157 do CP, uma vez que se considerou a maior gravidade do delito, assim como os elementos concretos da causa, em especial a maior periculosidade demostrada pelo agente. 5. O Superior Tribunal de Justiça não estava jungido à compensação igualitária da agravante específica decorrente do emprego de arma com a atenuante genérica da confissão espontânea, cuja consideração se dá em fases distintas da fixação da reprimenda. 6. Recurso não provido.
sjur246986
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME, CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS) HC 100371 (1ªT). (HC, LIMITES, DOSIMETRIA DA PENA, CONGRUÊNCIA, MOTIVO, CONCLUSÃO) HC 69419 (1ªT). (HC, REEXAME, MAJORAÇÃO, PENA-BASE) HC 92956 (1ªT), HC 107904 (1ªT). Número de páginas: 15. Análise: 06/12/2013, JOS. Revisão: 13/01/2014, SER.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
117037
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00059 ART-00065 INC-00003 LET-D \n ART-00067 ART-00070 ART-00157 PAR-00002 \n INC-00001 INC-00002 INC-00005\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 117037
[ "" ]
RECTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Crimes de roubo, sequestro/cárcere privado e formação de quadrilha. Pena-base. Consideração na fixação das penas das circunstâncias em que cometidas as infrações. Elementos validamente considerados. Exasperação decorrente da qualificação do roubo realizada com base em motivação concreta e fundamentada. Recurso não provido. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que “a via estreita do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória” (HC n 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). 2. A consideração das circunstâncias judiciais já foi realizada pelo Superior Tribunal de Justiça, o qual determinou a redução da pena-base imposta ao recorrente pela infração do art. 157, § 2..., I, II e V, c/c o art. 65, III, d, e 70, todos do Código Penal Brasileiro, corrigindo em favor do paciente a exasperação proposta pelas instâncias anteriores. 3. O incremento em decorrência da avaliação negativa do modus operandi não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente considerado na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal, o qual determina que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das circunstâncias em que se deu a infração, o que justifica a exasperação da reprimenda entre os limites abstratamente cominados para o crime. 4. Tal foi o que ocorreu relativamente à eleição do grau de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759275. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 117037 / SP exasperação da pena, tendo em vista a incidência da causa especial de aumento prevista no § 2... do art. 157 do Código Penal Brasileiro, uma vez que se considerou a maior gravidade do delito, assim como os elementos concretos da causa, em especial a maior periculosidade demostrada pelo agente. 5. O Superior Tribunal de Justiça não estava jungido à compensação igualitária da agravante específica decorrente do emprego de arma com a atenuante genérica da confissão espontânea, cuja consideração se dá em fases distintas da fixação da reprimenda. 6. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759275. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP exasperação da pena, tendo em vista a incidência da causa especial de aumento prevista no § 2... do art. 157 do Código Penal Brasileiro, uma vez que se considerou a maior gravidade do delito, assim como os elementos concretos da causa, em especial a maior periculosidade demostrada pelo agente. 5. O Superior Tribunal de Justiça não estava jungido à compensação igualitária da agravante específica decorrente do emprego de arma com a atenuante genérica da confissão espontânea, cuja consideração se dá em fases distintas da fixação da reprimenda. 6. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar, interposto por Mick Manoel Xambre, buscando o reequacionamento das penas a ele impostas, com a fixação das penas-base e as respectivas causas de aumento nos mínimos legais. O recurso foi interposto contra acórdão em que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu em parte a ordem no HC n 217.687/SP, da relatoria do Ministro Jorge Mussi. Alega o recorrente, em síntese, estar sofrendo constrangimento ilegal, tendo em vista a existência de exasperação não justificada por ocasião da dosimetria das penas aplicadas, com o incremento das penas- base; o aumento irregular de metade (½) para o roubo qualificado, na medida em que a mera consideração do número de majorantes não justificaria a exasperação (Súmula n 443/ST); e a compensação da majoração relativa à circunstância judicial desfavorável (emprego da arma de fogo) com a circunstância atenuante da confissão, reduzindo-se a pena do delito de cárcere privado/sequestro, ao montante de 1 ano. Requer o provimento do recurso, com a “reforma parcial da sentença condenatória, para: ‘(a) após a redução da pena base do crime de roubo ao mínimo legal de 4 anos, e da majoração da pena para 1/3, estabelecer a pena final, quanto a este, em 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e 17 dias multa; (b) após a compensação da majoração da pena base com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759272. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar, interposto por Mick Manoel Xambre, buscando o reequacionamento das penas a ele impostas, com a fixação das penas-base e as respectivas causas de aumento nos mínimos legais. O recurso foi interposto contra acórdão em que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu em parte a ordem no HC n 217.687/SP, da relatoria do Ministro Jorge Mussi. Alega o recorrente, em síntese, estar sofrendo constrangimento ilegal, tendo em vista a existência de exasperação não justificada por ocasião da dosimetria das penas aplicadas, com o incremento das penas- base; o aumento irregular de metade (½) para o roubo qualificado, na medida em que a mera consideração do número de majorantes não justificaria a exasperação (Súmula n 443/ST); e a compensação da majoração relativa à circunstância judicial desfavorável (emprego da arma de fogo) com a circunstância atenuante da confissão, reduzindo-se a pena do delito de cárcere privado/sequestro, ao montante de 1 ano. Requer o provimento do recurso, com a “reforma parcial da sentença condenatória, para: ‘(a) após a redução da pena base do crime de roubo ao mínimo legal de 4 anos, e da majoração da pena para 1/3, estabelecer a pena final, quanto a este, em 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e 17 dias multa; (b) após a compensação da majoração da pena base com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 117037 / SP a confissão, no tocante ao crime de cárcere privado/sequestro, estabelecer a pena final, quanto a este, em 1 ano’” (fl. 4 do anexo de instrução 4). Encaminhados os autos ao Ministério Público Federal, opinou o ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida pelo não provimento do recurso (anexo de instrução 6). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759272. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP a confissão, no tocante ao crime de cárcere privado/sequestro, estabelecer a pena final, quanto a este, em 1 ano’” (fl. 4 do anexo de instrução 4). Encaminhados os autos ao Ministério Público Federal, opinou o ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida pelo não provimento do recurso (anexo de instrução 6). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus tirado contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem no HC n 217.687/SP, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra o recorrente que: “(...) I - O Paciente e 4 agentes foram condenados em primeira instância (1... Vara Judicial da comarca de Miracatu/SP (Processo 355.01.2004.002306-9 / Número de ordem 269/2004 e - apenso - Processo 355.01.2004.002399-0 / Número de ordem 305/2004), como incursos nas penas dos crimes de (a) roubo duplamente circunstanciado na forma tentada, (b) roubo triplamente circunstanciado, por duas vezes, em concurso formal com (c) sequestro/cárcere privado e (d) formação de quadrilha armada, tudo na forma de concurso material e participação, sendo que a dosimetria da pena foi fixada nestes termos: ‘G Das penas G.1 Das penas dos três roubos triplamente 'agravados’ consumados em concurso formal cometidos contra os ofendidos Joselito, José Giacomini e Transportadora Waldemar. (...). 23. Das penas do acusado Mick: o acusado possui bons antecedentes (...) há uma circunstância que exige sanção especialmente grave, i.e., o valor do bem subtraído. Com efeito, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus tirado contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem no HC n 217.687/SP, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra o recorrente que: “(...) I - O Paciente e 4 agentes foram condenados em primeira instância (1... Vara Judicial da comarca de Miracatu/SP (Processo 355.01.2004.002306-9 / Número de ordem 269/2004 e - apenso - Processo 355.01.2004.002399-0 / Número de ordem 305/2004), como incursos nas penas dos crimes de (a) roubo duplamente circunstanciado na forma tentada, (b) roubo triplamente circunstanciado, por duas vezes, em concurso formal com (c) sequestro/cárcere privado e (d) formação de quadrilha armada, tudo na forma de concurso material e participação, sendo que a dosimetria da pena foi fixada nestes termos: ‘G Das penas G.1 Das penas dos três roubos triplamente 'agravados’ consumados em concurso formal cometidos contra os ofendidos Joselito, José Giacomini e Transportadora Waldemar. (...). 23. Das penas do acusado Mick: o acusado possui bons antecedentes (...) há uma circunstância que exige sanção especialmente grave, i.e., o valor do bem subtraído. Com efeito, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP acusado concorreu para a subtração de um camin(h)ão, coisa de alto valor. Assim, fixo-lhe a pena base em sete anos de reclusão. Como Mick confessou perante a autoridade policial (...), reduzo-lhe a pena (Cód. Penal, art. 65, III, ‘d’) para seis anos de reclusão. (...). Por forma das causas de aumento previstas no Cód. Penal, art. 157, §2..., I, II e V, aumento a pena de metade (afinal, trata-se de três causas); logo, resultam nove anos de reclusão. Finalmente, por força do que dispõe o Cód. Penal, art. 70, caput, primeira parte, aumento a pena em um terço, do que resultam doze anos de reclusão. (...). (...) Em razão da quantidade, a pena começará a cumprir-se em regime inicial fechado. (...). G.2 (foi absolvido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) (...). G.3 Das penas do crime de sequestro cometido contra o ofendido José Leôncio (...). 30. Das penas do acusado Mick o acusado possui bons antecedentes (...) o crime de sequestro foi cometido mediante emprego de arma de fogo, circunstância que exige sanção especialmente grave. Assim, fixo-lhe a pena base em dois anos de reclusão. Como Mick confessou perante a autoridade policial (...), reduzo-lhe a pena (Cód. Penal, art. 65, III, 'd') para um ano e seis meses de reclusão. Em razão da circunstância judicial desfavorável (i.e., o emprego de arma de fogo), a pena começará a cumprir-se em regime inicial fechado (…) (…). G.4 Das penas do bando armado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP acusado concorreu para a subtração de um camin(h)ão, coisa de alto valor. Assim, fixo-lhe a pena base em sete anos de reclusão. Como Mick confessou perante a autoridade policial (...), reduzo-lhe a pena (Cód. Penal, art. 65, III, ‘d’) para seis anos de reclusão. (...). Por forma das causas de aumento previstas no Cód. Penal, art. 157, §2..., I, II e V, aumento a pena de metade (afinal, trata-se de três causas); logo, resultam nove anos de reclusão. Finalmente, por força do que dispõe o Cód. Penal, art. 70, caput, primeira parte, aumento a pena em um terço, do que resultam doze anos de reclusão. (...). (...) Em razão da quantidade, a pena começará a cumprir-se em regime inicial fechado. (...). G.2 (foi absolvido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) (...). G.3 Das penas do crime de sequestro cometido contra o ofendido José Leôncio (...). 30. Das penas do acusado Mick o acusado possui bons antecedentes (...) o crime de sequestro foi cometido mediante emprego de arma de fogo, circunstância que exige sanção especialmente grave. Assim, fixo-lhe a pena base em dois anos de reclusão. Como Mick confessou perante a autoridade policial (...), reduzo-lhe a pena (Cód. Penal, art. 65, III, 'd') para um ano e seis meses de reclusão. Em razão da circunstância judicial desfavorável (i.e., o emprego de arma de fogo), a pena começará a cumprir-se em regime inicial fechado (…) (…). G.4 Das penas do bando armado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP 32. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime de bando armado não foram particularmente graves, e os antecedentes dos integrantes dessa organização criminosa (...) não permitem que se aplique a pena base em quantidade superior ao mínimo legal, ou seja, um ano de reclusão. Porque se trata de bando armado, a pena ao dobro (Cód. Penal, art. 288, par. único), do que resultam dois anos de reclusão, quantidade definitiva. (...). III 33. Do exposto (...): (...) 2 - condeno: (...). d) Mick Manoel Xambre (...) cumprir 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado e a pagar 90 (noventa) dias multa, de valor unitário correspondente a 1/30 (um trigêsimo) do salário mínimo (...) art. 157, caput, e §2..., I, II e V, c.c. art. 29, caput, e art. 70 caput; (d.2 - absolvido no TJSP) (...) 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão em regime inicial fechado, por haver praticado o crime previsto no Cód. Penal, art. 148, caput; e d.4) a cumprir 2 (dois) anos de reclusão, em regime inicial fechado, por haver praticado o crime previsto no Cód. Penal, art. 288, par. único; (…)’ A Defesa e o Ministério Público interpuseram recurso de apelação, sendo ambos parcialmente acolhidos pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (10... Câmara de Direito Criminal, Ap. Crim. 1.124.004.3/6-00, rel. Des. FÁBIO GOUVÊA), sendo que ao final, foi dado ‘(...) parcial provimento aos apelos de (...) Mick Manoel Xambre. para absolvê-los da prática do delito previsto no art. 157, §2..., I e II, do Código Penal Brasileiro, com fundamento no artigo 386, III, do CPP; e deram provimento parcial ao recurso Ministerial, devendo (...) Mick Manoel Xambre (...) cumprir (...) em regime inicial fechado, 14 anos de reclusão e apagar 120 dias-multa, no piso legal, pela prática de delito previsto no art. 157, §2..., 1, II e V, c.c arts. 29 e 70, todos do Código Penal Brasileiro.; 2 anos de reclusão pela prática do delito 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP 32. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime de bando armado não foram particularmente graves, e os antecedentes dos integrantes dessa organização criminosa (...) não permitem que se aplique a pena base em quantidade superior ao mínimo legal, ou seja, um ano de reclusão. Porque se trata de bando armado, a pena ao dobro (Cód. Penal, art. 288, par. único), do que resultam dois anos de reclusão, quantidade definitiva. (...). III 33. Do exposto (...): (...) 2 - condeno: (...). d) Mick Manoel Xambre (...) cumprir 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado e a pagar 90 (noventa) dias multa, de valor unitário correspondente a 1/30 (um trigêsimo) do salário mínimo (...) art. 157, caput, e §2..., I, II e V, c.c. art. 29, caput, e art. 70 caput; (d.2 - absolvido no TJSP) (...) 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão em regime inicial fechado, por haver praticado o crime previsto no Cód. Penal, art. 148, caput; e d.4) a cumprir 2 (dois) anos de reclusão, em regime inicial fechado, por haver praticado o crime previsto no Cód. Penal, art. 288, par. único; (…)’ A Defesa e o Ministério Público interpuseram recurso de apelação, sendo ambos parcialmente acolhidos pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (10... Câmara de Direito Criminal, Ap. Crim. 1.124.004.3/6-00, rel. Des. FÁBIO GOUVÊA), sendo que ao final, foi dado ‘(...) parcial provimento aos apelos de (...) Mick Manoel Xambre. para absolvê-los da prática do delito previsto no art. 157, §2..., I e II, do Código Penal Brasileiro, com fundamento no artigo 386, III, do CPP; e deram provimento parcial ao recurso Ministerial, devendo (...) Mick Manoel Xambre (...) cumprir (...) em regime inicial fechado, 14 anos de reclusão e apagar 120 dias-multa, no piso legal, pela prática de delito previsto no art. 157, §2..., 1, II e V, c.c arts. 29 e 70, todos do Código Penal Brasileiro.; 2 anos de reclusão pela prática do delito 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP previsto no art. 288, parágrafo único, do Código Penal Brasileiro., mais 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 148 do Código Penal Brasileiro’, nestes termos: ‘(...) Irresignados, apelam, por seus defensores, buscando a absolvição por insuficiência probatória. Apela, também, o douto Promotor de Justiça, buscando o afastamento da atenuante da confissão espontânea, e aumento da fração utilizada para aumento das penas de Mick Manoel Xambre (...). Ficam (...) Mick (...) absolvidos em relação ao roubo praticado contra a vitima José Leôncio. (…) (...) As penas dos acusados foram bem focadas acima do mínimo, (7 anos de reclusão e 60 diárias para o roubo qualificado e 2 anos de reclusão para o sequestro), especialmente considerados as circunstâncias em que os fatos ocorreram, o elevado valor dos bens subtraídos e também a gravidade dos delitos praticados, com emprego de arma de fogo. 0 digno Magistrado reconheceu (...) a atenuante da confissão espontânea, pois confessaram os fatos na fase inquisitiva. Todavia, houve retratação na fase judicial, quando negaram a autoria, o que impede a concessão de tal beneficio. Pela tripla qualificadora no delito de roubo, o acréscimo de metade é o adotado por esta Colenda Câmara, dada a gravidade da restrição sofrida pela vitima, que lhe tra% toda sorte de malefícios, físicos e psicológicos. Assim, afastada a atenuante da confissão espontânea, e mantidos os aumentos efetuados pela r. sentença, ficam as sanções assim determinadas: Mick Manoel(e) Xambre: 14 anos de reclusão (...) pela prática do delito previsto no art. 157, §2..., I, II e V, c.c. arts. 29 e 70, todos do Código Penal; 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 288, § único do Código Penal, mais 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 148 do Código Penal. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP previsto no art. 288, parágrafo único, do Código Penal Brasileiro., mais 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 148 do Código Penal Brasileiro’, nestes termos: ‘(...) Irresignados, apelam, por seus defensores, buscando a absolvição por insuficiência probatória. Apela, também, o douto Promotor de Justiça, buscando o afastamento da atenuante da confissão espontânea, e aumento da fração utilizada para aumento das penas de Mick Manoel Xambre (...). Ficam (...) Mick (...) absolvidos em relação ao roubo praticado contra a vitima José Leôncio. (…) (...) As penas dos acusados foram bem focadas acima do mínimo, (7 anos de reclusão e 60 diárias para o roubo qualificado e 2 anos de reclusão para o sequestro), especialmente considerados as circunstâncias em que os fatos ocorreram, o elevado valor dos bens subtraídos e também a gravidade dos delitos praticados, com emprego de arma de fogo. 0 digno Magistrado reconheceu (...) a atenuante da confissão espontânea, pois confessaram os fatos na fase inquisitiva. Todavia, houve retratação na fase judicial, quando negaram a autoria, o que impede a concessão de tal beneficio. Pela tripla qualificadora no delito de roubo, o acréscimo de metade é o adotado por esta Colenda Câmara, dada a gravidade da restrição sofrida pela vitima, que lhe tra% toda sorte de malefícios, físicos e psicológicos. Assim, afastada a atenuante da confissão espontânea, e mantidos os aumentos efetuados pela r. sentença, ficam as sanções assim determinadas: Mick Manoel(e) Xambre: 14 anos de reclusão (...) pela prática do delito previsto no art. 157, §2..., I, II e V, c.c. arts. 29 e 70, todos do Código Penal; 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 288, § único do Código Penal, mais 2 anos de reclusão pela prática do delito previsto no art. 148 do Código Penal. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP (...)’ Em sede de habeas corpus impetrado perante o Colendo Superior Tribunal de Justiça (5... Turma, HC 217.687, rel. Min. JORGE MUSSI), a sanção foi reduzida para 13 anos e 6 meses (...)” (fls. 115/118 do anexo 3 – destaques do autor). Eis a ementa daquele julgado: “HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE AGRAVADO. DOSIMETRIA. PENA-BASE. FIXAÇÃO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA JUSTIFICADA. DESPROPORCIONALIDADE ENTRE OS FUNDAMENTOS ESPOSADOS E O QUANTUM DE REPRIMENDA IRROGADO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EM PARTE EVIDENCIADO. MITIGAÇÃO DEVIDA. 1. Embora esteja justificada a necessidade de se impor maior reprimenda ao paciente pelos delitos de roubo triplamente agravado com base nas circunstâncias reprováveis em que cometidos os ilícitos, mostra-se desproporcional a fixação da pena-base 3 (três) anos acima do mínimo legal com fundamento em apenas uma circunstância judicial negativa. ROUBO. TRÊS MAJORANTES. AUMENTO DA PENA DE 1/2 (METADE). PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS QUE INDICAM A NECESSIDADE DE EXASPERAÇÃO ACIMA DA FRAÇÃO MÍNIMA. MOTIVAÇÃO CONCRETA. ESCOLHA DO QUANTUM DE AUMENTO FUNDAMENTADA. CONSTRANGIMENTO AUSENTE. 1. É entendimento deste Tribunal que a presença de três causas de especial aumento previstas no § 2... do art. 157 do Código Penal Brasileiro pode exacerbar a pena acima do patamar mínimo de 1/3 quando as circunstâncias do caso concreto assim autorizem. 2. Verificando-se que a imposição e manutenção da fração de aumento de 1/2 (metade), na terceira etapa da dosimetria, não foi apenas com base na quantidade de majorantes, mas em razão das particularidades do caso concreto - crime cometido 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP (...)’ Em sede de habeas corpus impetrado perante o Colendo Superior Tribunal de Justiça (5... Turma, HC 217.687, rel. Min. JORGE MUSSI), a sanção foi reduzida para 13 anos e 6 meses (...)” (fls. 115/118 do anexo 3 – destaques do autor). Eis a ementa daquele julgado: “HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE AGRAVADO. DOSIMETRIA. PENA-BASE. FIXAÇÃO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA JUSTIFICADA. DESPROPORCIONALIDADE ENTRE OS FUNDAMENTOS ESPOSADOS E O QUANTUM DE REPRIMENDA IRROGADO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EM PARTE EVIDENCIADO. MITIGAÇÃO DEVIDA. 1. Embora esteja justificada a necessidade de se impor maior reprimenda ao paciente pelos delitos de roubo triplamente agravado com base nas circunstâncias reprováveis em que cometidos os ilícitos, mostra-se desproporcional a fixação da pena-base 3 (três) anos acima do mínimo legal com fundamento em apenas uma circunstância judicial negativa. ROUBO. TRÊS MAJORANTES. AUMENTO DA PENA DE 1/2 (METADE). PRESENÇA DE CIRCUNSTÂNCIAS QUE INDICAM A NECESSIDADE DE EXASPERAÇÃO ACIMA DA FRAÇÃO MÍNIMA. MOTIVAÇÃO CONCRETA. ESCOLHA DO QUANTUM DE AUMENTO FUNDAMENTADA. CONSTRANGIMENTO AUSENTE. 1. É entendimento deste Tribunal que a presença de três causas de especial aumento previstas no § 2... do art. 157 do Código Penal Brasileiro pode exacerbar a pena acima do patamar mínimo de 1/3 quando as circunstâncias do caso concreto assim autorizem. 2. Verificando-se que a imposição e manutenção da fração de aumento de 1/2 (metade), na terceira etapa da dosimetria, não foi apenas com base na quantidade de majorantes, mas em razão das particularidades do caso concreto - crime cometido 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP por quadrilha especializada em roubo de carga de caminhões, com a presença de quatro agentes, portando armas de fogo e que mantiveram a vítima com sua liberdade restrita por várias horas - indicadoras da necessidade de maior reprovabilidade, não há o que se falar em constrangimento ilegal a ser sanado através da via eleita. ROUBO. CONFISSÃO EXTRAJUDICIAL. RETRATAÇÃO EM JUÍZO. UTILIZAÇÃO PARA A CONDENAÇÃO. ATENUANTE CONFIGURADA. RECONHECIMENTO E APLICAÇÃO NA SENTENÇA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL. COAÇÃO ILEGAL PRESENTE. 1. A confissão realizada em sede policial quanto ao delito de roubo, mesmo que posteriormente retratada em juízo, é suficiente para fazer incidir a atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal, quando expressamente utilizada para a formação do convencimento do julgador, pouco importando se a admissão da prática do ilícito foi espontânea ou não, integral ou parcial. DELITO DO ART. 148 DO Código Penal Brasileiro. PRETENDIDA COMPENSAÇÃO DA ELEVAÇÃO DA SANÇÃO-BASE COM A REDUÇÃO PELO RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. FASES DISTINTAS. QUANTUM DE REDUÇÃO PELA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. DISCRICIONARIEDADE DO JUIZ. AUSÊNCIA DE DESPROPORCIONALIDADE. CONSTRANGIMENTO NÃO DEMONSTRADO. 1. Descabida a pretensão do impetrante de reduzir ao mínimo legal a sanção irrogada ao paciente pelo crime do art. 148 do Código Penal Brasileiro, pela compensação da exasperação aplicada na primeira etapa da dosimetria, dada a desfavorabilidade das circunstâncias do delito, com a redução operada na segunda fase, dada a incidência da atenuante da confissão espontânea, tendo em vista tratarem-se de fases distintas da aplicação da pena. 2. O quantum de redução pela circunstância atenuante deve observar os princípios da proporcionalidade, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP por quadrilha especializada em roubo de carga de caminhões, com a presença de quatro agentes, portando armas de fogo e que mantiveram a vítima com sua liberdade restrita por várias horas - indicadoras da necessidade de maior reprovabilidade, não há o que se falar em constrangimento ilegal a ser sanado através da via eleita. ROUBO. CONFISSÃO EXTRAJUDICIAL. RETRATAÇÃO EM JUÍZO. UTILIZAÇÃO PARA A CONDENAÇÃO. ATENUANTE CONFIGURADA. RECONHECIMENTO E APLICAÇÃO NA SENTENÇA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL. COAÇÃO ILEGAL PRESENTE. 1. A confissão realizada em sede policial quanto ao delito de roubo, mesmo que posteriormente retratada em juízo, é suficiente para fazer incidir a atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal, quando expressamente utilizada para a formação do convencimento do julgador, pouco importando se a admissão da prática do ilícito foi espontânea ou não, integral ou parcial. DELITO DO ART. 148 DO Código Penal Brasileiro. PRETENDIDA COMPENSAÇÃO DA ELEVAÇÃO DA SANÇÃO-BASE COM A REDUÇÃO PELO RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE. FASES DISTINTAS. QUANTUM DE REDUÇÃO PELA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. DISCRICIONARIEDADE DO JUIZ. AUSÊNCIA DE DESPROPORCIONALIDADE. CONSTRANGIMENTO NÃO DEMONSTRADO. 1. Descabida a pretensão do impetrante de reduzir ao mínimo legal a sanção irrogada ao paciente pelo crime do art. 148 do Código Penal Brasileiro, pela compensação da exasperação aplicada na primeira etapa da dosimetria, dada a desfavorabilidade das circunstâncias do delito, com a redução operada na segunda fase, dada a incidência da atenuante da confissão espontânea, tendo em vista tratarem-se de fases distintas da aplicação da pena. 2. O quantum de redução pela circunstância atenuante deve observar os princípios da proporcionalidade, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP razoabilidade, necessidade e suficiência à reprovação e prevenção ao crime, informadores do processo de aplicação da pena. 3. Não se mostra desproporcional a decisão que reduziu em 6 (seis) meses a pena em razão do reconhecimento da atenuante genérica da confissão espontânea, quando se verifica que o aumento da sanção-base foi de apenas 1 (um) ano. EXECUÇÃO. REGIME. CONCURSO MATERIAL. FIXAÇÃO COM BASE NOS SOMATÓRIO DAS PENAS. REPRIMENDA SUPERIOR A OITO ANOS DE RECLUSÃO. MODO FECHADO JUSTIFICADO. ILEGALIDADE NÃO PATENTEADA. 1. Tendo o paciente sido condenado por 2 (dois) crimes, em concurso material, cujas penas, somadas, ultrapassaram o montante de 8 (oito) anos de reclusão, de rigor a manutenção do regime inicial fechado de cumprimento de pena. Exegese do art. 111 da LEP e art. 33, § 2..., a, do Código Penal Brasileiro. 2. Habeas corpus parcialmente concedido para reduzir a pena-base imposta ao paciente pelo delito do art. 157, § 2..., incisos I, II e V, c/c art. 65, III, d, e 70 todos do Código Penal Brasileiro, e para restabelecer a sentença no ponto em que aplicou a atenuante da confissão espontânea, redimensionando-se as reprimendas do paciente definitivamente para: a) quanto aos crimes de roubo triplamente circunstanciado, em 10 (dez) anos de reclusão e pagamento de 60 (sessenta) dias-multa; e b) quanto ao delito de sequestro/cárcere privado, em 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão, mantidos, no mais, a sentença e o aresto impugnados” (fls. 88/90 do anexo de instrução 3 – destaques do autor). Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente neste recurso. Pelo que se verifica na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso. Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP razoabilidade, necessidade e suficiência à reprovação e prevenção ao crime, informadores do processo de aplicação da pena. 3. Não se mostra desproporcional a decisão que reduziu em 6 (seis) meses a pena em razão do reconhecimento da atenuante genérica da confissão espontânea, quando se verifica que o aumento da sanção-base foi de apenas 1 (um) ano. EXECUÇÃO. REGIME. CONCURSO MATERIAL. FIXAÇÃO COM BASE NOS SOMATÓRIO DAS PENAS. REPRIMENDA SUPERIOR A OITO ANOS DE RECLUSÃO. MODO FECHADO JUSTIFICADO. ILEGALIDADE NÃO PATENTEADA. 1. Tendo o paciente sido condenado por 2 (dois) crimes, em concurso material, cujas penas, somadas, ultrapassaram o montante de 8 (oito) anos de reclusão, de rigor a manutenção do regime inicial fechado de cumprimento de pena. Exegese do art. 111 da LEP e art. 33, § 2..., a, do Código Penal Brasileiro. 2. Habeas corpus parcialmente concedido para reduzir a pena-base imposta ao paciente pelo delito do art. 157, § 2..., incisos I, II e V, c/c art. 65, III, d, e 70 todos do Código Penal Brasileiro, e para restabelecer a sentença no ponto em que aplicou a atenuante da confissão espontânea, redimensionando-se as reprimendas do paciente definitivamente para: a) quanto aos crimes de roubo triplamente circunstanciado, em 10 (dez) anos de reclusão e pagamento de 60 (sessenta) dias-multa; e b) quanto ao delito de sequestro/cárcere privado, em 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão, mantidos, no mais, a sentença e o aresto impugnados” (fls. 88/90 do anexo de instrução 3 – destaques do autor). Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente neste recurso. Pelo que se verifica na decisão proferida pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso. Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP Ressalto que é pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que “a via estreita do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória” (HC n 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). A dosimetria da reprimenda, ademais, é tema dos mais dificultosos no âmbito penal, por demandar, em regra, exame quanto à adequação da pena ao caso concreto; exame esse que, na via do habeas corpus, fica circunscrito à “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC n 69.419/MS, Primeira Turma, da relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 28/8/92, RTJ 143/600). Nesse aspecto, a decisão está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Perfilhando esse entendimento, destaco, ainda, o seguinte precedente: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4..., da Lei n 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP Ressalto que é pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que “a via estreita do habeas corpus não permite que se proceda à ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória” (HC n 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). A dosimetria da reprimenda, ademais, é tema dos mais dificultosos no âmbito penal, por demandar, em regra, exame quanto à adequação da pena ao caso concreto; exame esse que, na via do habeas corpus, fica circunscrito à “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC n 69.419/MS, Primeira Turma, da relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 28/8/92, RTJ 143/600). Nesse aspecto, a decisão está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Perfilhando esse entendimento, destaco, ainda, o seguinte precedente: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4..., da Lei n 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC n 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4... do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei n 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC n 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11). A consideração, nas circunstâncias judiciais, já foi realizada pelo Superior Tribunal de Justiça, que determinou a redução da pena-base imposta ao recorrente pela infração do art. 157, § 2..., I, II e V, c/c o art. 65, III, d, e 70, todos do Código Penal Brasileiro, corrigindo em favor do paciente a exasperação proposta pelas instâncias anteriores. O incremento em decorrência da avaliação negativa do modus operandi não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente considerado na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal ao determinar que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das circunstâncias em que se deu a infração, o que justifica a exasperação da reprimenda entre os limites abstratamente cominados para o crime. Tal foi o que ocorreu relativamente à eleição do grau de exasperação da pena, tendo em vista a incidência da causa especial de aumento 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC n 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4... do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei n 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC n 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11). A consideração, nas circunstâncias judiciais, já foi realizada pelo Superior Tribunal de Justiça, que determinou a redução da pena-base imposta ao recorrente pela infração do art. 157, § 2..., I, II e V, c/c o art. 65, III, d, e 70, todos do Código Penal Brasileiro, corrigindo em favor do paciente a exasperação proposta pelas instâncias anteriores. O incremento em decorrência da avaliação negativa do modus operandi não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente considerado na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal ao determinar que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das circunstâncias em que se deu a infração, o que justifica a exasperação da reprimenda entre os limites abstratamente cominados para o crime. Tal foi o que ocorreu relativamente à eleição do grau de exasperação da pena, tendo em vista a incidência da causa especial de aumento 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 117037 / SP prevista no § 2... do art. 157 do Código Penal Brasileiro, uma vez que se considerou a maior gravidade do delito, assim como os elementos concretos da causa, em especial a maior periculosidade demostrada pelo agente. Tem esse mesmo teor a manifestação do Ministério Público Federal, in verbis: “(…) 9. Diferentemente do que sustenta o recorrente, o incremento da pena encontrou fundamento na avaliação negativa do modus operandi, sendo plenamente proporcional o aumento da pena-base acima do mínimo legal, em dois anos. 10. Da mesma forma, não procede a alegação de impropriedade do aumento na terceira fase da dosimetria, em razão das majorantes de emprego de arma, concurso de pessoas e restrição da liberdade da vítima. Essa exasperação, como bem explicitado no acórdão impugnado, encontrou respaldo nas peculiaridades concretas dessas causas especiais de aumento, com destaque para a periculosidade exacerbada do agente que, integrante de ‘uma quadrilha especializada em roubo de carga’, perpetrou roubo juntamente com outros três corréus, todos armados, chegando a restringir a liberdade da vítima ‘por várias horas’” (fl. 5 do anexo 5). Quanto ao último pedido do recorrente, destaco que o Superior Tribunal de Justiça não estava jungido à compensação igualitária da agravante específica decorrente do emprego de arma com a atenuante genérica da confissão espontânea, cuja consideração se dá em fases distintas da fixação da reprimenda. Ademais, ainda que se pudesse cogitar da consideração concomitante de ambas as circunstâncias, é certo que dispõe o art. 67 do Código Penal que “no concurso de atenuantes e agravantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes”. Diante desse quadro, nego provimento ao recurso. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Supremo Tribunal Federal RHC 117037 / SP prevista no § 2... do art. 157 do Código Penal Brasileiro, uma vez que se considerou a maior gravidade do delito, assim como os elementos concretos da causa, em especial a maior periculosidade demostrada pelo agente. Tem esse mesmo teor a manifestação do Ministério Público Federal, in verbis: “(…) 9. Diferentemente do que sustenta o recorrente, o incremento da pena encontrou fundamento na avaliação negativa do modus operandi, sendo plenamente proporcional o aumento da pena-base acima do mínimo legal, em dois anos. 10. Da mesma forma, não procede a alegação de impropriedade do aumento na terceira fase da dosimetria, em razão das majorantes de emprego de arma, concurso de pessoas e restrição da liberdade da vítima. Essa exasperação, como bem explicitado no acórdão impugnado, encontrou respaldo nas peculiaridades concretas dessas causas especiais de aumento, com destaque para a periculosidade exacerbada do agente que, integrante de ‘uma quadrilha especializada em roubo de carga’, perpetrou roubo juntamente com outros três corréus, todos armados, chegando a restringir a liberdade da vítima ‘por várias horas’” (fl. 5 do anexo 5). Quanto ao último pedido do recorrente, destaco que o Superior Tribunal de Justiça não estava jungido à compensação igualitária da agravante específica decorrente do emprego de arma com a atenuante genérica da confissão espontânea, cuja consideração se dá em fases distintas da fixação da reprimenda. Ademais, ainda que se pudesse cogitar da consideração concomitante de ambas as circunstâncias, é certo que dispõe o art. 67 do Código Penal que “no concurso de atenuantes e agravantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes”. Diante desse quadro, nego provimento ao recurso. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703792 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.037 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : MICK MANOEL XAMBRE ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS PEREIRA FILHO RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703792 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 117 . 037", "HC n 100 . 371 / CE", "RHC 117037 / SP", "RHC 117037 / SP", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117 . 037", "HC n 217 . 687 / SP", "Súmula n 443 / ST", "HABEAS CORPUS 117 . 037", "HC n 217 . 687 / SP", "Súmula n 443 / ST", "RHC 117037 / SP", "RHC 117037 / SP", "HC n 217 . 687 / SP", "HC n 217 . 687 / SP", "RHC 117037 / SP", "RHC 117037 / SP", "RHC 117037 /", "HC 217 .", "RHC 117037 / SP", "HC 217 . 687", "RHC 117037 / SP", "RHC 117037 / SP", "RHC 117037 / SP", "HC n 100 . 371 / CE", "HC n 69 . 419 / MS", "HC n 92 . 956 / SP", "Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal", "RHC 117037 / SP", "HC n 100 . 371 / CE", "HC n 69 . 419 / MS", "HC n 92 . 956 / SP", "Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal", "RHC 117037 / SP 11", ".", "343", "/", "HC n 97 . 256 / RS", "HC n 107 . 904 / SC", "RHC 117037 / SP", "HC n 97 . 256 / RS", "HC n 107 . 904 / SC", "RHC 117037 / SP", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 59 do Código Penal", "art . 157 , § 2 . . . , I , II e V , c / c o art . 65 , III , d , e 70 , todos do Código Penal Brasileiro", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 157 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ".", "157 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Cód . Penal , art . 65 , III , ‘", "Cód", "Cód", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Cód", "Cód . Penal , art . 157 , § 2 . . . , I , II e V", "Cód", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Cód . Penal , art . 288 , par . único", "Cód", "Cód . Penal ,", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro", "artigo 386 , III , do CPP", ". , 1 , II e", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Cód", "Cód", "Cód", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro", "artigo 386 , III , do CPP", "art . 157 , § 2 . . . , 1 , II e V , c . c arts . 29 e 70 , todos do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 288 , parágrafo único , do Código Penal Brasileiro", "art . 148 do Código Penal Brasileiro", "art . 157 , § 2 . . . , I , II e V , c . c . arts . 29 e 70 , todos do Código Penal", "art . 288 , § único do Código Penal", "art . 148 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 288 , parágrafo único , do Código Penal Brasileiro", "art . 148 do Código Penal Brasileiro", "art . 157 , § 2 . . . , I , II e V , c . c . arts . 29 e 70 , todos do Código Penal", "art . 288 , § único do Código Penal", "art . 148 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário desta Suprema Corte", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", 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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) :EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, pertinente é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade irrestrita do substitutivo do habeas corpus. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 8 de outubro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658694. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) :EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: O paciente foi pronunciado, em 24 de março de 1989, pela suposta prática do crime previsto no artigo 121, § 2º (homicídio qualificado), incisos III (emprego de meio insidioso ou cruel) e IV (mediante recurso que impossibilitou a defesa do ofendido), e, por conexão, pelos delitos descritos nos artigos 213 (estupro), 214 (atentado violento ao pudor), combinado com os artigos 223 (resultado morte), 225, § 1º (ação penal pública incondicionada), e 226, inciso II, última figura (relação de autoridade sobre a vítima), com a incidência da agravante do artigo 61, inciso II, alínea h (contra criança), na forma do artigo 69 (concurso material), todos do Código Penal (redação anterior à Lei nº 12.015, de 2009). O Juízo da 3ª Vara Criminal e Júri da Comarca de São Vicente/SP determinou a segregação preventiva do paciente, após declarar a revelia. O mandado de prisão somente foi cumprido em 2003, quatorze anos depois. Interpôs-se recurso em sentido estrito (nº 9102480- 64.2004.8.26.0000) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, requerendo-se o reconhecimento da prescrição antecipada da pena e, subsidiariamente, a revogação da custódia preventiva. A 4ª Câmara da Seção Criminal negou provimento ao recurso em 21 de março de 2007. Consignou a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) :EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: O paciente foi pronunciado, em 24 de março de 1989, pela suposta prática do crime previsto no artigo 121, § 2º (homicídio qualificado), incisos III (emprego de meio insidioso ou cruel) e IV (mediante recurso que impossibilitou a defesa do ofendido), e, por conexão, pelos delitos descritos nos artigos 213 (estupro), 214 (atentado violento ao pudor), combinado com os artigos 223 (resultado morte), 225, § 1º (ação penal pública incondicionada), e 226, inciso II, última figura (relação de autoridade sobre a vítima), com a incidência da agravante do artigo 61, inciso II, alínea h (contra criança), na forma do artigo 69 (concurso material), todos do Código Penal (redação anterior à Lei nº 12.015, de 2009). O Juízo da 3ª Vara Criminal e Júri da Comarca de São Vicente/SP determinou a segregação preventiva do paciente, após declarar a revelia. O mandado de prisão somente foi cumprido em 2003, quatorze anos depois. Interpôs-se recurso em sentido estrito (nº 9102480- 64.2004.8.26.0000) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, requerendo-se o reconhecimento da prescrição antecipada da pena e, subsidiariamente, a revogação da custódia preventiva. A 4ª Câmara da Seção Criminal negou provimento ao recurso em 21 de março de 2007. Consignou a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 114686 / SP presença de indícios suficientes de autoria a justificar a pronúncia. Assentou a ausência de previsão legal da modalidade prescricional arguida pelo impetrante. Frisou a impropriedade da presunção de condenação e da sanção a ser aplicada, sem a prolação da sentença. Anotou a necessidade da medida de constrição, em virtude do longo período de desaparecimento do acusado. Assinalou, ainda, a fuga da carceragem da Delegacia de Polícia da região após haver sido recapturado. Impetrou-se habeas no Tribunal estadual (nº 990.09.357019- 0). Pleiteou-se a declaração da extinção de punibilidade pela prescrição, ante o transcurso de lapso temporal de mais de vinte anos desde a pronúncia, a interpretação extensiva quanto ao termo prescricional e a suspensão de designação do Júri. O colegiado indeferiu liminarmente a ordem em 12 de janeiro de 2010. Ressaltou cuidar-se de mera repetição das questões já examinadas no bojo do recurso em sentido estrito. Formalizou-se idêntica medida no Superior Tribunal de Justiça – de nº 163.964/SP. O relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, em decisão monocrática, negou seguimento ao habeas. Consignou ser incabível interpretação – ainda que mais benéfica ao acusado – de forma a elidir uma causa interruptiva prevista no rol do artigo 117 do Código Penal. Salientou – ante a inexistência de sentença – servir de base à análise da prescrição a pena máxima em abstrato. Observou não ocorrido o implemento do intervalo temporal cabível. Explicitou: “entre a data dos fatos (27/1/1988) e a do recebimento da denúncia (26/5/1988), entre esta e a decisão de pronúncia (25/3/1989), entre esta última e a decisão confirmatória da pronúncia (21/8/2007), bem como entre este último marco e o presente momento, não se verificou o transcurso de 20 anos”. Destacou a dispensabilidade da efetiva intimação do réu para ocasionar a interrupção do lapso prescricional. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP presença de indícios suficientes de autoria a justificar a pronúncia. Assentou a ausência de previsão legal da modalidade prescricional arguida pelo impetrante. Frisou a impropriedade da presunção de condenação e da sanção a ser aplicada, sem a prolação da sentença. Anotou a necessidade da medida de constrição, em virtude do longo período de desaparecimento do acusado. Assinalou, ainda, a fuga da carceragem da Delegacia de Polícia da região após haver sido recapturado. Impetrou-se habeas no Tribunal estadual (nº 990.09.357019- 0). Pleiteou-se a declaração da extinção de punibilidade pela prescrição, ante o transcurso de lapso temporal de mais de vinte anos desde a pronúncia, a interpretação extensiva quanto ao termo prescricional e a suspensão de designação do Júri. O colegiado indeferiu liminarmente a ordem em 12 de janeiro de 2010. Ressaltou cuidar-se de mera repetição das questões já examinadas no bojo do recurso em sentido estrito. Formalizou-se idêntica medida no Superior Tribunal de Justiça – de nº 163.964/SP. O relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, em decisão monocrática, negou seguimento ao habeas. Consignou ser incabível interpretação – ainda que mais benéfica ao acusado – de forma a elidir uma causa interruptiva prevista no rol do artigo 117 do Código Penal. Salientou – ante a inexistência de sentença – servir de base à análise da prescrição a pena máxima em abstrato. Observou não ocorrido o implemento do intervalo temporal cabível. Explicitou: “entre a data dos fatos (27/1/1988) e a do recebimento da denúncia (26/5/1988), entre esta e a decisão de pronúncia (25/3/1989), entre esta última e a decisão confirmatória da pronúncia (21/8/2007), bem como entre este último marco e o presente momento, não se verificou o transcurso de 20 anos”. Destacou a dispensabilidade da efetiva intimação do réu para ocasionar a interrupção do lapso prescricional. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 114686 / SP Neste habeas, o impetrante busca a declaração da extinção de punibilidade do paciente. Sustenta encontrar-se a pretensão punitiva fulminada pelo decurso do prazo de vinte anos desde a pronúncia. Alega não haver sido o paciente intimado, até o momento, do ato em que mantida a pronúncia. Aduz ser a prescrição tema de ordem pública, passível de conhecimento de ofício. Argui a inadequação da decisão proferida no Superior Tribunal de Justiça, pois o indeferimento liminar deve cingir-se a impropriedades formais ou de procedibilidade. Diz que – ao analisar monocraticamente matéria de mérito e de ordem pública – o ministro relator teria usurpado da competência do colegiado. Sublinha haver o ato coator implicado desrespeito às disposições do Regimento Interno daquele Tribunal, porquanto teria impedido a infringência, divergência e uniformização da jurisprudência. Pleiteia o deferimento de liminar visando permitir ao paciente aguardar solto o julgamento final deste habeas. No mérito, requer a declaração da prescrição punitiva. Vossa Excelência solicitou informações ao Juízo da 1ª Vara Criminal e Júri de São Vicente/SP, que noticiou, de forma cronológica, os principais atos processuais. Comunicou haver sido designado para 3 de setembro de 2013 o julgamento do paciente. O impetrante providenciou a juntada de cópia do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no recurso em sentido estrito bem como da decisão de pronúncia. A Procuradoria Geral da República opina pela extinção do processo. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 29 de julho de 2013, revela haver transitado em julgado, no dia 27 de junho de 2012, o pronunciamento formalizado no Habeas Corpus nº 163.964/SP. Lancei visto no processo em 6 de agosto de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 20 seguinte, isso objetivando a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP Neste habeas, o impetrante busca a declaração da extinção de punibilidade do paciente. Sustenta encontrar-se a pretensão punitiva fulminada pelo decurso do prazo de vinte anos desde a pronúncia. Alega não haver sido o paciente intimado, até o momento, do ato em que mantida a pronúncia. Aduz ser a prescrição tema de ordem pública, passível de conhecimento de ofício. Argui a inadequação da decisão proferida no Superior Tribunal de Justiça, pois o indeferimento liminar deve cingir-se a impropriedades formais ou de procedibilidade. Diz que – ao analisar monocraticamente matéria de mérito e de ordem pública – o ministro relator teria usurpado da competência do colegiado. Sublinha haver o ato coator implicado desrespeito às disposições do Regimento Interno daquele Tribunal, porquanto teria impedido a infringência, divergência e uniformização da jurisprudência. Pleiteia o deferimento de liminar visando permitir ao paciente aguardar solto o julgamento final deste habeas. No mérito, requer a declaração da prescrição punitiva. Vossa Excelência solicitou informações ao Juízo da 1ª Vara Criminal e Júri de São Vicente/SP, que noticiou, de forma cronológica, os principais atos processuais. Comunicou haver sido designado para 3 de setembro de 2013 o julgamento do paciente. O impetrante providenciou a juntada de cópia do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no recurso em sentido estrito bem como da decisão de pronúncia. A Procuradoria Geral da República opina pela extinção do processo. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 29 de julho de 2013, revela haver transitado em julgado, no dia 27 de junho de 2012, o pronunciamento formalizado no Habeas Corpus nº 163.964/SP. Lancei visto no processo em 6 de agosto de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 20 seguinte, isso objetivando a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 114686 / SP ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 114686 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 114686 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 114686 / SP Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. A situação retratada neste habeas não se enquadra nessa perspectiva. Não existe campo, também, para a concessão da ordem de ofício. Reporto-me ao que assentei na ocasião do indeferimento da liminar: 2. Observem a organicidade do Direito. Este habeas ganha contornos do recurso ordinário constitucional no que, em idêntica medida, a decisão foi contrária aos interesses do paciente. No mais, inexiste quadro a levar ao implemento da liminar de ofício. Nas informações do Juízo, consta como data da sentença de pronúncia 25 de junho de 2004, não havendo o transcurso, portanto, dos vinte anos. Acrescento que a norma de regência da interrupção – artigo 117, inciso II, do Código Penal – não prevê a intimação da sentença de pronúncia, que, pelo passar do tempo, é presumível. Declaro extinto o processo sem julgamento da matéria de fundo. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. A situação retratada neste habeas não se enquadra nessa perspectiva. Não existe campo, também, para a concessão da ordem de ofício. Reporto-me ao que assentei na ocasião do indeferimento da liminar: 2. Observem a organicidade do Direito. Este habeas ganha contornos do recurso ordinário constitucional no que, em idêntica medida, a decisão foi contrária aos interesses do paciente. No mais, inexiste quadro a levar ao implemento da liminar de ofício. Nas informações do Juízo, consta como data da sentença de pronúncia 25 de junho de 2004, não havendo o transcurso, portanto, dos vinte anos. Acrescento que a norma de regência da interrupção – artigo 117, inciso II, do Código Penal – não prevê a intimação da sentença de pronúncia, que, pelo passar do tempo, é presumível. Declaro extinto o processo sem julgamento da matéria de fundo. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.686 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703781 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.686 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Drª Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703781 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4727543
2013-10-08T00:00:00
2013-10-23T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 8.10.2013.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, pertinente é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade irrestrita do substitutivo do habeas corpus.
sjur246019
Número de páginas: 10. Análise: 07/11/2013, JOS. Revisão: 28/11/2013, IVA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
114686
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00117 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 114686
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PACTE.(S) : TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) :EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, pertinente é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade irrestrita do substitutivo do habeas corpus. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 8 de outubro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658694. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) :EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: O paciente foi pronunciado, em 24 de março de 1989, pela suposta prática do crime previsto no artigo 121, § 2... (homicídio qualificado), incisos III (emprego de meio insidioso ou cruel) e IV (mediante recurso que impossibilitou a defesa do ofendido), e, por conexão, pelos delitos descritos nos artigos 213 (estupro), 214 (atentado violento ao pudor), combinado com os artigos 223 (resultado morte), 225, § 1... (ação penal pública incondicionada), e 226, inciso II, última figura (relação de autoridade sobre a vítima), com a incidência da agravante do artigo 61, inciso II, alínea h (contra criança), na forma do artigo 69 (concurso material), todos do Código Penal (redação anterior à Lei n 12.015, de 2009). O Juízo da 3... Vara Criminal e Júri da Comarca de São Vicente/SP determinou a segregação preventiva do paciente, após declarar a revelia. O mandado de prisão somente foi cumprido em 2003, quatorze anos depois. Interpôs-se recurso em sentido estrito (n 9102480- 64.2004.8.26.0000) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, requerendo-se o reconhecimento da prescrição antecipada da pena e, subsidiariamente, a revogação da custódia preventiva. A 4... Câmara da Seção Criminal negou provimento ao recurso em 21 de março de 2007. Consignou a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) :EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim resumiu o quadro revelado neste processo: O paciente foi pronunciado, em 24 de março de 1989, pela suposta prática do crime previsto no artigo 121, § 2... (homicídio qualificado), incisos III (emprego de meio insidioso ou cruel) e IV (mediante recurso que impossibilitou a defesa do ofendido), e, por conexão, pelos delitos descritos nos artigos 213 (estupro), 214 (atentado violento ao pudor), combinado com os artigos 223 (resultado morte), 225, § 1... (ação penal pública incondicionada), e 226, inciso II, última figura (relação de autoridade sobre a vítima), com a incidência da agravante do artigo 61, inciso II, alínea h (contra criança), na forma do artigo 69 (concurso material), todos do Código Penal (redação anterior à Lei n 12.015, de 2009). O Juízo da 3... Vara Criminal e Júri da Comarca de São Vicente/SP determinou a segregação preventiva do paciente, após declarar a revelia. O mandado de prisão somente foi cumprido em 2003, quatorze anos depois. Interpôs-se recurso em sentido estrito (n 9102480- 64.2004.8.26.0000) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, requerendo-se o reconhecimento da prescrição antecipada da pena e, subsidiariamente, a revogação da custódia preventiva. A 4... Câmara da Seção Criminal negou provimento ao recurso em 21 de março de 2007. Consignou a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 114686 / SP presença de indícios suficientes de autoria a justificar a pronúncia. Assentou a ausência de previsão legal da modalidade prescricional arguida pelo impetrante. Frisou a impropriedade da presunção de condenação e da sanção a ser aplicada, sem a prolação da sentença. Anotou a necessidade da medida de constrição, em virtude do longo período de desaparecimento do acusado. Assinalou, ainda, a fuga da carceragem da Delegacia de Polícia da região após haver sido recapturado. Impetrou-se habeas no Tribunal estadual (n 990.09.357019- 0). Pleiteou-se a declaração da extinção de punibilidade pela prescrição, ante o transcurso de lapso temporal de mais de vinte anos desde a pronúncia, a interpretação extensiva quanto ao termo prescricional e a suspensão de designação do Júri. O colegiado indeferiu liminarmente a ordem em 12 de janeiro de 2010. Ressaltou cuidar-se de mera repetição das questões já examinadas no bojo do recurso em sentido estrito. Formalizou-se idêntica medida no Superior Tribunal de Justiça – de n 163.964/SP. O relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, em decisão monocrática, negou seguimento ao habeas. Consignou ser incabível interpretação – ainda que mais benéfica ao acusado – de forma a elidir uma causa interruptiva prevista no rol do artigo 117 do Código Penal. Salientou – ante a inexistência de sentença – servir de base à análise da prescrição a pena máxima em abstrato. Observou não ocorrido o implemento do intervalo temporal cabível. Explicitou: “entre a data dos fatos (27/1/1988) e a do recebimento da denúncia (26/5/1988), entre esta e a decisão de pronúncia (25/3/1989), entre esta última e a decisão confirmatória da pronúncia (21/8/2007), bem como entre este último marco e o presente momento, não se verificou o transcurso de 20 anos”. Destacou a dispensabilidade da efetiva intimação do réu para ocasionar a interrupção do lapso prescricional. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP presença de indícios suficientes de autoria a justificar a pronúncia. Assentou a ausência de previsão legal da modalidade prescricional arguida pelo impetrante. Frisou a impropriedade da presunção de condenação e da sanção a ser aplicada, sem a prolação da sentença. Anotou a necessidade da medida de constrição, em virtude do longo período de desaparecimento do acusado. Assinalou, ainda, a fuga da carceragem da Delegacia de Polícia da região após haver sido recapturado. Impetrou-se habeas no Tribunal estadual (n 990.09.357019- 0). Pleiteou-se a declaração da extinção de punibilidade pela prescrição, ante o transcurso de lapso temporal de mais de vinte anos desde a pronúncia, a interpretação extensiva quanto ao termo prescricional e a suspensão de designação do Júri. O colegiado indeferiu liminarmente a ordem em 12 de janeiro de 2010. Ressaltou cuidar-se de mera repetição das questões já examinadas no bojo do recurso em sentido estrito. Formalizou-se idêntica medida no Superior Tribunal de Justiça – de n 163.964/SP. O relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, em decisão monocrática, negou seguimento ao habeas. Consignou ser incabível interpretação – ainda que mais benéfica ao acusado – de forma a elidir uma causa interruptiva prevista no rol do artigo 117 do Código Penal. Salientou – ante a inexistência de sentença – servir de base à análise da prescrição a pena máxima em abstrato. Observou não ocorrido o implemento do intervalo temporal cabível. Explicitou: “entre a data dos fatos (27/1/1988) e a do recebimento da denúncia (26/5/1988), entre esta e a decisão de pronúncia (25/3/1989), entre esta última e a decisão confirmatória da pronúncia (21/8/2007), bem como entre este último marco e o presente momento, não se verificou o transcurso de 20 anos”. Destacou a dispensabilidade da efetiva intimação do réu para ocasionar a interrupção do lapso prescricional. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 114686 / SP Neste habeas, o impetrante busca a declaração da extinção de punibilidade do paciente. Sustenta encontrar-se a pretensão punitiva fulminada pelo decurso do prazo de vinte anos desde a pronúncia. Alega não haver sido o paciente intimado, até o momento, do ato em que mantida a pronúncia. Aduz ser a prescrição tema de ordem pública, passível de conhecimento de ofício. Argui a inadequação da decisão proferida no Superior Tribunal de Justiça, pois o indeferimento liminar deve cingir-se a impropriedades formais ou de procedibilidade. Diz que – ao analisar monocraticamente matéria de mérito e de ordem pública – o ministro relator teria usurpado da competência do colegiado. Sublinha haver o ato coator implicado desrespeito às disposições do Regimento Interno daquele Tribunal, porquanto teria impedido a infringência, divergência e uniformização da jurisprudência. Pleiteia o deferimento de liminar visando permitir ao paciente aguardar solto o julgamento final deste habeas. No mérito, requer a declaração da prescrição punitiva. Vossa Excelência solicitou informações ao Juízo da 1... Vara Criminal e Júri de São Vicente/SP, que noticiou, de forma cronológica, os principais atos processuais. Comunicou haver sido designado para 3 de setembro de 2013 o julgamento do paciente. O impetrante providenciou a juntada de cópia do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no recurso em sentido estrito bem como da decisão de pronúncia. A Procuradoria Geral da República opina pela extinção do processo. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 29 de julho de 2013, revela haver transitado em julgado, no dia 27 de junho de 2012, o pronunciamento formalizado no Habeas Corpus n 163.964/SP. Lancei visto no processo em 6 de agosto de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 20 seguinte, isso objetivando a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP Neste habeas, o impetrante busca a declaração da extinção de punibilidade do paciente. Sustenta encontrar-se a pretensão punitiva fulminada pelo decurso do prazo de vinte anos desde a pronúncia. Alega não haver sido o paciente intimado, até o momento, do ato em que mantida a pronúncia. Aduz ser a prescrição tema de ordem pública, passível de conhecimento de ofício. Argui a inadequação da decisão proferida no Superior Tribunal de Justiça, pois o indeferimento liminar deve cingir-se a impropriedades formais ou de procedibilidade. Diz que – ao analisar monocraticamente matéria de mérito e de ordem pública – o ministro relator teria usurpado da competência do colegiado. Sublinha haver o ato coator implicado desrespeito às disposições do Regimento Interno daquele Tribunal, porquanto teria impedido a infringência, divergência e uniformização da jurisprudência. Pleiteia o deferimento de liminar visando permitir ao paciente aguardar solto o julgamento final deste habeas. No mérito, requer a declaração da prescrição punitiva. Vossa Excelência solicitou informações ao Juízo da 1... Vara Criminal e Júri de São Vicente/SP, que noticiou, de forma cronológica, os principais atos processuais. Comunicou haver sido designado para 3 de setembro de 2013 o julgamento do paciente. O impetrante providenciou a juntada de cópia do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no recurso em sentido estrito bem como da decisão de pronúncia. A Procuradoria Geral da República opina pela extinção do processo. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, em 29 de julho de 2013, revela haver transitado em julgado, no dia 27 de junho de 2012, o pronunciamento formalizado no Habeas Corpus n 163.964/SP. Lancei visto no processo em 6 de agosto de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 20 seguinte, isso objetivando a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 114686 / SP ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Supremo Tribunal Federal 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.686 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 114686 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 114686 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Vim a evoluir nos seguintes termos: Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. Observem que o caso que deu origem ao precedente envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria, acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto, cerceada. Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos regimentos em geral. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 114686 / SP Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. A situação retratada neste habeas não se enquadra nessa perspectiva. Não existe campo, também, para a concessão da ordem de ofício. Reporto-me ao que assentei na ocasião do indeferimento da liminar: 2. Observem a organicidade do Direito. Este habeas ganha contornos do recurso ordinário constitucional no que, em idêntica medida, a decisão foi contrária aos interesses do paciente. No mais, inexiste quadro a levar ao implemento da liminar de ofício. Nas informações do Juízo, consta como data da sentença de pronúncia 25 de junho de 2004, não havendo o transcurso, portanto, dos vinte anos. Acrescento que a norma de regência da interrupção – artigo 117, inciso II, do Código Penal – não prevê a intimação da sentença de pronúncia, que, pelo passar do tempo, é presumível. Declaro extinto o processo sem julgamento da matéria de fundo. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Supremo Tribunal Federal HC 114686 / SP Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando- se o paciente sob custódia. A situação retratada neste habeas não se enquadra nessa perspectiva. Não existe campo, também, para a concessão da ordem de ofício. Reporto-me ao que assentei na ocasião do indeferimento da liminar: 2. Observem a organicidade do Direito. Este habeas ganha contornos do recurso ordinário constitucional no que, em idêntica medida, a decisão foi contrária aos interesses do paciente. No mais, inexiste quadro a levar ao implemento da liminar de ofício. Nas informações do Juízo, consta como data da sentença de pronúncia 25 de junho de 2004, não havendo o transcurso, portanto, dos vinte anos. Acrescento que a norma de regência da interrupção – artigo 117, inciso II, do Código Penal – não prevê a intimação da sentença de pronúncia, que, pelo passar do tempo, é presumível. Declaro extinto o processo sem julgamento da matéria de fundo. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4658696. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 08/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.686 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703781 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.686 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : TABAJARA ARIENTI DE AMORIM IMPTE.(S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 163.964 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 8.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dr Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4703781 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 686", "HC n 163 . 964 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 114 . 686", "HC n 163 . 964", "n 9102480 - 64 . 2004 . 8 . 26 . 0000", "HABEAS CORPUS 114 . 686 SÃO", "HC n 163 . 964", "n 9102480 - 64 . 2004 . 8 . 26", ". 0000", "HC 114686 / SP", "HC 114686 / SP", "HC 114686 / SP", "Habeas Corpus n 163 . 964 / SP", "HC 114686 / SP", "Habeas Corpus n 163 . 964 / SP", "HC 114686 / SP", "HC 114686 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 686 SÃO", "HABEAS CORPUS 114 . 686", "HC 114686 / SP", "HC 114686 / SP", "HC 114686 / SP", "Habeas Corpus n 109 . 956 / PR", "HC 114686 / SP", "Habeas Corpus n 109 . 956 / PR", "HC 114686 / SP", "HC 114686 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 686", "HC n 163 . 964", "HABEAS CORPUS 114 . 686", "HC n 163 . 964" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Lei n 12 . 015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "artigo", "artigo 69", "Lei n 12 . 015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 117 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 117 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Federal", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Federal", "Carta da República", "inciso LXVIII do artigo 5 . . . do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Federal", "Lei Fundamental", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Federal", "Lei Fundamental", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 117 , inciso II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "3", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Conclusão de curso superior. Mudança de nível na carreira. Reflexos financeiros. Data da implementação. Discussão. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação Local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206676. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 810333 AGR / RS Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206676. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206676. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mário Ronaldo Corrêa Pinto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos XXXV, LIV e LV, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mário Ronaldo Corrêa Pinto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos XXXV, LIV e LV, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 810333 AGR / RS somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos artigos 5º, incisos XXXV e LIV, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos artigos 5º, incisos XXXV e LIV, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 810333 AGR / RS suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante na alegação de que teriam sido violados os art. 5º, incisos XXXV, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso IX, da Constituição Federal - apontados no recurso extraordinário -, bem como que os referidos dispositivos estariam devidamente prequestionados. Aduz, também, in verbis, que “o Egrégio Tribunal Regional não entregou de forma plena a jurisdição, porquanto não se manifestou sobre as questões fáticas suscitadas nos embargos de declaração, questões essas de extrema importância para o deslinde da controvérsia, mormente em razão da Súmula 279 dessa Colenda Corte que foi, inclusive, aplicada como óbice ao exame do mérito do apelo extremo manejado pelo Autor, o que denota ainda mais a relevância da preliminar de nulidade suscitada”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante na alegação de que teriam sido violados os art. 5º, incisos XXXV, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso IX, da Constituição Federal - apontados no recurso extraordinário -, bem como que os referidos dispositivos estariam devidamente prequestionados. Aduz, também, in verbis, que “o Egrégio Tribunal Regional não entregou de forma plena a jurisdição, porquanto não se manifestou sobre as questões fáticas suscitadas nos embargos de declaração, questões essas de extrema importância para o deslinde da controvérsia, mormente em razão da Súmula 279 dessa Colenda Corte que foi, inclusive, aplicada como óbice ao exame do mérito do apelo extremo manejado pelo Autor, o que denota ainda mais a relevância da preliminar de nulidade suscitada”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Pretende o agravante, em síntese, a percepção de diferenças remuneratórias atrasadas relativas à mudança de nível na carreira, implementada em razão da conclusão de curso superior, no período de 10/7/10 até 1º/1/11. Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, os arts. 5º, incisos XXXV e LIV; 37, caput; e 93, inciso IX, da Constituição Federal - apontados no recurso extraordinário -, em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que não foram objeto dos embargos declaratórios opostos. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência da Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Pretende o agravante, em síntese, a percepção de diferenças remuneratórias atrasadas relativas à mudança de nível na carreira, implementada em razão da conclusão de curso superior, no período de 10/7/10 até 1º/1/11. Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, os arts. 5º, incisos XXXV e LIV; 37, caput; e 93, inciso IX, da Constituição Federal - apontados no recurso extraordinário -, em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que não foram objeto dos embargos declaratórios opostos. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência da Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 810333 AGR / RS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA CF/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA CF/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 810333 AGR / RS incidência da Súmula STF 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da CF/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). De resto, o acórdão recorrido, firmou entendimento consolidado na seguinte ementa: “RECURSO INOMINADO. MAGISTÉRIO ESTADUAL. ALTERAÇÃO DE NÍVEL. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE CURSO. NECESSIDADE DE REGISTRO. CRITÉRIO LEGAL. A legislação estadual exige, como documento hábil para comprovar a conclusão de curso superior para alteração de nível II para III, o Diploma ou Certificado de Conclusão de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS incidência da Súmula STF 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da CF/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). De resto, o acórdão recorrido, firmou entendimento consolidado na seguinte ementa: “RECURSO INOMINADO. MAGISTÉRIO ESTADUAL. ALTERAÇÃO DE NÍVEL. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE CURSO. NECESSIDADE DE REGISTRO. CRITÉRIO LEGAL. A legislação estadual exige, como documento hábil para comprovar a conclusão de curso superior para alteração de nível II para III, o Diploma ou Certificado de Conclusão de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 810333 AGR / RS Curso, devidamente registrado. Previsão expressa no art. 5º, inciso II, do Decreto 41.791/2002. Admitida a comprovação por meio da apresentação do Certificado de Conclusão de Curso Superior, desde que atenda à exigência legal do respectivo registro. Precedente do TJRS (70049321946). SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.EGARAM PROVIMENTO AO RECURSO. UNÂNIME.” Desse modo, é certo que, para dissentir do entendimento adotado na Corte de origem e concluir que o agravante teria direito à mudança de nível, nos termos em que pleiteada, seria necessário analisar a legislação local pertinente, bem como reexaminar os fatos e as provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, haja vista os óbices das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS Curso, devidamente registrado. Previsão expressa no art. 5º, inciso II, do Decreto 41.791/2002. Admitida a comprovação por meio da apresentação do Certificado de Conclusão de Curso Superior, desde que atenda à exigência legal do respectivo registro. Precedente do TJRS (70049321946). SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.EGARAM PROVIMENTO AO RECURSO. UNÂNIME.” Desse modo, é certo que, para dissentir do entendimento adotado na Corte de origem e concluir que o agravante teria direito à mudança de nível, nos termos em que pleiteada, seria necessário analisar a legislação local pertinente, bem como reexaminar os fatos e as provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, haja vista os óbices das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820109 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820109 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7236601
2014-09-16T00:00:00
2014-11-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Conclusão de curso superior. Mudança de nível na carreira. Reflexos financeiros. Data da implementação. Discussão. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação Local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.
sjur284637
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) RE 411859 AgR (2ªT), RE 607071 ED (1ªT). (OFENSA REFLEXA) AI 643654 AgR (1ªT), AI 830812 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 04/12/2014, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
810333
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 810333 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Conclusão de curso superior. Mudança de nível na carreira. Reflexos financeiros. Data da implementação. Discussão. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação Local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206676. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 810333 AGR / RS Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206676. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206676. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mário Ronaldo Corrêa Pinto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos XXXV, LIV e LV, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Mário Ronaldo Corrêa Pinto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos XXXV, LIV e LV, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 810333 AGR / RS somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos artigos 5..., incisos XXXV e LIV, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos artigos 5..., incisos XXXV e LIV, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 810333 AGR / RS suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante na alegação de que teriam sido violados os art. 5..., incisos XXXV, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso IX, da Constituição Federal - apontados no recurso extraordinário -, bem como que os referidos dispositivos estariam devidamente prequestionados. Aduz, também, in verbis, que “o Egrégio Tribunal Regional não entregou de forma plena a jurisdição, porquanto não se manifestou sobre as questões fáticas suscitadas nos embargos de declaração, questões essas de extrema importância para o deslinde da controvérsia, mormente em razão da Súmula 279 dessa Colenda Corte que foi, inclusive, aplicada como óbice ao exame do mérito do apelo extremo manejado pelo Autor, o que denota ainda mais a relevância da preliminar de nulidade suscitada”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante na alegação de que teriam sido violados os art. 5..., incisos XXXV, LIV e LV; 37, caput; e 93, inciso IX, da Constituição Federal - apontados no recurso extraordinário -, bem como que os referidos dispositivos estariam devidamente prequestionados. Aduz, também, in verbis, que “o Egrégio Tribunal Regional não entregou de forma plena a jurisdição, porquanto não se manifestou sobre as questões fáticas suscitadas nos embargos de declaração, questões essas de extrema importância para o deslinde da controvérsia, mormente em razão da Súmula 279 dessa Colenda Corte que foi, inclusive, aplicada como óbice ao exame do mérito do apelo extremo manejado pelo Autor, o que denota ainda mais a relevância da preliminar de nulidade suscitada”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Pretende o agravante, em síntese, a percepção de diferenças remuneratórias atrasadas relativas à mudança de nível na carreira, implementada em razão da conclusão de curso superior, no período de 10/7/10 até 1.../1/11. Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, os arts. 5..., incisos XXXV e LIV; 37, caput; e 93, inciso IX, da Constituição Federal - apontados no recurso extraordinário -, em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que não foram objeto dos embargos declaratórios opostos. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência da Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Pretende o agravante, em síntese, a percepção de diferenças remuneratórias atrasadas relativas à mudança de nível na carreira, implementada em razão da conclusão de curso superior, no período de 10/7/10 até 1.../1/11. Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, os arts. 5..., incisos XXXV e LIV; 37, caput; e 93, inciso IX, da Constituição Federal - apontados no recurso extraordinário -, em nenhum momento foram analisados no acórdão recorrido, sendo certo que não foram objeto dos embargos declaratórios opostos. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência da Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 810333 AGR / RS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 810333 AGR / RS incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). De resto, o acórdão recorrido, firmou entendimento consolidado na seguinte ementa: “RECURSO INOMINADO. MAGISTÉRIO ESTADUAL. ALTERAÇÃO DE NÍVEL. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE CURSO. NECESSIDADE DE REGISTRO. CRITÉRIO LEGAL. A legislação estadual exige, como documento hábil para comprovar a conclusão de curso superior para alteração de nível II para III, o Diploma ou Certificado de Conclusão de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). De resto, o acórdão recorrido, firmou entendimento consolidado na seguinte ementa: “RECURSO INOMINADO. MAGISTÉRIO ESTADUAL. ALTERAÇÃO DE NÍVEL. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE CURSO. NECESSIDADE DE REGISTRO. CRITÉRIO LEGAL. A legislação estadual exige, como documento hábil para comprovar a conclusão de curso superior para alteração de nível II para III, o Diploma ou Certificado de Conclusão de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 810333 AGR / RS Curso, devidamente registrado. Previsão expressa no art. 5..., inciso II, do Decreto 41.791/2002. Admitida a comprovação por meio da apresentação do Certificado de Conclusão de Curso Superior, desde que atenda à exigência legal do respectivo registro. Precedente do TJRS (70049321946). SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.EGARAM PROVIMENTO AO RECURSO. UNÂNIME.” Desse modo, é certo que, para dissentir do entendimento adotado na Corte de origem e concluir que o agravante teria direito à mudança de nível, nos termos em que pleiteada, seria necessário analisar a legislação local pertinente, bem como reexaminar os fatos e as provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, haja vista os óbices das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Supremo Tribunal Federal ARE 810333 AGR / RS Curso, devidamente registrado. Previsão expressa no art. 5..., inciso II, do Decreto 41.791/2002. Admitida a comprovação por meio da apresentação do Certificado de Conclusão de Curso Superior, desde que atenda à exigência legal do respectivo registro. Precedente do TJRS (70049321946). SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.EGARAM PROVIMENTO AO RECURSO. UNÂNIME.” Desse modo, é certo que, para dissentir do entendimento adotado na Corte de origem e concluir que o agravante teria direito à mudança de nível, nos termos em que pleiteada, seria necessário analisar a legislação local pertinente, bem como reexaminar os fatos e as provas da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, haja vista os óbices das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7206674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820109 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810.333 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820109 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810 . 333", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 280", "ARE 810333 AGR / RS", "ARE 810333 AGR / RS", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 810 . 333", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 810333 AGR / RS", "AI n 360 . 265", "/", "RJ", "-", "AgR", "ARE 810333 AGR / RS", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 810333 AGR / RS", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "ARE 810333 AGR / RS", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "Súmulas ns 282", "SÚMULAS 282", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "ARE 810333", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 desta Corte", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "ARE 810333 AGR / RS", "Súmula 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"artigos 5 . . . , incisos XXXV e LIV , 37 , caput , e 93 , inciso IX , da Constituição", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXXV e LIV , 37 , caput , e 93 , inciso IX , da Constituição", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , incisos XXXV e LIV ; 37 , caput ; e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Constituição da República", "ART . 5 . . . , II , XXXV , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 93 , IX , DA CARTA MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Constituição da República", "ART . 5 . . . , II , XXXV , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 93 , IX , DA CARTA MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso II , do Decreto 41 . 791 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso II , do Decreto 41 . 791 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas 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Ronaldo Corrêa Pinto", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "DIAS TOFFOLI", "Mário Ronaldo Corrêa Pinto", "Sepúlveda Pertence", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "MÁRIO RONALDO CORRÊA PINTO", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", 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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) :LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Concurso público. Concurso de remoção. Preterição de candidato. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo, concluiu que não houve preterição no provimento do cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa e para a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917474. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RE 692545 AGR / RS Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917474. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) :LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Irineu Pimentel Pinto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, caput e incisos II e LXXVII, 37, caput e inciso IV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) :LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Irineu Pimentel Pinto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, caput e incisos II e LXXVII, 37, caput e inciso IV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RE 692545 AGR / RS recurso por outra razão. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS recurso por outra razão. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RE 692545 AGR / RS Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, esta Corte tem reconhecido a discricionariedade da Administração Pública em nomear candidatos não aprovados dentro da classificação prevista no edital do concurso público. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL. EDITAL 3/94. CANDIDATOS NÃO APROVADOS DENTRO DA CLASSIFICAÇÃO PREVISTA NO EDITAL. DIRETO À PARTICIPAÇÃO NA SEGUNDA ETAPA DO CERTAME. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Não há obrigatoriedade da Administração Pública em convocar para a segunda etapa do certame (curso de formação), os candidatos que, embora aprovados na primeira etapa, não obtiveram classificação dentro do número de vagas previstas no edital. Precedentes. II Agravo regimental improvido’ (AI nº 755.476/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/3/11). ‘RECURSO ORDINÁRIO - MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL - CANDIDATA APROVADA MAS NÃO CLASSIFICADA DENTRO DAS VAGAS PREVISTAS PARA O CURSO DE FORMAÇÃO - EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE - ABERTURA DE NOVO CONCURSO - PRETERIÇÃO - INEXISTÊNCIA Ambas as Turmas desta Corte, em decisões recentes, firmaram o entendimento de que não há direito ao ingresso no curso de formação nem a ocorrência de preterição na abertura de novo processo de seleção (quando já expirado o prazo de validade do anterior), com relação aos candidatos que, embora aprovados na 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, esta Corte tem reconhecido a discricionariedade da Administração Pública em nomear candidatos não aprovados dentro da classificação prevista no edital do concurso público. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL. EDITAL 3/94. CANDIDATOS NÃO APROVADOS DENTRO DA CLASSIFICAÇÃO PREVISTA NO EDITAL. DIRETO À PARTICIPAÇÃO NA SEGUNDA ETAPA DO CERTAME. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Não há obrigatoriedade da Administração Pública em convocar para a segunda etapa do certame (curso de formação), os candidatos que, embora aprovados na primeira etapa, não obtiveram classificação dentro do número de vagas previstas no edital. Precedentes. II Agravo regimental improvido’ (AI nº 755.476/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/3/11). ‘RECURSO ORDINÁRIO - MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL - CANDIDATA APROVADA MAS NÃO CLASSIFICADA DENTRO DAS VAGAS PREVISTAS PARA O CURSO DE FORMAÇÃO - EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE - ABERTURA DE NOVO CONCURSO - PRETERIÇÃO - INEXISTÊNCIA Ambas as Turmas desta Corte, em decisões recentes, firmaram o entendimento de que não há direito ao ingresso no curso de formação nem a ocorrência de preterição na abertura de novo processo de seleção (quando já expirado o prazo de validade do anterior), com relação aos candidatos que, embora aprovados na 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RE 692545 AGR / RS primeira etapa do certame, não obtiveram classificação dentro do número de vagas previstas no edital. A participação em segunda etapa de concurso público assegurada por força de liminar cassada, posteriormente, em decisão definitiva, não é apta a caracterizar o direito líquido e certo à nomeação. Recurso ordinário a que se nega provimento’ (RMS nº 23.787/DF, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 15/3/02). ‘Concurso público. Limitação do número de candidatos aprovados em uma etapa para ter acesso à segunda. Possibilidade. O art. 37, II, da Constituição, ao dispor que a investidura em cargo público depende de aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, não impede a Administração de estabelecer, como condição para a realização das etapas sucessivas de um concurso, que o candidato, além de alcançar determinada pontuação mínima na fase precedente, esteja, como ocorre na espécie, entre os 400 melhor classificados. Não cabe ao Poder Judiciário, que não é árbitro da conveniência e oportunidade administrativas, ampliar, sob o fundamento da isonomia, o número de convocações’ (RE nº 478.136/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/12/06). Verifica-se nos autos que o Tribunal de origem consignou que ‘fica a critério da administração, em juízo de conveniência e oportunidade, optar pela nomeação ou não dos candidatos em cadastro reserva. (…) Por ter o autor expectativa de direito, e não direito adquirido, não se encontra presente o requisito da verossimilhança’ (fl. 412). Assim, para chegar a entendimento diverso seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS primeira etapa do certame, não obtiveram classificação dentro do número de vagas previstas no edital. A participação em segunda etapa de concurso público assegurada por força de liminar cassada, posteriormente, em decisão definitiva, não é apta a caracterizar o direito líquido e certo à nomeação. Recurso ordinário a que se nega provimento’ (RMS nº 23.787/DF, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 15/3/02). ‘Concurso público. Limitação do número de candidatos aprovados em uma etapa para ter acesso à segunda. Possibilidade. O art. 37, II, da Constituição, ao dispor que a investidura em cargo público depende de aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, não impede a Administração de estabelecer, como condição para a realização das etapas sucessivas de um concurso, que o candidato, além de alcançar determinada pontuação mínima na fase precedente, esteja, como ocorre na espécie, entre os 400 melhor classificados. Não cabe ao Poder Judiciário, que não é árbitro da conveniência e oportunidade administrativas, ampliar, sob o fundamento da isonomia, o número de convocações’ (RE nº 478.136/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/12/06). Verifica-se nos autos que o Tribunal de origem consignou que ‘fica a critério da administração, em juízo de conveniência e oportunidade, optar pela nomeação ou não dos candidatos em cadastro reserva. (…) Por ter o autor expectativa de direito, e não direito adquirido, não se encontra presente o requisito da verossimilhança’ (fl. 412). Assim, para chegar a entendimento diverso seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RE 692545 AGR / RS ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Concurso público. Contratação precária de terceirizados. Preterição de concursados. Não comprovação da existência de vagas de caráter efetivo. Ausência de direito líquido e certo. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É posição pacífica desta Suprema Corte que, havendo vaga e candidatos aprovados em concurso público vigente, o exercício precário, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias de servidor de cargo efetivo faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do art. 37, inciso IV, da Constituição Federal. 2. O direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente somente surge quando, além de constatada a contratação em comissão ou a terceirização das respectivas atribuições, restar comprovada a existência de cargo efetivo vago. Precedentes. 3. No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso, sendo necessário, para tanto, que haja dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Ausência de direito líquido e certo do agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RMS nº 29.915/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÃO CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO. cadastro reserva. ALEGADA EXISTÊNCIA DE VAGAS ATIVAS E NECESSIDADE MANIFESTA DE PESSOAL POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Concurso público. Contratação precária de terceirizados. Preterição de concursados. Não comprovação da existência de vagas de caráter efetivo. Ausência de direito líquido e certo. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É posição pacífica desta Suprema Corte que, havendo vaga e candidatos aprovados em concurso público vigente, o exercício precário, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias de servidor de cargo efetivo faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do art. 37, inciso IV, da Constituição Federal. 2. O direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente somente surge quando, além de constatada a contratação em comissão ou a terceirização das respectivas atribuições, restar comprovada a existência de cargo efetivo vago. Precedentes. 3. No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso, sendo necessário, para tanto, que haja dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Ausência de direito líquido e certo do agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RMS nº 29.915/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÃO CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO. cadastro reserva. ALEGADA EXISTÊNCIA DE VAGAS ATIVAS E NECESSIDADE MANIFESTA DE PESSOAL POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório RE 692545 AGR / RS SÚMULA 279/STF. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO CANDIDATO APROVADO PARA PREENCHIMENTO DE QUADRO DE reserva NOMEAÇÃO MERA EXPECTATIVA DE DIREITO VIOLAÇÃO DA ORDEM DE CONVOCAÇÃO OU CONTRATAÇÃO IRREGULAR DE SERVIDORES NÃO DEMONSTRAÇÃO IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO MANTIDA. Tratando-se de candidato aprovado para o preenchimento de quadro de reserva, inexiste, em princípio, direito subjetivo à nomeação, que somente passa a existir se demonstrada a ocorrência de violação da ordem de convocação ou a contratação irregular de servidores, que não se verifica na hipótese de simples contratação precária para substituição de titular do cargo. 5. Agravo regimental desprovido.’ (ARE nº 657.722/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 3/5/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS SÚMULA 279/STF. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO CANDIDATO APROVADO PARA PREENCHIMENTO DE QUADRO DE reserva NOMEAÇÃO MERA EXPECTATIVA DE DIREITO VIOLAÇÃO DA ORDEM DE CONVOCAÇÃO OU CONTRATAÇÃO IRREGULAR DE SERVIDORES NÃO DEMONSTRAÇÃO IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO MANTIDA. Tratando-se de candidato aprovado para o preenchimento de quadro de reserva, inexiste, em princípio, direito subjetivo à nomeação, que somente passa a existir se demonstrada a ocorrência de violação da ordem de convocação ou a contratação irregular de servidores, que não se verifica na hipótese de simples contratação precária para substituição de titular do cargo. 5. Agravo regimental desprovido.’ (ARE nº 657.722/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 3/5/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório RE 692545 AGR / RS nega provimento’ (AI nº 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). Ressalte-se, por fim, que a discussão destes autos difere daquela debatida no RE nº 598.099/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o qual teve reconhecida a repercussão geral da matéria versada, que trata do direito à nomeação dos candidatos classificados dentro do número de vagas previstas no edital. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante, em síntese, que teria ocorrido preterição na nomeação referente ao certame do qual participou. Aduz, in verbis, que: “1) embora o edital de concurso tenha fixado 04 (quatro) vagas iniciais para ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, com a criação da 3ª Vara Federal em Cascavel – PR, houve a criação de mais 03 (três) cargos de ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, sendo certo que essa criação ocorreu dentro do prazo de validade do concurso.E exatamente nesse momento, isto é, criação da 3ª Vara Federal com mais 03 (três) cargos de ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, a mera expectativa de direito passou a ser direito líquido e certo do recorrente, pois 04 vagas adicionadas a mais 03 vagas atingiu-se 07 (sete) vagas e o recorrente foi o 8º classificado. 2) Imediatamente após à homologação do concurso, foram nomeados os 5 (cinco) primeiros classificados (…). 3) a primeira colocada não tomou posse (...) 4) em 15.10.2001, foram nomeadas (6º lugar) e (7º classificado), 5) entretanto, para a 3ª Vaga [criada], ao invés de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS nega provimento’ (AI nº 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). Ressalte-se, por fim, que a discussão destes autos difere daquela debatida no RE nº 598.099/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o qual teve reconhecida a repercussão geral da matéria versada, que trata do direito à nomeação dos candidatos classificados dentro do número de vagas previstas no edital. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante, em síntese, que teria ocorrido preterição na nomeação referente ao certame do qual participou. Aduz, in verbis, que: “1) embora o edital de concurso tenha fixado 04 (quatro) vagas iniciais para ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, com a criação da 3ª Vara Federal em Cascavel – PR, houve a criação de mais 03 (três) cargos de ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, sendo certo que essa criação ocorreu dentro do prazo de validade do concurso.E exatamente nesse momento, isto é, criação da 3ª Vara Federal com mais 03 (três) cargos de ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, a mera expectativa de direito passou a ser direito líquido e certo do recorrente, pois 04 vagas adicionadas a mais 03 vagas atingiu-se 07 (sete) vagas e o recorrente foi o 8º classificado. 2) Imediatamente após à homologação do concurso, foram nomeados os 5 (cinco) primeiros classificados (…). 3) a primeira colocada não tomou posse (...) 4) em 15.10.2001, foram nomeadas (6º lugar) e (7º classificado), 5) entretanto, para a 3ª Vaga [criada], ao invés de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório RE 692545 AGR / RS nomearem o recorrente (agora 1º lugar na lista de classificados, já que obteve o 8º lugar), ilegalmente foi removido de Curitiba para Cascavel o servidor HARRI LIVI, mediante um concurso interno de remoção posterior ao concurso a que se submeteu o recorrente (…). 6) posteriormente, surgiram documentos novos angariados da MEDIDA CAUTELAR INOMINADA, que tramitou perante a 6ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE, os quais não eram do conhecimento de ninguém, tendo ficado demonstrada a DUPLA PRETERIÇÃO do recorrente, pois após a remoção ilegal de HARRI LIVI de CURITIBA para ocupar a vaga do recorrente em CASCAVEL – PR (1ª preterição), a candidata KIRLA DANIELE COSTA SANTOS foi nomeada para a vaga de HARRI LIVI em CURITIBA, cabendo ressaltar que KIRLA realizou o mesmo certame do recorrente (…).” É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS nomearem o recorrente (agora 1º lugar na lista de classificados, já que obteve o 8º lugar), ilegalmente foi removido de Curitiba para Cascavel o servidor HARRI LIVI, mediante um concurso interno de remoção posterior ao concurso a que se submeteu o recorrente (…). 6) posteriormente, surgiram documentos novos angariados da MEDIDA CAUTELAR INOMINADA, que tramitou perante a 6ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE, os quais não eram do conhecimento de ninguém, tendo ficado demonstrada a DUPLA PRETERIÇÃO do recorrente, pois após a remoção ilegal de HARRI LIVI de CURITIBA para ocupar a vaga do recorrente em CASCAVEL – PR (1ª preterição), a candidata KIRLA DANIELE COSTA SANTOS foi nomeada para a vaga de HARRI LIVI em CURITIBA, cabendo ressaltar que KIRLA realizou o mesmo certame do recorrente (…).” É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “No caso em epígrafe, cumpre examinar se afigura preterição ilegal a ocupação de vaga por meio de remoção a despeito de candidato aprovado aguardando nomeação. (…) segundo informação da Diretoria Geral de Recursos humanos, o concurso de remoção foi homologado antes do concurso de que participou o apelante, tendo as novas Varas Federais de Cascavel/PR sido implementadas por intermédio da remoção do servidor Harry Livi a partir de 27.09.2001. Em suma, a remoção decorreu de concurso aberto aos servidores após terem sido preenchidas todas as vagas previamente oferecidas no edital de abertura do certame na subseção de Cascavel/PR. (...) Não se divisa, portanto, a consistência na alegação do apelante, na medida em que não se configura preterição do candidato aprovado em concurso público pelo preenchimento de vaga por meio de remoção.” Verifica-se que a Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo de analista judiciário-execução de mandados, concluiu que não houve preterição na nomeação para o cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. Assim, para dissentir desse entendimento, seria necessário analisar o conjunto-fático-probatório da causa e os referidos critérios utilizados para a remoção, previstos na legislação ordinária, o que é inviável em recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula nº Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “No caso em epígrafe, cumpre examinar se afigura preterição ilegal a ocupação de vaga por meio de remoção a despeito de candidato aprovado aguardando nomeação. (…) segundo informação da Diretoria Geral de Recursos humanos, o concurso de remoção foi homologado antes do concurso de que participou o apelante, tendo as novas Varas Federais de Cascavel/PR sido implementadas por intermédio da remoção do servidor Harry Livi a partir de 27.09.2001. Em suma, a remoção decorreu de concurso aberto aos servidores após terem sido preenchidas todas as vagas previamente oferecidas no edital de abertura do certame na subseção de Cascavel/PR. (...) Não se divisa, portanto, a consistência na alegação do apelante, na medida em que não se configura preterição do candidato aprovado em concurso público pelo preenchimento de vaga por meio de remoção.” Verifica-se que a Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo de analista judiciário-execução de mandados, concluiu que não houve preterição na nomeação para o cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. Assim, para dissentir desse entendimento, seria necessário analisar o conjunto-fático-probatório da causa e os referidos critérios utilizados para a remoção, previstos na legislação ordinária, o que é inviável em recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula nº Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 692545 AGR / RS 279/STF e se tratar de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. ALEGAÇÃO DE PRETERIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 790.007/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MATRÍCULA. AÇÃO JUDICIAL. AJUIZAMENTO APÓS O ÍNICIO DO CURSO. INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA. PRETERIÇÃO. SÚMULA 279. 1. O ajuizamento de ação judicial para garantir matrícula em curso de formação posteriormente à data em que iniciado caracteriza ausência de interesse de agir. 2. Quando a tese da preterição na ordem de classificação do concurso público vai de encontro ao afirmado nas instâncias ordinárias, é imprescindível a análise dos fatos e provas constantes dos autos para concluir-se em sentido contrário, circunstância na qual incide a Súmula 279 do Supremo no caso. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 384.910/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 12/9/08). “Concurso público: pretensão à nomeação e posse em virtude de preterição, negada à base das provas: RE inviável: incidência da Súmula 279” (AI nº 516010/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Por outro lado, esta Corte tem reconhecido a discricionariedade da Administração Pública para nomear candidatos não aprovados dentro da classificação prevista no edital do concurso público. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS 279/STF e se tratar de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. ALEGAÇÃO DE PRETERIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 790.007/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MATRÍCULA. AÇÃO JUDICIAL. AJUIZAMENTO APÓS O ÍNICIO DO CURSO. INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA. PRETERIÇÃO. SÚMULA 279. 1. O ajuizamento de ação judicial para garantir matrícula em curso de formação posteriormente à data em que iniciado caracteriza ausência de interesse de agir. 2. Quando a tese da preterição na ordem de classificação do concurso público vai de encontro ao afirmado nas instâncias ordinárias, é imprescindível a análise dos fatos e provas constantes dos autos para concluir-se em sentido contrário, circunstância na qual incide a Súmula 279 do Supremo no caso. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 384.910/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 12/9/08). “Concurso público: pretensão à nomeação e posse em virtude de preterição, negada à base das provas: RE inviável: incidência da Súmula 279” (AI nº 516010/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Por outro lado, esta Corte tem reconhecido a discricionariedade da Administração Pública para nomear candidatos não aprovados dentro da classificação prevista no edital do concurso público. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 692545 AGR / RS Nesse sentido, cito trecho do voto proferido no julgamento de mérito do RE nº 598.099/MS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/10/11, cuja repercussão geral já havia sido reconhecida por esta corte. “(...) O que não se tem admitido é a obrigação da Administração Pública de nomear candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, simplesmente pelo surgimento de vaga, seja por nova lei, seja em decorrência de vacância. Com efeito, proceder dessa forma seria engessar a Administração Pública, que perderia sua discricionariedade quanto à melhor alocação das vagas, inclusive quanto a eventual necessidade de transformação ou extinção dos cargos vagos.” Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Supremo Tribunal Federal RE 692545 AGR / RS Nesse sentido, cito trecho do voto proferido no julgamento de mérito do RE nº 598.099/MS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/10/11, cuja repercussão geral já havia sido reconhecida por esta corte. “(...) O que não se tem admitido é a obrigação da Administração Pública de nomear candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, simplesmente pelo surgimento de vaga, seja por nova lei, seja em decorrência de vacância. Com efeito, proceder dessa forma seria engessar a Administração Pública, que perderia sua discricionariedade quanto à melhor alocação das vagas, inclusive quanto a eventual necessidade de transformação ou extinção dos cargos vagos.” Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) : LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816933 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) : LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816933 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4936433
2013-10-22T00:00:00
2013-11-28T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Concurso público. Concurso de remoção. Preterição de candidato. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo, concluiu que não houve preterição no provimento do cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa e para a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido.
sjur250041
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 516010 AgR (1ªT), RE 384910 AgR (2ªT), AI 790007 AgR (1ªT). (NOMEAÇÃO, DISCRICIONARIEDADE ) RE 598099 (TP). Número de páginas: 14. Análise: 13/12/2013, BRU.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
692545
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 692545 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) : LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) :LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Concurso público. Concurso de remoção. Preterição de candidato. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo, concluiu que não houve preterição no provimento do cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa e para a análise de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917474. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917474. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) :LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Irineu Pimentel Pinto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., caput e incisos II e LXXVII, 37, caput e inciso IV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) :LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Irineu Pimentel Pinto interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., caput e incisos II e LXXVII, 37, caput e inciso IV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS recurso por outra razão. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS recurso por outra razão. A irresignação não merece prosperar. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, esta Corte tem reconhecido a discricionariedade da Administração Pública em nomear candidatos não aprovados dentro da classificação prevista no edital do concurso público. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL. EDITAL 3/94. CANDIDATOS NÃO APROVADOS DENTRO DA CLASSIFICAÇÃO PREVISTA NO EDITAL. DIRETO À PARTICIPAÇÃO NA SEGUNDA ETAPA DO CERTAME. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Não há obrigatoriedade da Administração Pública em convocar para a segunda etapa do certame (curso de formação), os candidatos que, embora aprovados na primeira etapa, não obtiveram classificação dentro do número de vagas previstas no edital. Precedentes. II Agravo regimental improvido’ (AI n 755.476/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/3/11). ‘RECURSO ORDINÁRIO - MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL - CANDIDATA APROVADA MAS NÃO CLASSIFICADA DENTRO DAS VAGAS PREVISTAS PARA O CURSO DE FORMAÇÃO - EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE - ABERTURA DE NOVO CONCURSO - PRETERIÇÃO - INEXISTÊNCIA Ambas as Turmas desta Corte, em decisões recentes, firmaram o entendimento de que não há direito ao ingresso no curso de formação nem a ocorrência de preterição na abertura de novo processo de seleção (quando já expirado o prazo de validade do anterior), com relação aos candidatos que, embora aprovados na 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por outro lado, esta Corte tem reconhecido a discricionariedade da Administração Pública em nomear candidatos não aprovados dentro da classificação prevista no edital do concurso público. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL. EDITAL 3/94. CANDIDATOS NÃO APROVADOS DENTRO DA CLASSIFICAÇÃO PREVISTA NO EDITAL. DIRETO À PARTICIPAÇÃO NA SEGUNDA ETAPA DO CERTAME. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Não há obrigatoriedade da Administração Pública em convocar para a segunda etapa do certame (curso de formação), os candidatos que, embora aprovados na primeira etapa, não obtiveram classificação dentro do número de vagas previstas no edital. Precedentes. II Agravo regimental improvido’ (AI n 755.476/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/3/11). ‘RECURSO ORDINÁRIO - MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL - CANDIDATA APROVADA MAS NÃO CLASSIFICADA DENTRO DAS VAGAS PREVISTAS PARA O CURSO DE FORMAÇÃO - EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE - ABERTURA DE NOVO CONCURSO - PRETERIÇÃO - INEXISTÊNCIA Ambas as Turmas desta Corte, em decisões recentes, firmaram o entendimento de que não há direito ao ingresso no curso de formação nem a ocorrência de preterição na abertura de novo processo de seleção (quando já expirado o prazo de validade do anterior), com relação aos candidatos que, embora aprovados na 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS primeira etapa do certame, não obtiveram classificação dentro do número de vagas previstas no edital. A participação em segunda etapa de concurso público assegurada por força de liminar cassada, posteriormente, em decisão definitiva, não é apta a caracterizar o direito líquido e certo à nomeação. Recurso ordinário a que se nega provimento’ (RMS n 23.787/DF, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 15/3/02). ‘Concurso público. Limitação do número de candidatos aprovados em uma etapa para ter acesso à segunda. Possibilidade. O art. 37, II, da Constituição, ao dispor que a investidura em cargo público depende de aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, não impede a Administração de estabelecer, como condição para a realização das etapas sucessivas de um concurso, que o candidato, além de alcançar determinada pontuação mínima na fase precedente, esteja, como ocorre na espécie, entre os 400 melhor classificados. Não cabe ao Poder Judiciário, que não é árbitro da conveniência e oportunidade administrativas, ampliar, sob o fundamento da isonomia, o número de convocações’ (Recurso Extraordinário n 478.136/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/12/06). Verifica-se nos autos que o Tribunal de origem consignou que ‘fica a critério da administração, em juízo de conveniência e oportunidade, optar pela nomeação ou não dos candidatos em cadastro reserva. (…) Por ter o autor expectativa de direito, e não direito adquirido, não se encontra presente o requisito da verossimilhança’ (fl. 412). Assim, para chegar a entendimento diverso seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS primeira etapa do certame, não obtiveram classificação dentro do número de vagas previstas no edital. A participação em segunda etapa de concurso público assegurada por força de liminar cassada, posteriormente, em decisão definitiva, não é apta a caracterizar o direito líquido e certo à nomeação. Recurso ordinário a que se nega provimento’ (RMS n 23.787/DF, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 15/3/02). ‘Concurso público. Limitação do número de candidatos aprovados em uma etapa para ter acesso à segunda. Possibilidade. O art. 37, II, da Constituição, ao dispor que a investidura em cargo público depende de aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, não impede a Administração de estabelecer, como condição para a realização das etapas sucessivas de um concurso, que o candidato, além de alcançar determinada pontuação mínima na fase precedente, esteja, como ocorre na espécie, entre os 400 melhor classificados. Não cabe ao Poder Judiciário, que não é árbitro da conveniência e oportunidade administrativas, ampliar, sob o fundamento da isonomia, o número de convocações’ (Recurso Extraordinário n 478.136/MG- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/12/06). Verifica-se nos autos que o Tribunal de origem consignou que ‘fica a critério da administração, em juízo de conveniência e oportunidade, optar pela nomeação ou não dos candidatos em cadastro reserva. (…) Por ter o autor expectativa de direito, e não direito adquirido, não se encontra presente o requisito da verossimilhança’ (fl. 412). Assim, para chegar a entendimento diverso seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Concurso público. Contratação precária de terceirizados. Preterição de concursados. Não comprovação da existência de vagas de caráter efetivo. Ausência de direito líquido e certo. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É posição pacífica desta Suprema Corte que, havendo vaga e candidatos aprovados em concurso público vigente, o exercício precário, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias de servidor de cargo efetivo faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do art. 37, inciso IV, da Constituição Federal. 2. O direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente somente surge quando, além de constatada a contratação em comissão ou a terceirização das respectivas atribuições, restar comprovada a existência de cargo efetivo vago. Precedentes. 3. No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso, sendo necessário, para tanto, que haja dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Ausência de direito líquido e certo do agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RMS n 29.915/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÃO CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO. cadastro reserva. ALEGADA EXISTÊNCIA DE VAGAS ATIVAS E NECESSIDADE MANIFESTA DE PESSOAL POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Concurso público. Contratação precária de terceirizados. Preterição de concursados. Não comprovação da existência de vagas de caráter efetivo. Ausência de direito líquido e certo. Agravo regimental a que se nega provimento. 1. É posição pacífica desta Suprema Corte que, havendo vaga e candidatos aprovados em concurso público vigente, o exercício precário, por comissão ou terceirização, de atribuições próprias de servidor de cargo efetivo faz nascer para os concursados o direito à nomeação, por imposição do art. 37, inciso IV, da Constituição Federal. 2. O direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso vigente somente surge quando, além de constatada a contratação em comissão ou a terceirização das respectivas atribuições, restar comprovada a existência de cargo efetivo vago. Precedentes. 3. No caso em questão, não ficou comprovada, nos documentos acostados aos autos, a existência de vaga efetiva durante a vigência do concurso, sendo necessário, para tanto, que haja dilação probatória, o que não se admite em via mandamental. Ausência de direito líquido e certo do agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RMS n 29.915/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 26/9/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NÃO CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO. cadastro reserva. ALEGADA EXISTÊNCIA DE VAGAS ATIVAS E NECESSIDADE MANIFESTA DE PESSOAL POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO CANDIDATO APROVADO PARA PREENCHIMENTO DE QUADRO DE reserva NOMEAÇÃO MERA EXPECTATIVA DE DIREITO VIOLAÇÃO DA ORDEM DE CONVOCAÇÃO OU CONTRATAÇÃO IRREGULAR DE SERVIDORES NÃO DEMONSTRAÇÃO IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO MANTIDA. Tratando-se de candidato aprovado para o preenchimento de quadro de reserva, inexiste, em princípio, direito subjetivo à nomeação, que somente passa a existir se demonstrada a ocorrência de violação da ordem de convocação ou a contratação irregular de servidores, que não se verifica na hipótese de simples contratação precária para substituição de titular do cargo. 5. Agravo regimental desprovido.’ (ARE n 657.722/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 3/5/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ADMINISTRATIVO CANDIDATO APROVADO PARA PREENCHIMENTO DE QUADRO DE reserva NOMEAÇÃO MERA EXPECTATIVA DE DIREITO VIOLAÇÃO DA ORDEM DE CONVOCAÇÃO OU CONTRATAÇÃO IRREGULAR DE SERVIDORES NÃO DEMONSTRAÇÃO IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO MANTIDA. Tratando-se de candidato aprovado para o preenchimento de quadro de reserva, inexiste, em princípio, direito subjetivo à nomeação, que somente passa a existir se demonstrada a ocorrência de violação da ordem de convocação ou a contratação irregular de servidores, que não se verifica na hipótese de simples contratação precária para substituição de titular do cargo. 5. Agravo regimental desprovido.’ (ARE n 657.722/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 3/5/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS nega provimento’ (AI n 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). Ressalte-se, por fim, que a discussão destes autos difere daquela debatida no Recurso Extraordinário n 598.099/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o qual teve reconhecida a repercussão geral da matéria versada, que trata do direito à nomeação dos candidatos classificados dentro do número de vagas previstas no edital. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante, em síntese, que teria ocorrido preterição na nomeação referente ao certame do qual participou. Aduz, in verbis, que: “1) embora o edital de concurso tenha fixado 04 (quatro) vagas iniciais para ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, com a criação da 3... Vara Federal em Cascavel – PR, houve a criação de mais 03 (três) cargos de ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, sendo certo que essa criação ocorreu dentro do prazo de validade do concurso.E exatamente nesse momento, isto é, criação da 3... Vara Federal com mais 03 (três) cargos de ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, a mera expectativa de direito passou a ser direito líquido e certo do recorrente, pois 04 vagas adicionadas a mais 03 vagas atingiu-se 07 (sete) vagas e o recorrente foi o 8... classificado. 2) Imediatamente após à homologação do concurso, foram nomeados os 5 (cinco) primeiros classificados (…). 3) a primeira colocada não tomou posse (...) 4) em 15.10.2001, foram nomeadas (6... lugar) e (7... classificado), 5) entretanto, para a 3... Vaga [criada], ao invés de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS nega provimento’ (AI n 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). Ressalte-se, por fim, que a discussão destes autos difere daquela debatida no Recurso Extraordinário n 598.099/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, o qual teve reconhecida a repercussão geral da matéria versada, que trata do direito à nomeação dos candidatos classificados dentro do número de vagas previstas no edital. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante, em síntese, que teria ocorrido preterição na nomeação referente ao certame do qual participou. Aduz, in verbis, que: “1) embora o edital de concurso tenha fixado 04 (quatro) vagas iniciais para ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, com a criação da 3... Vara Federal em Cascavel – PR, houve a criação de mais 03 (três) cargos de ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, sendo certo que essa criação ocorreu dentro do prazo de validade do concurso.E exatamente nesse momento, isto é, criação da 3... Vara Federal com mais 03 (três) cargos de ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS, a mera expectativa de direito passou a ser direito líquido e certo do recorrente, pois 04 vagas adicionadas a mais 03 vagas atingiu-se 07 (sete) vagas e o recorrente foi o 8... classificado. 2) Imediatamente após à homologação do concurso, foram nomeados os 5 (cinco) primeiros classificados (…). 3) a primeira colocada não tomou posse (...) 4) em 15.10.2001, foram nomeadas (6... lugar) e (7... classificado), 5) entretanto, para a 3... Vaga [criada], ao invés de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS nomearem o recorrente (agora 1... lugar na lista de classificados, já que obteve o 8... lugar), ilegalmente foi removido de Curitiba para Cascavel o servidor HARRI LIVI, mediante um concurso interno de remoção posterior ao concurso a que se submeteu o recorrente (…). 6) posteriormente, surgiram documentos novos angariados da MEDIDA CAUTELAR INOMINADA, que tramitou perante a 6... VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE, os quais não eram do conhecimento de ninguém, tendo ficado demonstrada a DUPLA PRETERIÇÃO do recorrente, pois após a remoção ilegal de HARRI LIVI de CURITIBA para ocupar a vaga do recorrente em CASCAVEL – PR (1... preterição), a candidata KIRLA DANIELE COSTA SANTOS foi nomeada para a vaga de HARRI LIVI em CURITIBA, cabendo ressaltar que KIRLA realizou o mesmo certame do recorrente (…).” É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS nomearem o recorrente (agora 1... lugar na lista de classificados, já que obteve o 8... lugar), ilegalmente foi removido de Curitiba para Cascavel o servidor HARRI LIVI, mediante um concurso interno de remoção posterior ao concurso a que se submeteu o recorrente (…). 6) posteriormente, surgiram documentos novos angariados da MEDIDA CAUTELAR INOMINADA, que tramitou perante a 6... VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE, os quais não eram do conhecimento de ninguém, tendo ficado demonstrada a DUPLA PRETERIÇÃO do recorrente, pois após a remoção ilegal de HARRI LIVI de CURITIBA para ocupar a vaga do recorrente em CASCAVEL – PR (1... preterição), a candidata KIRLA DANIELE COSTA SANTOS foi nomeada para a vaga de HARRI LIVI em CURITIBA, cabendo ressaltar que KIRLA realizou o mesmo certame do recorrente (…).” É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “No caso em epígrafe, cumpre examinar se afigura preterição ilegal a ocupação de vaga por meio de remoção a despeito de candidato aprovado aguardando nomeação. (…) segundo informação da Diretoria Geral de Recursos humanos, o concurso de remoção foi homologado antes do concurso de que participou o apelante, tendo as novas Varas Federais de Cascavel/PR sido implementadas por intermédio da remoção do servidor Harry Livi a partir de 27.09.2001. Em suma, a remoção decorreu de concurso aberto aos servidores após terem sido preenchidas todas as vagas previamente oferecidas no edital de abertura do certame na subseção de Cascavel/PR. (...) Não se divisa, portanto, a consistência na alegação do apelante, na medida em que não se configura preterição do candidato aprovado em concurso público pelo preenchimento de vaga por meio de remoção.” Verifica-se que a Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo de analista judiciário-execução de mandados, concluiu que não houve preterição na nomeação para o cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. Assim, para dissentir desse entendimento, seria necessário analisar o conjunto-fático-probatório da causa e os referidos critérios utilizados para a remoção, previstos na legislação ordinária, o que é inviável em recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula n Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “No caso em epígrafe, cumpre examinar se afigura preterição ilegal a ocupação de vaga por meio de remoção a despeito de candidato aprovado aguardando nomeação. (…) segundo informação da Diretoria Geral de Recursos humanos, o concurso de remoção foi homologado antes do concurso de que participou o apelante, tendo as novas Varas Federais de Cascavel/PR sido implementadas por intermédio da remoção do servidor Harry Livi a partir de 27.09.2001. Em suma, a remoção decorreu de concurso aberto aos servidores após terem sido preenchidas todas as vagas previamente oferecidas no edital de abertura do certame na subseção de Cascavel/PR. (...) Não se divisa, portanto, a consistência na alegação do apelante, na medida em que não se configura preterição do candidato aprovado em concurso público pelo preenchimento de vaga por meio de remoção.” Verifica-se que a Corte de origem, a partir do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, bem como por meio da análise dos critérios que nortearam a remoção de servidor já em exercício no cargo de analista judiciário-execução de mandados, concluiu que não houve preterição na nomeação para o cargo referente ao concurso do qual participou o ora agravante. Assim, para dissentir desse entendimento, seria necessário analisar o conjunto-fático-probatório da causa e os referidos critérios utilizados para a remoção, previstos na legislação ordinária, o que é inviável em recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula n Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS 279/Supremo Tribunal Federal e se tratar de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. ALEGAÇÃO DE PRETERIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 790.007/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MATRÍCULA. AÇÃO JUDICIAL. AJUIZAMENTO APÓS O ÍNICIO DO CURSO. INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA. PRETERIÇÃO. SÚMULA 279. 1. O ajuizamento de ação judicial para garantir matrícula em curso de formação posteriormente à data em que iniciado caracteriza ausência de interesse de agir. 2. Quando a tese da preterição na ordem de classificação do concurso público vai de encontro ao afirmado nas instâncias ordinárias, é imprescindível a análise dos fatos e provas constantes dos autos para concluir-se em sentido contrário, circunstância na qual incide a Súmula 279 do Supremo no caso. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 384.910/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 12/9/08). “Concurso público: pretensão à nomeação e posse em virtude de preterição, negada à base das provas: Recurso Extraordinário inviável: incidência da Súmula 279” (AI n 516010/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Por outro lado, esta Corte tem reconhecido a discricionariedade da Administração Pública para nomear candidatos não aprovados dentro da classificação prevista no edital do concurso público. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS 279/Supremo Tribunal Federal e se tratar de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. ALEGAÇÃO DE PRETERIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 790.007/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO. MATRÍCULA. AÇÃO JUDICIAL. AJUIZAMENTO APÓS O ÍNICIO DO CURSO. INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA. PRETERIÇÃO. SÚMULA 279. 1. O ajuizamento de ação judicial para garantir matrícula em curso de formação posteriormente à data em que iniciado caracteriza ausência de interesse de agir. 2. Quando a tese da preterição na ordem de classificação do concurso público vai de encontro ao afirmado nas instâncias ordinárias, é imprescindível a análise dos fatos e provas constantes dos autos para concluir-se em sentido contrário, circunstância na qual incide a Súmula 279 do Supremo no caso. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 384.910/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 12/9/08). “Concurso público: pretensão à nomeação e posse em virtude de preterição, negada à base das provas: Recurso Extraordinário inviável: incidência da Súmula 279” (AI n 516010/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Por outro lado, esta Corte tem reconhecido a discricionariedade da Administração Pública para nomear candidatos não aprovados dentro da classificação prevista no edital do concurso público. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS Nesse sentido, cito trecho do voto proferido no julgamento de mérito do Recurso Extraordinário n 598.099/MS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/10/11, cuja repercussão geral já havia sido reconhecida por esta corte. “(...) O que não se tem admitido é a obrigação da Administração Pública de nomear candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, simplesmente pelo surgimento de vaga, seja por nova lei, seja em decorrência de vacância. Com efeito, proceder dessa forma seria engessar a Administração Pública, que perderia sua discricionariedade quanto à melhor alocação das vagas, inclusive quanto a eventual necessidade de transformação ou extinção dos cargos vagos.” Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS Nesse sentido, cito trecho do voto proferido no julgamento de mérito do Recurso Extraordinário n 598.099/MS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/10/11, cuja repercussão geral já havia sido reconhecida por esta corte. “(...) O que não se tem admitido é a obrigação da Administração Pública de nomear candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, simplesmente pelo surgimento de vaga, seja por nova lei, seja em decorrência de vacância. Com efeito, proceder dessa forma seria engessar a Administração Pública, que perderia sua discricionariedade quanto à melhor alocação das vagas, inclusive quanto a eventual necessidade de transformação ou extinção dos cargos vagos.” Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) : LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816933 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692.545 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : IRINEU PIMENTEL PINTO ADV.(A/S) : LAÉRCIO ARRUDA GUILHEM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816933 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692 . 545", "Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692 . 545", "Questão", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 692 . 545", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário 692545 AGR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "AI n 755 . 476 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS", "AI n 755 . 476 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS", "RMS n 23 . 787 / DF", "Recurso Extraordinário n 478 . 136 / MG - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS", "RMS n 23 . 787 / DF", "Recurso Extraordinário n 478 . 136 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS", "RMS n 29 . 915 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário 692545 AGR / RS", "RMS n 29 . 915 / DF - AgR", "Recurso 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Ementa e Acórdão 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 3ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO – ALEGADO DESRESPEITO AO ENUNCIADO CONSTANTE DA SÚMULA VINCULANTE Nº 11/STF – NÃO CONFIGURAÇÃO – ATO RECLAMADO PROFERIDO EM CONFORMIDADE COM O ENUNCIADO SUMULAR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – As razões invocadas para justificar o ato em questão revelam-se em conformidade com aquelas que deram suporte à Súmula Vinculante nº 11/STF (que permite, excepcionalmente, o uso de algemas, desde que justificada sua necessidade), o que basta para afastar, por inocorrente, a alegação de desrespeito à autoridade desse pronunciamento sumular do Supremo Tribunal Federal, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939115. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 17684 AGR / RJ notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939115. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 3ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Embora o julgamento cinja-se a caso de repercussão social, de âmbito nacional – tal como lançado pelo juízo como uma das razões para o indeferimento do pedido –, tem-se que esse, assim como os outros motivos utilizados, não poderia ser visto como suficiente o bastante para AGRAVAR a situação do agravante perante os juízes do povo, que, por não disporem da técnica necessária para ultrapassar esse relevante elemento de subjugação (algemas) no momento da tomada da decisão, foram, inequivocamente, influenciados na formação de suas convicções, em manifesto PREJUÍZO do agravante, acusado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939116. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 3ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Embora o julgamento cinja-se a caso de repercussão social, de âmbito nacional – tal como lançado pelo juízo como uma das razões para o indeferimento do pedido –, tem-se que esse, assim como os outros motivos utilizados, não poderia ser visto como suficiente o bastante para AGRAVAR a situação do agravante perante os juízes do povo, que, por não disporem da técnica necessária para ultrapassar esse relevante elemento de subjugação (algemas) no momento da tomada da decisão, foram, inequivocamente, influenciados na formação de suas convicções, em manifesto PREJUÍZO do agravante, acusado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 17684 AGR / RJ Assim, entendendo que a utilização das algemas contribuiu de maneira INDEVIDA para o AGRAVAMENTO de sua situação perante os senhores jurados, e que as razões utilizadas pelo d. Juízo Presidente não estavam de acordo com a ‘ratio essendi’ do multicitado enunciado deste Colendo Tribunal, ajuizou o agravante reclamação constitucional, na tentativa de salvaguardar o direito a um devido processo legal, do qual discordou o eminente relator, por entender que as razões utilizadas pelo eminente juízo justificavam a utilização excepcional das algemas, negando seguimento à ação.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. DEBORAH MACEDO DUPRAT DE BRITTO PEREIRA, ao manifestar-se pelo não provimento deste recurso de agravo, formulou parecer que está assim ementado: “Ementa. Agravo regimental em reclamação. Alegação de que houve o descumprimento da Súmula Vinculante 11. Rejeição. Ato reclamado que possui fundamentação idônea. Uso das algemas justificado para garantir a integridade física dos agentes policiais e das demais pessoas presentes na sessão de julgamento do Tribunal do Júri. Desprovimento.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939116. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ Assim, entendendo que a utilização das algemas contribuiu de maneira INDEVIDA para o AGRAVAMENTO de sua situação perante os senhores jurados, e que as razões utilizadas pelo d. Juízo Presidente não estavam de acordo com a ‘ratio essendi’ do multicitado enunciado deste Colendo Tribunal, ajuizou o agravante reclamação constitucional, na tentativa de salvaguardar o direito a um devido processo legal, do qual discordou o eminente relator, por entender que as razões utilizadas pelo eminente juízo justificavam a utilização excepcional das algemas, negando seguimento à ação.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. DEBORAH MACEDO DUPRAT DE BRITTO PEREIRA, ao manifestar-se pelo não provimento deste recurso de agravo, formulou parecer que está assim ementado: “Ementa. Agravo regimental em reclamação. Alegação de que houve o descumprimento da Súmula Vinculante 11. Rejeição. Ato reclamado que possui fundamentação idônea. Uso das algemas justificado para garantir a integridade física dos agentes policiais e das demais pessoas presentes na sessão de julgamento do Tribunal do Júri. Desprovimento.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. O ora agravante sustentou, na reclamação, que o ato emanado da 3ª Vara Criminal da comarca de Niterói/RJ teria transgredido o enunciado constante da Súmula Vinculante nº 11/STF, que possui o seguinte teor: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.” Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o exame destes autos revela a ocorrência de situação processual apta a inviabilizar, por si só, o prosseguimento da reclamação. Com efeito, a análise dos autos revela que o ato objeto da presente reclamação não desrespeitou a autoridade da Súmula Vinculante nº 11/STF, especialmente se se considerar a fundamentação subjacente à decisão em causa, da qual destaco, por relevante, a seguinte passagem: “Importa desde logo ressaltar que, ‘data maxima venia’, contrariamente às alegações do Reclamante, a decisão desta Reclamada que indeferiu o pedido formulado pelas defesas, para que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. O ora agravante sustentou, na reclamação, que o ato emanado da 3ª Vara Criminal da comarca de Niterói/RJ teria transgredido o enunciado constante da Súmula Vinculante nº 11/STF, que possui o seguinte teor: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.” Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o exame destes autos revela a ocorrência de situação processual apta a inviabilizar, por si só, o prosseguimento da reclamação. Com efeito, a análise dos autos revela que o ato objeto da presente reclamação não desrespeitou a autoridade da Súmula Vinculante nº 11/STF, especialmente se se considerar a fundamentação subjacente à decisão em causa, da qual destaco, por relevante, a seguinte passagem: “Importa desde logo ressaltar que, ‘data maxima venia’, contrariamente às alegações do Reclamante, a decisão desta Reclamada que indeferiu o pedido formulado pelas defesas, para que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 17684 AGR / RJ fossem retiradas as algemas dos acusados durante o julgamento, restou devidamente fundamentada e revestida de todas as formalidade legais pertinentes, não podendo, de forma alguma, ser considerada afrontosa ao disposto na legislação processual penal ou descumpridora da Súmula Vinculante nº 11 desse Colendo Excelso (…). …................................................................................................... Destarte, a retirada das algemas do Reclamante e do corréu durante o julgamento foi indeferida por esta Reclamada, em razão do escasso número de policiais militares responsáveis pela segurança do local e da insuficiente escolta dos acusados, considerando, ainda, o elevado número de pessoas no plenário e a repercussão social do crime imputado aos réus, circunstâncias que não deixavam dúvida quanta à necessidade da medida excepcional, como se verifica na assentada cuja cópia segue anexada. Nesse sentido, a legislação processual já excepcionava a possibilidade do uso de algemas no plenário do júri, quando absolutamente necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes (Art. 474, § 3º, do CPP). Na hipótese em apreço, faz-se imperioso ressaltar que o Reclamante e os demais corréus são apontados como autores/partícipes de um crime de homicídio bárbaro, que chocou todo o país, diante da extrema violência com que foi praticado, sendo a magistrada Patrícia Lourival Acioli emboscada e morta com dezenas de disparos de arma de fogo, na porta de sua residência. Ademais, observa-se que o Reclamante, o corréu e os demais acusados respondem por diversos outros crimes de homicídio qualificado na Comarca da qual a vítima exercia a função de Presidente do Tribunal do Júri (São Gonçalo), sendo esses crimes igualmente praticados em concurso de pessoas e prevalecendo-se os réus das funções que exerciam na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (decorrentes dos denominados ‘autos de resistência’), circunstâncias que recrudescem ainda mais suas condutas e demonstram, sem a menor sombra de dúvidas, a intensa periculosidade dos acusados e a consequente necessidade 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ fossem retiradas as algemas dos acusados durante o julgamento, restou devidamente fundamentada e revestida de todas as formalidade legais pertinentes, não podendo, de forma alguma, ser considerada afrontosa ao disposto na legislação processual penal ou descumpridora da Súmula Vinculante nº 11 desse Colendo Excelso (…). …................................................................................................... Destarte, a retirada das algemas do Reclamante e do corréu durante o julgamento foi indeferida por esta Reclamada, em razão do escasso número de policiais militares responsáveis pela segurança do local e da insuficiente escolta dos acusados, considerando, ainda, o elevado número de pessoas no plenário e a repercussão social do crime imputado aos réus, circunstâncias que não deixavam dúvida quanta à necessidade da medida excepcional, como se verifica na assentada cuja cópia segue anexada. Nesse sentido, a legislação processual já excepcionava a possibilidade do uso de algemas no plenário do júri, quando absolutamente necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes (Art. 474, § 3º, do CPP). Na hipótese em apreço, faz-se imperioso ressaltar que o Reclamante e os demais corréus são apontados como autores/partícipes de um crime de homicídio bárbaro, que chocou todo o país, diante da extrema violência com que foi praticado, sendo a magistrada Patrícia Lourival Acioli emboscada e morta com dezenas de disparos de arma de fogo, na porta de sua residência. Ademais, observa-se que o Reclamante, o corréu e os demais acusados respondem por diversos outros crimes de homicídio qualificado na Comarca da qual a vítima exercia a função de Presidente do Tribunal do Júri (São Gonçalo), sendo esses crimes igualmente praticados em concurso de pessoas e prevalecendo-se os réus das funções que exerciam na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (decorrentes dos denominados ‘autos de resistência’), circunstâncias que recrudescem ainda mais suas condutas e demonstram, sem a menor sombra de dúvidas, a intensa periculosidade dos acusados e a consequente necessidade 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 17684 AGR / RJ de serem mantidos algemados durante seus julgamentos, em razão de segurança jurídica e do interesse público, como forma de impedir, prevenir, dificultar suas fugas ou reação indevida dos presos, assim como para evitar agressões contra terceiros e até mesmo contra si mesmos. Finalmente, importa ressaltar que esta Reclamada era a autoridade responsável pela segurança dos presentes à audiência, estando, portanto, incumbida de determinar todas as medidas que se apresentassem necessárias à manutenção da ordem, nos termos do Art. 794, primeira parte, do Código de Processo Penal.” (grifei) Vê-se, daí, que as razões invocadas pela MMª. Juíza de Direito da 3ª Vara Criminal da comarca de Niterói/RJ guardam integral fidelidade com a orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise. Cumpre acentuar, por relevante, que a diretriz consagrada no enunciado sumular vinculante em referência tem sido reafirmada por esta Suprema Corte em casos nos quais se instaurou controvérsia virtualmente idêntica à que ora se examina (Rcl 10.458-ED/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 10.479-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 11.845-AgR/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 15.047-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “Agravo regimental em reclamação. 2. Alegado descumprimento da Súmula Vinculante n. 11. Não ocorrência. 3. Decisão reclamada fundamentada. Uso das algemas justificado para garantir a integridade física dos agentes policiais e dos presentes ao ato (transferência de presos). 4. Agravo a que se nega provimento.” (Rcl 8.409-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Impende registrar, por necessário, que Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte, defrontando-se com idêntica pretensão deduzida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ de serem mantidos algemados durante seus julgamentos, em razão de segurança jurídica e do interesse público, como forma de impedir, prevenir, dificultar suas fugas ou reação indevida dos presos, assim como para evitar agressões contra terceiros e até mesmo contra si mesmos. Finalmente, importa ressaltar que esta Reclamada era a autoridade responsável pela segurança dos presentes à audiência, estando, portanto, incumbida de determinar todas as medidas que se apresentassem necessárias à manutenção da ordem, nos termos do Art. 794, primeira parte, do Código de Processo Penal.” (grifei) Vê-se, daí, que as razões invocadas pela MMª. Juíza de Direito da 3ª Vara Criminal da comarca de Niterói/RJ guardam integral fidelidade com a orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise. Cumpre acentuar, por relevante, que a diretriz consagrada no enunciado sumular vinculante em referência tem sido reafirmada por esta Suprema Corte em casos nos quais se instaurou controvérsia virtualmente idêntica à que ora se examina (Rcl 10.458-ED/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 10.479-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 11.845-AgR/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 15.047-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “Agravo regimental em reclamação. 2. Alegado descumprimento da Súmula Vinculante n. 11. Não ocorrência. 3. Decisão reclamada fundamentada. Uso das algemas justificado para garantir a integridade física dos agentes policiais e dos presentes ao ato (transferência de presos). 4. Agravo a que se nega provimento.” (Rcl 8.409-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Impende registrar, por necessário, que Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte, defrontando-se com idêntica pretensão deduzida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 17684 AGR / RJ em sede de reclamação, vieram a julgá-la incabível (Rcl 6.493/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 6.564-MC/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 6.797/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 6.928-MC/PR, Rel. Min. EROS GRAU – Rcl 6.963/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Rcl 7.261/DF, Rel. Min. EROS GRAU – Rcl 7.264/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 7.268/DF, Rel. Min. MENEZES DIREITO – Rcl 7.361-MC/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 8.032/SP, Rel. Min. MENEZES DIREITO, v.g.), valendo destacar, no ponto, por extremamente oportunas, as doutas considerações expendidas pela eminente Ministra ELLEN GRACIE no julgamento da Rcl 6.870/GO, de que foi Relatora: “(...) registro que, mesmo em se considerando eventual pedido de declaração de nulidade da audiência, houve expressa justificativa para o uso das algemas durante o ato processual (fls. 11/13), feita por escrito e com base nas circunstâncias em que a audiência se realizou (sala de pequeno tamanho, com considerável número de pessoas, além da consulta feita pela juíza à escolta do reclamante). Não é possível admitir-se, em sede de reclamação, qualquer dúvida a respeito das questões de fato apontadas pela juíza para negar o pedido da defesa de retirada das algemas do reclamante. A reclamação constitucional tem sede nos casos em que seja necessário preservar a competência do STF ou garantir a autoridade de suas decisões (art. 13, ‘caput’, da Lei nº 8.038/90), o que não se verifica no caso em tela. Ante o exposto, com fundamento no art. 38 da Lei nº 8.038/90, bem como nos arts. 21, § 1º, e 161, parágrafo único, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação.” (grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão agravada. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ em sede de reclamação, vieram a julgá-la incabível (Rcl 6.493/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 6.564-MC/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 6.797/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 6.928-MC/PR, Rel. Min. EROS GRAU – Rcl 6.963/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Rcl 7.261/DF, Rel. Min. EROS GRAU – Rcl 7.264/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 7.268/DF, Rel. Min. MENEZES DIREITO – Rcl 7.361-MC/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 8.032/SP, Rel. Min. MENEZES DIREITO, v.g.), valendo destacar, no ponto, por extremamente oportunas, as doutas considerações expendidas pela eminente Ministra ELLEN GRACIE no julgamento da Rcl 6.870/GO, de que foi Relatora: “(...) registro que, mesmo em se considerando eventual pedido de declaração de nulidade da audiência, houve expressa justificativa para o uso das algemas durante o ato processual (fls. 11/13), feita por escrito e com base nas circunstâncias em que a audiência se realizou (sala de pequeno tamanho, com considerável número de pessoas, além da consulta feita pela juíza à escolta do reclamante). Não é possível admitir-se, em sede de reclamação, qualquer dúvida a respeito das questões de fato apontadas pela juíza para negar o pedido da defesa de retirada das algemas do reclamante. A reclamação constitucional tem sede nos casos em que seja necessário preservar a competência do STF ou garantir a autoridade de suas decisões (art. 13, ‘caput’, da Lei nº 8.038/90), o que não se verifica no caso em tela. Ante o exposto, com fundamento no art. 38 da Lei nº 8.038/90, bem como nos arts. 21, § 1º, e 161, parágrafo único, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação.” (grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão agravada. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 3ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812853 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 3ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812853 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6971985
2014-09-16T00:00:00
2014-10-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 16.09.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO – ALEGADO DESRESPEITO AO ENUNCIADO CONSTANTE DA SÚMULA VINCULANTE Nº 11/STF – NÃO CONFIGURAÇÃO – ATO RECLAMADO PROFERIDO EM CONFORMIDADE COM O ENUNCIADO SUMULAR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – As razões invocadas para justificar o ato em questão revelam-se em conformidade com aquelas que deram suporte à Súmula Vinculante nº 11/STF (que permite, excepcionalmente, o uso de algemas, desde que justificada sua necessidade), o que basta para afastar, por inocorrente, a alegação de desrespeito à autoridade desse pronunciamento sumular do Supremo Tribunal Federal, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória.
sjur280999
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA VINCULANTE 11) Rcl 10458 ED (2ªT), Rcl 10479 AgR (TP), Rcl 8409 AgR (TP), Rcl 11845 AgR (TP), Rcl 15047 AgR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA VINCULANTE 11) Rcl 6493, Rcl 6564, Rcl 6870, Rcl 6797, Rcl 6963, Rcl 7268, Rcl 7261, Rcl 7361, Rcl 6928, Rcl 8032, Rcl 7264. Número de páginas: 9. Análise: 31/10/2014, MÁR.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
17684
[ "LEG-FED SUV-000011 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 17684 AgR
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AGTE.(S) : ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 3ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 3... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO – ALEGADO DESRESPEITO AO ENUNCIADO CONSTANTE DA SÚMULA VINCULANTE n 11/Supremo Tribunal Federal – NÃO CONFIGURAÇÃO – ATO RECLAMADO PROFERIDO EM CONFORMIDADE COM O ENUNCIADO SUMULAR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – As razões invocadas para justificar o ato em questão revelam-se em conformidade com aquelas que deram suporte à Súmula Vinculante n 11/Supremo Tribunal Federal (que permite, excepcionalmente, o uso de algemas, desde que justificada sua necessidade), o que basta para afastar, por inocorrente, a alegação de desrespeito à autoridade desse pronunciamento sumular do Supremo Tribunal Federal, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939115. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 17684 AGR / RJ notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939115. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 3... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Embora o julgamento cinja-se a caso de repercussão social, de âmbito nacional – tal como lançado pelo juízo como uma das razões para o indeferimento do pedido –, tem-se que esse, assim como os outros motivos utilizados, não poderia ser visto como suficiente o bastante para AGRAVAR a situação do agravante perante os juízes do povo, que, por não disporem da técnica necessária para ultrapassar esse relevante elemento de subjugação (algemas) no momento da tomada da decisão, foram, inequivocamente, influenciados na formação de suas convicções, em manifesto PREJUÍZO do agravante, acusado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939116. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) :ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 3... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Embora o julgamento cinja-se a caso de repercussão social, de âmbito nacional – tal como lançado pelo juízo como uma das razões para o indeferimento do pedido –, tem-se que esse, assim como os outros motivos utilizados, não poderia ser visto como suficiente o bastante para AGRAVAR a situação do agravante perante os juízes do povo, que, por não disporem da técnica necessária para ultrapassar esse relevante elemento de subjugação (algemas) no momento da tomada da decisão, foram, inequivocamente, influenciados na formação de suas convicções, em manifesto PREJUÍZO do agravante, acusado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 17684 AGR / RJ Assim, entendendo que a utilização das algemas contribuiu de maneira INDEVIDA para o AGRAVAMENTO de sua situação perante os senhores jurados, e que as razões utilizadas pelo d. Juízo Presidente não estavam de acordo com a ‘ratio essendi’ do multicitado enunciado deste Colendo Tribunal, ajuizou o agravante reclamação constitucional, na tentativa de salvaguardar o direito a um devido processo legal, do qual discordou o eminente relator, por entender que as razões utilizadas pelo eminente juízo justificavam a utilização excepcional das algemas, negando seguimento à ação.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. DEBORAH MACEDO DUPRAT DE BRITTO PEREIRA, ao manifestar-se pelo não provimento deste recurso de agravo, formulou parecer que está assim ementado: “Ementa. Agravo regimental em reclamação. Alegação de que houve o descumprimento da Súmula Vinculante 11. Rejeição. Ato reclamado que possui fundamentação idônea. Uso das algemas justificado para garantir a integridade física dos agentes policiais e das demais pessoas presentes na sessão de julgamento do Tribunal do Júri. Desprovimento.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939116. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ Assim, entendendo que a utilização das algemas contribuiu de maneira INDEVIDA para o AGRAVAMENTO de sua situação perante os senhores jurados, e que as razões utilizadas pelo d. Juízo Presidente não estavam de acordo com a ‘ratio essendi’ do multicitado enunciado deste Colendo Tribunal, ajuizou o agravante reclamação constitucional, na tentativa de salvaguardar o direito a um devido processo legal, do qual discordou o eminente relator, por entender que as razões utilizadas pelo eminente juízo justificavam a utilização excepcional das algemas, negando seguimento à ação.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. DEBORAH MACEDO DUPRAT DE BRITTO PEREIRA, ao manifestar-se pelo não provimento deste recurso de agravo, formulou parecer que está assim ementado: “Ementa. Agravo regimental em reclamação. Alegação de que houve o descumprimento da Súmula Vinculante 11. Rejeição. Ato reclamado que possui fundamentação idônea. Uso das algemas justificado para garantir a integridade física dos agentes policiais e das demais pessoas presentes na sessão de julgamento do Tribunal do Júri. Desprovimento.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. O ora agravante sustentou, na reclamação, que o ato emanado da 3... Vara Criminal da comarca de Niterói/RJ teria transgredido o enunciado constante da Súmula Vinculante n 11/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.” Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o exame destes autos revela a ocorrência de situação processual apta a inviabilizar, por si só, o prosseguimento da reclamação. Com efeito, a análise dos autos revela que o ato objeto da presente reclamação não desrespeitou a autoridade da Súmula Vinculante n 11/Supremo Tribunal Federal, especialmente se se considerar a fundamentação subjacente à decisão em causa, da qual destaco, por relevante, a seguinte passagem: “Importa desde logo ressaltar que, ‘data maxima venia’, contrariamente às alegações do Reclamante, a decisão desta Reclamada que indeferiu o pedido formulado pelas defesas, para que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. O ora agravante sustentou, na reclamação, que o ato emanado da 3... Vara Criminal da comarca de Niterói/RJ teria transgredido o enunciado constante da Súmula Vinculante n 11/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.” Como tive o ensejo de enfatizar na decisão ora agravada, o exame destes autos revela a ocorrência de situação processual apta a inviabilizar, por si só, o prosseguimento da reclamação. Com efeito, a análise dos autos revela que o ato objeto da presente reclamação não desrespeitou a autoridade da Súmula Vinculante n 11/Supremo Tribunal Federal, especialmente se se considerar a fundamentação subjacente à decisão em causa, da qual destaco, por relevante, a seguinte passagem: “Importa desde logo ressaltar que, ‘data maxima venia’, contrariamente às alegações do Reclamante, a decisão desta Reclamada que indeferiu o pedido formulado pelas defesas, para que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 17684 AGR / RJ fossem retiradas as algemas dos acusados durante o julgamento, restou devidamente fundamentada e revestida de todas as formalidade legais pertinentes, não podendo, de forma alguma, ser considerada afrontosa ao disposto na legislação processual penal ou descumpridora da Súmula Vinculante n 11 desse Colendo Excelso (…). …................................................................................................... Destarte, a retirada das algemas do Reclamante e do corréu durante o julgamento foi indeferida por esta Reclamada, em razão do escasso número de policiais militares responsáveis pela segurança do local e da insuficiente escolta dos acusados, considerando, ainda, o elevado número de pessoas no plenário e a repercussão social do crime imputado aos réus, circunstâncias que não deixavam dúvida quanta à necessidade da medida excepcional, como se verifica na assentada cuja cópia segue anexada. Nesse sentido, a legislação processual já excepcionava a possibilidade do uso de algemas no plenário do júri, quando absolutamente necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes (Art. 474, § 3..., do CPP). Na hipótese em apreço, faz-se imperioso ressaltar que o Reclamante e os demais corréus são apontados como autores/partícipes de um crime de homicídio bárbaro, que chocou todo o país, diante da extrema violência com que foi praticado, sendo a magistrada Patrícia Lourival Acioli emboscada e morta com dezenas de disparos de arma de fogo, na porta de sua residência. Ademais, observa-se que o Reclamante, o corréu e os demais acusados respondem por diversos outros crimes de homicídio qualificado na Comarca da qual a vítima exercia a função de Presidente do Tribunal do Júri (São Gonçalo), sendo esses crimes igualmente praticados em concurso de pessoas e prevalecendo-se os réus das funções que exerciam na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (decorrentes dos denominados ‘autos de resistência’), circunstâncias que recrudescem ainda mais suas condutas e demonstram, sem a menor sombra de dúvidas, a intensa periculosidade dos acusados e a consequente necessidade 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ fossem retiradas as algemas dos acusados durante o julgamento, restou devidamente fundamentada e revestida de todas as formalidade legais pertinentes, não podendo, de forma alguma, ser considerada afrontosa ao disposto na legislação processual penal ou descumpridora da Súmula Vinculante n 11 desse Colendo Excelso (…). …................................................................................................... Destarte, a retirada das algemas do Reclamante e do corréu durante o julgamento foi indeferida por esta Reclamada, em razão do escasso número de policiais militares responsáveis pela segurança do local e da insuficiente escolta dos acusados, considerando, ainda, o elevado número de pessoas no plenário e a repercussão social do crime imputado aos réus, circunstâncias que não deixavam dúvida quanta à necessidade da medida excepcional, como se verifica na assentada cuja cópia segue anexada. Nesse sentido, a legislação processual já excepcionava a possibilidade do uso de algemas no plenário do júri, quando absolutamente necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes (Art. 474, § 3..., do CPP). Na hipótese em apreço, faz-se imperioso ressaltar que o Reclamante e os demais corréus são apontados como autores/partícipes de um crime de homicídio bárbaro, que chocou todo o país, diante da extrema violência com que foi praticado, sendo a magistrada Patrícia Lourival Acioli emboscada e morta com dezenas de disparos de arma de fogo, na porta de sua residência. Ademais, observa-se que o Reclamante, o corréu e os demais acusados respondem por diversos outros crimes de homicídio qualificado na Comarca da qual a vítima exercia a função de Presidente do Tribunal do Júri (São Gonçalo), sendo esses crimes igualmente praticados em concurso de pessoas e prevalecendo-se os réus das funções que exerciam na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (decorrentes dos denominados ‘autos de resistência’), circunstâncias que recrudescem ainda mais suas condutas e demonstram, sem a menor sombra de dúvidas, a intensa periculosidade dos acusados e a consequente necessidade 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 17684 AGR / RJ de serem mantidos algemados durante seus julgamentos, em razão de segurança jurídica e do interesse público, como forma de impedir, prevenir, dificultar suas fugas ou reação indevida dos presos, assim como para evitar agressões contra terceiros e até mesmo contra si mesmos. Finalmente, importa ressaltar que esta Reclamada era a autoridade responsável pela segurança dos presentes à audiência, estando, portanto, incumbida de determinar todas as medidas que se apresentassem necessárias à manutenção da ordem, nos termos do Art. 794, primeira parte, do Código de Processo Penal.” (grifei) Vê-se, daí, que as razões invocadas pela MM. Juíza de Direito da 3... Vara Criminal da comarca de Niterói/RJ guardam integral fidelidade com a orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise. Cumpre acentuar, por relevante, que a diretriz consagrada no enunciado sumular vinculante em referência tem sido reafirmada por esta Suprema Corte em casos nos quais se instaurou controvérsia virtualmente idêntica à que ora se examina (Rcl 10.458-ED/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 10.479-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 11.845-AgR/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 15.047-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “Agravo regimental em reclamação. 2. Alegado descumprimento da Súmula Vinculante n. 11. Não ocorrência. 3. Decisão reclamada fundamentada. Uso das algemas justificado para garantir a integridade física dos agentes policiais e dos presentes ao ato (transferência de presos). 4. Agravo a que se nega provimento.” (Rcl 8.409-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Impende registrar, por necessário, que Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte, defrontando-se com idêntica pretensão deduzida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ de serem mantidos algemados durante seus julgamentos, em razão de segurança jurídica e do interesse público, como forma de impedir, prevenir, dificultar suas fugas ou reação indevida dos presos, assim como para evitar agressões contra terceiros e até mesmo contra si mesmos. Finalmente, importa ressaltar que esta Reclamada era a autoridade responsável pela segurança dos presentes à audiência, estando, portanto, incumbida de determinar todas as medidas que se apresentassem necessárias à manutenção da ordem, nos termos do Art. 794, primeira parte, do Código de Processo Penal.” (grifei) Vê-se, daí, que as razões invocadas pela MM. Juíza de Direito da 3... Vara Criminal da comarca de Niterói/RJ guardam integral fidelidade com a orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise. Cumpre acentuar, por relevante, que a diretriz consagrada no enunciado sumular vinculante em referência tem sido reafirmada por esta Suprema Corte em casos nos quais se instaurou controvérsia virtualmente idêntica à que ora se examina (Rcl 10.458-ED/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 10.479-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 11.845-AgR/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 15.047-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “Agravo regimental em reclamação. 2. Alegado descumprimento da Súmula Vinculante n. 11. Não ocorrência. 3. Decisão reclamada fundamentada. Uso das algemas justificado para garantir a integridade física dos agentes policiais e dos presentes ao ato (transferência de presos). 4. Agravo a que se nega provimento.” (Rcl 8.409-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Impende registrar, por necessário, que Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte, defrontando-se com idêntica pretensão deduzida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 17684 AGR / RJ em sede de reclamação, vieram a julgá-la incabível (Rcl 6.493/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 6.564-MC/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 6.797/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 6.928-MC/PR, Rel. Min. EROS GRAU – Rcl 6.963/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Rcl 7.261/DF, Rel. Min. EROS GRAU – Rcl 7.264/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 7.268/DF, Rel. Min. MENEZES DIREITO – Rcl 7.361-MC/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 8.032/SP, Rel. Min. MENEZES DIREITO, v.g.), valendo destacar, no ponto, por extremamente oportunas, as doutas considerações expendidas pela eminente Ministra ELLEN GRACIE no julgamento da Rcl 6.870/GO, de que foi Relatora: “(...) registro que, mesmo em se considerando eventual pedido de declaração de nulidade da audiência, houve expressa justificativa para o uso das algemas durante o ato processual (fls. 11/13), feita por escrito e com base nas circunstâncias em que a audiência se realizou (sala de pequeno tamanho, com considerável número de pessoas, além da consulta feita pela juíza à escolta do reclamante). Não é possível admitir-se, em sede de reclamação, qualquer dúvida a respeito das questões de fato apontadas pela juíza para negar o pedido da defesa de retirada das algemas do reclamante. A reclamação constitucional tem sede nos casos em que seja necessário preservar a competência do Supremo Tribunal Federal ou garantir a autoridade de suas decisões (art. 13, ‘caput’, da Lei n 8.038/90), o que não se verifica no caso em tela. Ante o exposto, com fundamento no art. 38 da Lei n 8.038/90, bem como nos arts. 21, § 1..., e 161, parágrafo único, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação.” (grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão agravada. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Supremo Tribunal Federal RCL 17684 AGR / RJ em sede de reclamação, vieram a julgá-la incabível (Rcl 6.493/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 6.564-MC/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 6.797/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 6.928-MC/PR, Rel. Min. EROS GRAU – Rcl 6.963/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Rcl 7.261/DF, Rel. Min. EROS GRAU – Rcl 7.264/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 7.268/DF, Rel. Min. MENEZES DIREITO – Rcl 7.361-MC/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 8.032/SP, Rel. Min. MENEZES DIREITO, v.g.), valendo destacar, no ponto, por extremamente oportunas, as doutas considerações expendidas pela eminente Ministra ELLEN GRACIE no julgamento da Rcl 6.870/GO, de que foi Relatora: “(...) registro que, mesmo em se considerando eventual pedido de declaração de nulidade da audiência, houve expressa justificativa para o uso das algemas durante o ato processual (fls. 11/13), feita por escrito e com base nas circunstâncias em que a audiência se realizou (sala de pequeno tamanho, com considerável número de pessoas, além da consulta feita pela juíza à escolta do reclamante). Não é possível admitir-se, em sede de reclamação, qualquer dúvida a respeito das questões de fato apontadas pela juíza para negar o pedido da defesa de retirada das algemas do reclamante. A reclamação constitucional tem sede nos casos em que seja necessário preservar a competência do Supremo Tribunal Federal ou garantir a autoridade de suas decisões (art. 13, ‘caput’, da Lei n 8.038/90), o que não se verifica no caso em tela. Ante o exposto, com fundamento no art. 38 da Lei n 8.038/90, bem como nos arts. 21, § 1..., e 161, parágrafo único, do RISTF, nego seguimento à presente reclamação.” (grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão agravada. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6939117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 3... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812853 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.684 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ALEX RIBEIRO PEREIRA ADV.(A/S) : ARIDIO CABRAL DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 3... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 16.09.2014. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6812853 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 17 . 684", "Súmula Vinculante n 11 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 17684", "RCL 17684 AGR / RJ", "RCL 17684 AGR / RJ", "Súmula Vinculante n 11 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 11 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 11 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 11 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 17684 AGR / RJ", "Súmula Vinculante n 11 desse", "RCL 17684 AGR / RJ", "Súmula Vinculante n 11 desse Colendo Excelso", "RCL 17684 AGR / RJ", "Rcl 10 . 458 - ED / RJ", "Rcl 10 . 479 - AgR / RJ", "Rcl 11 . 845 - AgR / MT", "Rcl 15 . 047 - AgR / SP", "Súmula Vinculante n . 11", "Rcl 8 . 409 - AgR / MG", "Rcl 10 . 458 - ED / RJ", "Rcl 10 . 479 - AgR / RJ", "Rcl 11 . 845 - AgR / MT", "Rcl 15 . 047 - AgR / SP", "Rcl 8 . 409 - AgR / MG", "Rcl 6 . 493 / SP", "Rcl 6 . 564 - MC / DF", "Rcl 6 . 797 / DF", "Rcl 6 . 928 - MC / PR", "Rcl 6 . 963 / SP", "Rcl 7 . 261 / DF", "Rcl 7 . 264 / DF", "Rcl 7 . 268 / DF", "Rcl 7 . 361 - MC / SP", "Rcl 8 . 032 / SP", "Rcl 6 . 870 / GO", "RCL 17684 AGR / RJ", "Rcl 6 . 493 / SP", "Rcl 6 . 564 - MC / DF", "Rcl 6 . 797 / DF", "Rcl 6 . 928 - MC / PR", "Rcl 6 . 963 / SP", "Rcl 7 . 261 / DF", "Rcl 7 . 264 / DF", "Rcl 7 . 268 / DF", "Rcl 7 . 361 - MC / SP", "Rcl 8 . 032 / SP", "Rcl 6 . 870 / GO", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 474 , § 3 . . . , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 474 , § 3 . . . , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 794 , primeira parte , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 794 , primeira parte , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 13 , ‘ caput ’ , da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "arts . 21 , § 1 . . . , e 161 , parágrafo único , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 , ‘ caput ’ , da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "arts . 21 , § 1 . . . , e 161 , parágrafo único , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "comarca de Niterói / RJ", "RIO DE JANEIRO", "São Gonçalo", "São Gonçalo", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "RJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "3", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803363. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 4 de setembro de 2013, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803364. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 4 de setembro de 2013, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 744728 AGR / CE 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Ceará, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Afirma que inexiste controvérsia acerca do conjunto fático-probatório, sustentando a não incidência do Verbete 279 da Súmula do Supremo. Os agravados, instados a manifestarem-se, não apresentaram contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803364. Supremo Tribunal Federal ARE 744728 AGR / CE 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Ceará, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Afirma que inexiste controvérsia acerca do conjunto fático-probatório, sustentando a não incidência do Verbete 279 da Súmula do Supremo. Os agravados, instados a manifestarem-se, não apresentaram contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça proveu o mandado de segurança, consignando, em síntese: RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇAO DOS CANDIDATOS PARA APRESENTAR DOCUMENTOS PARA NOMEAÇAO. COMPROVADA A EXISTÊNCIA DE VAGAS. ATO ADMINISTRATIVO VINCULADO. INVESTIDURA NO CARGO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO CARACTERIZADO. 1. A publicação de edital convocando os recorrentes para: "(…) tratarem de assunto relacionado ao processo de nomeação nos respectivos cargos efetivos", determinando, inclusive, a apresentação de diversos documentos a esse propósito, faz crer que há cargos vagos, o que, aliás, restou comprovado nos autos, e que a Administração necessita supri-los. Em outras palavras, a Administração obriga-se a investir os recorrentes no serviço público a partir da publicação desse instrumento convocatório, pois vinculada ao motivo do ato. 2. Seguindo a mesma linha de raciocínio, decidiu a eg. Quinta Turma deste Superior Tribunal de Justiça que: "A vinculação da Administração Pública aos atos que emite, combinada com a existência de vagas impõe a nomeação, posse e exercício dos recorrentes nos cargos de Inspetor de Polícia Civil de 1.ª Classe do Estado do Ceará" (RMS 30.110/CE, Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, DJe 5.4.10). 3. Direito líquido e certo dos impetrantes à investidura nos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803365. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça proveu o mandado de segurança, consignando, em síntese: RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇAO DOS CANDIDATOS PARA APRESENTAR DOCUMENTOS PARA NOMEAÇAO. COMPROVADA A EXISTÊNCIA DE VAGAS. ATO ADMINISTRATIVO VINCULADO. INVESTIDURA NO CARGO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO CARACTERIZADO. 1. A publicação de edital convocando os recorrentes para: "(…) tratarem de assunto relacionado ao processo de nomeação nos respectivos cargos efetivos", determinando, inclusive, a apresentação de diversos documentos a esse propósito, faz crer que há cargos vagos, o que, aliás, restou comprovado nos autos, e que a Administração necessita supri-los. Em outras palavras, a Administração obriga-se a investir os recorrentes no serviço público a partir da publicação desse instrumento convocatório, pois vinculada ao motivo do ato. 2. Seguindo a mesma linha de raciocínio, decidiu a eg. Quinta Turma deste Superior Tribunal de Justiça que: "A vinculação da Administração Pública aos atos que emite, combinada com a existência de vagas impõe a nomeação, posse e exercício dos recorrentes nos cargos de Inspetor de Polícia Civil de 1.ª Classe do Estado do Ceará" (RMS 30.110/CE, Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, DJe 5.4.10). 3. Direito líquido e certo dos impetrantes à investidura nos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 744728 AGR / CE cargos de Inspetor de Polícia Civil de 1.ª Classe do Estado do Ceará. 4. Recurso ordinário a que se dá provimento. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a análise dos fatos e das provas, concluindo pela existência de vagas no cargo de Inspetor de Polícia Civil de 1ª Classe do Estado do Ceará. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803365. Supremo Tribunal Federal ARE 744728 AGR / CE cargos de Inspetor de Polícia Civil de 1.ª Classe do Estado do Ceará. 4. Recurso ordinário a que se dá provimento. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a análise dos fatos e das provas, concluindo pela existência de vagas no cargo de Inspetor de Polícia Civil de 1ª Classe do Estado do Ceará. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816974 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816974 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4829864
2013-10-22T00:00:00
2013-11-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur247484
Número de páginas: 6. Análise: 25/11/2013, BRU.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
744728
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 744728 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803363. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 4 de setembro de 2013, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803364. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 4 de setembro de 2013, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 744728 AGR / CE 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Ceará, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Afirma que inexiste controvérsia acerca do conjunto fático-probatório, sustentando a não incidência do Verbete 279 da Súmula do Supremo. Os agravados, instados a manifestarem-se, não apresentaram contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803364. Supremo Tribunal Federal ARE 744728 AGR / CE 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado do Ceará, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Afirma que inexiste controvérsia acerca do conjunto fático-probatório, sustentando a não incidência do Verbete 279 da Súmula do Supremo. Os agravados, instados a manifestarem-se, não apresentaram contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça proveu o mandado de segurança, consignando, em síntese: RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇAO DOS CANDIDATOS PARA APRESENTAR DOCUMENTOS PARA NOMEAÇAO. COMPROVADA A EXISTÊNCIA DE VAGAS. ATO ADMINISTRATIVO VINCULADO. INVESTIDURA NO CARGO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO CARACTERIZADO. 1. A publicação de edital convocando os recorrentes para: "(…) tratarem de assunto relacionado ao processo de nomeação nos respectivos cargos efetivos", determinando, inclusive, a apresentação de diversos documentos a esse propósito, faz crer que há cargos vagos, o que, aliás, restou comprovado nos autos, e que a Administração necessita supri-los. Em outras palavras, a Administração obriga-se a investir os recorrentes no serviço público a partir da publicação desse instrumento convocatório, pois vinculada ao motivo do ato. 2. Seguindo a mesma linha de raciocínio, decidiu a eg. Quinta Turma deste Superior Tribunal de Justiça que: "A vinculação da Administração Pública aos atos que emite, combinada com a existência de vagas impõe a nomeação, posse e exercício dos recorrentes nos cargos de Inspetor de Polícia Civil de 1. Classe do Estado do Ceará" (RMS 30.110/CE, Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, DJe 5.4.10). 3. Direito líquido e certo dos impetrantes à investidura nos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803365. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça proveu o mandado de segurança, consignando, em síntese: RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇAO DOS CANDIDATOS PARA APRESENTAR DOCUMENTOS PARA NOMEAÇAO. COMPROVADA A EXISTÊNCIA DE VAGAS. ATO ADMINISTRATIVO VINCULADO. INVESTIDURA NO CARGO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO CARACTERIZADO. 1. A publicação de edital convocando os recorrentes para: "(…) tratarem de assunto relacionado ao processo de nomeação nos respectivos cargos efetivos", determinando, inclusive, a apresentação de diversos documentos a esse propósito, faz crer que há cargos vagos, o que, aliás, restou comprovado nos autos, e que a Administração necessita supri-los. Em outras palavras, a Administração obriga-se a investir os recorrentes no serviço público a partir da publicação desse instrumento convocatório, pois vinculada ao motivo do ato. 2. Seguindo a mesma linha de raciocínio, decidiu a eg. Quinta Turma deste Superior Tribunal de Justiça que: "A vinculação da Administração Pública aos atos que emite, combinada com a existência de vagas impõe a nomeação, posse e exercício dos recorrentes nos cargos de Inspetor de Polícia Civil de 1. Classe do Estado do Ceará" (RMS 30.110/CE, Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, DJe 5.4.10). 3. Direito líquido e certo dos impetrantes à investidura nos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 744728 AGR / CE cargos de Inspetor de Polícia Civil de 1. Classe do Estado do Ceará. 4. Recurso ordinário a que se dá provimento. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a análise dos fatos e das provas, concluindo pela existência de vagas no cargo de Inspetor de Polícia Civil de 1... Classe do Estado do Ceará. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803365. Supremo Tribunal Federal ARE 744728 AGR / CE cargos de Inspetor de Polícia Civil de 1. Classe do Estado do Ceará. 4. Recurso ordinário a que se dá provimento. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a análise dos fatos e das provas, concluindo pela existência de vagas no cargo de Inspetor de Polícia Civil de 1... Classe do Estado do Ceará. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4803365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816974 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 744.728 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : ANTONIO ALVES DOURADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816974 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 744728 AGR", "Verbete 279 da Súmula do Supremo", "ARE 744728 AGR / CE", "Verbete 279 da Súmula do Supremo", "RMS 30 . 110 / CE", "RMS 30 . 110 / CE", "ARE 744728 AGR / CE", "ARE 744728 AGR / CE" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "Brasília", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "Estado do Ceará", "Estado do Ceará", "CEARÁ", "Estado do Ceará", "CEARÁ", "Estado do Ceará", "Estado do Ceará", "Estado do Ceará", "Estado do Ceará", "Estado do Ceará", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "CE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma deste Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO ALVES DOURADO", "MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO", "AURÉLIO", "ANTONIO ALVES DOURADO", "MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO ALVES DOURADO", "MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Napoleão Nunes Maia Filho", "MARCO AURÉLIO", "Napoleão Nunes Maia Filho", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO ALVES DOURADO", "MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO ALVES DOURADO", "MARIA GLAUCIA MORAIS DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2013", "22 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "4 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "4 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "5", ".", "4", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "5", ".", "4", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Recurso ordinário manejado contra decisão com que se negou provimento ao agravo regimental interposto em recurso ordinário no Superior Tribunal de Justiça. Não cabimento. Julgado que desafia recurso extraordinário. Precedente. Regimental não provido. 1. É incabível a interposição de recurso ordinário contra decisão em que se nega provimento a agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus interposto no Superior Tribunal de Justiça, pois esse não substitui o recurso extraordinário, conforme entendimento jurisprudencial. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835283. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar, interposto por Ednaldo Menezes de Oliveira contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no RHC nº 40.296/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio Bellizze. Em 1º/8/14, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e do art. 21, § 1º, do Regimento Interno da Corte, neguei seguimento ao presente recurso ordinário, nos termos seguintes: “(...) Há óbice jurídico-processual ao conhecimento do presente recurso uma vez que manejado em substituição ao recurso extraordinário. Conforme entendimento jurisprudencial da Corte “uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC nº 110.055/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 9/11/12). Perfilhando esse entendimento: ‘Habeas corpus substitutivo de recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar, interposto por Ednaldo Menezes de Oliveira contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no RHC nº 40.296/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio Bellizze. Em 1º/8/14, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e do art. 21, § 1º, do Regimento Interno da Corte, neguei seguimento ao presente recurso ordinário, nos termos seguintes: “(...) Há óbice jurídico-processual ao conhecimento do presente recurso uma vez que manejado em substituição ao recurso extraordinário. Conforme entendimento jurisprudencial da Corte “uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC nº 110.055/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 9/11/12). Perfilhando esse entendimento: ‘Habeas corpus substitutivo de recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RHC 123116 AGR / MG extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita’ (HC nº 113.805/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 15/4/13); (...) Ainda que assim não fosse, registro que o recurso não prosperaria. Isso porque, a superveniência de sentença de pronúncia, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da prisão cautelar do recorrente, por sua vez, constitui novo título prisional, diverso, portanto, do decreto originário impugnado no Superior Tribunal de Justiça, que deixou de analisar o novo título por entender configurada a supressão de instância. Esse entendimento não afronta a jurisprudência da Corte, preconizada no sentido de que: ‘não tendo sido devidamente analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente writ, calcada em título prisional diverso daquele analisado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Supremo Tribunal Federal RHC 123116 AGR / MG extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita’ (HC nº 113.805/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 15/4/13); (...) Ainda que assim não fosse, registro que o recurso não prosperaria. Isso porque, a superveniência de sentença de pronúncia, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da prisão cautelar do recorrente, por sua vez, constitui novo título prisional, diverso, portanto, do decreto originário impugnado no Superior Tribunal de Justiça, que deixou de analisar o novo título por entender configurada a supressão de instância. Esse entendimento não afronta a jurisprudência da Corte, preconizada no sentido de que: ‘não tendo sido devidamente analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente writ, calcada em título prisional diverso daquele analisado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RHC 123116 AGR / MG pelo Superior Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação das regras de competência’ (RHC nº 112.705/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13). Perfilhando esse entendimento: HC nº 113.565/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; HC nº 95.977/SP, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/12/12; HC nº 103.131/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/10/10; HC nº 102.783/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/10; e HC nº 96.555/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09, entre outros. Ante o exposto, nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente recurso ordinário.” Contra essa decisão, o ora agravante, por intermédio da Petição/STF nº 35154/14, interpôs tempestivo agravo regimental, no qual defende o cabimento do recurso ordinário, bem como reitera as teses expostas na inicial do recurso, tais como: a) a ausência de pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal; e b) o excesso de prazo na sua custódia, que perdura desde 9/12/12 sem formação da culpa. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer de lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Supremo Tribunal Federal RHC 123116 AGR / MG pelo Superior Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação das regras de competência’ (RHC nº 112.705/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13). Perfilhando esse entendimento: HC nº 113.565/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; HC nº 95.977/SP, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/12/12; HC nº 103.131/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/10/10; HC nº 102.783/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/10; e HC nº 96.555/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09, entre outros. Ante o exposto, nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente recurso ordinário.” Contra essa decisão, o ora agravante, por intermédio da Petição/STF nº 35154/14, interpôs tempestivo agravo regimental, no qual defende o cabimento do recurso ordinário, bem como reitera as teses expostas na inicial do recurso, tais como: a) a ausência de pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal; e b) o excesso de prazo na sua custódia, que perdura desde 9/12/12 sem formação da culpa. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer de lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não comporta provimento. Conforme destacado na decisão ora agravada, há óbice jurídico- processual ao conhecimento do recurso ordinário uma vez que manejado em substituição ao recurso extraordinário. Conforme entendimento jurisprudencial da Corte, “uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC nº 110.055/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 9/11/12). Perfilhando esse entendimento: “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não comporta provimento. Conforme destacado na decisão ora agravada, há óbice jurídico- processual ao conhecimento do recurso ordinário uma vez que manejado em substituição ao recurso extraordinário. Conforme entendimento jurisprudencial da Corte, “uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC nº 110.055/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 9/11/12). Perfilhando esse entendimento: “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123116 AGR / MG 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita” (HC nº 113.805/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 15/4/13); “Processual penal. Recurso ordinário em habeas corpus Interposição contra RHC. Não cabimento. Quadrilha ou bando armado art. 288, parágrafo único, do Código Penal. Prova testemunhal. Indeferimento motivado CPP, art. 400, § 1º. Nulidade. Violação à ampla defesa. Inocorrência. (...) (RHC nº 115.133/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 10/5/13). Ainda que assim não fosse, anoto que o recurso não prosperaria. Isso porque, a superveniência de sentença de pronúncia, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da prisão cautelar do ora agravante, por sua vez, constitui novo título prisional, diverso, portanto, do decreto originário impugnado no Superior Tribunal de Justiça, que deixou de analisar o novo título por entender configurada a supressão de instância. Esse entendimento não afronta a jurisprudência da Corte, preconizada no sentido de que, ‘não tendo sido devidamente analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente writ , calcada em título prisional diverso daquele analisado pelo Superior Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação das regras de competência’ (RHC nº 112.705/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13). Perfilhando esse entendimento: HC nº 113.565/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; HC nº 95.977/SP, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/12/12; HC nº 103.131/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/10/10; HC nº 102.783/SP, Primeira 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Supremo Tribunal Federal RHC 123116 AGR / MG 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita” (HC nº 113.805/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 15/4/13); “Processual penal. Recurso ordinário em habeas corpus Interposição contra RHC. Não cabimento. Quadrilha ou bando armado art. 288, parágrafo único, do Código Penal. Prova testemunhal. Indeferimento motivado CPP, art. 400, § 1º. Nulidade. Violação à ampla defesa. Inocorrência. (...) (RHC nº 115.133/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 10/5/13). Ainda que assim não fosse, anoto que o recurso não prosperaria. Isso porque, a superveniência de sentença de pronúncia, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da prisão cautelar do ora agravante, por sua vez, constitui novo título prisional, diverso, portanto, do decreto originário impugnado no Superior Tribunal de Justiça, que deixou de analisar o novo título por entender configurada a supressão de instância. Esse entendimento não afronta a jurisprudência da Corte, preconizada no sentido de que, ‘não tendo sido devidamente analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente writ , calcada em título prisional diverso daquele analisado pelo Superior Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação das regras de competência’ (RHC nº 112.705/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13). Perfilhando esse entendimento: HC nº 113.565/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; HC nº 95.977/SP, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/12/12; HC nº 103.131/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/10/10; HC nº 102.783/SP, Primeira 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123116 AGR / MG Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/10; e HC nº 96.555/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09, entre outros. Do mesmo modo, também configuraria supressão de instância a análise do suposto excesso de prazo na sua custódia, uma vez que o tema não foi submetido ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Supremo Tribunal Federal RHC 123116 AGR / MG Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/10; e HC nº 96.555/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09, entre outros. Do mesmo modo, também configuraria supressão de instância a análise do suposto excesso de prazo na sua custódia, uma vez que o tema não foi submetido ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Divirjo nos três processos. Estou convencido de que o habeas corpus deve, com o processo devidamente aparelhado, vir a julgamento do Colegiado, não havendo campo para observar-se quer o artigo 21 do Regimento Interno, quer o artigo 557 do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6884822. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Divirjo nos três processos. Estou convencido de que o habeas corpus deve, com o processo devidamente aparelhado, vir a julgamento do Colegiado, não havendo campo para observar-se quer o artigo 21 do Regimento Interno, quer o artigo 557 do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6884822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820035 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6939060
2014-09-16T00:00:00
2014-10-15T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Primeira Turma, 16.9.2014.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Recurso ordinário manejado contra decisão com que se negou provimento ao agravo regimental interposto em recurso ordinário no Superior Tribunal de Justiça. Não cabimento. Julgado que desafia recurso extraordinário. Precedente. Regimental não provido. 1. É incabível a interposição de recurso ordinário contra decisão em que se nega provimento a agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus interposto no Superior Tribunal de Justiça, pois esse não substitui o recurso extraordinário, conforme entendimento jurisprudencial. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur280621
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUIÇÃO, RECURSO EXTRAORDINÁRIO) HC 110055 (1ªT), HC 113805 (1ªT), RHC 115133 (1ªT). (SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 95977 (1ªT), HC 96555 (2ªT), HC 102783 (1ªT), HC 103131 (1ªT), RHC 112705 (1ªT), HC 113565 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 31/10/2014, MÁR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
123116
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 123116 AgR
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AGTE.(S) : EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Recurso ordinário manejado contra decisão com que se negou provimento ao agravo regimental interposto em recurso ordinário no Superior Tribunal de Justiça. Não cabimento. Julgado que desafia recurso extraordinário. Precedente. Regimental não provido. 1. É incabível a interposição de recurso ordinário contra decisão em que se nega provimento a agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus interposto no Superior Tribunal de Justiça, pois esse não substitui o recurso extraordinário, conforme entendimento jurisprudencial. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835283. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar, interposto por Ednaldo Menezes de Oliveira contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no RHC n 40.296/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio Bellizze. Em 1.../8/14, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e do art. 21, § 1..., do Regimento Interno da Corte, neguei seguimento ao presente recurso ordinário, nos termos seguintes: “(...) Há óbice jurídico-processual ao conhecimento do presente recurso uma vez que manejado em substituição ao recurso extraordinário. Conforme entendimento jurisprudencial da Corte “uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC n 110.055/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 9/11/12). Perfilhando esse entendimento: ‘Habeas corpus substitutivo de recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar, interposto por Ednaldo Menezes de Oliveira contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental interposto no RHC n 40.296/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio Bellizze. Em 1.../8/14, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e do art. 21, § 1..., do Regimento Interno da Corte, neguei seguimento ao presente recurso ordinário, nos termos seguintes: “(...) Há óbice jurídico-processual ao conhecimento do presente recurso uma vez que manejado em substituição ao recurso extraordinário. Conforme entendimento jurisprudencial da Corte “uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC n 110.055/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 9/11/12). Perfilhando esse entendimento: ‘Habeas corpus substitutivo de recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RHC 123116 AGR / MG extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC n 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita’ (HC n 113.805/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 15/4/13); (...) Ainda que assim não fosse, registro que o recurso não prosperaria. Isso porque, a superveniência de sentença de pronúncia, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da prisão cautelar do recorrente, por sua vez, constitui novo título prisional, diverso, portanto, do decreto originário impugnado no Superior Tribunal de Justiça, que deixou de analisar o novo título por entender configurada a supressão de instância. Esse entendimento não afronta a jurisprudência da Corte, preconizada no sentido de que: ‘não tendo sido devidamente analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente writ, calcada em título prisional diverso daquele analisado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Supremo Tribunal Federal RHC 123116 AGR / MG extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC n 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita’ (HC n 113.805/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 15/4/13); (...) Ainda que assim não fosse, registro que o recurso não prosperaria. Isso porque, a superveniência de sentença de pronúncia, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da prisão cautelar do recorrente, por sua vez, constitui novo título prisional, diverso, portanto, do decreto originário impugnado no Superior Tribunal de Justiça, que deixou de analisar o novo título por entender configurada a supressão de instância. Esse entendimento não afronta a jurisprudência da Corte, preconizada no sentido de que: ‘não tendo sido devidamente analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente writ, calcada em título prisional diverso daquele analisado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RHC 123116 AGR / MG pelo Superior Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação das regras de competência’ (RHC n 112.705/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13). Perfilhando esse entendimento: HC n 113.565/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; HC n 95.977/SP, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/12/12; HC n 103.131/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/10/10; HC n 102.783/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/10; e HC n 96.555/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09, entre outros. Ante o exposto, nos termos do art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente recurso ordinário.” Contra essa decisão, o ora agravante, por intermédio da Petição/Supremo Tribunal Federal n 35154/14, interpôs tempestivo agravo regimental, no qual defende o cabimento do recurso ordinário, bem como reitera as teses expostas na inicial do recurso, tais como: a) a ausência de pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal; e b) o excesso de prazo na sua custódia, que perdura desde 9/12/12 sem formação da culpa. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer de lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Supremo Tribunal Federal RHC 123116 AGR / MG pelo Superior Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação das regras de competência’ (RHC n 112.705/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13). Perfilhando esse entendimento: HC n 113.565/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; HC n 95.977/SP, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/12/12; HC n 103.131/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/10/10; HC n 102.783/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/10; e HC n 96.555/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09, entre outros. Ante o exposto, nos termos do art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente recurso ordinário.” Contra essa decisão, o ora agravante, por intermédio da Petição/Supremo Tribunal Federal n 35154/14, interpôs tempestivo agravo regimental, no qual defende o cabimento do recurso ordinário, bem como reitera as teses expostas na inicial do recurso, tais como: a) a ausência de pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal; e b) o excesso de prazo na sua custódia, que perdura desde 9/12/12 sem formação da culpa. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer de lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não comporta provimento. Conforme destacado na decisão ora agravada, há óbice jurídico- processual ao conhecimento do recurso ordinário uma vez que manejado em substituição ao recurso extraordinário. Conforme entendimento jurisprudencial da Corte, “uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC n 110.055/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 9/11/12). Perfilhando esse entendimento: “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC n 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não comporta provimento. Conforme destacado na decisão ora agravada, há óbice jurídico- processual ao conhecimento do recurso ordinário uma vez que manejado em substituição ao recurso extraordinário. Conforme entendimento jurisprudencial da Corte, “uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC n 110.055/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 9/11/12). Perfilhando esse entendimento: “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC n 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123116 AGR / MG 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita” (HC n 113.805/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 15/4/13); “Processual penal. Recurso ordinário em habeas corpus Interposição contra RHC. Não cabimento. Quadrilha ou bando armado art. 288, parágrafo único, do Código Penal. Prova testemunhal. Indeferimento motivado CPP, art. 400, § 1.... Nulidade. Violação à ampla defesa. Inocorrência. (...) (RHC n 115.133/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 10/5/13). Ainda que assim não fosse, anoto que o recurso não prosperaria. Isso porque, a superveniência de sentença de pronúncia, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da prisão cautelar do ora agravante, por sua vez, constitui novo título prisional, diverso, portanto, do decreto originário impugnado no Superior Tribunal de Justiça, que deixou de analisar o novo título por entender configurada a supressão de instância. Esse entendimento não afronta a jurisprudência da Corte, preconizada no sentido de que, ‘não tendo sido devidamente analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente writ , calcada em título prisional diverso daquele analisado pelo Superior Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação das regras de competência’ (RHC n 112.705/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13). Perfilhando esse entendimento: HC n 113.565/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; HC n 95.977/SP, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/12/12; HC n 103.131/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/10/10; HC n 102.783/SP, Primeira 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Supremo Tribunal Federal RHC 123116 AGR / MG 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita” (HC n 113.805/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 15/4/13); “Processual penal. Recurso ordinário em habeas corpus Interposição contra RHC. Não cabimento. Quadrilha ou bando armado art. 288, parágrafo único, do Código Penal. Prova testemunhal. Indeferimento motivado CPP, art. 400, § 1.... Nulidade. Violação à ampla defesa. Inocorrência. (...) (RHC n 115.133/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 10/5/13). Ainda que assim não fosse, anoto que o recurso não prosperaria. Isso porque, a superveniência de sentença de pronúncia, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da prisão cautelar do ora agravante, por sua vez, constitui novo título prisional, diverso, portanto, do decreto originário impugnado no Superior Tribunal de Justiça, que deixou de analisar o novo título por entender configurada a supressão de instância. Esse entendimento não afronta a jurisprudência da Corte, preconizada no sentido de que, ‘não tendo sido devidamente analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente writ , calcada em título prisional diverso daquele analisado pelo Superior Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação das regras de competência’ (RHC n 112.705/DF, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13). Perfilhando esse entendimento: HC n 113.565/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; HC n 95.977/SP, Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/12/12; HC n 103.131/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/10/10; HC n 102.783/SP, Primeira 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 123116 AGR / MG Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/10; e HC n 96.555/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09, entre outros. Do mesmo modo, também configuraria supressão de instância a análise do suposto excesso de prazo na sua custódia, uma vez que o tema não foi submetido ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Supremo Tribunal Federal RHC 123116 AGR / MG Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/10; e HC n 96.555/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/12/09, entre outros. Do mesmo modo, também configuraria supressão de instância a análise do suposto excesso de prazo na sua custódia, uma vez que o tema não foi submetido ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6835281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Divirjo nos três processos. Estou convencido de que o habeas corpus deve, com o processo devidamente aparelhado, vir a julgamento do Colegiado, não havendo campo para observar-se quer o artigo 21 do Regimento Interno, quer o artigo 557 do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6884822. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Divirjo nos três processos. Estou convencido de que o habeas corpus deve, com o processo devidamente aparelhado, vir a julgamento do Colegiado, não havendo campo para observar-se quer o artigo 21 do Regimento Interno, quer o artigo 557 do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6884822. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820035 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.116 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EDNALDO MENEZES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO DE ANDRADE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123 . 116", "RHC n 40 . 296 / MG", "HC n 110 . 055 / MG", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123 . 116 MINAS", "RHC n 40 . 296 / MG", "HC n 110 . 055 / MG", "RHC 123116", "HC n 110 . 055 / MG", "HC n 113 . 805 / SP", "HC n 110 . 055 / MG", "HC n 113 . 805 / SP", "RHC 123116 AGR / MG", "RHC n 112 . 705 / DF", "HC n 113 . 565 / MS", "HC n 95 . 977 / SP", "HC n 103 . 131 / SP", "HC n 102 . 783 / SP", "HC n 96 . 555 / MG", "RHC 123116 AGR /", "RHC n 112 . 705 / DF", "HC n 113 . 565 / MS", "HC n 95 . 977 / SP", "HC n 103 . 131 / SP", "HC", "HC n 96 . 555 / MG", "HC n 110 . 055 / MG", "HC n 110 . 055 /", "HC n 110 . 055 / MG", "HC n 110 . 055 / MG", "HC n 113 . 805 / SP", "RHC n 115 . 133 / DF", "RHC n 112 . 705 / DF", "HC n 113 . 565 / MS", "HC n 95 . 977 / SP", "HC n 103 . 131 / SP", "HC n 102 . 783 / SP", "HC n 113 . 805 / SP", "RHC n 115 . 133 / DF", "RHC n 112 . 705 / DF", "HC n 113 . 565 / MS", "HC n 95 . 977 / SP", "HC n 103 . 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"Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MG", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "MG Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "MG", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", 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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Roubo (CP, art. 157). Pretensão ao afastamento da intempestividade de recurso interposto perante o Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade na via eleita. Dosimetria. Questão não analisada pelo STJ. Supressão de Instância. Não conhecimento do writ. 1. A decisão proferida por aquela Corte encontra-se devidamente motivada, restando justificado o convencimento formado, além de estar em perfeita sintonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de que as “alterações promovidas pela Lei n. 12.322/2010 não modificam o prazo de interposição de agravo em recurso extraordinário criminal, que é de 5 dias” (ARE nº 749.992-MG/AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/6/13). 2. A Corte passou a admitir, por ocasião do julgamento do agravo regimental no RE nº 626.358/MG, a juntada posterior de documento que comprove a tempestividade do recurso, em razão de feriado local ou de suspensão de prazos processuais pelo Tribunal de origem. 3. Não se revela admissível “a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça” (HC nº 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/11/12). 4. A questão relativa à nulidade da sentença diante de proclamada ausência de fundamentação adequada para a dosimetria da pena não foi devidamente analisada pela instância antecedente, o que também obsta a análise per saltum do tema, visto que sua análise pela Suprema Corte, de forma originária, configuraria verdadeira supressão de instância, o que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854648. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 118834 / BA não se admite. 5. Writ do qual não se conhece. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854648. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA não se admite. 5. Writ do qual não se conhece. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Daniel Costa Santos, apontando como autoridade coatora o Ministro Campos Marques, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do AREsp nº 239.489/BA. Sustenta a impetrante, em linhas gerais, que a decisão monocrática, que julgou intempestivo o recurso em questão seria “ato jurisdicional eivado por evidente equívoco em prejuízo da defesa e da liberdade de locomoção do ora paciente” (fl. 3 da inicial). Aduz, para tanto, que “o expediente forense estava suspenso no Estado da Bahia no dia 02/07/2012, o prazo para a interposição do agravo em questão iniciou-se no dia 03/07/2012 e encerrou-se no dia 12/07/2012, ou seja, exatamente na data em que foi protocolizado. Trata-se, pois, de recurso tempestivo” (fl. 3 da inicial – grifos da autora). Requer o deferimento da liminar “para determinar o sobrestamento da execução da pena imposta no bojo da ação penal 0074182- 90.2010.805.0001, até o julgamento final da presente impetração” e, no mérito, pede a concessão da ordem para “cassar a decisão monocrática que não conheceu o AREsp Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854645. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Daniel Costa Santos, apontando como autoridade coatora o Ministro Campos Marques, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do AREsp nº 239.489/BA. Sustenta a impetrante, em linhas gerais, que a decisão monocrática, que julgou intempestivo o recurso em questão seria “ato jurisdicional eivado por evidente equívoco em prejuízo da defesa e da liberdade de locomoção do ora paciente” (fl. 3 da inicial). Aduz, para tanto, que “o expediente forense estava suspenso no Estado da Bahia no dia 02/07/2012, o prazo para a interposição do agravo em questão iniciou-se no dia 03/07/2012 e encerrou-se no dia 12/07/2012, ou seja, exatamente na data em que foi protocolizado. Trata-se, pois, de recurso tempestivo” (fl. 3 da inicial – grifos da autora). Requer o deferimento da liminar “para determinar o sobrestamento da execução da pena imposta no bojo da ação penal 0074182- 90.2010.805.0001, até o julgamento final da presente impetração” e, no mérito, pede a concessão da ordem para “cassar a decisão monocrática que não conheceu o AREsp Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 118834 / BA 239.489/BA, ou, alternativamente, desde logo, anular a sentença de primeiro grau, por ausência de fundamentação adequada para dosimetria da pena, levada a efeito em desacordo com a Súmula 444 do STJ” (fl. 4 da inicial - grifos da autora). Em 7/8/13, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar pleiteada e solicitei informações à autoridade apontada como coatora, que foram devidamente prestadas (anexo de instrução 7). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, caso dela conheçamos, pela sua denegação (anexo de instrução 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854645. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA 239.489/BA, ou, alternativamente, desde logo, anular a sentença de primeiro grau, por ausência de fundamentação adequada para dosimetria da pena, levada a efeito em desacordo com a Súmula 444 do STJ” (fl. 4 da inicial - grifos da autora). Em 7/8/13, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar pleiteada e solicitei informações à autoridade apontada como coatora, que foram devidamente prestadas (anexo de instrução 7). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, caso dela conheçamos, pela sua denegação (anexo de instrução 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato do Ministro Campos Marques, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do AREsp nº 239.489/BA. Transcrevo o teor do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “Trata-se de agravo em recurso especial, interposto por DANIEL COSTA DOS SANTOS, contra decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que inadmitiu seu recurso especial, manejado com fulcro nas alíneas ‘a’ e ‘c’ do permissivo constitucional, sob o fundamento da incidência da Súmula nº 7 do STJ. Em suas razões de recorrer, o agravante, em síntese, afirma a desnecessidade de reexame de matéria de prova para apreciação do feito. Contraminuta apresentada (fls. 256/260). A douta Subprocuradoria-Geral da República se manifestou pelo não provimento do recurso, sustentando a incidência da Súmula nº 7 do STJ e opinando pela não ocorrência do ‘bis in idem’ para cálculo da pena (fls. 270/271). É o relatório. Decido. O recurso não reúne condições de ser admitido, em razão de sua intempestividade. Verifica-se que o defensor público tomou ciência da decisão agravada em 29.06.2012 (sexta-feira). A contagem do prazo teve início dia 02.07.2012 (segunda-feira) e se encerrou dia 11.07.2012 (quarta-feira). O protocolo impresso na petição do agravo atesta que este foi interposto em somente em 12.07.2012 (quinta-feira), quando já havia escoado o prazo para sua interposição, que é de 5 dias, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato do Ministro Campos Marques, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do AREsp nº 239.489/BA. Transcrevo o teor do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “Trata-se de agravo em recurso especial, interposto por DANIEL COSTA DOS SANTOS, contra decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que inadmitiu seu recurso especial, manejado com fulcro nas alíneas ‘a’ e ‘c’ do permissivo constitucional, sob o fundamento da incidência da Súmula nº 7 do STJ. Em suas razões de recorrer, o agravante, em síntese, afirma a desnecessidade de reexame de matéria de prova para apreciação do feito. Contraminuta apresentada (fls. 256/260). A douta Subprocuradoria-Geral da República se manifestou pelo não provimento do recurso, sustentando a incidência da Súmula nº 7 do STJ e opinando pela não ocorrência do ‘bis in idem’ para cálculo da pena (fls. 270/271). É o relatório. Decido. O recurso não reúne condições de ser admitido, em razão de sua intempestividade. Verifica-se que o defensor público tomou ciência da decisão agravada em 29.06.2012 (sexta-feira). A contagem do prazo teve início dia 02.07.2012 (segunda-feira) e se encerrou dia 11.07.2012 (quarta-feira). O protocolo impresso na petição do agravo atesta que este foi interposto em somente em 12.07.2012 (quinta-feira), quando já havia escoado o prazo para sua interposição, que é de 5 dias, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 118834 / BA conforme o disposto no art. 544, caput, do CPC, c/c art. 28 da Lei nº 8.038/90, contados em dobro, por se tratar de recurso interposto pela Defensoria Pública. É oportuno esclarecer que a controvérsia acerca do prazo para interposição do agravo em recurso especial, em matéria criminal, foi dirimida por ocasião do julgamento da Questão de Ordem suscitada no AREsp nº 24.409/SP, decidindo a Terceira Seção, à unanimidade, pela fixação do prazo de 5 dias. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial” (fls. 273/274 do anexo 3). Pelo que se depreende do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem. Com efeito, a decisão proferida por aquela Corte encontra-se devidamente motivada, restando justificado o convencimento formado, além de estar em perfeita sintonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de que as “alterações promovidas pela Lei n. 12.322/2010 não modificam o prazo de interposição de agravo em recurso extraordinário criminal, que é de 5 dias” (ARE nº 749.992-MG/AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/6/13). De outra parte, cumpre registrar que Corte passou a admitir, por ocasião do julgamento do agravo regimental no RE nº 626.358/MG, a juntada posterior de documento que comprove a tempestividade do recurso, em razão de feriado local ou de suspensão de prazos processuais pelo tribunal de origem. Confira-se a ementa do julgado em questão: “RECURSO. Extraordinário. Prazo. Cômputo. Intercorrência de causa legal de prorrogação. Termo final diferido. Suspensão legal do expediente forense no juízo de origem. Interposição do recurso no termo prorrogado. Prova da causa de prorrogação só juntada em agravo regimental. Admissibilidade. Presunção de boa-fé do recorrente. Tempestividade reconhecida. Mudança de entendimento do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA conforme o disposto no art. 544, caput, do CPC, c/c art. 28 da Lei nº 8.038/90, contados em dobro, por se tratar de recurso interposto pela Defensoria Pública. É oportuno esclarecer que a controvérsia acerca do prazo para interposição do agravo em recurso especial, em matéria criminal, foi dirimida por ocasião do julgamento da Questão de Ordem suscitada no AREsp nº 24.409/SP, decidindo a Terceira Seção, à unanimidade, pela fixação do prazo de 5 dias. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial” (fls. 273/274 do anexo 3). Pelo que se depreende do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem. Com efeito, a decisão proferida por aquela Corte encontra-se devidamente motivada, restando justificado o convencimento formado, além de estar em perfeita sintonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de que as “alterações promovidas pela Lei n. 12.322/2010 não modificam o prazo de interposição de agravo em recurso extraordinário criminal, que é de 5 dias” (ARE nº 749.992-MG/AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/6/13). De outra parte, cumpre registrar que Corte passou a admitir, por ocasião do julgamento do agravo regimental no RE nº 626.358/MG, a juntada posterior de documento que comprove a tempestividade do recurso, em razão de feriado local ou de suspensão de prazos processuais pelo tribunal de origem. Confira-se a ementa do julgado em questão: “RECURSO. Extraordinário. Prazo. Cômputo. Intercorrência de causa legal de prorrogação. Termo final diferido. Suspensão legal do expediente forense no juízo de origem. Interposição do recurso no termo prorrogado. Prova da causa de prorrogação só juntada em agravo regimental. Admissibilidade. Presunção de boa-fé do recorrente. Tempestividade reconhecida. Mudança de entendimento do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 118834 / BA Plenário da Corte. Agravo regimental provido. Voto vencido. Pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário” (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 23/8/12). Entretanto, tenho que a questão se encontra preclusa no Superior Tribunal de Justiça, pois a decisão singular que assentou a intempestividade do AREsp nº 239.489/BA, conforme se infere do autos, está acobertada pelo trânsito em julgado (fl. 282 do anexo 3). Com efeito, essa circunstância afasta a plausibilidade jurídica dos argumentos trazidos pela impetrante. De qualquer forma, cumpre lembrar, ainda, o entendimento de que não se revela admissível “a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça” (HC nº 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/11/12). No mesmo sentido: “HABEAS CORPUS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE NATUREZA EXTRAORDINÁRIA. REPERCUSSÃO GERAL. PRETENSÃO DE CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ORDEM DENEGADA. 1. A Constituição Federal de 1988, ao cuidar do habeas corpus, pelo inciso LXVIII do art. 5º, autoriza o respectivo manejo sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. Mas a Constituição não para por aí e arremata o discurso, por ilegalidade ou abuso de poder. Pelo que, ou os autos dão conta de uma violência indevida (de um cerceio absolutamente antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade), ou de habeas corpus não se pode socorrer o paciente, devido a que a ação constitucional perde sua prestimosidade. Não se revela remédio processual prestante. 2. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA Plenário da Corte. Agravo regimental provido. Voto vencido. Pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário” (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 23/8/12). Entretanto, tenho que a questão se encontra preclusa no Superior Tribunal de Justiça, pois a decisão singular que assentou a intempestividade do AREsp nº 239.489/BA, conforme se infere do autos, está acobertada pelo trânsito em julgado (fl. 282 do anexo 3). Com efeito, essa circunstância afasta a plausibilidade jurídica dos argumentos trazidos pela impetrante. De qualquer forma, cumpre lembrar, ainda, o entendimento de que não se revela admissível “a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça” (HC nº 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/11/12). No mesmo sentido: “HABEAS CORPUS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE NATUREZA EXTRAORDINÁRIA. REPERCUSSÃO GERAL. PRETENSÃO DE CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ORDEM DENEGADA. 1. A Constituição Federal de 1988, ao cuidar do habeas corpus, pelo inciso LXVIII do art. 5º, autoriza o respectivo manejo sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. Mas a Constituição não para por aí e arremata o discurso, por ilegalidade ou abuso de poder. Pelo que, ou os autos dão conta de uma violência indevida (de um cerceio absolutamente antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade), ou de habeas corpus não se pode socorrer o paciente, devido a que a ação constitucional perde sua prestimosidade. Não se revela remédio processual prestante. 2. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 118834 / BA Na concreta situação dos autos, a pretensão da acionante esbarra na firme jurisprudência de que os temas atinentes aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais não ensejam a abertura da via recursal extraordinária, dado que as ofensas à Carta Magna, se existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo. Foi nessa linha interpretativa que o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou a repercussão geral no RE 598.365, sob a minha relatoria. 3. Ordem denegada” (HC nº 108.861/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 1º/8/11). Quanto ao pedido alternativo de anulação da sentença diante de proclamada ausência de fundamentação adequada para a dosimetria da pena, assinalo que o tema não foi tratado perante o Superior Tribunal de Justiça, de modo que não há como dele se conhecer nesta impetração. A apreciação dessa questão, de forma originária, neste ensejo, por seu turno, configuraria inadmissível supressão de instância. Nesse sentido, os julgados seguintes: HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07; HC nº 90.162/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 29/6/07; HC nº 90.312/PR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; e HC nº 86.997/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 3/2/06, entre outros. Ante o exposto, não conheço do writ. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA Na concreta situação dos autos, a pretensão da acionante esbarra na firme jurisprudência de que os temas atinentes aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais não ensejam a abertura da via recursal extraordinária, dado que as ofensas à Carta Magna, se existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo. Foi nessa linha interpretativa que o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou a repercussão geral no RE 598.365, sob a minha relatoria. 3. Ordem denegada” (HC nº 108.861/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 1º/8/11). Quanto ao pedido alternativo de anulação da sentença diante de proclamada ausência de fundamentação adequada para a dosimetria da pena, assinalo que o tema não foi tratado perante o Superior Tribunal de Justiça, de modo que não há como dele se conhecer nesta impetração. A apreciação dessa questão, de forma originária, neste ensejo, por seu turno, configuraria inadmissível supressão de instância. Nesse sentido, os julgados seguintes: HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07; HC nº 90.162/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 29/6/07; HC nº 90.312/PR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; e HC nº 86.997/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 3/2/06, entre outros. Ante o exposto, não conheço do writ. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, encontro muita dificuldade em placitar situação concreta em que o recurso se mostra tempestivo e permanece, no contexto jurídico, a extemporaneidade desse mesmo recurso. Disse, em uma das últimas sessões no Plenário, que o fechamento do foro, por esta ou aquela razão, em dia no qual normalmente estaria aberto, deve estar certificado, pela Secretaria, no processo. O que houve – e fico nessa primeira parte – no caso? Glosou-se recurso interposto como intempestivo quando, na verdade, era tempestivo e, em jogo a liberdade de ir e vir, manuseou-se o habeas corpus, que entendo adequado. Peço vênia ao relator para implementar a ordem a fim de que o Superior prossiga no julgamento do recurso que entendeu inoportuno e não o é. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863930. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, encontro muita dificuldade em placitar situação concreta em que o recurso se mostra tempestivo e permanece, no contexto jurídico, a extemporaneidade desse mesmo recurso. Disse, em uma das últimas sessões no Plenário, que o fechamento do foro, por esta ou aquela razão, em dia no qual normalmente estaria aberto, deve estar certificado, pela Secretaria, no processo. O que houve – e fico nessa primeira parte – no caso? Glosou-se recurso interposto como intempestivo quando, na verdade, era tempestivo e, em jogo a liberdade de ir e vir, manuseou-se o habeas corpus, que entendo adequado. Peço vênia ao relator para implementar a ordem a fim de que o Superior prossiga no julgamento do recurso que entendeu inoportuno e não o é. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.834 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816899 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.834 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816899 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4872057
2013-10-22T00:00:00
2013-11-18T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus. Roubo (CP, art. 157). Pretensão ao afastamento da intempestividade de recurso interposto perante o Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade na via eleita. Dosimetria. Questão não analisada pelo STJ. Supressão de Instância. Não conhecimento do writ. 1. A decisão proferida por aquela Corte encontra-se devidamente motivada, restando justificado o convencimento formado, além de estar em perfeita sintonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de que as “alterações promovidas pela Lei n. 12.322/2010 não modificam o prazo de interposição de agravo em recurso extraordinário criminal, que é de 5 dias” (ARE nº 749.992-MG/AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/6/13). 2. A Corte passou a admitir, por ocasião do julgamento do agravo regimental no RE nº 626.358/MG, a juntada posterior de documento que comprove a tempestividade do recurso, em razão de feriado local ou de suspensão de prazos processuais pelo Tribunal de origem. 3. Não se revela admissível “a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça” (HC nº 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/11/12). 4. A questão relativa à nulidade da sentença diante de proclamada ausência de fundamentação adequada para a dosimetria da pena não foi devidamente analisada pela instância antecedente, o que também obsta a análise per saltum do tema, visto que sua análise pela Suprema Corte, de forma originária, configuraria verdadeira supressão de instância, o que não se admite. 5. Writ do qual não se conhece.
sjur248554
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL, PRAZO, CINCO DIAS) ARE 749992 AgR (2ªT). (RECURSO, JUNTADA EXTEMPORÂNEA, COMPROVAÇÃO, TEMPESTIVIDADE) RE 626358 AgR (TP). (HC, ADMISSIBILIDADE, RECURSO) HC 108861 (2ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 86997 (2ªT), HC 90162 (1ªT), HC 90312 (2ªT), HC 90654 (1ªT), HC 92264 (1ªT). - Decisão monocrática citada: (HC, ADMISSIBILIDADE, RECURSO, STJ) HC 115573 MC. Número de páginas: 10. Análise: 09/12/2013, JOS. Revisão: 13/01/2014, SER.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
118834
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 118834
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PACTE.(S) : DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Roubo (Código Penal Brasileiro, art. 157). Pretensão ao afastamento da intempestividade de recurso interposto perante o Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade na via eleita. Dosimetria. Questão não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Supressão de Instância. Não conhecimento do writ. 1. A decisão proferida por aquela Corte encontra-se devidamente motivada, restando justificado o convencimento formado, além de estar em perfeita sintonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de que as “alterações promovidas pela Lei n. 12.322/2010 não modificam o prazo de interposição de agravo em recurso extraordinário criminal, que é de 5 dias” (ARE n 749.992-MG/AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/6/13). 2. A Corte passou a admitir, por ocasião do julgamento do agravo regimental no Recurso Extraordinário n 626.358/MG, a juntada posterior de documento que comprove a tempestividade do recurso, em razão de feriado local ou de suspensão de prazos processuais pelo Tribunal de origem. 3. Não se revela admissível “a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça” (HC n 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/11/12). 4. A questão relativa à nulidade da sentença diante de proclamada ausência de fundamentação adequada para a dosimetria da pena não foi devidamente analisada pela instância antecedente, o que também obsta a análise per saltum do tema, visto que sua análise pela Suprema Corte, de forma originária, configuraria verdadeira supressão de instância, o que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854648. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 118834 / BA não se admite. 5. Writ do qual não se conhece. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854648. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA não se admite. 5. Writ do qual não se conhece. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Daniel Costa Santos, apontando como autoridade coatora o Ministro Campos Marques, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do AREsp n 239.489/BA. Sustenta a impetrante, em linhas gerais, que a decisão monocrática, que julgou intempestivo o recurso em questão seria “ato jurisdicional eivado por evidente equívoco em prejuízo da defesa e da liberdade de locomoção do ora paciente” (fl. 3 da inicial). Aduz, para tanto, que “o expediente forense estava suspenso no Estado da Bahia no dia 02/07/2012, o prazo para a interposição do agravo em questão iniciou-se no dia 03/07/2012 e encerrou-se no dia 12/07/2012, ou seja, exatamente na data em que foi protocolizado. Trata-se, pois, de recurso tempestivo” (fl. 3 da inicial – grifos da autora). Requer o deferimento da liminar “para determinar o sobrestamento da execução da pena imposta no bojo da ação penal 0074182- 90.2010.805.0001, até o julgamento final da presente impetração” e, no mérito, pede a concessão da ordem para “cassar a decisão monocrática que não conheceu o AREsp Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854645. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Daniel Costa Santos, apontando como autoridade coatora o Ministro Campos Marques, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do AREsp n 239.489/BA. Sustenta a impetrante, em linhas gerais, que a decisão monocrática, que julgou intempestivo o recurso em questão seria “ato jurisdicional eivado por evidente equívoco em prejuízo da defesa e da liberdade de locomoção do ora paciente” (fl. 3 da inicial). Aduz, para tanto, que “o expediente forense estava suspenso no Estado da Bahia no dia 02/07/2012, o prazo para a interposição do agravo em questão iniciou-se no dia 03/07/2012 e encerrou-se no dia 12/07/2012, ou seja, exatamente na data em que foi protocolizado. Trata-se, pois, de recurso tempestivo” (fl. 3 da inicial – grifos da autora). Requer o deferimento da liminar “para determinar o sobrestamento da execução da pena imposta no bojo da ação penal 0074182- 90.2010.805.0001, até o julgamento final da presente impetração” e, no mérito, pede a concessão da ordem para “cassar a decisão monocrática que não conheceu o AREsp Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 118834 / BA 239.489/BA, ou, alternativamente, desde logo, anular a sentença de primeiro grau, por ausência de fundamentação adequada para dosimetria da pena, levada a efeito em desacordo com a Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça” (fl. 4 da inicial - grifos da autora). Em 7/8/13, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar pleiteada e solicitei informações à autoridade apontada como coatora, que foram devidamente prestadas (anexo de instrução 7). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, caso dela conheçamos, pela sua denegação (anexo de instrução 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854645. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA 239.489/BA, ou, alternativamente, desde logo, anular a sentença de primeiro grau, por ausência de fundamentação adequada para dosimetria da pena, levada a efeito em desacordo com a Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça” (fl. 4 da inicial - grifos da autora). Em 7/8/13, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar pleiteada e solicitei informações à autoridade apontada como coatora, que foram devidamente prestadas (anexo de instrução 7). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, caso dela conheçamos, pela sua denegação (anexo de instrução 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato do Ministro Campos Marques, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do AREsp n 239.489/BA. Transcrevo o teor do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “Trata-se de agravo em recurso especial, interposto por DANIEL COSTA DOS SANTOS, contra decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que inadmitiu seu recurso especial, manejado com fulcro nas alíneas ‘a’ e ‘c’ do permissivo constitucional, sob o fundamento da incidência da Súmula n 7 do Superior Tribunal de Justiça. Em suas razões de recorrer, o agravante, em síntese, afirma a desnecessidade de reexame de matéria de prova para apreciação do feito. Contraminuta apresentada (fls. 256/260). A douta Subprocuradoria-Geral da República se manifestou pelo não provimento do recurso, sustentando a incidência da Súmula n 7 do Superior Tribunal de Justiça e opinando pela não ocorrência do ‘bis in idem’ para cálculo da pena (fls. 270/271). É o relatório. Decido. O recurso não reúne condições de ser admitido, em razão de sua intempestividade. Verifica-se que o defensor público tomou ciência da decisão agravada em 29.06.2012 (sexta-feira). A contagem do prazo teve início dia 02.07.2012 (segunda-feira) e se encerrou dia 11.07.2012 (quarta-feira). O protocolo impresso na petição do agravo atesta que este foi interposto em somente em 12.07.2012 (quinta-feira), quando já havia escoado o prazo para sua interposição, que é de 5 dias, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato do Ministro Campos Marques, do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do AREsp n 239.489/BA. Transcrevo o teor do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: “Trata-se de agravo em recurso especial, interposto por DANIEL COSTA DOS SANTOS, contra decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que inadmitiu seu recurso especial, manejado com fulcro nas alíneas ‘a’ e ‘c’ do permissivo constitucional, sob o fundamento da incidência da Súmula n 7 do Superior Tribunal de Justiça. Em suas razões de recorrer, o agravante, em síntese, afirma a desnecessidade de reexame de matéria de prova para apreciação do feito. Contraminuta apresentada (fls. 256/260). A douta Subprocuradoria-Geral da República se manifestou pelo não provimento do recurso, sustentando a incidência da Súmula n 7 do Superior Tribunal de Justiça e opinando pela não ocorrência do ‘bis in idem’ para cálculo da pena (fls. 270/271). É o relatório. Decido. O recurso não reúne condições de ser admitido, em razão de sua intempestividade. Verifica-se que o defensor público tomou ciência da decisão agravada em 29.06.2012 (sexta-feira). A contagem do prazo teve início dia 02.07.2012 (segunda-feira) e se encerrou dia 11.07.2012 (quarta-feira). O protocolo impresso na petição do agravo atesta que este foi interposto em somente em 12.07.2012 (quinta-feira), quando já havia escoado o prazo para sua interposição, que é de 5 dias, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 118834 / BA conforme o disposto no art. 544, caput, do Código de Processo Civil, c/c art. 28 da Lei n 8.038/90, contados em dobro, por se tratar de recurso interposto pela Defensoria Pública. É oportuno esclarecer que a controvérsia acerca do prazo para interposição do agravo em recurso especial, em matéria criminal, foi dirimida por ocasião do julgamento da Questão de Ordem suscitada no AREsp n 24.409/SP, decidindo a Terceira Seção, à unanimidade, pela fixação do prazo de 5 dias. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial” (fls. 273/274 do anexo 3). Pelo que se depreende do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem. Com efeito, a decisão proferida por aquela Corte encontra-se devidamente motivada, restando justificado o convencimento formado, além de estar em perfeita sintonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de que as “alterações promovidas pela Lei n. 12.322/2010 não modificam o prazo de interposição de agravo em recurso extraordinário criminal, que é de 5 dias” (ARE n 749.992-MG/AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/6/13). De outra parte, cumpre registrar que Corte passou a admitir, por ocasião do julgamento do agravo regimental no Recurso Extraordinário n 626.358/MG, a juntada posterior de documento que comprove a tempestividade do recurso, em razão de feriado local ou de suspensão de prazos processuais pelo tribunal de origem. Confira-se a ementa do julgado em questão: “RECURSO. Extraordinário. Prazo. Cômputo. Intercorrência de causa legal de prorrogação. Termo final diferido. Suspensão legal do expediente forense no juízo de origem. Interposição do recurso no termo prorrogado. Prova da causa de prorrogação só juntada em agravo regimental. Admissibilidade. Presunção de boa-fé do recorrente. Tempestividade reconhecida. Mudança de entendimento do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA conforme o disposto no art. 544, caput, do Código de Processo Civil, c/c art. 28 da Lei n 8.038/90, contados em dobro, por se tratar de recurso interposto pela Defensoria Pública. É oportuno esclarecer que a controvérsia acerca do prazo para interposição do agravo em recurso especial, em matéria criminal, foi dirimida por ocasião do julgamento da Questão de Ordem suscitada no AREsp n 24.409/SP, decidindo a Terceira Seção, à unanimidade, pela fixação do prazo de 5 dias. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial” (fls. 273/274 do anexo 3). Pelo que se depreende do julgado proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão da ordem. Com efeito, a decisão proferida por aquela Corte encontra-se devidamente motivada, restando justificado o convencimento formado, além de estar em perfeita sintonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de que as “alterações promovidas pela Lei n. 12.322/2010 não modificam o prazo de interposição de agravo em recurso extraordinário criminal, que é de 5 dias” (ARE n 749.992-MG/AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/6/13). De outra parte, cumpre registrar que Corte passou a admitir, por ocasião do julgamento do agravo regimental no Recurso Extraordinário n 626.358/MG, a juntada posterior de documento que comprove a tempestividade do recurso, em razão de feriado local ou de suspensão de prazos processuais pelo tribunal de origem. Confira-se a ementa do julgado em questão: “RECURSO. Extraordinário. Prazo. Cômputo. Intercorrência de causa legal de prorrogação. Termo final diferido. Suspensão legal do expediente forense no juízo de origem. Interposição do recurso no termo prorrogado. Prova da causa de prorrogação só juntada em agravo regimental. Admissibilidade. Presunção de boa-fé do recorrente. Tempestividade reconhecida. Mudança de entendimento do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 118834 / BA Plenário da Corte. Agravo regimental provido. Voto vencido. Pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário” (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 23/8/12). Entretanto, tenho que a questão se encontra preclusa no Superior Tribunal de Justiça, pois a decisão singular que assentou a intempestividade do AREsp n 239.489/BA, conforme se infere do autos, está acobertada pelo trânsito em julgado (fl. 282 do anexo 3). Com efeito, essa circunstância afasta a plausibilidade jurídica dos argumentos trazidos pela impetrante. De qualquer forma, cumpre lembrar, ainda, o entendimento de que não se revela admissível “a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça” (HC n 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/11/12). No mesmo sentido: “HABEAS CORPUS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE NATUREZA EXTRAORDINÁRIA. REPERCUSSÃO GERAL. PRETENSÃO DE CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ORDEM DENEGADA. 1. A Constituição Federal de 1988, ao cuidar do habeas corpus, pelo inciso LXVIII do art. 5..., autoriza o respectivo manejo sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. Mas a Constituição não para por aí e arremata o discurso, por ilegalidade ou abuso de poder. Pelo que, ou os autos dão conta de uma violência indevida (de um cerceio absolutamente antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade), ou de habeas corpus não se pode socorrer o paciente, devido a que a ação constitucional perde sua prestimosidade. Não se revela remédio processual prestante. 2. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA Plenário da Corte. Agravo regimental provido. Voto vencido. Pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário” (Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 23/8/12). Entretanto, tenho que a questão se encontra preclusa no Superior Tribunal de Justiça, pois a decisão singular que assentou a intempestividade do AREsp n 239.489/BA, conforme se infere do autos, está acobertada pelo trânsito em julgado (fl. 282 do anexo 3). Com efeito, essa circunstância afasta a plausibilidade jurídica dos argumentos trazidos pela impetrante. De qualquer forma, cumpre lembrar, ainda, o entendimento de que não se revela admissível “a ação de habeas corpus, quando se pretende discutir os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante o E. Superior Tribunal de Justiça” (HC n 115.573/SP, decisão monocrática, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 23/11/12). No mesmo sentido: “HABEAS CORPUS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE NATUREZA EXTRAORDINÁRIA. REPERCUSSÃO GERAL. PRETENSÃO DE CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ORDEM DENEGADA. 1. A Constituição Federal de 1988, ao cuidar do habeas corpus, pelo inciso LXVIII do art. 5..., autoriza o respectivo manejo sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. Mas a Constituição não para por aí e arremata o discurso, por ilegalidade ou abuso de poder. Pelo que, ou os autos dão conta de uma violência indevida (de um cerceio absolutamente antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade), ou de habeas corpus não se pode socorrer o paciente, devido a que a ação constitucional perde sua prestimosidade. Não se revela remédio processual prestante. 2. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 118834 / BA Na concreta situação dos autos, a pretensão da acionante esbarra na firme jurisprudência de que os temas atinentes aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais não ensejam a abertura da via recursal extraordinária, dado que as ofensas à Carta Magna, se existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo. Foi nessa linha interpretativa que o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou a repercussão geral no Recurso Extraordinário 598.365, sob a minha relatoria. 3. Ordem denegada” (HC n 108.861/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 1.../8/11). Quanto ao pedido alternativo de anulação da sentença diante de proclamada ausência de fundamentação adequada para a dosimetria da pena, assinalo que o tema não foi tratado perante o Superior Tribunal de Justiça, de modo que não há como dele se conhecer nesta impetração. A apreciação dessa questão, de forma originária, neste ensejo, por seu turno, configuraria inadmissível supressão de instância. Nesse sentido, os julgados seguintes: HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07; HC n 90.162/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 29/6/07; HC n 90.312/PR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; e HC n 86.997/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 3/2/06, entre outros. Ante o exposto, não conheço do writ. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Supremo Tribunal Federal HC 118834 / BA Na concreta situação dos autos, a pretensão da acionante esbarra na firme jurisprudência de que os temas atinentes aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais não ensejam a abertura da via recursal extraordinária, dado que as ofensas à Carta Magna, se existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo. Foi nessa linha interpretativa que o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou a repercussão geral no Recurso Extraordinário 598.365, sob a minha relatoria. 3. Ordem denegada” (HC n 108.861/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 1.../8/11). Quanto ao pedido alternativo de anulação da sentença diante de proclamada ausência de fundamentação adequada para a dosimetria da pena, assinalo que o tema não foi tratado perante o Superior Tribunal de Justiça, de modo que não há como dele se conhecer nesta impetração. A apreciação dessa questão, de forma originária, neste ensejo, por seu turno, configuraria inadmissível supressão de instância. Nesse sentido, os julgados seguintes: HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07; HC n 90.162/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 29/6/07; HC n 90.312/PR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; e HC n 86.997/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 3/2/06, entre outros. Ante o exposto, não conheço do writ. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854646. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, encontro muita dificuldade em placitar situação concreta em que o recurso se mostra tempestivo e permanece, no contexto jurídico, a extemporaneidade desse mesmo recurso. Disse, em uma das últimas sessões no Plenário, que o fechamento do foro, por esta ou aquela razão, em dia no qual normalmente estaria aberto, deve estar certificado, pela Secretaria, no processo. O que houve – e fico nessa primeira parte – no caso? Glosou-se recurso interposto como intempestivo quando, na verdade, era tempestivo e, em jogo a liberdade de ir e vir, manuseou-se o habeas corpus, que entendo adequado. Peço vênia ao relator para implementar a ordem a fim de que o Superior prossiga no julgamento do recurso que entendeu inoportuno e não o é. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863930. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 118.834 BAHIA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, encontro muita dificuldade em placitar situação concreta em que o recurso se mostra tempestivo e permanece, no contexto jurídico, a extemporaneidade desse mesmo recurso. Disse, em uma das últimas sessões no Plenário, que o fechamento do foro, por esta ou aquela razão, em dia no qual normalmente estaria aberto, deve estar certificado, pela Secretaria, no processo. O que houve – e fico nessa primeira parte – no caso? Glosou-se recurso interposto como intempestivo quando, na verdade, era tempestivo e, em jogo a liberdade de ir e vir, manuseou-se o habeas corpus, que entendo adequado. Peço vênia ao relator para implementar a ordem a fim de que o Superior prossiga no julgamento do recurso que entendeu inoportuno e não o é. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.834 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816899 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 118.834 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : DANIEL COSTA SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816899 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 118 . 834", "ARE n 749 . 992 - MG / AgR", "Recurso Extraordinário n 626 . 358 / MG", "HC n 115 . 573 / SP", "HC 118834 / BA", "HC 118834 / BA", "HABEAS CORPUS 118 . 834 BAHIA", "AREsp n 239 . 489 / BA", "ação penal 0074182 - 90 . 2010 . 805 . 0001", "HABEAS CORPUS 118 . 834", "AREsp n 239 . 489 / BA", "ação penal 0074182 - 90 . 2010 . 805 . 0001", "HC 118834 / BA", "239", ".", "489", "/", "BA", "Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 118834", "BA 239 . 489 / BA", "Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 118 . 834 BAHIA", "AREsp n 239 . 489 / BA", "Súmula n 7 do Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n 7 do Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 118 . 834 BAHIA", "AREsp n 239 . 489 /", "Súmula n 7 do Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n 7 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 118834 / BA", "AREsp n 24 . 409 / SP", "ARE n 749 . 992 - MG / AgR", "Recurso Extraordinário n 626 . 358 / MG", "HC 118834 / BA", "AREsp 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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) :GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 4ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. JUIZ DO TRABALHO. COMPROVAÇÃO DE ATIVIDADE JURÍDICA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA ADI 3.460. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ESPECÍFICA DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE. TEMA SUBJACENTE SUBMETIDO À REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806303. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) :GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 4ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão por mim proferida em 10/02/2014, em que neguei seguimento à presente reclamação, sob os seguintes fundamentos, verbis: “Antes de examinar se, de fato, há desobediência à decisão proferida na ação direta de inconstitucionalidade, é preciso esclarecer o que fora discutido nela. No bojo da ADI nº 3.460, julgou o STF a constitucionalidade do art. 7º, caput e parágrafo único, da Resolução nº 35/2002, com a redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 55/2004 do Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Portanto, os efeitos erga omnes decorrentes do referido julgamento dizem respeito, tão somente, à Resolução editada pelo Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, de modo que não constitui descumprimento ao aresto do Pretório Excelso a decisão do Juízo da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal que permitiu a comprovação do tempo de atividade jurídica em momento posterior, em concurso para o cargo de Juiz do Trabalho Substituto do TRT da 10ª Região. Demais disso, como bem ressaltado pela decisão ora reclamada, o julgado proferido na ADI nº 3.460 limitou-se a definir a constitucionalidade do critério adotado na Resolução do CSMPDFT, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) :GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 4ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão por mim proferida em 10/02/2014, em que neguei seguimento à presente reclamação, sob os seguintes fundamentos, verbis: “Antes de examinar se, de fato, há desobediência à decisão proferida na ação direta de inconstitucionalidade, é preciso esclarecer o que fora discutido nela. No bojo da ADI nº 3.460, julgou o STF a constitucionalidade do art. 7º, caput e parágrafo único, da Resolução nº 35/2002, com a redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 55/2004 do Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Portanto, os efeitos erga omnes decorrentes do referido julgamento dizem respeito, tão somente, à Resolução editada pelo Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, de modo que não constitui descumprimento ao aresto do Pretório Excelso a decisão do Juízo da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal que permitiu a comprovação do tempo de atividade jurídica em momento posterior, em concurso para o cargo de Juiz do Trabalho Substituto do TRT da 10ª Região. Demais disso, como bem ressaltado pela decisão ora reclamada, o julgado proferido na ADI nº 3.460 limitou-se a definir a constitucionalidade do critério adotado na Resolução do CSMPDFT, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 9351 AGR / DF não impedindo a adoção de outro. O tema relativo ao momento de comprovação do triênio de atividade jurídica, conquanto relativo a concurso para ingresso no cargo de juiz substituto, está submetido à sistemática da repercussão geral, no RE nº 655.265, o que demonstra que a decisão proferida na ADI nº 3.460 não teve o alcance pretendido pelo ora Reclamante. Tendo a Reclamação constitucional o objetivo de preservar a autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, verifica-se que, na hipótese dos autos, não restou caracterizada qualquer desobediência à decisão exarada por esta Corte. O que pretende o reclamante é fazer uso do instrumento processual da Reclamação como sucedâneo de recurso. Restou assentado neste Tribunal que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Por derradeiro, os fundamentos do ato reclamado não guardam identidade material com a discussão travada na ação mencionada como paradigma. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido, vale conferir os precedentes abaixo colacionados, verbis: ‘Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal’ (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF não impedindo a adoção de outro. O tema relativo ao momento de comprovação do triênio de atividade jurídica, conquanto relativo a concurso para ingresso no cargo de juiz substituto, está submetido à sistemática da repercussão geral, no RE nº 655.265, o que demonstra que a decisão proferida na ADI nº 3.460 não teve o alcance pretendido pelo ora Reclamante. Tendo a Reclamação constitucional o objetivo de preservar a autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, verifica-se que, na hipótese dos autos, não restou caracterizada qualquer desobediência à decisão exarada por esta Corte. O que pretende o reclamante é fazer uso do instrumento processual da Reclamação como sucedâneo de recurso. Restou assentado neste Tribunal que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Por derradeiro, os fundamentos do ato reclamado não guardam identidade material com a discussão travada na ação mencionada como paradigma. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido, vale conferir os precedentes abaixo colacionados, verbis: ‘Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal’ (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 9351 AGR / DF Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008). ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes’ (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). Ex positis, nego seguimento à presente Reclamação, com base no art. 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, ficando prejudicado o pedido de liminar.” Nas suas razões de recurso, a agravante alega que: “De fato, é certo que no âmbito da ADI nº 3.460 discutiu-se a constitucionalidade de resolução do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, e não de norma para ingresso na Magistratura. No entanto, a questão analisada é a mesma, ou seja, a exigência de três anos de prática jurídica no ato da inscrição definitiva em concurso público, prevista na Constituição de 1988. Desse modo, o magistrado da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal contrariou os fundamentos e os motivos determinantes do julgado proferido na referida ação direta, uma vez que o efeito vinculante do julgado proferido pelo STF, em controle abstrato de constitucionalidade, não está adstrito à parte dispositiva do acórdão proferido, estendendo-se também à ratio decidendi. [...] Assim, embora a decisão em controle abstrato tenha analisado a constitucionalidade da norma de ingresso no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, é evidente que os motivos determinantes do acórdão da ADI nº 3.460/DF podem e devem ter caráter 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008). ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes’ (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). Ex positis, nego seguimento à presente Reclamação, com base no art. 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, ficando prejudicado o pedido de liminar.” Nas suas razões de recurso, a agravante alega que: “De fato, é certo que no âmbito da ADI nº 3.460 discutiu-se a constitucionalidade de resolução do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, e não de norma para ingresso na Magistratura. No entanto, a questão analisada é a mesma, ou seja, a exigência de três anos de prática jurídica no ato da inscrição definitiva em concurso público, prevista na Constituição de 1988. Desse modo, o magistrado da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal contrariou os fundamentos e os motivos determinantes do julgado proferido na referida ação direta, uma vez que o efeito vinculante do julgado proferido pelo STF, em controle abstrato de constitucionalidade, não está adstrito à parte dispositiva do acórdão proferido, estendendo-se também à ratio decidendi. [...] Assim, embora a decisão em controle abstrato tenha analisado a constitucionalidade da norma de ingresso no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, é evidente que os motivos determinantes do acórdão da ADI nº 3.460/DF podem e devem ter caráter 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 9351 AGR / DF transcendente, uma vez que os efeitos vinculantes também se referem à ratio decidendi, o que garante a similitude necessária entre o acórdão paradigma e a decisão reclamada. Isso porque, ao se permitir a restrição consubstanciada na decisão ora recorrida, segunda a qual a própria razão de decidir invocada por esse Supremo Tribunal Federal, naquela ação direta, não tem efeito vinculante, o controle objetivo de constitucionalidade passa a ter caráter de controle subjetivo, limitado a um caso concreto, o que claramente não é o objetivo do instituto em questão. [...] Nesses termos, entender que o julgamento de mérito proferido na ADI nº 3.460/DF não vincula os órgãos do Poder Judiciário - quanto ao ingresso de seus membros - implica rejeitar a própria utilidade da prestação jurisdicional efetivada no processo de controle abstrato da referida ação direta, qual seja, a de afirmar a constitucionalidade do dispositivo que determina a necessidade de comprovação de 3 (três) anos de atividade jurídica na data da inscrição no concurso para membro do Ministério Público ou da magistratura. Portanto, in casu, tanto a parte dispositiva do julgado proferido da ADI nº 3.460, que determinou que é constitucional a determinação de comprovação de 3 anos de atividade jurídica no momento da inscrição definitiva, quando a sua fundamentação, fazem com que o referido julgado possa servir de parâmetro para a presente reclamação.” Por fim, requer o provimento do presente recurso para reforma da decisão agravada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF transcendente, uma vez que os efeitos vinculantes também se referem à ratio decidendi, o que garante a similitude necessária entre o acórdão paradigma e a decisão reclamada. Isso porque, ao se permitir a restrição consubstanciada na decisão ora recorrida, segunda a qual a própria razão de decidir invocada por esse Supremo Tribunal Federal, naquela ação direta, não tem efeito vinculante, o controle objetivo de constitucionalidade passa a ter caráter de controle subjetivo, limitado a um caso concreto, o que claramente não é o objetivo do instituto em questão. [...] Nesses termos, entender que o julgamento de mérito proferido na ADI nº 3.460/DF não vincula os órgãos do Poder Judiciário - quanto ao ingresso de seus membros - implica rejeitar a própria utilidade da prestação jurisdicional efetivada no processo de controle abstrato da referida ação direta, qual seja, a de afirmar a constitucionalidade do dispositivo que determina a necessidade de comprovação de 3 (três) anos de atividade jurídica na data da inscrição no concurso para membro do Ministério Público ou da magistratura. Portanto, in casu, tanto a parte dispositiva do julgado proferido da ADI nº 3.460, que determinou que é constitucional a determinação de comprovação de 3 anos de atividade jurídica no momento da inscrição definitiva, quando a sua fundamentação, fazem com que o referido julgado possa servir de parâmetro para a presente reclamação.” Por fim, requer o provimento do presente recurso para reforma da decisão agravada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de desconstituir o fundamento da decisão agravada. Verifica-se, pois, que não merece reparos a decisão que se baseou na jurisprudência desta Corte no sentido do não cabimento da reclamação em razão da ausência de identidade perfeita entre o ato impugnado e a decisão apontada como paradigma, prevalecendo a tese da rejeição da teoria dos motivos determinantes nesta Corte. Nesse sentido, vale conferir os seguintes precedentes, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO — CABIMENTO DA AÇÃO CONSTITUCIONAL — AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE — TRANSCENDÊNCIA DE MOTIVOS — TESE NÃO ADOTADA PELA CORTE — AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. É necessária a existência de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do STF para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 2. Embora haja similitude quanto à temática de fundo, o uso da reclamação, no caso dos autos, não se amolda ao mecanismo da transcendência dos motivos determinantes, de modo que não se promove a cassação de decisões eventualmente confrontantes com o entendimento do STF por esta via processual. Precedente. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 3.294-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 29/11/2011) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de desconstituir o fundamento da decisão agravada. Verifica-se, pois, que não merece reparos a decisão que se baseou na jurisprudência desta Corte no sentido do não cabimento da reclamação em razão da ausência de identidade perfeita entre o ato impugnado e a decisão apontada como paradigma, prevalecendo a tese da rejeição da teoria dos motivos determinantes nesta Corte. Nesse sentido, vale conferir os seguintes precedentes, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO — CABIMENTO DA AÇÃO CONSTITUCIONAL — AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE — TRANSCENDÊNCIA DE MOTIVOS — TESE NÃO ADOTADA PELA CORTE — AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. É necessária a existência de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do STF para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 2. Embora haja similitude quanto à temática de fundo, o uso da reclamação, no caso dos autos, não se amolda ao mecanismo da transcendência dos motivos determinantes, de modo que não se promove a cassação de decisões eventualmente confrontantes com o entendimento do STF por esta via processual. Precedente. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 3.294-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 29/11/2011) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 9351 AGR / DF “RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADO DESRESPEITO AO ACÓRDÃO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 2.868. INEXISTÊNCIA. LEI 4.233/02, DO MUNICÍPIO DE INDAIATUBA/SP, QUE FIXOU, COMO DE PEQUENO VALOR, AS CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA MUNICIPAL ATÉ R$ 3.000,00 (TRÊS MIL REAIS). FALTA DE IDENTIDADE ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E O ACÓRDÃO PARADIGMÁTICO. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 2.868, examinou a validade constitucional da Lei piauiense 5.250/02. Diploma legislativo que fixa, no âmbito da Fazenda estadual, o quantum da obrigação de pequeno valor. Por se tratar, no caso, de lei do Município de Indaiatuba/SP, o acolhimento do pedido da reclamação demandaria a atribuição de efeitos irradiantes aos motivos determinantes da decisão tomada no controle abstrato de normas. Tese rejeitada pela maioria do Tribunal. 2. Inexistência de identidade entre a decisão reclamada e o acórdão paradigmático. Enquanto aquela reconheceu a inconstitucionalidade da Lei municipal 4.233/02 ‘por ausência de vinculação da quantia considerada como de pequeno valor a um determinado número de salários mínimos, como fizera a norma constitucional provisória (art. 87 do ADCT)’, este se limitou ‘a proclamar a possibilidade de que o valor estabelecido na norma estadual fosse inferior ao parâmetro constitucional’. 3. Reclamação julgada improcedente.” (Rcl 3.014/SP, Rel. Min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 21/5/2010) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. SUPRESSÃO PELA FIOCRUZ DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SEM OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. VIOLAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 3. NÃO OCORRÊNCIA. APLICABILIDADE DA TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES REJEITADA PELO SUPREMO. AGRAVO DESPROVIDO. I – Só é possível verificar se houve ou não descumprimento da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF “RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADO DESRESPEITO AO ACÓRDÃO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 2.868. INEXISTÊNCIA. LEI 4.233/02, DO MUNICÍPIO DE INDAIATUBA/SP, QUE FIXOU, COMO DE PEQUENO VALOR, AS CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA MUNICIPAL ATÉ R$ 3.000,00 (TRÊS MIL REAIS). FALTA DE IDENTIDADE ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E O ACÓRDÃO PARADIGMÁTICO. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 2.868, examinou a validade constitucional da Lei piauiense 5.250/02. Diploma legislativo que fixa, no âmbito da Fazenda estadual, o quantum da obrigação de pequeno valor. Por se tratar, no caso, de lei do Município de Indaiatuba/SP, o acolhimento do pedido da reclamação demandaria a atribuição de efeitos irradiantes aos motivos determinantes da decisão tomada no controle abstrato de normas. Tese rejeitada pela maioria do Tribunal. 2. Inexistência de identidade entre a decisão reclamada e o acórdão paradigmático. Enquanto aquela reconheceu a inconstitucionalidade da Lei municipal 4.233/02 ‘por ausência de vinculação da quantia considerada como de pequeno valor a um determinado número de salários mínimos, como fizera a norma constitucional provisória (art. 87 do ADCT)’, este se limitou ‘a proclamar a possibilidade de que o valor estabelecido na norma estadual fosse inferior ao parâmetro constitucional’. 3. Reclamação julgada improcedente.” (Rcl 3.014/SP, Rel. Min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 21/5/2010) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. SUPRESSÃO PELA FIOCRUZ DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SEM OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. VIOLAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 3. NÃO OCORRÊNCIA. APLICABILIDADE DA TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES REJEITADA PELO SUPREMO. AGRAVO DESPROVIDO. I – Só é possível verificar se houve ou não descumprimento da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 9351 AGR / DF Súmula Vinculante 3 nos processos em curso no Tribunal de Contas da União, uma vez que o enunciado, com força vinculante, apenas àquela Corte se dirige. II – Este Supremo Tribunal, por ocasião do julgamento da Rcl 3.014/SP, Rel. Min. Ayres Britto, rejeitou a aplicação da chamada ‘teoria da transcendência dos motivos determinantes’. III – Agravo a que se nega provimento.” (Rcl 9.778-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 11/11/2011) Registro, ainda, que esta Corte, em 15/12/2011, reconheceu a existência de repercussão geral da questão versada no RE nº 655.265/DF, que trata, na origem, do ato apontado como objeto desta Reclamação (Ação Ordinária nº 2008.34.00.004700-3). Logo, a matéria relativa ao momento da exigência de comprovação da atividade jurídica deverá ser submetida, oportunamente, a apreciação do STF. Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF Súmula Vinculante 3 nos processos em curso no Tribunal de Contas da União, uma vez que o enunciado, com força vinculante, apenas àquela Corte se dirige. II – Este Supremo Tribunal, por ocasião do julgamento da Rcl 3.014/SP, Rel. Min. Ayres Britto, rejeitou a aplicação da chamada ‘teoria da transcendência dos motivos determinantes’. III – Agravo a que se nega provimento.” (Rcl 9.778-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 11/11/2011) Registro, ainda, que esta Corte, em 15/12/2011, reconheceu a existência de repercussão geral da questão versada no RE nº 655.265/DF, que trata, na origem, do ato apontado como objeto desta Reclamação (Ação Ordinária nº 2008.34.00.004700-3). Logo, a matéria relativa ao momento da exigência de comprovação da atividade jurídica deverá ser submetida, oportunamente, a apreciação do STF. Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) : GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 4ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820022 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) : GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 4ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820022 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6873152
2014-09-16T00:00:00
2014-10-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. JUIZ DO TRABALHO. COMPROVAÇÃO DE ATIVIDADE JURÍDICA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA ADI 3.460. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ESPECÍFICA DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE. TEMA SUBJACENTE SUBMETIDO À REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur278903
- Acórdão(s) citado(s): (TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS) Rcl 3014 (TP), Rcl 3294 AgR (TP), Rcl 9778 AgR (TP). (CONCURSO PÚBLICO, COMPROVAÇÃO DE ATIVIDADE JURÍDICA) RE 655265 RG. Número de páginas: 9. Análise: 14/10/2014, MAR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
9351
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 9351 AgR
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AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) : GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 4ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL
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Ementa e Acórdão 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) :GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 4... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. JUIZ DO TRABALHO. COMPROVAÇÃO DE ATIVIDADE JURÍDICA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA ADI 3.460. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ESPECÍFICA DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE. TEMA SUBJACENTE SUBMETIDO À REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de setembro de 2014. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806303. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) :GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 4... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão por mim proferida em 10/02/2014, em que neguei seguimento à presente reclamação, sob os seguintes fundamentos, verbis: “Antes de examinar se, de fato, há desobediência à decisão proferida na ação direta de inconstitucionalidade, é preciso esclarecer o que fora discutido nela. No bojo da ADI n 3.460, julgou o Supremo Tribunal Federal a constitucionalidade do art. 7..., caput e parágrafo único, da Resolução n 35/2002, com a redação dada pelo art. 1... da Resolução n 55/2004 do Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Portanto, os efeitos erga omnes decorrentes do referido julgamento dizem respeito, tão somente, à Resolução editada pelo Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, de modo que não constitui descumprimento ao aresto do Pretório Excelso a decisão do Juízo da 4... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal que permitiu a comprovação do tempo de atividade jurídica em momento posterior, em concurso para o cargo de Juiz do Trabalho Substituto do TRT da 10... Região. Demais disso, como bem ressaltado pela decisão ora reclamada, o julgado proferido na ADI n 3.460 limitou-se a definir a constitucionalidade do critério adotado na Resolução do CSMPDFT, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) :GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 4... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela União em face de decisão por mim proferida em 10/02/2014, em que neguei seguimento à presente reclamação, sob os seguintes fundamentos, verbis: “Antes de examinar se, de fato, há desobediência à decisão proferida na ação direta de inconstitucionalidade, é preciso esclarecer o que fora discutido nela. No bojo da ADI n 3.460, julgou o Supremo Tribunal Federal a constitucionalidade do art. 7..., caput e parágrafo único, da Resolução n 35/2002, com a redação dada pelo art. 1... da Resolução n 55/2004 do Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Portanto, os efeitos erga omnes decorrentes do referido julgamento dizem respeito, tão somente, à Resolução editada pelo Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, de modo que não constitui descumprimento ao aresto do Pretório Excelso a decisão do Juízo da 4... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal que permitiu a comprovação do tempo de atividade jurídica em momento posterior, em concurso para o cargo de Juiz do Trabalho Substituto do TRT da 10... Região. Demais disso, como bem ressaltado pela decisão ora reclamada, o julgado proferido na ADI n 3.460 limitou-se a definir a constitucionalidade do critério adotado na Resolução do CSMPDFT, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 9351 AGR / DF não impedindo a adoção de outro. O tema relativo ao momento de comprovação do triênio de atividade jurídica, conquanto relativo a concurso para ingresso no cargo de juiz substituto, está submetido à sistemática da repercussão geral, no Recurso Extraordinário n 655.265, o que demonstra que a decisão proferida na ADI n 3.460 não teve o alcance pretendido pelo ora Reclamante. Tendo a Reclamação constitucional o objetivo de preservar a autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, verifica-se que, na hipótese dos autos, não restou caracterizada qualquer desobediência à decisão exarada por esta Corte. O que pretende o reclamante é fazer uso do instrumento processual da Reclamação como sucedâneo de recurso. Restou assentado neste Tribunal que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Por derradeiro, os fundamentos do ato reclamado não guardam identidade material com a discussão travada na ação mencionada como paradigma. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido, vale conferir os precedentes abaixo colacionados, verbis: ‘Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal’ (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF não impedindo a adoção de outro. O tema relativo ao momento de comprovação do triênio de atividade jurídica, conquanto relativo a concurso para ingresso no cargo de juiz substituto, está submetido à sistemática da repercussão geral, no Recurso Extraordinário n 655.265, o que demonstra que a decisão proferida na ADI n 3.460 não teve o alcance pretendido pelo ora Reclamante. Tendo a Reclamação constitucional o objetivo de preservar a autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, verifica-se que, na hipótese dos autos, não restou caracterizada qualquer desobediência à decisão exarada por esta Corte. O que pretende o reclamante é fazer uso do instrumento processual da Reclamação como sucedâneo de recurso. Restou assentado neste Tribunal que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Por derradeiro, os fundamentos do ato reclamado não guardam identidade material com a discussão travada na ação mencionada como paradigma. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido, vale conferir os precedentes abaixo colacionados, verbis: ‘Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal’ (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 9351 AGR / DF Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008). ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes’ (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). Ex positis, nego seguimento à presente Reclamação, com base no art. 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, ficando prejudicado o pedido de liminar.” Nas suas razões de recurso, a agravante alega que: “De fato, é certo que no âmbito da ADI n 3.460 discutiu-se a constitucionalidade de resolução do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, e não de norma para ingresso na Magistratura. No entanto, a questão analisada é a mesma, ou seja, a exigência de três anos de prática jurídica no ato da inscrição definitiva em concurso público, prevista na Constituição de 1988. Desse modo, o magistrado da 4... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal contrariou os fundamentos e os motivos determinantes do julgado proferido na referida ação direta, uma vez que o efeito vinculante do julgado proferido pelo Supremo Tribunal Federal, em controle abstrato de constitucionalidade, não está adstrito à parte dispositiva do acórdão proferido, estendendo-se também à ratio decidendi. [...] Assim, embora a decisão em controle abstrato tenha analisado a constitucionalidade da norma de ingresso no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, é evidente que os motivos determinantes do acórdão da ADI n 3.460/DF podem e devem ter caráter 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008). ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes’ (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). Ex positis, nego seguimento à presente Reclamação, com base no art. 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, ficando prejudicado o pedido de liminar.” Nas suas razões de recurso, a agravante alega que: “De fato, é certo que no âmbito da ADI n 3.460 discutiu-se a constitucionalidade de resolução do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, e não de norma para ingresso na Magistratura. No entanto, a questão analisada é a mesma, ou seja, a exigência de três anos de prática jurídica no ato da inscrição definitiva em concurso público, prevista na Constituição de 1988. Desse modo, o magistrado da 4... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal contrariou os fundamentos e os motivos determinantes do julgado proferido na referida ação direta, uma vez que o efeito vinculante do julgado proferido pelo Supremo Tribunal Federal, em controle abstrato de constitucionalidade, não está adstrito à parte dispositiva do acórdão proferido, estendendo-se também à ratio decidendi. [...] Assim, embora a decisão em controle abstrato tenha analisado a constitucionalidade da norma de ingresso no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, é evidente que os motivos determinantes do acórdão da ADI n 3.460/DF podem e devem ter caráter 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 9351 AGR / DF transcendente, uma vez que os efeitos vinculantes também se referem à ratio decidendi, o que garante a similitude necessária entre o acórdão paradigma e a decisão reclamada. Isso porque, ao se permitir a restrição consubstanciada na decisão ora recorrida, segunda a qual a própria razão de decidir invocada por esse Supremo Tribunal Federal, naquela ação direta, não tem efeito vinculante, o controle objetivo de constitucionalidade passa a ter caráter de controle subjetivo, limitado a um caso concreto, o que claramente não é o objetivo do instituto em questão. [...] Nesses termos, entender que o julgamento de mérito proferido na ADI n 3.460/DF não vincula os órgãos do Poder Judiciário - quanto ao ingresso de seus membros - implica rejeitar a própria utilidade da prestação jurisdicional efetivada no processo de controle abstrato da referida ação direta, qual seja, a de afirmar a constitucionalidade do dispositivo que determina a necessidade de comprovação de 3 (três) anos de atividade jurídica na data da inscrição no concurso para membro do Ministério Público ou da magistratura. Portanto, in casu, tanto a parte dispositiva do julgado proferido da ADI n 3.460, que determinou que é constitucional a determinação de comprovação de 3 anos de atividade jurídica no momento da inscrição definitiva, quando a sua fundamentação, fazem com que o referido julgado possa servir de parâmetro para a presente reclamação.” Por fim, requer o provimento do presente recurso para reforma da decisão agravada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF transcendente, uma vez que os efeitos vinculantes também se referem à ratio decidendi, o que garante a similitude necessária entre o acórdão paradigma e a decisão reclamada. Isso porque, ao se permitir a restrição consubstanciada na decisão ora recorrida, segunda a qual a própria razão de decidir invocada por esse Supremo Tribunal Federal, naquela ação direta, não tem efeito vinculante, o controle objetivo de constitucionalidade passa a ter caráter de controle subjetivo, limitado a um caso concreto, o que claramente não é o objetivo do instituto em questão. [...] Nesses termos, entender que o julgamento de mérito proferido na ADI n 3.460/DF não vincula os órgãos do Poder Judiciário - quanto ao ingresso de seus membros - implica rejeitar a própria utilidade da prestação jurisdicional efetivada no processo de controle abstrato da referida ação direta, qual seja, a de afirmar a constitucionalidade do dispositivo que determina a necessidade de comprovação de 3 (três) anos de atividade jurídica na data da inscrição no concurso para membro do Ministério Público ou da magistratura. Portanto, in casu, tanto a parte dispositiva do julgado proferido da ADI n 3.460, que determinou que é constitucional a determinação de comprovação de 3 anos de atividade jurídica no momento da inscrição definitiva, quando a sua fundamentação, fazem com que o referido julgado possa servir de parâmetro para a presente reclamação.” Por fim, requer o provimento do presente recurso para reforma da decisão agravada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de desconstituir o fundamento da decisão agravada. Verifica-se, pois, que não merece reparos a decisão que se baseou na jurisprudência desta Corte no sentido do não cabimento da reclamação em razão da ausência de identidade perfeita entre o ato impugnado e a decisão apontada como paradigma, prevalecendo a tese da rejeição da teoria dos motivos determinantes nesta Corte. Nesse sentido, vale conferir os seguintes precedentes, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO — CABIMENTO DA AÇÃO CONSTITUCIONAL — AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE — TRANSCENDÊNCIA DE MOTIVOS — TESE NÃO ADOTADA PELA CORTE — AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. É necessária a existência de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 2. Embora haja similitude quanto à temática de fundo, o uso da reclamação, no caso dos autos, não se amolda ao mecanismo da transcendência dos motivos determinantes, de modo que não se promove a cassação de decisões eventualmente confrontantes com o entendimento do Supremo Tribunal Federal por esta via processual. Precedente. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 3.294-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 29/11/2011) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Supremo Tribunal Federal 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. A agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de desconstituir o fundamento da decisão agravada. Verifica-se, pois, que não merece reparos a decisão que se baseou na jurisprudência desta Corte no sentido do não cabimento da reclamação em razão da ausência de identidade perfeita entre o ato impugnado e a decisão apontada como paradigma, prevalecendo a tese da rejeição da teoria dos motivos determinantes nesta Corte. Nesse sentido, vale conferir os seguintes precedentes, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO — CABIMENTO DA AÇÃO CONSTITUCIONAL — AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE — TRANSCENDÊNCIA DE MOTIVOS — TESE NÃO ADOTADA PELA CORTE — AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. É necessária a existência de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 2. Embora haja similitude quanto à temática de fundo, o uso da reclamação, no caso dos autos, não se amolda ao mecanismo da transcendência dos motivos determinantes, de modo que não se promove a cassação de decisões eventualmente confrontantes com o entendimento do Supremo Tribunal Federal por esta via processual. Precedente. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 3.294-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 29/11/2011) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 9351 AGR / DF “RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADO DESRESPEITO AO ACÓRDÃO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 2.868. INEXISTÊNCIA. LEI 4.233/02, DO MUNICÍPIO DE INDAIATUBA/SP, QUE FIXOU, COMO DE PEQUENO VALOR, AS CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA MUNICIPAL ATÉ R$ 3.000,00 (TRÊS MIL REAIS). FALTA DE IDENTIDADE ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E O ACÓRDÃO PARADIGMÁTICO. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 2.868, examinou a validade constitucional da Lei piauiense 5.250/02. Diploma legislativo que fixa, no âmbito da Fazenda estadual, o quantum da obrigação de pequeno valor. Por se tratar, no caso, de lei do Município de Indaiatuba/SP, o acolhimento do pedido da reclamação demandaria a atribuição de efeitos irradiantes aos motivos determinantes da decisão tomada no controle abstrato de normas. Tese rejeitada pela maioria do Tribunal. 2. Inexistência de identidade entre a decisão reclamada e o acórdão paradigmático. Enquanto aquela reconheceu a inconstitucionalidade da Lei municipal 4.233/02 ‘por ausência de vinculação da quantia considerada como de pequeno valor a um determinado número de salários mínimos, como fizera a norma constitucional provisória (art. 87 do ADCT)’, este se limitou ‘a proclamar a possibilidade de que o valor estabelecido na norma estadual fosse inferior ao parâmetro constitucional’. 3. Reclamação julgada improcedente.” (Rcl 3.014/SP, Rel. Min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 21/5/2010) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. SUPRESSÃO PELA FIOCRUZ DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SEM OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. VIOLAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 3. NÃO OCORRÊNCIA. APLICABILIDADE DA TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES REJEITADA PELO SUPREMO. AGRAVO DESPROVIDO. I – Só é possível verificar se houve ou não descumprimento da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF “RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADO DESRESPEITO AO ACÓRDÃO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 2.868. INEXISTÊNCIA. LEI 4.233/02, DO MUNICÍPIO DE INDAIATUBA/SP, QUE FIXOU, COMO DE PEQUENO VALOR, AS CONDENAÇÕES À FAZENDA PÚBLICA MUNICIPAL ATÉ R$ 3.000,00 (TRÊS MIL REAIS). FALTA DE IDENTIDADE ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E O ACÓRDÃO PARADIGMÁTICO. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 2.868, examinou a validade constitucional da Lei piauiense 5.250/02. Diploma legislativo que fixa, no âmbito da Fazenda estadual, o quantum da obrigação de pequeno valor. Por se tratar, no caso, de lei do Município de Indaiatuba/SP, o acolhimento do pedido da reclamação demandaria a atribuição de efeitos irradiantes aos motivos determinantes da decisão tomada no controle abstrato de normas. Tese rejeitada pela maioria do Tribunal. 2. Inexistência de identidade entre a decisão reclamada e o acórdão paradigmático. Enquanto aquela reconheceu a inconstitucionalidade da Lei municipal 4.233/02 ‘por ausência de vinculação da quantia considerada como de pequeno valor a um determinado número de salários mínimos, como fizera a norma constitucional provisória (art. 87 do ADCT)’, este se limitou ‘a proclamar a possibilidade de que o valor estabelecido na norma estadual fosse inferior ao parâmetro constitucional’. 3. Reclamação julgada improcedente.” (Rcl 3.014/SP, Rel. Min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 21/5/2010) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. SUPRESSÃO PELA FIOCRUZ DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SEM OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. VIOLAÇÃO DA SÚMULA VINCULANTE 3. NÃO OCORRÊNCIA. APLICABILIDADE DA TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES REJEITADA PELO SUPREMO. AGRAVO DESPROVIDO. I – Só é possível verificar se houve ou não descumprimento da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 9351 AGR / DF Súmula Vinculante 3 nos processos em curso no Tribunal de Contas da União, uma vez que o enunciado, com força vinculante, apenas àquela Corte se dirige. II – Este Supremo Tribunal, por ocasião do julgamento da Rcl 3.014/SP, Rel. Min. Ayres Britto, rejeitou a aplicação da chamada ‘teoria da transcendência dos motivos determinantes’. III – Agravo a que se nega provimento.” (Rcl 9.778-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 11/11/2011) Registro, ainda, que esta Corte, em 15/12/2011, reconheceu a existência de repercussão geral da questão versada no Recurso Extraordinário n 655.265/DF, que trata, na origem, do ato apontado como objeto desta Reclamação (Ação Ordinária n 2008.34.00.004700-3). Logo, a matéria relativa ao momento da exigência de comprovação da atividade jurídica deverá ser submetida, oportunamente, a apreciação do Supremo Tribunal Federal. Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Supremo Tribunal Federal RCL 9351 AGR / DF Súmula Vinculante 3 nos processos em curso no Tribunal de Contas da União, uma vez que o enunciado, com força vinculante, apenas àquela Corte se dirige. II – Este Supremo Tribunal, por ocasião do julgamento da Rcl 3.014/SP, Rel. Min. Ayres Britto, rejeitou a aplicação da chamada ‘teoria da transcendência dos motivos determinantes’. III – Agravo a que se nega provimento.” (Rcl 9.778-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 11/11/2011) Registro, ainda, que esta Corte, em 15/12/2011, reconheceu a existência de repercussão geral da questão versada no Recurso Extraordinário n 655.265/DF, que trata, na origem, do ato apontado como objeto desta Reclamação (Ação Ordinária n 2008.34.00.004700-3). Logo, a matéria relativa ao momento da exigência de comprovação da atividade jurídica deverá ser submetida, oportunamente, a apreciação do Supremo Tribunal Federal. Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6806305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 16/09/2014 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) : GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 4... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820022 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.351 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA ADV.(A/S) : GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 4... VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 16.9.2014. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados, assumindo a cadeira do Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6820022 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 9 . 351", "ADI 3 . 460", "RECLAMAÇÃO 9 . 351", "ADI n 3 . 460", "ADI n 3 . 460", "ADI n 3 . 460", "ADI n 3 . 460", "Recurso Extraordinário n 655 . 265", "ADI n 3 . 460", "RTJ 134 / 1033", "Rcl 4 . 381 - AgR", "Rcl 6 . 534 - AgR", "Recurso Extraordinário n 655 . 265", "ADI n 3 . 460", "RTJ 134 / 1033", "Rcl 4 . 381 - AgR", "Rcl 6 . 534 - AgR", "RCL 9351 AGR / DF", "Rcl 8 . 780 - AgR", "ADI n 3 . 460", "ADI n 3 . 460 / DF", "RCL 9351", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551 / RJ", "Rcl 8 . 780 - AgR", "ADI n 3 . 460", "ADI n 3 . 460 / DF", "ADI n 3 . 460 / DF", "ADI n 3 . 460", "RCL 9351 AGR / DF", "ADI n 3 . 460 / DF", "ADI n 3 . 460", "RECLAMAÇÃO 9 . 351", "Rcl 3 . 294 - AgR / RN", "RECLAMAÇÃO 9 . 351", "Rcl 3 . 294 - AgR / RN", "ADI 2 . 868", "Rcl 3 . 014 / SP", "ADI 2 . 868", "Rcl 3 . 014 / SP", "Rcl 3 . 014 / SP", "Rcl 9 . 778 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário n 655 . 265 / DF", "Ação Ordinária n 2008 . 34 . 00 . 004700 - 3", "RCL 9351 AGR / DF", "Rcl 3 . 014 / SP", "Rcl 9 . 778 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário n 655 . 265 / DF", "Ação Ordinária n 2008 . 34 . 00 . 004700 - 3" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 35 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , caput e", "Resolução n 55 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 161 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 161 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 4 . 233 / 02", "Lei piauiense 5 . 250 / 02", "Lei municipal 4 . 233 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 4 . 233 / 02", "Lei piauiense 5 . 250 / 02", "Lei municipal 4 . 233 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE INDAIATUBA / SP", "Município de Indaiatuba / SP", "MUNICÍPIO DE INDAIATUBA / SP", "Município de Indaiatuba / SP", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "4", "VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "4", ".", ".", "VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "4", "Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "TRT da 10 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA FEDERAL DA", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal", "Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "4", ".", ". Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "TRT da 10 . . . 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Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "4", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "4", "VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA FEDERAL", "SEÇÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA", "GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA", "GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA", "GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "LUIZ FUX", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA", "GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "JAELINE BOSO PORTELA DE SANTANA", "GABRIEL AUGUSTO PORTELA DE SANTANA", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "09", "/", "2014", "16 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "10", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "10", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "10", ".", "2008", "11", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "10", ".", "2008", "11", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "29", "/", "11", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "29", "/", "11", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2011", "15", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2011", "15", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "09", "/", "2014", "16", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006). CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. INCIDÊNCIA EM PATAMAR INFERIOR AO MÁXIMO PREVISTO. VIABILIDADE. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. ELEMENTO INDICATIVO DO GRAU DE ENVOLVIMENTO DO AGENTE COM A CRIMINALIDADE. FATOR RELEVANTE PARA A GRADAÇÃO DA MINORANTE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. O tráfico privilegiado, com minorante aplicável na terceira fase da dosimetria, pode ter sua extensão definida à luz do montante da droga apreendida, permitindo ao magistrado movimentar a redução dentro da escala penal de um sexto a dois terços, mediante o reconhecimento do menor ou maior envolvimento do agente com a criminalidade, máxime por ser conhecida no processo penal a figura da presunção hominis ou facti, consoante precedentes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. (Doutrina: LEONE, Giovanni. Trattato di Diritto Processuale Penale. v. II. Napoli: Casa Editrice Dott. Eugenio Jovene, 1961. p. 161-162). 2. A redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra in procedendo aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863769. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão RHC 118652 / MS Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 3. A Primeira Turma deste Supremo Tribunal vem reconhecendo a possibilidade de considerar-se a natureza e a quantidade da droga apreendida como elementos indicativos do grau de envolvimento do agente com a vida criminosa, a autorizar maior ou menor redução da pena pelo art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/06. Precedentes: HC 107581, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012; HC 102487, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 01/06/2010. 4. In casu, a) o paciente foi condenado pela prática do crime de tráfico de drogas à pena de 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes, em razão de ter sido preso em flagrante transportando 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha", em fundo falso de um automóvel. b) O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul destacou que a enorme quantidade de entorpecentes apreendida em poder do paciente justifica a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/6 (um sexto). c) Conforme assentou o Superior Tribunal de Justiça, “o paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012 e obteve o livramento condicional, em 28/03/2012”, o que torna prejudicado o pleito quanto à fixação do regime diverso de fechado. 5. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de novembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863769. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 3. A Primeira Turma deste Supremo Tribunal vem reconhecendo a possibilidade de considerar-se a natureza e a quantidade da droga apreendida como elementos indicativos do grau de envolvimento do agente com a vida criminosa, a autorizar maior ou menor redução da pena pelo art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/06. Precedentes: HC 107581, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012; HC 102487, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 01/06/2010. 4. In casu, a) o paciente foi condenado pela prática do crime de tráfico de drogas à pena de 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes, em razão de ter sido preso em flagrante transportando 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha", em fundo falso de um automóvel. b) O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul destacou que a enorme quantidade de entorpecentes apreendida em poder do paciente justifica a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/6 (um sexto). c) Conforme assentou o Superior Tribunal de Justiça, “o paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012 e obteve o livramento condicional, em 28/03/2012”, o que torna prejudicado o pleito quanto à fixação do regime diverso de fechado. 5. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de novembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto pela Defensoria Pública da União, em benefício de Otair Moreira de Miranda, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que possui a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. DOSIMETRIA. PENA-BASE. EXASPERAÇÃO. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4.º, DA NOVA LEI DE TÓXICOS. FIXAÇÃO DO QUANTUM DE REDUÇÃO. APLICAÇÃO, PELO JUÍZO SENTENCIANTE, NO PATAMAR DE 1/6 (UM SEXTO). SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR SANÇÕES RESTRITIVAS DE DIREITOS. INVIABILIDADE. REQUISITO OBJETIVO NÃO PREENCHIDO. PLEITO DE FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL ABERTO. CONCESSÃO, PELO JUÍZO DAS EXECUÇÕES. PERDA DO INTERESSE PROCESSUAL. PREJUDICIALIDADE. ORDEM DE HABEAS CORPUS PREJUDICADA, EM PARTE E, NO MAIS, DENEGADA. 1. No caso, o Paciente foi preso em flagrante, em 09/04/2010, e posteriormente condenado como incurso no art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto pela Defensoria Pública da União, em benefício de Otair Moreira de Miranda, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que possui a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. DOSIMETRIA. PENA-BASE. EXASPERAÇÃO. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4.º, DA NOVA LEI DE TÓXICOS. FIXAÇÃO DO QUANTUM DE REDUÇÃO. APLICAÇÃO, PELO JUÍZO SENTENCIANTE, NO PATAMAR DE 1/6 (UM SEXTO). SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR SANÇÕES RESTRITIVAS DE DIREITOS. INVIABILIDADE. REQUISITO OBJETIVO NÃO PREENCHIDO. PLEITO DE FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL ABERTO. CONCESSÃO, PELO JUÍZO DAS EXECUÇÕES. PERDA DO INTERESSE PROCESSUAL. PREJUDICIALIDADE. ORDEM DE HABEAS CORPUS PREJUDICADA, EM PARTE E, NO MAIS, DENEGADA. 1. No caso, o Paciente foi preso em flagrante, em 09/04/2010, e posteriormente condenado como incurso no art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório RHC 118652 / MS 33, § 4.º, da Lei n.º 11.343/06, às penas de 04 (quatro) anos e 07 (sete) meses de reclusão, em regime inicial fechado, porque, juntamente com outro corréu, foi flagrado "por policiais militares transportando 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha, os quais e encontravam acondicionados em um fundo falso do veículo GM/Corsa, placas HRL-4340." 2. A exasperação da pena-base restou suficientemente fundamentada, em razão da quantidade e natureza da droga apreendida, qual seja, 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha". 3. O art. 42 da Lei n.º 11.343/2006 impõe ao Juiz considerar, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da droga, tanto na fixação da pena-base, quanto na determinação do grau de redução da pena pela causa de diminuição prevista no § 4.º do art. 33 da nova Lei de Tóxicos. 4. Na espécie, à luz do art. 42 da Lei n.º 11.343/2006, a diversidade e a natureza das substâncias entorpecentes apreendidas justificam a fixação da pena-base acima do mínimo legal, bem como a não aplicação do redutor no grau máximo (2/3). 5. Não havendo ilegalidade na fixação do quantum a ser reduzido pela minorante do art. 33, § 4.º, da Lei de Drogas, é vedado, na estreita via do habeas corpus, proceder ao amplo reexame dos critérios considerados para a sua fixação, por demandar análise de matéria fático-probatória. 6. A Resolução n.º 05/2012, do Senado Federal, suspendeu "a execução da expressão 'vedada a conversão em penas restritivas de direitos' do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do Habeas Corpus nº 97.256/RS". 7. Não obstante o afastamento da vedação legal, constata- se que, no caso em apreço, não se mostra cabível a conversão da pena privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, já que o Paciente não preenche os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo em vista, sobretudo, o quantum da pena 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS 33, § 4.º, da Lei n.º 11.343/06, às penas de 04 (quatro) anos e 07 (sete) meses de reclusão, em regime inicial fechado, porque, juntamente com outro corréu, foi flagrado "por policiais militares transportando 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha, os quais e encontravam acondicionados em um fundo falso do veículo GM/Corsa, placas HRL-4340." 2. A exasperação da pena-base restou suficientemente fundamentada, em razão da quantidade e natureza da droga apreendida, qual seja, 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha". 3. O art. 42 da Lei n.º 11.343/2006 impõe ao Juiz considerar, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da droga, tanto na fixação da pena-base, quanto na determinação do grau de redução da pena pela causa de diminuição prevista no § 4.º do art. 33 da nova Lei de Tóxicos. 4. Na espécie, à luz do art. 42 da Lei n.º 11.343/2006, a diversidade e a natureza das substâncias entorpecentes apreendidas justificam a fixação da pena-base acima do mínimo legal, bem como a não aplicação do redutor no grau máximo (2/3). 5. Não havendo ilegalidade na fixação do quantum a ser reduzido pela minorante do art. 33, § 4.º, da Lei de Drogas, é vedado, na estreita via do habeas corpus, proceder ao amplo reexame dos critérios considerados para a sua fixação, por demandar análise de matéria fático-probatória. 6. A Resolução n.º 05/2012, do Senado Federal, suspendeu "a execução da expressão 'vedada a conversão em penas restritivas de direitos' do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do Habeas Corpus nº 97.256/RS". 7. Não obstante o afastamento da vedação legal, constata- se que, no caso em apreço, não se mostra cabível a conversão da pena privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, já que o Paciente não preenche os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo em vista, sobretudo, o quantum da pena 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Relatório RHC 118652 / MS aplicada, estabelecida em 04 (quatro) anos e 07 (sete) meses de reclusão. 8. Prejudicado o pedido de fixação de regime aberto de cumprimento da pena, pois informações complementares prestadas pelo Juízo da Execução noticiam que o Paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012, e obteve livramento condicional, em 28/03/2012. 9. Ordem de Habeas corpus parcialmente prejudicada e, no mais, denegada.” Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 09/04/2010, por transportar 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha" no interior de um veículo. Após a instrução criminal, o paciente foi condenado à pena de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses de reclusão e ao pagamento de 275 (duzentos e setenta e cinco) dias-multa, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006 (tráfico de drogas). Inconformado, o parquet interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul, o qual foi dado parcial provimento para aumentar a pena do paciente para 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão e a pena pecuniária para 458 (quatrocentos e cinquenta e oito) dias-multa, mantendo-se o regime inicial fechado. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que julgou parcialmente prejudicado o pedido, e no mais, denegou a ordem. É contra esse acórdão que foi interposto o presente recurso ordinário. A recorrente alega, inicialmente, que ao contrário do que decidido pelo Superior Tribunal de Justiça não houve perda do objeto do writ 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS aplicada, estabelecida em 04 (quatro) anos e 07 (sete) meses de reclusão. 8. Prejudicado o pedido de fixação de regime aberto de cumprimento da pena, pois informações complementares prestadas pelo Juízo da Execução noticiam que o Paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012, e obteve livramento condicional, em 28/03/2012. 9. Ordem de Habeas corpus parcialmente prejudicada e, no mais, denegada.” Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 09/04/2010, por transportar 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha" no interior de um veículo. Após a instrução criminal, o paciente foi condenado à pena de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses de reclusão e ao pagamento de 275 (duzentos e setenta e cinco) dias-multa, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006 (tráfico de drogas). Inconformado, o parquet interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul, o qual foi dado parcial provimento para aumentar a pena do paciente para 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão e a pena pecuniária para 458 (quatrocentos e cinquenta e oito) dias-multa, mantendo-se o regime inicial fechado. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que julgou parcialmente prejudicado o pedido, e no mais, denegou a ordem. É contra esse acórdão que foi interposto o presente recurso ordinário. A recorrente alega, inicialmente, que ao contrário do que decidido pelo Superior Tribunal de Justiça não houve perda do objeto do writ 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório RHC 118652 / MS quanto ao regime inicial de cumprimento de pena, pois, embora o paciente esteja atualmente em regime aberto, no gozo de livramento condicional, “há possibilidade de eventual regressão de regime, que poderia redundar no retorno do paciente ao regime semiaberto e, em última análise, ao fechado”. Alega, ainda, que a quantidade e a qualidade da droga foi utilizada na dosimetria da pena para majorar a pena-base acima do mínimo legal, bem como para fixar a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4° da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/6 (um sexto). Argumenta, nesse sentido, que houve flagrante violação ao princípio do non bis in idem, “não podendo falar assim, em devida fundamentação dos decretos condenatórios”. Requer, ao final, o provimento do recurso para que seja fixado o regime inicial diverso de fechado para cumprimento da pena, bem como “para que se proceda à diminuição da pena-base do paciente e à majoração da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4°, da Lei 11.343/2006”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela prejudicialidade do recurso quanto ao regime prisional e, no restante, pelo seu improvimento, em parecer que possui a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO APLICADA PELO TRIBUNAL A QUO FUNDAMENTADA NA QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE SUPERIOR A QUATRO ANOS, QUE OBSTA A SUA SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44, CP). REGIME PRISIONAL. PROGRESSÃO DE REGIME PARA O ABERTO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS quanto ao regime inicial de cumprimento de pena, pois, embora o paciente esteja atualmente em regime aberto, no gozo de livramento condicional, “há possibilidade de eventual regressão de regime, que poderia redundar no retorno do paciente ao regime semiaberto e, em última análise, ao fechado”. Alega, ainda, que a quantidade e a qualidade da droga foi utilizada na dosimetria da pena para majorar a pena-base acima do mínimo legal, bem como para fixar a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4° da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/6 (um sexto). Argumenta, nesse sentido, que houve flagrante violação ao princípio do non bis in idem, “não podendo falar assim, em devida fundamentação dos decretos condenatórios”. Requer, ao final, o provimento do recurso para que seja fixado o regime inicial diverso de fechado para cumprimento da pena, bem como “para que se proceda à diminuição da pena-base do paciente e à majoração da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4°, da Lei 11.343/2006”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela prejudicialidade do recurso quanto ao regime prisional e, no restante, pelo seu improvimento, em parecer que possui a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO APLICADA PELO TRIBUNAL A QUO FUNDAMENTADA NA QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE SUPERIOR A QUATRO ANOS, QUE OBSTA A SUA SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44, CP). REGIME PRISIONAL. PROGRESSÃO DE REGIME PARA O ABERTO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Relatório RHC 118652 / MS POSTERIORMENTE À PRESENTE IMPETRAÇÃO. PRETENSÃO PREJUDICADA NESTA PARTE. - Parecer pela prejudicialidade do recurso quanto ao regime prisional e, no restante, pelo seu improvimento.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS POSTERIORMENTE À PRESENTE IMPETRAÇÃO. PRETENSÃO PREJUDICADA NESTA PARTE. - Parecer pela prejudicialidade do recurso quanto ao regime prisional e, no restante, pelo seu improvimento.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme relatado, a controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar máximo de 2/3, bem como da modificação do regime inicial de cumprimento da pena. Com efeito, a dosimetria da pena imposta à paciente encontra-se devida e suficientemente motivada, não justificando qualquer correção ou reparo por este Supremo Tribunal Federal, o que somente se justifica em casos excepcionais de arbitrariedade ou teratologia. Verifica-se que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, no julgamento do recurso de apelação criminal, considerando a quantidade da droga apreendida em poder do paciente, decidiu, fundamentadamente, pela incidência da causa de diminuição na fração de 1/6 (um sexto), nos seguintes termos: “(…) Contudo é certo que não se pode olvidar que o acusado transportava imensa quantidade de droga – 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha, o que evidentemente deve ser valorado em seu desfavor ante a expressa dicção do art. 42, da Lei n. 11.343/06. (...) De outra banda, razão assiste ao Parquet quanto à readequação da fração aplicada pleo reconhecimento do art. 33, § 4 °, da Lei de Drogas. Há de se registrar que OTAIR sequer seria merecedor do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme relatado, a controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar máximo de 2/3, bem como da modificação do regime inicial de cumprimento da pena. Com efeito, a dosimetria da pena imposta à paciente encontra-se devida e suficientemente motivada, não justificando qualquer correção ou reparo por este Supremo Tribunal Federal, o que somente se justifica em casos excepcionais de arbitrariedade ou teratologia. Verifica-se que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, no julgamento do recurso de apelação criminal, considerando a quantidade da droga apreendida em poder do paciente, decidiu, fundamentadamente, pela incidência da causa de diminuição na fração de 1/6 (um sexto), nos seguintes termos: “(…) Contudo é certo que não se pode olvidar que o acusado transportava imensa quantidade de droga – 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha, o que evidentemente deve ser valorado em seu desfavor ante a expressa dicção do art. 42, da Lei n. 11.343/06. (...) De outra banda, razão assiste ao Parquet quanto à readequação da fração aplicada pleo reconhecimento do art. 33, § 4 °, da Lei de Drogas. Há de se registrar que OTAIR sequer seria merecedor do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS benefício, em razão da elevada quantidade de droga, evidenciando de maneira cristalina se tratar de integrante de organização criminosa – embora a sua participação ocorra de maneira indireta, ainda que não se possa determinar qual organização, pelo fato de não se ter alcançado toda a estrutura do tráfico. Ocorre, porém, que o Órgão Ministerial não pleiteou a exclusão da eventualidade delitiva (art. 33, § 4°, da Lei n. 11.343/06), mas apenas a sua readequação. Assim, uma vez reconhecida a eventualidade pela instância singular é certo que os vultosos 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha devem ser considerados no estabelecimento da fração de diminuição, conforme o previsto art. 42, da Lei de Drogas. Desse modo, a diminuta aplicada em favor do apelante deve ser estabelecida no mínimo legal, qual seja de 1/6 (um sexto)” (grifei). Assentada a idoneidade da fundamentação exposta pela Corte estadual, frise-se, em seguida, que, como bem apontado pelo Superior Tribunal de Justiça no acórdão ora impugnado, verbis: “Não se trata de violação ao princípio do non bis in idem, mas apenas da utilização da mesma regra em finalidades e momentos distintos. Com efeito, no primeiro momento da dosimetria, os critérios do art. 59 do Código Penal e do art. 42 da Lei n.º 11.343/2006 servem para fundamentar a pena-base, enquanto no último momento do sistema trifásico, os mesmos parâmetros serão utilizados para se estabelecer o patamar de redução a ser aplicado, razão da minorante prevista no art. 33, § 4.º, da Lei Antitóxicos. (…) Na espécie, à luz do art. 42 da Lei n.º 11.343/2006, a quantidade e a natureza das substâncias entorpecentes apreendidas – 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha" – justificam a fixação da pena-base acima do mínimo legal, bem como a não aplicação do redutor no grau máximo (2/3), 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS benefício, em razão da elevada quantidade de droga, evidenciando de maneira cristalina se tratar de integrante de organização criminosa – embora a sua participação ocorra de maneira indireta, ainda que não se possa determinar qual organização, pelo fato de não se ter alcançado toda a estrutura do tráfico. Ocorre, porém, que o Órgão Ministerial não pleiteou a exclusão da eventualidade delitiva (art. 33, § 4°, da Lei n. 11.343/06), mas apenas a sua readequação. Assim, uma vez reconhecida a eventualidade pela instância singular é certo que os vultosos 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha devem ser considerados no estabelecimento da fração de diminuição, conforme o previsto art. 42, da Lei de Drogas. Desse modo, a diminuta aplicada em favor do apelante deve ser estabelecida no mínimo legal, qual seja de 1/6 (um sexto)” (grifei). Assentada a idoneidade da fundamentação exposta pela Corte estadual, frise-se, em seguida, que, como bem apontado pelo Superior Tribunal de Justiça no acórdão ora impugnado, verbis: “Não se trata de violação ao princípio do non bis in idem, mas apenas da utilização da mesma regra em finalidades e momentos distintos. Com efeito, no primeiro momento da dosimetria, os critérios do art. 59 do Código Penal e do art. 42 da Lei n.º 11.343/2006 servem para fundamentar a pena-base, enquanto no último momento do sistema trifásico, os mesmos parâmetros serão utilizados para se estabelecer o patamar de redução a ser aplicado, razão da minorante prevista no art. 33, § 4.º, da Lei Antitóxicos. (…) Na espécie, à luz do art. 42 da Lei n.º 11.343/2006, a quantidade e a natureza das substâncias entorpecentes apreendidas – 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha" – justificam a fixação da pena-base acima do mínimo legal, bem como a não aplicação do redutor no grau máximo (2/3), 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS conforme ponderado pelo acórdão combatido”. Destarte, o montante da droga apreendida pode constituir o amparo probatório para a terceira fase da dosimetria no que tange à minorante denominada “tráfico privilegiado”, permitindo ao magistrado movimentar a redução dentro da escala penal de um sexto a dois terços, mediante o reconhecimento do menor ou maior envolvimento do agente com a criminalidade. Deveras, na seara do Direito Processual Penal, o princípio do favor rei não ilide a possibilidade de utilização de presunções hominis ou facti, pelo juiz, para decidir sobre a procedência do ius puniendi. Tanto procede a afirmação, que o Código de Processo Penal prevê expressamente a prova indiciária, assim a definindo no art. 239: “Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias”. Giovanni Leone nos brinda com magistral explicação a respeito do tema: “Presunção é ‘a indução da existência de um fato desconhecido pela existência de um fato conhecido, supondo-se que deva ser verdadeiro para o caso concreto aquilo que ordinariamente sói ser para a maior parte dos casos nos quais aquele fato acontece’. (...) A presunção é legal (praesumptio iuris seu legis) se a ilação do conhecido ao desconhecido é feita pela lei; por outro lado, a presunção é do homem (praesumptio facti, seu hominis, seu iudicis) se a ilação é feita pelo juiz, constituindo, portanto, uma operação mental do juiz. (…) No Direito Processual Penal não existem, de regra, ficções e presunções legais (…). Existe, ao contrário, a possibilidade de inclusão, no processo penal, como em qualquer outro processo, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS conforme ponderado pelo acórdão combatido”. Destarte, o montante da droga apreendida pode constituir o amparo probatório para a terceira fase da dosimetria no que tange à minorante denominada “tráfico privilegiado”, permitindo ao magistrado movimentar a redução dentro da escala penal de um sexto a dois terços, mediante o reconhecimento do menor ou maior envolvimento do agente com a criminalidade. Deveras, na seara do Direito Processual Penal, o princípio do favor rei não ilide a possibilidade de utilização de presunções hominis ou facti, pelo juiz, para decidir sobre a procedência do ius puniendi. Tanto procede a afirmação, que o Código de Processo Penal prevê expressamente a prova indiciária, assim a definindo no art. 239: “Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias”. Giovanni Leone nos brinda com magistral explicação a respeito do tema: “Presunção é ‘a indução da existência de um fato desconhecido pela existência de um fato conhecido, supondo-se que deva ser verdadeiro para o caso concreto aquilo que ordinariamente sói ser para a maior parte dos casos nos quais aquele fato acontece’. (...) A presunção é legal (praesumptio iuris seu legis) se a ilação do conhecido ao desconhecido é feita pela lei; por outro lado, a presunção é do homem (praesumptio facti, seu hominis, seu iudicis) se a ilação é feita pelo juiz, constituindo, portanto, uma operação mental do juiz. (…) No Direito Processual Penal não existem, de regra, ficções e presunções legais (…). Existe, ao contrário, a possibilidade de inclusão, no processo penal, como em qualquer outro processo, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS das presunções hominis. A expressão máxima da presunção hominis é dada pela prova indiciária”. (Tradução livre do texto: “Presunzione è "l'induzione della esistenza di un fatto ignoto da quella di un fatto noto, sul presupposto che debba essere vero pel caso concreto ciò che ordinariamente suole essere vero per la maggior parte dei casi in cui quello rientra". (...) La presunzione è legale (praesumptio iuris seu legis) se la illazione dal noto all'ignoto è fatta dalla legge; ovvero dell'uomo (praesumptio facti, seu hominis, seu iudicis) se la illazione è fatta dal giudice, costituendo pertanto una operazione mentale del giudice. (...) Nel diritto processuale penale nonesistono, di regola, finzioni e presunzioni legali (...). Trovano invece possibilità di inserimento nel processo penale, come in ogni altro processo, le presunzioni hominis. L'espressione massima della presunzione hominis è data dalle prove indiziarie.”) (LEONE, Giovanni. Trattato di Diritto Processuale Penale. v. II. Napoli: Casa Editrice Dott. Eugenio Jovene, 1961. p. 161- 162) Através de um fato devidamente provado que não constitui elemento do tipo penal, o julgador pode, mediante raciocínio engendrado com supedâneo nas suas experiências empíricas, concluir pela ocorrência de circunstância relevante para a qualificação penal da conduta e para a dosimetria. Eugênio Pacelli de Oliveira explica, com exemplar clareza, o instituto: Na verdade, o indício mencionado no art. 239 do CPP não chega a ser propriamente um meio de prova. Trata-se, antes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS das presunções hominis. A expressão máxima da presunção hominis é dada pela prova indiciária”. (Tradução livre do texto: “Presunzione è "l'induzione della esistenza di un fatto ignoto da quella di un fatto noto, sul presupposto che debba essere vero pel caso concreto ciò che ordinariamente suole essere vero per la maggior parte dei casi in cui quello rientra". (...) La presunzione è legale (praesumptio iuris seu legis) se la illazione dal noto all'ignoto è fatta dalla legge; ovvero dell'uomo (praesumptio facti, seu hominis, seu iudicis) se la illazione è fatta dal giudice, costituendo pertanto una operazione mentale del giudice. (...) Nel diritto processuale penale nonesistono, di regola, finzioni e presunzioni legali (...). Trovano invece possibilità di inserimento nel processo penale, come in ogni altro processo, le presunzioni hominis. L'espressione massima della presunzione hominis è data dalle prove indiziarie.”) (LEONE, Giovanni. Trattato di Diritto Processuale Penale. v. II. Napoli: Casa Editrice Dott. Eugenio Jovene, 1961. p. 161- 162) Através de um fato devidamente provado que não constitui elemento do tipo penal, o julgador pode, mediante raciocínio engendrado com supedâneo nas suas experiências empíricas, concluir pela ocorrência de circunstância relevante para a qualificação penal da conduta e para a dosimetria. Eugênio Pacelli de Oliveira explica, com exemplar clareza, o instituto: Na verdade, o indício mencionado no art. 239 do CPP não chega a ser propriamente um meio de prova. Trata-se, antes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS disso, da utilização de um raciocínio dedutivo, para, a partir da valoração da prova de um fato ou de uma circunstância, chegar- se à conclusão da existência de um outro ou de uma outra. Com efeito, pelo indício, afirma-se a existência do conhecimento de uma circunstância do fato delituoso, por meio de um processo dedutivo cujo objeto é a prova da existência de outro fato. Parte-se, então, para um juízo de lógica dedutiva para a valoração de circunstâncias que estejam relacionadas com o fato em apuração. (Curso de Processo Penal. 10ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. p. 367) Nesse sentido, a jurisprudência da Primeira Turma, inclusive, vem reconhecendo a possibilidade de considerar-se a quantidade da droga apreendida como elemento indicativo do grau de envolvimento do agente com a vida criminosa, a autorizar maior ou menor redução da pena pelo art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/06, ainda que o montante de entorpecente tenha figurado como elemento desfavorável na primeira fase da aplicação da pena, conforme indicam os seguintes precedentes: “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO. CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. FRAÇÃO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REGIME INICIAL FECHADO. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser o writ amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS disso, da utilização de um raciocínio dedutivo, para, a partir da valoração da prova de um fato ou de uma circunstância, chegar- se à conclusão da existência de um outro ou de uma outra. Com efeito, pelo indício, afirma-se a existência do conhecimento de uma circunstância do fato delituoso, por meio de um processo dedutivo cujo objeto é a prova da existência de outro fato. Parte-se, então, para um juízo de lógica dedutiva para a valoração de circunstâncias que estejam relacionadas com o fato em apuração. (Curso de Processo Penal. 10ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. p. 367) Nesse sentido, a jurisprudência da Primeira Turma, inclusive, vem reconhecendo a possibilidade de considerar-se a quantidade da droga apreendida como elemento indicativo do grau de envolvimento do agente com a vida criminosa, a autorizar maior ou menor redução da pena pelo art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/06, ainda que o montante de entorpecente tenha figurado como elemento desfavorável na primeira fase da aplicação da pena, conforme indicam os seguintes precedentes: “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO. CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. FRAÇÃO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REGIME INICIAL FECHADO. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser o writ amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. A quantidade e a variedade da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente valorados no dimensionamento do benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, § 3º, do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. (HC 107581, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 179 DIVULG 11-09-2012 PUBLIC 12-09-2012) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). UTILIZAÇÃO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS EM DUAS DAS TRÊS FASES DA DOSIMETRIA. INOCORRÊNCIA. REPRIMENDA ADEQUADA PARA REPROVAÇÃO E 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. A quantidade e a variedade da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente valorados no dimensionamento do benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, § 3º, do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. (HC 107581, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 179 DIVULG 11-09-2012 PUBLIC 12-09-2012) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). UTILIZAÇÃO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS EM DUAS DAS TRÊS FASES DA DOSIMETRIA. INOCORRÊNCIA. REPRIMENDA ADEQUADA PARA REPROVAÇÃO E 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS PREVENÇÃO DO CRIME. IMPOSSIBILIDADE DE SE AVALIAR, NA VIA DO HABEAS CORPUS, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL FORAM CONDENADOS OS PACIENTES. ORDEM DENEGADA. I - Tenho que o magistrado não se utilizou das mesmas circunstâncias judiciais (quantidade e qualidade da droga) para fixar as penas-bases dos pacientes e, em ato posterior, diminuí- las no patamar mínimo (1/6), decorrente da aplicação do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena liberdade de aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O habeas corpus não pode ser utilizado como forma de se verificar qual a pena adequada para os delitos pelos quais o paciente foi condenado, uma vez que representaria um novo juízo de reprovabilidade. IV - Ordem denegada” (HC 102487, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 01/06/2010, DJe-110 DIVULG 17-06-2010 PUBLIC 18-06-2010 EMENT VOL-02406-03 PP-00668 LEXSTF v. 32, n. 379, 2010, p. 412-418 LEXSTF v. 32, n. 380, 2010, p. 449-455). A entender-se de forma contrária, restaria anulada a vontade do legislador de conferir certo grau de discricionariedade ao magistrado, por meio da fixação de uma escala de diminuição de pena de um sexto a dois terços, à míngua de elementos que possam ser utilizados pelo juiz para dimensionar a incidência da minorante dentro dessa escala. Ao exposto agregue-se ainda que a jurisprudência desta Corte é no sentido de que o magistrado não está obrigado a aplicar o grau máximo da redução prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/20006, tendo discricionariedade para aplicar a redução no patamar que julgue necessário e suficiente para reprovação do crime, desde que faça de forma 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS PREVENÇÃO DO CRIME. IMPOSSIBILIDADE DE SE AVALIAR, NA VIA DO HABEAS CORPUS, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL FORAM CONDENADOS OS PACIENTES. ORDEM DENEGADA. I - Tenho que o magistrado não se utilizou das mesmas circunstâncias judiciais (quantidade e qualidade da droga) para fixar as penas-bases dos pacientes e, em ato posterior, diminuí- las no patamar mínimo (1/6), decorrente da aplicação do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena liberdade de aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O habeas corpus não pode ser utilizado como forma de se verificar qual a pena adequada para os delitos pelos quais o paciente foi condenado, uma vez que representaria um novo juízo de reprovabilidade. IV - Ordem denegada” (HC 102487, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 01/06/2010, DJe-110 DIVULG 17-06-2010 PUBLIC 18-06-2010 EMENT VOL-02406-03 PP-00668 LEXSTF v. 32, n. 379, 2010, p. 412-418 LEXSTF v. 32, n. 380, 2010, p. 449-455). A entender-se de forma contrária, restaria anulada a vontade do legislador de conferir certo grau de discricionariedade ao magistrado, por meio da fixação de uma escala de diminuição de pena de um sexto a dois terços, à míngua de elementos que possam ser utilizados pelo juiz para dimensionar a incidência da minorante dentro dessa escala. Ao exposto agregue-se ainda que a jurisprudência desta Corte é no sentido de que o magistrado não está obrigado a aplicar o grau máximo da redução prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/20006, tendo discricionariedade para aplicar a redução no patamar que julgue necessário e suficiente para reprovação do crime, desde que faça de forma 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS fundamentada, tal como ocorreu na espécie. Nesse sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes: “Habeas Corpus. Tráfico de drogas e receptação (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06 e art. 180, caput, do Código Penal). Aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 no quantum de 1/6. Decisão suficientemente fundamentada. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. O juiz de primeiro grau não utilizou as mesmas circunstâncias judiciais como fundamento de mais de uma fase da dosimetria da pena, não havendo que se falar, portanto, na ocorrência de bis in idem. O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto. Ordem denegada” (HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa – grifei). “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). UTILIZAÇÃO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS EM DUAS DAS TRÊS FASES DA DOSIMETRIA. INOCORRÊNCIA. REPRIMENDA ADEQUADA PARA REPROVAÇÃO E PREVENÇÃO DO CRIME. IMPOSSIBILIDADE DE SE AVALIAR, NA VIA DO HABEAS CORPUS, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL FORAM CONDENADOS OS PACIENTES. ORDEM DENEGADA. I - Tenho que o magistrado não se utilizou das mesmas circunstâncias judiciais (quantidade e qualidade da droga) para fixar as penas-bases dos pacientes e, em ato posterior, diminuí- las no patamar mínimo (1/6), decorrente da aplicação do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS fundamentada, tal como ocorreu na espécie. Nesse sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes: “Habeas Corpus. Tráfico de drogas e receptação (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06 e art. 180, caput, do Código Penal). Aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 no quantum de 1/6. Decisão suficientemente fundamentada. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. O juiz de primeiro grau não utilizou as mesmas circunstâncias judiciais como fundamento de mais de uma fase da dosimetria da pena, não havendo que se falar, portanto, na ocorrência de bis in idem. O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto. Ordem denegada” (HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa – grifei). “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). UTILIZAÇÃO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS EM DUAS DAS TRÊS FASES DA DOSIMETRIA. INOCORRÊNCIA. REPRIMENDA ADEQUADA PARA REPROVAÇÃO E PREVENÇÃO DO CRIME. IMPOSSIBILIDADE DE SE AVALIAR, NA VIA DO HABEAS CORPUS, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL FORAM CONDENADOS OS PACIENTES. ORDEM DENEGADA. I - Tenho que o magistrado não se utilizou das mesmas circunstâncias judiciais (quantidade e qualidade da droga) para fixar as penas-bases dos pacientes e, em ato posterior, diminuí- las no patamar mínimo (1/6), decorrente da aplicação do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena liberdade de aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O habeas corpus não pode ser utilizado como forma de se verificar qual a pena adequada para os delitos pelos quais o paciente foi condenado, uma vez que representaria um novo juízo de reprovabilidade. IV - Ordem denegada” (HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski - grifei). Destaca-se, ainda, que revela-se inadequado o pedido de conversão de regime inicial para aberto e sucessivamente semiaberto, uma vez que conforme destacado no acórdão do Superior Tribunal de Justiça, consoante informações complementares prestadas pelo Juízo das Execuções, juntadas aos autos, o paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012, e obteve livramento condicional, em 28/03/2012, estando, portanto, prejudicado recurso quanto a este pedido. Ainda que assim não fosse, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, em sede de apelação, fixou a reprimenda em 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão, mantendo o regime inicial fechado, ressaltando as circunstâncias judiciais negativas verificada no caso, bem como a quantidade do entorpecente apreendido, in verbis: “(...) é certo que não se pode olvidar que o acusado transportava imensa quantidade de droga – 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha – o que, evidentemente, merece ser valorado em seu desfavor, ante a expressa dicção do art. 42, da Lei n.° 11.343/06. (…) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena liberdade de aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O habeas corpus não pode ser utilizado como forma de se verificar qual a pena adequada para os delitos pelos quais o paciente foi condenado, uma vez que representaria um novo juízo de reprovabilidade. IV - Ordem denegada” (HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski - grifei). Destaca-se, ainda, que revela-se inadequado o pedido de conversão de regime inicial para aberto e sucessivamente semiaberto, uma vez que conforme destacado no acórdão do Superior Tribunal de Justiça, consoante informações complementares prestadas pelo Juízo das Execuções, juntadas aos autos, o paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012, e obteve livramento condicional, em 28/03/2012, estando, portanto, prejudicado recurso quanto a este pedido. Ainda que assim não fosse, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, em sede de apelação, fixou a reprimenda em 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão, mantendo o regime inicial fechado, ressaltando as circunstâncias judiciais negativas verificada no caso, bem como a quantidade do entorpecente apreendido, in verbis: “(...) é certo que não se pode olvidar que o acusado transportava imensa quantidade de droga – 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha – o que, evidentemente, merece ser valorado em seu desfavor, ante a expressa dicção do art. 42, da Lei n.° 11.343/06. (…) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS No que diz respeito ao acusado OTAIR, considerando as circunstâncias judiciais já sopesadas pelo julgador singular e aquelas mencionadas acima (culpabilidade e grande quantidade da droga)” (Trecho do voto do relator no julgamento do recurso de apelação). “Em relação à pena-base do apelado OTAIR , também discordo do relator, devendo a mesma ser mantida em 6 anos de reclusão e 600 dias multa. É que além da quantidade e da natureza da droga e as circunstâncias do delito, por ter o apelado OTAIR envolvido terceiro inocente na traficância, não vislumbro, no caso concreto, outra circunstância judicial a exasperar a pena-base. (…) Na terceira fase, presente a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, reduzo a pena em 1/6, nos termos da fundamentação supra, restando a mesma definitivamente em 4 anos e 7 meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicialmente fechado” ( Trecho do voto do revisor no julgamento da apelação)”. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a fixação do regime inicial de cumprimento da pena não resulta tão- somente de seu quantum, mas, também, das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 33, § 3º do mesmo Código, verbis: “Art. 33. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semi- aberto ou aberto, salvo a necessidade de transferência a regime fechado. (...) § 3º. A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código." 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS No que diz respeito ao acusado OTAIR, considerando as circunstâncias judiciais já sopesadas pelo julgador singular e aquelas mencionadas acima (culpabilidade e grande quantidade da droga)” (Trecho do voto do relator no julgamento do recurso de apelação). “Em relação à pena-base do apelado OTAIR , também discordo do relator, devendo a mesma ser mantida em 6 anos de reclusão e 600 dias multa. É que além da quantidade e da natureza da droga e as circunstâncias do delito, por ter o apelado OTAIR envolvido terceiro inocente na traficância, não vislumbro, no caso concreto, outra circunstância judicial a exasperar a pena-base. (…) Na terceira fase, presente a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, reduzo a pena em 1/6, nos termos da fundamentação supra, restando a mesma definitivamente em 4 anos e 7 meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicialmente fechado” ( Trecho do voto do revisor no julgamento da apelação)”. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a fixação do regime inicial de cumprimento da pena não resulta tão- somente de seu quantum, mas, também, das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 33, § 3º do mesmo Código, verbis: “Art. 33. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semi- aberto ou aberto, salvo a necessidade de transferência a regime fechado. (...) § 3º. A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código." 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS Segue-se daí que, não obstante a pena ter sido fixada em quantidade que permite o início de seu cumprimento no regime semiaberto, nada impede que o juiz, à luz do artigo 59 do Código Penal, imponha regime mais gravoso. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, C/C ART. 40, I, DA LEI 11.343/06. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 8 ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, na redação conferida pela Lei 11.464/07 – que determina que o condenado pela prática de crime hediondo inicie o cumprimento da pena privativa de liberdade, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada em 27.06.12, ao julgar o HC 11.840, Relator o Ministro Dias Toffoli. Naquela ocasião, esta Corte destacou que, mesmo na hipótese de condenação por tráfico de entorpecentes, o regime inicial do cumprimento de pena não é mera decorrência do quantum da reprimenda, estando condicionado também à análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3°, do mesmo Código. 2. Revela-se possível, destarte, a imposição de regime inicial fechado em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 3. In casu, o magistrado singular condenou o paciente a 5 (cinco) anos, 4 (quatro) meses e 5 (cinco) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do tráfico internacional de entorpecentes, por ter sido preso em flagrante, em 15.08.07, com 4.004 (quatro mil gramas e quatro decigramas) de cocaína, circunstância que justificou a exasperação da pena-base acima do mínimo legal. 4. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS Segue-se daí que, não obstante a pena ter sido fixada em quantidade que permite o início de seu cumprimento no regime semiaberto, nada impede que o juiz, à luz do artigo 59 do Código Penal, imponha regime mais gravoso. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, C/C ART. 40, I, DA LEI 11.343/06. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 8 ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, na redação conferida pela Lei 11.464/07 – que determina que o condenado pela prática de crime hediondo inicie o cumprimento da pena privativa de liberdade, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada em 27.06.12, ao julgar o HC 11.840, Relator o Ministro Dias Toffoli. Naquela ocasião, esta Corte destacou que, mesmo na hipótese de condenação por tráfico de entorpecentes, o regime inicial do cumprimento de pena não é mera decorrência do quantum da reprimenda, estando condicionado também à análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3°, do mesmo Código. 2. Revela-se possível, destarte, a imposição de regime inicial fechado em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 3. In casu, o magistrado singular condenou o paciente a 5 (cinco) anos, 4 (quatro) meses e 5 (cinco) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do tráfico internacional de entorpecentes, por ter sido preso em flagrante, em 15.08.07, com 4.004 (quatro mil gramas e quatro decigramas) de cocaína, circunstância que justificou a exasperação da pena-base acima do mínimo legal. 4. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS Considerada tão-somente a quantidade da pena, o paciente, consoante o artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal, teria direito ao regime inicial semiaberto. 5. Deveras, a fixação de regime mais gravoso, in casu, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, por isso que na regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, emergindo daí o acerto da sentença condenatória ao considerar a quantidade e a qualidade do entorpecente para fixar o regime inicial fechado como o adequado à reprovação e prevenção do crime. 6. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via processual” - Sem grifos no original. (HC 104.827, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 06.02.13) “Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 1 02, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ART. 12 DA LEI 6.368/76. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 4 ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. POSSIBILIDADE. VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44 DA LEI 11.343/06). INCONSTITUCIONALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS Considerada tão-somente a quantidade da pena, o paciente, consoante o artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal, teria direito ao regime inicial semiaberto. 5. Deveras, a fixação de regime mais gravoso, in casu, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, por isso que na regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, emergindo daí o acerto da sentença condenatória ao considerar a quantidade e a qualidade do entorpecente para fixar o regime inicial fechado como o adequado à reprovação e prevenção do crime. 6. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via processual” - Sem grifos no original. (HC 104.827, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 06.02.13) “Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 1 02, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ART. 12 DA LEI 6.368/76. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 4 ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. POSSIBILIDADE. VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44 DA LEI 11.343/06). INCONSTITUCIONALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas ‘d’ e ‘i’, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Todavia, existe, no caso, excepcionalidade que justifica a concessão parcial da ordem, ex officio, 2. O artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, na redação conferida pela Lei 11.464/07 – que determina que o condenado pela prática de crime hediondo inicie o cumprimento da pena privativa de liberdade, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada em 27.06.12, ao julgar o HC 11.840, Relator o Ministro Dias Toffoli. Naquela ocasião, esta Corte destacou que, mesmo na hipótese de condenação por tráfico de entorpecentes, o regime inicial do cumprimento de pena não é mera decorrência do quantum da reprimenda, estando condicionado também à análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3°, do mesmo Código. 3. O regime inicial semiaberto revela-se possível, destarte, em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 4 anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, consoante concessão anterior do E. STJ. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada (três anos e quatro meses de reclusão), o paciente teria direito ao regime inicial aberto, consoante o artigo 33, § 2º, alínea c, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 dispõe que “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente” (sem grifos no original). É que a instância a quo, decidindo com ampla cognição, constatou que, “na hipótese presente, embora a sanção corporal não alcance 4 (quatro) anos de reclusão, tenho 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas ‘d’ e ‘i’, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Todavia, existe, no caso, excepcionalidade que justifica a concessão parcial da ordem, ex officio, 2. O artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, na redação conferida pela Lei 11.464/07 – que determina que o condenado pela prática de crime hediondo inicie o cumprimento da pena privativa de liberdade, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada em 27.06.12, ao julgar o HC 11.840, Relator o Ministro Dias Toffoli. Naquela ocasião, esta Corte destacou que, mesmo na hipótese de condenação por tráfico de entorpecentes, o regime inicial do cumprimento de pena não é mera decorrência do quantum da reprimenda, estando condicionado também à análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3°, do mesmo Código. 3. O regime inicial semiaberto revela-se possível, destarte, em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 4 anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, consoante concessão anterior do E. STJ. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada (três anos e quatro meses de reclusão), o paciente teria direito ao regime inicial aberto, consoante o artigo 33, § 2º, alínea c, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 dispõe que “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente” (sem grifos no original). É que a instância a quo, decidindo com ampla cognição, constatou que, “na hipótese presente, embora a sanção corporal não alcance 4 (quatro) anos de reclusão, tenho 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS que a considerável quantidade de entorpecentes – repito: aproximadamente 400 frascos de ‘lança-perfume’ - autorizam o estabelecimento do regime prisional intermediário, a saber, o semiaberto”. 5. O artigo 44 da Lei 11.343/06 foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, que afastou o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedida parcialmente a ordem, ex officio, para confirmar a medida liminar que removeu o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006” - Sem grifos no original. (HC 111.365, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.03.13). “Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Penal e Processual Penal. 3. Crime de desacato. Artigo 331 do CP. 4. Fixação do regime prisional semiaberto. 5. Alegação de incompatibilidade entre o regime fixado e a pena imposta. 6. Circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu justificaram a reprimenda mais severa. Ausência de violação ao princípio da individualização da pena. Inaplicabilidade do Enunciado 719. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (ARE 675.214-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 25.02.13). “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA RESTRITIVA DE DIREITOS: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. NÃO ATENDIDO O REQUISITO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS que a considerável quantidade de entorpecentes – repito: aproximadamente 400 frascos de ‘lança-perfume’ - autorizam o estabelecimento do regime prisional intermediário, a saber, o semiaberto”. 5. O artigo 44 da Lei 11.343/06 foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, que afastou o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedida parcialmente a ordem, ex officio, para confirmar a medida liminar que removeu o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006” - Sem grifos no original. (HC 111.365, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.03.13). “Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Penal e Processual Penal. 3. Crime de desacato. Artigo 331 do CP. 4. Fixação do regime prisional semiaberto. 5. Alegação de incompatibilidade entre o regime fixado e a pena imposta. 6. Circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu justificaram a reprimenda mais severa. Ausência de violação ao princípio da individualização da pena. Inaplicabilidade do Enunciado 719. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (ARE 675.214-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 25.02.13). “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA RESTRITIVA DE DIREITOS: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. NÃO ATENDIDO O REQUISITO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS SUBJETIVO PARA A FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO. 1. Pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas à Quinta Turma desse Superior Tribunal as questões referentes ao patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e à eventual possibilidade de substituição da pena. Impossibilidade de conhecimento desta impetração nessa parte, sob pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e indevida supressão de instância. 2. Reconhecida a possibilidade de fixação de regime inicial diverso do fechado, a autoridade apontada como coatora o manteve e assentou não estar atendido o requisito subjetivo previsto no art. 33 do Código Penal, consideradas a natureza do entorpecente, a habitualidade criminosa do Paciente e as circunstâncias judiciais desfavoráveis. Inexistência de constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nesta parte, ordem denegada” - Sem grifos no original. (HC 113.880, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 17.12.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. FURTO QUALIFICADO. PRETENSÃO DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO PARA O INÍCIO DO CUMPRIMENTO DE PENA. IMPOSSIBILIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REINCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. Embora a pena imposta ao Paciente tenha sido de dois anos e dois meses de reclusão, o que permitiria a fixação do regime prisional diverso do fechado para o início do cumprimento da pena, as diversas circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado. Precedentes. 3. Ordem denegada” (HC 112.351, Segunda 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS SUBJETIVO PARA A FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO. 1. Pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas à Quinta Turma desse Superior Tribunal as questões referentes ao patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e à eventual possibilidade de substituição da pena. Impossibilidade de conhecimento desta impetração nessa parte, sob pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e indevida supressão de instância. 2. Reconhecida a possibilidade de fixação de regime inicial diverso do fechado, a autoridade apontada como coatora o manteve e assentou não estar atendido o requisito subjetivo previsto no art. 33 do Código Penal, consideradas a natureza do entorpecente, a habitualidade criminosa do Paciente e as circunstâncias judiciais desfavoráveis. Inexistência de constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nesta parte, ordem denegada” - Sem grifos no original. (HC 113.880, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 17.12.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. FURTO QUALIFICADO. PRETENSÃO DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO PARA O INÍCIO DO CUMPRIMENTO DE PENA. IMPOSSIBILIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REINCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. Embora a pena imposta ao Paciente tenha sido de dois anos e dois meses de reclusão, o que permitiria a fixação do regime prisional diverso do fechado para o início do cumprimento da pena, as diversas circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado. Precedentes. 3. Ordem denegada” (HC 112.351, Segunda 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 08/11/2012 – grifei). “EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e fixação de regime inicial diverso do fechado. Via processual inadequada. Necessidade de análise do contexto fático-probatório. Substituição negada com base nas circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal. Imposição de regime inicial mais gravoso concretamente justificada. Recurso não provido. 1. No que tange à negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida substituição. 2. Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível nesta sede. 3. Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal facultando a substituição. 4. Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena e as 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 08/11/2012 – grifei). “EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e fixação de regime inicial diverso do fechado. Via processual inadequada. Necessidade de análise do contexto fático-probatório. Substituição negada com base nas circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal. Imposição de regime inicial mais gravoso concretamente justificada. Recurso não provido. 1. No que tange à negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida substituição. 2. Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível nesta sede. 3. Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal facultando a substituição. 4. Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena e as 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS especificidades próprias da legislação, especialmente porque o paciente foi flagrado com expressiva quantidade cocaína, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública. 5. Em relação ao regime prisional fechado estabelecido para o início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3º do art. 33 do Código Penal, que impõe a ‘observância dos critérios previstos no art. 59’, segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência da sanção ‘para reprovação e prevenção do crime’. 6. Recurso não provido”(RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 08/11/2012 – grifei). “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição compulsória do regime inicial fechado para cumprimento de pena. Os julgados não reconheceram direito automático a esses benefícios. A questão há de ser apreciada pelo juiz do processo 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS especificidades próprias da legislação, especialmente porque o paciente foi flagrado com expressiva quantidade cocaína, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública. 5. Em relação ao regime prisional fechado estabelecido para o início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3º do art. 33 do Código Penal, que impõe a ‘observância dos critérios previstos no art. 59’, segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência da sanção ‘para reprovação e prevenção do crime’. 6. Recurso não provido”(RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 08/11/2012 – grifei). “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição compulsória do regime inicial fechado para cumprimento de pena. Os julgados não reconheceram direito automático a esses benefícios. A questão há de ser apreciada pelo juiz do processo 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis do artigo 59 do Código Penal constituem motivo válido para negar a substituição e para impor o regime fechado, conforme remissões do art. 33, § 3º, e do art. 44, III, do mesmo diploma legal. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito” (HC 108.390, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 07/11/2012 – grifei). Ex positis, voto pelo desprovimento do presente recurso ordinário em habeas corpus. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis do artigo 59 do Código Penal constituem motivo válido para negar a substituição e para impor o regime fechado, conforme remissões do art. 33, § 3º, e do art. 44, III, do mesmo diploma legal. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito” (HC 108.390, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 07/11/2012 – grifei). Ex positis, voto pelo desprovimento do presente recurso ordinário em habeas corpus. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881737 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4893400
2013-11-05T00:00:00
2013-11-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006). CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. INCIDÊNCIA EM PATAMAR INFERIOR AO MÁXIMO PREVISTO. VIABILIDADE. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. ELEMENTO INDICATIVO DO GRAU DE ENVOLVIMENTO DO AGENTE COM A CRIMINALIDADE. FATOR RELEVANTE PARA A GRADAÇÃO DA MINORANTE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. O tráfico privilegiado, com minorante aplicável na terceira fase da dosimetria, pode ter sua extensão definida à luz do montante da droga apreendida, permitindo ao magistrado movimentar a redução dentro da escala penal de um sexto a dois terços, mediante o reconhecimento do menor ou maior envolvimento do agente com a criminalidade, máxime por ser conhecida no processo penal a figura da presunção hominis ou facti, consoante precedentes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. (Doutrina: LEONE, Giovanni. Trattato di Diritto Processuale Penale. v. II. Napoli: Casa Editrice Dott. Eugenio Jovene, 1961. p. 161-162). 2. A redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra in procedendo aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 3. A Primeira Turma deste Supremo Tribunal vem reconhecendo a possibilidade de considerar-se a natureza e a quantidade da droga apreendida como elementos indicativos do grau de envolvimento do agente com a vida criminosa, a autorizar maior ou menor redução da pena pelo art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/06. Precedentes: HC 107581, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012; HC 102487, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 01/06/2010. 4. In casu, a) o paciente foi condenado pela prática do crime de tráfico de drogas à pena de 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes, em razão de ter sido preso em flagrante transportando 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha", em fundo falso de um automóvel. b) O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul destacou que a enorme quantidade de entorpecentes apreendida em poder do paciente justifica a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/6 (um sexto). c) Conforme assentou o Superior Tribunal de Justiça, “o paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012 e obteve o livramento condicional, em 28/03/2012”, o que torna prejudicado o pleito quanto à fixação do regime diverso de fechado. 5. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido.
sjur249119
- Acórdão(s) citado(s): (TRÁFICO DE ENTORPECENTES PRIVILEGIADO, GRAU DE REDUÇÃO DE PENA, DISCRICIONARIEDADE, JUIZ) HC 99440 (2ªT), HC 102487 (1ªT). (TRÁFICO, REDUÇÃO DE PENA, NATUREZA E QUANTIDADE DE DROGA) HC 102487 (1ªT), HC 107581 (1ªT). (REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA, CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL) HC 104827 (1ªT), HC 108390 (1ªT), HC 111365 (1ªT), HC 112351 (2ªT), HC 113880 (2ªT), RHC 114742 (1ªT), ARE 675214 AgR (2ªT). Número de páginas: 26. Análise: 13/01/2014, JOS. Revisão: 18/03/2014, SER.
LUIZ FUX
Primeira Turma
118652
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00003 ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00239\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 118652
[ "" ]
RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/2006). CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. INCIDÊNCIA EM PATAMAR INFERIOR AO MÁXIMO PREVISTO. VIABILIDADE. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. ELEMENTO INDICATIVO DO GRAU DE ENVOLVIMENTO DO AGENTE COM A CRIMINALIDADE. FATOR RELEVANTE PARA A GRADAÇÃO DA MINORANTE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. O tráfico privilegiado, com minorante aplicável na terceira fase da dosimetria, pode ter sua extensão definida à luz do montante da droga apreendida, permitindo ao magistrado movimentar a redução dentro da escala penal de um sexto a dois terços, mediante o reconhecimento do menor ou maior envolvimento do agente com a criminalidade, máxime por ser conhecida no processo penal a figura da presunção hominis ou facti, consoante precedentes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. (Doutrina: LEONE, Giovanni. Trattato di Diritto Processuale Penale. v. II. Napoli: Casa Editrice Dott. Eugenio Jovene, 1961. p. 161-162). 2. A redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra in procedendo aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863769. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão RHC 118652 / MS Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 3. A Primeira Turma deste Supremo Tribunal vem reconhecendo a possibilidade de considerar-se a natureza e a quantidade da droga apreendida como elementos indicativos do grau de envolvimento do agente com a vida criminosa, a autorizar maior ou menor redução da pena pelo art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06. Precedentes: HC 107581, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012; HC 102487, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 01/06/2010. 4. In casu, a) o paciente foi condenado pela prática do crime de tráfico de drogas à pena de 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes, em razão de ter sido preso em flagrante transportando 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha", em fundo falso de um automóvel. b) O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul destacou que a enorme quantidade de entorpecentes apreendida em poder do paciente justifica a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/6 (um sexto). c) Conforme assentou o Superior Tribunal de Justiça, “o paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012 e obteve o livramento condicional, em 28/03/2012”, o que torna prejudicado o pleito quanto à fixação do regime diverso de fechado. 5. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de novembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863769. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 3. A Primeira Turma deste Supremo Tribunal vem reconhecendo a possibilidade de considerar-se a natureza e a quantidade da droga apreendida como elementos indicativos do grau de envolvimento do agente com a vida criminosa, a autorizar maior ou menor redução da pena pelo art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06. Precedentes: HC 107581, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012; HC 102487, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 01/06/2010. 4. In casu, a) o paciente foi condenado pela prática do crime de tráfico de drogas à pena de 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes, em razão de ter sido preso em flagrante transportando 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha", em fundo falso de um automóvel. b) O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul destacou que a enorme quantidade de entorpecentes apreendida em poder do paciente justifica a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/6 (um sexto). c) Conforme assentou o Superior Tribunal de Justiça, “o paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012 e obteve o livramento condicional, em 28/03/2012”, o que torna prejudicado o pleito quanto à fixação do regime diverso de fechado. 5. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de novembro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Relatório 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto pela Defensoria Pública da União, em benefício de Otair Moreira de Miranda, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que possui a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. DOSIMETRIA. PENA-BASE. EXASPERAÇÃO. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4., DA NOVA LEI DE TÓXICOS. FIXAÇÃO DO QUANTUM DE REDUÇÃO. APLICAÇÃO, PELO JUÍZO SENTENCIANTE, NO PATAMAR DE 1/6 (UM SEXTO). SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR SANÇÕES RESTRITIVAS DE DIREITOS. INVIABILIDADE. REQUISITO OBJETIVO NÃO PREENCHIDO. PLEITO DE FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL ABERTO. CONCESSÃO, PELO JUÍZO DAS EXECUÇÕES. PERDA DO INTERESSE PROCESSUAL. PREJUDICIALIDADE. ORDEM DE HABEAS CORPUS PREJUDICADA, EM PARTE E, NO MAIS, DENEGADA. 1. No caso, o Paciente foi preso em flagrante, em 09/04/2010, e posteriormente condenado como incurso no art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) :OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto pela Defensoria Pública da União, em benefício de Otair Moreira de Miranda, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que possui a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. DOSIMETRIA. PENA-BASE. EXASPERAÇÃO. MOTIVAÇÃO SUFICIENTE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4., DA NOVA LEI DE TÓXICOS. FIXAÇÃO DO QUANTUM DE REDUÇÃO. APLICAÇÃO, PELO JUÍZO SENTENCIANTE, NO PATAMAR DE 1/6 (UM SEXTO). SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR SANÇÕES RESTRITIVAS DE DIREITOS. INVIABILIDADE. REQUISITO OBJETIVO NÃO PREENCHIDO. PLEITO DE FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL ABERTO. CONCESSÃO, PELO JUÍZO DAS EXECUÇÕES. PERDA DO INTERESSE PROCESSUAL. PREJUDICIALIDADE. ORDEM DE HABEAS CORPUS PREJUDICADA, EM PARTE E, NO MAIS, DENEGADA. 1. No caso, o Paciente foi preso em flagrante, em 09/04/2010, e posteriormente condenado como incurso no art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório RHC 118652 / MS 33, § 4., da Lei n. 11.343/06, às penas de 04 (quatro) anos e 07 (sete) meses de reclusão, em regime inicial fechado, porque, juntamente com outro corréu, foi flagrado "por policiais militares transportando 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha, os quais e encontravam acondicionados em um fundo falso do veículo GM/Corsa, placas HRL-4340." 2. A exasperação da pena-base restou suficientemente fundamentada, em razão da quantidade e natureza da droga apreendida, qual seja, 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha". 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006 impõe ao Juiz considerar, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da droga, tanto na fixação da pena-base, quanto na determinação do grau de redução da pena pela causa de diminuição prevista no § 4. do art. 33 da nova Lei de Tóxicos. 4. Na espécie, à luz do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, a diversidade e a natureza das substâncias entorpecentes apreendidas justificam a fixação da pena-base acima do mínimo legal, bem como a não aplicação do redutor no grau máximo (2/3). 5. Não havendo ilegalidade na fixação do quantum a ser reduzido pela minorante do art. 33, § 4., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), é vedado, na estreita via do habeas corpus, proceder ao amplo reexame dos critérios considerados para a sua fixação, por demandar análise de matéria fático-probatória. 6. A Resolução n. 05/2012, do Senado Federal, suspendeu "a execução da expressão 'vedada a conversão em penas restritivas de direitos' do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do Habeas Corpus n 97.256/RS". 7. Não obstante o afastamento da vedação legal, constata- se que, no caso em apreço, não se mostra cabível a conversão da pena privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, já que o Paciente não preenche os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo em vista, sobretudo, o quantum da pena 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS 33, § 4., da Lei n. 11.343/06, às penas de 04 (quatro) anos e 07 (sete) meses de reclusão, em regime inicial fechado, porque, juntamente com outro corréu, foi flagrado "por policiais militares transportando 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha, os quais e encontravam acondicionados em um fundo falso do veículo GM/Corsa, placas HRL-4340." 2. A exasperação da pena-base restou suficientemente fundamentada, em razão da quantidade e natureza da droga apreendida, qual seja, 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha". 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006 impõe ao Juiz considerar, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da droga, tanto na fixação da pena-base, quanto na determinação do grau de redução da pena pela causa de diminuição prevista no § 4. do art. 33 da nova Lei de Tóxicos. 4. Na espécie, à luz do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, a diversidade e a natureza das substâncias entorpecentes apreendidas justificam a fixação da pena-base acima do mínimo legal, bem como a não aplicação do redutor no grau máximo (2/3). 5. Não havendo ilegalidade na fixação do quantum a ser reduzido pela minorante do art. 33, § 4., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), é vedado, na estreita via do habeas corpus, proceder ao amplo reexame dos critérios considerados para a sua fixação, por demandar análise de matéria fático-probatória. 6. A Resolução n. 05/2012, do Senado Federal, suspendeu "a execução da expressão 'vedada a conversão em penas restritivas de direitos' do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343, de 23 de agosto de 2006, declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do Habeas Corpus n 97.256/RS". 7. Não obstante o afastamento da vedação legal, constata- se que, no caso em apreço, não se mostra cabível a conversão da pena privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, já que o Paciente não preenche os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo em vista, sobretudo, o quantum da pena 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Relatório RHC 118652 / MS aplicada, estabelecida em 04 (quatro) anos e 07 (sete) meses de reclusão. 8. Prejudicado o pedido de fixação de regime aberto de cumprimento da pena, pois informações complementares prestadas pelo Juízo da Execução noticiam que o Paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012, e obteve livramento condicional, em 28/03/2012. 9. Ordem de Habeas corpus parcialmente prejudicada e, no mais, denegada.” Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 09/04/2010, por transportar 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha" no interior de um veículo. Após a instrução criminal, o paciente foi condenado à pena de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses de reclusão e ao pagamento de 275 (duzentos e setenta e cinco) dias-multa, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006 (tráfico de drogas). Inconformado, o parquet interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul, o qual foi dado parcial provimento para aumentar a pena do paciente para 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão e a pena pecuniária para 458 (quatrocentos e cinquenta e oito) dias-multa, mantendo-se o regime inicial fechado. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que julgou parcialmente prejudicado o pedido, e no mais, denegou a ordem. É contra esse acórdão que foi interposto o presente recurso ordinário. A recorrente alega, inicialmente, que ao contrário do que decidido pelo Superior Tribunal de Justiça não houve perda do objeto do writ 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS aplicada, estabelecida em 04 (quatro) anos e 07 (sete) meses de reclusão. 8. Prejudicado o pedido de fixação de regime aberto de cumprimento da pena, pois informações complementares prestadas pelo Juízo da Execução noticiam que o Paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012, e obteve livramento condicional, em 28/03/2012. 9. Ordem de Habeas corpus parcialmente prejudicada e, no mais, denegada.” Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 09/04/2010, por transportar 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha" no interior de um veículo. Após a instrução criminal, o paciente foi condenado à pena de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses de reclusão e ao pagamento de 275 (duzentos e setenta e cinco) dias-multa, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006 (tráfico de drogas). Inconformado, o parquet interpôs recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul, o qual foi dado parcial provimento para aumentar a pena do paciente para 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão e a pena pecuniária para 458 (quatrocentos e cinquenta e oito) dias-multa, mantendo-se o regime inicial fechado. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que julgou parcialmente prejudicado o pedido, e no mais, denegou a ordem. É contra esse acórdão que foi interposto o presente recurso ordinário. A recorrente alega, inicialmente, que ao contrário do que decidido pelo Superior Tribunal de Justiça não houve perda do objeto do writ 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório RHC 118652 / MS quanto ao regime inicial de cumprimento de pena, pois, embora o paciente esteja atualmente em regime aberto, no gozo de livramento condicional, “há possibilidade de eventual regressão de regime, que poderia redundar no retorno do paciente ao regime semiaberto e, em última análise, ao fechado”. Alega, ainda, que a quantidade e a qualidade da droga foi utilizada na dosimetria da pena para majorar a pena-base acima do mínimo legal, bem como para fixar a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4... da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/6 (um sexto). Argumenta, nesse sentido, que houve flagrante violação ao princípio do non bis in idem, “não podendo falar assim, em devida fundamentação dos decretos condenatórios”. Requer, ao final, o provimento do recurso para que seja fixado o regime inicial diverso de fechado para cumprimento da pena, bem como “para que se proceda à diminuição da pena-base do paciente e à majoração da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela prejudicialidade do recurso quanto ao regime prisional e, no restante, pelo seu improvimento, em parecer que possui a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4... DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO APLICADA PELO TRIBUNAL A QUO FUNDAMENTADA NA QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE SUPERIOR A QUATRO ANOS, QUE OBSTA A SUA SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44, Código Penal Brasileiro). REGIME PRISIONAL. PROGRESSÃO DE REGIME PARA O ABERTO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS quanto ao regime inicial de cumprimento de pena, pois, embora o paciente esteja atualmente em regime aberto, no gozo de livramento condicional, “há possibilidade de eventual regressão de regime, que poderia redundar no retorno do paciente ao regime semiaberto e, em última análise, ao fechado”. Alega, ainda, que a quantidade e a qualidade da droga foi utilizada na dosimetria da pena para majorar a pena-base acima do mínimo legal, bem como para fixar a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4... da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/6 (um sexto). Argumenta, nesse sentido, que houve flagrante violação ao princípio do non bis in idem, “não podendo falar assim, em devida fundamentação dos decretos condenatórios”. Requer, ao final, o provimento do recurso para que seja fixado o regime inicial diverso de fechado para cumprimento da pena, bem como “para que se proceda à diminuição da pena-base do paciente e à majoração da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006”. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela prejudicialidade do recurso quanto ao regime prisional e, no restante, pelo seu improvimento, em parecer que possui a seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4... DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO APLICADA PELO TRIBUNAL A QUO FUNDAMENTADA NA QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE SUPERIOR A QUATRO ANOS, QUE OBSTA A SUA SUBSTITUIÇÃO POR RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44, Código Penal Brasileiro). REGIME PRISIONAL. PROGRESSÃO DE REGIME PARA O ABERTO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Relatório RHC 118652 / MS POSTERIORMENTE À PRESENTE IMPETRAÇÃO. PRETENSÃO PREJUDICADA NESTA PARTE. - Parecer pela prejudicialidade do recurso quanto ao regime prisional e, no restante, pelo seu improvimento.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS POSTERIORMENTE À PRESENTE IMPETRAÇÃO. PRETENSÃO PREJUDICADA NESTA PARTE. - Parecer pela prejudicialidade do recurso quanto ao regime prisional e, no restante, pelo seu improvimento.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme relatado, a controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar máximo de 2/3, bem como da modificação do regime inicial de cumprimento da pena. Com efeito, a dosimetria da pena imposta à paciente encontra-se devida e suficientemente motivada, não justificando qualquer correção ou reparo por este Supremo Tribunal Federal, o que somente se justifica em casos excepcionais de arbitrariedade ou teratologia. Verifica-se que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, no julgamento do recurso de apelação criminal, considerando a quantidade da droga apreendida em poder do paciente, decidiu, fundamentadamente, pela incidência da causa de diminuição na fração de 1/6 (um sexto), nos seguintes termos: “(…) Contudo é certo que não se pode olvidar que o acusado transportava imensa quantidade de droga – 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha, o que evidentemente deve ser valorado em seu desfavor ante a expressa dicção do art. 42, da Lei n. 11.343/06. (...) De outra banda, razão assiste ao Parquet quanto à readequação da fração aplicada pleo reconhecimento do art. 33, § 4 , da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Há de se registrar que OTAIR sequer seria merecedor do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme relatado, a controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, da aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 no patamar máximo de 2/3, bem como da modificação do regime inicial de cumprimento da pena. Com efeito, a dosimetria da pena imposta à paciente encontra-se devida e suficientemente motivada, não justificando qualquer correção ou reparo por este Supremo Tribunal Federal, o que somente se justifica em casos excepcionais de arbitrariedade ou teratologia. Verifica-se que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, no julgamento do recurso de apelação criminal, considerando a quantidade da droga apreendida em poder do paciente, decidiu, fundamentadamente, pela incidência da causa de diminuição na fração de 1/6 (um sexto), nos seguintes termos: “(…) Contudo é certo que não se pode olvidar que o acusado transportava imensa quantidade de droga – 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha, o que evidentemente deve ser valorado em seu desfavor ante a expressa dicção do art. 42, da Lei n. 11.343/06. (...) De outra banda, razão assiste ao Parquet quanto à readequação da fração aplicada pleo reconhecimento do art. 33, § 4 , da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Há de se registrar que OTAIR sequer seria merecedor do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS benefício, em razão da elevada quantidade de droga, evidenciando de maneira cristalina se tratar de integrante de organização criminosa – embora a sua participação ocorra de maneira indireta, ainda que não se possa determinar qual organização, pelo fato de não se ter alcançado toda a estrutura do tráfico. Ocorre, porém, que o Órgão Ministerial não pleiteou a exclusão da eventualidade delitiva (art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06), mas apenas a sua readequação. Assim, uma vez reconhecida a eventualidade pela instância singular é certo que os vultosos 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha devem ser considerados no estabelecimento da fração de diminuição, conforme o previsto art. 42, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Desse modo, a diminuta aplicada em favor do apelante deve ser estabelecida no mínimo legal, qual seja de 1/6 (um sexto)” (grifei). Assentada a idoneidade da fundamentação exposta pela Corte estadual, frise-se, em seguida, que, como bem apontado pelo Superior Tribunal de Justiça no acórdão ora impugnado, verbis: “Não se trata de violação ao princípio do non bis in idem, mas apenas da utilização da mesma regra em finalidades e momentos distintos. Com efeito, no primeiro momento da dosimetria, os critérios do art. 59 do Código Penal e do art. 42 da Lei n. 11.343/2006 servem para fundamentar a pena-base, enquanto no último momento do sistema trifásico, os mesmos parâmetros serão utilizados para se estabelecer o patamar de redução a ser aplicado, razão da minorante prevista no art. 33, § 4., da Lei Antitóxicos. (…) Na espécie, à luz do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, a quantidade e a natureza das substâncias entorpecentes apreendidas – 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha" – justificam a fixação da pena-base acima do mínimo legal, bem como a não aplicação do redutor no grau máximo (2/3), 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS benefício, em razão da elevada quantidade de droga, evidenciando de maneira cristalina se tratar de integrante de organização criminosa – embora a sua participação ocorra de maneira indireta, ainda que não se possa determinar qual organização, pelo fato de não se ter alcançado toda a estrutura do tráfico. Ocorre, porém, que o Órgão Ministerial não pleiteou a exclusão da eventualidade delitiva (art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06), mas apenas a sua readequação. Assim, uma vez reconhecida a eventualidade pela instância singular é certo que os vultosos 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha devem ser considerados no estabelecimento da fração de diminuição, conforme o previsto art. 42, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Desse modo, a diminuta aplicada em favor do apelante deve ser estabelecida no mínimo legal, qual seja de 1/6 (um sexto)” (grifei). Assentada a idoneidade da fundamentação exposta pela Corte estadual, frise-se, em seguida, que, como bem apontado pelo Superior Tribunal de Justiça no acórdão ora impugnado, verbis: “Não se trata de violação ao princípio do non bis in idem, mas apenas da utilização da mesma regra em finalidades e momentos distintos. Com efeito, no primeiro momento da dosimetria, os critérios do art. 59 do Código Penal e do art. 42 da Lei n. 11.343/2006 servem para fundamentar a pena-base, enquanto no último momento do sistema trifásico, os mesmos parâmetros serão utilizados para se estabelecer o patamar de redução a ser aplicado, razão da minorante prevista no art. 33, § 4., da Lei Antitóxicos. (…) Na espécie, à luz do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, a quantidade e a natureza das substâncias entorpecentes apreendidas – 87 kg (oitenta e sete quilos) de "maconha" – justificam a fixação da pena-base acima do mínimo legal, bem como a não aplicação do redutor no grau máximo (2/3), 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS conforme ponderado pelo acórdão combatido”. Destarte, o montante da droga apreendida pode constituir o amparo probatório para a terceira fase da dosimetria no que tange à minorante denominada “tráfico privilegiado”, permitindo ao magistrado movimentar a redução dentro da escala penal de um sexto a dois terços, mediante o reconhecimento do menor ou maior envolvimento do agente com a criminalidade. Deveras, na seara do Direito Processual Penal, o princípio do favor rei não ilide a possibilidade de utilização de presunções hominis ou facti, pelo juiz, para decidir sobre a procedência do ius puniendi. Tanto procede a afirmação, que o Código de Processo Penal prevê expressamente a prova indiciária, assim a definindo no art. 239: “Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias”. Giovanni Leone nos brinda com magistral explicação a respeito do tema: “Presunção é ‘a indução da existência de um fato desconhecido pela existência de um fato conhecido, supondo-se que deva ser verdadeiro para o caso concreto aquilo que ordinariamente sói ser para a maior parte dos casos nos quais aquele fato acontece’. (...) A presunção é legal (praesumptio iuris seu legis) se a ilação do conhecido ao desconhecido é feita pela lei; por outro lado, a presunção é do homem (praesumptio facti, seu hominis, seu iudicis) se a ilação é feita pelo juiz, constituindo, portanto, uma operação mental do juiz. (…) No Direito Processual Penal não existem, de regra, ficções e presunções legais (…). Existe, ao contrário, a possibilidade de inclusão, no processo penal, como em qualquer outro processo, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS conforme ponderado pelo acórdão combatido”. Destarte, o montante da droga apreendida pode constituir o amparo probatório para a terceira fase da dosimetria no que tange à minorante denominada “tráfico privilegiado”, permitindo ao magistrado movimentar a redução dentro da escala penal de um sexto a dois terços, mediante o reconhecimento do menor ou maior envolvimento do agente com a criminalidade. Deveras, na seara do Direito Processual Penal, o princípio do favor rei não ilide a possibilidade de utilização de presunções hominis ou facti, pelo juiz, para decidir sobre a procedência do ius puniendi. Tanto procede a afirmação, que o Código de Processo Penal prevê expressamente a prova indiciária, assim a definindo no art. 239: “Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias”. Giovanni Leone nos brinda com magistral explicação a respeito do tema: “Presunção é ‘a indução da existência de um fato desconhecido pela existência de um fato conhecido, supondo-se que deva ser verdadeiro para o caso concreto aquilo que ordinariamente sói ser para a maior parte dos casos nos quais aquele fato acontece’. (...) A presunção é legal (praesumptio iuris seu legis) se a ilação do conhecido ao desconhecido é feita pela lei; por outro lado, a presunção é do homem (praesumptio facti, seu hominis, seu iudicis) se a ilação é feita pelo juiz, constituindo, portanto, uma operação mental do juiz. (…) No Direito Processual Penal não existem, de regra, ficções e presunções legais (…). Existe, ao contrário, a possibilidade de inclusão, no processo penal, como em qualquer outro processo, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS das presunções hominis. A expressão máxima da presunção hominis é dada pela prova indiciária”. (Tradução livre do texto: “Presunzione è "l'induzione della esistenza di un fatto ignoto da quella di un fatto noto, sul presupposto che debba essere vero pel caso concreto ciò che ordinariamente suole essere vero per la maggior parte dei casi in cui quello rientra". (...) La presunzione è legale (praesumptio iuris seu legis) se la illazione dal noto all'ignoto è fatta dalla legge; ovvero dell'uomo (praesumptio facti, seu hominis, seu iudicis) se la illazione è fatta dal giudice, costituendo pertanto una operazione mentale del giudice. (...) Nel diritto processuale penale nonesistono, di regola, finzioni e presunzioni legali (...). Trovano invece possibilità di inserimento nel processo penale, come in ogni altro processo, le presunzioni hominis. L'espressione massima della presunzione hominis è data dalle prove indiziarie.”) (LEONE, Giovanni. Trattato di Diritto Processuale Penale. v. II. Napoli: Casa Editrice Dott. Eugenio Jovene, 1961. p. 161- 162) Através de um fato devidamente provado que não constitui elemento do tipo penal, o julgador pode, mediante raciocínio engendrado com supedâneo nas suas experiências empíricas, concluir pela ocorrência de circunstância relevante para a qualificação penal da conduta e para a dosimetria. Eugênio Pacelli de Oliveira explica, com exemplar clareza, o instituto: Na verdade, o indício mencionado no art. 239 do CPP não chega a ser propriamente um meio de prova. Trata-se, antes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS das presunções hominis. A expressão máxima da presunção hominis é dada pela prova indiciária”. (Tradução livre do texto: “Presunzione è "l'induzione della esistenza di un fatto ignoto da quella di un fatto noto, sul presupposto che debba essere vero pel caso concreto ciò che ordinariamente suole essere vero per la maggior parte dei casi in cui quello rientra". (...) La presunzione è legale (praesumptio iuris seu legis) se la illazione dal noto all'ignoto è fatta dalla legge; ovvero dell'uomo (praesumptio facti, seu hominis, seu iudicis) se la illazione è fatta dal giudice, costituendo pertanto una operazione mentale del giudice. (...) Nel diritto processuale penale nonesistono, di regola, finzioni e presunzioni legali (...). Trovano invece possibilità di inserimento nel processo penale, come in ogni altro processo, le presunzioni hominis. L'espressione massima della presunzione hominis è data dalle prove indiziarie.”) (LEONE, Giovanni. Trattato di Diritto Processuale Penale. v. II. Napoli: Casa Editrice Dott. Eugenio Jovene, 1961. p. 161- 162) Através de um fato devidamente provado que não constitui elemento do tipo penal, o julgador pode, mediante raciocínio engendrado com supedâneo nas suas experiências empíricas, concluir pela ocorrência de circunstância relevante para a qualificação penal da conduta e para a dosimetria. Eugênio Pacelli de Oliveira explica, com exemplar clareza, o instituto: Na verdade, o indício mencionado no art. 239 do CPP não chega a ser propriamente um meio de prova. Trata-se, antes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS disso, da utilização de um raciocínio dedutivo, para, a partir da valoração da prova de um fato ou de uma circunstância, chegar- se à conclusão da existência de um outro ou de uma outra. Com efeito, pelo indício, afirma-se a existência do conhecimento de uma circunstância do fato delituoso, por meio de um processo dedutivo cujo objeto é a prova da existência de outro fato. Parte-se, então, para um juízo de lógica dedutiva para a valoração de circunstâncias que estejam relacionadas com o fato em apuração. (Curso de Processo Penal. 10... ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. p. 367) Nesse sentido, a jurisprudência da Primeira Turma, inclusive, vem reconhecendo a possibilidade de considerar-se a quantidade da droga apreendida como elemento indicativo do grau de envolvimento do agente com a vida criminosa, a autorizar maior ou menor redução da pena pelo art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06, ainda que o montante de entorpecente tenha figurado como elemento desfavorável na primeira fase da aplicação da pena, conforme indicam os seguintes precedentes: “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO. CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. FRAÇÃO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REGIME INICIAL FECHADO. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser o writ amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS disso, da utilização de um raciocínio dedutivo, para, a partir da valoração da prova de um fato ou de uma circunstância, chegar- se à conclusão da existência de um outro ou de uma outra. Com efeito, pelo indício, afirma-se a existência do conhecimento de uma circunstância do fato delituoso, por meio de um processo dedutivo cujo objeto é a prova da existência de outro fato. Parte-se, então, para um juízo de lógica dedutiva para a valoração de circunstâncias que estejam relacionadas com o fato em apuração. (Curso de Processo Penal. 10... ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. p. 367) Nesse sentido, a jurisprudência da Primeira Turma, inclusive, vem reconhecendo a possibilidade de considerar-se a quantidade da droga apreendida como elemento indicativo do grau de envolvimento do agente com a vida criminosa, a autorizar maior ou menor redução da pena pelo art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06, ainda que o montante de entorpecente tenha figurado como elemento desfavorável na primeira fase da aplicação da pena, conforme indicam os seguintes precedentes: “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO. CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. FRAÇÃO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. REGIME INICIAL FECHADO. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser o writ amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. A quantidade e a variedade da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente valorados no dimensionamento do benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, § 3..., do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. (HC 107581, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 179 DIVULG 11-09-2012 PUBLIC 12-09-2012) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). UTILIZAÇÃO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS EM DUAS DAS TRÊS FASES DA DOSIMETRIA. INOCORRÊNCIA. REPRIMENDA ADEQUADA PARA REPROVAÇÃO E 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. A quantidade e a variedade da droga apreendida, como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser validamente valorados no dimensionamento do benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, § 3..., do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. (HC 107581, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 179 DIVULG 11-09-2012 PUBLIC 12-09-2012) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). UTILIZAÇÃO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS EM DUAS DAS TRÊS FASES DA DOSIMETRIA. INOCORRÊNCIA. REPRIMENDA ADEQUADA PARA REPROVAÇÃO E 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS PREVENÇÃO DO CRIME. IMPOSSIBILIDADE DE SE AVALIAR, NA VIA DO HABEAS CORPUS, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL FORAM CONDENADOS OS PACIENTES. ORDEM DENEGADA. I - Tenho que o magistrado não se utilizou das mesmas circunstâncias judiciais (quantidade e qualidade da droga) para fixar as penas-bases dos pacientes e, em ato posterior, diminuí- las no patamar mínimo (1/6), decorrente da aplicação do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena liberdade de aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O habeas corpus não pode ser utilizado como forma de se verificar qual a pena adequada para os delitos pelos quais o paciente foi condenado, uma vez que representaria um novo juízo de reprovabilidade. IV - Ordem denegada” (HC 102487, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 01/06/2010, DJe-110 DIVULG 17-06-2010 PUBLIC 18-06-2010 EMENT VOL-02406-03 PP-00668 LEXSTF v. 32, n. 379, 2010, p. 412-418 LEXSTF v. 32, n. 380, 2010, p. 449-455). A entender-se de forma contrária, restaria anulada a vontade do legislador de conferir certo grau de discricionariedade ao magistrado, por meio da fixação de uma escala de diminuição de pena de um sexto a dois terços, à míngua de elementos que possam ser utilizados pelo juiz para dimensionar a incidência da minorante dentro dessa escala. Ao exposto agregue-se ainda que a jurisprudência desta Corte é no sentido de que o magistrado não está obrigado a aplicar o grau máximo da redução prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/20006, tendo discricionariedade para aplicar a redução no patamar que julgue necessário e suficiente para reprovação do crime, desde que faça de forma 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS PREVENÇÃO DO CRIME. IMPOSSIBILIDADE DE SE AVALIAR, NA VIA DO HABEAS CORPUS, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL FORAM CONDENADOS OS PACIENTES. ORDEM DENEGADA. I - Tenho que o magistrado não se utilizou das mesmas circunstâncias judiciais (quantidade e qualidade da droga) para fixar as penas-bases dos pacientes e, em ato posterior, diminuí- las no patamar mínimo (1/6), decorrente da aplicação do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena liberdade de aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O habeas corpus não pode ser utilizado como forma de se verificar qual a pena adequada para os delitos pelos quais o paciente foi condenado, uma vez que representaria um novo juízo de reprovabilidade. IV - Ordem denegada” (HC 102487, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 01/06/2010, DJe-110 DIVULG 17-06-2010 PUBLIC 18-06-2010 EMENT VOL-02406-03 PP-00668 LEXSTF v. 32, n. 379, 2010, p. 412-418 LEXSTF v. 32, n. 380, 2010, p. 449-455). A entender-se de forma contrária, restaria anulada a vontade do legislador de conferir certo grau de discricionariedade ao magistrado, por meio da fixação de uma escala de diminuição de pena de um sexto a dois terços, à míngua de elementos que possam ser utilizados pelo juiz para dimensionar a incidência da minorante dentro dessa escala. Ao exposto agregue-se ainda que a jurisprudência desta Corte é no sentido de que o magistrado não está obrigado a aplicar o grau máximo da redução prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/20006, tendo discricionariedade para aplicar a redução no patamar que julgue necessário e suficiente para reprovação do crime, desde que faça de forma 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS fundamentada, tal como ocorreu na espécie. Nesse sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes: “Habeas Corpus. Tráfico de drogas e receptação (art. 33, caput, da Lei n 11.343/06 e art. 180, caput, do Código Penal). Aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 no quantum de 1/6. Decisão suficientemente fundamentada. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. O juiz de primeiro grau não utilizou as mesmas circunstâncias judiciais como fundamento de mais de uma fase da dosimetria da pena, não havendo que se falar, portanto, na ocorrência de bis in idem. O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto. Ordem denegada” (HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa – grifei). “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). UTILIZAÇÃO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS EM DUAS DAS TRÊS FASES DA DOSIMETRIA. INOCORRÊNCIA. REPRIMENDA ADEQUADA PARA REPROVAÇÃO E PREVENÇÃO DO CRIME. IMPOSSIBILIDADE DE SE AVALIAR, NA VIA DO HABEAS CORPUS, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL FORAM CONDENADOS OS PACIENTES. ORDEM DENEGADA. I - Tenho que o magistrado não se utilizou das mesmas circunstâncias judiciais (quantidade e qualidade da droga) para fixar as penas-bases dos pacientes e, em ato posterior, diminuí- las no patamar mínimo (1/6), decorrente da aplicação do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS fundamentada, tal como ocorreu na espécie. Nesse sentido, cito, entre outros, os seguintes precedentes: “Habeas Corpus. Tráfico de drogas e receptação (art. 33, caput, da Lei n 11.343/06 e art. 180, caput, do Código Penal). Aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 no quantum de 1/6. Decisão suficientemente fundamentada. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. O juiz de primeiro grau não utilizou as mesmas circunstâncias judiciais como fundamento de mais de uma fase da dosimetria da pena, não havendo que se falar, portanto, na ocorrência de bis in idem. O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto. Ordem denegada” (HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa – grifei). “HABEAS CORPUS. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). UTILIZAÇÃO DAS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS EM DUAS DAS TRÊS FASES DA DOSIMETRIA. INOCORRÊNCIA. REPRIMENDA ADEQUADA PARA REPROVAÇÃO E PREVENÇÃO DO CRIME. IMPOSSIBILIDADE DE SE AVALIAR, NA VIA DO HABEAS CORPUS, QUAL SERIA A PENA ADEQUADA AO FATO PELO QUAL FORAM CONDENADOS OS PACIENTES. ORDEM DENEGADA. I - Tenho que o magistrado não se utilizou das mesmas circunstâncias judiciais (quantidade e qualidade da droga) para fixar as penas-bases dos pacientes e, em ato posterior, diminuí- las no patamar mínimo (1/6), decorrente da aplicação do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena liberdade de aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O habeas corpus não pode ser utilizado como forma de se verificar qual a pena adequada para os delitos pelos quais o paciente foi condenado, uma vez que representaria um novo juízo de reprovabilidade. IV - Ordem denegada” (HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski - grifei). Destaca-se, ainda, que revela-se inadequado o pedido de conversão de regime inicial para aberto e sucessivamente semiaberto, uma vez que conforme destacado no acórdão do Superior Tribunal de Justiça, consoante informações complementares prestadas pelo Juízo das Execuções, juntadas aos autos, o paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012, e obteve livramento condicional, em 28/03/2012, estando, portanto, prejudicado recurso quanto a este pedido. Ainda que assim não fosse, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, em sede de apelação, fixou a reprimenda em 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão, mantendo o regime inicial fechado, ressaltando as circunstâncias judiciais negativas verificada no caso, bem como a quantidade do entorpecente apreendido, in verbis: “(...) é certo que não se pode olvidar que o acusado transportava imensa quantidade de droga – 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha – o que, evidentemente, merece ser valorado em seu desfavor, ante a expressa dicção do art. 42, da Lei n. 11.343/06. (…) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista, quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena liberdade de aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O habeas corpus não pode ser utilizado como forma de se verificar qual a pena adequada para os delitos pelos quais o paciente foi condenado, uma vez que representaria um novo juízo de reprovabilidade. IV - Ordem denegada” (HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski - grifei). Destaca-se, ainda, que revela-se inadequado o pedido de conversão de regime inicial para aberto e sucessivamente semiaberto, uma vez que conforme destacado no acórdão do Superior Tribunal de Justiça, consoante informações complementares prestadas pelo Juízo das Execuções, juntadas aos autos, o paciente progrediu para o regime aberto, em 15/02/2012, e obteve livramento condicional, em 28/03/2012, estando, portanto, prejudicado recurso quanto a este pedido. Ainda que assim não fosse, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, em sede de apelação, fixou a reprimenda em 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão, mantendo o regime inicial fechado, ressaltando as circunstâncias judiciais negativas verificada no caso, bem como a quantidade do entorpecente apreendido, in verbis: “(...) é certo que não se pode olvidar que o acusado transportava imensa quantidade de droga – 87 kg (oitenta e sete quilos) de maconha – o que, evidentemente, merece ser valorado em seu desfavor, ante a expressa dicção do art. 42, da Lei n. 11.343/06. (…) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS No que diz respeito ao acusado OTAIR, considerando as circunstâncias judiciais já sopesadas pelo julgador singular e aquelas mencionadas acima (culpabilidade e grande quantidade da droga)” (Trecho do voto do relator no julgamento do recurso de apelação). “Em relação à pena-base do apelado OTAIR , também discordo do relator, devendo a mesma ser mantida em 6 anos de reclusão e 600 dias multa. É que além da quantidade e da natureza da droga e as circunstâncias do delito, por ter o apelado OTAIR envolvido terceiro inocente na traficância, não vislumbro, no caso concreto, outra circunstância judicial a exasperar a pena-base. (…) Na terceira fase, presente a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, reduzo a pena em 1/6, nos termos da fundamentação supra, restando a mesma definitivamente em 4 anos e 7 meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicialmente fechado” ( Trecho do voto do revisor no julgamento da apelação)”. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a fixação do regime inicial de cumprimento da pena não resulta tão- somente de seu quantum, mas, também, das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 33, § 3... do mesmo Código, verbis: “Art. 33. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semi- aberto ou aberto, salvo a necessidade de transferência a regime fechado. (...) § 3.... A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código." 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS No que diz respeito ao acusado OTAIR, considerando as circunstâncias judiciais já sopesadas pelo julgador singular e aquelas mencionadas acima (culpabilidade e grande quantidade da droga)” (Trecho do voto do relator no julgamento do recurso de apelação). “Em relação à pena-base do apelado OTAIR , também discordo do relator, devendo a mesma ser mantida em 6 anos de reclusão e 600 dias multa. É que além da quantidade e da natureza da droga e as circunstâncias do delito, por ter o apelado OTAIR envolvido terceiro inocente na traficância, não vislumbro, no caso concreto, outra circunstância judicial a exasperar a pena-base. (…) Na terceira fase, presente a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, reduzo a pena em 1/6, nos termos da fundamentação supra, restando a mesma definitivamente em 4 anos e 7 meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicialmente fechado” ( Trecho do voto do revisor no julgamento da apelação)”. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a fixação do regime inicial de cumprimento da pena não resulta tão- somente de seu quantum, mas, também, das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o artigo 33, § 3... do mesmo Código, verbis: “Art. 33. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semi- aberto ou aberto, salvo a necessidade de transferência a regime fechado. (...) § 3.... A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código." 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS Segue-se daí que, não obstante a pena ter sido fixada em quantidade que permite o início de seu cumprimento no regime semiaberto, nada impede que o juiz, à luz do artigo 59 do Código Penal, imponha regime mais gravoso. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, C/C ART. 40, I, DA LEI 11.343/06. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 8 ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, na redação conferida pela Lei 11.464/07 – que determina que o condenado pela prática de crime hediondo inicie o cumprimento da pena privativa de liberdade, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada em 27.06.12, ao julgar o HC 11.840, Relator o Ministro Dias Toffoli. Naquela ocasião, esta Corte destacou que, mesmo na hipótese de condenação por tráfico de entorpecentes, o regime inicial do cumprimento de pena não é mera decorrência do quantum da reprimenda, estando condicionado também à análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3..., do mesmo Código. 2. Revela-se possível, destarte, a imposição de regime inicial fechado em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 3. In casu, o magistrado singular condenou o paciente a 5 (cinco) anos, 4 (quatro) meses e 5 (cinco) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do tráfico internacional de entorpecentes, por ter sido preso em flagrante, em 15.08.07, com 4.004 (quatro mil gramas e quatro decigramas) de cocaína, circunstância que justificou a exasperação da pena-base acima do mínimo legal. 4. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS Segue-se daí que, não obstante a pena ter sido fixada em quantidade que permite o início de seu cumprimento no regime semiaberto, nada impede que o juiz, à luz do artigo 59 do Código Penal, imponha regime mais gravoso. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES. ART. 33, CAPUT, C/C ART. 40, I, DA LEI 11.343/06. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 8 ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, na redação conferida pela Lei 11.464/07 – que determina que o condenado pela prática de crime hediondo inicie o cumprimento da pena privativa de liberdade, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada em 27.06.12, ao julgar o HC 11.840, Relator o Ministro Dias Toffoli. Naquela ocasião, esta Corte destacou que, mesmo na hipótese de condenação por tráfico de entorpecentes, o regime inicial do cumprimento de pena não é mera decorrência do quantum da reprimenda, estando condicionado também à análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3..., do mesmo Código. 2. Revela-se possível, destarte, a imposição de regime inicial fechado em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 3. In casu, o magistrado singular condenou o paciente a 5 (cinco) anos, 4 (quatro) meses e 5 (cinco) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do tráfico internacional de entorpecentes, por ter sido preso em flagrante, em 15.08.07, com 4.004 (quatro mil gramas e quatro decigramas) de cocaína, circunstância que justificou a exasperação da pena-base acima do mínimo legal. 4. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS Considerada tão-somente a quantidade da pena, o paciente, consoante o artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal, teria direito ao regime inicial semiaberto. 5. Deveras, a fixação de regime mais gravoso, in casu, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, por isso que na regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, emergindo daí o acerto da sentença condenatória ao considerar a quantidade e a qualidade do entorpecente para fixar o regime inicial fechado como o adequado à reprovação e prevenção do crime. 6. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via processual” - Sem grifos no original. (HC 104.827, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 06.02.13) “Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 1 02, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ART. 12 DA LEI 6.368/76. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 4 ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. POSSIBILIDADE. VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44 DA LEI 11.343/06). INCONSTITUCIONALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS Considerada tão-somente a quantidade da pena, o paciente, consoante o artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal, teria direito ao regime inicial semiaberto. 5. Deveras, a fixação de regime mais gravoso, in casu, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, por isso que na regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, emergindo daí o acerto da sentença condenatória ao considerar a quantidade e a qualidade do entorpecente para fixar o regime inicial fechado como o adequado à reprovação e prevenção do crime. 6. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via processual” - Sem grifos no original. (HC 104.827, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 06.02.13) “Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 1 02, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ART. 12 DA LEI 6.368/76. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 4 ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. POSSIBILIDADE. VEDAÇÃO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS (ART. 44 DA LEI 11.343/06). INCONSTITUCIONALIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO POR INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas ‘d’ e ‘i’, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Todavia, existe, no caso, excepcionalidade que justifica a concessão parcial da ordem, ex officio, 2. O artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, na redação conferida pela Lei 11.464/07 – que determina que o condenado pela prática de crime hediondo inicie o cumprimento da pena privativa de liberdade, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada em 27.06.12, ao julgar o HC 11.840, Relator o Ministro Dias Toffoli. Naquela ocasião, esta Corte destacou que, mesmo na hipótese de condenação por tráfico de entorpecentes, o regime inicial do cumprimento de pena não é mera decorrência do quantum da reprimenda, estando condicionado também à análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3..., do mesmo Código. 3. O regime inicial semiaberto revela-se possível, destarte, em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 4 anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, consoante concessão anterior do E. Superior Tribunal de Justiça. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada (três anos e quatro meses de reclusão), o paciente teria direito ao regime inicial aberto, consoante o artigo 33, § 2..., alínea c, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 dispõe que “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente” (sem grifos no original). É que a instância a quo, decidindo com ampla cognição, constatou que, “na hipótese presente, embora a sanção corporal não alcance 4 (quatro) anos de reclusão, tenho 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas ‘d’ e ‘i’, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Todavia, existe, no caso, excepcionalidade que justifica a concessão parcial da ordem, ex officio, 2. O artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, na redação conferida pela Lei 11.464/07 – que determina que o condenado pela prática de crime hediondo inicie o cumprimento da pena privativa de liberdade, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada em 27.06.12, ao julgar o HC 11.840, Relator o Ministro Dias Toffoli. Naquela ocasião, esta Corte destacou que, mesmo na hipótese de condenação por tráfico de entorpecentes, o regime inicial do cumprimento de pena não é mera decorrência do quantum da reprimenda, estando condicionado também à análise das circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3..., do mesmo Código. 3. O regime inicial semiaberto revela-se possível, destarte, em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 4 anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, consoante concessão anterior do E. Superior Tribunal de Justiça. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada (três anos e quatro meses de reclusão), o paciente teria direito ao regime inicial aberto, consoante o artigo 33, § 2..., alínea c, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 dispõe que “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente” (sem grifos no original). É que a instância a quo, decidindo com ampla cognição, constatou que, “na hipótese presente, embora a sanção corporal não alcance 4 (quatro) anos de reclusão, tenho 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS que a considerável quantidade de entorpecentes – repito: aproximadamente 400 frascos de ‘lança-perfume’ - autorizam o estabelecimento do regime prisional intermediário, a saber, o semiaberto”. 5. O artigo 44 da Lei 11.343/06 foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, que afastou o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedida parcialmente a ordem, ex officio, para confirmar a medida liminar que removeu o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006” - Sem grifos no original. (HC 111.365, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.03.13). “Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Penal e Processual Penal. 3. Crime de desacato. Artigo 331 do Código Penal Brasileiro. 4. Fixação do regime prisional semiaberto. 5. Alegação de incompatibilidade entre o regime fixado e a pena imposta. 6. Circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu justificaram a reprimenda mais severa. Ausência de violação ao princípio da individualização da pena. Inaplicabilidade do Enunciado 719. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (ARE 675.214-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 25.02.13). “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA RESTRITIVA DE DIREITOS: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. NÃO ATENDIDO O REQUISITO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS que a considerável quantidade de entorpecentes – repito: aproximadamente 400 frascos de ‘lança-perfume’ - autorizam o estabelecimento do regime prisional intermediário, a saber, o semiaberto”. 5. O artigo 44 da Lei 11.343/06 foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 97.256, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 01.09.10, que afastou o óbice à conversão da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos na hipótese de condenação pela prática do crime de tráfico de entorpecentes e determinando ao Juízo processante que procedesse ao exame dos requisitos objetivos e subjetivos necessários à obtenção da benesse. 6. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual eleita e concedida parcialmente a ordem, ex officio, para confirmar a medida liminar que removeu o óbice da parte final do art. 44 da Lei 11.343/2006” - Sem grifos no original. (HC 111.365, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 19.03.13). “Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Penal e Processual Penal. 3. Crime de desacato. Artigo 331 do Código Penal Brasileiro. 4. Fixação do regime prisional semiaberto. 5. Alegação de incompatibilidade entre o regime fixado e a pena imposta. 6. Circunstâncias judiciais desfavoráveis ao réu justificaram a reprimenda mais severa. Ausência de violação ao princípio da individualização da pena. Inaplicabilidade do Enunciado 719. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (ARE 675.214-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 25.02.13). “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA RESTRITIVA DE DIREITOS: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. NÃO ATENDIDO O REQUISITO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS SUBJETIVO PARA A FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO. 1. Pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas à Quinta Turma desse Superior Tribunal as questões referentes ao patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e à eventual possibilidade de substituição da pena. Impossibilidade de conhecimento desta impetração nessa parte, sob pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e indevida supressão de instância. 2. Reconhecida a possibilidade de fixação de regime inicial diverso do fechado, a autoridade apontada como coatora o manteve e assentou não estar atendido o requisito subjetivo previsto no art. 33 do Código Penal, consideradas a natureza do entorpecente, a habitualidade criminosa do Paciente e as circunstâncias judiciais desfavoráveis. Inexistência de constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nesta parte, ordem denegada” - Sem grifos no original. (HC 113.880, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 17.12.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. FURTO QUALIFICADO. PRETENSÃO DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO PARA O INÍCIO DO CUMPRIMENTO DE PENA. IMPOSSIBILIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REINCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. Embora a pena imposta ao Paciente tenha sido de dois anos e dois meses de reclusão, o que permitiria a fixação do regime prisional diverso do fechado para o início do cumprimento da pena, as diversas circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado. Precedentes. 3. Ordem denegada” (HC 112.351, Segunda 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS SUBJETIVO PARA A FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO. 1. Pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas à Quinta Turma desse Superior Tribunal as questões referentes ao patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e à eventual possibilidade de substituição da pena. Impossibilidade de conhecimento desta impetração nessa parte, sob pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e indevida supressão de instância. 2. Reconhecida a possibilidade de fixação de regime inicial diverso do fechado, a autoridade apontada como coatora o manteve e assentou não estar atendido o requisito subjetivo previsto no art. 33 do Código Penal, consideradas a natureza do entorpecente, a habitualidade criminosa do Paciente e as circunstâncias judiciais desfavoráveis. Inexistência de constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nesta parte, ordem denegada” - Sem grifos no original. (HC 113.880, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 17.12.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. FURTO QUALIFICADO. PRETENSÃO DE FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO PARA O INÍCIO DO CUMPRIMENTO DE PENA. IMPOSSIBILIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REINCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. Embora a pena imposta ao Paciente tenha sido de dois anos e dois meses de reclusão, o que permitiria a fixação do regime prisional diverso do fechado para o início do cumprimento da pena, as diversas circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado. Precedentes. 3. Ordem denegada” (HC 112.351, Segunda 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 08/11/2012 – grifei). “EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e fixação de regime inicial diverso do fechado. Via processual inadequada. Necessidade de análise do contexto fático-probatório. Substituição negada com base nas circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal. Imposição de regime inicial mais gravoso concretamente justificada. Recurso não provido. 1. No que tange à negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida substituição. 2. Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível nesta sede. 3. Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal facultando a substituição. 4. Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena e as 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 08/11/2012 – grifei). “EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Substituição da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos e fixação de regime inicial diverso do fechado. Via processual inadequada. Necessidade de análise do contexto fático-probatório. Substituição negada com base nas circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal. Imposição de regime inicial mais gravoso concretamente justificada. Recurso não provido. 1. No que tange à negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida substituição. 2. Do mesmo modo, a via eleita não deve ser utilizada para conceder a pretendida substituição, com reanálise das circunstâncias previstas no inciso III do art. 44 do Código Penal, senão em situações excepcionalíssimas, nas quais a teratologia seja patente, especialmente porque isso exigiria o reexame de fatos e provas, providência incabível nesta sede. 3. Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a proceder à substituição quando ausentes os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo plena liberdade para negá-la quando entender que essa medida não seja suficiente e necessária para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal facultando a substituição. 4. Como se vê, na espécie, a negativa não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena e as 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS especificidades próprias da legislação, especialmente porque o paciente foi flagrado com expressiva quantidade cocaína, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública. 5. Em relação ao regime prisional fechado estabelecido para o início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3... do art. 33 do Código Penal, que impõe a ‘observância dos critérios previstos no art. 59’, segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência da sanção ‘para reprovação e prevenção do crime’. 6. Recurso não provido”(RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 08/11/2012 – grifei). “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição compulsória do regime inicial fechado para cumprimento de pena. Os julgados não reconheceram direito automático a esses benefícios. A questão há de ser apreciada pelo juiz do processo 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS especificidades próprias da legislação, especialmente porque o paciente foi flagrado com expressiva quantidade cocaína, entorpecente de altíssima lesividade à saúde pública. 5. Em relação ao regime prisional fechado estabelecido para o início do cumprimento da reprimenda carcerária, observo que sua fixação está igualmente justificada, diante do que dispõe o § 3... do art. 33 do Código Penal, que impõe a ‘observância dos critérios previstos no art. 59’, segundo o qual, o magistrado deve observar a necessidade e a suficiência da sanção ‘para reprovação e prevenção do crime’. 6. Recurso não provido”(RHC 114.742, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 08/11/2012 – grifei). “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição compulsória do regime inicial fechado para cumprimento de pena. Os julgados não reconheceram direito automático a esses benefícios. A questão há de ser apreciada pelo juiz do processo 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 118652 / MS à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis do artigo 59 do Código Penal constituem motivo válido para negar a substituição e para impor o regime fechado, conforme remissões do art. 33, § 3..., e do art. 44, III, do mesmo diploma legal. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito” (HC 108.390, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 07/11/2012 – grifei). Ex positis, voto pelo desprovimento do presente recurso ordinário em habeas corpus. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Supremo Tribunal Federal RHC 118652 / MS à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis do artigo 59 do Código Penal constituem motivo válido para negar a substituição e para impor o regime fechado, conforme remissões do art. 33, § 3..., e do art. 44, III, do mesmo diploma legal. 3. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito” (HC 108.390, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 07/11/2012 – grifei). Ex positis, voto pelo desprovimento do presente recurso ordinário em habeas corpus. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4863771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 05/11/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881737 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 118.652 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL PACTE.(S) : OTAIR MOREIRA DE MIRANDA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.11.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 118 . 652", "RHC 118652 / MS", "HC 99 . 440 / SP", "HC 102 . 487 / MS", "HC 107581", "HC 102487", "RHC 118652 / MS", "HC 99 . 440 / SP", "HC 102 . 487 / MS", "HC 107581", "HC 102487", "HABEAS CORPUS 118 . 652", "RHC 118652 / MS 33", "Habeas Corpus n 97 . 256", "Habeas Corpus n 97 . 256 / RS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "118652", "/", "MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "HC 107581", "RHC 118652 / MS", "HC 107581", "RHC 118652 / MS", "HC 102487", "RHC 118652 / MS", "HC 102487", "RHC 118652 / MS", "HC 99 . 440 / SP", "RHC 118652 / MS", "HC 99 . 440 / SP", "RHC 118652 / MS", "HC 102 . 487 / MS", "RHC 118652 / MS", "HC 102 . 487 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "RHC 118652 / MS", "HC 11 . 840", "RHC 118652 /", "HC 11 . 840", "RHC 118652 / MS", "HC 104 . 827", "RHC 118652 / MS", "HC 104 . 827", "RHC 118652 / MS", "HC 11 . 840", "RHC 118652 / MS", "HC 11 . 840", "RHC 118652 / MS", "HC 97 . 256", "HC 111 . 365", "ARE 675 . 214 - AgR", "RHC 118652 / MS", "HC 97 . 256", "HC 111 . 365", "ARE 675 . 214 - AgR", "RHC 118652 / MS", "HC 113 . 880", "HC 112 . 351 , Segunda 15", "RHC 118652 / MS", "HC 113 . 880", "HC 112 . 351", "HC n 92 . 956 / SP", "RHC 118652 / MS", "HC n 92 . 956 / SP", "RHC 118652 / MS", "RHC 114 . 742", "RHC 118652 / MS", "RHC 114 . 742", "RHC 118652 / MS", "HC 108 . 390", "RHC 118652 / MS", "HC 108 . 390" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 2006", "§", "ART . 33 DA LEI N . 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . , DA NOVA LEI DE TÓXICOS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . , DA NOVA LEI DE TÓXICOS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "§", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Resolução n . 05 / 2012", "art . 33 da Lei n 11 . 343", "art . 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RHC 118652 / MS 33 , § 4 . , da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "§ 4 . do art . 33 da nova Lei de Tóxicos", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Resolução n . 05 / 2012", "§", "art . 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei 11 . 343", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "ART . 33 , § 4 . . . 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Toffoli", "LUIZ FUX", "Ayres Britto", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "OTAIR MOREIRA DE MIRANDA", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "OTAIR MOREIRA DE MIRANDA", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "11", "/", "2013", "1961", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "08", "/", "2012", "01", "/", "06", "/", "2010", "15", "/", "02", "/", "2012", "28", "/", "03", "/", "2012", "5 de novembro de 2013", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 26/10/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 94.681 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRISÃO CAUTELAR - CONDENAÇÃO PENAL RECORRÍVEL - SUBSISTÊNCIA, MESMO ASSIM, DA PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII) – RECONHECIMENTO DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE – CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (ARTIGO 7º, Nº 2) – DECISÃO DO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR QUE MANTÉM A PRISÃO DO CONDENADO PELO FATO DE A APELAÇÃO TER SIDO JULGADA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA – INADMISSIBILIDADE – DECRETABILIDADE DA PRISÃO CAUTELAR DO CONDENADO - POSSIBILIDADE, DESDE QUE SATISFEITOS OS REQUISITOS MENCIONADOS NO ART. 312 DO CPP - NECESSIDADE DA VERIFICAÇÃO CONCRETA, EM CADA CASO, DA IMPRESCINDIBILIDADE DA ADOÇÃO DESSA MEDIDA EXTRAORDINÁRIA – AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA IDÔNEA – REFORÇO DE ARGUMENTAÇÃO INTRODUZIDO PELAS INSTÂNCIAS JUDICIÁRIAS SUPERIORES – INADMISSIBILIDADE - ALEGAÇÃO DE POSSÍVEL FUGA DO RÉU – JUÍZO MERAMENTE CONJECTURAL - FUNDAMENTO INSUFICIENTE QUE, POR SI SÓ, NÃO AUTORIZA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR - SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO VERIFICADA NA ESPÉCIE – INJUSTO CONSTRANGIMENTO CONFIGURADO - “HABEAS CORPUS” DEFERIDO. PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA E CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS – COMPATIBILIDADE DA PRISÃO CAUTELAR DECORRENTE DE SENTENÇA CONDENATÓRIA RECORRÍVEL, DESDE QUE SE EVIDENCIE A IMPRESCINDIBILIDADE DESSA MEDIDA EXCEPCIONAL. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de reconhecer que a prisão decorrente de sentença condenatória recorrível não transgride a presunção constitucional de inocência, desde que a privação meramente processual da liberdade - que tem suporte legitimador em regra constante da própria Constituição (art. 5º, LXI) – encontre fundamento em situação evidenciadora da real necessidade de sua adoção, atendidos, sempre, os requisitos de cautelaridade que lhe são inerentes. Precedentes. - A Convenção Americana sobre Direitos Humanos não assegura, de modo irrestrito, ao condenado, o direito de (sempre) recorrer em liberdade, pois o Pacto de São José da Costa Rica, em tema de proteção ao “status libertatis” do réu, estabelece, em seu Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal DJe 08/03/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 94.681 / RJ 2 Artigo 7º, nº 2, que “Ninguém pode ser privado de sua liberdade física, salvo pelas causas e nas condições previamente fixadas pelas Constituições políticas dos Estados-Partes ou pelas leis de acordo com elas promulgadas”, admitindo, desse modo, a possibilidade de cada sistema jurídico nacional instituir os casos em que se legitimará, ou não, a privação cautelar da liberdade de locomoção física do réu ou do condenado. Precedentes. PRISÃO CAUTELAR – CARÁTER EXCEPCIONAL. - A privação cautelar da liberdade individual – cuja decretação resulta possível em virtude de expressa cláusula inscrita no próprio texto da Constituição da República (CF, art. 5º, LXI), não conflitando, por isso mesmo, com a presunção constitucional de inocência (CF, art. 5º, LVII) - reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser ordenada, por tal razão, em situações de absoluta e real necessidade. A prisão processual, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. Doutrina. Precedentes. A MANUTENÇÃO DA PRISÃO EM FLAGRANTE - ENQUANTO MEDIDA DE NATUREZA CAUTELAR - NÃO PODE SER UTILIZADA COMO INSTRUMENTO DE PUNIÇÃO ANTECIPADA DO INDICIADO OU DO RÉU. - A prisão cautelar não pode - nem deve - ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia. A prisão cautelar - que não deve ser confundida com a prisão penal - não objetiva infligir punição àquele que sofre a sua decretação, mas destina-se, considerada a função cautelar que lhe é inerente, a atuar em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 2 Artigo 7º, nº 2, que “Ninguém pode ser privado de sua liberdade física, salvo pelas causas e nas condições previamente fixadas pelas Constituições políticas dos Estados-Partes ou pelas leis de acordo com elas promulgadas”, admitindo, desse modo, a possibilidade de cada sistema jurídico nacional instituir os casos em que se legitimará, ou não, a privação cautelar da liberdade de locomoção física do réu ou do condenado. Precedentes. PRISÃO CAUTELAR – CARÁTER EXCEPCIONAL. - A privação cautelar da liberdade individual – cuja decretação resulta possível em virtude de expressa cláusula inscrita no próprio texto da Constituição da República (CF, art. 5º, LXI), não conflitando, por isso mesmo, com a presunção constitucional de inocência (CF, art. 5º, LVII) - reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser ordenada, por tal razão, em situações de absoluta e real necessidade. A prisão processual, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. Doutrina. Precedentes. A MANUTENÇÃO DA PRISÃO EM FLAGRANTE - ENQUANTO MEDIDA DE NATUREZA CAUTELAR - NÃO PODE SER UTILIZADA COMO INSTRUMENTO DE PUNIÇÃO ANTECIPADA DO INDICIADO OU DO RÉU. - A prisão cautelar não pode - nem deve - ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia. A prisão cautelar - que não deve ser confundida com a prisão penal - não objetiva infligir punição àquele que sofre a sua decretação, mas destina-se, considerada a função cautelar que lhe é inerente, a atuar em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Ementa e Acórdão HC 94.681 / RJ 3 A PRISÃO CAUTELAR NÃO PODE APOIAR-SE EM JUÍZOS MERAMENTE CONJECTURAIS. - A mera suposição, fundada em simples conjecturas, não pode autorizar a decretação da prisão cautelar de qualquer pessoa. - A decisão que ordena a privação cautelar da liberdade não se legitima quando desacompanhada de fatos concretos que lhe justifiquem a necessidade, não podendo apoiar-se, por isso mesmo, na avaliação puramente subjetiva do magistrado de que a pessoa investigada ou processada, se em liberdade, poderá delinqüir ou interferir na instrução probatória ou evadir-se do distrito da culpa ou, então, prevalecer-se de sua particular condição social, funcional ou econômico-financeira para obstruir, indevidamente, a regular tramitação do processo penal de conhecimento. - Presunções arbitrárias, construídas a partir de juízos meramente conjecturais, porque formuladas à margem do sistema jurídico, não podem prevalecer sobre o princípio da liberdade, cuja precedência constitucional lhe confere posição eminente no domínio do processo penal. INADMISSIBILIDADE DO REFORÇO DE FUNDAMENTAÇÃO, PELAS INSTÂNCIAS SUPERIORES, DO DECRETO DE PRISÃO CAUTELAR. A legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte, e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores. Precedentes. A motivação há de ser própria, inerente e contemporânea à decisão que decreta (ou que mantém) o ato excepcional de privação cautelar da liberdade, pois a ausência ou a deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori”. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE MANTER-SE A PRISÃO EM FLAGRANTE DO PACIENTE. - Sem que se caracterize situação de real necessidade, não se legitima a privação cautelar da liberdade individual do indiciado ou do réu. Ausentes razões de necessidade, revela-se incabível, ante Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 3 A PRISÃO CAUTELAR NÃO PODE APOIAR-SE EM JUÍZOS MERAMENTE CONJECTURAIS. - A mera suposição, fundada em simples conjecturas, não pode autorizar a decretação da prisão cautelar de qualquer pessoa. - A decisão que ordena a privação cautelar da liberdade não se legitima quando desacompanhada de fatos concretos que lhe justifiquem a necessidade, não podendo apoiar-se, por isso mesmo, na avaliação puramente subjetiva do magistrado de que a pessoa investigada ou processada, se em liberdade, poderá delinqüir ou interferir na instrução probatória ou evadir-se do distrito da culpa ou, então, prevalecer-se de sua particular condição social, funcional ou econômico-financeira para obstruir, indevidamente, a regular tramitação do processo penal de conhecimento. - Presunções arbitrárias, construídas a partir de juízos meramente conjecturais, porque formuladas à margem do sistema jurídico, não podem prevalecer sobre o princípio da liberdade, cuja precedência constitucional lhe confere posição eminente no domínio do processo penal. INADMISSIBILIDADE DO REFORÇO DE FUNDAMENTAÇÃO, PELAS INSTÂNCIAS SUPERIORES, DO DECRETO DE PRISÃO CAUTELAR. A legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte, e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores. Precedentes. A motivação há de ser própria, inerente e contemporânea à decisão que decreta (ou que mantém) o ato excepcional de privação cautelar da liberdade, pois a ausência ou a deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori”. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE MANTER-SE A PRISÃO EM FLAGRANTE DO PACIENTE. - Sem que se caracterize situação de real necessidade, não se legitima a privação cautelar da liberdade individual do indiciado ou do réu. Ausentes razões de necessidade, revela-se incabível, ante Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Ementa e Acórdão HC 94.681 / RJ 4 a sua excepcionalidade, a decretação ou a subsistência da prisão cautelar. RECURSOS EXCEPCIONAIS (RE e REsp) – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA SUSPENSIVA – CIRCUNSTÂNCIA QUE, SÓ POR SI, NÃO OBSTA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. - A denegação, ao sentenciado, do direito de recorrer em liberdade depende, para legitimar-se, da ocorrência concreta de qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP, a significar, portanto, que, inexistindo fundamento autorizador da privação meramente processual da liberdade do réu, esse ato de constrição reputar-se-á ilegal, porque destituído, em referido contexto, da necessária cautelaridade. Precedentes. - A prisão processual, de ordem meramente cautelar, ainda que fundada em sentença condenatória recorrível (cuja prolação não descaracteriza a presunção constitucional de inocência), tem como pressuposto legitimador a existência de situação de real necessidade, apta a ensejar, ao Estado, quando efetivamente ocorrente, a adoção – sempre excepcional – dessa medida constritiva de caráter pessoal. Precedentes. - A prisão decretada com fundamento em condenação penal recorrível (o que lhe atribui índole eminentemente cautelar) somente se justificará, se, motivada por fato posterior, este se ajustar, concretamente, a qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP. Situação inocorrente no caso em exame. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA E O POSTULADO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. - O Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade constitucional de execução provisória da pena, por entender que orientação em sentido diverso transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 4 a sua excepcionalidade, a decretação ou a subsistência da prisão cautelar. RECURSOS EXCEPCIONAIS (RE e REsp) – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA SUSPENSIVA – CIRCUNSTÂNCIA QUE, SÓ POR SI, NÃO OBSTA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. - A denegação, ao sentenciado, do direito de recorrer em liberdade depende, para legitimar-se, da ocorrência concreta de qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP, a significar, portanto, que, inexistindo fundamento autorizador da privação meramente processual da liberdade do réu, esse ato de constrição reputar-se-á ilegal, porque destituído, em referido contexto, da necessária cautelaridade. Precedentes. - A prisão processual, de ordem meramente cautelar, ainda que fundada em sentença condenatória recorrível (cuja prolação não descaracteriza a presunção constitucional de inocência), tem como pressuposto legitimador a existência de situação de real necessidade, apta a ensejar, ao Estado, quando efetivamente ocorrente, a adoção – sempre excepcional – dessa medida constritiva de caráter pessoal. Precedentes. - A prisão decretada com fundamento em condenação penal recorrível (o que lhe atribui índole eminentemente cautelar) somente se justificará, se, motivada por fato posterior, este se ajustar, concretamente, a qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP. Situação inocorrente no caso em exame. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA E O POSTULADO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. - O Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade constitucional de execução provisória da pena, por entender que orientação em sentido diverso transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Ementa e Acórdão HC 94.681 / RJ 5 Presidência do Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2010. CELSO DE MELLO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 5 Presidência do Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2010. CELSO DE MELLO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório 26/10/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 94.681 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, assim resumiu e apreciou a presente impetração (fls. 426/428): “(...) 1. Trata-se de ‘habeas corpus’, com pedido de liminar, impetrado em favor de Cláudio Heleno dos Santos Lacerda contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC nº 92.528. Assim está posto em ementa o acórdão, ‘verbis’: PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 121, § 2º, I, III, IV E V, DO CP. EXECUÇÃO DA PENA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. EFEITO DEVOLUTIVO. I - Contra a decisão condenatória em segundo grau de jurisdição, cabem, tão-somente, em princípio, recursos de natureza extraordinária – apelos especial e extraordinário – sem efeito suspensivo (art. 27, § 2º, da Lei nº 8.038/90), razão pela qual se afigura legítima a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da respectiva condenação. (Precedentes do Pretório Excelso e do STJ/Súmula nº 267-STJ). II - Não se vislumbrando, nos recursos excepcionais, tese plausível de aceitação, perde a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Supremo Tribunal Federal 26/10/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 94.681 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, assim resumiu e apreciou a presente impetração (fls. 426/428): “(...) 1. Trata-se de ‘habeas corpus’, com pedido de liminar, impetrado em favor de Cláudio Heleno dos Santos Lacerda contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC nº 92.528. Assim está posto em ementa o acórdão, ‘verbis’: PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 121, § 2º, I, III, IV E V, DO CP. EXECUÇÃO DA PENA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. EFEITO DEVOLUTIVO. I - Contra a decisão condenatória em segundo grau de jurisdição, cabem, tão-somente, em princípio, recursos de natureza extraordinária – apelos especial e extraordinário – sem efeito suspensivo (art. 27, § 2º, da Lei nº 8.038/90), razão pela qual se afigura legítima a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da respectiva condenação. (Precedentes do Pretório Excelso e do STJ/Súmula nº 267-STJ). II - Não se vislumbrando, nos recursos excepcionais, tese plausível de aceitação, perde a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Relatório HC 94.681 / RJ 2 razão de ser a suspensão da execução da condenação imposta em segundo grau. III – ‘A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção da inocência.’ (HC 90.645/PE, Primeira Turma, Rel. p/ acórdão Min. Menezes Direito, DJ de 14/11/2007). ‘Writ’ denegado. (fls. 348) 2. Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado por incursão nas sanções do art. 121, § 2º, incisos I, III, IV e V, do Código Penal a uma pena de 19 (dezenove) anos de reclusão, em regime fechado. Irresignados, apelaram a acusação e a defesa, porém foi provido, parcialmente, o recurso do Ministério Público para fixar o regime de cumprimento da pena em integralmente fechado. Dessa decisão, foram opostos embargos infringentes e de nulidade, que foram providos para afastar a vedação legal à progressão de regime prisional, nos termos da Lei nº 11.464/07, que alterou a Lei dos Crimes Hediondos. A defesa interpôs, ainda, recurso especial, o qual foi inadmitido na origem, conforme 344-347. 3. Sustentam os impetrantes, em apertada síntese, que a prisão do paciente, antes do trânsito em julgado da condenação, constitui constrangimento ilegal, visto que ainda pendente recurso de natureza constitucional. Ademais, a expedição de mandado de prisão, neste caso, afronta o princípio constitucional da presunção de inocência, pois estão ausentes os pressupostos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Requerem a concessão da ordem a fim de que o paciente possa aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. 4. O pedido de liminar foi indeferido a fls. 366. 5. Entendo que não assiste razão aos impetrantes. 6. Não se cuida de prisão determinada em face do esgotamento dos recursos ordinários. Com efeito, a prisão foi determinada na própria sentença condenatória que, motivadamente e com amparo no art. 312 do CPP, destacou a necessidade de se assegurar a aplicação da lei penal, diante do fundado temor de fuga. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 2 razão de ser a suspensão da execução da condenação imposta em segundo grau. III – ‘A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção da inocência.’ (HC 90.645/PE, Primeira Turma, Rel. p/ acórdão Min. Menezes Direito, DJ de 14/11/2007). ‘Writ’ denegado. (fls. 348) 2. Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado por incursão nas sanções do art. 121, § 2º, incisos I, III, IV e V, do Código Penal a uma pena de 19 (dezenove) anos de reclusão, em regime fechado. Irresignados, apelaram a acusação e a defesa, porém foi provido, parcialmente, o recurso do Ministério Público para fixar o regime de cumprimento da pena em integralmente fechado. Dessa decisão, foram opostos embargos infringentes e de nulidade, que foram providos para afastar a vedação legal à progressão de regime prisional, nos termos da Lei nº 11.464/07, que alterou a Lei dos Crimes Hediondos. A defesa interpôs, ainda, recurso especial, o qual foi inadmitido na origem, conforme 344-347. 3. Sustentam os impetrantes, em apertada síntese, que a prisão do paciente, antes do trânsito em julgado da condenação, constitui constrangimento ilegal, visto que ainda pendente recurso de natureza constitucional. Ademais, a expedição de mandado de prisão, neste caso, afronta o princípio constitucional da presunção de inocência, pois estão ausentes os pressupostos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Requerem a concessão da ordem a fim de que o paciente possa aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. 4. O pedido de liminar foi indeferido a fls. 366. 5. Entendo que não assiste razão aos impetrantes. 6. Não se cuida de prisão determinada em face do esgotamento dos recursos ordinários. Com efeito, a prisão foi determinada na própria sentença condenatória que, motivadamente e com amparo no art. 312 do CPP, destacou a necessidade de se assegurar a aplicação da lei penal, diante do fundado temor de fuga. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Relatório HC 94.681 / RJ 3 7. Além disso, não há comprovação da pendência de recurso extraordinário, sendo que a consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça indica que o Agravo de Instrumento 1008957-RJ foi arquivado por intempestividade em 13 de maio passado. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, ao qual foi negado provimento pela Quinta Turma do STJ, em 19 de junho último. 8. Isso posto, opino pelo indeferimento da ordem.” (grifei) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 3 7. Além disso, não há comprovação da pendência de recurso extraordinário, sendo que a consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça indica que o Agravo de Instrumento 1008957-RJ foi arquivado por intempestividade em 13 de maio passado. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, ao qual foi negado provimento pela Quinta Turma do STJ, em 19 de junho último. 8. Isso posto, opino pelo indeferimento da ordem.” (grifei) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 4 V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de “habeas corpus” impetrado contra decisão, que, emanada do E. Superior Tribunal de Justiça, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 348): “PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 121, § 2º, I, III, IV E V, DO CP. EXECUÇÃO DA PENA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. EFEITO DEVOLUTIVO. I - Contra a decisão condenatória em segundo grau de jurisdição, cabem, tão-somente, em princípio, recursos de natureza extraordinária – apelos especial e extraordinário – sem efeito suspensivo (art. 27, § 2º, da Lei nº 8.038/90), razão pela qual se afigura legítima a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da respectiva condenação. (Precedentes do Pretório Excelso e do STJ/Súmula nº 267-STJ). II - Não se vislumbrando, nos recursos excepcionais, tese plausível de aceitação, perde a razão de ser a suspensão da execução da condenação imposta em segundo grau. III – ‘A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção da inocência.’ (HC 90.645/PE, Primeira Turma, Rel. p/ acórdão Min. Menezes Direito, DJ de 14/11/2007). ‘Writ’ denegado.” (HC 92.528/RJ, Rel. Min. FELIX FISCHER - grifei) Os fundamentos em que se apóia a presente impetração são procedentes, especialmente se se examinar o conteúdo da decisão que determinou a prisão cautelar do ora paciente, confrontando-se, para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 4 V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de “habeas corpus” impetrado contra decisão, que, emanada do E. Superior Tribunal de Justiça, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 348): “PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 121, § 2º, I, III, IV E V, DO CP. EXECUÇÃO DA PENA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. EFEITO DEVOLUTIVO. I - Contra a decisão condenatória em segundo grau de jurisdição, cabem, tão-somente, em princípio, recursos de natureza extraordinária – apelos especial e extraordinário – sem efeito suspensivo (art. 27, § 2º, da Lei nº 8.038/90), razão pela qual se afigura legítima a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da respectiva condenação. (Precedentes do Pretório Excelso e do STJ/Súmula nº 267-STJ). II - Não se vislumbrando, nos recursos excepcionais, tese plausível de aceitação, perde a razão de ser a suspensão da execução da condenação imposta em segundo grau. III – ‘A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção da inocência.’ (HC 90.645/PE, Primeira Turma, Rel. p/ acórdão Min. Menezes Direito, DJ de 14/11/2007). ‘Writ’ denegado.” (HC 92.528/RJ, Rel. Min. FELIX FISCHER - grifei) Os fundamentos em que se apóia a presente impetração são procedentes, especialmente se se examinar o conteúdo da decisão que determinou a prisão cautelar do ora paciente, confrontando-se, para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 5 esse efeito, as razões que lhe deram suporte com os padrões que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em análise. Eis, no ponto, o teor da decisão, que, emanada do MM. Juiz de Direito da 3ª Vara Criminal, III Tribunal do Júri, da comarca do Rio de Janeiro/RJ, motivou a presente impetração de “habeas corpus” em favor do ora paciente (fls. 248/249): “É pacífica a jurisprudência nas Cortes superiores que a primariedade e bons antecedentes não obstam a custódia provisória, se presentes os motivos que a legitimam. Discorrendo sobre o instituto da prisão cautelar, Espínola Filho, citado por Walter P. Costa, leciona: ‘... que a prisão preventiva é uma medida de força que o interesse social reclama da liberdade individual com a tríplice finalidade de permitir que o indiciado se mantenha acessível à justiça no Distrito da culpa, de impedir que ele, por manobras, estorve a regular produção das provas e de obstar ao prosseguimento de sua atividade delituosa. ‘In casu’ tem-se que o réu, além de possuir péssimos antecedentes, já foi condenado por tentativa de homicídio, no 1º Tribunal do Júri desta Capital, tendo sido rejeitado o seu derradeiro recurso pelo Supremo Tribunal Federal. Assim, terá o réu de cumprir aquela condenação mais cedo ou mais tarde, face ao trânsito em julgado. Entretanto, com a condenação do réu neste julgamento, que, somada àquela acima indicada, perfaz a elevada pena de 25 (vinte e cinco) anos de reclusão, tem-se que a possibilidade de sumir do Distrito da culpa é de enorme proporção. Assim, pela hegemonia objetiva, tenho a convicção de que este se furtará ao cumprimento das penas, fundamentalmente em razão do presente processo. E, assim sendo, decreto-lhe a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 5 esse efeito, as razões que lhe deram suporte com os padrões que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em análise. Eis, no ponto, o teor da decisão, que, emanada do MM. Juiz de Direito da 3ª Vara Criminal, III Tribunal do Júri, da comarca do Rio de Janeiro/RJ, motivou a presente impetração de “habeas corpus” em favor do ora paciente (fls. 248/249): “É pacífica a jurisprudência nas Cortes superiores que a primariedade e bons antecedentes não obstam a custódia provisória, se presentes os motivos que a legitimam. Discorrendo sobre o instituto da prisão cautelar, Espínola Filho, citado por Walter P. Costa, leciona: ‘... que a prisão preventiva é uma medida de força que o interesse social reclama da liberdade individual com a tríplice finalidade de permitir que o indiciado se mantenha acessível à justiça no Distrito da culpa, de impedir que ele, por manobras, estorve a regular produção das provas e de obstar ao prosseguimento de sua atividade delituosa. ‘In casu’ tem-se que o réu, além de possuir péssimos antecedentes, já foi condenado por tentativa de homicídio, no 1º Tribunal do Júri desta Capital, tendo sido rejeitado o seu derradeiro recurso pelo Supremo Tribunal Federal. Assim, terá o réu de cumprir aquela condenação mais cedo ou mais tarde, face ao trânsito em julgado. Entretanto, com a condenação do réu neste julgamento, que, somada àquela acima indicada, perfaz a elevada pena de 25 (vinte e cinco) anos de reclusão, tem-se que a possibilidade de sumir do Distrito da culpa é de enorme proporção. Assim, pela hegemonia objetiva, tenho a convicção de que este se furtará ao cumprimento das penas, fundamentalmente em razão do presente processo. E, assim sendo, decreto-lhe a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 6 prisão, de cunho cautelar, determinando o seu imediato recolhimento e apresentação a autoridade policial. Expeça-se o Mandado de Prisão.” (grifei) Presente esse contexto, cabe verificar se os fundamentos subjacentes à decisão ora questionada ajustam-se, ou não, ao magistério jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal no exame do instituto da prisão cautelar. Cumpre salientar que as razões que fundamentam as decisões que decretaram e que mantiveram a prisão cautelar do ora paciente podem ser assim resumidas: (a) existência de condenação, em outro processo penal, a ser cumprida, “mais cedo ou mais tarde”, uma vez configurado o respectivo trânsito em julgado, (b) garantia de aplicação da lei penal em virtude da possibilidade de o paciente, se em liberdade, evadir-se do distrito da culpa e (c) esgotamento, no caso, das vias recursais ordinárias e ausência de eficácia suspensiva dos recursos de índole excepcional. Tenho para mim que a decisão que decretou a prisão cautelar do paciente, nos termos em que o fez, apoiou-se em elementos insuficientes, destituídos de base empírica idônea, revelando-se, por isso mesmo, desprovida de necessária fundamentação substancial. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 6 prisão, de cunho cautelar, determinando o seu imediato recolhimento e apresentação a autoridade policial. Expeça-se o Mandado de Prisão.” (grifei) Presente esse contexto, cabe verificar se os fundamentos subjacentes à decisão ora questionada ajustam-se, ou não, ao magistério jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal no exame do instituto da prisão cautelar. Cumpre salientar que as razões que fundamentam as decisões que decretaram e que mantiveram a prisão cautelar do ora paciente podem ser assim resumidas: (a) existência de condenação, em outro processo penal, a ser cumprida, “mais cedo ou mais tarde”, uma vez configurado o respectivo trânsito em julgado, (b) garantia de aplicação da lei penal em virtude da possibilidade de o paciente, se em liberdade, evadir-se do distrito da culpa e (c) esgotamento, no caso, das vias recursais ordinárias e ausência de eficácia suspensiva dos recursos de índole excepcional. Tenho para mim que a decisão que decretou a prisão cautelar do paciente, nos termos em que o fez, apoiou-se em elementos insuficientes, destituídos de base empírica idônea, revelando-se, por isso mesmo, desprovida de necessária fundamentação substancial. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 7 Todos sabemos que a privação cautelar da liberdade individual é sempre qualificada pela nota da excepcionalidade. Não obstante o caráter extraordinário de que se reveste, a prisão preventiva pode efetivar-se, desde que o ato judicial que a formalize tenha fundamentação substancial, com base em elementos concretos e reais que se ajustem aos pressupostos abstratos - juridicamente definidos em sede legal - autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela cautelar penal (RTJ 134/798, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão que esta Corte, em pronunciamento sobre a matéria (RTJ 64/77), tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688, 7ª ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9ª ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4ª ed., 1997, Saraiva), que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a existência de meros indícios de autoria - e desde que concretamente ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de Processo Penal -, torna-se legítima a decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão cautelar. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 7 Todos sabemos que a privação cautelar da liberdade individual é sempre qualificada pela nota da excepcionalidade. Não obstante o caráter extraordinário de que se reveste, a prisão preventiva pode efetivar-se, desde que o ato judicial que a formalize tenha fundamentação substancial, com base em elementos concretos e reais que se ajustem aos pressupostos abstratos - juridicamente definidos em sede legal - autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela cautelar penal (RTJ 134/798, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão que esta Corte, em pronunciamento sobre a matéria (RTJ 64/77), tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688, 7ª ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9ª ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4ª ed., 1997, Saraiva), que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a existência de meros indícios de autoria - e desde que concretamente ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de Processo Penal -, torna-se legítima a decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão cautelar. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 8 É inquestionável que a antecipação cautelar da prisão - qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal condenatória recorrível) - não se revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 - RTJ 142/855 - RTJ 142/878 - RTJ 148/429 - HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.), mesmo porque o instituto da prisão cautelar encontra fundamento em texto da própria Constituição da República (art. 5º, LXI). Impõe-se advertir, no entanto, que a prisão cautelar (“carcer ad custodiam”) - que não se confunde com a prisão penal (“carcer ad poenam”) - não objetiva infligir punição à pessoa que sofre a sua decretação. Não traduz, a prisão cautelar, em face da estrita finalidade a que se destina, qualquer idéia de sanção. Constitui, ao contrário, instrumento destinado a atuar “em benefício da atividade desenvolvida no processo penal” (BASILEU GARCIA, “Comentários ao Código de Processo Penal”, vol. III/7, item n. 1, 1945, Forense), tal como esta Suprema Corte tem proclamado: “A PRISÃO PREVENTIVA - ENQUANTO MEDIDA DE NATUREZA CAUTELAR - NÃO TEM POR OBJETIVO INFLIGIR PUNIÇÃO ANTECIPADA AO INDICIADO OU AO RÉU. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 8 É inquestionável que a antecipação cautelar da prisão - qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal condenatória recorrível) - não se revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 - RTJ 142/855 - RTJ 142/878 - RTJ 148/429 - HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.), mesmo porque o instituto da prisão cautelar encontra fundamento em texto da própria Constituição da República (art. 5º, LXI). Impõe-se advertir, no entanto, que a prisão cautelar (“carcer ad custodiam”) - que não se confunde com a prisão penal (“carcer ad poenam”) - não objetiva infligir punição à pessoa que sofre a sua decretação. Não traduz, a prisão cautelar, em face da estrita finalidade a que se destina, qualquer idéia de sanção. Constitui, ao contrário, instrumento destinado a atuar “em benefício da atividade desenvolvida no processo penal” (BASILEU GARCIA, “Comentários ao Código de Processo Penal”, vol. III/7, item n. 1, 1945, Forense), tal como esta Suprema Corte tem proclamado: “A PRISÃO PREVENTIVA - ENQUANTO MEDIDA DE NATUREZA CAUTELAR - NÃO TEM POR OBJETIVO INFLIGIR PUNIÇÃO ANTECIPADA AO INDICIADO OU AO RÉU. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 9 - A prisão preventiva não pode - e não deve - ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia. A prisão preventiva - que não deve ser confundida com a prisão penal - não objetiva infligir punição àquele que sofre a sua decretação, mas destina-se, considerada a função cautelar que lhe é inerente, a atuar em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal.” (RTJ 180/262-264, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Daí a clara advertência do Supremo Tribunal Federal, que tem sido reiterada em diversos julgados, no sentido de que se revela absolutamente inconstitucional a utilização, com fins punitivos, da prisão cautelar, pois esta não se destina a punir o indiciado ou o réu, sob pena de manifesta ofensa às garantias constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal, com a conseqüente (e inadmissível) prevalência da idéia – tão cara aos regimes autocráticos – de supressão da liberdade individual, em um contexto de julgamento sem defesa e de condenação sem processo (HC 93.883/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Isso significa, portanto, que o instituto da prisão cautelar - considerada a função exclusivamente processual que lhe é inerente - não pode ser utilizado com o objetivo de promover a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 9 - A prisão preventiva não pode - e não deve - ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia. A prisão preventiva - que não deve ser confundida com a prisão penal - não objetiva infligir punição àquele que sofre a sua decretação, mas destina-se, considerada a função cautelar que lhe é inerente, a atuar em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal.” (RTJ 180/262-264, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Daí a clara advertência do Supremo Tribunal Federal, que tem sido reiterada em diversos julgados, no sentido de que se revela absolutamente inconstitucional a utilização, com fins punitivos, da prisão cautelar, pois esta não se destina a punir o indiciado ou o réu, sob pena de manifesta ofensa às garantias constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal, com a conseqüente (e inadmissível) prevalência da idéia – tão cara aos regimes autocráticos – de supressão da liberdade individual, em um contexto de julgamento sem defesa e de condenação sem processo (HC 93.883/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Isso significa, portanto, que o instituto da prisão cautelar - considerada a função exclusivamente processual que lhe é inerente - não pode ser utilizado com o objetivo de promover a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 10 antecipação satisfativa da pretensão punitiva do Estado, pois, se assim fosse lícito entender, subverter-se-ia a finalidade da prisão preventiva, daí resultando grave comprometimento ao princípio da liberdade (RTJ 202/256-258, Rel. Min. CELSO DE MELLO). De outro lado, o mero temor de fuga do paciente, quando não apontado fato concreto que justifique a real possibilidade de sua ocorrência, não legitima o decreto de prisão preventiva, pois “A custódia cautelar não pode se basear em conjecturas, mas na real necessidade de constrição que justifique a excepcionalidade da medida” (RTJ 128/749, Rel. Min. FRANCISCO REZEK - grifei). Não é por outra razão que esta Suprema Corte tem salientado, a esse propósito, que a alegação – fundada em juízo meramente conjectural (sem qualquer referência a situações concretas) - de que o paciente deve ser mantido preso porque poderia evadir-se constitui, quando destituída de base empírica, presunção arbitrária que não pode legitimar a privação cautelar da liberdade individual, como assinalou a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (HC 80.719/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “(...) PRISÃO CAUTELAR NÃO PODE APOIAR-SE EM JUÍZOS MERAMENTE CONJECTURAIS. - A mera suposição, fundada em simples conjecturas, não pode autorizar a decretação da prisão cautelar de qualquer pessoa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 10 antecipação satisfativa da pretensão punitiva do Estado, pois, se assim fosse lícito entender, subverter-se-ia a finalidade da prisão preventiva, daí resultando grave comprometimento ao princípio da liberdade (RTJ 202/256-258, Rel. Min. CELSO DE MELLO). De outro lado, o mero temor de fuga do paciente, quando não apontado fato concreto que justifique a real possibilidade de sua ocorrência, não legitima o decreto de prisão preventiva, pois “A custódia cautelar não pode se basear em conjecturas, mas na real necessidade de constrição que justifique a excepcionalidade da medida” (RTJ 128/749, Rel. Min. FRANCISCO REZEK - grifei). Não é por outra razão que esta Suprema Corte tem salientado, a esse propósito, que a alegação – fundada em juízo meramente conjectural (sem qualquer referência a situações concretas) - de que o paciente deve ser mantido preso porque poderia evadir-se constitui, quando destituída de base empírica, presunção arbitrária que não pode legitimar a privação cautelar da liberdade individual, como assinalou a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (HC 80.719/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “(...) PRISÃO CAUTELAR NÃO PODE APOIAR-SE EM JUÍZOS MERAMENTE CONJECTURAIS. - A mera suposição, fundada em simples conjecturas, não pode autorizar a decretação da prisão cautelar de qualquer pessoa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 11 - A decisão que ordena a privação cautelar da liberdade não se legitima quando desacompanhada de fatos concretos que lhe justifiquem a necessidade, não podendo apoiar-se, por isso mesmo, na avaliação puramente subjetiva do magistrado de que a pessoa investigada ou processada, se em liberdade, poderá delinqüir, ou interferir na instrução probatória, ou evadir-se do distrito da culpa, ou, então, prevalecer-se de sua particular condição social, funcional ou econômico-financeira. - Presunções arbitrárias, construídas a partir de juízos meramente conjecturais, porque formuladas à margem do sistema jurídico, não podem prevalecer sobre o princípio da liberdade, cuja precedência constitucional lhe confere posição eminente no domínio do processo penal.” (HC 93.883/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Por tal razão, esta Corte Suprema já deixou assentado que não constitui fundamento juridicamente idôneo, por si só, para legitimar a privação cautelar da liberdade individual, o fato de o paciente dispor de facilidade de trânsito pelo território nacional e no exterior, eis que, sem a efetiva comprovação de que o acusado objetiva evadir-se do País, torna-se incabível a decretação de sua prisão preventiva: “Por outro lado, não é tão-somente o poder de mobilidade ou de trânsito pelos territórios nacional ou internacional que justifica a medida constritiva, mas, sim, a demonstração de que o acusado intenta promover sua fuga do distrito da culpa.” (HC 71.289/RS, Rel. Min. ILMAR GALVÃO - grifei) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 11 - A decisão que ordena a privação cautelar da liberdade não se legitima quando desacompanhada de fatos concretos que lhe justifiquem a necessidade, não podendo apoiar-se, por isso mesmo, na avaliação puramente subjetiva do magistrado de que a pessoa investigada ou processada, se em liberdade, poderá delinqüir, ou interferir na instrução probatória, ou evadir-se do distrito da culpa, ou, então, prevalecer-se de sua particular condição social, funcional ou econômico-financeira. - Presunções arbitrárias, construídas a partir de juízos meramente conjecturais, porque formuladas à margem do sistema jurídico, não podem prevalecer sobre o princípio da liberdade, cuja precedência constitucional lhe confere posição eminente no domínio do processo penal.” (HC 93.883/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Por tal razão, esta Corte Suprema já deixou assentado que não constitui fundamento juridicamente idôneo, por si só, para legitimar a privação cautelar da liberdade individual, o fato de o paciente dispor de facilidade de trânsito pelo território nacional e no exterior, eis que, sem a efetiva comprovação de que o acusado objetiva evadir-se do País, torna-se incabível a decretação de sua prisão preventiva: “Por outro lado, não é tão-somente o poder de mobilidade ou de trânsito pelos territórios nacional ou internacional que justifica a medida constritiva, mas, sim, a demonstração de que o acusado intenta promover sua fuga do distrito da culpa.” (HC 71.289/RS, Rel. Min. ILMAR GALVÃO - grifei) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 12 Cumpre assinalar, de outro lado, que o ora paciente – segundo consta dos registros processuais que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro mantém em sua página oficial na “Internet” – teve sua punibilidade declarada extinta, em decorrência do reconhecimento da prescrição penal, nos autos do Processo- -crime nº 1995.001.125281-2, quanto à condenação por tentativa de homicídio. Vê-se que tal fato descaracteriza a afirmação judicial de que o ora paciente, “mais cedo ou mais tarde” (fls. 249), teria que cumprir a pena referida, circunstância essa que torna inconsistente esse fundamento invocado para justificar a decretação da prisão cautelar ora questionada. Cabe destacar, por oportuno, a correta advertência, que, sobre essa específica questão, faz MARIA LÚCIA KARAM, em precisa abordagem doutrinária do tema (“Prisão e Liberdade Processuais”, “in” Revista Brasileira de Ciências Criminais, nº 2/83-93, 86, 1993, RT): “Assim, quer na decretação da prisão preventiva ‘stricto sensu’, quer na manutenção da prisão decorrente de flagrante, como em qualquer decisão que importe na concessão da tutela cautelar consistente na prisão provisória, a necessidade de tal medida deverá estar devidamente demonstrada através de fatos que a revelem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 12 Cumpre assinalar, de outro lado, que o ora paciente – segundo consta dos registros processuais que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro mantém em sua página oficial na “Internet” – teve sua punibilidade declarada extinta, em decorrência do reconhecimento da prescrição penal, nos autos do Processo- -crime nº 1995.001.125281-2, quanto à condenação por tentativa de homicídio. Vê-se que tal fato descaracteriza a afirmação judicial de que o ora paciente, “mais cedo ou mais tarde” (fls. 249), teria que cumprir a pena referida, circunstância essa que torna inconsistente esse fundamento invocado para justificar a decretação da prisão cautelar ora questionada. Cabe destacar, por oportuno, a correta advertência, que, sobre essa específica questão, faz MARIA LÚCIA KARAM, em precisa abordagem doutrinária do tema (“Prisão e Liberdade Processuais”, “in” Revista Brasileira de Ciências Criminais, nº 2/83-93, 86, 1993, RT): “Assim, quer na decretação da prisão preventiva ‘stricto sensu’, quer na manutenção da prisão decorrente de flagrante, como em qualquer decisão que importe na concessão da tutela cautelar consistente na prisão provisória, a necessidade de tal medida deverá estar devidamente demonstrada através de fatos que a revelem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 13 Veja-se o que diz, a respeito, o Professor Antônio Magalhães Gomes Filho: ‘Seja como for, o que importa ressaltar é a imperatividade da declaração expressa dos motivos que ensejam a restrição da liberdade individual no caso concreto, tanto nas hipóteses em que há pronunciamento jurisdicional prévio (prisão preventiva, prisão em virtude de pronúncia ou de sentença condenatória recorrível), como na convalidação da prisão em flagrante, em que o Juiz deve declarar as razões de sua manutenção e da não concessão da liberdade provisória (...). Sendo assim, não são suficientes à motivação das decisões sobre prisão as referências à ‘ordem pública’, à gravidade do delito ou aos antecedentes do acusado, sendo indispensável que se demonstre cabalmente a ocorrência de fatos concretos que indiquem a necessidade da medida por exigências cautelares de tipo fundamental ou final.” (grifei) Na realidade, torna-se essencial rememorar, neste ponto - tal como o fez a colenda Primeira Turma desta Corte Suprema, quando do julgamento do HC 68.530/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (RTJ 135/1111) -, que “Não há, em tema de liberdade individual, a possibilidade de se reconhecer a existência de arbítrio judicial. Os juízes e Tribunais, ainda que se cuide do exercício de mera faculdade processual, estão sujeitos, expressamente, ao dever de motivação dos atos constritivos do status libertatis que pratiquem no desempenho de seu ofício. A conservação de um homem na prisão requer mais do que um simples pronunciamento jurisdicional. A restrição ao estado de liberdade impõe ato decisório suficientemente fundamentado, que encontre suporte em fatos concretos”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 13 Veja-se o que diz, a respeito, o Professor Antônio Magalhães Gomes Filho: ‘Seja como for, o que importa ressaltar é a imperatividade da declaração expressa dos motivos que ensejam a restrição da liberdade individual no caso concreto, tanto nas hipóteses em que há pronunciamento jurisdicional prévio (prisão preventiva, prisão em virtude de pronúncia ou de sentença condenatória recorrível), como na convalidação da prisão em flagrante, em que o Juiz deve declarar as razões de sua manutenção e da não concessão da liberdade provisória (...). Sendo assim, não são suficientes à motivação das decisões sobre prisão as referências à ‘ordem pública’, à gravidade do delito ou aos antecedentes do acusado, sendo indispensável que se demonstre cabalmente a ocorrência de fatos concretos que indiquem a necessidade da medida por exigências cautelares de tipo fundamental ou final.” (grifei) Na realidade, torna-se essencial rememorar, neste ponto - tal como o fez a colenda Primeira Turma desta Corte Suprema, quando do julgamento do HC 68.530/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (RTJ 135/1111) -, que “Não há, em tema de liberdade individual, a possibilidade de se reconhecer a existência de arbítrio judicial. Os juízes e Tribunais, ainda que se cuide do exercício de mera faculdade processual, estão sujeitos, expressamente, ao dever de motivação dos atos constritivos do status libertatis que pratiquem no desempenho de seu ofício. A conservação de um homem na prisão requer mais do que um simples pronunciamento jurisdicional. A restrição ao estado de liberdade impõe ato decisório suficientemente fundamentado, que encontre suporte em fatos concretos”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 14 Nem se diga que a decisão de primeira instância teria sido reforçada, em sua fundamentação, pelo julgamento emanado do E. Superior Tribunal Justiça (HC 92.528/RJ), no qual se denegou a ordem de “habeas corpus” então postulada em favor do ora paciente. Cabe ter presente, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria, que a legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores (HC 90.313/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 96.715-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 97.976-MC/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “(...) Às instâncias subseqüentes não é dado suprir o decreto de prisão cautelar, de modo que não pode ser considerada a assertiva de que a fuga do paciente constitui fundamento bastante para enclausurá-lo preventivamente (...).” (RTJ 194/947-948, Rel. p/ o acórdão Min. EROS GRAU - grifei) A motivação, portanto, há de ser própria, inerente e contemporânea à decisão que decreta (ou que mantém) o ato excepcional de privação cautelar da liberdade, pois - insista-se - a ausência ou a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 14 Nem se diga que a decisão de primeira instância teria sido reforçada, em sua fundamentação, pelo julgamento emanado do E. Superior Tribunal Justiça (HC 92.528/RJ), no qual se denegou a ordem de “habeas corpus” então postulada em favor do ora paciente. Cabe ter presente, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria, que a legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores (HC 90.313/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 96.715-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 97.976-MC/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “(...) Às instâncias subseqüentes não é dado suprir o decreto de prisão cautelar, de modo que não pode ser considerada a assertiva de que a fuga do paciente constitui fundamento bastante para enclausurá-lo preventivamente (...).” (RTJ 194/947-948, Rel. p/ o acórdão Min. EROS GRAU - grifei) A motivação, portanto, há de ser própria, inerente e contemporânea à decisão que decreta (ou que mantém) o ato excepcional de privação cautelar da liberdade, pois - insista-se - a ausência ou a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 15 deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori” (RTJ 59/31 – RTJ 172/191-192 - RT 543/472 - RT 639/381, v.g.): “Prisão preventiva: análise dos critérios de idoneidade de sua motivação à luz de jurisprudência do Supremo Tribunal. 1. A fundamentação idônea é requisito de validade do decreto de prisão preventiva: no julgamento do ‘habeas-corpus’ que o impugna não cabe às sucessivas instâncias, para denegar a ordem, suprir a sua deficiência originária, mediante achegas de novos motivos por ele não aventados: precedentes.” (RTJ 179/1135-1136, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - grifei) É que o E. Superior Tribunal de Justiça indeferiu o pleito de “habeas corpus” com apoio na ausência de efeito suspensivo dos recursos especial e extraordinário. Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade constitucional de execução provisória da pena, por entender que orientação em sentido diverso transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência. É por tal motivo que, em situações como a que ora se registra nesta causa, o Supremo Tribunal Federal tem garantido, ao condenado, até mesmo em sede cautelar, o direito de aguardar em liberdade o julgamento dos recursos interpostos, ainda que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 15 deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori” (RTJ 59/31 – RTJ 172/191-192 - RT 543/472 - RT 639/381, v.g.): “Prisão preventiva: análise dos critérios de idoneidade de sua motivação à luz de jurisprudência do Supremo Tribunal. 1. A fundamentação idônea é requisito de validade do decreto de prisão preventiva: no julgamento do ‘habeas-corpus’ que o impugna não cabe às sucessivas instâncias, para denegar a ordem, suprir a sua deficiência originária, mediante achegas de novos motivos por ele não aventados: precedentes.” (RTJ 179/1135-1136, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - grifei) É que o E. Superior Tribunal de Justiça indeferiu o pleito de “habeas corpus” com apoio na ausência de efeito suspensivo dos recursos especial e extraordinário. Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade constitucional de execução provisória da pena, por entender que orientação em sentido diverso transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência. É por tal motivo que, em situações como a que ora se registra nesta causa, o Supremo Tribunal Federal tem garantido, ao condenado, até mesmo em sede cautelar, o direito de aguardar em liberdade o julgamento dos recursos interpostos, ainda que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 16 destituídos de eficácia suspensiva (HC 85.710/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 88.276/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - HC 88.460/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – HC 89.952/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – HC 97.149/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), valendo referir, por relevante, que ambas as Turmas desta Suprema Corte (HC 85.877/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, e HC 86.328/RS, Rel. Min. EROS GRAU) já asseguraram, inclusive de ofício, a diversos pacientes, o direito de recorrer em liberdade. Não obstante essa diretriz jurisprudencial, mostra-se viável a possibilidade de convivência entre os diversos instrumentos de tutela cautelar penal postos à disposição do Poder Público (CF, art. 5º, LXI), de um lado, e a presunção de inocência proclamada pela Constituição da República (CF, art. 5º, LVII) e pelo Pacto de São José da Costa Rica (Artigo 7º, nº 2), de outro. Para que se legitime a prisão cautelar, no entanto, impõe-se que os órgãos judiciários competentes tenham presente a advertência do Supremo Tribunal Federal no sentido da estrita observância de determinadas exigências (RTJ 134/798), em especial a demonstração - apoiada em decisão impregnada de fundamentação substancial - que evidencie a imprescindibilidade, em cada situação ocorrente, da adoção da medida constritiva do “status libertatis” do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 16 destituídos de eficácia suspensiva (HC 85.710/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 88.276/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - HC 88.460/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – HC 89.952/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – HC 97.149/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), valendo referir, por relevante, que ambas as Turmas desta Suprema Corte (HC 85.877/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, e HC 86.328/RS, Rel. Min. EROS GRAU) já asseguraram, inclusive de ofício, a diversos pacientes, o direito de recorrer em liberdade. Não obstante essa diretriz jurisprudencial, mostra-se viável a possibilidade de convivência entre os diversos instrumentos de tutela cautelar penal postos à disposição do Poder Público (CF, art. 5º, LXI), de um lado, e a presunção de inocência proclamada pela Constituição da República (CF, art. 5º, LVII) e pelo Pacto de São José da Costa Rica (Artigo 7º, nº 2), de outro. Para que se legitime a prisão cautelar, no entanto, impõe-se que os órgãos judiciários competentes tenham presente a advertência do Supremo Tribunal Federal no sentido da estrita observância de determinadas exigências (RTJ 134/798), em especial a demonstração - apoiada em decisão impregnada de fundamentação substancial - que evidencie a imprescindibilidade, em cada situação ocorrente, da adoção da medida constritiva do “status libertatis” do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 17 indiciado/réu, sob pena de caracterização de ilegalidade ou de abuso de poder na decretação da prisão meramente processual (RTJ 180/262-264, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 80.892/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, proferida sentença penal condenatória, nada impede que o Poder Judiciário, a despeito do caráter recorrível desse ato sentencial, decrete, excepcionalmente, a prisão cautelar do réu condenado, desde que existam, no entanto, quanto a ela, reais motivos evidenciadores da necessidade de adoção dessa extraordinária medida constritiva de ordem pessoal (RTJ 193/936, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 71.644/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Para efeito de legitimação da prisão cautelar motivada por condenação recorrível (como sucede na espécie), exigir-se-á, sempre, considerada a inconstitucionalidade da execução penal provisória (HC 84.078/MG, Rel. Min. EROS GRAU, Pleno), a observância de certos requisitos, sem os quais não terá validade jurídica alguma esse ato de constrição da liberdade pessoal do sentenciado, consoante adverte o magistério da doutrina (ROBERTO DELMANTO JÚNIOR, “As Modalidades de Prisão Provisória e seu Prazo de Duração”, p. 202/234, itens ns. 6 e 7, 2ª ed., 2001, Renovar; LUIZ FLÁVIO GOMES, “Direito de Apelar em Liberdade”, p. 104, item n. 3, 2ª ed., Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 17 indiciado/réu, sob pena de caracterização de ilegalidade ou de abuso de poder na decretação da prisão meramente processual (RTJ 180/262-264, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 80.892/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, proferida sentença penal condenatória, nada impede que o Poder Judiciário, a despeito do caráter recorrível desse ato sentencial, decrete, excepcionalmente, a prisão cautelar do réu condenado, desde que existam, no entanto, quanto a ela, reais motivos evidenciadores da necessidade de adoção dessa extraordinária medida constritiva de ordem pessoal (RTJ 193/936, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 71.644/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Para efeito de legitimação da prisão cautelar motivada por condenação recorrível (como sucede na espécie), exigir-se-á, sempre, considerada a inconstitucionalidade da execução penal provisória (HC 84.078/MG, Rel. Min. EROS GRAU, Pleno), a observância de certos requisitos, sem os quais não terá validade jurídica alguma esse ato de constrição da liberdade pessoal do sentenciado, consoante adverte o magistério da doutrina (ROBERTO DELMANTO JÚNIOR, “As Modalidades de Prisão Provisória e seu Prazo de Duração”, p. 202/234, itens ns. 6 e 7, 2ª ed., 2001, Renovar; LUIZ FLÁVIO GOMES, “Direito de Apelar em Liberdade”, p. 104, item n. 3, 2ª ed., Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 18 1996, RT; PEDRO HENRIQUE DEMERCIAN/JORGE ASSAF MALULY, “Curso de Processo Penal”, p. 163/164, item n. 7.1.5, 3ª ed., 2005, Forense; MARCELLUS POLASTRI LIMA, “A Tutela Cautelar no Processo Penal”, p. 286/301, item n. 4.4.3.1.5, 2005, Lumen Juris; ROGERIO SCHIETTI MACHADO CRUZ, “Prisão Cautelar”, 2006, Lumen Juris, v.g.), em lições que têm merecido, no tema, o beneplácito da jurisprudência desta Corte Suprema. O exame da sentença penal condenatória proferida pelo magistrado de 1ª instância e do acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça revela que as decisões ora questionadas não se ajustam ao magistério jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, pois – insista-se – a denegação, ao sentenciado, do direito de recorrer (ou de permanecer) em liberdade depende, sempre, para legitimar-se, da ocorrência concreta de qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP (RTJ 195/603, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 84.434/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 86.164/RO, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.), a significar, portanto, que, inexistindo fundamento autorizador da privação meramente processual da liberdade do réu, esse ato de constrição reputar-se-á ilegal, porque destituído, em referido contexto, da necessária cautelaridade (RTJ 193/936): “(...) PRISÃO CAUTELAR – CARÁTER EXCEPCIONAL. - A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada em situações de absoluta necessidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 18 1996, RT; PEDRO HENRIQUE DEMERCIAN/JORGE ASSAF MALULY, “Curso de Processo Penal”, p. 163/164, item n. 7.1.5, 3ª ed., 2005, Forense; MARCELLUS POLASTRI LIMA, “A Tutela Cautelar no Processo Penal”, p. 286/301, item n. 4.4.3.1.5, 2005, Lumen Juris; ROGERIO SCHIETTI MACHADO CRUZ, “Prisão Cautelar”, 2006, Lumen Juris, v.g.), em lições que têm merecido, no tema, o beneplácito da jurisprudência desta Corte Suprema. O exame da sentença penal condenatória proferida pelo magistrado de 1ª instância e do acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça revela que as decisões ora questionadas não se ajustam ao magistério jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, pois – insista-se – a denegação, ao sentenciado, do direito de recorrer (ou de permanecer) em liberdade depende, sempre, para legitimar-se, da ocorrência concreta de qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP (RTJ 195/603, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 84.434/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 86.164/RO, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.), a significar, portanto, que, inexistindo fundamento autorizador da privação meramente processual da liberdade do réu, esse ato de constrição reputar-se-á ilegal, porque destituído, em referido contexto, da necessária cautelaridade (RTJ 193/936): “(...) PRISÃO CAUTELAR – CARÁTER EXCEPCIONAL. - A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada em situações de absoluta necessidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 19 A prisão processual, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. - A questão da decretabilidade da prisão cautelar. Possibilidade excepcional, desde que satisfeitos os requisitos mencionados no art. 312 do CPP. Necessidade da verificação concreta, em cada caso, da imprescindibilidade da adoção dessa medida extraordinária. Doutrina. Precedentes.” (HC 89.754/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em suma: a análise dos fundamentos invocados pela parte ora impetrante leva-me a entender que a decisão judicial de primeira instância e o acórdão proferido pelo E. Superior Tribunal de Justiça não observaram os critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou a respeito do tema, eis que a prisão processual, de ordem meramente cautelar, ainda que fundada em condenação penal recorrível, tem como pressuposto legitimador a existência de situação de real necessidade, apta a ensejar, ao Estado, quando efetivamente ocorrente, a adoção – sempre excepcional – dessa medida constritiva de caráter pessoal. Sendo assim, e em face das razões expostas, defiro o pedido de “habeas corpus”, para invalidar a decisão que decretou a prisão cautelar do paciente (fls. 247/249), relativamente ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 19 A prisão processual, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. - A questão da decretabilidade da prisão cautelar. Possibilidade excepcional, desde que satisfeitos os requisitos mencionados no art. 312 do CPP. Necessidade da verificação concreta, em cada caso, da imprescindibilidade da adoção dessa medida extraordinária. Doutrina. Precedentes.” (HC 89.754/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em suma: a análise dos fundamentos invocados pela parte ora impetrante leva-me a entender que a decisão judicial de primeira instância e o acórdão proferido pelo E. Superior Tribunal de Justiça não observaram os critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou a respeito do tema, eis que a prisão processual, de ordem meramente cautelar, ainda que fundada em condenação penal recorrível, tem como pressuposto legitimador a existência de situação de real necessidade, apta a ensejar, ao Estado, quando efetivamente ocorrente, a adoção – sempre excepcional – dessa medida constritiva de caráter pessoal. Sendo assim, e em face das razões expostas, defiro o pedido de “habeas corpus”, para invalidar a decisão que decretou a prisão cautelar do paciente (fls. 247/249), relativamente ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 20 Processo-crime nº 1999.001.120.540-5, em tramitação perante a 3ª Vara Criminal, III Tribunal do Júri, da comarca do Rio de Janeiro/RJ, expedindo-se, imediatamente, em seu favor, o pertinente alvará de soltura, se por al não estiver preso, restando prejudicado, em conseqüência, o exame do pedido de reconsideração da medida liminar formulado a fls. 453/457. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 20 Processo-crime nº 1999.001.120.540-5, em tramitação perante a 3ª Vara Criminal, III Tribunal do Júri, da comarca do Rio de Janeiro/RJ, expedindo-se, imediatamente, em seu favor, o pertinente alvará de soltura, se por al não estiver preso, restando prejudicado, em conseqüência, o exame do pedido de reconsideração da medida liminar formulado a fls. 453/457. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 94.681 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Deferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2ª Turma, 26.10.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 828382 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 94.681 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Deferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2ª Turma, 26.10.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 828382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1802286
2010-10-26T00:00:00
2012-03-08T00:00:00
Deferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2ª Turma, 26.10.2010.
HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” - PRISÃO CAUTELAR - CONDENAÇÃO PENAL RECORRÍVEL - SUBSISTÊNCIA, MESMO ASSIM, DA PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII) - RECONHECIMENTO DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE - CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (ARTIGO 7º, Nº 2) - DECISÃO DO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR QUE MANTÉM A PRISÃO DO CONDENADO PELO FATO DE A APELAÇÃO TER SIDO JULGADA - EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA - INADMISSIBILIDADE - DECRETABILIDADE DA PRISÃO CAUTELAR DO CONDENADO - POSSIBILIDADE, DESDE QUE SATISFEITOS OS REQUISITOS MENCIONADOS NO ART. 312 DO CPP - NECESSIDADE DA VERIFICAÇÃO CONCRETA, EM CADA CASO, DA IMPRESCINDIBILIDADE DA ADOÇÃO DESSA MEDIDA EXTRAORDINÁRIA - AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA IDÔNEA - REFORÇO DE ARGUMENTAÇÃO INTRODUZIDO PELAS INSTÂNCIAS JUDICIÁRIAS SUPERIORES - INADMISSIBILIDADE - ALEGAÇÃO DE POSSÍVEL FUGA DO RÉU - JUÍZO MERAMENTE CONJECTURAL - FUNDAMENTO INSUFICIENTE QUE, POR SI SÓ, NÃO AUTORIZA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR - SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO VERIFICADA NA ESPÉCIE - INJUSTO CONSTRANGIMENTO CONFIGURADO - “HABEAS CORPUS” DEFERIDO. PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA E CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS - COMPATIBILIDADE DA PRISÃO CAUTELAR DECORRENTE DE SENTENÇA CONDENATÓRIA RECORRÍVEL, DESDE QUE SE EVIDENCIE A IMPRESCINDIBILIDADE DESSA MEDIDA EXCEPCIONAL. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de reconhecer que a prisão decorrente de sentença condenatória recorrível não transgride a presunção constitucional de inocência, desde que a privação meramente processual da liberdade - que tem suporte legitimador em regra constante da própria Constituição (art. 5º, LXI) - encontre fundamento em situação evidenciadora da real necessidade de sua adoção, atendidos, sempre, os requisitos de cautelaridade que lhe são inerentes. Precedentes. - A Convenção Americana sobre Direitos Humanos não assegura, de modo irrestrito, ao condenado, o direito de (sempre) recorrer em liberdade, pois o Pacto de São José da Costa Rica, em tema de proteção ao “status libertatis” do réu, estabelece, em seu Artigo 7º, nº 2, que “Ninguém pode ser privado de sua liberdade física, salvo pelas causas e nas condições previamente fixadas pelas Constituições políticas dos Estados-Partes ou pelas leis de acordo com elas promulgadas”, admitindo, desse modo, a possibilidade de cada sistema jurídico nacional instituir os casos em que se legitimará, ou não, a privação cautelar da liberdade de locomoção física do réu ou do condenado. Precedentes. PRISÃO CAUTELAR - CARÁTER EXCEPCIONAL. - A privação cautelar da liberdade individual - cuja decretação resulta possível em virtude de expressa cláusula inscrita no próprio texto da Constituição da República (CF, art. 5º, LXI), não conflitando, por isso mesmo, com a presunção constitucional de inocência (CF, art. 5º, LVII) - reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser ordenada, por tal razão, em situações de absoluta e real necessidade. A prisão processual, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. Doutrina. Precedentes. A MANUTENÇÃO DA PRISÃO EM FLAGRANTE - ENQUANTO MEDIDA DE NATUREZA CAUTELAR - NÃO PODE SER UTILIZADA COMO INSTRUMENTO DE PUNIÇÃO ANTECIPADA DO INDICIADO OU DO RÉU. - A prisão cautelar não pode - nem deve - ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia. A prisão cautelar - que não deve ser confundida com a prisão penal - não objetiva infligir punição àquele que sofre a sua decretação, mas destina-se, considerada a função cautelar que lhe é inerente, a atuar em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal. A PRISÃO CAUTELAR NÃO PODE APOIAR-SE EM JUÍZOS MERAMENTE CONJECTURAIS. - A mera suposição, fundada em simples conjecturas, não pode autorizar a decretação da prisão cautelar de qualquer pessoa. - A decisão que ordena a privação cautelar da liberdade não se legitima quando desacompanhada de fatos concretos que lhe justifiquem a necessidade, não podendo apoiar-se, por isso mesmo, na avaliação puramente subjetiva do magistrado de que a pessoa investigada ou processada, se em liberdade, poderá delinqüir ou interferir na instrução probatória ou evadir-se do distrito da culpa ou, então, prevalecer-se de sua particular condição social, funcional ou econômico-financeira para obstruir, indevidamente, a regular tramitação do processo penal de conhecimento. - Presunções arbitrárias, construídas a partir de juízos meramente conjecturais, porque formuladas à margem do sistema jurídico, não podem prevalecer sobre o princípio da liberdade, cuja precedência constitucional lhe confere posição eminente no domínio do processo penal. INADMISSIBILIDADE DO REFORÇO DE FUNDAMENTAÇÃO, PELAS INSTÂNCIAS SUPERIORES, DO DECRETO DE PRISÃO CAUTELAR. A legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte, e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores. Precedentes. A motivação há de ser própria, inerente e contemporânea à decisão que decreta (ou que mantém) o ato excepcional de privação cautelar da liberdade, pois a ausência ou a deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori”. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE MANTER-SE A PRISÃO EM FLAGRANTE DO PACIENTE. - Sem que se caracterize situação de real necessidade, não se legitima a privação cautelar da liberdade individual do indiciado ou do réu. Ausentes razões de necessidade, revela-se incabível, ante a sua excepcionalidade, a decretação ou a subsistência da prisão cautelar. RECURSOS EXCEPCIONAIS (RE e REsp) - AUSÊNCIA DE EFICÁCIA SUSPENSIVA - CIRCUNSTÂNCIA QUE, SÓ POR SI, NÃO OBSTA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. - A denegação, ao sentenciado, do direito de recorrer em liberdade depende, para legitimar-se, da ocorrência concreta de qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP, a significar, portanto, que, inexistindo fundamento autorizador da privação meramente processual da liberdade do réu, esse ato de constrição reputar-se-á ilegal, porque destituído, em referido contexto, da necessária cautelaridade. Precedentes. - A prisão processual, de ordem meramente cautelar, ainda que fundada em sentença condenatória recorrível (cuja prolação não descaracteriza a presunção constitucional de inocência), tem como pressuposto legitimador a existência de situação de real necessidade, apta a ensejar, ao Estado, quando efetivamente ocorrente, a adoção - sempre excepcional - dessa medida constritiva de caráter pessoal. Precedentes. - A prisão decretada com fundamento em condenação penal recorrível (o que lhe atribui índole eminentemente cautelar) somente se justificará, se, motivada por fato posterior, este se ajustar, concretamente, a qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP. Situação inocorrente no caso em exame. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA E O POSTULADO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. - O Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade constitucional de execução provisória da pena, por entender que orientação em sentido diverso transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência. Precedentes.
sjur205498
- Acórdãos citados: HC 68530, HC 68726, HC 71289, HC 71644, HC 80719, HC 80892, HC 84078 - Tribunal Pleno, HC 84434, HC 85877, HC 86164, HC 86328, HC 88276, HC 88460, HC 89754, HC 89952, HC 90313, HC 93883; RTJ 59/31, RTJ 64/77, RTJ 128/749, RTJ 133/280, RTJ 134/798, RTJ 135/1111, RTJ 138/216, RTJ 142/855, RTJ 142/878, RTJ 148/429, RTJ 172/191, RTJ 179/1135, RTJ 180/262, RTJ 193/936, RTJ 194/947, RTJ 195/603, RTJ 202/256; RT 543/472, RT 639/381. - Decisões monocráticas citadas: HC 85710, HC 96715 MC, HC 97149, HC 97976 MC. - Veja HC 92528 do STJ, Processo-crime 1995.001.125281-2 do TJ/RJ e Processo Crime 1999.001.120.540-5 da 3ª Vara Criminal, III Tribunal do Júri, da comarca do Rio de Janeiro/RJ.. Número de páginas: 21. Análise: 15/03/2012, KBP. Revisão: 21/03/2012, SEV.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
94681
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00057 INC-00061 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00312 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n", "LEG-INT CVC ANO-1969\r\n ART-00007 NÚMERO-2\r\n PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS ASSINADA\r\n EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, OEA\r\n", "LEG-FED DLG-000027 ANO-1992\r\n APROVA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS\r\n HUMANOS ASSINADA EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, OEA\r\n DECRETO LEGISLATIVO\r\n", "LEG-FED DEC-000678 ANO-1992\r\n PROMULGA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS\r\n HUMANOS ASSINADA EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, OEA\r\n DECRETO" ]
HC
acordaos
HC 94681
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PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 26/10/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 94.681 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRISÃO CAUTELAR - CONDENAÇÃO PENAL RECORRÍVEL - SUBSISTÊNCIA, MESMO ASSIM, DA PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII) – RECONHECIMENTO DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE – CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (ARTIGO 7..., n 2) – DECISÃO DO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR QUE MANTÉM A PRISÃO DO CONDENADO PELO FATO DE A APELAÇÃO TER SIDO JULGADA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA – INADMISSIBILIDADE – DECRETABILIDADE DA PRISÃO CAUTELAR DO CONDENADO - POSSIBILIDADE, DESDE QUE SATISFEITOS OS REQUISITOS MENCIONADOS NO ART. 312 DO CPP - NECESSIDADE DA VERIFICAÇÃO CONCRETA, EM CADA CASO, DA IMPRESCINDIBILIDADE DA ADOÇÃO DESSA MEDIDA EXTRAORDINÁRIA – AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA IDÔNEA – REFORÇO DE ARGUMENTAÇÃO INTRODUZIDO PELAS INSTÂNCIAS JUDICIÁRIAS SUPERIORES – INADMISSIBILIDADE - ALEGAÇÃO DE POSSÍVEL FUGA DO RÉU – JUÍZO MERAMENTE CONJECTURAL - FUNDAMENTO INSUFICIENTE QUE, POR SI SÓ, NÃO AUTORIZA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR - SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO VERIFICADA NA ESPÉCIE – INJUSTO CONSTRANGIMENTO CONFIGURADO - “HABEAS CORPUS” DEFERIDO. PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA E CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS – COMPATIBILIDADE DA PRISÃO CAUTELAR DECORRENTE DE SENTENÇA CONDENATÓRIA RECORRÍVEL, DESDE QUE SE EVIDENCIE A IMPRESCINDIBILIDADE DESSA MEDIDA EXCEPCIONAL. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de reconhecer que a prisão decorrente de sentença condenatória recorrível não transgride a presunção constitucional de inocência, desde que a privação meramente processual da liberdade - que tem suporte legitimador em regra constante da própria Constituição (art. 5..., LXI) – encontre fundamento em situação evidenciadora da real necessidade de sua adoção, atendidos, sempre, os requisitos de cautelaridade que lhe são inerentes. Precedentes. - A Convenção Americana sobre Direitos Humanos não assegura, de modo irrestrito, ao condenado, o direito de (sempre) recorrer em liberdade, pois o Pacto de São José da Costa Rica, em tema de proteção ao “status libertatis” do réu, estabelece, em seu Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal DJe 08/03/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 94.681 / RJ 2 Artigo 7..., n 2, que “Ninguém pode ser privado de sua liberdade física, salvo pelas causas e nas condições previamente fixadas pelas Constituições políticas dos Estados-Partes ou pelas leis de acordo com elas promulgadas”, admitindo, desse modo, a possibilidade de cada sistema jurídico nacional instituir os casos em que se legitimará, ou não, a privação cautelar da liberdade de locomoção física do réu ou do condenado. Precedentes. PRISÃO CAUTELAR – CARÁTER EXCEPCIONAL. - A privação cautelar da liberdade individual – cuja decretação resulta possível em virtude de expressa cláusula inscrita no próprio texto da Constituição da República (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXI), não conflitando, por isso mesmo, com a presunção constitucional de inocência (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII) - reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser ordenada, por tal razão, em situações de absoluta e real necessidade. A prisão processual, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. Doutrina. Precedentes. A MANUTENÇÃO DA PRISÃO EM FLAGRANTE - ENQUANTO MEDIDA DE NATUREZA CAUTELAR - NÃO PODE SER UTILIZADA COMO INSTRUMENTO DE PUNIÇÃO ANTECIPADA DO INDICIADO OU DO RÉU. - A prisão cautelar não pode - nem deve - ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia. A prisão cautelar - que não deve ser confundida com a prisão penal - não objetiva infligir punição àquele que sofre a sua decretação, mas destina-se, considerada a função cautelar que lhe é inerente, a atuar em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 2 Artigo 7..., n 2, que “Ninguém pode ser privado de sua liberdade física, salvo pelas causas e nas condições previamente fixadas pelas Constituições políticas dos Estados-Partes ou pelas leis de acordo com elas promulgadas”, admitindo, desse modo, a possibilidade de cada sistema jurídico nacional instituir os casos em que se legitimará, ou não, a privação cautelar da liberdade de locomoção física do réu ou do condenado. Precedentes. PRISÃO CAUTELAR – CARÁTER EXCEPCIONAL. - A privação cautelar da liberdade individual – cuja decretação resulta possível em virtude de expressa cláusula inscrita no próprio texto da Constituição da República (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXI), não conflitando, por isso mesmo, com a presunção constitucional de inocência (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII) - reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser ordenada, por tal razão, em situações de absoluta e real necessidade. A prisão processual, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. Doutrina. Precedentes. A MANUTENÇÃO DA PRISÃO EM FLAGRANTE - ENQUANTO MEDIDA DE NATUREZA CAUTELAR - NÃO PODE SER UTILIZADA COMO INSTRUMENTO DE PUNIÇÃO ANTECIPADA DO INDICIADO OU DO RÉU. - A prisão cautelar não pode - nem deve - ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia. A prisão cautelar - que não deve ser confundida com a prisão penal - não objetiva infligir punição àquele que sofre a sua decretação, mas destina-se, considerada a função cautelar que lhe é inerente, a atuar em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Ementa e Acórdão HC 94.681 / RJ 3 A PRISÃO CAUTELAR NÃO PODE APOIAR-SE EM JUÍZOS MERAMENTE CONJECTURAIS. - A mera suposição, fundada em simples conjecturas, não pode autorizar a decretação da prisão cautelar de qualquer pessoa. - A decisão que ordena a privação cautelar da liberdade não se legitima quando desacompanhada de fatos concretos que lhe justifiquem a necessidade, não podendo apoiar-se, por isso mesmo, na avaliação puramente subjetiva do magistrado de que a pessoa investigada ou processada, se em liberdade, poderá delinqüir ou interferir na instrução probatória ou evadir-se do distrito da culpa ou, então, prevalecer-se de sua particular condição social, funcional ou econômico-financeira para obstruir, indevidamente, a regular tramitação do processo penal de conhecimento. - Presunções arbitrárias, construídas a partir de juízos meramente conjecturais, porque formuladas à margem do sistema jurídico, não podem prevalecer sobre o princípio da liberdade, cuja precedência constitucional lhe confere posição eminente no domínio do processo penal. INADMISSIBILIDADE DO REFORÇO DE FUNDAMENTAÇÃO, PELAS INSTÂNCIAS SUPERIORES, DO DECRETO DE PRISÃO CAUTELAR. A legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte, e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores. Precedentes. A motivação há de ser própria, inerente e contemporânea à decisão que decreta (ou que mantém) o ato excepcional de privação cautelar da liberdade, pois a ausência ou a deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori”. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE MANTER-SE A PRISÃO EM FLAGRANTE DO PACIENTE. - Sem que se caracterize situação de real necessidade, não se legitima a privação cautelar da liberdade individual do indiciado ou do réu. Ausentes razões de necessidade, revela-se incabível, ante Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 3 A PRISÃO CAUTELAR NÃO PODE APOIAR-SE EM JUÍZOS MERAMENTE CONJECTURAIS. - A mera suposição, fundada em simples conjecturas, não pode autorizar a decretação da prisão cautelar de qualquer pessoa. - A decisão que ordena a privação cautelar da liberdade não se legitima quando desacompanhada de fatos concretos que lhe justifiquem a necessidade, não podendo apoiar-se, por isso mesmo, na avaliação puramente subjetiva do magistrado de que a pessoa investigada ou processada, se em liberdade, poderá delinqüir ou interferir na instrução probatória ou evadir-se do distrito da culpa ou, então, prevalecer-se de sua particular condição social, funcional ou econômico-financeira para obstruir, indevidamente, a regular tramitação do processo penal de conhecimento. - Presunções arbitrárias, construídas a partir de juízos meramente conjecturais, porque formuladas à margem do sistema jurídico, não podem prevalecer sobre o princípio da liberdade, cuja precedência constitucional lhe confere posição eminente no domínio do processo penal. INADMISSIBILIDADE DO REFORÇO DE FUNDAMENTAÇÃO, PELAS INSTÂNCIAS SUPERIORES, DO DECRETO DE PRISÃO CAUTELAR. A legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte, e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores. Precedentes. A motivação há de ser própria, inerente e contemporânea à decisão que decreta (ou que mantém) o ato excepcional de privação cautelar da liberdade, pois a ausência ou a deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori”. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE MANTER-SE A PRISÃO EM FLAGRANTE DO PACIENTE. - Sem que se caracterize situação de real necessidade, não se legitima a privação cautelar da liberdade individual do indiciado ou do réu. Ausentes razões de necessidade, revela-se incabível, ante Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Ementa e Acórdão HC 94.681 / RJ 4 a sua excepcionalidade, a decretação ou a subsistência da prisão cautelar. RECURSOS EXCEPCIONAIS (Recurso Extraordinário e REsp) – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA SUSPENSIVA – CIRCUNSTÂNCIA QUE, SÓ POR SI, NÃO OBSTA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. - A denegação, ao sentenciado, do direito de recorrer em liberdade depende, para legitimar-se, da ocorrência concreta de qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP, a significar, portanto, que, inexistindo fundamento autorizador da privação meramente processual da liberdade do réu, esse ato de constrição reputar-se-á ilegal, porque destituído, em referido contexto, da necessária cautelaridade. Precedentes. - A prisão processual, de ordem meramente cautelar, ainda que fundada em sentença condenatória recorrível (cuja prolação não descaracteriza a presunção constitucional de inocência), tem como pressuposto legitimador a existência de situação de real necessidade, apta a ensejar, ao Estado, quando efetivamente ocorrente, a adoção – sempre excepcional – dessa medida constritiva de caráter pessoal. Precedentes. - A prisão decretada com fundamento em condenação penal recorrível (o que lhe atribui índole eminentemente cautelar) somente se justificará, se, motivada por fato posterior, este se ajustar, concretamente, a qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP. Situação inocorrente no caso em exame. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA E O POSTULADO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. - O Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade constitucional de execução provisória da pena, por entender que orientação em sentido diverso transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 4 a sua excepcionalidade, a decretação ou a subsistência da prisão cautelar. RECURSOS EXCEPCIONAIS (Recurso Extraordinário e REsp) – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA SUSPENSIVA – CIRCUNSTÂNCIA QUE, SÓ POR SI, NÃO OBSTA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. - A denegação, ao sentenciado, do direito de recorrer em liberdade depende, para legitimar-se, da ocorrência concreta de qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP, a significar, portanto, que, inexistindo fundamento autorizador da privação meramente processual da liberdade do réu, esse ato de constrição reputar-se-á ilegal, porque destituído, em referido contexto, da necessária cautelaridade. Precedentes. - A prisão processual, de ordem meramente cautelar, ainda que fundada em sentença condenatória recorrível (cuja prolação não descaracteriza a presunção constitucional de inocência), tem como pressuposto legitimador a existência de situação de real necessidade, apta a ensejar, ao Estado, quando efetivamente ocorrente, a adoção – sempre excepcional – dessa medida constritiva de caráter pessoal. Precedentes. - A prisão decretada com fundamento em condenação penal recorrível (o que lhe atribui índole eminentemente cautelar) somente se justificará, se, motivada por fato posterior, este se ajustar, concretamente, a qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP. Situação inocorrente no caso em exame. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA E O POSTULADO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. - O Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade constitucional de execução provisória da pena, por entender que orientação em sentido diverso transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Ementa e Acórdão HC 94.681 / RJ 5 Presidência do Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2010. CELSO DE MELLO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 5 Presidência do Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em deferir a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 26 de outubro de 2010. CELSO DE MELLO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796255 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório 26/10/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 94.681 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, assim resumiu e apreciou a presente impetração (fls. 426/428): “(...) 1. Trata-se de ‘habeas corpus’, com pedido de liminar, impetrado em favor de Cláudio Heleno dos Santos Lacerda contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC n 92.528. Assim está posto em ementa o acórdão, ‘verbis’: PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 121, § 2..., I, III, IV E V, DO Código Penal Brasileiro. EXECUÇÃO DA PENA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. EFEITO DEVOLUTIVO. I - Contra a decisão condenatória em segundo grau de jurisdição, cabem, tão-somente, em princípio, recursos de natureza extraordinária – apelos especial e extraordinário – sem efeito suspensivo (art. 27, § 2..., da Lei n 8.038/90), razão pela qual se afigura legítima a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da respectiva condenação. (Precedentes do Pretório Excelso e do Superior Tribunal de Justiça/Súmula n 267-Superior Tribunal de Justiça). II - Não se vislumbrando, nos recursos excepcionais, tese plausível de aceitação, perde a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Supremo Tribunal Federal 26/10/2010 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 94.681 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, assim resumiu e apreciou a presente impetração (fls. 426/428): “(...) 1. Trata-se de ‘habeas corpus’, com pedido de liminar, impetrado em favor de Cláudio Heleno dos Santos Lacerda contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que denegou a ordem no HC n 92.528. Assim está posto em ementa o acórdão, ‘verbis’: PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 121, § 2..., I, III, IV E V, DO Código Penal Brasileiro. EXECUÇÃO DA PENA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. EFEITO DEVOLUTIVO. I - Contra a decisão condenatória em segundo grau de jurisdição, cabem, tão-somente, em princípio, recursos de natureza extraordinária – apelos especial e extraordinário – sem efeito suspensivo (art. 27, § 2..., da Lei n 8.038/90), razão pela qual se afigura legítima a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da respectiva condenação. (Precedentes do Pretório Excelso e do Superior Tribunal de Justiça/Súmula n 267-Superior Tribunal de Justiça). II - Não se vislumbrando, nos recursos excepcionais, tese plausível de aceitação, perde a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Relatório HC 94.681 / RJ 2 razão de ser a suspensão da execução da condenação imposta em segundo grau. III – ‘A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção da inocência.’ (HC 90.645/PE, Primeira Turma, Rel. p/ acórdão Min. Menezes Direito, DJ de 14/11/2007). ‘Writ’ denegado. (fls. 348) 2. Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado por incursão nas sanções do art. 121, § 2..., incisos I, III, IV e V, do Código Penal a uma pena de 19 (dezenove) anos de reclusão, em regime fechado. Irresignados, apelaram a acusação e a defesa, porém foi provido, parcialmente, o recurso do Ministério Público para fixar o regime de cumprimento da pena em integralmente fechado. Dessa decisão, foram opostos embargos infringentes e de nulidade, que foram providos para afastar a vedação legal à progressão de regime prisional, nos termos da Lei n 11.464/07, que alterou a Lei dos Crimes Hediondos. A defesa interpôs, ainda, recurso especial, o qual foi inadmitido na origem, conforme 344-347. 3. Sustentam os impetrantes, em apertada síntese, que a prisão do paciente, antes do trânsito em julgado da condenação, constitui constrangimento ilegal, visto que ainda pendente recurso de natureza constitucional. Ademais, a expedição de mandado de prisão, neste caso, afronta o princípio constitucional da presunção de inocência, pois estão ausentes os pressupostos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Requerem a concessão da ordem a fim de que o paciente possa aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. 4. O pedido de liminar foi indeferido a fls. 366. 5. Entendo que não assiste razão aos impetrantes. 6. Não se cuida de prisão determinada em face do esgotamento dos recursos ordinários. Com efeito, a prisão foi determinada na própria sentença condenatória que, motivadamente e com amparo no art. 312 do CPP, destacou a necessidade de se assegurar a aplicação da lei penal, diante do fundado temor de fuga. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 2 razão de ser a suspensão da execução da condenação imposta em segundo grau. III – ‘A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção da inocência.’ (HC 90.645/PE, Primeira Turma, Rel. p/ acórdão Min. Menezes Direito, DJ de 14/11/2007). ‘Writ’ denegado. (fls. 348) 2. Depreende-se dos autos que o paciente foi condenado por incursão nas sanções do art. 121, § 2..., incisos I, III, IV e V, do Código Penal a uma pena de 19 (dezenove) anos de reclusão, em regime fechado. Irresignados, apelaram a acusação e a defesa, porém foi provido, parcialmente, o recurso do Ministério Público para fixar o regime de cumprimento da pena em integralmente fechado. Dessa decisão, foram opostos embargos infringentes e de nulidade, que foram providos para afastar a vedação legal à progressão de regime prisional, nos termos da Lei n 11.464/07, que alterou a Lei dos Crimes Hediondos. A defesa interpôs, ainda, recurso especial, o qual foi inadmitido na origem, conforme 344-347. 3. Sustentam os impetrantes, em apertada síntese, que a prisão do paciente, antes do trânsito em julgado da condenação, constitui constrangimento ilegal, visto que ainda pendente recurso de natureza constitucional. Ademais, a expedição de mandado de prisão, neste caso, afronta o princípio constitucional da presunção de inocência, pois estão ausentes os pressupostos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Requerem a concessão da ordem a fim de que o paciente possa aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. 4. O pedido de liminar foi indeferido a fls. 366. 5. Entendo que não assiste razão aos impetrantes. 6. Não se cuida de prisão determinada em face do esgotamento dos recursos ordinários. Com efeito, a prisão foi determinada na própria sentença condenatória que, motivadamente e com amparo no art. 312 do CPP, destacou a necessidade de se assegurar a aplicação da lei penal, diante do fundado temor de fuga. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Relatório HC 94.681 / RJ 3 7. Além disso, não há comprovação da pendência de recurso extraordinário, sendo que a consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça indica que o Agravo de Instrumento 1008957-RJ foi arquivado por intempestividade em 13 de maio passado. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, ao qual foi negado provimento pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, em 19 de junho último. 8. Isso posto, opino pelo indeferimento da ordem.” (grifei) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 3 7. Além disso, não há comprovação da pendência de recurso extraordinário, sendo que a consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça indica que o Agravo de Instrumento 1008957-RJ foi arquivado por intempestividade em 13 de maio passado. Dessa decisão foi interposto agravo regimental, ao qual foi negado provimento pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, em 19 de junho último. 8. Isso posto, opino pelo indeferimento da ordem.” (grifei) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796253 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 4 V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de “habeas corpus” impetrado contra decisão, que, emanada do E. Superior Tribunal de Justiça, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 348): “PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 121, § 2..., I, III, IV E V, DO Código Penal Brasileiro. EXECUÇÃO DA PENA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. EFEITO DEVOLUTIVO. I - Contra a decisão condenatória em segundo grau de jurisdição, cabem, tão-somente, em princípio, recursos de natureza extraordinária – apelos especial e extraordinário – sem efeito suspensivo (art. 27, § 2..., da Lei n 8.038/90), razão pela qual se afigura legítima a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da respectiva condenação. (Precedentes do Pretório Excelso e do Superior Tribunal de Justiça/Súmula n 267-Superior Tribunal de Justiça). II - Não se vislumbrando, nos recursos excepcionais, tese plausível de aceitação, perde a razão de ser a suspensão da execução da condenação imposta em segundo grau. III – ‘A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção da inocência.’ (HC 90.645/PE, Primeira Turma, Rel. p/ acórdão Min. Menezes Direito, DJ de 14/11/2007). ‘Writ’ denegado.” (HC 92.528/RJ, Rel. Min. FELIX FISCHER - grifei) Os fundamentos em que se apóia a presente impetração são procedentes, especialmente se se examinar o conteúdo da decisão que determinou a prisão cautelar do ora paciente, confrontando-se, para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 4 V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de “habeas corpus” impetrado contra decisão, que, emanada do E. Superior Tribunal de Justiça, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 348): “PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ART. 121, § 2..., I, III, IV E V, DO Código Penal Brasileiro. EXECUÇÃO DA PENA ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. EFEITO DEVOLUTIVO. I - Contra a decisão condenatória em segundo grau de jurisdição, cabem, tão-somente, em princípio, recursos de natureza extraordinária – apelos especial e extraordinário – sem efeito suspensivo (art. 27, § 2..., da Lei n 8.038/90), razão pela qual se afigura legítima a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da respectiva condenação. (Precedentes do Pretório Excelso e do Superior Tribunal de Justiça/Súmula n 267-Superior Tribunal de Justiça). II - Não se vislumbrando, nos recursos excepcionais, tese plausível de aceitação, perde a razão de ser a suspensão da execução da condenação imposta em segundo grau. III – ‘A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a pendência do recurso especial ou extraordinário não impede a execução imediata da pena, considerando que eles não têm efeito suspensivo, são excepcionais, sem que isso implique em ofensa ao princípio da presunção da inocência.’ (HC 90.645/PE, Primeira Turma, Rel. p/ acórdão Min. Menezes Direito, DJ de 14/11/2007). ‘Writ’ denegado.” (HC 92.528/RJ, Rel. Min. FELIX FISCHER - grifei) Os fundamentos em que se apóia a presente impetração são procedentes, especialmente se se examinar o conteúdo da decisão que determinou a prisão cautelar do ora paciente, confrontando-se, para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 5 esse efeito, as razões que lhe deram suporte com os padrões que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em análise. Eis, no ponto, o teor da decisão, que, emanada do MM. Juiz de Direito da 3... Vara Criminal, III Tribunal do Júri, da comarca do Rio de Janeiro/RJ, motivou a presente impetração de “habeas corpus” em favor do ora paciente (fls. 248/249): “É pacífica a jurisprudência nas Cortes superiores que a primariedade e bons antecedentes não obstam a custódia provisória, se presentes os motivos que a legitimam. Discorrendo sobre o instituto da prisão cautelar, Espínola Filho, citado por Walter P. Costa, leciona: ‘... que a prisão preventiva é uma medida de força que o interesse social reclama da liberdade individual com a tríplice finalidade de permitir que o indiciado se mantenha acessível à justiça no Distrito da culpa, de impedir que ele, por manobras, estorve a regular produção das provas e de obstar ao prosseguimento de sua atividade delituosa. ‘In casu’ tem-se que o réu, além de possuir péssimos antecedentes, já foi condenado por tentativa de homicídio, no 1... Tribunal do Júri desta Capital, tendo sido rejeitado o seu derradeiro recurso pelo Supremo Tribunal Federal. Assim, terá o réu de cumprir aquela condenação mais cedo ou mais tarde, face ao trânsito em julgado. Entretanto, com a condenação do réu neste julgamento, que, somada àquela acima indicada, perfaz a elevada pena de 25 (vinte e cinco) anos de reclusão, tem-se que a possibilidade de sumir do Distrito da culpa é de enorme proporção. Assim, pela hegemonia objetiva, tenho a convicção de que este se furtará ao cumprimento das penas, fundamentalmente em razão do presente processo. E, assim sendo, decreto-lhe a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 5 esse efeito, as razões que lhe deram suporte com os padrões que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em análise. Eis, no ponto, o teor da decisão, que, emanada do MM. Juiz de Direito da 3... Vara Criminal, III Tribunal do Júri, da comarca do Rio de Janeiro/RJ, motivou a presente impetração de “habeas corpus” em favor do ora paciente (fls. 248/249): “É pacífica a jurisprudência nas Cortes superiores que a primariedade e bons antecedentes não obstam a custódia provisória, se presentes os motivos que a legitimam. Discorrendo sobre o instituto da prisão cautelar, Espínola Filho, citado por Walter P. Costa, leciona: ‘... que a prisão preventiva é uma medida de força que o interesse social reclama da liberdade individual com a tríplice finalidade de permitir que o indiciado se mantenha acessível à justiça no Distrito da culpa, de impedir que ele, por manobras, estorve a regular produção das provas e de obstar ao prosseguimento de sua atividade delituosa. ‘In casu’ tem-se que o réu, além de possuir péssimos antecedentes, já foi condenado por tentativa de homicídio, no 1... Tribunal do Júri desta Capital, tendo sido rejeitado o seu derradeiro recurso pelo Supremo Tribunal Federal. Assim, terá o réu de cumprir aquela condenação mais cedo ou mais tarde, face ao trânsito em julgado. Entretanto, com a condenação do réu neste julgamento, que, somada àquela acima indicada, perfaz a elevada pena de 25 (vinte e cinco) anos de reclusão, tem-se que a possibilidade de sumir do Distrito da culpa é de enorme proporção. Assim, pela hegemonia objetiva, tenho a convicção de que este se furtará ao cumprimento das penas, fundamentalmente em razão do presente processo. E, assim sendo, decreto-lhe a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 6 prisão, de cunho cautelar, determinando o seu imediato recolhimento e apresentação a autoridade policial. Expeça-se o Mandado de Prisão.” (grifei) Presente esse contexto, cabe verificar se os fundamentos subjacentes à decisão ora questionada ajustam-se, ou não, ao magistério jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal no exame do instituto da prisão cautelar. Cumpre salientar que as razões que fundamentam as decisões que decretaram e que mantiveram a prisão cautelar do ora paciente podem ser assim resumidas: (a) existência de condenação, em outro processo penal, a ser cumprida, “mais cedo ou mais tarde”, uma vez configurado o respectivo trânsito em julgado, (b) garantia de aplicação da lei penal em virtude da possibilidade de o paciente, se em liberdade, evadir-se do distrito da culpa e (c) esgotamento, no caso, das vias recursais ordinárias e ausência de eficácia suspensiva dos recursos de índole excepcional. Tenho para mim que a decisão que decretou a prisão cautelar do paciente, nos termos em que o fez, apoiou-se em elementos insuficientes, destituídos de base empírica idônea, revelando-se, por isso mesmo, desprovida de necessária fundamentação substancial. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 6 prisão, de cunho cautelar, determinando o seu imediato recolhimento e apresentação a autoridade policial. Expeça-se o Mandado de Prisão.” (grifei) Presente esse contexto, cabe verificar se os fundamentos subjacentes à decisão ora questionada ajustam-se, ou não, ao magistério jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal no exame do instituto da prisão cautelar. Cumpre salientar que as razões que fundamentam as decisões que decretaram e que mantiveram a prisão cautelar do ora paciente podem ser assim resumidas: (a) existência de condenação, em outro processo penal, a ser cumprida, “mais cedo ou mais tarde”, uma vez configurado o respectivo trânsito em julgado, (b) garantia de aplicação da lei penal em virtude da possibilidade de o paciente, se em liberdade, evadir-se do distrito da culpa e (c) esgotamento, no caso, das vias recursais ordinárias e ausência de eficácia suspensiva dos recursos de índole excepcional. Tenho para mim que a decisão que decretou a prisão cautelar do paciente, nos termos em que o fez, apoiou-se em elementos insuficientes, destituídos de base empírica idônea, revelando-se, por isso mesmo, desprovida de necessária fundamentação substancial. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 7 Todos sabemos que a privação cautelar da liberdade individual é sempre qualificada pela nota da excepcionalidade. Não obstante o caráter extraordinário de que se reveste, a prisão preventiva pode efetivar-se, desde que o ato judicial que a formalize tenha fundamentação substancial, com base em elementos concretos e reais que se ajustem aos pressupostos abstratos - juridicamente definidos em sede legal - autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela cautelar penal (RTJ 134/798, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão que esta Corte, em pronunciamento sobre a matéria (RTJ 64/77), tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688, 7... ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9... ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4... ed., 1997, Saraiva), que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a existência de meros indícios de autoria - e desde que concretamente ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de Processo Penal -, torna-se legítima a decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão cautelar. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 7 Todos sabemos que a privação cautelar da liberdade individual é sempre qualificada pela nota da excepcionalidade. Não obstante o caráter extraordinário de que se reveste, a prisão preventiva pode efetivar-se, desde que o ato judicial que a formalize tenha fundamentação substancial, com base em elementos concretos e reais que se ajustem aos pressupostos abstratos - juridicamente definidos em sede legal - autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela cautelar penal (RTJ 134/798, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão que esta Corte, em pronunciamento sobre a matéria (RTJ 64/77), tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688, 7... ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9... ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4... ed., 1997, Saraiva), que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a existência de meros indícios de autoria - e desde que concretamente ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de Processo Penal -, torna-se legítima a decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão cautelar. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 8 É inquestionável que a antecipação cautelar da prisão - qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal condenatória recorrível) - não se revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 - RTJ 142/855 - RTJ 142/878 - RTJ 148/429 - HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.), mesmo porque o instituto da prisão cautelar encontra fundamento em texto da própria Constituição da República (art. 5..., LXI). Impõe-se advertir, no entanto, que a prisão cautelar (“carcer ad custodiam”) - que não se confunde com a prisão penal (“carcer ad poenam”) - não objetiva infligir punição à pessoa que sofre a sua decretação. Não traduz, a prisão cautelar, em face da estrita finalidade a que se destina, qualquer idéia de sanção. Constitui, ao contrário, instrumento destinado a atuar “em benefício da atividade desenvolvida no processo penal” (BASILEU GARCIA, “Comentários ao Código de Processo Penal”, vol. III/7, item n. 1, 1945, Forense), tal como esta Suprema Corte tem proclamado: “A PRISÃO PREVENTIVA - ENQUANTO MEDIDA DE NATUREZA CAUTELAR - NÃO TEM POR OBJETIVO INFLIGIR PUNIÇÃO ANTECIPADA AO INDICIADO OU AO RÉU. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 8 É inquestionável que a antecipação cautelar da prisão - qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal condenatória recorrível) - não se revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 - RTJ 142/855 - RTJ 142/878 - RTJ 148/429 - HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.), mesmo porque o instituto da prisão cautelar encontra fundamento em texto da própria Constituição da República (art. 5..., LXI). Impõe-se advertir, no entanto, que a prisão cautelar (“carcer ad custodiam”) - que não se confunde com a prisão penal (“carcer ad poenam”) - não objetiva infligir punição à pessoa que sofre a sua decretação. Não traduz, a prisão cautelar, em face da estrita finalidade a que se destina, qualquer idéia de sanção. Constitui, ao contrário, instrumento destinado a atuar “em benefício da atividade desenvolvida no processo penal” (BASILEU GARCIA, “Comentários ao Código de Processo Penal”, vol. III/7, item n. 1, 1945, Forense), tal como esta Suprema Corte tem proclamado: “A PRISÃO PREVENTIVA - ENQUANTO MEDIDA DE NATUREZA CAUTELAR - NÃO TEM POR OBJETIVO INFLIGIR PUNIÇÃO ANTECIPADA AO INDICIADO OU AO RÉU. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 9 - A prisão preventiva não pode - e não deve - ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia. A prisão preventiva - que não deve ser confundida com a prisão penal - não objetiva infligir punição àquele que sofre a sua decretação, mas destina-se, considerada a função cautelar que lhe é inerente, a atuar em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal.” (RTJ 180/262-264, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Daí a clara advertência do Supremo Tribunal Federal, que tem sido reiterada em diversos julgados, no sentido de que se revela absolutamente inconstitucional a utilização, com fins punitivos, da prisão cautelar, pois esta não se destina a punir o indiciado ou o réu, sob pena de manifesta ofensa às garantias constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal, com a conseqüente (e inadmissível) prevalência da idéia – tão cara aos regimes autocráticos – de supressão da liberdade individual, em um contexto de julgamento sem defesa e de condenação sem processo (HC 93.883/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Isso significa, portanto, que o instituto da prisão cautelar - considerada a função exclusivamente processual que lhe é inerente - não pode ser utilizado com o objetivo de promover a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 9 - A prisão preventiva não pode - e não deve - ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia. A prisão preventiva - que não deve ser confundida com a prisão penal - não objetiva infligir punição àquele que sofre a sua decretação, mas destina-se, considerada a função cautelar que lhe é inerente, a atuar em benefício da atividade estatal desenvolvida no processo penal.” (RTJ 180/262-264, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Daí a clara advertência do Supremo Tribunal Federal, que tem sido reiterada em diversos julgados, no sentido de que se revela absolutamente inconstitucional a utilização, com fins punitivos, da prisão cautelar, pois esta não se destina a punir o indiciado ou o réu, sob pena de manifesta ofensa às garantias constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal, com a conseqüente (e inadmissível) prevalência da idéia – tão cara aos regimes autocráticos – de supressão da liberdade individual, em um contexto de julgamento sem defesa e de condenação sem processo (HC 93.883/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Isso significa, portanto, que o instituto da prisão cautelar - considerada a função exclusivamente processual que lhe é inerente - não pode ser utilizado com o objetivo de promover a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 10 antecipação satisfativa da pretensão punitiva do Estado, pois, se assim fosse lícito entender, subverter-se-ia a finalidade da prisão preventiva, daí resultando grave comprometimento ao princípio da liberdade (RTJ 202/256-258, Rel. Min. CELSO DE MELLO). De outro lado, o mero temor de fuga do paciente, quando não apontado fato concreto que justifique a real possibilidade de sua ocorrência, não legitima o decreto de prisão preventiva, pois “A custódia cautelar não pode se basear em conjecturas, mas na real necessidade de constrição que justifique a excepcionalidade da medida” (RTJ 128/749, Rel. Min. FRANCISCO REZEK - grifei). Não é por outra razão que esta Suprema Corte tem salientado, a esse propósito, que a alegação – fundada em juízo meramente conjectural (sem qualquer referência a situações concretas) - de que o paciente deve ser mantido preso porque poderia evadir-se constitui, quando destituída de base empírica, presunção arbitrária que não pode legitimar a privação cautelar da liberdade individual, como assinalou a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (HC 80.719/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “(...) PRISÃO CAUTELAR NÃO PODE APOIAR-SE EM JUÍZOS MERAMENTE CONJECTURAIS. - A mera suposição, fundada em simples conjecturas, não pode autorizar a decretação da prisão cautelar de qualquer pessoa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 10 antecipação satisfativa da pretensão punitiva do Estado, pois, se assim fosse lícito entender, subverter-se-ia a finalidade da prisão preventiva, daí resultando grave comprometimento ao princípio da liberdade (RTJ 202/256-258, Rel. Min. CELSO DE MELLO). De outro lado, o mero temor de fuga do paciente, quando não apontado fato concreto que justifique a real possibilidade de sua ocorrência, não legitima o decreto de prisão preventiva, pois “A custódia cautelar não pode se basear em conjecturas, mas na real necessidade de constrição que justifique a excepcionalidade da medida” (RTJ 128/749, Rel. Min. FRANCISCO REZEK - grifei). Não é por outra razão que esta Suprema Corte tem salientado, a esse propósito, que a alegação – fundada em juízo meramente conjectural (sem qualquer referência a situações concretas) - de que o paciente deve ser mantido preso porque poderia evadir-se constitui, quando destituída de base empírica, presunção arbitrária que não pode legitimar a privação cautelar da liberdade individual, como assinalou a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (HC 80.719/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “(...) PRISÃO CAUTELAR NÃO PODE APOIAR-SE EM JUÍZOS MERAMENTE CONJECTURAIS. - A mera suposição, fundada em simples conjecturas, não pode autorizar a decretação da prisão cautelar de qualquer pessoa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 11 - A decisão que ordena a privação cautelar da liberdade não se legitima quando desacompanhada de fatos concretos que lhe justifiquem a necessidade, não podendo apoiar-se, por isso mesmo, na avaliação puramente subjetiva do magistrado de que a pessoa investigada ou processada, se em liberdade, poderá delinqüir, ou interferir na instrução probatória, ou evadir-se do distrito da culpa, ou, então, prevalecer-se de sua particular condição social, funcional ou econômico-financeira. - Presunções arbitrárias, construídas a partir de juízos meramente conjecturais, porque formuladas à margem do sistema jurídico, não podem prevalecer sobre o princípio da liberdade, cuja precedência constitucional lhe confere posição eminente no domínio do processo penal.” (HC 93.883/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Por tal razão, esta Corte Suprema já deixou assentado que não constitui fundamento juridicamente idôneo, por si só, para legitimar a privação cautelar da liberdade individual, o fato de o paciente dispor de facilidade de trânsito pelo território nacional e no exterior, eis que, sem a efetiva comprovação de que o acusado objetiva evadir-se do País, torna-se incabível a decretação de sua prisão preventiva: “Por outro lado, não é tão-somente o poder de mobilidade ou de trânsito pelos territórios nacional ou internacional que justifica a medida constritiva, mas, sim, a demonstração de que o acusado intenta promover sua fuga do distrito da culpa.” (HC 71.289/RS, Rel. Min. ILMAR GALVÃO - grifei) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 11 - A decisão que ordena a privação cautelar da liberdade não se legitima quando desacompanhada de fatos concretos que lhe justifiquem a necessidade, não podendo apoiar-se, por isso mesmo, na avaliação puramente subjetiva do magistrado de que a pessoa investigada ou processada, se em liberdade, poderá delinqüir, ou interferir na instrução probatória, ou evadir-se do distrito da culpa, ou, então, prevalecer-se de sua particular condição social, funcional ou econômico-financeira. - Presunções arbitrárias, construídas a partir de juízos meramente conjecturais, porque formuladas à margem do sistema jurídico, não podem prevalecer sobre o princípio da liberdade, cuja precedência constitucional lhe confere posição eminente no domínio do processo penal.” (HC 93.883/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Por tal razão, esta Corte Suprema já deixou assentado que não constitui fundamento juridicamente idôneo, por si só, para legitimar a privação cautelar da liberdade individual, o fato de o paciente dispor de facilidade de trânsito pelo território nacional e no exterior, eis que, sem a efetiva comprovação de que o acusado objetiva evadir-se do País, torna-se incabível a decretação de sua prisão preventiva: “Por outro lado, não é tão-somente o poder de mobilidade ou de trânsito pelos territórios nacional ou internacional que justifica a medida constritiva, mas, sim, a demonstração de que o acusado intenta promover sua fuga do distrito da culpa.” (HC 71.289/RS, Rel. Min. ILMAR GALVÃO - grifei) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 12 Cumpre assinalar, de outro lado, que o ora paciente – segundo consta dos registros processuais que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro mantém em sua página oficial na “Internet” – teve sua punibilidade declarada extinta, em decorrência do reconhecimento da prescrição penal, nos autos do Processo- -crime n 1995.001.125281-2, quanto à condenação por tentativa de homicídio. Vê-se que tal fato descaracteriza a afirmação judicial de que o ora paciente, “mais cedo ou mais tarde” (fls. 249), teria que cumprir a pena referida, circunstância essa que torna inconsistente esse fundamento invocado para justificar a decretação da prisão cautelar ora questionada. Cabe destacar, por oportuno, a correta advertência, que, sobre essa específica questão, faz MARIA LÚCIA KARAM, em precisa abordagem doutrinária do tema (“Prisão e Liberdade Processuais”, “in” Revista Brasileira de Ciências Criminais, n 2/83-93, 86, 1993, RT): “Assim, quer na decretação da prisão preventiva ‘stricto sensu’, quer na manutenção da prisão decorrente de flagrante, como em qualquer decisão que importe na concessão da tutela cautelar consistente na prisão provisória, a necessidade de tal medida deverá estar devidamente demonstrada através de fatos que a revelem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 12 Cumpre assinalar, de outro lado, que o ora paciente – segundo consta dos registros processuais que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro mantém em sua página oficial na “Internet” – teve sua punibilidade declarada extinta, em decorrência do reconhecimento da prescrição penal, nos autos do Processo- -crime n 1995.001.125281-2, quanto à condenação por tentativa de homicídio. Vê-se que tal fato descaracteriza a afirmação judicial de que o ora paciente, “mais cedo ou mais tarde” (fls. 249), teria que cumprir a pena referida, circunstância essa que torna inconsistente esse fundamento invocado para justificar a decretação da prisão cautelar ora questionada. Cabe destacar, por oportuno, a correta advertência, que, sobre essa específica questão, faz MARIA LÚCIA KARAM, em precisa abordagem doutrinária do tema (“Prisão e Liberdade Processuais”, “in” Revista Brasileira de Ciências Criminais, n 2/83-93, 86, 1993, RT): “Assim, quer na decretação da prisão preventiva ‘stricto sensu’, quer na manutenção da prisão decorrente de flagrante, como em qualquer decisão que importe na concessão da tutela cautelar consistente na prisão provisória, a necessidade de tal medida deverá estar devidamente demonstrada através de fatos que a revelem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 13 Veja-se o que diz, a respeito, o Professor Antônio Magalhães Gomes Filho: ‘Seja como for, o que importa ressaltar é a imperatividade da declaração expressa dos motivos que ensejam a restrição da liberdade individual no caso concreto, tanto nas hipóteses em que há pronunciamento jurisdicional prévio (prisão preventiva, prisão em virtude de pronúncia ou de sentença condenatória recorrível), como na convalidação da prisão em flagrante, em que o Juiz deve declarar as razões de sua manutenção e da não concessão da liberdade provisória (...). Sendo assim, não são suficientes à motivação das decisões sobre prisão as referências à ‘ordem pública’, à gravidade do delito ou aos antecedentes do acusado, sendo indispensável que se demonstre cabalmente a ocorrência de fatos concretos que indiquem a necessidade da medida por exigências cautelares de tipo fundamental ou final.” (grifei) Na realidade, torna-se essencial rememorar, neste ponto - tal como o fez a colenda Primeira Turma desta Corte Suprema, quando do julgamento do HC 68.530/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (RTJ 135/1111) -, que “Não há, em tema de liberdade individual, a possibilidade de se reconhecer a existência de arbítrio judicial. Os juízes e Tribunais, ainda que se cuide do exercício de mera faculdade processual, estão sujeitos, expressamente, ao dever de motivação dos atos constritivos do status libertatis que pratiquem no desempenho de seu ofício. A conservação de um homem na prisão requer mais do que um simples pronunciamento jurisdicional. A restrição ao estado de liberdade impõe ato decisório suficientemente fundamentado, que encontre suporte em fatos concretos”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 13 Veja-se o que diz, a respeito, o Professor Antônio Magalhães Gomes Filho: ‘Seja como for, o que importa ressaltar é a imperatividade da declaração expressa dos motivos que ensejam a restrição da liberdade individual no caso concreto, tanto nas hipóteses em que há pronunciamento jurisdicional prévio (prisão preventiva, prisão em virtude de pronúncia ou de sentença condenatória recorrível), como na convalidação da prisão em flagrante, em que o Juiz deve declarar as razões de sua manutenção e da não concessão da liberdade provisória (...). Sendo assim, não são suficientes à motivação das decisões sobre prisão as referências à ‘ordem pública’, à gravidade do delito ou aos antecedentes do acusado, sendo indispensável que se demonstre cabalmente a ocorrência de fatos concretos que indiquem a necessidade da medida por exigências cautelares de tipo fundamental ou final.” (grifei) Na realidade, torna-se essencial rememorar, neste ponto - tal como o fez a colenda Primeira Turma desta Corte Suprema, quando do julgamento do HC 68.530/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (RTJ 135/1111) -, que “Não há, em tema de liberdade individual, a possibilidade de se reconhecer a existência de arbítrio judicial. Os juízes e Tribunais, ainda que se cuide do exercício de mera faculdade processual, estão sujeitos, expressamente, ao dever de motivação dos atos constritivos do status libertatis que pratiquem no desempenho de seu ofício. A conservação de um homem na prisão requer mais do que um simples pronunciamento jurisdicional. A restrição ao estado de liberdade impõe ato decisório suficientemente fundamentado, que encontre suporte em fatos concretos”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 14 Nem se diga que a decisão de primeira instância teria sido reforçada, em sua fundamentação, pelo julgamento emanado do E. Superior Tribunal Justiça (HC 92.528/RJ), no qual se denegou a ordem de “habeas corpus” então postulada em favor do ora paciente. Cabe ter presente, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria, que a legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores (HC 90.313/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 96.715-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 97.976-MC/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “(...) Às instâncias subseqüentes não é dado suprir o decreto de prisão cautelar, de modo que não pode ser considerada a assertiva de que a fuga do paciente constitui fundamento bastante para enclausurá-lo preventivamente (...).” (RTJ 194/947-948, Rel. p/ o acórdão Min. EROS GRAU - grifei) A motivação, portanto, há de ser própria, inerente e contemporânea à decisão que decreta (ou que mantém) o ato excepcional de privação cautelar da liberdade, pois - insista-se - a ausência ou a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 14 Nem se diga que a decisão de primeira instância teria sido reforçada, em sua fundamentação, pelo julgamento emanado do E. Superior Tribunal Justiça (HC 92.528/RJ), no qual se denegou a ordem de “habeas corpus” então postulada em favor do ora paciente. Cabe ter presente, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria, que a legalidade da decisão que decreta a prisão cautelar ou que denega liberdade provisória deverá ser aferida em função dos fundamentos que lhe dão suporte e não em face de eventual reforço advindo dos julgamentos emanados das instâncias judiciárias superiores (HC 90.313/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 96.715-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 97.976-MC/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “(...) Às instâncias subseqüentes não é dado suprir o decreto de prisão cautelar, de modo que não pode ser considerada a assertiva de que a fuga do paciente constitui fundamento bastante para enclausurá-lo preventivamente (...).” (RTJ 194/947-948, Rel. p/ o acórdão Min. EROS GRAU - grifei) A motivação, portanto, há de ser própria, inerente e contemporânea à decisão que decreta (ou que mantém) o ato excepcional de privação cautelar da liberdade, pois - insista-se - a ausência ou a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 15 deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori” (RTJ 59/31 – RTJ 172/191-192 - RT 543/472 - RT 639/381, v.g.): “Prisão preventiva: análise dos critérios de idoneidade de sua motivação à luz de jurisprudência do Supremo Tribunal. 1. A fundamentação idônea é requisito de validade do decreto de prisão preventiva: no julgamento do ‘habeas-corpus’ que o impugna não cabe às sucessivas instâncias, para denegar a ordem, suprir a sua deficiência originária, mediante achegas de novos motivos por ele não aventados: precedentes.” (RTJ 179/1135-1136, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - grifei) É que o E. Superior Tribunal de Justiça indeferiu o pleito de “habeas corpus” com apoio na ausência de efeito suspensivo dos recursos especial e extraordinário. Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade constitucional de execução provisória da pena, por entender que orientação em sentido diverso transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência. É por tal motivo que, em situações como a que ora se registra nesta causa, o Supremo Tribunal Federal tem garantido, ao condenado, até mesmo em sede cautelar, o direito de aguardar em liberdade o julgamento dos recursos interpostos, ainda que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 15 deficiência de fundamentação não podem ser supridas “a posteriori” (RTJ 59/31 – RTJ 172/191-192 - RT 543/472 - RT 639/381, v.g.): “Prisão preventiva: análise dos critérios de idoneidade de sua motivação à luz de jurisprudência do Supremo Tribunal. 1. A fundamentação idônea é requisito de validade do decreto de prisão preventiva: no julgamento do ‘habeas-corpus’ que o impugna não cabe às sucessivas instâncias, para denegar a ordem, suprir a sua deficiência originária, mediante achegas de novos motivos por ele não aventados: precedentes.” (RTJ 179/1135-1136, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - grifei) É que o E. Superior Tribunal de Justiça indeferiu o pleito de “habeas corpus” com apoio na ausência de efeito suspensivo dos recursos especial e extraordinário. Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal não reconhece a possibilidade constitucional de execução provisória da pena, por entender que orientação em sentido diverso transgride, de modo frontal, a presunção constitucional de inocência. É por tal motivo que, em situações como a que ora se registra nesta causa, o Supremo Tribunal Federal tem garantido, ao condenado, até mesmo em sede cautelar, o direito de aguardar em liberdade o julgamento dos recursos interpostos, ainda que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 16 destituídos de eficácia suspensiva (HC 85.710/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 88.276/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - HC 88.460/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – HC 89.952/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – HC 97.149/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), valendo referir, por relevante, que ambas as Turmas desta Suprema Corte (HC 85.877/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, e HC 86.328/RS, Rel. Min. EROS GRAU) já asseguraram, inclusive de ofício, a diversos pacientes, o direito de recorrer em liberdade. Não obstante essa diretriz jurisprudencial, mostra-se viável a possibilidade de convivência entre os diversos instrumentos de tutela cautelar penal postos à disposição do Poder Público (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXI), de um lado, e a presunção de inocência proclamada pela Constituição da República (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII) e pelo Pacto de São José da Costa Rica (Artigo 7..., n 2), de outro. Para que se legitime a prisão cautelar, no entanto, impõe-se que os órgãos judiciários competentes tenham presente a advertência do Supremo Tribunal Federal no sentido da estrita observância de determinadas exigências (RTJ 134/798), em especial a demonstração - apoiada em decisão impregnada de fundamentação substancial - que evidencie a imprescindibilidade, em cada situação ocorrente, da adoção da medida constritiva do “status libertatis” do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 16 destituídos de eficácia suspensiva (HC 85.710/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 88.276/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - HC 88.460/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – HC 89.952/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – HC 97.149/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), valendo referir, por relevante, que ambas as Turmas desta Suprema Corte (HC 85.877/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, e HC 86.328/RS, Rel. Min. EROS GRAU) já asseguraram, inclusive de ofício, a diversos pacientes, o direito de recorrer em liberdade. Não obstante essa diretriz jurisprudencial, mostra-se viável a possibilidade de convivência entre os diversos instrumentos de tutela cautelar penal postos à disposição do Poder Público (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXI), de um lado, e a presunção de inocência proclamada pela Constituição da República (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII) e pelo Pacto de São José da Costa Rica (Artigo 7..., n 2), de outro. Para que se legitime a prisão cautelar, no entanto, impõe-se que os órgãos judiciários competentes tenham presente a advertência do Supremo Tribunal Federal no sentido da estrita observância de determinadas exigências (RTJ 134/798), em especial a demonstração - apoiada em decisão impregnada de fundamentação substancial - que evidencie a imprescindibilidade, em cada situação ocorrente, da adoção da medida constritiva do “status libertatis” do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 17 indiciado/réu, sob pena de caracterização de ilegalidade ou de abuso de poder na decretação da prisão meramente processual (RTJ 180/262-264, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 80.892/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, proferida sentença penal condenatória, nada impede que o Poder Judiciário, a despeito do caráter recorrível desse ato sentencial, decrete, excepcionalmente, a prisão cautelar do réu condenado, desde que existam, no entanto, quanto a ela, reais motivos evidenciadores da necessidade de adoção dessa extraordinária medida constritiva de ordem pessoal (RTJ 193/936, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 71.644/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Para efeito de legitimação da prisão cautelar motivada por condenação recorrível (como sucede na espécie), exigir-se-á, sempre, considerada a inconstitucionalidade da execução penal provisória (HC 84.078/MG, Rel. Min. EROS GRAU, Pleno), a observância de certos requisitos, sem os quais não terá validade jurídica alguma esse ato de constrição da liberdade pessoal do sentenciado, consoante adverte o magistério da doutrina (ROBERTO DELMANTO JÚNIOR, “As Modalidades de Prisão Provisória e seu Prazo de Duração”, p. 202/234, itens ns. 6 e 7, 2... ed., 2001, Renovar; LUIZ FLÁVIO GOMES, “Direito de Apelar em Liberdade”, p. 104, item n. 3, 2... ed., Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 17 indiciado/réu, sob pena de caracterização de ilegalidade ou de abuso de poder na decretação da prisão meramente processual (RTJ 180/262-264, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 80.892/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Com efeito, proferida sentença penal condenatória, nada impede que o Poder Judiciário, a despeito do caráter recorrível desse ato sentencial, decrete, excepcionalmente, a prisão cautelar do réu condenado, desde que existam, no entanto, quanto a ela, reais motivos evidenciadores da necessidade de adoção dessa extraordinária medida constritiva de ordem pessoal (RTJ 193/936, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 71.644/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Para efeito de legitimação da prisão cautelar motivada por condenação recorrível (como sucede na espécie), exigir-se-á, sempre, considerada a inconstitucionalidade da execução penal provisória (HC 84.078/MG, Rel. Min. EROS GRAU, Pleno), a observância de certos requisitos, sem os quais não terá validade jurídica alguma esse ato de constrição da liberdade pessoal do sentenciado, consoante adverte o magistério da doutrina (ROBERTO DELMANTO JÚNIOR, “As Modalidades de Prisão Provisória e seu Prazo de Duração”, p. 202/234, itens ns. 6 e 7, 2... ed., 2001, Renovar; LUIZ FLÁVIO GOMES, “Direito de Apelar em Liberdade”, p. 104, item n. 3, 2... ed., Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 18 1996, RT; PEDRO HENRIQUE DEMERCIAN/JORGE ASSAF MALULY, “Curso de Processo Penal”, p. 163/164, item n. 7.1.5, 3... ed., 2005, Forense; MARCELLUS POLASTRI LIMA, “A Tutela Cautelar no Processo Penal”, p. 286/301, item n. 4.4.3.1.5, 2005, Lumen Juris; ROGERIO SCHIETTI MACHADO CRUZ, “Prisão Cautelar”, 2006, Lumen Juris, v.g.), em lições que têm merecido, no tema, o beneplácito da jurisprudência desta Corte Suprema. O exame da sentença penal condenatória proferida pelo magistrado de 1... instância e do acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça revela que as decisões ora questionadas não se ajustam ao magistério jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, pois – insista-se – a denegação, ao sentenciado, do direito de recorrer (ou de permanecer) em liberdade depende, sempre, para legitimar-se, da ocorrência concreta de qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP (RTJ 195/603, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 84.434/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 86.164/RO, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.), a significar, portanto, que, inexistindo fundamento autorizador da privação meramente processual da liberdade do réu, esse ato de constrição reputar-se-á ilegal, porque destituído, em referido contexto, da necessária cautelaridade (RTJ 193/936): “(...) PRISÃO CAUTELAR – CARÁTER EXCEPCIONAL. - A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada em situações de absoluta necessidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 18 1996, RT; PEDRO HENRIQUE DEMERCIAN/JORGE ASSAF MALULY, “Curso de Processo Penal”, p. 163/164, item n. 7.1.5, 3... ed., 2005, Forense; MARCELLUS POLASTRI LIMA, “A Tutela Cautelar no Processo Penal”, p. 286/301, item n. 4.4.3.1.5, 2005, Lumen Juris; ROGERIO SCHIETTI MACHADO CRUZ, “Prisão Cautelar”, 2006, Lumen Juris, v.g.), em lições que têm merecido, no tema, o beneplácito da jurisprudência desta Corte Suprema. O exame da sentença penal condenatória proferida pelo magistrado de 1... instância e do acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça revela que as decisões ora questionadas não se ajustam ao magistério jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, pois – insista-se – a denegação, ao sentenciado, do direito de recorrer (ou de permanecer) em liberdade depende, sempre, para legitimar-se, da ocorrência concreta de qualquer das hipóteses referidas no art. 312 do CPP (RTJ 195/603, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 84.434/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 86.164/RO, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.), a significar, portanto, que, inexistindo fundamento autorizador da privação meramente processual da liberdade do réu, esse ato de constrição reputar-se-á ilegal, porque destituído, em referido contexto, da necessária cautelaridade (RTJ 193/936): “(...) PRISÃO CAUTELAR – CARÁTER EXCEPCIONAL. - A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada em situações de absoluta necessidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 19 A prisão processual, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. - A questão da decretabilidade da prisão cautelar. Possibilidade excepcional, desde que satisfeitos os requisitos mencionados no art. 312 do CPP. Necessidade da verificação concreta, em cada caso, da imprescindibilidade da adoção dessa medida extraordinária. Doutrina. Precedentes.” (HC 89.754/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em suma: a análise dos fundamentos invocados pela parte ora impetrante leva-me a entender que a decisão judicial de primeira instância e o acórdão proferido pelo E. Superior Tribunal de Justiça não observaram os critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou a respeito do tema, eis que a prisão processual, de ordem meramente cautelar, ainda que fundada em condenação penal recorrível, tem como pressuposto legitimador a existência de situação de real necessidade, apta a ensejar, ao Estado, quando efetivamente ocorrente, a adoção – sempre excepcional – dessa medida constritiva de caráter pessoal. Sendo assim, e em face das razões expostas, defiro o pedido de “habeas corpus”, para invalidar a decisão que decretou a prisão cautelar do paciente (fls. 247/249), relativamente ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 19 A prisão processual, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. - A questão da decretabilidade da prisão cautelar. Possibilidade excepcional, desde que satisfeitos os requisitos mencionados no art. 312 do CPP. Necessidade da verificação concreta, em cada caso, da imprescindibilidade da adoção dessa medida extraordinária. Doutrina. Precedentes.” (HC 89.754/BA, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em suma: a análise dos fundamentos invocados pela parte ora impetrante leva-me a entender que a decisão judicial de primeira instância e o acórdão proferido pelo E. Superior Tribunal de Justiça não observaram os critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou a respeito do tema, eis que a prisão processual, de ordem meramente cautelar, ainda que fundada em condenação penal recorrível, tem como pressuposto legitimador a existência de situação de real necessidade, apta a ensejar, ao Estado, quando efetivamente ocorrente, a adoção – sempre excepcional – dessa medida constritiva de caráter pessoal. Sendo assim, e em face das razões expostas, defiro o pedido de “habeas corpus”, para invalidar a decisão que decretou a prisão cautelar do paciente (fls. 247/249), relativamente ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 94.681 / RJ 20 Processo-crime n 1999.001.120.540-5, em tramitação perante a 3... Vara Criminal, III Tribunal do Júri, da comarca do Rio de Janeiro/RJ, expedindo-se, imediatamente, em seu favor, o pertinente alvará de soltura, se por al não estiver preso, restando prejudicado, em conseqüência, o exame do pedido de reconsideração da medida liminar formulado a fls. 453/457. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Supremo Tribunal Federal HC 94.681 / RJ 20 Processo-crime n 1999.001.120.540-5, em tramitação perante a 3... Vara Criminal, III Tribunal do Júri, da comarca do Rio de Janeiro/RJ, expedindo-se, imediatamente, em seu favor, o pertinente alvará de soltura, se por al não estiver preso, restando prejudicado, em conseqüência, o exame do pedido de reconsideração da medida liminar formulado a fls. 453/457. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1796254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 94.681 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Deferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2... Turma, 26.10.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 828382 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 94.681 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Deferida a ordem, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. 2... Turma, 26.10.2010. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Ellen Gracie, Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo da Rocha Campos. Carlos Alberto Cantanhede Coordenador Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 828382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 94 . 681", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HABEAS CORPUS 94 . 681", "HC n 92 . 528", "Súmula n 267 - Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 94 . 681", "HC n 92 . 528", "Súmula n 267 - Superior Tribunal de Justiça", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 90 . 645 / PE", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 90 . 645 / PE", "HC 94 . 681 / RJ", "Agravo de Instrumento 1008957 - RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "Agravo de Instrumento 1008957 - RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "Súmula n 267 - Superior Tribunal de Justiça", "HC 90 . 645 / PE", "HC 92 . 528 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "Súmula n 267 - Superior Tribunal de Justiça", "HC 90 . 645 / PE", "HC 92 . 528 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "HC 94 . 681 / RJ", "RTJ 134 / 798", "RTJ 64 / 77", "HC 94 . 681 / RJ", "RTJ 134 / 798", "RTJ 64 / 77", "HC 94 . 681 / RJ", "RTJ 133 / 280", "RTJ 138 / 216", "RTJ 142 / 855", "RTJ 142 / 878", "RTJ 148 / 429", "HC 68 . 726 / DF", "RTJ 133 / 280", "RTJ", "RTJ 148 / 429", "HC 68 . 726 / DF", "HC 94 . 681 / RJ", "RTJ 180 / 262 - 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Vara Criminal", "III Tribunal do Júri", "Supremo Tribunal Federal", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Atlas", "Saraiva", "Saraiva", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Atlas", "Saraiva", "Saraiva", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Forense", "Suprema Corte", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Forense", "Suprema Corte", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo 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Criminal", "III Tribunal do Júri", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Gilmar Mendes", "CELSO DE MELLO", "Gilmar", "Mendes", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "CELSO DE MELLO", "EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA", "Cláudio Heleno dos Santos Lacerda", "CELSO DE MELLO", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "CELSO DE MELLO", "EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA", "Cláudio Heleno dos Santos Lacerda", "Menezes Direito", "Menezes Direito", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Menezes Direito", "FELIX FISCHER", "CELSO DE MELLO", "Menezes Direito", "FELIX FISCHER", "CELSO DE MELLO", "Espínola Filho", "Walter P . Costa", "Espínola Filho", "Walter P . Costa", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JULIO FABBRINI MIRABETE", "PAULO LÚCIO NOGUEIRA", "VICENTE GRECO FILHO", "CELSO DE MELLO", "JULIO FABBRINI MIRABETE", "PAULO LÚCIO NOGUEIRA", "VICENTE GRECO FILHO", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA SILVEIRA", "BASILEU GARCIA", "NÉRI DA SILVEIRA", "BASILEU GARCIA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO REZEK", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO REZEK", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ILMAR GALVÃO", "CELSO DE MELLO", "ILMAR GALVÃO", "CELSO DE MELLO", "MARIA LÚCIA KARAM", "MARIA LÚCIA KARAM", "CELSO DE MELLO", "Antônio Magalhães Gomes Filho", "CELSO DE MELLO", "Antônio Magalhães Gomes Filho", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EROS GRAU", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EROS", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "EROS GRAU", "CEZAR PELUSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "EROS GRAU", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EROS GRAU", "ROBERTO DELMANTO JÚNIOR", "LUIZ FLÁVIO GOMES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EROS GRAU", "ROBERTO DELMANTO JÚNIOR", "LUIZ FLÁVIO GOMES", "CELSO DE MELLO", "PEDRO HENRIQUE DEMERCIAN /", "JORGE ASSAF MALULY", "MARCELLUS POLASTRI LIMA", "ROGERIO SCHIETTI MACHADO CRUZ", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "PEDRO HENRIQUE DEMERCIAN", "MARCELLUS POLASTRI LIMA", "ROGERIO SCHIETTI MACHADO CRUZ", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Paulo da Rocha Campos", "Carlos Alberto Cantanhede", "CELSO DE MELLO", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Paulo da Rocha Campos", "Carlos Alberto Cantanhede" ], "TEMPO": [ "26", "/", "10", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "03", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de outubro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "10", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de maio passado", "19 de junho último", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de maio passado", "19 de junho último", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "1995", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "1995", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "1945", "24", "/", "08", "/", "2001", "1945", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2005", "2005", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "2005", "2005", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PECULATO – ART. 303 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. TESTEMUNHA NÃO LOCALIZADA. CONCESSÃO DE TEMPO MAIS DO QUE RAZOÁVEL PARA LOCALIZÁ-LA. PEDIDO DE SUBSTITUIÇÃO APÓS PRECLUSA A FASE PROCESSUAL. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. NÃO DEMONSTRAÇÃO, AD ARGUMENTANDUM, DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. 1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório não restam violados nas hipóteses de pleito de substituição de testemunha em que Juiz, após conceder prazo mais do que razoável para a localização da mesma, em duas oportunidades, indefere pedido de substituição, com fundamento na preclusão da fase processual. 2. In casu: - o paciente, Soldado do Exército, foi denunciado pela suposta prática do crime de peculato tipificado no art. 303 do Código Penal Militar, porquanto teria desviado 980 litros de combustível de uma embarcação; - iniciada a instrução, a Defesa arrolou três testemunhas, sendo que uma delas não foi localizada, não obstante o esforço do Juiz Auditor, que concedeu prazo mais do que razoável, em duas oportunidades, para que a DPU a localizasse, advindo, somente após preclusa a fase processual prevista no art. 417, § 3º, do CPPM, pedido de substituição que restou indeferido. 3. Ad argumentandum, ainda que se cogitasse de nulidade pelo indeferimento de substituição da testemunha (que se fosse importante teria sido inicialmente arrolada), a impetrante sequer insinua prejuízo resultante de sua não oitiva, conforme requer o art. 563 do Código de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796470. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RHC 117745 / AM Processo Penal, na linha da jurisprudência desta Corte: RHC 109.978, Rel. Min. Luiz Fux, Segunda Turma, DJe de 07/08/2013; HC 68.436, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 27.03.92; HC 95.654, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 15.10.10; HC 84.442, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJe de 25.02.05; HC 75.225, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 19.12.97; RHC 110.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.05.12. 4. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796470. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM Processo Penal, na linha da jurisprudência desta Corte: RHC 109.978, Rel. Min. Luiz Fux, Segunda Turma, DJe de 07/08/2013; HC 68.436, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 27.03.92; HC 95.654, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 15.10.10; HC 84.442, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJe de 25.02.05; HC 75.225, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 19.12.97; RHC 110.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.05.12. 4. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto de acórdão proferido pelo Superior Tribunal Militar cuja ementa possui o seguinte teor: “EMENTA: HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO DE SUBSTITUIÇÃO DE OITIVA DE TESTEMUNHA. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PRELIMINAR SUSCITADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO ACATADA – NÃO CONHECIMENTO DO WRIT. AUSÊNCIA DE AMEAÇA AO DIREITO DE IR E VIR. INVIABILIDADE DE IMPETRAÇÃO DO HABEAS CORPUS. NÃO CONHECIMENTO. - A utilização do habeas corpus, por imperativo constitucional – art. 5º, LXVIII -, limita-se às situações em que o cidadão sofre ou é ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. - Não ofende a ampla defesa e nem causa constrangimento ilegal o indeferimento de substituição da oitiva de testemunhas não localizadas. Na espécie, verifica-se que as razões explicitadas pela autoridade apontada como coatora mostraram-se suficientes para justificar o indeferimento da substituição de oitiva de testemunha defensiva não localizada, arrolada após o encerramento da instrução, por defensor que acompanhou o imputado desde o início do processo. Writ não conhecido por incabível.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto de acórdão proferido pelo Superior Tribunal Militar cuja ementa possui o seguinte teor: “EMENTA: HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO DE SUBSTITUIÇÃO DE OITIVA DE TESTEMUNHA. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PRELIMINAR SUSCITADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO ACATADA – NÃO CONHECIMENTO DO WRIT. AUSÊNCIA DE AMEAÇA AO DIREITO DE IR E VIR. INVIABILIDADE DE IMPETRAÇÃO DO HABEAS CORPUS. NÃO CONHECIMENTO. - A utilização do habeas corpus, por imperativo constitucional – art. 5º, LXVIII -, limita-se às situações em que o cidadão sofre ou é ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. - Não ofende a ampla defesa e nem causa constrangimento ilegal o indeferimento de substituição da oitiva de testemunhas não localizadas. Na espécie, verifica-se que as razões explicitadas pela autoridade apontada como coatora mostraram-se suficientes para justificar o indeferimento da substituição de oitiva de testemunha defensiva não localizada, arrolada após o encerramento da instrução, por defensor que acompanhou o imputado desde o início do processo. Writ não conhecido por incabível.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RHC 117745 / AM O recorrente, militar, foi denunciado, em 17/12/2009, pela suposta prática do crime de peculato-desvio, tipificado no art. 303, caput, c/c art. 53 Código Penal Militar, por ter desviado 980 (novecentos e oitenta) litros de óleo diesel de uma embarcação. A Defensoria Pública da União noticia que, tendo em vista a não localização de determinada testemunha, a defesa requereu a substituição e o juízo de primeiro grau indeferiu o pleito sob o fundamento de que se encerrara a fase processual do art. 417, § 2º, do CPPM1. Alega que, ao assim proceder, o Magistrado afrontou as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Requer, liminarmente e no mérito, o provimento do recurso, “com o fim de garantir a substituição da testemunha, conforme originalmente postulado”. O Ministério Público Militar apresentou contrarrazões salientando que “... o paciente encontra-se em liberdade, respondendo ao processo com todas as garantias asseguradas, não havendo ameaça próxima ou remota ao direito de ir, vir ou permanecer por ato judicial decorrente do processo. Daí a manifesta ausência de cabimento para o manejo do habeas corpus, ao que tudo indica estar sendo usado apenas com o propósito de retardar o feito e oferecer outras possibilidades de reforma de decisões eventualmente desfavoráveis”. 1 CPPM, art. 417. Serão ouvidas, em primeiro lugar, as testemunhas arroladas na denúncia e as referidas por estas, além das que forem substituídas ou incluídas posteriormente pelo Ministério Público, de acordo com o § 4º deste artigo. Após estas, serão ouvidas as testemunhas indicadas pela defesa. … § 2º As testemunhas de defesa poderão ser inquiridas em qualquer fase da instrução criminal, desde que não seja excedido o prazo de cinco dias, após a inquirição da última testemunha de acusação. Cada acusado poderá ainda requerer sejam ouvidas testemunhas referidas ou informantes, nos termos do § 3º. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM O recorrente, militar, foi denunciado, em 17/12/2009, pela suposta prática do crime de peculato-desvio, tipificado no art. 303, caput, c/c art. 53 Código Penal Militar, por ter desviado 980 (novecentos e oitenta) litros de óleo diesel de uma embarcação. A Defensoria Pública da União noticia que, tendo em vista a não localização de determinada testemunha, a defesa requereu a substituição e o juízo de primeiro grau indeferiu o pleito sob o fundamento de que se encerrara a fase processual do art. 417, § 2º, do CPPM1. Alega que, ao assim proceder, o Magistrado afrontou as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Requer, liminarmente e no mérito, o provimento do recurso, “com o fim de garantir a substituição da testemunha, conforme originalmente postulado”. O Ministério Público Militar apresentou contrarrazões salientando que “... o paciente encontra-se em liberdade, respondendo ao processo com todas as garantias asseguradas, não havendo ameaça próxima ou remota ao direito de ir, vir ou permanecer por ato judicial decorrente do processo. Daí a manifesta ausência de cabimento para o manejo do habeas corpus, ao que tudo indica estar sendo usado apenas com o propósito de retardar o feito e oferecer outras possibilidades de reforma de decisões eventualmente desfavoráveis”. 1 CPPM, art. 417. Serão ouvidas, em primeiro lugar, as testemunhas arroladas na denúncia e as referidas por estas, além das que forem substituídas ou incluídas posteriormente pelo Ministério Público, de acordo com o § 4º deste artigo. Após estas, serão ouvidas as testemunhas indicadas pela defesa. … § 2º As testemunhas de defesa poderão ser inquiridas em qualquer fase da instrução criminal, desde que não seja excedido o prazo de cinco dias, após a inquirição da última testemunha de acusação. Cada acusado poderá ainda requerer sejam ouvidas testemunhas referidas ou informantes, nos termos do § 3º. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RHC 117745 / AM A Procuradoria-Geral da República manifestou-se em parecer resumido nestes termos: “RECURSO ORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA O V. ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECEU HABEAS CORPUS IMPETRADO PERANTE TRIBUNAL SUPERIOR. HIPÓTESE NÃO VEICULADA NO ART. 102, II, A, DA CF/1988. NÃO CONHECIMENTO. PENAL MILITAR. PROCESSO PENAL MILITAR. PECULATO-DESVIO. NULIDADE DA INSTRUÇÃO. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE SUBSTITUIÇÃO DA TESTEMUNHA DE DEFESA. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTENTE. PEDIDO NEGADO EM RAZÃO DA PRECLUSÃO PARA A PRÁTICA DO ATO PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pelo não conhecimento do recurso ordinário, ou, caso assim não se entenda, pelo seu desprovimento.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM A Procuradoria-Geral da República manifestou-se em parecer resumido nestes termos: “RECURSO ORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA O V. ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECEU HABEAS CORPUS IMPETRADO PERANTE TRIBUNAL SUPERIOR. HIPÓTESE NÃO VEICULADA NO ART. 102, II, A, DA CF/1988. NÃO CONHECIMENTO. PENAL MILITAR. PROCESSO PENAL MILITAR. PECULATO-DESVIO. NULIDADE DA INSTRUÇÃO. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE SUBSTITUIÇÃO DA TESTEMUNHA DE DEFESA. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTENTE. PEDIDO NEGADO EM RAZÃO DA PRECLUSÃO PARA A PRÁTICA DO ATO PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pelo não conhecimento do recurso ordinário, ou, caso assim não se entenda, pelo seu desprovimento.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): In casu, o paciente, Soldado do Exército, foi denunciado pela suposta prática do crime de peculato tipificado no art. 303 do Código Penal Militar1, porquanto teria desviado 980 litros de combustível de uma embarcação. Colhe-se da manifestação do Ministério Público Militar (fl. 138) que “Aos 25 de junho de 2012, a doutra DPU apresentou rol com três testemunhas, uma das quais, apesar de todos os esforços para a localização e oportunidade para indicar-se o possível local de sua estada, não foi possível encontrá-la. Tendo sido ouvidas aos 10 out 2012 e abrindo-se nova oportunidade para a DPU esclarecer onde poderia estar, não o fez, vindo dez dias após requerer a substituição da testemunha faltante, mesmo depois de advertida que a possibilidade de indicar as testemunhas se alongava por tempo mais do que razoável, restando, a partir de então, preclusa a fase processual para a sua intervenção”. […] “Oferecendo-se mais prazo, além de tudo quanto houvera sido feito, designou-se o dia 5 dez 2012, dois meses depois, para a oitiva da testemunha faltante, diante das providências antes mencionadas. Entretanto, mais uma vez ausente, prosseguiu o feito declarando-se preclusa a oportunidade processual”. Vê-se, portanto, que não houve a alegada ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, visto que, não localizada a testemunha faltante, arrolada em junho de 2012, o Juiz ofereceu mais duas oportunidades para a Defensoria Pública da União localizá-la, sendo que somente no dia 10 de outubro de 2012 (quatro meses após), na audiência para inquirição da referida testemunha, a DPU requereu a substituição e 1 CPM, art. 303. Apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio: Pena – reclusão, de três a quinze anos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): In casu, o paciente, Soldado do Exército, foi denunciado pela suposta prática do crime de peculato tipificado no art. 303 do Código Penal Militar1, porquanto teria desviado 980 litros de combustível de uma embarcação. Colhe-se da manifestação do Ministério Público Militar (fl. 138) que “Aos 25 de junho de 2012, a doutra DPU apresentou rol com três testemunhas, uma das quais, apesar de todos os esforços para a localização e oportunidade para indicar-se o possível local de sua estada, não foi possível encontrá-la. Tendo sido ouvidas aos 10 out 2012 e abrindo-se nova oportunidade para a DPU esclarecer onde poderia estar, não o fez, vindo dez dias após requerer a substituição da testemunha faltante, mesmo depois de advertida que a possibilidade de indicar as testemunhas se alongava por tempo mais do que razoável, restando, a partir de então, preclusa a fase processual para a sua intervenção”. […] “Oferecendo-se mais prazo, além de tudo quanto houvera sido feito, designou-se o dia 5 dez 2012, dois meses depois, para a oitiva da testemunha faltante, diante das providências antes mencionadas. Entretanto, mais uma vez ausente, prosseguiu o feito declarando-se preclusa a oportunidade processual”. Vê-se, portanto, que não houve a alegada ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, visto que, não localizada a testemunha faltante, arrolada em junho de 2012, o Juiz ofereceu mais duas oportunidades para a Defensoria Pública da União localizá-la, sendo que somente no dia 10 de outubro de 2012 (quatro meses após), na audiência para inquirição da referida testemunha, a DPU requereu a substituição e 1 CPM, art. 303. Apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio: Pena – reclusão, de três a quinze anos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 117745 / AM teve o pedido negado sob o fundamento de que a fase processual encontrava-se preclusa. Destarte, a alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório é manifestamente improcedente quando, como in casu, o Juiz, após conceder prazo mais do que razoável para a localização de testemunha faltante, indefere pedido de substituição fundado em preclusão da fase processual. Ad argumentandum, ainda que se cogitasse de nulidade pelo indeferimento de substituição da testemunha (que se fosse importante teria sido inicialmente arrolada), a impetrante sequer insinua prejuízo resultante de sua não oitiva, conforme requer o art. 563 do Código de Processo Penal2, valendo conferir nesse sentido: EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUADRILHA OU BANDO (ART. 288 DO CP). AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS REALIZADA NO JUÍZO DEPRECADO. PACIENTE SOB CUSTÓDIA. AUSÊNCIA DE REQUISIÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE ABSOLUTA. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A declaração de nulidade no direito penal não prescinde da demonstração do efetivo prejuízo para a defesa, consoante dispõe o artigo 563 do Código de Processo Penal, o que importa dizer que a desobediência às formalidades estabelecidas na legislação processual somente poderá implicar o reconhecimento da invalidade do ato quando a sua finalidade estiver comprometida em virtude do vício verificado. Precedentes: HC 68.436, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 27.03.92; HC 95.654, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 15.10.10; 2 CPP, art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM teve o pedido negado sob o fundamento de que a fase processual encontrava-se preclusa. Destarte, a alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório é manifestamente improcedente quando, como in casu, o Juiz, após conceder prazo mais do que razoável para a localização de testemunha faltante, indefere pedido de substituição fundado em preclusão da fase processual. Ad argumentandum, ainda que se cogitasse de nulidade pelo indeferimento de substituição da testemunha (que se fosse importante teria sido inicialmente arrolada), a impetrante sequer insinua prejuízo resultante de sua não oitiva, conforme requer o art. 563 do Código de Processo Penal2, valendo conferir nesse sentido: EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUADRILHA OU BANDO (ART. 288 DO CP). AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS REALIZADA NO JUÍZO DEPRECADO. PACIENTE SOB CUSTÓDIA. AUSÊNCIA DE REQUISIÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE ABSOLUTA. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A declaração de nulidade no direito penal não prescinde da demonstração do efetivo prejuízo para a defesa, consoante dispõe o artigo 563 do Código de Processo Penal, o que importa dizer que a desobediência às formalidades estabelecidas na legislação processual somente poderá implicar o reconhecimento da invalidade do ato quando a sua finalidade estiver comprometida em virtude do vício verificado. Precedentes: HC 68.436, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 27.03.92; HC 95.654, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 15.10.10; 2 CPP, art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 117745 / AM HC 84.442, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJe de 25.02.05; HC 75.225, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 19.12.97; RHC 110.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.05.12. 2. A ausência do acusado na audiência de instrução não constitui vício insanável apto a ensejar a nulidade absoluta do processo, posto tratar-se de nulidade relativa, exigindo-se, para o seu reconhecimento, a demonstração de prejuízo à defesa. 3. In casu, o paciente encontra-se sob custódia e o Juízo deprecante deixou de requisitá-lo para participar de audiência de oitiva de testemunhas no Juízo deprecado, em razão de dificuldades enfrentadas pelo Estado de São Paulo em “promover o transporte e a devida escolta de presos”, assegurando, todavia, a presença de seu defensor no ato. 4. O defensor do paciente compareceu ao ato processual, tendo, inclusive, formulado reperguntas, comprovando a inexistência de prejuízo para a defesa (“pas de nullités sans grief”). 5. A possibilidade de o réu não comparecer à audiência é uma expressão do direito constitucional ao silêncio (art. 5º, LXIII, da CF/88), pois “nemo tenetur se deterege”. 6. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento. (RHC 109.978, Rel. Min. Luiz Fux, 2ª Turma, DJe de 07/08/2013) [grifei] Voto no sentido do desprovimento do recurso. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM HC 84.442, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJe de 25.02.05; HC 75.225, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 19.12.97; RHC 110.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.05.12. 2. A ausência do acusado na audiência de instrução não constitui vício insanável apto a ensejar a nulidade absoluta do processo, posto tratar-se de nulidade relativa, exigindo-se, para o seu reconhecimento, a demonstração de prejuízo à defesa. 3. In casu, o paciente encontra-se sob custódia e o Juízo deprecante deixou de requisitá-lo para participar de audiência de oitiva de testemunhas no Juízo deprecado, em razão de dificuldades enfrentadas pelo Estado de São Paulo em “promover o transporte e a devida escolta de presos”, assegurando, todavia, a presença de seu defensor no ato. 4. O defensor do paciente compareceu ao ato processual, tendo, inclusive, formulado reperguntas, comprovando a inexistência de prejuízo para a defesa (“pas de nullités sans grief”). 5. A possibilidade de o réu não comparecer à audiência é uma expressão do direito constitucional ao silêncio (art. 5º, LXIII, da CF/88), pois “nemo tenetur se deterege”. 6. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento. (RHC 109.978, Rel. Min. Luiz Fux, 2ª Turma, DJe de 07/08/2013) [grifei] Voto no sentido do desprovimento do recurso. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816888 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816888 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4846795
2013-10-22T00:00:00
2013-11-12T00:00:00
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: Processual penal. Recurso ordinário em habeas corpus. Peculato – art. 303 do Código Penal Militar. Testemunha não localizada. Concessão de tempo mais do que razoável para localizá-la. Pedido de substituição após preclusa a fase processual. Nulidade. Inexistência. Não demonstração, ad argumentandum, de prejuízo para a defesa. 1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório não restam violados nas hipóteses de pleito de substituição de testemunha em que Juiz, após conceder prazo mais do que razoável para a localização da mesma, em duas oportunidades, indefere pedido de substituição, com fundamento na preclusão da fase processual. 2. In casu: - o paciente, Soldado do Exército, foi denunciado pela suposta prática do crime de peculato tipificado no art. 303 do Código Penal Militar, porquanto teria desviado 980 litros de combustível de uma embarcação; - iniciada a instrução, a Defesa arrolou três testemunhas, sendo que uma delas não foi localizada, não obstante o esforço do Juiz Auditor, que concedeu prazo mais do que razoável, em duas oportunidades, para que a DPU a localizasse, advindo, somente após preclusa a fase processual prevista no art. 417, § 3º, do CPPM, pedido de substituição que restou indeferido. 3. Ad argumentandum, ainda que se cogitasse de nulidade pelo indeferimento de substituição da testemunha (que se fosse importante teria sido inicialmente arrolada), a impetrante sequer insinua prejuízo resultante de sua não oitiva, conforme requer o art. 563 do Código de Processo Penal, na linha da jurisprudência desta Corte: RHC 109.978, Rel. Min. Luiz Fux, Segunda Turma, DJe de 07/08/2013; HC 68.436, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 27.03.92; HC 95.654, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 15.10.10; HC 84.442, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJe de 25.02.05; HC 75.225, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 19.12.97; RHC 110.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.05.12. 4. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido.
sjur247853
- Acórdão(s) citado(s): (NULIDADE, OITIVA, TESTEMUNHA) RHC 109978 (1ªT), HC 95654 (2ªT), HC 84442 (1ªT), HC 75225 (1ªT), RHC 110056 (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 27/11/2013, BRU.
LUIZ FUX
Primeira Turma
117745
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00563\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00303\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR\n\n", "LEG-FED DEL-001002 ANO-1969\n ART-00417 PAR-00003\n CPPM-1969 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR" ]
RHC
acordaos
RHC 117745
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RECTE.(S) : ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PECULATO – ART. 303 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. TESTEMUNHA NÃO LOCALIZADA. CONCESSÃO DE TEMPO MAIS DO QUE RAZOÁVEL PARA LOCALIZÁ-LA. PEDIDO DE SUBSTITUIÇÃO APÓS PRECLUSA A FASE PROCESSUAL. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. NÃO DEMONSTRAÇÃO, AD ARGUMENTANDUM, DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. 1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório não restam violados nas hipóteses de pleito de substituição de testemunha em que Juiz, após conceder prazo mais do que razoável para a localização da mesma, em duas oportunidades, indefere pedido de substituição, com fundamento na preclusão da fase processual. 2. In casu: - o paciente, Soldado do Exército, foi denunciado pela suposta prática do crime de peculato tipificado no art. 303 do Código Penal Militar, porquanto teria desviado 980 litros de combustível de uma embarcação; - iniciada a instrução, a Defesa arrolou três testemunhas, sendo que uma delas não foi localizada, não obstante o esforço do Juiz Auditor, que concedeu prazo mais do que razoável, em duas oportunidades, para que a DPU a localizasse, advindo, somente após preclusa a fase processual prevista no art. 417, § 3..., do CPPM, pedido de substituição que restou indeferido. 3. Ad argumentandum, ainda que se cogitasse de nulidade pelo indeferimento de substituição da testemunha (que se fosse importante teria sido inicialmente arrolada), a impetrante sequer insinua prejuízo resultante de sua não oitiva, conforme requer o art. 563 do Código de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796470. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RHC 117745 / AM Processo Penal, na linha da jurisprudência desta Corte: RHC 109.978, Rel. Min. Luiz Fux, Segunda Turma, DJe de 07/08/2013; HC 68.436, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 27.03.92; HC 95.654, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 15.10.10; HC 84.442, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJe de 25.02.05; HC 75.225, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 19.12.97; RHC 110.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.05.12. 4. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796470. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM Processo Penal, na linha da jurisprudência desta Corte: RHC 109.978, Rel. Min. Luiz Fux, Segunda Turma, DJe de 07/08/2013; HC 68.436, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 27.03.92; HC 95.654, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 15.10.10; HC 84.442, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJe de 25.02.05; HC 75.225, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 19.12.97; RHC 110.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.05.12. 4. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto de acórdão proferido pelo Superior Tribunal Militar cuja ementa possui o seguinte teor: “EMENTA: HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO DE SUBSTITUIÇÃO DE OITIVA DE TESTEMUNHA. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PRELIMINAR SUSCITADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO ACATADA – NÃO CONHECIMENTO DO WRIT. AUSÊNCIA DE AMEAÇA AO DIREITO DE IR E VIR. INVIABILIDADE DE IMPETRAÇÃO DO HABEAS CORPUS. NÃO CONHECIMENTO. - A utilização do habeas corpus, por imperativo constitucional – art. 5..., LXVIII -, limita-se às situações em que o cidadão sofre ou é ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. - Não ofende a ampla defesa e nem causa constrangimento ilegal o indeferimento de substituição da oitiva de testemunhas não localizadas. Na espécie, verifica-se que as razões explicitadas pela autoridade apontada como coatora mostraram-se suficientes para justificar o indeferimento da substituição de oitiva de testemunha defensiva não localizada, arrolada após o encerramento da instrução, por defensor que acompanhou o imputado desde o início do processo. Writ não conhecido por incabível.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto de acórdão proferido pelo Superior Tribunal Militar cuja ementa possui o seguinte teor: “EMENTA: HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO DE SUBSTITUIÇÃO DE OITIVA DE TESTEMUNHA. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PRELIMINAR SUSCITADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO ACATADA – NÃO CONHECIMENTO DO WRIT. AUSÊNCIA DE AMEAÇA AO DIREITO DE IR E VIR. INVIABILIDADE DE IMPETRAÇÃO DO HABEAS CORPUS. NÃO CONHECIMENTO. - A utilização do habeas corpus, por imperativo constitucional – art. 5..., LXVIII -, limita-se às situações em que o cidadão sofre ou é ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. - Não ofende a ampla defesa e nem causa constrangimento ilegal o indeferimento de substituição da oitiva de testemunhas não localizadas. Na espécie, verifica-se que as razões explicitadas pela autoridade apontada como coatora mostraram-se suficientes para justificar o indeferimento da substituição de oitiva de testemunha defensiva não localizada, arrolada após o encerramento da instrução, por defensor que acompanhou o imputado desde o início do processo. Writ não conhecido por incabível.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RHC 117745 / AM O recorrente, militar, foi denunciado, em 17/12/2009, pela suposta prática do crime de peculato-desvio, tipificado no art. 303, caput, c/c art. 53 Código Penal Militar, por ter desviado 980 (novecentos e oitenta) litros de óleo diesel de uma embarcação. A Defensoria Pública da União noticia que, tendo em vista a não localização de determinada testemunha, a defesa requereu a substituição e o juízo de primeiro grau indeferiu o pleito sob o fundamento de que se encerrara a fase processual do art. 417, § 2..., do CPPM1. Alega que, ao assim proceder, o Magistrado afrontou as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Requer, liminarmente e no mérito, o provimento do recurso, “com o fim de garantir a substituição da testemunha, conforme originalmente postulado”. O Ministério Público Militar apresentou contrarrazões salientando que “... o paciente encontra-se em liberdade, respondendo ao processo com todas as garantias asseguradas, não havendo ameaça próxima ou remota ao direito de ir, vir ou permanecer por ato judicial decorrente do processo. Daí a manifesta ausência de cabimento para o manejo do habeas corpus, ao que tudo indica estar sendo usado apenas com o propósito de retardar o feito e oferecer outras possibilidades de reforma de decisões eventualmente desfavoráveis”. 1 CPPM, art. 417. Serão ouvidas, em primeiro lugar, as testemunhas arroladas na denúncia e as referidas por estas, além das que forem substituídas ou incluídas posteriormente pelo Ministério Público, de acordo com o § 4... deste artigo. Após estas, serão ouvidas as testemunhas indicadas pela defesa. … § 2... As testemunhas de defesa poderão ser inquiridas em qualquer fase da instrução criminal, desde que não seja excedido o prazo de cinco dias, após a inquirição da última testemunha de acusação. Cada acusado poderá ainda requerer sejam ouvidas testemunhas referidas ou informantes, nos termos do § 3.... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM O recorrente, militar, foi denunciado, em 17/12/2009, pela suposta prática do crime de peculato-desvio, tipificado no art. 303, caput, c/c art. 53 Código Penal Militar, por ter desviado 980 (novecentos e oitenta) litros de óleo diesel de uma embarcação. A Defensoria Pública da União noticia que, tendo em vista a não localização de determinada testemunha, a defesa requereu a substituição e o juízo de primeiro grau indeferiu o pleito sob o fundamento de que se encerrara a fase processual do art. 417, § 2..., do CPPM1. Alega que, ao assim proceder, o Magistrado afrontou as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Requer, liminarmente e no mérito, o provimento do recurso, “com o fim de garantir a substituição da testemunha, conforme originalmente postulado”. O Ministério Público Militar apresentou contrarrazões salientando que “... o paciente encontra-se em liberdade, respondendo ao processo com todas as garantias asseguradas, não havendo ameaça próxima ou remota ao direito de ir, vir ou permanecer por ato judicial decorrente do processo. Daí a manifesta ausência de cabimento para o manejo do habeas corpus, ao que tudo indica estar sendo usado apenas com o propósito de retardar o feito e oferecer outras possibilidades de reforma de decisões eventualmente desfavoráveis”. 1 CPPM, art. 417. Serão ouvidas, em primeiro lugar, as testemunhas arroladas na denúncia e as referidas por estas, além das que forem substituídas ou incluídas posteriormente pelo Ministério Público, de acordo com o § 4... deste artigo. Após estas, serão ouvidas as testemunhas indicadas pela defesa. … § 2... As testemunhas de defesa poderão ser inquiridas em qualquer fase da instrução criminal, desde que não seja excedido o prazo de cinco dias, após a inquirição da última testemunha de acusação. Cada acusado poderá ainda requerer sejam ouvidas testemunhas referidas ou informantes, nos termos do § 3.... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RHC 117745 / AM A Procuradoria-Geral da República manifestou-se em parecer resumido nestes termos: “RECURSO ORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA O V. ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECEU HABEAS CORPUS IMPETRADO PERANTE TRIBUNAL SUPERIOR. HIPÓTESE NÃO VEICULADA NO ART. 102, II, A, DA Constituição Federal de 1988/1988. NÃO CONHECIMENTO. PENAL MILITAR. PROCESSO PENAL MILITAR. PECULATO-DESVIO. NULIDADE DA INSTRUÇÃO. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE SUBSTITUIÇÃO DA TESTEMUNHA DE DEFESA. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTENTE. PEDIDO NEGADO EM RAZÃO DA PRECLUSÃO PARA A PRÁTICA DO ATO PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pelo não conhecimento do recurso ordinário, ou, caso assim não se entenda, pelo seu desprovimento.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM A Procuradoria-Geral da República manifestou-se em parecer resumido nestes termos: “RECURSO ORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA O V. ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECEU HABEAS CORPUS IMPETRADO PERANTE TRIBUNAL SUPERIOR. HIPÓTESE NÃO VEICULADA NO ART. 102, II, A, DA Constituição Federal de 1988/1988. NÃO CONHECIMENTO. PENAL MILITAR. PROCESSO PENAL MILITAR. PECULATO-DESVIO. NULIDADE DA INSTRUÇÃO. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE SUBSTITUIÇÃO DA TESTEMUNHA DE DEFESA. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTENTE. PEDIDO NEGADO EM RAZÃO DA PRECLUSÃO PARA A PRÁTICA DO ATO PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pelo não conhecimento do recurso ordinário, ou, caso assim não se entenda, pelo seu desprovimento.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): In casu, o paciente, Soldado do Exército, foi denunciado pela suposta prática do crime de peculato tipificado no art. 303 do Código Penal Militar1, porquanto teria desviado 980 litros de combustível de uma embarcação. Colhe-se da manifestação do Ministério Público Militar (fl. 138) que “Aos 25 de junho de 2012, a doutra DPU apresentou rol com três testemunhas, uma das quais, apesar de todos os esforços para a localização e oportunidade para indicar-se o possível local de sua estada, não foi possível encontrá-la. Tendo sido ouvidas aos 10 out 2012 e abrindo-se nova oportunidade para a DPU esclarecer onde poderia estar, não o fez, vindo dez dias após requerer a substituição da testemunha faltante, mesmo depois de advertida que a possibilidade de indicar as testemunhas se alongava por tempo mais do que razoável, restando, a partir de então, preclusa a fase processual para a sua intervenção”. […] “Oferecendo-se mais prazo, além de tudo quanto houvera sido feito, designou-se o dia 5 dez 2012, dois meses depois, para a oitiva da testemunha faltante, diante das providências antes mencionadas. Entretanto, mais uma vez ausente, prosseguiu o feito declarando-se preclusa a oportunidade processual”. Vê-se, portanto, que não houve a alegada ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, visto que, não localizada a testemunha faltante, arrolada em junho de 2012, o Juiz ofereceu mais duas oportunidades para a Defensoria Pública da União localizá-la, sendo que somente no dia 10 de outubro de 2012 (quatro meses após), na audiência para inquirição da referida testemunha, a DPU requereu a substituição e 1 CPM, art. 303. Apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio: Pena – reclusão, de três a quinze anos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): In casu, o paciente, Soldado do Exército, foi denunciado pela suposta prática do crime de peculato tipificado no art. 303 do Código Penal Militar1, porquanto teria desviado 980 litros de combustível de uma embarcação. Colhe-se da manifestação do Ministério Público Militar (fl. 138) que “Aos 25 de junho de 2012, a doutra DPU apresentou rol com três testemunhas, uma das quais, apesar de todos os esforços para a localização e oportunidade para indicar-se o possível local de sua estada, não foi possível encontrá-la. Tendo sido ouvidas aos 10 out 2012 e abrindo-se nova oportunidade para a DPU esclarecer onde poderia estar, não o fez, vindo dez dias após requerer a substituição da testemunha faltante, mesmo depois de advertida que a possibilidade de indicar as testemunhas se alongava por tempo mais do que razoável, restando, a partir de então, preclusa a fase processual para a sua intervenção”. […] “Oferecendo-se mais prazo, além de tudo quanto houvera sido feito, designou-se o dia 5 dez 2012, dois meses depois, para a oitiva da testemunha faltante, diante das providências antes mencionadas. Entretanto, mais uma vez ausente, prosseguiu o feito declarando-se preclusa a oportunidade processual”. Vê-se, portanto, que não houve a alegada ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, visto que, não localizada a testemunha faltante, arrolada em junho de 2012, o Juiz ofereceu mais duas oportunidades para a Defensoria Pública da União localizá-la, sendo que somente no dia 10 de outubro de 2012 (quatro meses após), na audiência para inquirição da referida testemunha, a DPU requereu a substituição e 1 CPM, art. 303. Apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio: Pena – reclusão, de três a quinze anos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 117745 / AM teve o pedido negado sob o fundamento de que a fase processual encontrava-se preclusa. Destarte, a alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório é manifestamente improcedente quando, como in casu, o Juiz, após conceder prazo mais do que razoável para a localização de testemunha faltante, indefere pedido de substituição fundado em preclusão da fase processual. Ad argumentandum, ainda que se cogitasse de nulidade pelo indeferimento de substituição da testemunha (que se fosse importante teria sido inicialmente arrolada), a impetrante sequer insinua prejuízo resultante de sua não oitiva, conforme requer o art. 563 do Código de Processo Penal2, valendo conferir nesse sentido: EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUADRILHA OU BANDO (ART. 288 DO Código Penal Brasileiro). AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS REALIZADA NO JUÍZO DEPRECADO. PACIENTE SOB CUSTÓDIA. AUSÊNCIA DE REQUISIÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE ABSOLUTA. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A declaração de nulidade no direito penal não prescinde da demonstração do efetivo prejuízo para a defesa, consoante dispõe o artigo 563 do Código de Processo Penal, o que importa dizer que a desobediência às formalidades estabelecidas na legislação processual somente poderá implicar o reconhecimento da invalidade do ato quando a sua finalidade estiver comprometida em virtude do vício verificado. Precedentes: HC 68.436, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 27.03.92; HC 95.654, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 15.10.10; 2 CPP, art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM teve o pedido negado sob o fundamento de que a fase processual encontrava-se preclusa. Destarte, a alegação de ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório é manifestamente improcedente quando, como in casu, o Juiz, após conceder prazo mais do que razoável para a localização de testemunha faltante, indefere pedido de substituição fundado em preclusão da fase processual. Ad argumentandum, ainda que se cogitasse de nulidade pelo indeferimento de substituição da testemunha (que se fosse importante teria sido inicialmente arrolada), a impetrante sequer insinua prejuízo resultante de sua não oitiva, conforme requer o art. 563 do Código de Processo Penal2, valendo conferir nesse sentido: EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. QUADRILHA OU BANDO (ART. 288 DO Código Penal Brasileiro). AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS REALIZADA NO JUÍZO DEPRECADO. PACIENTE SOB CUSTÓDIA. AUSÊNCIA DE REQUISIÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE ABSOLUTA. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A declaração de nulidade no direito penal não prescinde da demonstração do efetivo prejuízo para a defesa, consoante dispõe o artigo 563 do Código de Processo Penal, o que importa dizer que a desobediência às formalidades estabelecidas na legislação processual somente poderá implicar o reconhecimento da invalidade do ato quando a sua finalidade estiver comprometida em virtude do vício verificado. Precedentes: HC 68.436, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 27.03.92; HC 95.654, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 15.10.10; 2 CPP, art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 117745 / AM HC 84.442, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJe de 25.02.05; HC 75.225, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 19.12.97; RHC 110.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.05.12. 2. A ausência do acusado na audiência de instrução não constitui vício insanável apto a ensejar a nulidade absoluta do processo, posto tratar-se de nulidade relativa, exigindo-se, para o seu reconhecimento, a demonstração de prejuízo à defesa. 3. In casu, o paciente encontra-se sob custódia e o Juízo deprecante deixou de requisitá-lo para participar de audiência de oitiva de testemunhas no Juízo deprecado, em razão de dificuldades enfrentadas pelo Estado de São Paulo em “promover o transporte e a devida escolta de presos”, assegurando, todavia, a presença de seu defensor no ato. 4. O defensor do paciente compareceu ao ato processual, tendo, inclusive, formulado reperguntas, comprovando a inexistência de prejuízo para a defesa (“pas de nullités sans grief”). 5. A possibilidade de o réu não comparecer à audiência é uma expressão do direito constitucional ao silêncio (art. 5..., LXIII, da Constituição Federal de 1988/88), pois “nemo tenetur se deterege”. 6. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento. (RHC 109.978, Rel. Min. Luiz Fux, 2... Turma, DJe de 07/08/2013) [grifei] Voto no sentido do desprovimento do recurso. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Supremo Tribunal Federal RHC 117745 / AM HC 84.442, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJe de 25.02.05; HC 75.225, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 19.12.97; RHC 110.056, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.05.12. 2. A ausência do acusado na audiência de instrução não constitui vício insanável apto a ensejar a nulidade absoluta do processo, posto tratar-se de nulidade relativa, exigindo-se, para o seu reconhecimento, a demonstração de prejuízo à defesa. 3. In casu, o paciente encontra-se sob custódia e o Juízo deprecante deixou de requisitá-lo para participar de audiência de oitiva de testemunhas no Juízo deprecado, em razão de dificuldades enfrentadas pelo Estado de São Paulo em “promover o transporte e a devida escolta de presos”, assegurando, todavia, a presença de seu defensor no ato. 4. O defensor do paciente compareceu ao ato processual, tendo, inclusive, formulado reperguntas, comprovando a inexistência de prejuízo para a defesa (“pas de nullités sans grief”). 5. A possibilidade de o réu não comparecer à audiência é uma expressão do direito constitucional ao silêncio (art. 5..., LXIII, da Constituição Federal de 1988/88), pois “nemo tenetur se deterege”. 6. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento. (RHC 109.978, Rel. Min. Luiz Fux, 2... Turma, DJe de 07/08/2013) [grifei] Voto no sentido do desprovimento do recurso. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4796472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816888 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.745 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) : ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816888 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117 . 745 AMAZONAS", "RHC 117745 / AM", "RHC 109 . 978", "HC 68 . 436", "HC 95 . 654", "HC 84 . 442", "HC 75 . 225", "RHC 110 . 056", "RHC 117745 / AM", "RHC 109 . 978", "HC 68 . 436", "HC 95 . 654", "HC 84 . 442", "HC 75 . 225", "RHC 110 . 056", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117 . 745 AMAZONAS", "RECURSO", "RHC 117745 / AM", "RHC 117745 / AM", "RHC 117745 /", "RHC 117745 / AM", "RHC 117745 / AM", "HC 68 . 436", "HC 95 . 654", "HC 68 . 436", "HC 95 . 654", "RHC 117745 / AM", "HC 84 . 442", "HC 75 . 225", "RHC 110 . 056", "RHC 109 . 978", "RHC 117745 / AM", "HC 84 . 442", "HC 75 . 225", "RHC 110 . 056", "RHC 109 . 978", "HABEAS CORPUS 117 . 745" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 303 DO CÓDIGO PENAL MILITAR", "art . 303 do Código Penal Militar", "art . 417 , § 3 . . . , do CPPM", "art . 563 do Código de Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 303 , caput , c / c art . 53 Código Penal Militar", "art . 417 , § 2 . . . , do CPPM1", "CPPM , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 303 , caput , c / c art . 53 Código Penal Militar", "art . 417 , § 2 . . . , do CPPM1", "CPPM , art . 417", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , II , A , DA Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , II , A , DA Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 303 do Código Penal Militar1", "CPM , art . 303", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 303 do Código Penal Militar1", "CPM , art . 303", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do Código de Processo Penal2", "ART . 288 DO Código Penal Brasileiro", "artigo 563 do Código de Processo Penal", "CPP , art . 563", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do Código de Processo Penal2", "ART . 288 DO Código Penal Brasileiro", "artigo 563 do Código de Processo Penal", "CPP , art . 563", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "AMAZONAS", "AMAZONAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Exército", "DPU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Primeira Turma", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Superior Tribunal Militar", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Defensoria Pública da União", "Ministério Público Militar", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria Pública da União", "Ministério Público Militar", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "TRIBUNAL SUPERIOR", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Exército", "Ministério Público Militar", "DPU", "DPU", "Defensoria Pública da União", "DPU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Exército", "Ministério Público Militar", "DPU", "DPU", "Defensoria Pública da União", "DPU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Estado", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Estado", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Carlos Britto", "Sepúlveda Pertence", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Carlos Britto", "Sepúlveda Pertence", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Carlos Britto", "Sepúlveda Pertence", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Carlos Britto", "Sepúlveda Pertence", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ADÍLIO DE SOUZA VIEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "08", "/", "2013", "27", ".", "03", ".", "92", "15", ".", "10", ".", "10", "25", ".", "02", ".", "05", "19", ".", "12", ".", "97", "09", ".", "05", ".", "12", "22 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "08", "/", "2013", "27", ".", "03", ".", "92", "15", ".", "10", ".", "10", "25", ".", "02", ".", "05", "19", ".", "12", ".", "97", "09", ".", "05", ".", "12", "22 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "25 de junho de 2012", "10 out 2012", "5 dez 2012", "junho de 2012", "10 de outubro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "25 de junho de 2012", "10 out 2012", "5 dez 2012", "junho de 2012", "10 de outubro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "03", ".", "92", "15", ".", "10", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "03", ".", "92", "15", ".", "10", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "05", "19", ".", "12", ".", "97", "09", ".", "05", ".", "12", "07", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "02", ".", "05", "19", ".", "12", ".", "97", "09", ".", "05", ".", "12", "07", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Decisão sobre Repercussão Geral 16/09/2010 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE RELATOR : MIN. AYRES BRITTO RECTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MARIA DAS DORES OLIVEIRA MARTINS ADV.(A/S) :FÁBIO CORRÊA RIBEIRO AM. CURIAE. :CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS - COBAP ADV.(A/S) :JOSÉ IDEMAR RIBEIRO EMENTA: CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. MEDIDA PROVISÓRIA 1.523, DE 27/06/1997. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À RESPECTIVA VIGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DISCUTIDA. Possui repercussão geral a questão constitucional alusiva à possibilidade de aplicação do prazo decadencial estabelecido pela Medida Provisória 1.523/1997 aos benefícios previdenciários concedidos antes da respectiva vigência. Decisão: O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencidos os Ministros Cezar Peluso e Celso de Mello. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro AYRES BRITTO Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911793. Supremo Tribunal Federal DJe 02/05/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Decisão sobre Repercussão Geral RE 626.489 RG / SE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911793. Supremo Tribunal Federal RE 626.489 RG / SE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral 16/09/2010 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. DECADÊNCIA. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. ABRANGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com suporte nas alíneas a e b do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. 2. Da leitura dos autos, observo que o Colegiado de origem afastou a decadência do direito no qual se funda a ação e determinou o prosseguimento da ação revisional previdenciária. Ressaltou que o prazo decadencial somente foi previsto pela Medida Provisória 1.523, de 27/06/1997, que por se tratar de instituto de direito material, é de ser aplicado apenas aos benefícios concedidos após a respectiva vigência da medida. 3. Pois bem, o INSS sustenta violação ao inciso XXXVI do art. 5º da Carta Magna de 1988. Argumenta que: a) houve má interpretação do dispositivo constitucional; b) os atos normativos, ao entrar em vigor, têm efeitos gerais e abrangem também as relações jurídicas em manutenção. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que a questão constitucional ora em debate transcende os interesses subjetivos das partes, atingindo a todos os benefícios previdenciários concedidos antes de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911794. Supremo Tribunal Federal 16/09/2010 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. DECADÊNCIA. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. ABRANGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com suporte nas alíneas a e b do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. 2. Da leitura dos autos, observo que o Colegiado de origem afastou a decadência do direito no qual se funda a ação e determinou o prosseguimento da ação revisional previdenciária. Ressaltou que o prazo decadencial somente foi previsto pela Medida Provisória 1.523, de 27/06/1997, que por se tratar de instituto de direito material, é de ser aplicado apenas aos benefícios concedidos após a respectiva vigência da medida. 3. Pois bem, o INSS sustenta violação ao inciso XXXVI do art. 5º da Carta Magna de 1988. Argumenta que: a) houve má interpretação do dispositivo constitucional; b) os atos normativos, ao entrar em vigor, têm efeitos gerais e abrangem também as relações jurídicas em manutenção. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que a questão constitucional ora em debate transcende os interesses subjetivos das partes, atingindo a todos os benefícios previdenciários concedidos antes de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911794. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626.489 RG / SE 28/06/1997, data da edição da referida medida provisória. Daí afirmar que a discussão apresenta relevância econômica, jurídica e social. 4. Feito esse breve relatório, passo a votar. Ao fazê- lo, anoto que a questão constitucional posta em exame ultrapassa os interesses específicos das partes, sendo relevante sob o ponto de vista econômico, político, social e jurídico. Isso porque a aplicação de prazo decadencial aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à sua previsão legal passa pela interpretação de temas constitucionalmente sensíveis, como o direito adquirido, a segurança jurídica e a manutenção das relações constituídas. 5. De mais a mais, a tese a ser fixada pelo Supremo Tribunal Federal será aplicada a numerosos benefícios previdenciários. Ante o exposto, manifesto-me pela configuração do requisito da repercussão geral. Submeto a matéria ao conhecimento dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 323 do RI/STF). Brasília, 27 de agosto de 2010. Ministro AYRES BRITTO Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911794. Supremo Tribunal Federal RE 626.489 RG / SE 28/06/1997, data da edição da referida medida provisória. Daí afirmar que a discussão apresenta relevância econômica, jurídica e social. 4. Feito esse breve relatório, passo a votar. Ao fazê- lo, anoto que a questão constitucional posta em exame ultrapassa os interesses específicos das partes, sendo relevante sob o ponto de vista econômico, político, social e jurídico. Isso porque a aplicação de prazo decadencial aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à sua previsão legal passa pela interpretação de temas constitucionalmente sensíveis, como o direito adquirido, a segurança jurídica e a manutenção das relações constituídas. 5. De mais a mais, a tese a ser fixada pelo Supremo Tribunal Federal será aplicada a numerosos benefícios previdenciários. Ante o exposto, manifesto-me pela configuração do requisito da repercussão geral. Submeto a matéria ao conhecimento dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 323 do RI/STF). Brasília, 27 de agosto de 2010. Ministro AYRES BRITTO Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911794. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE PRONUNCIAMENTO DECADÊNCIA – BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS – APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO – SEGURANÇA JURÍDICA E TRATAMENTO IGUALITÁRIO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 626.489/SE, da relatoria do Ministro Carlos Ayres Britto, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 19 horas e 49 minutos do dia 27de agosto de 2010, sexta-feira. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe, no julgamento do Recurso Cível nº 2009.85.00.502418 - OS, entendeu que o prazo decadencial previsto no artigo 103, cabeça, da Lei nº 8.213/91 só é aplicável aos benefícios previdenciários concedidos a partir da Medida Provisória nº 1.523-9/1997, tendo em vista tratar-se de instituto de direito material. O acórdão encontra-se assim ementado: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. NORMA DE DIREITO MATERIAL. APLICAÇÃO APENAS AOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE PRONUNCIAMENTO DECADÊNCIA – BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS – APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO – SEGURANÇA JURÍDICA E TRATAMENTO IGUALITÁRIO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 626.489/SE, da relatoria do Ministro Carlos Ayres Britto, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 19 horas e 49 minutos do dia 27de agosto de 2010, sexta-feira. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe, no julgamento do Recurso Cível nº 2009.85.00.502418 - OS, entendeu que o prazo decadencial previsto no artigo 103, cabeça, da Lei nº 8.213/91 só é aplicável aos benefícios previdenciários concedidos a partir da Medida Provisória nº 1.523-9/1997, tendo em vista tratar-se de instituto de direito material. O acórdão encontra-se assim ementado: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. NORMA DE DIREITO MATERIAL. APLICAÇÃO APENAS AOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626.489 RG / SE CONCEDIDOS A PARTIR DA EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523/1997. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DESTA TURMA RECURSAL. PRECEDENTES. PROVIMENTO DO RECURSO. Os embargos declaratórios foram desprovidos pelo Juízo de origem. No extraordinário interposto com alegada base nas alíneas “a” e “b” do permissivo constitucional, o recorrente articula com a transgressão dos artigos 5º, cabeça e inciso XXXVI, e 201, § 1º, da Carta Federal. Sob o ângulo da repercussão geral, aduz que a aplicação do prazo decenal decadencial, a partir da promulgação da Medida Provisória nº 1.523/97, tem potencial para diminuir o número das demandas judiciais relacionadas a eventos ocorridos há mais de dez anos e, do ponto de vista econômico, caso mantida a decisão impugnada, poderá ocorrer vultoso prejuízo financeiro para o INSS. No mérito, afirma que, antes da promulgação da Medida Provisória nº 1.523/97, descabe falar em prazo decadencial de dez anos, considerando a inexistência, em tese, de norma legal prevendo a citada causa extintiva. Assevera serem os novos prazos prescricionais ou decadenciais aplicáveis às relações em curso, contanto que comecem a fluir a partir da lei que os instituiu, não se incluindo o período anterior. Anota estarem as relações previdenciárias sujeitas ao princípio da isonomia, consoante ressaltado no artigo 201, § 1º, da Constituição da República. Nesses termos, a não aplicação do prazo decadencial decenal aos benefícios concedidos antes da vigência da medida provisória mencionada criaria categoria diferenciada de segurados que teriam o direito de revisão dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal RE 626.489 RG / SE CONCEDIDOS A PARTIR DA EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523/1997. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DESTA TURMA RECURSAL. PRECEDENTES. PROVIMENTO DO RECURSO. Os embargos declaratórios foram desprovidos pelo Juízo de origem. No extraordinário interposto com alegada base nas alíneas “a” e “b” do permissivo constitucional, o recorrente articula com a transgressão dos artigos 5º, cabeça e inciso XXXVI, e 201, § 1º, da Carta Federal. Sob o ângulo da repercussão geral, aduz que a aplicação do prazo decenal decadencial, a partir da promulgação da Medida Provisória nº 1.523/97, tem potencial para diminuir o número das demandas judiciais relacionadas a eventos ocorridos há mais de dez anos e, do ponto de vista econômico, caso mantida a decisão impugnada, poderá ocorrer vultoso prejuízo financeiro para o INSS. No mérito, afirma que, antes da promulgação da Medida Provisória nº 1.523/97, descabe falar em prazo decadencial de dez anos, considerando a inexistência, em tese, de norma legal prevendo a citada causa extintiva. Assevera serem os novos prazos prescricionais ou decadenciais aplicáveis às relações em curso, contanto que comecem a fluir a partir da lei que os instituiu, não se incluindo o período anterior. Anota estarem as relações previdenciárias sujeitas ao princípio da isonomia, consoante ressaltado no artigo 201, § 1º, da Constituição da República. Nesses termos, a não aplicação do prazo decadencial decenal aos benefícios concedidos antes da vigência da medida provisória mencionada criaria categoria diferenciada de segurados que teriam o direito de revisão dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626.489 RG / SE respectivos benefícios de maneira reiterada. Em compensação, os demais segurados, cuja obtenção do benefício se deu após a vigência da Medida Provisória nº 1.523/97, estariam sujeitos ao prazo decadencial. A recorrida, nas contrarrazões, alega ser a decadência instituto de direito material, razão pela qual inviável conceder efeitos retroativos à Medida Provisória nº 1.523/97, sob pena de afrontar-se o artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Diz que a não aplicação da decadência aos benefícios previdenciários concedidos antes da promulgação da referida medida provisória assegura-lhe a possibilidade de ingresso de pedido revisional a qualquer tempo. O extraordinário não foi admitido na origem. Interposto agravo de instrumento, o relator o proveu e determinou a conversão em extraordinário. Eis o pronunciamento do Ministro Carlos Ayres Britto quanto à repercussão geral: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. DECADÊNCIA. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. ABRANGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com suporte nas alíneas a e b do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. 2. Da leitura dos autos, observo que o Colegiado de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal RE 626.489 RG / SE respectivos benefícios de maneira reiterada. Em compensação, os demais segurados, cuja obtenção do benefício se deu após a vigência da Medida Provisória nº 1.523/97, estariam sujeitos ao prazo decadencial. A recorrida, nas contrarrazões, alega ser a decadência instituto de direito material, razão pela qual inviável conceder efeitos retroativos à Medida Provisória nº 1.523/97, sob pena de afrontar-se o artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Diz que a não aplicação da decadência aos benefícios previdenciários concedidos antes da promulgação da referida medida provisória assegura-lhe a possibilidade de ingresso de pedido revisional a qualquer tempo. O extraordinário não foi admitido na origem. Interposto agravo de instrumento, o relator o proveu e determinou a conversão em extraordinário. Eis o pronunciamento do Ministro Carlos Ayres Britto quanto à repercussão geral: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. DECADÊNCIA. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. ABRANGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com suporte nas alíneas a e b do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. 2. Da leitura dos autos, observo que o Colegiado de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626.489 RG / SE origem afastou a decadência do direito no qual se funda a ação e determinou o prosseguimento da ação revisional previdenciária. Ressaltou que o prazo decadencial somente foi previsto pela Medida Provisória 1.523, de 27/06/1997, que por se tratar de instituto de direito material, é de ser aplicado apenas aos benefícios concedidos após a respectiva vigência da medida. 3. Pois bem, o INSS sustenta violação ao inciso XXXVI do art. 5º da Carta Magna de 1988. Argumenta que: a) houve má interpretação do dispositivo constitucional; b) os atos normativos, ao entrar em vigor, têm efeitos gerais e abrangem também as relações jurídicas em manutenção. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que a questão constitucional ora em debate transcende os interesses subjetivos das partes, atingindo a todos os benefícios previdenciários concedidos antes de 28/06/1997, data da edição da referida medida provisória. Daí afirmar que a discussão apresenta relevância econômica, jurídica e social. 4. Feito esse breve relatório, passo a votar. Ao fazê-lo, anoto que a questão constitucional posta em exame ultrapassa os interesses específicos das partes, sendo relevante sob o ponto de vista econômico, político, social e jurídico. Isso porque a aplicação de prazo decadencial aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à sua previsão legal passa pela interpretação de temas constitucionalmente sensíveis, como o direito adquirido, a segurança jurídica e a manutenção das relações constituídas. 5. De mais a mais, a tese a ser fixada pelo Supremo Tribunal Federal será aplicada a numerosos benefícios previdenciários. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal RE 626.489 RG / SE origem afastou a decadência do direito no qual se funda a ação e determinou o prosseguimento da ação revisional previdenciária. Ressaltou que o prazo decadencial somente foi previsto pela Medida Provisória 1.523, de 27/06/1997, que por se tratar de instituto de direito material, é de ser aplicado apenas aos benefícios concedidos após a respectiva vigência da medida. 3. Pois bem, o INSS sustenta violação ao inciso XXXVI do art. 5º da Carta Magna de 1988. Argumenta que: a) houve má interpretação do dispositivo constitucional; b) os atos normativos, ao entrar em vigor, têm efeitos gerais e abrangem também as relações jurídicas em manutenção. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que a questão constitucional ora em debate transcende os interesses subjetivos das partes, atingindo a todos os benefícios previdenciários concedidos antes de 28/06/1997, data da edição da referida medida provisória. Daí afirmar que a discussão apresenta relevância econômica, jurídica e social. 4. Feito esse breve relatório, passo a votar. Ao fazê-lo, anoto que a questão constitucional posta em exame ultrapassa os interesses específicos das partes, sendo relevante sob o ponto de vista econômico, político, social e jurídico. Isso porque a aplicação de prazo decadencial aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à sua previsão legal passa pela interpretação de temas constitucionalmente sensíveis, como o direito adquirido, a segurança jurídica e a manutenção das relações constituídas. 5. De mais a mais, a tese a ser fixada pelo Supremo Tribunal Federal será aplicada a numerosos benefícios previdenciários. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626.489 RG / SE Ante o exposto, manifesto-me pela configuração do requisito da repercussão geral. Submeto a matéria ao conhecimento dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 323 do RI/STF). Brasília, 27 de agosto de 2010. Ministro AYRES BRITTO Relator 2. Está-se diante de tema a exigir o pronunciamento do Supremo presente o tratamento igualitário, preconizado na Carta da República, quanto a segurados da previdência social. 3. Pronuncio-me pela existência de repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar o incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 3 de setembro de 2010, às 16h10. Ministro MARCO AURÉLIO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal RE 626.489 RG / SE Ante o exposto, manifesto-me pela configuração do requisito da repercussão geral. Submeto a matéria ao conhecimento dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 323 do RI/STF). Brasília, 27 de agosto de 2010. Ministro AYRES BRITTO Relator 2. Está-se diante de tema a exigir o pronunciamento do Supremo presente o tratamento igualitário, preconizado na Carta da República, quanto a segurados da previdência social. 3. Pronuncio-me pela existência de repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar o incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 3 de setembro de 2010, às 16h10. Ministro MARCO AURÉLIO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1955345
2010-09-16T00:00:00
2012-05-02T00:00:00
Decisão: O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencidos os Ministros Cezar Peluso e Celso de Mello. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro AYRES BRITTO Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. MEDIDA PROVISÓRIA 1.523, DE 27/06/1997. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À RESPECTIVA VIGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DISCUTIDA. Possui repercussão geral a questão constitucional alusiva à possibilidade de aplicação do prazo decadencial estabelecido pela Medida Provisória 1.523/1997 aos benefícios previdenciários concedidos antes da respectiva vigência.
repercussao-geral3605
REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO JULGADO Número de páginas: 9. Análise: 11/05/2012, IMC. Revisão: 14/05/2012, KBP.
AYRES BRITTO
Tribunal Pleno
626489
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00036 ART-00102 INC-00003\r\n LET-A LET-B \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED MPR-001523 ANO-1997\r\n MEDIDA PROVISÓRIA\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-RG
acordaos
RE 626489 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MARIA DAS DORES OLIVEIRA MARTINS ADV.(A/S) : FÁBIO CORRÊA RIBEIRO AM. CURIAE. : CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE APOSENTADOS EPENSIONISTAS - COBAP ADV.(A/S) : JOSÉ IDEMAR RIBEIRO
[ "" ]
Decisão sobre Repercussão Geral 16/09/2010 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE RELATOR : MIN. AYRES BRITTO RECTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MARIA DAS DORES OLIVEIRA MARTINS ADV.(A/S) :FÁBIO CORRÊA RIBEIRO AM. CURIAE. :CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS - COBAP ADV.(A/S) :JOSÉ IDEMAR RIBEIRO EMENTA: CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. MEDIDA PROVISÓRIA 1.523, DE 27/06/1997. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À RESPECTIVA VIGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL DISCUTIDA. Possui repercussão geral a questão constitucional alusiva à possibilidade de aplicação do prazo decadencial estabelecido pela Medida Provisória 1.523/1997 aos benefícios previdenciários concedidos antes da respectiva vigência. Decisão: O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencidos os Ministros Cezar Peluso e Celso de Mello. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro AYRES BRITTO Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911793. Supremo Tribunal Federal DJe 02/05/2012 Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Decisão sobre Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911793. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral 16/09/2010 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. DECADÊNCIA. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. ABRANGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com suporte nas alíneas a e b do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. 2. Da leitura dos autos, observo que o Colegiado de origem afastou a decadência do direito no qual se funda a ação e determinou o prosseguimento da ação revisional previdenciária. Ressaltou que o prazo decadencial somente foi previsto pela Medida Provisória 1.523, de 27/06/1997, que por se tratar de instituto de direito material, é de ser aplicado apenas aos benefícios concedidos após a respectiva vigência da medida. 3. Pois bem, o INSS sustenta violação ao inciso XXXVI do art. 5... da Carta Magna de 1988. Argumenta que: a) houve má interpretação do dispositivo constitucional; b) os atos normativos, ao entrar em vigor, têm efeitos gerais e abrangem também as relações jurídicas em manutenção. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que a questão constitucional ora em debate transcende os interesses subjetivos das partes, atingindo a todos os benefícios previdenciários concedidos antes de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911794. Supremo Tribunal Federal 16/09/2010 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. DECADÊNCIA. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. ABRANGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com suporte nas alíneas a e b do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. 2. Da leitura dos autos, observo que o Colegiado de origem afastou a decadência do direito no qual se funda a ação e determinou o prosseguimento da ação revisional previdenciária. Ressaltou que o prazo decadencial somente foi previsto pela Medida Provisória 1.523, de 27/06/1997, que por se tratar de instituto de direito material, é de ser aplicado apenas aos benefícios concedidos após a respectiva vigência da medida. 3. Pois bem, o INSS sustenta violação ao inciso XXXVI do art. 5... da Carta Magna de 1988. Argumenta que: a) houve má interpretação do dispositivo constitucional; b) os atos normativos, ao entrar em vigor, têm efeitos gerais e abrangem também as relações jurídicas em manutenção. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que a questão constitucional ora em debate transcende os interesses subjetivos das partes, atingindo a todos os benefícios previdenciários concedidos antes de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911794. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE 28/06/1997, data da edição da referida medida provisória. Daí afirmar que a discussão apresenta relevância econômica, jurídica e social. 4. Feito esse breve relatório, passo a votar. Ao fazê- lo, anoto que a questão constitucional posta em exame ultrapassa os interesses específicos das partes, sendo relevante sob o ponto de vista econômico, político, social e jurídico. Isso porque a aplicação de prazo decadencial aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à sua previsão legal passa pela interpretação de temas constitucionalmente sensíveis, como o direito adquirido, a segurança jurídica e a manutenção das relações constituídas. 5. De mais a mais, a tese a ser fixada pelo Supremo Tribunal Federal será aplicada a numerosos benefícios previdenciários. Ante o exposto, manifesto-me pela configuração do requisito da repercussão geral. Submeto a matéria ao conhecimento dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 323 do RI/Supremo Tribunal Federal). Brasília, 27 de agosto de 2010. Ministro AYRES BRITTO Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911794. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE 28/06/1997, data da edição da referida medida provisória. Daí afirmar que a discussão apresenta relevância econômica, jurídica e social. 4. Feito esse breve relatório, passo a votar. Ao fazê- lo, anoto que a questão constitucional posta em exame ultrapassa os interesses específicos das partes, sendo relevante sob o ponto de vista econômico, político, social e jurídico. Isso porque a aplicação de prazo decadencial aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à sua previsão legal passa pela interpretação de temas constitucionalmente sensíveis, como o direito adquirido, a segurança jurídica e a manutenção das relações constituídas. 5. De mais a mais, a tese a ser fixada pelo Supremo Tribunal Federal será aplicada a numerosos benefícios previdenciários. Ante o exposto, manifesto-me pela configuração do requisito da repercussão geral. Submeto a matéria ao conhecimento dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 323 do RI/Supremo Tribunal Federal). Brasília, 27 de agosto de 2010. Ministro AYRES BRITTO Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1911794. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE PRONUNCIAMENTO DECADÊNCIA – BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS – APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO – SEGURANÇA JURÍDICA E TRATAMENTO IGUALITÁRIO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 626.489/SE, da relatoria do Ministro Carlos Ayres Britto, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 19 horas e 49 minutos do dia 27de agosto de 2010, sexta-feira. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe, no julgamento do Recurso Cível n 2009.85.00.502418 - OS, entendeu que o prazo decadencial previsto no artigo 103, cabeça, da Lei n 8.213/91 só é aplicável aos benefícios previdenciários concedidos a partir da Medida Provisória n 1.523-9/1997, tendo em vista tratar-se de instituto de direito material. O acórdão encontra-se assim ementado: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. NORMA DE DIREITO MATERIAL. APLICAÇÃO APENAS AOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.489 SERGIPE PRONUNCIAMENTO DECADÊNCIA – BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS – APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO – SEGURANÇA JURÍDICA E TRATAMENTO IGUALITÁRIO – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 626.489/SE, da relatoria do Ministro Carlos Ayres Britto, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 19 horas e 49 minutos do dia 27de agosto de 2010, sexta-feira. A Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe, no julgamento do Recurso Cível n 2009.85.00.502418 - OS, entendeu que o prazo decadencial previsto no artigo 103, cabeça, da Lei n 8.213/91 só é aplicável aos benefícios previdenciários concedidos a partir da Medida Provisória n 1.523-9/1997, tendo em vista tratar-se de instituto de direito material. O acórdão encontra-se assim ementado: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. NORMA DE DIREITO MATERIAL. APLICAÇÃO APENAS AOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE CONCEDIDOS A PARTIR DA EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA n 1.523/1997. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DESTA TURMA RECURSAL. PRECEDENTES. PROVIMENTO DO RECURSO. Os embargos declaratórios foram desprovidos pelo Juízo de origem. No extraordinário interposto com alegada base nas alíneas “a” e “b” do permissivo constitucional, o recorrente articula com a transgressão dos artigos 5..., cabeça e inciso XXXVI, e 201, § 1..., da Carta Federal. Sob o ângulo da repercussão geral, aduz que a aplicação do prazo decenal decadencial, a partir da promulgação da Medida Provisória n 1.523/97, tem potencial para diminuir o número das demandas judiciais relacionadas a eventos ocorridos há mais de dez anos e, do ponto de vista econômico, caso mantida a decisão impugnada, poderá ocorrer vultoso prejuízo financeiro para o INSS. No mérito, afirma que, antes da promulgação da Medida Provisória n 1.523/97, descabe falar em prazo decadencial de dez anos, considerando a inexistência, em tese, de norma legal prevendo a citada causa extintiva. Assevera serem os novos prazos prescricionais ou decadenciais aplicáveis às relações em curso, contanto que comecem a fluir a partir da lei que os instituiu, não se incluindo o período anterior. Anota estarem as relações previdenciárias sujeitas ao princípio da isonomia, consoante ressaltado no artigo 201, § 1..., da Constituição da República. Nesses termos, a não aplicação do prazo decadencial decenal aos benefícios concedidos antes da vigência da medida provisória mencionada criaria categoria diferenciada de segurados que teriam o direito de revisão dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE CONCEDIDOS A PARTIR DA EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA n 1.523/1997. ENTENDIMENTO PACÍFICO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DESTA TURMA RECURSAL. PRECEDENTES. PROVIMENTO DO RECURSO. Os embargos declaratórios foram desprovidos pelo Juízo de origem. No extraordinário interposto com alegada base nas alíneas “a” e “b” do permissivo constitucional, o recorrente articula com a transgressão dos artigos 5..., cabeça e inciso XXXVI, e 201, § 1..., da Carta Federal. Sob o ângulo da repercussão geral, aduz que a aplicação do prazo decenal decadencial, a partir da promulgação da Medida Provisória n 1.523/97, tem potencial para diminuir o número das demandas judiciais relacionadas a eventos ocorridos há mais de dez anos e, do ponto de vista econômico, caso mantida a decisão impugnada, poderá ocorrer vultoso prejuízo financeiro para o INSS. No mérito, afirma que, antes da promulgação da Medida Provisória n 1.523/97, descabe falar em prazo decadencial de dez anos, considerando a inexistência, em tese, de norma legal prevendo a citada causa extintiva. Assevera serem os novos prazos prescricionais ou decadenciais aplicáveis às relações em curso, contanto que comecem a fluir a partir da lei que os instituiu, não se incluindo o período anterior. Anota estarem as relações previdenciárias sujeitas ao princípio da isonomia, consoante ressaltado no artigo 201, § 1..., da Constituição da República. Nesses termos, a não aplicação do prazo decadencial decenal aos benefícios concedidos antes da vigência da medida provisória mencionada criaria categoria diferenciada de segurados que teriam o direito de revisão dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE respectivos benefícios de maneira reiterada. Em compensação, os demais segurados, cuja obtenção do benefício se deu após a vigência da Medida Provisória n 1.523/97, estariam sujeitos ao prazo decadencial. A recorrida, nas contrarrazões, alega ser a decadência instituto de direito material, razão pela qual inviável conceder efeitos retroativos à Medida Provisória n 1.523/97, sob pena de afrontar-se o artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Diz que a não aplicação da decadência aos benefícios previdenciários concedidos antes da promulgação da referida medida provisória assegura-lhe a possibilidade de ingresso de pedido revisional a qualquer tempo. O extraordinário não foi admitido na origem. Interposto agravo de instrumento, o relator o proveu e determinou a conversão em extraordinário. Eis o pronunciamento do Ministro Carlos Ayres Britto quanto à repercussão geral: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. DECADÊNCIA. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. ABRANGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com suporte nas alíneas a e b do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. 2. Da leitura dos autos, observo que o Colegiado de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE respectivos benefícios de maneira reiterada. Em compensação, os demais segurados, cuja obtenção do benefício se deu após a vigência da Medida Provisória n 1.523/97, estariam sujeitos ao prazo decadencial. A recorrida, nas contrarrazões, alega ser a decadência instituto de direito material, razão pela qual inviável conceder efeitos retroativos à Medida Provisória n 1.523/97, sob pena de afrontar-se o artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Diz que a não aplicação da decadência aos benefícios previdenciários concedidos antes da promulgação da referida medida provisória assegura-lhe a possibilidade de ingresso de pedido revisional a qualquer tempo. O extraordinário não foi admitido na origem. Interposto agravo de instrumento, o relator o proveu e determinou a conversão em extraordinário. Eis o pronunciamento do Ministro Carlos Ayres Britto quanto à repercussão geral: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIOS. DECADÊNCIA. BENEFÍCIOS CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À FIXAÇÃO DE PRAZO DECADENCIAL. ABRANGÊNCIA. DIREITO ADQUIRIDO. SEGURANÇA JURÍDICA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Cuida-se de recurso extraordinário, interposto com suporte nas alíneas a e b do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado de Sergipe. 2. Da leitura dos autos, observo que o Colegiado de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE origem afastou a decadência do direito no qual se funda a ação e determinou o prosseguimento da ação revisional previdenciária. Ressaltou que o prazo decadencial somente foi previsto pela Medida Provisória 1.523, de 27/06/1997, que por se tratar de instituto de direito material, é de ser aplicado apenas aos benefícios concedidos após a respectiva vigência da medida. 3. Pois bem, o INSS sustenta violação ao inciso XXXVI do art. 5... da Carta Magna de 1988. Argumenta que: a) houve má interpretação do dispositivo constitucional; b) os atos normativos, ao entrar em vigor, têm efeitos gerais e abrangem também as relações jurídicas em manutenção. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que a questão constitucional ora em debate transcende os interesses subjetivos das partes, atingindo a todos os benefícios previdenciários concedidos antes de 28/06/1997, data da edição da referida medida provisória. Daí afirmar que a discussão apresenta relevância econômica, jurídica e social. 4. Feito esse breve relatório, passo a votar. Ao fazê-lo, anoto que a questão constitucional posta em exame ultrapassa os interesses específicos das partes, sendo relevante sob o ponto de vista econômico, político, social e jurídico. Isso porque a aplicação de prazo decadencial aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à sua previsão legal passa pela interpretação de temas constitucionalmente sensíveis, como o direito adquirido, a segurança jurídica e a manutenção das relações constituídas. 5. De mais a mais, a tese a ser fixada pelo Supremo Tribunal Federal será aplicada a numerosos benefícios previdenciários. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE origem afastou a decadência do direito no qual se funda a ação e determinou o prosseguimento da ação revisional previdenciária. Ressaltou que o prazo decadencial somente foi previsto pela Medida Provisória 1.523, de 27/06/1997, que por se tratar de instituto de direito material, é de ser aplicado apenas aos benefícios concedidos após a respectiva vigência da medida. 3. Pois bem, o INSS sustenta violação ao inciso XXXVI do art. 5... da Carta Magna de 1988. Argumenta que: a) houve má interpretação do dispositivo constitucional; b) os atos normativos, ao entrar em vigor, têm efeitos gerais e abrangem também as relações jurídicas em manutenção. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma que a questão constitucional ora em debate transcende os interesses subjetivos das partes, atingindo a todos os benefícios previdenciários concedidos antes de 28/06/1997, data da edição da referida medida provisória. Daí afirmar que a discussão apresenta relevância econômica, jurídica e social. 4. Feito esse breve relatório, passo a votar. Ao fazê-lo, anoto que a questão constitucional posta em exame ultrapassa os interesses específicos das partes, sendo relevante sob o ponto de vista econômico, político, social e jurídico. Isso porque a aplicação de prazo decadencial aos benefícios previdenciários concedidos anteriormente à sua previsão legal passa pela interpretação de temas constitucionalmente sensíveis, como o direito adquirido, a segurança jurídica e a manutenção das relações constituídas. 5. De mais a mais, a tese a ser fixada pelo Supremo Tribunal Federal será aplicada a numerosos benefícios previdenciários. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE Ante o exposto, manifesto-me pela configuração do requisito da repercussão geral. Submeto a matéria ao conhecimento dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 323 do RI/Supremo Tribunal Federal). Brasília, 27 de agosto de 2010. Ministro AYRES BRITTO Relator 2. Está-se diante de tema a exigir o pronunciamento do Supremo presente o tratamento igualitário, preconizado na Carta da República, quanto a segurados da previdência social. 3. Pronuncio-me pela existência de repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar o incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 3 de setembro de 2010, às 16h10. Ministro MARCO AURÉLIO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626.489 RG / SE Ante o exposto, manifesto-me pela configuração do requisito da repercussão geral. Submeto a matéria ao conhecimento dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (art. 323 do RI/Supremo Tribunal Federal). Brasília, 27 de agosto de 2010. Ministro AYRES BRITTO Relator 2. Está-se diante de tema a exigir o pronunciamento do Supremo presente o tratamento igualitário, preconizado na Carta da República, quanto a segurados da previdência social. 3. Pronuncio-me pela existência de repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar o incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 3 de setembro de 2010, às 16h10. Ministro MARCO AURÉLIO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 704008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 489", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG", "Recurso Extraordinário 626 . 489", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 489", "Recurso Extraordinário n 626 . 489 / SE", "Recurso Cível n 2009 . 85 . 00 . 502418 - OS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 489", "Recurso Extraordinário n 626 . 489 / SE", "Recurso Cível n 2009 . 85 . 00 . 502418 - OS", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE", "Recurso Extraordinário 626 . 489 RG / SE" ], "LEGISLACAO": [ "MEDIDA PROVISÓRIA 1 . 523", "Medida Provisória 1 . 523 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", 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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) :LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGA PROVIMENTO A HABEAS CORPUS. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. 1. A prática de falta grave acarreta o “reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios” (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). 2. Entendimento que não foi alterado com a edição da Lei nº 12.433/2011, que deu nova redação ao art. 127 da Lei de Execuções penais para limitar a perda do tempo remido ao patamar máximo de 1/3 (um terço). Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032293. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) :LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos declaratórios cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a este habeas corpus pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de ALLAN ARAÚJO DE SÁ, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no HC 201.059. O paciente, preso desde 11 de agosto de 2000 em cumprimento de pena de 50 anos e 4 meses de reclusão, foi punido, em 2007, com a perda dos dias remidos e interrupção da contagem do prazo para obtenção de novos benefícios da execução penal, por ter sido apreendido, em seu poder, no interior da Penitenciária de Alcaçuz, um aparelho de telefonia celular. A impetrante alega a inconstitucionalidade da norma da Lei de Execuções Penais, por ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, da proporcionalidade e da proibição da analogia in malam partem, já que o art. 118 da LEP não impõe a perda dos dias remidos, mas apenas a regressão de regime. Salienta que, no caso concreto, o paciente já havia cumprido mais de 7 anos de prisão no regime fechado e, em razão de uma única falta, teria de cumprir outros 7 anos, “pela simples posse Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) :LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos declaratórios cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a este habeas corpus pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de ALLAN ARAÚJO DE SÁ, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no HC 201.059. O paciente, preso desde 11 de agosto de 2000 em cumprimento de pena de 50 anos e 4 meses de reclusão, foi punido, em 2007, com a perda dos dias remidos e interrupção da contagem do prazo para obtenção de novos benefícios da execução penal, por ter sido apreendido, em seu poder, no interior da Penitenciária de Alcaçuz, um aparelho de telefonia celular. A impetrante alega a inconstitucionalidade da norma da Lei de Execuções Penais, por ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, da proporcionalidade e da proibição da analogia in malam partem, já que o art. 118 da LEP não impõe a perda dos dias remidos, mas apenas a regressão de regime. Salienta que, no caso concreto, o paciente já havia cumprido mais de 7 anos de prisão no regime fechado e, em razão de uma única falta, teria de cumprir outros 7 anos, “pela simples posse Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 113057 ED / RN de um aparelho celular” (e-fls. 8). É o relatório. Decido. O acórdão impugnado revela que o paciente cometeu falta grave, assim definida por lei (art. 50, VII, da LEP – posse de aparelho celular). No caso, além do art. 118 da Lei de Execuções Penais, que estabelece a regressão de regime, quando o condenado praticar falta grave, o art. 127 do mesmo diploma legal estabelece a perda do tempo remido quando presente a prática de falta grave, como é, em tese, o caso dos autos. Assim, a decisão do Superior Tribunal de Justiça é obediente aos termos da Súmula Vinculante 9 deste Supremo Tribunal Federal, segundo a qual: “O disposto no artigo 127 da lei nº 7.210/1984 (lei de execução penal) foi recebido pela ordem constitucional vigente, e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58”. Do exposto, nego seguimento ao writ, nos termos do art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.” 2. A parte embargante alega que a decisão impugnada não examinou a “tese de ausência de previsão legal que determine o reinício de contagem de prazo para fins de concessão de progressão de regime prisional, em decorrência de falta grave”. Daí o pedido de acolhimento dos embargos declaratórios, com efeitos modificativos, de modo a permitir que o paciente possa progredir de regime prisional. 3. Segundo consta da impetração, o paciente cumpre uma pena total de 50 anos e 4 meses de reclusão pela prática de 2 homicídios consumados e 1 tentativa de homicídio (art. 121 c/c art. 14, II, do CP1). 1 “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN de um aparelho celular” (e-fls. 8). É o relatório. Decido. O acórdão impugnado revela que o paciente cometeu falta grave, assim definida por lei (art. 50, VII, da LEP – posse de aparelho celular). No caso, além do art. 118 da Lei de Execuções Penais, que estabelece a regressão de regime, quando o condenado praticar falta grave, o art. 127 do mesmo diploma legal estabelece a perda do tempo remido quando presente a prática de falta grave, como é, em tese, o caso dos autos. Assim, a decisão do Superior Tribunal de Justiça é obediente aos termos da Súmula Vinculante 9 deste Supremo Tribunal Federal, segundo a qual: “O disposto no artigo 127 da lei nº 7.210/1984 (lei de execução penal) foi recebido pela ordem constitucional vigente, e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58”. Do exposto, nego seguimento ao writ, nos termos do art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.” 2. A parte embargante alega que a decisão impugnada não examinou a “tese de ausência de previsão legal que determine o reinício de contagem de prazo para fins de concessão de progressão de regime prisional, em decorrência de falta grave”. Daí o pedido de acolhimento dos embargos declaratórios, com efeitos modificativos, de modo a permitir que o paciente possa progredir de regime prisional. 3. Segundo consta da impetração, o paciente cumpre uma pena total de 50 anos e 4 meses de reclusão pela prática de 2 homicídios consumados e 1 tentativa de homicídio (art. 121 c/c art. 14, II, do CP1). 1 “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 113057 ED / RN 4. O Juízo de Primeiro Grau, após a constatação da prática de falta grave pelo apenado (foi apreendido, em seu poder, no interior da Penitenciária de Alcaçuz, um aparelho de telefonia celular2), indeferiu o pedido de progressão no regime prisional, sob o fundamento de que o paciente não cumpriu o requisito objetivo necessário à concessão do benefício. 5. O Superior Tribunal de Justiça, embora entendendo correta decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte pelo indeferimento do pedido de progressão no regime prisional, concedeu parcialmente ordem de habeas corpus “a fim de que a prática de falta grave implique em reinício da contagem do prazo apenas para a concessão de progressão de regime, excetuando-se livramento condicional, o indulto e a comutação da pena”. violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos.” “Art. 14 - Diz-se o crime: I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.” 2 “Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: […] VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo”. “Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas, sujeita o preso provisório, ou condenado, sem prejuízo da sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes características[...]” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN 4. O Juízo de Primeiro Grau, após a constatação da prática de falta grave pelo apenado (foi apreendido, em seu poder, no interior da Penitenciária de Alcaçuz, um aparelho de telefonia celular2), indeferiu o pedido de progressão no regime prisional, sob o fundamento de que o paciente não cumpriu o requisito objetivo necessário à concessão do benefício. 5. O Superior Tribunal de Justiça, embora entendendo correta decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte pelo indeferimento do pedido de progressão no regime prisional, concedeu parcialmente ordem de habeas corpus “a fim de que a prática de falta grave implique em reinício da contagem do prazo apenas para a concessão de progressão de regime, excetuando-se livramento condicional, o indulto e a comutação da pena”. violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. § 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos.” “Art. 14 - Diz-se o crime: I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.” 2 “Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: […] VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo”. “Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas, sujeita o preso provisório, ou condenado, sem prejuízo da sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes características[...]” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 113057 ED / RN 6. A Procuradoria-Geral da República, em parecer do Dr. Mari José Gisi, opinou pelo conhecimento dos embargos como agravo regimental e desprovimento do recurso. 7. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN 6. A Procuradoria-Geral da República, em parecer do Dr. Mari José Gisi, opinou pelo conhecimento dos embargos como agravo regimental e desprovimento do recurso. 7. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não pode ser provido, haja vista que a decisão impugnada está alinhada com a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, mesmo após a edição da Lei nº 12.433/20111, no sentido de que a prática de falta grave acarreta o “reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios” (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Nessa linha, vejam-se as seguintes ementas: “[...] 2. A falta grave cometida no curso da execução da pena, consoante o o artigo 127 da Lei 7.210/84, em sua redação original, previa a perda total dos dias remidos pelo trabalho e o reinício do prazo para a obtenção de novos benefícios. 3. O advento da Lei n. 12.433/2011, limitou a revogação a no máximo 1/3 do tempo remido pelo trabalho, mantendo-se a previsão de reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios. 4. A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal 1 “Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não pode ser provido, haja vista que a decisão impugnada está alinhada com a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, mesmo após a edição da Lei nº 12.433/20111, no sentido de que a prática de falta grave acarreta o “reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios” (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Nessa linha, vejam-se as seguintes ementas: “[...] 2. A falta grave cometida no curso da execução da pena, consoante o o artigo 127 da Lei 7.210/84, em sua redação original, previa a perda total dos dias remidos pelo trabalho e o reinício do prazo para a obtenção de novos benefícios. 3. O advento da Lei n. 12.433/2011, limitou a revogação a no máximo 1/3 do tempo remido pelo trabalho, mantendo-se a previsão de reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios. 4. A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5º, inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal 1 “Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 113057 ED / RN não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Precedentes: HC 110.040, 2ª Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11; HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13; HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12; HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 04.12.12; HC 113.443, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12; HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12. 5. In casu, o paciente cumpria pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime semiaberto, pela prática do crime de tráfico de entorpecentes (artigo 33 da Lei 11.343/06), quando praticou falta grave. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público “para reconhecer a prática de falta disciplinar, regredir o regime para o fechado, estabelecer nova data-base e declarar a perda dos dias remidos” (HC 114.001, Rel. Min. Luiz Fux) “Habeas Corpus. Execução penal. Falta disciplinar grave. Fuga. Reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios. Possibilidade. Consequência lógica do sistema progressivo de cumprimento de pena. Perda dos dias remidos. Superveniência da Lei nº 12.433/2011. Alteração dos critérios previstos no art. 127 da Lei nº 7.210/84. Norma penal mais benéfica. Retroatividade. Ordem parcialmente concedida. O reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios, motivado pela prática de infração disciplinar grave, é decorrência lógica, natural e necessária do sistema progressivo de cumprimento de pena, que condiciona a concessão de direitos ao preenchimento de determinados requisitos objetivos e subjetivos. A nova redação do art. 127 da Lei nº 7.210/84 impõe ao juízo da execução que a perda dos dias remidos seja limitada a 1/3 do tempo remido e fundamentada na natureza, nos motivos, nas circunstâncias, nas consequências do fato, na pessoa do faltoso e no seu tempo de prisão (art. 57 da LEP). “Por se tratar de lei mais benéfica ao réu, deve ser 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Precedentes: HC 110.040, 2ª Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11; HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13; HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12; HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 04.12.12; HC 113.443, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12; HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12. 5. In casu, o paciente cumpria pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime semiaberto, pela prática do crime de tráfico de entorpecentes (artigo 33 da Lei 11.343/06), quando praticou falta grave. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público “para reconhecer a prática de falta disciplinar, regredir o regime para o fechado, estabelecer nova data-base e declarar a perda dos dias remidos” (HC 114.001, Rel. Min. Luiz Fux) “Habeas Corpus. Execução penal. Falta disciplinar grave. Fuga. Reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios. Possibilidade. Consequência lógica do sistema progressivo de cumprimento de pena. Perda dos dias remidos. Superveniência da Lei nº 12.433/2011. Alteração dos critérios previstos no art. 127 da Lei nº 7.210/84. Norma penal mais benéfica. Retroatividade. Ordem parcialmente concedida. O reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios, motivado pela prática de infração disciplinar grave, é decorrência lógica, natural e necessária do sistema progressivo de cumprimento de pena, que condiciona a concessão de direitos ao preenchimento de determinados requisitos objetivos e subjetivos. A nova redação do art. 127 da Lei nº 7.210/84 impõe ao juízo da execução que a perda dos dias remidos seja limitada a 1/3 do tempo remido e fundamentada na natureza, nos motivos, nas circunstâncias, nas consequências do fato, na pessoa do faltoso e no seu tempo de prisão (art. 57 da LEP). “Por se tratar de lei mais benéfica ao réu, deve ser 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 113057 ED / RN imediatamente aplicada, consoante o disposto no art. 5º, XL, da Carta Magna, de modo que o retorno dos autos ao juízo da execução, para que redimensione a penalidade da revogação do tempo remido pelo trabalho, respeitado o limite de 1/3, é medida que se impõe” (HC 110.851/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe nº 239, publicado em 19.12.2011). Ordem concedida em parte. (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). 4. No caso de que se trata, a autoridade impetrada2, constatada a prática de falta grave, seguiu as diretrizes da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal: (i) considerou válida a regressão no regime carcerário e a alteração da data-base – data da falta grave – para a progressão de regime; (ii) reconheceu a possibilidade da perda de no máximo 1/3 dos dias remidos (HC 113.322, Rel. Min. Marco Aurélio). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 “Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;[...]” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN imediatamente aplicada, consoante o disposto no art. 5º, XL, da Carta Magna, de modo que o retorno dos autos ao juízo da execução, para que redimensione a penalidade da revogação do tempo remido pelo trabalho, respeitado o limite de 1/3, é medida que se impõe” (HC 110.851/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe nº 239, publicado em 19.12.2011). Ordem concedida em parte. (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). 4. No caso de que se trata, a autoridade impetrada2, constatada a prática de falta grave, seguiu as diretrizes da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal: (i) considerou válida a regressão no regime carcerário e a alteração da data-base – data da falta grave – para a progressão de regime; (ii) reconheceu a possibilidade da perda de no máximo 1/3 dos dias remidos (HC 113.322, Rel. Min. Marco Aurélio). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 “Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;[...]” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No primeiro caso, Ministro, os embargos declaratórios estão direcionados contra que decisão? A individual de Vossa Excelência? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Sim. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido na conversão e, quanto à matéria de fundo, apenas aponto que a consequência do cometimento de falta grave é a regressão no regime de cumprimento da pena. Seria um verdadeiro paradoxo caso, ocorrida essa reversão, no dia seguinte pudesse o reeducando progredir para o regime menos gravoso. Acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4839921. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No primeiro caso, Ministro, os embargos declaratórios estão direcionados contra que decisão? A individual de Vossa Excelência? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Sim. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido na conversão e, quanto à matéria de fundo, apenas aponto que a consequência do cometimento de falta grave é a regressão no regime de cumprimento da pena. Seria um verdadeiro paradoxo caso, ocorrida essa reversão, no dia seguinte pudesse o reeducando progredir para o regime menos gravoso. Acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4839921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) : LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816843 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) : LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816843 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5035199
2013-10-22T00:00:00
2013-12-16T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013.
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGA PROVIMENTO A HABEAS CORPUS. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. 1. A prática de falta grave acarreta o “reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios” (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). 2. Entendimento que não foi alterado com a edição da Lei nº 12.433/2011, que deu nova redação ao art. 127 da Lei de Execuções penais para limitar a perda do tempo remido ao patamar máximo de 1/3 (um terço). Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido.
sjur251693
- Acórdão(s) citado(s): (REINÍCIO, CONTAGEM, PRAZO) HC 109253 (2ªT). (CONVERSÃO, ED, AGRAVO REGIMENTAL) Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 13/01/2014, BRU.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
113057
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\n\n", "LEG-FED LEI-012433 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC-ED
acordaos
HC 113057 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) : LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) :LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGA PROVIMENTO A HABEAS CORPUS. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. 1. A prática de falta grave acarreta o “reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios” (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). 2. Entendimento que não foi alterado com a edição da Lei n 12.433/2011, que deu nova redação ao art. 127 da Lei de Execuções penais para limitar a perda do tempo remido ao patamar máximo de 1/3 (um terço). Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032293. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) :LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos declaratórios cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a este habeas corpus pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de ALLAN ARAÚJO DE SÁ, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no HC 201.059. O paciente, preso desde 11 de agosto de 2000 em cumprimento de pena de 50 anos e 4 meses de reclusão, foi punido, em 2007, com a perda dos dias remidos e interrupção da contagem do prazo para obtenção de novos benefícios da execução penal, por ter sido apreendido, em seu poder, no interior da Penitenciária de Alcaçuz, um aparelho de telefonia celular. A impetrante alega a inconstitucionalidade da norma da Lei de Execuções Penais, por ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, da proporcionalidade e da proibição da analogia in malam partem, já que o art. 118 da LEP não impõe a perda dos dias remidos, mas apenas a regressão de regime. Salienta que, no caso concreto, o paciente já havia cumprido mais de 7 anos de prisão no regime fechado e, em razão de uma única falta, teria de cumprir outros 7 anos, “pela simples posse Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) :LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos declaratórios cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a este habeas corpus pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de ALLAN ARAÚJO DE SÁ, contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no HC 201.059. O paciente, preso desde 11 de agosto de 2000 em cumprimento de pena de 50 anos e 4 meses de reclusão, foi punido, em 2007, com a perda dos dias remidos e interrupção da contagem do prazo para obtenção de novos benefícios da execução penal, por ter sido apreendido, em seu poder, no interior da Penitenciária de Alcaçuz, um aparelho de telefonia celular. A impetrante alega a inconstitucionalidade da norma da Lei de Execuções Penais, por ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, da proporcionalidade e da proibição da analogia in malam partem, já que o art. 118 da LEP não impõe a perda dos dias remidos, mas apenas a regressão de regime. Salienta que, no caso concreto, o paciente já havia cumprido mais de 7 anos de prisão no regime fechado e, em razão de uma única falta, teria de cumprir outros 7 anos, “pela simples posse Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 113057 ED / RN de um aparelho celular” (e-fls. 8). É o relatório. Decido. O acórdão impugnado revela que o paciente cometeu falta grave, assim definida por lei (art. 50, VII, da LEP – posse de aparelho celular). No caso, além do art. 118 da Lei de Execuções Penais, que estabelece a regressão de regime, quando o condenado praticar falta grave, o art. 127 do mesmo diploma legal estabelece a perda do tempo remido quando presente a prática de falta grave, como é, em tese, o caso dos autos. Assim, a decisão do Superior Tribunal de Justiça é obediente aos termos da Súmula Vinculante 9 deste Supremo Tribunal Federal, segundo a qual: “O disposto no artigo 127 da lei n 7.210/1984 (lei de execução penal) foi recebido pela ordem constitucional vigente, e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58”. Do exposto, nego seguimento ao writ, nos termos do art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.” 2. A parte embargante alega que a decisão impugnada não examinou a “tese de ausência de previsão legal que determine o reinício de contagem de prazo para fins de concessão de progressão de regime prisional, em decorrência de falta grave”. Daí o pedido de acolhimento dos embargos declaratórios, com efeitos modificativos, de modo a permitir que o paciente possa progredir de regime prisional. 3. Segundo consta da impetração, o paciente cumpre uma pena total de 50 anos e 4 meses de reclusão pela prática de 2 homicídios consumados e 1 tentativa de homicídio (art. 121 c/c art. 14, II, do CP1). 1 “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1... Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN de um aparelho celular” (e-fls. 8). É o relatório. Decido. O acórdão impugnado revela que o paciente cometeu falta grave, assim definida por lei (art. 50, VII, da LEP – posse de aparelho celular). No caso, além do art. 118 da Lei de Execuções Penais, que estabelece a regressão de regime, quando o condenado praticar falta grave, o art. 127 do mesmo diploma legal estabelece a perda do tempo remido quando presente a prática de falta grave, como é, em tese, o caso dos autos. Assim, a decisão do Superior Tribunal de Justiça é obediente aos termos da Súmula Vinculante 9 deste Supremo Tribunal Federal, segundo a qual: “O disposto no artigo 127 da lei n 7.210/1984 (lei de execução penal) foi recebido pela ordem constitucional vigente, e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58”. Do exposto, nego seguimento ao writ, nos termos do art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.” 2. A parte embargante alega que a decisão impugnada não examinou a “tese de ausência de previsão legal que determine o reinício de contagem de prazo para fins de concessão de progressão de regime prisional, em decorrência de falta grave”. Daí o pedido de acolhimento dos embargos declaratórios, com efeitos modificativos, de modo a permitir que o paciente possa progredir de regime prisional. 3. Segundo consta da impetração, o paciente cumpre uma pena total de 50 anos e 4 meses de reclusão pela prática de 2 homicídios consumados e 1 tentativa de homicídio (art. 121 c/c art. 14, II, do CP1). 1 “Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. § 1... Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 113057 ED / RN 4. O Juízo de Primeiro Grau, após a constatação da prática de falta grave pelo apenado (foi apreendido, em seu poder, no interior da Penitenciária de Alcaçuz, um aparelho de telefonia celular2), indeferiu o pedido de progressão no regime prisional, sob o fundamento de que o paciente não cumpriu o requisito objetivo necessário à concessão do benefício. 5. O Superior Tribunal de Justiça, embora entendendo correta decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte pelo indeferimento do pedido de progressão no regime prisional, concedeu parcialmente ordem de habeas corpus “a fim de que a prática de falta grave implique em reinício da contagem do prazo apenas para a concessão de progressão de regime, excetuando-se livramento condicional, o indulto e a comutação da pena”. violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. § 2... Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos.” “Art. 14 - Diz-se o crime: I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.” 2 “Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: […] VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo”. “Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas, sujeita o preso provisório, ou condenado, sem prejuízo da sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes características[...]” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN 4. O Juízo de Primeiro Grau, após a constatação da prática de falta grave pelo apenado (foi apreendido, em seu poder, no interior da Penitenciária de Alcaçuz, um aparelho de telefonia celular2), indeferiu o pedido de progressão no regime prisional, sob o fundamento de que o paciente não cumpriu o requisito objetivo necessário à concessão do benefício. 5. O Superior Tribunal de Justiça, embora entendendo correta decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte pelo indeferimento do pedido de progressão no regime prisional, concedeu parcialmente ordem de habeas corpus “a fim de que a prática de falta grave implique em reinício da contagem do prazo apenas para a concessão de progressão de regime, excetuando-se livramento condicional, o indulto e a comutação da pena”. violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. § 2... Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; II - por motivo fútil; III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena - reclusão, de doze a trinta anos.” “Art. 14 - Diz-se o crime: I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.” 2 “Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: […] VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo”. “Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas, sujeita o preso provisório, ou condenado, sem prejuízo da sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes características[...]” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 113057 ED / RN 6. A Procuradoria-Geral da República, em parecer do Dr. Mari José Gisi, opinou pelo conhecimento dos embargos como agravo regimental e desprovimento do recurso. 7. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN 6. A Procuradoria-Geral da República, em parecer do Dr. Mari José Gisi, opinou pelo conhecimento dos embargos como agravo regimental e desprovimento do recurso. 7. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não pode ser provido, haja vista que a decisão impugnada está alinhada com a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, mesmo após a edição da Lei n 12.433/20111, no sentido de que a prática de falta grave acarreta o “reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios” (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Nessa linha, vejam-se as seguintes ementas: “[...] 2. A falta grave cometida no curso da execução da pena, consoante o o artigo 127 da Lei 7.210/84, em sua redação original, previa a perda total dos dias remidos pelo trabalho e o reinício do prazo para a obtenção de novos benefícios. 3. O advento da Lei n. 12.433/2011, limitou a revogação a no máximo 1/3 do tempo remido pelo trabalho, mantendo-se a previsão de reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios. 4. A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5..., inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal 1 “Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718- ED, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Passo a apreciar a matéria. 3. O agravo não pode ser provido, haja vista que a decisão impugnada está alinhada com a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, mesmo após a edição da Lei n 12.433/20111, no sentido de que a prática de falta grave acarreta o “reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios” (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Nessa linha, vejam-se as seguintes ementas: “[...] 2. A falta grave cometida no curso da execução da pena, consoante o o artigo 127 da Lei 7.210/84, em sua redação original, previa a perda total dos dias remidos pelo trabalho e o reinício do prazo para a obtenção de novos benefícios. 3. O advento da Lei n. 12.433/2011, limitou a revogação a no máximo 1/3 do tempo remido pelo trabalho, mantendo-se a previsão de reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios. 4. A lei nova é lex in melius e, por isso, deve retroagir para limitar a perda dos dias remidos ao máximo de um terço, nos termos do artigo 5..., inciso XL, da Constituição Federal, verbis: “a lei penal 1 “Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 113057 ED / RN não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Precedentes: HC 110.040, 2... Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11; HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13; HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12; HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 04.12.12; HC 113.443, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12; HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12. 5. In casu, o paciente cumpria pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime semiaberto, pela prática do crime de tráfico de entorpecentes (artigo 33 da Lei 11.343/06), quando praticou falta grave. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público “para reconhecer a prática de falta disciplinar, regredir o regime para o fechado, estabelecer nova data-base e declarar a perda dos dias remidos” (HC 114.001, Rel. Min. Luiz Fux) “Habeas Corpus. Execução penal. Falta disciplinar grave. Fuga. Reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios. Possibilidade. Consequência lógica do sistema progressivo de cumprimento de pena. Perda dos dias remidos. Superveniência da Lei n 12.433/2011. Alteração dos critérios previstos no art. 127 da Lei n 7.210/84. Norma penal mais benéfica. Retroatividade. Ordem parcialmente concedida. O reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios, motivado pela prática de infração disciplinar grave, é decorrência lógica, natural e necessária do sistema progressivo de cumprimento de pena, que condiciona a concessão de direitos ao preenchimento de determinados requisitos objetivos e subjetivos. A nova redação do art. 127 da Lei n 7.210/84 impõe ao juízo da execução que a perda dos dias remidos seja limitada a 1/3 do tempo remido e fundamentada na natureza, nos motivos, nas circunstâncias, nas consequências do fato, na pessoa do faltoso e no seu tempo de prisão (art. 57 da LEP). “Por se tratar de lei mais benéfica ao réu, deve ser 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. Precedentes: HC 110.040, 2... Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 29.11.11; HC 113.717, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 19.03.13; HC 110.243, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, Dje de 18.12.12; HC 114.149, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 04.12.12; HC 113.443, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje de 28.09.12; HC 111.400, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje de 15.05.12. 5. In casu, o paciente cumpria pena de 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, em regime semiaberto, pela prática do crime de tráfico de entorpecentes (artigo 33 da Lei 11.343/06), quando praticou falta grave. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu provimento ao agravo em execução interposto pelo Ministério Público “para reconhecer a prática de falta disciplinar, regredir o regime para o fechado, estabelecer nova data-base e declarar a perda dos dias remidos” (HC 114.001, Rel. Min. Luiz Fux) “Habeas Corpus. Execução penal. Falta disciplinar grave. Fuga. Reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios. Possibilidade. Consequência lógica do sistema progressivo de cumprimento de pena. Perda dos dias remidos. Superveniência da Lei n 12.433/2011. Alteração dos critérios previstos no art. 127 da Lei n 7.210/84. Norma penal mais benéfica. Retroatividade. Ordem parcialmente concedida. O reinício da contagem do prazo para a obtenção de benefícios executórios, motivado pela prática de infração disciplinar grave, é decorrência lógica, natural e necessária do sistema progressivo de cumprimento de pena, que condiciona a concessão de direitos ao preenchimento de determinados requisitos objetivos e subjetivos. A nova redação do art. 127 da Lei n 7.210/84 impõe ao juízo da execução que a perda dos dias remidos seja limitada a 1/3 do tempo remido e fundamentada na natureza, nos motivos, nas circunstâncias, nas consequências do fato, na pessoa do faltoso e no seu tempo de prisão (art. 57 da LEP). “Por se tratar de lei mais benéfica ao réu, deve ser 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 113057 ED / RN imediatamente aplicada, consoante o disposto no art. 5..., XL, da Carta Magna, de modo que o retorno dos autos ao juízo da execução, para que redimensione a penalidade da revogação do tempo remido pelo trabalho, respeitado o limite de 1/3, é medida que se impõe” (HC 110.851/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe n 239, publicado em 19.12.2011). Ordem concedida em parte. (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). 4. No caso de que se trata, a autoridade impetrada2, constatada a prática de falta grave, seguiu as diretrizes da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal: (i) considerou válida a regressão no regime carcerário e a alteração da data-base – data da falta grave – para a progressão de regime; (ii) reconheceu a possibilidade da perda de no máximo 1/3 dos dias remidos (HC 113.322, Rel. Min. Marco Aurélio). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 “Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;[...]” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Supremo Tribunal Federal HC 113057 ED / RN imediatamente aplicada, consoante o disposto no art. 5..., XL, da Carta Magna, de modo que o retorno dos autos ao juízo da execução, para que redimensione a penalidade da revogação do tempo remido pelo trabalho, respeitado o limite de 1/3, é medida que se impõe” (HC 110.851/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe n 239, publicado em 19.12.2011). Ordem concedida em parte. (HC 109.253, Rel. Min. Joaquim Barbosa). 4. No caso de que se trata, a autoridade impetrada2, constatada a prática de falta grave, seguiu as diretrizes da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal: (i) considerou válida a regressão no regime carcerário e a alteração da data-base – data da falta grave – para a progressão de regime; (ii) reconheceu a possibilidade da perda de no máximo 1/3 dos dias remidos (HC 113.322, Rel. Min. Marco Aurélio). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 “Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;[...]” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032295. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No primeiro caso, Ministro, os embargos declaratórios estão direcionados contra que decisão? A individual de Vossa Excelência? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Sim. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido na conversão e, quanto à matéria de fundo, apenas aponto que a consequência do cometimento de falta grave é a regressão no regime de cumprimento da pena. Seria um verdadeiro paradoxo caso, ocorrida essa reversão, no dia seguinte pudesse o reeducando progredir para o regime menos gravoso. Acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4839921. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 RIO GRANDE DO NORTE O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No primeiro caso, Ministro, os embargos declaratórios estão direcionados contra que decisão? A individual de Vossa Excelência? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) - Sim. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido na conversão e, quanto à matéria de fundo, apenas aponto que a consequência do cometimento de falta grave é a regressão no regime de cumprimento da pena. Seria um verdadeiro paradoxo caso, ocorrida essa reversão, no dia seguinte pudesse o reeducando progredir para o regime menos gravoso. Acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4839921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) : LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816843 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 113.057 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : ALLAN ARAUJO DE SA ADV.(A/S) : LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816843 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 113 . 057", "HC 109 . 253", "HABEAS CORPUS 113 . 057", "HC 201 . 059", "HABEAS CORPUS 113 . 057", "HC 201 . 059", "HC 113057 ED / RN", "Súmula Vinculante 9 deste Supremo Tribunal Federal", "HC 113057 ED / RN", "Súmula Vinculante 9 deste Supremo Tribunal Federal", "HC 113057 ED / RN", "HC 113057 ED / RN", "HC 113057 ED / RN", "HC 113057 ED / RN", "HABEAS CORPUS 113 . 057", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "HC 109 . 253", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11", ".", "022", "-", "ED", "ARE 680 . 718 - ED", "HC 109 . 253", "HC 113057 ED / RN", "HC 110 . 040", "HC 113 . 717", "HC 110 . 243", "HC 114 . 149", "HC 113 . 443", "HC 111 . 400", "HC 114 . 001", "HC 113057 ED / RN", "HC 110 . 040", "HC 113 . 717", "HC 110 . 243", "HC 114 . 149", "HC 113 . 443", "HC 111 . 400", "HC 114 . 001", "HC 113057 ED / RN", "HC 110 . 851 / RS", "HC 109 . 253", "HC 113 . 322", "HC 113057 ED / RN", "HC 110 . 851 / RS", "HC 109 . 253", "HC 113 . 322", "HABEAS CORPUS 113 . 057", "HABEAS CORPUS 113 . 057", "HABEAS CORPUS 113 . 057", "HABEAS CORPUS 113 . 057" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 12 . 433 / 2011", "art . 127 da Lei de Execuções penais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Ministério Público “", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ALLAN ARAUJO DE SA", "LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ALLAN ARAUJO DE SA", "LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ALLAN ARAÚJO DE SÁ", "ROBERTO BARROSO", "ALLAN ARAUJO DE SA", "LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "ALLAN ARAÚJO DE SÁ", "Mari José Gisi", "Mari José Gisi", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ALLAN ARAUJO DE SA", "LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ALLAN ARAUJO DE SA", "LUANA MARIA LYRA CARRERAS CORREA DE OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2013", "22 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "11 de agosto de 2000", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "11 de agosto de 2000", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "11", ".", "11", "19", ".", "03", ".", "13", "18", ".", "12", ".", "12", "04", ".", "12", ".", "12", "28", ".", "09", ".", "12", "15", ".", "05", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "11", ".", "11", "19", ".", "03", ".", "13", "18", ".", "12", ".", "12", "04", ".", "12", ".", "12", "28", ".", "09", ".", "12", "15", ".", "05", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "22", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO – PREJUÍZOS – CONSIDERAÇÃO – PRECEDENTE DO PLENÁRIO. O Plenário, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 344.994/PR, assentou a constitucionalidade do preceito de lei que limitou a consideração do prejuízo à quota de 30% anual. Ressalva de entendimento pessoal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de setembro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651575. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 388, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ARTIGOS 42 E 58 DA LEI Nº 8.981/95 – IMPOSTO DE RENDA - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO - CÔMPUTO DE PREJUÍZOS – LIMITAÇÃO EM 30% – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Afasto o sobrestamento anteriormente determinado. 2. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 344.994-0/PR, concluiu pela constitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei nº 8.981/95, no que limitaram em 30%, para cada ano- base, o direito do contribuinte de compensar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro - CSSL. 3. Em face do precedente, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 397 a 399, alega que, apesar de o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651576. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 388, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ARTIGOS 42 E 58 DA LEI Nº 8.981/95 – IMPOSTO DE RENDA - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO - CÔMPUTO DE PREJUÍZOS – LIMITAÇÃO EM 30% – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Afasto o sobrestamento anteriormente determinado. 2. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 344.994-0/PR, concluiu pela constitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei nº 8.981/95, no que limitaram em 30%, para cada ano- base, o direito do contribuinte de compensar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro - CSSL. 3. Em face do precedente, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 397 a 399, alega que, apesar de o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651576. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RE 540051 AGR / SP Supremo ter enfrentado a matéria no citado processo, foi admitida a repercussão geral no Recurso Extraordinário nº 591.340, devendo, pois, aguardar-se o deslinde da controvérsia. A União, na contraminuta de folha 406 a 408, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651576. Supremo Tribunal Federal RE 540051 AGR / SP Supremo ter enfrentado a matéria no citado processo, foi admitida a repercussão geral no Recurso Extraordinário nº 591.340, devendo, pois, aguardar-se o deslinde da controvérsia. A União, na contraminuta de folha 406 a 408, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651576. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Não assiste razão à agravante. Observem que, depois de reconhecida a repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário nº 591.340/SP, o mérito da controvérsia foi apreciado pelo Plenário no Recurso Extraordinário nº 344.994/PR. Na oportunidade, o Tribunal concluiu pela constitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei nº 8.981/95, no que limitaram em 30%, para cada ano-base, o direito do contribuinte de compensar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro – CSSL. Assentou a ausência de afronta à irretroatividade e à anterioridade bem como de direito adquirido ao regime de compensação. Ante o escore do julgamento, quando fui voz isolada, mostra-se infrutífero provocar a reabertura do tema. Desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651577. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Não assiste razão à agravante. Observem que, depois de reconhecida a repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário nº 591.340/SP, o mérito da controvérsia foi apreciado pelo Plenário no Recurso Extraordinário nº 344.994/PR. Na oportunidade, o Tribunal concluiu pela constitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei nº 8.981/95, no que limitaram em 30%, para cada ano-base, o direito do contribuinte de compensar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro – CSSL. Assentou a ausência de afronta à irretroatividade e à anterioridade bem como de direito adquirido ao regime de compensação. Ante o escore do julgamento, quando fui voz isolada, mostra-se infrutífero provocar a reabertura do tema. Desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633218 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633218 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4690070
2013-09-24T00:00:00
2013-10-18T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 24.9.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO – PREJUÍZOS – CONSIDERAÇÃO – PRECEDENTE DO PLENÁRIO. O Plenário, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 344.994/PR, assentou a constitucionalidade do preceito de lei que limitou a consideração do prejuízo à quota de 30% anual. Ressalva de entendimento pessoal.
sjur245507
- Acórdão(s) citado(s): (COMPENSAÇÃO, IRPJ, CSSL) RE 591340 RG. Número de páginas: 5. Análise: 22/10/2013, TIA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
540051
[ "LEG-FED LEI-008981 ANO-1995\n ART-00042 ART-00058\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 540051 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO – PREJUÍZOS – CONSIDERAÇÃO – PRECEDENTE DO PLENÁRIO. O Plenário, no julgamento do Recurso Extraordinário n 344.994/PR, assentou a constitucionalidade do preceito de lei que limitou a consideração do prejuízo à quota de 30% anual. Ressalva de entendimento pessoal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 24 de setembro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651575. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 388, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ARTIGOS 42 E 58 DA LEI n 8.981/95 – IMPOSTO DE RENDA - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO - CÔMPUTO DE PREJUÍZOS – LIMITAÇÃO EM 30% – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Afasto o sobrestamento anteriormente determinado. 2. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 344.994-0/PR, concluiu pela constitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei n 8.981/95, no que limitaram em 30%, para cada ano- base, o direito do contribuinte de compensar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro - CSSL. 3. Em face do precedente, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 397 a 399, alega que, apesar de o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651576. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 388, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ARTIGOS 42 E 58 DA LEI n 8.981/95 – IMPOSTO DE RENDA - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO - CÔMPUTO DE PREJUÍZOS – LIMITAÇÃO EM 30% – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Afasto o sobrestamento anteriormente determinado. 2. O Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 344.994-0/PR, concluiu pela constitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei n 8.981/95, no que limitaram em 30%, para cada ano- base, o direito do contribuinte de compensar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro - CSSL. 3. Em face do precedente, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 397 a 399, alega que, apesar de o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651576. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório Recurso Extraordinário 540051 AGR / SP Supremo ter enfrentado a matéria no citado processo, foi admitida a repercussão geral no Recurso Extraordinário n 591.340, devendo, pois, aguardar-se o deslinde da controvérsia. A União, na contraminuta de folha 406 a 408, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651576. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 540051 AGR / SP Supremo ter enfrentado a matéria no citado processo, foi admitida a repercussão geral no Recurso Extraordinário n 591.340, devendo, pois, aguardar-se o deslinde da controvérsia. A União, na contraminuta de folha 406 a 408, aponta o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651576. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Não assiste razão à agravante. Observem que, depois de reconhecida a repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário n 591.340/SP, o mérito da controvérsia foi apreciado pelo Plenário no Recurso Extraordinário n 344.994/PR. Na oportunidade, o Tribunal concluiu pela constitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei n 8.981/95, no que limitaram em 30%, para cada ano-base, o direito do contribuinte de compensar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro – CSSL. Assentou a ausência de afronta à irretroatividade e à anterioridade bem como de direito adquirido ao regime de compensação. Ante o escore do julgamento, quando fui voz isolada, mostra-se infrutífero provocar a reabertura do tema. Desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651577. Supremo Tribunal Federal 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Não assiste razão à agravante. Observem que, depois de reconhecida a repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário n 591.340/SP, o mérito da controvérsia foi apreciado pelo Plenário no Recurso Extraordinário n 344.994/PR. Na oportunidade, o Tribunal concluiu pela constitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei n 8.981/95, no que limitaram em 30%, para cada ano-base, o direito do contribuinte de compensar os prejuízos fiscais do Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e da base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro – CSSL. Assentou a ausência de afronta à irretroatividade e à anterioridade bem como de direito adquirido ao regime de compensação. Ante o escore do julgamento, quando fui voz isolada, mostra-se infrutífero provocar a reabertura do tema. Desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651577. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/09/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633218 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540.051 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : BETANCOURT ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GILBERTO CIPULLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 24.9.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processo a ele vinculado. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4633218 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540 . 051", "Recurso Extraordinário n 344 . 994 / PR", "Recurso Extraordinário n 344 . 994 - 0 / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540 . 051", "Recurso Extraordinário n 344 . 994 - 0 / PR", "Recurso Extraordinário 540051 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 591 . 340", "Recurso Extraordinário 540051 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 591 . 340", "Recurso Extraordinário n 591 . 340 / SP", "Recurso Extraordinário n 344 . 994 / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540 . 051", "Recurso Extraordinário n 591 . 340 / SP", "Recurso Extraordinário n 344 . 994 / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540 . 051", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 540 . 051" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 42 E 58 DA LEI n 8 . 981 / 95", "artigos 42 e 58 da Lei n 8 . 981 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 42 E 58 DA LEI n 8 . 981 / 95", "artigos 42 e 58 da Lei n 8 . 981 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 42 e 58 da Lei n 8 . 981 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Lei n 8 . 981 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BETANCOURT ENGENHARIA LTDA", "UNIÃO", "Plenário", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BETANCOURT ENGENHARIA LTDA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BETANCOURT ENGENHARIA LTDA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BETANCOURT ENGENHARIA LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BETANCOURT ENGENHARIA LTDA", "UNIÃO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "GILBERTO CIPULLO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "GILBERTO CIPULLO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "GILBERTO CIPULLO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "GILBERTO CIPULLO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "GILBERTO CIPULLO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "09", "/", "2013", "24 de setembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.862 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :J E C D J IMPTE.(S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº 257269 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Atentado violento ao pudor. Violência presumida. Condenação. Regime inicial semiaberto. 3. Pedido de fixação do regime aberto. Impossibilidade. A gravidade concreta da conduta justifica a fixação do regime mais gravoso, pois a escolha do regime inicial não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da pena estabelecida, devendo-se considerar as demais circunstâncias do caso, as quais revelam a maior periculosidade do agente. Precedentes. 4. Princípio da proporcionalidade: a fixação do regime aberto representaria proteção judicial insuficiente. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, indeferir o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4884239. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 22/10/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.862 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : J E C D J IMPTE.(S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº 257269 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4794917 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.862 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : J E C D J IMPTE.(S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº 257269 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4794917 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4954555
2013-10-22T00:00:00
2013-12-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 22.10.2013.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Atentado violento ao pudor. Violência presumida. Condenação. Regime inicial semiaberto. 3. Pedido de fixação do regime aberto. Impossibilidade. A gravidade concreta da conduta justifica a fixação do regime mais gravoso, pois a escolha do regime inicial não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da pena estabelecida, devendo-se considerar as demais circunstâncias do caso, as quais revelam a maior periculosidade do agente. Precedentes. 4. Princípio da proporcionalidade: a fixação do regime aberto representaria proteção judicial insuficiente. 5. Ordem denegada.
sjur250390
Número de páginas: 2. Análise: 16/12/2013, TIA.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
115862
null
HC
acordaos
HC 115862
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PACTE.(S) : J E C D J IMPTE.(S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº 257269 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 22/10/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.862 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :J E C D J IMPTE.(S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n 257269 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Atentado violento ao pudor. Violência presumida. Condenação. Regime inicial semiaberto. 3. Pedido de fixação do regime aberto. Impossibilidade. A gravidade concreta da conduta justifica a fixação do regime mais gravoso, pois a escolha do regime inicial não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da pena estabelecida, devendo-se considerar as demais circunstâncias do caso, as quais revelam a maior periculosidade do agente. Precedentes. 4. Princípio da proporcionalidade: a fixação do regime aberto representaria proteção judicial insuficiente. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, indeferir o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de outubro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4884239. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 22/10/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.862 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : J E C D J IMPTE.(S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC n 257269 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4794917 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.862 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : J E C D J IMPTE.(S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC n 257269 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4794917 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 115 . 862", "HC n 257269 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "HC n 257269 DO", "HABEAS CORPUS 115 . 862", "HC n 257269 DO SUPERIOR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARIA CLAUDIA DE SEIXAS", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA CLAUDIA DE SEIXAS", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "MARIA CLAUDIA DE SEIXAS", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "10", "/", "2013", "22 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2013", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) :ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N.º 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – IMPLEMENTO DE ORDEM – CORRÉU – EXTENSÃO – PRONUNCIAMENTO ANTERIOR – CRÍTICA – IRRELEVÂNCIA. Uma vez verificados idênticos parâmetros, cumpre estender ordem formalizada a corréu, sendo imprópria a crítica ao pronunciamento anterior. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794339. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) :ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N.º 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: FLAGRANTE – PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – EXTENSÃO DE ORDEM – INDEFERIMENTO – LIMINAR IMPLEMENTADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: O paciente, preso em flagrante no dia 20 de setembro de 2012, juntamente com outras duas pessoas, foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos artigos 33 (tráfico de entorpecentes) e 35 (associação para esse fim) da Lei nº 11.343, de 2006. O Juízo da Comarca de Mãe do Rio/PA converteu a prisão em preventiva. Anotou a presença dos elementos justificadores da custódia cautelar. Consignou constarem do auto de detenção dados que demonstram, por si mesmos, a imprescindibilidade do ato de constrição. Assentou existir presunção relativa quanto à necessidade de preservação da prisão – citando julgado e entendimento doutrinário nesse sentido – e competir ao magistrado verificar apenas se há prova em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) :ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N.º 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: FLAGRANTE – PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – EXTENSÃO DE ORDEM – INDEFERIMENTO – LIMINAR IMPLEMENTADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: O paciente, preso em flagrante no dia 20 de setembro de 2012, juntamente com outras duas pessoas, foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos artigos 33 (tráfico de entorpecentes) e 35 (associação para esse fim) da Lei nº 11.343, de 2006. O Juízo da Comarca de Mãe do Rio/PA converteu a prisão em preventiva. Anotou a presença dos elementos justificadores da custódia cautelar. Consignou constarem do auto de detenção dados que demonstram, por si mesmos, a imprescindibilidade do ato de constrição. Assentou existir presunção relativa quanto à necessidade de preservação da prisão – citando julgado e entendimento doutrinário nesse sentido – e competir ao magistrado verificar apenas se há prova em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório HC 115115 / PA contrário. O corréu Edson de Sousa Florindo impetrou habeas no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no qual concedida a liberdade provisória em 21 de maio de 2012. A relatora ressaltou a excepcionalidade da medida e a ausência de fundamentação idônea da decisão. Notou não ser a gravidade abstrata do delito suficiente para a manutenção da constrição cautelar. Frisou, ainda, que, ao indeferir-se o pleito de revogação de prisão, tampouco se teria observado os requisitos legais. Formalizou-se pedido de extensão do benefício em favor do paciente – Habeas Corpus nº 2012.3.015412-6. A Câmara Criminal indeferiu a ordem, por maioria, em 20 de agosto de 2012. Sublinhou extrair do ato por meio do qual a prisão foi convertida em preventiva a necessidade de garantir a ordem pública. Salientou não haver identidade entre a situação fático-processual do paciente e a dos demais corréus. Impetrou-se habeas no Superior Tribunal de Justiça – de nº 252.549/PA. O ministro Og Fernandes, relator, deixou de acolher o pedido de liminar em 28 de agosto de 2012. Assinalou não vislumbrar manifesta ilegalidade apta a justificar o deferimento do pleito em cognição sumária. Neste habeas, o impetrante argui ilegalidade manifesta na segregação do paciente, apta a justificar o afastamento do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Anota a generalidade das razões do pronunciamento que implicou a conversão da prisão em preventiva. Alega a inobservância dos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Assevera a impropriedade do argumento relativo à falta de identidade fática com a situação do corréu solto, porquanto o desembargador não teria 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA contrário. O corréu Edson de Sousa Florindo impetrou habeas no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no qual concedida a liberdade provisória em 21 de maio de 2012. A relatora ressaltou a excepcionalidade da medida e a ausência de fundamentação idônea da decisão. Notou não ser a gravidade abstrata do delito suficiente para a manutenção da constrição cautelar. Frisou, ainda, que, ao indeferir-se o pleito de revogação de prisão, tampouco se teria observado os requisitos legais. Formalizou-se pedido de extensão do benefício em favor do paciente – Habeas Corpus nº 2012.3.015412-6. A Câmara Criminal indeferiu a ordem, por maioria, em 20 de agosto de 2012. Sublinhou extrair do ato por meio do qual a prisão foi convertida em preventiva a necessidade de garantir a ordem pública. Salientou não haver identidade entre a situação fático-processual do paciente e a dos demais corréus. Impetrou-se habeas no Superior Tribunal de Justiça – de nº 252.549/PA. O ministro Og Fernandes, relator, deixou de acolher o pedido de liminar em 28 de agosto de 2012. Assinalou não vislumbrar manifesta ilegalidade apta a justificar o deferimento do pleito em cognição sumária. Neste habeas, o impetrante argui ilegalidade manifesta na segregação do paciente, apta a justificar o afastamento do Verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Anota a generalidade das razões do pronunciamento que implicou a conversão da prisão em preventiva. Alega a inobservância dos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Assevera a impropriedade do argumento relativo à falta de identidade fática com a situação do corréu solto, porquanto o desembargador não teria 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 115115 / PA indicado as diferenças entre elas. Destaca o parecer do Procurador de Justiça favorável à concessão da liberdade, no qual reconhece não haver sido a decisão proferida por motivos de caráter pessoal, mas sem individualização de condutas ou de predicados dos indiciados. Requer o implemento de liminar para, reconhecendo a ilegalidade da segregação, expedir-se alvará de soltura em favor do paciente. No mérito, pretende a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela não admissão do habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou estar o Habeas Corpus nº 252.549/PA concluso ao relator, com parecer do Ministério Público Federal. Lancei visto no processo em 28 de julho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 6 de agosto seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA indicado as diferenças entre elas. Destaca o parecer do Procurador de Justiça favorável à concessão da liberdade, no qual reconhece não haver sido a decisão proferida por motivos de caráter pessoal, mas sem individualização de condutas ou de predicados dos indiciados. Requer o implemento de liminar para, reconhecendo a ilegalidade da segregação, expedir-se alvará de soltura em favor do paciente. No mérito, pretende a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela não admissão do habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou estar o Habeas Corpus nº 252.549/PA concluso ao relator, com parecer do Ministério Público Federal. Lancei visto no processo em 28 de julho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 6 de agosto seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação deste processo, uma vez existente órgão com competência constitucional para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Conforme venho consignando, o Verbete nº 691 da Súmula do Supremo há de ser tomado em harmonia com o Diploma Maior. É que o habeas corpus não se faz limitado à natureza da decisão impugnada, exceto a previsão relativa a transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei – inciso LXI do artigo 5º da Carta Federal. Cumpre, portanto, examinar o pedido formulado e dizer se o indeferimento da liminar no Superior Tribunal de Justiça implicou, ou não, ilegalidade a alcançar a liberdade de locomoção. Somente assim haverá a preservação dessa ação nobre. Admito o habeas e, valendo-me do que tive a oportunidade de assentar, ao deferir, em 29 de outubro de 2012, a medida acauteladora, torno-a definitiva: 2. Salta aos olhos a ilegalidade. Ante pedido de extensão, considerada a ordem deferida quanto a corréu, presente a insubsistência das premissas do ato mediante o qual transformado o flagrante em prisão preventiva, veio a relatora a ficar vencida. Então, de forma pouco orgânica, para dizer-se o mínimo, a maioria criticou a decisão anterior, de Colegiado, e ressaltou a gravidade da prática delituosa. Em momento algum, apontou-se situação peculiar do paciente a distanciá-lo do quadro que levou ao benefício no tocante a corréu. Mais do que isso, conforme assentou o Colegiado na origem, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794341. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação deste processo, uma vez existente órgão com competência constitucional para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Conforme venho consignando, o Verbete nº 691 da Súmula do Supremo há de ser tomado em harmonia com o Diploma Maior. É que o habeas corpus não se faz limitado à natureza da decisão impugnada, exceto a previsão relativa a transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei – inciso LXI do artigo 5º da Carta Federal. Cumpre, portanto, examinar o pedido formulado e dizer se o indeferimento da liminar no Superior Tribunal de Justiça implicou, ou não, ilegalidade a alcançar a liberdade de locomoção. Somente assim haverá a preservação dessa ação nobre. Admito o habeas e, valendo-me do que tive a oportunidade de assentar, ao deferir, em 29 de outubro de 2012, a medida acauteladora, torno-a definitiva: 2. Salta aos olhos a ilegalidade. Ante pedido de extensão, considerada a ordem deferida quanto a corréu, presente a insubsistência das premissas do ato mediante o qual transformado o flagrante em prisão preventiva, veio a relatora a ficar vencida. Então, de forma pouco orgânica, para dizer-se o mínimo, a maioria criticou a decisão anterior, de Colegiado, e ressaltou a gravidade da prática delituosa. Em momento algum, apontou-se situação peculiar do paciente a distanciá-lo do quadro que levou ao benefício no tocante a corréu. Mais do que isso, conforme assentou o Colegiado na origem, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794341. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115115 / PA pronunciamento relativo à substituição do flagrante pela prisão preventiva mostra-se ausente de fundamentação. Não foram lançadas razões para manter-se o afastamento da liberdade de locomoção dos réus. Defiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794341. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA pronunciamento relativo à substituição do flagrante pela prisão preventiva mostra-se ausente de fundamentação. Não foram lançadas razões para manter-se o afastamento da liberdade de locomoção dos réus. Defiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794341. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, Vossa Excelência está concedendo a ordem pela questão da fundamentação da prisão preventiva? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Pela extensão, considerado o mesmo ato, sem qualquer peculiaridade, considerados os acusados. O Tribunal Superior implementou ordem; houve preclusão maior quanto a corréu. Então, quando se pretendeu a extensão a este paciente, o que fez o Colegiado? Criticou a decisão anterior – afirmei que o arrependimento não foi eficaz – e, por isso, ante a crítica, presente a nova visão, deixou de observar a norma instrumental do artigo 580 do Código de Processo Penal. É uma situação que diria, perdoem-me o vocábulo forte, teratológica. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Quer dizer, o próprio STJ deu para um, mas não deu para a outra. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Como entendeu que a decisão anterior estava errada, não a estendeu ao ora paciente. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E era Turma preventa? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Penso que sim, porque são duas Turmas que julgam penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, Vossa Excelência está concedendo a ordem pela questão da fundamentação da prisão preventiva? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Pela extensão, considerado o mesmo ato, sem qualquer peculiaridade, considerados os acusados. O Tribunal Superior implementou ordem; houve preclusão maior quanto a corréu. Então, quando se pretendeu a extensão a este paciente, o que fez o Colegiado? Criticou a decisão anterior – afirmei que o arrependimento não foi eficaz – e, por isso, ante a crítica, presente a nova visão, deixou de observar a norma instrumental do artigo 580 do Código de Processo Penal. É uma situação que diria, perdoem-me o vocábulo forte, teratológica. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Quer dizer, o próprio STJ deu para um, mas não deu para a outra. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Como entendeu que a decisão anterior estava errada, não a estendeu ao ora paciente. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E era Turma preventa? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Penso que sim, porque são duas Turmas que julgam penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 115115 / PA O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Duas. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E as circunstâncias judiciais, Ministro Marco Aurélio, eram...? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Idênticas, né? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É porque, para mim, cessa tudo diante de uma decisão, em cima do mesmo ato de constrangimento, beneficiando a corréu. Certa ou errada, precluiu. A extensão, a meu ver, é automática. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Qual é o seu entendimento, Ministro Barroso? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não sei nem qual é o pano de fundo, se é tão assustador a levar um Colegiado a essa postura. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu estou sensível ao argumento do Ministro Marco Aurélio, apenas estou pensando numa forma de ser coerente em hipótese de Súmula 691, eu estou tentando ser coerente com... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até lancei uma ementa pedagógica, simplesmente pedagógica, longe de mim dar lição a quem quer que seja: "Uma vez verificados idênticos parâmetros, cumpre estender ordem formalizada a corréu, sendo imprópria a crítica ao pronunciamento anterior." Quer dizer, em síntese, um pedido de extensão não faz as vezes de ação de impugnação autônoma, de rescisória, que seria a revisão criminal, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Duas. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E as circunstâncias judiciais, Ministro Marco Aurélio, eram...? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Idênticas, né? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É porque, para mim, cessa tudo diante de uma decisão, em cima do mesmo ato de constrangimento, beneficiando a corréu. Certa ou errada, precluiu. A extensão, a meu ver, é automática. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Qual é o seu entendimento, Ministro Barroso? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não sei nem qual é o pano de fundo, se é tão assustador a levar um Colegiado a essa postura. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu estou sensível ao argumento do Ministro Marco Aurélio, apenas estou pensando numa forma de ser coerente em hipótese de Súmula 691, eu estou tentando ser coerente com... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até lancei uma ementa pedagógica, simplesmente pedagógica, longe de mim dar lição a quem quer que seja: "Uma vez verificados idênticos parâmetros, cumpre estender ordem formalizada a corréu, sendo imprópria a crítica ao pronunciamento anterior." Quer dizer, em síntese, um pedido de extensão não faz as vezes de ação de impugnação autônoma, de rescisória, que seria a revisão criminal, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 115115 / PA na contramão, porque contra o acusado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ok. Presidente, embora vá produzir a mesma consequência prática. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não se tem como fugir disso? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, eu verifico, Ministro Marco Aurélio, penso que Vossa Excelência tem por premissa não considerar isso, mas o Superior Tribunal de Justiça, Ministro Fux, na sua página oficial, concedeu o habeas corpus de ofício a este paciente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não tenho essa notícia. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, exatamente este. De modo que, por ser 691 e para ser coerente com as minhas posições anteriores, eu voto pelo prejuízo da impetração por já ter sido concedida a ordem pelo Superior Tribunal de Justiça. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, julguei apenas com que havia no processo, muito embora eletrônico. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA na contramão, porque contra o acusado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ok. Presidente, embora vá produzir a mesma consequência prática. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não se tem como fugir disso? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, eu verifico, Ministro Marco Aurélio, penso que Vossa Excelência tem por premissa não considerar isso, mas o Superior Tribunal de Justiça, Ministro Fux, na sua página oficial, concedeu o habeas corpus de ofício a este paciente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não tenho essa notícia. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, exatamente este. De modo que, por ser 691 e para ser coerente com as minhas posições anteriores, eu voto pelo prejuízo da impetração por já ter sido concedida a ordem pelo Superior Tribunal de Justiça. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, julguei apenas com que havia no processo, muito embora eletrônico. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Acompanho a divergência, porque também valido essa consulta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777990. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Acompanho a divergência, porque também valido essa consulta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Esclarecimento 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Apenas para justificar, quer dizer, embora eu estivesse de pleno acordo, é porque, pela postura que eu tenho adotado em relação à Súmula 691, estou tentando manter coerência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792155. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Apenas para justificar, quer dizer, embora eu estivesse de pleno acordo, é porque, pela postura que eu tenho adotado em relação à Súmula 691, estou tentando manter coerência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.115 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) : ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N.º 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o Senhor Ministro Roberto Barroso e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816852 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.115 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) : ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N.º 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o Senhor Ministro Roberto Barroso e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816852 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4941628
2013-10-22T00:00:00
2013-11-28T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o Senhor Ministro Roberto Barroso e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 22.10.2013.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – IMPLEMENTO DE ORDEM – CORRÉU – EXTENSÃO – PRONUNCIAMENTO ANTERIOR – CRÍTICA – IRRELEVÂNCIA. Uma vez verificados idênticos parâmetros, cumpre estender ordem formalizada a corréu, sendo imprópria a crítica ao pronunciamento anterior.
sjur250046
Número de páginas: 12. Análise: 05/12/2013, JOS. Revisão: 10/01/2014, SER.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
115115
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00061\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 115115
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PACTE.(S) : MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) : ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N.º 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) :ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N. 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – IMPLEMENTO DE ORDEM – CORRÉU – EXTENSÃO – PRONUNCIAMENTO ANTERIOR – CRÍTICA – IRRELEVÂNCIA. Uma vez verificados idênticos parâmetros, cumpre estender ordem formalizada a corréu, sendo imprópria a crítica ao pronunciamento anterior. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 22 de outubro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794339. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) :ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N. 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: FLAGRANTE – PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – EXTENSÃO DE ORDEM – INDEFERIMENTO – LIMINAR IMPLEMENTADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: O paciente, preso em flagrante no dia 20 de setembro de 2012, juntamente com outras duas pessoas, foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos artigos 33 (tráfico de entorpecentes) e 35 (associação para esse fim) da Lei n 11.343, de 2006. O Juízo da Comarca de Mãe do Rio/PA converteu a prisão em preventiva. Anotou a presença dos elementos justificadores da custódia cautelar. Consignou constarem do auto de detenção dados que demonstram, por si mesmos, a imprescindibilidade do ato de constrição. Assentou existir presunção relativa quanto à necessidade de preservação da prisão – citando julgado e entendimento doutrinário nesse sentido – e competir ao magistrado verificar apenas se há prova em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) :ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC N. 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida: FLAGRANTE – PRISÃO PREVENTIVA – FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA – EXTENSÃO DE ORDEM – INDEFERIMENTO – LIMINAR IMPLEMENTADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: O paciente, preso em flagrante no dia 20 de setembro de 2012, juntamente com outras duas pessoas, foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos artigos 33 (tráfico de entorpecentes) e 35 (associação para esse fim) da Lei n 11.343, de 2006. O Juízo da Comarca de Mãe do Rio/PA converteu a prisão em preventiva. Anotou a presença dos elementos justificadores da custódia cautelar. Consignou constarem do auto de detenção dados que demonstram, por si mesmos, a imprescindibilidade do ato de constrição. Assentou existir presunção relativa quanto à necessidade de preservação da prisão – citando julgado e entendimento doutrinário nesse sentido – e competir ao magistrado verificar apenas se há prova em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório HC 115115 / PA contrário. O corréu Edson de Sousa Florindo impetrou habeas no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no qual concedida a liberdade provisória em 21 de maio de 2012. A relatora ressaltou a excepcionalidade da medida e a ausência de fundamentação idônea da decisão. Notou não ser a gravidade abstrata do delito suficiente para a manutenção da constrição cautelar. Frisou, ainda, que, ao indeferir-se o pleito de revogação de prisão, tampouco se teria observado os requisitos legais. Formalizou-se pedido de extensão do benefício em favor do paciente – Habeas Corpus n 2012.3.015412-6. A Câmara Criminal indeferiu a ordem, por maioria, em 20 de agosto de 2012. Sublinhou extrair do ato por meio do qual a prisão foi convertida em preventiva a necessidade de garantir a ordem pública. Salientou não haver identidade entre a situação fático-processual do paciente e a dos demais corréus. Impetrou-se habeas no Superior Tribunal de Justiça – de n 252.549/PA. O ministro Og Fernandes, relator, deixou de acolher o pedido de liminar em 28 de agosto de 2012. Assinalou não vislumbrar manifesta ilegalidade apta a justificar o deferimento do pleito em cognição sumária. Neste habeas, o impetrante argui ilegalidade manifesta na segregação do paciente, apta a justificar o afastamento do Verbete n 691 da Súmula do Supremo. Anota a generalidade das razões do pronunciamento que implicou a conversão da prisão em preventiva. Alega a inobservância dos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Assevera a impropriedade do argumento relativo à falta de identidade fática com a situação do corréu solto, porquanto o desembargador não teria 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA contrário. O corréu Edson de Sousa Florindo impetrou habeas no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, no qual concedida a liberdade provisória em 21 de maio de 2012. A relatora ressaltou a excepcionalidade da medida e a ausência de fundamentação idônea da decisão. Notou não ser a gravidade abstrata do delito suficiente para a manutenção da constrição cautelar. Frisou, ainda, que, ao indeferir-se o pleito de revogação de prisão, tampouco se teria observado os requisitos legais. Formalizou-se pedido de extensão do benefício em favor do paciente – Habeas Corpus n 2012.3.015412-6. A Câmara Criminal indeferiu a ordem, por maioria, em 20 de agosto de 2012. Sublinhou extrair do ato por meio do qual a prisão foi convertida em preventiva a necessidade de garantir a ordem pública. Salientou não haver identidade entre a situação fático-processual do paciente e a dos demais corréus. Impetrou-se habeas no Superior Tribunal de Justiça – de n 252.549/PA. O ministro Og Fernandes, relator, deixou de acolher o pedido de liminar em 28 de agosto de 2012. Assinalou não vislumbrar manifesta ilegalidade apta a justificar o deferimento do pleito em cognição sumária. Neste habeas, o impetrante argui ilegalidade manifesta na segregação do paciente, apta a justificar o afastamento do Verbete n 691 da Súmula do Supremo. Anota a generalidade das razões do pronunciamento que implicou a conversão da prisão em preventiva. Alega a inobservância dos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Assevera a impropriedade do argumento relativo à falta de identidade fática com a situação do corréu solto, porquanto o desembargador não teria 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 115115 / PA indicado as diferenças entre elas. Destaca o parecer do Procurador de Justiça favorável à concessão da liberdade, no qual reconhece não haver sido a decisão proferida por motivos de caráter pessoal, mas sem individualização de condutas ou de predicados dos indiciados. Requer o implemento de liminar para, reconhecendo a ilegalidade da segregação, expedir-se alvará de soltura em favor do paciente. No mérito, pretende a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela não admissão do habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou estar o Habeas Corpus n 252.549/PA concluso ao relator, com parecer do Ministério Público Federal. Lancei visto no processo em 28 de julho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 6 de agosto seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA indicado as diferenças entre elas. Destaca o parecer do Procurador de Justiça favorável à concessão da liberdade, no qual reconhece não haver sido a decisão proferida por motivos de caráter pessoal, mas sem individualização de condutas ou de predicados dos indiciados. Requer o implemento de liminar para, reconhecendo a ilegalidade da segregação, expedir-se alvará de soltura em favor do paciente. No mérito, pretende a confirmação da providência. A Procuradoria Geral da República opina pela não admissão do habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem. Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou estar o Habeas Corpus n 252.549/PA concluso ao relator, com parecer do Ministério Público Federal. Lancei visto no processo em 28 de julho de 2013, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 6 de agosto seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794340. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação deste processo, uma vez existente órgão com competência constitucional para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Conforme venho consignando, o Verbete n 691 da Súmula do Supremo há de ser tomado em harmonia com o Diploma Maior. É que o habeas corpus não se faz limitado à natureza da decisão impugnada, exceto a previsão relativa a transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei – inciso LXI do artigo 5... da Carta Federal. Cumpre, portanto, examinar o pedido formulado e dizer se o indeferimento da liminar no Superior Tribunal de Justiça implicou, ou não, ilegalidade a alcançar a liberdade de locomoção. Somente assim haverá a preservação dessa ação nobre. Admito o habeas e, valendo-me do que tive a oportunidade de assentar, ao deferir, em 29 de outubro de 2012, a medida acauteladora, torno-a definitiva: 2. Salta aos olhos a ilegalidade. Ante pedido de extensão, considerada a ordem deferida quanto a corréu, presente a insubsistência das premissas do ato mediante o qual transformado o flagrante em prisão preventiva, veio a relatora a ficar vencida. Então, de forma pouco orgânica, para dizer-se o mínimo, a maioria criticou a decisão anterior, de Colegiado, e ressaltou a gravidade da prática delituosa. Em momento algum, apontou-se situação peculiar do paciente a distanciá-lo do quadro que levou ao benefício no tocante a corréu. Mais do que isso, conforme assentou o Colegiado na origem, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794341. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A circunstância de o ato que se rotula como de constrangimento ilegal ter sido formalizado de modo individual não é óbice à apreciação deste processo, uma vez existente órgão com competência constitucional para manifestar-se sobre a matéria, como é o caso do Supremo no tocante a pronunciamentos de membros de Tribunal que guarde a qualificação de Superior. Conforme venho consignando, o Verbete n 691 da Súmula do Supremo há de ser tomado em harmonia com o Diploma Maior. É que o habeas corpus não se faz limitado à natureza da decisão impugnada, exceto a previsão relativa a transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei – inciso LXI do artigo 5... da Carta Federal. Cumpre, portanto, examinar o pedido formulado e dizer se o indeferimento da liminar no Superior Tribunal de Justiça implicou, ou não, ilegalidade a alcançar a liberdade de locomoção. Somente assim haverá a preservação dessa ação nobre. Admito o habeas e, valendo-me do que tive a oportunidade de assentar, ao deferir, em 29 de outubro de 2012, a medida acauteladora, torno-a definitiva: 2. Salta aos olhos a ilegalidade. Ante pedido de extensão, considerada a ordem deferida quanto a corréu, presente a insubsistência das premissas do ato mediante o qual transformado o flagrante em prisão preventiva, veio a relatora a ficar vencida. Então, de forma pouco orgânica, para dizer-se o mínimo, a maioria criticou a decisão anterior, de Colegiado, e ressaltou a gravidade da prática delituosa. Em momento algum, apontou-se situação peculiar do paciente a distanciá-lo do quadro que levou ao benefício no tocante a corréu. Mais do que isso, conforme assentou o Colegiado na origem, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794341. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115115 / PA pronunciamento relativo à substituição do flagrante pela prisão preventiva mostra-se ausente de fundamentação. Não foram lançadas razões para manter-se o afastamento da liberdade de locomoção dos réus. Defiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794341. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA pronunciamento relativo à substituição do flagrante pela prisão preventiva mostra-se ausente de fundamentação. Não foram lançadas razões para manter-se o afastamento da liberdade de locomoção dos réus. Defiro a ordem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794341. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, Vossa Excelência está concedendo a ordem pela questão da fundamentação da prisão preventiva? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Pela extensão, considerado o mesmo ato, sem qualquer peculiaridade, considerados os acusados. O Tribunal Superior implementou ordem; houve preclusão maior quanto a corréu. Então, quando se pretendeu a extensão a este paciente, o que fez o Colegiado? Criticou a decisão anterior – afirmei que o arrependimento não foi eficaz – e, por isso, ante a crítica, presente a nova visão, deixou de observar a norma instrumental do artigo 580 do Código de Processo Penal. É uma situação que diria, perdoem-me o vocábulo forte, teratológica. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Quer dizer, o próprio Superior Tribunal de Justiça deu para um, mas não deu para a outra. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Como entendeu que a decisão anterior estava errada, não a estendeu ao ora paciente. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E era Turma preventa? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Penso que sim, porque são duas Turmas que julgam penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro Marco Aurélio, Vossa Excelência está concedendo a ordem pela questão da fundamentação da prisão preventiva? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Pela extensão, considerado o mesmo ato, sem qualquer peculiaridade, considerados os acusados. O Tribunal Superior implementou ordem; houve preclusão maior quanto a corréu. Então, quando se pretendeu a extensão a este paciente, o que fez o Colegiado? Criticou a decisão anterior – afirmei que o arrependimento não foi eficaz – e, por isso, ante a crítica, presente a nova visão, deixou de observar a norma instrumental do artigo 580 do Código de Processo Penal. É uma situação que diria, perdoem-me o vocábulo forte, teratológica. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Quer dizer, o próprio Superior Tribunal de Justiça deu para um, mas não deu para a outra. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Como entendeu que a decisão anterior estava errada, não a estendeu ao ora paciente. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - E era Turma preventa? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Penso que sim, porque são duas Turmas que julgam penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 115115 / PA O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Duas. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E as circunstâncias judiciais, Ministro Marco Aurélio, eram...? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Idênticas, né? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É porque, para mim, cessa tudo diante de uma decisão, em cima do mesmo ato de constrangimento, beneficiando a corréu. Certa ou errada, precluiu. A extensão, a meu ver, é automática. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Qual é o seu entendimento, Ministro Barroso? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não sei nem qual é o pano de fundo, se é tão assustador a levar um Colegiado a essa postura. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu estou sensível ao argumento do Ministro Marco Aurélio, apenas estou pensando numa forma de ser coerente em hipótese de Súmula 691, eu estou tentando ser coerente com... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até lancei uma ementa pedagógica, simplesmente pedagógica, longe de mim dar lição a quem quer que seja: "Uma vez verificados idênticos parâmetros, cumpre estender ordem formalizada a corréu, sendo imprópria a crítica ao pronunciamento anterior." Quer dizer, em síntese, um pedido de extensão não faz as vezes de ação de impugnação autônoma, de rescisória, que seria a revisão criminal, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Duas. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E as circunstâncias judiciais, Ministro Marco Aurélio, eram...? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Idênticas, né? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É porque, para mim, cessa tudo diante de uma decisão, em cima do mesmo ato de constrangimento, beneficiando a corréu. Certa ou errada, precluiu. A extensão, a meu ver, é automática. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Qual é o seu entendimento, Ministro Barroso? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não sei nem qual é o pano de fundo, se é tão assustador a levar um Colegiado a essa postura. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu estou sensível ao argumento do Ministro Marco Aurélio, apenas estou pensando numa forma de ser coerente em hipótese de Súmula 691, eu estou tentando ser coerente com... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até lancei uma ementa pedagógica, simplesmente pedagógica, longe de mim dar lição a quem quer que seja: "Uma vez verificados idênticos parâmetros, cumpre estender ordem formalizada a corréu, sendo imprópria a crítica ao pronunciamento anterior." Quer dizer, em síntese, um pedido de extensão não faz as vezes de ação de impugnação autônoma, de rescisória, que seria a revisão criminal, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 115115 / PA na contramão, porque contra o acusado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ok. Presidente, embora vá produzir a mesma consequência prática. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não se tem como fugir disso? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, eu verifico, Ministro Marco Aurélio, penso que Vossa Excelência tem por premissa não considerar isso, mas o Superior Tribunal de Justiça, Ministro Fux, na sua página oficial, concedeu o habeas corpus de ofício a este paciente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não tenho essa notícia. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, exatamente este. De modo que, por ser 691 e para ser coerente com as minhas posições anteriores, eu voto pelo prejuízo da impetração por já ter sido concedida a ordem pelo Superior Tribunal de Justiça. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, julguei apenas com que havia no processo, muito embora eletrônico. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Supremo Tribunal Federal HC 115115 / PA na contramão, porque contra o acusado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ok. Presidente, embora vá produzir a mesma consequência prática. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não se tem como fugir disso? O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, eu verifico, Ministro Marco Aurélio, penso que Vossa Excelência tem por premissa não considerar isso, mas o Superior Tribunal de Justiça, Ministro Fux, na sua página oficial, concedeu o habeas corpus de ofício a este paciente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Não tenho essa notícia. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É, exatamente este. De modo que, por ser 691 e para ser coerente com as minhas posições anteriores, eu voto pelo prejuízo da impetração por já ter sido concedida a ordem pelo Superior Tribunal de Justiça. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, julguei apenas com que havia no processo, muito embora eletrônico. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4931793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Acompanho a divergência, porque também valido essa consulta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777990. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Acompanho a divergência, porque também valido essa consulta. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4777990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Esclarecimento 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Apenas para justificar, quer dizer, embora eu estivesse de pleno acordo, é porque, pela postura que eu tenho adotado em relação à Súmula 691, estou tentando manter coerência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792155. Supremo Tribunal Federal 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.115 PARÁ ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Apenas para justificar, quer dizer, embora eu estivesse de pleno acordo, é porque, pela postura que eu tenho adotado em relação à Súmula 691, estou tentando manter coerência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/10/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.115 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) : ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N. 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o Senhor Ministro Roberto Barroso e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816852 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.115 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCILEY CAVALCANTE SANTOS IMPTE.(S) : ALEXANDRE BARBOSA LISBOA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC N. 252.549 - PA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencidos o Senhor Ministro Roberto Barroso e a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 22.10.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4816852 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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